Fórum dos Leitores

COPA DO MUNDO

O Estado de S.Paulo

06 Março 2014 | 02h05

Napoleão Bonaparte

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, disse que "Napoleão reconquistou a França em 100 dias" (Estadão, 4/3). Afirmou também que considera o Brasil favorito ao título, entende que construir estádios é o mais importante e que não crê em manifestações durante o Mundial. Concordo com o ministro do Esporte, mas não podemos esquecer que Napoleão perdeu a guerra.

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Palpite infeliz

De fato, ao falar da reconquista da França por Napoleão, Aldo Rebelo esqueceu que depois dos "cem dias" veio Waterloo.

CARLOS RENATO NAPOLEONE

crnapoleone_50@itelefonica.com.br

Agudos

ESCOAMENTO DA SAFRA

A salvação da lavoura

Enquanto nossa produção agrícola "out porteira" escoa a passo de tartaruga manca por rodovias em péssimo estado de conservação, nos EUA enormes barcaças fluviais, de até 60 mil toneladas de carga, descem o complexo Mississippi-Missouri praticamente na banguela. Que inveja!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

MST

Carnaval vermelho

O "carnaval vermelho" do MST causou mais uma quantidade de prejuízos a fazendeiros. E utilizando dinheiro público, via BNDES, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Depois que ficou esclarecido que o nosso dinheiro é distribuído à larga a esses baderneiros, fica mais difícil ainda atribuir qualquer valor positivo a essa "causa".

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Solução

No dia em que os líderes do MST pegarem no cabo do arado, grande parte dos problemas no campo estará resolvida.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Só para os 'cumpanheiros'

Como são as coisas no Brasil, é tudo feito para os "cumpanheiros" (Vandalismo com dinheiro público, 4/3, A3). Já faz três anos que requisito um empréstimo de R$ 10 mil ao BNDES para a compra de dois equipamentos para minha pequena empresa e até hoje, nada. Sempre a mesma resposta: "Estamos analisando".

NELSON PIFFER JUNIOR

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

Desordem pública

Invadir fazendas no interior de São Paulo durante o carnaval, promover baderna nas manifestações de rua, instalar a desordem no transporte público da capital, tudo isso é estratégia do PT para denegrir a imagem do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e, assim, tentar conquistar a governança do Estado, cravando o terceiro poste nas terras paulistas. A esperança é que o eleitor saiba distinguir o joio do trigo e valorizar o seu voto.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

PROPAGANDA ELEITORAL

Candidato locomotiva

O candidato Alexandre Padilha (PT) tem pichado o governo estadual dizendo que São Paulo é a locomotiva do Brasil e precisa de mais velocidade para puxar o País. Não seria a mesma locomotiva que vinha "tentando" puxar o Ministério da Saúde? O então gestor dessa pasta tinha uma locomotiva sem lenha, sem estrutura e com um maquinista cubano. Aí não dá! Avise ao Lula e vá para casa, Padilha.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

Saúde pública

O ex-presidente Lula disse há tempos, em Pernambuco, que a saúde no Brasil estava "quase perfeita" (?). Mas o candidato Padilha, nas inserções na TV, diz que a saúde está ruim. Quem mente? Conforme o noticiário, a saúde está ruim em todo o País, mas vem gente do Brasil todo se tratar em São Paulo, que ainda tem mais condições de oferecer tratamento um pouco melhor.

EVERARDO MIQUELIN

everardo.miquelin@ig.com.br

São Paulo

MAIS MÉDICOS

Exploração política

Diante da falta de conhecimento que tem levado alguns leitores a criticar o Mais Médicos e em atenção à verdade, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha esclarece que os médicos cubanos são submetidos a uma avaliação de saúde antes de ingressarem no programa, como já informou o Ministério da Saúde em nota oficial. Nenhuma avaliação prévia, mesmo as feitas para admissão de funcionários no Brasil, ou protocolos recomendados de rastreamento populacional para câncer são exaustivos a ponto de detectarem um câncer de pâncreas. O ex-ministro solidariza-se com os familiares do médico Vladimir Soublett Hernandez, que faleceu na semana passada após descobrir a doença no Brasil, e lamenta que a dor de uma família venha a ser tema de exploração política ou eleitoral. O ex-ministro condena veementemente que a palavra escravidão esteja sendo usada pelos que são contra o Mais Médicos. Além de um desrespeito a uma agência da ONU, a Opas, isso é banalizar a expressão trabalho escravo, principal argumento dos que são contra a aprovação da PEC contra o trabalho escravo no Congresso Nacional.

