Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2014 | 02h10

Lula e a CPI

O ex-presidente afirma que é preciso defender a Petrobrás com unhas e dentes e que se deve "ir para cima" para evitar o desgaste que ele teve com o julgamento do mensalão. Ora, Lula quer defender a Petrobrás de quem? Qual o brasileiro que quer atacar a estatal, se todos desejam que seja uma empresa brasileira rentável e independente de questões políticas? Na realidade, Lula quer é defender-se a si mesmo e ao PT. Foi em seu governo que a Petrobrás virou cabide de empregos e, pior, ferramenta de trabalho político dele e de Dilma Rousseff a favor de maracutaias surreais de inimagináveis proporções. Lula e o partido que fundou estão chafurdando na lama da corrupção e da demagogia barata e agora precisam usar de toda "expertise" dos mafiosos para se livrarem dos crimes cometidos contra o País.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Disputa eleitoral?!

Será que algum brasileiro acredita que o que acontece na Petrobrás seja fruto de disputa eleitoral, e não da incompetência do nosso governo?

ELIE KONDI

elikondi@yahoo.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

André Vargas

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), pediu licença por 60 dias para tratar de "assuntos particulares". Que mais ele tem feito senão tratar de interesses particulares com o doleiro Alberto Youssef? E ainda a Câmara pretende contratar uma agência de publicidade - previsão de R$ 10 milhões - para melhorar a imagem da Casa. Melhorar o quê?

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Ligações perigosas

As ligações do deputado petista André Vargas com o doleiro Alberto Youssef só confirmam nossa certeza de que as atividades de muitos parlamentares no Congresso Nacional são apenas fachada e a ramificação política de seus verdadeiros negócios, quase sempre ilícitos.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

jmoliv11@hotmail.com

Guarulhos

Sanguessugas do erário

Quaisquer comentários com que nos propusermos a qualificar o caradurismo, o semblante gozador do parlamentar petista seriam, no mínimo, chover no molhado. As situações vergonhosas em que alguns de nossos políticos são apanhados, nas suas tentativas de se apoderarem criminosamente do erário, fazem o cidadão se sentir perdido, desprotegido e vitimado pelo sistema, que não consegue punir adequadamente esses sanguessugas encastelados na vida pública. Ainda acredito na Polícia Federal, no Ministério Público e no Poder Judiciário.

ALOISIO A. DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

Castigo

Antigamente, quando o cavalo era o meio de transporte mais veloz que existia, criou-se o ditado "o castigo anda a cavalo". Depois daquele gesto que afrontou o Brasil na abertura dos trabalhos do Congresso Nacional este ano, seguido, agora - espera-se -, do merecido castigo, o deputado André Vargas nos sugere que mudemos esse velho ditado para "o castigo anda de jatinho emprestado por criminoso, comparsa e amigo".

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Isonomia

O caso do deputado André Vargas é igual ao do ex-senador Demóstenes Torres. Se o que a imprensa publica sobre ele é bem mais sério, pois o doleiro ao telefone confessa a maracutaia, como sempre diz o ex Lula, vamos ver se teremos um mesmo peso.

ANGELO BRETAS BHERING

bhgcamp@bol.com.br

Belo Horizonte

1964

Ontem e hoje

"Em 64 a maioria dos políticos cassados pelos militares foi mais por corrupção do que por esquerdismo." Parece que o sr. Fernão Lara Mesquita, no artigo 1964 - um testemunho, está falando dos esquerdistas que temos hoje no governo.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

Heróis corruptos

É elogiável a postura dos fundadores deste prestigioso jornal e seus descendentes, que sempre repudiaram qualquer tipo de ditadura. Fernão Lara Mesquita, no seu corajoso artigo 1964 - um testemunho, de forma isenta e esclarecedora relata os fatos como realmente ocorreram, dando oportunidade a quem não vivenciou a época de fazer sua análise. Soma-se às suas criteriosas observações o fato de os militares que fizeram a revolução, ou golpe, terem sido também responsáveis pela abertura, o que desmitifica certas figuras que posam como heróis da democracia. Toda ditadura deve ser repudiada, mas não se pode negar que os presidentes militares, além dos reprováveis erros cometidos, também promoveram alguns significativos avanços. É de lembrar que todos morreram pobres, enquanto a esmagadora maioria dos políticos hoje é extremamente corrupta, inclusive os que posam de heróis.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

Dois testemunhos

Li o artigo do sr. Fernão Lara Mesquita. Tenho 78 anos e confirmo como se fosse meu o teor desse texto. Finalmente a verdade muito bem colocada. Como cidadão comum, senti firmeza no meu entorno com o advento da revolução. Pau era pau e pedra era pedra. Nada era dúbio. Comprei meu primeiro carro (Gordini), o BNH financiou minha casa própria, abri minha EPP, casei-me, tive três filhos e fui superfeliz no período. Mas acho que, infelizmente, após a volta da democracia, voltaram também com tudo a falta de ética e de caráter em muitos setores da nossa sociedade.

