Fórum dos Leitores

1964

O Estado de S.Paulo

01 Abril 2014 | 02h06

Aula de História

Parabéns ao meu querido Estadão pelo editorial de ontem (Meio século depois, A3), foi uma bela e fiel aula de História. Se as escolas quiserem um resumo isento de paixões do que foi o 31 de março de 1964, é só sugerirem a leitura aos seus alunos.

DEBORAH MARQUES ZOPPI

dmzoppi@uol.com.br

São Paulo

'Meio século depois'

Por não ser uma ciência exata, a História apresenta resultados diferentes para um mesmo fato, dependendo da visão de cada analista. Apresenta, assim, graves defeitos de fabricação conforme a matéria-prima que recebe em sua produção. Só consegue mostrar o que ocorreu quanto ao rumo escolhido após um ponto de decisão. Não há como saber o que teria ocorrido caso o caminho pelo qual se optou tivesse sido outro. Isso fica por conta da imaginação de cada analista. Assim foi a partir de 31 de março de 1964. Sabemos o que ocorreu, mas jamais saberemos o que teria ocorrido. Os militares arcaram sozinhos com o ônus pelo caminho escolhido. Poderiam ter sido classificados de omissos caso deixassem como estava para ver como ficaria. Muitos que naquele momento aplaudiram o novo caminho hoje execram os rumos tomados. A cada momento vivemos fatos que farão História. Nosso futuro dependerá do caminho que estamos escolhendo agora.

EDISON RIBEIRO PEREIRA

edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

Perseguição política

Há um certo exagero nas palavras do jornalista e professor Gaudêncio Torquato (30/3, A2) quando diz que "sobre todos pairava a sensação de estar sendo vigiado, seguido, perseguido - era assim nos escritórios, nas ruas, nos bares, nas esquinas, nas livrarias, nas salas de aula". Na época do governo militar fui presidente da Associação dos Médicos do Hospital do Servidor Público Estadual (à frente de inúmeras assembleias-gerais reivindicando com sucesso aumento salarial), professor da USP e de Faculdades de Medicina particulares, diretor da Faculdade de Medicina de Santo Amaro. Mas jamais fui importunado, jamais me senti vigiado, seguido ou perseguido.

ANTONIO C. GOMES DA SILVA

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

Sem revanchismo

Num primeiro momento a população apoiou o "golpe militar". Apesar do surto desenvolvimentista, foi contestado pelos que, alijados, queriam uma mudança que, se vitoriosa, nos levaria a um regime que já demonstrara a sua face brutal e totalitária. Esse era o mote da "luta armada". Os herdeiros não podem agora ser coniventes com a corrupção, a mentira, o populismo e a tentativa de perpetuação no poder. A alternância é saudável! Sim, não devemos esquecer, mas essa lembrança deve servir para nos unir, e não para, com revanchismo, nos separar.

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

Corrupção nunca mais!

O Brasil será um grande país no dia em que o povo sair às ruas e demandar o fim da corrupção com a mesma força com que pediu o fim da ditadura e as Diretas-Já. Milhões de pessoas, no Brasil inteiro, exigindo o fim da corrupção, quem sabe, um dia, o povo brasileiro se lembre de que tem o poder de fazer as mudanças se concretizarem.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Hora de falar

Dona Dilma Rousseff disse que, por causa do golpe militar de 1964, ficamos calados por 21 anos, até chegarmos à democracia. Muito bem, então agora, já que estamos em plena democracia, por que dona Dilma não fala sobre o mensalão, os dólares na cueca, os casos Celso Daniel e Toninho do PT, Rosemary Noronha, refinarias de Pasadena e Abreu e Lima (PE), dinheiro para Cuba construir o porto de Mariel e tantos outros malfeitos ocorridos nos quase 12 anos desse desgoverno petista? Agora dona Dilma está com a palavra, queremos ouvi-la.

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

PETROBRÁS

Dia da mentira

A oposição espera ansiosa a leitura do requerimento da CPI da Petrobrás, esta semana, pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros, último passo para a instalação da comissão parlamentar de inquérito. Não se esqueçam os oposicionistas de que a leitura, segundo as últimas notícias, será hoje, dia 1.º de abril, data consagrada à mentira. Não poderia haver dia mais propício para a instalação de uma farsa.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Apurações 'rigorosas'

Como era esperado, a comissão de apuração interna da PeTrobrás concluiu não haver nenhum indício de suborno pago a seus funcionários pela empresa SBM Offshore. Nessa linha, obviamente se espera também que a outra comissão interna, aquela constituída para apurar a compra da refinaria de Pasadena, encontre pouquíssimos ou nenhum indício de irregularidade. Rigor investigativo maior que esse só mesmo o da CPI que está vindo aí, se vier.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Pedra sobre pedra

A nota veiculada ontem dando ciência de que não houve pagamento de suborno a funcionários da Petrobrás no caso envolvendo a empresa SBM, segundo a comissão interna de apuração, mostra que existem pedras na maior empresa brasileira que sua presidente não tem poder para mover.

