Fórum dos Leitores

ECONOMIA BRASILEIRA

O Estado de S.Paulo

31 Julho 2014 | 02h05

Relatório do FMI

Agora foi a vez do Fundo Monetário Internacional (FMI) dizer que a economia do Brasil é vulnerável, em relatório sobre o setor externo de 28 grandes economias. Então, Lula, Dilma e o PT vão dizer que o FMI está querendo prejudicar o desempenho da candidata do PT à Presidência?

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Desqualificados

Até quanto vão tentar desqualificar as fontes de comentários contrários ao Palácio do Planalto? Antes foi o "sub do sub do sub do sub" e, agora, "o relatório é de uma equipe do FMI que não sei quem é". Pobre Brasil!

YUSSEI HIGA

yhiga@uol.com.br

Sorocaba

Cabeças vão rolar?

Dilma & Mantega não vão pedir a cabeça do analista financeiro do FMI que qualificou o Brasil como um país vulnerável? Nossa pior derrota de 7 a 1 são os 7% de inflação e 1% de PIB. O resto vem como uma bola de neve montanha abaixo.

JOÃO HELOU

helouhelou@gmail.com

São Paulo

Caprichos

Será que o FMI vai se render aos caprichos da petralha e demitir seu analista de riscos, a exemplo do que fez o Banco Santander, que sacrificou o analista responsável pela nota apontando a seus clientes os riscos da reeleição da presidente para a economia do Brasil?

PAULO RUAS

pstreets@terra.com.br

São Paulo

Nas tamancas

Dona Dilma e seus ministros não aceitam críticas e "sobem nas tamancas". Foi assim com o Santander, com o FMI... O governo ainda não percebeu que seu telhado de vidro já rachou e até dezembro deve cair.

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Mau sinal

O Santander demitiu o analista responsável pela nota crítica à política econômica atual. Deveriam tê-lo promovido, pois teve a coragem de informar seus clientes sobre uma verdade. O Brasil caminha para uma ditadura esquerdista e, se nada mudar, os honestos e trabalhadores não terão mais lugar aqui.

CELSO FIORAVANTI

celso.fioramaq@uol.com.br

Itu

Vale para as campanhas

Se para a presidente Dilma é "inadmissível a qualquer país aceitar qualquer nível de interferência de qualquer integrante do sistema financeiro de forma institucional na atividade eleitoral", é também inadmissível e imoral que os políticos (inclusive a presidente) se vendam recebendo doações de campanha tanto de instituições financeiras quanto de quaisquer outras pessoas jurídicas.

VALENTIM JOSÉ CAMARÇO NETO

vjcneto@gmail.com

São Paulo

Bordejos

Na vela náutica, chama-se bordejo toda mudança de rumo obtida pela inversão de posição da vela, visando ao melhor aproveitamento do vento. Trata-se de uma manobra trabalhosa e, às vezes, perigosa, mas é a única forma de conduzir o barco ao destino desejado. O que diferencia um bom velejador de um principiante é o número de bordejos efetuados num determinado percurso. O bom velejador bordeja pouco, já que tem rota precisa e sabe otimizar o uso do vento. Já o principiante tem de bordejar muito para corrigir constantemente o rumo planejado. Comparando o esporte com a atual condução da economia brasileira, concluo que nossas autoridades da economia seriam péssimos velejadores, já que vivem bordejando o tempo todo: sobem e baixam juros, reduzem e aumentam as tarifas de energia, oneram e desoneram impostos sobre determinados produtos, e assim por diante. Nunca a economia brasileira foi conduzida de forma tão errática. O Brasil já não aguenta tanto bordejo, está na hora de arranjarmos um bom velejador.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

ELEIÇÕES

Jovens eleitores

Na matéria TSE revela redução do eleitorado de até 17 anos (30/7, A8), consta a explicação de Dias Toffoli, presidente do tribunal, de que "há um fenômeno de envelhecimento do eleitorado", sugerindo que isso se deva ao envelhecimento da população. Só que, em 2010, havia 6.782.945 de pessoas com 16 a 17 anos e 6.814.990 de pessoas entre 12 e 13 anos, ou seja, que estariam com os 16 e 17 anos agora, desconsiderando os mortos no período. Ou seja, nem o envelhecimento do eleitorado nem a mudança de metodologia explicam a redução em números absolutos do eleitorado dessa faixa etária, de 2,4 milhões para 1,6 milhão. A reportagem chega muito mais perto da real causa ao citar a jovem que, aos 17 anos, não se interessou em tirar o título pois "são todos corruptos". O sr. Toffoli deveria se perguntar se a atuação dele no STF contribui para mudar essa imagem.

