Fórum dos Leitores

CAMPANHA PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2014 | 02h03

A hora de mudar

Em seu primeiro comício em Guarulhos, a candidata à reeleição acusou a oposição de querer implantar o pessimismo no País. Vejamos alguns exemplos, sem esgotá-los, tantos que são. A inflação está no limite superior, muito acima da meta de 4,5%; o Brasil teve, no primeiro semestre, déficit nominal de R$ 90 bilhões; a dívida pública elevou-se a quase 60% do PIB; a arrecadação aumentou 7,2%, mas os gastos aumentaram 10,6%; as distribuidoras de energia elétrica correm o risco de não ter recursos para pagar seus compromissos e o governo federal impõe à Caixa Econômica, ao Banco do Brasil e ao BNDES que lhes emprestem dinheiro; no primeiro semestre o superávit do setor público caiu 44% em relação ao ano passado; montadoras voltam a dar férias coletivas e suspender contratos; em 2013 o PIB cresceu 2,5% e neste ano de 2014 deve crescer menos de 1%; a produção industrial brasileira caiu em 21 dos 26 setores 6,9% no mês de junho, em comparação com junho de 2013, a maior queda nos últimos cinco anos. Isso tudo é pessimismo, presidente? V. Exa, responsável pela política econômica e por esse estrago que está ocorrendo, confunde pessimismo com a realidade. E estar divorciado da realidade é gravíssimo, perigoso e impeditivo para quem quer continuar presidindo o País. É hora de mudar. Muda, Brasil!

LUIZ SÉRGIO SILVEIRA COSTA

lsergio22@gmail.com

Rio de Janeiro

Inflação sob controle?!

Em outro discurso eleitoreiro, este em Montes Claros (MG), na sexta-feira, Dilma Rousseff disse que a inflação - em torno de 7%, já ultrapassando o teto de 6,5% projetado pelo próprio governo para o ano (e ainda estamos no início de agosto...) - está sob controle. Ela só esqueceu de dizer de quem. Perguntar não ofende: se está sob controle do governo e Dilma tem plena confiança nas instituições financeiras e no seu ministro da Fazenda, o que fazem aqueles R$ 150 mil debaixo do colchão dela?

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Novo slogan

A julgar pelas seguidas quedas do nível de atividade da economia, o mote da campanha de Dilma será alterado de Brasil sem pobreza para Brasil sem riqueza.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

luiz_penchiari@hotmail.com

Vinhedo

De domínios

Em entrevista ao jornal Gazeta Norte Mineira, para não perder o seu maquiavélico hábito de criticar e denegrir a imagem dos outros e continuar espalhando o ódio, Lula declarou que Minas Gerais está sob o domínio de Aécio Neves, não acompanhou o crescimento do Brasil nos últimos 12 anos e ainda acusou o candidato oposicionista à Presidência da República de tratar o Estado mineiro como "propriedade para benefício de uma família". O que dizer, então, do Brasil sob domínio de Lula e do "petelulismo" corrupto no pudê nesses mesmos 12 anos, visando somente vantagens e benefícios para toda a sua família e o seu famigerado partido?

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

Quem fala o que quer...

Então, "o Estado não pode ser tratado como propriedade para benefício de uma família". E o Brasil pode ser tratado como propriedade para benefício de um só partido político? Esta é a pergunta que não cala entre os brasileiros e cidadãos pagantes.

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

'Macaco, olha o teu rabo'

Antes de Lula julgar os outros sobre o uso do Estado como propriedade privada, ele tem de explicar aos brasileiros como usou dinheiro do povo para financiar porto em Cuba, enquanto por aqui se morre em filas do Sistema Único de Saúde (SUS).

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

A sete chaves

A chave do aeroporto de Cláudio (MG) está com titio Múcio, a do porto cubano de Muriel, com vovô Fidel. E os brasileiros esfolados de impostos? Bem, estes pagam a conta. Só isso.

