Fórum dos Leitores

NOVOS RUMOS

O Estado de S.Paulo

28 Maio 2014 | 02h10

Hora de evoluir

O petismo convenceu a maioria dos brasileiros de que "o medo não podia matar a esperança" e todos acreditaram que seu líder seria capaz de trazer melhores dias ao nosso país. Lula foi eleito e encontrou condições favoráveis. No âmbito interno: controle da inflação via Plano Real, poupança crescente, administração pública estruturada, clima de confiança generalizada, etc. No plano externo, a economia mundial também atravessava período favorável, tanto que os investimentos fluíam e o Brasil crescia a bons índices. Mas Lula e sua sucessora, Dilma Rousseff, após três mandatos no governo, não souberam dar sustentabilidade a essas boas condições. Quando o cenário da economia mundial sinalizou crise de graves proporções, Lula previu que se tratava de simples "marolinha". Essa dupla de presidentes petistas deixou que o fisiologismo tomasse conta da estrutura administrativa, tirou a autoridade das agências reguladoras e do Banco Central, dilapidou a poupança do BNDES com investimentos de má qualidade, causou a débâcle da Petrobrás com péssima gestão e infiltração de dirigentes subornados, favoreceu o implante da corrupção orgânica, estabeleceu sistema de maquiagens para mascarar a realidade com índices artificiais e transformou o País nisso que está aí: incompetência, escândalos, desânimo e revolta generalizada. Só se vê progredir o crime organizado e o tráfico de drogas. Para concluir o quadro, Lula agora está dizendo que o Brasil corre perigo de retrocesso e Dilma alega que não tem do que se envergonhar. E a galera do PT bate palmas... Acorda, Brasil, é hora de evoluir buscando novos rumos, porque esse aí não dá!

LUIZ CARLOS SOARES FERNANDES

luiz68017@gmail.com

São Paulo

Poder e partido

O poder, para o PT, não significa trabalhar pelo Brasil, e sim para fortalecer o partido.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

alatieugenio@gmail.com

Campinas

Prato cheio

Afigura-se-me inconcebível o fato de a oposição, até agora, não ter respondido à altura aos repetidos ataques de que tem sido alvo por parte dos situacionistas. Munição não lhe tem faltado, oferecida todos os dias, de mão beijada, pela atuação dignificante e patriótica da altiva Polícia Federal, instituição que, felizmente, não se deixou aparelhar pela ação deletéria do atual governo. Cabe, então, uma pergunta intrigante: por que não se fartar nesse prato cheio que lhe é presenteado, usando, como tão bem eles fazem, de um linguajar que o povo quer, gosta e precisa ouvir? Com a palavra a inábil oposição, que ainda se pronuncia com irritante tecnicismo.

RUBENS GUIGUET LEAL

rubensgleal@uol.com.br

Americana

MUNDIAL DA FIFA

Copa ou protesto?

Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local, filha de Ricardo Teixeira e neta de João Havelange, declarou que não apoia os protestos que vêm ocorrendo no País contra o desperdício de dinheiro público na preparação da Copa "porque o que tinha que ser gasto, roubado, já foi". Que belo exemplo de cidadã, como deve estar preocupada com a educação e a saúde dos menos favorecidos! Será que ela e todos os envolvidos nos preparativos da Copa acreditam mesmo que o povo vai aceitar de forma pacífica todo esse desperdício de dinheiro e pouquíssimo legado pós-Copa? Eu desejo que o gigante volte ainda mais forte durante a Copa, porque só assim mudaremos o rumo do nosso país. Se continuarmos dormindo em berço esplêndido, a roubalheira nunca acabará.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

MOURA E O PCC

Comissão do PT

Conforme publicado pelo Estadão, a Executiva do PT vai criar uma comissão para ouvir o deputado estadual Luiz Moura a respeito de sua participação na reunião com o PCC. O que se pode esperar de alguém que se reúne com membros de uma organização comprovadamente criminosa, como o PCC? Que eu saiba, esse tipo de providência deveria vir obrigatoriamente dos órgãos de segurança, e não do partido que abriga mais um elemento envolvido em atos ilícitos.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Ato falho

A expressão que está na moda, nos dias de hoje, no meio governamental para justificar as lambanças e os desmandos cometidos com o dinheiro público é ato falho. Digo isso para observar que o deputado Luiz Moura cometeu um ato falho ao pensar que estava numa reunião do PT, mas era uma reunião do PCC. Será que elas são tão parecidas assim para ele se confundir?

HILO DE MORAES FERRARI

hiloferrari@hotmail.com

São Paulo

Brasil inclusivo

Em cinco anos o ex-presidiário e deputado estadual petista Luiz Moura saiu da miséria declarada para um patrimônio de R$ 5,1 milhões. É o modelo de Brasil inclusivo que o PT celebra.

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

Elogio a S. Exa. Jilmar Tatto

Parabéns, sr. secretário municipal. Não dê ouvidos a críticas. É só inveja das pessoas por seu belo currículo e por seu gesto nobre de fazer generosas doações a um político, ilibada figura, com alto gabarito e rica/exemplar folha corrida na vida. Vá em frente e agregue mais alguns do mesmo escopo moral do sr. Luiz Moura ao seu rol de relações. Seu futuro continuará brilhante.

