Fórum dos Leitores

CASO PASADENA

O Estado de S.Paulo

25 Julho 2014 | 02h04

Outra pizza

Pronto, assou-se uma nova pizza! O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta o prejuízo da Petrobrás, mas isenta a presidente do Conselho de Administração (Dilma Rousseff) de qualquer responsabilidade em toda essa bagunça. Mas pergunto: para que serve tal conselho, se aprova uma operação de tal monta prejudicial à companhia? O TCU "esqueceu-se" de que há somente duas alternativas : 1) tal conselho foi incompetente ao aprovar a compra da refinaria ou 2) incompetente ao manter em altos cargos os srs. José Sérgio Gabrielli, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa. Mas é claro que esses senhores silenciarão. Ou farão algum barulho para "demonstrar sua revolta", cientes de que logo qualquer punição contra eles será esquecida. Se assim não fosse, ou se tivessem um mínimo de caráter e vergonha na cara, viriam a público defender-se de tal infâmia. Mas estamos no Brasil... Só para lembrar, há alguns anos o genial Jô Soares criou personagem chamado Múcio que, para badalar o chefe, indicava a própria boca e falava: "Tirou daqui, chefe, tirou daqui". Teria sido premonição, sr. ministro José Múcio?

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

Decisão inusitada

A decisão do TCU responsabilizando a Diretoria da Petrobrás pela compra da refinaria de Pasadena e isentando de responsabilidade o seu Conselho de Administração é, no mínimo, inusitada. Então, para que servem 12 pessoas ilibadas e de notórios conhecimentos técnicos e financeiros, muito bem remuneradas, cuja função é fiscalizar os atos da Diretoria da empresa? E a cantilena de que esses conselheiros aprovaram a associação da Petrobrás numa refinaria, no valor de US$ 360 milhões, com um notório especulador internacional, baseando-se apenas num resumo preparado pela Diretoria Internacional, sem ao menos fazerem a pergunta que qualquer pessoa honesta, responsável e competente faria: quais serão as responsabilidades de cada sócio em caso de o negócio não dar certo?! Assim, com base somente numa "pegadinha" que passou despercebida pela competente Diretoria da Petrobrás e por seu dedicado e responsável Conselho de Administração, rapidamente a belga Astra Oil resolveu deixar o negócio, apresentando à sócia a conta, no valor total de US$ 889 milhões.

LUIZ ANTONIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Indecência

Simplesmente indecente eximirem a Dilma de ser averiguada no caso da compra da refinaria de Pasadena, na qual jogaram pelo ralo quase R$ 1 bilhão. Afinal, ela era a presidente do Conselho de Administração da Petrobrás.

CONRADO DE PAULO

conrado.paulo@uol.com.br

Bragança Paulista

Sobrou para nós

Após ler decisão do TCU isentando a presidente de qualquer responsabilidade, então ficamos assim: presidente de conselho não tem nenhuma responsabilidade sobre as decisões tomadas justamente pelo conselho que preside. A culpa, como sempre, é dos outros. Seria de quem produziu um relatório supostamente falho, embora seja um diretor que o conselho elegeu? Seria dos advogados, que deveriam ter lido o contrato antes de sua assinatura? Ou os mesmos que resolveram discutir na Justiça (e, obviamente, perder) cláusulas do contrato que assinaram, causando prejuízos enormes à empresa? Parece piada, mas não é. Com essa total falta de responsabilidade de todos os que participaram dessa monumental incompetência, cabe a nós a responsabilidade de pagar a conta.

ROBERTO GRAD

rgrad@carma.com

São Paulo

Filme repetido

Está claro que o TCU tomou uma decisão puramente política com o intuito de livrar a presidente Dilma de dificuldades em seu projeto de reeleição. Todo cidadão com um pouco de senso de coerência sabe quais são as responsabilidades de presidentes de conselho administrativo de qualquer empresa. No mínimo dos mínimos, a responsabilidade dela é flagrante no que diz respeito à conivência na decisão empresarial ou, ainda, à conivência com a Diretoria Executiva em não haver punição exemplar, com a demissão de seus cargos. Quanto ao ressarcimento dos prejuízos financeiros da Petrobrás, isso não será problema, o PT pagará e tudo e todos ficarão bem. Já vi esse "filme"...

MARCO AURÉLIO REHDER

marcoarehder@yahoo.com.br

São Paulo

Jabuticaba

Acusar os diretores da Petrobrás de terem causado um prejuízo de R$ 2 bilhões na inacreditável compra da refinaria americana em Pasadena e ao mesmo tempo certificar que os membros do Conselho de Administração não tiveram nenhuma responsabilidade no caso é, no mínimo, uma jabuticaba a ser tratada como "case" para professores e estudantes de Administração, Ciências Econômicas e Contábeis.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

RESISTÊNCIA PAULISTA

Sopro de esperança

Parabéns ao jornalista Fernão Lara Mesquita pelo magnífico artigo O 9 de Julho, de Getúlio ao PT (23/7, A2). Mais do que uma aula de História do Brasil, é um sopro de esperança ter a confirmação da importância de São Paulo nesta luta atual contra a usurpação das nossas liberdades.

