Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

14 Abril 2014 | 02h03

Manipulação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem 143 anos e sempre foi alvo do humor dos governantes quando, politicamente, algum índice não lhes era favorável. O pedido de demissão da diretora de Pesquisas, que pode estender-se ao corpo técnico, tem como origem índices de inflação e desemprego que o governo não aceita como realidade. A sra. Gleisi Hoffmann (PT-PR), depois de um longo e tenebroso inverno na Casa Civil, retornou ao Senado com a corda toda e pôs em dúvida a capacidade do instituto. Ao governo interessa que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) seja suspensa até janeiro, quando os índices não terão mais importância para os petistas. Na sua desesperada marcha para a reeleição da presidente da República, o governo desmoraliza a democracia, estupra a ética e massacra os opositores, pois, afinal, "os fins justificam os meios"... Dilma Rousseff imita o poste argentino, mas vejam como está a terra do tango.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Ingerência político-eleitoral

Mais uma instituição, cujas pesquisas são tão importantes para o direcionamento do País, está prestes a ser desacreditada por, mais uma vez, ingerência política com um claro objetivo: as eleições de outubro. Não é conveniente para o PT que as pesquisas mostrem a total ingerência do governo na condução de nossa economia, basta ver os rumos da inflação. A suspensão da divulgação de pesquisas, claramente criticada pelos técnicos do IBGE, nos leva, de fato, à Argentina, onde a presidente manipula a inflação, esquecendo que é nos supermercados que as donas de casa medem o verdadeiro custo de vida. Acontece que na Argentina a população é muito mais politizada e não vai na conversa de políticos, tanto que acabou de parar o país. A pergunta que fica é: em que instituição, no Brasil, ainda podemos confiar? Até há pouco tempo o Judiciário era confiável, agora há dúvidas. Parece que só resta a Polícia Federal. Mas até quando?

ROBERTO LUIZ PINTO E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Aparelhamento

Quer dizer que nem o IBGE escapou de ser aparelhado? Até dados sobre a renda domiciliar per capita são manipulados para que a Dilma Rousseff alegue que todos os brasileiros passam bem, obrigada?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

O IBGE também já era

A diretora de Pesquisas do IBGE, Marcia Quintslr, pediu exoneração do cargo por discordar da suspensão da divulgação dos dados da nova pesquisa que mede em nível nacional os principais indicadores do mercado de trabalho. Com certeza, os governistas querem mudar a forma de análise para que a real situação do desemprego no Brasil não venha a público justamente em ano eleitoral. O governo insiste em que as pesquisas abranjam apenas 90 milhões de brasileiros moradores das principais capitais do País, deixando de lado os 110 milhões de habitantes dos municípios menores. O próprio governo trata essa população como inexistente, pária, porque assim o faz de conta do Brasil maravilhoso e próspero poderá ser usado em campanha eleitoral. Já o Brasil real, o desses outros 110 milhões de brasileiros, fica no não vi, não conheço. Cai nas garras do governo federal o último órgão público independente. A exemplo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o IBGE já era!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Crise de gestão

A suspensão da divulgação da Pnad Contínua não só levou a sra. Marcia Quintslr a pedir exoneração, como também gerou uma crise de gestão no IBGE, pois outros coordenadores e gerentes estratégicos da Diretoria de Pesquisas igualmente estão dispostos a entregar seus cargos. Esses são os verdadeiros funcionários públicos, que trabalham em prol do País, de forma séria e competente, e não para agradar ao governo federal. Não recebem os seus salários para maquiar números, enganar os investidores e o povo brasileiro. Parabéns a esses profissionais, que não vendem a honra. Sua atitude renova a esperança de um Brasil melhor.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Franquia de maquiagem

É, o IBGE não está aceitando numa boa transformar-se numa franquia da empresa de maquiagem da presidente Dilma. Realmente, para profissionais que levam a sério o seu ofício, fica muito difícil produzir resultados ao gosto do freguês.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Presidente vacilou

Já Wasmália Bivar pisou na bola - aliás, na pesquisa. Coisa feia!

