Fórum dos Leitores

CEAGESP

O Estado de S.Paulo

17 Março 2014 | 02h06

Quebra-quebra

O ocorrido na sexta-feira não foi um acontecimento elogiável, mas, de certa forma, é fácil de compreender. Nós, brasileiros, estamos fartos de tomar achaques diariamente e o poder público não tem limites para cobrar taxas, taxas e mais taxas. Eles inventam cobranças do éter, não aguentamos mais, estamos de saco cheio!

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Burrice administrativa

Incrível como a burrice administrativa da Ceagesp age num momento delicado como este, em que o governo Alckmin trava uma batalha midiática com seus adversários políticos, que vão "fazer o diabo" para tomar o poder no Estado líder da Nação brasileira. Os responsáveis pela tal cobrança dos estacionamentos no entreposto ou são idiotas demais ou, simplesmente, cobras mandadas. Os desdobramentos do quebra-quebra são aqueles conhecidos e repetitivos, que todos os cidadãos pagadores de impostos vão engolindo como carneiros obedientes aguardando a tosquia. O povo paulista ainda vai ver atos e situações inimagináveis. É esperar e conferir.

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

COPA DO MUNDO

Protestos

Quem "ralou" quer a Copa do Mundo no Brasil e só protestam contra a realização da Copa os que "nunca ralaram", assim os considerou a presidente Dilma Rousseff. É dizer: a maioria dos brasileiros, cujos argumentos superam as pífias justificativas do governo. Desqualificar o adversário é estratégia dos perdedores no campo das ideias.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Então, os manifestantes "nunca ralaram"... Quem rala não precisa de ajuda de governo assistencialista. Estou cansada de ralar e pagar impostos para sustentar vagabundos.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Infraestrutura

Não quero ser pessimista, mas pelo que leio nos jornais a respeito das nossas reservas de água e do problema energético, a menos que chova uma barbaridade nas próximas semanas, corre-se o risco de faltar água e energia durante a Copa do Mundo? Se sim, quem vai fazer o sacrifício de ceder a sua parte para dar suporte aos estádios, hotéis e restaurantes, que vão consumir muito desses dois insumos? Ou vamos buscar água no Rio Madeira e no São Francisco (tinha ouvido falar de uma tal transposição...)? Ou, ainda, vamos trazer energia das usinas eólicas que não foram conectadas ao sistema nacional?

ANDRÉ L. COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

ENERGIA

Setor elétrico

Não entendi. Como o governo pretende cobrar R$ 12 bilhões a mais - em impostos este ano, via Tesouro, e nas contas de luz a partir de 2015 -, se ainda não devolveu, em valores atualizados, os R$ 12 bilhões cobrados indevidamente entre 2002 e 2009?

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

A 'gerentona' e a crise

Combinada com a falta de planejamento de governos passados - em especial no petista, que teve em seus quadros dona Dilma, a "gerentona" das Minas e Energia, e agora se sabe que ela pouco entendia do assunto -, a crise acena com um racionamento de energia, possivelmente até um apagão, e um aumento nas contas que só será repassado aos consumidores em 2015, pois este é ano de eleição e não se pode falar sobre isso agora. O governo quer reforçar a imagem realizadora de Dilma. Como brasileiro tem memória curta, vai logo esquecer a grande obra do governo Dilma, o Porto de Muriel, em Cuba - na inauguração a presidente correu lá para sair na foto com os irmãos Castro, numa clara demonstração de apoio ao governo comunista da ilha -, com o dinheiro do contribuinte brasileiro. Quem não se lembra de Dilma na TV alardeando desconto nas contas de luz? Pois é, agora as contas vão aumentar e os impostos, também. E você, cidadão eleitor brasileiro, vai dar o seu voto a quem o esfola e não consegue fazer o País crescer?

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Racionamento planejado

Se o custo anual para evitar o racionamento de energia elétrica é de R$ 21 bilhões, pelo uso das poluidoras termoelétricas, é preferível o racionamento planejado em períodos de baixo nível nas hidrelétricas, que prejudica muito menos o bolso do contribuinte. Apenas uma perguntinha básica: as termoelétricas estão operando a plena carga e se o nível de água nas hidrelétricas baixar ainda mais, qual será a alternativa? No ano passado o nível de água nas hidrelétricas estava médio, este ano está baixo e no próximo deverá estar baixíssimo, pois não há previsão de nenhum dilúvio no Brasil - fora o que está acontecendo no Acre, que também não ajuda em nada a drástica situação das hidrelétricas do Sudeste. Em 2001 enfrentamos esse problema de baixo nível de água nas hidrelétricas por falta de chuvas e em 12 anos praticamente nada foi feito, pois estamos enfrentando o mesmo problema, porém muito mais caro para o povo brasileiro.

