Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

27 Março 2014 | 02h05

Conversa pra boi dormir

"O nosso governo não será avaliado pelo episódio da Petrobrás ou por um rebaixamento que uma agência venha a fazer." Excelentíssimo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, isso é o que o senhor e sua excelentíssima chefe, nossa mandatária, gostariam que acontecesse. Mas não vai acontecer. Vossas Excelências já estão sendo avaliadas e julgadas, desde o mensalão e outras patifarias, pelo Brasil pensante. Talvez não pelos beneficiários das esmolas que os governos do PT insistem em manter em curral fechado como massa de manobra e que nem entendem ou sabem do que o senhor está falando. Por quem e para quem o senhor realmente está falando? Para os mancomunados?

FILIPPO PARDINI

filippo@pardini.net

São Paulo

S&P

Às autoridades do governo e em especial ao PT: não é criticando e desacreditando a Standard & Poor's que se vai melhorar a situação econômica do Brasil.

ULYSSES F. NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

Ratings

O ministro Paulo Bernardo acusa Aécio Neves de influenciar a Standard & Poor's no rating Brasil (26/3, B3). Que belo elogio ao candidato da oposição! É dessas influências que o Brasil precisa.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

IncomPeTência

À luz dos conhecimentos atuais, o que se sabe é: mensalão, calotes dos "amigos" sul-americanos, Petrobrás arruinada, PIB pífio, explosão dos gastos públicos, implosão da base aliada, inflação subindo, estádios da Copa absurdamente caros, recordes de escândalos, apagões, porto em Cuba e, claro, a escravidão legalizada do programa Mais Médicos. Mas diz-se que nada está tão ruim que não possa piorar. E o STF diz que não existe quadrilha... Deus nos ajude!

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Triste realidade

É impressionante como o PT, na figura de Dilma Rousseff, cada vez mais vai jogando o Brasil no buraco. Praticamente quebraram a Petrobrás e a Eletrobrás. O País está indo pelo mesmo caminho - veja-se o conceito de baixa da S&P, que vem confirmar a incapacidade desse nosso (des)governo. As desculpas, como sempre, são infundadas, como praticamente tudo o que eles realizam. Acorda, Brasil, a continuar nesse ritmo nem Deus nos poderá ajudar.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

PETROBRÁS

A oposição acordou?

Campos e Aécio se unem para garantir CPI (25/3, A1). Até que enfim, ao que parece, a nossa oposição vai acordar e fazer o seu devido papel, o que ela não fez nos últimos anos. Não é possível que, com tanta incompetência e descalabro nesse (des)governo, a oposição continue assistindo a tudo passivamente, como foi, por exemplo, quando do surgimento do mensalão. Mas, como diz o velho ditado, antes tarde do que nunca.

ALEXANDRE FONTANA

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

CPI

Se o Brasil fosse sério, nem precisaria de CPI da PeTrobrás. Bastava ir atrás das informações que os investidores têm dos bastidores do poço de corrupção para saber como e para onde fugiram "subsídios" da empresa. CPI com maioria de congressistas do PT e do PMDB orquestrando em conjunto é para matar de ódio qualquer brasileiro consciente. Para nós, será apenas uma maquiagem, pegando como bode expiatório um bagre magrinho, porque a corda só aperta no pescoço do terceiro escalão da corrupção. O primeiro escalão sempre sai de bandinha.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Podem escrever: essa CPI da Petrobrás não sairá do papel. Ao menos não antes de outubro, posto que ninguém ali rasga dinheiro, como se diz.