APARECIDO LUIZ DA SILVA, secretário de Comunicação PT-SP

luis.henrique@analitica.inf.br

São Paulo

Fantasia

O governo Dilma Rousseff acredita que médicos importados com apenas um estetoscópio no pescoço vão resolver os problemas de saúde do Brasil. Fantasia só vale no carnaval! Aliás, não seria melhor esse governo assumir logo a falência da educação no Brasil e mandar as crianças estudar em Cuba? Talvez saia mais barato do que mandar tanto dinheiro para lá pelos médicos.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

AINDA A QUADRILHA

Galileu e o mensalão

Lembrando Galileu Galilei, que teria dito, sobre a Terra, aos seus botões "mas que ela gira, ela gira", nós também dizemos: mas que é quadrilha, é quadrilha.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

O STF decretou que não houve formação de quadrilha. Tratou-se de associação de propósitos específicos, e bem sabidos.

MARIO HELVIO MIOTTO

mhmiotto@ig.com.br

Piracicaba

*

O CARNAVAL PERMANENTE

O Brasil é um imenso sambódromo, em cuja avenida o governo desfila exibindo os milhões gastos em fantasia, para ilusão do povo. No mundo real, longe da passarela, a administração desorganizada e incompetente, sob o pretexto de controlar a inflação, já derrubou a Petrobrás, o sistema elétrico nacional, o etanol, a indústria, etc. Fora do famigerado Mercosul, Chile, Peru, Colômbia e México estão crescendo superiormente. Enquanto isso, os alinhados Brasil, Argentina, Cuba e Venezuela dançam no mercado internacional. Mas num ponto o País está crescendo, pois o consumo de cocaína no Brasil é quatro vezes superior à média mundial ("Estadão", 5/3). Vivemos, então, num gigantesco, permanente e hipnótico carnaval. Quem vai varrer o lixo e a sujeira acumulados? E quem vai pagar a conta?

Flávio César de Toledo Pinheiro

fláviopinheiro.adv@uol.com.br

São Paulo

*

CONSUMO DE COCAÍNA

"Uso da cocaína no Brasil é 4 vezes superior à média mundial" (jornal "O Estado de S. Paulo" de 5/3). Se conhecemos os locais frequentados, seus respectivos consumidores e a quantidade consumida, por que não descobrem os fornecedores? Estranho! Alguma coisa grave vem acontecendo em nossa Pátria. Qual será o objetivo?

Aldo Matachana Thomé

aldo@projex.com.br

Ourinhos

*

MAIS UM RECORDE

Atingimos mais um recorde negativo, só que agora mundial. O consumo de cocaína no Brasil, por falta de policiamento, ação, planejamento e, principalmente, empenho do atual governo no "pudê", mais que dobrou nos últimos dez anos, fazendo com que tenha se tornado quatro vezes superior à média mundial.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

CENÁRIO OBSCURO

A taxa de consumo de cocaína dobrou no Brasil, superando média mundial. Isso não é segredo para ninguém, basta ver que até na zona rural, antes considerada impossível de ser infestada pela bandidagem, está impossível de viver. Engraçado que o consumo subiu exatamente quando o PT subiu ao poder. Todos nós sabemos que eles acham que o submundo é vítima do "capitalismo selvagem". Em São Paulo, já financiamos o vício dos usuários. Se não por meio de um assalto ou latrocínio, pagamos por meio da Prefeitura, que em vez de internar e tratar viciados arrumou "emprego", dando subsídios econômicos pago pelo paulistano para que continuem no vício. Enquanto isso, nossas fronteiras estão escancaradas por falta de agentes, já que o governo federal retirou verba do setor. Ou o brasileiro muda esse cenário no voto ou...

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

FEIRA DE DROGAS

Não fosse a reportagem do "Estadão" que investigou e denunciou a feira livre de drogas na Rua Peixoto Gomide, no "Baixo Augusta", o lugar viraria a nova cracolândia da cidade. A oferta variada, à viva voz, de pinos de cocaína, maconha, ecstasy, cartelas coloridas de LSD e gotas de GHB, nas barbas da intolerável tolerância do governo do Estado, da Prefeitura e da Polícia Militar, deve ser enfrentada e combatida com máximo rigor e tolerância zero. Não à toa, o Brasil é o maior consumidor de crack do mundo e o segundo de cocaína. Que droga!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

