Fórum dos Leitores

'CAMPEÕES NACIONAIS'

O Estado de S.Paulo

17 Julho 2014 | 02h04

Mais um...

O governo do PT mudou as leis que tratavam das telecomunicações no Brasil para beneficiar a Oi e transformá-la na campeã nacional. O BNDES investiu R$ 22 bilhões nesse campeão, que acabou vendido à Portugal Telecom, que está em dificuldades, e não sabemos como isso vai acabar. Ficamos, assim, com várias certezas: nós, contribuintes, vamos ter mais esse prejuízo, o "dedo podre" do governo na escolha de campeões continua em forma e, a maior certeza de todas, uns poucos ganharam muito dinheiro. Mas foi por acaso...

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

GOVERNO DILMA

Economia e futebol

Recentemente, em entrevista à Globo News para programa sobre eleições, a presidente Dilma Rousseff tentou, de forma desastrosa, explicar o pífio crescimento da economia brasileira. Segundo a excelentíssima, o 1,05% de crescimento do produto interno bruto (PIB) é bastante aceitável tendo em vista o contexto dos países desenvolvidos, os quais, alegou a presidente, também estão com baixo crescimento econômico. "Nós não somos uma ilha", completou. O grande equívoco é que nessa conta apenas o Brasil é prejudicado, já que o México tem taxa de crescimento de 2,4%; o Chile, 2,8%; o Peru, 4,7%; e a Colômbia, 5%. As economias do Brics também estão bastante acima da brasileira, excetuando a Rússia, que vem sofrendo com a crise ucraniana. O placar de 7 a 1 do futebol também está na economia, com a China na casa dos 7% e o Brasil com a unidade, sendo ambos ditos "emergentes". Talvez o conceito de emergente precise de uma reforma, tal como o amado esporte.

JEFFERSON RODRIGUES

jeffersondaluza@gmail.com

São José dos Campos

POLÍTICA EXTERNA

Outra goleada

No futebol nós perdemos para países de alto gabarito, Alemanha e Holanda. Em contrapartida, Dilma/Lula perderam no "braço de ferro" para diversos países vizinhos sem o mesmo gabarito. E como se não bastasse a derrota para todos los hermanos, vem a Índia e nos bate em plena Fortaleza, onde com o futebol tínhamos um pouco de moral.

JORGE PEIXOTO FRISENE

jpfrisene@zipmail.com.br

São Paulo

O banco do Brics

O governo do PT está tão desmoralizado que seus próprios companheiros do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul) não lhe confiaram a presidência do banco criado por proposta do PT para dar dinheiro (US$ 50 bilhões) aos carentes lá de fora. Quem será o felizardo que o governo brasileiro vai indicar para presidir o Conselho de Administração desse banco - lá na Petrobrás, na época da compra de Pasadena (EUA), era a atual presidenta, lembram-se?

MARIA APARECIDA GAMBA

mariaaparecidagamba@gmail.com

Garça

Questão de credibilidade

O Brasil almejava a presidência-geral do banco do Brics, claro, mas a Índia queria a sede em Nova Délhi e só cedeu em troca do cargo principal. Essa troca foi estratégica, já que a sede do banco será em Xangai (China). O que demonstra nitidamente que tanto russos, como indianos, chineses e sul-africanos conhecem bem a maneira de governar dos que aqui há 12 anos nos desgovernam. Do que se livraram...! Essa associação até poderá ter sucesso desde que fiquem atentos ao conselho do banco, que será ocupado por brasileiro, acompanhado do seu "staff" (a Petrobrás sabe o porquê). Não é desconfiança, é apenas uma simples e modesta precaução. Lamentavelmente, o Brasil e os brasileiros perderam a credibilidade perante o mundo após o desgoverno do PT. Por que será?

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Qualificação

Discordo frontalmente das "indicações" do leitor sr. Panayotis Poulis (16/7) para a presidência do banco do Brics, pois o único representante da "turma" com experiência bancária comprovada é o Henrique Pizzolato.

MARCIO BASSI DAVINI

mbdavini@uol.com.br

Ubatuba

O que de fato interessa

A discussão sobre o Brasil ter cedido a presidência do recém-criado banco do Brics, algo como um FMI para os países emergentes, não tem muito significado nem conteúdo. A pergunta correta é: esse banco é realmente necessário? Os países vão contribuir de forma igualitária para tal? Será que não precisamos muito mais desse dinheiro, a ser depositado aqui dentro mesmo? Participar disso é apenas mais uma forma de acomodar apadrinhados, desviar atenções e confundir ainda mais a contabilidade geral de nosso país.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Sócio devedor

O pré-morto banco do Brics, cujos sócios têm vocação para dever, em breve terá como parceira a Venezuela. O presidente Nicolás Maduro, que levou seu país à miséria, quer estabelecer aliança. Só se for em futuras dívidas, que, a exemplo das que tem conosco, não serão pagas. Menos mal que, nessas horas, tem-se o presidente russo, Vladimir Putin, para quem o comunismo, ou socialismo, como queiram, não faz mais sentido no século 21, em especial o dos maus pagadores que procuram trocar dívidas vencidas por ideologia.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

CAMPANHA ELEITORAL

Sem critério

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, faz de tudo para se promover, o que é até aceitável desde que utilize argumentos honestos e reais. Agora comparar e igualar Lula e Fernando Henrique Cardoso no que tange a corrupção - como o caso do mensalão no governo Lula (PT) e a suposta compra de votos durante a gestão FHC (PSDB) - é um absurdo. Vergonhoso e insensato!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Obstinação