JOÃO PEDRO RODRIGUES

ablrod@terra.com.br

Rio de Janeiro

Nada sobrará

Dona Graça Forster disse, sobre os escândalos na Petrobrás, que não ficará pedra sobre pedra. Concordo. De empresa falida não sobra nada. Nem pedra.

IRIA DE SÁ DODDE

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

ESCLARECIMENTO

Aurélio Miguel

O editorial Esbanjando dinheiro público (28/3, A3) comete erro duplo: coloca o vereador Aurélio Miguel como filiado ao PSDB - ele pertence ao PR desde 2004 - e atribui-lhe o pagamento da conta telefônica de seu escritório político com dinheiro da verba de seu gabinete, fato que não corresponde à realidade.

MOACIR CIRO MARTINS JÚNIOR, Assessoria de Imprensa

moacirciromartinsjr1950@hotmail.com

São Paulo

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OS TRAIDORES DA PÁTRIA

A mando do ex-presidente Lula, Ricardo Berzoini, deputado federal (PT-SP), foi indicado para ser o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais. Sua tarefa será montar uma tropa de choque para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás. Como nossos parlamentares são venais, inescrupulosos e corruptos, vão se prestar ao serviço. Em nome da obediência ao Planalto, esses senhores venderão sua alma ao diabo, pois "o diabo" a presidente Dilma disse que faria para ser eleita. Diabinhos ao seu lado não faltarão. Eles gostam de poder e dinheiro, e isso o governo tem de sobra, pois, com arrecadações cada vez mais bilionárias, não faltará dinheiro para convencer esses párias. Em breve conheceremos a lista dos traidores da Pátria. Pobre Brasil, caminha para o retrocesso, sob o comando do ilusionista Lula, que ainda aposta em seu discurso carregado de emoções, seduzindo o imaginário coletivo. As urnas vão revelar até onde os fatos correspondem às versões.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O PASSADO QUE CONDENA

No início deste ano, o senhor Aloizio Mercadante assumiu a chefia da Casa Civil. Agora, o emblemático senhor Ricardo Berzoini assume a Secretaria de Relações Institucionais. Para quem não se lembra, num passado não muito distante, esses dois senhores protagonizaram aquela aberração chamada de "escândalo dos aloprados", palavra dada sabiamente pelo então presidente Lula quando o PT resolveu comprar dossiê contra o tucano José Serra. Cá entre nós, a presidenta Dilma está "muito bem assessorada", como se diz. É melhor nem relembrar a vida pregressa dessa gente toda.

Luis Fernando Santos

luffersanto@bol.com.br

São Paulo

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MÁ ESCOLHA

Não poderia ter sido pior a escolha de Ricardo Berzoini feita por Dilma Russeff, neste momento de enfraquecimento da presidente, quando, mais do que tudo, a conversa, a diplomacia e atitudes sensatas e éticas seriam necessárias para evitar a debandada geral de apoio que se prenuncia. Berzoini tem o perfil de jogador sujo e que usa a força para fazer valer os interesses do seu partido, pouco se importando com os meios utilizados para alcançar seus objetivos, como demonstrou no episódio dos aloprados, em que era o coordenador da campanha presidencial de Lula. Montar uma tropa de choque para abafar a CPI da Petrobrás é um verdadeiro tiro no pé, uma atitude condenável e que os brasileiros estão fartos de ver acontecer. A próxima pesquisa vai mostrar isso, claramente.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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CASO BANCOOP

Da série "perguntar não ofende": o novo secretário de Relações Institucionais do desgoverno do PT não é o mesmo do caso da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop)? Cadê o dinheiro desviado?

José Roberto Palma

palmapai@ig.com.br

São Paulo

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EXPLIQUE-SE

Berzoini, o cínico, como todo ministro de Dilma, tem de se explicar sobre algo. O que ele tem a dizer sobre a Bancoop? Explique-se, por favor, antes de assumir o ministério.

