Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

31 Março 2014 | 02h06

Troca de ministros

Boa notícia: Ideli Salvatti não é mais ministra das Relações Institucionais. Má notícia: vai ser substituída por Ricardo Berzoini. Boa notícia: Maria do Rosário não é mais ministra dos Direitos Humanos. Má notícia: vai ser substituída por Ideli. Assim, mudam-se os nomes, os cargos, os sotaques e o estilo, só não muda a mediocridade geral.

JOSÉ ALFREDO ANDRADE

tolosajaa@uol.com.br

Santos

Cristais quebrados

Danou-se de vez! Pôr Ricardo Berzoini para lidar com políticos é o mesmo que soltar um macaco em loja de cristais: vão sobrar cacos pra todo lado. O desespero bateu à porta e seguiu Planalto adentro.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Exército Brancaleone

A nomeação de Berzoini para o Ministério demonstra claramente a falta de opção de Dilma Rousseff e do PT. A história pregressa desse senhor - Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), dossiê dos aloprados - seria suficiente para que jamais ele galgasse tal posição. Porém com o PT em fase de desmanche fica muito difícil achar um nome para fazer ministro. A tropa de choque que ele está formando deveria ser chamada exército Brancaleone: raquítico, faminto e cômico.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

Tropa de choque Bancoop

Que tal os mais de 3 mil mutuários da Bancoop que lutam na Justiça para ter suas casas - que não foram entregues por causa dos desvios de verba na administração de Ricardo Berzoini - montarem uma "tropa de choque" com os congressistas que querem a pendenga da PeTrobrás resolvida e devidamente elucidada? Berzoini, que foi apontado como peça fundamental nos desvios da Bancoop para campanha do PT, agora tem carta branca da presidente Dillma para desviar o quê? Não dá para levar a sério nenhuma tropa de choque comandada por essa pessoa e os congressistas que seguirem nessa linha podem se queimar feio nas próximas eleições. Os 3 mil mutuários que esperam que a "justiça" seja feita deveriam botar a boca no trombone e anular essa tropa de choque de Berzoini, que desta vez pretende lesar todo o povo brasileiro. A CPMI da PeTrobrás deve ir a fundo, investigar e punir abusos. O povo está alerta, basta ver as últimas pesquisas.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Mais um tema para a CPI

Grande número de cooperados da Bancoop foram lesados e muitos nunca viram a cor do dinheiro. Seria uma boa oportunidade para incluir também esse caso na CPI da Petrobrás, para sabermos de forma transparente sobre o sumiço do vil metal.

YVETTE KFOURI ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

Confissão de culpa

A organização de uma tropa de choque para controlar os rumos da CPI nos leva à conclusão de que há muita coisa a esconder e muitas pessoas a proteger nessa "investigação". Uma verdadeira confissão de culpa. Resta a esperança de que os funcionários de carreira da Petrobrás se organizem e passem a atuar - com publicação de manifestos, paralisações de trabalho, denúncias de irregularidades, etc. - para defender os reais interesses da empresa, lutando para acabar com o seu uso político. Essa luta em defesa da Petrobrás por seus funcionários faria a empresa retomar o seu legado de seriedade, competência e respeitabilidade, que foi jogado no lixo por interesses político-partidários do governo lulopetista.

MARCELO DE CARVALHO BRAGA

marcelocbraga@uol.com.br

São Paulo

Delegação de poderes

Há que reconhecer o esforço da presidenta Dilma para sepultar a fama de centralizadora: na hora de assumir responsabilidades, como no escândalo da Petrobrás, delega poderes a subordinados com rapidez e presteza.

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

Operação abafa

Dou por mais que certo que Dilma Rousseff, ex-presidenta do Conselho de Administração da Petrobrás, fará de tudo para abafar a CPI. Seria mais uma nódoa na ficha corrida dos desmandos da atual presidenta da República. Alguém duvida?

