Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2014 | 02h05

'Democradura'?

Nossa democracia, a instalada pela sociedade após a Constituição de 1988, tem um Executivo forte. O equilíbrio e o papel que seria de esperar que o Legislativo cumprisse, convenhamos, ficaram prejudicados com a ascensão ao poder do PT e de sua "base aliada", mantida com prebendas. Eis que agora ameaçam veladamente o Judiciário a aderir, o que se pode depreender da defesa política dos advogados dos três mais famosos réus da Ação Penal 470, ao afirmarem aos membros da mais alta Corte do País que o partido está no poder há 12 anos e vai vencer as próximas eleições. Traduzindo: revejam com cuidado as penas dos nossos clientes, caso contrário o povo se manifestará. Estamos numa "democradura"?

MARCO ANTONIO ESTEVES BALBI

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

Arena política

Depois de ver o Supremo Tribunal Federal (STF) ser transformado pelos advogados dos réus do mensalão e por alguns juízes numa arena política, cheguei à conclusão de que a única saída é o povo ir às ruas para, num grito uníssono, pedir misericórdia para a nossa Pátria.

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

Petulância

O advogado do político condenado José Genoino parece que pretende ser iluminado pelos holofotes da mídia para alcançar notoriedade em sua profissão. A petulância de afrontar o STF em sua própria casa e travestir a quadrilha em partido político ofende a inteligência dos juízes cultos e preparados, subestima a sua inteligência e revela um advogado fraco e tosco, que chegou ao cúmulo de ameaçar a Corte com a força do PT. A explanação do Ministério Público sobre formação de quadrilha foi claríssima e não deixou dúvidas sobre a questão. O voto do ministro Barroso deve ser o fiel da balança no resultado final do julgamento, eis que os votos dos demais juízes já são esperados.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Formação de quadrilha

Pela lei penal, o crime de formação de quadrilha se dá quando mais de três pessoas se associam em bando ou quadrilha para cometer crimes. No mensalão os vários réus condenados por corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas reuniram-se para cometer tais crimes com único intuito de pagar a congressistas pela garantia do voto em projetos de interesse do governo então vigente. Sabemos que nas entrelinhas das leis há brechas para anular até a própria lei. Mas, ao pé da letra, se não houve formação de quadrilha no caso, estará o STF julgando a mudança do próprio conceito que define a prática do crime.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Minha Casa, Minha Vida

Já que os cumpanheiros do PT são tão solidários, têm o nobre espírito de socorrer quem necessita e aparentemente estão com dinheiro, e muito, como vimos na operação "coitadinhos deles, não têm como pagar a multa", vai a sugestão: criar uma página de doações na web para construção de casas populares; cada vez que atingir determinado valor se sorteia uma casa para alguém que não tenha onde morar. Em poucos meses acabariam com o problema da falta de moradias.

GATTAZ GANEM

gattaz@globo.com

Carapicuíba

PLANOS ECONÔMICOS

Julgamento adiado

Depois de aguardar por mais de 20 anos, o julgamento dos planos econômicos é adiado por causa dos embargos infringentes dos condenados do mensalão. Só tenho a lamentar que cidadãos de bem tenham de esperar por julgamentos que, na minha humilde avaliação, já deveriam ter sido resolvidos. Segundo cálculos informados no Estadão de 21/2, as perdas poderiam ser de R$ 22,7 bilhões a R$ 341,2 bilhões para os bancos caso percam a disputa no STF. Pergunto se alguém já calculou o quanto os bancos obtiveram de lucro nesses mais de 20 anos.