Ivan Bertazzo

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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VALE TUDO PELO PODER

Aos poucos os aloprados e mensaleiros voltarão à cena política. Dilma chamando Berzoini, aquele que teve participação criminosa na feitura de dossiê contra adversários num episódio de deixar qualquer um no mínimo envergonhado, para fazer parte da equipe de seus ministros mostra que os interesses eleitoreiros estão acima do bem e do mal e que a "faxina ética" que promoveu há 18 meses em seu governo era balela para se autopromover e aparecer bonita na foto. É só a coisa ficar mais difícil para sua reeleição e ela chamará com certeza Antonio Palocci. Vale tudo, até a falta de pudor, pelo poder. Vergonhoso!

Leila E. Leitão

São Paulo

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VÍSCERAS EXPOSTAS

Mais uma vez as vísceras do PT estão expostas. Para recolocá-las no ventre corrompido deste partido foram convocados Berzoini e Mercadante, versados em lavagens intestinais.

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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O QUE MAIS?

Notícia de 30/3: "PT cede aliança nos Estados para garantir controle da CPI". Em 31/3: "Cláusula ampliou perda da Petrobrás em US$ 85 mi". No troca-troca de ministros (melhor dizer sinistros), dona Dilma chamou o estelionatário da Bancoop, também conhecido como perseguidor de velhinhos ou também aloprado coautor de dossiês, Ricardo Berzoini. Essa presidente, chamada por seu criador de gerentona, a grande faxineira, está se mostrando aquilo que as "más" línguas diziam: incapaz de administrar uma lojinha de quinquilharia. Está nos dando a certeza de não ser nada além de pau mandado daquele que é o mandatário de fato. Se é preciso criar um batalhão para blindar a referida senhora, o que mais há para descobrir? Do que essa gente tem tanto medo?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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PROVIDENCIAL DECISÃO

Ainda bem que o Tribunal de Contas da União (TCU) impediu a assinatura do contrato de concessão da Hidrelétrica Três Irmãos, no interior paulista. Em termos de contratos assinados pelo governo, todo cuidado é pouco, pois fazem tudo a "toque de caixa": a "minuta" com a Refinaria de Pasadena (EUA), comprada pela Petrobrás, foi fechada, segundo o jornal "O Globo", em um mês, e deu no que deu. US$ 1,2 bilhão de prejuízo. A decisão assinada pelo ministro José Jorge, do TCU, de barrar a celebração do contrato com o consórcio vencedor, foi acertadíssima, para que futuramente os useiros e vezeiros em assinar contratos no escuro aleguem ignorância e tentem justificar o injustificável, usando sempre a mesma ladainha. "Eu não sabia disso", "eu não sabia daquilo", "eu não li", "se soubesse, não assinaria" e outras esfarrapadas desculpas. É melhor prevenir do que remediar.

Sérgio Dafré

sergio_dafré@hotmail.com

Jundiaí

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CPI GERAL E IRRESTRITA

A sra. Gleisi Hoffmann perdeu a compostura ao defender a não investigação dos desmandos (ou assaltos) na Petrobrás, e desceu ao nível mais baixo: a chantagem. Na sua ótica, tem de fazer CPI dos trens paulista, do porto no Recife, etc. Ora, por que não fizeram isso, se sabiam ou desconfiam de mutretas nesses casos? Mas, sinceramente, sou a favor de uma CPI geral e irrestrita, que investigue o caso Bancoop, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Previ, a Petrus, etc., todos sob jugo do PT. Que tal, senadora?

Ademar Monteiro de Moraes

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

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MALANDRAGEM

O deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), ao querer incluir São Paulo às investigações de desgoverno (sic) da maior empresa brasileira, a Petrobrás, o faz por ignorância da magnitude dessa empresa ou é má-fé mesmo? Poupe nossa inteligência.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A CULPA É DOS OUTROS

Escrevo para dizer que a presidente Dilma finalmente vestiu a carapuça que a oposição lhe infligiu. É uma confissão de culpa, pois quem não tem o rabo preso não teme as acusações dos outros nem muito tenta jogar a culpa para os outros. É o que a presidente Dilma e o seu famigerado PT estão tentando fazer, só porque o PSDB e o PSB estão unidamente querendo a CPI da Petrobrás, que o governo derreteu, ou seja, faliu. Uma das empresas de maior lucro mundial e que hoje não tem lucro nenhum. Administraram mal, ou digo, roubaram! Esse partido (PT) é assim: acaba com tudo. Pobre Brasil! Não merecia isso.