ADIB HANNA

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

IMIGRANTES HAITIANOS

Generosidade

O poder público tem prestado péssimos serviços à população, apesar do altíssimo nível de nossa tributação. Em vez de se dedicar à melhoria desses serviços, descobre-se agora que o governo petista se dedica à atividade generosa de receber e acolher haitianos em nosso país, enviando-os - que surpresa! - para o Estado de São Paulo, que é governado pela oposição. Em entrevista recente de algum burocrata do Estado do Acre, fui informado de que também têm chegado refugiados de Bangladesh e do Paquistão. É realmente muita generosidade desse partido, que desperta a admiração em muitos países do mundo e é tão mal compreendido pelas "zelites" do País. Só não explicaram quanto dinheiro os coiotes estão faturando com essa generosidade. A vantagem é que, como os petistas podem fazer reuniões com o PCC, haverão de encontrar empregos para toda essa turma.

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

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ALÉM DO FUTEBOL

Em que pese a paixão pelo futebol ser compartilhada por muitos países mundo afora, é razoável supor-se que a forte associação desse esporte com o patriotismo possui características só encontradas no Brasil. O frisson que se apodera do povo quando a seleção está em campo é somente comparável à emoção sentida pela população de um país quando seu exército - no caso presente, os onze gladiadores - luta pela glorificação do orgulho nacional contra um inimigo externo. Corações e mentes polarizados, enrolados em verde e amarelo, arrepios, lágrimas e a alegria incontida do gol, são acompanhadas por erupções de amor pela pátria. As ocasiões em que a seleção vence os mundiais - já são cinco - explodem em manifestações catárticas, durante as quais bradam-se ao mundo as virtudes e potencialidades do povo que habita este rincão abaixo do Equador. Já houve até quem afirmasse que o futebol é a pátria de chuteiras e que, antes da primeira conquista, o País sofria de um complexo de vira-lata. É natural que assim seja, face à carência, ao longo de sua história, de grandes escritores, de notáveis cientistas, de políticos realizadores e de pensadores profundos, fato ilustrado por não ser capaz de produzir até hoje um agraciado com um Prêmio Nobel, quando vários vizinhos do mesmo continente ostentam vários. Não que tal laurel seja importante, mas sinaliza muitas vezes a importância que outros países dedicam à educação dos seus habitantes. Orgulhemo-nos do nosso futebol, sim, mas exijamos de quem nos governa que cumpra as promessas de campanhas eleitorais, calcadas desde sempre na melhoria do nível de educação do povo. Quem sabe, um dia nos emocionaremos com outras conquistas tão ou mais importantes que as relacionadas ao futebol?

Paulo Roberto

Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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COPA DO MUNDO

Desde 1958, todas as Copas foram exaltadas e festejadas, independentemente do lugar em que se realizaram. Este ano, em solo brasileiro, nunca vimos tanto desinteresse. O que houve?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Acho demais os jogadores da seleção dizerem que estão realizando um sonho de criança por vestirem a camisa da seleção e jogarem no Brasil. Além dos salários, ainda discutem prêmios, ou seja, na verdade, são iguais a todos. Na verdade, estão jogando para ganhar mais dinheiro, além dos altíssimos salários. Patriotismo eles têm pelos bolsos deles, pois se, na verdade, fossem patriotas, doariam esse prêmio a quem precisa, de preferência nos bairros de onde vieram que, pelo que sei, são todos pobres. Mas isso eles não fazem, claro, pois o patriotismo é só para enganar os otários torcedores.

Asdrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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A concentração da seleção brasileira no município de Teresópolis, na região serrana do Estado do Rio de Janeiro, levanta o tapete e mostra, escondida sob ele, a sujeira da corrupção ocorrida na tragédia das chuvas de verão de dois anos atrás. Tanto tempo se passou, a tragédia ficou esquecida, assim como o sofrimento e a tortura da espera das vítimas que perderam suas casas, seus filhos e seus parentes. Agora que a seleção chegou àquela região e aflorou a memória daquela tragédia ainda sem solução. Vejamos se ao menos essa lembrança poderá ajudar as vítimas do esquecimento e da corrupção dos políticos a recuperarem um pouco de sua dignidade e de seus bens materiais perdidos no tempo.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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Declaração intrigante essa feita por Joana Havelange, diretora do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. Em defesa da mesma, disse que "o que tinha que ser roubado, já foi". Estaria ela se referindo apenas a roubos recentes, ou aos de um período mais amplo, do tempo do seu avô, João Havelange e de seu pai, Ricardo Teixeira? Terá sido essa declaração uma mea-culpa familiar?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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Depois dos gastos bilionários do governo com a Copa, será que ainda sobrou dinheiro para proporem um mensalão à Fifa, garantindo a vitória da seleção do Brasil e, por tabela, a do PT nas próximas eleições?

Peter Cazale

pcazale@uol.com.br

São Paulo

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O maior rival de Felipão é a ansiedade. Se a história se repetir, é bem provável que ele deixe a seleção depois desta Copa. Foi assim em 2002. Após conquistar o penta, ele pediu demissão.

