Fórum dos Leitores

MENSALÃO

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2014 | 02h08

A quadrilha venceu

Agora entendemos por que, em 1971, Adauto Lúcio Cardoso, então ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), depois de julgada constitucional pela Corte a lei de censura prévia para livros e periódicos editada pelo general Emílio Médici, manifestou indignação pela decisão de seus pares arremessando a toga sobre uma cadeira vazia e, olhando acintosamente para os demais ministros, abandonou o recinto do STF para, em seguida, pedir aposentadoria. Agora entendo também por que o ex-ministro Evandro Lins e Silva, naquela oportunidade, afirmou que a atitude de Adauto foi única e jamais se repetiria no STF. Os ministros Lewandowski, Toffoli, Zavascki, Barroso, Cármen Lúcia e Rosa Weber provaram que o STF de hoje continua como dantes. Tenho certeza, como milhões de brasileiros, que os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello estão sofrendo a maior decepção de sua vida. A quadrilha venceu. Só faltou alguém com a coragem de Adauto Lúcio Cardoso.

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

Quadrilheiros para sempre

Quando pensávamos que o STF poderia ser uma de nossas tábuas da salvação, vem um grupo de ministros, reúne-se, confabula e, no fim, acata embargos decidindo não considerar formação de quadrilha o que fizeram José Dirceu, Delúbio Soares, Marcos Valério, José Genoino & Cia. Tendo na Corte (sem falar no País quase todo) alguns que pensam como ele, ou seja, que houve, sim, formação de quadrilha, o presidente Joaquim Barbosa mais uma vez foi feliz ao dizer a um de seus pares (cujo nome me recuso a declinar) que a decisão para aliviar a barra dos quadrilheiros foi mais política do que técnica. Está na cara que há algo muito estranho no reino de Brasília, onde a má política predomina, então o resultado tem de atender, mesmo, a interesses contrários ao que a sociedade clama: o fim da corrupção.

JOÃO DIRENNA

joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

Pêsames

Não se pode mesmo comemorar nada antes da hora. Em matéria de justiça, então... Se o bando do mensalão, que assaltou o Tesouro Nacional, não foi considerado quadrilha pela mais alta Corte de Justiça do Brasil, o que vai acontecer, em nossa Pátria mãe "tão" gentil, com outros crimes de colarinho-branco que com certeza ocorrerão? Adormecida em berço esplêndido há mais de 500 anos, continuará a ser subtraída pelos ladrões engravatados, pois o sol da liberdade sempre brilhará para eles. Será que um dia o porrete da Justiça vai bater com a mesma intensidade em pés de chinelo e engravatados? Até quando vamos ter de aturar risos marotos e punhos cerrados ditando normas, tirando "sarro" da nossa cara? Parabéns aos cinco magistrados que opinaram favoravelmente ao encarceramento dos mensaleiros e pêsames aos seis vitoriosos, que perderam a oportunidade de prestar um serviço relevante à causa da justiça.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Caçapa cantada

Os votos de alguns ministros que estão julgando os mensaleiros são verdadeiras caçapas cantadas, que na linguagem dos jogadores de sinuca virou sinônimo de resultado óbvio, de caminho já sabido. Dessa forma, a frustração de Joaquim Barbosa é contagiante, deixando grande parte da população decepcionada.

LUIZ BIANCHI

luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

Tapa na cara

O tecnicismo minucioso, microscópico, a que tiveram direito os réus que apresentaram embargos à formação de quadrilha em seu exame, que acabou por descaracterizar o crime, mostra que as coisas não mudaram suficientemente para mitigar a nossa sede de justiça. Os políticos condenados o foram de maneira, diria, até suave, quando comparadas as penas dos núcleos publicitário e financeiro. Os políticos, que devem satisfações aos eleitores, "lixam-se" para eles! O tempo se encarregará de afastar do nosso hoje essas tristes decisões que, contudo, permanecerão no palimpsesto de nossa memória. Mais uma vez temos de engolir o que, obviamente, não está certo.

