Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

01 Agosto 2014 | 03h31

Sabatina na CNI

Pelo discurso da presidente Dilma Rousseff na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o problema do empresariado brasileiro é o pessimismo. Crescimento de 1%, inflação de 6,5% e 37% do PIB de carga tributária são apenas "miragens pessimistas" do setor produtivo. No próximo encontro empresarial só falta Dilma recomendar livros de autoajuda ou receitar antidepressivos para os casos mais graves.

FREDERICO D'AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

Nada de pessimismo

Urgentes reformas política e tributária que não saem do papel, economia estagnada e inflação ascendente, estado precário de saúde, transporte e segurança, educação pública de baixo nível, carga tributária insustentável para financiar um (des)governo que gasta mal, financia o que não deve (estádios de futebol, MST, porto em Cuba, etc.) e tem como objetivo principal ficar no poder. Que tal uma medida provisória de otimismo?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Mau humor no Planalto

Depois de intimidar o Santander pela "interferência política" e de querer desqualificar os comentários do FMI, gostaria de saber o que a presidenta e seu "digníssimo" ministro da Fazenda acham da declaração do sr. André Gerdau, presidente de uma das maiores siderúrgicas do País, de que, em razão da incerteza econômica vigente, vai cortar R$ 500 milhões de investimentos previstos para este ano. Será que vão pedir a demissão dele ou uma retratação do que disse? Complementando, a Gerdau anunciou no início desta semana o fechamento da unidade de Sorocaba.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Otimismo perigoso

Recomendo que a presidente Dilma não se deixe contaminar pelo otimismo. Nada mais perigoso para o condutor de um país com os graves problemas do nosso do que passar a enxergar a realidade com óculos róseos. O mínimo exigível de um presidente é que veja o país real para que combata os problemas que afligem o povo.

CLODER RIVAS MARTOS

closir@ig.com.br

São Paulo

CAMPANHA PAULISTA

De cavalinho

A foto divulgada ontem pelo Estadão que mostra o senador Eduardo Suplicy carregando Alexandre Padilha, candidato ao governo do Estado, nos ombros, em Carapicuíba, é simplesmente absurda, ridícula e injustificável.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

TUDO PELOS VOTOS

Jeito petista de ser

De olho no eleitorado evangélico, a Prefeitura de São Paulo, petista, deu um jeitinho de burlar as leis e autorizou o funcionamento do gigantesco "templo de Salomão" da Igreja Universal. Esse é um dos maiores elefantes brancos já construídos neste país, um imenso caça-níqueis "em nome de Jesus". A fé virou um dos negócios mais rentáveis no Brasil atual. Pede-se dinheiro 24 horas por dia em nome de Deus. Todas as igrejas. Quanto mais aumentam o tamanho dos templos, mais aumentam a miséria e a alienação do povo. E os verdadeiros vendilhões do templo estão indo cada vez melhor, com o apoio descarado dos nossos políticos.

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Próxima obra

Os números da construção da Universal são faraônicos: 75 mil metros quadrados de construção, custo de R$ 680 milhões, edifício-garagem de 25 mil metros quadrados. Erguida sem a autorização da Prefeitura, ainda não tem o Habite-se definitivo, sem falar na fraude na licitação da obra, e por aí vai. Para mim, isso é demonstração de poder, nada tem que ver com a fé ou crença em Deus. Se continuar assim, a próxima obra decerto será a réplica das pirâmides do Egito.

ADRIANA AULISIO

aulisiodri@gmail.com

São Paulo

Pompa irregular

A situação irregular em que se encontra esse templo só é possível porque não existe na Prefeitura de São Paulo uma fiscalização que tenha a liberdade de agir de acordo com a legislação, independentemente do poder do infrator. Quem pode mais manda mais. Se acontecer algum acidente no local, que abrigará milhares de pessoas, o prefeito vai se lembrar de acusar a falta de fiscalização, vai perguntar por que o agente vistor não embargou a obra e não fez B.O.?

CLARET FORTUNATO

mbclaret@gmail.com

São Paulo

STF

Aposentadoria do presidente

E agora, como é que ficam os julgamentos no Supremo Tribunal com a falta de Joaquim Barbosa? Certamente, muita coisa vai mudar. E, com certeza, procrastinada. Começa bem, com tudo a gosto daqueles que ignoram a lei.

