Fórum dos Leitores

PÁSCOA

O Estado de S.Paulo

20 Abril 2014 | 02h09

Mensagem de esperança

Para os cristãos a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida, a Ressurreição. É considerada a data mais importante do calendário litúrgico. A palavra páscoa vem do hebraico pessach, passagem, que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu, marcado pela travessia do Mar Vermelho. A dimensão divina do Mistério Pascal tem grande profundidade. Cristo sofreu toda a paixão e morte na Cruz por amor e obediência aos desígnios de Deus-Pai e por amor aos homens, para fazer a redenção da humanidade. Mas há algo que nos surpreende: do alto da Cruz as palavras "meu Deus, por que me desamparaste?". Também nós nos podemos perguntar: por que, Senhor, existe hoje tanta violência, tanto desrespeito à vida, tanta desunião? Por que parece que Deus não escuta a minha oração nesta necessidade urgente? É um consolo para nós saber que Jesus também perguntou ao Pai por quê. Por que o silêncio de Deus? De fato, às vezes sentimos a solidão do Senhor na cruz, mas ao mesmo tempo temos de ter a mesma disposição de confiança e abandono filial de que Jesus é mestre e modelo para todos. Ensina-nos que mesmo sobre os que se encontram em situação extrema vela o olhar benigno e misericordioso de Deus. Não importa que nos queixemos a sós com Ele, dessa oração sairemos purificados, fortalecidos e cheios de esperança. A Páscoa é tempo de renovar e reavivar a fé e a esperança, é tempo de nos abrirmos à Vida (com maiúscula), de nos tornarmos uma nova criatura, revestindo-nos de Jesus Cristo. Somos caminhantes... Que nesta caminhada pascal possamos fazer de nossa vida uma Páscoa contínua. Maria teve nos braços Jesus recém-nascido, em Belém, e Jesus morto, no Calvário. Ela fará que o encontremos glorioso nos céus e suavizará este tempo de espera que é a nossa vida, fazendo-nos perceber que, assim entendida, esta vida vale a pena. Feliz Páscoa para todos!

VERA PINHEIRO

vpinheiro2009@gmail.com

São Paulo

Na hora certa

A Páscoa é momento de reflexão e renovação de nossa fé naquilo em que cremos. Gostaria de propor uma reflexão: estaria Jesus satisfeito com os rumos que está tomando o nosso país? Como será que ele está vendo se agigantarem os poderes nas mãos dos maus, milhares de pessoas sendo submetidas ao flagelo das falsas promessas, o vilipêndio da sociedade, a compra de consciências com o pagamento de tantas bolsas-esmola, o descaso com os que necessitam de atendimento médico, com a educação, a segurança, a idolatria das drogas, a degradação da família, os que posam de bons samaritanos com o intuito de ludibriar o povo com suas falcatruas, corrupções, obras inacabadas e tantos outros desmandos? É hora de refletir e lembrar que um dia depois da Páscoa se comemora Tiradentes, que morreu por contestar o "quinto" pago a Portugal pela então colônia. E nós, o que estamos fazendo quando um terço do que produzimos desaparece nos ralos fétidos dos palácios e nas incontáveis negociações espúrias dos nossos governantes?

ANGELO ANTONIO MAGLIO

angelo@rancholarimoveis.com.br

Cotia

PETROBRÁS

Afundando

A crise da Petrobrás parece não ter fim. A cada dia um fato novo, sempre envolvendo a petroleira que um dia foi o orgulho da Nação brasileira, mas, infelizmente, nas mãos dos PeTralhas caminha para a bancarrota. Comparando com o governo do PSDB, quando querem apontar insucesso, falam do afundamento da plataforma P-36, mas se esquecem de que o PT vai afundar, se continuar a impunidade, a Petrobrás inteira. Acorda, Brasil!