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

País da impunidade

Se alguém tinha alguma dúvida sobre o caráter da Justiça nacional, a decisão do STF de ontem eliminou-a. O Brasil é mesmo o país da impunidade! O deboche e a ironia não demoraram: o principal articulador do mensalão já classifica o julgamento de sua obra como peça de ficção. Seis ministros chegaram à brilhante conclusão de que os mensaleiros não se articularam formando uma quadrilha e realizaram o maior crime contra a democracia agindo isoladamente... Ruy Barbosa estava certo: "De tanto ver triunfar as nulidades...". Pobre Brasil.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Peça de ficção

José Dirceu diz que o mensalão é peça de ficção. Se acredita mesmo nisso, em primeiro lugar deveria mover ação contra Lula por perdas e danos, visto que o então presidente o demitiu da Casa Civil da Presidência quando "soube" do caso - aliás, até estimulou o Congresso Nacional a cassar o seu mandato. Dirceu vai abrir esse processo?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Locomotiva vacilante

Engrenagens enferrujadas, essa é a situação da economia brasileira, que obteve um crescimento de só 2,3% no seu pibinho em 2013. Enquanto isso, as engrenagens da Justiça, que vinham sendo azeitadas nos últimos tempos, sofreram duro revés após a absolvição no STF de mensaleiros pelo crime de formação quadrilha - jogou-se no lixo, assim, parte das exaustivas deliberações que terminaram na condenação dos réus. Não foi uma quinta-feira feliz para as engrenagens dessa locomotiva para lá de vacilante chamada Brasil.

HENRIQUE BRIGATTE

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

Pior a emenda...

O PT deu um tiro no pé. Pior a emenda que o soneto, diz o dito popular. Como não terá chefe da quadrilha, é sinal que qualquer um pode roubar à vontade, pensar em qualquer maneira de retirar dinheiro do Tesouro Nacional. Assim, significa que a anarquia domina a distribuição de dinheiro do governo, não interessa o fim a que se destina. Enfim, o dinheiro está la, é só pegar.

CIRO BONDESAN DOS SANTOS

cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

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MENSALÃO

Com o apertado placar de 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu José Dirceu e mais 7 por formação de quadrilha no caso do mensalão. Foram decisivos os notoriamente comprometidos votos dos "novatos" Luis Roberto Barroso e Teori Zavascki para livrar o núcleo petista do regime fechado. Estes priorizaram a argumentação política e desprezaram o emprego indispensável do conteúdo técnico. A mal dotada argumentação de Barroso tem seu embrião na desaforada vociferação de Lewandowski (a mulher de Lula, Marisa Letícia, é amiga da mãe do ministro) em 5/9/2013, quando acusou o STF de parcial e de funcionar como tribunal de exceção pelo fato de seus colegas terem agravado a pena de quadrilha de José Dirceu para evitar a prescrição e para que ele fosse preso. "Hoje é uma tarde triste para o STF", declarou o ministro Joaquim Barbosa. Essa frase merece uma inscrição tumular numa lápide erguida na frente do STF para eternizar o desserviço prestado aos homens de bem de nosso país pelos ministros "novatos" e mais Lewandowski, Dias Toffoli (petista empedernido), Rosa Weber (outra "novata" e juíza do Trabalho) e Carmen Lúcia (durante o julgamento, fez discursos tão severos em defesa da moralidade política e, depois, surpreendentemente, empacou). Essa triste história do Judiciário brasileiro protagonizada por ministros cabalados pelos governantes petistas (foram acólitos quando deveriam demonstrar independência) poderia ser evitada se o ministro Celso de Mello, decano do STF, não tivesse votado pelo cabimento do recurso dos embargos infringentes contra acórdão (decisão colegiada) condenatório do plenário do STF, que possibilitou a 12 réus no processo do mensalão recorrerem de condenação por crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A contagem estava 5 a 5 e o decano deu provimento ao recurso alegando que o Poder Legislativo não modificou o dispositivo do Regimento Interno do STF (RISTF) que prevê competência legislativa ao STF para decidir sobre a acolhida de embargos infringentes. Uma esdrúxula decisão que causou perplexidade. Os réus e seus advogados que esbanjam vitupérios a membros do STF comemoram.

Junios Paes Leme

junios.paesleme@ig.com.br

Santos

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QUE SEMANA!

A decisão de alguns juízes do Supremo, não reconhecendo a formação de quadrilha no mensalão, prova que estão a serviço desta ou são parte integrante da mesma. Nesta semana, além deste fato, soubemos que a Petrobrás, o BNDES e a Caixa Econômica Federal financiaram evento do Movimento dos Sem-Terra (MST) durante o congresso do movimento, em Brasília, quando o sr. Rainha discursou informando sobre a invasão de propriedade privada para o seu projeto de "carnaval vermelho" ao lado do presidente do Incra e do ministro do Desenvolvimento Agrário. Tudo isso só nesta semana! Já somos a Venezuela.

