Fórum dos Leitores

SAÚDE PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

20 Julho 2014 | 02h04

Boa e má notícia

Segundo relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids), no período entre os anos de 2005 e 2013 o mundo apresentou uma queda de 28% no número de pessoas infectadas pelo vírus HIV. Excelente notícia, sem dúvida. A má notícia, aliás, péssima, é que no mesmo período o Brasil apresentou aumento de 11% no número de infectados. Os maiores responsáveis? O ex-presidente Lula e seu ministro da Saúde José Gomes Temporão, mais a presidente Dilma Rousseff e seu ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, que sonha eleger-se governador de São Paulo. É oportuno lembrar que o programa brasileiro de combate à aids, posto em prática no governo Fernando Henrique Cardoso pelo ministro da Saúde José Serra, foi considerado modelo e adotado em dezenas de países. Ou seja, o que aqui é considerado herança maldita está salvando milhões de vidas em todo o mundo.

MAURÍCIO RODRIGUES DE SOUZA

mauriciorodsouza@globo.com

São Paulo

O aumento da aids

Nos anos 1990, durante o governo FHC, até o presidente Bill Clinton, dos EUA, elogiou publicamente o programa de prevenção da aids do Brasil como um dos mais avançados do mundo, pela grande redução de incidência da doença no nosso país. Com muita frequência víamos na TV filmes que alertavam para o perigo do vírus HIV e recomendavam o uso da camisinha nas relações sexuais. Agora, depois de 12 anos de governo do PT, cansamos de ver filmes de pessoas sorridentes recebendo esmolas com o nome de Bolsa Família, mas descobrimos que no restante do mundo essa doença diminuiu quase 30% e aqui aumentou 11%. Seria mais um sucesso do atual governo?

ALDO BERTOLUCCI

accpbertolucci@terra.com.br

São Paulo

HIV não é mais prioridade

Que vergonha, a importante e vitoriosa herança do programa de combate à aids deixada por FHC, reconhecida no mundo inteiro, é puro vexame no governo do PT! Esse é um claro sinal de que os governos petistas de Lula e Dilma "se lixaram" e não deram prioridade ao controle da aids no Brasil. Aliás, assim também na saúde como um todo.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

O mundo e nós

Às sextas-feiras dou prioridade ao artigo de Washington Novaes. Anteontem, os dez minutos que empreguei na leitura de O mundo preocupa-se com a saúde. E nós? (A2) me revoltaram tanto que não resisti a formular as perguntas: em quantos anos já atrasamos o desenvolvimento deste país-continente? Tínhamos efetivas condições de fazer melhor? Para o cidadão comum bastaria "pressionar" os administradores a terem uma visão mais abrangente e pragmática da formação do produto interno bruto (PIB)? Parabéns ao jornalista e ao Estadão.

GUNTER W. POLLACK

gunterwp@uol.com.br

São Paulo

CAMPANHA ELEITORAL

Alvíssaras

Finalmente uma boa notícia para o País: mesmo pouco conhecido, Aécio Neves empataria com Dilma Rousseff no segundo turno! Vou parar de arrumar as malas e esperar mais um pouco.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Empate inesperado

A última pesquisa Datafolha coloca Dilma Rousseff com 44% e Aécio Neves com 40%, portanto, empate técnico num eventual segundo turno, o que nunca esperariam o PT e aliados. Assim, os 52% de eleitores desejosos de mudanças já estão apontando a direção de seus votos. A pesquisa demonstra ainda que teremos, sim, segundo turno, porquanto os votos de Dilma não ultrapassariam a soma dos sufrágios de todos os outros candidatos. Doravante, com os programas no rádio e na TV, teremos, com certeza, um avanço da oposição em consequência da situação da economia/inflação, da saúde, da educação e da segurança pública. Isso porque os argumentos e as promessas do lado dilmista a respeito desses temas dificilmente convencerão, visto que o seu governo teve tempo para implementar mudanças e realizações.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Pesquisa

O que o resultado da pesquisa eleitoral da Datafolha mostra é a situação estável da Dilma. Ou seja, a campanha de pessimismo e descrédito não produziu os resultados esperados pela dita oposição. Não estará na hora de abandonar o discurso negativo e apresentar propostas?

