Fórum dos Leitores

MST

O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2014 | 02h08

Gastança eleitoreira

A mídia (não chapa-branca) noticia mais uma lambança com dinheiro público: o BNDES e a Caixa Econômica Federal (CEF) patrocinaram evento do MST em Brasília. Enquanto o banco de fomento entrou com R$ 350 mil, a Caixa deu R$ 200 mil aos baderneiros de sempre, os mesmos que no dia 12 tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal e deixaram 30 policiais feridos. Enquanto milhares de brasileiros, por falta de dinheiro, não têm condições de conhecer a capital do País, os desocupados vão lá quando querem. Quem financia viagens, bandeiras, bonés, celulares, alimentação? Agora sabemos que, ao menos em parte, somos nós mesmos. O que é que o BNDES e a CEF têm que ver com isso? Por que dar dinheiro público que falta ao SUS e às Santas Casas, por exemplo? E mais: conforme o Estadão de domingo (A12), grande parte, se não a maioria, dos assentados vende a terra recebida ao agronegócio. Em outras palavras, eles fazem manifestações (quase sempre não pacíficas), recebem terras, dinheiro para assentamento, "bondades" como Bolsa Família e simplesmente vendem a terra a terceiros. Daí partem para buscar com facilidade mais dinheiro público, estão aí o (des)governo lulopetista, autarquias e empresas públicas prontos para financiá-los. Pobre Brasil! Quer dizer, pobres de nossos filhos e netos!

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com.br

Cunha

Dinheiro fácil para baderna

Não há dinheiro público que chegue para esse desgoverno distribuir a grupos de seu interesse. Lemos a notícia de que aquele tumulto e a quebradeira proporcionados pelo MST em Brasília, com 32 pessoas feridas, entre elas 30 policiais, foram financiados pela CEF e pelo BNDES. E o mais grave é que esse dinheiro escorreu dos cofres públicos sem os trâmites legais de licitação, com a enganação de que serviria para financiar o evento do 6.º Congresso Nacional do MST. As perguntas que não podem calar: o que os pagadores de altos impostos têm que ver com essa organização, que prega malfeitorias e violência em nome de assentar os sem-terra, os quais na sua maioria estão "assentados" nas cidades e são pagos para promover os tumultos? Quem de cara limpa consegue dinheiro dessas entidades financeiras com tanta facilidade? Quem controla a saída, o devido emprego e a devolução desses empréstimos aos bancos públicos?

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Estímulo à produção

Por que os líderes do MST, em vez de reivindicar mais terras para o homem do campo, não "trabalham a cabeça" dos que já receberam seus lotes para que produzam e não os vendam?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Sem-terra e agronegócio

Muito oportuna a reportagem Assentados vendem terra ao agronegócio (23/2, A12). O tema não é novo. No governo Juscelino Kubitschek, de que participei elaborando projetos na área, executamos com sucesso o plano piloto de reforma agrária. Fizemos 32 núcleos de reforma, tudo em 3 milhões de hectares. Só em Jaíba (MG) e Petrolina (PE) obtivemos US$ 800 milhões de exportação de frutas e até vinho. Demos aos assentados a terra, parte da destoca, casa, sementes e assistência técnica. Tudo sem barulho e sem invasões.

ANÍBAL TEIXEIRA, presidente do Instituto JK, ex-ministro do Planejamento

renato.alvescunha@hotmail.com

Belo Horizonte

PETROBRÁS

Fazendo água

Então, do petróleo extraído pela Petrobrás na Bacia de Campos 50% é água? Por isso os investidores sumiram. Há anos, quando Hugo Chávez fez um alerta razoável ao Brasil de que nossas reservas em breve acabariam se não houvesse investimento pesado, achamos ficção. E não é que o "passarinho" tinha razão? O pré-sal, tão alardeado em campanha por Lulla, jaz sem fazer nem água, imagine tornar o Brasil autossuficiente em petróleo. Sob a batuta do PT, perdemos mais de uma década também nesse quesito. Acorda, Brasil, que até o nosso petróleo já virou água!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Só com mágica

Se as exportações fictas - que ajudaram a fechar as contas de 2013 dentro das metas governamentais - dependem da atual produção de petróleo para se consolidarem, como ficará a situação se a nossa principal fonte, a Bacia de Campos, está retirando uma mistura de água e petróleo? Se dentre os principais motivos desse malogrado mix estão a má gestão e a falta de investimentos em tecnologia, realmente concluo que o governo pode até ter tentado acabar com a inflação, mas o que acabou mesmo foi a Petrobrás. Aguardamos a próxima mágica para ressuscitar a empresa.

