Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2014 | 02h05

Rombo das distribuidoras

A incomPeTência deste governo é monumental. Citando apenas o imbróglio causado pelo desconto populista, anunciado no ano passado, nas contas de luz, vemos agora que ele está gerando um descompasso tremendo nas contas das distribuidoras de energia devido ao uso contínuo e excessivo das usinas termoelétricas, pelo baixo nível dos reservatórios (das hidrelétricas). Pois bem, para tapar o rombo o Tesouro - ou seja, o contribuinte - financiará R$ 8 bilhões como repasse às distribuidoras e outros R$ 8 bilhões serão financiados por um pool de bancos públicos e privados. Esse financiamento não ficará barato, haverá ainda taxas, juros - e, logicamente, lucro - cobrados por esse empréstimo. Essa conta será transferida aos consumidores somente em 2015 e 2016. Isto é, pagaremos duplamente, quando poderíamos pagar de imediato sem juros, taxas e lucros. Mas este ano é de eleições e, como disse a própria presidente, vale fazer o diabo. Que Deus nos acuda.

FERNÃO DIAS DE LIMA

fernaodiaslima@gmail.com

São Paulo

Conta de luz

Atualmente o valor de encargos e tributos equivale a 33% da nossa conta de luz. Imaginem quanto será a partir de 2015!

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@ig.com.br

São Paulo

Saúde 'quase perfeita'

Temos de dar parabéns aos governos de Lula e Dilma Rousseff pela situação da saúde no País, como vemos no Piauí, com superlotação em maternidade! Em dez anos deixaram de investir R$ 91 milhões na saúde, conforme divulgação do Conselho Federal de Medicina. Não reajustam a tabela do SUS nem aumentam o repasse aos governos estaduais e prefeituras, apesar dos seguidos recordes de arrecadação de impostos, pela correção abaixo da inflação da Tabela do Imposto de Renda. Dinheiro para comprar refinarias obsoletas, fazer estádios e construir porto de US$ 900 milhões em Cuba tem. Muito obrigado!

HUGO HIDEO KUNII

hugo.kunii@terra.com.br

Campinas

Política econômica

Cai o crescimento na China. Resultado: o principal parceiro comercial do Brasil puxa o breque nas importações. A Argentina diminuiu também em 36% as importações brasileiras. Em contrapartida, EUA e União Europeia voltam a crescer. Independentemente dos inúmeros avisos feitos pela mídia e pelos principais economistas do Brasil, o governo do PT resolveu diminuir sua relação comercial com os EUA e a União Europeia, dando prioridade às relações comerciais com países ideologicamente "parceiros dos companheiros". Não precisamos de varinha de condão para prever o futuro próximo: queda nas exportações, queda na balança comercial e queda no consumo - baseada em pesquisa que mostra aumento do medo de desemprego no País. Tudo somado a ano de eleições. A receita é calamitosa: arrecadação pífia x gastos astronômicos. Desastre à vista!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Os preços desandam

Enquanto a sociedade brasileira está com os olhos voltados para o rumoroso caso da Petrobrás, com a aquisição da refinaria de Pasadena, os preços desandam nos supermercados e demais segmentos comerciais de que se serve a população. Assim, por ora, de nada adiantará o Copom elevar a taxa Selic para 11%, de vez que os resultados ainda demorarão. A presidente Dilma Rousseff, com suas interferências heterodoxas, abandonando o tripé de segurança dos governos FHC e Lula, tirou o trem da linha, ficando difícil a sua regularização. A fera inflacionária não suporta provocações, seja de domadores experientes ou não. Ela avança, destrói e passa a exigir muitos sacrifícios e renúncias. Ressalte-se, ainda, que as eleições presidenciais estão aí.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

PETROBRÁS

Pasadena

Tudo indica que a aquisição da refinaria de Pasadena foi uma tramoia com a conivência de muita gente, inclusive gente graúda. Pesquisem e vejam que o grupo belga vendedor dessa refinaria foi um generoso doador em duas campanhas presidenciais. Não convence ninguém que uma empresa do nível e porte da Petrobrás, com um quadro jurídico competente à altura do seu status, não tenha examinado criteriosamente a minuta e, sob rigoroso crivo, dado parecer sobre todo o conteúdo do contrato para subsidiar a transação. É de difícil convencimento a alegação de que a compra foi baseada em relatórios incompletos.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Lambaris e tubarões

Como tem sido habitual, são apanhados e castigados os peixes miúdos e livres, ilesos e isentos os peixes graúdos. Foi assim no mensalão e se repete agora com a Petrobrás. Esse é o "know-how" do partido hegemônico no Brasil de hoje.