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

Ambição desmedida

Dilma deveria é ter a humildade de reconhecer que o seu governo não deu certo e não tentar a reeleição. Do jeito que estão as coisas, a tendência é piorar. E os brasileiros não merecem isso.

GERALDO SIFFERT JUNIOR

siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

DESASTRE AÉREO

Tragédia anunciada

A tragédia do avião da Malaysia Airlines é consequência de um processo que teve início com a anexação da Crimeia pelo ditador russo, Vladimir Putin. O mundo ocidental fez vista grossa a esse ato declaradamente criminoso e os frutos estão aí.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Causas e efeitos

De fato, se a Rússia não se tivesse apropriado ilegalmente da Crimeia e motivado a rebelião dos separatistas pró-russos, as 300 vítimas ainda estariam vivas, quaisquer que tenham sido os autores do abate do avião.

PABLO L. MAINZER

plmainzer@hotmail.com

São Paulo

Dilma e Putin

As evidências estão mostrando que o avião malaio foi mesmo abatido por separatistas russos, armados e treinados pelo governo Putin. Esses separatistas receberam equipamento militar sofisticado que só tem condições de ser operado por forças profissionais bem treinadas. Agora, é inadmissível ver a sra. Dilma se regozijar com a presença desse provável criminoso, sr. Putin, só para fazer desforra aos americanos e europeus. O Brasil deveria estar ao lado de forças do bem e das nações democráticas. Infelizmente, não é isso que se vê há tempos.

J. S. MOREL FILHO

morel@sunriseonline.com.br

Santos

____________________________

 

GRANJA DA MÃE JOANA

A residência oficial de campo da Presidência da República deveria se chamar Granja dos Tortos, depois de ter hospedado o presidente de Cuba, Raul Castro, que deveria ter-se hospedado na embaixada de seus país em Brasília. Essa hospedagem estava sendo tratada como segredo de Estado. Com ares de senhorio, o líder cubano recebeu na granja o colega venezuelano Nicolás Maduro. É o processo de bolivarianismo do Brasil!

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

À NOSSA CUSTA

É impossível que um cidadão como eu entenda por que um líder estrangeiro como o "presidente" ditador de Cuba, Raul Castro, é recebido em segredo na Granja do Torto (nome oportuno). Porém, pensei em dois motivos prováveis. Eles podem estar armando uma revolução, caso Dilma Rousseff perca as eleições de outubro, ou, pior do que isso, que os dois sejam amantes. Mesmo que eu não me importe com o real motivo do segredo, somos nós, brasileiros, que pagamos a conta.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

*

‘CUMPANHÊROS’

Todos nós sabemos os motivos que fizeram com que Lula e Dilma permitissem que Raúl Castro, presidente de Cuba, se hospedasse em segredo na residência oficial de campo da Presidência da Republica: eles são "cumpanhêros" e padrinhos inseparáveis.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

*

PRECONCEITO

Não, não, presidente Dilma. Não há preconceito contra Cuba e seus habitantes, o que existe – e a senhora convenientemente faz-se de desentendida – é o preconceito contra a ditadura assassina dos irmãos Castro, responsável por mais de 15 mil desaparecidos desde que eles assumiram o poder, por meio de revolução a impor o mesmo regime que os esquerdistas petistas revolucionário$ de araque, corruptos e incompetentes, gostariam de impor ao Brasil. Dona Dilma, a senhora ostensivamente apoia Cuba, Venezuela e a caloteira Argentina. Não satisfeita, tem em seu governo um ministro de fato das Relações Exteriores, o cubanófilo fanático Marco Aurélio Garcia, e ainda vem com a conversa de preconceito em hospedar o "brother" Raul Castro? Melhor pagarmos as despesas da hospedagem do que aquelas como as da Venezuela, o porto em Cuba e, atendido o padrão, em breve os "papagaios" vencidos da Argentina.

 

Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

*

BRINCANDO COM A INFLAÇÃO

As recentes pesquisas de intenção de voto mostram que a presidente Dilma Rousseff está em queda, por enquanto ainda não em queda livre, mas está no caminho certo disso. Espero que, com a economia parada e a inflação subindo mais do que balão, as pesquisas se confirmem e ela caia mais e perca a eleição. Este governo é no mínimo irresponsável e brinca com a inflação e as pessoas. Vejam o aumento dos planos de saúde, de 17,36%! É mole ou quer mais?

