Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

26 Junho 2014 | 02h04

Negócio esquisito

O governo federal continua a manipular, a fazer falcatruas nas suas contas, como sempre, maquiando resultados com a intenção de enganar a população. Agora resolveu dar áreas de quatro campos do pré-sal à Petrobrás, mas como contrapartida a empresa estatal terá de colocar R$ 2 bilhões no caixa do governo para ajudar o Tesouro Nacional a fechar as contas de 2014, elevando, dessa forma, a economia para pagar os juros da dívida. Diante desses fatos, ouvir o secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, afirmar que "a antecipação (desse bônus de R$ 2 bilhões) não tem finalidade fiscal, mas é bom para o fiscal" é simplesmente estarrecedor. Ou não é?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A super-PPP

Essa nova parceria do governo federal com a "privada" Petrobrás foi aprovada, de acordo com a imprensa - e parafraseando Chico Buarque de Holanda -, numa dessas tenebrosas transações enquanto a Pátria-mãe tão distraída assistia à Copa do Mundo de Futebol. A própria presidente Dilma Rousseff teria presidido a reunião do Conselho Nacional de Política Energética que decidiu pela parceria "público-privada" (PPP). É um negócio tão vantajoso que as ações da nossa maior empresa foram ao fundo de um poço mais fundo que o pré-sal. Espera-se que desta vez a presidente tenha lido toda a documentação. Como Eduardo Paes, o temperamental prefeito carioca, classificaria esse bacanal? "Bacaninha", dirá contrito.

RICARDO MELLO SANTOS

pramar681@hotmail.com

Salvador

Depenando a Petrobrás

Os recursos naturais, como o petróleo, e as empresas com participação do Estado fazem parte do patrimônio nacional. Isso significa que pertencem a todos os brasileiros. Numa gestão responsável não estariam à disposição para ser dilapidados para sustentar gastos aumentados do governo com aparelhamento político e propaganda eleitoreira. A Bolsa de Valores percebeu: os acionistas, em particular os fundos de pensão e os pequenos minoritários, já foram prejudicados.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

A estatal não é nossa?

Com qual autorização Dilma resolveu conceder sem licitação áreas do pré-sal à quase falida Petrobrás? Esqueceu-se a "governanta" de que a estatal tem milhares de investidores, acionistas que são trabalhadores e empenharam o seu FGTS esperando por lucros? Essa atitude autoritária tem o fim de fazer caixa para fechar as contas públicas, em mais uma clara manobra pouco republicana, como é de seu feitio e de seu ministro favorito. Tiraram do nada R$ 2 bilhões de uma sacada só da Petrobrás e as ações despencam. Podem até enganar os acionistas e até alguns menos avisados do povão, mas os investidores e as agências que avaliam a nossa combalida economia não engolem mais sapos.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Risco de quebra

Os acionistas da Petrobrás só desejam que a administração da empresa saia o mais breve possível das mãos deste governo e que até outubro ela não quebre.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

Mudança no FAT

Nunca vi nada tão inédito: o governo federal muda o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para blindá-lo. Pasmem! Blindá-lo do próprio governo! Só tinha ouvido isso de fumante que esconde o cigarro, fato de efeito duvidoso, pois só ele sabe onde está. O déficit do FAT é produzido pelo próprio governo, que tira 20% de Desvinculação das Receitas da União (DRU). Se não fizer isso, não há déficit.

CARLOS FERREIRA

nolasco@uol.com.br

São Paulo

Inflação

Desde julho de 1994 o salário mínimo subiu 1.019%; o arroz, 1.263%; e o INPC, que reajusta as aposentadorias e pensões, 396%. Aí cabe perguntar aonde foi parar o poder aquisitivo dos aposentados e pensionistas.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

Trigo x eleições

Gostaria de ficar cara a cara com a presidenta Dilma Rousseff e seus ministros para ver se ela e sua "competente" equipe conseguiriam explicar, a mim e a todos os triticultores brasileiros, a revogação da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação de trigo. Mais uma vez o governo federal faz questão de tomar medida contra o produtor rural brasileiro, fazendo-o arcar com os prejuízos causados por sua incompetência em formular uma política agrícola decente. Cairá sobre as nossas costas - dos agricultores - pagar a maior parte da conta da eleição deste governo populista, corrupto e bolivariano, como já fizemos em 2006 e 2010. Com a palavra a Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária, que teve seus membros eleitos para defender o produtor e o consumidor brasileiros.

FREDERICO D'AVILA, produtor rural

f.davila@fdaagropower.com.br

Buri

CAMPANHA ELEITORAL

Copa na propaganda

A presidente Dilma disse que vai usar a Copa do Mundo em seu programa eleitoral. Bem, pode até fazer isso, desde que não fuja do encerramento, como "fugiu" da abertura. Independentemente dos times que vão disputar a final, o povo brasileiro espera por Sua Excelência, por Lula e também por Sérgio Cabral e Eduardo Paes para receberem os "aplausos" pela gastança.

LEÔNIDAS MARQUES

leo_vr@terra.com.br

Volta Redonda (RJ)

Tempo

A candidata Dilma Rousseff (PT) terá quase 12 minutos no horário eleitoral gratuito na televisão. Para quem se aborreceu em aparecer por dois segundos no telão da Fifa, esse tempo todo em cadeia nacional de televisão será um martírio.

LÉO COUTINHO

leo.coutinho@uol.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Prefeito do revide

Como a Câmara Municipal de São Paulo vetou o projeto de feriado em dias de jogo (no Itaquerão), o prefeito ampliou o rodízio de carros, hoje, para a partida Costa Rica x Bélgica. Danem-se a população e as empresas, vivam o revanchismo e o ódio!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

COPA DO MUNDO

A Argentina também está classificada para as oitavas de final. Afinal, é Copa do Mundo ou Libertadores da América?

