Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2014 | 02h08

Chicana

Com o voto do ministro Luís Roberto Barroso a favor dos embargos infringentes, o Supremo Tribunal Federal (STF) vai reconhecer a normalidade das denominadas chicanas utilizadas pelos advogados dos réus para postergar ad infinitum os julgamentos dos réus pelos Tribunais de Justiça do País. O ministro não se ateve à questão de os réus serem quadrilheiros ou não - na verdade, são -, mas baseou-se na prescrição da pena caso a decisão anterior do STF não tivesse determinado dosimetria tão alta como a aplicada no caso da acusação de formação de quadrilha. Na realidade, se o processo do mensalão não tivesse levado o absurdo de sete anos para ser julgado, todos os réus estariam presos há muito tempo. Lamentável.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

Lesa-pátria

O voto do ministro Luís Roberto Barroso não faz jus à sua cultura de constitucionalista de renome, demonstrando que a escolha para a cadeira no STF envolve trânsito político. Desqualificar o crime de formação de quadrilha é apagar com todas as letras a própria formação de um crime organizado para perdurar no poder à custa da compra de políticos e partidos. Crime de lesa-pátria.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Tudo se encaixa

Se ainda existir alguma dúvida, deve o STF consultar o Aurélio, onde está escrito sobre quadrilha: "bando de ladrões, assaltantes ou malfeitores".

MARIO GHELLERE FILHO

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

PETROBRÁS

Bancando o MST

A Petrobrás é empresa de economia mista, da qual sou acionista - modesto, mas sou. Imperioso reconhecer que a empresa pertence a todos os acionistas, por menores que sejam. Pois bem, quem autorizou o uso da "minha empresa" para financiar o MST? A presidência da Petrobrás deve satisfação a seus acionistas. Pouco importa que o governo seja ou não acionista também, fato é que a empresa não é pública e não pode atuar como subserviente ao poder público. O governo faliu a Petrobrás e agora brinca de patrocinar seus fantoches pelegos do MST. O caso exige imediata apuração pela Bolsa de Valores (cuja função institucional é zelar, antes de tudo, pelos acionistas), pelo Ministério Público, pelo Legislativo (que pode, e deve, abrir uma CPI) e pela polícia. Chega de ingerência governamental nas empresas de economia mista.

JOSÉ ROBERTO DE B. MAGALHÃES

jr_magalhaes@uol.com.br

São Paulo

Era só o que faltava

Não bastasse a Caixa Econômica Federal (CEF) e o BNDES, agora também a Petrobrás entra como patrocinadora do evento do MST em Brasília. Não duvido que em breve patrocine os black blocs. É esperar para ver.

ORÉLIO ANDREAZZI

orelio@andreazzi.com.br

Suzano

Mais visibilidade...

Ao tomar conhecimento de que a Caixa, o BNDES e agora até a Petrobrás andam patrocinando o MST, pergunto: o que este fez até hoje? Só arruaças, vandalismo, invasão de propriedades, roubo, ameaças a trabalhadores, etc., sem nada produzir para o País. Foi para dar mais visibilidade, disse um dos patrocinadores. Por que não patrocinam quem realmente trabalha com a terra? Sabem, por acaso, que para o agronegócio ter sucesso foram investidos de 15 a 20 anos? A lista de argumentos é longa e não cabe neste espaço. Qualquer movimentação do MST traz apreensão, enquanto a luta dos que honesta e arduamente trabalham nos traz orgulho. Os patrocinadores estão com o foco errado. E, pior, com o nosso dinheiro!

TADAIUKI YAMAMOTO

tadai@ig.com.br

São Paulo

Auditoria

Além da Petrobrás, o BNDES liberou R$ 350 mil e a Caixa, R$ 200 mil. Pode? Que órgão ou Poder vai auditar os contratos sem licitação para patrocinar evento realizado por "entidade" ligada ao MST, que terminou em enorme conflito com a Polícia Militar na Praça dos Três Poderes, em Brasília, deixando 30 policiais feridos? Houve até tentativa de invasão do STF! A que ponto chegamos... O momento é grave. Será que vamos voltar ao passado?