SILVIO RANGEL

silviofrangel@yahoo.com.br

Jarinu

Risco necessário

O artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita sobre o golpe de 1964 é claro e objetivo. Tem a autoridade de quem foi testemunha privilegiada dos acontecimentos. E vem, em boa hora, dar a contribuição que estava faltando para equilibrar a balança: o golpe foi uma legítima defesa de um inimigo declarado e iminente. Depois, desvirtuou-se. Foi um risco que era necessário correr naquele momento histórico.

LUIZ R. DE BARROS SANTOS

luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

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CPI DA PETROBRÁS

O ex-presidente Lula, em entrevista a blogueiros, mostrou-se afoito alegando que o governo "deve ir para cima" com todo vigor e trabalhar firme para que a CPI da Petrobrás não ocorra. Como é possível um ex-presidente da República fazer uma afirmação dessa natureza, quando há fortes indícios de perda substancial de dinheiro público por atos de corrupção na estatal? Como pode um ex-presidente do País colocar os interesses de seu partido, o PT, acima dos interesses da nação brasileira? Soa estranho e descabido falar em "tropa de choque" para coibir investigações sobre malfeitos, que devem ser investigados onde quer que ocorram, a bem da moral. Onde estão a coerência e o bom senso de Lula? Para quem já exerceu o cargo de primeiro mandatário da Nação, mostrar-se um ferrenho opositor de investigações sobre possíveis ilícitos praticados na Petrobrás revela ser o ex-presidente detentor de um perfil autoritário e avesso ao esclarecimento dos fatos.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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COM ‘UNHAS E DENTES’

Lula disse que a Petrobrás precisa ser defendida com "unhas e dentes". Nisso concordamos todos: é necessário arrancá-la a força das garras do PT de Lula e devolvê-la ao Brasil de todos os brasileiros. É importante acabar com sua PrivaTização para o PT, que tanto nos prejudica. Precisamos deixá-la voltar a trabalhar em paz, com o melhor de seu corpo técnico e sem a daninha influência dos que querem aproveitar-se dela e toleram, por motivos não justificados, recorrentes desperdícios e desvios financeiros.

Wilson Scarpelli

wiscar@terra.com.br

Cotia

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O CASO PASADENA

Tenho acompanhado, no jornal, todas as reportagens dessa escabrosa negociação. É flagrante a disparidade entre o valor pago pelos belgas e o valor pelo qual a Petrobrás comprou inicialmente a metade e posteriormente a outra metade da refinaria de Pasadena, por força de cláusula contratual. Para um leigo, todavia, acenos a diversos aspectos da negociação podem resultar obscuros - e daí inferir que as motivações das correntes políticas estão a prevalecer sobre a veracidade dos fatos. Um aspecto que me chama a atenção é a existência de estoques de petróleo, quer na negociação dos belgas, quer na negociação da Petrobrás com os mesmos. Ora, trata-se de petróleo em volumes quantificáveis e a preços reconstituíveis em cada época no mercado internacional. Sobre isso pouco se tem falado e, quando se o fez, parece haver também diferenças expressivas de valores. É possível saber quais os volumes dos estoques na ocasião da compra pelos belgas e na oportunidade das duas compras da Petrobrás aos belgas? A que valores de mercado foram avaliados? Quais os preços internacionais em cada ocasião? Essas considerações também foram omitidas no famoso "resumo Cerveró" ao Conselho de Administração? Não haveria ali um fato a chamar, de per si, a atenção dos conselheiros? São curiosidades que me assolam, na necessidade de formar uma opinião isenta dos fatos. Alguém pode me suprir resposta?

Paolo Dalle Olle

pdalle@terra.com.br

São Paulo

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CHUVA FORTE

Até poderá ser criada uma "CPI Pasadena" para agradar à torcida, mas resultará em nada, porque, contando com maioria no Congresso Nacional, graças ao PMDB e a outros partidos menores, o governo do PT fará "chover forte" na horta dos seus aliados e pronto, a CPI servirá apenas para "inocentar" a presidente Criatura e ajudar em sua reeleição.

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

Garça

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CRISE NA PETROBRÁS

Para Dilma Rousseff, disputa eleitoral motivou crise na Petrobrás. Ela tem toda razão, está na hora de escolhermos coisa melhor.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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É REAL

A sra. "presidenta" subestima nossa inteligência. Contra fatos não há argumentos, a crise da Petrobrás é real e, portanto, ela que arque com as consequências de sua incompetência. Quando um CEO de qualquer grande empresa se mostra incompetente, rua para ele!

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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NÃO SOMOS IDIOTAS

Dilma Rousseff acha que a atual situação da Petrobrás, exposta na mídia, foi criada para prejudicar a sua reeleição. Ela, seu partido e o ex-presidente Lula acham que o nosso povo é composto de idiotas que não têm poder de análise e que eles vão continuar comprando o seu voto, como os antigos coronéis, por meio de bolsas, cotas, do politicamente correto e dos papinhos furados. É melhor ela tomar cuidado: em outro país, já teria perdido o cargo.