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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ARGENTINA E BRASIL

Querem saber qual é a diferença entre Lionel Messi e Neymar Jr.? Lionel Messi joga em melhor companhia.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

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‘LA COPA DE LAS COPAS’

Hermanos e hermanitos ameaçam levar a Copa, que é para ser a salvação do governo Dilma.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paul

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VALE TUDO

A imprensa brasileira sempre ressalta a garra uruguaia como um exemplo de dedicação e luta de seus jogadores pelas conquistas da camisa celeste. A verdade é que todos os jogadores latinos são mais ou menos parecidos, ou seja, além do espírito de luta, incorporam a figura do jogador malandro que tenta enganar a arbitragem com cenas ridículas, manchando a beleza do futebol. Os uruguaios, historicamente comprovado, são os piores jogadores entre os latinos, pois para eles há uma regra específica válida somente para uruguaios, ou seja, a um jogador uruguaio tudo é permitido. Vale tudo: mordidas, cotoveladas, entradas desleais, jogar areia nos olhos de goleiro do time adversário, provocações, etc. O jogador Suárez já é um conhecido dos tribunais desportivos por seu histórico de mordidas e deve sofrer uma punição exemplar por esse gesto selvagem. Quem assistiu ao jogo Uruguai x Itália pôde comprovar o vale-tudo uruguaio, inclusive enganando o juiz naquela expulsão do jogador italiano. A Fifa precisa ser mais justa com os que praticam o futebol civilizado, escalando juízes competentes.

Wilson Sanches Gomes

sancheswil@hotmail.com

Curitiba (PR)

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PREVENÇÃO

Como é a terceira vez que o atacante uruguaio morde um adversário, não seria o caso de ele fazer urgentemente alguns exames para identificar a raça do cão que está dentro dele?

Ariovaldo Jorge Geraissate

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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PITBULL

O jogador Luis Suárez, do Uruguai, mostrou ser um animal por completo: foi rápido na recuperação para a Copa, como um coelho; ligeiro e certeiro, como uma águia, para fazer gols para a seleção de seu país; e mordeu um italiano sem nenhum motivo, como um pitbull, demonstrando ser um burro, porque sabia que seu gesto estava sendo gravado por centenas de câmeras e celulares. Olha o passarinho! Se houvesse o prêmio Padrão-Fifa de burrice, ele já seria o campeão mundial invicto. Volte para casa, Suárez

Manoel José Rodrigues

manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

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DENTES AFIADOS

Se o Brasil e o Uruguai se enfrentarem na disputa final da Copa, no Maracanã, é bom o zagueiro brasileiro David Luiz ficar esperto, principalmente se Luis Suárez estiver em campo.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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BEIJINHO NO OMBRO

Não interessa para a seleção brasileira morder o ombro do adversário. Coisa feia. É melhor, isso sim, morder a bola, impor-se no jogo. Para, no final, depois de mais uma vitória, saudar a torcida com beijinhos no ombro.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TERESÓPOLIS

Elogiável a iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de proporcionar um encontro dos jogadores da seleção em treinamento em Teresópolis com pessoas da cidade que até hoje não conseguiram retomar a normalidade da vida, passados já alguns anos da intempérie que se abateu sobre a cidade, com muitas mortes e desaparecimentos, além de inúmeras perdas materiais. A pergunta que não quer calar é a seguinte: a CBF gastou rios de dinheiro para reformar com esmero as instalações onde os nossos jogadores estão fazendo a sua preparação. Não seria o caso de ter, por exemplo, construído algumas casas para aquelas pessoas, ou bancar a educação por alguns anos de crianças que se viram desamparadas? Ou algum jogador ou grupo de jogadores, por meio de uma fundação, providenciar um apoio mais permanente?

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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O FUTEBOL, A COPA E O BRASIL

O futebol é um esporte fascinante, tão simples quanto poderoso, e não por acaso se tornou o mais popular do planeta, pois é capaz de sintetizar a grandeza e a dramaticidade da vida em apenas um jogo bem jogado, em que não raro há sangue, suor e lágrimas, tal como nas guerras, porém representando uma batalha do bem, na qual ninguém precisa matar o adversário para atingir o seu objetivo. Em Copas do Mundo tudo isso se torna ainda mais intenso, por envolver duelos entre nações. O futebol já foi capaz de proporcionar uma das mais incríveis cenas da história recente, no abraço coletivo entre as seleções do Irã e dos EUA, dando exemplo aos governos dos dois países, inimigos históricos. Só mesmo no mundo futebolístico o Brasil é a superpotência e os EUA são emergentes. Somente o futebol é capaz de fazer o mais sensato cidadão se transfigurar num selvagem e insano torcedor nas arquibancadas, de onde ofende desde a mãe do árbitro até a presidente da República. Entretanto, no momento em que o Brasil sedia a Copa do Mundo 2014, também é fundamental analisarmos o avesso do futebol e o que fazem dele no intuito de nos alienar, por causa da excessiva importância que parte significativa da população brasileira lhe confere tanto no âmbito econômico e cultural, mas essencialmente no social. Críticos afirmam que ele é o circo e, em muitos casos, até o pão dos brasileiros. Nelson Rodrigues sentenciou que, depois do primeiro título mundial, de 1958, conquistado pelo Brasil, nos livramos do “complexo de vira-latas” que nos atormentava desde o fatídico Maracanazzo de 1950. Para o bem e para o mal, o futebol está tão entranhado no cotidiano nacional quanto a religião. Atualmente observa-se a maioria dos brasileiros torcendo pela seleção de Felipão “como se não houvesse amanhã”, apesar de o Brasil já ser pentacampeão do mundo e isso não ter alterado uma vírgula sequer a vida dessas pessoas, que, embaladas por uma mistificação tola, creem que o hexa seja tão importante quanto o ar que respiramos. No entanto, não seria mais vantajoso se fossemos penta ou hexa na educação de nossas crianças e jovens? É óbvio que sim, porém muitos continuam abandonando a escola para jogar bola, na ilusão de se tornarem os novos Neymar ou Ronaldinhos, com seus salários milionários e sua vida de sultão, ignorando que para cada jogador que atinge o sucesso milhares ficam no meio do caminho desiludidos, deseducados e sem qualificação para o mercado de trabalho. Também se percebe uma minoria torcendo contra a seleção canarinho, com o argumento compreensível de que uma eventual vitória do Brasil faria prevalecer a cultura do “oba-oba” e ocultaria as obras superfaturadas, a inominável submissão à Fifa e o não cumprimento em relação ao tão propalado “legado da Copa”, nos restando apenas o pagamento da fatura. Tem sentido. Enfim, a Copa do Mundo de futebol é, e sempre será, um espetáculo grandioso dentro das quatro linhas do campo, pois o esporte tem a sua nobreza incontestável, mas, por incrível que pareça, justamente no país do futebol, a Copa fez despertar um senso crítico inédito em todos os países que já sediaram o evento, sendo este, sim, um título capaz de mudar o destino do Brasil. Pensemos que o voto é a bola e a urna, o gol.