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

PLANO REAL, 20 ANOS

Choque de confiança

Fernando Henrique Cardoso diz que o País precisa de "choque de confiança". A estratégia de resposta a esse comentário "deselegante" é tentar mostrar que o governo cuida da administração do País e entrega obras. Os fatos: aumentam-se as taxas de juros para controlar a inflação; a arrecadação de impostos bate recordes sucessivos, pois se precisa de dinheiro para inventar mais bolsas para ganhar as eleições; o governo reinstituiu a escravidão no programa Mais Médicos e a presidente Dilma Rousseff anda inaugurando obras em Cuba!

OMAR EL SEOUD

elseoud@usp.br

São Paulo

De deselegância

Deselegância mesmo é a presidente de um país envergonhar toda a sua gente diante de outros povos, pervertendo a língua pátria com erros diversos em discurso sem pés nem cabeça. E, ainda por cima, prestando-se a dar apoio a ditaduras sanguinárias e escravocratas.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Instituições protegidas

Em sã consciência, só loucos depositariam suas economias em setores de infraestrutura - cujo retorno é de longo prazo - com preços e tarifas administrados por dirigentes de instituições que não representam o Estado, e sim políticos inescrupulosos e até suas amantes. Se o PSDB deseja mesmo provocar um "choque de confiança", que apresente suas propostas para blindar as nossas instituições (agências, estatais e tribunais) de forma a torná-las atreladas aos interesses permanentes do Estado, e não dos governantes e seus aliados. Se a proposta da oposição é revitalizar a economia, conquistar a confiança do empresariado nacional e internacional, incluindo os pequenos aplicadores, terá de se comprometer com a ideia da redução dos cargos ditos de confiança, investindo pesado na profissionalização e na independência das instituições estatais, a começar pelas agências reguladoras. Vale repetir, por oportuno, o que disse Montesquieu: "Se o poder de julgar estiver unido ao Poder Executivo, o juiz terá a força de um opressor".

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

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LULA E OS PORTOS BRASILEIROS

O ex-presidente Lula visitando o Porto de Mariel, em Cuba, financiado com nossos recursos via BNDES, considera a obra "referência" para a América Latina. Melhor seria se Lula pudesse dizer o mesmo dos portos no Brasil e, se não o faz, reconhece o lamentável estado em que se encontram, por culpa dos governos petistas, a começar pelo dele. Sua última visita a um porto brasileiro deu-se na qualidade de lobista mal-sucedido em procurar uma solução com a Petrobrás para a viabilização do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), que fazia parte do decadente grupo OGX.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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SUGESTÃO DE UMA BRASILEIRA

Lula lá fora, junto dos Castros, ataca o Brasil, defende Cuba e diz que "povo cubano tem mais dignidade que o brasileiro". Sugestão de uma brasileira, pagante de escorchantes impostos, esfalfada de tanta incúria e de escutar abobrinhas dele e de seus "postes": fique por aí e se candidate a presidente, mas não se esqueça e leve toda a sua família petista e deixe o Brasil livre de imbecis.

Leila E. Leitão

São Paulo

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PORTO DE MARIEL

Além de com certeza conferir "seu patrimônio pessoal" devidamente em alguma lavanderia, Lula vai olhar o porto, que só funcionará se os EUA o usarem, o que parece fora de cogitação. Mais um elefante branco que os brasileiros construíram, como o tal "Chico" ou o "pré-sal".

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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PLANEJANDO O FUTURO

Lula confia tanto nas "urnas eletrônicas" que não se importa com quais botões serão apertados em outubro e já planeja parcerias de longo prazo com Cuba e Venezuela. Será que existe uma saída? Democrática?

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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CONTINUAMOS CALADOS

A carnificina proporcionada por um visionário e débil mental que só tem um objetivo, levar a Venezuela a uma ditadura comunista, nos moldes de Cuba, nos mostra uma preocupação e uma revolta: o silêncio do governo brasileiro e do Itamaraty, que outrora tanto nos deixava orgulhosos e que hoje é capacho do PT e de sua política exterior, claramente protetora dos governos "bolivarianos". Quem cala consente e, portanto, podemos deduzir que o governo Dilma apoia a carnificina iniciada com 14 mortos e cujo desfecho é impossível de prever. Será que os assassinatos vão continuar até que o povo venezuelano deponha o candidato a ditador, como aconteceu na Ucrânia? E o governo brasileiro, o Itamaraty, os deputados e senadores vão continuar num vergonhoso e comprometedor silêncio? Até quando?