JOSÉ LUIZ MARTIN

jluizmartin@yahoo.com.br

São Paulo

Números discrepantes

Adiado de novo o julgamento dos planos econômicos, os bancos têm mais algum tempo para recrudescer o terrorismo econômico visando a convencer os ministros do STF. Imaginem, o montante agora chega a R$ 341,2 bilhões (sic), pouco antes eram R$ 150 bilhões. Eles mesmos dizem que tais valores consideram 100% dos poupadores beneficiários, pois sabem que a grande maioria não entrou na Justiça e boa parte já foi paga pelos bancos em decorrência de ações judiciais transitadas em julgado, antes de subirem ao STF. Assim os números acima não passam de terrorismo. O Idec fala em R$ 18 bilhões e o Crédit Suisse (banco de Primeiro Mundo e não diretamente interessado), em R$ 8 bilhões a R$ 27 bilhões. Diante de números tão discrepantes, é evidente que o STF não se vai deixar enganar tão facilmente. A Febraban agiu errado. Talvez se os números por ela apresentados fossem mais coerentes, até poderiam "colar".

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Correção da poupança

Causa indignação os bancos alegarem perdas de R$ 341 bilhões caso o STF dê ganho de causa aos poupadores que têm o direito legítimo de receber os valores não pagos. Os bancos captam dinheiro no mercado pagando x% e o repassam a duas, três, quatro vezes x% a quem recorre a eles. O lucro desses repasses são astronômicos, gerando crescimentos anuais no patrimônio dessas entidades financeiras. O mais grave é que usaram o dinheiro em proveito próprio sem autorização dos seus verdadeiros proprietários.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

UCRÂNIA

Sumário da crise

A crise política na Ucrânia pode ser resumida da seguinte maneira: 1) O presidente não assinou o acordo econômico com a União Europeia; 2) não convocou referendo para saber se a maioria concordava com a sua decisão; 3) não convocou eleição parlamentar para saber se ainda contava com apoio da maioria para indicar o primeiro-ministro; 4) reprimiu as manifestações em Kiev com violência que resultou em mortes e na perda de sua legitimidade como presidente; 5) fez um acordo muito tardio para antecipar a eleição presidencial para dezembro; e 6) quando as eleições foram antecipadas para maio se pôs como vítima de um golpe de Estado, mesmo tendo sido ele quem provocou toda essa crise.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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VER PARA CRER

O economista-chefe da Goldman Sachs, Alberto Ramos, ao comentar sobre o corte de R$ 44 bilhões do Orçamento brasileiro deste ano, disse que não interessa o anúncio, "é preciso ver a execução". Nós, escaldados com as constantes continhas de chegar do governo para justificar metas não alcançadas, como São Thomé também precisamos ver para crer. Reduzir valores pelo computador é muito fácil. Basta um simples toque na tecla "deletar" e pronto, a média está feita. Aí, aqueles que não querem ver, aproximadamente 50% da população, mesmo esfolada, morrendo nas filas dos hospitais, espremida nos coletivos urbanos, enfrentando a calamidade das estradas e o descaso com a educação, oferece à presidente Dilma Rousseff alto índice de aprovação.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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O CORTE DE R$ 44 BILHÕES

Se o governo Dilma quer mesmo mostrar que está a fim de cortar gastos, deve começar diminuindo as despesas dos cartões corporativos que pagam hotéis e contas de restaurantes, deve diminuir a nuvem de "aspones" que paira à sua volta nos seus deslocamentos, deve proibir completamente que aviões da FAB transportem políticos aliados para se submeterem a transplantes inúteis de cabelo, deve diminuir a propaganda mentirosa de suas obras e programas e deve deixar as inaugurações para depois do término das obras...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O NÃO CONFIÁVEL GOVERNO DILMA

O Ministério da Fazenda pressionou por um maior corte nas despesas do governo, acima de 2% do PIB, o que atrasou a definição da meta do superávit primário, o que fez Mantega cancelar sua viagem ao G-20 na Austrália. Dilma queria de 1,8% a 1,9% para acomodar a "barbeiragem" da medida de redução (eleitoreira) das tarifas telefônicas que o Tesouro precisará suportar. O cenário nacional é muito incerto e preocupante. Mantega teve de negociar com Dilma, participando da reunião, além de Aloizio Mercadante, o manipulador da "contabilidade criativa" Arno Augustin. Como é possível, com um cenário como este, o governo Dilma conseguir retomar a confiança do mercado nas ações do governo? Entram fortemente nas decisões questões político-eleitorais, transtornando a execução financeira, como o desconto na energia elétrica, teatralmente apresentado por Dilma na TV e que foi um desastre.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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BATENDO CABEÇA