CLÊNIO FALCÃO LINS CALDAS

clenio.caldas@gmail.com

São Paulo

Banco do Brasil

Quando vão chegar ao Banco do Brasil as mazelas que o poder público tem feito, como na Petrobrás, com a refinaria nos EUA e a construção da Abreu e Lima; na Eletrobrás, que perdeu bilhões com diminuição inapropriada de tarifas; e na Caixa Econômica Federal, com a compra do Banco Panamericano? Realmente, só falta daqui a pouco descobrimos barbaridades também no Banco do Brasil. E nós, pobres contribuintes, nada podemos fazer senão latir, enquanto os irresponsáveis homens públicos passam em suas caravanas após ficarem bilionários.

MARCO ANTÔNIO MARTIGNONI

mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

EMPRESAS PÚBLICAS

Privatizar tudo

Se a Petrobrás e outras estatais fossem empresas privadas, os petistas instalados no governo não teriam como fazer trambiques para se beneficiar, comprando por 500 o que vale 10, incluído o "por fora". E não adianta dizer que os "dirigentes" foram enganados. Na realidade, foram esganados (famintos). Por isso atacam FHC, que era "privatista". Com empresas privadas políticos não podem trambicar.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Telebrás

Agradeço, sensibilizadamente, ao governo FHC por ter privatizado a Telebrás a tempo.

VAGNER RICCIARDI

vbricci@estadao.com.br

São Vicente

 

 

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A CPI DA PETROBRÁS

Não adianta gastar o nosso dinheiro com propaganda para levantar a imagem dos parlamentares se, na hora de servir ao povo, o Senado serve ao governo, como quando, na figura de seu presidente, Renan Calheiros, mandou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) decidir sobre se instala a CPI da Petrobrás ou não, sabendo que a maioria dessa comissão é pau-mandado do Partido dos Trabalhadores (PT). O medão do governo equivale ao tamanho do rombo nas finanças públicas causado pelo despreparo da presidente Dilma Rousseff e parece muito maior que o rombo que o mensalão causou aos cofres públicos e à imagem do PT, já tão corroída. Esse jogo de Renan Calheiros é o costumeiro jogo do toma lá, da cá, que o governo vem oferecendo desde que amealhou o poder, sem o menor pejo. O Ministério Público, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República são as únicas esperanças dos cidadãos pagadores dos salários e das mordomias destes senhores no Congresso Nacional.

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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CERVERÓ QUER FALAR

Segundo a imprensa, Nestor Cerveró, ex-diretor da BR Distribuidora, exonerado em 21 de março, após as repercussões negativas da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás, encaminhou cartas assinadas por ele e por seu advogado ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, dizendo estar disposto a prestar esclarecimentos. Cerveró disse que o Conselho de Administração da Petrobrás recebeu a documentação completa da compra da refinaria com 15 dias de antecedência. Dilma Rousseff negou tê-la recebido. Cerveró é funcionário de carreira da estatal, nada tem a perder, uma vez que já perdeu o cargo de confiança. Resta agora esclarecer os fatos e, assim, atestar a lisura de seu procedimento. Se ficar a versão dele contra a de Dilma, é o que veremos, lembrando sempre que a corda arrebenta do lado mais fraco. Cerveró não deve se curvar, pois nenhum homem deve cair antes de ser empurrado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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ESTRANHO

O Conselho da Petrobrás tem assessorias, entre elas uma jurídica contratual, que obrigatoriamente tem de receber todas as informações de um contrato em análise. Pode pedir também auditorias investigativas independentes ("due dilligence"), para orientar as negociações. Parece muito pouco provável que essas assessorias aceitariam passar aos membros do conselho apenas um resumo elaborado internamente. A menos que fosse uma negociação dirigida.

Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

 

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REFINARIA DE PASADENA

E o pior de tudo dessa história é que ninguém sabia de nada...

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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ELEITOS

Os gestores da Petrobrás não são os responsáveis pelo colapso da Petrobrás, os responsáveis são os que votaram nos gestores.