Lula, sempre obstinado em atacar FHC, não esconde sua frustração por não ter o alcance intelectual do nosso ex-presidente e ex-professor da USP. Naturalmente sua estratégia é sempre atacar, pois não pode ficar sem um inimigo. Lula deveria voltar os olhos para os graves problemas que o País enfrenta e apagar FHC de sua ira. A atual situação político-econômica do Brasil é muito séria e o quadro não é apropriado para ataques raivosos e sem fundamento.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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FOLGA NO SENADO

Quer dizer que, por causa das eleições deste ano, o Senado só terá apenas duas seções até outubro de 2014? E ainda teremos de pagar os salários dos senadores? Se eu ficar por mais de um dia sem comparecer ao trabalho, meu salário será descontado. É contra estas coisas que se devem fazer protestos, mas sem violência e quebra-quebra. Façamos protestos com inteligência. Só assim seremos ouvidos. Dá-lhe Brasil.

José Claudio Canato 
jccanato@yahoo.com.br 
Porto Ferreira

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CASA DA MÃE JOANA

O Senado brasileiro mais se parece com a “casa da mãe Joana”, onde vale tudo e seu presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), faz o que quer e como bem quer. Agora ele resolveu que até o fim das eleições, em outubro deste ano, convocará apenas duas sessões naquela Casa, nos dias 5 e 6 de agosto. Porém todos os senadores continuarão recebendo seus gordos salários, benefícios, vantagens e mordomias.

Angelo Tonelli 
angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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ABERRAÇÃO À BRASILEIRA

Dentre as muitas aberrações que vêm dos meandros do Congresso Nacional, o tal do recesso branco parece ser a pior. 513 deputados e 81 senadores passaram a desfrutar de férias prolongadas e só voltam ao “batente” após as eleições de outubro. Mas, claro, com os supersalários e todas as verbas vinculadas ao mandato pagos rigorosamente em dia. Isso serve para as Assembleias e, muitas vezes, para as Câmaras Municipais que têm representantes sonhando alto ou servindo de cabo-eleitoral.
 
João Direnna 
joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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MAIS PATIFARIA
 
Deixe-me ver se entendi: quer dizer que o primeiro-secretário do Senado Federal está investido de poderes para criar ônus aos cofres públicos, instituindo, por ato normativo de sua lavra, reembolso de hospedagem e aluguel de automóveis a assessores - ou seriam aspones? - de senadores que irão se lançar à campanha política em seus Estados de origem? Desde quando o erário está posto a serviço dos interesses eleitorais de parlamentares?  Que patifaria é esta? Que país é este, afinal?
 
Silvio Natal 
silvionatal49@gmail.com  
São Paulo

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CONGRESSO, SÓ INDIGNAÇÃO

Quantos brasileiros ganham salário de R$ 26,7 mil, mais uma cota para despesas pessoais de R$ 15 mil e também cinco passagens aéreas de ida e volta, mensalmente? Não sabe? São os 81 senadores da República, todos confortavelmente lotados ainda por oito anos de mandato lá, no nosso Congresso! Porém, como a inflação está alta e as campanhas eleitorais, nas ruas, esses brasileiros eleitos pelo povo, que se sentem especiais, chegaram à conclusão de que o que recebem de honorários e benesses, etc., não dá mais para viver no luxo institucional que só este nosso país que ainda é pobre permite. E como só legislam em causa própria, e o povo que se lixe, agora resolveram criar mais gastos utilizando recursos dos contribuintes: será permitido desembolsar do Senado despesas de transporte, hospedagem dos parlamentares e de seus assessores, mais um adicional de R$ 219,85, relativo a diárias, quando estiverem em seus Estados de origem. Isso diferentemente de milhões de trabalhadores brasileiros que, para se alimentar, já que o salário mal dá para o supermercado, são obrigados a ir a pé ao serviço, para economizar a tarifa do transporte urbano. Falar que esses parlamentares representam a nossa população é uma afronta!

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.coam 
São Carlos

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NEM MILAGRE

Durante algum tempo acompanhei as sessões televisadas da Câmara dos Deputados e do Senado. Mas desisti. Existe algo melhor a fazer. Porém verifiquei que a maioria das proposições em ambas as Casas era de votos de pesar, aniversários e de aspectos sociais de modo geral. Quando apresentavam algum projeto, envolvia gastança com propósitos demagógicos e eleitoreiros. Jamais se preocuparam com de onde viria o recurso. Nestes últimos 12 anos nunca - eu disse nunca - se preocuparam ou com organizar a economia, ou com melhorar as contas públicas, ou pelo menos com fazer uma reforma tributária. Era só gastar, principalmente em benefícios pessoais ou dos servidores da Casa, a ponto de eles serem os mais bem pagos do serviço público. Mas trabalhar, que seria bom, nem pensar. Enquanto tivermos Casas Legislativas com esse comportamento, jamais sairemos do Terceiro Mundo. E esse diagnóstico vale também para as Assembleias Legislativas dos Estados e Câmaras dos municípios. Estamos literalmente ferrados.

Paulo H. Coimbra de Oliveira 
ph.coimbraoliveira@gmail.com  
Rio de Janeiro

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RENÚNCIA

Senador pelo Estado de Minas Gerais, Clésio Andrade (PMDB), réu do mensalão mineiro no Supremo Tribunal Federal (STF), preferiu renunciar ao mandato a pedir licença para tratamento de saúde. A justificativa do senador só pode ser gozação. Vejam: “Não optei por licença, uma vez que considero prejuízo ao erário o recebimento sem o respectivo desempenho das funções e para ser coerente com a austeridade que imprimi durante todo o meu mandato de senador com relação às verbas de representação e gastos com o gabinete”. Acabo de jogar meu  título de eleitor no lixo.
 