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

Ônus

O povo vai ficar com o ônus do racionamento. E os que não planejaram, não executaram obras, não ousaram usar o racionamento em detrimento do momento político como vão pagar essa conta? Impeachment já!

ANGELO ANTONIO MAGLIO

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

VARIG

Jurisprudência

O STF decidiu que a União deve indenizar a Varig pelo prejuízo causado com o congelamento das tarifas. Está assim pavimentado o caminho para a União ser igualmente obrigada a indenizar a Petrobrás pelo gigantesco prejuízo causado com o congelamento do preço da gasolina.

ARY NISENBAUM

aryn@ipl.com.br

São Paulo

O.k., devemos ressarcir a Varig com recursos públicos pelo prejuízo causado durante o governo do vice-rei José Sarney. E o causador e "aprovador" do congelamento do preço das passagens, ele vai continuar sorrindo? Não será responsabilizado?

JOSE ROBERTO MARFORIO

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

*

O BRASIL ANESTESIADO

A sociedade brasileira parece estar vivendo num torpor, numa indiferença que assusta. Assusta porque, se essa indiferença continuar, o que está acontecendo nas cidades brasileiras com relação à segurança só vai piorar. O fato de que os números de mortes por dia no País são comparáveis a países em guerra não mais sensibiliza. Quando se vê que morrem no trânsito ou assassinados mais de 300 pessoas por dia, é como se um avião como o da Malaysia Airlines caísse todo dia no Brasil. O que dizer, então, dos que acham que os bandidos são vítimas da sociedade capitalista, como se não existisse o livre arbítrio? O que dizer do governo brasileiro, que apoia as posições do presidente venezuelano e que nada diz sobre as mortes violentas naquele país? Ou sobre a leva de médicos cubanos que vem para cá trabalhar como escravos, recebendo uma miséria do que lhes foi prometido (e a diferença ficando com o governo cubano) e com capatazes que os confinam sem que possam circular livremente pelas cidades? Por que aceitamos isso? Estamos anestesiados, adormecidos, perdemos os valores morais? Se todos se calarem diante de tantos casos absurdos e a letargia se apoderar do País, estamos perdidos.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

*

SIMPATIAS E MEDIAÇÕES

Segundo fonte do Departamento de Estado dos EUA, o Brasil seria visto "com simpatia" para mediar a crise na Venezuela. Essa informação revela elevado grau de pragmatismo da política externa americana, dado que Tio Sam dificilmente veria o Brasil como imparcial nessa história. Todavia, boa parte dos governos da região é simpática ao regime chavista e os EUA, aparentemente, veem nossos socialistas como um "mal menor", dadas as alternativas existentes no continente. Digno de nota é o tempo a ser transcorrido até a data do encontro dessa reunião de chanceleres latinos (primeira semana de abril - será dia 1.º?), o que contradiz o discurso oficial quanto à emergência da situação. Enquanto isso, respaldado pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul) "bolivariana" e escudado nos cânones do Foro de São Paulo, o ditador Nicolás Maduro dá tempo ao tempo e segue encenando seu teatrinho ao "convocar" os opositores - a quem chama de "direitistas" e "fascistas" - ao Palácio de Miraflores para uma ridícula "proposta de diálogo", ignorando solenemente que parte deles está morta (28), ferida (365) e mais de 100 seguem detidos de um total de 1.293 que foram enjaulados nas masmorras bolivarianas, tendo sofrido todo tipo de humilhações. É curioso esse modelo singular de "democracia" que fere, mata e prende manifestantes, pelo qual o governo brasileiro nutre tanta simpatia. Será que aspiram o mesmo para nós?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

*

FALCÃO, DILMA E A DEMOCRACIA

Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), vai para a Venezuela prestar solidariedade ao governo de Nicolás Maduro, pois classifica o atual momento como obra da "violência fascista" e acusa os EUA de agressões políticas contra Caracas. Nada diferente da presidente Dilma, que degrada a nossa diplomacia rebaixando o Brasil a cúmplice de um regime totalitário, legitimando os atos criminosos do governo de Maduro contra pessoas pacíficas que democraticamente se opõem ao seu desgoverno. Por mais que Lula afirme que a Venezuela vive uma verdadeira democracia, o mundo inteiro sabe o que foi acertado naquele façanhoso "Foro de São Paulo". Que Deus nos acuda!