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Ética e falta dela

O senador Aécio Neves confirma, repito, confirma que usou o tal aeroporto em Minas e confessa ter sido um erro. Ou seja, não usou a desculpa de que não sabia de nada nem delegou a culpa ao mordomo. Os eleitores precisam analisar a ética e o comportamento dos políticos candidatos e começar a votar certo, porque votar errado sai muito caro. Vejam quanto estão pagando de impostos, mal usados.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Pergunta aos candidatos

Em breve começarão os debates entre os candidatos à Presidência da República. Objetivamente, os jornalistas deveriam perguntar-lhes o que farão, se eleitos, para resolver os três problemas maiores que afetam a vida dos brasileiros: a escalada da inflação, a baixa produtividade e a melhoria dos serviços públicos. Os temas estão ligados entre si e também à alta dos juros, à diminuição do consumo, ao desemprego, etc. Se conseguirem responder sem demagogia, já será um bom começo para que o eleitorado conheça melhor os candidatos e possa fazer a sua escolha. Simples assim.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

DISPUTA PAULISTA

Chove chuva

São Paulo está tentando de todo jeito manter o abastecimento de água: puxa daqui e dali, usa o volume morto, bombardeia as nuvens, e vai se mantendo. Quanto ao pessoal do PT, eles apelam para os companheiros do Ministério Público, fazem mandinga e rezam para o diabo pedindo que não chova antes das eleições. E se chover, que chova bem menos do que chove no Ceará. Prometem que, caso vençam a eleição, não vai faltar água - vai ter açude até no Parque Ibirapuera.

ALBERTO B. C. DE CARVALHO

albcc@ig.com.br

São Paulo

DEPUTADO EXPULSO

Eleições e o PT

Se eu fosse o deputado estadual Luiz Moura, suspeito de elo com a organização criminosa PCC e ex-PT, não esquentaria muito, não. Afinal, o Delúbio Soares, do mensalão, foi readmitido no partido. Eles precisam dos seus conhecimentos.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A ADMINISTRAÇÃO DA ÁGUA

O abastecimento de água volta a ser manchete. Vivemos, dessa forma, o drama das águas que, para desapontamento geral, ao mesmo tempo em que faltam na região sudeste, sobram no sul e no norte, onde muitas localidades sofrem com as cheias. Além da escassez de água para o abastecimento, os sistemas de distribuição apresentam grandes perdas do líquido causadas por vazamentos. Há registros de evasão de até 40% da água processada nas estações de tratamento. Some-se a isso o mau hábito da população que lava calçada, automóveis e usa sem qualquer economia ou controle. É necessário acabar com essas distorções enquanto ainda temos água dentro do cano. Se um dia a falta realmente se estabelecer, será o caos e pouco se poderá fazer. Em 1969, o governo federal elaborou o Planasa (Plano Nacional de Saneamento), que pretendia ter todo o sistema de abastecimento de água, então municipal, administrado por empresas estaduais. Depois disso, negligenciou-se com as empresas estaduais e só algumas delas hoje são relativamente eficientes. Agora, sob o risco da torneira seca, há que se fazer tudo para evitar o pior. Temos de gerenciar melhor os mananciais, a captação, a distribuição e, principalmente, o uso da água. Remediar sempre foi mais caro do que prevenir...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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PROMESSA DE CAMPANHA

Alexandre Padilha (PT-SP) falou que vai investir R$ 5 bilhões para combater a seca em São Paulo. Sse ele fizer como Dilma ou o PT e, se por milagre, for eleito, podemos esperar até 2040 para acabar com a seca e ainda ter gasto mais uns R$ 20 bilhões.

Delcio da Silva delcio796@terra.com.br 
Taubaté

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O SISTEMA CANTAREIRA

Apesar de o governo do Estado e a Sabesp negarem que São Paulo já passa por racionamento de água, por conta do desabastecimento do Sistema Cantareira, na prática já esta em vigor um rodízio, como nosso governador prefere chamar. Tal desabastecimento se deve ao descaso do governo do PSDB, que está no poder há mais de 20 anos e nem sequer aumentou a reserva hídrica do sistema que abastece São Paulo e região. Na verdade o sistema produtor de água do Cantareira foi construído na gestão do polêmico Paulo Maluf, quando foi governador do Estado. De lá para cá, ficou no esquecimento dos nossos governantes, só usufruíram, tornando o atual sistema deficitário, tal qual se encontra hoje. Talvez tenhamos de eleger um novo governador com a visão de Maluf.