CARLOS B. PEREIRA DA SILVA

advcpereira@hotmail.com

Rio Claro

Naufrágios

O capitão do navio sul-coreano naufragado foi preso. Por aqui, num naufrágio muito maior - o desastre da compra da refinaria de Pasadena -, será que ao menos um dos vários responsáveis será preso? Muitas vidas seriam salvas se o dinheiro público desperdiçado fosse aplicado na saúde dos brasileiros carentes.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Fatos e versões

A maracutaia da compra da refinaria de Pasadena a cada dia tem uma versão, isto é, uma nova mentira dos governantes, da PresidenTa Dilma Rousseff, da PeTrobrás e até dos ParlamenTares do chamado Partido dos Trabalhadores - que de trabalhadores nada mais tem em seus altos quadros. Dona Graça Foster, quando ouvida no Senado, disse na nossa cara que "era obrigação do sr. (Nestor) Cerveró mostrar e alertar sobre as cláusulas penais do contrato de aquisição da refinaria". Ora, nenhum dirigente - como ela ou dona Dilma, que na ocasião tinha maior peso de decisão no Conselho de Administração da Petrobrás e largo prestígio no governo Lula - poderia delegar responsabilidade a outro conselheiro. Era sua obrigação ler, mesmo que de forma dinâmica, as cláusulas contratuais e constatar a barbaridade que cometeriam assinando aquele presente para o empresário belga. Deveriam saber que responsabilidades não se delegam, assumem-se. Agora estão fazendo uma lengalenga eivada de mentiras, um pula daqui, outro dali, tentando livrar-se dos erros. É sempre assim. Como diz o ditado, papagaio come o milho e periquito leva a fama. E nós, pobre povo, ficamos com a mágoa maior de ver a nossa outrora Petrobrás quebrando nas mãos do PT e do PMDB. Resta-nos pagar pelos estragos que esse governo vem fazendo.

UBIRATAN DE OLIVEIRA

uboss20@yahoo.com.br

São Paulo

NOVO PLANO DIRETOR

Audiências públicas

A extensa e detalhada exposição apresentada pela comissão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de São Paulo, na pessoa do vereador e urbanista Nabil Bonduki, correspondeu de alguma maneira às expectativas individuais dos aproximadamente 2 mil participantes. Mas deixou a desejar em termos de credibilidade, visto que muitos deles se manifestaram frustrados em face das promessas anteriores não cumpridas. Uma nova programação de audiências temáticas e regionais está sendo divulgada: datas, locais e duração sem viabilidade para quem trabalha. Será que isso vai funcionar? Atender aos propósitos? Ou seria melhor apurar as demandas por meio de pesquisas "pé no chão", partindo da premissa da disponibilidade efetiva de recursos, verbas, prazos, aspectos legais e de continuidade (independentemente de orientação partidária)? O Plano Diretor fica limitado às fronteiras do Município de São Paulo, quando, na realidade, envolve 38 municípios, com suas respectivas Câmaras Municipais?

GUNTER W. POLLACK

gunterwp@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

O IMBRÓGLIO PASADENA

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, em depoimento em comissão do Senado, disse que a compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA, não foi um bom negócio no aspecto contábil. O que ninguém explica é por que a Petrobrás pagou U$S 1,2 bilhão por uma refinaria que a belga Astra Oil, proprietária da refinaria, havia comprado por U$S 360 milhões (segundo Graça Foster, e não US$ 42 milhões, como havia sido dito). É evidente que qualquer negócio assim não é bom no aspecto contábil. E no aspecto produtivo e comercial, está valendo a pena? A refinaria está em operação? Produzindo? Dando lucro?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SE AS CLÁUSULAS FOSSEM CONHECIDAS

Graça Foster declarou que, se aquelas cláusulas que obrigaram a Petrobrás a morrer num tremendo prejuízo (Put Option e Marlim) tivessem sido do conhecimento de Dilma Rousseff, a compra de Pasadena não teria sido aprovada. Nós devemos acrescentar que, se essas cláusulas tivessem sido do conhecimento do povo brasileiro, na época da eleição de 2010, nem Dilma teria sido eleita presidente nem Graça seria presidente da Petrobrás.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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PÉSSIMO NEGÓCIO

Resta ainda uma pergunta sem resposta: sem as cláusulas Put Option e Marlim, a compra da refinaria de Pasadena teria sido um bom negócio? Ao que tudo indica, ainda assim, teria sido um péssimo negócio, que elas só pioraram.