Oscar Seckler Müller

oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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CARNAVAL

Sexta-feira o início do ano do circo oficial do Brasil, mas a palhaçada foi na quarta-feira, na véspera, que é para o povo se embebedar na folia e não se lembrar de nada até a quarta-feira de cinzas. Parece tudo cuidadosamente planejado desde o princípio. Sem Poder Executivo, sem Poder Legislativo e sem Poder Judiciário, o que somos?

Nelson Pereira Bizerra

nepebizerra@Hotmail.com

São Paulo

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POBRE BRASIL!

Além do pífio desempenho da nossa economia, das reformas prometidas e não cumpridas, da vergonhosa educação, da saúde em estado terminal, do esbanjamento de dinheiro público por razões ideológicas, o PT nos dá, agora, mais uma forte razão para o povo brasileiro querer defenestrá-lo do governo, com este vergonhoso aparelhamento do nosso maior tribunal, o Supremo Tribunal Federal (STF), que, politicamente, com os novos ministros escolhidos a dedo para votar de acordo com o interesse de quem os indicou, absolveu os mensaleiros petistas do crime de formação de quadrilha, contrariando a posição do procurador-geral da República, desprezando o parecer do ministro relator, Luiz Fux, e a opinião majoritária dos cidadãos brasileiros. Pobre Brasil, nas mãos sujas e criminosas de desqualificados.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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TARDE TRISTE

Tarde triste de 27/2/2014 para a grande maioria de pessoas decentes do Brasil, dia em que o Judiciário capitulou em poder dos marginais do mensalão. Assisti enojado à maioria do STF julgando de cabeça baixa, como se fosse subjugado por um poder maior. Triste tarde em que a decência simplesmente foi ignorada em prol de um poder econômico de uma quadrilha que pretende transformar o Brasil num antro de corrupção. Pobre Brasil, está refém de pessoas da pior espécie, que vão transformar o País numa republiqueta bolivariana de quinta categoria, se deixarmos. Acorda, Brasil! Outubro é a nossa última chance de pôr um fim nesta praga que assola o Brasil. Vamos agir!

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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GRATIDÃO

Quanta injustiça afirmar que a sra. Rosa Weber e os srs. Dias Toffoli, Luis Roberto Barroso, Teori Zavascki e Ricardo Lewandowski são cinco supremos traidores, só porque eles aliviaram as penas dos mensaleiros! "Elles" têm a minha total solidariedade! A gratidão é uma qualidade que poucos cultivam, e "elles" demonstraram toda a gratidão à chefa e ao chefo da chefa. Afinal de contas, onde estariam, se não fossem os poderosos chefões, hein?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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O QUE É QUADRILHA?

A absolvição dos envolvidos na Ação Penal 470 (mensalão) por "formação de quadrilha" confere plenamente com o significado de "quadrilha" que consta no dicionário: "dança de salão de origem europeia, trazida para o Brasil no início do século 19, da qual participavam vários casais e é a música que acompanha essa dança". Os envolvidos participavam dessa dança de salão? Não! Dançavam em casais? Não! Tocavam a musica? Não! Então só restava aos ministros, amigos e agradecidos por estarem ali, absolver todos os envolvidos. Não apenas sete ou oito condenados. Justiça é isso, ou não? Alguns até "acham" que "quadrilha" é um grupo de ladrões ou malfeitores, que não é o caso. E não se fala mais nisso! Desculpem-nos, mas é bom lembrar o nome dos cinco ministros do contra: Marco Aurélio Mello, Luiz Fux, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes e Celso de Mello, que certamente honram o seu nome, o Brasil e os brasileiros. Com todo o respeito e admiração.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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QUADRILHA

Artigo 288 do Código Penal: "Associarem-se mais de três pessoas, em quadrilha ou bando, para o fim de cometer crimes". Dá para entender? Ou sugere interpretações?

Oscar Rolim Júnior

rolimadvogado@ibest.com.br

Itapeva

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ABANDONAR O BARCO

Os ministros do Supremo Tribunal Petista decidiram que o dicionário "Aurélio" está errado, o comandante do barco é o italiano Schettino, e salve-se quem puder, simples assim.

Roberto Castiglioni

rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

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ABSOLVIÇÃO

Houve "formação de quadrilha" do STF para absolver os mensaleiros do crime de formação de quadrilha?