Maria Alexandrina P.e Neves

nevesreis@terra.com.br

São Paulo

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‘MEIO SÉCULO DEPOIS’

Excelente o editorial deste jornal ontem (31/3) sobre o movimento civil-militar de 1964. Deixou bem claro para os que ainda não haviam nascido à época o lastimável estado de degeneração institucional pelo qual passava o País até o presidente João Goulart ser substituído pelo marechal Humberto de Alencar Castelo Branco (aliás, com total apoio do Congresso Nacional), fato ocorrido sob "vivas" e aplausos de todos os principais órgãos de imprensa do Brasil. Diz o editorial do cinquentenário: "Castelo Branco começou um bem-sucedido trabalho de saneamento das finanças e reorganização político-administrativa do País". E acrescenta: "Na economia e na modernização da administração, o regime obteve inegáveis êxitos. O mesmo não aconteceu na política". De fato, foi o que aconteceu. Todavia, é mister lembrar que antes de 1964 nossa "política" nunca foi grande coisa e, depois de 1985, com o País já redemocratizado e nas mãos dos civis, tampouco. Devo, ainda, assinalar que, se na "política" as coisas, à época, não foram às mil maravilhas, isso, em boa parte, deve ser debitado à conta da ambição pelo poder demonstrada pelas mais de duas dezenas de organizações comunistas, contando com apoio externo e dispostas a tomar o poder à bala para aqui implantar a "democracia" de seus sonhos - algo parecido com o que se vê em Cuba e na Venezuela hoje. Mesmo enfrentando forte insurgência esquerdista, urbana e rural, os militares nos legaram a maior parte da infraestrutura com que o País conta para, ainda hoje, tocar sua vida.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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50 ANOS DO GOLPE MILITAR

Por que é lembrado? Não deve ser celebrado ou comemorado. Prefiro dizer por que deve ser lembrado. Nós, judeus, temos um compromisso com a memória. Ela nos garantiu a sobrevivência do judaísmo. Por outro lado, é com ela que enfrentamos os revisionistas. O golpe instituiu no País um aparato repressivo de tortura, morte, desaparecimentos forçados e censura. A lembrança do arbítrio é necessária para que a sociedade tenha permanente consciência de que ele não pode se repetir. Qual é o significado para as gerações futuras? A lembrança ajudará a formar a consciência de que a democracia deve sempre prevalecer. Como dizia Churchill, "a democracia é pior regime, exceto todos os outros". A importância para o País: 21 anos de regime militar deixaram um legado de injustiças e de crises econômicas que só começaram a ser superadas no governo FHC. Mas o fim da tirania fez com que o País aprovasse a Constituição cidadã de 1988 e superasse em paz crises graves, como a do impeachment de Collor. É importante que a sociedade tenha aprendido o significado da conquista da democracia ampla, sólida e estável. No Brasil não há mais espaço para golpes militares.

Henry I. Sobel, rabino

henry.sobel@terra.com.br

São Paulo

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OLHOS NO FUTURO

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pediu desculpas ontem, dia 31/3, pelas violências e atos cometidos pelo Estado brasileiro durante a ditadura militar (1964 a 1985). O gesto do ministro seria elogiável, se ele também se condoesse pelas ditaduras sangrentas que seu partido defende e apoia, como a ditadura cubana, em que centenas, senão milhares, de pessoas foram brutalmente torturadas e assassinadas nos "paredóns" por discordarem do ditador Castro. Cala-se indecentemente diante da violência de Nicolás Maduro, na Venezuela, contra os opositores do regime bolivariano e, da mesma forma, nada a declarar contra o regime tenebroso de Bashar al Assad, da Síria. Sem contar outros ditadores da África. Ora, ditaduras são sempre ruins, sempre acontecem pelo desejo de submeter uns a outros, seja que cor ideológica tenham os grupos. Tanto Hitler como Stalin são provas cabais dessa realidade, bem como Fidel e o ditador da Coreia do Norte. Aqui, os que lutaram contra o golpe não lutaram pela democracia, poucas foram as exceções. Lutaram também para implantar uma ditadura do proletariado e teriam, certamente, feito coisas tão ruins quanto foram feitas pelos militares. Haja vista os crimes que cometeram matando gente inocente. Nunca há santos nestas guerras ideológicas. Pessoas devem lutar pelo aprimoramento da democracia, e não por utopias que, quando os levam ao poder, acabam em mensalões e negociatas das mais sujas, além de indenizações milionárias pagas àqueles que se colocam no lugar de heróis. Seria muito bom para o Brasil se este passado fosse deixado para trás para podermos seguir em frente, com os olhos voltados para o futuro daqueles que o herdarão. Está na hora de acabar com esse ressentimento e rancor, porque na hora do vamos ver é o Exército que vem em socorro daqueles que mais necessitam. Vamos em frente tocar este Brasil para melhor!