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

 

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CASO DE POLÍCIA

Os acionistas da Petrobrás só vão saber o que aconteceu com o seu dinheiro, se chamarem a polícia!

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

 

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CRIME HEDIONDO

Basta! A população brasileira não aguenta mais tanta corrupção! Deve-se investigar e punir, sim, todos os envolvidos nos desmandos da Petrobrás, assim como o cartel do metrô em São Paulo e no Distrito Federal, a construção do Porto de Suape (em Pernambuco) e a Cemig, empresa energética de Minas. Passou da hora de o Congresso Nacional votar uma lei qualificando a corrupção como crime hediondo. Os políticos corruptos não só deveriam tornar-se inelegíveis, mas deveriam também ser encarcerados em regime fechado por 30 anos, sem direito a progressão de pena. Além disso, deveriam ser obrigados a ressarcir aos cofres públicos os valores desviados.

Fábio Zatz fzatz@uol.com.br

São Paulo

 

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ESQUEÇAM TUDO

Diante da guerra que se trava entre governistas e oposição por CPIs no Congresso (2/4, A4 e A6), vamos combinar o seguinte: 1) Dilma não aprovou a compra da refinaria de Pasadena. 2) A Petrobrás não comprou a refinaria por mais de US$ 1 bilhão. 3) A Petrobrás não teve, portanto, nenhum prejuízo e continua sendo a mesma empresa sólida que sempre foi. E sendo história da carochinha e tudo o que dizem não procede, damos, então, o assunto por encerrado. Estamos acertados? Ah, também não houve o desaparecimento do avião da Malasia Airlines nem o terremoto de 8.2 graus no Chile.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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BRIGA DE ELEFANTES

A briga política é como briga de elefantes: quem sofre é a grama.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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CPI DA PETROBRÁS, DO METRÔ E DO PORTO

É óbvio que pode haver o acréscimo de vários assuntos ao pedido de uma CPI, mas desde que haja correlação entre eles. O meu jardineiro, que não é bacharel em Direito, entendeu isso perfeitamente. Pela ótica do senador Renan Calheiros, no futuro poderemos ter uma CPI para investigar a venda irregular de remédios para emagrecimento junto com a investigação de possíveis ilegalidades na licitação para reforma e manutenção do prédio do Museu Folclórico de Cabrobó das Emas, além do desvio de dinheiro público para a implantação de um banco de sêmen bovino em Conceição das Antas. Seria cômico, se não fosse trágico!

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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PATRIOTADA

Segundo Vicentinho, sindicalista e deputado pelo PT, investigar a Petrobrás no caso de Pasadena é um ato antipatriótico. Lembrando famosa frase do escritor e pensador inglês Samuel Johnson (1709/1784), "o patriotismo é o último refúgio dos canalhas", sejamos todos, neste imbróglio, despatriotas. Na declaração de Guido Mantega ("veja o que acontece com as ações da Petrobrás. Nos últimos 15 dias, as ações subiram, e isso aconteceu independentemente de CPI, ou outras fiscalizações"), discordo e afirmo que as ações da Petrobrás estão subindo exatamente pelo momento investigativo dos órgãos fiscalizadores e dela própria, apesar de forte rejeição da base aliada em sua gula insaciável. Na atual valorização está a esperança de uma administração sadia, ou quase, que possa reverter ação de equipe "superfiscalizadora" que detonou a empresa em 50% de seu valor de mercado.

Altivo Campos Silveira altivosilveira@uol.com.br

São Paulo

 

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ONDE ESTÃO?

Por onde andam os "patriotas" das passeatas em defesa dos interesses do Brasil, silenciosos nos casos da CPI para apurar o "escândalo" da Petrobrás? Quem não deve fique em paz, que o Brasil precisa saber.

Paulo Maia Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

 

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CHARADA

Ganha um segundo pirulito quem adivinhar o resultado da CPI da Petrobrás. O primeiro foi dado ao adivinhador do resultado da Ação Penal 470 (embargos infringentes). Esta também é fácil.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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CVM

Em toda esta polêmica da Petrobrás, tem uma entidade que está quietinha: a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ela é responsável pela proteção do mercado aberto e dos acionistas, que, neste caso de Pasadena, tomaram prejuízos. Portanto, peço que o jornal chame a atenção para este fato: a ausência da CVM.