Ferdinando Perrella

fperrella@hotmail.com

São Paulo

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PUBLICIDADE

A Petrobrás, recentemente, passou a gastar milhões de reais em publicidade a mostrar ações que não são nada mais do que sua obrigação, como qualquer companhia, em especial de capital aberto, e a procurar reduzir o dano das bandalheiras do petismo na empresa. A propósito, diante de tantas ocorrências, o mote indicado em todas as ações do governo, se justo, deveria ser "país rico também é país sem roubalheira".

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

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CARA DE PAU

Não é possível que sejamos obrigados a ler e ouvir as propagandas da falida Petrobrás. Será possível que ninguém faça nada contra tamanha desfaçatez? Até quando nos vão enrolar com propaganda enganosa dizendo "estamos produzindo, estamos fazendo, somos a empresa de todos nós"? O rio de dinheiro gasto inutilmente continua a jorrar, esvaziando nossos bolsos. Vou eu fazer propaganda mentirosa para ver o que me acontece... Quem deve estar se divertindo bastante é o "señor" Evo Morales, que levou uma refinaria de graça e sobre isso ninguém fala nada, sem mencionar no distinto Monsieur Frère, que fez 200 milhões de palhaços de uma só vez! Não consigo conter a minha humilhação, muito menos a minha indignação com tamanha cara de pau!

Dalmacia de Arruda Campos

dalmacia@terra.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

A Justiça Federal no Paraná decidiu remeter para o Supremo Tribunal Federal (STF) a parte de investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), que contém diálogos entre o deputado federal André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados, com o doleiro Alberto Youssef, preso pela PF. Vargas anunciou que vai se licenciar do cargo por 60 dias. Atualmente já é muito comum, entre nossos políticos, assim que iniciado um processo de investigação, se licenciarem do cargo e, no fim da história, tudo acaba em pizza.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DO CÉU AO INFERNO

Os punhos cerrados do deputado licenciado (definitivamente?) André Vargas, do PT do Paraná, são o típico exemplo de que, em política, do céu para o inferno é "um nada". Seguramente, seus pares, a boca pequena, aprovaram seu gesto quando esteve ao lado do ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, em recente cerimônia no Congresso Nacional. Esses mesmos colegas, que há dias aplaudiram seu gesto, hoje querem vê-lo em desgraça política e nada farão para evitar a cassação de seu mandato de parlamentar. A bem da verdade, o dito parlamentar foi um pouco longe demais. Pensou que podia tudo e deu no que deu...

José Piacsek Neto

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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A ÉTICA DO PT

Não fosse o bom trabalho da Polícia Federal (PF) e da imprensa, talvez mais uma maracutaia encastelada no Partido dos Trabalhadores (PT) ficaria encoberta. André Vargas (PT-PR), vice-presidente da Câmara dos Deputados, gosta de negócios com dólares. Entretanto, como bem diz o "Estadão", é um pândego quando justifica a sua postura na tribuna da Casa de Leis. Mais uma vez, um petista pensa que os brasileiros são bobos, tamanhas as bobagens alegadas em seu discurso. Aos poucos se vai vendo que pouco sobra do PT moralista e ético, porque não mais pode desfilar aquele conhecido rosário de conselhos éticos e determinações morais. Graças à imprensa e à PF, os brasileiros estão podendo ver que, em quase todos os segmentos em que o PT atua há problemas com a moralidade e a ética. Daí que a governança do País precisa ser alterada e substituída, não dando para suportar mais do mesmo.

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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‘CARTAS DE LEITORES’

Com a devida licença do "Estadão", gostaria de esclarecer o questionamento da leitora sra. Isabel Marcelino (8/4), que pergunta por que o jornal só pública cartas que falam "mal" do PT. O PT era o partido da vestais da ética. Na oposição - competentíssima, por sinal -, vociferava contra tudo e todos, denunciando maracutaias, e tinha solução para todas as mazelas da Nação. Muitos foram comprados com migalhas, resultantes de programas sérios, criados pela grande primeira dama Ruth Cardoso, empresas e bancos - apoiadores e doadores - lucraram muito. Outros, iludidos pelo canto da sereia, e outros tantos, que nunca confiaram, são os que demonstram toda a revolta pelo desperdício (quando não apropriação indébita) do dinheiro público; da cínica "justificativa" do "todo mundo faz". Alguém em sã consciência pode indicar uma obra que seja começada e terminada na era PT? Ou algum projeto que não tenha sido superfaturado? E o que dizer dos bilhões distribuídos aos amigos ditadores sanguinários, em detrimento das necessidades básicas do Brasil? Francamente, quando vemos a Petrobrás, uma das maiores petrolíferas do mundo, dilapidada e claudicante, penso que FHC deveria ter tido mais coragem para privatizar empresas que se tornaram sumidouros do nosso dinheiro.