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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DITO POPULAR

Quadrilha que absolve quadrilha tem cem anos de perdão? Lamentável.

José Roberto Magalhães

jr_magalhaes@uol.com.br

São Paulo

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MINISTROS POLÍTICOS

Ao ver a votação no STF pela absolvição do crime de quadrilha praticado pelos mensaleiros, concordo com as palavras do leitor sr. Nilson Otávio (27/2), que cita Montesquieu: "Se o poder de julgar estiver unido ao Poder Executivo, o juiz terá a força de um opressor". Minha sugestão é que façamos um abaixo-assinado para que os juízes da mais alta Corte não sejam escolhidos pelo presidente da República, e sim pelo mérito, o caráter e a independência política.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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REVIRAVOLTA NO STF

Praticamente absolvidos pelo Supremo Tribunal Federal alguns quadrilheiros. Infelizmente, este país parece-me que só funciona com quepes e baionetas. Que lei nada, só para pobre.

Ailton Dias Pereira

ailton7@ig.com.br

Ribeirão Preto

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MENSALEIROS ABSOLVIDOS

Vergonhosa a atuação dos novos ministros do Supremo Tribunal Federal. Seus votos mostram bem o porquê de terem sido escolhidos e o quanto suas nomeações custaram e custam ao povo brasileiro. E depois querem que acreditemos na Justiça no País.

Lucia Helena Flaquer

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

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VERGONHA DE SER BRASILEIRO

Já que os bandidos do mensalão podem ir para o regime semiaberto, por que estes juízes do Supremo, que devem estar recebendo uma grana sentida, não mandam soltar todos os criminosos que estão nas cadeias do Maranhão e de outros Estados? Sinto vergonha, aos 77 anos, de ser brasileiro, e sinto saudades da ditadura militar.

Plinio Vergueiro Neves

plinio_neves@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

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MÁ-FÉ

Ao descartarem a formação de quadrilha, seis ministros livraram a cara de Dirceu, Delúbio e Genoino, dos publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz e dos ex-dirigentes do Banco Rural Kátia Rabello e José Roberto Salgado. Graças a seis membros do STF, que mostram mais uma vez que na Corte Suprema há aqueles que têm mais espírito de "justiça" e boa-fé do que outros, e se espelharam nos quadrilheiros, reconheceram uma condição igualitária. Devem ter pensado: "Se nós não podemos ser apenados, por que não sermos ‘justos’ com nossos colegas? Só por que eles não usam toga?" Essa, é parte da nossa justiça, que trata o mensalão como uma ficção, mas, na hora de serem aquinhoados por ele, aí, sim, o mensalão é uma realidade. Porque eles também mamam nas mesmas tetas, cuja vaca é alimentada pelo capim que sai do nossos suor. Como nem tudo está perdido, temos de homenagear e respeitar os insignes ministros: Joaquim Barbosa (um lutador que não conseguiu superar os maus colegas e os efeitos nefastos da nossa política atual) e os não menos valorosos, brilhantes e honestos ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Celso de Mello.

Roberto Ianelli Kirsten

rkirsten@uol.com.br

Amparo

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O PENSAMENTO DO POVO

O UOL fez uma enquete com a seguinte pergunta: em novo julgamento, o STF absolveu 8 réus pelo crime de formação de quadrilha no mensalão. Você concorda? 84,52%, cerca de 15 mil pessoas, responderam não. Deveria prevalecer o julgamento de 2012, que condenou os réus. Os votos de Joaquim Barbosa, Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello e Gilmar Mendes refletem o pensamento do povo. Isso deixa claro o seguinte: é uma quadrilha que se instalou no poder e, agora, comanda o crime de dentro das celas. Simples assim. Pobre Brasil!

Luciana Lins

lucianavlins@gmail.com

Campinas

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BRASIL, PAÍS DA IMPUNIDADE

No caso dos embargos infringentes, embora já suspeitasse de que os mensaleiros - só os do PT, os dos bancos provedores, não - teriam suas penas reduzidas, fiquei desapontado com a decisão do STF. Que esperar de um país onde o Judiciário permite que os políticos fiquem impunes? Já não confiamos no Executivo nem no Congresso, e, agora, nem no Judiciário. Embora já soubesse o significado do verbo "infringir", fui consultar o dicionário do Ministério da Educação e Cultura, em que constam os significados de "infringir", verbo transitivo: transgredir, quebrantar, postergar, violar. A quem pedir socorro? Eu sei, mas não digo.