João Weber jaweber@bol.com.br

Campo Largo (PR)

 

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VENDO

Tenho um Tempra 98 para vender. Será que a Petrobrás não o compraria por uns R$ 250 mil? Acho que é um bom negócio!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com

Eldorado

 

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TANQUE CHEIO

Quem já comprou um carro antigo há de se lembrar do argumento decisivo do vendedor: "Veja bem, está com o tanque cheio". Assim terá sido a compra em Pasadena?

Alexandru Solomon Alex101243@gmail.com

São Paulo

 

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MANCHETE ERRADA

A manchete do "Estado" de 30/3 ("Governo pode gastar R$ 34 bi para segurar 1 ponto porcentual na inflação", página B1) deveria ser: "Governo adia aumento de energia gastando R$ 34 bilhões para tentar ganhar as eleições este ano e mandar a conta em 2015". Mais uma contabilidade criativa desta equipe que conduz o País olhando apenas para seu projeto de poder, e não para o País. Não é à toa que o preço do tomate esteja tão alto. Tem gente fazendo estoque para atirá-los na hora certa.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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O QUE NOS RESTA

O governo federal cometeu vários erros no modelo do setor elétrico do Brasil, não foram apenas os constantes apagões, mas a forma de concessão e o papel dos Estados e municípios em suas parcerias. Depois de um rombo extraordinário, com o prejuízo de mais de R$ 6 bilhões, a Eletrobrás desmonta de uma vez por todas os inacreditáveis desacertos da gestão, põe em risco a continuidade do serviço e afugenta minoritários e investidores. Só nos resta aguardar o salgado aumento das tarifas após as eleições deste ano.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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FANFARRÕES

Vem cá, a presidente Dilma não anunciou, com toda a pompa, uma redução nas tarifas de energia? Pois é, cadê? Fanfarrões.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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GOVERNO DE PALANQUE

O governo Dilma e de seu antecessor se especializaram em governar o Brasil via discursos. Assim foi com a autossuficiência em petróleo (que continuamos a importar), com as obras do PAC (que seguem emPACadas), com a redução da conta de energia elétrica (que pode vir a faltar), que será, na verdade, um aumento brutal após a eleição. E até agora, um ano após a assinatura da emenda constitucional conhecida como PEC das Domésticas, nada foi feito. Nesse meio tempo, muitas perderam o emprego e em benefícios reais pouco se contabilizou. Parece que para os governos petistas, basta cacarejar, o ovo é secundário.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

 

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HORA DE CORTAR IMPOSTOS

A Petrobrás compra por mais e vende por menos, isso se dá na refinaria lá. Ela vende o litro por R$ 1,35, porém nós, consumidores, pagamos na bomba R$ 3,20 o litro de gasolina. No caso da energia elétrica, a nossa é maciçamente proveniente de hidrelétricas, quase todas já depreciadas, portanto com custo de produção baixíssimo – mesmo considerando os 20% de redução na conta de luz de Dilma Rousseff, ainda é uma das mais caras do mundo. Onde está o problema? Está onde ninguém fala, está nos escorchantes tributos cobrados dos consumidores: na energia elétrica, só o ICMS cobrado "por dentro" é de 33%, que incide "magicamente" sobre os outros tributos, ou seja, incide em cascata, o que torna o preço do kWh um dos maiores do mundo. Resumindo, a Petrobrás vende barato e nós, consumidores, pagamos caro. A Eletrobrás não se remunera adequadamente e nós, consumidores, pagamos um dos kWh mais caros do mundo. É hora de rever os impostos cobrados da população. Chega de aumentar os preços, é hora de baixar os impostos. É triste comprar uma coisa e pagar três para sustentar estruturas governamentais, dos Três Poderes, inchadas e ineficientes.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

 

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A SAZONALIDADE DO MINISTRO

Como filho e neto de imigrantes, posso afirmar que a palavra de ordem em nossa casa foi sempre a de economizar em tudo o que fosse possível. Não raro minha mãe nos perguntava se éramos sócios ou não da Light, quando deixávamos a luz acesa em algum quarto lá de casa. Quando vejo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, dizer na TV que faz economia de energia elétrica nos últimos dez anos, pergunto a mim mesmo: Só há dez anos? Ou sua idade quase que provecta é cíclica e ele, o ministro, faz economia de energia elétrica de modo sazonal? Afinal, a idade também pesa, ou não? Sazonalidade existe, podem acreditar, até em ministros, ainda mais quando do time de José Sarney.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

 

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PALAVRA DE MINISTRO

Em fevereiro: "Não haverá falta de energia". No início de março: "Acendeu o sinal amarelo". No final de março: "Faremos campanha para pouparem energia". Em breve: "Faremos rodízio de energia". Logo após: apagões... Enquanto isso, inúmeras usinas eólicas estão prontas, mas "se esqueceram-se" de fazer as linhas de transmissão!