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

STRADIVARIUS

O mito e a realidade

Em sua coluna de 12/4 o biólogo Fernando Reinach questiona a famosa "qualidade insuperável" dos violinos Stradivarius. Segundo ele, testes realizados por violinistas atuais concluíram que violinos modernos chegam a superar antigos. E, lembrando Stradivarius, conclui que o mito não corresponde à realidade. Não faltam exemplos na história que dariam razão a Reinach. Só que há um detalhe que põe por terra seus argumentos: seria preciso saber qual Stradivarius foi usado nos testes. O mestre de Cremona construiu cerca de 1.200 violinos. Os da fase inicial (1680-90) são considerados bons instrumentos, mas nada excepcionais. São baratos e, em geral, adquiridos por colecionadores, que os colocam numa redoma sobre um móvel da casa como decoração. Já os construídos na segunda década, de 1700 em diante, os da "fase ouro", são de um timbre belíssimo, inconfundível, de projeção sonora fora do comum, e seu formato se tornou básico para a história posterior da construção de instrumentos de cordas - não apenas violinos. Um deles foi vendido recentemente por US$ 15 milhões. Se fôssemos comparar autores, por exemplo, pela Carmen, de Bizet, pelo Concerto para Trompete, de Hummel, e pela Fantasia para Piano, Coro e Orquestra, de Beethoven, a primeira seria o suprassumo, pois foi a ópera mais executada durante bom tempo, e Hummel, por seu concerto, o Stradivarius dos instrumentos de metais; já Beethoven, por essa Fantasia, seria um inexpressivo autor amador. Só que, na história, 99% da obra dos dois primeiros foi jogada no lixo e Beethoven é para muitos - como o autor destas mal traçadas - o maior compositor de todos os tempos...

JÚLIO MEDAGLIA

maestrojuliomedaglia@gmail.com

São Paulo

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O CUSTEIO DAS ELEIÇÕES

Já conta com 6 dos 11 votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que proíbe as doações eleitorais de pessoas jurídicas a partidos e candidatos. A medida poderá representar um salto de qualidade para o processo eleitoral brasileiro, se vier acompanhada do rigor na fiscalização. É preciso verificar se os cidadãos, legalmente autorizados a doar, têm fonte lícita do recurso e, principalmente, condição econômica para fazer a doação. Do contrário, nada impediria que as empresas e concessionários continuassem injetando seu dinheiro por meio de pequenos "laranjas". Também é necessário ver de onde vêm os jatinhos, as frotas de veículos e outros insumos das campanhas, e saber qual a forma de seu custeio. O melhor caminho seria o custeio público. Cada partido e candidato receberia o suficiente para fazer sua promoção, com a certeza de que o concorrente não teria recursos maiores que os seus. Dessa forma, não correria o risco das superproduções e de outros artifícios que fazem as propostas eleitorais parecerem melhores do que realmente são. O povo precisa ser levado a votar conscientemente, sem fantasias nem enganações. A corrupção, responsável pelas mazelas que grassam país afora, precisa ser varrida em todas as suas formas.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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DOAÇÕES A CAMPANHAS ELEITORAIS

Reportagem de "O Estado de S. Paulo" revelou que a maioria das doações eleitorais a candidatos e comitês foi proveniente de grandes empresas, fornecedoras da Petrobrás (cerca de 50 grandes empresas monopolistas). Nas eleições realizadas há quatro anos, o PT recebeu 25% e o PSDB 24% das doações. Não podemos nos esquecer, porém, de que não são somente as grandes empresas sustentam as eleições brasileiras, também a máquina pública. Como já se formou maioria no âmbito do STF, com pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, de suprimir essas doações, se a decisão tiver efeitos imediatos, favorecerá o partido do poder e controlador da máquina estatal. Bem por isso, mais adequada e democrática é a posição dos ministros que propõem que, declarada a inconstitucionalidade, a matéria seja remetida ao Congresso Nacional, para elaboração de uma lei de regência do tema no prazo máximo de dois anos. Sob pena de a nobre iniciativa do Conselho Federal da OAB tornar-se um nefasto bumerangue.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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VOTO DISTRITAL