Não falam a mesma língua os integrantes do governo federal. Não faz muito tempo, Gleisi Hoffmann, ex-ministra de Dilma Rousseff (Casa Civil), saiu dizendo que a "máquina pública sofre de inércia e acomodação". Por evidente, referia-se à máquina sob o comando de sua ex-chefe - ou "ex-chefa", que seja! -, que não deve ter gostado nem um pouco de tal alocução. O marido de Gleisi, o ministro das Comunicações Paulo Bernardo, criticando o pré-candidato presidencial Aécio Neves, indagou de forma retórica: "É o Aécio que vai salvar (sic) a nossa economia?". Ao falar em "salvar a economia", Bernardo admite, implicitamente, que a coisa está mal amparada, caso contrário, usaria "conduzir" ou "comandar", nunca "salvar", verbo que significa "livrar do perigo, dano ou morte" ("Aurélio"). Nessa linha de desencontros da caciquia federal, mais um exemplo nesta semana: o governo, de olho no que poderá ocorrer na Copa do Mundo, prepara um polêmico projeto de lei antivandalismo. Sobre ele, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deixou claro que o "uso de máscaras seria permitido, desde que as pessoas se identificassem à autoridade policial" (!). Ante a chuva de críticas que recebeu, não tardou para a própria "chefa" rechaçar a enormidade da lavra de seu ministro, ao deixar claro que não são "democratas" os que escondem o rosto em manifestações - caso dos "black blocs" -, sinalizando que o governo criminalizará mascarados. Com tanta gente desafinando, melhor a fazer é trocar músicos e regente, sob pena de o Brasil virar uma Argentina - ou quiçá uma Venezuela, aquele país conflagrado do continente que, segundo Lula, padece de "excesso de democracia".

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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INOCÊNCIA OU HIPOCRISIA

Empresários reunidos em jantar na residência do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB), declararam que "a confiança dos empresários no governo acabou". Santa inocência ou torpe hipocrisia? Será que durante mais de dez anos esses inocentes e cândidos senhores achavam que um governo de esquerdistas e farsantes aéticos poderia levar o País a bom destino? Agora, secadas a tetas do erário e vislumbrado o desastre, os ratos deixam o barco. Ainda bem. Poderiam ir dormir sem ouvirem do sr. Bernardo, marido de dona Gleisi e auxiliar de dona Dilma, uma menção ao "biquinho" que estariam agora fazendo. Se desde o início do desgoverno petista tivessem esses ingênuos cavalheiros usado um pouco de sabedoria, talvez as lambanças já tivessem terminado antes da primeira reeleição e da melancólica continuidade do descalabro. Tomara não seja tarde para um pouco de compostura e de correção de rumo, de repúdio ao populismo e ao esquerdismo demagógico.

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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‘BEICINHOS’ E APAGÕES

Paulo Bernardo acusa empresários de fazerem "beicinho" para a economia e Dilma gargalha pelos apagões. Enquanto isso, o Brasil amarra o burro.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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CEGUEIRA

Pior cego é o que não quer ver. Se o manifestante está de máscara e o empresário está de "beicinho", tem que ver que tem algo de estranho no ar. Mais uma onda de protestos se anuncia com a chegada da Copa, e o nosso governo, cego e inerte aos fatos, se encaminha para a guilhotina da urna. O que vai acontecer não sei, mas gostaria muito de ver a queda da Brasília petista. A nossa bastilha deve e poderá ser menos sangrenta, urna existe para isso.

