Fórum dos Leitores

REFINARIA DE PASADENA

O Estado de S.Paulo

21 Março 2014 | 02h04

Negócio de ocasião

A propósito da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, que a atual presidente da República apoiou com base em informações incompletas de um parecer "técnica e juridicamente falho", gostaria de saber se ela quer comprar o Viaduto do Chá, em São Paulo, reformado, com vista e localização privilegiadas. Preço de ocasião. Ou negócio da China, se preferir.

ALVARO SALVI

alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

Dilma subiu no telhado

Em qualquer empresa privada seria inaceitável e imperdoável que seu dirigente máximo justificasse seus erros alegando ignorância e ingenuidade (no Japão alguns se suicidam). Não existe espaço para isso. Afinal, quando alguém é alçado ao posto máximo de comando, fica implícito que tem estofo para assumir todas as responsabilidades pela atuação da empresa. Como pôde a nossa presidente alegar inocência, baseada em ignorância e ingenuidade? Com isso ela se revelou e pôs por terra a ilusão do manequim que nos vendeu. É estarrecedor como a presidente Dilma Rousseff faz pouco da inteligência do povo brasileiro. Depois de uma alegação dessas, é salutar que o Congresso, o Tribunal de Contas da União e a Polícia Federal investiguem, além desse caso escabroso, outros surtos de ignorância e ingenuidade da nossa mandatária.

FILIPPO PARDINI

filippo@pardini.net

São Paulo

O poste foi pro brejo!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

alatieugenio@gmail.com

Campinas

Justa causa

Dona Dilma - gerentona do PAC, da Petrobrás, que foi alçada a "poste n.º 1" por seu mentor, Lula -, que dizem gostar de saber detalhes antes de tomar decisões, como pôde, como presidente do Conselho da Petrobrás, decidir favoravelmente à aquisição de refinaria nos EUA, que acarretou para o Brasil um prejuízo de mais de US$ 1 bilhão, lendo apenas um resumo do contrato em que, por conveniência, incompetência ou mesmo malandragem, deixaram de constar cláusulas importantes? Nenhum gerente de projetos ou contratos pensaria em tomar decisões apenas com base em resumos, isso é elementar para qualquer bom profissional. Se o tal contrato saiu desse jeito, o que dizer dos demais, por exemplo, dos médicos cubanos, do porto de Mariel, em Cuba, e muitos outros? Em qualquer empresa, um gerente que tome uma decisão dessa forma irresponsável é despedido por justa causa, processado. Mas como era a gerentona do Lula, nada aconteceu. E também nada aconteceu aos diretores e ao então presidente da Petrobrás, sr. Sergio Gabrielli, que sempre afirmou que a aquisição na época foi um bom negócio. Bom para quem?! Esse assunto, como muitos outros, é tragicômico. A desculpa dada pela presidente é ridícula, digna de uma despreparada. A oposição deve reagir energicamente, pois isso não pode passar em brancas nuvens. Deve batalhar por uma CPI, ir a fundo, pois o Brasil não pode continuar nas mãos desse tipo de governança. Isso, sim, é que será herança maldita!

FERNANDO PASTORE JUNIOR

fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

De novo, ele não sabia

A sra. presidente(a) vê-se agora envolvida num dos maiores escândalos da história da Petrobrás e deste país. Quando da "transação" para a compra da refinaria de Pasadena, Dilma era simplesmente a chefe(a) da Casa Civil da Presidência e presidente do Conselho da Petrobrás. A mídia em geral não menciona que ela, como ministra-chefe da Casa Civil, era diretamente subordinada - e continua sendo - ao sr. Lula da Silva do PT, que, mais uma vez, não sabia de nada do que ocorria debaixo do seu nariz. É de pasmar!

LUIZ CARLOS G. PANNUNZIO

giotto.pan@gmail.com

São Paulo

Tal pai, tal filha

A esfarrapada desculpa de Dilma Rousseff - que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobrás -, quando culpa supostos documentos falhos pela compra da refinaria de Pasadena, no Texas, que causou prejuízo de mais de US$ 1 bilhão à empresa, faz lembrar Lula, que até hoje afirma nunca ter sabido da existência do mensalão. Tal pai, tal filha.

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

Férias de Cerveró

Afinal, Dilma Rousseff poderia ter-se informado melhor sobre a compra da refinaria de Pasadena, se quisesse. Seu cargo na ocasião requeria pessoa muito capacitada na gestão de empresas, o que Dilma não era, mas poderia ser assessorada por pessoal da Petrobrás. Aparentemente, eles tinham os dados necessários para a decisão. Muito conveniente foi a saída de férias na quarta-feira de Nestor Cerveró, encarregado do "resumo executivo" dessa refinaria e atual responsável pela área internacional da Petrobrás. Por que de repente ele foi viajar? Cerveró poderia esclarecer alguns pontos, já que as declarações de Dilma provocaram um grande problema para o governo. Se a coisa era suspeita, agora piorou muito.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

CVM

O que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) está esperando para processar a conselheira Dilma Rousseff por gestão temerária, pelo fato de ter aprovado a compra da refinaria no Texas?

JOSÉ M. KONDER COMPARATO

Dr@signsupply.com.br

São Paulo

Intervenção já

Nós, acionistas minoritários, exigimos imediatamente intervenção na Petrobrás, diante de tantas denúncias perniciosas que estão influindo diretamente no valor de suas ações, tanto no Brasil como no exterior. Em outras palavras, estão acabando com a empresa!