Leila E. Leitão

São Paulo

*

ELES SE ENTENDEM

Em defesa do que classifica como "violência fascista", o presidente do PT, Rui Falcão, embarca para Caracas, a solidarizar-se com o presidente Nicolás Maduro diante da crise considerada pelo cubanófilo Marco Aurélio Garcia tão somente midiática. Todavia, como de hábito da esquerda fracassada, culpam terceiros, em especial aos EUA, por "agressões políticas", deixando de considerar as "agressões" na compra de petróleo venezuelano pelos norte-americanos, o que permite supor que, sem elas, estariam em pior estado social e econômico que o caótico presente. O rancoroso petista, para quem em favor de sua doutrina esquerdizante "não há discordâncias, somente heresias, não há críticos, somente inimigos, e não há erros, somente crimes" (sic Stalin), far-se-á acompanhar de comitiva do Foro de São Paulo, incluída a secretária nacional de Relações Internacionais do partido, Mônica Valente, esposa do Delúbio Soares, ora recolhido no Presídio da Papuda por corrupção. Não aceita a mediação da Organização dos Estados Americanos (OEA), em seu lugar, graças ao petismo, estará a insignificante e desacreditada Unasul, onde começou o delírio socialista bolivariano, presidida "pró-tempore" pelo ex-ditador e presidente surinamês, Désil Boiterse, procurado pela Interpol por envolvimento no narcotráfico. Os semelhantes se entendem.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

SOCIALISMO LATINO-AMERICANO

O problema com os "socialistas" latino-americanos tipo PT é que, quando chegam ao poder, agem como porcada magra: fartam-se nos cofres públicos e depois preferem morrer a deixar as lambanças. A vida mansa vicia.

Renato Pires

repires@terra.com.br

Ribeirão Preto

*

VALIDADE

Na Venezuela, o governo Maduro apodrece...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

*

FALTA DE ÁGUA

O governo de São Paulo insiste em que não haverá necessidade de racionamento, contando com as chuvas de março. Não precisa ser muito inteligente para ver que, retirando 30 metros cúbicos por segundo, 24 horas por dia, 365 dias por ano, mais cedo ou mais tarde as represas estarão exauridas. Poderá chover bastante em março e recuperar parcialmente o nível da represa, mas água de verdade não depende da chuva de hoje, o que mantém cheia a represa são as chuvas de ontem, que irão gradativamente brotar da terra naturalmente ao longo de meses e meses. Podemos deduzir que o Sistema Cantareira está a caminho da lenta exaustão. Solução? Preço da água. O melhor chefe para racionamento é o preço. Quando entrar em colapso e não tiver mais jeito, a Sabesp será obrigada a aumentar o preço, e muito. Quando o custo da conta de água pesar no bolso, a população começará a reagir. E quanto maior o preço da água, maior será o benefício para quem investe em tratamento e reutilização, incluindo a Sabesp, até alcançarmos um ponto de equilíbrio entre o que nós, humanos, consumimos e o que a mãe Natureza pode nos fornecer.

Paulo Seiji Isewaki

isewaki@superig.com.br

São Bernardo do Campo

*

CRISE NO SETOR ELÉTRICO

Tenho acompanhado as excelentes matérias sobre energia e a crise no setor elétrico publicadas pelo "Estadão" e acredito faltou citar a incompetência do governo brasileiro no que se refere ao uso da energia de biomassa gerada pela cana-de-açúcar. Como professor de Gestão do Agronegócio da Faculdade de Administração da FAAP, analiso com os alunos que o Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, com pelo menos 8 milhões de hectares plantados. Cada hectare tem potencial 7,5 mil litros de etanol mais 8,5 mil kWh de bioenergia, o que daria 68 milhões de kWh estimados de energia limpa do ponto de vista ambiental e complementares à sazonalidade do parque hidrelétrico nacional. Equivale a dizer que, enquanto os reservatórios hídricos estão secos e, consequentemente, gerando pouca energia, as usinas de cogeração com bagaço estão em pleno funcionamento e utilizando tecnologia nacional. Na sala de aula, a sensação é de que, por parte do governo, falta uma cultura de planejamento e avaliação de resultados, o que deixaria para o passado a impressão de amadorismo, do aprendizado por ensaios e erros. Avaliamos que por meio das parcerias público-privadas poderíamos redesenhar os rumos da nossa nação brasileira, com baixos custos logísticos, já que estas unidades são anexas a usinas de açúcar e etanol e podem ser implementadas em apenas 18 meses, dando um salto em matéria de infraestrutura, inovação e produtividade.

