Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

01 Março 2014 | 02h30

Crescimento em 2013

O governo anunciou crescimento de 2,3% do produto interno bruto (PIB) em 2013. Se não tivessem mudado a forma de cálculo para determinar o crescimento, como fizeram em 2012 (jogo contábil), quanto realmente teríamos crescido, 1% talvez? Engana que o povo adora!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

PIB surpresa

Temos um governo brincalhão: a História só começa em 2002, a contabilidade criativa resolve o desequilíbrio fiscal, esconder importação de petróleo em 2012 resolve a balança comercial brasileira, a exportação de plataformas de petróleo resolve 2013, mentiras contadas à exaustão se tornam verdade. Pergunto: foram se aconselhar com Cristina Kirchner a respeito de "fajutar" estatísticas?

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

Haja maquiagem!

Esse crescimento do PIB em 2013, que foi alardeado pelo governo, tem mais maquiagem do que a cara da "presidenta Lulla", ops!, Dilma Rousseff.

AGNES ECKERMANN

agneseck@gmail.com

Porto Feliz

CARNAVAL DO MENSALÃO

Bloco momesco

O Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu por 6 votos a 5 os mensaleiros (corruptos) por formação de quadrilha. Nessa vergonha nacional, os condenados terão alguns privilégios. Quando criança, na escola eu dançava quadrilha e tinha uma parte da música que dizia: "Olha a cobra!" - e todos, com "medo", voltavam para trás. Na política deste país não há como escapar das cobras. Pois é, em época de carnaval, podemos chamar os (ex)quadrilheiros de o Bloco do Mensalão.

ALEX TANNER

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

Tarja preta

Neste carnaval todas as escolas de samba do Brasil deveriam desfilar de luto. Nós, o povão, tivemos a nossa dignidade roubada pelo STF. Aliás, não só a dignidade, nosso dinheiro também, porque pagamos os salários de ministros do Supremo para serem justos, mas seus compromissos não são com o povo, e sim com um partido político.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

Quadrilha, sim

Data venia, com imenso respeito aos ministros indicados pelo PT, foi formada uma quadrilha, sim, sem nenhuma dúvida. Por isso o brilhante e bom caráter Joaquim Barbosa alertou a Nação: o PT agora está livre, leve e solto para deitar e rolar nas mazelas que tanto lhe são peculiares e nas quais virou Ph.D. Não deveríamos nem ter carnaval. Comemorar o quê?

ANTONIO JOSÉ GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Embargos infringentes

Todo mundo está pedindo a cabeça dos ministros que votaram contra a formação de quadrilha no caso do mensalão. Era mais do que sabido quais seriam os votos dos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso. De resto, foram para lá designados, em substituição aos dois ministros aposentados, com esse "encargo". Todavia estão esquecendo que o grande culpado por esse julgamento esdrúxulo e contrário à lei vigente foi o ministro Celso de Mello, que, em longo e sempre tedioso voto, aceitou a argumentação da defesa dos mensaleiros para nova apreciação da condenação por formação de quadrilha, por meio dos malfadados embargos infringentes. Na verdade, foi criada uma jurisprudência que tornará os processos demorados ad infinitum. Portanto, não acho justo que o povo agora culpe somente os ministros que votaram contra a formação de quadrilha, o que chega a ser cômico. Quer dizer que agiram independentemente uns dos outros... A absolvição dos mensaleiros ocorreu há muito tempo, com o novo julgamento do julgamento. É o país do carnaval .

CARLOS COELHO

ccoelho1@uol.com.br

São Paulo

Regimento caduco

Há que atualizar imediatamente o Regimento do STF, retirando dele recursos ilegais já eliminados da Constituição - os embargos infringentes.