Sandro Ferreira

sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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AGORA NÃO ADIANTA RECLAMAR

Com medíocre show artístico, tivemos a abertura da Copa do Mundo da Fifa no Brasil. Com direito inclusive a vexame da presidente Dilma, que desprezou encarar seu povo, recusou fazer discurso de abertura no País que dirige e, mesmo escondida no Itaquerão, foi vaiada e xingada pela torcida, pela “elite branca” (?), termo dito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os torcedores, conhecidos como acolhedores, na terra das festividades, como “coração de mãe”, nesta Copa já entrando nas oitavas de final, do “mata-mata”, estão diferentes. A felicidade tão propalada de mover tudo para torcer pelo nosso futebol deu lugar aos gritos de revolta na rua. É claro que foram tardios, não adianta mais protestar e gritar “não vai ter Copa”. Vimos o ex-presidente Lula, um dos autores desta infame Copa do Mundo, falar que é “babaquice” de brasileiro querer chegar de metrô até os estádios, uma vez que as linhas não ficaram prontas. Disse ainda que nós nunca tivemos problemas de andar a pé. Que brasileiro vai a pé, vai descalço, vai de bicicleta, vai de jumento, vai de qualquer coisa ao estádio. O povo na rua resolveu que não queria Copa pelo simples fato de constatar que faltam coisas muito mais importantes no País, enquanto os gastos oficiais com a Copa já estão próximos de R$ 35 bilhões. A presidente Dilma Rousseff tem tentado nos convencer das vantagens que virão com a Copa no Brasil, mas, por mais que insista, não há como justificar. Foi, sim, de total insensibilidade e irresponsabilidades trazer o Mundial e construir os modernos estádios de futebol usando dinheiro público, quando não temos escolas, hospitais, transporte, segurança, etc. Nossa alegria era maior, espontânea e contagiante em Copas passadas. Hoje não é assim. Há tristeza, indignação e vergonha no ar. E olha que não só os pessimistas, como Dilma insiste em falar. E ela sabe! Se apenas a minoria não aprovou a Copa no Brasil, por que ela não fez o discurso na abertura? Perguntem para quem está morrendo numa fila de espera aguardando cirurgia, que nunca chega, se preferem a Copa. Esse mundial no país das maravilhas seria bem-vindo se não faltasse nada para o povo, se estivesse tudo funcionando muito bem, desde hospital decente até linha de metrô que vai até os estádios, e não precisássemos de jumento como solução de transporte público. Sou brasileiro e muito me orgulho de sê-lo. Mas estou bastante apreensivo do que poderá vir acontecer no País depois da Copa, o Brasil ganhando ou não. A violência grassa em todas as camadas sociais e a corrupção está tomando conta, queremos, sim, mais brasilidade dos nossos governantes e menos circo com o nosso dinheiro!

Turíbio Liberatto

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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A COPA NO PAÍS DA CORRUPÇÃO

Nos intervalos das transmissões dos jogos da Copa pelos canais de TV, a Fifa veicula mensagem de que é contra a “manipulação dos jogos”. Bem, a mídia, de um modo geral, seja ela falada, escrita ou televisada, não assume absolutamente nenhuma responsabilidade por aquilo que divulga, o que lhe interessa é garantir sua “arrecadação”, suas cotas, etc. O resto não lhe diz respeito, danem-se os prejudicados. O Brasil terminou a fase de classificação em “primeiro lugar do grupo”, fugindo do confronto com a Holanda nas oitavas de final, porque ficou com saldo positivo de cinco gols, contra apenas três do México. Na verdade, a situação seria exatamente a inversa. Quem deveria estar com saldo de cinco gols seria o México. O Brasil ganhou um pênalti de presente contra a Croácia e o gol de Fred contra Camarões foi em nítido impedimento, o que diminuiria o saldo para apenas três gols. Por outro lado, o México teve dois gols legítimos anulados no jogo contra Camarões, o que teria aumentado seu saldo para cinco. Se isso não é “manipulação de resultados”, não consigo imaginar o que poderia ser, considerando que o gol é a “expressão máxima” do esporte em questão. Em 1978, na Argentina, houve também uma manipulação do resultado no jogo entre Argentina e Peru, que facilitou escandalosamente o placar favorável à seleção anfitriã. Na ocasião, reclamamos à beça, porque, em razão do saldo de gols favorável à Argentina, fomos eliminados. Claudio Coutinho declarou posteriormente, e com razão, que fomos os “campeões morais” daquela Copa. Fomos eliminados invictos. Na época os militares argentinos no poder precisavam desesperadamente conquistar o título. O fim justificaria os meios. Representava a sobrevivência do “regime” em vigor. Algum tempo atrás se noticiou que o Peru recebeu algumas centenas de toneladas de alimentos como “recompensa” pela gentileza. Aqui, no Brasil, a conquista da Copa é fundamental para o governo de plantão. As manifestações contrárias à sua realização no País, os “superfaturamentos das obras” e a proximidade das eleições para a Presidência compõem um cenário delicado. Os bilhões de dólares gastos teriam sido muito mais bem empregados em educação, saúde, habitação, transporte e outras necessidades do País. Mas, de acordo com nossos “líderes” mais respeitados pela população, não se faz Copa com hospitais. Seria exagero considerar a existência de algum tipo de “acordo” entre a Fifa e o PT para garantir a conquista da Copa para o Brasil? Por que a “mídia” não denuncia esse “favorecimento” das arbitragens já nesta fase de classificação? Está proibida de se manifestar? O que podemos esperar pela frente? Parece que estamos fazendo a mesma coisa que condenamos em 1978. Empurramos a Holanda para cima dos mexicanos. Seria mais fácil manipular o resultado contra o Chile? Valdívia já declarou estar preocupado com os possíveis “erros” da arbitragem para este jogo. Sabemos que aqui, no Brasil, os árbitros são “sorteados” antes do sorteio, como naquele jogo entre Palmeiras e Corinthians. Finalmente, considerando como as coisas acontecem no nosso país, nada me surpreenderia. Porém, reservo-me o direito de assistir aos canais estrangeiros que merecem muito mais a minha confiança. Com a palavra, a “mídia brasileira”.

Sergio Bertolini

bertolinisergio@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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CAMBISTAS PRESOS

Será que, após a Copa, teremos no Brasil o mesmo número de apreensão de cambistas nos estádios de futebol? Nos campeonatos estaduais, na Copa do Brasil, etc., no padrão Brasil?