BENEDITO R. DOS SANTOS

reisrodrigues.santos@gmail.com

São Paulo

FUTEBOL

Felipão carente

Depois da ensacada de 7 a 1 da Alemanha, Felipão disse estar carente. Já foi confortado por 10 mil torcedores do Grêmio que compareceram à sua apresentação e pela CBF, que lhe pagou R$ 4,1 milhões pela "rescisão" de seu contrato, não obstante ele ter declarado várias vezes que seu compromisso com a empregadora terminava no fim da Copa. Igual "agrado" recebeu o burocrata Parreira. Ao fiel escudeiro Murtosa a CBF deu R$ 750 mil. O Brasil perdeu a Copa, mas eles ganharam muito!

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

CRISE ARGENTINA

Ministro da Economia

Convenhamos: que investidor internacional, em sã consciência, acreditaria no ministro da Economia da Argentina ao tentar negociar a dívida externa do país? Ele parece que mal saiu dos cueiros. Não conseguia articular um pensamento coerente. Ficava batendo na mesma tecla como se tivesse decorado tudo num banco escolar e só faltou dizer que os investidores não passavam de agiotas! Pega até mal para um país que se considera a "Europa da América Latina" tentar esse tipo de argumento, uma vez que investidores internacionais não são crianças e se ousam investir em determinado país é com base em sérias leis internacionais! Cabe a cada um deles aceitar, ou não, emprestar e receber apenas 20% do valor emprestado.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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CRISE ARGENTINA

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não classifica como default (calote) a situação da Argentina com seus credores. Segundo ele, o mercado "já se adaptou" à crise. Ministro, em qualquer país do mundo os credores querem receber e quem deve tem de pagar. Só isso.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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CHAPÉU

Para o ministro Mantega, a Argentina não está em default (calote), portanto, qualquer cidadão ou empresa que tem, por exemplo, uma dívida de R$ 1 mil, decidida judicialmente, e fizer um depósito de R$ 500 na conta do credor não poderá ser chamada de caloteira, ou seja, apenas deu um “chapéu” e ponto final. Fácil, não?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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TANGO DESAFINADO

Com o segundo calote dado aos credores internacionais em 13 anos, a outrora exuberante Argentina tropeça mais uma vez, desafina o tango, sai do ritmo e segue de vento em proa rumo ao precipício. Quem te viu, quem te vê...

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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ABUTRES E GALINHAS
 
Em comunicado, a cúpula do Mercosul, solidária com o calote da Argentina, pediu que a  comunidade internacional reconhecesse o “perigo” das ações dos fundos holdouts – chamados pejorativamente de “fundos abutres” pela presidente Cristina Kirchner, os quais – sabe-se lá por quê –  querem receber o que está previsto na face dos títulos soberanos emitidos pelo Estado argentino. É curioso ser chamado de “abutre” quem pretenda receber o que foi acordado entre as partes. Do jeito que as autoridades “bolivarianas” encaram a questão do pagamento dos compromissos que assumem, penso que melhor faria a tal “comunidade internacional” se pusesse suas barbas de molho antes de investir nos países que têm tal procedimento e também nos que lhes sejam simpáticos. Se essa gente acha correto dar calote e ainda chamar os seus credores de “abutres”, melhor procurar outra freguesia para fazer suas inversões. Afinal, até para um abutre, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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DINHEIRO DE TROCO

Se a Argentina é um dos maiores parceiros comerciais do nosso país, a sua falência vai afetar em muito a nossa já combalida e atrapalhada economia. Como consequência direta e imediata, afetará o projeto de reeleição da presidente petista.  Não seria o caso de dona Dilma solicitar ao painho Lula a convocação da militância petista e, como foi feito para pagamento das multas dos mensaleiros presos, arrecadar o US$ 1,3 bilhão que será necessário para salvar os hermanos? 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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O TAMANHO DO ROMBO

A Argentina está à beira da falência em razão de uma dívida de US$ 1,3 bilhão que ela não consegue mais negociar. Esse valor ainda é menor que o que a distração da presidente Dilma Rousseff custou aos cofres públicos quando aprovou a compra da Refinaria de Pasadena com base num relatório “falho e incompleto”. É incrível como ninguém no Brasil percebe o quanto a incompetência da presidente Dilma já custou ao País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br  
São Paulo