João Braulio Junqueira Netto

jonjunq@gmail.com

São Paulo

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MEDIDAS PROTECIONISTAS

O núcleo duro no petismo achava que colocar um brasileiro como dirigente máximo da Organização Mundial do Comércio (OMC) seria o mesmo que trazer, no grito, a Copa do Mundo de futebol e a Olimpíada para o Brasil. Mas não foi bem assim. Se a política comercial protecionista da dona Dilma persistir na liderança mundial de adoções de barreiras a importados, Roberto Azevedo vai ter de se demitir de vergonha.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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SEM REFORMAS

Onde estão as reformas que o PT prometeu desde 2002? Nem as "reformas" necessárias aos imóveis do Minha Casa, Minha Vida, que estão caindo aos pedaços, estão sendo feitas. Pena que somos fracos de memória.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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‘PRESIDENTA LULA’

O que será que está acontecendo entre os ministros da Dilma? Domingo o ministro foi sincero ao dar a "mão à palmatória" reconhecendo a incompetência e a necessidade de um salvador na economia do País. Na quinta-feira, a ministra Miriam Belchior mostrou publicamente que dona Dilma é só um poste recebendo orientação de Lula.

João Ricardo Silveira Jaluks

jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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PLATAFORMAS INACABADAS

Um dos sindicatos da Petrobrás reclama de que a Plataforma P-62, inaugurada pela presidente Dilma Rousseff em dezembro de 2013, teria saído do estaleiro inacabada. Há alguns dias, a presidente Dilma inaugurou o estádio em Manaus, ainda inacabado. Neste país de faz de conta inaugura-se assim, sem estar pronto. O negócio é jogar para a plateia. No lançamento do PAC-3, entre outras promessas, a presidente disse que garantiria recursos para obras no Rio, entre elas para o Metrô. Vocês acreditam nisso? Está na cara que é para turbinar a candidatura do vice-governador Luiz Fernando de Souza ao governo do Estado e melhorar a imagem do governador Sergio Cabral perante a opinião pública. Esperem sentados pelas promessas.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A PETROBRÁS HOJE

A Plataforma P-36, da Petrobrás, que afundou no Atlântico durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e que foi motivo de achaque patrocinado pelo PT e mídia, é fichinha perto do desastre em que se transformou a Petrobrás sob a batuta do PT. Hoje quem está prestes a afundar no Atlântico é a própria estatal. "Nunca na história deste país" as ações da empresa estiveram tão desvalorizadas, indício de graves problemas de gerenciamento, e, no entanto, a "oposição" não fala nada?

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A ESTATAL PEDE SOCORRO

Parabéns à presidente da Petrobrás! As ações da empresa estão virando pó e ela parece aceitar passivamente essa situação. Que seja corajosa e dê um ultimato ao governo, fazendo valer a sua posição de chefe e exigindo o que deve ser feito para o bem da empresa. Caso contrário, peça a sua demissão imediatamente.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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O PAÍS DA COPA