Moises Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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UM MOTE PARA A CAMPANHA

A inflação está batendo à porta da meta do governo; a inflação resiste atormentando as donas de casa quando entram nos mercados para as compras; os escândalos protagonizados pelo governo ganharam uma breve trégua, mas que continuará no seu trabalho de anular aquilo que está claro e que a imprensa não se cansa de divulgar. É escandaloso e vergonhoso o que acontece com a maior empresa e estatal do País, citando apenas a compra da Refinaria de Pasadena e a construção da Refinaria Abreu e Lima. Por enquanto, tudo gira em torno da Copa do Mundo. Chega a incomodar a enxurrada de jogos que empolgam mais as torcidas visitantes do que o futebol apresentado. Se o Brasil for campeão, já se prevê o mote da campanha do governo nos palanques e na TV nas eleições. Só depende da performance de Neymar.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com   

Vassouras (RJ)

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CASO PETROBRÁS

“Governo dá áreas sem licitação à Petrobrás e engorda caixa com R$ 2 bi” (“Estado”, 25/6, B1). Como dizia Maquiavel, “as bondades devem ser dadas a conta-gotas e as maldades, de uma só vez”. Se a presidente da Petrobrás tivesse um mínimo de dignidade, ela pediria demissão imediatamente.

Salvador Cândido Brandão

São Paulo

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MAIS UM ‘BOM NEGÓCIO’?

“Ou você fala bem da nossa proposta sobre a cessão onerosa ou vai para a rua, certo? Sim, sr. Lula e dona Dilma, o que vocês pedirem nós, da Petrobrás,  faremos. Assinado: Graça Foster.”

Valdir Sayeg

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

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ATROPELO

O ex-presidente Lula age como presidente ao falar na terça-feira, em público, em São Paulo, sobre o programa Plataformas do Conhecimento, atropelando a presidente Dilma que fez o lançamento do projeto ontem. “Por que não te calas”, cumpanheiro?

Walter Lúcio Lopes

wll@uol.com.br    

São Paulo

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MUDANÇA JÁ

Muito se tem comentado sobre as vaias à presidente Dilma quando ela aparece em público, como na abertura da Copa e a mais recente (23/6), quando participou com José Sarney da entrega de um conjunto habitacional no Amapá. Por outro lado, na última pesquisa CNI/Ibope, ficou claro que haverá um segundo turno nas eleições presidenciais de outubro, com polarização entre Dilma Rousseff, que se beneficia com os eleitores dos programas assistencialistas do governo federal, e Aécio Neves, com os eleitores mais bem informados pelos meios de comunicação. Segue a minha dúvida, como cidadão: passados 12 anos de governo PT, e ainda sem que tivessem sido esboçados os primeiros passos para as tão esperadas reformas estruturais - tributária, política, trabalhista, previdenciária e sindical -, necessárias para que o País possa melhorar econômica e socialmente, como podemos esperar que elas aconteçam num segundo mandato da presidente Dilma, se até agora nada? Mudança já!

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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A GÊNESE DO COXINHA

O País vivia um período conturbado, o último presidente eleito havia renunciado sob denúncias de corrupção, o vice que assumiu lançava um de seus ministros como candidato a presidente. Tinha nas mangas o trunfo da estabilização da moeda, que parecia ter domado o monstro da inflação. O ex-ministro então venceu. Apoiado no sucesso do plano econômico, foi vitorioso no primeiro turno. A eleição seguinte foi mas apertada, a oposição, composta basicamente pela legenda que se dizia composta por trabalhadores, parecia ser diferente. Pregava a “ética na política”, seus parlamentares eram implacáveis nas denúncias contra a corrupção e coligações escusas. Esse discurso começou a ganhar suporte na “elite pensante”, para provar, basta ver o apoio majoritário a ela entre aqueles de curso superior à época. No entanto, o discurso “pró-ética e anticorrupção” não surtia efeito ante o assistencialismo e o voto de cabresto nos confins do Brasil. Em 2002 foi diferente. Neste momento, além daqueles com alta escolaridade, a militância atingiu a classe média! A classe média que ansiava um governo que varresse de vez a corrupção, a lama, o superfaturamento. Um governo que implementasse a tão sonhada ética na política, que acabasse com as coligações espúrias, que governasse para o bem-estar comum e pudesse, de uma vez por todas, fazer decolar esta nação, sempre vista como “do futuro”. Alguém que pudesse liderar a Nação sem frases do tipo “esqueçam o que escrevi”. E então, apesar de a cor escarlate remeter a tempos nada gloriosos em outras partes do mundo, “a esperança venceu o medo!”. Ingenuidade a nossa... Falo “nossa” porque eu também acreditei. Colei bandeirinhas rubras no meu carro com uma estrela no meio (vejam só!), crendo que daria início a uma nova era no meu país. Crendo que enfim me veria representado por uma nova casta de políticos preocupados com a honestidade. No entanto, nunca antes na história deste país se viu tanta incoerência e hipocrisia. O “esqueçam o que eu escrevi” agora era pouco. Vimos os novos eleitos de mãos e braços dados com aqueles a quem tanto combateram - alguns até que haviam sido acusados de ter sido “guarda-costas da ditadura”, famoso pelas contas abarrotadas na Suíça. Dentre os novos aliados vimos, inclusive, aquele presidente que renunciou debaixo de denúncias, alvo dos grandes legionários da estrela vermelha. Além de uma ilustre família do Norte do País. No lugar de políticas progressistas, vimos o assistencialismo virar prática oficial e o apego pelo poder nortear os passos do governo. Vimos os vorazes denunciantes das falcatruas virarem réus em processos de corrupção. Vimos o aparelhamento estatal de norte a sul do País. Acima de tudo, vimos a esperança dar lugar a uma grande indignação. Depois deste grande estelionato eleitoral, percebemos uma classe média que em quase 50% não se vê representada por nenhum candidato, vemos aqueles que detêm escolaridade responderem às pesquisas de rejeição com mais ênfase do que as de intenção de voto. Os estrelados que antes tinham como apoiadores aqueles de maior renda e escolaridade agora os achaca chamando-os de “elite branca”. E se apoiam no suporte daqueles órfãos do coronelismo, que agora nada mais fazem a não ser votar “com o estômago”, para também usar outra frase do grande líder estrelado. Por isso, mais claro do a escolha por um candidato nas próximas eleições, eu tenho com clareza qual não é o meu candidato(a). E a todos aqueles incautos que de alguma forma se beneficiaram profissional, financeira ou politicamente com a atual conjuntura, e vociferam sem argumentos aos quatro ventos palavras como “elitista”, “elite branca”, “fascista”, “reaça” e “coxinha”, de antemão já lhes aviso: coxinha, sim. Mas não daquelas que se vendem em qualquer padaria

Paulo Saraceni Neto

kapi_saraceni@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO SEM TEMPO

Até que enfim uma boa notícia neste mar de lama em que se transformou a vida política nacional: José Sarney, o donatário da capitania hereditária do Maranhão e senador pelo Estado do Amapá, anunciou sua “merecida” aposentadoria aos 84 anos. Atado ao poder há quase 60 anos como o marisco à pedra do mar, sinto que o fez mais por cálculo político do que por qualquer circunstância de natureza “pessoal”. Perde o PT um aliado de peso. Ganha o Brasil.