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

*

CESTA BÁSICA

Recente pesquisa do Instituto Assaf mostrou que os alimentos básicos pesam demais ao consumidor em alguns locais do País e chegam a 50% do salário mínimo. Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário para atender às necessidades básicas dos assalariados deveria ser de R$ 3.079. Imaginem para os aposentados. Esse é o desgoverno que iria acabar com a pobreza... só se fosse matando os pobres de fome. E pelo visto vão conseguir. O circo da "Copa das Copas" terminou. Foi bonito, não foi? Mas agora os cidadãos sentirão no próprio bolso o rombo e o desastre que conseguiram impor à economia popular e do País. Não há quem suporte os elevados preços da cesta básica. E assistir a jogos da Copa mata a fome? PT nunca mais!

 

Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

*

INFLAÇÃO

Em 2013 o tomate foi o vilão da inflação. Já em 2014, além do tomate, todos os outros produtos aumentaram também.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

A CONTA DE LUZ

Se alguém se surpreendeu achando um absurdo o aumento das tarifas de energia elétrica divulgado recentemente, de 18,06% para residências e de 19,93% para indústrias, coloquem suas barbas de molho, pois tais reajustes podem ser ainda maiores.

Angelo Tonelli lharary@hotmail.com

São Paulo

*

O CALO QUE APERTA

Jean Jacques Rousseau (século 16, França), antes da queda da Bastilha, afirmou que: "O homem quando, nasce, é bom. Um pequeno grupo social se encarrega de transformá-lo. Esse homem, transformado, é um corrompido". Nós precisamos acabar com este grupo político que domina o cenário político, e a renovação não é um retrocesso. Este cenário político medieval, como entre amigos, os mais experientes, as raposas velhas é que ditam as normas. O eleitor não deve acreditar só na propaganda e muito menos no marketing político, que pensa só numa classe social que se enquadra na Hierarquia da Necessidades de Maslow. O eleitor precisa ficar atento com o calo que aperta quando vendem um sapato bonito.

Sinesio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com

Campinas

*

O FUTURO DE DILMA ROUSSEFF

Vários cientistas políticos, pesquisadores e especialistas em marketing político foram chamados a opinar se Dilma Rousseff conseguirá ou não ser reeleita, depois do fracasso do time brasileiro na Copa do Mundo. Uma grande parte deles opinou que há uma possibilidade de ela não conseguir vencer a eleição por esse motivo, mas isso dependerá, também, da situação da economia do País, especialmente a inflação. Má notícia para a presidente, as expectativas dos economistas e do próprio Banco Central (BC) são ruins para ela. Enquanto a inflação já ultrapassou 6,5% em 2014, o crescimento do PIB provavelmente não atingirá 1%. Pena, presidente. As expectativas para qualquer governo que for eleito são, também, muito ruins, dada a herança de Dilma. Terá de tomar algumas medidas drásticas para combater a inflação e reanimar a economia, o que será uma árdua tarefa. Para ter uma ideia, somente o setor elétrico, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), demandará R$ 53,8 bilhões em virtude do desconto de 20% dado pela presidente Dilma em sua propaganda eleitoral e de crise no setor e terá de recuperar a Petrobrás, perdida em dívidas, baixa produção e uma elevada dose de corrupção. A eleição será muito difícil, presidente.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

*

PRESTAÇÃO DE CONTAS

Lembrete a dona Dilma: é chegado o momento aprazado para dona Dilma prestar contas, todas elas, sem esquecer ou camuflar gastos inconsequentes nas construções de estádios – ou, melhor dizendo, arenas –, outras obras desnecessárias em aeroportos e demais arranjos que certamente houve, desvios sobejamente conhecidos, os tais acertos com a tal Fifa. Tudo isso será necessário e se faz premente para que saibamos realmente em quanto as economias de cada brasileiro foram reduzidas para que a tal Copa 2014, festejada e vangloriada, tenha se sagrado pelos 7 a 1 que jamais esqueceremos.