José Ribamar Pinheiro Filho

pinheirinhoma@hotmail.com

Brasília

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Ter ou não ter Copa, eis a questão. Se a Copa for um sucesso, se os jogos transcorrerem normalmente, se o Brasil ganhar, será uma grande vitória da lei de Gerson - aquele que ensinou o Brasil a levar vantagem em tudo. A vitória do superfaturamento, será a vitória do "rouba, mas faz". Teremos Lula e Dilma batendo a mão no peito e gritando que foi o PT que ganhou a Copa e se o Brasil quiser continuar ganhando tem que continuar votando no PT. Por outro lado, se houver manifestações mostrando que o Brasil tem outras prioridades, se o mundo inteiro ficar sabendo que o Brasil está mais interessado em melhorar sua saúde e sua educação, independente de quem ganhar, teremos o Brasil finalmente perdendo sua inocência, não seremos mais os ingênuos que entregaram o País aos colonizadores portugueses a troco de quinquilharias, não nos contentaremos mais com o pão e circo, com as quinquilharias que o governo corrupto e incompetente tem para oferecer. O Brasil se tornará uma grande nação.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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COMPLEXO DE VIRA LATAS

Resposta da dona Dilma para o Ronaldo: "Não temos que nos envergonhar e não temos complexo de vira latas". Claro que não temos, somos um povo de vira latas. Ainda amamos e somos fiéis ao nosso "dono" (PT), pois mesmo nos deixando soltos, por nossa conta e risco, ficamos contentes quando nossos donos voltam, mesmo nos deixando desamparados por muito tempo, e ainda abanamos o rabo de contentamento. Aceitamos as migalhas que nos são oferecidas, por que temporariamente e enganosamente sacia-nos a fome que sentimos e até gostamos da dependência. De vez em quando, ganhamos um ou outro afago (correção das alíquotas do IR) e lambemos sua mão como agradecimento demonstrando afeto e carinho, pois nos parece não ter uma solução para os nossos problemas, então nos conformamos. Nos contentamos em correr atrás dos carros que passam, indiferentes, carregando nossos sonhos. Temos carnaval e samba pra passar o tempo, e agora a Copa, e esquecermos da nossa vida inútil, que consiste em só defender o dono contra possíveis ataques. Quando chega a carrocinha (mordaça na imprensa, TV, mídia em geral), corremos e nos escondemos com o rabo entre as pernas, pois temos medo de perder todos esses "benefícios" que nosso dono nos oferece. Somos ou não somos um povo vira-latas?

Ariovaldo Milazzotto

milazzotto@outlook.com

São Paulo

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A extemporânea "vergonha" de Ronaldo provavelmente tem origem na rejeição de algum "projeto" seu, que resultaria em mais vantagens pecuniárias, visto que esse tipo de sentimento parece passar distante do seu modo de agir. Por outro lado, dona Dilma, os brasileiros verdadeiramente prestantes, pensantes e isentos, sentem muita vergonha, não da Copa propriamente dita, mas, sim, da postura e do comportamento daqueles que engendraram o mega negócio e o enfiaram "goela abaixo" da nação. E também dos que atrelaram o governo ao faraônico espetáculo ilusório. Pena que a Sra. não acompanha o noticiário da mídia honesta e livre, limitando-se a sorver os elogios e afagos dos blogueiros e dos donos de "publicações" cooptadas e financiadas pela publicidade oficial. Sentimos vergonha ao tomar conhecimento da calamitosa e caótica situação do hospital federal de Andaraí, por exemplo, situado nas proximidades do Maracanã, estádio que pela segunda vez foi reconstruído. Sabe-se lá qual foi o custo verdadeiro... No hospital, dona Dilma, os doentes (aquele povo que a Sra. e seu chefe tanto amam e que a "zelite" não quer deixar prosperar) estão amontoados junto com o lixo e o entulho, sem dó nem piedade. Enquanto isso, na arena reformada, a elite da Copa está usufruindo mordomias suntuosas, dignas dos magnatas, acolitada pelo "entusiasmado ministro comunista" e por vossa fidalga pessoa. Sentimos vergonha ao ver o povo (que a Sra. e seu guru tanto protegem) invadir um terreno vizinho do Itaquerão, alojando os seus familiares (que a "zelite" quer se danem) em barracos de lona, submetidos ao rigor da variação da intempérie paulistana. Por que o seu governo não desapropriou o imóvel, pagando o preço justo como determina a Constituição Federal, para construir moradias dignas de serem usadas por essa gente tão amada? Se há dinheirama para a Copa... Nada disso, pois o que importa é a ostentação do poder (a Sra. fará o diabo para mantê-lo), o desfile ao lado da cúpula organizadora e gozar das benesses "padrão Fifa" na companhia dos verdadeiros donos da Copa, pois não há espaço para o gentio na Tribuna de Honra! Sentimos vergonha ao ouvir as bazófias, patranhas e asneiras do seu mentor, responsável mor pela realização do nefasto certame em nosso combalido país, obtendo o aval dos votantes, talvez, induzidos somente pela fanfarronice das falácias do doutor "honoris causa" (que decadência é mais grave: da USP ou de Coimbra e Salamanca?), candidato favoritíssimo a vestir a mais nova "camisa de força" da seleção. Saiba, dona Dilma (que não se envergonha ao enaltecer o parceiro Maduro e cortejar os companheiros Castro), que muitos brasileiros não têm complexo, a bem da verdade, são puros vira-latas.