Rafael Abrão Possik Jr.

rpossik@faap.br

São Paulo

*

O MENOR DOS VILÕES

Tem razão o professor José Goldemberg (9/3, B1). Se o governo realmente estivesse empenhado em baratear o custo da energia elétrica, teria promovido mudanças no atual modelo setorial, que, apesar das tarifas exorbitantes, está quebrando as distribuidoras irracionalmente impedidas de atuarem em ciclo completo (geração, transmissão e distribuição). O imposto, embora absurdo no Brasil, é, na verdade, neste caso, o menor dos vilões.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

*

AMBIENTE EM RISCO

Muito apropriada a ampla cobertura do "Estadão" (9/3, A1-A17-A18-A19) sobre a ameaça a nascente de água e mata nativa no Panamby. Esta, como tantas outras ações semelhantes, comprometem o futuro de todos, inclusive daqueles que viverão ou passarão pelo empreendimento. No passado, por decisões semelhantes, contribui-se para a degradação ambiental, com consequências deletérias variadas, que vão de inundações à poluição do ar que respiramos. Enquanto não houver empenho coletivo pelo manejo ambiental voltado para o bem de todos, teremos reiterados problemas. O alerta do "Estadão" não pode ficar sem resposta das autoridades.

Pedro Paulo A Funari, Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (Nepam), da Unicamp

ppfunari@uol.com.br

Campinas

*

O CAOS NOSSO DE CADA DIA

O editorial de 14/3 do "Estadão", sob o título "As realidades do transporte", expõe a realidade de um problema que se transformou no maior transtorno da capital do Estado de São Paulo, por ser o único que afeta toda a população diariamente. E chama a atenção para as atitudes tomadas pelo atual prefeito, Fernando Haddad, do PT, que são obviamente eleitoreiras, assim como foi eleitoreira a dos governos petistas na condução do País quando foi zerado o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a aquisição de veículos, causa maior do entupimento do trânsito em São Paulo na atualidade. Tem razão o jornal, as vias que estão sendo segregadas para os ônibus nos horários de pico do trânsito só estão tumultuando ainda mais o transporte público no total. Se algumas linhas de ônibus passaram a desenvolver maior velocidade e estão agradando aos seus usuários, aquelas que se dirigiam para a periferia passaram a parar no meio do caminho, obrigando os seus usuários a fazerem baldeação, além de sobrecarregarem em demasia as estações e os trens do Metrô. Tem razão também o editorial quando afirma que, em curto prazo, a solução para minimizar o problema são os ônibus, mas as mudanças terão de ser feitas com cuidadoso planejamento, e não "a olho", como estão sendo realizadas. Aliás, planejamento não é o forte do prefeito, que mostrou o seu despreparo no assunto quando era ministro da Educação. Como bem foi abordado, atualmente, quem pode trafega com seu automóvel ou motocicleta, pois nossos transportes públicos transportam seus passageiros como se gado fossem, e isso ninguém merece. Cumpre recordar ainda que há anos os governos brasileiros nas três esferas priorizam o transporte rodoviário, em prejuízo do ferroviário, e esse erro político e administrativo é o único responsável pelo trânsito caótico nas grandes cidades do País. Temos dois exemplos bem representativos dessa estupidez. O primeiro, na esfera nacional, foi o sucateamento do sistema ferroviário, para alegria das montadoras de veículos que aqui se instalaram, mas que encareceu sobremaneira o transporte de mercadorias e congestionou as estradas com tantos caminhões. O segundo é a comparação com o metropolitano de Seul, que foi inaugurado no mesmo ano do metropolitano paulistano, 1974. Hoje ele tem 287 km com 10 linhas e 266 estações. O metrô de São Paulo tem atualmente uma extensão de 75,5 km com 5 linhas e 65 estações, além de ter várias linhas em construção. A população conta, porém, com as linhas da CPTM, com algumas estações paralelas às do Metrô e outras linhas e estações diferenciadas que atendem a cidade. Mas em termos de metrô, a diferença com Seul é espantosa.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

MOBILIDADE URBANA

Fica a sugestão ao nosso secretário dos Transportes, Jilmar Tatto, e seu chefe: a prefeitura de Paris determinou semana passada a gratuidade total e indiscriminada em todo o sistema de transporte urbano, como incentivo aos usuários de automóveis, por causa da poluição. Detalhe importante: o prefeito de Paris pertence ao Partido Socialista.