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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ESCASSEZ DE ÁGUA EM SÃO PAULO

A decisão do governo do Estado de São Paulo com o programa de desconto para quem reduz o consumo de água (3/4, A3), na minha opinião, é um quebra-galho momentâneo, pois o problema é muito mais grave. Lembrando que a cidade de Ribeirão Preto, a 315 km de São Paulo, é abastecida com água do Aquífero Guarani, um enorme manancial de água potável que ocupa uma área subterrânea de 1,2 milhão de km quadrados e que se estende por vários Estados brasileiros, inclusive o Estado de São Paulo, segue a pergunta: por que o governo do Estado de São Paulo não desenvolve um projeto para aproveitar esse enorme manancial, um dos maiores reservatórios subterrâneos de água do mundo, em época de seca, como atualmente, para abastecer não só a capital, mas outros municípios da região?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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DEBATE POLÍTICO

Benditas as chuvas dos últimos dias, que aumentam o nível dos reservatórios e deixam Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo, órfão para as críticas ao atual governo do Estado, pois a seca é tudo o que ele queria e precisava para debater. Então, por que não debater os mensalões do PT, o dinheiro brasileiro no porto de Cuba, os R$ 2 bilhões na refinaria dos EUA e tanto dinheiro desperdiçado e que poderia ter sido investido na saúde pública, que está um caos? Por que não debater também a usina que teria participação de 50% da Venezuela e que o Brasil está bancando sozinho, ou a transposição do Rio São Francisco, que até hoje não foi concluída? É claro que há um divisor de águas. Mentiras não vencem eleições.

Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com

São José dos Campos

 

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O QUE ESTAMOS ESPERANDO?

Os níveis preocupantes dos reservatórios de água no Sudeste não deveriam ser tratados politicamente. Corremos sérios riscos de ficarmos sem água e sem energia elétrica e, no entanto, os políticos parecem postergar o racionamento com medo de serem "queimados" em ano de eleição. Se desde 2002 o então ex-presidente Lula não tivesse usado de propaganda política para atacar opositores que passavam pelo mesmo sufoco com a seca, não estaríamos correndo hoje sérios riscos de ficarmos sem água e sem energia elétrica. O governador Geraldo Alckmin deveria convocar o racionamento já, porque de qualquer jeito isso lhe será cobrado em campanha. Seja por falta de água, seja por falta de planejamento. Vir a público, explicar, convocar especialistas para explicarem a situação, pedir racionamento e se mostrar confiante são as atitudes certas de um verdadeiro governante. O povo gosta de sinceridade e participa, quando solicitado. O reservatório da Cantareira já atingiu 13,8% de sua capacidade. Vai esperar acabar a água?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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PLANEJAMENTO

A legislação referente ao aproveitamento e controle de recursos hídricos e ao saneamento prevê a necessidade de planejamento no curto, no médio e no longo prazos, discutido com a sociedade e revisado periodicamente com a sociedade: os governos não cumprem a lei e a sociedade não pressiona para o cumprimento. No caso da Região Metropolitana de São Paulo, a necessidade de solução institucional envolvendo o Estado e os municípios visando à solução da precariedade dos serviços (educação, saúde, segurança, saneamento, transportes, etc.) é flagrante e continua sem solução. Com referência ao abastecimento de água, se houver estiagem semelhante à da década de 1950, poderemos ter racionamento por mais de um ano, prejudicando as pessoas e a economia da região metropolitana significativamente. Não há reserva de mananciais e de estocagem. Qualquer empreendimento visando à solução exigirá longo prazo e investimento significativo.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