Silvio Natal

silvionatal49@gmail.com     

São Paulo

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VAIAS NO AMAPÁ

Será que os petistas vão dizer que foi a “elite” do Amapá que vaiou o parasita José Sarney? Vão procurar o que fazer! E, de preferência, fiquem calados. Em boca fechada não entra mosca.

Asdrubal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

Rio de Janeiro

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PONTOS POSITIVO E NEGATIVO

Leio que o senador José Sarney vai deixar a política. Será? Uma coisa é certa, a política lhe deu dinheiro para três gerações de sua família viverem sem problemas financeiros, esse um ponto positivo quando não se questionam os métodos. O ponto negativo é Sarney ter ficado tanto tempo no poder e seu Estado, o Maranhão, ter o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil. Oxalá o senador possa descansar em paz e usufruir do dinheiro tantas vezes tirado dos pobres para enriquecer suas burras.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ADEUS A SARNEY E A SEUS MÉTODOS

O senador José Sarney poderia ter entrado na história deste país, apesar do seu passado político sempre como governista, como um grande estadista, mas por sua obsessão pelo poder e benesses, de que sempre fez questão de usufruir, sairá quase que pela porta dos fundos e não deixará saudades.  

Luiz Nusbaum

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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MERITOCRACIA COMPARADA

Getúlio Vargas saiu da vida e entrou para a História. Sarney sai da política e... quem se importa

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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PRESTÍGIO

Um cara chamado Nero, outro Napoleão, outro Hitler e Stalin e milhões de outros “têm prestígio” até hoje. Se o prestígio de Sarney é pela nulidade, pode ficar tranquilo que passa para a história tupiniquim com muitos outros que até são seus pares hoje.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com  

São Bernardo do Campo

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SARNEY DESISTIU

Já vai tarde!

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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JÁ ERA TEMPO

Demorou, mas enfim o ex-presidente da República e senador José Sarney (PMDB/AP) decidiu se aposentar e abandonar a vida pública. Já vai tarde. Sarney e seu clã mandam no Maranhão como se fosse um feudo particular e o tornaram o Estado mais pobre e atrasado do Brasil, com o pior IDH do País. Sarney já deveria ter sido aposentado da política e da vida pública faz tempo, pelo voto popular. Não deixará saudades, muito pelo contrário.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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PÚBLICO E PRIVADO

Dizem, cá e lá, que Sarney dedicou 60 anos à vida pública.  A verdade, no entanto, é que durante 60 anos Sarney aproveitou-se da vida pública para fins particulares.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ATRASO

José Sarney, 60 anos a serviço do atraso no Brasil.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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FORA DA ELEIÇÃO

Aleluia! Finalmente Sarney aposentou o paletó.

Jose Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

Sao Paulo

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BEIJA-MÃOS

Vamos parar com esta história da aposentadoria do senador José Sarney com sua desistência em disputar as próximas eleições. Não está saindo de cena, não. Continuará dando as cartas e com influência, mesmo afastado. Não muda nada. Vão todos ao Maranhão beijar-lhe as mãos. Até parece que não conhecem a política brasileira.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ACABOU O BRILHO

Brilhante ou brilhantina? Sarney parece que está se despedindo. O movimento “fica Sarney” ainda não embalou. Várias vezes se despediu. Seria apenas mais uma vez. Foi o melhor presidente que o País já teve. Progresso, inflação baixa e controlada, contas públicas em ordem, saiu mais pobre do que entrou, deixou seus Estados de origem, Amapá e Maranhão, com os melhores índices nacionais de progresso e desenvolvimento, etc. Realmente isso aconteceu? Nada, apenas sonho. Resposta à primeira pergunta: brilhantina. Usou muito. Os cabelos, pelo menos, estavam sempre bem penteados.

Paulo H. Coimbra de Oliveira

ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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CENSURA

Na semana em que José Sarney anuncia sua saída da vida política (ufa, até que enfim!), é oportuno e lamentável lembrar que o “Estadão” nosso de cada dia completa inacreditáveis 1.730 dias sob censura. Até quando?!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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EM TEMPOS DE COPA

Não vai ter “Capo”. Fora Sarney!

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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PROTESTO EM SÃO PAULO

A complacência do governo federal e do Partido dos Trabalhadores (PT) diante da atitude arrogante e truculenta do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) é imoral. Não existe desrespeito maior ao cidadão comum, que trabalha e paga pela sua moradia e seus impostos, do que o governo ceder (isso mesmo, ceder!) terrenos ou prédios desocupados a quem se outorga o direito de ocupar à força propriedade alheia por se achar coitadinho e desprezado pela sociedade. O governo, ao não enfrentar com pulso o movimento e ceder às suas absurdas pressões, incorre em grave risco de perder o controle da situação e o apoio de boa parte da população que sempre o apoiou.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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TRABALHADORES

Se o MTST é Movimento dos “trabalhadores”, como é possível acamparem até quando bem entenderem? E as empresas onde eles “trabalham”, como é que ficam?

Décio Ortiz

decio.ortiz@uol.com.br

São Paulo

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A ÉTICA DOS INVASORES

O que há por trás do Movimento de Luta pela Moradia Digna (MLMD)? Quem realmente manipula essas marionetes nas invasões de terrenos e prédios, engessados pelo corporativismo administrativo público que impede ou dificulta a evolução da iniciativa privada dos seus bens de direito? Estamos vivenciando uma mudança de comportamento social de classes, resquícios bolivarianos oriundos dos fantoches comunistas, MST e grupos assemelhados, pela falta da ética e moral, falta da aplicação devida da LEI, pela indisciplina pública manipulando e instigando falsos motivos. Estamos vivenciando a anarquia, o vandalismo, a imoralidade, o desrespeito à cidadania social, tudo isso reflexo do nosso sistema de governo corrupto e vicioso, como vemos também em alguns países africanos e na América do Sul à Venezuela e à Bolívia. Só os ingênuos, os ignorantes, os de baixa capacidade intelectual, os oportunistas e “Gersons” do PT aceitam e convivem bem com essa tendência de sistema de governo corrupto. Sobre a luta de classes do PT, gostei da colocação “não quero esperança contra o ódio. O Brasil quer esperança contra a corrupção e a roubalheira”. E completo: criada e instituída pela corporação do PT.