LUIS FERNANDO SANTOS

luffersanto@bol.com.br

São Paulo

Na conta do Abreu

Reza a máxima caloteira: "Ponha na conta do Abreu. Se ele não paga, nem eu". Parece ser essa a verdadeira "cláusula" invocada para os bolivarianos de Caracas se livrarem de mais essa aventura com dinheiro público que tem sido a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. É importante que se veja o lado venezuelano nessa "joint venture" natimorta: o "contrato de associação" firmado entre o Brasil e a Venezuela era provisório e não foi aperfeiçoado - assim como a sua validade. Logo, não há o que cobrar. Depois, convenhamos, o projeto original previa custos de US$ 2,5 bilhões, mas estão saindo pela "bagatela" de US$ 20 bilhões, oito vezes aquele valor, recursos suficientes para a construção de duas refinarias, segundo alguns estudos. Num clima assim e com o papel higiênico, entre outros itens de primeira necessidade, racionados nas prateleiras dos supermercados venezuelanos, seria, para o presidente Nicolás Maduro, insanidade digna de internação com camisa de força liberar divisas (escassas) para prestigiar mais esse saco sem fundo dos sonhos lulopetistas.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Chama o Maduro

A única solução para dona Dilma se safar dessa é chamar o Maduro para dar um cala-boca na imprensa. O marqueteiro João Santana não vai dar conta de fazê-la enganar o Brasil inteiro.

FABIO MORGANTI

tao2@terra.com.br

São Paulo

Está na cara

A compra e venda da refinaria de Pasadena (EUA) pela Petrobrás, com grande prejuízo para o País e grandes lucros para terceiros, explica claramente por que alguns partidos e políticos são contra as privatizações.

HERMÍNIO SILVA JÚNIOR

hsilvajr@terra.com.br

São Paulo

Glutões

Por isso é que a patota do PT bateu tanto no governo Fernando Henrique Cardoso, diante de suas privatizações: não iria sobrar nada para ela. Para as ratazanas restaram a Petrobrás e a Eletrobrás, as quais parentes e amigos glutões dos nossos comandantes terão o prazer de roer até emergirem suas carcaças.

RODOLFO JESUS FUCIJI

fucijirepresentacao@ig.com.br

São Paulo

BERZOINI NO MINISTÉRIO

É preocupante para o PT e reconfortante para a oposição a notícia que Berzoini voltará ao Ministério petista como ministro das Relações Institucionais. Se lá demonstrar a mesma habilidade que demonstrou ao se relacionar com os velhinhos na Previdência, vai ser, como teria dito Lula, "um tiro no pé". Ou "na cabeça", segundo, outras fontes.

Robert Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

*

TROCA SEM TROCO

Beleza! No Ministério das Relações Institucionais, sai a ministra ranzinza e ranheta. Entra o inesquecível "protetor" dos idosos. O itinerário é o mesmo, ladeira abaixo!

J. Perin Garcia

jperin@uol.com.br

São Paulo

*

SEIS POR MEIA DÚZIA

Como encontrar um petista ficha-limpa não é tarefa fácil, Dilma Rousseff dá cartão vermelho para Ideli Salvatti e convoca Berzoini, que inclui em seu currículo os desvios da Bancoop e o escândalo dos aloprados, duas maracutaias enterradas a sete palmos.

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

*

CASO BANCOOP PREMIA FUNDADOR

Nos anos 90 um núcleo do PT criou a Bancoop, Cooperativa Habitacional dos Bancários, liderada pelo deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), seu fundador. Mais de dez associações representam milhares de cooperados que foram lesados pela má gestão na Bancoop. Os lesados enviaram cartas a Berzoini pedindo que ele revelasse o que sabe sobre a cooperativa. É como pedir ao mágico que revele a magia. Imaginem se o deputado estaria interessado em dizer o que se passou na Bancoop. Ele quer distância desse assunto. Na verdade, quem perdeu foram os cooperados que investiram em castelos de areia. Já se vão quase 20 anos e ninguém foi punido. Um pouco esquecido por seus companheiros, Berzoini ameaça desenterrar o caso, mas foi ouvido por Lula, que pediu a Dilma Rousseff um ministério para ele, que será o próximo ministro das Relações Institucionais, no lugar de Ideli Salvatti, que iria para o Ministério dos Direitos Humanos, já que Maria do Rosário, atual ministra, está de saída para se candidatar. Eleitor, fique atento: essa gente não precisa ser competente para dirigir um ministério, o que precisa é saber conduzir a boiada no Congresso para apoiar o governo. O resto é resto. Resta saber se, na hora da urna, você vota com consciência ou com o bolso. Brasil, um país de tolos!

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

*

NÃO É TROCAR MINISTRO, É CRIAR VERGONHA!