Eliana França Leme

efleme@terra.com.br

São Paulo

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PÓS-DITADURA

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vem a público demagogicamente pedir "desculpas pelos crimes cometidos pela ditadura". Crimes por crimes, bom seria se ele também se desculpasse, pelo menos, por aquele de seu colega de partido, Celso Daniel, ex-prefeito de Santo André, e as várias pessoas que estiveram envolvidas no caso da sua morte e também faleceram.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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DESCULPAS

Quem terá dado procuração a um ministro da Justiça do governo petista da presidenta Dilma para pedir desculpas à Nação?

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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TRISTE LEGADO

O malfadado e fatídico golpe militar de 1964 chegou aos 50 anos neste 1/4/2014. É uma data que deve ser sempre lembrada para que nunca mais se repita. A ditadura militar jogou o Brasil nas trevas por longos 21 anos, numa página negra da nossa história recente. Assassinatos, torturas, desaparecidos, exílios, censura, corrupção, truculência, cassações, violação dos direitos humanos, etc. foram o triste legado deixado pelos militares ao País. Apesar da redemocratização em 1985, o fato é que até hoje pagamos um alto preço por causa das nefastas consequências deixadas pelo golpe. Pena que Jango não resistiu, pois a história certamente teria sido outra. Democracia, liberdade e direitos humanos sempre!

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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LEI DA ANISTIA

Em qualquer país, a qualquer tempo, a perseguição, detenção, tortura, assassinato e desaparecimento de presos políticos constitui crime abominável de lesa-humanidade inafiançável, imprescritível, inadmissível e imperdoável. A covardia dos órgãos de repressão do Estado não pode ficar impune. O projeto de revisão da Lei da Anistia brasileira, de 1979, deve ter como propósito trazer à luz os bastidores dos terríveis anos de chumbo grosso da ditadura militar (1964-1985) - "a idade das trevas" no Brasil -, em que a condenável luta armada dos vermelhos foi brutalmente reprimida pelos uniformes verde-oliva do abominável regime de exceção. A revisão não deve ter viés vingativo, mas tão somente o passar a limpo as duas malditas décadas de escuridão de tão triste memória. Tortura nunca mais!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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CONTRADIÇÃO

Como garantir impunidade aos torturadores se os crimes de sangue não foram anistiados?

Rogerio Belda

rbelda@terra.com.br

São Paulo

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ASPECTOS POSITIVOS

Interessante como se comentam só os aspectos negativos da época do regime militar. Para mim, e muitos que viveram aqueles anos, houve muita coisa importante acontecendo para o desenvolvimento do País. Casei-me, voltei a estudar, fiz carreira em grandes empresas que vieram para o País e convites não faltavam para trabalho. Se houve exageros, fazem parte de um contexto muito mais amplo e complexo em termos sociais e políticos e ninguém era inocente. Acho que os mais jovens são inteligentes e deveriam saber o que realmente aconteceu no País, e não acreditar em certas informações cujos interesses não são de esclarecer, mas de levar alguma vantagem e construir falsos mitos e heróis.

Vitor de Jesus

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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CALADOS

A presidente Dilma disse que "por 21 anos nossa liberdade foi calada". Levando em consideração que ela fez parte da luta armada com viés "comunista castrista", chegamos à conclusão de que, se não fossemos calados pelos militares, o seríamos pelos opositores comunistas castristas. Fazendo um ensaio de imaginação, creio que estaríamos calados até hoje, como vivem os habitantes de Cuba e, mais recentemente, os venezuelanos. Como abomino qualquer tipo de autoritarismo, acho que Deus é realmente brasileiro pela democracia que temos hoje.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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QUADRILHA

Os petistas que chegaram ao poder são os mesmos, com algumas exceções, que pegaram em armas para combater o regime militar. Se vencedores tivessem sido, hoje nos mostram a exata dimensão do que estaria acontecendo conosco não há 13 anos, mas há 50, se ainda tivéssemos meios disponíveis para nos expressarmos. Essa quadrilha, assim definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que classifico como "nuvem de gafanhotos", instalou-se em Brasília e, neste período, conseguiu dilapidar o patrimônio público de forma fantástica, nunca na história deste país um grupo de aloprados chegou ao poder com tanta sede de riqueza quanto este que dirige a Nação.