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

'Getulula'

Excelente o artigo de Fernão Lara Mesquita comparando Lula com Getúlio Vargas. Pena que muitos brasileiros inteligentes, com mérito, boa cultura não percebem que estamos à beira de uma ditadura.

EMERSON LUIZ CURY

emersoncury@gmail.com

Itu

ELEIÇÕES

Alckmin na frente

O relevante aumento da preferência pelo governador Geraldo Alckmin na última pesquisa Datafolha, para 54%, consolidando a perspectiva de vitória já no primeiro turno, deve ser avaliado e merece reflexões para as eleições próximas. Não sou especialista em eleições ou similar. Entre milhões, sou apenas um cidadão brasileiro que vive em São Paulo, trabalha, paga impostos e ficou revoltado com a baderna, os imensos transtornos para a população e os prejuízos para quem produz durante a última greve dos metroviários e, principalmente, com a arrogância do presidente de seu sindicato. Creio que a atitude firme e clara de Alckmin, restabelecendo a ordem, seja o principal motivo para a sua subida nas pesquisas.

RENATO R. PIERRI

renato.pierri@cerp.com.br

São Paulo

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'ANÃO DIPLOMÁTICO'

Mais uma para a coleção de imbecilidades do Itamaraty (via governo do PT). Com razão, o Brasil foi classificado por Israel como “anão diplomático”, ao divulgar condenação a Israel pelos ataques à Faixa de Gaza e, como constatado, sem redigir uma linha sobre o Hamas. Barão do Rio Branco está se revirando mais uma vez no túmulo.
 
José Roberto Palma palmapai@ig.com.br
São Paulo

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UM MÍSSIL DE ISRAEL
 
Ao chamar nosso embaixador em Israel para “consultas” em face do conflito na Faixa de Gaza, a medíocre diplomacia bolivariana brasileira levou a resposta que mereceu: “O Brasil, um gigante econômico e cultural, continua a ser um anão diplomático”, disse Yigal Palmor, porta-voz do Ministério do Exterior israelense. Sábias palavras. Nossa diplomacia, que um dia foi exemplar, hoje “escolhe” os que devem ser criticados, vergastando uns e amaciando com outros. Em geral, fala grosso com Israel, talvez a única democracia no Oriente Médio, país que enfrenta inimigos como os grupos Hamas e Hezbolah – classificados como terroristas –, enquanto faz a corte a ditaduras com as quais se identifica, como Cuba, Venezuela, Congo, Sudão, Irã, Coreia do Norte, etc., todas, sem exceção, protagonistas de rumorosos massacres contra suas próprias populações. É esse o governo que, em outubro, pedirá ao distinto público mais quatro anos de hospedagem no Palácio do Planalto. Ao eleitor, a palavra.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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CONDENAÇÃO INFANTIL

Ao condenar Israel pelo que chama de "uso desproporcional da força" na Faixa de Gaza, o Itamaraty demonstra grande miopia em relação às causas do conflito, além de falta de sensibilidade política, pois não se manifesta quanto aos inúmeros foguetes lançados diariamente pelo Hamas. Deslocar o embaixador brasileiro de Tel Aviv para "consulta" é joguinho infantil de cena, pois tal consulta pode muito bem ser feita por telefone. Aliás, por que não chama um representante do Hamas também?

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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PARVOÍCES

Todas as atividades (inclusive as dos esportes) de um país refletem o seu governo. Assim, acabamos de perder dois torneios mundiais, o de futebol e o de vôlei. Nossa economia está em queda livre, nossa segurança não merece esse título, nossa Justiça idem e nossa educação, menos ainda. E tendo um ex-presidente amigo de Mahmoud Ahmadinejad, presidente ditador do Irã, juntado "forças" com uma presidente que se deixa blindar covardemente e não assume os prejuízos que nos causou em Pasadena e que abre as portas da nossa Granja do Torto para recepcionar ditadores da América Latina, o que poderíamos esperar do Ministério das Relações Exteriores? Um “anão diplomático”, claro. E o porta-voz Yigal Palmor ou está equivocado ou está sendo gentil ao dizer que o Brasil é um gigante econômico e cultural, pois, com Dilma no comando, nosso único gigantismo tem sido a sucessão de parvoíces e, para nós, contribuintes, o gigantismo da saudade do governo de FHC e seu ministro das Relações Exteriores Luiz Felipe Lampreia.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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APOIO AO TERRORISMO

Só poderia ser o Brasil do lulopetismo para condenar Israel, convocando o embaixador em Tel Aviv para consultas em Brasília. Apoio incondicional ao terror do Hamas. Realmente, o governo Dilma/Lula é antissemita e antiamericano, sempre apoiando e defendendo sanguinários déspotas e terroristas. Certamente, se Hitler e Stalin fossem vivos, Dilma e Lula defenderiam o Holocausto e os Gulag.
   