Claudio Rodriguess

claurod154@gmail.com

São Paulo  

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GOLPE INSTITUCIONAL

Enquanto o Brasil assiste despreocupado à Copa, o  PT, por meio de decreto da presidente Dilma, fez  “gravíssimo ataque às instituições e à ordem constitucional vigente, perpetrado através do Decreto presidencial n.º 8.243, cuja efetivação poderia ser qualificada com uma tentativa de golpe de Estado incruento”. É o que se lê na denúncia do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, divulgada pela internet.  “Editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., e publicado no ‘Diário Oficial’ três dias depois, estabelece ele a ‘Política Nacional de Participação Social’ e o ‘Sistema Nacional de Participação Social’”. O Decreto 8.243 - que já chegou a ser comparado a um decreto bolivariano ou bolchevique - torna obsoletas as instituições do Estado de Direito, criando organismos informais (ou quase tanto) que condicionarão o Judiciário, o Legislativo ou o próprio Executivo. Como é de conhecimento público, em grande medida tais “movimentos sociais”, “coletivos” ou grupos da dita sociedade civil são influenciados, orientados e financiados pelo Partido dos Trabalhadores, pela “esquerda católica”, bem como pelo próprio governo. De todos os quadrantes da sociedade - inclusive por este meio de comunicação social - se têm erguido vozes que apontam o grave perigo criado ao futuro político do Brasil pelo Decreto presidencial n.º 8.243. No Congresso Nacional há movimentos pronunciados para inviabilizar ou derrubar o referido decreto. Outros setores ensaiam movimentos para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, reclamando da inconstitucionalidade de tal decreto. O governo veio a público defender a medida, sempre baseado em subterfúgios e, segundo informa a imprensa, não está disposto a recuar. Aproveitando-se do período em que as atenções de muitas pessoas estão voltadas para a Copa do Mundo, contando ainda com a já tão próxima campanha eleitoral, Dilma Rousseff e seus assessores no Planalto e no PT parecem decididos a apostar no golpe institucional. Caso não seja derrubado, o Decreto n.º 8.243 terá operado uma transformação radical nas instituições do Estado de Direito, esvaziando o regime de democracia representativa, deixando o País refém de minorias radicais de esquerda e de ativistas, abrindo as portas para a tão almejada fórmula do atropelo e do arbítrio, típica dos regimes bolivarianos. Acorda, Brasil!

Francisco Gomes Machado

fmachadosp@uol.com.br

São Paulo

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SEM ESPAÇO PARA EMBROMAÇÃO

Vivemos num país onde tudo se tornou aceitável. Até um secretário de governo (Gilberto Carvalho) acha que pode se reunir com todo tipo de associações, grupos ou pessoas que sistematicamente ferem as leis. Fazendo isso, está dando legitimidade aos fora da lei. Várias vezes recebeu invasores de terras e de propriedades, levando até a presidente a receber também esses infratores, sem se darem conta (ou sabendo perfeitamente) de que ao fazê-lo estão dando um recado certo ao País: tudo pode ser feito, todas as leis podem ser desobedecidas. Não é novidade que temos mais de 55 mil mortes por assassinato e mais de 100 mil mortes violentas por ano. E o que a presidente e seus ministros fizeram até agora para impedir esse recorde? Absolutamente nada. O governo federal deixou de existir como autoridade responsável. A única preocupação é se reeleger, é ganhar as eleições. Não para melhorar a situação da população brasileira, mas para que a situação de seus apaniguados não mude. Não para que todos possam ter mais educação, saúde ou segurança, isso não lhes importa. Mas para que possam continuar a implantar o tipo de governo que melhor atenda a essa sede de poder. A mentira se tornou a forma mais praticada de governar, os discursos da presidente pecam pela falta de clareza e de verdade. Não é esse o país que os brasileiros querem e não é essa a forma de governar de que precisamos. Nas próximas eleições, os candidatos devem tomar muito cuidado com o que falam e prometem, não há mais espaço para embromação.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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TORCENDO CONTRA

Torço para que o Brasil não ganhe a Copa. Não gostaria de ver sucesso num empreendimento criminoso, de um sórdido governo Lula seguido de um péssimo governo Dilma, que trouxe a inflação de volta e arrasou a economia brasileira, enfraquecendo-a (como fizeram Hugo Chávez e Cristina Kirchner) com o propósito de preparar o País para uma solução socialista, cujos primeiros passos já foram dado com a criação dos “sovietes” pelo Decreto 8.243. Além disso, todos os brasileiros sabem a roubalheira que foram as negociações com empreiteiras e as vantagens pecuniárias que nossos governantes receberam da Fifa para implantar uma Copa cujo principal objetivo foi de arrecadar dinheiro para a própria Fifa e a CBF e alguns administradores, além dos patrocinadores da competição. Como foi noticiado, o atual presidente da Fifa é uma pessoa sobre quem recai uma enorme suspeita de desvios de recursos da entidade, havendo investigações na Suíça que o envolvem. Para o Brasil, a Copa do Mundo vai enriquecer alguns e permitir que uns poucos abonados a assistam nos estádios. A maioria, entretanto, assistirá nos telões das praças, em pé, junto a um aglomerado de gente igual, enquanto outros a assistirão em casa, pela TV. Televisões do mundo inteiro ganharão dinheiro com isso, compartilhando com a Fifa e seus membros. Para nós, a Copa funciona, principalmente, para reforçar o poder do atual grupo que dirige o Brasil. Enquanto isso, o País viu e assustou-se com as manifestações populares de junho de 2013, em que milhares de cidadãos reclamaram do governo as deficiências na saúde, com as indecentes mortes de cidadãos nos corredores dos hospitais sem assistência, a falta de educação de qualidade que retira a chance da grande parte dos cidadãos terem uma vida melhor e o suplício do trabalhador, diariamente, nos transportes urbanos de péssima qualidade oferecidos ao povo. Era isso que todos nós queríamos, e não os estádios nos quais R$ 30 bilhões foram gastos, roubados das necessidades da população. Desde que o PT assumiu o poder, com Lula, o Brasil é sacrificado sem obras importantes nem reformas imprescindíveis, e suas empresas exemplares, Petrobrás e Eletrobrás, são roubadas e destruídas pelas pessoas no comando da Nação e amigos colocados nas administrações das empresas, que estão destinadas à falência nos próximos dois anos, segundo especialistas. Por isso tudo, fui contra a Copa e esta gentalha que dirige o Brasil, que, então, no caso de vitória da nossa seleção, utilizará o fato politicamente em benefício de seus objetivos políticos.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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A UTOPIA DESSA GENTE DIFERENCIADA