EUVALDO REBOUÇAS DE ALMEIDA

euvaldo@uol.com.br

São Paulo

Sinfonia acabada

A cacofonia no STF a que o mundo assiste perplexo e os brasileiros, inertes, preocupados com o carnaval e a Copa, caracteriza um País acabado. Como os maestros que interpretam uma partitura musical, os magistrados também assim fazem diante da lei. Imaginemos que o maestro, para agradar aos que o contrataram para dirigir uma reconhecida orquestra, resolvesse adicionar nas obras-primas as notas preferidas de seus patrões - refiro-me às notas musicais, não às frias, como bastante noticiado na imprensa em passado recente. Voltemos às notas verdadeiras. Caso ocorresse esse desaforado acréscimo, teríamos um desastre cacofônico, que a audiência vaiaria. Para o maestro a partitura é a Carta Magna e para interpretá-la corretamente necessita-se de vivência, maturidade, experiência, além do óbvio: talento, aptidão e profundo estudo/conhecimento. Da mesma forma, quando o julgador interpreta a lei, necessita dos mesmos requisitos do maestro e ter sua consciência clara e imparcial para não sucumbir aos interesses dos que o nomearam. Assim como a lendária Sinfonia Inacabada de Schubert, o Brasil corre o risco de ficar sem, pelo menos, um movimento em sua História, o de um Poder Judiciário independente, em que a justiça e a verdade imperem - sem ele nenhuma democracia sobrevive. Corre-se iminente risco de uma destruidora cacofonia pátria: a ditadura, nos moldes cubano-venezuelanos. Os brasileiros precisam escutar mais, recordando que, incidentemente, o relegado e grande compositor brasileiro Carlos Gomes compôs as belas obras Alvorada e O Escravo... Acorda, Brasil!

NELSON NIRENBERG, maestro

nirenberg@nirenberg.com.br

Rio de Janeiro

Desfecho

É preciso respeitar o Poder Judiciário, mas o Estado exagerou ao tratar a absolvição dos mensaleiros pelo óbvio crime de formação de quadrilha com a naturalidade de uma eleição na Venezuela (O desfecho do mensalão, 28/2, A3). O ministro Joaquim Barbosa erra no seu comportamento, mas é compreensível a sua revolta contra injustiças e a perda de credibilidade da mais alta Corte de Justiça do País.

CARLOS E. LESSA BRANDÃO

celb@iname.com

São Paulo

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TUDO DOMINADO

Decepcionantes os votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que livraram os ladrões do mensalão do crime de formação de quadrilha. Ingênuos somos nós, que pensávamos que existia uma quadrilha no governo do PT, quando de fato existe uma quadrilha petista instalada no STF, o que é muito mais grave. Está tudo dominado!

Félix Maier felix.maier50@gmail.com

Águas Claras (DF)

 

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SEIS CONTRA CINCO

Uma quadrilha pode se formar em qualquer lugar ou situação e, no resultado do julgamento no STF, juntaram-se seis para modificar o resultado anterior dos outros cinco. Situação bastante peculiar e interessante. Parabéns aos cinco ministros que, embora vencidos, dormem o sono dos justos e não usam óleo de Peroba Rosa.

Eugênio Iwankiw Junior iwankiwjr@hotmail.com

São Paulo

 

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MENSALEIROS ABSOLVIDOS

Tínhamos mais seis (6) mensaleiros e não sabíamos! Vergonha nacional. Os seis ministros não valem a comida que comem. Fora!

Clovis Jose Ribeiro Leal cj.leal@uol.com.br

São Paulo

 

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PELO MENOS MAIS SEIS

Por essa nem Chico esperaria. Sua música "Feijoada completa" será o tema da próxima feijoada na Papuda. Convidados importantes são esperados.

Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

 

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QUADRILHA

No mensalão não houve quadrilheiros. Os quadrilheiros estão apenas no STF e aí são maioria. Que vergonha de ser brasileiro. A que ponto de degradação moral e cívica chegamos nestes podres trópicos.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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MENSALÃO NÃO É QUADRILHA

Para que se exige tanto "notável saber jurídico" para decidir uma porcaria como essa?

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

 

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OS TRÊS PODERES

Está de parabéns o PT. Detém o Poder Executivo, obviamente perenizando-se com Lula e Dilma, provavelmente, por mais quatro anos. Detém o Poder Legislativo, comprando com cargos financeiramente interessantes os seus principais cabeças e chamando a prática de "coligações". E detém o Poder Judiciário, subordinando a indicações dos ministros de sua mais alta corte (com minúsculas, mesmo), a prévio acordo secreto, mas óbvio, na cooptação de seus serviços para o partido. Lula não conseguiu o favor de Gilmar Mendes para livrar os mensaleiros da cadeia, mas salta à vista que os nomeados depois lhe abanaram o rabo.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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FOI UM ESCÂNDALO