Leônidas Marques 
leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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CONTRATAÇÃO INTEGRADA

A discussão sobre a contratação integrada em licitações, prevista no Projeto de Lei 559, que tramita no Senado, embute conceitos de elevado risco para a administração pública e a sociedade. Pela contratação integrada, o governo compra obras de custo elevado baseado apenas num anteprojeto. Os projetos básico e executivo e a construção ficam a cargo da construtora. Os defensores dessa modalidade alegam que, assim, o governo obtém rapidez, menor preço e impede aditivos contratuais, que encarecem as obras e são fonte de corrupção. Essa visão é míope, estrábica. Enxerga solução onde há fortes chances de encontrar problemas. O projeto completo de arquitetura e engenharia é que define a melhor solução técnica (qualidade) e econômica, especificando e quantificando materiais e serviços, que, com seus preços, totalizam o custo global; e estabelece os prazos de construção. A falta do projeto completo é que permite atrasos, aditivos contratuais sob pretextos diversos e impede a fiscalização da obra. Contratar obras até bilionárias sem definir o que está comprando, pela ausência do projeto completo, e imaginar que o construtor vai oferecer a melhor solução técnico-econômica ao governo é dar um tiro no escuro, deixando o risco e os potenciais custos elevadíssimos de manutenção, que representam, ao longo da vida útil do empreendimento, cerca de quatro vezes mais em relação ao custo inicial de construção, para a sociedade pagar. A escolha está nas mãos dos congressistas. 

José Roberto Bernasconi, presidente do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) comunicacao@sinaenco.com.br  
São Paulo

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PROTESTOS EM SÃO PAULO

Não bastasse a curiosa manifestação do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), liderado pelo sr. Guilherme Boulos, acerca dos rumos do Plano Diretor de São Paulo, agora o movimento protesta contra a qualidade da telefonia móvel? Para bom entendedor, o sr. Boulos está utilizando sua massa de manobra para protestar contra o que bem entender. Ora, por que então não leva essa massa até o Ministério da Fazenda, em Brasília, para protestar contra os rumos da nossa economia, que vão de mal a pior, ou contra o programa Mais Médicos, que importou desnecessariamente milhares de médicos cubanos e não melhorou em nada a qualidade da saúde pública? Já que é para protestar contra qualquer coisa, motivos é que não faltam.

Luciano Harary 
lharary@hotmail.com 
São Paulo

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VOLTA ÀS MANIFESTAÇÕES

Guilherme Boulos e sua trupe de baderneiros profissionais bem que deram um "tempo" nas últimas semanas. Quem sabe estavam bem entretidos com a "Copa das Copas" de seus amigos Dilma e Lula da Silva. Mas não é que, assim que este evento bem terminou, eles voltaram às invasões e manifestações de sempre com o firme intuito de pararem o trânsito de São Paulo, assustarem toda uma população que necessita se locomover, etc., etc. e tal, afrontando toda a população e as autoridades constituídas? Acredito que essas deveriam dar um basta definitivo neste bando, pondo seu chefe atrás das grades por um longo período de tempo, para que ali ele pensasse bem no mal que está fazendo aos demais cidadãos de São Paulo e se dignasse a trabalhar decentemente, parando com suas atitudes fascistoides e baderneiras.
 
Boris Becker 
borisbecker@uol.com.br 
São Paulo 

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ACELERANDO O PASSO

O Decreto 8.243 é uma clara demonstração de que Dilma e Lula tentam acelerar a socialização, com a criação dos “sovietes”. Não há dúvida quanto a isso, motivo pelo qual nosso Congresso, que gasta muito e trabalha muito pouco, mesmo em momentos de perigo para a democracia, não deve deixar passar. Há também uma intenção bem clara do PT de fazer o controle das comunicações, o que talvez seja contido. O avanço para o socialismo seria, também, demonstrado pelo desejo de Dilma em “federalizar” as polícias estaduais, conforme declarou à CNN. Isso reduzirá as chances de os governadores não aderirem a um sistema socialista. Está clara a intenção dela. Essas atitudes começam a esclarecer a importação de cubanos que passam como médicos, tendo tido treinamento superficial, na opinião de médicos brasileiros. Quer nos parecer que todos esses movimentos fazem parte do mesmo objetivo. Agora, nas conversações com os chineses, foi feito um acordo para empreiteiras daquele país trabalharem no Brasil, o que causou desagrado das nossas empreiteiras, e ainda trarão trabalhadores chineses para as obras. Além disso, está avançando um acordo com os russos em torno do fornecimento de sistema de defesa antiaérea (como ocorreu na Venezuela) e, provavelmente, alguma ajuda daquele país que aparecerá em tempo oportuno. Esses fatos todos levam à conclusão de que Lula, Dilma e o PT estão acelerando os “passos”, dado que há uma grande probabilidade de a atual presidente não ser reeleita. Por isso a sociedade brasileira deve ficar atenta, lutar muito e votar bem, para não perdermos a liberdade.