Roberto Luiz Pinto e Silva

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

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REVOLTA NA VENEZUELA

Em Portugal, o fim da Revolução dos Cravos foi "uma na ferradura". Na Venezuela, a "Revolta do Papel Higiênico" pode acabar em m...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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O DISCURSO DA PRESIDENTE

Após semanas sem dizer um "a" sobre as questões de Venezuela e Ucrânia, a czarina não pode mais adiar e foi constrangida a dizer algo, contudo sem dizer "b", em Bruxelas: "O caso da Venezuela é distinto, não é uma situação igual à da Ucrânia". Há nuances, mas no fundo trata-se da mesma coisa. Em ambos os casos se trata de a sociedade de um país, cada qual à sua maneira, tentando se livrar do "entreguismo" governamental a uma ditadura estrangeira. Cá, na América do Sul, os venezuelanos tentam sacudir a antropofagia cubana, instalada no aparelho estatal pelo governo chavista. Lá, nos limites da Europa do Leste, os ucranianos esperneiam para não ter a pátria reduzida à condição de uma província russa. Cuba e Rússia, ambas são prioridade para dona Dilma em sua ideológica concepção de relações internacionais. O paraíso comunista cubano e a miragem (Fata Morgana!) dos Brics são mais importantes que fatos gritantes a ponto de "razões de Estado" se sobreporem a valores como a liberdade e o princípio da dignidade humana. Antes de enunciar a vaga e consternadora platitude acima, a czarina apresentou um introito em que exalta a vigência no Brasil da garantia constitucional da liberdade de imprensa restabelecida em 1988, a contragosto do PT e seu "controle social da mídia". Seria melhor que dissesse também "b", para que não passemos vergonha no futuro.

Martim A. P. de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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DILMA EM BRUXELAS

Ao tentar compreender o discurso da presidente Dilma Rousseff em Bruxelas, me veio à lembrança o dia em que a cantora Vanusa tentou cantar o Hino Nacional. Totalmente desconexo e sem sentido. Estará nossa presidenta também sob o efeito de calmantes? Falta de sono com o pibinho? Estou aprendendo a rir de suas manifestações, para não ter de chorar.

Elias Abbud Schwery

elias.schwery@hotmail.com

Atibaia

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‘ELA FALA PELO BRASIL’

O editorial "Ela fala pelo Brasil" (26/2, A3) do "Estadão" foi um dos melhores e mais contundentes textos publicados na página 3 do jornal nos últimos tempos. Síntese perfeita de uma era de absurdos que nos assola. Síntese da incapacidade e da inépcia de uma presidente que não consegue sequer se expressar da maneira correta. Desprovida até da condição de ser minimamente clara num discurso, como ela poderá conduzir uma nação desse tamanho por mais quatro anos? É o País parado no tempo, preso na atonia e incompetência administrativas da era petista e perdido em meio aos anacolutos vexatórios de Dilma Rousseff. Acorda, Brasil!

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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O ESCARRO

Crítica de quem não tem argumentos, certamente dirão o Planalto e os petistas acerca do editorial de "O Estado" acerca da postura da presidente Dilma Rousseff em Bruxelas, em que se apresentou como incompreensível verduga do vernáculo. Não só causa, com tal conduta, vergonha ao País. Há um efeito pior: o da irresponsabilidade educacional, o que já estimulou nossos jovens a completar o primeiro ciclo sem conhecimentos básicos da linguagem e da aritmética. O lusófono Durão Barroso deve ter sofrido duro impacto, sobretudo se lhe veio à memória uma passagem de seu venerando conterrâneo das Letras, Fernando Pessoa, em passagem do "Livro do Desassossego": "Tenho um alto sentimento patriótico. Minha pátria é a língua portuguesa. (...) Mas odeio, com ódio verdadeiro, a página mal escrita, a sintaxe errada, como gente em que se bata (...), como um escarro direto que me enoja independentemente de quem o cuspisse. Sim, porque a ortografia também é gente. A palavra é completa vista e ouvida. E a gala da transliteração greco-romana veste-ma do seu vero manto régio, pelo qual é senhora e rainha".