Ulisses Nutti Moreira

ulissesnutti@uol.com.br

São Paulo

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Após longos sete anos de prazo, desde que o País foi escolhido como sede da Copa, os atrasos, improvisos e arremates de última hora, às vésperas do apito inicial do juiz, só podem mesmo evocar o notório complexo de vira-latas dos brasileiros perante o mundo. Não é possível ter comportamento de cão de raça, com pedigree refinado, se o que está no prato é osso coberto com carne de terceira! Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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Num estado democrático, como é o caso do Brasil, todos têm o direito de expressar sua livre opinião. Portanto, apesar dos protestos do governo e de certos setores da mídia, o jogador Ronaldo tem o direito de falar o que quiser, assim como de mudar de opinião quantas vezes desejar. Se ele afirma que tem vergonha da organização desta Copa, opinião esta compartilhada por mim e por muitos brasileiros que conheço, não cabe a acusação de que só porque faz parte do comitê organizador não deveria "mudar de time". Ao contrário, é louvável que denuncie publicamente a falta de organização e as irregularidades. Se a verdade dói é outro problema...

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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O LUXO E O LIXO

Enquanto a bola não rola, rola a corrupção. Dizem os franceses que "la corruption est pareille à une boule de neige, plus elle roule, plus elle grossit". A metáfora bem retrata o que, no dia a dia, ocorre e corre entre nós, pois a corrupção se assemelha à bola de neve, quanto mais rola, mais engrossa, mais se alastra; e já dos políticos não há quem que não esteja a engrossar a bola da corrupção, ou engrossar o bolso; ou os dois! Porém, o silêncio que perpassa pelas ruas desfralda cenário preocupante, e acende o sinal amarelo. De um lado, a bela Teresópolis e seu fausto imperial. De outro, na mesma Teresópolis as casas desabadas das últimas catástrofes pluviais. Assim divide-se o Brasil, de um lado o luxo, e de outro lado o lixo; de uma borda do asfalto, o palácio e a nobreza, e de outra, a bem poucos metros, a miséria, a favela, o mocambo. Convivem, a coisa de poucos passos, o verso e reverso da medalha. Poderíamos ser Europa e somos África. Hoje, no "Estadão C8" o Jabor, in "A Copa da esperança e a Copa do Medo" frisa com letras cortantes e certeiras: "que o País é dominado por ladrões de galinha, por batedores de carteira e traficantes." Temos, quiçá, a pior classe política de todos os tempos, pois que, inteiramente, descompromissados com realidade crua das ruas; realidade que se nos depara com tintas pesadas, e que se espraia pelos becos e vielas; pelos hospitais públicos e escolas; das capitais aos grotões. Senhores governantes, a revolta, a indignação do povo se faz ouvir pelo silêncio de bandeira a meio-pau, que percorre a Nação. Eu, por mim, a Copa não me traz aquele ânimo de outras Copas, diante do cenário de corrupção que se alastra. Senhores governantes, já se fez muito pelos partidos, já não é sem tempo que os senhores comecem a trabalhar, eficazmente, para a Nação.

Antonio Bonival Camargo

bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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ESPERANÇA E MEDO NA COPA

Na sua sempre brilhante coluna no Caderno 2, do "Estadão" de 27/5, Arnaldo Jabor intitula seu artigo com "A Copa da Esperança e a Copa do Medo". Em 1950, a Europa ainda sangrava dos ferimentos da II Grande Guerra Mundial. O bode expiatório escolhido foi o Brasil do presidente Dutra. Numa euforia incontida construímos o maior estádio do mundo, batizado de Mário Filho, mas sempre chamado de Maracanã. Hoje, por influência do Coliseu Romano ou das praças de touros madrilenhas são estupidamente chamadas de "Arenas", lugar onde a morte sempre se faz presente. Esta será a Copa da Esperança e a Copa do Medo porque nesse acontecimento esportivo os donos do poder ad aeternum jogam todas as suas fichas. Esperança e medo são os sentimentos que assombram e inquietam o império petista. O povo se manifesta é contra as dezenas de bilhões de reais gastos nas arenas, enquanto o povo morre nos hospitais, morre nas estradas, morre por falta de segurança e vê a educação a cada dia longe dos seus reais objetivos, com o transporte urbano um verdadeiro "boleia de gado". Estamos vivendo a Copa de 2014, em que uma euforia desmedida, a certeza de "taça no armário" nos faz retroceder a 1950, que culminou com o "maracanazo" uruguaio. Naquele tempo dos mártires Barbosa e Bigode todos os atletas tiveram que conviver com a derrota, essa seleção nada tem de "pátria nas chuteiras". Dos 23 convocados apenas quatro permanecerão aqui depois da Copa. Os torcedores têm esperança de serem campeões da Copa e o governo petista tem medo de que um resultado contrário desencadeie a sua defenestração do poder.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Rio de Janeiro

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Jabor tem medo. Em 2002, muitos brasileiros tinham medo, mas os que tinham esperança os venceram e elegeram um ex-metalúrgico aposentado por invalidez para governar um país em crescimento, recém saído de uma hiperinflação, de um impeachment, de uma ditadura militar, de uma tentativa comunista, de uma renúncia e de um suicídio de presidentes. Agora, uma ex-guerrilheira imposta pelo ex-metalúrgico, traumatizada pela tortura e com uma exótica habilidade de comunicação verbal, se esforça para nos convencer de que o legado festivo de seu padrinho é o melhor caminho para a felicidade e fará bem ao País. Mas o medo voltou, e quase não há mais esperança. Jabor tem razão, esta é a Copa do Medo.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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VOLTA, LULA

Não consigo admirar, falar bem nem gostar de Lula e Dilma Acho que tenho motivos. Eles marginalizaram 40 milhões de brasileiros ensinando e motivando-os à indolência. Não sou contra a Bolsa Família, mas a forma como é distribuída. Deixaram e estimularam a corrupção, que já não era pequena, a nível de campeão mundial. Eles não dão uma dica de luz e esperança de dias melhores. Desqualificativos não faltam. Falta é espaço. Então "volta, Lula" só se for para confirmar aquela frase: "quanto pior, melhor".