Marly N. Peres

lexis@uol.com.br

São Paulo

*

INVESTIMENTO EM TRANSPORTE PÚBLICO

Antes, há bem pouco tempo, o transporte individual era considerado um luxo. Hoje, por causa do péssimo e desastroso transporte público, que nos trata como se animais fôssemos, tanto o carro como a moto são primordiais e necessários. A frota brasileira, graças ao crédito fácil e à falta de transporte público, só faz crescer, e com ela cresce o número de acidentes. Para quem não sabe, mais de 80% das internações prolongadas em hospitais públicos ortopédicos são provenientes de acidentes de moto, o que gera um custo altíssimo para o governo. Você não acha que o governo deveria voltar-se para valer para a qualidade do transporte público, investindo em infraestrutura, em trens, ônibus e metrô, ao invés de facilitar tanto o crédito e gastar bilhões com internações prolongadas?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

*

AS POLÍTICAS ERRADAS

O governo federal incentivou a compra de carros com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e com a facilidade de financiamento. Com isso, aumentou sua arrecadação tributária com o aumento nas vendas, agradou aos empresários do setor automobilístico, encheu de alegria os banqueiros e conseguiu endividar ainda mais o povo. São Paulo aumentou, para desconforto de todos, as arrecadações com multas, virou a indústria brasileira das multas. Com exceção do povo, todos ganharam e continuam ganhando muito dinheiro. Hoje, o caos se instaurou; o governo padece com as importações de combustíveis, porque, contrariamente ao que o PT disse, não somos autossuficientes; e amarga o pesadelo do recuo do transporte público em relação ao uso de carros e motos. O trânsito está pior do que antes e não há políticas públicas para retirar os carros de circulação. Todos os dias entram em circulação centenas de veículos, e nenhum é retirado. Onde vamos parar? Já sei, dentro dos carros, com o ar-condicionado, ouvindo música e com o trânsito parado.

Everson Rogério Pavani

roger.advog@gmail.com

São Paulo

*

OS OUVIDOS DO PREFEITO

O Exmo. sr. prefeito da capital, sr. Haddad, talvez influenciado pelos "marqueteiros políticos" do PT, acredita que a solução para São Paulo sejam os corredores de ônibus. Primeiro foi o IPTU que o Tribunal de Justiça de São Paulo impugnou. Depois o Tribunal de Contas também já denunciou esses "corredores" pela errada licitação. Sr. digníssimo prefeito, ninguém quer andar de ônibus numa cidade que não tem a infraestrutura para isso. Ônibus ultrapassados, sem a mínima condição para os passageiros e para os condutores, assaltos (dentro do coletivo, nos pontos e no caminho até ele), espera nos pontos, etc... Sr. prefeito a solução em todas as cidades do mundo foi o trem ou o metrô. Toda a população vai continuar andando e comprando seu "carrinho". A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) também já "imaginou" uma nova solução, que foi a de diminuir o tempo do sinal aberto para as ruas que cruzam as avenidas. Pronto: solução resolvida, mas o problema é que as ruas marginais a essas avenidas estão completamente paradas. Realmente, sr. Haddad, o sr. deveria ouvir mais a sua consciência do que os "marqueteiros do PT".

Nelson do Nascimento Cepeda

fazoka@terra.com.br

São Paulo

*

O PREFEITO DO ÔNIBUS E SEUS RADARES

Para o alcaide da cidade de São Paulo, somente existe a questão transporte coletivo em sua expressão ônibus, tal qual também o é para seu secretário de Transportes, Jilmar Tatto, que certa vez indagado por uma repórter num programa de TV, apontou num mapa o Estado da Bahia como sendo o de Pernambuco, o que demonstra notável intelectualidade. Deve haver algum grande interesse em toda essa questão, e que oportunamente se revelará. Acabam de adquirir 868 radares que substituirão, e ampliarão a atual de rede de quase 600 e que foram responsáveis por boa parte das quase 10,1 milhões de multas aplicadas em 2013 pela Prefeitura. O custo médio de cada equipamento será de R$ 610 mil, e, notem, não se trata de equipamentos para aeroportos internacionais, são aqueles pendurados em postes. Segundo informam, 20 deles estarão instalados na frente de alguns ônibus para flagrar veículos que adentrem as faixas exclusivas. Ou seja, custam quase o triplo de cada veículo (ônibus básico convencional) de uma frota considerada insuficiente e que nunca foi tão velha como a atual. Resumindo, a substituição dos radares custará o equivalente a 30% da frota de ônibus circulante, considerando veículos-padrões. Vale dizer que quase 10% da frota nem poderia estar circulando por ter ultrapassado dez anos de vida útil. O total é de R$ 530 milhões, que substitui o que está funcionando, enquanto os semáforos não funcionam e as ruas estão esburacadas. E ele queria mais R$ 800 milhões de IPTU! Disse o alcaide recentemente que, para ele, 2013 foi um ano perdido. Para nós, certamente serão quatro e uma fortuna incalculável extraída do erário sem nenhum retorno socioeconômico minimamente razoável aos paulistanos pela incompetência, que é o mínimo que por ora se pode atribuir, instalada na Prefeitura da maior cidade do Hemisfério Sul do planeta.