O julgamento no STF das doações de pessoas jurídicas para financiamento de campanha caminha para a proibição destas, como se o nosso problema de impedir o uso do poder econômico para influenciar o resultado das eleições terminasse com essa determinação. As distorções são muitas, como o excessivo uso de verba de propaganda por empresas estatais, ministérios e autarquias que certamente influenciam os meios de comunicação e que favorecem o candidato do governo. Estas precisariam igualmente ser proibidas ou fortemente limitadas. Mas o que certamente produzia melhores resultados seria a instituição do voto distrital no Brasil. Campanhas mais baratas, maior comprometimento dos eleitos com seus eleitores, maior sintonia entre candidatos de um mesmo partido e, acima de tudo, maior poder para o cidadão, se implementado junto com o "recall". Este é uma espécie de cartão vermelho que os eleitores teriam para tirar o cargo um parlamentar antes do fim de seu mandato, caso se mostrasse infiel a seu distrito.

Carlos de Oliveira Ávila

gardjota@gmail.com

São Paulo

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MAIS TRANSPARÊNCIA

Após a posição contrária de 6 dos 11 ministros do STF a respeito de doações de empresas às campanhas eleitorais, colocou-se em pauta se a medida será eficaz no combate ao tráfico de influência. Analisemos, em primeiro lugar, a consequência dessa decisão. Os custos serão repassados ao contribuinte por meio de impostos. Ou seja, transforma-se um investimento privado em um público, lesando os consumidores. Contudo, trata-se, também, de uma questão de transparência. Bem como disse o ministro Gilmar Mendes, nada impedirá empresas e partidos de simularem doações individuais. Caso houvesse regulamentação sobre o lobby, a sociedade, fazendo um contrapeso ao Estado, poderia fiscalizar a prática. Isso, pois, de acordo com Carl Schmmit, especialista em Direito Constitucional e Internacional, um inimigo esclarecido fortalece a Nação. Em síntese, a proibição de as empresas financiarem campanhas eleitorais, além de prejudicar o contribuinte, é ineficaz. Portanto, a solução seria regulamentar o lobby, fazendo com que assim haja mais transparência nas relações econômicas do governo.

Régis Francisco Palombo

regis_reggae2@hotmail.com

Governador Valadares (MG)

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CONDIÇÃO

Os políticos e as empresas estão vibrando com a proibição das doações de grana para as campanhas eleitorais. Agora as maracutaias serão legitimadas pelo sistema corrupto que impera na terra de Cabral. Doou, tem obra; não doou, se ferrou.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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IMPOSTO SOBRE A SOJA

Uma das coisas mais importantes que já se fez no agronegócio foi a Lei Kandir, que desonerou o ICMS sobre a exportação de soja. Uma pena que a lei não foi totalmente regulamentada, deixando para trás alguns percalços, como a incidência do imposto nas negociações interestaduais. De qualquer maneira, foi um enorme avanço, que começa a mostrar sinais de retrocesso com o governo enviando ao congresso uma Medida Provisória sugerindo a implantação de PIS e Cofins sobre a soja exportada, da ordem de 9%. Quem vai pagar essa conta? O produtor, claro. Os olhos do governo "cresceram" em cima do setor por causa de dois ou três anos de bonança, mas ninguém se lembra de premiar o produtor quando as coisas não vão tão bem assim. De onde veio essa infeliz iniciativa? Só pode ter sido de dona Cristina Kirchner, que taxa fortemente as exportações do complexo soja.

Jair Freire

assim.soja@gmail.com

São Paulo

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O PIB DO BRASIL EM 2014

Segundo previsão do Panorama Econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial crescerá 3,6%; o dos países emergentes e em desenvolvimento, 4,9%; o da América Latina e do Caribe, 2,5%; e o do Brasil, apenas 1,8%. Enquanto o mundo vai retomando seu crescimento após o baque bancário de 2008, o desgoverno mantém o País em marcha lenta quase parando, na vergonhosa posição de rabeira da América Latina, Caribe e países emergentes em desenvolvimento. Além da "corruPTobrás" que grassa País afora, a incomPeTência, o despreparo e o improviso na condução da política econômica continuam sendo a bússola sem norte no comando do PTitanic Brasil à deriva em mar bravio. Até quando?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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PROJEÇÃO REVISTA

O FMI reviu a projeção de crescimento brasileiro de 2,3% para 1,8%. E, claro, mais uma vez, o Ministério da Fazenda não gostou, disse que o FMI está olhando para trás. Até quando o governo vai plantar ervas daninhas e querer colher belas flores?