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POLÍTICA E ECONOMIA

O calote da Argentina mostrou que a ditadura argentina ajudou a afundar o barco, diferentemente da nossa, que, no período do governo militar, elevou o País de 45.ª a 8.ª economia mundial, de verdade, com suporte econômico e instituições sólidas. O BNDES, por exemplo, foi criado para fomentar nossa economia, enquanto o PT usa suas verbas para construir obras em países como Cuba. 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG)

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CABEÇA QUENTE

Enquanto a sra. Dilma Rousseff se preocupa tanto com Israel, Cuba, Venezuela, Argentina, Bolívia, países africanos e palanques para a petezada “et caterva”, os moribundos aposentados do Aerus agonizam sem receber, após decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é, sem dúvida, parte da herança maldita do PT. 

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br
São Paulo

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LUTA CONTRA O PESSIMISMO

Dona Dilma, em monólogo lido sobre os feitos de seu desgoverno na Confederação Nacional da Indústria (CNI), bradou contra o pessimismo, mas, numa continha básica, disse que 4 para 13 dá 7.  Não foi à toa que a presidente levou a pique sua lojinha de quinquilharias! Então cabe a pergunta: dá para não ser pessimista?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul

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PALAVRAS NÃO BASTAM
 
Lembrar à presidente Dilma que ninguém quer pessimismo. Este só ocorre quando o clima de desconfiança nos rumos da economia é preocupante, como acontece no atual momento. O que nos incomoda é que não vemos no atual governo nenhuma atitude para a diminuição das suas despesas, muito pelo contrário, o esbanjamento corre solto, pois estamos em ano eleitoral. Entre o falar e a ação há um abismo enorme, como sabemos. Falar muito não é preciso, agir é preciso, onde necessário.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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CAPACITAÇÃO

Dilma quer o fim do pessimismo. Senhores investidores, animem-se! Via Sebrae, vem aí o Curso Lulinha de Enriquecimento Rápido!

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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A COISA ESTÁ FEIA, SIM

A pressão do governo amedrontou dirigentes do Banco Santander e sobrou para o diretor que apenas foi sincero. Como micro-industrial há 23 anos, aproveito este espaço democrático para reforçar. A coisa está feia, sim, e não é de agora. Em 2012, tínhamos 30 funcionários, hoje temos 17 e faturamos a metade. Durante 2013, alguns colegas da minha área faliram, outros pararam de fabricar e passaram a importar da China. Há quem ainda insista reciclando-se e ocupando os espaços. Quando as empresas gigantes se queixam, as pequenas já baixaram as portas. O Brasil troca commodities, que geram pouco emprego aqui, por manufaturados que geram muitos empregos no exterior. Mediante tanta incompetência, tanto dinheiro mal gasto e roubalheira para todo lado, a conta não podia mesmo fechar. E o resultado está aí. Claro que a continuação deste governo fará as coisas piorarem, mas, mesmo entrando outro mais responsável, teremos de ter muita paciência, pois levará um bom tempo para arrumar a casa e fazer a economia deslanchar novamente.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br 
São Paulo

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CLIMA DE INTIMIDAÇÃO

Empresários, bancos e a imprensa, todos têm medo de falar do governo PT, pois são ameaçados a se retratarem ou serão retaliados. Isso já é uma ditadura, não militar, mas pior, porque os militares tinham alguma conduta e este pessoal, sabe-se lá.

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo 

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CASO SANTANDER

Assim que soube do banco que orienta bem seus clientes, sem medo do "paredón" petista, fui logo lá abrir uma conta.

Geraldo de Paula e Silva geraldodepaula@ibest.com.br 
Teresópolis (RJ)

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‘EPPUR, SI MUOVE’ (NO ENTANTO, ELA SE MOVE)

A (lendária) frase de Galileu cabe bem ao caso Santander, já que o banco desculpou-se, mas o que disse é verdade.