*

A CRISE NA UCRÂNIA

Adolf Hitler invadiu a Polônia em 1939 e deflagrou a carnificina de mais de 60 milhões de seres humanos, abrangendo mais de 60 países. Os geopolíticos germânicos tentavam justificar a invasão pela teoria do "espaço vital", necessário à expansão de uma nação. A provável invasão da Ucrânia pela Rússia não é geopolítica, mas econômica. A Ucrânia é um território estratégico para a Rússia porque se constitui num corredor pelo qual passa 80% do gás exportado pela Rússia para a Europa, indispensável para o aquecimento das residências e o movimento das indústrias. A tensão interna na Ucrânia por uma provável invasão do território já está produzindo estragos na economia europeia. No Reino Unido, o preço do gás saltou 10% na bolsa de futuros. Na Alemanha, subiu 8%. O aumento do risco fez a cotação do ouro atingir o maior patamar em quatro meses. Esse mesmo risco também alavancou o preço do petróleo. O barril do tipo Brent avançou 19,4% e o WTI (leve texano) ganhou 2,21%. Forte impacto ocorreu também nas "commodities" agrícolas. Em Chicago (EUA), centro global das negociações, o trigo e a aveia dispararam. A Ucrânia é a terceira maior produtora de milho do mundo. Num conflito entre a Rússia e a Ucrânia, sem embargo da disparidade de forças, não é aconselhável à União Europeia tomar partido contra os comunistas, que contam com um arsenal capaz de antecipar o dia do Armageddon. Muita calma nesta hora.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

JUSTIFICATIVA INÓCUA

O povo ucraniano, apesar de todas as agruras, sofrimento e fome, conseguiu alijar do poder o corrupto Victor Yanukovich, que vivia encastelado em mansões cobertas de ouro. Após esse ato de heroísmo do povo ucraniano, vem o sanguinário Putin, antigo membro da KGB, a polícia secreta russa, justificar o uso de força militar contra a Ucrânia, alegando que houve um golpe de Estado. O autoritarismo não aceita nenhuma forma de negociação pela via do entendimento. A única linguagem que norteia as ações de déspotas como Putin é o uso da força. As consequências desse ato belicoso podem ser catastróficas, mas não são levadas em conta por dirigentes de perfil autoritário, como ele.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

*

CADA UM NA SUA

Etnias são praticamente imiscíveis e geralmente camuflam fronteiras. Por causa disso, é melhor dar aos russos o que é da Rússia e aos ucranianos o que eles ainda "pensam" que é da Ucrânia... por enquanto.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

PUTIN TOMARÁ A UCRÂNIA?

Se pouco entendo da politicalha tupiniquim, cuja sede maior é o Cambalacho Nacional, em Brasília - local onde cada componente vale quanto pesa seu grau de corrupção -, menos ainda posso palpitar sobre a externa, como a crise entre Ucrânia e Rússia. Mas de uma coisa tenho certeza: o mandachuva russo, Vladimir Putin, é um criminoso.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

*

A HISTÓRIA SE REPETE...

...É claro, simplesmente porque os homens, ambiciosos e vaidosos, não aprendem com tudo aquilo que já aconteceu. E agora, com este Stálin vestido de Putin, ex-KGB, nada mais do que restolho da perversa NKVD, de seu êmulo do passado, Joseph Stálin, depois de repetir "um passo atrás" de Lênin, ao iniciar o comunismo na Rússia, com aparência capitalista, esse mesmo Lênin - agora Putin - tenta sair da rota neocapitalista, copiada da China de Mao, dando "dois passos à frente", como Lênin, na tentativa de "reabilitar" a União Soviética, a começar pela reconquista dos pequenos ex-integrantes, como a Criméia e a Ucrânia. Será que David Cameron reincorporará o espírito democrático de Winston Churchill? Será que baixará em Obama a alma corajosa de Franklin Delano Roosevelt? Será que o gigante De Gaulle assumirá a mente de Hollande? Só espero que o fantasma de Hitler não penetre na lúcida - ainda - cabeça de Angela Merkel. Para completar, nessa globalização que caracteriza o mundo dos homens, será que o trágico Luis Carlos Prestes não revolverá as mentes de Lula e sua porta-voz Dilma Rousseff? Termino com a célebre frase do seriado que me empolgava na infância: "O Sombra sabe..."

Sagrado Lamir David

david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

*

O DÉSPOTA

O presidente Vladimir Putin deve se lembrar do ex-presidente dos EUA Ronald Reagan, que acabou com a guerra fria e com a União Soviética e atual Rússia, sem ter o trabalho de dar um só tiro. Putin deve adorar Reagan, "o pai de sua ascensão bilionária", de pé de chinelo da KGB a oligarca e ditador. Agora, na crise na Ucrânia, constatamos que os sucessores de Reagan na Casa Branca deveriam ter uma política para brecar o ressurgimento da nova Rússia do czar Putin, que tem uma obsessão utópica em derrotar os EUA.

José Francisco Peres França

josefranciscof@uol.com.br

Espírito Santo Pinhal

*

ATMOSFERA

Graças a Putin, na Ucrânia a coisa tá ruça!

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

*

PELA EUROPA

Putin, um louco fascista, quer invadir a recém-liberta Ucrânia, mas espero de coração que a Europa unida a salve da

escravidão russa. Deus liberte o povo ucraniano!