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

Segurança

Pensando nos políticos, o seguro morreu de velho. Sugiro a coleta do dobro das assinaturas necessárias para a CPI, visto que muita gente pode cancelar a sua. Será que não houve quem assinasse só para que a oposição "pensasse" que estava garantida e vai deixar para cancelar na última hora, sem tempo para arrumar novas adesões?

TERESINHA CARVALHO

teresinhaaoc@terra.com.br

São Paulo

Sujeira

Gostaria de saber a causa do estardalhaço sobre o escândalo Petrobrás. Afinal, não estamos lidando, literalmente, com uma fonte de energia das mais sujas?

VALÉRIA AMOROSINO DO AMARAL

amoramar@uol.com.br

São Paulo

Mais contas

Vem aí mais uma conta milionária para a Petrobrás pagar, no valor de US$ 6 milhões, que o Condado de Harris (área que abrange 80 municípios no Texas, entre eles Pasadena) vai cobrar da sucateada refinaria, por impostos até hoje não pagos. Ah, até o final desse imbróglio outras contas aparecerão. Aguardem!

ALOISIO PEDRO NOVELLI

celnovelli@terra.com.br

Marília

'PasaDilma'

Sobre a rústica administração petista do pobre Brasil, suponho que na tramoia "PasaDilma" - o noço mico gringo - o pior mesmo é tudo o que ainda não sabemos, nunca saberemos e/ou jamais imaginaríamos.

MURILO LUCIANO FILHO

muarilou@uol.com.br

São Paulo

Pergunto, logo existo

Não somente sobre a Petrobrás, mas também sobre o Mais Médicos, o mensalão, etc., pergunto aos meus botões: o que será que ainda está oculto nos armários?

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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AS OPOSIÇÕES E A VERDADE

"As contas externas vão mal, a inflação continua elevada, a indústria permanece empacada, a gastança federal prossegue e a Standard & Poor’s baixou a nota de crédito do Brasil" ("Estadão", 26/3, A3). Nenhuma oposição, por mais silente ou medíocre que seja, poderá queixar-se de falta de argumentos para criticar o governo atual. E, somando-se a esse quadro os escândalos e desmandos da Petrobrás, a corrupção em diversos segmentos governamentais e a insegurança em que vive a população, teremos o resultado lógico de que é preciso mudar e alternar a governança, sob pena de o País, nos próximos anos, mergulhar no caos e na desagregação completa. Na verdade, o atual quadro econômico e político da Nação desmotiva os investimentos nacionais e estrangeiros, porque criou um clima de incerteza e de desconfiança, podendo a situação aumentar ou diminuir, dependendo do andamento dos fatos na Copa do Mundo. Tudo indica que a estagnação continuará. E a desesperança também.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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DESCENDO A LADEIRA

Dizem que o grande problema do mentiroso é acreditar nas próprias mentiras. Isso acaba de acontecer com o governo brasileiro. Divulgam tanta propaganda enganosa que acabaram acreditando que na economia brasileira tudo ia às mil maravilhas. Aí acordam com uma bordoada na cabeça quando a agência americana Standard&Poor’s, altamente conceituada pelos investidores mundiais, rebaixa a nota de investimento do Brasil para BBB-! Agora o atordoado ministro da Fazenda, Guido Mantega, pega seus números esdrúxulos para tentar provar que a tal "agência" está enganada. O brasileiro comum, que vai aos supermercados diariamente, sabe que a agência americana está certa. Agora é preparar nossos corações para enfrentar as milhares de propagandas maravilhosas mostrando uma Petrobrás, um Banco do Brasil, uma Caixa Econômica Federal, a saúde, a educação, etc. que apenas eles enxergam. Brasil é, sim, BBB- e descendo a ladeira.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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INSTITUIÇÕES DESPROTEGIDAS

O terremoto econômico-financeiro-moral que atinge a Petrobrás - até recentemente considerada uma das melhores petroleiras do mundo - devasta igualmente todas as nossas instituições democráticas. O "downgrade" da Standard&Poor’s, indicativo do rebaixamento da confiança que as nações têm no Brasil, decorre, lógico, do loteamento político-partidário-sindical das nossas instituições, mas indica, sobretudo, a descrença do mundo com relação à independência dos nossos tribunais e agências reguladoras. Nestes termos, só CPI seria insuficiente. Há que se aprovar no Congresso - como fazem os países do Primeiro Mundo - leis que blindem as nossas instituições de políticos desonestos e governos descomprometidos com os interesses do Estado.