Fabio Figueiredo 
fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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PARA SALVAR A DEMOCRACIA

Agora que terminou a folia da Copa e, diga-se, a população, como era de esperar, comportou-se bem, não misturou as coisas e curtiu os jogos como sempre curtiu, onde quer que a Copa fosse realizada, a instalação da ditadura bolivariana no Brasil já está quase concluída. Mais quatro anos de PT no poder e estaremos irremediavelmente na mesma condição de Cuba ou Venezuela. Numa ditadura, a população não pode contar com Parlamento, Justiça, imprensa e eleições. Deixa de contar também com instituições que zelam pela cidadania e pela defesa da Nação, como OAB e Forças Armadas. Viver sob uma ditadura é muito degradante e indigno, sair dela é muito traumatizante para um país. Ou ela cai de podre com a população à míngua sendo socorrida por órgãos internacionais e intervenção externa ou com revolta popular, guerra civil e sangue. O Brasil já tem boa parte da população vivendo de forma indigna e degradante, porém, como vira-latas, contentam-se com migalhas e, desinformados, são presas fáceis da propaganda oficial na manutenção da escalada. O último recurso que temos para nos livrarmos deste descalabro, ainda que tardiamente, serão as próximas eleições.

Carlos Eduardo Stamato 
dadostamato@hotmail.com 
Bebedouro
   
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OUTUBRO

Depois da Copa das Copas, a eleição das eleições. Muda, Brasil!

J. S. Decol  
decoljs@globo.com 
São Paulo

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ELEIÇÕES 2014

Melancólica a conclusão a que se chega ao ler a reportagem da página A6 deste jornal em sua edição de 16/7/2014. Questionados os três principais postulantes ao cargo de presidente da República sobre pautas como aborto, legalização da maconha, reforma política, redução da maioridade penal, fim da estabilidade no serviço público, reforma da Previdência, fim da gratuidade na universidade pública, flexibilização da CLT e privatização de estatais e bancos públicos, só respostas evasivas, quando não contrárias aos sadios princípios de administração pública, foram dadas pelos três candidatos. Da postulante à reeleição não se poderia esperar outra coisa, no entanto, de seus oponentes esperávamos posições mais consistentes, menos tímidas, menos demagógicas e menos subordinadas ao pensamento medíocre das massas ignaras. Não temos estadistas, mas meros politiqueiros provincianos que não mereceriam o voto do eleitorado, não fosse este tão despreparado.

Mário Rubens Costa 
costamar31@terra.com.br 
Campinas

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GOVERNADOR FRANCO MONTORO

Muito oportuno o artigo do professor Marco Antonio Villa (“Montoro, pedagogo da política”, 15/7, A2) sobre o governador Franco Montoro, um estadista do tipo que não existe mais no Brasil de hoje. Tive o privilégio de trabalhar no seu governo e tomar conhecimento de sua filosofia e de seus projetos. A descentralização administrativa, a participação popular e a criação de empregos eram as metas que formavam as linhas mestras de sua administração, que cobrava de seus auxiliares. Quero aqui comentar uma de suas realizações: a descentralização da merenda escolar que fornecia na época 50 milhões de refeições/dia (pode-se avaliar a quantidade de dinheiro envolvida nessa atividade e a possibilidade de propinas que ela ensejava). Os gêneros alimentícios adquiridos pelo governo eram enviados para São Paulo e, daqui, redistribuídos para todas as cidades, o que era um tremendo contra-senso, mas que conferia grande poder ao governo e dava margem a grandes manipulações. O governador Montoro, então, numa atitude corajosa de verdadeiro estadista, desativou esse sistema (descentralização do poder) e organizou o envio dos recursos em dinheiro, diretamente para as prefeituras, que juntamente com a direção das escolas e das associações de pais e mestres, seriam responsáveis pela qualidade da merenda servida aos alunos (participação popular). Lembro-me do governador Montoro dizendo: é um absurdo os alunos do litoral comendo sardinha em lata, quando o preço do peixe fresco pode ser negociado pelas prefeituras, sob fiscalização das associações de pais e mestres, diretamente com o peixeiro, ou crianças do interior tomando leite em pó, quando o leite fresco poderia ser fornecido pelos fazendeiros do local, ou comendo goiabada em lata quando pode haver uma goiabeira carregada no quintal da escola. Pode-se imaginar uma maneira mais inteligente de alimentar os milhões de alunos da rede escolar? Pena é que o governador que sucedeu Franco Montoro deu-se por inteiro à tarefa de desfazer tudo de bom que seu antecessor fez. Foi uma pena.

Affonso Maria Lima Morel 
affonso.m.morel@hotmail.com 
São Paulo

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HOMEM PÚBLICO

Muito bom e feliz o artigo de Marco Antonio Villa sobre o ex-governador Montoro, cujo falecimento completou 15 anos em 16 de julho. Ah, se tivéssemos mais "homens públicos" que honrassem essa denominação, com certeza o País estaria melhor!

Otávio V. de Freitas 
otaviovf@gmail.com 
São Paulo

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ATENÇÃO, CRÍTICOS DE PLANTÃO!

O governador do Estado de São Paulo, candidato à reeleição, critica o vazamento de notícias sobre a atitude do seu secretário da Habitação, que intermediou doações da empresa Tejofran ao PSDB nas eleições de 2012. Por sinal, a empresa é investigada pela participação no cartel que participa das concorrências do setor metroferroviário da capital. Mas há uma questão que chama a atenção, ou seja, se este fato atingisse um integrante do governo federal, como estaria sendo tratado pelos críticos de plantão? Quem comete crime, seja qual for sua linha política, tem de ser responsabilizado.

Uriel Villas Boas 
urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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O BANCO DOS BRICS

É uma boa notícia a criação do Banco e do Fundo de Reserva de US$ 100 bilhões dos países do chamado Brics - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O banco terá sede em Xangai, na China. Os países membros dos Brics ficam mais fortalecidos diante de crises do sistema financeiro internacional e terão mais autonomia e independência em relação aos EUA, Europa, bem como ao FMI e ao Banco Mundial. É um importante avanço e é bom vermos o Brasil como parceiro importante nos Brics.
 