Nosso país é digno de uma comédia. Os estádios da Copa estão com as obras atrasadas, porém com o superfaturamento em estágio bem avançado. Hoje somos os campeões das roubalheiras. Em país algum do mundo os governantes roubam tanto como aqui, no Brasil. Querem distrair o povo com a falsa democracia em que tenta mudar o nome da Ponte Rio-Niterói. Querem tirar o nome do general para colocar o nome de um comunista. Esquecem apenas que foi um general que construiu a referida ponte. Para eliminar o general, terão de derrubar a ponte, pois só assim acabarão com os vestígios dos seus idealizadores. Isso é coisa de idiotas maoístas. Ninguém é obrigado a ser prefeito, governador ou presidente da República. Se se candidataram, é porque se achavam competentes para o cargo, portanto, devem responder civil e criminalmente por seus erros. Isso vale também para ministros e secretários. Aqui, no Rio, nosso prefeito e nosso governador têm demonstrado uma incompetência total, que tem causado muitos transtornos, inclusive com a morte de seus cidadãos. O governador, por demagogia, tenta aprovar no Congresso uma lei que proíbe o uso de bombas (buscapé) e máscaras nas manifestações populares. Mas não tenta impedir o uso de bombas (de gás lacrimogêneo e outras) pela polícia. Não tenta impedir tampouco o uso de balas de borracha, artefatos que já deixaram muitas pessoas cegas e mortas. Tampouco ainda tenta proibir a polícia de usar máscaras em algumas operações. Ainda por demagogia, criou a farsa das chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Agora a máscara caiu. O tráfico continua o mesmo em todas as comunidades, o policiamento das cidades é irrisório e os assaltos cresceram numa progressão geométrica. Onde estão os policiais? É arrastão em todas as praias, dentro do Metrô, nos shoppings, nos ônibus e em todos os cantos. E o governador, com auxílio de uma parte da mídia, tenta enganar o povo informando que vivemos num mar de tranquilidade. A verdade é que não existe polícia. Com tudo isso, o governador ainda não foi preso. Por quê? O nosso prefeito e seu secretariado são outra piada. Ele acabou com o Rio apenas para destruir o que o seu antecessor e desafeto tinha realizado. Sem realizar um estudo de viabilidade, resolve proibir o trânsito na cidade e pedir para a população viajar de ônibus, trem, metrô e barcas. Ora, mas quem consegue viajar nessa porcaria de transporte? O prefeito e o secretário de Transporte pedem, por meio da mídia, que a população deixe o carro em casa e viaje em transporte público. Em muitos países da Europa, primeiros-ministros e presidentes viajam em transporte público, aqui, nosso prefeito viaja em seu carro com motorista e mais dois carros de seguranças. Faça o que eu digo, e não o que eu faço. Enquanto isso, nossos hospitais municipais, estaduais e federais continuam mais parecendo um depósito de lixo. Importamos médicos de Cuba, mas pagamos salário de trabalho escravo, enquanto a grande fatia do salário é destinada ao governo de Cuba. Estão roubando o povo brasileiro para doar esse dinheiro a um ditador cubano. E ninguém vai preso! Isto não é um país, e sim uma sub-republiqueta de quinta categoria. Mianmar é um paraíso perto disso aqui. E somos o país da Copa.

Antonio Antunes

antonioantunes@uol.com.br

São Paulo

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OS GASTOS DA COPA

O brasileiro é enigmático, não sei por que, mas só essa classificação pode explicar o que leva atualmente alguns grupos a ir às ruas protestar contra os gastos da Copa do Mundo. E podem apostar, amanhã será contra a Olimpíada de 2016. Não há como não perguntar: Por que não protestaram antes de a Fifa aprovar o Brasil como sede da Copa? Por que vivem reclamando nas ruas do Rio, de São Paulo ou Minas, quando o certo seria protestar em Brasília, contra a presidente, e cobrar dela a desistência do Brasil em patrocinar a Copa? Por que, em vez de encher o saco das populações dessas cidades, esse pessoal não vai a São Bernardo do Campo, bater bumbo de protestos em frente ao apartamento do presidente Lula (ele o é), o responsável por trazer a Copa e a futura Olimpíada para cá? À época, com Lula rodando o mundo em busca de apoio para os dois eventos, neste mesmo "Fórum dos Leitores" eu reclamava desse absurdo com o texto: "(...) com toda essa situação na saúde, o carioca só pensa na Copa de 2014 e sonha realizar a Olimpíada de 2016". Da mesma forma e no mesmo site, também fui contra o financiamento do estádio do Corinthians, mesmo sendo torcedor dele desde que nasci. Pois é, não só carioca, mas o brasileiro em geral, ao mesmo tempo que morria jogado em macas de corredores imundos de hospitais sem médicos e equipamentos necessários para um atendimento decente, vivia a ilusão de sediar Copa e Olimpíada e aclamava Lula. Lula é o maior culpado desse absurdo? Não, culpado é o eleitor analfabeto que acredita nele.