Ulysses Fernandes Nunes Jr ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT

Com relação às declarações de Graça, de que Pasadena foi um mau negócio, acho que não resta outra alternativa a não ser a renúncia do poste ou que a oposição aproveite o fato para pedir o impeachment da madrasta do PAC, o programa de aceleração de "compras" (obscuras).

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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TCU X DILMA

Se, como apurou o Tribunal de Contas da União (TCU), a maior responsabilidade pelo prejuízo de US$ 1 bilhão da Petrobrás na Refinaria de Pasadena foi a "má gestão" da presidente, não é motivo mais que suficiente para a abertura de processo de impeachment?

 

Ricardo Castro Teixeira Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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PULGUINHA

Suponhamos que a presidente seja essa candura de inocência que dona Graça Foster tentou nos vender – jogando a culpa pelo "mau negócio" sobre Nestor Cerveró. Suponhamos que não exista nada obscuro nos milhões que fizeram a alegria do bom negócio para o empresário belga, suponhamos que o relatório "falho e incompleto" tenha partido do "brilhante" ex-diretor Cerveró. Por que o empenho na blindagem de dona Dilma, se ela não tem nada que esconder? Sei não, mas as minhas pulguinhas (as de trás da orelha) estão me atormentando: por que será que o ex-diretor, em vez de ser demitido, após a descoberta do relatório "falho", ganhou nada mais nada menos do que a diretoria na BR Distribuidora? Seria por bons serviços prestados à causa?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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ENROLAÇÃO

Para bom entendedor, a presidente da Petrobrás falou, falou, falou e não disse absolutamente nada.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PETROBRÁS X OGX

A presidente da Petrobrás deveria exonerar-se dessa estatal e gerenciar a OGX do Eike Batista. Quem sabe não daria certo?

Henrique Massarelli hermassa@uol.com.br

São Paulo

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SEM NENHUMA GRAÇA

Patéticas as declarações de dona Graça Foster. Qualquer administrador/executivo da iniciativa privada que cometesse apenas um (!) dos crassos erros atualmente sob investigação na Petrobrás seria simplesmente execrado da vida corporativa. As barbaridades administrativas, o prejuízo financeiro da empresa e o de imagem do País são tão grandes que temos de exigir maiores detalhes deste descalabro. A oitiva dos membros do Conselho de Administração talvez leve a algum resultado, já que – ao menos parcialmente – era integrado por empresários da iniciativa privada de primeiríssima linha. Que tal ouvir mais detalhadamente dr. Jorge Gerdau?

Antonio C. de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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CARA DE PAU

O auge de uma tarde de embromação foi: "O marido da presidente da Petrobrás não possui contratos com a empresa". Ou a sra. Graça Foster possui dois CPFs ou voltamos à máxima petista do "dinheiro não contabilizado não é caixa 2". Será que essa é a cara de pau a que Dilma se referiu?

Ricardo Sanazaro Marin s1estudio@ig.com.br

Osasco

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MAU TEMPO

Pobre país, cujo céu risonho e límpido abriga uma nuvem Pasadena.

Gilberto M. Costa Filho marcophil@uol.com.br

Santos

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PROMESSA DE GRAÇA FOSTER

Em vez de "não sobrará pedra sobre pedra", sobrará prejuízo sobre prejuízo. Tudo esclarecido...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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IRRESPONSÁVEIS

Entre o "bom negócio" de Cerveró e o "mau negócio" de Graça Foster, o Cristo é a Petrobrás. Gabrielli é o centurião e Dilma é Pilatos. Falta descobrir quem é Barrabás...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PASADENA NO COLO DE DILMA