Renato Khair 
renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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PRESIDÊNCIA INDIANA

Por que será que não deram a presidência do banco dos Brics ao Brasil?

Moises Goldstein 
mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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PENA

Que pena, que dó, a presidente Dilma já estava pensando em dar a presidência do banco dos Brics ao seu afilhado José Dirceu. Não foi dessa vez, tadinho do Zé, terá de esperar por mais cinco anos.

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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FELIZMENTE

Ainda bem que o Brasil saiu derrotado na disputa interna na criação na instituição formal do grupo Brics (banco do desenvolvimento do bloco). Já pensaram se a chave desse banco nas mãos da Dilma e da quadrilha do mensalão?

Edward Brunieri 
patricia@epimaster.com.br
São Paulo

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PUTIN BUSCA UMA SAÍDA

Vladimir Putin, sem a retaguarda do Primeiro Mundo, busca ajuda no segundo e no terceiro. Lula fez também isso, só que, pela burrice comunista do partido PT, Putin está tentando sair de vez do comunismo que ainda mantém na Rússia. A Crimeia é uma guerrinha de "caciques", como também são as Malvinas. Os caciques disparam suas flechas e o povão que se lixe em desviar ou ser vítima dessas flechas. O Brasil tem-se mantido "neutro", mas é evidente que presidentes Lula e Dilma com certeza pensam diferente. Não sei como a Rússia não foi concorrente para fornecer “jatos migs militares” ao governo petista!
 
Ariovaldo Batista 
arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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BRICS

Se a China balançar, o Brasil dança e, enquanto a Índia vê a vaca ir pro brejo, a Rússia enfia a balalaica no saco e vai cantar noutra freguesia. 

A.Fernandes 
standyball@hotmail.com 
São Paulo

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REUNIÃO EM FORTALEZA

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, veio ao Brasil para participar da cúpula com os presidentes que formam o Brics e do banco que pretendem criar, do qual ela não fará parte. Aproveitando a viagem, ela evita deliberadamente que seu vice, Amado Boudon, assumindo interinamente a presidência, escape de depor, processado que está em suposta participação em esquema de corrupção. Aproveitando o encontro, o presidente do Equador, Rafael Correa, volta-se contra a imprensa sul-americana atendendo ao vício esquerdista a acentuar do cansativo neocolonialismo, porque a Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) é sediada nos EUA, e talvez em Cuba estaria mais a seu gosto. Enquanto isso, nossa presidente Dilma, perdida no "estilo Felipão" (sic a própria), só faz espuma, desta vez sobre um banco que tudo indica não dará em nada, enquanto o País está afundando.
 
Mario Cobucci Junior 
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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A ARGENTINA QUER SER BRICS

Se a entrada obedecer à ordem alfabética a Bolívia também quer.

Sergio S. de Oliveira 
ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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BOMBARDEIOS EM GAZA

É a segunda vez que a Faixa de Gaza é bombardeada no governo de Netanyahu, a quem o primeiro-ministro Abbas já não mais reconhece como interlocutor nas negociações de paz. Ao invés de engrossar a lista de mortos e refugiados palestinos, o governo israelense deveria rever radicalmente sua política expansionista, congelando novos projetos e desocupando e devolvendo ao povo palestino todos os assentamentos irregulares construídos na Cisjordânia.

Marcos Abrão 
m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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SEM CESSAR-FOGO

O grupo Hamas não protege o povo palestino, como quer levar a crer, pois não se incomoda com as centenas de mortos em troca das manchetes da mídia mundial, dizendo-se vítima dos "israelenses assassinos". O que será que pretendem além disso?

Luiz Frid 
luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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BALANÇO DA COPA

Um milhão de visitantes estrangeiros despediu-se do Brasil e voltou para casa adorando a Copa do Mundo do Brasil pela organização, eficiência, segurança, hospitalidade e pela gentil cessão do pódio para três deles. Com essa aprovação estrangeira, Dilma Rousseff comemora a “Copa das Copas”. Agora chegou a hora de exigirmos e conquistarmos em outubro a mesma organização, eficiência, segurança, hospitalidade para nós, os 200 milhões de nativos vencidos e esquecidos que bancaram a festa, e comemorarmos a reconquista dos Três Poderes da República resgatados dos atuais ocupantes cedidos à Fifa para organizar a Copa russa.

Gilberto Dib 
gilberto@dib.com.br
São Paulo

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FICÇÃO OU POSSIBILIDADE REAL?

Em análise com 16 ministros, ficou determinado que o governo brasileiro deverá explorar os dados positivos e os respectivos ganhos com a “Copa das Copas”. Inclusive o controle do futebol e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) será iniciado com a criação do programa Mais Jogadores, quando serão importados mais de 3 mil atletas de Cuba, para serem adicionados aos nossos atletas e integrarem a nossa seleção de futebol. Pasmem, poderia ser apenas ficção e cômico, se não fosse possível e trágico. O programa Mais Médicos começou mais ou menos assim, lembram - se? Portanto, não duvidem de mais essa ação bolivariana, popularesca e eleitoreira deste desgoverno que somente quer se perpetuar no poder.
 
Antônio Carelli Filho 
palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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PARA REPENSAR

O comunista Aldo Rebelo, ministro do Esporte de Dilma, afirma que precisa "repensar o futebol". Creio que o brasileiro, aproveitando as próximas eleições, é que tem de "repensar o seu voto", pois o mesmo Rebelo que cedeu às exigências da Fifa que humilharam o Brasil vem agora, como um bom comunista, querer que o Estado interfira no futebol. Este ministro e sua "chefa" Dilma foram vaiados a cada instante que suas imagens eram apresentadas na TV ou seus nomes pronunciados pelos alto-falantes. Surge a oportunidade de as vaias se transformarem em votos e o brasileiro dar cartão vermelho para estes que quiseram usar o futebol como plataforma política, mas foram escorraçados pelo gol contra.