Roberto Moreira da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

*

EM NOME DE QUEM ELES FALAM

Na crise da Ucrânia, Vladimir Putin convoca as forças armadas e dá ultimato aos ucranianos. Barack Obama e John Kerry descartam forças armadas e dão "penultimato" a Putin, alertando de que terão "custos". E dona Dilma Rousseff se limita a dizer que "a Venezuela não é a Ucrânia" - um tema para exercício de hermenêutica do discurso bolivariano. Mas perguntar não ofende: o que diz aquele país que queria tanto um assento no Conselho de Segurança das ONU, para contemporizar com ditadura sudanesa e falecido Arafat, Kadafi e irmãos metralha da ilha favorita do Caribe, além de pressionar Israel em favor do MST palestino?

Martim A. P. de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

*

FAZENDO ESCOLA

Os mesmos argumentos que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, vem utilizando para justificar a invasão da Ucrânia o governo petista do Brasil e seus parceiros utilizaram para suspender o Paraguai com o intuito de conseguirem a inclusão da Venezuela no Mercosul, inclusão que aquele país vinha se recusando a aprovar. Quanto à observação do presidente Barack Obama, de que o presidente russo parece ter uma equipe de advogados fazendo diferentes interpretações, provavelmente se inspiraram no resultado do mensalão no Brasil. Os votos criativos dos dois novos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ajudados que foram pelo voto de minerva do juiz Celso de Mello - que, apesar de reconhecer a quadrilha, votou por abrigar os embargos infringentes -, vão inspirar, e muito, casos assemelhados pelo mundo afora.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

UM ANO SEM CHÁVEZ

Na quarta-feira de cinzas, um fato para comemorarmos: há um ano o mundo se livrou de Hugo Chávez. Pena que sua maldição - constituída pelo caos social, colapso financeiro e desordem política - continue a assombrar os pobres venezuelanos.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

*

A VENEZUELA EM CRISE

Frase desgastada, mas com muito conteúdo: todo povo tem o governo que merece. Vide nosso eterno gigante adormecido Brasil. De vez em quando acorda, boceja e volta a dormir em berço esplêndido.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

*

FICAMOS ATENTOS

É melhor para a Venezuela que o Brasil não se intrometa na situação política e econômica que aquele país enfrenta. Fatalmente a nossa intromissão seria desastrosa em virtude da ideologia do nosso governo. O problema é bem localizado: ele está justamente no socialismo bolivariano do século 21, que destruiu a economia. Precisamos ficar atentos, o nosso governo é capaz de mandar o BNDES dar alguns bilhões ao país falido.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

*

OSCAR CENSURADO

O garrote da censura vigente na Venezuela que diz praticar o "socialismo do século 21" já ultrapassa todos os limites e se equipara às restrições vistas em ditaduras escancaradas na Ásia, África e Oriente Médio. A última do regime bolivariano foi o veto à transmissão da cerimônia de entrega do Oscar, sob o pretexto de que, eventualmente, artistas "falariam contra o país". Ora, por que diabos Nicolás Maduro temeu falarem mal de seu maravilhoso país? Mais: e se falassem? Nos EUA - de onde veio a transmissão do show -, qualquer um pode se manifesta livremente contra o governo americano sem temer qualquer constrangimento. Enfim, essa é apenas a derradeira punhalada - numa lista já extensa de agressões - nas moribundas liberdades do país vizinho, que é apoiado, em todos os desatinos que pratica, pelo desgoverno petista. Lula que me desculpe, mas, se ele ainda pensa que a Venezuela padece de "excesso de democracia", estará associando seu nome a déspotas repulsivos e a regimes de exceção. E, mais que isso, dando uma bofetada na face dos cidadãos de todos os povos livres do mundo. Acorda, Brasil!

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

SOS VENEZUELA

Nossos irmãos venezuelanos estão pedindo ajuda para se libertarem de um ditador e o nosso governo está calado. Eu repudio Dilma Rousseff, que já foi torturada por uma ditadura, mas opta por apoiar o Estado repressor. Vamos nos unir aos venezuelanos e pedir a liberdade do líder Leopoldo Lópes. Quem concorda compartilha. A união faz a força.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO

Mais uma investigação no Ministério do Trabalho. O senhor Carlos Lupi e sua gangue continuam assaltando os cofres públicos sem serem incomodados pela "gerenta presidenta", desde que também façam vistas grossas para o regime de contratação dos médicos cubanos.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