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

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MANIA DE CONTESTAR

Do que o secretário de Política Econômica, Marcio Holland, está reclamando? O que ele queria, que o FMI olhasse "pra frente"? Se assim o fizesse, não enxergaria o Brasil, useiro e vezeiro frequentador dos finais de fila da maioria dos índices de desenvolvimento globais.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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O BRASIL TRAVOU

Cada vez fica mais claro. O PT não dispõe de elementos competentes o bastante para dirigir o País, por isso ele parou. Seus membros alçados aos diferentes postos na máquina do governo são, na maioria, inaptos para a função. Adotam políticas erradas, como na área econômica, segundo a opinião geral dos economistas nacionais e estrangeiros. Em outros setores do governo, na maioria deles, aliás, são colocadas pessoas que não são do ramo, não têm conhecimento algum. Também há os que aceitaram o cargo para roubar, como tem acontecido continuadamente com o Ministério dos Transportes, onde se tem a impressão de que quadrilhas se apossaram do setor. Sobressai nisso tudo a incompetência da presidente Dilma, tanto como política quanto como administradora. No Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1, por exemplo, muitas atividades estão extremamente atrasadas, e até algumas ainda não saíram do papel. Nenhuma obra importante foi concluída no governo Dilma, nenhum aeroporto, nenhum porto, ferrovia ou rodovia. O FMI calcula nosso crescimento em 2014 em 1,8% somente. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento, entre 30 países levantados em benefícios para a população em relação à carga fiscal, o Brasil ficou em 30.º lugar, o pior, o último. Com tantos erros cometidos e ineficiência nos serviços mais importantes para a população, como saúde, educação e transportes, há uma percepção clara, em recentes levantamentos, de que a população quer um governo melhor, que promova mudanças.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO DA FAZENDA

Guido Mantega, seja patriota, peça demissão, para o bem do Brasil.

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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ESBÓRNIA SINDICAL

Como trabalhador aqui, na cidade de Leme (SP), todo ano no mês de março eu fico revoltado com esta "sacanagem" de descontar um dia do meu salário para pagar o tal Imposto Sindical. Até quando a classe trabalhadora será surripiada por esses sindicatos parasitas, que nem prestam contas à sociedade? Nos países desenvolvidos, o trabalhador é quem decide se afiliar ou não a essas entidades, porém aqui, no "país das maravilhas", além de pagar 37% de impostos como proporção do PIB, somos obrigados a financiar esta esbórnia sindical.

Márcio Rosário

mrmarcio_rosario@hotmail.com

Leme

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SEGURANÇA NA COPA DO MUNDO

Publicado no jornal "Estado": segurança do País durante a Copa do Mundo terá reforço de policiais estrangeiros. Além dessa vergonhosa incompetência, o Brasil vai mostrar para o mundo durante a Copa sua vergonhosa infraestrutura, seus vergonhosos serviços de saúde, o vergonhoso caos urbano e a sujeira das suas cidades, suas vergonhosas favelas "turísticas" e suas vergonhosas escolas públicas no Nordeste "bonito por natureza". A vergonhosa cara do Brasil estará sendo mostrada nas telas da TV, em todo o planeta, com o seguinte título: "Brazil: no management, only corruption" (Brasil: nenhuma gestão, só corrupção).

Ari Giorgi

arigiorgi@hotmail.com

São Paulo

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NÃO ESTAMOS PREPARADOS

Quanto mais se aproxima a data da realização da Copa, mais vemos que o País não está preparado. Tudo está incompleto, a situação geral no Brasil (transporte, segurança, enfim, praticamente tudo está incompleto ou fora de controle) e, para completar, a conta que sabemos muito bem quem irá pagar.