Bomba mesmo nenhuma nos depoimentos prestados no Senado e na Câmara pela presidente da Petrobrás, Graça Foster, e pelo ex-diretor da estatal Nestor Cerveró. A verdadeira bomba foi a própria Dilma Rousseff quem colocou em seu colo, porque, como presidente do Conselho da Petrobrás na época, foi ela quem autorizou a compra da refinaria de Pasadena pela estatal. E somente depois de anos de denúncias de reais prejuízos que este negócio gerou a Petrobrás, pressionada pela imprensa, a presidente afirmou que na época recebeu um relatório "técnico e juridicamente falho" e que, se bem informada, não teria autorizado a dita compra. Assim ela confessou que não tinha competência para decidir o melhor para a Petrobrás. Mesmo porque aquela tal cláusula de entrada ou saída, sobre a qual a presidente diz não ter sido informada, é comum e consta em todos os contratos de compra de ativos pela própria Petrobrás, como afirmou Nestor Cerveró. Por conveniência, Dilma disse que não sabia. Aprendeu com Lula. Graça Foster, porém, em seu depoimento, só jogou mais lenha nesta fogueira acesa no colo da presidente, porque confirmou que o negócio não foi bom para a estatal e calcula um prejuízo de mais ou menos R$ 500 milhões – além de criticar excessos de pagamentos duvidosos às empreiteiras que estão construindo o Complexo Petroquímico no Rio, o Comperj. E Cerveró, além de dizer que não enganou Dilma, também afirma que não era o responsável por repassar o relatório sobre Pasadena para o Conselho da Petrobrás – repetindo, o mesmo conselho que Dilma presidia. Agora quem pagou o pato, e injustamente, pelos fatos apontados até aqui foi Nestor Cerveró, cidadão que entrou na Petrobrás em 1975, por meio de concurso público, e foi demitido no último mês de março, jogado no ostracismo pelo Planalto, como se ele, e não Dilma, fosse culpado por este escândalo da compra da refinaria de Pasadena. Mas, convenientemente, o Planalto deixa para trás a verdadeira bomba-relógio, que é Paulo Roberto da Costa. Este, sim, fruto de uma indicação política do governo na Petrobrás. Colocado estrategicamente num alto cargo na estatal, ele intermediava as negociatas arrecadando propinas para partidos, camaradas e aliados. E, se está preso na Operação Lava Jato, não é porque a gerentona Dilma pediu, mas porque a independente e competente Polícia Federal descobriu as falcatruas, desgostando o governo petista. E a oposição, que deve insistir na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva da Petrobrás, precisa apontar seu foco sobre o encarcerado Paulo Roberto da Costa e o doleiro Alberto Youssef, se quiser chegar mais rápido à turma do Palácio do Planalto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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AUTORIDADE

Os responsáveis pela corrupção na Petrobrás querem continuar tomando conta da Petrobrás!

Eugênio José Alati alatieugenio@gmail.com

Campinas

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SUOR E LÁGRIMAS

A presidente Dilma Rousseff, em visita ao Porto de Suape, em Pernambuco, proferiu as seguintes palavras: "Não ouvirei calada a campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa, que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas". Fundada em 3/10/1953, e indo muito bem até 1.º/1/2003, primeiro mandato do ex-presidente Lula, portanto, durante 50 anos a empresa foi orgulho para o Brasil. Após essa data, virou um balaio-de-gatos, na verdadeira acepção da palavra. Nós, brasileiros, é que não podemos assistir calados à destruição deste verdadeiro patrimônio nacional, este, sim, usado descaradamente para fins políticos, para comprar partidos de coligação que dão sustentação ao governo petista e, a esses, pouco importa se a empresa afunde em desgraças ou não, o que querem é "mamar" e, assim, defendem com "unhas e dentes" que as falcatruas não sejam reveladas. Realmente, a Petrobrás foi construída com muito suor e lágrimas, portanto, senhora presidente, não podemos em hipótese alguma nos calar e deixar que os malfeitos prosperem, para que as investigações não virem samba, suor e cerveja.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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CONVERSA FIADA

Novamente a conversa fiada de sempre. Dilma diz: "Não deixarei de combater qualquer tipo de ação criminosa ou ilícita de qualquer espécie, seja ela feita por quem for". Se isso fosse verdade, ela e seus companheiros que causaram esse tremendo escândalo na Petrobrás deveriam se apresentar na delegacia mais próxima. Aliás, o uso do macacão laranja foi bem sugestivo, durante sua visita ao Porto de Suape, em Pernambuco (15/4, A4). O fato é que a Petrobrás teve um grande prejuízo com a compra da refinaria de Pasadena, deliberadamente ou por negligência de quem estava envolvido no assunto na época. Se Dilma acha que a oposição está atuando contra os interesses nacionais, por que não contratar uma auditoria independente internacional para escarafunchar todos os malfeitos ocorridos na empresa? A Petrobrás está bem financeiramente? E os acionistas, estão satisfeitos com a queda do valor de suas ações? A cada mentira que se conta, é preciso contar mais duas para encobrir a primeira, até que a coisa se avoluma e a verdade vem à tona.