Quando será que esse partideco e essa aloprada presidenta vão aprender a respeitar o Brasil, nossa História, nossos princípios e cidadãos? Pô, já passou dos limites. Não está dando mais para aguentar!

Milton Flávio M. Lautenschlager

miltonflaviol@gmail.com

São Paulo

*

CRISE NA PETROBRÁS

A ex-ministra e agora senadora Gleisi Hoffmann, a que escolhe seus assessores com certo desleixo, afirmou que a atitude da oposição em convocar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar os péssimos e suspeitos negócios da Petrobrás tem interesse puramente eleitoreiro. Fui ao dicionário: "Diz-se dos atos e proposições dos poderes públicos que visam à captação de votos, e não aos interesses comunitários". Pergunto: esclarecer as falcatruas envolvendo bilhões em dinheiro público é ir contra os interesses comunitários? Pena que o PT não entendeu que o petróleo é nosso, mas do Brasil, e não dele. Pena que tenham posto pessoas despreparadas e gananciosas para gerir uma das nossas maiores riquezas.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

*

MEDO DA CPI

A propósito de exemplos recentes, é quase certo que nada será encontrado, caso uma CPI seja instalada para investigar os "rolos" da Petrobrás. Por que será que o governo e sua tropa de choque do Congresso Nacional quiseram tanto impedir a sua instalação? Curioso.

Luis Fernando Santos

luffersanto@bol.com.br

São Paulo

*

BICO CALADO

O governo federal irá impedir a todo custo que o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal por corrupção, seja convocado para dar esclarecimentos no Congresso. Eles estão com medo de que a lama chegue ao gabinete da presidente Dilma, ou aos arcabouços do governo do ex-presidente Lula. Afinal, a compra sob suspeita da refinaria de Pasadena, nos EUA, foi feita em 2006, durante seu governo. Sabemos que queimar Dilma, para o PT, tem duas vantagens: uma é se livrarem dela e a outra, que pode queimar tudo ou todos, menos perder seu principal meio de sobrevivência. Sem Lula o PT não é nada. Afinal, Lula nunca soube de nada mesmo.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

ALERTA

Só depois de oito anos vem à tona o caso Petrobrás-Pasadena? Será que o "fogo amigo" não está por trás para justificar o volta...?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

CONVITE PARA UMA PIZZA

O convite de senadores à presidente da Petrobrás, Graça Foster, para prestar esclarecimentos sobre a refinaria de Pasadena está mais para convite a uma pizza do que qualquer outra coisa. Ou se instaura uma CPI como se deve ou é melhor não fazer nada.

Luciano

Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

O MELHOR NEGÓCIO DO MUNDO

Dizia-se, algum tempo atrás, que o melhor negócio do mundo era uma empresa petroleira bem administrada e que o segundo melhor negócio do mundo era uma empresa petroleira mal administrada. Hoje o critério mudou, pois o melhor negócio do mundo é comprar uma refinaria e depois vendê-la para a Petrobrás. Os números não mentem.

Marcio Bassi

Davini mbdavini@uol.com.br

Ubatuba

*

O CASO PASADENA

O fato de o Conselho de Administração da Petrobrás ter se apoiado apenas num documento de 2,5 páginas com 13 parágrafos curtos para autorizar esse péssimo negócio (prejuízo de R$ 2,7 bilhões) demonstra claramente: total falta de compromisso com o dinheiro público; irresponsabilidade; incompetência. Esse documento não teve sequer um parecer jurídico? Se teve, o jurídico também falhou? Uma operação no montante que foi ser tratada da forma que se apresenta é uma afronta total ao contribuinte brasileiro. Os conselheiros ficarão impunes, como sempre? Por que não são obrigados a devolver todos os salários que ganharam no cargo e demitidos sumariamente? É o mínimo que se espera. Pobre Brasil!

Maurilio Pereira

mauriliopereira@uol.com.br

São Paulo

*

ASTRA OIL

Sugiro maior estudo e ênfase na divulgação sobre quem era a Astra Oil (vendedora da refinaria): quem era quem na diretoria dela e quem era o diretor ou representante dela que tratou com a diretoria da Petrobrás as condições da venda. Seria interessante também tentar entrevistar diretores da empresa proprietária anterior da refinaria de Pasadena, ou seja, da quem a vendeu para a Astra (esse pessoal deve estar muito pê da vida e saber muita coisa a respeito).