Carmo Antonio Palmieri palmiericarmo@email.com

São Paulo

*

ELEIÇÃO, AGORA É PARA VALER

Os candidatos às eleições de outubro já pediram registro, os institutos divulgam as primeiras pesquisas e o Ministério Público pede a impugnação de mais de 200 fichas sujas. Antes da Lei da Ficha Limpa, os políticos e administradores públicos errantes menosprezavam denúncias e processos. Usavam e abusavam do direito de recurso para suspender a execução de suas condenações "até trânsito em julgado" e, com isso, continuavam impunes. Havia na sociedade certeza de que o político podia fazer o que quisesse porque nada lhe aconteceria. Com o esforço da comunidade, temos agora os limites da tolerância. Mas é preciso vigilância. Altas figuras do mundo político – governadores, ministros, senadores, deputados e outros – têm, hoje, sua elegibilidade questionada. É o começo da moralização que todos esperamos ver materializada na prática e sem mais brechas que levem à impunidade. É nesse momento que a consciência do eleitor ganha importância. Sabendo que o candidato tem problemas, você ainda votaria nele? Se votar é porque não quer consertar a política nacional. Venho de uma instituição onde o suspeito é penalizado pelo simples fato de ter deixado pairar dúvidas sobre sua conduta e, nessas condições, jamais votaria em quem teve contas rejeitadas ou é acusado de corrupção ou qualquer crime quando no exercício da função pública. O dia da eleição é a única oportunidade que o eleitor tem para mudar o País. Não pode desperdiçar...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

FAZER ‘O DIABO’

A propósito do artigo "Palácio do Palanque", de Dora Kramer, publicado no "Estadão" de 15/7/2014, há que se recordar uma frase dita pela presidente Dilma em João Pessoa, no dia 4/3/2013: "Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição". Alguém conhece os limites do que significa "fazer o diabo"? Confrontando a realidade de que, salvo melhor juízo, em nenhum país desenvolvido vota-se por meios eletrônicos, não estaria essa frase da presidente, associada às práticas de campanha nada usuais de seu partido político, o PT, a exigir um estrito acompanhamento de nosso processo eleitoral, com direito a auditoria independente, votação para presidente igualmente em papel e conferência por amostragem, etc.? Causa inquietação esse tipo de comportamento que longe está de promover na população o necessário sentimento de confiança e crença em nossas instituições.

Francisco Paulo Cote Gil Fcotegil@yahoo.com.br

São Paulo

*

‘PALÁCIO DO PALANQUE’

Ótimo artigo de Dora Kramer sobre a falta de ética profissional de Dilma (15/7, A6). Totalmente sem noção, como um aluno que chamado a apresentar um trabalho de grupo, em vez de apresentar o conteúdo pedido, fica falando o quanto seu grupo fez, o quanto trabalhou e que notas a professora deveria dar.

Adriana Souza Drimfrrr70@gmail.com

São Paulo

*

O MANDO DOS MARQUETEIROS

Lamentável ver como são os marqueteiros que mandam e dão o tom nas campanhas eleitorais. Os partidos políticos contratam a peso de ouro institutos de pesquisa para saberem o que as pessoas desejam e querem ouvir. Os candidatos repetem aquela ladainha como papagaios, sem um pingo de sinceridade, autenticidade, originalidade ou verdade. São atores e bem canastrões na verdade. Só falam o que lhes disseram que a maioria dos eleitores quer ouvir e nunca o que realmente pensam, sentem ou acreditam. E isso acontece no Brasil e no mundo, de modo geral. Uma exceção à regra é Pepe Mujica, no Uruguai, que é um dos poucos que são verdadeiros e autênticos.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

ELEIÇÕES 2014

O Brasil é mesmo um país estranho. Quando houve um plebiscito sobre a volta da monarquia, houve gozação generalizada, e, no entanto, para esta eleição, temos entre os candidatos à Presidência da República dois autênticos monarquistas: Aécio Neves, neto de Tancredo Neves, e Eduardo Campos, neto de Miguel Arraes. Sem delongar sobre os feitos de ambos durante suas carreiras políticas, é inegável que o fato gerador de suas vidas públicas foi a descendência. Hoje estão desfrutando das benesses que gozam os políticos brasileiros (superiores aos de muitas monarquias) graças ao trabalho de seus ilustres avós. Neste país mitológico, o povo parece acreditar que somos uma espécie de gado, em que boa genética assegura exemplares acima da média. Com bois e vacas isso dá certo, pois o produto esperado é somente carne ou leite, já com seres humanos é bem mais complicado. Esses são só dois exemplos – se pesquisarmos o Congresso Nacional, as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais, teremos inúmeros outros casos dessa monarquia, em que a doce vida dos políticos vai passando de pai para filho, para netos, sobrinhos, cunhados, etc.