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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NOSSO BEM MAIS PRECIOSO

Todos os dias você acorda de manhã, acende a luz, toma um banho quente, abre a torneira e prepara seu café. Agora, pense na possibilidade do recurso natural, o qual há milhares de anos parecia infinito e abundante vir a acabar? Sim, estou me referindo à água. Inicialmente, cabe lembrar que sem água não haveria vida no planeta, deste modo, uma certeza impõem-se a todos nós: o uso racional da água é indispensável à sobrevivência do homem e dos ecossistemas. Esta fonte de vida é a molécula mais importante do corpo humano, predominando em abundância no organismo; uma pessoa adulta possui um percentual de 60% a 75% de água. Além de ser o nutriente mais importante, só perdendo para o oxigênio. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 1,5 milhão de crianças morrem anualmente por problemas relacionados à água, seja por falta dela ou pela ingestão de água de má qualidade, sem contar que em muitas regiões não há saneamento básico. A ONU redigiu em 1992 um documento intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”, o texto apresenta medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica, das pessoas e dos governos para essa questão. Neste sentido, muitos especialistas em meio ambiente, disparam informações para alertar os cidadãos sobre os atuais padrões de consumo da água que, caso se mantenham na linha do desperdício, irão sofrer com a escassez grave até 2025. É preciso haver consciência para que a água continue sendo potável e suficiente para todos, pois a população precisa se conscientizar da importância dela em nossas vidas. Um dos recursos naturais mais ameaçados, neste passo, a região metropolitana de São Paulo, é um dos exemplos de má gestão de recursos hídricos, associado a uma estiagem muito rigorosa. Água há, basta verificar rios como o Tietê e Pinheiros, todavia, acometidos por tamanha poluição há décadas. Logo, o Paraná também não é um exemplo a ser seguido, haja vista, o descaso inclusive por parte da Sanepar com os nossos rios. Em meio à insuficiência da água, torna-se flagrante pessoas varrendo as calçadas com mangueira ao invés de vassouras, esbanjando a fonte da vida. A consequência da poluição é anunciada, considerando que 97,2% do total de toda água do mundo é salina, 1,8% é neve ou gelo, 0,001% corresponde à água atmosférica, restando apenas 0,0092% provenientes de lagos e rios de água doce. Para tornar apropriada ao consumo humano, a água com alta concentração de sais, seria necessário fazer a dessalinização, um processo que exige alto investimento e recursos tecnológicos, entretanto, o preço para o consumidor se tornaria muito elevado. Portanto, infelizmente é preciso criar leis de caráter pecuniário, considerando que apenas as campanhas de conscientização ambiental para o uso racional da água, parecem não estar surtindo o efeito almejado. Insta salientar, a frase de um autor desconhecido: “Apenas quando o homem matar o último peixe, poluir o último rio e derrubar a última árvore irá compreender que não poderá comer o dinheiro que ganhou”. Diante da triste realidade, pequenas atitudes diárias podem dar resultados surpreendentes, um exemplo simples é evitar uma torneira gotejando, pois este desperdício equivale a aproximadamente 16 mil litros de água por ano, o que daria para matar a sede de uma pessoa por quase 23 anos. Fica o alerta: A água, se não cuidarmos, ela vai acabar!

Mirian Cristina Ribas ribas.mi@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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AQUÍFERO GUARANI

Há alguns anos atrás a mídia em geral trouxe com destaque matérias sobre o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água mineral do mundo, cuja extensão ia desde o Estado de São Paulo até a Região Sul do País abrangendo também áreas do Paraguai e da Bolívia. Recordo-me ainda, numa dessas reportagens, que a cidade de Ribeirão já se servia desse manancial para o abastecimento da população. Minha pergunta é: por que agora, no meio de grave crise hídrica, ninguém mais diz nada sobre o tal aquífero?

Renato Luis C. Gagliardi renatolgagliardi@gmail.com 
Campinas                               

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FALTA D’ÁGUA

Senhor Alckmin, temos de conter o consumo! O bolso é sensível. Já pensou em aumentar o preço e penalizar quem gasta mais? Ou vamos continuar fazendo "nada" até o Cantareira secar? O senhor tá parecendo a dona Dilma com a energia elétrica...

Fernando B. Nogueira fernando.nogueira@fetech.com.br 
São Paulo 

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RACIONAR OU NÃO?