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

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CONTAS MAQUIADAS

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou como "improcedente" e "inconsistente" o fato de a Standard&Poor’s rebaixar a nota do Brasil, alegando o País ter feito um dos maiores superávits primários nos últimos 15 anos e só esquecendo de mencionar que, para conseguir tal resultado, manipularam e maquiaram uma dezena de contas.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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STANDARD&POOR’S

Rebaixamentos por agências de "rating" são como pênaltis apitados por juízes de futebol, não adianta reclamar.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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ASSOPRA E MORDE

A Standard&Poor’s (S&P), depois de rebaixar a nota de rating soberano brasileiro, em 24/3, de BBB para BBB-, o mais baixo grau de investimento - além de rebaixar o rating da Petrobrás e da Eletrobrás -, fez o mesmo com os principais bancos brasileiros, entre eles o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O mercado de maneira geral entendeu como tecnicamente correta a decisão da agência S&P, mesmo porque sinaliza que a situação permanecerá estável até o ano que vem. Já o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, citou erros da S&P no período anterior à crise de 2008 com relação ao banco Lehman Brothers. Ora, ora, mas exatamente em 2008 uma decisão da S&P foi elogiada pelo então presidente Lula, quando ela conferiu ao Brasil o título de grau de investimento. Não sou economista, mas, apesar da idade, ainda meus neurônios são capazes de processar o suficiente para perceber que a política econômica do governo brasileiro vem sendo desenvolvida com uma série de subterfúgios, tendo como principal objetivo, senão o único, reeleger a presidente. A triste situação da Petrobrás e da Eletrobrás é exemplo dessa política.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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FOGOS

Quando a Standard&Poor’s elevou a nota de crédito do Brasil, só faltou fogos e churrasco na Granja do Torto. E agora?

Silvio Leis

silvioleis@hotmail.com

São Paulo

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TRISTEZA

O triste não é ver baixar a nota de crédito do Brasil. Triste é ver a cara de pau com a qual nosso governo vem a público tentar explicar o inexplicável. Junta-se aqui o caso Petrobrás. Talvez a palavra "triste" não seja a que melhor defina a "coisa" toda, mas, por uma questão de moral, ética e bons costumes, melhor não escrever aqui aquela que seria a mais adequada.

Maria Elisa Amaral

marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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ECONOMIA BRASILEIRA

Baixarias no Brasil rebaixaram nota de crédito.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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FLIPERAMA

E o previsível para todas as pessoas com um mínimo de capacidade de observação e sensibilidade às trapalhadas que vêm sendo executadas pelos responsáveis pela condução da política econômica brasileira aconteceu: foi anunciado o rebaixamento da avaliação do Brasil pela agência americana Standard&Poor’s. O fato de que, conforme noticiado, a divulgação do dado tenha surpreendido o governo é que surpreende a qualquer cidadão com olhos para ver, ouvidos para ouvir e cabeça para pensar. Depois dos seguidos índices de crescimento minúsculo, mesmo entre os chamados emergentes; das manobras e malabarismos financeiros, "criativos" visando a disfarçar a realidade; das tentativas de tomar medidas insanas, com alta carga política, como, entre outras, o adiamento da obrigatoriedade da instalação por parte das montadoras de cinto de segurança nos veículos, só não efetivada em face da reação dos setores responsáveis; da artificialidade dos preços dos combustíveis, acarretando prejuízos quase irrecuperáveis à Petrobrás, sem falar nos escândalos que recentemente vieram à luz, originários de compras suspeitas de refinarias em terras estrangeiras e contrato com Venezuela falida, que abandonou o barco, para a construção de outra, no Nordeste; da inflação desconfortavelmente persistente; da infraestrutura raquítica que condena a produção do Brasil à perda de competitividade; dos desordenados gastos públicos; da corrupção que permeia toda a atmosfera nacional, tanto no âmbito da classe política como no da empresarial; por tudo isso e outras causas protegidas por sigilo oficial, não se poderia esperar outro resultado. A surpresa manifestada demonstra claramente que a presidente Dilma, orientada pelos projetos de poder do seu partido, está governando o País como se fosse um fliperama, precisando de um agente externo para mostrar-lhe um outro Brasil, mais concreto.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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DEMISSÕES