Laércio Zannini

arsene@uol.com.br

São Paulo

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É VENDAVAL

Esse ético governo petista disse que o governo não está colocando dinheiro público na construção dos estádios de futebol? Só podem estar de brincadeira! No de Curitiba, foi previsto gastar R$ 180 milhões, já se foram mais de R$ 330 milhões e, agora, o BNDES coloca mais R$ 65 milhões. Pelo andar da coisa, vai ficar mais caro do que o retorno dos turistas e otários que vão assistir aos jogos. E ainda tem gente acreditando neles... Só podem estar lelés da cabeça. Dinheiro na mão do PT é vendaval.

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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CRECHE NÃO É PRIORIDADE

A esquizofrenia deste governo petista não tem limites. E muito menos existe respeito às prioridades reais da nossa sociedade. Então vejamos: enquanto o governo autoriza o BNDES a financiar a construção de estádios para a Copa do Mundo, com uma generosa taxa de juro a 5,9% ao ano, ao mesmo tempo determina que os bancos públicos, nos financiamentos para construção de creches para nossas crianças, solicitados por Estados e municípios, cobrem os escorchantes 9,5% de juros anualmente. Ou seja, 61% a mais. Sinal claro de que a educação nunca esteve na agenda do PT. Por outro lado, e também pelos valores envolvidos (uma média de R$ 700 milhões por estádio), é muito mais apetitoso ou atraente para os envolvidos superfaturar estas citadas obras da Copa. E mesmo assim Dilma rotula os críticos da sua gestão, que são muitos, de "caras de pau". Vai entender...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CONTRA OBRAS ATRASADAS, CHUTE NO TRASEIRO

Os fatos e dificuldades mostram que o Brasil precisa de um líder capaz de fazer o País funcionar. Somente um homem hoje está demonstrando qualidades para tal: Jérôme Valcke. Então: Valcke 2014!

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PALAVRAS AO VENTO

Em entrevista para uma revista de circulação nacional, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, diz que "Copa não ganha eleição nem voto". Pode ser, senhor ministro, mas que faz perder, disso não há a menor dúvida.

Luis Fernando Santos

luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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A BOLA DO PT

O caso da "bola do PT" com as fotos de Agnelo Queiroz, Dilma Rousseff e Lula, que apareceu em evento da Fifa em Brasília, é mais um exemplo de como os atuais detentores do poder se acham donos do Brasil. Não é diferente da estrela vermelha plantada no gramado do Palácio da Alvorada no início do governo Lula nem das cadeiras vermelhas do estádio Mané Garrincha. É a afirmação de poder do PT. Nesse caso, pelo menos, vai permitir que, com a bola em uso, possam chutar bastante, e merecidamente, a cara de quem está acabando com o nosso país.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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NÃO TEM PREÇO

Estádios para a Copa do Mundo = R$ 8,9 bilhões; Estádio Mané Garrincha (com goteiras) = R$ 1,4 bilhão; Bola de futebol com a foto de Lula, Dilma e Agnelo Queiroz para ser chutada nos gramados enlameados da política de Brasília = não tem preço. Até eu gostaria de chutar a cara dessa turma.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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PASSE DE MÁGICA

Na inauguração do Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, Dilma Rousseff trocou passe com o jogador colorado D’Alessandro. Para quem dizia que faria "o diabo" para se reeleger, sua apresentação no Beira-Rio foi dentro dos conformes.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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IMPIEDOSOS

Após ler o texto "O Black Bloc de SP vai radicalizar na Copa" ("Metrópole", 16/2), achei a história um absurdo. Além de eu ser contra a violência dos black blocs em qualquer ocasião, acho que é uma ignorância acreditar que com violência iremos conseguir educação e saúde melhores. O gasto com a Copa já foi feito, e, "espantando" os gringos, só irão trazer prejuízos ao Brasil e, consequentemente, menos dinheiro para a saúde e educação. Eu gostaria de reforçar que, além dessa ignorância, há uma impiedade por trás dos black blocs, pois, mesmo após a morte do cinegrafista da Band, o grupo ainda planeja radicalizar, havendo risco de matar ou ferir mais pessoas inocentes. Portanto, eu acredito que é um ato ignorante e impiedoso da parte dos black blocs acabar com a Copa radicalizando para assustar os gringos.