FELIPE DA SILVA PRADO

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

Marinada

Um barril de água para cada barril de petróleo? É o pré-sal virando salmoura.

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

PRÉ-SAL

Salvem o aquífero

Escrevam com piche na parede: o pré-sal implodirá antes de ter sido. Com as novas técnicas de fraturamento de rochas de xisto nos EUA - e claro que serão seguidos por vários outros países -, em, no máximo, 10 a 12 anos o barril de petróleo custará a metade do preço atual. Árabes, russos e venezuelanos vão implorar para que comprem o seu óleo em década e meia. Isso tudo tornará inviável o caríssimo petróleo do nosso decantado e onírico pré-sal. Asneira maior cometerá esse governo do PT - Partido Totalitário - se autorizar a exploração do xisto na Bacia do Paraná. Será que esquecem que existe lá o maior aquífero do mundo, o Guarani? Querem contaminá-lo criminosamente? Não se esqueçam de que ele abrange outros países e poderíamos sofrer sanções jurídicas internacionais. Em 50 anos a água valerá mais do que qualquer hidrocarboneto. Ouso sugerir a exploração do craqueamento de rochas de xisto em locais sem mananciais vitais, como no semiárido, como já comprovada a sua existência. Rico em minerais logo na superfície, absorveria muitas indústrias de cerâmica, vidro e até terras raras estratégicas. Com a palavra os doutos palacianos.

KLAUS REIDER

vemakla@hotmail.com

Guarujá

Potencial inútil

Preservar para quem o Aquífero Guarani, se a geração atual acabar sendo dizimada pela sede?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

 

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NEM SALVADOR DALÍ

Conforme divulgado pela imprensa, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiaram, sem nenhum procedimento licitatório, o evento do Movimento dos Sem Terra (MST) no Contexto do 6.º Congresso Nacional do MST, realizado há cerca de duas semanas em Brasília. Ainda estão vivas na memória dos que assistiram às cenas de conflito mostradas pela televisão nas quais manifestantes, após tentativa de invasão do Supremo Tribuna Federal (STF), onde engrossaram o grupo de militantes petistas lá acampados em solidariedade aos "cumpanheiros" condenados, entraram em conflito com as forças policiais, resultando em 30 policiais feridos. Após toda essa confusão, a presidente Dilma recebeu no dia seguinte as lideranças do MST para debater a pauta de reivindicações. Resumindo: o contribuinte, já sobrecarregado com uma carga tributária escorchante, custeou um movimento de cunho eminentemente político, que passa longe das reais necessidades de uma reforma agrária justa, que protesta contra as decisões da Suprema Corte e promove agitações com vítimas, sendo os líderes logo depois recebidos pelos responsáveis por gerenciar o dinheiro público financiador, a fim de debater as exigências do grupo desordeiro. Tudo se passa como se a caça resolvesse financiar o caçador e, após atuação desastrada deste, promovesse uma reunião para discutir o que deu errado e corrigir as próximas ações. Nem Salvador Dalí seria capaz de imaginar uma situação tão carregada de tintas surreais, para não dizer trágicas.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@Hotmail.com

Rio de Janeiro

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CARNAVAL VERMELHO

Não bastava o BNDES financiar o porto na ilha dos Castro, agora também financia os arruaceiros e fora de contexto do MST. Prometendo o "carnaval vermelho", o grupo fere princípios da nossa Constituição, como o da propriedade privada, e, além disso, mesmo ferindo tal princípio recebe financiamento. É inacreditável.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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CORTESIA COM O CHAPÉU ALHEIO