SUZANA R. J. N. JORGE NETTO

suzana@cdepart.com.br

Florianópolis

FUTEBOL

As dívidas dos clubes

Os representantes de 12 clubes de futebol do Brasil estiveram reunidos com a presidente Dilma Rousseff em busca de ajuda para a aprovação, com urgência, do projeto para o refinanciamento das dívidas dos clubes com o Imposto de Renda, INSS, FGTS e Banco Central, que alcançam R$ 4 bilhões. Sempre é bom lembrar que os dirigentes de clubes têm mandatos transitórios e não são responsabilizados por seus atos - clubes não têm dono. Eles montam times "fortes" contratando jogadores a preço de Europa e não estão nem aí para o que devem ao governo brasileiro. Outro detalhe: a proposta dos clubes é de que o pagamento do débito seja feito em até 300 prestações e não comprometa mais que 4% das receitas anuais dos clubes. Se essa moleza for concretizada, fatalmente outros setores do País endividados vão reivindicar a bondade, enquanto serviços públicos básicos para uma vida mais digna da população, como saúde, educação e transporte público, serão adiados infinitamente, por falta de verba suficiente.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

O eficiente pão e circo

Primeiro, o alardeado aumento do Bolsa Família, também conhecido como pão. Agora, o refinanciamento dos clubes. Pão e circo, estratégia que, diferente da usada por Felipão, resiste e funciona muito bem, obrigado.

ANDRE WOLTER

andre.wolter@gmail.com

São Paulo

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ÁGUA ESCASSA EM SP

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou o racionamento de água imediato em São Paulo. Como se ele já não existe informalmente. Basta dar um pulo nas periferias. O governo diz que não é preciso racionar, novamente como se não estivesse acontecendo. O governo provavelmente irá dizer que o MPF é do PT e quer desqualificar o governo Alckmin, para ajudar Alexandre Padilha, candidato ao governo pelo PT. Logo, nesta briga, quem realmente sairá perdendo é o povo, que poderá ficar sem água. 
 
Marcos Barbosa 
micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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TODO CUIDADO É POUCO

O MPF de São Paulo recomendou à Sabesp - leia-se, governo do Estado - impor à população da região metropolitana de São Paulo o racionamento no fornecimento de água. Registro: a ninguém é dado ignorar que a atual crise, decorrente da falta de chuvas, é grave. Também é do conhecimento de todos que a Sabesp e o governo estadual vêm se empenhando para viabilizar o fornecimento regular de água para a população paulistana - evidente que existe vontade política e motivação eleitoral no encaminhamento da questão. Essa mesma certeza não está estampada no movimento do Ministério Público - estranha a iniciativa, porque a crise vem de longe e só agora, no início da campanha eleitoral, sugere uma medida desconfortável para os consumidores. Apenas para lembrar: a última recomendação do MP com repercussão nacional ocorreu no Estado de Santa Catarina, mais precisamente no município de Joinville, por ocasião da partida de futebol entre Atlético Paranaense e Vasco da Gama - de triste lembrança, em face do confronto de torcida com pessoas gravemente feridas. Na ocasião, o Ministério Público também emitiu uma recomendação dirigida à Polícia Militar daquele Estado, sugerindo (ou recomendando, sob ameaça de ação judicial) que a milícia mantivesse o policiamento na área externa do estádio. Depois o promotor responsável recuou, primeiro, negando a recomendação e, depois, alegando que apenas sugeriu, e não recomendou. Por isso, todo cuidado é pouco. Para o MP, nem sempre  vale o que está escrito.

Noel Gonçalves Cerqueira 
noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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PACIÊNCIA
 
Coincidentemente, há 100 anos a cidade de São Paulo sofria prolongada estiagem, como noticiou este jornal na coluna "Há um século" (29/7, A16). O problema, portanto, não é novo nem tão preocupante, pois o poder público não tomou efetivas medidas para resolvê-lo nem a população enfrentou maiores desafios até aqui. Assim, é preciso ter boa dose de paciência, que a mãe natureza trará a solução centenária.