Milton José Bonassi

mbonassi@uol.com.br

São Paulo

*

INFORMAÇÃO

Na trajetória para alcançar o status de bilionário, o barão belga que vendeu a refinaria de Pasadena à Petrobrás fez negócios com países comunistas. Essa informação ("Estadão", 22/3, A9), ao lado do surgimento de outros bilionários oriundos da Rússia comunista, uma absurda incoerência ideológica, nos permite refletir sobre imensurável importância de uma imprensa livre, de pressões de governos que cooptam, amordaçam ou "compram" órgãos da mídia.

Antonio Carlos Gomes da Silva

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

*

MAU CHEIRO

Considerando o absurdo negócio de Pasadena, quem a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deveria condenar por, no mínimo, gestão temerária? Os órgãos competentes deveriam requerer, com urgência, das autoridades belgas o montante efetivamente recebido pela Astra. Desconfio de que o cheiro ultrapassará, muito, o reino da Dinamarca.

André C. Frohnknecht

caxumba888@gmail.com

São Paulo

*

PARA EXPLICAR

"Put option" é uma cláusula contratual comum acordada pelos sócios de uma empreitada. Por exemplo: Lula assina um contrato com Dilma para suceder-lhe na Presidência do País. Sendo Dilma uma ilustre desconhecida, Lula compromete-se a apoiá-la incondicionalmente por dois mandatos, desde que Dilma, ao se eleger, compartilhe o poder com Lula dentro de normas preestabelecidas. Se, por um acaso, houver alguma ameaça à reeleição de Dilma, por culpa única e exclusiva da própria Dilma, a cláusula "put option" dará a Lula o direito de reaver a própria candidatura no lugar de Dilma, independentemente da concordância ou não de Dilma...

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

TUDO ERRADO

Pô, gente, Dilma entendeu tudo errado. Ela achou que comprar a refinaria seria uma "puts option".

Fernando Blank

drblank@ig.com.br

Indaiatuba

*

'INFLAÇÃO E PASADENA'

Em seu artigo publicado no "Estadão" de 23/3, sob o título "Inflação e Pasadena", o engenheiro e mestre em finanças públicas Amir Khair, ex-secretário das Finanças da prefeitura paulistana na gestão petista de Luiza Erundina, aponta com precisão o que a administração petista está fazendo com a Petrobrás. Sobre a declaração da presidente, à frente na época do Conselho da Administração, que tentou jogar a culpa na diretoria da estatal pela compra absurda da refinaria em Pasadena, o articulista diz ter sido um erro grave de responsabilidade que o cargo impunha. Continua, como, aliás, é o entendimento de grande maioria dos que conhecem um mínimo do assunto: "Não dá para aceitar que em ato de tamanha importância não tenha sido examinado a fundo pelo Conselho. Afinal, para que serve?" A compra causou um prejuízo de US$ 1,18 bilhão. E conclui que "o rombo causado é dezenas de vezes inferior ao que esse governo está causando à Petrobrás, ao ser forçada a importar gasolina e óleo diesel mais caros do que vende às distribuidoras". E finaliza. "Em pouco tempo está sendo destruído o patrimônio da estatal, comprometendo o futuro do pré-sal e a capacidade de refino do País". Com certeza, depois dos despropósitos perpetrados pelo governo federal, contra a Petrobrás, que atualmente vale apenas 53% do seu patrimônio, a presidente Dilma já deveria ter sido convocada pelo Congresso Nacional e eventualmente até tido de responder a um processo de impeachment. Como bem disse Amir Khair em seu artigo, a Petrobrás é patrimônio público e isso não pode ficar impune.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

CULPADO

Não podendo valer-se da desculpa usada pelo seu criador de que "nada sei, nada vi", pois sua assinatura está lá, irremovível, Dilma Rousseff jogou a culpa sobre um funcionário de terceiro escalão que nada pode falar.