Paulo Henrique Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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RAPOSAS VESTIDAS DE OVELHAS

Este ano temos eleições para Presidente da República, senadores, deputado federais e deputados estaduais. Como o egoísmo é comum em toda humanidade, o PMDB quer se unir a outros partidos para ficar com o maior pedaço do "bolo eleitoral". Vemos que raposas da política querem manter seus domínios mesmo que transfigurados de PT ou outro partido. O povo se ilude com a Copa e se esquece da responsabilidade do voto. Voto não tem preço, tem consequências. Temos de abrir os olhos e votar em quem tem passado limpo e que sempre trabalhou para o povo. Oportunistas que aparecem na última hora como salvadores da pátria não merecem nosso voto. Não se deixe enganar! Não votaremos em lobos vestidos de ovelhas.

Paulo Roberto Girão Lessa

paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

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ESPERTEZAS

Temos de tirar o chapéu para o Sr. João Santana, marqueteiro de Dilma. Vejamos: os escândalos de desvios na Petrobrás aparecem, crescem, e maciças campanhas sobre a mesma são desencadeadas para confundir a população desavisada. O programa político do PT na TV apela para o terrorismo político e novamente os desavisados podem acreditar. Outra brilhante ideia é passar a usar as cores verde e amarelo alaranjado nos seus encontros, propagandas, abandonando o vermelho que os identifica, nesta eleição. Novamente, para confundir o eleitor, já que as manifestações de rua dos movimentos dito sociais usam as bandeiras vermelhas, quer sejam do PT, PSOL ou PSTU, etc. Isso os identifica com essas manifestações no sentido negativo. Outro motivo são as tais pesquisas, em que um instituto trabalha para o governo federal e depois é contratado para pesquisas eleitorais. Considero um desserviço o trabalho desse marqueteiro, que pode ser muito bom no que faz, mas é muito ruim para o entendimento da população, para a democracia, enfim, para o Brasil. Porque o Conar não pode impedir propaganda política enganosa?

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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NÃO, NÃO TEMOS BANANA

Excelente o artigo do Sr. Xico Graziano no "Estadão" (27/05, A2), alertando sobre o risco na produção interna de banana pelo Brasil. É isso mesmo, estamos com enorme possibilidade de importarmos banana do Equador. Além de importarmos médicos de Cuba, estamos também com grandes possibilidades de importarmos dessa "Ilha Paradisíaca" força de segurança, professores, técnicos em enfermagem, e por aí a fora. Ou seja, nem uma Republiqueta de Banana seremos mais. É só o PT ficar mais quatro anos no poder e estaremos importando de tudo, só espero que pelo menos papel higiênico ainda consigamos produzir, para não virarmos de vez uma Venezuela. Lamentável nosso futuro, e ainda temos que assistir na propaganda política obrigatória uma peça publicitária nos impondo medo no caso de uma derrota nas próximas eleições. Aliás, mais do que justa, do partido do Governo, que tem vários membros presos condenados por corrupção, inflação crescendo, PIB irrisório e má administração do dinheiro público, sem contar a demora e as promessas infindas do pré-sal. Abram os olhos, eleitores brasileiros, antes que seja tarde demais, pois o partido do atual desgoverno sempre jogará a culpa de tudo de ruim que aconteça nas costas da imprensa conservadora e das elites dominantes, como se eles fossem o único e verdadeiro retrato do bem sem fim.

Antônio Carelli Filho

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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BRIGA DE FOICE

Se faltando mais de quatro meses das eleições os principais candidatos à governo travam acirradas batalhas jurídicas, como será o clima na véspera da eleição ?

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O BRASIL DE HOJE

Na concepção de Dilma Rousseff, do presidente em exercício Lula, da base aliada e do próprio petelulismo, o País vai maravilhosamente bem e sob controle total, baseados nessas absurdas declarações. Ou eles se referem a outro país ou de fato nos subestimam ridiculamente. Basta ver a nossa lamentável, drástica e real situação: sem política econômica, balança comercial negativa, indústria e comércio em queda, dinheiro caríssimo, greve de professores, motoristas, policiais, IBGE, USP, UNESP, UNICAMP, passeatas com vandalismo e bandidagem pela cidade ocasionando inúmeros transtornos e prejuízos, quebrando todos os recordes negativos. Além do que não temos saúde, educação, segurança, transportes em total estado falimentar e caótico, etc. A única área que não para e sempre está evoluindo nesse governo no poder há mais de onze anos é a da corrupção política a todo vapor, especialmente neste ano que poderá ser o último. Assim esperamos, né?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MST

Será que o MST e os aliados do partidão também irão acompanhar o mimetismo cromático da legenda liderada pelo genial guia dos povos do ABC, tornando-se verdadeiras melancias: verdes por fora, mas vermelhas por dentro?