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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LEITE DERRAMADO

Enquanto países que sediaram a Copa do Mundo se preocupavam com malfeitores vindos de fora, a grande preocupação de nossos governantes é justamente com os filhos de nossa terra. O que não é possível compreender é por que, antes de nosso governo consumir bilhões de reais, ninguém se manifestou. Agora, depois do leite derramado, não adianta mais querer impedir que a Copa do Mundo seja realizada em nosso país. Devemos dar todo apoio para que a Copa se realize em nosso país e torcer para que turistas do mundo todo tragam de volta pelo menos parte do dinheiro gasto com estádios e levem para o mundo a impressão de que somos um povo civilizado.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DESPROTEGIDOS

Os torcedores de outros países que virão para a Copa no Brasil poderão ter proteção da polícia de seus países. É bom mesmo, porque confiar na polícia brasileira não dá.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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A INTERVENÇÃO DO COI

Não bastassem as humilhações a que fomos expostos perante o mundo, pelos falsos amigos como Venezuela, Bolívia e Argentina, pelo apoio a ditadores sanguinários, pelas intrigas com velhos aliados, pelo calamitoso rebaixamento da Petrobrás de 5.ª maior empresa do mundo para o 120.º lugar, o Brasil, por incompetência, apetite voraz por cargos e mordomias, corrupção desenfreada, troca de favores por apoio político, loteamento de cargos e apadrinhamento de companheiros, agora nosso tão querido país, explorado e mal administrado, será tutelado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), pois, caso contrário, o projeto Olimpíada 2016, megalomaníaco, fanfarronado, ufanista de Lula e sua turma, decantado em prosa e verso pela presidente Dilma, não se efetivará.

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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ITAQUERÃO

A construção do Itaquerão não passou de um sonho de uma noite de verão. Inacabado e sob ameaça constante de intervenção da Fifa, o estádio poderá ser o ponto fora da curva no evento. O Pacaembu e o Morumbi poderiam ter sido reformados e adaptados às exigências da Fifa, porém preferiram gastar mundos e fundos de dinheiro para a construção de uma arena distante dos principais pontos da cidade e fora de mão. Se arrependimento matasse, os organizadores do evento estariam repensando o triste campo de futebol.

Yvette Kfouri Abrão

abraoc@uol.com.br

São Paulo

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MUTRETA ANUNCIADA

A saga do dito Itaquerão já começou estranha e só poderia terminar problemática. Depois do golpe de derrubada do Morumbi, candidato natural a sediar a Copa, milhares de ações suspeitas terminaram por premiar o "curingão" com a conquista de um estádio sem custo, pago pelos trouxas dos governos estadual e municipal, ou, se preferir, pela construtora que é remunerada pelo Estado e pela Prefeitura, ou seja, pelo povo. Mortes, desleixo com segurança, azar ou mau sinal, falha no entorno, término sem prazo, vexame à vista praticamente certo. É o retrato da gestão petista, do modo do apedeuta corintiano de gerir as coisas, forçar as coisas, manobrar pessoas e empresas a seu interesse, certamente com amplo lucro de todas as formas possíveis e imagináveis. Mais uma e talvez a principal vergonha da Copa do atraso, de falha nas execuções, falhas de segurança e, ainda, forçando a Fifa a pagar a conta. Desastre anunciado, vexame previsto, vergonha realizada.

Ronaldo Parisi

rparisi@uol.com.br

São Paulo

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ITAQUERÃO OU LULÃO

Sou corintiano, mas cada vez mais creio que o Itaquerão, com seu apelido desgraçado de feio - e pior ainda ao ver petistas já ensaiarem trocá-lo para "Lulão" -, se chegar a ser usado na Copa, poderá ser motivo de vergonha e quem sabe até mesmo correr o risco de causar danos aos torcedores. E nesse item bastam as três mortes já ocorridas em sua construção. Para evitar isso, não seria melhor, no pouco tempo que resta para o jogo de abertura da Copa, transferir este para o Morumbi, fazendo ajustes no estádio e no trânsito local para facilitar o acesso dos torcedores?