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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COERÊNCIA

A licença solicitada pelo deputado federal André Vargas não será suficiente, ele tem de provar que não tem culpa nos procedimentos com um doleiro. É o partido ao qual ele é filiado (PT) que sofre as consequências de atos não justificados. Por outro lado, que isso não continue servindo para esconder mazelas e falcatruas de outros grupamentos políticos, como no caso das concorrências da CPTM e do Metrô. São denúncias antigas e que não foram respondidas pelos acusados. Ter coerência nos procedimentos é democrático.

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br Santos

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QUEM NÃO É CORRUPTO

André Vargas sintetiza hoje, entre outros tantos, a corrupção no País. Ontem, na era Lula, foram Genoino, Dirceu e mensaleiros. Na era FHC, Sergio Mota e os doutores em Harvard. Collor, por meio de PC Farias. Quem não tem um amigo corrupto? Não valem vereador, deputado, senador, presidente. Estes são "hours concours". Eu digo que até quem não sabe o que é corrupção, até mesmo entre a turma do Bolsa Família, também é corrupta. Por quê? Vendem a sua dignidade por

uns míseros trocados. Deveriam era ir trabalhar. E assim vamos tocando este lugar chamado Brasil. No dia em que formos uma pátria, as coisas devem melhorar.

Iria de Sá Dodde

iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BRAÇO ERGUIDO, PUNHO CERRADO

O deputado André Vargas, ao fazer uma gracinha em momento que não apropriado para isso, deu chance ao azar. Chamou para si a negatividade da revolta de milhões de brasileiros. Provavelmente, terá a oportunidade de repetir para todo o Brasil o seu famoso gesto, nas mesmas situações de Dirceu e Genoino, ao ser levado preso, após ser condenado pelo STF.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PUNIÇÃO EXEMPLAR

Um presídio federal tem de ser o fim do ex-vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR). Não merece outra coisa alguém que tenta extorquir o já debilitado sistema de saúde nacional, tentativa só não consumada por motivos alheios à sua vontade. Essa sua inescrupulosa atitude poderia aumentar o número de óbitos, por falta de verbas para a compra de equipamentos e medicamentos de pronto atendimento. São claros os sinais de envolvimento do vice-presidente da Câmara, cuja trama foi gravada pela Polícia Federal e revelada pela imprensa, no ardiloso esquema de corrupção. Portanto, em vez de 60 dias de licença, com o claro objetivo de ganhar tempo, deveria ser cassado de imediato, expurgado do sistema político e obrigado a defender seu álibi, se é que exista um, trancafiado. A renúncia, como articula a alta cúpula do PT, é uma atitude covarde e indecorosa. Se a bancada do PT, ao que tudo indica, não tem a coragem para aplicar uma punição exemplar, nós, pelo menos 50% de brasileiros esclarecidos, com plena capacidade mental, temos o direito e a hombridade de aplicar-lhe um veredicto: condenamo-lo ao cárcere, em regime fechado.

Sérgio Dafré

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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VARGAS E O DOLEIRO

Por muito menos, até um assalariado de salário mínimo teria sido sumariamente despedido.

Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso

mdokrmo@hotmail.com

Bauru

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NÃO NOS REPRESENTA

Como se não bastassem a grande maioria dos cidadãos pagar impostos, mas não conseguir ter um atendimento à saúde decente oferecido pelo governo, e Dilma indicar um representante dos planos de saúde para dirigir a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Câmara dos Deputados aprovou nova forma nas multas aplicadas aos planos faltosos no atendimento aos usuários. Aproveitando-se da Medida Provisória (MP) 627, que nada tem que ver com saúde, o deputado Eduardo Cunha adicionou a ela um penduricalho que altera a forma de multar os infratores donos de plano de saúde, diminuindo vergonhosamente o número de multas na mesma ocorrência, ou seja: de 2 a 50 multas na mesma modalidade, a empresa só pagará por 2 multas. Diante de tamanho ardil, que joga por terra uma das proteções que os usuários que não contam com o SUS conquistaram, só nos resta perguntar: os tomadores de planos de saúde particulares terão essa mesma benesse, caso deixem de pagar em dia as mensalidades na mesma proporção de 50 por 2? A cada dia que passa, mais nos convencemos de que o Congresso Nacional não nos representa. Alimentamos um bando de inúteis para as necessidades do povo.