O MINISTÉRIO-ORGIA DO PDT

Se a minha amada avó estivesse viva, diria que a faxina ética da Dilma é igual à cara dela. Ou seja, sonsa, sem efeito e, quando tenta alguma mudança, troca seis por meia dúzia. Ou seja, a sujeira continua igual, ou pior. Assim como no seu governo e nos principais cargos da República a presidente continua alojando camaradas e aliados que mais parecem cupins, porque corroem celeremente as contas públicas, não é diferente no Ministério do Trabalho, pasta dada como "porteira fechada" ao PDT, que desde Lula segue ocupado por membros deste partido e com vocação de formar um verdadeiro antro de libertinagens, com ONGs fantasmas e milhões de recursos desviados. O atual ministro, Manoel Dias, para não perder o costume, também é agora investigado pela Polícia Federal, por gastos estranhos de nomeações também fantasmas. E se, antes, o PT tinha sua quadrilha do mensalão, hoje inova com um bando de fantasmas, que continuam assim como no caso do mensalão de Lula, desviando recursos dos contribuintes e na maior cara de pau, não é, Dilma? E a tal da faxineira ética do PT, responsável pelo Palácio do Planalto, dá a impressão de que não trabalha ou não fiscaliza absolutamente nada em seu governo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

MENSALÃO E O CRIME DE QUADRILHA

O STF decidiu que não houve formação de quadrilha no caso mensalão. Decisão justa! Os réus não formaram a quadrilha no caso mensalão, ela surgiu em 2002 e, de lá para cá, alguns integrantes saem, outros entram, alguns vão em cana, outros dão palestras ou consultorias, tudo legalizado. Sobre os embargos infringentes, será que existe algum país sério neste planeta que consegue alterar uma condenação de 5 votos contra 4 para uma absolvição de 6 contra 5? Na Suprema Corte? Não existe! Só na terra do samba, do futebol e do jeitinho safado de sempre dar um jeitinho naquilo que não tem jeito.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

*

A LIBERDADE DE JOSÉ DIRCEU

Inacreditável! "Dirceu pode estar livre em outubro" ("Estadão", 28/2, A6). No processo do mensalão, ao analisarem os chamados embargos infringentes, cinco ministros julgaram que houve formação de quadrilha e seis, que não. Afinal de contas, quem está com a razão? Quem está com a verdade? Em realidade, parece que as leis são criadas sempre para permitirem mais de uma interpretação, de modo que então os "especialistas", com seu palavreado jurídico rebuscado, com os argumentos que quiserem, evidentemente todos jurídicos, técnicos, legais, recionais e inquestionáveis, optem por uma interpretação sobretudo nos casos mais polêmicos (como este do mensalão), sempre de acordo com seus interesses e suas conveniências, sejam lá quais forem. É importante, portanto, no caso do STF, considerá-lo somente um tribunal, nunca um local em busca da verdade. E ainda tem gente que diz que o crime não compensa!

Mario Miguel

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

*

ALERTA IMPORTANTE

Sábias, sofridas e sinceras palavras de um verdadeiro brasileiro: "Sinto-me autorizado a alertar a Nação brasileira de que este é apenas o primeiro passo, esta maioria de circunstância tem todo tempo a seu favor para continuar nessa sua sanha reformadora". O alerta do ministro Joaquim Barbosa, dito em 27 de fevereiro, não pode cair no esquecimento, pois ele aponta o que poderá acontecer se o PT continuar no poder: terá oportunidade de escolher mais cinco novos ministros do STF e, tendo em vista as últimas escolhas de Dilma, apontará para advogados que estarão a serviço da "causa", em detrimento de juízes de notório saber. Poderemos estar nas mãos de pessoas mal preparadas interpretando a Constituição e leis atendendo a interesses específicos, nada republicanos. O alerta de Barbosa não pode e não deve cair no esquecimento.

Leila E. Leitão

São Paulo

*

NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu, na tarde de sexta-feira, 27 de fevereiro de 2014, em Brasilia, a querida Doa Esperança, conhecida de todos como a "última a morrer", vitimada por seis componentes daquele Poder que deveriam aplicar os mandamentos da já combalidíssima senhora, a Dona Justiça. Ressalte-se que os seis não formavam uma quadrilha, apenas foram coautores, apresentando sentenças, por vezes, obras-primas do nonsense. Agora resta aos brasileiros honestos, de bons princípios, trabalhadores e recolhedores dos impostos mais altos do mundo entenderem de uma vez por todas que o Artigo 5 da Constituição federal é um amontoado de enunciados de boas intenções e de aplicabilidade zero na sociedade em geral. O Brasil, tal e qual qualquer paiseco de Terceiro Mundo, é um país de castas, onde em lugar mais alto da pirâmide encontramos os membros dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Depois seguem-se os membros de partidos políticos, ainda fora do poder, os superbancos, as superindústrias e vai se aproximando da base, onde a casta mais explorada, mais violentada e mais desprovida de defesa se encontra: a desprezível casta dos contribuintes. Contribuintes compulsórios, diga-se. Esta enorme massa, desprovida de saúde, segurança, educação, transportes, moradia sempre viveu ao amparo da Dona Esperanca, que trazia consigo a ideia de um Brasil melhor.