Silvia Salles Zangirolami  
shasz@uol.com.br 
São Paulo
                   
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‘HÁ UM SÉCULO’
 
“Falta de água - A propósito das constantes reclamações contra a falta de água, escreve-nos o sr. dr. Arthur Motta, director da Repartição de Águas e Exgottos: ‘Atravessamos situação anormal em virtude da estiagem intensa e prolongada que se verifica em S. Paulo, desde o anno passado’”. Parece o governador Geraldo Alckmin falando, cem anos depois.
 
Cláudio Moschella 
arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo

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TUDO COMO DANTES

Diante da grave e “interminável” crise hídrica que assola a região Sudeste e o Estado de São Paulo desde o final de 2013, reproduzo nota publicada no “Estadão” há um século (29/7/1914): "A falta de água - A propósito das constantes reclamações contra a falta de água, escreve-nos o director da Repartição de Águas e Exgottos: ‘Atravessamos situação anormal em virtude da estiagem intensa e prolongada que se verifica em S.Paulo, desde o ano passado’". Como se vê, continua "tudo como dantes no quartel de Abrantes" cem (!) anos depois...

J. S. Decol 
decoljs@globo.com 
São Paulo

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O RELATÓRIO DO FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) diz em relatório que o Brasil é "vulnerável" e irrita governo foi o título da matéria na primeira página do “Estado” de ontem. Vamos ver se Lula e Dilma vão se reunir com dirigentes do FMI, chamá-los de "meus queridos" e exigir a demissão de quem chegou a essa conclusão, dizendo que eles não entendem p... nenhuma de economia, tal como ocorreu no caso do Banco Santander. Não sei como tem gente que se submete aos caprichos e às besteiras de Lula. A agora ex-analista do Santander deveria entrar com um processo trabalhista contra o banco e outro contra Lula, por calúnia e difamação. Será que não existe alguém com dignidade suficiente para encará-lo, olho no olho, e lhe dizer um sonoro "não", a ser ouvido mundo afora? Afinal, ele não tem tanto poder assim, apenas deixaram que pense que tem, é um simples mortal, tal como todos nós somos, e seu tempo já passou.

Alvaro Salvi 
alvarosalvi@hotmail.com
Santo André

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UM PASSO À FRENTE

Pelos inúmeros acertos nas projeções do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a irritação dele com o FMI me convenceu de que estamos no caminho certo. Como disse um velho general que foi nosso presidente, estávamos à beira do abismo, agora estamos dando um passo à frente!
 
Airton Moreira Sanches 
moreira.sanches@uol.com.br 
São Paulo

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AO VENTO

O FMI alerta sobre os riscos que corremos num futuro próximo, com possíveis mudanças na estratégia financeira americana. Trata-se de um "quem avisa amigo é", e não de uma tentativa de golpe de Estado. A explicação do ministro Mantega ("o relatório é de uma equipe do FMI que não sei quem é”) não convence. Estamos realmente ao sabor dos ventos. O único motor financeiro é a reeleição. A prática é temerária, pois é como morar à beira de um rio e torcer para que não chova para não inundar. Caso haja re-eleição, vai-se alegar desconhecimento da situação, como sempre? Quem será culpado pela herança maldita: o ministro Mantega ou o presidente do Banco Central?

Sergio Holl Lara 
jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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ILUSÃO

O ministro Mantega contesta o relatório do FMI, que aponta a vulnerabilidade econômica do Brasil, e diz que o País vai bem. Será que, após o fiasco na Copa, ele ainda acredita que temos o melhor futebol do mundo?

Luciano Harary 
lharary@hotmail.com 
São Paulo

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GOVERNO IRRITADO

Perguntar não ofende: quem do FMI teve a coragem de dizer que o Brasil é vulnerável? Será demitido imediatamente quem fez essa análise!

Moises Goldstein 
mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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RECONHECIMENTO

Guido Mantega, para mim o coveiro da economia brasileira, desqualifica relatório do FMI que aponta a vulnerabilidade e a fragilidade das contas externas do Brasil. Pois o que o ministro esperava? Cumprimentos, flores, depois de tantos erros e chutes?