Foi demitido o responsável pelo resumo "falho e incompleto" que resultou no fracasso da compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobrás. Terá o mesmo fim o responsável pela condução falha e incompleta de nossa economia, que resultou no rebaixamento da nota do Brasil? Ou nossa economia vai continuar alimentada por migalhas com manteiga?

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

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CHOQUE DE GESTÃO

Agora que uma agência de rating rebaixou a nota do Brasil, Petrobrás e Eletrobrás, afinal o "inimigo" FHC privatizou as outras "Roubabrás", quero ouvir nossa presidenta-poste. Já sei, ela vai dizer que os analistas da Standard&Poor’s, diga-se de passagem, pobre na nossa língua-mãe, não ralaram, são catastrofistas de plantão, fazem parte do time dos conspiradores, entre outras bobagens. E nosso ministro lácteo, o que teria a dizer sobre o rebaixamento? Que estamos à deriva há anos é fato notório, quem sabe os não "cumpanheros" do estrangeiro nos ajudam a mudar o rumo do Brasil em 2015, com pessoas competentes e capazes? O choque de gestão tinha de ser já, mas vamos ter de aguentar o poste por mais nove meses, até ele ser expelido, se os brasileiros tiverem um pouco, só um pouquinho de bom senso.

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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BBB-

Segundo a agência de rating Standard&Poor’s, classificar o Brasil como BBB- significa que estamos abaixo do reality show da TV Globo. Parabéns.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES 2014

Outubro vem aí. Muda, BBBrasil! Basta de PT!

J. S. Decol ecoljs@globo.com

São Paulo

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NOTA REBAIXADA

O mercado não se abalou porque esperava a queda ou não se abalou porque comemorava outro tipo de queda?

Tania Tvares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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SUPERÁVIT PRIMÁRIO AFUNDA

Ao mesmo tempo que Dilma, ao lado de seus mais fiéis colaboradores, tenta desmerecer demagogicamente a decisão de Standard&Poor’s, que rebaixou a nota de classificação de risco do Brasil, o governo apresenta números preocupantes do prometido e minúsculo superávit primário, de 1,9% do PIB, para 2014, que pode não ser atingido. Em fevereiro, o resultado de um déficit primário de R$ 3,1 bilhões faz com que no primeiro bimestre o acumulado no ano seja de apenas R$ 9,876 bilhões, ou 50% menor do que no mesmo período de 2013. Infelizmente, é mais uma prova da irresponsabilidade do governo federal, que continua gastando mal e mais do que arrecada. O que aumenta a desconfiança dos investidores e, na prática, dá 100% de razão à Standard&Poor’s por ter rebaixado a nota do Brasil. E ainda nos permite afirmar que esta gestão de Dilma é totalmente esquizofrênica.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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31 DE MARÇO DE 1964

Ao se completarem 50 anos do golpe que marcou um período negro de nossa história, gostaria de enfatizar alguns aspectos que mereceriam estudos, discussões e pesquisas em maior profundidade: qual foi o papel e quais as ações da política externa dos Estados Unidos e, em particular, da CIA em nosso País à época? O que pretendiam exatamente os grupos de esquerda? Democracia com certeza não era. Recebia ela algum fomento de Cuba e da União Soviética? Quais foram, afinal, os empresários e grupos econômicos que contribuíram financeiramente para a Operação Bandeirante? Qual o número exato de mortos durante o regime? Qual a exata relação do sr. Roberto Marinho com o governo e como a TV Globo se tornou o império que é hoje? Quais os herdeiros políticos do regime? São perguntas que precisam ser respondidas com profundidade ao Brasil.