A Caixa Econômica Federal e o BNDES fecharam contratos sem licitação no valor de R$ 200 mil e de R$ 350 mil, respectivamente, com a Associação Brasil Popular (Abrapo), que recebeu os recursos para a Mostra Nacional de Cultura Camponesa, durante o congresso do MST. O Brasil tomou conhecimento do evento há cerca de 15 dias, quando os baderneiros feriram 30 policiais e ainda tentaram invadir o STF. Essa "tal Mostra" mostrou que esses pelegos não têm a mínima cultura, e ainda são recebidos no Planalto com honras de celebridade. Neste país as coisas andam invertidas. Uns trabalham para pagar a conta, outros fingem que trabalham e gastam o dinheiro do contribuinte e outros ainda estendem as mãos para essa corja de baderneiros que quer levar na mão grande o fruto do trabalho de quem produz e gera empregos. Interessante que ninguém fiscaliza e nenhum deputado ou senador vai à tribuna se indignar com o gesto do governo quando ele faz cortesia com o chapéu alheio. Até quando vamos suportar tamanho descaso?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CEF E BNDES FINANCIANDO O MST

O BNDES dá R$ 350 mil e a Caixa Econômica Federal dá mais R$ 200 mil para a realização de eventos dos invasores baderneiros, para o 6.º Congresso Nacional do MST (24/2, A7). Todos nós sabemos que essa doação ao MST, cuja atuação é antes de tudo política, e não de reivindicação de terra, é dinheiro jogado fora. Por outro lado, notícias dão conta de que o condenado no mensalão José Dirceu já conseguiu mais de R$ 1 milhão por meio de caixinha virtual para pagar a sua multa determinada pelo STF. Agora a incoerência vergonhosa e criminosa para todos nós, brasileiros e trabalhadores, um agricultor de Santa Catarina perde o sítio, sua única propriedade e moradia, de onde tirava o sustento da família, por não ter condições de pagar uma dívida relativa a um empréstimo de R$ 1.387, feita em 1997, para plantar feijão e milho em seu sítio em Matos Costa (SC). Só não pagou a dívida porque não colheu o suficiente para pagar o empréstimo e sustentar a família. Em 1998, a dívida era de R$ 3.528,00. Como se vê, ao contrário do que diz a propaganda, o Banco do Brasil é o grande aproveitador dos mais fracos. Como é que nós não vamos nos indignar com absurdos como estes, em que prevalecem as ilegalidades, as ações criminosas e o desprezo pelos cidadãos de bem?

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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SIAMESES

O MST sempre foi irmão siamês do PT, no entanto, como a maioria dos brasileiros abomina a invasão de terras, na campanha para a Presidência em 2010 a então candidata Dilma procurou desvincular o PT dos "fora da lei" do MST, porque não trazia votos. Agora aparece a mentira quando Caixa Econômica e BNDES juntos financiaram em mais de R$ 500 mil a depredação do MST em Brasília, quando tentaram invadir até o STF. Mais uma mentira da presidente Dilma para se juntar a milhares de outras promessas de campanha. Bom para a presidente é que o povo brasileiro não tem memória e com essa oposição chinfrim que temos, tão omissa ou mais do que a memória do próprio povo, continua valendo qualquer mentira para continuar o projeto de poder do PT.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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FINANCIAMENTO

A Associação Nacional Popular (Abrapo), que nada mais é que o próprio MST, obtive verba de R$ 350 mil do BNDES e de R$ 200 mil da Caixa Econômica Federal em contratos sem licitação, alegando ser para realizar evento cultural no 6.º Congresso Nacional do MST. Isso nada mais é que o próprio governo financiando as invasões, os conflitos e as badernas, uma vergonha e um verdadeiro absurdo. No entanto, um empresário que necessite de um financiamento de qualquer uma das entidades envolvidas com a finalidade de expandir seu negócio, gerando divisas e empregos no País, tem tantas solicitações e deve preencher tantas exigências e comprovar tantas coisas que acaba desistindo no meio do caminho.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O ATIVISMO E O DINHEIRO PÚBLICO

Os ativistas do MST que marcharam pela Praça dos Três Poderes e tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto, no último dia 12, foram a Brasília com patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Difícil acreditar que reforma agrária, assentamentos e coisas afins façam parte do mix de atividades tanto da Caixa quanto do BNDES. Os governos deveriam ser mais ciosos nesse particular. Quando se impedir o emprego de dinheiro público fora das atividades-fim dos órgãos, ficará mais difícil o desvirtuamento de sua finalidade. Desse processo deveriam fazer parte, também, a criação de mecanismos de controle rigoroso sobre as ONGs, para garantir que desenvolvam fielmente as atividades contratadas. Feito isso, não sobrará recurso para campanhas eleitorais, ativismo político e sistemas de pressão social. Sem ter quem os sustente, os ativistas profissionais deixarão de insuflar a turba para invadir imóveis e repartições, bloquear vias públicas, vandalizar e fabricar o caos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SLOGAN

"Vem prá Caixa o MST também, vem!"