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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ELA FALA PELO BRASIL?

Excelente o editorial de 26/2 "Ela fala pelo Brasil", sobre a ausência de conteúdo nos discursos da presidente Dilma. Só acho que ficou faltando um ponto de interrogação no fim desse título.

Claudio Janowitzer

cjano@terra.com.br

Rio de Janeiro

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GENTILEZA

Realmente, classificar de vexame as falas da presidente em Bruxelas foi até gentil. E creio que nos deveria envergonhar muito mais em nosso dia a dia, seja pelo amontoado de ministérios inúteis, como pelas promessas vãs, pelas obras inacabadas com valores multiplicados, pela falta de visão de futuro, pela falta de plano de médio e de longo prazos e, tanto mais, e em resumo, um amadorismo administrativo (é para gargalhar?) lamentável. Infelizmente, quem elege, salvo exceção, não é leitor - e da TV nada se espera.

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

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FALANDO SOZINHA

O "Estadão" finalmente reconheceu o que há muito se comenta: a presidente (e não presidenta, neologismo inventado por ela) não fala coisa com coisa. Talvez seja por isso que o Brasil esteja tão desgovernado, tão sem eira nem beira. Afinal, é preciso ter um pouco de lógica para administrar qualquer coisa, que dirá um país tão complexo como o nosso. Desprovida de humildade, ela se põe como a mentora de tudo, de todas as áreas. Já se percebeu que nada funciona, pois, além de não concatenar a lógica, ela não entende de tudo (como qualquer ser humano), mas quer fazer com que todos os 39 ministros ajam de acordo com sua cabeça. Aí está o desastre da economia, seguido por outros tantos desastres. A total certeza de que não havia direcionamento nas suas ações é evidenciada pela total falta de compreensão que ninguém tem de suas palavras. Ela só se faz entender quando lê discurso escrito por outros. Se for explicar ou dizer qualquer coisa de sua cabeça, não há quem compreenda. Como já dizem vários jornalistas, a língua que ela fala se chama dilmês, que é uma língua falada só por uma pessoa.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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DESVALORIZAÇÃO

Quando dona Dilma arrisca falar de improviso, as ações da língua portuguesas despencam na bolsa de linguística global.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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REPRESENTANTE E REPRESENTADOS

Se "Ela fala pelo Brasil", fica muito fácil para os que estão lá fora entenderem por que nossa economia está de cabeça para baixo e nossa política é uma vergonha. Dilma e o PT não me representam, mas os eleitores que a elegeram (e que, se dermos crédito às pesquisas, a elegeriam de novo), cuja mente deve ser truncada como a fala da presidenta, estão bem representados!

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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VERGONHA NACIONAL

Após ler o editorial do "Estadão" e tomar conhecimento dos discursos proferidos por Dilma em Bruxelas, para uma plateia composta por dirigentes e empresários brasileiros e europeus, fiquei com vontade de chorar de tristeza e vergonha. Senti pena dos tradutores. Se o PT quer tanto controlar a mídia, deveria começar controlando o direito de livre expressão de Dilma, proibindo-a de falar de improviso em eventos importantes, podendo apenas ler os discursos previamente preparados por pessoas competentes. Apesar de não ser eleitora do PT, vou pedir: volte, Lula, e nos livre desses vexames!

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CONFUSÃO MENTAL

Que vergonha! Presidente Dilma dá vexame em Bruxelas. Mais perdida que cachorro que caiu da mudança, ela fez dois discursos completamente sem sentido e nexo. Ela conseguiu confundir o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, com seus discursos a propósito da Cúpula União Europeia (UE)-Brasil, repletos de frases inacabadas, períodos incompreensíveis e ideias sem sentido. Acho que o porre que ela tomou em Portugal ainda não passou.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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A MESMA ESCOLA

Nenhuma surpresa com o relato do vexatório desempenho da nossa presidenta Dilma em Bruxelas, quando falou em nome do Brasil. Afinal, ela foi eleita a melhor aluna na universidade em que é doutor honoris causa o ex-presidente Lula.