Laércio Zanini

arsene@uol.com.br

São Paulo

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REAPROVEITAMENTO

As 20 mil poltronas provisórias do Itaquerão poderiam ser reaproveitadas nas salas de espera dos hospitais públicos da capital paulista depois da Copa. Não sei se seriam suficientes, mas é melhor do que nada...

Cláudio Moschella

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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ESCASSEZ DE ÁGUA EM SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com receio de pôr a sua reeleição em jogo, insiste em não colocar em prática um plano de racionamento de água na capital e na grande São Paulo, apostando na redução de gasto sem a implantação do rodízio. Apesar da crescente demanda de água, nenhuma providência eficaz durante o governo do PSDB, que se alongou nos últimos 20 anos, se fez presente, só usufruíram do arcaico sistema que já estava construído. Não providenciaram novas barragens para estocagem da água com obras planejadas para tal, sempre ignoradas pelos nossos governantes. Afinal de contas, vamos acreditar em São Pedro.

Arnaldo Luiz de O. Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

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BANHO RÁPIDO

Alckmin diz ter acelerado banho para combater falta de água em São Paulo. Em vez de acelerar o banho, quem está no poder ou junto do poder há pelo menos 20 anos e há 10 anos tinha conhecimento do agravamento dessa situação deveria ter tomado providências para não deixar chegar a este momento tão crítico. A legenda pelo visto não faz o homem público.

Angelo Antonio Maglio

angelomaglio@terra.com.br

Cotia

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ÁGUA EM SÃO PAULO

Parece que Alckmin está copiando Lula, também tem um "Dilma" para resolver o problema de má gestão. Água não se consome, se suja, e boa gestão é apenas "limpar o que se suja".

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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APROVEITAMENTO DA CHUVA

A cidade de São Paulo sofre todo verão por causa das chuvas. Fica inundada, é o caos! Por outro lado, tem a seca, que, como agora, preocupa a todos pela falta de água nos reservatórios. Por sua vez, nossos governantes nunca acham uma solução, principalmente para as enchentes nas épocas de chuva. Então pensei: se você não consegue vencer seu inimigo, junte-se a ele. Não sei se seria possível, só um técnico poderia dizer. Toda essa água que cai em São Paulo nas épocas de chuva não poderia ser drenada, canalizada (não sei a solução técnica) para um grande reservatório? No Nordeste, em escala muito, muito menor, capta-se a água da chuva para encher cisternas. Diminuiriam as enchentes e aproveitaríamos a água desperdiçada das chuvas.

Valdir Pricoli

cambuci@yahoo.com

São Paulo

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COLAPSO

O Sistema Cantareira, em janeiro de 2013, já estava dando sinais de colapso, pois estava 20% abaixo do nível do ano anterior, segundo gráfico publicado no "Estadão" dia 4/4. Sinal de que já estava se gastando mais do que a natureza tem capacidade de repor, independentemente de um ano atípico como o de 2014. 2012 foi um ano normal, o que mostra uma irresponsabilidade insana dos gestores deste sistema, que até hoje não começaram um programa de racionamento de água. Hoje o quadro é de colapso. Quem não entendeu verá. Eu não entendo, precisa acabar a água para pensar no que fazer.

João Braulio Junqueira Netto

jonjunq@gmail.com

São Paulo

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ÁGUA, UM DESPERDÍCIO IGNORADO

Há muitos anos venho alertando sobre um desperdício de água ignorado pela Sabesp: os aquecedores de passagem nas residências. Principalmente prédios: 1) a vazão da ducha necessária na utilização desse sistema é de 9 litros de água por minuto, enquanto no chuveiro elétrico é de 3 litros por minuto. Ou seja, no sistema de aquecedor de passagem o gasto de água para um mesmo banho é três vezes maior. 2) Até a água chegar à temperatura desejada nos chuveiros, perdem-se de 10 a 15 litros de água (em época mais fria) e, nas torneiras da pia, até 3 litros. A conta do desperdício de água em função do sistema de aquecedor de passagem em nosso condomínio era de mais de 50% de água tratada jogada fora sem uso. Como tínhamos um consumo médio de 1.594 m³ por mês, o tamanho do desperdício mensal era de aproximadamente 797 mil litros de água. Considerando que desde a década de 90 a maioria dos edifícios usa esse sistema, imaginem o tamanho do desperdício.