Sergio Bresciani

sergio.bresciani1@gmail.com

São Paulo

*

SHAKESPEARE

Parodiando "Hamlet", de Shakespeare: "Há mais coisas entre o contrato Petrobrás-Pasadena e o prejuízo de mais de US$ 1 bilhão (!) aos cofres brasileiros do que sonha a nossa vã filosofia". A investigar...

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

*

PAÍS SÉRIO

Com referência à criminosa compra pela Petrobrás da Refinaria de Pasadena, com desembolso de mais de US$ 1 bilhão, se o Brasil fosse um país sério, a presidente Dilma Rousseff poderia estar enfrentando, por incompetência ou conivência, um processo de impeachment e o sr. Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobrás na época, poderia estar na cadeia.

José Sebastião de Paiva

jpaiva1@terra.com.br

São Paulo

*

DILMA GESTORA?

A imagem da Dilma como "gerentona" competente e austera foi, como sempre, golpe de propaganda eleitoral. O escândalo da Petrobrás é, no mínimo, incompetência fenomenal! O estado da economia e financias publicas, o perigo da volta da inflação, a (in)segurança pública, o PAC (programa de atraso de crescimento) e a importação de mais escravos cubanos para o programa Mais Médicos são mais sinais dessa competência?

Omar El Seoud

elseoud@usp.br

São Paulo

*

CONSULTORES

É necessário o Ministério Público identificar quem fez a intermediação na compra da refinaria de Pasadena. Seriam as consultorias de José Dirceu, Antônio Palocci e Franklin Martins, isoladas ou em conjunto? E a compra no Japão, quem intermediou?

João Cesar Ribeiro

cesar.ribeiro8@hotmail.com

São Paulo

*

DIFERENÇA

A Petrobrás, sexta empresa do mundo em valor de mercado no ano passado, não para de cair nesse ranking, atingindo no último levantamento o 120.º lugar (?), resultado da má administração. E agora, quando comprou 50% da refinaria americana, declara o governo que pagou US$ 360 milhões, mas o governo americano informa que foram aproximadamente US$ 475 milhões. E ninguém exige explicações para essa diferença?

Waldomiro Benedito de Carvalho

Waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

*

PIADA SEM GRAÇA

As últimas notícias referem-se à compra infeliz da Petrobrás (Pasadena) e ao contrato mal feito, sem assinatura, com a PDVSA, numa sequência estarrecedora de má administração desde que o PT está no poder. Há uma piada que diz: "Quer ficar bilionário? É só fazer um negócio igualmente bilionário com a Petrobrás, que esta aceita e paga tudo, apesar dos prejuízos evidentes desde o início". Não consigo rir pela piada e choro pelo destino do País. Tudo tem limite e a má administração também! Que os responsáveis sejam exonerados e, em especial, impeachment naquela que não soube gerenciar nem sabe governar.

Tadaiuki Yamamoto

tadai@ig.com.br

São Paulo

*

DE PORTUGUÊS

Uma piadinha para os mentecaptos que babam com piada de português: o Manuel comprou uma refinaria em Pasadena, EUA. Aí...

Alexandre de Macedo Marques

ammarques@uol.com.br

São Paulo

*

BANCO IMOBILIÁRIO

O acordo "de camaradas", segundo fontes da estatal, feito entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez deixou o Brasil com a missão de garantir, sozinho, investimentos de quase US$ 20 bilhões. Os governos Lula e Dilma vêm brincando irresponsavelmente com o nosso dinheiro. Talvez infantilmente acreditem estar num jogo de Banco Imobiliário, que costumava nos divertir quando crianças, dando a impressão de que o dinheiro era de verdade, além de nosso, e podíamos jogar como quiséssemos. Se desse sorte, tudo bem. Se desse errado, tudo bem também, porque era apenas uma brincadeirinha. Difícil é ter de testemunhar tudo isso tendo a certeza de que grande parte da população fica sem a menor ideia do quanto isso tudo lhe rouba. Mais do que dinheiro, retira-lhe perspectivas de um futuro melhor, tanto no que diz respeito à educação como à saúde e à segurança, condições essenciais para uma promoção humana sustentável. A continuar assim, não há o menor perigo de o Brasil dar certo.