Manoel Braga

manoelbraga@mecpar.com

Matão

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CADERNO ESPECIAL

O caderno apresentado pelo "Estadão" relacionado com os 50 anos da revolução de 1964 foi um dos mais corretos. Seu título, "1964", e as matérias bastante boas. A esquerda brasileira, bem como alguns partidos políticos que se servem dela, chamaram o fato erroneamente de golpe de 1964. São evidentes o antagonismo e a necessidade de revanche dessa esquerda representada fielmente pelas Comissões da Verdade ou, como chamam os contrários, Comissões da Revanche. Para tristeza dos esquerdistas, não ocorreu um golpe, e, sim, uma revolução em 1964. No golpe a força militar simplesmente derruba o governante e toma o poder. Na revolução a população sai às ruas e organiza reuniões e comícios contra o regime vigente e os militares a apoiam. O golpe não é aceito pela comunidade internacional e a revolução é, como ocorreu conosco e como vimos agora com o Egito. Essa esquerda derrotada e inconformada usa 1964 como se fosse golpe, e assim ensinam em algumas escolas, em vez de ensinarem como revolução, como de fato ocorreu, já que foi o povo que iniciou o movimento. Esquerdistas também não se conformam com a situação política nacional pós "Diretas Já" e estão querendo mudar agora, mas são uma minoria. A decisão dos militares desde o início era de devolver o poder aos civis. A demora que ocorreu deve ser debitada aos guerrilheiros e terroristas, oriundos de movimentos que queriam um Brasil comunista, nos moldes de Cuba, agiram contra o governo e a revolução e deram origem ao Ato Institucional n.º 5 em fins de 1968. Finalmente, há quem chame de "contra revolução", significando que Goulart estava organizando uma revolução comunista e a ação da população e dos militares abortou sua ação.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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CARLOS LACERDA

Desculpem, mas publicar um "Caderno Especial" sobre 1964 sem destacar Carlos Lacerda e sua resistência no Palácio da Guanabara é, no mínimo, uma omissão estranha e parcial com a história, e atenta contra o conteúdo, bem como contra o leitor mais jovem, que não vivenciou aquele período.

Marcello Pereira Brasil

jmpb1937@gmail.com

São Paulo

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1964

Qual o interesse do jornal "O Estado de S. Paulo" em martelar todos os dias nossas cabeças com fatos que ocorreram há 50 anos? A revolução de 1964 partiu de alas não comunistas e socialistas, contra o império que tentava dominar o Ocidente capitalista e democrático, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), cujos tentáculos na Europa Oriental já se faziam presentes na Alemanha Oriental, na Polônia, na República Tcheca e demais satélites soviéticos. No episodio de 1964, a maioria dos brasileiros escolheu os militares, para evitar o comunismo tirânico que, hoje disfarçado, invade a Crimeia. O jornal faria um grande favor de não mais tentar levantar cadáveres, pois grande parte dos brasileiros de hoje na faixa de 50 anos não tem a mínima ideia dos fatos.

Olavo Fortes Campos Rodrigues

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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LONGO PRAZO

Sir John Russell, embaixador britânico no Brasil na década de 60, escreveu: "A história irá dizer que, no interesse a longo prazo do Brasil, a Revolução de 1964 foi benéfica. A outra alternativa seria uma desastre" ("Caderno 2", Sonia Racy, "Direto da Fonte"). Pois é, Sir John tem razão, basta rememorar os últimos dez anos dos piratas no poder: só notícias de "malfeitos", quebra da Petrobrás, da Eletrobrás, da escravidão dos médicos cubanos, mensalão, dólares em cuecas ou em casa e a esperança dos brasileiros - que trabalham e são patriotas - que estão assistindo à gradual dilapidação moral, ética e econômica do nosso povo. Enquanto isso, alguns exibem riquezas inexplicáveis, como o "gênio" Lulinha, e outros são premiados com férias na Europa após a presidente jogar a culpa do prejuízo nas costas do contemplado. E assim, a cada dia, estamos sofrendo um processo de cubanização da sociedade brasileira. Acorda, Brasil!

Carlos Benedito Pereira da Silva

advcpereira@ig.com.br

Rio Claro

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PRIMEIRO DE ABRIL, 1964

Os militares de extrema-direita deram um golpe de Estado e torturaram pessoas do povo e mataram e censuraram os meios de comunicação implantando uma ditadura no Brasil. Fizeram tudo isso pois temiam que: os guerrilheiros de extrema-esquerda dessem um golpe de Estado e torturassem pessoas do povo e matassem e censurassem os meios de comunicação implantando uma ditadura no Brasil...

Wellington Anselmo Martins

am.wellington@hotmail.com

São Carlos

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NOS TEMPOS DE JOÃO GOULART

Dona Dilma, já que se passaram tantos anos, poderia refrescar-nos a memória nos contando que tipo de governo/regime a Var Palmares e a ela lutavam para instalar no lugar da ditadura militar.

Fabio Morganti

tao2@terra.com.br

São Paulo

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É HORA

Passados 50 anos do golpe que derrubou o presidente João Goulart, é hora de nos preocuparmos um pouco menos com os crimes e as barbaridades do tempo da ditadura e um pouco mais com a incompetência e as sem-vergonhices daqueles que hoje nos governam.