Arnaldo de Almeida Dotoli 
arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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CREDIBILIDADE

Eu acredito mais no FMI do que em Mantega, eu acredito mais no Santander do que em Lula, eu acredito mais na Empiricus do que em Dilma. O que fazer? Nós, brasileiros, já sabemos o que fazer. 

Ivan Bertazzo 
bertazzo@nusa.com.br 
São Paulo 

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NOSSA ECONOMIA

A economia dos Estados Unidos mostra recuperação e cresce 4% no segundo trimestre. Enquanto isso, no Brasil... E a tal da crise mundial, que, segundo os doutos economistas do governa Dilma, está impedindo o nosso crescimento, não afeta a economia americana? Ou será apenas o que parece ser, uma total falta de competência de Guido Mantega?

Ronaldo Gomes Ferraz 
ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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RESULTADOS COMPARADOS

Economia dos Estados Unidos supera as expectativas e cresce 4% no 2.º trimestre. E o Brasil tem a expectativa de crescimento rebaixada para menos de 1%. A diferença tem, no mínimo, estas explicações: 1) Eu não sabia; 2) Eu não li; 3) Mensalão; 4) Pasadena; 5) Refinaria Abreu e Lima; 6) Porto de Mariel, em Cuba; 7) Bolívia encampando a Petrobrás; 8) R$ 114 milhões/mês para médicos cubanos, dos quais mais de R$ 75 milhões/mês vão para Cuba. De um lado, desperdício do dinheiro público (desperdício?); de outro, benevolência com corruptos e com maus administradores. Deu no que deu.
 
Antonio Carlos Gomes da Silva 
acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

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MÁ GESTÃO E INTIMIDAÇÃO

Intimidação é a arma usada pelos petistas para constranger o Banco Santander acerca do comunicado divulgado em que o banco afirma que a reeleição de Dilma detonaria a economia. O Santander cumpriu o seu papel, o que com certeza os demais bancos fizeram. De um partido como o PT tudo pode se esperar, até um confisco, como fez o ex-presidente Collor de Melo. Sabe quem será pego, o povo que paga impostos, porque os endinheirados, a esta altura, já mandaram seu dinheiro para fora. Muitos economistas vêm fazendo o alerta em relação à economia brasileira, que não cresce, está empacada no 1% e a inflação sobe. Enquanto isso, o PIB dos EUA cresce 4%. Se o Brasil segue olhando pelo espelho retrovisor, países de Primeiro Mundo crescem: só o aumento dos gastos com consumo nos EUA duplicou para 2,5%; de veículos e eletrodomésticos subiu 14%; sem contar o crescimento do emprego, cuja criação de vagas ultrapassa a marca de 200 mil. Sem mascarar dados, a economia americana se recupera. No Brasil de Dilma, embora os números sejam assustadores, a presidente insiste em afirmar que a economia vai bem. Só se for no bolso dela, que não vai ao supermercado. 

Izabel Avallone 
izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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VERDADES E MENTIRAS

A verdade é que o desempenho do governo Dilma Rousseff é tão sem vergonha e o futuro da democracia brasileira planejado pelo PT é tão impublicável, que dona Dilma não tem como divulgar uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”, como seu antecessor teve a cara de pau de publicar. Ninguém acreditaria em mais mentiras. O jeito é esbravejar contra as verdades reveladas na carta do Santander.

Victor Germano Pereira  
victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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UM NOME

O Santander disse que demitiu o analista responsável pela mensagem aos correntistas, mas não disse quem foi. Ora, então não demitiu ninguém. Por que não deu o nome do funcionário? 

Panayotis Poulis 
ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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DE BARRIGA CHEIA

É no mínimo estranha a posição do Banco Santander, de dar sua opinião contrária ao governo do PT. Até porque, no Brasil, os bancos nunca lucraram tanto como nestes 12 anos de governo petista.

Virgílio Melhado Passoni 
mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

As observações econômicas do analista do Banco Santander possibilitaram aos políticos que defendem o controle da mídia ruidosas manifestações, como se não mais houvesse liberdade de expressar opiniões no País. É a volta da censura, tão desejada por certas correntes políticas de esquerda e de direita.
 