Milton Flávio M. Lautenschlager

miltonflaviol@gmail.com

São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

Não, ela não fala pelo Brasil, ela fala pelas ventas.

Miguel Ribeiro da Silva

mrsierra@ig.com.br

Jandira

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INTERDIÇÃO

Qualquer família bem estruturada e com membros lúcidos interditaria um parente que pronunciasse uma fala tão disparatada e sem nexo como a da presidente Dilma, reproduzida à pagina A3 na edição de 26 de fevereiro sob o título "Brasil, UE e Mercosul atolado" onde se lê: "Então, essa consciência, ela permite que nós tenhamos nesse horizonte a possibilidade real e concreta de fazer o acordo, que não havia de uma forma tão clara nos períodos anteriores, seja porque eram períodos de expansão do ciclo, seja porque nós não tínhamos estado tão diante do fato e dessa consciência que o desencontro não é bom para nenhuma das partes". Arre! Que está esperando a Nação para interditar o poste?

Mário Rubens Costa

costamar31@terra.com.br

Campinas

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ATENTADOS

Dona Dilma, considere a utilização do recurso "playback" e somente faça discursos, isto é, cometa atentados à Língua Portuguesa, intramuros, para os seus bajuladores.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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POBRE ORADORA!

Nunca tive tanta dificuldade para tentar traduzir o significado de "Ela fala pelo Brasil", frases desconexas proferidas pela presidente do Brasil, em Bruxelas, na cúpula da União Europeia. Só mesmo comparando-a às tentativas de construção textual de determinados estudantes universitários brasileiros, que colocam seus professores de "cabelos em pé" na também tentativa de desvendar o que eles escrevem. Mas, perante autoridades internacionais, sra. Dilma, isto é uma vergonha!

Maria Inês T. de Mendonça

migmendonca1@gmail.com

São Paulo

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DEMOCRACIA X DITADURA COMUNISTA

A televisão mostrou (25/2), por meio de satélite, a imagem noturna da democrática Coreia do Sul com muitas luzes e progresso, e a comunista Coreia do Norte quase totalmente escura, triste e sem vida. A lição que fica é que o "espetáculo do crescimento" não acontece por mera vontade política, e sim por meio da democracia, que dá aos indivíduos, cujo potencial é infinito, as mínimas chances de promover o seu próprio desenvolvimento e, por consequência, o do País como um todo.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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VERBAS PÚBLICAS PARA O MST

A revelação de que também a Petrobrás, antiga joia da coroa, empresa endividada (com 32% de possibilidades de quebrar, segundo relatos), com balanços maquiados e ações virando pó na Bovespa, patrocinou, com R$ 650 mil, o evento em Brasília durante o qual aconteceu o conflito em que 30 policiais foram feridos por militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) reforça ainda mais a percepção de que o governo no PT, ao invés de defender a lei, as instituições e o fiel cumprimento da ordem, conforme juramento feito pela presidenta Dilma no dia em que tomou posse, faz exatamente o oposto, valendo-se de verbas disponíveis em instituições e empresas públicas diversas, como a CEF, o BNDES e, agora, a Petrobrás, para prestigiar esses criminosos que deveriam, isso, sim, estar recolhidos ao xadrez e respondendo por acusações que vão desde formação de quadrilha, perturbação da paz e desacato à autoridade a ameaça, lesões corporais e tentativa de homicídio. Todavia, a proximidade ideológica unida ao "politicamente correto" sugerem a não "criminalização" de criminosos pelo simples fato de pertencerem a "movimentos sociais" - que, pelo visto, têm carta branca para delinquir impunemente no Brasil do PT. Fosse este um país minimamente sério, o governo jamais prestigiaria com verbas públicas (que são do povo e totalizaram, neste caso, R$ 1,6 milhão) um movimento que tem o crime inscrito geneticamente em seu DNA nem receberia em palácio - como Dilma o fez - esse bando que diz querer a reforma agrária, mas no fundo quer mesmo é subverter a ordem constituída e pavimentar o caminho, com o sangue de muitos, para sua "revolução" camponesa sem pé e sem cabeça.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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LAMBANÇA