José Francisco Peres França josefranciscof@uol.com.br
Espírito Santo do Pinhal

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GENOCÍDIO EM GAZA

O que está acontecendo na guerra centenária entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza é um verdadeiro genocídio, com centenas de pessoas mortas. Em sua maioria, civis, crianças. E o que têm feito as grandes potências mundiais e a ONU? Nada, ou quase nada, para evitar o morticínio, um crime de guerra, uma desumanidade. A coisa chega a tal ponto de insanidade que Israel bombardeou uma escola da ONU na Faixa de Gaza que, por sinal, prestava assistência a refugiados palestinos. Já na segunda-feira o exército israelense havia bombardeado edifícios, civis, mesquitas e um hospital em Gaza. 121 crianças palestinas foram mortas nos conflitos e, destas, 80 com menos de 12 anos, e outras 904 ficaram feridas. Nos 16 dias de conflito, Israel já matou 725 palestinos e deixou mais de 400 feridos. Três civis e 32 militares israelenses morreram. Uma grande disparidade de força, um verdadeiro genocídio em pleno século 21. É lamentável, é uma vergonha para a humanidade, uma atitude totalitária e fascista do governo de Israel, para dizer o mínimo.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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PELO FIM DO CONFLITO

Por que não enviar para a Faixa de Gaza tropas da ONU? Desarmam o Hamas, Israel abre a fronteira e também o Egito, os palestinos têm possibilidade de trabalhar nas indústrias de Israel, acaba esta carnificina e os fornecedores de armas mudam de profissão.
 
Dario Ceragioli dario@greenwood.ind.br 
São Paulo

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DÍVIDA EXTERNA
 
Quando Israel afirmou que o Brasil é “irrelevante”, certamente não estava se referindo à nossa dívida externa, que já ultrapassa US$ 2,2 trilhões.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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CASO PASADENA

O Tribunal de Contas da União (TCU) inocentou o Conselho de Administração da Petrobrás no caso do enorme prejuízo causado à empresa com a compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA. Fica claro que os conselhos das estatais brasileiras são apenas "cabides" de empregos, já que seus membros não são responsáveis por coisa nenhuma.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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O CUSTO DA DECISÃO

Sem novidades o TCU aprovou o relatório do ministro José Jorge, isentando Dilma Rousseff da mutretagem no caso Pasadena, e meteu bronca para cima dos diretores da estatal, com responsabilidade de devolver os milhões de dólares investidos no negócio. O que será que deve ter custado essa decisão de excluir Dilma e conselheiros, a manutenção do cargo do ministro, não prejudicar a candidata a presidente ou se puxar a linha poderia vir mais gente pendurada no processo?

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo 

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PRESIDENTE SEM CULPA

E os urubus foram mais uma vez derrotados: TCU isenta Dilma Rousseff de responsabilidade pelo prejuízo bilionário da Petrobrás no caso da compra da Refinaria de Pasadena. Afinal, ela era apenas a presidente do conselho da estatal na época do negócio, um cargo, pelo que vemos, completamente sem importância. Pode comemorar mais essa, presidenta. É "tóis"!

Fábio Aulísio faulisio@hotmail.com 
São Paulo

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ACREDITE QUEM QUISER

TCU livra Dilma da responsabilidade pela compra malfadada da Refinaria de Pasadena, aquela que deu um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para a Petrobrás, que já é uma das empresas mais prejudicadas pelos desmandos dos últimos 12 anos de governo do PT. O que não dá para entender é que, na ocasião da denúncia sobre essa compra, a própria Dilma se autoculpou dizendo que assinou a transação baseada em documentos incompletos. Essa isenção de culpa ou a procrastinação de julgamentos de atos irresponsáveis com a coisa pública estranhamente parece uma constante nestes últimos tempos entre os governantes e seus colaboradores. Mas, como o papel aceita tudo, acredita nessa conclusão do ministro relator José Jorge quem quiser.
 
Leila E. Leitão
São Paulo

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ANTIPOLÍTICA

Cumprimento o jornalista Eugênio Bucci pelo artigo de ontem, “Cenas antipoéticas de uma campanha”, na página 2 do “Estadão”. Com a coragem e a precisão de sempre, o jornalista reproduz, com absoluta fidelidade, o pensamento de grande parcela do povo brasileiro com as contradições que caracterizam, em diferentes graus, a atuação dos partidos políticos nacionais.

José Henrique Reis Lobo reislobo@terra.com.br 
São Paulo

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‘O 9 DE JULHO DE GETÚLIO AO PT’
 
Simplesmente primoroso o paralelo entre o ditador de São Borja e o de Caetés no artigo do sr. Fernão Lara Mesquita (23/7, A2). O último parágrafo nos desperta o orgulho de sermos paulistas: “São Paulo resistiu sozinho a Getúlio; São Paulo vem resistindo quase sozinho ao PT. A luta de 1932, portanto, ainda não acabou. E em outubro próximo haverá mais uma batalha decisiva”.
 