Mario Ernesto Humberg 
Marioernesto.humberg@cl-a.com
São Paulo

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DEMISSÃO

O sr. Botin, como presidente do Banco Santander, não deveria ter demitido seu analista que indicou da falta de confiança do mercado no governo, mas, sim, premiá-lo por ter dito a mais pura verdade, que só o governo petista, cego pela ideologia bolivariana, não consegue entender. 
 
Mario Cobucci Junior 
maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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DESCOMPROMISSADO

Quando um banco demite um analista que fez uma análise isenta do mercado financeiro, está na hora de os clientes mudarem de banco ou de o seu presidente ser demitido, pois demonstrou que não tem compromisso com os clientes. 

Fernando Carlos W. Rocha 
fernandocwrocha@yahoo.com.br 
Brasília

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ANÚNCIO

Atenção, empresas do ramo de Consultoria Econômica: acha-se disponível para admissão imediata consultor honesto e competente, demitido sem justa causa por sólida instituição financeira apenas por dizer a verdade.

Níveo Aurélio Villa 
niveoavilla@terra.com.br 
Atibaia

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INTERFERÊNCIA POLÍTICA

Dona Dilma disse, recentemente, que é inadmissível o mercado interferir na política, ao comentar o informe do Banco Santander apontando os reais riscos da economia brasileira. Pergunto a dona Dilma: no seu conceito, o que é mercado? No meu, significa indústrias, bancos, comércio, empreiteiras. Por que a presidente não admite como interferência política o fato de as grandes empreiteiras financiarem a sua campanha eleitoral? Por que as empreiteiras elegeram muitos dos deputados e senadores, que hoje fazem parte dessa sujeira chamada base aliada, e a presidente não considera interferência política? Por que os donos de grandes empresas circularam e circulam livremente nos fétidos porões do Palácio do Planalto, ou se reúnem em suítes de grandes hotéis de Brasília com altos funcionários do governo para, juntos, assaltarem os cofres públicos, e isso não é considerado interferência política? Só é considerada interferência política quando alguém denuncia os desmandos da nossa mal dirigida economia? 

Humberto de Luna Freire Filho 
hlffilho@gmail.com 
São Paulo 

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P... NENHUMA

Inadmissível o mercado interferir na política? Oras bolas, e o vice-versa? E a contabilidade criativa, a falta de transparência sobre a real situação da economia com o aparelhamento de institutos de estatística, e o esconder de dados sobre a Petrobrás? Não serão inadmissíveis? Vamos exigir a demissão imediata de todos os analistas do Ministério da Fazenda por interferir nos mercados! Quem não entende p... nenhuma de economia e do País é o sr. Lula!

Gilberto Dib 
gilberto@dib.com.br 
São Paulo

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NOJENTO

O outrora partido da mudança, dos direitos democratas, da retidão, da verdade, sumiu. Hoje, aquele partido faz alianças com o que há de mais espúrio na nossa política, tenta, e muitas vezes consegue, censurar pessoas e empresas, tem dentre os seus mais altos correligionários corruptos e prisioneiros por corrupção, mente sem pestanejar. O seu mais alto representante, Lula, em sua mais recente participação em plenária da CUT, na segunda-feira, não se fez de rogado e falou pelos cotovelos no palanque, como sempre. E falou demais, disse palavrões, fez terrorismo eleitoral, enfim, barbarizou ao ponto de pedir a cabeça de quem escreveu a já famosa carta aos clientes do Santander. Incrível! Lula exigindo que um banco multinacional despeça um funcionário que ousou escrever o que todo o mercado financeiro fala diariamente e o que se diz nos jornais de TV toda hora. Pior, Lula ainda fez blague, dizendo ao presidente do banco que mande para ele o bônus da pessoa que foi mandada embora. Em inglês, a palavra é disgusting!

Maria Tereza Murray 
terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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A ORDEM QUE VEIO DE CIMA

A pobre funcionária que deu aos seus clientes informações mais que corretas - basta ver o que acontece com a Bolsa quando as pesquisas são desfavoráveis à presidente Dilma - foi imediatamente demitida. Imagino que, se a informação fosse o contrário, a funcionária seria promovida imediatamente, claro, por ordem de Dilma, como foi a sua dispensa.