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Ações da Petrobrás

Agora estou entendendo por que as ações da Petrobrás que comprei - logo que Dilma tomou posse - por R$ 35 estão valendo míseros R$ 17.

SILVIO LEIS

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

Porteira aberta

Na fazenda da viúva, onde passa um boi, passa uma boiada. Pasadena também. Enquanto isso a ação da Petrobrás se aproxima do valor de um quilo de tomate.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

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REFINARIA DE PASADENA

Dilma Rousseff informou ter sido induzida a erro, por relatórios incompletos e errôneos, quando concordou com a compra pela Petrobrás de uma refinaria de US$ 46,5 milhões por US$ 1,18 bilhão, gerando um buraco negro na já falida estatal. Lula deu uma de "bonzinho" quando o líder cocaleiro Evo Morales se apropriou, ou, melhor dizendo, roubou do Brasil a refinaria da Petrobrás instalada na Bolívia e aumentou assustadoramente o valor do gás natural fornecido ao Brasil por aquele país. Agora, em reportagem do "Estadão" estoura mais esse desfalque dado por Dilma na Petrobrás, que vale hoje quase uma ninharia - e o mesmo já começou a ocorrer com a Eletrobrás. Dilma, Lula e seus asseclas do PT e coligados têm de ser investigados a fundo via CPI, via Ministério Público, Controladoria-Geral da União, Polícia Federal, etc. Fosse o Brasil um país efetivamente sério, Lula, Dilma e a grande maioria de seus aliados e asseclas, mensaleiros ou não, já estariam cassados e postos atrás das grades. Mas vivemos no país do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, capazes de enganar o povão, usado como voto de cabresto nas eleições.

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

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QUE OPOSIÇÃO É ESTA?

O "Estadão" de ontem trouxe em sua manchete: "Oposição tenta aprovar CPI da Petrobrás com urgência". Ficam algumas perguntas: Que oposição, que só apareceu agora, em época de eleição, e se calou diante de todos os desmandos do PT? Que oposição é esta que é movida por interesses? É só o governo reeditar o mensalão que a CPI morre. Se a CPI for mesmo para a frente, os brasileiros descobrirão que o mensalão foi apenas uma pedrinha de gelo no copo da corrupção petista. Como diz a gíria da malandragem: PT, a casa caiu! Nem mesmo mil Joaquins Barbosa conseguem vencer essa quadrilha que se encastelou no poder. Ainda bem que nem todo mundo está anestesiado neste país, principalmente os leitores do "Estadão", que resistem bravamente, apesar da censura do clã Sarney, que comanda o Estado mais pobre do País, com o aval do PT. Nunca antes um governo havia conseguido quebrar a Petrobrás. O PT conseguiu.

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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MAIS UM DEBOCHE

Acreditar que um contrato de compra de uma refinaria nos Estados Unidos chegue à presidente do Conselho da Petrobrás para aprovação sem ter passado por exaustiva análise das suas equipes financeira e jurídica é piada. Justificar que o relatório era falho é mais um deboche com a opinião pública. A presidente só se esqueceu de informar que junto vinha uma ordem do "cumpanheiro" de "cumpra-se", que o nosso está garantido. Acreditar que isso vai dar em alguma coisa também é outra piada, ainda mais depois que o "cumpanheiro" Ricardo assumir a presidência do agora desmoralizado Supremo Tribunal Federal (STF).

Ricardo Nóbrega

cnc.eng@terra.com.br

São Paulo

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‘PARECER FALHO’

Que belíssima justificativa a sra. Dilma Rousseff dá aos brasileiros pelo rombo provocado a Petrobrás na compra da refinaria de Pasadena. Trambique mudou de nome para "parecer falho". Essa senhora imagina que todos os brasileiros são literalmente idiotas, pois uma investigação não muito profunda vai mostrar a quem quiser ver (diga-se oposição) que esta maracutaia encheu as burras de alguma conta em Cuba. Num país sério, essa gente toda estaria cumprindo pena em regime fechado há muito tempo. Nem em meio século a Nação irá recuperar os prejuízos do assalto praticado por esses larápios.

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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TIJOLADA

O editorial de ontem, "Confissão estarrecedora" (20/3, A3), esmiúça em detalhes outra transação nebulosa deste governo. Da série "perguntar não ofende", pergunto: Quantos barris de petróleo foram refinados? Não podemos descartar a possibilidade de "lucro" no refino. Aí, então, o prejuízo seria absorvido. Concordam? Não né! Presidente, essa tijolada doeu.

J. Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

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DILMA ERROU

E ainda confessa! Daí se veem suas "estreitas limitações". Não cabe um impeachment na moça? Esta é a hora, gente!

Régis D. C. Fusaro

rxfusaro@hotmail.com

São Paulo

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SIMPLES ASSIM

Nossa presidente, quando ministra da Casa Civil de Lula, presidia o Conselho da Petrobrás, que aprovou a compra de uma refinaria pagando milhões e vendida por tostões. Sua justificativa? Recebi informações incompletas. Simples assim. A viúva que arque com o prejuízo.

José Sergio Trabbold

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

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CONFIRMAÇÃO

As justificativas apresentadas por Dilma para a compra da Refinaria de Pasadena não só confirmam a incompetência do PT na gestão da coisa pública, como atestam as suspeitas de corrupção desta súcia que está há 11 anos no poder.