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VISIBILIDADE PADRÃO PT-MST

Ainda sobre os desdobramentos dos entrechoques ocorridos em Brasília por ocasião do 6.º Congresso Nacional do MST, e, ao contrário do que CEF e BNDES alegam, os patrocínios que ambas as instituições concederam ao MST, através da Associação Nacional Popular (Abrapo), no valor total de R$ 550 mil, pouco ou nada contribuíram para dar "visibilidade" à real situação dos assentamentos da reforma agrária, prestando-se ditas verbas ao mero apoio financeiro do governo do PT a uma organização subversiva e fora da lei que intenciona fazer sua revolução socialista instrumentalizando o homem do campo. Como todos sabem, a dita reforma agrária brasileira é um rematado engodo e os assentados, em sua grande maioria, ou sobrevivem de adjutórios assistencialistas do governo federal (do tipo bolsa família e aposentadoria rural) ou aproveitam a valorização da terra e a transacionam - ainda que ilegalmente - com o agronegócio, tão espicaçado por João Pedro Stédile e seus baderneiros. "Visibilidade" mesmo em dito evento teve o confronto que os "red blocs", bem alimentados com os recursos federais, travaram com a polícia, que teve 30 de seus milicianos feridos - alguns seriamente - sem que a presidenta lhes concedesse uma única palavra de apoio e solidariedade pelo sangue vertido no fiel cumprimento do dever.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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ALERTA

Um delegado afirmando em livro todas as falcatruas efetuadas por um ex-presidente, o povo exercendo poder de polícia e, o que é pior, julgando também, os "reis" se perdendo depois de velhos e as pesquisas dando a vitória ao caos, à ganância, ao comunismo, à bandidagem, aos quadrilheiros, etc. Daria para reescrever Renato Russo ("Que país é este?") ou Cazuza reescreveria "O tempo não para", que, uma vez mais, alertariam este país que insiste em continuar deitado eternamente.

Angelo Antonio Maglio Angelomaglio@terra.com.br

Cotia

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O BRASIL BOLIVARIANO

Preocupa o descontrole do País. Falência moral, corrupção sem limites, Judiciário leniente. O politicamente correto quer que vândalos sejam preservados e eles o são: a culpa é da Polícia. Ministérios ridículos em que despontam o sr. Lobão e a sra. Maria do Rosário. O sr. Lula faz pronunciamento em defesa e suporte do sr. Nicolás Maduro (dívida de gratidão?). A presidente financia os irmãos Castro, construindo porto e oficializando a escravidão de médicos cubanos. O MST, que recebe suporte financeiro de estatais, quebra, invade e em seguida é recebido pela presidente; talvez os aposentados devam pensar na utilização dessa estratégia. O cocaleiro Evo invade e toma bens brasileiros; mesmo que pudessem ser necessárias, nossas Forças Armadas obsoletas, sucateadas e desmoralizadas muito pouco poderiam fazer. O sr. Haddad, que já destruiu o MEC, conseguiu o que poucos achariam possível: parou São Paulo e distribuiu dinheiro para usuários de drogas. Aumentam os casos de justiciamento por um povo que já não acredita mais nas instituições e precisa se defender com as próprias mãos. A prioridade é a manutenção do "pudê". Notícias boas são poucas: teremos "a maior Copa de todos os tempos" e ainda temos papel higiênico. Aproveitem vocês que elegeram essa cambada. Viva a chicana!