Oswaldo Colombo Filho

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

*

TÁXIS NOS CORREDORES

Se a pesquisa que aponta em 6 km/h a velocidade média dos ônibus nos corredores leva em conta as dificuldades de locomoção que lhes são intrínsecas, é verdadeira. Mas se atribui aos táxis a culpa pela morosidade, então é inteiramente falsa, manipulada, tendenciosa. O ônibus que sai de Santo Amaro até o ponto final na Praça da Bandeira, por exemplo, durante o percurso, para em inúmeras estações para embarque e desembarque, operação que pode demorar até 10 minutos, porque à sua frente, fila considerável, que chega a 15 ônibus, aguarda a sua vez. Saído da estação, dezenas de semáforos também lhe inibem a velocidade. Nos corredores das Avenidas Santo Amaro e Vereador José Diniz, todos os dias, em algum lugar, forma-se um fila de ônibus a perder de vista, retidos por semáforos defeituosos, ônibus avariados ou acidentes. O táxi não faz parte desse cortejo inoperante e nem sequer o provocou. Se os táxis embarcassem e desembarcassem nos corredores, parados para o manuseio da bagagem, definição e compreensão do destino, e respectivo itinerário a seguir, o recebimento da corrida com cheque ou cartão, aí, sim, o ônibus ficaria retido e manifestaria sua impaciência com imprecações, buzinaço e aceleradas frenéticas. Faz dez anos que utilizamos os corredores, e nosso convívio com os motoristas de ônibus é bastante harmonioso, nos respeitamos como profissionais do volante. E, se algum dá opinião desfavorável aos táxis nos corredores, é porque certamente lhe foi feita uma pergunta capciosa. Sei como se monta uma pesquisa manipuladora.

Jaime Manuel da Costa Ferreira

jaimemcferreira@hotmail.com

São Paulo

*

MALANDRAGEM

Com a derrota na Justiça que impediu o exorbitante aumento do IPTU que "Malddad" desejava impor à população paulistana, nosso alcaide deu um jeitinho de conseguir penalizar o contribuinte que paga o imposto à vista, reduzindo o desconto para esse tipo de pagamento de 6% para 4%. O aumento médio para quem paga o imposto de forma parcelada é de 5,44%, mas para quem paga à vista é de 7,69%, pelo menos na minha região. Não fosse essa diferença de 2%, o aumento estaria coerente com qualquer uma das duas opções de pagamento. Mais uma malandragem do jeito petista de governar.

Luiz Sergio dos Santos Valle

luizsergiovalle@gmail.com

São Paulo

*

POBREZA DE PREFEITO

Sr. Haddad, não é nossa "pobreza de espírito", como disse o sr., que impede o desenvolvimento de São Paulo, mas a pobreza de inteligência da administração atual. Basta saber fazer conta: com um orçamento de R$ 51 bilhões para uma população de aproximados 11 milhões de habitantes, temos uma arrecadação de cerca de R$ 4.700,00 per capita. Considerando que há muitos isentos de IPTU e de outros impostos e taxas, pode-se dizer que a elite contributiva desta cidade tem sido escorchada em pelo menos o dobro deste valor só para a Prefeitura. Tome-se o exemplo de minha mãe, viúva de 83 anos, aposentada (reajuste inferior a 6%) que este ano vai pagar R$ 7.500,00 de IPTU numa casa onde mora nos últimos 55 anos na região do Pacaembu degradada e abandonada, e ainda teve seu seguro saúde aumentado em 14% e sua segurança privada em 8%, e de serviços da Prefeitura recebe zero. Como suportar mais taxação? Se o sr. souber fazer conta, me explique como ela suportaria um aumento de 25% no IPTU este ano e de mais 10% nos três anos subsequentes.

Marcelo Velloso Dias Cardoso

mavdc@terra.com.br

São Paulo

*

AUMENTO DE IMPOSTOS

Depois de bater em janeiro mais um recorde de arrecadação de impostos, volta o governo à carga com novos projetos arrecadatórios. Com certeza o Partido dos Trabalhadores vai arrecadar mais, já que é mestre nesse mister (não por acaso teria sido Marta Suplicy apelidada de "Martaxa" em sua gestão na prefeitura paulistana e o atual, Fernando Haddad, em curta gestão, de "Malddad"). Rápidos no arrecadar, são, contudo, maus gestores e gastadores. O valor arrecadado pelo Fisco se esvai por um ralo de mal identificadas ações em que o cidadão não sente benefícios auferidos. Daí a revolta diante da humilhação que passa em seu cotidiano por causa de transportes inadequados, atendimento de saúde capenga ou sistema educacional de quinta categoria. Todos merecemos padrão Fifa nesses quesitos, com base no atual porcentual de arrecadação exercido pelo Estado. Estando num ano eleitoral e, aplicando a lei de São Francisco do "é dando que se recebe", seria muito imaginar uma alteração de rota neste momento.