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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VAMOS DE MAL A PIOR

"São aloprados", não criminosos. "É recurso não contabilizado", não caixa dois. O presidente declara que "foi atingido com facada nas costas", mas ninguém foi punido. As maiores falcatruas são realizadas no gabinete ao lado, e o presidente de nada sabe nem apura nada. A secretária da Presidência em São Paulo, sra. Rosemary Noronha, viaja sempre ao lado do presidente e é acusada de vender influência. Nada se apura nem se toca um processo de abuso de poder e corrupção. A última vem de nossa "presidenta", que declara que, quando ministra e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, aprovou a compra de refinaria em Pasadena, Texas, EUA, por valor absurdo, com "informações incompletas" e "parecer técnico falho". Quanta irresponsabilidade com nosso dinheiro! Pergunto à "presidenta": se o dinheiro saísse de seu bolso, e não da Petrobrás, de todos os brasileiros, tomaria a mesma decisão? E assim vamos de mal a pior, neste caminho de dilapidação de nosso patrimônio, deixando uma triste e pesadamente negativa herança para as futuras gerações.

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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DESANIMADOR

Não me espanta a Petrobrás estar na situação em que se encontra. Recheada e dirigida por incompetentes. Os autores dessa compra malfeita de Pasadena deveriam estar na cadeia. O desanimador é que não vai mudar nada, porque os eleitores dos que estão no poder não entendem nada disso. Nem sabem o que é isso.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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NOVO SLOGAN

Então tá, a presidente Dilma, na época conselheira da Petrobrás, assinou autorização para a compra da refinaria de Pasadena e a culpa foi do relatório que embasou a decisão? Sendo assim, com essa explicação, está tudo certo. Como são caras de pau! O pior é que, com todos estes programas assistencialistas que temos, existe uma boa probabilidade de eles continuarem no poder. Sugiro um novo slogan para este governo: País rico é país sem petista.

Sérgio Luís dos Santos

sersan@netpoint.com.br

São Paulo

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NEGÓCIO DA CHINA?

Não, negócio de Pasadena. Uma refinaria que valia US$ 42 milhões foi adquirida pelo Brasil pela "bagatela" de US$ 1,8 bilhão. A pergunta que se faz é a seguinte: Onde é que foi parar a verdadeira fortuna que essa pechincha gerou? Dona Dilma, que na época apoiou essa "compra", culpa agora documentos "falhos". E não se fala mais no assunto. Por que será que essas fraudes que rendem bilhões e que normalmente envolvem políticos ou pessoas a eles ligados nunca dão em nada, ou, como se diz, acabam sempre em pizza?

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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DILMA NÃO SABIA

Dilma, indicada por Lula, autorizou uma compra com base num laudo incompleto apresentado por Nestor Cerveró, indicado por José Dirceu, atualmente na cadeia. Resultado: prejuízo superior a US$ 1 bilhão para a Petrobrás e para o Brasil. São todos petralhas e só isso pode explicar esse tipo de negócio. Agora, nossa governanta vem dizer que "não sabia de nada", como fez Lula no caso do mensalão. Será que alguém ainda acredita nesse tipo de balela? Pela época em que isso aconteceu, fevereiro de 2006, ano eleitoral, é bem possível que esse desfalque tenha irrigado os "recursos não contabilizados" do PT e alguns bolsos petralhas, que ninguém é de ferro. Cabe ao MP, à PF e ao Congresso via CPI investigar a fundo esse caso escabroso. E cabe a nós, via eleições, impedir a continuação deste desgoverno altamente lesivo ao País.

Jorge Manuel de Oliveira

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

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ATOS FALHOS

Dilma diz que parecer da compra da Refinaria de Pasadena era falho. Como presidia o Conselho de Administração da Petrobrás e a chefia da Casa Civil, assinou um ato-falho sem ler seu conteúdo nas entrelinhas. Vai dizer também que não sabia de nada. Porque no governo petista só vemos atos sempre falhos. Existe um responsável e esperamos que as artimanhas políticas de "toma lá, da cá" não esvaziem a investigação de um sumiço de mais de US$ 1,18 bilhão. Triste Brasil petista.

João Helou

helouhelou@gmail.com

São Paulo

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ONDE ESTA A TAL GERENTONA?

A suposta "gerentona" presidente Dilma, mais uma vez, expõe uma nova mentira à população e ao contribuinte. Como é possível uma então ministra da Casa Civil e concomitante presidente do Conselho de Administração da empresa autorizar a compra de uma ultrapassada refinaria sem conhecer o contrato e as suas cláusulas-chave? Já era sabido que a Petrobrás, utilizando grande parte do dinheiro do contribuinte e também o dinheiro dos acionistas minoritários - muitos adquiriram ações com dinheiro oriundo do FGTS - estava pagando por 50% dessa refinaria o equivalente a dez vezes o valor que a Bélgica havia pago por 100% da refinaria. Posteriormente, e não muito tempo depois, por força de uma cláusula do contrato, foi obrigada a comprar os outros 50% das ações por valor estupidamente maior do que seu valor de mercado, com isso provocando prejuízo de mais de US$ 1 milhão. Onde está a tal da "gerentona"? Aí vem o pior, com a sua última declaração, de que se baseou em informações não técnicas e imprecisas. Assinou, primeiro, um atestado de incompetência; segundo, de má gestão do dinheiro público e improbidade administrativa, pois se descobriu a imperdoável falha posteriormente; e não tomou nenhuma providência contra os eventuais co-responsáveis por analisar o contrato, aliás um deles ainda é diretor de uma divisão da Petrobrás. Como alguém que não é capaz de negociar a compra de uma obsoleta refinaria pode querer governar um país? Caso muito suspeito, pois ocorreu na mesma época do mensalão. Será que a empresa belga realmente recebeu todo esse dinheiro? Será que essa descarada diferença de valor pago contra o valor de mercado realmente ficou com os belgas, e não voltou para outras finalidades? Tem de ser muito bem investigado. Independentemente dessa investigação, a própria declaração dada pela presidente já a credencia para um impedimento de suas funções atuais.

