Fórum dos Leitores

COLLOR DE MELLO

O Estado de S.Paulo

30 Abril 2014 | 02h08

Tudo o que perdemos

O ex-presidente Fernando Collor de Mello foi absolvido em todos os processos a que respondia no Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Em discurso cínico de comemoração da absolvição, na tribuna do Senado, o senador Collor questionou: "Quem poderá me devolver tudo aquilo que perdi?". Esse senhor egocêntrico e egoísta deveria tomar vergonha na cara e responder quem vai devolver o bilhão surrupiado por ele e seu testa de ferro Paulo César Farias dos cofres públicos; quem vai devolver os bilhões perdidos por empresários e cidadãos de todo o País; quem vai devolver a saúde de centenas de brasileiros que não puderam pagar seu tratamento médico por causa do confisco do dinheiro da poupança; quem vai devolver a carreira de brasileiros que sofreram enormes mudanças em sua vida econômica; e quem vai devolver a vida dos brasileiros que se suicidaram por causa de um plano econômico esdrúxulo e amador implantado por Collor em seu irresponsável governo.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Irrecuperável

Li, estarrecida, no Estadão, que Collor de Mello pergunta quem poderá indenizá-lo pelas perdas sofridas com o impeachment. Eu pergunto: quem poderá indenizar a mim e a milhões de outros brasileiros que foram espoliados de suas economias quando este senhor anunciou a primeira medida de seu desastrado governo: o confisco da caderneta de poupança. As perdas, irrecuperáveis, causaram a morte de muitos que, ao verem todo o esforço de uma vida reduzido a meros 50 mil cruzados novos, se suicidaram. Certos políticos só pensam no próprio bolso. Quanto ao povo, ah, é só um detalhe...

ECILLA BEZERRA

ecillabezerra@gmail.com

Peruíbe

A Presidência de volta?

Quem vai devolver tudo o que perdemos em razão dos arroubos de Collor? Quem vai me devolver o único apartamento que tive na vida? Aposentada, vendi-o para comprar uma casa no interior alguns dias antes do malfadado confisco. O dinheiro foi para a poupança, à espera da documentação, e adeus apartamento! E isso ainda é pouco, quando comparado ao que milhões de brasileiros perderam. Quem vai nos devolver o que nos é devido do Plano Collor? Este é o cara que deveria estar ainda na cadeia, mas, em vez disso, quer a Presidência de volta.

ROSELYS DE ALMEIDA

roselys2009@gmail.com

São Paulo

Injustiça

Collor quer saber quem poderá lhe devolver o mandato presidencial. E os milhões de pessoas que ainda aguardam a devolução do reajuste da caderneta do Plano Collor, injustiça cometida por seu governo? Após mais de 20 anos de espera, a Justiça ainda está dormindo e os bancos, se aproveitando.

ERHARD FRANZ ADOLF DOTTI

erdotti@gmail.com

São Paulo

O tempo de Collor e Lula

A confiança na impunidade: "O tempo é o senhor da razão" (Collor de Mello) e "o tempo vai se encarregar de provar que o mensalão teve 80% de decisão política" (Lulla da Silva). Elles caminham juntinhos desde 1989.

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

SOCORRO A MONTADORAS

Incoerência do PT

Enquanto a Prefeitura de São Paulo faz o que pode para atrapalhar a circulação de carros na cidade, o governo de Dilma Rousseff vai criar mais um pacote para ajudar a indústria automobilística a desovar os seus estoques. Fico impressionado com a coerência gerencial e administrativa dos governos petistas.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Chantagem

Mais uma vez o governo vai correr em socorro daquele que é o setor mais protegido da indústria brasileira: o automobilístico. Aumento dos prazos de financiamento, diminuição da provisão dos bancos financiadores e quem sabe o que mais virá por aí. É lamentável que essa indústria peça mais regalias ao governo federal, sem abrir mão de suas altíssimas margens de lucro. Já não basta que os veículos produzidos no País sejam a quintessência do atraso e da insegurança, ainda temos de ver essa indústria chantagear abertamente o Estado com ameaças de demissão e transferência de linhas de montagem para outros países? Na semana passada foi a "sugestão" de que fosse utilizado o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para pagar os salários da indústria. Hoje o governo admite rever a exigência de instalação de rastreadores nos automóveis. Essas montadoras venderam, e lucraram muito, durante dois anos com as alíquotas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzidas. Não me parece, pois, coincidência que as novas exigências do setor ocorram pouco antes do fim da redução do IPI, que será em julho.