Tiro o chapéu e tudo o mais ao nobilíssimo e grande patriota ministro Joaquim Barbosa, pois mostrou que, além de competente e honesto, é patriota, algo que os outros parasitas de Dilma e do PT não são nem nunca serão, pois estão com algo preso por terem pego essa bocona para toda a vida. Foi um escândalo não votarem a favor da formação de quadrilha, algo que até um leigo votaria a favor. Não deveriam ser indicados ministros elementos ligados a partidos políticos ou simpatizantes deles. Uma vergonha e uma falta de patriotismo.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

 

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LIVRAMENTO DA QUADRILHA

Sinto-me enojado em viver num país como este e me envergonho do Supremo que temos neste país! Que se libertem todos os membros do PCC, afinal, o número de reuniões dos mesmos, bem como o número de participantes em suas reuniões sempre foi bem menor que os dos quadrilheiros do mensalão e, portanto, se são a frequência dos encontros e o número de participantes que participam do bando os fatores fundamentais para que se configure uma quadrilha, os últimos são, a meu ver, muito menos perigosos e bem menos quadrilheiros que a turma do mensalão.

Armando Favoretto Junior afjsrf@ig.com.br

São José do Rio Pardo

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RECURSO

O Ministério Público não pode pedir embargos infringentes? O resultado foi 6x5, logo, 5 votos pela condenação. Chegamos ao ridículo...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DUROU POUCO

No meio de tanta podridão moral em que chafurdou o Brasil, cheguei a ter orgulho do STF, pena que durou pouquíssimo tempo.

Jose Rosa jose.rosa1945@hotmail.com

São Paulo

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AGORA SIM

Aposentem-se, ministros petistas do STF. Missão cumprida.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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INJUSTIÇA

Como estava previsto, sabíamos antecipadamente que a decisão do STF seria essa. Com grande parcela da "equipe comprada", não poderíamos esperar algo diferente. Quanto tempo teremos de esperar para ter justiça no Brasil, que no momento se sente envergonhado?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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E SE?

Existem embargos infringentes dos embargos infringentes? Os cinco juízes deviam recorrer!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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ENTRE AMIGOS

Os juízes que livraram os mensaleiros do regime fechado vão pedir também que instalem ar-condicionado nas celas para que os mensaleiros durmam fresquinhos e possam trabalhar no dia seguinte?

Luiz Carlos Tiessi tiessilc@hotmail.com

Jacarezinho (PR)

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INÊS É MORTA

Tarde demais para chorar o leite derramado, ministro Celso de Mello. Quando tudo esteve em suas mãos, o senhor, decano da Corte e por conseguinte sabedor do que viria a acontecer num novo julgamento, foi de encontro ao que esperava o Brasil do bem e abriu a guarda para esses mensaleiros. Seu discurso desta semana contra "a quadrilha poderosa que se apoderou do governo" só faz aumentar o sentimento de tristeza daqueles que teimam em acreditar na viabilidade deste país.

Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga

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SUPREMA TOLERÂNCIA FEDERAL

Com a mais recente excrescência emanada pelo órgão maior da Justiça, por meio de seus ministros "petistas", a Casa foi transformada em Suprema Tolerância Federal e fecha o círculo "vicioso" da companheirada: PT, braço político do PCC, que é o braço armado do PT, e STF, que se torna o braço jurídico dos dois. Um povo que vota em quem aí está não pode reclamar de mais nada, e ainda vai ter de aturar o que vem por aí. A casa de mãe Joana tem mais um puxadinho.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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VIROU PIZZA

É simplesmente lamentável, além de decepcionante, a atitude de determinados ministros do STF em querer retribuir ao governo no "pudê", em especial ao petelulismo, o favor que o mesmo lhes fez indicando-os e garantindo-os para uma vaga na Corte.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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A DIGNIDADE ALÉM DA TOGA

A partir do julgamento dos tais embargos infringentes, 6 dos 11 ministros do STF decretaram com seus votos a vedação à imputação de crime de formação de quadrilha, pois consideraram que a "organização" de um grupo muito bem estruturado com cabeça, tronco e membros, a fim de lesar o erário e dominar o poder para sempre, não se configurou mais como um crime. Para nós, os leigos, ficou a péssima impressão de que as escolhas cuidadosas de tais ministros para a Suprema Corte, nos governos petistas, tiveram uma cuidadosa finalidade expressa, e os mesmos cumpriram à risca e com desdém sua missão. É sempre bom lembrar que não é a toga que dignifica um ministro do STF, mas seguramente o seu caráter.