Roberto Aliberti robertoaliberti@uol.com.br 
São Paulo

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Gostaria de demonstrar a minha satisfação, como leitor do “Estadão” há mais de 50 anos, em ler os editoriais e os artigos do jornalista Fernão Lara Mesquita e do dr. Aloisio de Toledo César no dia 23/7 e saber que a imprensa livre é o melhor bem que recebemos numa democracia, e deve ser cuidada. Um país sem oposição não tem futuro. É importante saber que pessoas que representam uma grande parte da opinião pública brasileira têm liberdade de expressão nas suas opiniões, alertando para o momento perigoso que vivemos, em que a nossa jovem democracia é atacada da maneira mais rasteira possível. Imaginem se o partido no poder “PT” consegue impor-nos a sua “Lei da Democratização da Mídia”, onde os censores do “PT” iriam decidir se eu poderia ler esses artigos e ficar sem saber que existem pessoas que exprimem suas opiniões e pensam exatamente como eu? Devemos estar alertas para nunca permitir que isso aconteça. Acorda, Brasil!

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

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TRINCHEIRA PAULISTA

O ilustre jornalista Fernão Lara Mesquita, de modo eloquente irrepreensível e irrespondível (“Estadão”, 23/7, A2), denunciou as práticas adotadas pelo PT para alcançar seu objetivo de se apoderar definitivamente do poder absoluto, estraçalhando a resistência dos que querem salvar nossa república que está capengando. A comparação entre as atitudes do caudilho Getúlio Vargas e os caminhos trilhados pelo pretensioso “déspota não esclarecido” Lula da Silva e seus acólitos é emblemática e esclarecedora, expondo as entranhas do processo da tomada do Estado, quase totalmente aparelhado no momento. Fatos recentes refletem a intervenção branca (por enquanto) nas instituições, e a submissão servil dos que se curvam. Como exemplo, merecem destaque tanto a omissão dos denunciantes do mensalão, “livrando a cara do cara”, quanto a solicitude dos membros do TCU, isentando de culpa a então presidente do conselho da Petrobrás, sra. Dilma, no escabroso escândalo de Pasadena. Lá, como cá, deve sobrar apenas para os aloprados aspones que, convenientemente, se calam. Merece realce a desfaçatez com que se houve a “dirigenta” maior ao emprestar a Granja do Torto para o sanguinário subditador cubano Raul Castro recepcionar o nefelibata algoz venezuelano, Don Maduro, que amordaçou a imprensa não cooptada e trancafiou sem opositores, sem que se saiba quem patrocinou o ágape. Passou da hora de expungir a “cumpanherada” e expurgar os malfeitos desta tropa, cabendo aos paulistas (incluindo os que adotaram e os adotados), como em 1932, encabeçar a insurgência, comandando a salutar missão.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.br 
Jundiaí

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A OPÇÃO DO BRASIL

Sempre aprendo lendo os artigos do jornalista Fernão Lara Mesquita. Triste constatar que a nossa história continua a mesma desde a luta de 1932 ou até mesmo antes, com o movimento abolicionista. A pergunta que o jornalista faz: onde se quer instalar a sociedade brasileira? No campo de civilização ou no da barbárie? No Estado de Direito, com leis iguais para todos ou nas variações populistas onde fala quem pode, obedece quem tem juízo? Numa meritocracia em que a educação e a dedicação no trabalho fazem a diferença ou no sistema cúmplice com a corrupção?

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com
São Paulo

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LIBERDADE, LIBERDADE

Decisão absurda a do desembargador Siro Darlan mandando libertar os 22 moleques, arruaceiros e irresponsáveis comprovadamente envolvidos em vandalismo e na destruição do patrimônio privado e público durante manifestações no Rio de Janeiro. O desembargador quer aparecer. Parabéns, conseguiu seus 15 minutos de fama. Neste caso, faria melhor se desfilasse nu no calçadão de Copacabana. A glória seria ainda maior. O desembargador deveria ter por norma e obrigação zelar, primeiro, pela segurança da população, agora ameaçada pela covarde ação da corja de marginais infiltrada nas manifestações. Depois, debruçar-se sobre as leis e a Constituição. Magistrado também acerta e merece aplausos, quando prefere optar pelo bom senso, deixando em segundo plano leis que apenas beneficiam malfeitores, como são os famigerados ativistas. Neste caso, o desembargador Siro Darlan ganha o desprezo dos cariocas, em particular, e das pessoas de bem, em geral.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com
Brasília

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O RISCO QUE CORREMOS

A liberação dos ativistas que praticaram violência nos protestos mostra para qual caminho estamos seguindo. Este desembargador Siro Darlan deveria ser investigado. Com certeza é um desequilibrado. Como é possível ter libertado bandidos colocando em risco a vida e o patrimônio das pessoas e bens públicos? Isso envergonha o brasileiro! Envergonha a Justiça! Onde está a consciência deste doutor?

Jaime Ferreira O. Neto jaime@gdtnet.com.br 
Goiânia

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SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Depois de ver o juiz Siro Darlan dar liberdade aos black blocs citando o samba da Imperatriz, "Liberdade, Liberdade", lembrei-me de outro samba, o "Samba do Crioulo Doido", de Stanislaw Ponte Preta. Vai que Suzane von Richtofen e o casal Nardoni se dizem presos políticos também.