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

*

VOO LIVRE

Todos os dias leio e ouço as mazelas nas empresas estatais e nos órgãos do governo. A última foi o "toco" que tomamos da Venezuela. A Petrobrás é a líder de problemas e malfeitos, como diz a presidenta, e corrupção, como digo eu. Uma das soluções para eliminar parte das mazelas que encobrem o País seria o voto não obrigatório, pois votariam apenas aqueles que gostariam que este país tomasse um rumo diferente para melhor, evitando o voto de cabresto, que está acobertado por programas sociais que, embora de algum recurso, tornam as pessoas alienadas e dependentes, pois não conseguem (ou não querem que aconteça) nunca se libertar, por falta de opção.

Luiz Francisco de Assis Salgado

direg@sp.senac.br

São Paulo

*

EM ANO ELEITORAL

As noticias envolvendo um funcionário da Petrobrás que de forma competente elaborou um parecer fundamentando uma negociação aprovada pelo Conselho de Administração da maior estatal brasileira, nos idos de 2007, chamam a atenção. Por que só agora foi constatado que a empresa teve muitos prejuízos na ocasião? E como explicar as "negociações" dele agora, para prestar depoimento numa CPI no Congresso Nacional sobre esse assunto? E mais, quais os objetivos de uma oposição que neste tempo todo não tomou nenhuma posição sobre os acontecimentos, do que foi feito? Como se pode deduzir, em ano eleitoral vale tudo, principalmente tentar desgastar quem está no poder e é candidata à reeleição, no caso, a presidente Dilma.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

RECONHECIMENTO

Será que finalmente os eleitores do PT vão reconhecer nas urnas as burradas da nossa presidenta?

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

*

O NOME DELE

Peço ao "Estadão" que ponha o nome dele, Lula, nas matérias sobre os "negócios" das refinarias de Pasadena e de Pernambuco (Abreu e Lima). No caso de Pasadena, a presidenta diz que aceitou sem ler, indicando que aprovou por que tinha (ordem) de aprovar. No caso de Pernambuco, graças ao pseudocontrato (pseudo, pois não foi assinado) acordado entre Lula e Chávez, a venezuelana PDVSA está ganhando, sem ter investido um tostão, participação numa refinaria preparada para tratar seu petróleo pesado e ganhando, também de graça, o mercado consumidor brasileiro. Que negocião para a PDVSA! E enquanto Lula se mantém caladinho, passando por morto, o que faz a oposição sobre esses descalabros, que são tão grandes que até o PT histórico deveria estar combatendo?

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

*

PROMESSA É DÍVIDA

Quando Lula sujou as mãos de petróleo e disse que o Brasil seria autossuficiente em petróleo nos próximos anos, acho que ele queria dizer que, com a Petrobrás, o Brasil seria autossuficiente em corrupção.

Silvio Leis

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

*

AÍ TEM...

Como negociador maior, responsável pelas negociações da Petrobrás no Texas, na Venezuela, na Bolívia, etc., o sr. Lula obteve como resultado para o Brasil prejuízos simplesmente estarrecedores. Entretanto, segundo noticiou a imprensa, empresários pagam R$ 400,00 por uma palestra desse senhor. Aí tem... Eu só queria entender.

Sansão José da Silva

sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

*

JORRANDO LAMA

Será que quando o ex-presidente Lula veio à televisão exibir suas mãos sujas de petróleo ele já havia planejado a compra da refinaria de Pasadena ou foi só uma coincidência? A única certeza que temos é que, antes mesmo de colhermos os frutos do pré-sal, nós, brasileiros, teremos de arcar com os prejuízos que essa negociata trará ao Brasil.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