Caio Augusto Bastos Lucchesi

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

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ACORDEM, APOSENTADOS

Até quando nós, aposentados, vamos continuar deitados em berço esplêndido? Precisamos nos levantar, ir para as ruas e para a imprensa, dizer para os candidatos à presidência da República, ao Senado e a Câmara que há 15 anos nos empurram goela abaixo o famigerado Fator Previdenciário, que estamos fartos de suas crocodilagens, de suas covardias e, acima de tudo, de seus conchavos maldosos e covardes preparados todos os anos para sugar um pouquinho do nosso direito salarial adquirido com honestidade junto ao INSS. Precisamos começar um trabalho para mostrar aos "parlamentares" que sempre nos prejudicaram, que nós, somados aos nossos familiares, representamos um universo de aproximadamente 50 milhões de cidadãos e cidadãs dispostos através do voto a mudar este desgovernado Brasil. Gente, vamos para as ruas exigir a grana que os governo de FHC, Lula e Dilma nos surrupiaram.

Leônidas Marques

leo_vr@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PASSEATA PACÍFICA

Com a regularidade de sessões cinematográficas, dentro de pouco, teremos o diário espetáculo do fechamento de nossa vital Avenida Paulista, para o exercício de mais uma passeata de protestos. E, também, com a mesma regularidade, teremos um enxame de repórteres para exaltar a qualidade "pacífica" dos mesmos. Essas manifestações são e sempre serão uma agressão ao sagrado direito de ir e vir de toda uma população do município de São Paulo, não podendo ser caracterizadas como "pacíficas" apenas porque, eventualmente, não tenham ocorrido quebra-quebra ou depredações. São uma agressão ao paciente que demanda aos hospitais da região, dentro de uma ambulância - sem conseguir atingi-los. São uma agressão àquele paulistano, que, tendo trabalhado em um escritório durante um jornada inteira, deseja tomar uma condução, que está bloqueada por horas. Em países civilizados, protestos devem ser marcados e são confinados a determinados espaços para não interferirem na vida dos demais cidadãos, como vimos em Occupy Wall Street, que inclusive teve acampamento e durou vários dias. O que não podemos é continuar concordando com a rotina de a cidade ser paralisada "pacificamente" (segundo reportagens), sem que as autoridades tomem a devida providência.

Maurício T. Schneider

mts.arq@uol.com.br

São Paulo

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VIOLÊNCIA NÃO

Apelo aos manifestantes: não pratiquem violência, desordens ou qualquer ato deplorável. Suas manifestações são justas, principalmente no tocante ao controle do dinheiro público. Sabemos quantos sofrem e até morrem em hospitais devido ao péssimo atendimento (refiro-me aos pobres). Dizem que o principal fator é falta de verbas. Será? Acredito que o vilão principal chama-se corrupção. Por que não vão às ruas pacificamente exibindo cartazes, mostrando as corrupções ocorridas nos últimos 15 anos? Não seria mais eficaz? Se possível dando nome aos bois. Tenho certeza que vários corruptos tremeriam na base, pois a verdade seria exposta. Certamente, durante a Copa, os gringos iriam saber o porque das manifestações, e diversos países ficariam sabendo o que se passa entre nós, em termo de corrupções e impunidades. E quem sabe até dariam razão aos manifestantes. Juízo é bom e Inteligência é ótimo.

Cynthia Libutti Maciel Brabo e Dr. Ney Maciel Brabo

cynthia.brabo@ig.com.br

Santos

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PURA E SIMPLES!

Alguém tem alguma dúvida de que os maiores prejudicados com as paralisações dos ônibus, trens, metrôs e etc., por esse Brasil afora não são as chamadas classes ricas? E que também não foram esses privilegiados quem votou nos atuais dirigentes da nação? sS para dizer o mínimo!

José Marques

seuqram.esoj@bol.com.br

Tatuapé

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GREVE CONTRA SI MESMO?

Professores da USP em greve? Afinal, a governança está toda na mão deles há 25 anos; conseguiram decepcionar a confiança da sociedade, mais de uma centena de supersalários e agora "invocam" greve? Resta definir contra quem.

Carlos H.W.

Flechtmann chwflech@usp.br

Piracicaba

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VISÃO DE FORA

Em visão externa, como cidadão, vejo a USP repetindo os mesmos erros orçamentários das outras áreas do Poder Público, embora com independência para corrigi-los, sem o fazer. É fato inconteste que, quanto mais crescem os recursos públicos, maiores as benesses aos servidores, em nada condizente com os objetivos das entidades públicas. Seria injusto não reconhecer a mesma situação no Legislativo e Judiciário, cujos parâmetros orçamentários baseiam-se nos valores do ano anterior, acrescidos da variação arrecadadora do período. Não há aplicação de técnicas contábeis como, por exemplo, aferição in loco, da real necessidade do valor solicitado. Tampouco existem mecanismos que controlem, a priori, a aplicação desses recursos. Essa situação bem demonstra o desmando nas contas públicas, principalmente quando se percebe que os beneficiados são aqueles próximos do detentor do poder central. É de se perguntar: por que temos de pagar rigorosamente tributos que são descontroladamente gastos com serviços públicos cada vez mais deteriorados e que não nos retribuem, na mesma proporção, qualquer benefício de melhora?

Sem dúvida, a USP precisa ser repensada e urgentemente buscar o retorno ao seu objetivo de difundir conhecimento, evitando a mesmice observada no poder público em geral. Dinheiro não lhe falta.