Leila E. Leitão

São Paulo

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OUTROS PLANOS

Será que os planos de saúde colaboram com campanhas políticas? Deve ser por isso que obtiveram do líder da bancada do PMDB, Eduardo Cunha, a aprovação da MP 627, que prejudica os clientes. Ele precisa nos esclarecer.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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PESQUISA ELEITORAL

Segundo o Datafolha, Dilma Rousseff perdeu 6 pontos. A CPI nem foi instalada, mas, diante do caso cada vez mais nebuloso da Petrobrás, o fato é que a presidente está caindo. Lula aconselhou Dilma a mostrar obras, foi o que ele fez com a Petrobrás para se reeleger e agora se veem as mentiras que foram contadas. Mas será que o povo vai continuar a acreditar em promessas? Dilma quer lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 3, mas e o PAC 1 e 2, cujas obras não foram cumpridas? Eleitor, não se deixe enganar. O governo vai fazer de tudo para te convencer, por meio da propaganda, de que o Brasil está uma maravilha. Pagamos a maior taxa de imposto do mundo, a maior taxa de juros, as vendas de veículos estão caindo no mercado interno, as montadoras adotaram medidas para reduzir o estoque, com corte de produção, férias coletivas, redução de turnos, etc. Esse é o Brasil maravilhoso que o PT tem para mostrar, mas esconde os fatos e vive de propaganda enganosa.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SOB O RADAR DAS PESQUISAS

Se é verdade que a nossa sociedade carrega o pesado fardo da péssima condução da política econômica sob a responsabilidade de Dilma Rousseff, em que nos números se expressam a persistente alta da inflação, do déficit público, do resultado negativo da balança comercial, etc., o Planalto também percebe seus graves equívocos cometidos na manifestação dos eleitores captados nos resultados dos institutos de pesquisas visando ao pleito de outubro de 2014. E nesta última divulgada no fim de semana pelo Datafolha, a queda de Dilma se detecta novamente, com os 38% apurados a seu favor, ante os 44% de fevereiro deste ano. E mesmo que somados os números alcançados pelos seus prováveis opositores, em que se conferem 16% para Aécio Neves (PSDB), 10% para Eduardo Campos (PSB), e de outros candidatos mais 6%, o que totaliza 32%, a candidata petista que vai tentar sua reeleição, nesta situação, poderia até vencer em primeiro turno, se a eleição fosse hoje. Mas o céu não está para brigadeiro para o sonho petista de continuar no poder por mais quatro anos. Primeiro, porque a quase exclusividade de exposição na mídia de Dilma está com seus dias contados. A partir do momento em que os partidos oficializarem seus candidatos ao Planalto, que é uma questão de dias, e por estarmos ainda a longos seis meses da eleição, esses pretendentes ao cargo maior da nossa República certamente vão crescer na preferência do eleitorado, mesmo porque 63% destes afirmam que a presidente fez menos do que o esperado durante seu mandato. E Dilma terá de responder de forma convincente, até outubro (o que não será fácil), a muitas questões cabeludas de casos de corrupção no seu governo. E até de uma CPI, que já está no forno do Congresso, em que a própria presidente é cúmplice, como o de ter autorizado a compra de uma refinaria nos EUA, a de Pasadena, pela Petrobrás, em que se configura pelas denúncias apuradas como um dos maiores escândalos da nossa recente história institucional. Isso posto, um segundo turno será iminente. E com possibilidade maior ainda para que em 2015 este maltratado país tenha a formação de um governo novo, austero e ousado, que atenda à altura a realização das nossas prioridades e renove as esperanças de um futuro próspero e sustentado para nossa sociedade.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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VOLTA LULA, VOLTA

Segundo pesquisa Datafolha, Dilma vem perdendo votos e o motivo é o crescente pessimismo com a economia. Talvez o PT vá ter de acionar o plano B e mudar o candidato: sai Dilma e entra o "Barba". Eu apoio a troca: volta Lula, volta. Quero ver você governar o País após receber uma verdadeira herança maldita: investidores e empresários descontentes, inflação em alta, Petrobrás e Eletrobrás quebradas, caixa zerado para comprar o apoio do Legislativo e do Judiciário. Depois de 12 anos do PT no governo, vai ficar feio jogar a culpa para FHC, né?

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O QUE FIZERAM COM O BRASIL?

Durante uma das sessões do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes, visivelmente estarrecido com os autos do processo, lançou a seguinte indagação: "O que fizeram com o Banco do Brasil?". Decerto ele se referia a alguma das indecências perpetradas pelos mensaleiros, como as do petista Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing da instituição. Pois bem, hoje podemos formular questões análogas à do juiz em relação a uma série de assuntos, não é mesmo? Há quem pergunte, por exemplo, "o que fizeram com a Petrobrás?", antes a 12.ª maior empresa do mundo em valor de mercado, mas que, entregue aos crescentes desmandos e aparelhamento do PT, despencou para a 120.ª colocação na mesma listagem. Outros questionam "o que fizeram com o Ipea?", especialmente após o equívoco vexatório cometido pelo instituto na divulgação de dados sem qualquer sentido sobre violência contra as mulheres. Nesta semana, poderemos lançar nova pergunta: "O que fizeram com o instituto da CPI?", historicamente reconhecido como um direito constitucional de que dispõe a minoria parlamentar para investigar eventuais abusos contra os cofres públicos cometidos pela maioria. Essas e outras tantas questões, após quase 12 longos anos de gestão do PT, remetem a um fato irrefragável: a crônica paralisia administrativa e a falta de transparência e lisura com a coisa pública de um governo cujo partido tem apenas um projeto de perpetuação no poder, e não de desenvolvimento do País. O que fizeram com o Brasil?