Os patrões da mídia nunca suportaram o PT, Lula, Dilma e toda essa gente brasileira batalhadora que insiste em mostrar seu valor. Isso começou no século 16, mas atingiu o nível máximo da insuportabilidade com a criação do PT, ampliada nos últimos 12 anos com a chegada do primeiro operário e da primeira mulher à Presidência da República. É necessário, então, responsabilizar o PT, partido que interrompeu a trajetória da concentração do capital e da privatização do Estado para a elite, por todos os males. A corrupção? É coisa só do PT? Partido algum tem corrupto, só o PT. Corruptor? Esses não existem para a mídia. São todos gente de bem, seduzidas por um partido de companheiros bruxos e companheiras bruxas, capazes de enfeitiçar não só a plebe ignara, mas também empresários incautos daqui e de outras terras. Em “A antiutopia pelega” (“O Estado de S. Paulo”, 23/6, A2), Fernão Lara Mesquita assegura que a semente do ódio está apenas no PT, jamais em quem abusa da ficção para criar alianças entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e os black blocs para aterrorizar a população, só para ficar num exemplo recente de jornalismo livre tão defendido pelo articulista. Aliás, o mesmo jornalismo livre responsável pelo caos anunciado e tão desejado nos aeroportos, avenidas e arquibancadas, mas negado pelos fatos nesta que já é considerada, por quem está aqui e quem a assiste lá fora, como a melhor Copa do Mundo de todos os tempos. Os argumentos dessa gente diferenciada que tem um conceito particularíssimo, privado até, de democracia estão cada vez menos convincentes para leitores, ouvintes e telespectadores. Isso desagrada e provoca desespero nessa elite branca preconceituosa e desconectada da realidade, como acentuou com precisão um seus mais notáveis e honestos conhecedores, o ex-governador Cláudio Lembo. Acreditando cumprir um papel de guardião da lucidez e de profeta dos bons ensinamentos, Fernão Lara Mesquita coloca o eleitor à frente de uma encruzilhada. À esquerda o beco sem saída do ódio vermelho e branco do petismo que tirou mais de 22 milhões de pessoas da extrema miséria e levou outros 40 milhões a fazer parte da chamada nova classe C. À direita, o caminho dos homens de muitos bens, representado pelo candidato que o articulista e outros patrões da mídia apoiam ardorosamente, mas não ousam dizer explicitamente o nome; que representa o passado de um Brasil que foi três vezes ao FMI, que acha que salário mínimo está alto demais, que têm na entrega do patrimônio público para grupos internacionais o caminho da salvação eterna do País. A escolha em outubro, diz Fernão Lara Mesquita, vai decidir o destino de uma geração. E vai mesmo! Milhões de brasileiros vão escolher entre a continuidade das mudanças rumo a um Brasil ainda mais participativo e inclusivo ou o retorno ao tempo em que o Estado era exclusividade de uma elite predadora, ela, sim, a matriz e estimuladora do ódio àqueles que ousam criticar e governar contra seus interesses e privilégios.

Ítalo Cardoso, ex-vereador e ex-deputado estadual pelo PT, é vice-presidente da SPTuris luiz.hespanha@spturis.com

São Paulo

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DESEMPREGO E PROPAGANDA

Somente em 1992 a criação de 21.533 empregos foi mais baixa do que no mês de maio deste ano, com apenas 58,8 mil, como divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Nos cinco primeiros meses de 2014, o acumulado chega a pífios 543.231 novos postos de trabalho, ou 18% menos que o mesmo período de 2013. E, se continuar nesse ritmo, não ultrapassaremos a marca de 1 milhão de novos empregos neste ano. Número insuficiente para atender no mínimo à entrada de 1,7 milhão de jovens que alcançam idade para o mercado de trabalho. É preocupante, porque há três anos a criação de novos postos de trabalho está decrescendo, o que nos leva a acreditar que o fantasma do desemprego está mais próximo do que imaginamos. Mas, infelizmente, pela propaganda demagógica do governo Dilma, a sensação é de que tudo está no melhor dos mundos.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUANDO O TRABALHO PERDE O VALOR

Quem trabalha quer trabalhar. Quem produz quer produzir. Quem é empreendedor quer abrir novos negócios, criar empregos e obter uma lucratividade incentivadora e normal. Quem é honesto e paga corretamente seus impostos quer ver seu retorno em bons e eficientes serviços. Quem estuda com afinco e tenacidade quer uma compensação pela inteligência desenvolvida disciplinarmente e o sacrifício feito.  Assim funcionam e progridem as nações do chamado Primeiro Mundo.  Nosso governo,  socialista pautado na demagogia, no populismo e nas ilusões do marketing, só pensa em dar vantagens descabidas como “bolsas” e cotas,  criando direitos abusivos sem cuidar da base produtiva que fornece os meios para um desenvolvimento saudável e sustentável. Todas as decisões são focadas em como ganhar a próxima eleição “comprando” votos pelas benesses distribuídas, sem critério, limite ou “porta de saída”.  Estamos formando uma geração sem incentivos, acomodada e dependente da distribuição de dinheiro vindo do governo central. Não se reconhece o mérito individual. Cresce a burocracia e decisões ficam emperradas nos “conselhos” e consultas às bases. Não há progresso sem incentivar os que estudam, trabalham, produzem, criam empregos e contribuem voluntariamente com impostos razoáveis. O Brasil, infelizmente, está caminhando para a realidade que já se vê em Cuba, Venezuela e demais países de socialismo estatizante e castrador. A grande estadista inglesa Margareth Thatcher dizia que o socialismo dá certo até que consiga gastar todo o dinheiro dos outros. Nós já estamos chegando lá. Outubro vem aí, e essa eleição vai ser crucial. Ou mudamos o paradigma mudando o governo ou seguiremos inevitavelmente para a mediocridade e a miséria. Quem viver verá.

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O CANTO DA SEREIA

Dizem por aí que Dilma Rousseff anda preocupada com a aproximação do empresariado da oposição. Mas o que ela queria? Num governo em que lucro parece heresia, privatização, pecado, e patrão, coisa ruim... Que o empresariado não caia no canto da sereia Dilmista, pois o máximo que pode esperar é mais um pacotinho com medidas parcas e de pouquíssima eficácia e, no fim, quem paga é o próprio empresariado.