Silvio Leis 
silvioleis@hotmail.com 
São Paulo

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O OPOSTO

Presidente do banco demite analista. Ao invés disso, deveria ter sido promovido! 
  
Robert Haller 
robelisa1@terra.com.br 
São Paulo  

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PENA CAPITAL

É nisso que dá banqueiros colorarem governantes no poder e no “pudê” por meio dos empresários que se sujeitam aos mensalões para também tirar seus benefícios do governo, que se torna a "mãe Joana de todos". O banqueiro que fica no "escuro" tem de resolver o destempero humano de um "colarinho branco" que, afinal, só falou a verdade. Falar verdades num mundo de mentiras é pena capital.
 
Ariovaldo Batista 
arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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ENQUANTO ISSO, MAIS CRÉDITO

A controvérsia entre a manutenção de juros elevados e o aumento da disponibilidade de crédito é só aparente. Vejamos: taxa de juros elevada + disponibilidade maior de crédito = maior lucro dos bancos, que penhoradamente agradecem, inclusive o Santander (depois do pedido de desculpas, claro).
 
Roberto Aliberti 
robertoaliberti@uol.com.br 
São Paulo

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O TERROR DAS GUERRAS

É muito difícil de digerir o noticiário diário que enfoca ininterruptamente as ações terroristas que seguem no Iraque, no Afeganistão, além da guerra civil da Síria, que contabiliza mais de 170 mil mortos, e esta mais recente, entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza, com quase 1.400 mortos, a maioria de gente inocente e, principalmente, crianças. Fora os milhares de feridos mutilados. É chover no molhado ficar discutindo a estupidez destes governos que encontram apenas na força das armas a capacidade de resolver suas diferenças. Mesmo porque tantas foram as guerras nos últimos 100 anos e nada se aprendeu para mudar o ciclo destes verdadeiros genocídios. Nem o exemplo da Primeira Guerra Mundial no início do século passado, em que 10 milhões de pessoas foram mortas, tem servido para mudar a conduta de governos que se seguem, infelizmente acumulando ações de terror no poder com o uso indiscriminado de armas letais. No excelente caderno especial que o “Estadão” publicou no domingo sobre o centenário da Primeira Guerra Mundial, gostaria de destacar um trecho de um artigo escrito em 22 de fevereiro de 1915, por Julio Mesquita, fundador do jornal, sobre o tal conflito, que serve muito para demonstrar que nada mudou de lá para cá: “Abusos não justificam abusos, e é de antiga e continua observação neste mundo irremediavelmente imperfeito, que violência puxa violência e que só é odiosa a primeira. A segunda até o feio nome perde, porque se chama represália”. E, de represália em represália, este mundo continua se sujando de sangue na ausência de diálogo e bom senso.

Paulo Panossian 
paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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GUERRA EM GAZA

“Gaza: uma distopia moderna” (26/7) e “Ignomínia” (28/7). Lendo esses dois artigos, fica difícil uma definição. Ambos os lados estão certos, assim como estão errados. É coisa de maluco. O melhor a fazer é assistir sem dar palpite. Eles que se entendam. A vida humana, nesta guerra, não vale nada, o que importa é manter-se em evidência sem medir as consequências.

Adalberto Amaral Allegrini 
adalberto.allegrini@gmail.com 
Bragança Paulista

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ESTADO PALESTINO

O governo de Binyamin Netanyahu já antecipa, com os bombardeios na Faixa de Gaza, o que acontecerá com um futuro Estado palestino, que possa representar uma ameaça à segurança dos cidadãos israelenses. Em que pese a preocupação do governo israelense com a segurança de seus cidadãos, o fato é que as baixas provocadas pelo conflito são, em sua grande maioria, de civis palestinos sem vínculos com o Hamas. 