Marcelo Cioti marcelo.cioti@gmail.com 
Atibaia

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O POLÊMICO DESEMBARGADOR

Vitória da bandidagem travestida de prisioneiros políticos. Grande parte das sentenças deste senhor Siro Darlan é polêmica. Parece até que ele procura os holofotes. Até quando funcionários públicos e políticos não serão punidos por suas atitudes temerárias? A sociedade corre sérios riscos. Vemos isto todos os dias: juízes liberando por indultos estupradores e bandidos de alta periculosidade, sem muito critério, e estes imediatamente voltam a delinquir. Se estes senhores fossem punidos pelas suas atitudes, isso não ocorreria. Diz um antigo ditado o que sai da cabeça de juízes, bem como barriga de criança, é imprevisível, nunca se sabe.

Ferdinando Perrella fperrella@hotmail.com 
Sorocaba

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SALTOS QUÂNTICOS

A insondabilidade da cabeça dos juízes é uma característica frequentemente propagada pelos advogados que com eles são obrigados a interagir. Todo mundo já ouviu falar que é difícil de prever com alguma probabilidade de acerto a decisão judicial num determinado processo. Dentro deste contexto, seria instrutivo saber como funciona a mente de um desembargador, funcionário regiamente pago pela sociedade com o propósito de defendê-la quando agredida por foras da lei, que há pouco tempo a surpreendeu ao ordenar a liberdade de bandidos responsáveis pela invasão armada de um hotel no Rio de Janeiro e, mais recentemente, ao expedir habeas corpus a um grupo de 23 desordeiros com objetivos comprovadamente criminosos, sob a capa de reivindicadores ordeiros, com prisão preventiva determinada por outro magistrado. Será ela controlada por saltos quânticos aleatórios?

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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SININHO

O Brasil está perdendo tanto a identidade da moral e dos costumes que qualquer dia a tal Sininho – que deve ter histórias interessantes de políticos e sindicatos que ajudaram esses vândalos – vai ser convidada a posar nua em alguma revista masculina. E nós ainda vamos ficar com cara de otários.

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br  
Rio de Janeiro

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CONQUISTOU FAMA

Impune, Sininho obteve habeas corpus e ainda por cima ficou famosa. Como estamos no Brasil, logo ela consegue um “peladas corpus” e sai na capa da Playboy.

Luiz Henrique Penchiari luiz_penchiari@hotmail.com  
Vinhedo

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ADVOGADOS E BADERNEIROS

A OAB quer levar o caso dos militantes presos à Organização dos Estados Americanos (OEA). OAB = Organização de Apoio a Baderneiros.

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com 
São Paulo

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NÃO CONFUNDIR

Favor não confundir passeatas de estudantes, professores e outros trabalhadores, inconformados com a atual situação política do Brasil, com vândalos. Os governos estaduais de São Paulo e Rio parecem não fazer essa distinção muito bem. Claro que a depredação tem de ser contida, mas não podemos ter a PM atuando como na época da ditadura, cabe a ela identificar e retirar os chamados vândalos do movimento, protegendo a maioria, que é pacífica. Um governo que não cumpre a própria Constituição do país que deveria representar busca confetes nas aclamações populares. Realmente uma pena.

Aloísio Santos anavarro@superig.com.br 
São Paulo

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ASILO NEGADO

O consulado do Uruguai no Rio de Janeiro, ao negar o asilo político à advogada ligada a black blocs Eloisa Samy, deu uma demonstração clara do que é um governo democrático, e que o governo brasileiro tem o direito de proteger o cidadão e prender os depredadores de patrimônio público e privado. E mais: a decisão do consulado uruguaio, ao negar asilo, deixou claro à comunidade internacional que no Brasil não existem presos por questões ideológicas e que os ativistas ou arruaceiros, bem como os mensaleiros do PT, presos por roubo e desvio de dinheiro público, cometeram crimes comuns, e não políticos. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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‘O GOVERNO DEVERIA SABER QUE O ESTADO NÃO RECUA’

Com as ações de Putin, parece-me que a URSS está voltando, agora com o nome de Rússia, o que parece estar contaminando a América Latina. Como sabemos, o PCI ainda vive, embora muitos não acreditem e os interessados, através do patrulhamento ideológico, provocam essa descrença aos inocentes úteis e aos omissos. O endeusamento de Fidel Castro, porque de esquerda, há 50 anos no e com poder sanguinário ("El paredon" lembram-se?) e o apoio econômico, embora simbólico, que o Brasil empresta a Cuba e a outros caudilhos do Terceiro Mundo demonstram a mesma coisa. Falando na desmoralização da polícia, que vem no assunto em epigrafe (“O governo deveria saber que o Estado não recua”, de Oliveiros S. Ferreira, no “Estadão”, 24/7, A2), lembremo-nos da atuação da polícia americana num dos jogos da seleção brasileira, na Copa do Mundo dos EUA, quando um nosso patrício invadiu o campo. Já imaginaram se fossem black bloc atuando como aqui, o que ocorreria? Vejam que aqui, no Brasil, um profissional do Direito tentou impedir, pelas vias judiciais, a atuação do pelotão "Ninja". Seria pela eficiência do mesmo? Ou seria pelos inimigos da democracia, que buscam a perpetuação no poder para implantar a ditadura de Estado, para chegar ao ideal materialista do PCI, no sentido de poderem usufruir do poder, como Stálin e outros. Alguns deles chegam mesmo a confundir os incautos com certa hedionda mistura dessa ideologia escravagista com cristianismo, fingindo esquecer que o “Evangelho” não prega a violência e a escravização dos governados. Dizem alguns deles “sou castrista, graças a Deus”. Que pilhéria! “Hoje a crise silenciosa corrói lentamente não apenas as instituições, mas as mentalidades” (Oliveiros).