Henrique Brigatte

hbrigatte@yahoo.com.br

Pindamonhangaba

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NÃO ESTAMOS NO JAPÃO

Rafael Guerreiro Osório, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), pediu exoneração do cargo, depois que foi constatado que na pesquisa "Tolerância Social à Violência Contra as Mulheres" houve um erro crasso na divulgação do resultado: em vez dos 65% divulgados inicialmente, são apenas 26% os brasileiros que concordam com a frase "mulheres que usam roupas que mostram o corpo, merecem ser atacadas". Que bobagem, senhor diretor! O fato de o Ipea errar numa pesquisa, sendo que o seu "metiê" é este e somente este, fazer e divulgar pesquisas de opinião, não quer dizer nada, errar é humano, senhor Osório, principalmente no nosso Brasil, onde presidentes da República montam quadrilhas para mudar a opinião de todo um Congresso Nacional, ou presidentes de conselhos administrativos de nossas estatais causam prejuízo de bilhões de dólares ao País baseando sua opinião em documentos falhos e continuam cantando de galo, sem qualquer tipo de punição. Não há por que se preocupar, senhor Osório, não estamos no Japão.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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O ERRO DO IPEA

Muito estranho este equívoco cometido pelo Ipea, que primeiro divulga um resultado de pesquisa e, dias depois, diz que errou e que o resultado da tal pesquisa não é bem aquele. Vejam bem, o Ipea é ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, entenderam? Da Presidência da República... Tanto o primeiro resultado, que diz que são 65% os brasileiros que concordam com a afirmação de que "mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas", como o segundo resultado, que diz que não são 65%, e sim 26%, são abomináveis e emporcalham a imagem do povo brasileiro. Porém, convenhamos, o primeiro resultado emporcalha um pouco mais. Pelo fato de estarmos às vésperas da Copa do Mundo, uma informação dessa não é exatamente o que esperamos para impressionar o mundo. Vai daí que, sendo o Ipea ligado à Presidência, a Presidência é do PT, a presidenta, coitadinha, muito "inocenta", puxa daqui, puxa dali e "voilá", dá-se a mágica dos números, não são 65% e, sim, apenas 26% dos brasileiros que concordam com aquela afirmação. Sintomático? É lógico que sim. Afinal, quem manipula números tão bem quanto o PT? Basta ver os números da economia, correto?

Rubens Paulo Stamato Junior

rubensstamatojr@terra.com.br

Bebedouro

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COMO CONFIAR?

Ao descobrir o erro bisonho do Ipea/PT, vem a dúvida: e os números do IBGE/PT? Em 2011, a presidente do instituto, Wasmália Bivar, depois de um inexplicável vazamento de dados, confessou: "Foi uma falha grave a ponto de arranhar a imagem de competência técnica. Nós nos envergonhamos de uma falha dessa gravidade".

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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IPEA

Instituto de Pesquisas Erradas Assumidas.

José Milton Galindo

galindo52@hotmail.com

Eldorado

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DECEPÇÕES

A manchete do "Estadão" de sábado (5/4), embora de assunto relevante, não merecia o privilégio de tanto destaque. Afinal, em 28/3 esse assunto, ou o erro do Ipea agora corrigido, estava na parte debaixo da página inicial. A manchete adequada deveria ter sido: Lula se reúne com Dilma e diz que é preciso evitar CPI. Isso é de maior relevo para o futuro do País. Parece que o marketing deste periódico desconhece que muitas pessoas apenas leem as manchetes principais de jornais afixados nas bancas, ou então, o que me deixa mais apreensiva, os senhores não querem assumir uma crítica mais audaciosa contra toda essa maracutaia que tenta proteger um mato certamente cheio de coelhos. Espero do "Estadão" uma atitude mais dura. Afinal, já tivemos dois comentaristas políticos demitidos no Paraná, Ogier Buchi e Paulo Eduardo Martins, mas não vi nenhuma notícia, nenhum desagravo aos colegas nas suas páginas. Se algo saiu, foi tão escondido que nem se vê. Se não há provas de que houve censura, ao menos valeria a pena questionar. Outro fato desconcertante foi o do cubano (que dizem que era do Mais Médicos) encontrado morto num hotel de luxo em Brasília, cujo corpo foi deportado para Cuba sem que fosse divulgada a sua identificação. Acham isso normal? Um estrangeiro morre no Brasil, a sua identidade é mantida em segredo e ninguém questiona? Como um pobre médico desse sacrílego projeto teria condições de estar hospedado em hotel de luxo? O que obscureceu a inteligência dos jornalistas do "Estadão", que não foram buscar detalhes dessa matéria? Quando a imprensa funciona mal, o povo fica ainda mais desprotegido e impotente.