Eldo A. Franchin eafranchin@uol.com.br

São Paulo

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A MESMA ORIGEM

Afinal, fica cada vez mais claro que o terrorismo dos vândalos, black blocs e as agressivas manifestações do MST tem uma mesma origem, o próprio Planalto. Bancos estatais financiam essas atividades, assim como partidos seus aliados, como ficou comprovado nas últimas semanas. Não resta dúvida. Quando o ministro da Justiça, em entrevista à revista "Época", diz que "usam a liberdade de manifestação para depredar e até para matar. É revoltante", é, evidentemente, uma grande mentira do ministro ao tentar culpar outros, quando sabe, perfeitamente, que a violência nas manifestações parte do próprio governo, em Brasília. De lá partiram as barreiras com pneus no centro de Brasília durante as manifestações e na última, do MST, evidenciou-se a presença de Gilberto Carvalho, negociando um prêmio pela tentativa de invasão do STF e agressões a policiais do Palácio, oferecendo como prêmio uma reunião com Dilma. Falsa, também, é a tentativa de culpar as polícias pela violência. Quando o ministro José Eduardo Cardozo diz "não há por que atirar bombas de gás e balas de borracha em situações que não exigem isso", é outra mentira, novamente para encobrir o fato e que a violência sempre começa com seus amigos, os black blocs, vândalos e MST, incentivados e pagos pelo governo e aliados. Enfim, os recentes acontecimentos comprovam definitivamente que essa violência, para sustar as manifestações populares, são arquitetadas pelo próprio governo. Por outro lado, com o segredo das contas brasileiras com Cuba, não se sabe quanto estamos pagando para contar com guerrilheiros cubanos, no caso de uma crise interna, como está acontecendo na Venezuela.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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AGORA ENTENDI

Será que os Black Blocs não são identificados e presos porque as suas manifestações são consideradas "evento cultural", assim como o MST, que recebeu verba do BNDES e da Caixa Econômica Federal para participar de "evento cultural" em Brasília no último dia 12? Afinal, isso é cultura. Enquanto isso, a oposição dorme em berço esplêndido.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

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OS PRIMEIROS FIOS

O tecido social do País está se esgarçando. É por isso que os primeiros fios a se romperem são os dos mais jovens, os rolezinhos e os black blocs.

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

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JORNALISTAS NAS MANIFESTAÇÕES

O governador Geraldo Alckmin ainda não explicou por que os seis jornalistas ("Estado", 23/2, A20) foram agredidos e presos durante as manifestações de rua no sábado (22/2) em São Paulo. Eles eram dos "black blocs"? As explicações do governador, quando não primam pela falta de objetividade, à maneira de outro governador procurado pela Interpol, elas são direcionadas aos comandos das polícias como se fossem as culpadas e as responsáveis por todas as estratégias e gestões de políticas públicas no Estado. Por que o governo do Estado de São Paulo pretende calar ou intimidar a imprensa? Reprimir, prender, matar são as únicas maneira de governar? No Estado de São Paulo faltam governo e política de Estado.

Sinesio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

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JORNALISTAS INDEPENDENTES

Sou estudante de jornalismo da USP e não posso me calar depois de ler a matéria "PM diz que se antecipou a black blocs e classifica como sucesso ação em SP". Cobri a última manifestação como repórter independente e fui detido exatamente por isso. Na matéria, o coronel Celso Luiz Pinheiro diz repetidas vezes que a polícia trabalhou para manter a integridade dos jornalistas e para "distinguir os profissionais de imprensa dos manifestantes". Eu me identifiquei como um profissional de imprensa e fui detido da mesma maneira, e o cabo responsável disse que essa era a ordem do dia, prender jornalistas independentes. Ou seja, não apenas confundiu-se quem cobria e quem se manifestava, mas também buscou-se cercear as liberdades de quem cobria e não trabalhava na grande imprensa. Isso é uma grande afronta à liberdade de expressão e não pode ser ignorada. Espero que este jornal tente esclarecer mais este ponto obscuro sobre o comando da Polícia Militar.

Eduardo S. Nascimento eduardo.nasc@gmail.com

São Paulo

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PELOTÃO NINJA

Cumprimento a megaoperação da Polícia Militar, que, usando um pelotão ninja, isolou os black blocs e prendeu aproximadamente 230 manifestantes no sábado. Está mais do que na hora de a polícia separar o joio do trigo e dar um basta nas depredações realizadas por esse bando de anarquistas. Para agilizar a operação, a polícia fez um Boletim de Ocorrência (BO) coletivo, com que, com calma e apurando as filmagens e provas, os delegados e investigadores poderão identificar e individualizar o BO, resolvendo assim a ilegalidade apresentada pelo advogado André Zanardo, que defende esses arruaceiros que quebram lixeiras, depredam agências bancárias e orelhões. Que o resultado dessa operação se transforme em inquéritos e processos judiciais, com a condenação dos baderneiros, aí, sim, poderemos comemorar o sucesso da operação e o fim da impunidade, e com certeza os policiais terão reconhecidos o seu trabalho.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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MENSALÃO - FECHA-SE UM CICLO