Euclides Rossignoli

euros@ig.com.br

Itatinga

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31 DE MARÇO

50 anos após, esse desgoverno que aí está conseguiu assumir o poder, e vejam o resultado: a bandalheira com os recursos públicos em que meteram o País. Agora imaginem em que situação estaria o Brasil caso os mesmos não tivessem sido impedidos por aquele "levante popular".

Miguel Ribeiro da Silva

mrsierra@ig.com.br

Jandira

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OS MESMOS INGREDIENTES

Os mesmos ingredientes de violência, corrupção e desmandos que hoje contaminam a política brasileira levaram Castelo Branco, apoiado pela maioria da população, a dar o golpe de direita de 1964. Hoje, pelos mesmos vícios, os políticos estão levando o Brasil a voltar a ser uma republiqueta das bananas, salvo se as Forças Armadas "despertarem" de novo.

Edvaldo Angelo Milano

e_milano@msn.com

Limeira

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DIA DA MENTIRA

Nunca antes na história deste país tivemos um governo tão honesto e transparente. 1.º de Abril.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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LULA E A DEMOCRACIA

Lula tem razão: somente a democracia foi capaz de colocar um metalúrgico na Presidência (29/3, A14). E digo mais, somente a democracia será capaz de removê-lo de lá... Chegou a hora. Pra frente Brasil!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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ACESSO À PRESIDÊNCIA

Atribui-se ao cidadão dito Lula a seguinte frase: "Somente a democracia é que garante que um torneiro mecânico possa ter chegado à Presidência da República". A inferir-se que se trata dele mesmo e que o país é o Brasil, nada há para comemorar, pois a nossa realidade sugere que aqui também possam vir a ocupar o dito cargo qualquer bêbado, vagabundo, oportunista e ladrão. Ou não?

Alaor Zacardi

alaorzacardi@yahoo.com.br

Campinas

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EVOLUINDO

Concordo com o ex-presidente e saliento que o regime democrático possibilitou a eleição da primeira mulher como presidente. Contudo, para que a evolução do processo democrático se estabeleça, é essencial que termine o loteamento político, pelos 32 partidos, das organizações do Estado (federais, estaduais e municipais), o que as torna ineficazes, ineficientes e causando impostos elevados, com retorno de serviços precários para os contribuintes.

Darcy Andrade de Almeida

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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‘AS METAS DO PREFEITO HADDAD’

Com relação à carta do leitor sr. Hélio Pilnik ("As metas do prefeito Haddad", 29/3), esclareço que a Rede Nossa São Paulo, totalmente apartidária e independente, reúne cerca de 700 organizações da sociedade civil e há quase sete anos atua na incidência de políticas públicas que visem à construção de uma cidade mais justa e sustentável. Conforme detalhado em balancete atualizado mensalmente, a Rede não recebe nenhum tipo de recurso de órgãos públicos. Nosso objetivo é colaborar com a gestão e, quando necessário, fazer críticas e cobranças. Para isso, temos adotado postura colaborativa e propositiva tanto na atual gestão, de Fernando Haddad, quanto nas anteriores do ex-prefeito Gilberto Kassab. Recomendo aos leitores que visitem nosso portal www.nossasaopaulo.org.br. A Rede também é realizadora do Programa Cidades Sustentáveis (www.cidadessustentaveis.org.br), que congrega e compromete cerca de 270 prefeitos de todo o País e dos mais diversos partidos políticos. Basta uma breve pesquisa para que toda e qualquer suspeita de vinculação político-partidária seja desmontada.

Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo

luanda@isps.org.br

São Paulo

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CENTRO CULTURAL DA LUZ

Como antigo morador do bairro de Campos Elíseos, hoje degradado, cumprimento a jornalista Laura Greenhalgh pela defesa do Centro Cultural da Luz (27/11), em São Paulo, projeto do arquiteto suíço Jacques Herzog, abortado por decisão do governador Geraldo Alckmin, que se recusou a investir num "centro para rico", por ser contrário a mais um centro cultural para as elites. Resta-nos frequentar a Sala São Paulo, um "bunker" rodeado de traficantes e drogados, esperando que o projeto da Luz, que já consumiu R$ 58 milhões pagos aos arquitetos, não vire mais um estacionamento, ao gosto das elites. Beethoven e Balanchine não sentirão falta do novo teatro. O povo de São Paulo, sim.