GERALDO R. BANASKIWITZ

geraldo.banas@gmail.com

São Paulo

E nós, contribuintes?

O governo pensa em "socorrer" as montadoras. Em que mundo nós estamos? Quem precisa de socorro somos nós, contribuintes esquecidos!

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

O que é justo

Alguns anos de venda extraordinária de automóveis e a indústria só fez subir o preço - a tecnologia ainda engatinha. Dois meses de venda abaixo do esperado e lá vai a Anfavea chorar no ombro do governo. O pior é que é bem possível que seja atendida. Até hoje ainda ouço de pessoas que não são do ramo que os agricultores são favorecidos pelo governo. Não é verdade. De alguns anos para cá, o setor sucroalcooleiro, ao qual pertenço, com orgulho, vem fazendo o impossível para sobreviver e honrar compromissos. Não pedimos subsídios, não pedimos crédito subsidiado, não pedimos favorecimento, só o que é justo, sem enfiar a mão no bolso de ninguém. E o que o governo faz? Ignora e parece que torce para que o nosso setor acabe. Com a indústria têxtil, calçadista e com o setor industrial de forma geral ocorre a mesma coisa. Seria bom que o governo se lembrasse do quanto, graças ao nosso setor, o Brasil economiza em importações de combustível, o significado que tem nas exportações de açúcar, a quantidade de empregos que gera, o desenvolvimento que leva para regiões distantes dos grandes centro urbanos, o potencial de geração de bioeletricidade e, tão importantes e tão pouco lembrados, os benefícios que gera ao meio ambiente. Há qualquer coisa de estranho neste reino.

FABIO REIFF BIRAGHI, agricultor

frbiraghi@gmail.com

Jaboticabal

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O BRASIL NÃO PRECISAVA DISSO

A entrevista de Lula em Portugal. Eis aí a postura que um chefe de Estado de um país civilizado não deveria ter. Fora das republiquetas bananeiras, não é aceitável que um ex-presidente critique um dos poderes da República, aliás, dado que ele vigia o cumprimento da Constituição, é, na verdade, o mais importante poder, pois ele diz aos outros o que pode e o que não pode. Lula levou com seus comentários a discussão política a um nível muito rasteiro, consentâneo com a imagem política que adotou. Quanto à fidelidade aos amigos, essa não é uma atitude que pode se esperar do ex-presidente, pois ele adotou a posição como de ralé, só ele é importante. Agora os ex-amigos ficaram sabendo com quem estão se relacionando e o que esperar dele.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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ENTREVISTA DE LULA

São espantosas as afirmações do ex- presidente Lula a RTP. Então José Dirceu não era homem de confiança do presidente? Como, então, Lula o escolheu o chefe da Casa Civil e homem forte do governo? Chefe da Casa Civil e cargo de confiança. E Delúbio Soares, tesoureiro do PT, homem que manejava o dinheiro do partido? Sem falar no presidente José Genoíno, companheiro de tantos anos. A entrevista foi um comercial dele, Lula, e com a mesma ética dos comerciais de cerveja ou cigarros.

Cloder Rivas Martos

sheinerivas@hotmail.com

São Paulo

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STF E O MENSALÃO

Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, tenha um pingo de respeito consigo mesmo, pelo simples fato de ter sido presidente da República, e pare de falar tanta besteira, coisas totalmente desconexas. Chega de bolodórios.