Carlos Renato Napoleone crnapoleone_50@itelefonica.com.br
São Paulo

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PAÍS SEM LIBERDADE

A verdade em qualquer regime autoritário é sempre a do governo. O Santander se manifestou não ao público, mas aos seus correntistas, e foi colocado na geladeira. Agora a polêmica Empiricus divulgou seu comentário econômico no Google e, pasmem, teve de retirar por ordem da Justiça Eleitoral. Há pouco tempo o PT fez uma lista negra de jornalistas, alguns com ameaças, que emitiam opiniões contrárias. Que país é este, gente? Pode-se chamar isso de democracia, onde nem a livre expressão de pensamento, garantida pela Constituição, pode ser emitida? O aparelhamento do Estado está feito e, por essas e outras, não tenham dúvidas de que já estamos vivendo uma ditadura velada, como na Venezuela e noutros paisecos terceiro-mundistas.

Miguel Pellicciari emepe01@uol.com.br
Jundiaí 

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CARTAS DE LEITORES

Li todas as cartas dos leitores sobre o caso Santander. Todos, todos, sem exceção, defendem o Santander e desaprovam Dilma. E a imparcialidade, o equilíbrio? Coloca na capa: “Somos reaça!”. Essa infantilidade da direita atrasa tanto o Brasil... impressionante.

Renato Rakauskas renato.campos@concivil.com.br
São Paulo

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INFLAÇÃO E BOA VONTADE               

Em julho o IGP-M foi novamente negativo, marcou (-0,61%). Neste ano o índice está em 1,83% até o fim deste mês, alguém acredita? Com a melhor boa vontade, não consigo concordar com este número.

Károly J. Gombert kjgombert@gmail.com 
Vinhedo

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A GUERRA NA FAIXA DE GAZA

Quem começou esta guerra na Faixa de Gaza foi Israel ou o Hamas? O responsável que começou que aguente as consequências. Numa guerra não há desproporcionalidade, cada um usa as melhores armas que possui.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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ATAQUE E DEFESA

As agressões e reações verificadas em Gaza são características de uma guerra. E onde ela existe, ocorrem mortes em maior ou menor número de cada um dos lados. O premiê de Israel, Netanyahu, está cumprindo o seu dever de defender o seu povo, devendo todos os observadores ter muito cuidado com as palavras, porque não estamos diante nem de genocídio nem de massacre, mas de luta em que cada parte usa os meios de que dispõe para a sua defesa. Quereriam os observadores menos atentos que Israel deixasse de conter os mísseis palestinos que são movidos contra aeroportos e demais locais de Israel? Desejam que Israel seja massacrado? Na verdade, o que querem não é uma guerra, mas um acerto para atacar e defender. Infelizmente, não estamos diante de simples apresentação de artes marciais.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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ANALISTAS MILITARES

Com referência à matéria “Analistas militares e 95% dos judeus de Israel apoiam ofensiva” (31/7, A13): Por uma questão de equanimidade, apreciaria ler na edição de hoje do “Estadão”, também em topo de página (nem precisa ser em negrito), matéria dando voz a “analistas militares” palestinos (ou no mínimo árabes) explicando/justificando a “estratégia militar” do Hamas em seus ataques aos pacíficos cidadãos de Israel (com o malévolo objetivo de desviar a prioritária atenção do governo israelense do programa nuclear iraniano e, mais ainda, para diabolicamente comprometer o turismo na Terra Santa durante a alta estação europeia), sem qualquer contextualização dos atuais acontecimentos no quadro mais amplo daquilo que se convencionou denominar “conflito israelense-palestino”. E, aproveitando o “gancho” e mais por curiosidade, quem sabe tais analistas também pudessem recordar aos leitores que, em seu berço, o Hamas foi acalentado e nutrido em Gaza pelas autoridades israelenses (anos 1970 e 1980), para se tornar uma força de contraposição ao Fatah de Yasser Arafat (algo similar ao o que tentam fazer hoje com a AP na direção oposta).
 
Ernst Weber eweber@terra.com.br 
São Paulo

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ALTERNATIVAS

Os que criticam Israel pelo que chamam uso desproporcional ou excessivo de violência esperam exatamente o quê? Que o exército deponha as armas e a população fique observando foguetes caindo sobre sua cabeça, enquanto caminham passivamente para o mar, como dita o estatuto da organização terrorista Hamas? Criticar é muito fácil. A questão é: existem alternativas imediatas?