Leila E. Leitão

São Paulo

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COMEÇOU MAL

Nosso ilustre democrata e mais jovem ministro do STF, Luis Roberto Barroso, iniciou muito mal suas atividades, a partir do voto a favor dos "quadrilheiros da nação", adjetivo próprio de quem rouba ou pratica atos de malfeitores, como edita o "Aurélio". Defender é uma ação da advocacia, mas tudo tem limite, decência e, principalmente, caráter, quando pode afetar os princípios básicos de cidadania em questões coletivas como essa. Fez bem o dr. Joaquim, de questioná-lo a respeito desse voto inócuo, que mais presta um desserviço ao País e serve aos criminosos impunes.

José Dominece domi51@terra.com.br

São Paulo

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PALHAÇOS

Com o fim da novela do mensalão, José Dirceu, Delúbio Soares e João Paulo Cunha deverão cumprir suas penas em regime semiaberto, já José Genoino, que já estava no semiaberto, deverá permanecer no aberto total. Para milhões de brasileiros que, como eu, acreditavam na justiça brasileira, só nos resta colocarmos um nariz vermelho.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O VALOR DOS VOTOS

Luís Roberto Barroso para Joaquim Barbosa: "Meu voto vale tanto quanto o de Vossa Excelência". Eu completo: assim como o voto de um analfabeto vale tanto quanto o de um ministro do STF numa eleição.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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DIGNIDADE

O ex-presidente Lula disse, em Cuba, que o "povo cubano tem mais dignidade que brasileiro". Essa é uma opinião que carece de inteligência e de conhecimento do povo de seu país. Certamente, é uma conclusão baseada em seu círculo de amizades, os "cumpanheros", de quem ouve, costumeiramente, apenas baboseiras. É uma interpretação falaciosa, o povo brasileiro tem, sim, muita dignidade, diferentemente de muitos membros do governo atual que não enxergam, porque lhes convém. Voltando à dignidade do povo cubano, é necessário lembrar da atitude da médica cubana que não se deixou enrolar pelo programa Mais Médicos, de criação e orientação petistas, e caiu fora da enganação a que fora submetida. Esta sim, tem mais dignidade do que o "reizinho".

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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MAU AGOURO

Lula, cheio de si, aparece sorridente ao lado de Raul Castro. Dilma manda afagos para Nicolás Maduro. Os dois precisam entender que estão em plena campanha para reeleição e esses amigos representam mau agouro.

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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RUMO

Fiquei sabendo que há interesse da Rússia de colocar bases militares em Cuba e Venezuela, logo, percebemos que há interesse em que se instale um comunismo na América Latina, todos contra os EUA. Cuidado, pessoal, com este caminho por onde vamos, vejam em quem vocês vão votar.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

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INVESTIMENTO FORA DO BRASIL

Finalmente, alguém resolveu investigar os atos secretos do governo nos investimentos em obras nos Estados africanos e em Cuba. Nós, contribuintes e financiadores de tais empreendimentos, temos o direito de tomar conhecimento de como e onde são usados esses recursos arrecadados compulsoriamente por meio dos impostos. Estamos precisando de maiores investimentos do governo aqui, onde milhões de brasileiros ainda vivem em situação tão precária, sem água, esgoto, ruas calçadas e iluminadas, isso sem falar em educação, saúde e segurança, obrigações constitucionais de todos os governos. Os nossos governantes se esquecem de que os brasileiros têm prioridade no uso desse dinheiro. Vamos apoiar essa atitude corajosa de investigação!

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com

Rio de Janeiro

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REGIME MILITAR

A título de trazer uma discussão acadêmica, Ricardo Vélez Rodríguez transforma o golpe militar, apoiado por segmentos conservadores, em "intervenção militar" ("1964, meio século depois", 26/2, A2). E assim vai seu texto: a esquerda é raivosa e radical, os militares têm apenas "um viés autoritário" e, pasmem, voltou à cantilena de que os comunistas tomariam o poder, com a ditadura do proletariado. Só faltou dizer que os comunistas comiam criancinhas... Sugiro ao autor se informar mais sobre o momento político que se vivia em 1964, com governo populista, sim, e com enorme apoio popular, mas muito longe de acenar para uma intervenção comunista. É o discurso da mentira fácil, para vencer o da verdade dura.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Lorena