Jose Joaquim Rosa

jjrosa1945@yahoo.com.br

São Paulo

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TV NA PAPUDA

Uma pena que os presos na Papuda não possam assistir a TV. Adoraria ver a reação deles ao assistirem a entrevista de Lula na TV portuguesa, em que declara que os companheiros petistas não são pessoas de sua confiança. Haveria quatro detentos indignados e se sentindo injustiçados, e o resto da população carcerária vingada e morrendo de rir.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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JULGAMENTO DO MENSALÃO

Só na cabeça desse frouxo e covarde é que foi político esse julgamento. De tanto esse cara falar mentira, ele acha que nós vamos aceitá-las como verdade. Ainda teve a cara de pau de dizer que não se tratava de gente de sua confiança. Ora vindo dele, o Ali Babá, tudo é possível. Está tirando o dele da reta. Temos vídeos mostrando reunião dele com seus comparsas que nem de perto sugere gente que não é de sua confiança. E olha que eu já votei nele. Ah, se arrependimento matasse.

Marco Antonio Apollonio

marcoantonioapollonio@yahoo.com.br

São Paulo

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FALTA DE ÉTICA?

As recentes declarações do ex-presidente Lula numa entrevista a uma TV portuguesa, sem ética nenhuma, jogou a "cumpanheirada" envolvida no escândalo dos mensaleiros na arena dos leões. Afirmou, ainda, que José Dirceu, ministro Chefe da Casa Civil, José Genoíno, presidente de honra do PT, Delúbio Soares, tesoureiro do PT e João Paulo, presidente da Câmara, não se tratavam de gente de sua confiança. Afinal de contas, cabe ao povo brasileiro julgar se Lula foi traído ou se é um traidor.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

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APAGADOS DA FOTO

Sobre as recentes declarações de Lula em Portugal, não vale muito a pena comentar, já que não foram dirigidas a nós, cidadãos informados e esclarecidos, mas, sim, à militância teleguiada, que ultimamente vem se mantendo estranhamente tranquila. A exemplo de seu ídolo Stalin, que ordenou que Leon Trotsky e outros expurgados pelo partido fossem apagados das fotografias em que apareciam ao lado de Lênin e outras lideranças, Lula também ordenou que Dirceu, Genoíno & cia sejam apagados das fotos, pois não são gente de sua confiança. Aos apagados de hoje resta o consolo de não terem o destino dos seus colegas do tempo de Stalin, que eram executados ou mandados para a Sibéria.

Nestor Rodrigues Pereira Filho

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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TE CALLA

"Julgamento do mensalão foi 80% político". Lula, por qué no te callas?

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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A FALA DE LULA

Qualquer mediano analista jurídico entenderá como inconsequente a consideração de Lula de que o julgamento do mensalão foi 80% político e 20% jurídico. Porque toda uma trama política determinou as consequências jurídicas que culminaram com as condenações, em especial, de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares. Aliás, como bem disse o ex-presidente, nenhum deles era de sua confiança, assertiva que dá mais embasamento ao julgamento eminentemente jurídico. De outro lado, se José Dirceu não era de sua confiança, mas foi Chefe da Casa Civil e tinha sala ao seu lado, então estava preparando uma futura intervenção no governo, adquirindo partícipes no Poder Legislativo, donde o acerto jurídico da decisão condenatória do STF. Em resumo, se ficasse o Lula no famoso "nada sei", seria melhor para o seu descanso da política.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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LULA TEM RAZÃO

Lula tem razão. Graças a um julgamento político, ele ficou de fora, e os seus comandados mensaleiros foram levemente apenados. Se o STF não tivesse influência política, pegariam o tempo máximo em prisão fechada no Sítio da Boa Esperança, em Porto Velho, ou então em Pedrinhas, no Maranhão. Graças ao julgamento 80% político, estão simbolicamente presos, cheios de regalias, na Papuda ou em prisão domiciliar.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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SEM NOÇÃO

O ex-presidente Lula da Silva é impressionante. Mesmo alegando anteriormente que o mensalão nunca existiu, vem agora com essa declaração, no mínimo estúpida (nada anormal partindo dele), que houve interesse 80% político no julgamento do STF. Está sendo preciso mais o que para eliminar de uma vez esse político imoral do comando do País? E o PT está pensando seriamente em colocá-lo como candidato à Presidência. Pobre Brasil!

Laert Pinto Barbosa

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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LULA E O MENSALÃO

Lula, ao criticar o resultado do mensalão, afirmando que o mesmo não existiu e que o julgamento pelo STF se resume a uma decisão política, constitui grave afronta a mais alta Corte de Justiça do País. Esquece o ex-presidente que um esquema desse porte, preparado e posto em prática, teria que ter o aval do primeiro mandatário da nação. Por isso, o presidente ainda ignorar a existência do mensalão, depois de tudo que foi comprovado e julgado, é piada.