 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

*

OS PROGRAMAS DOS CANDIDATOS

 

Na realidade, nenhum dos programas apresentados pelos candidatos Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e Dilma Rousseff (PT) satisfazem o eleitor esclarecido e sequioso de mudanças. Todos falam em meio ambiente, reforma federativa, para uma melhor distribuição de recursos fiscais, e combate à inflação. Entretanto, se compararmos com 2010, vemos que a programação de Dilma Rousseff apropriou-se dos temas da oposição, o que, desde já, conduz a um ponto de interrogação, porque a atual presidente poderia, no seu atual governo, combater a inflação de que foi causa eficiente, com suas alterações na condução da economia, assumir problemas ambientais, além de melhor distribuir os recursos fiscais entre a união, estados e municípios. Daí que teremos mais do mesmo, caso ganhe as eleições. Os demais oposicionistas, no entanto, poderiam pormenorizar melhor seus campos de luta, demonstrando onde querem atuar, como na saúde, educação e trabalho, além de alavancarem o desenvolvimento nacional com mais empregos e elevação do PIB. É bom que se note e anote tudo até as próximas eleições

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

CONSERVADORES

O candidato Eduardo Campos coloca o seu oponente Aécio Neves como conservador. E este, por sua vez, diz que não tem propostas para os trabalhadores em relação à Previdência e mais, que vai tomar as medidas necessárias para um crescimento sustentável da nossa economia. Como? Ele não explicita. Ou seja, fica em cima do muro. A campanha que está em andamento promete muitos desdobramentos interessantes. É esperar para ver.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

TEMOS DE CONVERGIR

A campanha e capaz de juntar partidos divergentes para obter aumento de horário político. Em contrapartida, todos prometem MAIS saúde, educação e segurança, e não conseguem se unir para um plano de ação convergente e apartidário nessas áreas. O que quer dizer a palavra mais sem que se faca uma definição? O eleitor está cansado de proposições vagas, indefinidas por partidos e candidatos. Será que todos são Tiriricas, que com eles pior não fica? A Copa nos mostrou que não se vive do passado. Temos de inovar, convergir (e não dividir), propor metas concretas e exequíveis. Temos de mudar na política também.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

APROVEITANDO O ENSEJO

Como é sabido, os custos das campanhas nas eleições deste ano irá ultrapassar a cifra de R$ 1 bilhão. Poderiam, pois, utilizar as mesmas urnas eletrônicas para fazer a escolha do novo técnico da seleção brasileira.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

INCOMPATÍVEL

A previsão de gastos da campanha eleitoral de alguns candidatos este ano, principalmente aos cargos majoritários (presidente e governador), é uma ofensa ao cidadão. Temos localidades no País com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tão ridículo que faz dos moradores dessas localidades seres sub-humanos. E por lá passarão candidatos que vão gastar milhões em sua campanha. Aquela caravana com carros novos, a maioria importados, em busca do voto dessas pessoas. E eles não aprendem. Acreditam nas mesmas promessas de 60 anos atrás. Elegem-se com o voto deles. Elegem-se enganando-os. Vamos ver quando isso começará a mudar.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