Luciano Harary lharary@hotmail.com
São Paulo

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ISRAEL X HAMAS

O Hamas já jogou 3 mil foguetes só em civis e só não consegue uma matança sangrenta porque Israel defende seus cidadãos, ao contrário do Hamas, que usa os civis como escudos humanos. Onde caem os foguetes do Hamas? Em prédios, postos de gasolina, no centro de Tel-Aviv. Quer dizer, não caem, porque Israel impede. Ainda bem.

David Volyk davidvolyk@hotmail.com
São Paulo

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ISRAELENSES X PALESTINOS

Meu avô paterno era judeu e teve de fugir da Alemanha nazista para o Brasil em 1938. Um irmão dele, Oskar Janowitzer, que era juiz na Áustria, foi deportado para o campo de concentração Kowno/Kaunas, na Lituânia, onde foi morto em 1941. Nem por isso consigo entender o estranho endosso de tantos descendentes de judeus às enormes barbaridades que têm caracterizado a forma como o Estado de Israel trata os palestinos. Nos acontecimentos das últimas semanas, o morticínio de palestinos já chegou a mais de mil (e mais de 10% eram crianças), enquanto as baixas israelenses estão em torno de 32. Vale lembrar também que o Estado de Israel incentiva há vários anos os chamados “assentamentos”, onde mais de 500 mil cidadãos israelenses se instalaram em territórios palestinos – e é importante notar que essas ocupações ilegais já foram repetidamente condenadas como inaceitáveis pelas Nações Unidas e pela Comunidade Europeia. A perpetuação dessas atitudes de desfaçatez arrogante não conduzirá à solução desse conflito.

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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UMA FURTIVA LÁGRIMA

Até agora, poucos meses decorridos do suicídio do povo palestino imposto pelo grupo radical Hamas, já morreram mais de 1.200 palestinos e mais de 60 israelenses naquilo que não se pode chamar de guerra, porque a discrepância de forças é de tal forma evidente que não se entende como os palestinos podem abraçar uma causa sabidamente perdida. Outros mais poderosos do que o Hamas já tentaram destruir os judeus, o faraó Ramsés II, do Antigo Egito, Adolf Hitler, com o seu III Reich de mil anos, e agora os radicais do Islã que alimentam a utopia de exterminar uma nação poderosa. Enquanto isso, travamos uma guerra intestina em que os grandes problemas nacionais são banalizados. Somos reprovados em corrupção ou quando vemos que no ano passado 54 mil brasileiros foram assassinados e 50 mil mortos no trânsito. O que nos choca é quando perdemos no futebol, quando tomamos uma goleada de 7 a 1 da Alemanha e caímos num pranto incurável, num patriotismo piegas, enquanto banalizamos os grandes problemas socioeconômicos do País. Segundo a Unesco, estamos no 85.º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), e o IBGE  divulga que de 2011 a 2012 aumentou o número de analfabetos no Brasil. Nesses casos, nem uma furtiva lágrima. Até os crocodilos vertem lágrimas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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POR QUE SOMOS ANÕES?

Os brasileiros tinham orgulho do Itamaraty. Atualmente, temos um porta-voz que ofende os outros por se sentir ofendido com verdades ditas. Aliás, essa é a postura dos petistas. A verdade não pode ser dita ou escrita. Torna-se uma ofensa como se verdade não fosse. Mentiras são ditas diariamente por presidente, ministros ou outros. Somos obrigados a ouvir e acreditar? Vamos aos fatos, ou às verdades: US$ 150 milhões foram liberados para financiar o aeroporto de Havana. Como se não bastasse o empréstimo do BNDES para o Porto de Mariel, agora é o do aeroporto. Será que este "empréstimo" também é secreto e só poderá ser visto pelos nossos bisnetos? E o que dizer da doação de R$ 25 milhões para a Autoridade Palestina Nacional? Como e por que foi feita? Será que estamos financiando a abertura de túneis da Faixa de Gaza para Israel? Nada foi dito oficialmente sobre o avião da Malaysian Airlines abatido na Ucrânia, será para não ofender a Putin, já que ele estava no encontro dos Brics? E sobre a anexação da Criméia, não temos opinião? Poderia ficar horas explicando por que a expressão "anão diplomático" cai como uma luva sobre o Brasil. Mas seria tudo verdade, e a verdade não pode ser dita aqui, senão Lula manda demitir.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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O AEROPORTO DE CLÁUDIO (MG)