Fabio Porchat 
fabioporchat@gmail.com 
São Paulo

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O PADRÃO FIFA - A SIMBIOSE DO PT

A Fifa atribuiu nota 9,25 à Copa do Mundo no Brasil. Ditatorial, toma conta de tudo, até das cuecas dos jogadores, mas só tocou no vergonhoso assunto da máfia dos ingressos para defender seu parceiro, como se não fora assunto que lhe dissesse respeito. E se esquivou de atribuir notas aos juízes que escalou, absurdamente fracos. No jogo do Uruguai com a Itália, nenhum deles viu a mordida do vampiro uruguaio, que nem sequer recebeu cartão! No jogo do Brasil com a Holanda, disputa do terceiro lugar, indicou um trio da Argélia, de nenhum protagonismo no futebol mundial, que marcou pênalti numa falta fora da área, e não deu impedimento no segundo gol holandês, ambos lances nas barbas do bandeirinha. Zuñiga, que quase aleijou Neymar, após ter quase quebrado a perna de Hulk, terminou o jogo sem qualquer cartão e não foi punido pela Fifa! Na final, Aguero, que já tinha cartão amarelo, não foi expulso após a agressão a Schweinsteiger, que sangrou. E muitos outros erros, como o pênalti em Fred, sem falar na não marcação de muitos pênaltis por agarrões dos zagueiros nas batidas de escanteios. Se não pode agarrão em qualquer parte do campo, por que são aceitos na área? Isso não é do jogo, não, basta começar a marcá-los, que eles vão acabar. Foram, pois, muitos, mas muitos pontos fora da curva, que a Fifa não comenta, nem mostra a invasão de campo nos jogos, nem as vaias à presidente, imitando o estilo de anos de governo de um partido que faz exatamente o mesmo: ser ditatorial, escolher mal, gastar sem critérios, tergiversar, defender bandidos, só mostrar o que lhe interessa, usar o dinheiro alheio, falar meias-verdades, distorcer a realidade, esconder as suas mazelas, dilapidar recursos dos outros com cartões corporativos, calar-se e sumir quando conveniente e desrespeitar a inteligência, experiência e sensibilidade alheias. Como os hermanos, não deixará saudades.

Luiz Sérgio Silveira Costa 
lsergio22@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O LEGADO DA COPA

Já disse que não entendo de absolutamente nada, muito menos de futebol. Porém aqui vai uma “análise” de alguém que tem a certeza de não entender de nada. Em termos educacionais, ficamos mais uma vez sem ler e escrever e não entendendo a soma dos catetos dos jogadores adversários para chegar a uma melhor solução, e, ademais, ficou clara a deficiência da futebolística pré-escola, básico e fundamental de qualidades para gerar frutos promissores. Em termos econômicos, a seleção brasileira está em déficit, pois fez menos gols e levou mais, aliás, muito mais. Em termos de infraestrutura, ficamos, mais uma vez, sem conseguir levar o produto - a bola - até o destino final - o gol -, pois os caminhos que temos eram muito difíceis, esburacados e caros, além dos riscos de nos machucarmos pelo caminho, assim como as rodovias e a falta de ferrovias. Em termos culturais, o espetáculo foi muito caro e o lazer foi ínfimo, com um “gran finale” digno dos piores filmes C de terror. Em termos de transporte, a seleção não conseguiu entregar no ponto final seus passageiros e algumas peças quebraram por falta de manutenção básica, outras pelo jogo sujo das empresas que administram tal pendenga. Em termos de saúde, faltaram médicos e medicamentos, e a apatia generalizada foi premiada com dois jogos e 10 gols contra. Em termos de administração, faltou um CEO, no mínimo bilíngue, com visão periférica mais aguçada e, principalmente, psicologicamente mais preparado, sem viver de um passado tão distante de 14 anos.
 
Marcos Barbosa 
micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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CONTA ELEVADA
 
Tradicionalmente, o Brasil só começa a funcionar após o carnaval. Neste ano foi diferente. Em março, abril e maio, pouco se fez, tempo de espera da Copa do Mundo, na confiante expectativa do hexa, que não veio, para amenizar os arraigados problemas internos que nos atormentam. Estamos às vésperas das eleições. Será que o País vai funcionar? Talvez sim, talvez não. Nuvens negras pairam no ar com os reajustes pós-eleições: combustíveis e energia elétrica (fatores que refletem na inflação). A conta é elevada. Salve-se quem puder. Vai ser um Deus no acuda.