Edson José Meneghetti meneghetti@aasp.org.br 
Piracicaba

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A FALÊNCIA DA SAÚDE PÚBLICA

O pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo fechou as portas esta semana. Parou o atendimento porque não tinha mais medicamentos, seringas, agulhas nem material hospitalar. Chegou a hora de criar o programa Mais Tudo no lugar do programa Mais Médicos, de dona Dilma Rousseff. Com a falência completa do sistema de saúde brasileiro e, como todo mundo já sabia, menos a presidente e seus ministros, o que o Brasil realmente precisa é de postos de saúde, hospitais, medicamentos e material hospitalar. Quem sabe não seria o caso de o governo petista consultar sua matriz em Cuba e verificar se os irmãos assassinos Fidel e Raul Castro não podem fornecer, também a preço de banana, como foi com os médicos escravos, material hospitalar e medicamentos.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo é uma instituição filantrópica e privada considerada um dos mais importantes centros de referência hospitalar da América Latina, criada por volta de 1560, e com sede no Hospital Central, inaugurado há mais de cem anos, na Vila Buarque, no centro de São Paulo. Classificada como Hospital de Ensino e reconhecida pelo desenvolvimento de pesquisas técnico-científicas, anunciou na terça-feira, 21/7/2014, a suspensão dos atendimentos de urgência e emergência em seu Hospital Central, por causa da falta de recursos para aquisição de materiais e medicamentos.  Vale lembrar que a maior parte do atendimento é do Sistema Único de Saúde (SUS). O que tem a dizer aquele que um dia, ao bazofiar que o atendimento do SUS beirava a perfeição, afirmou que gostaria de ficar doente para ser tratado pelo sistema? Por que tanto dinheiro (nosso, do povo brasileiro) sendo distribuído aos ditadores amigos por meio de perdão de dívidas ou de investimento nesses países? Ou ainda os gastos bilionários para promover Copa do Mundo e Olimpíada? 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul

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QUASE LÁ

Com a saúde à beira da perfeição, o pronto-socorro da Santa Casa fechou as portas... 

A. Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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LEITOS DO SUS

Pronto-socorro da Santa Casa de São Paulo fecha as portas, e com justa razão a imprensa falada, escrita e televisada demonstra o caos que se instala na população, principalmente de baixa renda. O que dizer dos 40 mil leitos desaparecidos do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos 12 anos? 

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo 

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O PT E A SAÚDE
 
Dona Dilma, presidente, sr. Padilha, ex-ministro da Saúde, e sr. Lula, ex-presidente, que dizia que o SUS é a maravilha da saúde, expliquem como os gastos com a Copa no Brasil foram de R$ 25,6 bilhões e a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, o maior hospital filantrópico da América Latina, mantida pelo SUS, leia-se com os nossos impostos, não tem R$ 50 milhões para pagar suas dívidas? Não adianta ter só mais médicos! E esses políticos ainda têm a coragem de pedir votos no Estado de São Paulo.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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INEXPLICÁVEL

Estádios de Manaus, Mato Grosso, Brasília tiveram um custo de mais de R$ 3 bilhões. Foram feitos para abrigar no máximo 6 ou 7 partidas do mundial. Agora se transformarão em novos Engenhões. Enquanto isso, a Santa Casa de Misericórdia fecha suas portas aos cidadãos de menos recursos financeiros por uma dívida de R$ 50 milhões. Como o Estado vai explicar isso? É explicar o inexplicável.
  
Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com 
São Paulo

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SOCORRO ÀS SANTAS CASAS 

A paralisação do atendimento na Santa Casa de São Paulo deixou 1,2 mil pacientes sem atendimento, mas não é fato inédito. A instituição já foi obrigada a suspender os serviços, pelo mesmo motivo, nos anos 80 e, nesse intervalo de três décadas, não conseguiu ver resolvida a crise de sustentação. As verbas do SUS não cobrem as despesas e os governos, embora prometam, não adotam medidas eficazes. É uma situação geral. Das 2.500 Santas Casas brasileiras, pode-se contar nos dedos aquelas que sobrevivem sem dificuldades financeiras. Antes geridas por grupos ou instituições religiosas e fortemente apoiadas pela comunidade, com significativas doações de empresas e famílias de posse e pequenas contribuições da população – que, nas campanhas, doavam sabonetes, fraldas, papel higiênico e outros produtos de consumo –, iam cumprindo sua finalidade. Mas as transformações sociais levaram-nas a depender quase exclusivamente dos repasses e convênios públicos e, muitas vezes, se transformarem em objeto de sustentação e exploração político-eleitoral, até de corrupção. Os régios doadores do passado são hoje clientes de hospitais privados ou de planos de saúde. O povo, apesar de ter a saúde constitucionalmente definida como “direito do cidadão e obrigação do Estado”, sofre todas as agruras para ser atendido. Emergencialmente, já que os governos são omissos ou incompetentes, chegou a hora de a comunidade reativar seu espírito de solidariedade, mobilizar-se e salvar as Santas Casas e seus similares por meio de doações, campanhas e tudo o que possa ajudar, inclusive a pressão para que o SUS corrija sua tabela e pague pelo efetivo custo dos serviços. Não podemos nos esquecer de que, mesmo os portadores dos mais caros planos de saúde, se sofrem acidentes ou qualquer intercorrência de saúde, são socorridos inicialmente na Santa Casa ou no hospital público mais próximo. Se eles estiverem em colapso, pode ser a diferença entre a vida e a morte.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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DOAÇÃO

Há muito que se tem notícia de que as Santas Casas do País estão em situação muito difícil. Como as outras, a de São Paulo se encontra em grave situação econômica. Mas os governos não se sensibilizam e ainda ficam trocando acusações mútuas. A Copa acabou e os elefantes brancos espalhados pelo País permanecerão como símbolo da gastança sem responsabilidade. O dinheiro que foi gasto nesses empreendimentos tornariam qualquer sistema de saúde do País de Primeiro Mundo, apesar de o ex presidente Lula ter decidido há tempos que nossa saúde já está lá. Em entrevista a um jornalista, o deputado Paulo Maluf, depois de dizer que não tem culpa de nada e que a Interpol não tem razão em colocá-lo na lista de procurados, conta que o ministro da Justiça tentou tirar seu nome da lista de criminosos internacionais. O PT também emitiu nota apoiando os black blocs acusados de vandalismo e terrorismo, o que confirma que, quando os fora da lei são seus aliados, tudo pode. Maluf sempre disse que nunca teve conta bancária no exterior e que doaria para a Santa Casa de São Paulo todo o dinheiro, se isso fosse provado. Se, segundo ele, a Justiça americana não tem razão, por que será que o promotor de Nova York insiste em julgar a ação contra ele? Aí está uma boa oportunidade para a Santa Casa ter um bom dinheiro para poder funcionar. Espero que Maluf cumpra com sua palavra, tenho certeza de que a Santa Casa agradece.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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A CONTA NÃO FECHA

As Santas Casas do País inteiro são responsáveis por 41% das internações do SUS. Portanto, sem as Santas Casas, o SUS não funciona. O governo paga apenas 60% dos custos dos procedimentos, os 40% restantes são prejuízo. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha argumenta má gestão, que pontualmente até existe, mas não é a regra. As tabelas estão defasadas e a regra é: a conta “não fecha”. A propósito, foram gastos R$ 24 bilhões na “Copa das Copas”. Só a Santa Casa de São Paulo deve R$ 50 milhões.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br  
São Paulo

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TABELA DEFASADA

Como pode sobreviver um pronto-socorro ou hospital oferecendo atendimento ao SUS quando os seus serviços prestados não são reajustados há mais de dez anos pelo desgoverno do PT e Ministério da Saúde, que teve como ministro Alexandre Padilha, que quer ser o governador do Estado de São Paulo? Que ruim! Em razão disso, a Santa Casa de Misericórdia se viu obrigada a interromper e paralisar o atendimento do pronto-socorro por falta de recursos financeiros, prejudicando inúmeros brasileiros. Nem o “bolsa voto” resolve.
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br  
São Paulo

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TRÁGICA IMAGEM

Triste e melancólico vermos a que ponto chegou a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, um hospital cujos profissionais, por tantas décadas, têm ajudado os doentes mais carentes. Contudo, tal situação é apenas mais uma imagem trágica do que já acontece em centenas de outros hospitais públicos espalhados pelo País. E pensar que não faz muito tempo fomos obrigados a ouvir de um certo ex-presidente da República que o nosso sistema de saúde pública "beirava a perfeição".
  
Paulo Ribeiro de Carvalho Jr. paulorcc@uol.com.br 
São Paulo

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OS RESPONSÁVEIS

A Santa Casa de São Paulo serve como exemplo de muitas outras espalhadas pelo nosso Estado e país. Como o atendimento pela maioria delas é feito pelo SUS, os necessitados de atendimento médico urgente e emergencial, na falta dele, deveriam procurar os responsáveis pela precariedade do serviço médico-hospitalar brasileiro: nossos governantes em todas as esferas, federal, estaduais e municipais, sem exceções. Os bilhões jogados pelo ralo na construção das arenas da Copa, das propagandas milionárias para efeitos eleitorais, do empreguismo aviltante de milhares de aspones e gepones com salários invejáveis (no bom sentido) e outros tantos é que fazem a diferença entre ter ou não ter atendimento de Primeiro Mundo (padrão Fifa) em nossos hospitais públicos. Nessa esfera da saúde pública, não se conhece movimento algum de reivindicações populares fechando avenidas, tomando prédios públicos e barbarizando as cidades. Por que será?