Marco Aurélio Rehder

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

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NUNCA É DEMAIS

Não existem argumentos suficientes que justifiquem a absurda, incoerente e vergonhosa aquisição da Refinaria de Pasadena, nos EUA, em que o Brasil pagou (melhor dizendo nós, a população, pagamos) US$ 1,18 bilhão, quando ela havia sido adquirida por ridículos US$ 42,5 milhões pelos belgas. É a clara definição de atos similares que ocorreram, ocorrem e continuarão ocorrendo neste governo corrupto: roubos, desvios e superfaturamentos.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E INDENIZAÇÕES

Com estarrecimento li a matéria na qual a reportagem do "Estado" comunica que o governo de São Paulo pretende aumentar o número de Unidades de Conservação (UC), sem antes indenizar os proprietários das que já foram decretadas. Sou proprietário de terras na UC Parque Itapetinga, criada em 2010 e posso afirmar que até hoje ninguém recebeu uma proposta de indenização. Nesse tempo tive que retirar invasores dessa área com recursos próprios, fazer manutenção de cercas etc. Proprietários em assembleia tiveram de ouvir a insensatez do gestor desta UC, que "os proprietários têm de ajudar o governo a cuidar do parque". Outra comparação infeliz por ele me dada foi que "quem tem um carro tem de cuidar dele", quando retruquei que esse "carro" (leia-se UC Parque Itapetinga) já foi arrestado pelo governo em 2010 pelo decreto n.º 55.662, de 30 de março de 2010. O cenário infelizmente parece um jogo orquestrado entre os vários órgãos envolvidos, para que a questão das indenizações se arraste ao máximo, mantendo em caixa o dinheiro para o "plano de manejo", e com isso os proprietários vão desanimando, falecendo, os processos se complicando com inventários, e a justiça não sendo feita sobre as terras desapropriadas nessas regiões de mananciais que abastecem o Sistema Cantareira.

Maurício Cesar Lopes do Nascimento

mauricionascimen@hotmail.com

Mairiporã

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ELETROPAULO

Quarta-feira, dia 19/3, em São Paulo, durante a tempestade vespertina, em frente à minha residência à Rua Georgia - Campo Belo, uma árvore rompeu-se e arrastou os fios da rede elétrica. A dar crédito à sórdida campanha contra o governador Geraldo Alckmin empreendida para "empadilhar" os paulistas, deveria esperar pelo pior. Não foi o que aconteceu. Dez minutos após comunicado o acidente, uma equipe da Eletropaulo estava a postos e, três horas depois, tudo havia sido resolvido. Atendimento perfeito. Não tenho conhecimento suficiente para generalizar sobre a Eletropaulo a partir um incidente corriqueiro, mas sinto-me obrigado a manifestar minha satisfação.

Leonardo Giannini

leogann930@terra.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO PEDIRÁ ÁGUA?

Na terça-feira (18/3), a mídia deu destaque à ida do governador Alckmin a Brasília com a informação de que ele foi pedir à presidente para poder desviar água do Rio Paraíba para o Sistema Cantareira. Parece que o governador Alckmin, com sua tibieza no trato de governar, deixa a impressão de que o ainda nosso Estado tem de implorar a Brasília para resolver uma situação nascida de anos de falta de planejamento geral, no que se refere à necessidade de água para uma população sempre crescente oriunda de várias regiões do País, somada a uma falta de chuvas que parece ser a maior desde a construção do sistema e que afetou as bacias hidrográficas dos rios que formam os reservatórios do Cantareira, que fornece 33 m3/s de água para a Grande São Paulo e mantém uma vazão mínima de descarga para jusante. A situação atual afetará não só a população da região da Grande São Paulo, mas também a economia do Estado, pois algum racionamento certamente virá, caso passe a estação de chuvas nesta seca e não haja alguma medida para suprir tal deficiência com água "importada" de outra fonte. Muitas empresas terão de diminuir suas atividades, com baixa de produção e, consequentemente, menos impostos recolhidos, então é bom lembrar: afetará também a União, pois daqui ela tira sua maior arrecadação. Isso obriga a presidente a não pensar em conceder um favor a Alckmin, mas, sim, à bolsa federal. Que não respeitem o governador, mas não façam isso com São Paulo.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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AS ÁGUAS DA REPRESA DO JAGUARI