Racionar ou não o fornecimento de água? Na verdade o assunto é muito mais profundo do que imaginamos. O principal executivo de uma conhecida produtora de alimentos europeia assegura que, antes de o mundo ficar sem petróleo, ficará sem água potável. Assim sua organização, antes dedicada ao ramo lácteo, transformou-se no principal fornecedor de águas minerais e "mineralizadas" do mundo e está tendo lucros fabulosos. O interessante é que ela após conquistar os mercados americano e europeu, voltou-se para países pobres como por exemplo Paquistão e Nigéria. A organização chega em países desse tipo, perfura poços artesianos e começa a engarrafar a água. Por meio de propagandas, como aquele famosa que apregoa que as pessoas devem tomar uns 2 litros de água por dia, mesmo que não tenham sede, o povo é levado a consumir o produto. Se os governantes locais não investem na captação e tratamento de água, melhor ainda. Então podemos dizer que um infortúnio nunca é completo - sempre há os que lucram com ele, e nós não somos exceção, tanto que o consumo de água engarrafada cresceu muitíssimo depois das notícias envolvendo o "volume morto". O governo, além das providências de longo prazo que devem ser tomadas, poderia "estimular" essas organizações que estão lucrando com o comércio de água engarrafada a fornecerem gratuitamente seu produto a hospitais, onde já se notam sinais de contaminação de pacientes pela má qualidade da água fornecida.

Nestor Rodrigues Pereira Filho nestor@ig.com.br 
São Paulo

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MPF INFLUINDO NA POLÍTICA

Acorda, governador, alem de Lula e da presidente Dilma, agora temos os engajados do Ministério Público Federal (MPF) participando como cabo eleitoral de Alexandre Padilha. Este senhor deveria se candidatar em seu Estado e eliminar o problema secular da seca que lá existe. Vai para casa, Padilha, aqui, como Lula diz, é “elite branca” (paulista). Não sei por que ele anda por aqui, não faria falta nenhuma. Será que a ditadura já foi declarada e departamentos do Estado estão à disposição da presidente para intervir em São Paulo? Caso eleito governador, devemos criar uma nova Constituição estadual, própria e independente, que modifique todas as barbaridades promovidas por este desgoverno principalmente a impunidade e a corrupção. Estamos cansados de tantos desmandos.

Ferdinando Perrella fperrella@hotmail.com 
Sorocaba

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É A POLÍTICA!

Algo me diz que o governo federal está forçando o racionamento de água em São Paulo para tirar votos do governador Alckmin. Atentem...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  
São Paulo

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ÁGUA PARA TODOS
 
É fácil mentir que não há falta de água no Nordeste. Para os políticos é conveniente mentir que está tudo bem. Mas as secretarias de recursos hídricos já afirmaram que não há água suficiente nos açudes para passar a estação seca. A indústria e a irrigação consomem grande parte de nossa água. Devemos ter garantia que não faltará água para nós humanos e os animais. A conscientização do povo é o caminho para exigir água para todos. A hora é agora!
 
Paulo Roberto Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com  
Fortaleza 

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Notícias informam: sem caixa, o poste Alexandre Padilha, candidato ao governo de São Paulo, com mínima intenção de voto, pede ajuda a Dilma Rousseff. Será que essa "ajuda" sairá (1) do caixa da presidente ou (2) dos nossos bolsos? Adivinha! Adivinhou, parabéns! Esses petistas usam nosso dinheiro sem pedir licença. Chama a polícia!

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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PALANQUES NO ESTADO

Dona Dilma, o efeito manada é uma realidade cada vez mais próxima, talvez evidente, e os vigaristas de plantão semeados há tempos estão bem nutridos esperando mais do mesmo. Somado ao desgoverno, o excesso de propaganda por tão pouco realizado, Pasadina, políticos presos, Zé Dirceu - “tamo junto”, a demagogia fluente, o modo como apossar-se ou descartar-se de quaisquer fatos benéficos ou nocivos à imagem, e o desgaste que tudo isso gera. Depois do pessimismo que a sra. mesma criou e vem conduzindo com mãos de ferro, a sra. acha que Paulo Skaf irá abraçá-la e - literalmente - no palanque? Realmente, ou vocês que estão no governo estão forçando a barra, digo, fazendo o diabo, ou se fazem de inocentes!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com
Jales 

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RADICALISMO DO PT

Os militantes radicais petistas nas redes sociais começam demonstrar desespero. O PT realmente é uma virose que se instalou em nosso país. Todas as instituições que o PT assumiu a administração estão contaminadas. Os sintomas da virose são fáceis de ser diagnosticados. Corrupção, inchamento corporativo, desrespeito à Constituição, alinhamento com déspotas de outras nações e febre altíssima pelo poder. O remédio para minimizar esse sintoma é catequizar todos os eleitores na próxima eleição votarem em outros candidatos que não sejam do PT. Poderão ocorrer efeitos colaterais que estaremos atentos para combater.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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MALFEITOS E MALFEITOS

Aécio Neves admitiu que errou ao usar pista de pouso não autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em Cláudio (MG). Os governos de dona Dilma e de Lula nunca admitiram qualquer erro. Ou se calam ou jogam a culpa nos diretores...