Mário A. Dente

dente28@gmail.com

São Paulo

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O DESMANCHE DO STF

Um breve relato do nosso STF: o voto de Lewandowski e de Toffoli já era esperado, não houve surpresa; Barroso e Teori são os infiltrados; Rosa Weber e Carmem Lucia, a grande decepção. E o que fazer agora? Só nos resta chorar e assistir aos últimos dias de Pompeia.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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CABRESTO

Quanto vale um ministro do STF? Não analise por esse ângulo. Procure enxergar o quão distante estamos da construção de uma sociedade com pilares sólidos, que frutifiquem em democracia e justiça ao seu povo. E pensar que voto de cabresto só acontecia nos rincões por este país afora. Ledo engano.

Haroldo Eustaquio Rocha

haroldoerocha@ig.com.br

São Paulo

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CANALHAS

É assim, saem Cezar Peluso e Ayres Britto e entram Teori Zavascki e Luis Roberto Barroso, sem contar o "trainee" Toffoli e o "cumpadi" Lewandowski, com aquela máxima: diga-me em que bolso vem e te direi quem sou. Canalhas. Supremo podre. Venal, política do quem dá mais.

Hélio José Cury

heliocury@gmail.com

São Paulo

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CREDIBILIDADE

Corte Suprema, credibilidade ínfima.

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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CONTROVÉRSIAS

Que houve uma quadrilha operando o mensalão, disso não temos dúvida, os defensores dos mensaleiros podem usar os eufemismos que quiserem - defensores do povo, heróis do PT etc. Quanto a declinar o nome do "cappo di tutti i capi", há controvérsias.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho

albcc@ig.com.br

São Paulo

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GOL DE LULA

Enfim o PT emplacou no (o) Supremo.

Ulisses Nutti Moreira

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

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AS CONTAS DE LULA

Quando é que Lula vai aparecer para dizer quantos "picaretas" há no STF?!

José Gilberto Silvestrini

jsilvestrini@hotmail.com

Pirassununga

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EVOLUÇÃO?

Evocando Darwin, não se faz mais ministros como antigamente.

Mario Ghellere Filho

marinhoghellere@gmail.com

Mococa

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UM SÓ PULMÃO

Os formadores da quadrilha foram absolvidos desse delito. Morreram de pneumonia simples, não da dupla.

Carlos Alberto Roxo

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

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RIMA POBRE

Absolveram os réus do mensalão de formação de quadrilha ai fica tudo uma maravilha.

Cícero Sonsim

c-sonsim@bol.com.br

Nova Londrina (PR)

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IRMÃOS METRALHA

Orlando (Flórida) urgente: os Estúdios Disney acabam de impetrar mandado de segurança junto ao STF pedindo para inocentar os Irmãos Metralha de formação de quadrilha. Pedem como relator os dedicados e compreensivos ministros Lewandowski, Barroso, Teori Zavascki, Rosa Weber, Carmen Lúcia ou Dias Toffoli.

Percy de Mello Castanho Junior

percy@clubedoscompositores.com.br

Santos

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NA HORA DO CARNAVAL

Alguns ministros do STF não desvelaram como quadrilha, sabiamente, pois ainda nem é festa de São João.

Alessandro Lucchesi

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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PERDI O RESPEITO

Na quarta-feira o senhor Luis Roberto barroso, com toda sua hipocrisia, manchou a imagem do STF e da Justiça brasileira ao deixar de atuar como juiz para atuar como advogado de defesa dos réus do mensalão, criminosos do colarinho branco que montaram uma quadrilha para assaltar os cofres públicos. O pior é a cara de pau de como ele tentou enganar o cidadão, como se todos nós fossemos idiotas, ao de forma dissimulada usar argumentos jurídicos que também tenho certeza foram elaborados no escritório dos advogados dos mensaleiros antes de este senhor ser posto lá pelo partido do governo para prestar este servicinho perigoso de desmoralizar a Justiça. Eu perdi o respeito por este tribunal composto por juízes escolhidos por quem está sendo julgado.