O governador Alckmin está tentando obter uma autorização da presidente Dilma para fazer a transposição das águas da Represa do Jaguari, que é abastecida pelo Rio Paraíba do Sul, para a represa do Rio Atibainha, que abastece a represa da Cantareira, para salvá-la do esgotamento. Com isso, cerca de mais de 8 milhões de pessoas, na área da Grande São Paulo, poderão ter água nas suas torneiras e acabará o sacrifício da falta de água. Entretanto, com certeza, o ex-presidente Lula e seus "cumpanheiros" do Partido Trambiqueiro já estão pressionando a presidente Dilma para dificultar e atrasar essa autorização, que precisa ser dada agora, para minimizar o sofrimento da população afetada, para que o seu candidato ao governo do Estado de São Paulo, Alexandre "da Quadrilha", possa se utilizar desse fato para denegrir a imagem política do governador Alckmin na sua campanha para a reeleição. Podem anotar, e quando começar a campanha política na TV esse assunto será apresentado todos os dias. Essa "cambada" dos petralhas não gosta da população do Estado de São Paulo e quer ver todos sofrerem com a escassez de água, com o objetivo de um projeto político hegemônico para dominar o Brasil. Brasil, um país de tolos, ignorantes e anestesiados. País rico é país sem safadeza. O governo dos petralhas, do Partido Trambiqueiro, é o cavalo de Troia dos brasileiros. É tudo mentira, enganação e corrupção.

Carlos A. Ramos Soares de Queiroz

soares.queiroz@terra.com.br

São Paulo

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ÁGUA PARA SÃO PAULO

Perguntar não ofende: se fosse um pedido do Haddad não haveria oposição?

Luiz Antônio Beluzzi

luiz2812@icloud.com

São Paulo

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ÁGUA EM DISPUTA

A disputa de água do Rio Paraíba entre São Paulo e Rio de Janeiro, nesta seca escaldante que vivemos, é emblemática. Mostra que a preocupação com o meio ambiente não é mais coisa de "ecochatos", como até agora muitos pensavam. Urge que nossas lideranças, daqui em diante, elaborem planos estratégicos e de contingência para esses ciclos climáticos, que, pelo que dizem os cientistas, vão se amiudar.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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ABASTECIMENTO

Em relação às cartas publicadas na quarta-feira (19/3) no "Fórum dos Leitores", dos leitores srs. J. S. Decol, Maria do C. Z. Leme Cardoso e Silvia H. Salles Zangirolami, a Sabesp informa que, desde 1995, entregou uma série de obras que ampliaram o fornecimento de água para a Grande São Paulo. O investimento de R$ 9,3 bilhões aumentou a oferta de água tratada em 15.600 litros por segundo, o suficiente para atender 4,7 milhões de pessoas. Está em andamento a construção do novo sistema produtor de água São Lourenço, uma Parceria Público-Privada com investimento de R$ 2,21 bilhões e que vai adicionar mais 4.700 litros de água potável a cada segundo, com entrega em 2018. É volume suficiente para abastecer mais 1,5 milhão de moradores. É fundamental ressaltar outras medidas que foram tomadas e que geram novas fontes de água. Nos últimos 13 anos, o consumo por economia caiu 11% na Grande São Paulo. A Sabesp também diminuiu seu índice de perdas em oito pontos porcentuais nos últimos dez anos. Ou seja, mais água tratada está chegando às casas. Sem falar no aumento na oferta de água de reúso, uma alternativa inteligente e eficiente para substituir a água potável em processos industriais. O volume fornecido, que era de 50 l/s em 2004, saltou para 700 l/s em 2014.

Adriano Stringhini

astringhini@sabesp.com.br

São Paulo

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ALGUÉM VIU O BRASIL?

Mas, afinal, não era o Brasil, então sob Lula, principal líder do PT, que se apresentava nos foros internacionais pronto a mediar conflitos históricos, chegando a imiscuir-se até mesmo no imbróglio atômico do Irã, oferecendo-se para mediar o contencioso? Não era o Brasil do então presidente Lula aquele país que reclamava espaços, tentando impor sua interlocução no cenário internacional? Isso tudo não faz muito. Pois agora o mundo vê, com preocupação, a Rússia imperialista pôr as duas mãos sobre a Crimeia, praticamente consumando a sua anexação, e sobre esse fato o que diz o Brasil do PT? Até agora, nem um pio. "Esse papo não é com a gente" - deve pensar Dilma Rousseff. E sobre a crise na Venezuela? Vai seguir fazendo de conta que o país "bolivariano" está às mil maravilhas e os que se expõem em protestos nas ruas são uma minoria integrante da direita "golpista"? Perguntar não ofende: um país useiro em se alhear vergonhosamente ante graves questões globais estaria, por acaso, credenciado a ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU?

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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O BRASIL E A CRIMEIA