A Associação Nacional Popular (Aprapo), ligada ao MST, obteve um financiamento de R$ 350.000,00 do BNDES e outro de R$ 200.000,00 da Caixa Econômica Federal para realizar um evento cultural no 6.º Congresso Nacional do Movimento dos Sem Terra. Nesse evento, dia 12, em Brasília, integrantes do MST tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal (STF) e houve quebra-quebra, com muitos policiais e manifestantes feridos além de muitos danos ao patrimônio público. No dia seguinte, dia 13, dona Dilma recebeu representantes do movimento MST no Palácio do Planalto, como se nada houvesse acontecido na véspera. Para completar o total descaso com a opinião da sociedade brasileira, a presidente, dando continuidade à sua reforma de ministério que visa a agradar gregos e troianos, desde que gregos e troianos apoiem a sua candidatura à reeleição, substituiu o atual responsável pela pasta do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, por Miguel Rossato, indicado por João Pedro Stédile, presidente do MST. Até quando a sociedade brasileira vai aceitar atos desse governo, que absolutamente não representa mais a sociedade brasileira?

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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BOLSA PARA VÂNDALOS

Era só o que faltava! O Planalto autorizou o BNDES e a Caixa a que financiassem os vândalos do MST, respectivamente com R$ 350 mil e R$ 200 mil, recursos dos contribuintes, para que o movimento promovesse, sob a farsa de uma suposta passeata, a destruição de patrimônio público e afronta aos ministros do Supremo, de quebra ferindo 32 membros da polícia militar do DF. E, como Dilma ficou agradecida com essa incivilidade de seus camaradas, que há décadas levam o terror contra os agricultores, horas depois deste triste evento, diante dos olhos estarrecidos da Nação, ainda teve o desplante de receber esses descompromissados com a ordem pública e constitucional, festivamente, em pleno Palácio do Planalto. Esta rica "Bolsa Vândalos", só para amigos do petismo, no valor de R$ 550 mil, ultrapassa em milhares de vezes o que é concedido aos pobres brasileiros do Bolsa Família.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A DEFESA DE GILBERTO CARVALHO

Para o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, defensor do MST, "é dever do governo financiar ações que estimulem a organização da cidadania e da produção e que o MST não é um movimento de baderneiros". Se eles não são baderneiros, por que precisaram usar da violência para serem atendidos pela presidente? E, se não são baderneiros, por que feriram 30 policiais? O MST não pode ser tratado como produtores que eles não são. São baderneiros, que usam da força se não forem atendidos e vivem com dinheiro dado pelo governo sem licitação, para fazer arruaças, invadir fazendas, queimar plantações e matar gado. "A Caixa Econômica, o BNDES e qualquer órgão público financiaram simplesmente o apoio à produção legítima de agricultores", disse Carvalho. O dinheiro da Caixa e do BNDES é do trabalhador e não pode ser usado para fins de eleição, como fez Dilma recebendo depois da baderna que fez em Brasília esse grupelho de malfeitores.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COMO A(O) CHEFE MANDOU

Nem poderia ser diferente. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, falou que o apoio do (des)governo ao "evento" do MST é legítimo. Foi como a(o) chefe mandou, não é mesmo? Todo bom "sabujo" (bajulador puxa-saco) falaria o mesmo... Para não perder o status de ministro do nada e coisa nenhuma. Governo ruim só tem apoio financiando a mediocridade, com os recursos do erário, i$$o só é de acontecer no no$$o querido Brasil, sil, sil. O país da impunidade!

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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QUEM PAGARÁ?

Enquanto se morre de fome no Brasil, a Caixa Econômica e o BNDES emprestam dinheiro, para falsos trabalhadores rurais. Afinal, se o MST não tem nenhum caráter jurídico (eles não têm CNPJ), quem pagará essa conta? Para nos deixar mais tristes ainda, é saber que a falida Petrobrás e a anta também participaram da vaquinha.