*

A BATALHA DA FICHA LIMPA

Todos nós já cansamos de engolir goela abaixo as atitudes descaradas e indecentes de muitos dos nossos políticos. E põe muito nisso. A nossa legislação é benevolente demais para com aqueles que cometem os crimes mais diversos. Por um escrúpulo exagerado de que todos têm direito à ampla defesa, deixa-se à solta políticos contumazes na prática de ilícitos e desvio de dinheiro público, e eles acabam morrendo antes de irem para a prisão e pagarem pelos seus crimes. O editorial do "Estadão" de 14/7/2014, sob o título "Craques em se safar", deveria ser lido da tribuna do Senado, por um dos senadores da República que tivesse estofo para tanto, dado o seu conteúdo realista que certamente desagradou à grande maioria dos políticos do Brasil. Trata o jornal do absurdo da candidatura do ex-governador e ex-senador José Roberto Arruda e de caso assemelhado do vereador de São Paulo Ricardo Teixeira, que se livrou graças a uma sentença também digna das críticas mais contundentes. O ex-senador renunciou para não ter cassado o mandato depois que foi flagrado na quebra do sigilo do painel de deliberações. Mas, no ano seguinte, se elegeu governador do Distrito Federal, e novamente foi pego com a boca na botija por desvio de dinheiro público. Como relembra o editorial, alegou que o dinheiro se destinava a comprar panetones para os pobres. Criminoso e, ainda por cima, debochado, digo eu, mas foi parar na cadeia. Agora resolveu se candidatar novamente ao mesmo cargo de governador e, obviamente, o pedido foi negado pela aplicação da Lei da Ficha Limpa pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Distrito Federal e Territórios. Mas, como destaca o "Estadão", o político de mãos sujas e descarado, conhecedor da letra miúda da legislação, está prestes a se escafeder entre as suas frestas, pois recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para sustar o processo no TJ e evitar a decisão final que liquidaria de vez sua degradante carreira política e obteve a liminar. Como a lei se aplica somente no caso de a segunda instância ter sido promulgada, sua candidatura continua válida. Agora só resta a esperança, para a população brasiliense, que, aliás, vota mal, de o plenário do STF acolher o recurso do Ministério Público e acabar com tamanho acinte à República e colocá-lo em seu devido lugar. E o vereador de São Paulo, por enquanto, voltou para o seu cargo de secretário na nossa infeliz prefeitura. O sr. Arruda deveria estar na cadeia, e não achincalhando a política e a Justiça deste país, e o vereador deveria voltar para a Câmara Municipal para lá ser cassado.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

ELEIÇÃO EM BRASÍLIA

Para governador José Roberto Arruda e para senador Gim Argello, na urna eletrônica, digite 171.

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com

São Paulo

*

DISPUTA NO RIO DE JANEIRO

O Estado do Rio sofre de uma eterna falta de governantes probos, honestos, competentes e com sensibilidade para perceber as prioridades que devem ser tratadas, ressalvadas as raríssimas exceções das quais faço esforço hercúleo para me lembrar. Voltando aos governantes pós-fusão em 1975 Faria Lima, Chagas Freitas, Brizola, Moreira Franco, Nilo Batista, Marcelo Alencar, Garotinho, Bené, Rosinha, Sergio Cabral e Pezão verificamos que os governadores atuaram quase sempre como prefeitos do município do Rio deixando o interior ao abandono quase completo. A saga continua para as próximas eleições: quase todos os candidatos têm pendências judiciais de improbidade administrativas, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, etc., etc., etc.. Cadê a ficha limpa? O povo fluminense está numa sinuca de bico e sem opção. O jeito é rezar para algum santo salvador ou pedir ao papa Francisco convoque os candidatos ao Vaticano para orarem juntos na esperança de que ocorra um milagre para salvar o Estado das irresponsabilidades e maracutaias futuras.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

ENQUANTO ISSO, A EDUCAÇÃO...

Estive no interior do Ceará, onde visitei um grupo escolar com quatro salas de aula e cerca de 80 a 100 alunos. Com tantos políticos prometendo um piso salarial mínimo para os professores, pensei que tudo estava bem, mas, na verdade, a maioria dos professores é de bolsistas que recebem bem menos que o piso salarial. Existem alunos que na quinta série do antigo primário ainda não sabem ler. A verdade é que os senhores prefeitos estão admitindo bolsistas e estagiários no lugar de professores qualificados e experientes. A qualidade da educação diminui e o piso salarial está sendo razão para os professores formados serem afastados de suas funções. Denúncia como esta tem o objetivo de questionar os cidadãos sobre a qualidade da educação que está sendo oferecida e sobre a educação que queremos para os nossos filhos. Ou fiscalizamos os nossos municípios ou teremos em alguns anos situações irreparáveis na educação.