"O próprio dos regimes agonizantes é permitir uma mistura confusa de crenças e de doutrinas, e causar ao mesmo tempo a ilusão de que se poderá retardar indefinidamente a hora e a escolha... É daí - e unicamente daí - que deriva o charme dos períodos revolucionários" (Emil Michel Cioran, em "Da inconveniência de ter nascido", citado em "Era melhor antigamente", de Lucien Jerfanion, traduzido canhestramente por mim mesmo). A Constituição "sarneyiana" de 1988 institucionalizou essa confusão mencionada por Cioran na citação acima. O G-7 cobra de dona Dilma, mas ela se dá ao luxo de retardar um duro posicionamento contra a atitude frontalmente agressiva russa na Ucrânia, enviando forças armadas com treinamento russo, carros de guerra russos, ocupação de comunicações e de aeroportos, sem falar da ocupação do Parlamento, ameaças declaradas e veladas, bandeira vermelha como nos velhos tempos, falando russo, porém sem identificação nacional que os vincule à Rússia. Trata-se de uma manifestação "espontânea". Os black blocs de lá são preparados doutra maneira. Diante dessa situação, Lavrov garantia que a intervenção armada na Ucrânia estava descartada, após consumada, diante de um John Kerry tão fraco quanto o seu próprio presidente. Sob pretexto de "pragmatismo", o Itamaraty dilmiano-lulesco responde com evasivas. Mas em diplomacia os interesses nada valem, se não forem embasados em valores, e a diplomacia brasileira não pode se esquecer disso. O país que quer ter um assento permanente no Conselho de Segurança na ONU nunca vai chegar lá se não puser moral e não tentar se redimir dos fiascos e das omissões do tempo de Lula. Na questão do Sudão, por exemplo. Existe a ficção inefável dos Brics, mais estratosféricos do que o Mercosul, alega-se, mas no fundo as razões são ainda mais nefelibatas: trata-se daquela doença chamada ideologia e nostalgia do imaginário e perdido paraíso soviético. Esfregam as mãos ansiosamente, como o personagem denominado Reinfeld, de "Drácula" de Bram Stoker, aguardando o retorno do "mestre". No caso, o mestre é Putin. Amanhã a farsa da consulta popular na Crimeia se consumará e dona Dilma e seu Itamaraty ideológico continuarão calados e coniventes, desavergonhadamente impassíveis.

Martim A. P. de Haro

martim.haro@terra.com.br

Florianópolis

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PUTIN PRÁ LÁ DA CRIMEIA

A Crimeia já era! Este golpe de Putin reconhecendo oficialmente essa área da Ucrânia como a Crimeia um território russo é uma afronta à comunidade internacional e um recado de que pode ousar muito mais, enquanto Obama e líderes políticos da zona do euro literalmente não sabem que ação tomar, se não ficar rosnando de forma sonsa para seus eleitores. E, com essa conquista de Putin, provavelmente a turma mais do que omissa quando o assunto é política internacional, como é a do Palácio do Planalto, deve estar tomando muita vodca em homenagem ao líder da Rússia. Mesmo sabendo que cada dia mais estamos perdendo importantes parceiros comerciais como os EUA e os da zona do euro.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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‘A REVANCHE DA RÚSSIA’

O título do editorial ("A revanche da Rússia". 18/3, A3) insinua que Putin apenas retaliou. Retaliou contra o quê? Ele se refere ao Kosovo. No Kosovo, uma população albanesa foi protegida por intervenção dos Estados Unidos, porque a Comunidade Europeia foi reticente em se opor a genocídios numa região europeia. Hoje tropas europeias garantem a trégua na ex-Jugoslávia e algumas partes desta já procuram se integrar à União Europeia. Na Crimeia não houve nenhuma molestação entre as etnias locais. As questões da primavera árabe na Tunísia e na Líbia também foram assentadas sem consulta à Rússia, como reclama Putin. Mas não houve tomada de governo por forças externas. Na Criméia isso se deu de forma bem camuflada, sem que as bases militares russas tivessem sido sequer questionadas. O povo da Ucrânia insistiu num tratado comercial com a União Europeia, que seria proveitoso para todos os habitantes e que foi negociado e até rubricado pelo presidente eleito. Este, depois, retrocedeu por pressão da Rússia. Em regimes democráticos "normais", ele poderia estar exposto a um impeachment. O povo o enxotou. Foi contra isso que Putin teria retaliado: contra um procedimento interno de um país independente? Certo é que não há quem pretenda agredir militarmente a Rússia. Disso se valeu o novo czar que mobiliza emoções étnico-nacionalistas que se julgavam ultrapassadas. Ganha a Rússia uma população de 2 milhões de habitantes, cujo bem-estar terá de subsidiar. Parece uma peça tragicômica de arrogância prepotente.

Harald Hellmuth

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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NOVA URSS?

Será que a Rússia passará a adotar o nome de Nova União Soviética?

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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INADMISSÍVEL

A anexação, na marra, da Crimeia pela Rússia é um crime intolerável e inadmissível em pleno século 21!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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TUDO RESOLVIDO?

Há alguns dias o noticiário mundial estava focado na crise que havia na Síria. Bastou aparecer o impasse com a Ucrânia (Crimeia) para não se ouvir falar mais nada da Síria. Será que os problemas na Síria foram todos resolvidos?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MARCHA COM DEUS... E O EXÉRCITO