Roberto Jefferson, diferente dos quadrilheiros do PT, e também como um dos condenados do mensalão de Lula, segue para a prisão reconhecendo seu crime e dívida moral perante a nossa Justiça e a sociedade deste país, afirmando: "Tenho de passar por isso". Não fosse esse ex-deputado federal do PTB, o Brasil hoje talvez não soubesse da existência do mensalão. Jefferson, sacaneado pelo petismo, inapelavelmente denunciou a rapadura doce da corrupção praticada, bem degustada à luz do dia e na maior cara de pau por esta gente do Planalto. Simbolicamente, também é importante ter sido Roberto Jefferson o último a ser preso como condenado que foi pelo STF, na Ação Penal 470, porque ele deu o tiro de misericórdia na farsa petista que faria desta nação uma ilha envolta de ética e dos bons costumes. Ao Supremo Tribunal Federal, toda a nossa reverência! E, se os embargos infringentes vão manter ou reduzir parte das penas, não importa, desde que, como ocorreu até aqui, o julgamento do mensalão, sob as bênçãos da Constituição...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DENUNCIANTE

Sua delação se deu por razões nada nobres, mas justiça seja feita:

não fosse a coragem de Roberto Jefferson, quem saberia do "mensalulão"?

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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ATO DE CORAGEM

Lamento a prisão de Roberto Jefferson, mas, apesar de considerá-lo um herói, sei que cometeu erros e deve pagar por eles. É um verdadeiro homem, que tem coragem e dignidade e tenho minha dúvidas se encontraria mais alguém que fizesse o mesmo. Tomou uma atitude que muitos, principalmente os políticos, deveriam ter: entregar a sujeira toda e terminar a limpeza que ele começou; mas, são covardes e patifes demais para tanto. Obrigada, Roberto Jefferson, por tentar limpar um pouco o chiqueiro e a imundície que está dominando o Brasil e a maioria de suas instituições, políticas ou não. Mesmo que não consiga muito, sua postura é e será sempre lembrada como um ato de coragem. Espero que nossas autoridades consigam protegê-lo dos inimigos que conquistou com sua intrepidez(lembrando que é responsabilidade do estado garantir a integridade física e moral de quem está sob sua guarda) e que um dia possamos nos livrar de todos os canalhas.

Maria Josefina Pinheiro maria.josefina2612@terra.com.br

São Paulo

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ROBERTO JEFFERSON

Foi um político de quinta categoria, mas poderia ter sido um ator de primeira...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O ÚLTIMO ROLEZINHO

Pela foto na primeira página do "Estadão" de ontem (24/2), podemos deduzir que a pena imposta ao ex-deputado Roberto Jefferson não teve o efeito "penitencial" nem perturbou sua economia doméstica, montado numa caríssima Harley Davidson. Muitos poderiam considerar exagerada a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de determinar a prisão do ex-deputado rejeitando o pedido da defesa em transformar a pena em prisão domiciliar. A condenação de Jefferson foi por ter participado da corrupção do mensalão e, apesar de ter sido o delator, aparentemente merecendo essa condição alegada por motivos de saúde pelos seus defensores, não pode ser levado em consideração, pois sua delação não foi por um dever cívico-patriótico de arrependimento, e sim por vingança, contra o PT: em 2005, no governo Lula, quando foi denunciado por irregularidades nos Correios, empresa controlado pelo PTB.

Modesto Laruccia modesto.laruccia@hotmail.com

São Paulo

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SEMIABERTO

Antes de ir para o Presídio da Papuda, o ex-deputado Roberto Jefferson resolveu dar um rolezinho pelas ruas da cidade exibindo sua maravilhosa moto Harley-Davidson. Como sua condenação será em regime semiaberto, presumo que esses passeios serão constantes na vida dele. Afinal, foi para isso que ele tanto "trabalhou".