 

Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza

*

OPORTUNISMO DE BAIXO NÍVEL

Mesmo sabendo que o apoio do brasileiro à Copa do Mundo, que chegou a 66%, segundo o Ibope, não é um apoio às obras caríssimas e superfaturadas nem à falta do prometido legado, mas apenas o apoio a um certame realizado sem transtornos, bem avaliado pelos estrangeiros que nos visitaram esperando encontrar o caos, e fruto da índole do nosso povo, que adora uma festa, a presidente Dilma Rousseff tenta pegar carona nesse sucesso e se apossar disso, como sendo sua realização. Mesmo tipo de carona que Dilma tentou pegar no sucesso da seleção brasileira, e da qual saltou fora assim que o Brasil levou aquela histórica goleada da Alemanha. Que vergonha! Pelo cargo que ocupa, deveria ter um pouco mais de pudor e evitar esse tipo de oportunismo de baixo nível.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

O USO POLÍTICO DA COPA

Se alguma coisa foi provada com a tal "Copa das Copas" foi que o povo brasileiro é hospitaleiro, gentil e alegre. Como, então, avaliar as vaias incessantes todas as vezes que Dilma Rousseff apareceu nos telões dos estádios? Há uma única explicação: estamos cansados de tantas mentiras, das maquiagens nos resultados dos índices da economia, no desprezo com a saúde publica, na educação, na segurança, e muito mais com a falta de ética. Não adianta fazer espetáculo com 15 ministros para mostrar os resultados da Copa e atacar a imprensa, pois foi graças a ela que foi mostrado o andamento pífio das obras, e algumas se completaram a trancos e barrancos. Na verdade, quem estava demonizando a Copa era um grupinho de radicais de extrema esquerda cujos membros eram muito conhecidos de gente de confiança do governo. Se Dilma está querendo faturar sobre a Copa, mesmo com a derrota fragorosa do Brasil, imaginemos se a vitória fosse nossa. O uso político seria fora de qualquer propósito.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

*

SÓ QUE NÃO

Dona Dilma reuniu na segunda-feira alguns de seus ministros para divulgar um balanço positivo da "Copa das Copas" com o intuito principal de propagandear o seu nome mais uma vez como excelente gestora. Só que não. A Copa foi um sucesso graças ao povo brasileiro, que apoiou uma seleção capenga até a véspera da final e recebeu os torcedores estrangeiros com a sua característica hospitalidade. Além disso tudo, a Copa correu satisfatoriamente graças ao enorme contingente policial que cercou todas as atividades ligadas ao evento. No que tange à atuação de dona Dilma, pode-se dizer que foi um estrondoso fracasso. Nossa presidente não conseguiu terminar metade das obras prometidas, que ficarão inacabadas, pois qualquer trocado daqui para a frente se destinará à compra de aliados para a campanha da reeleição, e suas duas aparições nos estádios foram vexatórias. Na abertura, levou uma estrondosa vaia recheada de impropérios e, no encerramento, com cara de poucos amigos, perdeu a esportiva quando, sentada ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, nem a cumprimentou por ocasião do gol da Alemanha, deixando claro o seu despreparo para exercer o cargo de presidente de um país. Na entrega da taça ao capitão da ótima seleção alemã, tentou se esconder mais uma vez, praticamente jogando a taça na mão do jogador, sem um sorriso, um comprimento ou uma demonstração de reconhecimento e "fair-play". Portou-se como uma criança mimada e contrariada, com medo das vaias, que certamente seriam ensurdecedoras se o ato levasse mais do que os dois segundos que levou, mas que fazem parte do regime democrático, como ela demagogicamente vem afirmando. Só que não.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br

São Paulo

*

INFLUÊNCIA NA ELEIÇÃO

A "Copa das Copas" acabou, em termos do futebol, com a vitória da Alemanha e, apesar de os cientistas políticos dizerem que não há influência, em termos políticos, o Brasil vai ganhar a Copa em outubro.

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br

São Paulo

*

O USO DAS ARENAS

Se o grande público no Campeonato Brasileiro for de 10% da capacidade das arenas, como ocorreu em Fortaleza e Salvador na quarta-feira, precisarão de dez jogos para compor a capacidade total como aconteceu durante a Copa. Esse é o grande legado de Dilma ao Brasil. Só que a conta nem sabemos como vamos pagar, já que o governo não tem conseguido fazer caixa nem para pagar os juros da dívida pública. O "pão e circo" sairá muito mais caro do que os bilhões gastos, já que a arrecadação vem caindo e o governo gastando o que tem e o que não tem. Tudo só para reeleger o poste. Valerá a pena?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