Humberto Schuwartz Soares 
hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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A COPA E A IMAGEM DO BRASIL

O resultado do jogo entre Brasil e Alemanha não representa, absolutamente, o que de pior poderia acontecer para a imagem do nosso país no cenário mundial. Muito longe disso. O que mais me chamou a atenção não aconteceu dentro das quatro linhas. Foi a entrevista do técnico da seleção grega, após a partida com a Costa Rica. Depois de responder algumas perguntas óbvias de nossos “repórteres”, ele questionou: por que o povo brasileiro hostilizou a equipe da Grécia nas quatro praças onde havia se apresentado (Belo Horizonte, Natal, Fortaleza e Recife)? O Brasil teria alguma coisa contra a Grécia? A justificação apresentada, que não se aplica no caso, é de que o torcedor brasileiro sempre torce pelo que considera “mais fraco”. Qual, ou quais, as razões, então, que teriam levado os brasileiros a vaiarem os gregos? Tenho uma teoria a respeito, baseada em algumas constatações: 1) O QI do torcedor de futebol, que tem esse tipo de comportamento, não chega a dois dígitos. Caracteriza-se por sua ignorância. 2) Nunca tinha ouvido falar da Grécia, muito menos sabe onde fica. Portanto, e até menos mal, as vaias não significavam “nada pessoal”. 3) As contribuições dos helenos para os avanços da cultura e da civilização, através de seus filósofos e matemáticos, entre eles Sócrates, Platão, Aristóteles, Epicuro, Pitágoras, Euclides, Arquimedes, Diofanto, para citar alguns, são completamente desconhecidas por esses torcedores. Quando muito ouviram falar em “Cavalo de Troia”, mas acham que é por causa do vírus de computador. 4) A “bronca” desses torcedores também poderia ser porque nunca conseguiram entender alguns ensinamentos dos gregos, como o “Teorema de Pitágoras”, por exemplo. Ficaram com raiva, muitos foram reprovados por causa disso. Na antiguidade os gregos classificavam os estrangeiros como “bárbaros” em razão da flagrante diferença de cultura entre estes e aqueles. Milhares de anos depois os brasileiros mostraram que nada mudou, eles estavam certos. Tive a oportunidade, em minha vida profissional, de conhecer alguns gregos. Pessoas sinceras, francas, alegres e extrovertidas, além de cultas. Conheço a tradição do “quebra pratos” e seu significado. Em contraste, aqui, no Brasil, ainda temos muita gente que come nas mãos ou em gamelas. Como teria reagido o povo grego em face da recepção brasileira dispensada à sua delegação? Qual o risco de sermos tratados da mesma forma numa eventual visita ao seu país? Tomo a liberdade de, em nome de todos os brasileiros, pedir desculpas à Grécia e ao seu povo pelo comportamento irracional e característico de nosso torcedor de futebol. Ele acha que o fato de ter pagado pelo ingresso lhe dá o direito de desrespeitar a toda uma nação e ao seu povo. Não dá, absolutamente. Bem apropriado seria complementar dizendo “perdoai-os, pai, eles não sabem o que fazem”. Sorry, Grécia.
 
Sergio Bertolini 
bertolinisergio@hotmail.com 
São Bernardo do Campo 

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TORCIDA BRASILEIRA

Só mesmo no Brasil podem acontecer certas coisas. Perder por 7 a 1 em jogo de semifinal de Copa do Mundo, em casa, e na partida seguinte torcer descaradamente para o próprio algoz, vestindo  camisas e carregando  bandeiras da Alemanha, leva-me a pensar numa Síndrome de Estocolmo coletiva que tomou conta de grande parte dessa torcida de desesperados e desesperançados. Ora, se não queriam torcer para a Argentina, tudo bem, é possível manter a neutralidade e se comportar apenas como um fã do futebol em si, sem jamais manifestar preferência pelos times adversários. Diga-se de passagem, em relação aos "hermanos", que grande parte da mídia nacional, Rede Globo à frente, tem necessidade espúria de incentivar um nacionalismo exacerbado e infundado porque infelizmente, nos dias de hoje, nada temos do que e de quem nos orgulharmos, faltam ídolos verdadeiros, isso desde que Pelé parou de jogar e Senna veio precocemente a falecer. É preciso encontrar um "inimigo", então nada melhor do que investir contra o povo argentino... pura inveja, puro despeito, afinal o craque deles não tinge os cabelos, não se utiliza do já manjado "cai-cai" e não mostra a cueca quando faz gols. Quem nasceu para Neymar jamais chegará a Messi. A valorosa seleção argentina caiu de pé, perdeu pelo placar mínimo num jogo em que poderia também ter vencido pelo mesmo resultado. É sabido há tempos da garra e da dedicação com que jogadores argentinos e uruguaios defendem seus clubes e suas respectivas seleções. Não é por outra razão que cada vez mais vemos jogadores sul-americanos defendendo as cores de nossos clubes. Vejam o caso de Carlito Tevez, que, nascido numa favela portenha, passou com sucesso pelo Corinthians e segue fazendo gols pelos grandes clubes europeus. Nunca soube que ele tenha declarado sentir saudades da parrillada feita pela mãe e da cumbia que escutava na sua Buenos Aires natal. Quase igual a Adriano, Alexandre Pato e tantos outros que naufragaram ao tentar jogar na Europa. Assim, cada torcida desesperada e desesperançada tem o time (time?) que merece. Ah, também tem o governo "padrão Fifa" que ela elegeu, mas isso já é um outro assunto.

Renato L. Gagliardi 
renatolgagliardi@gmail.com 
Campinas

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CHEGA DE TRISTEZA

Enquanto os argentinos choram por não ter ganhado a Copa, pior somos nós, que amargamos um pé na bunda de 7 a 1.
 
Maria Jose da Fonseca 
fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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POBRES VERSUS RICOS

Como argentina naturalizada brasileira, sinto vergonha depois de ler as declarações do sr. George Irmes, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem, seção Rio, no “Estadão” de 16/7 (“Estamos cercados de primos pobres”, página A19). Estou com uma dúvida, me responda, sr.: para visitar o Estado do Rio de Janeiro temos de ser ricos? Quanta discriminação na sua declaração pública. Visite Buenos Aires e veja como todos os turistas são tratados, não olhamos para o seu bolso para ver se têm reais, dólares ou euros. As palavras o vento não leva, ficam registradas.  