João Lepper

jp@lepper.eco.br

São Paulo

*

FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Respeito a opinião e, data vênia, desculpem-me os que consideram que houve formação de quadrilha no caso do "mensalão". Sou de opinião de que não houve conluio para o fim específico de solapar o erário para comprar votos de interesse do partido; a quadrilha já estava formada muito antes de os fatos serem denunciados pelo deputado Roberto Jefferson; estava dispersa praticando suas ilicitudes no varejo e aglutinou-se com a tomada do poder pela estrela vermelha. Se é que houve formação de quadrilha, essa se deu entre alguns membros do próprio STF indicados e empossados por ordem do partido no poder. Estes, sim, agiram em uníssono especificamente para atenuar a pena dos marginais da política. E tudo isso se deu porque um ministro, mesmo tido como acima de qualquer suspeita, abriu a porteira dos embargos, possibilitando aos espertíssimos advogados dos condenados encontrarem caminhos, veredas, vielas que levem à insignificância ou anulação das sentenças. Já se fala em contestar a acusação por lavagem de dinheiro. É triste ter de admitir que, por causa de poucos, o Judiciário já não é a instituição mais confiável do País. Perdeu para o jogo do bicho.

Geraldo Hernandes

gherr@ig.com.br

Santo André

*

PORTEIRAS ABERTAS

Depois de abertas as porteiras, para os oito mensaleiros, aqueles inúmeros petistas que têm alguma "pendenga" no STF (Sistema Temporário de Favores), "meia dúzia" favorável, é só recorrer. Só para petistas. Por onde passaram oito passa uma boiada. Aproveitem o momento propício de liquidação e vantagens. Não percam!

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

A ETERNA PIADA BRASILEIRA

Como sempre, aqui, em terras tupiniquins, mais uma vez o circo foi armado, com toda a pompa e o glamour dos grandes espetáculos, só faltou o vendedor de pipoca e algodão doce, mas garanto que teve muita comida boa e champanhe. De um lado, o justiceiro do povo, o Batman com sua capa preta e uma beca impecável, um justiceiro sem limites que fala o que o povo quer ouvir, quase um Ratinho lapidado, representando o povo brasileiro, angustiado por justiça o Excelentíssimo sr. Joaquim Barbosa, respaldado pela lei, que ele achou que fosse a sua maior arma. Já no canto esquerdo, ou "da esquerda" (só faltou o caviar, né, Rodrigo?), o Excelentíssimo sr. Luís Roberto Barroso, que me lembrou muito o Erick da "Caverna do Dragão", também com sua capa e igualmente impecável nos seus trajes - acho até que ele estava com o seu escudo mágico, pois defendia todos os ataques proferidos contra seus amigos munido de uma confiança sem precedentes e de um relatório que mais lembrava um pergaminho mágico, capaz de anular todas as falcatruas cometidas pelo bando do Dick Vigarista ou dos irmãos petralhas, tanto faz. Essa luta será histórica e, por causa da sua repercussão nos "anais" da sociedade, Dana White em pessoa será o juiz. Calma aí, mais um juiz nessa história não! Pode dar em formação de quadrilha, e o lado esquerdo não quer isso. Então vamos tirar Dana White, porque a esquerda manda. Vamos para o futebol um pouco, porque é ano de Copa. Começou a peleja e logo de começo vejo Batman um pouco nervoso, sem fair play, já Erick, com seu pergaminho repleto de fórmulas matemáticas, porcentagens e tal, tudo muito filosófico, quase ou totalmente sem respaldo jurídico, este, sim, estava confiante, jogando com a bola no chão, parece até que estava com 12 jogadores em campo (só para não usar a palavra juiz, porque pode dar formação de bando). Calmo, sereno, às vezes acho que até consegui pescar um sorriso irônico no seu canto "de esquerda" da boca. Emanava confiança. Se fosse em qualquer outro país, como o do Tio Sam, onde a Justiça é duvidosa, lugarzinho onde o povo tem 220 milhões de armas de fogo, onde ocorrem assombrosos 10 mil assassinatos por ano, povo bárbaro... Deixa-me voltar à minha linha de raciocínio, ou falta de raciocínio. Se fosse em qualquer outro desses países, poderia até pensar que as cartas estavam marcadas, porém tenho certeza de que aqui, no Brasil, isso não ocorre. Resumindo um pouco, porque já estão me faltando trocadilhos e piadinhas, e também para que isso aqui não vire A Praça é Nossa, porque Zorra Total já é. Erick, com a maioria de seus pares, consegue inocentar 8 dos mensaleiros do crime de formação de quadrilha, feito que os petralhas comemoraram como se fosse a entrada da Mangueira na Sapucaí (sabia que estava faltando alguma coisa). Só esqueceram que os mensaleiros, que agora viram mendigos de redes sociais (nossa, como essas piadinhas viciam), foram absolvidos pelo Supremo em apenas um dos crimes, porém não se espantem se nas propagandas políticas usarem estes pobres mensaleiros/mendigos de redes sociais como mártires, vítimas de uma burguesia de direita que é contra o desenvolvimento deste país. E o povo? O povo nada...