João Marcos Fernande

jmf.dentista@bol.com.br

Jandira

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MÁ VONTADE

Percebo no vasto noticiário, impresso, online e televisivo, a respeito do movimento de março de 1964, uma imensa, injustificável e rancorosa má vontade com os militares. O linchamento é geral. Creio que os exageros existiram de ambos os lados. Morreram civis e militares. Os militares evitaram que o Brasil se tornasse uma outra Cuba. Famílias de militares também foram destruídas. Militar também é povo. A história precisa ser contada com isenção e verdade.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@Hotmail.com

Brasília

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SONHO COMUNISTA

Muito se discute hoje sobre o golpe e o regime militar, comissões, manifestações contra e a favor do regime, parece que o assunto voltou à moda 50 anos depois. Para entender o tal golpe, basta observar o que vem acontecendo com o Brasil nas mãos daqueles que na época da chamada ditadura estavam atrás das grades e hoje governam o País. O pior não é a institucionalização da corrupção como modo de governo, no caso do mensalão, nem a incompetência generalizada do governo, o pior é o que está por vir, o fim da propriedade privada, a estatizações de todas as empresas, a desapropriação das fazendas, residências, tudo nas mãos de um governo corrupto e incompetente, como é em Cuba e como está começando a ser na Venezuela e é o grande sonho comunista da presidente Dilma.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PALAVRAS APROPRIADAS

Palavras de Delfim Netto sobre 1964: "O governo não existia, estava completamente desorientado (...) a ameaça não era de comunistas, era de ignorância (...) eram democratas, mas não havia democracia". São bem apropriadas ao contexto atual. Quem sabe?

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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50 ANOS DEPOIS

Em se tratando de segurança pessoal e total ausência de vandalismo nas ruas, praças, bens públicos e privados, que dá saudades, isso dá! Ou não?

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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EVITAR OS ERROS DO PASSADO

Desde que nasci, durante a ditadura Vargas, aprendi a ter medo de três coisas: bicho papão, comunista e militar. Creio que na tenra idade perdi o medo do bicho papão; em seguida percebi que, no Brasil, comunista era um ser raro que não comia criança. Quanto aos militares, quis o destino que fosse convocado para as Forças Armadas justamente na época da renúncia do presidente e da ebulição político-social. Por dever de ofício, saí em patrulhas para conter excessos de grevistas e pretensas ameaças comunistas. Constatei que o povo em geral tinha um pavor de ver-nos com aqueles capacetes de aço e farda de combate. Até eu, com pouco mais de 1,60 m, era respeitado. Com as barbaridades que vi ou de que tomei conhecimento, com amigos torturados e um deles morto pelo simples fato de discordar do regime, continuo preocupado. Minha esperança é de que os militares tenham realmente voltado aos quartéis, prestando preciosos serviços na segurança do País e nos lugares longínquos e com poucos recursos, e não cometam o mesmo erro do passado, ainda que estejamos nadando num mar de lama e corrupção. Precisamos mostrar que sabemos resolver nossos problemas sem violência.