Roberto Saraiva Romera

robertosaraivabr@gmail.com

São Bernardo do Campo

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A MAROLINHA, O TSUNAMI E AS ELEIÇÕES

A indústria paulista demitiu 12,5 mil empregados no mês de maio. A queda é a maior desde 2006. O cenário geral mostra que, dos 22 setores pesquisados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), 14 apresentaram queda, 5 registraram alta e apenas 3 ficaram estáveis. Perderam vagas a indústria automobilística e a metalúrgica, de calçados e outras. Ampliaram seus quadros os setores de alimento e de bebidas. Para enfrentar a crise de 2008, o governo  incentivou a indústria automobilística, moveleira e de eletrodomésticos. Com crédito fácil, a população foi estimulada a comprar o carro de que não precisava e a trocar os móveis desnecessariamente. A crise que não chegou anos atrás, finalmente, mostra a sua cara. As autoridades, os técnicos e os economistas governamentais precisam negociar com a Fiesp e outros sustentáculos da economia nacional as fórmulas para enfrentar a tormenta e encontrar um meio de garantir o funcionamento dos negócios e combater eficientemente o desemprego. A escassez de empregos chega a uma hora crítica. Talvez até seja uma boa coincidência. É o momento em que os candidatos das diferentes tendências terão a oportunidade de discutir a economia brasileira, fazer suas propostas e, talvez, com elas, ganhar o voto e, elegendo-se, ficar em condições de recolocar a economia nacional nos trilhos. Em vez da “marolinha” que as autoridades de então previram, parece que estamos prestes a sofrer o “tsunami”.

Dirceu Cardoso Gonçalves

apomi2@terra.com.br

São Paulo

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AS MOTOCAS ELEITOREIRAS  

A presidente Dilma Rousseff sancionou recentemente uma lei não de proteção, mas de enganação aos motociclistas, determinando não ao governo, mas a seus patrões, que os gratifiquem com trinta por cento (30%) dos seus salários, o que, no mínimo, além de provocar muitas demissões, estimulará a procura do emprego por jovens menos experientes, sem dúvida, provocando muitos mais outros acidentes. E por que outras profissões também perigosas não receberam essa benesse claramente eleitoreira: tripulantes de aviões e helicópteros (piloto, copiloto, engenheiro de voo, comissários, etc.), certos artistas de circo (trapezistas, domadores de animais ferozes, etc.), mineiros (sujeitos a soterramentos), profissionais da saúde (sujeitos a contaminação), da construção civil (sujeitos a acidentes) e vários outros profissionais, até outros motociclistas que também usam a moto rotineiramente, embora não como seu principal instrumento de trabalho? Que estes profissionais, inclusive os prejudicados motoqueiros, deem à presidente o “devido troco” em outubro, por favor, nas urnas.    

Nilton de Freitas Guimarães

nfguimaraeseo@gmail.com

Rio de Janeiro

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PERICULOSIDADES

Será que a tal lei de periculosidade no trabalho da categoria dos motoqueiros, na ordem de 30%, sancionada por Dilma Rousseff, que se travestiu de motoboy, não faz parte de seu programa eleitoral e em campanha para recuperar e angariar votos? Isso porque é sabido que a periculosidade é consequência dos abusos, da imprudência, da petulância, do mau comportamento de muitos motoqueiros ao pilotarem sua motos de modo agressivo, desrespeitando as regras, normas e regulamentos básicos de trânsito.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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VOTOS NA GARUPA

Mais uma atitude eleitoreira da nossa presidente ao sancionar lei para os motoboys: ao invés de educá-los, compra os votos deles. Deveria ser convidada a dar uma volta na 23 de Maio na garupa!

Manuel Pires Monteiro

manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo

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NÃO VAI RESOLVER

A presidente Dilma sancionou a lei que acrescenta 30% de periculosidade aos salários dos mototaxistas, motoboys e motofretistas. Todos nós sabemos que moto no trânsito é perigo constante. Contudo, os profissionais do setor estão mais expostos, mesmo porque, eles normalmente têm os rendimentos ou salários na base da produção. Por isso que eles andam sempre correndo e abusando, e as leis de trânsito são desrespeitadas. Eu acredito que 30% ou 100% de periculosidade não vão resolver o problema de acidentes, mortes e sequelas. O governo deveria combater a causa, e não o efeito. Conclusão: a conta deste adicional de “perigo” vai para os empregadores, que evidentemente vão repassar os custos para os consumidores. Ou não?

Alex Tanner

alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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JILMAR TATTO

Jilmar Tatto, o secretário dos Transportes e grande paladino do prefeito Fernando Haddad, sumiu da mídia depois de o seu grande amigo ter sido flagrado com o Primeiro Comando da Capital (PCC) para fazer a greve dos ônibus piorar. Por que será? Quem não deve não teme, mas quem deve some? Tatto, por que te escondes?

Antonio Jose Gomes Marques

a.jose@uol.com.br

São Paulo

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TRANSPORTE PÚBLICO

O governo do Estado é responsável pelo transporte sobre trilhos  na região metropolitana e por linhas de ônibus entre municípios da região e os municípios, por linhas de ônibus nos municípios: não há planejamento de curto, médio e longo prazos para o transporte público na região metropolitana, discutido com a sociedade, envolvendo os diversos modais, porque as organizações responsáveis estão loteadas politicamente entre os partidos participantes do poder, tornando-as ineficazes, ineficientes e perdulárias. Aliás, o mesmo ocorre com outros serviços de que o Estado participa na metrópole: segurança, educação, saúde, saneamento (abastecimento de água, esgoto, águas pluviais e resíduos sólidos), etc. O crescimento e a ganância das indicações de profissionais para as organizações  são responsáveis pela precariedade dos serviços e pelos impostos elevados e mal utilizados.

Darcy Andrade de Almeida

dalmeida1@uol.com.br São Paulo

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‘MOMENTO DIFÍCIL DA SAÚDE’

Cumprimento o jornal pela nota “Momento Difícil da Saúde” (25/6, A3). Em momento oportuno, ela expõe e analisa com clareza o drama da saúde brasileira. Em especial a realidade das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos, massacrados durante anos por uma política irreal de remuneração. É fundamental que as autoridades revejam as políticas para o setor, sob risco de o Sistema Único de Saúde (SUS) chegar perto do colapso e os planos privados serem ameaçados de quebra por arcarem com despesas não cobertas e de responsabilidade do governo.

Antonio Penteado Mendonça, presidente da Academia Paulista de Letras

antonio@penteadomendonca.com.br

São Paulo  

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