Wagner Carrijo

wagnercarrijo@hotmail.com

Ourinhos

*

OS MINISTROS DO GOVERNO

A maioria dos ministros que votaram pró mensaleiros trocou a nomeação pela reputação.

Iracema M. Oliveira

mandarino-oliveira@uol.com.br

Praia Grande

*

TRAIDORES

"Eles" e "elas" venderam a própria dignidade por trinta pratas. Ou mais?

M. Konstantin

konstan@uol.com.br

São Paulo

*

JUÍZES PRÓ VENEZUELIZAÇÃO

Enquanto o deputado Roberto Jefferson, recém-encarcerado, alertou o País ("Eu salvei o Brasil do Zé Dirceu"), a maioria obediente do STF o absolveu, por achá-lo inocente quanto ao crime de formação de quadrilha, por entenderem que um bando de corruptos que se juntou para subtrair dinheiro público não forma uma quadrilha, são apenas servidores acidentalmente reunidos para roubarem. Se isso não representa uma afronta ao discernimento alheio, o que mais seria? Alto lá, ministros, gozação tem limites! Se fosse realizada uma pesquisa em todo o território nacional para conhecer a opinião dos brasileiros quanto ao desfecho final do julgamento do mensalão, muito provavelmente o delator do esquema, Roberto Jefferson, receberia a pena mínima pela denúncia do plano maquiavélico engendrado pelo PT, enquanto os de notável saber jurídico seriam afastados de seus cargos, por não enxergaram aquilo que até um bebê desconfia. Srs. ministros, os brasileiros rejeitam o modelo venezuelano de democracia para o qual estamos caminhando, em que o Legislativo e o Judiciário são meros serviçais do Executivo.

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

*

ESTE PAÍS NÃO É SÉRIO

Eu e a maior parte da população consciente deste país estamos de luto. E a camarilha comemora a absolvição de verdadeiros bandidos! Não foi De Gaulle quem disse, mas a verdade é que "este país não é sério".

Geraldo Roberto Banaskiwitz

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

*

PARECE FILME

O inquieto e audaz xerife Barbosa cai do seu cavalo baleado por traidores em insidiosa armadilha que livra quadrilheiros. A aflita aldeia desarmada continuará refém de astutos malfeitores? Acompanhe a angustiante sequência deste seriado.

Suely Jung

sjungborges@yahoo.com.br

São Paulo

*

CONTRAPONTO

Ouso sugerir ao ministro Joaquim Barbosa o seguinte: não se considere um derrotado. Muito pelo contrário. Sua atuação no STF, desde que a acompanho pela TV, foi a mais brilhante de todos os tempos. Ninguém chegou aos seus pés. E ela não se restringe a julgar marginais. Felizmente, para o STF e para o Brasil. Há muito mais o que fazer e causas mais nobres. Este contraponto e/ou "ponto fora da curva" termina com este julgamento. Vejo, porém, que sua atuação seria coroada de mais êxitos se fosse para o Executivo. Imaginando-o presidente, poderia fazer a faxina de que o Brasil precisa há pelo menos 12 anos. Ou então no Senado, onde poderia arguir os futuros candidatos a ministro do STF, não deixando qualquer um chegar à Suprema Corte. Pense bem. Caso não aceite minhas sugestões, vá para Miami. Com certeza lá é melhor do que aqui.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