Thais Tiemi Afuso do Amaral, 14 anos

thaistiemi@bol.com.br

São Paulo

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FANFARRONICE

Na Copa de 1950, o palco do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, estava preparado para laurear o mais novo rei mundial do futebol. Mas não contaram com as mantras do destino e também não contaram para um adversário, o Uruguai, que também jogava com 11 atletas. Já se passaram mais de meio século e a euforia desmedida volta a tomar conta dos brasileiros - mais por causa da nossa presidente Dilma, que declarou ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, que esta seria "a Copa das Copas", talvez se referindo aos bilhões de reais gastos no evento em detrimento do bem-estar do povo. Eis que surge o técnico da seleção brasileira e, não menos eufórico, garante que o Brasil será hexacampeão, mas nada disse à Espanha e à Alemanha, mas também nada lhe foi perguntado. Senhor Scolari, tripudiar sobre o adversário custou a vida de Aquiles. Atente: no Olimpo todos repudiam a fanfarronice. Que os deuses sejam benevolentes, porque o povo não aceitará de cabeça baixa mais uma derrota em casa.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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EXEMPLO

A eliminação da Rússia no hóquei no gelo, principal esporte local, é uma amostra do que poderá acontecer com o nosso país por ocasião da Copa 2014. Uma equipe com o Murtozza como assistente do Felipão é um bom motivo para isso.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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CLT, 71 ANOS

Conforme notícias, o governo federal, por meio da RFB # 5 de 17/7/2013, deverá exigir das empresas ao longo de 2014 a implantação do Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, com informações para a Receita Federal, de FGTS para a Caixa Econômica Federal, e INSS para o Ministério do Trabalho. No meu entender, juntamente com a implantação desse sistema digital de informações, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) - sancionada em maio de 1943 por Getúlio Vargas - deveria ser adequada à realidade do mundo atual, pois certos dispositivos deixam de ser seguidos pelas empresas simplesmente porque são impossíveis de serem cumpridos, tal a quantidade de contribuições e tributos. É urgente repensar a adequação dessa legislação à realidade do mundo atual, e tirar do Brasil o título de campeão mundial em descumprimento das leis trabalhistas.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O ROMBO DO FGTS

É de indignar qualquer um a notícia "O rombo do FGTS" (perdão, mas o título mais adequado seria o roubo do FGTS) publicada no "Estadão" de 10/2. O dinheiro que serviria aos trabalhadores como uma reserva para a velhice, compra da casa própria ou para o caso de doença teve seu valor real reduzido à metade em 14 anos e meio. Crescem as ações na Justiça, diz a reportagem, mas, ao ritmo em que os processos judiciais tramitam, muitos morrerão antes de poderem se beneficiar de uma eventual decisão favorável, que ficará para seus herdeiros. É mais um esqueleto no armário do Tesouro Nacional, e dos grandes: R$ 27 bilhões.

Luiz M. Leitão da Cunha

luizmleitao@gmail.com

São Paulo

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PROTEÇÃO AO CONSUMIDOR DE TELEFONIA

Elogiável a providência da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a ser publicada no "Diário Oficial", que possibilita ao consumidor cancelar/rescindir relacionamento/contrato com empresas de telefonia, independentemente de passar pelos atendentes. O procedimento a ser usado pelo consumidor será determinado pela Anatel, mas poderá ocorrer diretamente por e-mail ou outro meio especificado nas diretrizes. Na realidade, era uma verdadeira via crúcis o procedimento dos consumidores para rescindir ou cancelar a utilização de telefonia com as empresas. Todas elas colocavam e colocam os atendentes como verdadeiros obstáculos a serem vencidos pelo consumidor. Enfim, a Anatel está demonstrando a que veio.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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