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‘1964, MEIO SÉCULO DEPOIS’

Sem a adoção de objetivos fundamentais permanentes, a condução da economia passou de mão em mão, e o País, sem rumo certo, não chegou, até hoje, a lugar nenhum.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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MÁRIO KOZEL FILHO

Na quarta-feira, dia 26/2/2014, li, na seção de falecimentos do "Estadão", a notícia de uma missa de 7.º dia pelo falecimento de Mário Kozel. Provavelmente, deve tratar-se do pai do soldado do Exército Brasileiro cruelmente assassinado por um bando de terroristas, no dia 26 de junho de 1968. Conforme todo o Brasil deve se lembrar, o rapaz, que cumpria seu serviço militar obrigatório, com apenas 18 anos, estava como sentinela do quartel do 2.º Exército, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, quando um carro carregado de explosivos foi jogado contra a portaria daquela unidade militar. Hoje sabemos por quem aquele crime hediondo foi praticado e, entre seus heróis, pontuam figuras ilustres e altos dirigentes da atual política brasileira. Com a palavra, a nossa Comissão da Verdade.

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo

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SOFRIMENTO E MÁGOA

Na última quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014, faleceu o senhor Mário Kozel, pai do jovem Mário Kozel Filho, assassinado em atentado de terroristas brazucas, nos anos 1960. Todos nós nos recordamos quando ele, um inocente "reco" fardado, em sentinela no Quartel do Ibirapuera, se aproximou de um automóvel carregado de explosivos. Por algumas vezes, tive a satisfação e o dever de tentar confortar ao sr. Mário Kozel, com seu sofrimento e mágoa, compreensíveis e recorrentes. Tenho certeza absoluta de que duas coisas muito importantes estarão em operação: a justiça superior verdadeira e a Comissão da Verdade.

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br

São Paulo

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DEMOCRACIA E DITADURA, IRMÃS SIAMESAS

Democracia não é só a ausência de ditadura. Essa é uma das grandes verdades que estamos aprendendo da pior forma: na carne. Depois do fim da ditadura – que também se dizia democrática –, a população reconquistou o direito de eleger diretamente seus representantes. O País passou a festejar as liberdades, mas não fez as reformas políticas e sociais de que necessitava. Pior que, quando as fez, para se parecer mais democrático ainda, abriu mão de princípios basilares da convivência social, que independem do regime ou do sistema de governo. Na tentativa de sempre parecerem diferentes da dureza mantida pelos militares, os governantes dos últimos 30 anos trataram apenas de fazer política e deixaram passar sob suas barbas leis e procedimentos que enfraquecem o Estado. O resultado está aí, posto para todos os brasileiros. O ordenamento jurídico tornou-se débil e libertário demais e propiciou o desequilíbrio da segurança pública, o crescimento do crime organizado, da corrupção e a violência reinante levou toda a população ao clima de pânico hoje presente desde os grandes centros até os mais longínquos grotões. O porre e a ressaca democráticos precisam acabar o mais rápido possível. Democracia é a forma de governo em que o povo participa por meio do voto naqueles que se dispõem a representá-lo. Estes, ao assumir, têm o compromisso de bem cuidar da coisa pública e defender os interesses da população. Historicamente, as democracias naufragam quando não atendem aos seus pressupostos. São substituídas pelas ditaduras, a maioria delas implantadas a pretexto de restabelecer a ordem perdida.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FILOSOFANDO

Luiz Fernando Veríssimo ("Frases", 27/2, C12), comentando as mentiras que a revolução de 1964 nos impingiu como verdades, de que ainda temos torturados e torturadores, ainda vivos, esqueceu um detalhe e comete uma injustiça. Dentre aqueles que lutaram, em todas as frentes, contra a revolução socialista então em curso, muitos deles tiveram o mesmo fim. Estão todos mortos.