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

IMPOSTO ESCONDIDO

Nos últimos anos, o governo federal tornou-se pródigo no uso de uma nova forma de impostos, que caem indiscriminadamente sobre a cabeça de todos nós, contribuintes ou não. Trata-se dos valores arrecadados com os leilões de benfeitorias públicas, como rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, redes telefônicas, etc. Agora vem ele com a licitação para o sistema telefônico 4G e já ameaça levar os leilões à mineração e à internet. Logo mais vai criar leilões de concessões de linhas de ônibus, linhas de taxi, cinemas, vestuário, supermercados, ramos da indústria e por aí afora. Considerando que todos esses milhões recebidos de leilões serão efetivamente cobrados de nós, os usuários, esses montantes devem ser incluídos no volume total de impostos cobrados pelo governo.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

*

O PESO DOS JUROS

O brasileiro gasta com juros 53 dias por ano, em média. Enforcados por dívidas, milhões de brasileiros têm de trabalhar mais, abrir mão do lazer com a família e se sacrificar para pagar os altíssimos juros cobrados pelos bancos. Seja cheque especial, cartão de crédito ou financiamento bancário, o fato é que os juros são proibitivos no País e fazem com que milhões de pessoas sejam sacrificadas. E o pior é que o governo fecha os olhos, tudo permite aos bancos e rentistas e que os mais pobres - como sempre acontece - sejam os mais prejudicados pelas dívidas e juros extorsivos cobrados no injusto e perverso Brasil.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

GUIDO MANTEGA E OS MEGAEMPRESÁRIOS

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reuniu com representantes de grandes grupos empresariais para discutir a conjuntura econômica do País. De acordo com a lista divulgada, 18 representantes confirmaram presença. Será que o Brasil tem apenas 18 empresas de grande porte ou Guido Mantega está sem moral? Senti falta da presença dos representantes das empresas Petrobrás e do Grupo X. Será que Graça Foster e Eike Batista não foram convidados? O evento se encerrou com um almoço. Quem pagou a conta: Guido Mantega, com seu cartão corporativo, ou os empresários presentes? Com certeza, após esse evento, a economia do Brasil está salva e as agências de riscos não reduzirão a nota do Brasil. Calma, o carnaval acabou, mas a Copa está chegando.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

ATENÇÃO, DONA DILMA

Sei que, estando em campanha, não lhe resta tempo para governar, por isso trago notícias de que a senhora Dilma precisa saber e sobre o que disse, que estava tudo sob controle. Controle de quem? Segundo o relatório Focus, do Banco Central, a estimativa do aumento do PIB em 2014 caiu de 1,70% para 1,68%, abaixo da maioria dos países. A previsão para a indústria é crescer menos ainda, caindo do 1,80% estimado para 1,70%. Quase arrasada com péssima produtividade. A previsão para a inflação subiu para 6,01% para 2014, e as estimativas para a inflação dos produtos não controlados está em 10,8%. Vai ser difícil eleger-se com inflação muito alta, mas sei que Dilma não tem tempo para se preocupar com a economia. A Petrobrás emprestou US$ 8,5 bilhões, tendo sua dívida atingido US$ 241 bilhões, graças aos desmandos de Lula e os seus, que quase quebram a empresa. As ações dela, no entanto, caíram mais ainda. A senhora Dilma deverá se preparar para responder à reclamação de que o governo investiu R$ 1,8 bilhão em Cuba e em outros países, quando nos faltam recursos para hospitais e escolas. Finalmente, sinto muito ter de concordar com o jornal "Financial Times", que sugere que sem Mantega no ministério o Brasil poderá recuperar a credibilidade.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

DNA

Ex-chefe de gabinete de Guido Mantega, após envolver-se em denúncia de corrupção, como prêmio por ter sido afastado, ganha um cargo de conselheiro na seguradora do Banco do Brasil. É a raposa tomando conta do galinheiro, não tem jeito. O DNA do PT é isso aí.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