Loamy F. Sá

lolasa.ira@hotmail.com

Santos

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FOFOCA NO TÁXI

Os administradores trotskistas da nossa sofrida capital agora estão com um filme de autopromoção na TV. Mostram diferentes imagens de avenidas, uma com duas, outra com três filas completamente cobertas por automóveis engarrafados, parados bem ao lado de uma e duas faixas de ônibus livres, completamente livres e vazias. Sua mensagem é: "Fazemos aquilo que tem de ser feito", ou pelo menos o que acham que tem de ser feito. Na semana passada, um taxista fofocou comigo que, após o final da guerrilha e disputa táxis x faixas, o secretário Jilmar Tatto, a fim de melhor proteger e favorecer o imaginário proletariado, vai proibir o uso das faixas pelas ambulâncias de hospitais particulares. O conjunto da obra me faz acreditar em mais esta barbaridade.

Murilo Luciano Filho

muariluo@uol.com.br

São Paulo

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DEVOLVAM A AVENIDA A SEUS USUÁRIOS!

O secretário sr. Jilmar Tatto afirmou recentemente, a respeito da implantação do corredor de ônibus da Nove de Julho: "Hoje quem está na Nove de Julho não acha que o corredor destrói o ambiente. Tanto é que agora, quando completamos o trecho arborizado do Itaim, não houve resistência dos moradores". Que tipo de resistência o secretário queria? Que nos sentássemos ali, na confluência da Nove de Julho com a Cidade Jardim, e impedíssemos a destruição dessa antiga avenida? Depois do "Túnel da Marta", pensávamos que os delírios ali tinham acabado... Mas eis que agora o sr. prefeito achou que quem segue pela Cidade Jardim em direção à Avenida Europa são as odiadas "elites privilegiadas" - e fechou o acesso. Conseguiu atravancar o Itaim, rota de fuga para muitos, e piorar ainda mais o trânsito da Faria Lima, pois não nos deixou outras opções. Enviei uma reclamação ao "Estadão", que a encaminhou à CET, que respondeu: "O corredor faz parte da Operação Dá Licença Para o Ônibus, cujo objetivo é priorizar a circulação do transporte coletivo, melhorando a fluidez desses veículos no sistema viário, além de proporcionar mais qualidade de vida aos passageiros, sobretudo aqueles que moram nas regiões mais afastadas do centro. Estima-se que com o corredor são beneficiados cerca de 165 mil usuários do transporte coletivo". Quem conhece a região sabe que todo esse transtorno foi feito para evitar que os ônibus fizessem uma volta de poucos metros, como faziam antes. Que me desculpem os demagogos de plantão, mas eu também quero qualidade de vida!

Mirtis de Aguiar Vallim

millim@uol.com.br

São Paulo

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CORREDORES DE ÔNIBUS

Jilmar Tatto, esse radical petista, pensa que é dono da cidade e da verdade. Se os corredores funcionarem apenas nos horários de pico, já estaria muito bom, porque fora desse horário eles ficam vazios, prejudicando ainda mais o trânsito.