O mesmo candidato a presidente que foi pego numa blitz dirigindo bêbado e tentou dar uma carteirada no guarda, no Rio de Janeiro, admitiu, pela primeira vez, que usou o aeroporto construído na fazenda do tio, por várias vezes, mesmo sabendo que não existia homologação pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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EQUÍVOCO?

O candidato Aécio Neves alega que "foi equívoco" ter usado o aeroporto que foi construído nas proximidades de sua fazenda em Minas Gerais. E como deve ser considerada a construção, um acerto? Afinal, foram usadas verbas públicas do Estado do qual ele era o governador.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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AVIÕES E AEROPORTOS

Os petistas são ótimos em atacar e repisar assuntos que os interessam, mas têm teto de vidro e rabo de palha. Esquecem que usaram avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar amigos dos filhos de Lula e de outros secretários da Presidência para festinhas em Brasília, com o nosso dinheiro e usando os nossos aeroportos. Não esqueço também que na comitiva do sr. Lula nas suas viagens internacionais não constava da lista de passageiros a sra. Rosemary Noronha, primeira amiga do chefe, tudo também bancado com nossos impostos. Então falar do Aeroporto de Claudio (MG) e tentar fazer “o diabo” é de muita má-fé. Acorda, oposição, e cobre explicações sobre estes e outros malfeitos.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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PROMESSAS ELEITORAIS

Com o início da campanha eleitoral para o pleito de outubro, os candidatos começam a apresentarem propostas para as mais variadas vulnerabilidades que nos atingem. Urge que nós, eleitores conscientes, procuremos estudar o passado de tais proponentes – principalmente se estiverem concorrendo a reeleição – e votar  em quem mais nos parecer habilitado, e, após as eleições, fiscalizarmos o cumprimento das promessas feitas.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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PERGUNTA AOS PRESIDENCIÁVEIS

O Brasil hoje (algum tempo), se não tem a maior, está entre as maiores cargas tributárias do mundo. O custo Brasil já está alto inclusive para estrangeiros, mesmo para aqueles com uma moeda mais valorizada. Não temos linhas de trens nem para as principais capitais ou portos do País. Não temos política de saneamento básico. Não temos educação, saúde e um plano diretor para o País. Pergunta: Qual plano para melhorar esse cenário, senhor candidato(a)?

Marcelo de Moura mdemoura@globo.com 
São Paulo 

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‘RELES PELEGUISMO’