*

FALTA DE VERGONHA

Como o Ministério das Relações Exteriores é corporativista. Depois de várias acusações pesando sobre o embaixador Américo Fontenelle, tais como assédio moral, sexual, racismo, homofobia e abuso de poder, enquanto ocupava o posto de cônsul-geral em Sidney, seu castigo foi o de três meses de suspensão sem receber salário. Como educar um jovem por meio de exemplos como este? É isso que temos para mostrar aos nossos jovens? Em Brasília, cidade que está longe dos problemas da população, deputados e governo travam uma luta de olho nas eleições. Os menores infratores continuam matando e barbarizando, mas nossos parlamentares não se incomodam. Não têm coragem de enfrentá-los com leis mais duras. Em breve eles virão à caça de votos e nessa hora espero que a sociedade saiba dar o troco a essa quadrilha que se instalou no poder e dá de ombros para os seus eleitores.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

O PMDB DISSIDENTE

Diferentemente do presidente Lula, que perdeu a chance de ficar para a História se comparecesse ao velório de um dissidente cubano em 2008, antecipando o fim do infame regime imposto pelos irmãos Castro, os peemedebistas têm, agora, a chance de resgatar o Brasil das mãos sujas dos "companheiros" petistas, mantendo o "racha" na coligação política, fundamental para encerrar com chave de ouro a improvisada era Dilma Rousseff nas eleições de outubro.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

*

OLHO POR OLHO

A negociata vergonhosa envolvendo o PT e o PMDB visando às eleições de 2014 nos deixa em condições de dizer que uma barganha imoral tomou conte dos Poderes Legislativo e Executivo da República. Que a democracia brasileira está próxima do fundo do poço. É só esperar para ver a bandalheira que vai acontecer depois da churrascada entre a presidente Dilma, Michel Temer e seus convidados especiais. Esses dois partidos são terríveis, já está dando para sentir o cheiro do olho por olho e dente por dente.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

*

QUAL É A DIFERENÇA?

Gostaria de entender a diferença entre conseguir apoio político através da compra de votos com pagamento em espécie, como ocorreu no mensalão, e conseguir o mesmo apoio através da liberação de verbas, cargos e ministérios.

Gattaz Ganem

gattaz@globo.com

Carapicuíba

*

O VELHO PMDB

Saudades do PMDB que ditava normas.

Adalberto Allegrini

adalberto.allegrini@gmail.com

São Paulo

*

PARTIDO PARASITA

Que decepção! O partido nascido como corajosa resistência de oposição à ditadura militar acabou sendo transformado em mero P(arasita)MDB. Até quando?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

*

CÃES FAMINTOS

Assistimos estupefatos à guerra entre dois "partidões" para definir quem vai "ser dono do País". E todos os demais partidos são meras assistências, como cães vira-lata que assistem ao embate imoral entre os dois grandões, esperando o que pode sobrar da luta de cães. Temos alguma dúvida de que o Brasil ainda é um "Republiqueta das bananas", coloniazinha de alguma nação mais adiantada?

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

*

VANTAGENS E BENEFÍCIOS

Na verdade, diante do que estamos vivenciando na guerra entre o PT e o PMDB, engana-se quem achar que a finalidade é que estejam pleiteando mais espaço para assumir o poder e, desta forma, fazer e tornar o Brasil um País melhor, justo, decente, honesto e, principalmente, sem a prática de corrupção, que está no êmbolo dos políticos, que almejam e visam só a vantagens e benefícios próprios.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

POLÍTICA SURREALISTA

Os partidos de oposição brasileiros estão tão inertes e conformados com o desgoverno de dona Dilma que o papel da oposição está sendo assumido pelos próprios partidos aliados do governo...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

DESINTERESSE PARTIDÁRIO

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que, a partir de 2009 até 2013, houve somente 136 mil novas filiações a partidos políticos, levando em conta que no ano passado uma onda de protestos tomou conta de várias capitais de Estados. Esse número representa quase a metade do contingente de 222 mil registrados e menos de 10% das adesões de 2007, quando 2,5 milhões entraram para algum partido. O TSE informa que, atualmente, l5,3 milhões de brasileiros estão filiados aos 32 partidos do País. Não há mistério nesse fenômeno sócio-político, em que a verdade está escancarada na perda de credibilidade pelos episódios de corrupção e pelo desempenho dos partidos, principalmente os chamados nanicos, que existem para mamar nas tetas opulentas do governo, seja na forma de cargos ou de vantagens, mas que os torna subservientes a sustentarem uma maioria parlamentar que impõe o direito da força em detrimento da força do Direito. Nos últimos anos o PT teve a adesão de 37 mil novos militantes. Explica-se pelo fato de que os partidos que estão no governo são mais simpáticos pelo assistencialismo desenfreado e a propaganda oficial que inunda a mídia de feitos inacabados ou inexistentes. Esse desinteresse partidário prova que acalentar 32 partidos políticos é uma autêntica farra democrática que clama por uma reforma política, que não interessa aos donos do poder. São todos farinha do mesmo saco e galinha do mesmo ovo.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.