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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EFICIÊNCIA UNIVERSITÁRIA

O "Estadão" volta à discussão da eficiência universitária com o editorial "O futuro da USP" (Opinião, 27/5), em adição ao anterior "A greve nas universidades" (23/5). Há de se considerar também que, mesmo com convênios e parcerias com a iniciativa privada e mudança na forma de conduzir suas atividades e decisões internas, a Universidade Pública não consegue gastar adequadamente seu orçamento pelo engessamento que a lei de licitações impõe. Projeto de lei para igualar essas instituições às de fomento (como Fapesp e CNPq) foi apresentado na Câmara dos Deputados (PL 5.687/2013), mas apensado a outro projeto maior que tramita desde 1995 e rejeitado no mérito pelo relator. Fica difícil trazer agilidade às entidades formadoras de recursos humanos especializados, produtoras da ciência e propulsoras da inovação.

Adilson Roberto Gonçalves - Pesquisador Universitário

prodomoarg@gmail.com

São Paulo

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GREVE DOS PROFESSORES

Se há uma classe trabalhadora que merece ser mais bem remunerada é a dos professores. É com a educação que o País pode traçar um caminho melhor. É com o povo bem instruído que a democracia representativa atingiria seus maiores graus de eficácia. O governo deveria dar mais atenção ao corpo docente brasileiro, pois a maioria trabalha por que gosta, diferentemente de muitas outras profissões. Hoje, principalmente por causa do salário, há pouquíssimos jovens interessados em dar aula, mas imagine se juntassem o interesse em lecionar com um bom salário? Espero estar aqui para ver isso, pois ficaria feliz pelo meu país e por todos que aqui podem estudar.

Felipe da Silva Prado

felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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ZORRA

O presidiário Roberto Jefferson encaminhou à "Folha de São Paulo" uma carta em que diz que José Dirceu está sendo, como os demais "mensaleiros", perseguido pelo Ministro Joaquim Barbosa. "Penso que JB está exagerando e vitimizando a turma do PT", disse. Pergunto: como pode um apenado estar escrevendo para um jornal e criticando a ação do Judiciário que o condenou? Deve estar passando por cima de alguma lei. Aqui no Brasil, para essa turma, tudo é possível!

Décio A. Damin

deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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VISITA À PAPUDA

É muita cara-de-pau de dona Dilma bolada visitar o colega de pijama preso na Papuda.Talvez tenha levado um vidrinho de titura de iodo para melhorar o astral do amigo para evitar a depressão do amigo Zé Dirceu. Será que trouxe as informações que precisava para conduzir a campanha? Tomara que tenha visto o quanto ficou devendo sobre a infraestrutura das cadeias nacionais. Foi chorar ou chutar o balde de Ronaldo pela coragem de expor os "mal feitos" de seu governo de pé quebrado!

Maria de Mello

nina.7mello@uol.com.br

São Paulo

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USO INDEVIDO DOS REFIS

Ficou na moda nesse governo Dilma/Mantega o uso do Refis - programa de refinanciamento de tributos - que está sendo utilizado para maquiar as contas públicas. O mais grave é que esse benefício está completamente desmoralizado, pois o Governo parcela a dívida, perdoa os juros e as multas, e incentiva o não pagamento de impostos pelos empresários que apelam para essa benesse e muitas vezes param de pagar no meio do contrato. Conclusão: o nosso superávit primário ficou refém do Refis. Mais um vergonha econômica praticada pelo "jeitinho" de Dilma governar.

Leila E. Leitão

São Paulo

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ARRECADAÇÃO FEDERAL

País quebrado pela alta inflação e falido pela falta de reservas cambiais foi o que FHC encontrou como ministro da Fazenda no governo de Itamar Franco. Criou o Plano Real e travou uma guerra contra os entraves econômicos deixados por Sarney e Collor: reduziu o número de ministérios e vendeu estatais improdutivas, recuperando a economia e lançando as bases para a estabilidade e um crescimento sustentável, mesmo enfrentando a férrea e antipatriótica oposição petista. Junto com essa "herança maldita", Lula, e depois Dilma, tiveram também uma situação econômica global favorável e muito dinheiro em caixa, só precisando dar continuidade ao processo de crescimento, investindo maciçamente na infraestrutura e setores sociais, principalmente educação e saúde, mas nenhum dos dois se submeteu a essa musculação cerebral, preferindo o exercício fácil e prazeroso de sempre gastar e nunca repor, já que o intento não era desenvolver o País, mas apenas permanecer no poder e locupletar-se. Promoveram, então, a petização do Estado, aparelhando-o e criando uma estrutura permanente de apoio e obediência, com milhares de funcionários públicos, Bolsas para tudo, desde o Bolsa-Família até o Bolsa-presidiário; 39 ministérios, muitos dos quais apenas para atender a interesses políticos, sindicatos, militantes, ONGs, setores de comunicação e segmentos menores de ação, enfim, um "exército de reserva" fiel e dependente, abrindo generosamente os cofres públicos para mantê-los. Somando-se as perdas com corrupção, marketing contínuo, desvios e tudo o mais, não causou espanto a notícia de que o governo federal arrecadou R$ 105,88 bi em abril, recorde para o mês e, mesmo assim, ficou frustrado, pois não deve ter percebido que a economia combalida pela má gestão governamental não podia gerar mais dividendos. Como o governo petista não tem competência para gerar riqueza com trabalho e produção, sintoma inerente a todo governo socialista, continua com a derrama, obrigando os cidadãos a trabalhar cinco meses de graça para pagar os altos tributos e sem a contrapartida obrigatória da melhora do padrão de vida, pois os contribuintes ainda têm de arcar com educação, saúde e segurança particulares, corroborando o dito de Margareth Thatcher, de que o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros. O nosso já está acabando e a única alegria que pode nos restar é que o governo do PT acabe junto.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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TRÂNSITO EM CLASSES SOCIAIS.