Sueli Caramello Uliano

scaramellu@terra.com.br

São Paulo

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ESTUPRO

O impacto causado pelo erro caricato e ordinário do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, foi de magnitude quase que pecaminosa. A letalidade do fato provocou o pedido de exoneração do diretor Rafael Osório, pela possível vergonha de passar por este "mico". O tsunami estatístico impactou também o brio das mulheres que preferem usar roupas que propiciam a exibição do próprio corpo. O libido masculino, como se sabe, estimulado principalmente pelo sentido visual, se encarregaria de instigar o estupro das mulheres pelos homens sem controle emocional. Este caso serve como uma luva ao caso do estupro da Petrobrás pelo PT: a mostra e oferta do próprio corpo foram a causa fundamental para as manipulações libidinosas do seu caixa disponível à "rapinagem" dos diretores e detentores do poder dentro da estatal. Caso reeleita, a presidente Dilma provavelmente recuará de sua posição sobre as mulheres e recomendará o uso de uma "burca" para proteger a Petrobrás.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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ONDE ESTÁ O RESPEITO?

Com os erros do Ipea sobre a pesquisa feita sobre violência contra as mulheres podemos concluir como anda este desgoverno e como pode um cidadão neste cargo não saber ler um gráfico. É uma verdadeira vergonha, quando poderemos confiar nessa administração, inclusive com deputado de um partido considerado super honesto pegando carona em avião de amigo doleiro desconhecido. Pode?

João Mendes

mendesjoao@ig.com.br

São Paulo

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DE 65% A 26%

A distância entre os números e a realidade nos leva a crer que o pesquisador do Ipea é o mesmo responsável pelas pesquisas de avaliação do governo Dilma.

Léo Coutinho

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

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FATALIDADE

O presidente do Ipea, Marcelo Neri, segundo o "Estadão" de segunda-feira (7/4), nos diz que "o erro do Ipea foi fatalidade". Fatalidade foi o PT assumir o desgoverno do nosso querido Brasil. Para pensar e refletir sobre o que um órgão de balizamento de governos publica.

Ricioti Covesi Filho

ricioti@uol.com.br

Americana

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Muito oportuno e claro o artigo de Roberto Teixeira da Costa ("Governança corporativa", 8/4, A2), mostrando as responsabilidades e os cuidados que os conselheiros de empresas e entidades devem assumir, o que nem sempre ocorre, infelizmente.

Mario Ernesto Humberg

marioernesto.humberg@cl-a.com

São Paulo

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DIVISÃO DE TRABALHOS

Apenas melhorando um pouco a filosofia empresarial do eminente economista, ou advogado, ou mesmo "economês" Roberto Teixeira da Costa, em qualquer organização, desde uma banca de feira até uma empresa gigante, como o próprio governo americano, há uma hierarquia de comandos, trabalhos e lideranças, e o que o capitalismo evidenciou de fato é a necessidade da "divisão de trabalhos". O sujeito que pensa em geral não é o sujeito que aperta parafusos, na proporção inversa do tamanho e da complexidade da empresa. A coisa desanda quando o "intelectual" se mete a ser "peão que aperta parafusos". Sem o intelectual que dá diretrizes e o peão que cumpra essas diretrizes, acontece a "falência" corporativa, como foi a falência soviética. Energúmenos fazendo reuniões na cúpula e peões em baixo trabalhando feito baratas tontas, ao sabor dos "feitores" de chicote na mão.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CRISE NA UCRÂNIA

O mundo civilizado não sabe como lidar com um senhor tribal como Vladimir Putin e a tendência é de uma mudança profunda na geopolítica da região, atingindo todos os países da ex-União Soviética. Putin oferece ao povo a opção de voltar às origens, e o amor à terra faz o resto do trabalho. Não será loucura um pequeno vilarejo encravado no centro da Ucrânia proclamar sua independência. Qual seria a saída? Parece irreal, mas é o que vai acontecer, sem que o Ocidente possa reagir. Hitler foi mais exato, mais objetivo, já Putin só acende o pavio e semeia a discórdia sabendo que os saudosistas da antiga União Soviética eram "felizes" por viverem num Estado forte, rico, poderoso e protetor. Somando a tudo isso o medo do novo, a população volta para os braços da Rússia. Resta o consolo de todos passarem fome numa grande nação. A velha Europa é a maior vítima dos gasodutos que passam pela Ucrânia e todos sabem que não existe nenhuma maneira de ameaçar ou amedrontar a Rússia, que pode ser chamada de maior potência do planeta, pois conta com um poderio militar respeitável, um estoque de mísseis nucleares fantástico e no comando a maior ameaça que a humanidade jamais poderia imaginar que pudesse existir: Vladimir Putin.