GARFADOS

Tendo em vista todas as últimas denúncias veiculadas pelo "Estadão" sobre o que vem ocorrendo na Petrobrás por causa das administrações petistas, chegamos à seguinte conclusão: desde que o PT assumiu o poder, em 2003, sistematicamente este partido, seus coligados e asseclas vêm dando desfalques dentro da Petrobrás, gerando perdas inomináveis e irrecuperáveis no que já foi a maior empresa brasileira e hoje quase nada vale. Tanto Lula quanto Dilma, juntos ou separadamente, deram desfalques constantes nesta empresa por causa de suas "bondades" com Evo Morales, Hugo Chávez, de compras super-hiperfaturadas, malversação de verbas públicas, politicalha administrativa de baixíssimo nível em todos os escalões dentro da empresa, refinarias (Abreu Lima e Comperj) que já deveriam estar prontas e estão com atrasos recorrentes e superfaturadas, desmandos em todos os níveis, contratos feitos na base da palavra, sem serem feitos por escrito, principalmente com "governantes extremamente confiáveis" como Hugo Chávez, que nunca cumprem o que falam, etc., etc. e tal. Lula e Dilma e seus petralhas ainda insistem em querer se perpetuar no poder para continuarem com esse tipo de desfalque e falcatrua de sempre. E ainda querem nos garfar com aumentos de combustíveis e de energia elétrica por sua incompetência. Aí vem Alexandre Tombini ingerir junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em comboio com Guido Mantega, para barrarem o julgamento dos planos econômicos dos poupadores que têm o pleno direito de receber aquilo que lhes foi roubado pelos agora aliados do PT de Lula e Dilma (Sarney e Collor de Mello), afirmando que isso gerará problemas para o sistema financeiro no País. E quanto aos constantes desfalques gerados pelos desgovernos do PT, nada? Espero uma resposta plausível desses senhores, que, tenho plena certeza, não a terei.

Boris Becker

borisbecker@uol.com.br

São Paulo

*

BILHETE PREMIADO

Refinaria de PassaDilma, suborno no arrendamento das plataformas da SBM Off Shore, perdão da dívida da Venezuela (PDVSA) na Refinaria Abreu e Lima, consentir que Evo Morales tomasse a refinaria da Petrobrás na Bolívia sem dar um pio. Agora entendi o que Lula quis dizer ao falar que o petróleo do pré-sal era um bilhete premiado. Só se esqueceu de dizer que o ganhador eram o PT e a turma da quadrilha.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

*

JOAQUIM BARBOSA

O ministro Joaquim Barbosa, em recente entrevista, declarou, sem ambiguidades, que, durante o mandato do ex-presidente Lula, foi várias vezes convidado a acompanhá-lo em visitas a países da África. Afirmou também ter recusado em todas as ocasiões, por saber não ser praxe um ministro do STF acompanhar comitiva presidencial e também por perceber que por trás dos oferecimentos havia uma jogada de marketing político visando a mostrar ao mundo o quanto o Brasil é condescendente em relação ao fato de nomear negros para cargos importantes, fio condutor, aproveitado pelo entrevistador, para abordar a delicada questão do racismo. Sobre este último aspecto, acrescentou Joaquim que essa chaga da sociedade brasileira está presente desde sempre, com intensidade praticamente inalterada, e que ainda demorará muito para que o País se livre dela. Parabéns, ministro! É reconfortante verificar que uma autoridade carismática se disponha a emitir opiniões sinceras, diretas e verdadeiras sobre situações em relação às quais são frequentes imensas enxugadas de gelo e fingidas dourações de pílulas. Seria ótimo que nossas autoridades seguissem seu exemplo, deixassem um pouco de lado o temor dos chamados "preços políticos" de alguns posicionamentos sensíveis, porém autênticos, e parassem de lançar opiniões sonsas, retóricas de embromação e excrescências oratórias sem conteúdo, ao tentarem enfiar goela do povo abaixo visões absolutamente irreais e enganadoras.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

GRANDE ENTREVISTA

Esplêndida, grandiosa e esclarecedora a entrevista que o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, concedeu ao jornalista Roberto D'Ávila, na Globo News, no dia 23/3. Para os brasileiros dotados dos princípios éticos e morais, estamos usando o espaço que este jornal nos oferece gratuitamente para divulgar os dias e horários da a reprise da referida entrevista: dia 27/3 às 5h05 e às 19h05, e dia 28/3 às l5h05. Não percam.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

*

SÁBIA DEDUÇÃO

O ministro presidente do STF, Joaquim Barbosa, diz que o Brasil é o país do "tapinha nas costas", em razão da impunidade. Quando voltaremos ao "pontapé no traseiro" no que tange ao cumprimento das leis?