Sob o título acima, o editorial do “Estadão” de domingo, 27/7, colocou os pingos nos is sobre o projeto de lei do prefeito Fernando Haddad que pretende criar 800 cargos na administração municipal, 300 de auditores e 500 de analista de políticas públicas, com salários que vão de R$ 9 mil a R$ 21.438,00, vencimentos muito acima dos servidores municipais concursados e para executar atividades já previstas nas diversas carreiras do funcionalismo municipal e do Tribunal de Contas do Município (TCM). Podemos citar como exemplo algumas das obrigações atribuídas aos engenheiros municipais de carreira, que, inclusive, constam de projeto de lei do prefeito para reestruturar tais carreiras, com o principal objetivo de alterar seus direitos sem corrigir seus vencimentos defasados desde a administração Marta Suplicy, que, entre outras: executar, supervisionar e fiscalizar obras e serviços técnicos, elaborar orçamentos / emitir parecer para contratação de empreendimentos, coordenar a operação e a sua manutenção / controlar a qualidade dos suprimentos e serviços comprados e executados / atestar  faturas de obras sob a sua supervisão / prestar assistência aos órgãos encarregados da representação judicial do município e realizar perícias próprias da área de atuação, judiciais e extrajudiciais. E, claro, todas as suas atividades estão sujeitas às análises dos auditores do TCM, além das penalidades constantes do Estatuto do Servidor Municipal. Nas demais carreiras da Prefeitura, ocorre o mesmo, como nas de arquitetos, de economistas, de sociólogos, de assistentes sociais entre outras. Ou seja, se o prefeito tivesse tido uma iniciativa de estadista, como quer nos impingir o vereador Arselino Tatto, seu líder na Câmara Municipal, teria apenas de designar funcionários municipais de carreira para desempenhar tais funções. E nem precisaria apelar para as fundações e universidades, pois a mão de obra que procura já está disponível na administração municipal. A proposta chega a ser indecente, pois até agora, já no final de julho, o prefeito não autorizou nenhum reajuste ao funcionalismo municipal, descumprindo inclusive preceito constitucional. No ano passado, autorizou um aumento pífio de 0,86%, praticamente igual aos dos últimos 13 anos, que vêm provocando uma defasagem enorme nos vencimentos dos servidores e explica a dificuldade de reposição da mão de obra no município, com a consequente e inevitável queda na qualidade dos serviços prestados à população. Finalmente, como a lei municipal limita a despesa total com pessoal em 40% das receitas correntes, esses novos funcionários irão corroer ainda mais os vencimentos dos demais, incluindo o pessoal da Saúde, da Educação, da Assistência Social e todos os das demais áreas de sua atuação. Não é por acaso o que vem ocorrendo no Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro Saboya, no Jabaquara, cuja deficiência de funcionários, vem causando sérios problemas à polução daquela região, a ponto do Conselho Estadual de Enfermagem processar a Prefeitura pelo desleixo, conforme foi amplamente divulgado pela TV Globo. O prefeito Haddad merece o conceito que está recebendo dos paulistanos.
 
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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UM FISCAL POR QUARTEIRÃO

Marta Suplicy (PT-SP), quando prefeita, aprovou lei que permitia estrangeiros concorrerem a cargo público municipal. Haddad (PT-SP), o pior avaliado em pesquisas “como nunca antes nesta cidade”, quer aprovação da Câmara para contratar “900 novos funcionários” aumentando despesas do município em quase R$ 500 milhões. A função desses novos funcionários, em sua maioria, será “fiscalizar subprefeituras”. Provavelmente estarão entre os candidatos vários cubanos e bolivarianos, porque a meta e sonho dos petistas deverá ser um fiscal para cada quarteirão, como em Cuba e na Venezuela. Alguém tem dúvidas da “lisura” desse concurso municipal?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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RACIONAMENTO DE ÁGUA

Em primeiro lugar nas pesquisas, podendo vencer no primeiro turno, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, prefere omitir um dado conhecido por todos, principalmente pelos moradores das periferias, que é o racionamento de água, para não se prejudicar. E quem poderá colher os frutos podres da árvore envenenada é toda a população de São Paulo.
 
Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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AQUÍFERO GUARANI

Em  nosso Estado, existe uma reserva de água subterrânea  em torno de 150 mil km2 que faz parte do Aquífero Guarani, considerado um dos maiores do mundo, que ocupa uma área de 1,2 milhão de km2 sob o solo do Brasil, mais Argentina, Uruguai e Paraguai. Toda essa água sob território paulista nos faz perguntar se é possível seu uso para socorrer a região metropolitana de São Paulo, pelo menos enquanto durar o período de seca, e, depois, selar os poços abertos para preservar seu volume. Não sei quantos poços deveriam ser perfurados, sua operacionalidade, propriedades químicas da água captada e dificuldades de seu tratamento, mas na situação atual e da dúvida de como será a futura estação de chuvas, compensaria ou não investir em sua utilização provisória? Essa pergunta foi feita a mim, que, mesmo tendo trabalhado por muitos anos no setor, não soube responder. 
 
Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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PITORESCO

Em atitudes pitorescas e polêmicas, "cueca vermelha", o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), volta à cena, agora posando para foto  (31/8, A8) carregando nos ombros o candidato ao governo do Estado Alexandre Padilha (PT-SP). Demonstrou boa forma física, porém, mais uma vez, deixou a desejar. Vai com calma, senador!

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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UM PAÍS OU UM CIRCO?

Vendo o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) sendo cavalgado por figura não menos "eminente" que o candidato Alexandre Padilha, ocorre-me perguntar: Como pode ser levado a sério um país que tem gente como estes personagens, em seus mais relevantes cargos políticos? Em picadeiros circenses, palhaçadas são naturalmente bem-vindas. Será o caso desta República?