Luiz Ress Erdei

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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A UCRÂNIA JÁ ERA

A Ucrânia, como nunca existiu como nação independente, não sobreviverá às pressões russas. Por causa disso, é melhor dar aos russos o que é da Rússia e aos ucranianos o que eles ainda "pensam" que é da Ucrânia... por enquanto.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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1964, O ANO QUE NÃO ACABOU

Magistral o resumo - e as ponderações - dos fatos pré e pós 1964 de Fernão Lara Mesquita ("1964 - Um testemunho", 7/4, A/2). Preciosos os números apresentados. Faltava essa voz em meio ao vozerio geral, ora ingênuo, ora mal intencionado ou carregando paixão, mágoa e distorções. Na mesma página, uma leitora teceu lúcidas considerações ao citar palavras sábias de uma ex-guerrilheira (sete meses no DOI-Codi). 1964 foi consequência da irresponsabilidade de Jânio Quadros. O golpe, uma resposta provocada pelas ações da esquerda, que instalava o caos, no campo e na cidade, em liberdade só encontrada em democracias. Essa esquerda, com idealistas e não idealistas, não queria democracia alguma, como proclama hoje para justificar, se enaltecer e buscar indenizações. Queria, claramente, um comunismo cubano aqui. Ser comunista e revolucionário, aliás, era moda à época. Num mundo polarizado entre duas forças, uma, a Rússia, avançava para todos os lados. O Brasil, pelo tamanho e localização estratégica, representaria um salto. Outra, os EUA e a Europa ocidental, tratava de assegurar liderança onde já a exercia. Impedira o avanço nazista. Deixaria o comunista? Era guerra, não tão fria como chamada. Venceria um dos lados, no Brasil e no mundo. Guerra se sabe como começa, nunca como acabará. Irracional do começo ao fim e, segundo Lara Mesquita, "paraíso dos tarados e psicopatas". Nenhum país foi comunista sem ser ditadura, sempre mantida à força. Ou implantou um socialismo bom para seu povo, em que o cidadão, para sair, não precise fugir arriscando a vida. Jamais perdoarei, no fundo de minha consciência e do meu senso de humanidade, a tortura e os assassinatos cometidos pelos dois lados, aqui e lá fora. Nenhum esplendoroso fim justifica um só ato de tortura ou assassinato. Já me indignei e chorei ao pensar na dor das vítimas e seus parentes. Torci pelo fim da ditadura militar, mas não me arrependi uma vez sequer de ter torcido pela vitória do 31 de março. Eu me alegro por o Brasil não ter virado Cuba, Coreia do Norte, Camboja, Iugoslávia, China, Albânia ou qualquer um dos sofridos satélites da Rússia até o fim da URSS, quando o horror, não eliminado totalmente, foi contado em milhões, não em milhares, chegando ao inconcebível um quarto da população, no Camboja. E o arbítrio não durou 21 anos, mas décadas e mais décadas, e não acaba. Bem disse Churchill: a democracia é horrível, mas ainda não inventaram nada melhor.

Eunice Marino

eunicemarino@oi.com.br

Guaxupé (MG)

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‘1964 - UM TESTEMUNHO’

O artigo do Fernão Lara Mesquita no "Estadão" de 7/4/2014 deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas brasileiras. Os brasileiros têm o direito de conhecer a verdade sobre a revolução de 1964.

Sergio Pedreira de Freitas

serpedreira@terra.com.br

Arceburgo (MG)

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DEMOCRACIA

Meus parabéns e meus respeitos ao jornalista Fernão Lara Mesquita pelo extraordinário artigo de sua autoria publicado no "Estadão" de segunda-feira. Em apenas três colunas estão explicados os principais fatos que aconteceram na política brasileira desde a renúncia de Jânio, bem como os crimes cometidos pelo comunismo soviético naquela época, que culminaram com o fim da URSS. Mas o artigo desnuda a notável semelhança entre o nazismo e o comunismo: ambos são totalmente contrários à democracia, ambos foram responsáveis pelo assassinato de milhões de pessoas em todo o mundo. Este artigo deveria ser divulgado, ou melhor, ensinado aos jovens universitários que futuramente governarão o País, para que eles se conscientizem de que a democracia, com todos os defeitos que tem, ainda assim é o único regime capaz de respeitar o ser humano, de permitir a livre expressão do pensamento, de apoiar a imprensa livre e de combater a corrupção, que entre os políticos brasileiros atinge níveis insuportáveis. Que os jovens sejam informados e esclarecidos, e não doutrinados pelos ignorantes da História.

Antonio Campos

ko35fev@uol.com.br

Itapeva

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OUTRO LADO

Até que enfim começamos a ouvir o outro lado da história da revolução de 1964. Na época tinha apenas seis anos de idade, porém, de tudo que tenho lido ultimamente, alguém resolveu contar o que viveu e viu bem próximo, e este alguém é uma pessoa que admiro muito por tudo o que já fez e ainda faz pelo jornalismo brasileiro ("Jornal da Tarde", Rádio Eldorado, selo Eldorado, etc.), além de, recentemente, suas viagens náuticas maravilhosas. Cumprimento Fernão Lara Mesquita por colocar os fatos da época em seu devido lugar. Muitos que se fazem de vítimas da revolução de 1964 na verdade não passavam de jovens sonhadores com o comunismo que avançava pelo mundo. Isso eu não ouvi ninguém falando por aí, muito menos sobre o Partido Comunista.

Plinio Van Deursen

pliniovd@uol.com.br

São Paulo

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