Está sendo organizada para amanhã, dia 22/3, em São Paulo, Rio de Janeiro e mais 200 cidades, a inacreditável reedição da "Marcha da Família com Deus", manifestações públicas ocorridas originalmente entre 19 de março e 8 de junho de 1964, e que foram uma reação às medidas sociais promovidas pelo governo João Goulart e à ameaça comunista que supostamente rondava o País naquele momento. O movimento foi arquitetado e realizado na época pelas elites nacionais e pelo clero. Como resultado, houve a deposição do presidente "Jango" e a consequente chegada ao poder dos militares dando origem aos anos mais negros de nossa história política. A reedição de 2014 promete pleitear uma intervenção militar objetivando a substituição dos políticos corruptos, a moralização dos Três Poderes e para (pasmem) impedir novamente a ameaça comunista. Como isso seria feito? Ninguém sabe. Em tempos atuais, quando países que passaram por regimes ditatoriais buscam julgar e condenar os agentes responsáveis pelas atrocidades cometidas contra o seu povo, no Brasil surge um movimento que de forma confusa propõe o retorno dos militares ao poder. Na contramão da história, cá estamos nós, novamente. A propaganda anticomunista, encabeçada pelos EUA, principalmente no período pós guerra fria, foi largamente utilizada para justificar barbáries cometidas pelos militares, desde assassinatos e torturas até a desinformação total, sim, "comunista come criancinha". Nos dias de hoje, alguns formadores de opinião, ávidos por poder e popularidade, aproveitam-se de fatores significantes para tentar reavivar esta repugnante tática e desestabilizar o atual governo, explorando o nascimento de uma nova (velha) direita, totalmente intransigente. O surgimento de governos de esquerda pouco democráticos na América Latina, a caótica situação da Venezuela e o eventual apoio ideológico do governo petista em relação a esses regimes (incluem-se aí as visitas e ajudas concedidas a Cuba) são ingredientes poderosos que vêm agindo de forma determinante na manipulação da opinião de parte da população. E mais, as medidas sociais do governo petista ao estilo Bolsa Família, entre outras, vêm suscitando em alguns a sensação de que sustentam uma legião de "desocupados". Se, por um lado, o governo relativamente isenta os mais abastados e faz com que a classe média pague a conta de tais iniciativas, e se utiliza desse expediente para garantir seus votos na próxima eleição, por outro, o Brasil tem uma das piores distribuições de renda do mundo, dois lados da mesma moeda. O País vive tempos difíceis, até aí, nenhuma novidade. A corrupção salta mais aos olhos com o espetáculo do mensalão e os estádios da Copa, e a indignação também, após os protestos de junho, sistematicamente esvaziados por vândalos e em franca perda de respaldo popular. A sensação de baderna, de impunidade, atua como outro fator contra os "petistinhas comunistas e sua corja". Agravou-se daí uma espécie de polarização entre a esquerda petista e as alas mais conservadoras da sociedade, enfatizando os religiosos em geral e reacionários de toda ordem. Ocorre que, depois de tantas alianças e conchavos para chegar ao poder, e lá manter-se, ver o PT de hoje como um partido de esquerda requer um esforço descomunal ou uma boa dose de miopia. Para a decepção do pessoal da marcha, o PT de hoje é apegado às elites e adora o capitalismo, sinto muito. Os demais partidos atuam de forma semelhante, não há oposição ideológica. Quanto ao retorno dos militares, mesmo que provisoriamente, trata-se de mero devaneio, improvável e catastrófico. E quem os sucederia? Os próprios manifestantes não sabem responder a uma pergunta tão óbvia. Deveriam, então, formar um partido próprio e candidatar-se, respeitando as regras do jogo democrático. De qualquer forma, cogitar o retorno de um governo militar é uma gigantesca falta de respeito com a história política do País, é desprezar e desrespeitar a memória de muitas pessoas que foram torturadas e mortas para construir um Brasil melhor. Além de ignorância, é ingratidão.

Fabio Galazzo

fabiogalazzo.adv@gmail.com

Bauru

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MARCHA ANACRÔNICA

A marcha da família, que acontecerá amanhã, vem num mundo muito diferente dos anos 60 e sem apoio de político nenhum, pois todos estão no mesmo atoleiro. Não tem apoio internacional e, pior, não tem apoio popular, afinal a população imediatista vive de pagar contas e indiferente ao abandono do País e suas consequências. E um socorro militar seria antidemocrático e os políticos conseguiram enganar o povo dizendo que democracia é votar. Este encontro de sábado só daria algum resultado relevante se houvesse a interferência direta de Deus, caso contrario...

Roberto Moreira Da Silva

rrobertoms@uol.com.br

São Paulo

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CONTRAMARCHA

Em lugar da "Marcha da Família com Deus", programada para amanhã, dia 22/3, com a intenção de promover outra intervenção militar de triste memória, por que o povo unido não inicia uma manifestação para valer contra o atual sistema político-eleitoral, que permite a permanência no poder dos chefões da política, que usam o dinheiro público para se enriquecerem, em lugar de atender às necessidades básicas da educação, saúde, transporte coletivo e segurança? Iniciemos uma campanha nacional contra qualquer tipo de reeleição e ocupação de cargo público sem concurso de avaliação de mérito. Isso, sim, poderia acabar com a corrupção e a impunidade, fatores primordiais da desgraça nacional. E temos armas para essa revolução: o voto consciente nas próximas eleições!