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br   
Campinas

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VEXAME

Senador Suplicy, é triste a condição de quem só se faz respeitável pela idade.

Jaime M. da Costa Ferreira jaimemcferreira@hotmail.com 
São Paulo

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A DÍVIDA DOS CLUBES DE FUTEBOL

Há no ar um movimento no sentido de ser fechada uma renegociação das dívidas dos clubes de futebol, algumas atualmente em valores estratosféricos, impagáveis, resultado de décadas e décadas de gestões irresponsáveis executadas por dirigentes que usaram as agremiações ou como mola propulsora de negociatas que os enriqueceram ou como trampolins para galgar felpudos cargos públicos eletivos. É necessário, em que pese a paixão que sempre caracterizou o torcedor brasileiro, que ele entenda que qualquer arranjo a ser obtido pelos clubes mal administrados visando a aliviá-los do perigo da falência, resultará, no momento, tal o montante dos débitos de alguns, até de grande expressão no cenário esportivo, em sobrecarga para o já sacrificado contribuinte. Assim, é fundamental que a sociedade aproveite a nefasta circunstância e provoque, se necessário, a bancarrota dos clubes debilitados, exigindo, ao mesmo tempo, a apuração de responsabilidades que pesam sobre os últimos dirigentes, denunciando-os judicialmente em competente e rigorosa investigação. Só assim, haverá esperança de renovação na maneira de administrar instituições tão importantes para o equilíbrio do psicosocial do povo brasileiro. Se, por outro lado, forem aceitos os pleitos dos desesperados cartolas atuais, é quase certo que daqui a menos tempo do que se imagina, estaremos novamente engalfinhados com malversação de recursos e leviandades que certamente reconduzirão os clubes a situações até piores do que as de hoje e continuaremos a conviver com atrasos de salários dos atletas, vendas apressadas de craques para o exterior a fim de pagar os que ficam e outras mazelas que, sem que se perceba, acabam sendo responsáveis por episódios parecidos com o melancólico e já inesquecível 7 a 1 na última copa. Este, portanto, é um momento crítico para o futuro do futebol e a presente oportunidade não deve ser desperdiçada.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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FUTEBOL E METRÔ

O Metrô e a SPTrans alteraram o horário de funcionamento dos trens e do metrô para atender aos torcedores de futebol. A Rede Globo também podia cooperar e alterar o horário das novelas, para iniciarem à meia-noite, e passar no horário nobre das 20 horas às 22 horas, algo instrutivo para a família brasileira.

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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QUEM VAI PAGAR POR ISSO?

Absolutamente nada contra torcedores, que não é culpa deles. Agora, o governo do Estado prorrogar o turno do metrô por causa de jogos fora do horário é um absurdo. Quem paga essa conta? É claro que vai existir aumento de custos, ninguém vai trabalhar de madrugada, de graça, para levar torcedor para casa. Mas isso ainda acho que não é o pior. Todos têm o direito de assistir ao que bem entenderem, bem como de dormir na hora que quiserem. Mas, se os jogos terminassem às 22 horas, por exemplo, o torcedor, que em sua maciça maioria é de trabalhadores, teria uma noite maior de repouso, seu trabalho no dia seguinte seria mais produtivo e seguro. Com a Rede Globo ninguém mexe, ela é intocável. De quem a cartolagem vai tomar a benção? De onde virão os votos para o governo?

Fabio Reiff Biraghi frbiraghi@gmail.com 
Jaboticabal

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AFROUXARAM

Metrô e CPTM mostraram quem manda: o Corinthians! Afrouxaram suas diretrizes para beneficiar uma minoria (que vai se divertir, não se esqueçam!). Disseram que não era possível ampliar o horário por questões de manutenção e segurança, mas mudaram rapidinho de ideia. Como ficam a manutenção e a segurança? Vai dar tempo de limpar os trens ou quem acorda cedo vai viajar em vagão sujo? Na certa os trabalhadores terão menos tempo e mais pressão para inspecionar e reparar as vias. Lamentável.

Maurício Neri maurice_neri@yahoo.com.br 
Diadema

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