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RACIONAMENTO JÁ

Um velho ditado: não adianta trancar a porta depois que o ladrão entrou. É o que nossas autoridades estão fazendo com o sistema Cantareira e com outras fontes de abastecimento da grande São Paulo. As chuvas esperadas no carnaval não vieram, as águas de março falharam, as de abril, por enquanto, são totalmente insuficientes e o dilúvio necessário para recompor o sistema e os rios que o abastecem, só se recorrermos a Noé. Nossas preocupações hoje se limitam à Copa, à CPI da Petrobrás, à CPI do propinoduto tucano e à reeleição da presidente, mas o apocalipse hídrico em nosso Estado vai sendo relevado, empurrado com a barriga. Não se tomam as providências sérias e pontuais necessárias, em caráter de urgência. Em junho não vai ter água suficiente para o mínimo necessário para a metrópole – salvo por algum milagre da natureza –, o racionamento tem de ser decretado já, com todas as suas consequências. O povo paulistano e algumas cidades do nosso Estado não vão ter o precioso líquido para beber, tomar banho, manter as indústrias funcionando, assim como escolas e hospitais, mas para a Copa vai ter... Será?

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

 

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REDUÇÃO DO CONSUMO

Por não estarem divulgando a verdadeira situação do reservatório da Cantareira, por falta total de coragem e iniciativa em tomar uma medida drástica de racionamento de água em São Paulo, e considerando a falta de compreensão, colaboração e desinteresse da população em reduzir o seu consumo, a redução do consumo só será atingida quando vier a secar o reservatório e chegarmos à falta total de água, né?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CAMPEONATO PAULISTA DE FUTEBOL

Ao se classificar para a final do Paulistão 2014 contra o Ituano, o Santos chegou à sua oitava final da competição nos últimos nove anos. É uma marca impressionante e que mostra o total domínio santista no estadual na última década. De 2006 para cá, o Santos conquistou cinco estaduais (2006, 2007, 2010, 2011 e 2012) e duas vices (2009 e 2013) e só ficou de fora da decisão em 2008. Incrível!

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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O GRANDE ITUANO

E como é grande o Ituano, eliminou o gigante Corinthians e os seus principais rivais, São Paulo e Palmeiras, que entregaram os jogos. Será? E agora, contra o Santos, como será? O Ituano será ainda maior? Parabéns!

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

 

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O BENEFÍCIO DA ARBITRAGEM

Como era de esperar, o Santos chegou lá no Campeonato Paulista de futebol, mas não precisaria da ajuda do juiz da partida de classificação, que não teve peito para expulsar o zagueiro David Braz porque tomaria o segundo cartão depois de cometer falta violenta contra um adversário (Guaru). A expulsão deixaria o peixe com dez jogadores e, perdendo por 2 X 1, venceria o jogo? Quanto ao adversário, o Ituano, vai à final, mas também não pode passar em branco que seu zagueiro Alemão deu um encontrão violento em Alan Kardec, do Palmeiras, e provocou sua saída do jogo ainda no primeiro tempo. O "juiz" incompetente nem falta marcou no lance e o Palmeiras morreu em campo sem o artilheiro. Na decisão, qualquer um dos adversários que sofrer prejuízo causado por arbitragem não poderá reclamar, afinal, ambos foram beneficiados por esse detalhe.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br

São Paulo

 

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RINDO POR ÚLTIMO

O São Paulo F. C. não fez muito esforço e perdeu para o Ituano na primeira etapa do Campeonato Paulista, desclassificando o Corinthians. Mano Menezes avisou: "Vamos ver o que os deuses do futebol vão fazer". E os deuses fizeram, desclassificaram o São Paulo (perdeu para o Penapolense) e o Palmeiras (perdeu para o Ituano na semifinal). É sempre assim: quem ri por último ri melhor.

Alberto B. Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

 

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O EXEMPLO DE ITU

Nós não somos o que pensamos, nós pensamos o que somos. E não é por aí que nos realizamos? Itu, tradicional município de São Paulo, que sempre teve a fama de grandeza em tudo o que lá acontece, parece mostrar no futebol que vale a pena pensar grande. Não é que derrotou o grandioso Palmeiras, time da elite paulistana, e vai disputar com outro grande time paulistano o título de campeão estadual de 2014, no ano da Copa?! Com esse pensamento positivo, se for campeão, será também um belo e salutar exemplo de como vale a pena acreditar em si mesmo.

Sagrado Lamir David david@powerline.com.br

Juiz de Fora (MG)

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