Arsonval Mazzucco Muniz

arsonval.muniz@superig.com.br

São Paulo

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COPA DOS DESASTRES

Se desde o longínquo 2007, quando foi confirmado o Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014, Lula e Dilma não tiveram competência de realizar as importantes e mais do que esperadas obras de mobilidade urbana, como prometido, e os estádios ainda registram grandes atrasos, esta Copa contabiliza também oito mortes de trabalhadores na construção dos estádios. Entre estes, Fábio Hamilton da Cruz, que faleceu no fim de semana ao despencar de uma altura de oito metros, quando trabalhava na instalação da arquibancada provisória da Arena do Corinthians. Provisório e relapso, na realidade, parece ser o respeito destas construtoras com a segurança dos trabalhadores. Estamos lidando com empresas de grande expressão do setor da construção civil. Então por que neste mesmo estádio de Itaquera, onde recentemente dois funcionários também faleceram por absoluta negligência na manutenção dos sofisticados equipamentos, não se primou pelos cuidados necessários para garantir maior segurança aos dignos trabalhadores? Este é o perfil do nosso país, em que se valoriza a propaganda institucional e há total desprezo pela vida.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

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ALTO PREÇO

As diversas mortes nas construções de estádios para a Copa do Mundo são, sem dúvida, algo muito grave, pois se devem indiscutivelmente aos atrasos propositais na conclusão das obras, lamentavelmente, por objetivos escusos. Mas, muito pior do que isso é que, para que um país de Terceiro Mundo, como o Brasil, tenha este evento desnecessário realizado, o preço a ser pago é alto: muitas mortes causadas pela falta de segurança e falta de investimento em setores como a saúde, que é tão precária. Existe, sim, um culpado pela situação. É o governo que não atua com competência em nenhum setor, simplesmente porque não tem competência para isso.

Jose Mendes

josemendesca@ig.com.br

Votorantim

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UM MINUTO DE SILÊNCIO

Nada mais justo do que fazermos um minuto de silêncio, nos jogos do Brasil, pelos operários mortos em acidentes na construção ou reforma de estádios para a Copa do Mundo. Só assim serão lembrados e homenageados pelos seus serviços prestados obedecendo ao cronograma que a Fifa exigiu e que a CBF, sem nenhum critério de segurança, está cumprindo.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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‘CEM ANOS ATRASADO’

Cumprimento o dr. Adib D. Jatene, pelo brilhante artigo "Cem anos atrasado" (31/3, A2). Ele nos mostra, com clareza meridiana, como o (des)governo populista dos últimos 12 anos vem solapando a qualidade do ensino da Medicina em favor de uma quantidade precipitada e nociva. Como os próprios "caciques" do governo procuram a assistência médica em hospitais da qualidade de um Sírio-Libanês, estão pouco preocupados com o povo. Na campanha que se avizinha, provavelmente irão citar os números de novas escolas de Medicina, os alunos dessas escolas, o Programa Mais Médicos e outros dados eleitoreiros. Só não vão mencionar o círculo vicioso que iniciaram, no qual a qualidade do médico formado vai cair cada vez mais, com médicos mal formados hoje, formando piores médicos amanhã. E a saúde do povo é que sofre. Reitero uma sugestão que há tempos é ventilada: que todos os funcionários públicos, especialmente os mais graduados, sejam obrigados a buscar o SUS para o atendimento de si e de sua família. Aí, sim, se preocupariam com a qualidade das escolas de Medicina e seus formandos. Do jeito que está, o povo que "se exploda".

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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ESCOLAS DE MEDICINA

A propósito do artigo "Cem anos atrasado", pergunto ao autor, dr. Jatene: se o Brasil tem 226 escolas de Medicina, por que precisamos importar médicos estrangeiros, coisa que, aliás, o dr. Jatene já faz há muito tempo no seu hospital? Não seria mais razoável exportarmos médicos para os americanos, coitados, que só dispõem de 140 escolas para uma população 50% maior do que a nossa?

Aristeu T. de Mendonça

mendonca.at@gmail.com

São Paulo

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A VIDA E A SAÚDE EM RISCO

O mais importante direito fundamental encartado em nossa Constituição federal é o direito à vida. O artigo do professor Adib Jatene ("Cem anos atrasado"), publicado em "O Estado", obviamente fala por si e demonstra que o atual governo enfatiza a quantidade de médicos, ainda que mal formados, ao invés de sua qualidade. Uma afronta ao pilar fundamental de nossa Constituição, que poderá conduzir ao descalabro quase que total do ensino médico e sacrificar muitas vidas. O Supremo Tribunal Federal (STF) pode e deve intervir na normatização do tema, desde que devidamente provocado pelas entidades legitimizadas a fazê-lo e em caráter emergencial.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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