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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PAPEL INFANTIL

A presidente Dilma Rousseff insiste em desviar a culpa de seu governo para os outros, da mesma forma que uma criança peralta, diante da professora, acusa a vizinha inocente do ato impróprio. A quem Dilma deseja acusar sobre a destruição da Petrobrás? A estatal já está em frangalhos e o seu desmanche começou com o uso político no governo Lula. Agora, que apareceram os "podres", o mesmo vício de acusar o outro e dizer que não sabia de nada é repetido nos discursos, provavelmente até a eleição. É melhor a presidente assumir seus erros com dignidade e renunciar, em vez de fazer o papel infantil de colegial acusando inocentes.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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FANTASIAS DEMAGÓGICAS

Para defender a Petrobrás, dona Dilma vestiu o macacão da empresa. E, quando for defender a Copa do Mundo, deveria vestir o calção e a camisa da seleção, mais chuteiras. Certas atitudes de nossos políticos e governantes só envergonham o Brasil.

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br

São Paulo

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MÃO SUJA

Ridículos o uniforme e o discurso da mãezona Dilma. É burrice dizer que querem quebrar a Petrobrás. Dê nome aos que querem quebrá-la. Só faltou levantar a mão suja de petróleo no discurso. Seu mentor ficaria felicíssimo.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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ACABANDO COM A PETROBRÁS

A presidente Dilma, no palanque do lançamento de um navio em Pernambuco, defendeu as investigações de denúncia de desvios e disse que nada vai destruir a Petrobrás. Se pretendesse saber realmente o que acontece na maior empresa do País, defenderia com seu partido uma CPI específica, que não se embaralhasse com outros malfeitos para dificultar a apuração. Quanto ao nada a que ela se refere, é muito, pois trata-se da compra de uma refinaria que valia US$ 42,5 milhões por US$ 1,2 bilhão, que contou inclusive com o seu aval; da propina paga pela companhia holandesa SMB a funcionários da empresa; da fortuna desviada da petroleira pelo seu ex-diretor de refino e abastecimento Paulo Roberto Costa; e outros que na realidade nunca foram investigados.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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QUEM DESTRÓI A PETROBRÁS

Dilma afirmou no Recife: "Nada vai destruir a Petrobrás". E ainda: disse que não ouvirá calada a campanha contra a estatal. Ora, a Petrobrás já está sendo destruída pelo governo lulopetista & aliados. Afinal, está mergulhada em escândalos e seu valor de mercado caiu a menos de 50% nestes últimos três anos. Os desmandos vêm desde a época em que Dilma presidia o Conselho de Administração. Que bom que nãos se calará sobre os movimentos que visam a proteger a estatal. Portanto, está dando aval para que prospere uma CPI que venha a apurar as irregularidades e os responsáveis pelo afundamento da Petrobrás. Nada impede, no entanto, que se instalem outras CPIs exclusivas para outros assuntos. Sobre trens, "aditivos" dos contratos do PAC, sobre a Construtora Delta, sobre a Rosemary e outras sobre a gigante petroleira que está afundando.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha

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OPOSIÇÃO À CPI

Por que a presidenta é contra a CPI da Petrobrás? Quem não deve não teme. Se o governo é contra, parece-nos que algo deve existir mesmo por trás dessa geringonça. Dilma deve deixar a coisa correr normalmente, sem qualquer obstáculo de seu governo. Que se abra o leque desta história, não se opondo à investigação. Vamos em frente! A população quer um esclarecimento profundo desse assunto.

João Rochael jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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ADVOGADOS DA ESTATAL

A sessão do Senado que focou a CPI da Petrobrás mostrou que os senadores do PT e da "base" defenderam a decisão do "conselho" que resultou num prejuízo bilionário para a empresa. Se o dinheiro houvesse saído dos bolsões dos senadores situacionistas, acho que parariam de comportar-se como advogados da Petrobrás. Deixem rolar e, não havendo razões que justifiquem esse empenho em melar a CPI, é prova que aí tem.