João Rochael

jrochael@ibest.com.br

São Paulo

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APAGÃO

Caso Lula continue a eleger postes, logo teremos, no Brasil, um enorme apagão moral e ético.

Olavo Fortes Campos Rodrigues

olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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DESESPERADO

Lula, ao atacar o STF, só mostra seu desespero com a queda de Dilma e a derrocada do PT.

Angelo Antonio Maglio

angelomaglio@terra.com.br

Cotia

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O AMIGO DA ONÇA

Poxa, que pena que o chargista Péricles de "O Cruzeiro" morreu.

Se vivo estivesse, colocaria todos mensaleiros e amigos na frente do espelho mágico, que diria a eles: "Diga-me com quem andas, que direi quem és."

Eloi Quadrado Neto

eloi_1944@hotmail.com

São Paulo

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FIM DA LINHA

Esses 12 anos que o PT governou foram suficientes para mostrar que é impossível governar um país no grito.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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CORRUPÇÃO EM ALTA

No Brasil tudo está em déficit, menos a corrupção!

Eugênio José Alati

alatieugenio@gmail.com

Campinas

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PETROBRÁS

No ano de 1963, a imprensa brasileira noticiava que a Petrobrás, a maior empresa do País, encontrava-se numa situação deplorável. Os órgãos de imprensa informavam que seus índices financeiros eram os mais baixos e que escândalos violentos estavam acontecendo dentro da estatal. Hoje, podemos dizer sem medo de errar: o desmoronamento total da estatal só não aconteceu em 1964 graças aos generais presidentes que governaram o País de 07/04/64 a 15/03/85. O burburinho sobre a piora da situação financeira da Petrobrás voltou à tona durante o governo do presidente José Sarney em 1986, se agravou em outubro de 1990, quando a imprensa anunciou que o presidente da estatal Luiz Octávio da Motta Veiga pediu demissão e denunciou que estava sendo pressionado por Marcos Coimbra, secretário-geral do presidente Collor de Mello e PC Faria, para facilitar um empréstimo de US$ 40 milhões, sem juros, para Wagner Canhedo, comprador da VASP. Tem muita gente pedindo a volta dos Generais.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

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ERROS NA PETROBRÁS

A Dilma disse que não se pode condenar a Petrobrás pelo erro de um funcionário, mas isso não é verdade. A Petrobrás está

sendo vilipendiada pelos erros de muitos funcionários, incluindo nossa presidente.

João Menon

joaomenon42@gmail.com

São Paulo

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O FUNDO DA PENSÃO DA PETROBRÁS

Quer dizer que, em nota publicada no seu site, a Petrobrás reconhece que, apesar do seu próprio Conselho Fiscal recomendar a reprovação das suas contas, todos os anos, alegando "motivos distintos", as demonstrações contábeis relativas aos exercícios passados sempre foram consideradas adequadas por diversas auditorias externas? Vai ser evasivo assim...

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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PADILHA NO ‘RODA VIVA’

A entrevista do pré-candidato ao governo de SP, Alexandre Padilha, ao programa "Roda Viva" foi um desastre. Escuso, o ex-ministro respondeu apenas o que quis e fugiu de todas as perguntas que lhe foram feitas. Não tomou partido de nada e fez vista grossa ao escravismo do nefasto regime comunista de Cuba, patrocinado pelo controverso programa Mais Médicos. Em suma, a entrevista foi uma ótima oportunidade para constatarmos que Alexandre Padilha, de pronto, é uma péssima escolha para o governo do Estado.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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FALOU POUCO

No programa "Roda Viva" de ontem, o ex-ministro chutou muito e falou pouco. Diz que vai fazer tudo agora. Depois de oito anos de Lula e mais 4 de Dilma o País está acabado. Padilha está na mesma linha do seu mentor Lula. Quando questionado sobre a fala de Lula à TV Portuguesa sobre o mensalão, disse: "Não li os jornais." O PT já está morto. Chega de mentiras.