Carlos Gonçalves de Faria

marshalfaria@hotmail.com

São Paulo

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DITADURA NUNCA MAIS

Ultimamente tenho visto inúmeros apelos de cidadãos revoltados com a situação brasileira sugerindo a volta da ditadura em nosso país. Gostaria de lembrar que, se houvesse uma ditadura instalada, nem sequer poderíamos opinar sobre qualquer assunto, estaríamos publicando receitas de bolos ou elogiando a atual seleção de futebol. Caso contrário, seríamos torturados até a morte, sem que ninguém soubesse de nosso paradeiro ou quem buscasse informações desapareceria. Felizmente temos liberdade de imprensa, de expressão e pensamento e podemos escolher por meio do voto nossos representantes no governo. E existem canais democráticos para expressarmos nosso descontentamento sobre qualquer setor. Considero oportuno e uma correção histórica o projeto de lei estadual do deputado Paulo Lamac (PT), que deveria torna-se lei nacional, que pretende alterar os nomes de obras públicas caso elas façam referência a pessoas que participaram da ditadura civil-militar, trocando-os por nomes de pessoas honradas, íntegras e verdadeiramente patriotas que morreram e sofreram para livrar nosso país da tirania e da opressão.

Daniel Marques

danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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AINDA EM BUSCA DA DEMOCRACIA

"São impressionantes a habilidade e o cinismo com que a esquerda consegue pintar o regime militar à sua própria imagem e semelhança e desaparecer por trás do espantalho que criou" (filósofo e professor Olavo de Carvalho). Pensei em não escrever sobre o aniversário da revolução de 1964, mas, lendo a frase do professor Olavo de Carvalho, lembrei-me de que, naquela época, as pessoas de bem, honestas e dedicadas ao trabalho do dia a dia e, sobretudo, preocupadas com o futuro do Brasil apoiaram a iniciativa militar de intervenção, diante do perigo iminente do assalto aos Poderes da República pelos inimigos da democracia de um país que já vivia uma crise institucional muito séria e estava mergulhado na baderna. Depois de 50 anos, a revolução militar ainda rende notícias e reportagens na versão que se desejar, para atender a todos os gostos e paladares. Há 29 anos, o último general presidente deixou o Palácio do Planalto e, coincidentemente, a nossa "redemocratização", desgraçadamente inaugurada com o primeiro presidente civil depois do período militar, José Sarney, o Brasil ainda não saiu da condição de uma República de bananas, com os piores índices de crescimento (PIB). E, no entanto, a ditadura cubana nas mãos dos Castro continua intacta e soberana desde 1959. Só mesmo um imbecil ou idiota para acreditar no conceito de liberdade da esquerda brasileira, que produziu imposturas como o lulopetismo.

Gilberto Motta da Silva

gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

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MOMENTO DE REFLEXÃO

Vivenciei os anos de chumbo da ditadura na infância e na adolescência. Embora criança, sabia muito bem o significado terrível da palavra "subversivo" e entendia perfeitamente o que estava por trás dos versos de Camões nas páginas do "Estadão". A repressão estava presente na minha escola, onde a educação era fundamentalmente autoritária e nada pedagógica. Em vez de os militares comemorarem 50 anos do que ainda insistem em chamar de revolução, e que na verdade foi um golpe de Estado, não é o momento de refletirem se valeu a pena reprimir, prender, deportar, torturar e matar, por causa de uma ameaça paranoica comunista que nunca se concretizou? Já não está na hora de a atual cúpula militar reconhecer e pedir desculpas pelos excessos cometidos pelos seus antecessores? Enquanto isso não acontecer, a ferida continuará aberta, e feridas abertas incomodam.