A tão pregada ascensão social do lulopetismo encerra inverdades que jornais como o "Estadão" estão desmascarando ao demonstrar que muitos integrantes das classes B, C e D vivem de bicos ou de empregos informais, sujeitos, portanto, a quedas bruscas de renda, porque podem não encontrar trabalho autônomo e nem emprego informal para suprir as suas necessidades de rendimentos. Assim, a tão pregada ascensão social, na realidade, não se trata de verdadeira integração em outro patamar classista, mas de mero trânsito temporário em segmentos classistas, porque o cidadão da classe B pode, em curtíssimo espaço de tempo, passar para a classe D, de onde migrou para o segmento que está deixando. Na realidade, o lulopetismo ainda não resolveu apreciar determinadas regras econômicas, inclusive aquela que ensina que todo progresso deve ter base sólida e não desmoronável, como foi o caso de Eike Batista. O tempo ensina, o tempo corrige e o tempo desmente, juntamente com a economia.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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ANISTIA É ANISTIA

A decisão judicial de acolher a denúncia para processar cinco oficiais das Forças Armadas por supostos delitos ocorridos no curso do ciclo militar agride, a meu ver, o espírito da Lei da Anistia, que foi "ampla, geral e irrestrita", ou seja, beneficiou tanto os radicais que pretendiam tomar o poder à bala no País - para isso assaltando, sequestrando, torturando, assassinando inocentes inclusive com atos terroristas e até "justiçando" os próprios integrantes de seus quadros - como também abarcou eventuais delitos cometidos pelas forças do Estado incumbidas de repelir a intentona comunista em curso naqueles idos. Toda e qualquer iniciativa que vise criar fraturas na citada lei desatende aos interesses nacionais e vai na contramão do espírito do legislador de 1979. Se for para levar às barras dos tribunais oficiais das Forças Armadas com acusações de excessos, que se faça o mesmo em relação aos militantes e guerrilheiros das falanges esquerdistas armadas, muitos deles aninhados no PT e posando de "democratas", que, ao revés do que divulgam às novas gerações, jamais pretenderam democracia alguma para o Brasil e sim a instalação, aqui, de um regime comunista inspirado na Revolução Cubana. Se tivessem logrado êxito em seu desiderato, muitos de nós haveríamos de perecer em paredões improvisados onde seríamos liminarmente executados com acusações de todo tipo e sem direito de defesa, tal qual ocorreu em Cuba assim como em todos os lugares em que a "ditadura do proletariado" deu as cartas no curso do século 20. Não tem cabimento esse processo. Anistia é anistia.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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A Constituição diz que todos somos iguais perante a lei. Mas, instados a se pronunciar sobre o sistema de cotas, a Corte decidiu que elas seriam válidas e se proliferaram. E todos obedecem. A Constituição também diz que o casamento se dá entre um homem e uma mulher. Questionados por parcela da sociedade a Corte decidiu que a união poderia se dar entre pessoas do mesmo sexo e todos acataram. A Constituição recebeu a Lei da Anistia no seu texto. Alguns questionaram, mas a Corte decidiu que este é um ato perfeito e não cabe discussão. Eis que um grupo de procuradores que se intitula de Justiça de transição e um juiz federal se rebelaram contra a decisão apresentam denúncia e o juiz acata, contrariando a decisão do STF. Alguma coisa está fora de lugar! O que seria?

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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RÉUS NO CASO RUBENS PAIVA

Não valeu uma página inteira (A4), porque não vai dar em nada. O STF já decidiu que a Lei da Anistia é válida, e não pode ser revogada.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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NEOANISTIA

O Sr. David Fleischer fala no OESP de 27/05, que a lei da Anistia talvez não possa ser revogada, mas modificada. Belo exemplo de aplicação da filosofia sofista. Modificada, ela será uma nova lei. Talvez a "Lei da Neoanistia"(sic).

Ulysses Fernandes Nunes Jr

Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

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MARIO KOZEL FILHO

Um jovem que servia ao Exército Brasileiro em 1968 foi atingido por uma bomba destruidora, lançada por um veículo de terroristas, que passava em frente ao quartel de Quitauna, São Paulo, mais precisamente na madrugada de 26 de Junho de 1968. O poder destrutivo foi tão grande que, além da morte instantânea, o corpo daquele jovem foi desfeito em pedaços lançados em várias direções. Será que os assassinos, que ainda hoje aparentemente dormem tranquilos, sem nenhum trauma ou crise mental ao recordarem-se do ato vil e desumano praticado contra aquele rapaz, com reflexos danosos, também aos seus pais ainda vivos?

Será que não seria justo aplicar-lhes punição pelo crime praticado? Será que a Comissão da Verdade não tem a obrigação de também incluir em sua tarefa o exame deste caso, pedindo julgamento daqueles criminosos? Ou isso não interessa àquela Comissão da Verdade?

Adib Hanna

adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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