Vilma Frediani Moura

vilmasfm@hotmail.com

São Paulo

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VENIMOS POR LA SOLIDARIDAD

No programa "Roda Viva", o ex-ministro Padilha, sem ler as manchetes dos jornais, adotou a previsível linha "por que me ufano do meu PT". Questionado sobre os médicos cubanos, contou uma história comovente: um dos cubanos pediu a retirada da mesa de seu consultório, porque em seu país duas cadeiras próximas são suficientes. Sem comentários.

Helena Rodarte Costa Valente

helenacv@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PADILHA NO ‘RODA VIVA’

No "Roda Viva" da "TV Cultura" dessa segunda-feira, o pré-candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, tentou passar aos jornalistas as suas "boas " intenções para ganhar a eleição. Padilha disse não ter convênio médico, mas sendo ele quem é, alguém teria dúvida do atendimento que teria, caso precisasse se tratar em qualquer unidade de Saúde? Padilha vai usar na sua campanha a falta de água em São Paulo. Certamente ele tem a solução. Falou sobre a segurança, que é um problema do Brasil e sem solução nos diversos governos, inclusive nos estados onde o PT governa. Sobre a educação, nenhuma palavra. Será que os professores vão aceitar o candidato que não tem nenhuma proposta para mudar o quadro caótico em que se encontra o ensino? Padilha elogiou o programa "Mais Médicos" com todo tratamento injusto dado aos médicos cubanos. Perguntado sobre serem os médicos cubanos vigiados, o candidato saiu pela tangente. Quem viu essa entrevista conheceu o outro poste de Lula.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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O QUE DIZ A PROPAGANDA

A propaganda de Alexandre Padilha, candidato petista para o governo de São Paulo, diz que "falta um governo à altura dos paulistas, que seja rápido em resolver os problemas e não em arrumar desculpas". Ok. E qual seria esse governo, Sr. Padilha? O governo do PT de Pasadena, dos mensaleiros, da transposição do rio São Francisco e organizador da Copa e Olimpíadas, que deu ao Brasil o recorde dos piores preparativos vistos na história dos jogos, segundo o vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional?

Myrian Macedo

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

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APOSENTADORIA RETROATIVA AO COLLOR?

Assim como no caso Celso Daniel, não ficou uma testemunha estranhamente viva para contar história no processo que julgaria o ex-presidente Collor. A nós brasileiros, resta agora abrir os bolsos e pagar aposentadoria de presidente retroativa aos anos 1990. Collor foi salvo pela política protecionista aos avanços tecnológicos do governo Sarney, que, por precariedade, à época impediram avanços nas investigações que o colocaria no centro da roubalheira. Ele deveria beijar o chão onde Sarney passa. Pobre povo brasileiro. Quando não é roubado descaradamente pelos políticos, o é quando não são pegos.

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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GRAVE DOENÇA

Lula com certeza está muito doente. Declarou publicamente que os mensaleiros não tinham sua confiança. Collor pergunta quem vai devolver o que ele perdeu. Acho que o exercício da presidência não deve fazer bem a determinadas pessoas. Despreparo para a função pode acarretar tais distúrbios. Nesse caso, não vai adiantar ir ao Hospital Sírio Libanês. Lá não há especialidade em doenças mentais. Que Deus os protejam, e, a nós, não desamparem pelas suas loucuras.

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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TERRENOS OCIOSOS

Nos EUA, boa parte dos atletas futuros começam a ser formados nas áreas de esporte situadas dentro dos prédios das escolas ou junto a elas. É também o que se passa nos terrenos dotados pelo poder público de quadras para jogos de basquete, voleibol e mesmo para o soccer, como se pode ver, em notável quantidade, nos bairros de Nova Iorque e no centro da grande cidade. Na periferia de São Paulo, como também na área central, a juventude bem que poderia contar com o aproveitamento dos terrenos ociosos para desfrutar de uma melhor qualidade de vida, por meio do esporte, em proveito comum da sociedade. Uma sugestão para os Vereadores do Plano Diretor, de modo a vincular os gestores, mediante norma.