Luciano

Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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NÓS MERECEMOS

A grande tragédia do golpe de 1964 foi ter permitido que, 50 anos depois, estejamos ainda lutando para fazer as reformas estruturantes de que tanto necessitávamos e continuamos a necessitar neste terceiro milênio. Urge, assim, que nossas atuais e verdadeiras lideranças implementem democraticamente as ditas reformas de base - entre as quais a política é a mãe de todas -, para que alcancemos o patamar civilizatório que tanto merecemos conquistar.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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NADA A COMEMORAR

Chegamos aos 50 anos da revolução sem muita coisa ou nada a comemorar. A mídia e os agentes de comunicação distorcendo os fatos, dando conotações de golpe ao movimento de proteção ao Brasil. Os militares cometeram algumas falhas que frustraram os objetivos do movimento - falhas graves, sim -, pois não deveriam dar anistia antes de completar a quarentena de desinfecção do sistema podre que tentava transformar o País em comunista, deveria somente agora estar esboçando uma forma de devolver o Brasil a um governo cível, monitorado pelo menos em dez anos, só assim seriam evitados tantos prejuízos causados pelos governos pós-militar que, desde 1988, vêm causando danos ao País, destruindo patrimônios como Petrobrás, CRVD e malha ferroviária, e à população, em geral, por meio de confiscos econômicos e perdas irremediáveis. Portanto, deveriam os militares fazer uma reflexão e perceber que, se não tomarem uma posição, este governo atual não deixará nada que possa ser resgatado e o Brasil será, sem nenhuma dúvida, uma Nação irremediavelmente falida.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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REMÉDIO AMARGO

Muitos falam mal do golpe de 1964. Demonizam-no, perdoando a todos que - até então - eram ameaças iminentes. Ditaduras são ruins, isso é incontestável. A solidez da democracia é o maior trunfo de uma nação. E antes daquele 31 de março, éramos uma democracia. Mas uma democracia doente, frágil e prestes a ruir; mesmo que não houvesse golpe. Se os militares nada tivessem feito, teríamos sido tomados pelo câncer do comunismo. Um mal devastador, que emanava de Cuba e da URSS e era tão forte que seria capaz de destruir qualquer país, como fez com a ilha de Fidel. Talvez, se os militares esperassem um golpe comunista, teriam seu papel reconhecido. Mas aí, talvez, sua ação (ou melhor, reação) teria sido tardia e, sabe-se Deus, ineficaz. Convido todos aqueles contrários ao golpe a reavaliarem os panoramas de 1964. Foi ruim com os militares, sim. Mas teria sido ainda pior sem eles. Assim como na Medicina, em que certas escolhas nunca são confortáveis, a ditadura militar no Brasil foi aquele remédio amargo e dolorido, cheio de efeitos colaterais, mas que nos salvou do câncer maior, que teria destruído por completo esta nação. Pensem nisso.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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MARCHA ABORTADA

O mesmo medo que retirou da rua aquele milhão de brasileiros depois que as bandeiras vermelhas e os mascarados de preto tomaram-nas de nós, em junho de 2013 impediu que a família, essa entidade pacífica que embasa a sociedade, comparecesse à Marcha da Família com Deus pela Liberdade, 50 anos depois, convocada por entidades "conservadoras" há alguns dias. Conservadoras de valores hoje negligenciados por quem devia ser exemplo para todos, pois são nossos representantes no Estado brasileiro. Valores outrora banais: honestidade, solidariedade, coragem moral, lealdade, ética, dentre outros. O aborto da marcha se deve à gente que comanda a baderna dentro e fora das grades: Dirceu, Gilberto, Luis, Franklin...

Roberto Viana Santos

rovisa681@gmail.com

Salvador

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COMISSÕES DA VERDADE

Estas atuais Comissões da "Verdade", em vez de perderem tempo e energia procurando ossos e fantasmas, deveriam estar investigando os bilhões de dólares em dinheiro público torrados por Lula e Dilma na compra de refinarias falidas, dívidas e obras em países suspeitos, importação de escravos cubanos, superfaturamento de estádios, etc. No fundo, esses justiceiros de araque não estão preocupados com o sumiço do dinheiro do povo, e, sim, de olho em polpudas indenizações e pensões a serem pagas pelos impostos de quem não tem nada que ver com o que aconteceu 50 anos atrás.