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@terra.com.br

São Paulo

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HIPOCRISIA TROPICAL

Diferentes episódios nos últimos dias convergiram para calorosos debates e reflexões, a saber: uma famosa marca esportiva achou natural explorar o marketing sexual numa camisa alusiva à Copa do Mundo 2014. Um cidadão negro foi acusado de roubo por uma vítima e, mesmo sem evidências claras de culpa, foi preso pelo seu "perfil ameaçador". Um profissional da imprensa foi covardemente atingindo por um rojão, durante um protesto, e veio a óbito. O que dificulta entender a indignação tupiniquim é por que não se repudia a exposição de mulheres seminuas (até fazendo sexo embaixo de lençóis) no horário nobre da TV aberta? Será que esse conteúdo atende aos princípios de respeito aos valores éticos e sociais da família mencionados na Lei Maior? O que adianta a referida lei tipificar o racismo de crime sujeito à reclusão, se todos os dias vemos cenas explícitas de discriminação, seja na desconfiança da autoridade que aborda um negro dirigindo uma carrão esportivo ou da negra que segura a filha branca e é confundida com a babá da criança pela atendente do pediatra? Quanto à violência urbana, vê-se o clímax da hipocrisia tropical, ou seja, quem tem a missão de preservar a ordem pública, proteger as pessoas e o patrimônio anda apanhando de baderneiros e criminosos e, quando esboça legítima reação, é rotulado de violento e truculento por "formadores de opinião".

Gabriel Fernandes gabbrieel@uol.com.br

Recife

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NEM EU ENTENDI

A empresa Adidas não entendeu por que a presidente Dilma e a Embratur protestaram contra as camisetas por ela lançadas para o Copa do Mundo, alegando que tinha uma conotação sexual. Eu também não, pois, se a Rede Globo pode apresentar uma mulher negra, bonita e nua sambando em sua vinheta do carnaval e as escolas de samba trazem diversas mulheres bonitas e nuas nos desfiles, qual foi o crime que a Adidas cometeu em suas camisetas? Em pleno carnaval...

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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OS ATRATIVOS DO BRASIL

Os estrangeiros virão para a Copa do Mundo e para o carnaval, mas acho difícil virem para a economia. Os rumos político-econômicos liderados pelo séquito da presidente Dilma não são dos mais aprazíveis. O "Financial Times" pede para o ministro da Fazenda abdicar, a União Europeia prevê que o rombo na balança comercial brasileira deve crescer, a Petrobrás vai mal das pernas e não é de hoje, e a lista continua. Sobre a infraestrutura da "Copa das Copas", na expressão da nossa presidente, o "Le Monde" anunciou segunda-feira os absurdos atrasos dos estádios brasileiros. Apesar de essas obras não serem diretamente ligadas à economia, elas demonstram a ineficácia do planejamento governamental até para sediar um evento com data marcada há sete anos. Se o governo não consegue planejar algo em tanto tempo, vamos arriscar que em mais quatro as coisas serão resolvidas? Em 12 anos de gestão malograda petista o Brasil segue num desgoverno que perde crédito perante outros países de relevância econômica mundial, que poderiam ser parceiros, mas como obter a confiança externa se nem a interna o governo consegue atingir? Espero que neste ano o Brasil acorde.

Felipe Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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O PLANO DO PCC

Parabéns ao "Estado" pelo grande furo jornalístico da capa de 27/2 revelando os planos da facção criminosa paulista. Diante do relato do repórter Marcelo Godoy, o que os cidadãos paulistas podem concluir? Nada mais a não ser a quase falência do Estado em reprimir o crime organizado na sua espinha dorsal, que é a arrecadação milionária do tráfico. Basta dar uma passada nas periferias da Baixada Santista, da região de Campinas, algumas áreas da Capital e outras regiões mais remotas do Estado de São Paulo para conferir o quanto o crime domina, alicia jovens e monta sua estrutura paralela ao Estado. E a pior constatação: não existe luz no fim do túnel com os governos, a Justiça e o Ministério Público cada vez mais reféns do crime. Que Deus nós ajude.

Daniel Diniz daniel.diniz@outlook.com

São Paulo

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ESTRANHO

Estranho isso de a polícia aguardar o resgate de Marcola e companhia, oferecendo ao Primeiro Comando da Capital (PCC) os detalhes da operação em alerta. Será que combinaram com os russos...?

Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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PLANO DE RESGATE

Que oportunidade que o Estado perdeu de acabar com todos os líderes dessa facção de uma só vez e, o que é mais importante, sem ter culpa. Era só ficar na tocaia e, quando estivessem todos a bordo, derrubar a aeronave. Com certeza o Estado iria economizar um bom dinheiro com alimentação e segurança desse pessoal e acabaria com os protestos organizados por essa facção.

Antonio Marcos Fernandes amfadvogado@uol.com.br

São Paulo 

 

 

 

 

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