José Geraldo de Jacobina Rabello

jacobrabello@hotmail.com

São Paulo

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REFORMA DO AUTÓDROMO DE INTERLAGOS

Uma das promessas do prefeito de São Paulo, que o ajudou a se eleger, foi a construção de 80 creches nas periferias de São Paulo. Não cumpriu "por falta de verbas", mas, num paradoxo, vai gastar pouco mais de 170 milhões de reais na reforma do autódromo de Interlagos. São 90 mil as mães pobres prejudicadas, pois necessitam deixar seus filhos nas creches e não conseguem. Com esse dinheiro todo com certeza dá para se construir mais de uma centena de creches novas, se não forem super faturadas, como é de praxe. Durma com tamanha ingerência.

Waldecy Antonio Simões

netsimoes@terra.com.br

São Paulo

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SOMOS MACACOS FELIZES

A atitude de Daniel Alves foi acertada, mesmo sendo preciso que se prenda quem jogou a banana no campo de futebol. Pessoas racistas apenas demonstram que são pessoas fracassadas que tentam humilhar outras que geralmente são mais bem sucedidas na vida. A pessoa que quer humilhar a outra demonstra inveja e vontade de querer estar no lugar que não conseguiu. O sonho do espanhol que jogou a banana é ganhar pelo menos 1% do que ganha Daniel Alves. Viva os macacos milionários, e sorte para os racistas que passam fome e que estão desempregados.

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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A BANANA

A que ponto o mundo está chegando, transformar uma das frutas mais nutritivas para o ser humano em preconceito racial. Parabéns ao jogador Daniel Alves, que retribuiu ao infeliz torcedor que atirou uma banana no campo de futebol e que, com o seu gesto e atitude de comer a banana, deu um grande exemplo àqueles que querem denegrir o seu semelhante. A cor da pele não nos diferencia em nada, em nada mesmo. Se todo mundo que for agredido com uma banana, comê-la, acabará definitivamente com esse preconceito. Não há quem não goste da fruta e de todo alimento que é feito com ela.

Luiz Dias

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

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BANANA PARA O TORCEDOR!

Coitada da banana! Fruta clássica, fornecedora de energia aos atletas, deu mais vigor ao Daniel Alves, quando a comeu, lançada pelo preconceituoso torcedor, a sua frente, para provocá-lo, antes de bater um corner. Tudo isso me faz lembrar da minha época de menino, na década de 1940, quando, no carnaval, uma das músicas mais cantadas - por brancos, negros e mestiços - dizia: "Banana, menina, contém vitamina, banana engorda e faz crescer!", exaltando as reais qualidades da famosa fruta! E agora, com seu uso indevido para provocar o grande atleta brasileiro em campos espanhóis. Daniel Alves retrucou, ao comer a banana gostosa, e, ao mesmo tempo, sem fazer o clássico gesto com o punho, deu também uma banana ao famigerado torcedor espanhol. Ao mesmo tempo, pela primeira vez, mostrou a melhor e mais elegante maneira de reagir ao preconceito, aumentando sua autocrítica de ser humano inteligente e diferenciado, colocando, pois, o estúpido agressor na condição de animal peçonhento e sem caráter. Simultaneamente, em pleno Estados Unidos, terra de Abraham Lincoln, que foi um dos ícones da abolição da escravatura, um ricaço e preconceituoso branco, o presidente do time de basquete do Los Angeles faz declarações de repúdio aos negros que ele tem em seu time, trazendo até repulsa do negro presidente Obama, em viagem política ao exterior. Tudo isso nos faz meditar sobre essa nódoa da humanidade, o famigerado preconceito, que, por muitos séculos, tem agredido a condição humana, em sua base mais alicerçada pelo progresso e pela civilização, a ponto de permitir que muitos que sofrem preconceito, sofridos e desesperados, pensassem que o melhor seria abdicar de sua genética e de sua cultura, tentando assimilar as bases daqueles que eram seus críticos! "Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!", já dizia o fantástico Miguel de Cervantes y Saavedra, naquilo que hoje é uma horrorosa bruxa o preconceito que insiste em assombrar a humanidade culta e esclarecida! E olhem que o grande Cervantes era também espanhol como o preconceituoso agressor dos brios de Daniel Alves, que mostrou a Cervantes como reagir à bruxa do preconceito! Arriba, Daniel Alves!