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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FALTA DE RESPEITO

Temos dinheiro para a Copa, para a corrupção, para o mensalão e todos os políticos, mas a Santa Casa de São Paulo fechou por não ter mais como atender a população em geral de baixa renda. Isso não é uma vergonha e falta de respeito ao povão otário que votou nesse partido outrora dito ético?

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br 
São Paulo

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DEMAGOGIA

Pergunte ao usuário o que ele prefere: passar no médico e não receber tratamento e investigação do seu caso por absoluta falta de recursos ou não passar em consulta? Será que aqueles demagogos e hipócritas que afirmam que o sistema de saúde no Brasil está à beira da perfeição têm a resposta?

Luiz Nusbaum, médico lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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O MELHOR CAMINHO

Excelentes as dicas da matéria “Crescimento por franquias exige cautela e preparo”, publicada no “Estadão PME” desta semana. Sou apaixonado pelo sistema de franchising e acredito que o investimento no sistema de franquias é um círculo virtuoso que beneficia tanto o franqueado quanto o franqueador. Do ponto de vista do empreendedor, inclusive, é uma das melhores opções, já que ele monta seu próprio negócio utilizando as experiências de uma empresa bem-sucedida. O sistema de franchising multiplica os recursos, expande a receita, amplia os negócios, além de gerar emprego, qualificar a mão de obra e, acima de tudo, valorizar o cliente.
 
Carlos Wizard Martins ana.cunha@medialink.com.br 
Campinas 

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ARIANO SUASSUNA

O céu anda exigente, depois de João Ubaldo Ribeiro e de Rubem Alves, agora foi a vez de Ariano Suassuna – e me parece que seu contraponto na existência não está com tanta pressa, afinal José Sarney, imortal também, está vivíssimo. 
 
Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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IMORTAIS

Com o falecimento de Suassuna, parece que Deus – mestre de tantos imortais – resolveu nos últimos dias chamar um monte de volta ao paraíso. Esses realmente só trouxeram cultura e alegria ao povo brasileiro. E ele não chama o Sarney? Sintomático, não?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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PERDAS BRASILEIRAS
 
Com tristeza, constato que o Brasil está se esvaindo por todos os lados. Na literatura, em um mês perdemos Ivan Junqueira, João Ubaldo, Ariano Suassuna. No futebol, perdemos a dignidade. Pobre Nação!
   
Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

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PARA SEMPRE

A cultura brasileira sofre mais uma baixa. A morte de Ariano Suassuna deixa um grande espaço, difícil de ser preenchido. Um militante da cultura em toda a sua vida, com iniciativas como o Movimento Armorial, em que os nordestinos puderam ser incentivados a mostrar a sua criatividade na música, na dança e nas artes plásticas. E textos como o “Auto da Compadecida” e o “Santo e a Porca”, entre outros, o colocaram como um grande escritor, comunicativo, carismático, sincero. Ele vai ficar para sempre na história da cultura brasileira. E vai fazer muita falta.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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NOSSA CULTURA BRASILEIRA

Morre o João Ubaldo, morre o Rubens Alves, morre o Ariano Suassuna... Enquanto isso, em Brasília, o deputado Vicentinho (PT-SP) apresenta projeto que proíbe a compra de livros e outras publicações estrangeiras por órgãos públicos brasileiros.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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HERANÇA

Como herança, Ariano Suassuna nos deixou Uma mulher vestida de Sol, Cantam as harpas de Sião, O deserto de Princesa, os Homens de Barro, Ternura de um Coração, entre outros, e partiu para sempre. Que as Harpas do Céu o recebam à altura de tudo o que ele representou para a Literatura Brasileira. Que descanse em paz.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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O SHAKESPEARE DE JUCA DE OLIVEIRA
 
Tanto aqui como no exterior, assisti várias vezes ao “Rei Lear”, de Shakespeare. Confesso, porém, que nunca me comovi tanto como na versão de Geraldo Carneiro, encenada por Juca de Oliveira. Conversando com muitos dos presentes à estreia (17/7), ficou clara a calorosa receptividade da apresentação. Ao usar uma linguagem acessível e sem deturpar o original, Juca de Oliveira mexeu fundo com nossas emoções. Ousou e conseguiu. Por isso, com todo respeito, discordo da crítica de Jefferson Del Rios (“Caderno 2” de 23/7). Ele não viu ou não quis ver o esforço do ator e do tradutor para trazer as belas mensagens de Shakespeare para o grande público do Brasil.

José Pastore j.pastore@uol.com.br 
São Paulo

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