Marcos Abrão 
m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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SATÉLITE BRASILEIRO

“Novo satélite brasileiro será lançado este ano” (“Estadão”, 28/7). Importante reconhecer o enorme esforço logístico de desenvolver um programa de satélites entre parceiros em pontos opostos no globo. No entanto, passou da hora de uma avaliação dos seus custos, benefícios e retorno tecnológico. Essa avaliação poderia ter um tratamento específico na decantada participação igualitária, não a divisão em 50% para cada um em recursos investidos, mas o quanto é igualitária nos elementos críticos do projeto. A participação brasileira é nula ou próxima disso, por exemplo, nos subsistemas de controle e nas operações nas orbitais iniciais. O equilíbrio igualitário piorou quando decisões, tentativamente justificadas por conjunturas como a falha do lançamento do CBERS 3 ou o descontrole de prazos no programa do lançador Cyclone, transferiram a integração do satélite CBERS 4 e a responsabilidade do seu lançamento e, junto, as análises e negociações necessária para a sua contratação. Essas oportunidades, relacionadas à chamada engenharia de sistemas espaciais, permitiriam experiências fundamentais para quem almeja a autonomia. A não participação nestes elementos críticos citados tornam secundários os possíveis ganhos tecnológicos do programa CBERS, na medida em que não permitem cobrir as lacunas tecnológicas nacionais mais críticas. Destaque-se que ambos os compromissos eram parte da divisão de trabalhos do projeto CBERS 3 e 4. Resuma-se para ilustrar que o outro satélite nacional em efetivo desenvolvimento, o Amazônia, precisou ter seu subsistema de controle de atitude inteiramente adquirido na Argentina.

Décio Ceballos 
decioceballos@gmail.com 
São José dos Campos

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O CALOTE ARGENTINO

Perguntar não ofende: tendo por precedente o levantamento de recursos para quitar a multa dos mensaleiros, por que não fazer uma vaquinha na União de Nações Sul-Americanas (Unasul) para evitar o calote da Argentina?

Roberto Twiaschor 
rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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À ESPERA DO MEU PRECATÓRIO

Gostaria de dar os parabéns ao Judiciário paulista, visto que exatamente ontem completou um ano que uma dívida judicial foi paga. Tenho um precatório de caráter alimentar que deveria ter sido pago no ano de 1999 e o governo do Estado, com sua alta capacidade, só fez o depósito em 30/7/2013, e desde essa data o dinheiro está lá, na conta do Judiciário, e o exmo. senhor juiz não assina a autorização para o levantamento da guia, possibilitando, assim, que eu receba o que me é devido. Repito: Parabéns a ambos, ao governo do Estado e ao Poder Judiciário, especialmente à Vara das Execuções.

José Renato Nascimento 
jrnasc@gmail.com 
São Paulo

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NEGÓCIOS, IDEOLOGIA E ORTOGRAFIA

Concordo com José Nêumanne ao resgatar os interesses envolvidos nos acordos ortográficos ("Negócios e ideologia juntos contra ortografia", 30/7, A2). Mais do que isso, a lei pode não ser clara em atribuir à Academia Brasileira de Letras (ABL) a prerrogativa das regras da escrita, mas a ABL esteve sempre presente nos atos e movimentos que resultaram nessas regras, inclusive no Acordo de 2008, como consta do Anexo II do Decreto 6.583/2008, que modificou basicamente acentos e hífens. Lembremos, porém, que acento é exceção na ortografia da língua portuguesa. Há questões do vernáculo muito mais constrangedoras que nem sequer são discutidas, como as diferentes formas do som de s e os diferentes sons que o s possui.

Adilson Roberto Gonçalves, presidente da Academia de Letras de Lorena 
prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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ATO POLÍTICO

“Negócios e ideologia juntos contra ortografia.” Sempre leitor dos artigos de José Nêumanne, vibrei com seu artigo oportunamente publicado. As ameaças à língua escrita, pretensamente visando a uma “simplificação ortográfica”, constituem repudiável ato político e precisam ser coibidas enquanto é tempo. Parabéns pelo alerta!

Erwin Theodor 
erwin.tr@terra.com.br
São Paulo

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ORTOGRAFIA

Sobre o artigo de José Nêumanne de 30/7, o "é tóis" fará parte do vernáculo? E a frase "fi-lo porque qui-lo" seria substituída por "eu fasso porque eu kero"? Eis as dúvidas!

Helvecio Miguel 
helveciomiguel@terra.com.br 
Jundiaí

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VIVA A BURRICE!