Salvatore D’Onofrio

www.salvatoredonofrio.com.br

São José do Rio Preto

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O VOO 777 DA MALAYSIAN

Entre as especulações envolvendo o desaparecimento do voo 777 da Malaysian Airlines, permito-me uma observação. Até aqui, as autoridades andam somente às voltas com os pilotos e um pressuposto sequestrador ou terrorista, tendo até já levantado todos os detalhes possíveis da sua vida (dos pilotos), em que pudessem encontrar algum fator a revelar, ou sugerir, a possibilidade de ocorrer algum tipo de transtorno psicológico que levasse algum deles a uma atitude extrema, haja vista que até a hipótese de suicídio apareceu. Entretanto, poucos dias após a ocorrência em questão, o "Estadão", numa reportagem, revelou que um dos questionados técnicos informou ter o avião subido para pouco mais de 45 mil pés (13 km), altitude esta fora do chamado "envelope operacional", o que existe para qualquer tipo de avião, assim como ter o mesmo efetuado uma curva à esquerda, como se o piloto tivesse a intenção de retornar a Kuala Lumpur. Mas, pelo gráfico da trajetória, mostrado na reportagem, a nova proa não buscava o destino, mas apontava para um ponto qualquer no mar. Ora, ainda que fosse um caso de sequestro, as notícias são unânimes: fosse quem fosse nos comandos, tinha conhecimento de pilotagem, sem dúvida. Então, o avião "apagou" nos radares e sumiu. Ninguém, contudo, até agora, aventou a hipótese de uma pane severa no comandante efetivo, o piloto automático, pois são os computadores que regem a moderna aviação. Por qual razão os pilotos levariam o avião para uma altitude fora do estipulado no manual? E por que razão levariam a máquina a voar sobre o oceano, até a pane seca? Não poderia ser uma pane severíssima, com o computador assumindo, inicialmente, uma manobra absurda (para além do limite de altitude) e, em seguida, destruindo todo um sistema, deixando os pilotos, em plena noite e sem quaisquer referências no painel, em desorientação espacial, até o choque com a água, sabe-se lá onde? Bem, até aqui, ainda não vi nenhum comunicado oficial da Cia. Boeing a respeito. Estão batendo, mais uma vez, na tripulação técnica, como é de praxe, assim como foi com o Airbus da TAM, quando o computador "entendeu" qual era a intenção do piloto, e deu no que deu. E como os mortos não podem depor...

Floriano Sérgio Pacheco

fpacheco3@gmail.com

Águas de Sta. Bárbara

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PAULO MALUF, UM HOMEM DE SORTE

Paulo Maluf (aquele que diz nunca ter tido dinheiro fora do Brasil) está tentando convencer a Justiça de Jersey de que os milhões de dólares que ele tem no Deutsche Bank provavelmente ele ganhou em loterias. No Brasil, homens como ele sempre tiveram mesmo muita sorte.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A BÊNÇÃO

O mundo está cada vez menor para o senhor Paulo Maluf após a divulgação, pelo Deutsche Bank, da existência de cartas assinadas por ele e seu filho. Sorte que a legislação brasileira é tão "acanhada" quanto estes crimes. Com todas essas novas revelações, será que Lula também levará seu novo candidato, Alexandre Padilha, para pedir a bênção de Maluf?

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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MAIORIDADE PENAL - HORA DE REFLETIR

O senador Aloysio Nunes Ferreira está propondo que se altere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para diminuir a maioridade penal de 18 anos para 16 anos. Acho difícil que tal proposta passe no Congresso, mas temos de refletir, pois estamos encurralados, presos em casa, amedrontados e assistindo a crimes bárbaros cometidos por menores. A verdade é que algo precisa ser feito!

Maria de Mello

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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UM PESO E DUAS MEDIDAS

Esta semana vi na TV o caso de uma mulher na cidade de São Paulo que teve seu carro roubado por quatro menores e, na fuga, eles saíram barbarizando o que encontravam pela frente. Esse tema, como é sabido, é bastante polêmico. No entanto, temos de cumprimentar o senador Aloysio Nunes Ferreira, que apresentou um projeto de lei para abaixar a maioridade penal para 16 anos e, ao mesmo tempo, repudiar a atitude da presidenta Dilma, que engavetou o projeto por dizer que é um tema bastante delicado e carece de um estudo mais aprofundado. Porém, se um menor de 16 anos já é considerado uma pessoa responsável para votar para vereador até presidente da Republica, também tem de ser responsável por aquilo que faz, tem de ser punido igualmente aos demais bandidos. Com esse amparo da lei de que menor não comete crime, e, sim, infração penal, eles continuam matando, roubando e barbarizando. Ainda são aliciados por quadrilhas para assumirem crimes, pois em quase todos os crimes que repercutem ouvimos sempre a mesma resposta de que quem cometeu foi um menor. Talvez a nossa presidenta tenha engavetado esse projeto, que, por sinal, já deveria existir há muito tempo, porque são desses menores que vêm os votos que ela tanto prioriza.

Daniel de Jesus Gonçalves

al_amachado@yahoo.com.br

Paranavaí (PR)

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A REVISÃO DO ECA

Renan Calheiros garante que o projeto do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) propondo a redução da idade penal será votado em abril. Ponto para o presidente do Senado e do Congresso. A oportuna iniciativa é clamor da sociedade, cada vez mais fragilizada, acuada, amedrontada, desgastada e humilhada por assassinos, estupradores e sequestradores travestidos de menores. Passou da hora. Famílias estão sendo destruídas pela ação nefasta e covarde de canalhas e irresponsáveis, blindados na absurda lei que protege marginais em potencial sob a alegação de que são menores de idade. Matam e continuarão matando, debochando da população, porque sabem que ficam impunes. O tema é sério e preocupante. Não é mais hora de debates sobre sociologia e ação social. De passar a mão na cabeça de menores que matam sem piedade. E, o pior, tiram a vida com frieza e consciência. Que o Estatuto da Criança e do Adolescente seja mantido, mas com alterações que protejam menores com boa índole, e não assassinos em potencial.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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