ALGUMAS LIÇÕES DA COPA 2014

Mudanças são necessárias, mas é preciso saber compreender o sentimento difuso que existe na sociedade, compartilhar do mesmo desejo de mudança e transformar esse sentimento em ações concretas. No entanto, alguns políticos são indiferentes às mudanças que a sociedade realmente deseja e querem insistir no ideário que só existe em suas próprias mentes. Por esse motivo, grande parte da classe política não está apta para desempenhar a função representativa, simplesmente porque é incapaz de ouvir a sociedade e, justamente por isso, diante do grave vazio representativo, uma vez que sendo o voto obrigatório e que o sistema restringe extremamente a renovação dos quadros políticos, precisamos não de políticos, mas de excelentes gerentes de projetos, que consigam pelo menos resolver os problemas objetivos do Brasil, nas áreas de infraestrutura, educação e saúde. Esses projetos não deveriam estar vinculados diretamente à estrutura governamental, que só faz reproduzir vícios. A população brasileira está muito mais preparada para mudanças do que se acredita. Muitos políticos insistem no discurso preguiçoso do assistencialismo e na velha oposição pobres contra ricos, porque é mais conveniente não para o povo, mas para determinada parcela da classe política que sobrevive desses antagonismos arcaicos.

Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo

*

GILMAR RINALDI

A indicação do Gilmar Rinaldi para coordenador da seleção brasileira de futebol é um péssimo início para a nova Comissão Técnica. Temos muitas pessoas com mais experiência e habilidade para o cargo, como, por exemplo, Raí e Leonardo, que com certeza dariam um melhor resultado. Aliás, pelo comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sabemos que é um bando de incapazes e superados.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

‘O LEOPARDO’

Ao escolher Gilmar Rinaldi como coordenador geral de todas as seleções brasileiras, José Maria Marin interpretou magistralmente o príncipe de Falconeri, Tancredi, que na notável obra-prima de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, "O Leopardo", afirma: "Se queremos que tudo fique como está, é preciso mudar tudo".

Renato Consolmagno consolmagno@terra.com.br

Belo Horizonte

*

NEGÓCIO TUPINIQUIM

O até ontem empresário de jogadores de futebol Gilmar Rinaldi é agora nomeado como dirigente da CBF, no que pese, seguramente de conduta correta em seus negócios, ser um fato simplesmente surrealista. Isso é um negócio tipicamente tupiniquim. Como alguém que até ontem comprava e vendia jogadores de futebol agora é dirigente da CBF, selecionando jogadores? Merece uma medalha, dessa vez por competência, o sr. José Maria Marin, pela indicação do nome, aliás detentor de outras medalhas.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

*

ULTRAPASSADOS

Viramos o país da hipocrisia, ou do "me engana que eu gosto". Achar que este cidadão, Gilmar Rinaldi, provavelmente indicado pelo lobby dos empresários do futebol, vai resolver o problema do futebol brasileiro é uma grande piada. Falar em Leonardo, que tem uma experiência internacional, e nomear este cara é demais! A CBF ainda resiste, mas não temos mais profissionais capazes de recuperar o nosso ultrapassado futebol pelo simples fato de que todos estão ultrapassados.

Manoel Sebastião de Araújo Pedrosa link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

*

DE QUARTO LUGAR PARA BAIXO

Gilmar Rinaldi é um grande agenciador de craques! E vai ter de competir com a Nike. Então vamos de novo levar o troféu de quarto lugar para baixo nas próximas Copas (será que o Brasil se classifica?). Temos de fazer como as grandes companhias e vamos começar a demitir por cima, assim: Marin, Marco Polo, etc. E talvez seria interessante o tal de Gilmar ver qual é o técnico que ele agencia e empurrar aos que ficaram no comando, ou melhor, vamos de Felipão e Murtosa, que deu certo.

José Roberto Brighenti Ribeiro brighentiribeiro@bol.com.br

Praia Grande

*

A VEZ DA OLIMPÍADA

A Olimpíada de 2016 será outra humilhação para o Brasil. Se uma fração do que se gasta com o futebol fosse destinada aos outros esportes e praças poliesportivas, o Brasil teria verdadeiros atletas para mostrar ao mundo.

Elder Gadotti elder.gadotti@gmail.com

Campos do Jordão

*

CORO

Depois do fiasco do desafinado coro "não vai ter Copa", será que os decaídos de espírito vão lançar o melancólico "não vai ter Olimpíada"?

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.