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

AO MEU PARTIDO

Sou filiado do PSDB desde novembro de 2003. Tenho uma sugestão a fazer ao meu partido: entrem em contato com o ministro Joaquim Barbosa para convidá-lo a ser vice na chapa de Aécio Neves para presidente.

Antonio Feierabend

afeierabend@hotmail.com

São Paulo

*

ADÉLIA PRADO NO ‘RODA VIVA’

Não foi bem uma entrevista , mas uma conversa, como salientou Augusto Nunes, o condutor do programa "Roda Viva", nesta última segunda-feira, dia 24, durante a apresentação da poeta Adélia Prado, pela TV Cultura. No relativo pouco tempo que o competente jornalista vem comandando um dos mais interessantes programas da TV, trazendo para o interior de nossos lares um pouco da vida, do conhecimento e da experiência de nomes famosos no campo da cultura, da economia, das artes e da política (ou alvos da contradição e do julgamento popular), essa programação se distingue, em meio à mediocridade reinante em nossa mídia, com raras exceções. Uma conversa, sim, saborosa, rica e imprevisível com a autora de tantos títulos em prosa e verso foi ao que assistimos, magnetizados espectadores, entre a autora e os entrevistadores(as), capazes e sensíveis, juntamente com o notável chargista e cartunista Paulo Caruso, eles(as) próprios encantados com a simplicidade e a franqueza da grande mulher. Ela própria a personagem central de uma obra que já está inscrita na verdadeira literatura brasileira. Sem modismos, sem retoques, num estilo claro e direto na forma e na sintaxe, livre dos obscurantismos e dos hermetismos tão em moda na poesia e na prosa de pseudoescritores atuais, os temas cotidianos, aparentemente corriqueiros, com os quais o leitor se identifica facilmente, destacam-se pelo talento e pela graça, aliados a um original ineditismo na arte da boa escrita, num enfoque em que essa simplicidade se transforma em profundidade. Adélia diz e escreve o que gostaríamos de ouvir e de escrever. Com precisão e objetividade ela contou um pouco de sua infância na cidade mineira de Divinópolis, da vida familiar, do pai, seu incentivador indireto que se apaixonava pelos textos de livros, ao ponto de lê-los em alta voz andando pela casa; da escola e dos primeiros escritos, composições e quadrinhas que já delineavam seu futuro; do encontro emblemático com Clarice Lispector e Drummond, com os quais se correspondia e que, de certa forma, definiriam sua vocação. Falou também de suas leituras e da profunda identidade que sente com os escritores russos, sem deixar, contudo, de mencionar o execrável Putin, ora em foco com a anexação da Crimeia. A escritora, entre vários assuntos, como o momento crucial que vivemos na política, a vassalagem e o apoio aos regimes totalitários de Cuba e Venezuela, a Copa, a Petrobrás e os desmandos dos corruptos, a ausência de lideranças e de uma oposição pra valer e, mais lamentável, o silêncio e a passividade, uma quase anuência dos intelectuais brasileiros que não se manifestam contra uma situação quase insustentável. A pedidos dos entrevistadores, ela declamou com expressão dois belíssimos poemas de seu último livro, "Miserere", de forte conotação mística. Uma observação suscitada por Augusto Nunes, a respeito de suas crônicas, muitas delas quase poemas, quando Adélia disse, com ênfase, que "prosa é prosa e poesia é poesia", levou-me a concordar com o apresentador. Meu professor de Literatura afirmava sempre que a prosa, para ser bela, deve ser musical para os ouvidos, o que realmente se encontra nos textos da poeta. Muito se poderia dizer de Adélia Prado, cujos sensibilidade e talento a situam entre os grandes escritores brasileiros e que, ao terminar sua prosa, bem mineira, deixou em todos aquela sensação de bem-estar e de fé no ser humano, como aquela música que se lamenta quando termina...

Myria Machado Botelho, escritora

myria.machado@hotmail.com

Piracicaba

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.