FALTA DE ENERGIA NO JOGO DA SELEÇÃO

O Brasil goleou a África por 5 x 0 e boa parte dos moradores da zona sul, em Santo Amaro, São Paulo, não puderam vibrar com a seleção brasileira porque faltou energia durante o jogo. A presidente Dilma disse que serão 200 milhões de brasileiros ligados na Copa. Pois é, a Copa nem começou e os problemas já apareceram. Os brasileiros correm o risco de não assistirem aos jogos da Copa, pois a falta de energia é constante. Em São Paulo, onde a Eletropaulo presta um serviço de quinta categoria, milhões de contribuintes ficam às escuras e existe ainda a possibilidade de os paulistanos ficarem sem água. Com relação à falta de energia, já fizemos diversas reclamações na Eletropaulo, já registrei reclamação na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e nada resolve, continuamos às escuras. Sem contar que os prédios têm gerador e gastam uma fortuna com óleo diesel, pois são 8, 10, 12 horas seguidas sem energia. Gostaria que o Procon dissesse quem deveria pagar o óleo que gastamos por falta de energia. Este é um país sem lei, sem respeito e sem compromisso com os contribuintes. Se o cidadão não paga a conta, tem a energia cortada, e a concessionária não sofre nenhuma punição pelo descaso? Pelo visto vamos voltar ao velho rádio à pilha. Será conveniente comprar pilhas, ou sofreremos pela falta delas também? Como se pode notar, não é somente a Venezuela que está um caos. No Brasil, se nossos governantes continuarem com os olhos fechados, os problemas vão se acumular até parar o País, começando pelos portos e aeroportos, que já estão na UTI.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

‘ABUNDÂNCIA DE LUZ’

Cumprimento o "Estadão" pela publicação de um artigo (5/3, A2) que, deixando de lado temas que envolvem escândalos, guerra e tragédias, fala de amor, de paz, de inclusão social, de apostolado e de Deus, de autoria do bispo Javier Echevarría, prelado do Opus Dei.

Carlos Rolim Affonso

profrolim@globo.com

São Paulo

*

‘JORNAL, QUALIDADE E RELEVÂNCIA’

O artigo de segunda-feira "Jornal, qualidade e relevância" (página A2), de Carlos Alberto Di Franco, aponta de forma magistral o caminho a ser seguido pelos grandes jornais do futuro. Essas são precisamente as qualidades que mais aprecio no "Estadão" e me fazem um assinante fiel. Profundidade, conteúdo, qualidade literária, ter como guia o New Journalism, em que o "New York Times" foi pioneiro, ali estão os principais ingredientes. A sobrevivência e a relevância dos grandes jornais é imprescindível à democracia. Disso decorre a necessidade de eles terem sucesso. Estou escrevendo porque posso, modestamente, dar testemunho do acerto do que disse Di Franco. Recentemente, escrevi um livro ,"O Poder da Agricultura Empresarial", compartilhando minhas experiências profissionais. Nele analiso o agronegócio brasileiro e as consequências macroeconômicas de seu sucesso. Como não tenho nenhuma credencial acadêmica e era autor estreante, imaginei que minha única chance seria tentar escrever exatamente como o autor do artigo sugere: abordar um tema complexo com texto claro, enxuto e da melhor qualidade literária que conseguisse. O resultado superou minhas expectativas mais otimistas. O livro foi publicado pela Editora Saraiva, dando depois origem parcial a um livro didático montado pela mesma editora para a Universidade do Paraná. Embora seja caro, ele vende sem propaganda, por comunicação boca a boca. Os comentários de retorno são: "O assunto é difícil, mas a leitura é agradável". Carlos Alberto Di Franco foi ao cerne do problema, apontou o caminho do sucesso.

Antonio José de Oliveira Costa

a.j.costa@terra.com.br

Piracicaba

*

MUDANÇAS DETECTADAS

Concordo plenamente com o articulista Carlos Alberto Di Franco ao mencionar a relevância do jornal quanto ao conteúdo analítico e interpretativo, e para o público a que se destina ante os outros meios de comunicação, em "Jornal, qualidade e relevância". Se não perceber quais são os seus pontos fortes e fracos relativos, o jornal tende a desaparecer. Nesse contexto, a inserção de pontos de vista de especialistas, favoráveis e desfavoráveis a temas, principalmente polêmicos ajuda o leitor a formar opinião. Avançando um pouco mais, diria que a abordagem sobre medidas já existentes (no Brasil ou em outros países) ou possíveis para problemas envolvidos, citados em reportagens, ajuda muito na alimentação da autoestima. Espero, como leitora do "Estadão", que o jornal possa sempre se adequar às necessidades dos leitores, que podem mudar no decorrer do tempo.

Cleria Valle

cfsrv@bol.com.br

São Paulo

*

JORNALISMO MODERNO

Importante a análise, ainda que teórica, de Carlos Alberto Di Franco sobre as cláusulas pétreas do bom jornalismo - atemporais, é bom que se diga ("Jornal, qualidade e relevância", 3/3, A2). Muitos são os que querem ler e, por que não?, comprar essas boas análises aprofundadas sobre os temas modernos. O instantâneo virou superficial mesmo nas revistas semanais de maior tiragem, que teriam tempo maior para esse aprofundamento. Como disse, a análise é teórica porque na prática vale apenas o comércio imediato da venda da notícia, e, ao contrário do que se diz, há, sim, muitos blogueiros que publicam artigos críticos e profundos. E de graça.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.