Mário A. Dente dente28@gmail.com

São Paulo

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SIMPLES E TRISTE ASSIM

Falar em "ataques à Petrobrás" é mais uma bravata do PT, desta vez de Dilma. Ninguém ataca a empresa; atacam-se os seus gestores incompetentes e imprudentes, assim como os seus predadores. Os resultados de investigações de uma CPI teriam consequências políticas. Quem as teme tem motivos para tentar impedi-las. É simples e triste assim.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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PIZZA

A bem da verdade, não haverá a tal CPI "combo", tampouco uma "simples", de um só recheio. Será mesmo meia calabresa e meia marguerita.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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A QUEM ACUSAMOS?

Lendo no "Estadão" de 15/4 a declarações da nossa presidente, separei alguns pequenos tópicos. 1) Não deixarei de combater qualquer tipo de ação criminosa ou ilícita de qualquer espécie, seja ela feita por quem for, mas também não ouvirei calada a campanha dos que, por proveito político, ferem a imagem da empresa, que nosso povo construiu com tanto suor e lágrimas. 2) Como "presidenta" (perdoem-me o erro de português), mas sobretudo como brasileira, eu defenderei em qualquer circunstância e com todas as minhas forças a Petrobrás. Ela não entendeu ainda que não é a Petrobrás que está sendo julgada, e, sim, as pessoas que a dirigem, ou dirigiram a empresa. Ela também tem culpa, assinou um contrato de tanta importância, em que o País perdeu muito dinheiro, porque não o leu.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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CAMPANHA POLÍTICA

A presidente Dilma acusa a oposição de campanha política contra a Petrobrás. É melhor acusar todas as pessoas informadas e de bom senso também, dona Dilma, porque são elas que querem saber como que uma empresa do tamanho da Petrobrás, um orgulho nacional, com todo o monopólio e reserva de mercado que possui, pode ter chegado aonde chegou em tão pouco tempo. Amadorismo administrativo, irresponsabilidade e incompetência não são capazes de tamanho estrago. Algo muito mais grave aconteceu e é isso que a oposição, como porta-voz de toda uma nação que está cansada de ser enganada, quer saber.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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INVESTIGAR E PUNIR

Demagógica e fora de propósito a afirmação da presidente Dilma enfatizando que a oposição faz "campanha política contra a Petrobrás". O direito da oposição de investigar e de se indignar contra ilícitos praticados na administração pública é uma questão de respeito e zelo pelos recursos públicos. Deve ou não deve a oposição trabalhar com afinco, opondo-se a atitudes autoritárias do governo quando este é leniente com atos de corrupção deslavada? Quando o partido da presidente, o PT, era oposição, esbravejava, protestava em atitudes ríspidas e ferrenhas contra o governo de FHC, sem nunca ter sido cerceado em seu direito de protestar. O que acontece de pernicioso à Petrobrás, com fortes indícios de corrupção sem limites, tem de ser investigado, doa a quem doer. O verdadeiro papel da presidenta no momento é bem outro. Deixar de pronunciar palavras ao vento e exigir investigação rigorosa sobre os ilícitos praticados na maior empresa estatal brasileira e também em quaisquer outras áreas de sua administração, quando e onde a mão suja da corrupção se fizer presente.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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DILMA RECLAMA DA OPOSIÇÃO

Quem te viu e quem te vê. Dilma reclama do uso da maracutaias da Petrobrás pela oposição. Se bem lembramos, quando na oposição, o PT usava de todas as artimanhas para impedir tudo que o governo propunha, inclusive decisões que eram benéficas e aceitas pelo povo. Se hoje a oposição se manifesta, vamos convir que esteja junto com o Ministério Público, a Polícia Federal, o TCU e da imprensa livre. Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Leila E. Leitão

São Paulo

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MONTEIRO LOBATO

O grande escritor, colaborador do "Estadão" e promotor público no interior paulista, cuja obra "adulta" (mais de 20 livros) está sendo agora relançada e analisada pela Unesp, não estava se referindo à Petrobrás (nem ao barão belga) no livro "O Escândalo do Petróleo", mas criticando uma grande petroleira americana, país onde fica a refinaria de Pasadena. Curiosamente, chamou essa riqueza de "fedorento sangue da terra".