Sagrado Lamir David

david@powerline.com.br

Juiz de Fora

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A BANANA DO DANIEL ALVES

A banana de Daniel Alves está rendendo pano pra manga. Neymar puxou a fila, assessorado por marqueteiros, lançando a campanha #somostodosmacacos. Luciano Huck, Angélica e companhia entraram na dança e hoje, pela internet, vemos que o Brasil se tornou "consciente". Balela! Causa-me estranheza (pra não dizer "medo") que a forma encontrada para combater o preconceito seja tomar para si e aceitar passivamente o termo pejorativo. Parece até aquele conselho de mãe para filho, quando este chega reclamando do bullying sofrido na escola: "Deixa ele xingar! Quando ele xingar, você diz: ‘obrigado’." Não. Não é assim. Esse modelo de combate ao racismo apenas reforça mais ainda a distinção entre seres humanos e seres que lutam para serem tratados como humanos. Infelizmente, poucos jogadores de futebol teriam a coragem necessária para fazer uma verdadeira revolução - ao menos no mundo do futebol - em relação ao combate ao racismo. Mas medidas como se negarem a jogar ou tirarem o time de campo quando fatos assim ocorressem causaria um enorme desconforto onde o mundo do futebol é mais sensível: o bolso. Jogadores negros ou simpatizantes com a causa, deixando de jogar, afetariam Nike, Adidas, McDonald’s, Coca-Cola e as principais empresas que lucram com o futebol. A Fifa seria obrigada a tomar decisões muito mais efetivas do que apenas entrar com faixas em campo e pedir para jogadores lerem manifestos contra o racismo nos jogos. Aplicar uma multa de US$ 10 mil em um clube de futebol por atitudes racistas de seus torcedores é o mesmo que você mostrar a língua para alguém que acaba de te dar um soco. Não. Não somos todos macacos. Nenhum de nós é macaco. Não assumam a ofensa nem a banalizem. O interesse do agressor não é somente ofender, mas, acima de tudo, exteriorizar o seu ódio. Caso ele encontre cabeças baixas e falta de combatividade, continuará fazendo. Se jogarem bananas no campo, peguem e a joguem novamente na torcida, relatem ao juiz e saiam de campo. Parem o futebol. Obriguem quem ganha com esse circo a transformarem os estádios. Se não for pela conscientização, que seja pelo medo de ver seu time excluído do futebol.

João Paulo de Oliveira Pimenta

joaopaulo.pimenta@hotmail.com

Presidente Prudente

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A BANANA SERÁ O GATILHO

Para todo conflito, existe um gatilho. O rapto de Helena de Tróia, embaixadores persas mortos pelo rei espartano Leônidas, o boato dos brioches de Maria Antonieta ou o assassinato de um príncipe herdeiro. Para toda ação, existe uma reação. Com os ânimos a flor da pele, corremos o risco de, durante a Copa, a coisa degringolar e termos de antecipar o final do mundial. Esse lampejo veio quando Daniel Alves, sabiamente, em um jogo pelo campeonato espanhol no último dia 27, devorou a banana lançada por torcedores racistas do time rival. A imagem correu o mundo. Apesar do gesto nobre, demonstrando superação acerca das chagas deixadas pela colônia, o Brasil corre o risco de ver isso, infelizmente, acontecer durante a Copa do Mundo, em nossos gramados. O que dirão as manifestações anti-Copa diante tal ofensa de uma minoria europeia? Seria visto, no mínimo, como um gesto arrogante que tocará na ferida da escravidão. Dependendo da temperatura das ruas, pode-se dar início a uma retaliação contra os torcedores estrangeiros, que estão na situação de convidados, e não como donos do Brasil.

Luiz Fabiano Alves Rosa

fabiano_agt@hotmail.com

Antonina (PR)

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TAPA

Nada como dar um tapa na cara com luva de pelicas. Parabéns, Daniel, e ainda comeu a banana. Isso sim é ser inteligente e passar por cima de ignorantes metidos a país de Primeiro Mundo.Vai firme, garoto.

Adrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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CONCEITO DE RAÇA

O conceito de raça surgiu no século 19, no bojo dos "imperialismos" europeus e como forma de justificativa na busca de identidades nacionais. A partir deste termo, raça, a formação dos povos passou a ser pautada pela diferença ao outro, seja ele negro, judeu, mestiço, cigano ou qualquer outra diferença do branco europeu. As demonstrações de racismo em pleno século 21 demonstram que a sociedade não conhece a sua história, não deseja sair da sua ignorância latente, prefere insistir com ações desprovidas de sentido e não fundamentadas em algo real. Racismo é uma doença de ignorantes. Será que ser amante de banana e adorar subir em árvores me transformam num macaco? Para os ignorantes, sim. E, para eles, apenas um gesto, a ação de Daniel Alves.

Pedro Beja

pedrobejaaguiar@gmail.com

São Paulo

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PAZ

Em tempos de campanhas exaustivas pela paz nos estádios de futebol, eis que, nesta semana, as diretorias do Palmeiras e do São Paulo se ofendem e se acusam abertamente à imprensa, pela compra do passe do atacante Alan Kardec. Se o exemplo não vier de cima, tudo vai ser mais difícil. Ou essas atitudes não dão mais combustível à violência? Os dirigentes de clubes de futebol deveriam ter consciência antes de quererem conscientizar que seus oponentes são adversários, e não inimigos.

Filipe Luiz Ribeiro Sousa

filipelrsousa@yahoo.com.br

São Carlos

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ANTIÉTICO, QUEM FOI?

Paulo Nobre, presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, atacou e criticou o São Paulo Futebol Clube, alegando que o mesmo agiu de forma antiética ao contratar o jogador Alan Kardec, com quem até então estava em negociações. Não sou palmeirense, muito menos são paulino. No entanto, o correto deve prevalecer, portanto devo afirmar que sua reclamação não procede, já que sua negociação existiu até o momento que foi fechado. Não foi cumprido o acordo acertado com o jogador, na ocasião que o Palmeiras quis renegociar algo que já estava concluído e apalavrado.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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REFUGIADOS HAITIANOS

Estou indignado com a atitude do governo do Acre que simplesmente enviou os imigrantes haitianos para São Paulo, sem nem sequer avisar ao governo, à Prefeitura, ninguém. Simplesmente, colocou-os dentro de um ônibus e mandou para cá. Ou seja, São Paulo que se vire. E ainda vem o governador falar besteira, chamando os paulistas de "elite precoceituosa" e "higienista". Lamentável. E, o pior, o governo federal, que deveria fazer algo, simplesmente assiste a tudo de camarote

Alexandre Fontana

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

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‘NO TRIUNFO DOS GENERAIS’

Complementando o professor da PUC, há mais algo sobre as Forças Armadas em geral. Normalmente, se tornam lambe-botas de ditaduras, quando suas elites se tornam "milicos". A diferença é que milico usa a submissão, o militar apenas a disciplina nas leis. Militares se formam na disciplina até se tornarem elite, e aí os que seguem no poder se tornam milicos lambe-botas. Quem, contudo, sustenta as Forças Armadas são os militares, e não os milicos, daí a sucessão de erros e acertos. Quem sustenta o ditador é sempre o milico, quem o depõe é o militar. As Forças Armadas ainda agem como os elefantes. Se soubessem a força que têm, não se sujeitariam a qualquer malabarismo de cacique no poder. No caso do Brasil, na realidade, já tivemos uma série de quarteladas, que é diferente de garantia da lei. A própria República foi uma quartelada que pretendeu ser ditadura militar, mas foi suplantada pela ditadura oligárquica, que voltou a imperar até a última quartelada de 1964, com o único intuito de evitar o mal maior, que seria o comunismo tupiniquim. De longe, seria como se vê hoje, o comunismo mais corrupto, imbecil e cretino que se registraria na história do comunismo. Vemos hoje a amostra do que sobrou da limpeza mal feita pelos milicos na ditadura, no expurgo da cambada comunista que sobrou da época de 1964. Como qualquer igreja, militar e religioso confundem submissão com disciplina quando chegam ao poder. É só ver a história.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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