Wilson Matiotta

loluvies@gmail.com

São Paulo

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ULTRAJADO

Ao ler a notícia de que o BNDES e a CEF estão patrocinando associações ligadas ao MST, senti-me ultrajado como produtor rural e envergonhado como brasileiro. Há muito tempo sabemos que o Brasil não é um país sério, mas agora conseguiu extrapolar no que diz respeito à falta de respeito ao dinheiro público. Há duas semanas eu e todos produtores brasileiros fomos obrigados a assistir a um papelão, ao ver a presidente Dilma dirigindo uma colheitadeira na "abertura da colheita de soja" no Mato Grosso. Fiquei me perguntando quem será o produtor que cedeu a sua lavoura, a sua máquina e, principalmente, o seu nome para esta cena bizarra, dando suporte a um governo que tenta passar uma imagem de que é um aliado do agricultor brasileiro, enquanto paralelamente estimula o esbulho de propriedades rurais sob alegações de que são terras quilombolas ou indígenas, financia movimentos criminosos como o MST e incita a luta de classes. Para não perder a carona da presidente, a senadora Gleisi Hoffman repetiu o mesmo papelão no Paraná, para tentar ganhar a simpatia dos produtores do seu Estado. Vale dizer que, no caso desta última, pegou muito mal. Cabe-me dizer a dona Dilma e a dona Gleisi que azeite e água não se misturam. O campo é de quem trabalha e de quem produz e esses verbos todos nós sabemos que os petistas têm dificuldades em conjugar e mais ainda em praticar.

Frederico D’Ávila

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

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CHOQUE DE CONFIANÇA X PATROCÍNIO DO MST

As duas notícias na mesma edição. Estando o PT e companheiros com a chave do cofre, para quem consegue raciocinar, nem com uma descarga de alta voltagem.

Roberto Vastiglioni

rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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MENSALÕES

Se, por um lado, o ministro do STF Luís Roberto Barroso afirmou que apresentará questão de ordem para analisar a possibilidade da remessa do mensalão tucano ao primeiro grau, após inegável fraude processual promovida por Eduardo Azeredo ao renunciar ao cargo de deputado com a indisfarçável intenção de retirar a competência do STF do processo do mensalão tucano, por outro, na Ação Penal 470, o ministro Luiz Fux, até agora, não demonstrou qualquer intenção em fazer o mesmo, prosseguindo no julgamento dos embargos infringentes, como se ainda existisse algum réu com foro por prerrogativa de função. Como se sabe, João Paulo Cunha era o último réu detentor de cargo com foro por prerrogativa de função e, com sua renúncia ao cargo de deputado, o STF perdeu a competência de continuar apreciando o julgamento do mensalão.

Lourenço Maciel de Bem

lmdebem@gmail.com

Florianópolis

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QUADRILHEIROS

O STF, com a nova composição, deve livrar o ex-ministro José Dirceu da acusação e formação de quadrilha. Deverão ser também beneficiados o ex- tesoureiro Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino. A se confirmar, só temos a lamentar, pois, se um grupo (mais de 3, contando com Marcos Valério) se reúne para desviar recursos não é quadrilha, então não sei o que é quadrilha. Terá se obtido uma vitória de Pirro, confirmando que neste país só quem vai preso é o ladrão de galinha. Pagaram a multa com arrecadação entre amigos - que deve ser investigada, sim. Riem na nossa cara porque temos um sistema que permite isso. Assim como, geralmente, os filhos são espelho dos pais, o governo é espelho da sociedade. Isso ofende? Sim, mas é claro que nem todos são assim. Há os que gritam contra este estado de coisas. Vejam as cartas nos jornais, mas é uma minoria. Não importa, absolvidos ou não da acusação de formação de quadrilha, para a sociedade séria, serão sempre quadrilheiros.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Vinte e tantos mensaleiros estão presos pelos mesmos crimes. Estão faltando um, que fugiu para a Itália, e outro, que não sabe, não viu, não ouviu, não foi informado. Quantos mais seriam necessários para caracterizar uma quadrilha? Com a palavra, o STF.