Paulo Miguel de Campos Petroni angelavp@aasp.org.br

São Paulo

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TERREMOTOS

Antes mesmo de um escândalo terminar inicia-se outro. Foi só "esfriar" o noticiário do escândalo do mensalão, e eis que surge o escândalo da Petrobrás, que, mesmo antes de se apurar o estrago que causou a compra da refinaria de Pasadena, há rumores de que vem aí o escândalo do Programa Minha Casa, Minha Vida. Dona Dilma, será que a Pátria amada vai aguentar?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MEGALOMANIA GEOGRÁFICA

Porque estudei Português com algum aproveitamento, recuso-me a usar o termo "presidenta". Portanto, senhora presidente, a Petrobrás não tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados, e, como metáfora, isso não passa de demagogia de palanque. O discurso dos governistas é um só: a oposição está usando denegrir a maior empresa do Brasil porque está numa campanha eleitoral. Tudo bem. E a defesa canina, hidrófoba, em que os governantes tentam inviabilizar a munição que os sucessivos escândalos fornecem à oposição, chega a ser ridícula. Fatos vão surgindo a cada semana. Milhões de reais são manipulados a tripa forra, envolvendo personagens que abastecem primeiro as suas contas bancárias. Na sua última aparição, em Suape, Dilma Rousseff afirmou que a oposição quer destruir a Petrobrás, fingindo a realidade de sua responsabilidade neste imbróglio da Refinaria de Pasadena. A presidente culpa os críticos pelas denúncias, como se ela não fosse uma realidade mostrada nas páginas de jornais e revistas. O aparelhamento da Petrobrás, o loteamento de cargos pela "cumpanheirada" dos sindicatos durante 11 anos tornou a gigante do petróleo num Golias ou Polifemo atordoado. A verdade é que, de 2010 até 2013, o valor de mercado da estatal caiu 50%, enquanto o endividamento cresceu mais de três vezes. O petróleo é nosso, mas a Petrobrás é do PT.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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PASADENA Y MARIEL

Se as investigações sobre a Petrobrás se aprofundarem, provavelmente as "relações" entre Pasadena e o Porto de Mariel, em Cuba, virão à tona. Assim, esse porto sem demanda definida, embora reformado ao custo de milhões, certamente seria arrendado por uma Odebrecht da vida para receber o petróleo bruto do pré-sal e direcioná-lo à refinaria, proporcionando ganhos milionários aos amigos do rei, inclusive os "comunistas" (kkk) cubanos. Atenção que aí tem, CPI.

Renato P. da Silva Filho repires49@gmail.com

Ribeirão Preto

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DE VARGAS A PIMENTA

As denúncias contra o deputado petista vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas, exige apurações. Mas há situações que não podem ficar em segundo plano. Como a investigação da Polícia Federal em relação a recursos que o tucano Pimenta da Veiga recebeu de Marcos Valério, que está preso, condenado no processo do mensalão. E um caso que remonta a 1998. O atual candidato de Aécio Neves em Minas vai ter de dar as explicações. Mas por que tanta demora no andamento desse processo?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PIMENTA DA VEIGA

O ex-ministro Pimenta da Veiga, pré-candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, recebeu R$ 300 mil de Marcos Valério de Souza em 2003 e não declarou ao Imposto de Renda na declaração de 2004. Indiciado pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro, Pimenta da Veiga só fez a retificação no Fisco depois que as autoridades já investigavam a contabilidade das agências de publicidade de Valério. Pimenta diz não ter feito contratos para as agências de Valério, mas que prestou consultorias em contratos, sem emitir laudos ou pareceres, ou seja, foi descoberto um novo tipo de consultoria, que podemos chamar de "fantasma". O pior é que, depois de se meter neste imbróglio vexaminoso, o ex-ministro surge com a desculpa esfarrapada de que está sendo perseguido pelo aparelho do Estado, ou seja, "pimenta nos olhos dos outros é colírio".

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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