Grima Grimaldi

grimagri@terra.com.br

São Paulo

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ÚLTIMA SAÍDA

Supremo Tribunal Federal abranda pena dos mensaleiros. Confesso que tinha esperanças no enquadramento dos réus por formação de quadrilha, o que faria deles prisioneiros de fato, engaiolados de verdade. Mas graças à maioria dos ministros do Supremo, todos nomeados pela presidente Dilma e seu antecessor, o ex-presidente Lula, chefes da quadrilha petista, em agradecimento e reconhecimento por suas nomeações estão colocando na rua a mais forte e poderosa quadrilha até então constituída neste país. Quanto a nós, pobres de nós, só nos resta uma saída: torcer, torcer muito para que o presidente do Supremo Tribunal Federal, senhor Joaquim Barbosa, aceite se candidatar a presidente da República nas próximas eleições, em outubro. Fora ele, com essa péssima e dividida oposição do cenário político brasileiro, lamento informar, mas ninguém derrotará a quadrilha que se apoderou do nosso país.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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A GLÓRIA DO MINISTRO

Fiquei perplexo com o rude patrulhamento do ministro Joaquim Barbosa ao voto do ministro Luis Roberto Barroso, favorável aos mensaleiros. Barbosa se julga o máximo. O inventor da verdade e da Justiça. O maioral do STF. Francamente. Barroso respondeu firme, com voz pausada e elegante, lembrando que é ministro da Suprema Corte tanto quanto ele e exige respeito. Perfeito. Caso Barbosa insista em criticar os votos dos colegas, criando mal-estar e constrangimento e tentando jogar a opinião pública contra os ministros que não concordem com ele, creio ser melhor deixar Barbosa decidir tudo sozinho, para um plenário vazio. Será a glória. Para ele.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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VOTO SOBERANO

A presidência de uma Corte Suprema precisa evitar manifestações públicas agressivas contra seus colegas, principalmente numa sessão em que se decide o encaminhamento de um recurso num processo que chamou a atenção da opinião pública no ano passado. Cada magistrado tem o direito de votar de acordo com suas convicções no campo jurídico, sem dar a entender posição político-partidária.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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BARBOSA NA POLÍTICA

Vamos ver se o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, deixa de insistir... Joaquim Barbosa ainda é nossa esperança. Sem ele, babau.

Marisa Cardamone

mcardam@terra.com.br

São Paulo

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JULGAMENTO APOLÍTICO

O ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa, terá como oportunidade de desqualificar ou não denúncias e acusações de ter havido resquícios de influência política em seus atos condenatórios e de sentença aos integrantes do mensalão do PT quando ele, também com a mesma rigidez jurídica, apreciar, julgar e condenar os políticos e integrantes do escândalo de corrupção do PSDB.

Célio Borba

celioborba@ovi.com

Curitiba

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PSEUDODEMOCRACIA

A quadrilha instalada no STF pelo chefão da quadrilha do PT absolveu a quadrilha montada pelo PT com a finalidade de se apropriar do nosso dinheiro para comprar quadrilheiros pertencentes a outras quadrilhas. Os quadrilheiros, portanto, sairão dos presídios mais cedo. A quadrilha do PCC planeja invadir o presídio de Presidente Venceslau para libertar Marcola. Até quando estaremos à mercê dessas quadrilhas? Até quando viveremos nesta pseudodemocracia?

Otoni Gali Rosa

otoni.ogrcom@uol.com.br

São Paulo

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EMBARGOS INFRINGENTES

Caso a tendência verificada no STF, por ocasião da conclusão do processo sobre o mensalão, prevalecer, equivaleria a uma bem-sucedida tentativa de resgate do traficante Marcola, com uma agravante: executada legalmente!

Caio Augusto Bastos Lucchesi

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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MARCOLA E OS MENSALEIROS

Não sei qual fuga é mais espetacular, a do bandido Marcola sendo resgatado do presídio de segurança máxima por helicópteros e aviões ou a dos bandidos mensaleiros sendo salvos da prisão por instituições aparelhadas por ministros cúmplices. A primeira vem provar o que todo mundo já sabia, que a segurança do cidadão brasileiro é precária, mas a segunda, além de confirmar o que todo mundo também já sabia, de que a prisão da quadrilha do mensalão era para inglês ver, vem frustrar toda uma sociedade que nutriu durante alguns meses a esperança de que o País estava mudando para melhor.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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COMANDO

O Primeiro Comando da Capital (PCC) planeja resgatar seu líder, Marcola, na P2 de Presidente Venceslau. O Partido dos Trabalhadores (PT) não precisa se dar a esse trabalho, seu líder está solto, mas deveria estar na Penitenciária Federal de Catanduvas.

José Francisco Peres França

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo Pinhal

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