Edgard Mourão Filho

edgardmourao@hotmail.com

Santos

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EMBARGOS INFRINGENTES

Não podem os senhores advogados dos réus do mensalão exigir que a procuradoria apresente ao tribunal um documento com firma reconhecida e registro em cartório que comprove a associação dos mensaleiros para delinquir. Ora, senhores. As quadrilhas atuam sempre nos escuros corredores e gabinetes, neste caso situados em salas próximas a gabinetes maiores, do tipo suíte presidencial, parlamentar ou mesmo partidária, naturalmente em reuniões reservadas com seus parceiros ou capangas com quem posteriormente dividirão o butim. Como podem os ilustres "causídicos" querer invalidar os pareceres de ilustres advogados da Procuradoria da República e seus chefes, bem como o de um Tribunal Superior que exaustivamente analisou e proferiu por maioria de votos sentença condenatória aos réus - políticos ocupando importantes cargos públicos, representações parlamentares e partidárias - por formação de quadrilha, na Ação Penal 470. É de esperar, pois, que o Supremo venha a ratificar sua posição anterior de condenação dos réus, não aceitando o absurdo argumento dos defensores de ter sido a mesma motivada por mera questão política.

Luiz Carlos G. Pannunzio

giotto.pan@gmail.com

São Paulo

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O SILÊNCIO DE ROBERTO JEFFERSON

Roberto Jefferson, último condenado do mensalão a ser preso, preferiu não atacar a decisão dos ministros do STF, como vêm fazendo os petistas. É bem verdade que, se Jefferson nada tivesse dito, esses mensaleiros estariam com os bolsos bem mais cheios e rindo da nossa cara. A denúncia do ex-deputado Jefferson permitiu ao Brasil saber quem são os homens que chegaram ao poder e como dele se beneficiaram. Só não ficou claro por que o denunciante poupou Lula dessa ação. Nunca saberemos, mas quem ama a vida deve ter temido por ela e, por saber com que tipo de pessoas estava mexendo, o ex-deputado optou pelo silêncio.

Luciana Lins

lucianavlins@gmail.com

Campinas

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JEFFERSON RESIGNADO

Ao contrário dos arrogantes réus do PT, Roberto Jefferson se entregou com humildade e elegância. Não fez os gestos agressivos de José Dirceu e Genoino, com o punho elevado como se fossem enfrentar um inimigo numa batalha. Jefferson delatou os crimes cometidos pelos membros do PT, assumiu sua culpa e disse que precisava passar por isso. Portou-se como um valente e altivo guerreiro que admitiu sua derrota como se este fosse o preço a ser pago para salvar a Pátria da quadrilha que desviava milhões dos cofres públicos.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRESO POR ENGANO OU PRECONCEITO?

O ator negro que foi preso por puro preconceito e segregação racial, no Rio de Janeiro, foi solto ontem. Essa dura realidade que vem desde o Império e se prolonga na República denuncia um Brasil de uma sociedade de cultura racista e higienista. Basta ser negro, índio, mestiço, ser pobre, prostituta de rua ou um menor infrator e a sociedade pede a prisão sumária, sem julgamento, quando não é a própria Justiça que condena apressadamente. A prisão dos jornalistas, em São Paulo, é um outro atentado contra as liberdades, e nada se comenta. A população assiste passivamente à degradação social e política, contra o provo brasileiro.

Sinesio Müzel de Moura

sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

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PACO DE LUCÍA

Triste saber da morte do grande Paco de Lucía, aos 66 anos. Foi um gigante da música, com sua guitarra flamenca. Deixou uma obra de primeira linha. Merece as homenagens de todos os amantes da boa música, espalhados pelo mundo afora. Descanse em paz.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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SUPERAÇÃO E ESPERANÇA

Entre os 350 mil candidatos que disputaram as 88,7 mil vagas dos cursos técnicos das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) de São Paulo, no primeiro semestre deste ano, 127 eram internos da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente). Mesmo sem fazer um cursinho específico preparatório para as concorridas vagas, 19 deles foram aprovados. Isso demonstra que, quando perspectivas são oferecidas aos adolescentes em situação de privação de toda ordem, aliadas a uma força interior ainda capaz de ser construtiva, coisas boas como estas podem acontecer. É quando a esperança e o sonho são capazes de levar o jovem a superar seus problemas e derrapadas para construírem para si, um futuro melhor. Congratulo-me com estes rapazes e a seus mestres que souberam confiar e ver esperanças onde outros comumente não vêem nada. A notícia alvissareira é digna de maior divulgação e muito aplauso.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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