Fernando Castellari

ocastellari@yahoo.com.br

São Paulo

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MAIS UM PLANO FANTÁSTICO

O prefeito Fernando Haddad, de São Paulo, continua a nos surpreender. Conforme reportagem do "Estadão" de 11/4/2014, arquitetou mais um projeto polêmico que em minha opinião mereceria um estudo mais acurado. Reuniu-se em Brasília com o ministro da Casa Civil para solicitar uma mudança no perfil de empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, para que sejam construídos prédios mais altos na capital paulista, devido à pouca disponibilidade de terrenos. "São Paulo tem pouca terra", disse ele. Em compensação, a municipalidade bancaria a manutenção dos elevadores por cinco anos. Ora, elevador é um equipamento que deve merecer utilização e, principalmente, manutenção correta e cuidadosa, sem espaço para negligência e muito menos improvisação. E depois de cinco anos, qual a certeza da prefeitura de que os moradores terão condições de efetuar a manutenção às suas expensas? Também chama a atenção a afirmação do prefeito de que São Paulo tem pouca terra. A capital possui um vasto território, mas ocupado em demasia, dado o incontrolável aumento de sua população e a equivocadas prioridades para locomoção de veículos sobre pneus e a construção de espigões, à semelhança de Nova York e Tóquio, que se localizam em ilhas. O que falta em São Paulo não são mais terrenos, mas uma política correta de moradia, tanto por parte do governo federal como do estadual e, principalmente, o municipal. Os parcos 75 quilômetros de linhas do nosso metropolitano são um monumento à incúria administrativa. Todo paulistano, a cada ano que passa, tem a qualidade de vida piorada. Já em 2011, de acordo com levantamento realizado pela USP, 4 mil moradores desta cidade faleciam por ano exclusivamente por causa da poluição do ar, e com certeza a situação está bem pior na atualidade. As pessoas perdem horas para ir ao trabalho e retornarem para as suas casas e os que utilizam os transportes públicos são tratados como gado. A realidade é que a cidade não comporta mais tantos habitantes e já passou da hora de recuperarmos as áreas verdes destruídas por anos a fio. Infelizmente, o prefeito Haddad, a exemplo de seus antecessores, vem agindo no sentido de adensar ainda mais a cidade, e esse novo plano comprova isso. Também cabe lembrar a sua disposição em ceder a um grupo de invasores um terreno localizado em área de preservação ambiental e, pior, onde estava projetada a implantação de um parque.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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LINHA 4 DO METRÔ

Quantos anos mais faltam para as Estações Fradique Coutinho e Oscar Freire, da Linha 4 do Metrô, entrarem em operação? Há muitos anos estão sendo construídas e há tempos os trens passam por baixo delas, de e para as estações Faria Lima, Pinheiros e Paulista.

Roger Cahen

rcahen@uol.com.br

São Paulo

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METRÔ

Não temos o hábito de analisar a causa e o efeito dos fatos. Quando da construção da primeira linha do metrô em São Paulo, os transtornos foram grandes, mas quando da inauguração o sucesso também foi grande. Entusiasmados com o sucesso, os nossos governantes resolveram estender o modelo para a zona leste, o que tecnicamente não era indicado. O certo era aprimorar as linhas de trem de subúrbio, que tem maior capacidade, mas que na época estava sucateado pela administração pública e era sinônimo de algo ruim. O metrô, para ter sua capacidade ampliada, exige volumosos investimentos e nem sempre são possíveis, ao contrário do trem, que pode ter linhas paralelas e comboios maiores. Mas com certeza muita gente se reelegeu vendendo a ideia de que a zona leste ia ter um transporte de qualidade.

Marcos de Luca Rothen

marcosrothen@hotmail.com

Goiânia

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COMPARAÇÃO

Como o Panamá consegue construir 14 km e 12 estações de metrô em apenas 3 anos e 2 meses e o Brasil não consegue?

Carlos R. da Silva Calderon

crscalderon@hotmail.com

São Paulo

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RADAR ESCONDIDO

Em matéria publicada no jornal "O Estado de S. Paulo" na semana passada, ficou claro que a fiscalização com radares nas estradas não deveria ser através do sistema "escondido" atrás de pontes ou guardrails, entretanto é isso o que está acontecendo novamente na Rodovia Castelo Branco. Tenho fotos.

João Costa Monteiro da Gama

gamaengenharia@me.com

São Paulo

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COMANDAS

Projeto de lei foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados proibindo o uso de comandas em boates, danceterias e casas de shows. Quer dizer, para os deputados a culpa do incêndio no Rio Grande do Sul foi das comandas. Quem foi o gênio que teve essa fenomenal ideia? Como é que deputados (há alguns que não são idiotas completos) deixam passar essa besteira? Comandas são usadas há pelo menos 30 anos em bares, boates e quetais para controle de consumo e facilitar ao consumidor saber a quantas anda sua conta e, pelo que sei, são inocentes, até prova em contrário.

Milton Akira Kiyotani

miltonak@gmail.com

São Paulo

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