João Carlos A. Melo

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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MENTIRAS

Diante de tantas mentiras oficiais a respeito de casos escabrosos de roubo e corrupção envolvendo nossas instituições e estatais, será que algum idiota ainda acredita na tal Comissão da Verdade? Na verdade, essa comissão é apenas mais uma forma de assaltar o erário por meio de polpudas indenizações e garantir que vermes continuem nos governando até transformarem o Brasil numa grande Cuba, não deixando de passar antes por uma Argentina e uma Venezuela, seguindo o receituário de "terra arrasada" que o PT pratica desde que foi inventado por Lula. Sugiro que, em vez de passeatas e manifestações, que os baderneiros estrategicamente ocupam, devemos convencer os beneficiários do Bolsa Família eleitoral de que o País está desgovernado e indo para o brejo. É preciso que eles entendam que são o lado mais fraco da corda e os maiores prejudicados, no fim das contas. Aliás, eles já são os maiores prejudicados, pois, num país rico como o Brasil, a grande perspectiva desses miseráveis é a esmola que recebem em troca do voto nos vermes. Vamos desenvolver uma linguagem acessível a estes pobres coitados e vamos à luta. Oposição somos nós, e não os políticos.

Carlos Eduardo Stamato

dadostamato@hotmail.com

Bebedouro

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‘A CRISE DO ENSINO MÉDIO’

É pertinente o tom de crítica e alerta do editorial "A crise do ensino médio" (25/3, A3), o que demonstra o desânimo generalizado em que vivemos quanto à formação educacional. De um lado, como pai de adolescente em escola particular, vejo que os esforços para trazer ao aluno uma formação completa e profunda são muito falhos. Perde-se em paliativos, promessas de atividades complementares e obtém-se apenas a certeza de que o educando ficará dentro dos muros escolares. De outro, como educador, vejo que os casos de sucesso são apenas os das escolas vinculadas a universidades públicas, cursos técnicos em sua maioria. Ali o convívio com as atividades de pesquisa de ponta e geração de conhecimento universitário dá o tom da maior qualidade e despertar do interesse para os alunos do ensino médio. Isso já não ocorre mais com as tradicionais escolas técnicas estaduais de São Paulo, sucateadas ao longo do tempo, em nome de uma formação voltada exclusivamente ao mercado de trabalho.

Adilson Roberto Gonçalves

prodomoarg@gmail.com

Lorena

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FINGIMENTO E ESTAGNAÇÃO

Grande novidade a informação do índice de desenvolvimento da educação do Estado de São Paulo, de que o ensino médio paulista está estagnado. Isso ocorre há vários anos e ninguém deu, dá ou dará atenção. Hoje nas escolas vale o seguinte: "Me engana que me ensina, que eu te engano que aprendo". Lindo, não

Jose Roberto Marforio

bobmarforio@gmail.com

São Paulo

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QUEM NÃO TEME ENSINA

O tempo passa e a educação não toma o impulso necessário para formarmos alunos de qualidade. O governo parece não ter interesse em promover uma educação de qualidade, afinal de contas, é melhor se a grande maioria não conseguir ler um jornal ou compreender os malabarismos econômicos realizados nos últimos tempos. Se o salário dos professores fosse maior e atraísse os alunos para uma análise da política e economia do País, eu não sei quais seriam as chances de o PT se reeleger. A alguns governantes é preferível que sua base eleitoreira não se eduque muito, pois, caso isso ocorra, as chances de se manterem no poder acabam diminuindo. Quem não teme ensina. Se a educação melhorar, existirá um reflexo no governo, diminuindo a corrupção e melhorando o atendimento aos principais anseios do povo. Até lá, o povo só obedece sem questionar, deixando os cofres públicos ao bel-prazer dos governantes.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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TÁ DIFÍCIL

Outro dia, conversando com um vestibulando vindo da escola pública, lhe perguntei como tinha ido nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e vejam sua resposta: "Tio, em Matemática e Física não sou bão, mais em Português eu distróio. Por isso tô confiante". É mole ou quer mais?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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