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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COM DESTINO

Roberto Jefferson aproveitou seus últimos dias de liberdade com sua Harley, mas, diferentemente do filme, sabia o seu destino.

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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JOGADA DE MESTRE

Dos elevados valores desviados do poder público pelo deputado Paulo Salim Maluf, quando prefeito de São Paulo, que por inúmeras vezes afirmou que nada tinha em contas bancárias no exterior. não é que um banco alemão "encontrou" e vai indenizar (devolver) à Prefeitura de São Paulo US$ 20 milhões? Só i$$o? Sorte do atual prefeito, que até já sabe onde vai gastar, aliás, é o que mais sabe fazer. Desconhece-se o montante desviado, mas, com a devolução (de parte ou total), deixa de existir o crime? Será que foi uma jogada de mestre ou mais uma forma de ludibriar e enganar o povo paulistano e brasileiro? Que jogada, hein!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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REAIS

O pagamento de indenização do Deutsche Bank à Prefeitura de São Paulo comprova que desvios de Maluf, que eram tratados como supostos, agora podem ser considerados como fatos reais.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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PAULO MALUF

Maluf tem razão. Não é ele que tem dinheiro lá fora, é o Deutsche Bank que tem o dinheiro dele. Viva a hipocrisia!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ORDEM NA VENEZUELA

O general Ángel Vivas, militar reformado da Venezuela, resistiu à prisão determinada por Nicolás Maduro portando um fuzil e entrincheirado no teto de sua residência, no leste de Caracas. A ordem de prisão deixou de ser cumprida porque a resistência foi demonstrativa de que o militar estava disposto a lutar, matando ou morrendo. Certamente que a atuação do general será compartilhada e imitada por outros e por integrantes dos protestos já comuns na Venezuela, o que vem demonstrar que a situação naquele país é deveras preocupante. Aos poucos as ditaduras da América Latina vão sofrendo contestações, com grande potencial de quedas e substituições por regimes verdadeiramente democráticos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DE VOLTA AOS ANOS 70

A partir do momento em que um general venezuelano reformado diz que suposta infiltração de agentes cubanos estão agindo dentro das Forças Armadas, temos de ficar com o pé atrás. Tenho a impressão particular de que eles estão revivendo os anos 70, tal o grau de brutalidade.

João Camargo democracia.com@estadao.com.br

São Paulo

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PRIMAVERAS

Povos governados por demagogos, corruptos, incompetentes e populistas que colocam à frente interesses (sempre duvidosos) seus e de aliados, em detrimento dos do seu próprio povo (que é quem acaba por arcar com o prejuízo), parece que estão começando a acordar, numa nova onda de guilhotinagem desses pilantras. Na sagrada terra dos meus pais, Assad e corriola ainda se mantêm, pois é do interesse do Ocidente mantê-los lá e tornar a Síria enfraquecida no jogo político da região. Mas chegará a hora. Novas primaveras estão em curso. A Ucrânia já foi. A Venezuela está chegando lá. A Argentina está a caminho. Se a produção de coca da Bolívia priorizar a pasta para exportação, vai faltar folha para mascar e o povo, sem seu chiclete letárgico, sentirá a fome a corroer sua barriga, o que irá motivá-lo à rebelião. E assim, sucessivamente, chegará a todos povos, tenham ou não bolsas que lhes comprem a dignidade (um dia elas escassearão, pois o apetite dos canalhas é maior). Esse tsunami de decência e consciência cívica não tardará a atingir os que se julgam inatingíveis. É bom os barbudos colocarem as respectivas barbas de molho. Ou então sairão escanhoados pelos seus próprios rebanhos. O que será salutar.