Isabel Vazquez 
cnaka@uol.com.br 
São Paulo 

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PROMESSAS DEMAIS

Não foi somente o hexacampeonato que o Brasil ficou nos devendo, o exoesqueleto também. Ambos um fiasco.

Nivaldo Ribeiro Santos 
nivasan1928@gmail.com
São Paulo

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TÉCNICO ESTRANGEIRO, JUSTA TROCA

Em várias enquetes espalhadas pela internet sobre o futuro dirigente da nossa seleção ganha a vinda de um “técnico estrangeiro”. A total decadência dos nossos times locais dá ao torcedor a certeza de que chegou a hora da globalização dos técnicos no Brasil. Nos últimos anos foi tal o rodízio de técnicos entre clubes e nenhum conseguiu levar seu time do coração às finais de campeonato. Nossos craques se vão e nada mais justo que os técnicos dos times estrangeiros aportem por aqui. Justa troca!

Beatriz Campos 
beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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A ANS E OS PLANOS DE SAÚDE INDIVIDUAIS

A Assessoria de Imprensa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) enviou carta que foi publicada explicando como a agência chegou ao imenso índice de 9,65% para aumento nos planos de saúde individuais. Não me convenceu, pois apenas descreveu como, de maneira burocrática e desprezando como sempre o interesse dos possuidores de planos individuais, isso foi feito. Dizer que a ANS procura trazer o poder de negociação nos reajustes dos planos coletivos para benefício dos consumidores com planos individuais, situações totalmente diversas, é mais do que uma piada, é tripudiar em cima de quem nada pode fazer para que ocorra um reajuste com justiça. Mais uma vez, esse reajuste absurdamente acima da inflação não poderia ter sido aprovado e só ocorreu pelo descompromisso da ANS com o real interesse da população, uma agência que, se não existisse, ninguém sentiria sua falta. Esperem outubro, que a nossa resposta será dada.

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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A JORNADA DOS MÉDICOS

Ouvimos no rádio a denúncia de que médicos e dirigentes da Fundação Onconcentro de São Paulo não cumprem sua jornada de trabalho. O indigesto quadro, infelizmente, não se restringe àquele estabelecimento. Temos acompanhado a rejeição dos doutores ao ponto eletrônico e até a ousada e criminosa prática da fraude ao ponto. Mas isso não se restringe aos médicos. Centenas, talvez milhares, de servidores que detêm algum tipo de poder não são encontrados em seus postos de trabalho no horário de seu expediente. Isso sem falar dos nomeados politicamente que, muitas vezes, nem têm a obrigação de comparecer, pois são moedas de troca ao apoio eleitoral ou voto parlamentar. A falta injustificada cumulada com o pagamento dos salários correspondentes ao dia trabalhado pode configurar apropriação indébita. Todo profissional que, por concurso ou nomeação política, assumir um posto em repartição pública tem de trabalhar e cumprir rigorosamente seu horário e sofrer as consequências quando não o faz. Há que se criar um eficiente sistema de fiscalização em que as chefias atestem o efetivo cumprimento das jornadas e, não o fazendo, elas próprias sejam penalizadas. Só dessa forma é que poderemos ter a esperança de moralização do serviço público e, um dia, o dinheiro dos impostos que pagamos ser suficiente para o custeio dos serviços públicos que o governo nos deve. 

Dirceu Cardoso Gonçalves 
aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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ABANDONO DA PRAÇA MEMORIAL 17 DE JULHO

Dois anos atrás (17/7/2012), foi inaugurada a Praça Memorial 17 de Julho, em homenagem às vítimas do voo que deixou a cidade de Porto Alegre, no ano de 2007. Considerado o maior acidente da aviação brasileira, a explosão do Airbus A320 da TAM, que se chocou com o prédio da Tam Express e matou 199 pessoas após a aeronave não ter conseguido parar na pista do Aeroporto do Congonhas, na zona sul de São Paulo, completa sete anos. As obras para a Praça Memorial 17 de Julho levaram um ano para ficarem prontas e não mais do que isso para ficarem largadas às traças. Logo que foi inaugurada, tornou-se um local para os familiares prestarem suas homenagens às vítimas do acidente e um espaço de lazer para famílias do bairro. A associação de moradores do bairro, desde o início do processo de construção da praça, solicitou o policiamento constante na área, o que aconteceu somente no início. Logo que foi inaugurada, era muito bem cuidada e o espelho d’água era limpo com frequência, mas, agora, mal água tem. Tudo bem, estamos em tempo de racionamento de água, esse é o menor dos problemas. A iluminação era a coisa mais linda, de emocionar! Os pontos de luz no chão, em homenagem aos 190 mortos no acidente, não existem mais, foram se apagando aos poucos, foram os últimos a se apagarem, aliás. Toda a iluminação da praça não existe mais, dos postes instalados ao espelho d’água, nada! A única iluminação, além da pública, é a de um estacionamento ao lado. Ainda assim, famílias tentam frequentar a praça durante a noite, ficam do lado mais iluminado, o lado iluminado pelo estacionamento. É muito importante ressaltar que a praça não está depredada, e, sim, abandonada! Foram retirados alguns brinquedos que havia ali e não foi feita manutenção em outros que rodavam. A impressão que me passa é de que as famílias das vítimas do acidente seguem prestando homenagens, porque com frequência vejo flores novinhas à beira do espelho d’água. Acho muito triste um espaço como este estar abandonado, não só pelo bairro, como pelas famílias das vítimas. Um projeto tão bacana, tão bonito, que acho que vale a pena ser melhorado. 
 
Alyne Albuquerque 
alyne.albuquerque@gmail.com 
São Paulo

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