As crianças já não sabem escrever. As letras são inelegíveis, mesmo por aqueles que as escreveram. O ex-presidente, num linguajar que não deve ser usado nem em botequim, diz “essa moça não entende p... nenhuma”, esquecendo-se de que ela falava de nossa “real realidade”. As TVs, com grande poder de comunicação, não se acanham em não usar em seus programas de baixa qualidade regra alguma, nem ortográfica nem pornográfica. Creio que o português deveria ser abolido das escolas, e também História, Geografia, Matemática e tudo o mais que nos fizesse parecer um pouco mais cultos e realmente educados.

Wilson Matiotta 
loluvies@gmail.com 
São Paulo

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FOTEBOL E O HORÁRIO DO METRÔ

Como era de esperar, o governo de São Paulo cedeu à pressão do Corinthians e da Rede Globo e vai alterar o horário de funcionamento do Metrô, quando o correto seria alterar o horário de início dos jogos. Por que será que nenhuma mídia encara o problema real: o que está errado não é o horário de funcionamento do Metrô, mas, sim, o fato de que é inaceitável que um jogo comece às 22 horas e termine por volta da meia-noite? Como é que o torcedor que vai chegar em casa por volta das 2 horas ou 3 horas da manhã vai trabalhar no dia seguinte? Como será a produtividade deste cidadão? Vocês já viram algum jogo da Europa começar neste horário?

Luiz Roberto Savoldelli 
savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo

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MAIS LÓGICO

Mais uma vez, os políticos conseguem complicar o fácil. Não seria mais lógico antecipar o horário do jogo do que postergar o horário de fechamento do Metrô?  Só teriam de solicitar "permissão" a uma certa empresa de TV.

Ademir Alonso Rodrigues 
rodriguesalonso@uol.com.br 
Santos

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COLABORAÇÃO

Senhores, por que só o Metrô ou a SPTrans devem ceder aos apelos da torcida futebolística quanto aos horários da condução para levá-los para casa? A senhora absoluta, inatacável, inatingível TV Globo não poderia participar com o seu quinhãozinho, reduzindo a sua novela, para favorecer ao grande público do esporte? Com a palavra, suas excelências.

Benedito Rodrigues dos Santos 
benrosan@ig.com.br 
São Paulo

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CUSTOS

Era só que faltava, o alvinegro pedir ao governo para estender o horário do Metrô apenas para dar suporte aos torcedores que vão à Arena Corinthians ver jogos que começam às 22 horas, quando deveria iniciar no máximo até as 21 horas. Sou corintiano e favorável a esse pedido, desde que a Globo pague os custos operacionais da extensão de horário do Metrô. 

Laércio Zannini 
arsene@uol.com.br 
São Paulo

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PODER
 
Ao estender o horário do metrô em dias de jogos, a TV Globo venceu o poder regulatório do Estado. Meu Deus!
 
Honyldo Roberto Pereira Pinto 
honyldo@gmail.com 
Ribeirão Preto

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RESCISÃO DE FELIPÃO & CIA. 
 
O técnico Felipão declarou diversas vezes, após a surra de 7 a 1 tomada da Alemanha, que o contrato da Comissão Técnica com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) terminava no fim da Copa, quando apresentariam um circunstanciado relatório final e pegariam suas malas. Ele e o burocrata do futebol Parreira receberam, agora, a título de "rescisão contratual", a gorda importância de R$ 4,1 milhões cada, quase R$ 600 mil por gol tomado da Alemanha.   O fiel escudeiro Murtosa não ficou de fora e levou R$ 750 mil. Como explicar rescisões de contratos que, segundo o próprio Felipão, já estavam encerrados?  "Rachucho" (divisão de dinheiro ilícito) com os mandarins da CBF?
 
Hélio de Lima Carvalho 
hlc.consult@uol.com.br
São Paulo

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REVOLUÇÃO

Contratado pelo Grêmio menos de um mês depois do desastre na Copa, Felipão chegou para revolucionar, já trouxe Murtosa e pediu a contratação de Fred e Hulk.

Luiz Henrique Penchiari 
luiz_penchiari@hotmail.com 
Vinhedo

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DEFICIENTES FÍSICOS

Enquanto o governo federal não corrige há dez anos a tabela do Sistema Único de Saúde (SUS), o governo estadual não corrige há cinco anos os valores da tabela para aquisição de veículos para deficientes físicos.

Wilson Lino 
wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo 

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