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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UCRÂNIA

Em relação à queda do presidente Victor Yanukovich, parece-me que as forças internacionais (EUA e União Europeia) interessadas na posição estratégica da Ucrânia conseguiram que o movimento de mudança de governo se estabelecesse. Afinal, é de estranhar que um movimento contra um governo legítimo, eleito pelo povo, seja perseguido e deposto justamente quando o mesmo rejeita um acordo comercial com a União Europeia, se aproximando da Rússia. Há algo de podre no reino da Ucrânia.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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CARNAVAL NA VILA MADALENA

É triste que sete pessoas tenham sido atropeladas durante a passagem de um bloco de carnaval na Vila Madalena, no domingo (24/2), num momento que deveria ser de festa e alegria. No dia anterior, sábado à noite, passei pelo mesmo local de carro e também tive enorme dificuldade para atravessar o bloco, mesmo dirigindo lentamente e com toda cautela. Como esperado e natural, havia muita gente alcoolizada, chapada, uma multidão entrando na frente dos carros, impedindo a passagem dos motoristas, alguns visivelmente alterados, numa situação perigosa e caótica, sem nenhuma fiscalização. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) deveria ter um esquema de proteção aos foliões e de garantia de passagem aos motoristas. Longe de querer justificar os atropelamentos - que são lamentáveis -, mas, pelo que vi e senti na própria pele, a culpa é do motorista, mas também da CET e das pessoas que não respeitam minimamente as regras de convivência.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O INFERNO DE NOVO

Com a proximidade do carnaval, começo a ficar preocupado com a situação de meu pai, que tem 100 anos. No ano passado, a invasão das ruas do Leblon, no Rio de Janeiro, pelos blocos impediu sua saída de casa, inclusive para uma possível ida à emergência de hospital. A urina nas ruas, a agressão das pessoas mal educadas, os gritos e ruídos ensurdecedores deixaram os moradores assustados e presos em suas casas. Será que devemos passar por este inferno este ano sem nenhuma ação da prefeitura para coibir os abusos?

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ATAQUES A CAIXAS ELETRÔNICOS

Diariamente temos notícias de ataques a caixas eletrônicos de bancos, e atualmente tais fatos têm ocorrido em cidades pequenas, muitas vezes prejudicando toda a população. Estão destruindo vários caixas simultaneamente. Gostaria, portanto, que algum órgão responsável me explicasse por que não vingou aquela ideia de, quando alguma explosão acontecesse, as cédulas ficariam manchadas e, portanto, inutilizadas. Simples e eficaz! Por que será que os próprios bancos e as seguradoras estão quietos quanto a este assunto?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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‘A PRIORIDADE DEVE SER OS SUS’

Realmente, a "prioridade deve ser os SUS" para qualquer governo que queira cuidar do "social" e defender a população carente. O descaso deste governo nessa área (e de muitos outros, é justo lembrar) tem sido notório, como bem apontou o editorial do "Estadão" (23/2, A3). Creio que a única solução definitiva seria uma lei obrigando todos os governantes, de todos os escalões, todos os congressistas, incluindo suas famílias, a utilizarem somente do Sistema Único de Saúde (SUS)! Enquanto os mais responsáveis pelo governo, que deveria ser do povo e para o povo, tiverem acesso a atendimento privilegiado de médicos e hospitais particulares, o povo vai ter de continuar se virando no péssimo atendimento "padrão" SUS. A solução só virá quando o serviço público for obrigatório para todos os servidores públicos, especialmente os dos altos escalões. Atualmente, não há interesse de nossos políticos em aplicar bem as verbas na saúde pública, pois em caso de problemas de saúde pessoal podem gastar o suado dinheiro do contribuinte para serem atendidos pelas melhores equipes de hospitais como o Sírio-Libanês. Essa grande injustiça é que não deveria continuar. Ou será que, como sempre, o povo deve continuar "se explodindo", conforme dizia personagem do saudoso Chico Anísio?

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

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EUTANÁSIA

Li com muito interesse a matéria sobre o garoto Didi/Jhéck e sua família na página E10 do caderno "Aliás" do "Estadão" de domingo (23/2). Realmente, ficamos comovidos com o amor da mãe do garoto, sra. Rosimara. Quanto esforço mostrando que a vida vale a pena, mesmo com muito sofrimento. Comovente também é a mudança de postura do pai, sr. Jeson. No começo ele queria a morte do filho para resolver "o problema". Graças a Deus, ele passou por uma grande transformação e hoje tem uma postura totalmente diferente em relação ao filho e a sua doença. Este caso ilustra bem o valor da vida humana e mostra claramente o absurdo que é a eutanásia. Espero que o pai volte a ver o filho com regularidade e que a Bélgica e outros países voltem atrás e não tolerem mais este horrendo crime contra a dignidade humana.

Alexandre Pimentel Cintra alexpc@terra.com.br

São Paulo

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