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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O CALOTE ARGENTINO

É sempre assim. Segundo o pessoal do PT que nos governa já há 12 anos, a Argentina não deu calote, não há crise no país vizinho, mas apenas um impasse, roubos descarados de dinheiro público são rotulados de malfeitos, o mensalão não existiu, e por aí afora. Nunca encaram e aceitam a realidade que não lhes interessa. Pobre Brasil, nas mãos dessa corja.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com  
Rio de Janeiro  

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CONTAS QUE DESPENCAM

Para alcançar o superávit primário prometido pelo governo brasileiro para 2014, de R$ 80,7 bilhões, isso vai depender de uma receita extraordinariamente grande no segundo semestre (coisa improvável) e das entradas de recursos extras com que o Planalto conta, como do novo Refis para empresas, dividendos das estatais, etc. Porque o resultado do primeiro semestre deste ano de apenas R$ 17, 2 bilhões se mostra como o pior desde o ano 2000, que foi de R$ 15,4 bilhões. E sobre o mesmo período de 2013, a queda chega a 50,1%. É um claro sinal de que a nossa economia vai de mal a pior, apesar do otimismo de Dilma. E, se juntarmos também o declínio assustador do PIB, que não deve ultrapassar este ano de 1%, fica mais do que explícito não somente a derrocada desse superávit primário pífio de R$ 17,2 bilhões, como também do déficit fiscal, déficit externo, queda do nível de investimento, etc., fruto exclusivo do excesso de gastos improdutivos desta gestão federal. E que, somada ainda à alta da inflação, coloca uma pá de cal na esperança de reativar no curto prazo atividade econômica...  É uma pena!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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ESSE PESSIMISMO NÃO É JOGO

Há um jogo de “pessimismo inadmissível”, disse a presidente Dilma, exatamente no dia em que o relatório Focus do Banco Central declarou que o crescimento do Brasil neste ano, estimado por algo como cem bancos e instituições financeiras, será de 0,9%. Como a cada relatório semanal têm ocorrido mudanças para menos, poderemos vir a ter números menores, o que nos parece quase certo. O que a faz achar pessimismo inadmissível diante do cenário apontado pelo Focus, se também estamos vendo a produção industrial “minguar” já faz algum tempo, assim como a venda de veículos, o comércio em geral e as nossas exportações de manufaturados, o que gerou recuo de contratações por muitas empresas e o início do desemprego por outras? Com esse quadro, empresários deixaram de investir já há bastante tempo. Não seria isso tudo motivo para pessimismo geral natural ou Dilma não entendeu o que se passa, que o País está indo (ou já está no) para o buraco? Se não entendeu, é bom começar a ler os boletins do Santander aos aplicadores, onde vai encontrar os conselhos que “muito corretamente” dão aos seus aplicadores. A propósito, duas importantes corretoras de valores preveem a derrota de Dilma, conforme comunicados. A presidente precisa urgentemente que alguém explique o que está ocorrendo na economia e por que, para ela perceber que não é um jogo político e que entidades financeiras têm a obrigação de alertar sobre riscos seus clientes investidores.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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O BC VESTIU A CAMISA ‘PETRALHA’?

Só mesmo o fato do Banco Central (BC) do Brasil ser sido feito refém dos petralhas, através da "cuidadosa" escolha do "staff de comando" da instituição, para justificar a irresponsável decisão, claramente eleitoreira, de "estuprar o crédito bancário", mesmo diante de um cenário basicamente inflacionário, em uma óbvia estratégia que visa estimular artificialmente o consumo e “maquiar o PIBinho”, sem se importar com as conseqüências que advirão dessa medida. O fato é que ao serem pegos com as "calças nas mãos", ante a "tsunâmica rejeição" que hoje persegue a presidente Dilma, os petralhas estão entrando em desespero, deixando de lado os últimos resquícios de pudor que ainda preservavam em suas ações eleitorais, partindo desesperadamente para um verdadeiro "vale tudo". Alguém tem dúvida de que a "vaca petralha" está indo para o brejo?

Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com 
Recife 

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USO DO DINHEIRO PÚBLICO

A clara abordagem de Mario Vargas Llosa (“A máscara do gigante”, 27/7, A14) sobre a trajetória econômica vivida pelo País nestes últimos governos e suas implicações reforça a importância deste fator na vida cotidiana das pessoas. O artigo de Gustavo Franco (“Uma Copa para os Brics”, 27/7, B9) completou o pensamento, mostrando a irresponsabilidade de comprometer o montante de uma Copa, auferido com impostos do cidadão, com um banco para o qual não se sabem bem os benefícios que gerara por falta de um projeto, de um plano estratégico a longo prazo do governo. Contam com o povo para pagar a conta. O governo Dilma apresenta hoje uma rejeição entre 40% e 50% em São Paulo dado o entendimento de fracasso de sua administração econômica. Sendo o Estado líder na economia do País, seus cidadãos são mais sensíveis a alterações de natureza econômica. Não por acaso, as manifestações contra o governo aconteceram aqui por causa do aumento de tarifas de transporte. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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‘A MÁSCARA DO GIGANTE’

Magistral o artigo de Mário Vargas Llosa, "A máscara do gigante", publicado neste jornal à pagina A14 em 27 de julho de 2014. Todos os brasileiros deveriam ler este texto, especialmente os analfabetos que votam no PT. O Brasil anda tão alienado que foi preciso um estrangeiro, amigo do País, para fazer o que deveria ter sido feito por um nacional. Brilhante e irretocável e, se escrito por um brasileiro, patriótico, o artigo tem frases de grande e sincera verdade. Eis algumas: "Um fenômeno que, já há algum tempo, representa todo o Brasil: viver uma ficção brutalmente desmentida por uma realidade”. “As formidáveis estatísticas que o IBGE difundia eram aceitas por toda a parte. A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos e sim uma miragem que agora começa a desfazer-se”. “O endividamento que financiava os dispendiosos programas sociais era, com frequência uma cortina de fumaça para tráficos delituosos”. “As obras (da Copa) constituíram um caso flagrante de delírio messiânico e fantástica irresponsabilidade”. “As cifras dos organismos internacionais, como o Banco Mundial, sobre o futuro imediato do Brasil são muito alarmantes”. “O mito em que está fundado o modelo brasileiro é uma ficção tão pouco séria como a da seleção de  futebol que a Alemanha aniquilou”. “O povo brasileiro descobrirá que é muito mais difícil reconstruir um país do que destruí-lo”. “Em todos esses anos, primeiro com Lula, depois com Dilma, o Brasil viveu uma mentira que seus filhos e netos pagarão quando tiverem de recomeçar a reedificar, desde as raízes uma sociedade que aquelas políticas afundaram ainda mais no subdesenvolvimento.” Dizer estas tristes verdades seriam muito mais de nossa responsabilidade do que a de um intelectual nosso amigo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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IDH E CONTESTAÇÃO

Bravo! O Brasil avança uma posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). De 80.º lugar entre 187 nações, “sobe” para 79.º. Agora só faltam 30 lugares para o nosso país entrar na faixa dos índices muito elevados, já ocupados pela Argentina (49.º), Cuba (45.º), Chile (41.º) e pelo Reino Unido (14.º), nosso maior “concorrente” na corrida por um PIB maior. Mas, para variar, três ministros da dona Dilma foram escalados, horas depois da publicação da lista, para apresentar um relatório alternativo, discordando. Tão próximo das eleições para presidente, a ordem partida da marquetagem é negar e espernear contra qualquer notícia que cause desconforto à candidata à reeleição.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MORTES NAS ESTRADAS

Começou a temporada de carnificina nas estradas de Minas Gerais. Bastaram alguns dias de chuva para as estatísticas de morte baterem recordes. Não é por acaso. Rodovias de pista simples, frota cada vez maior e veículos com motores mais potentes, um coquetel perfeito para as colisões frontais. Dispensa dizer que nas batidas de frente as chances de escapar com vida são mínimas. Usando a lógica e o bom senso é possível deduzir que não é só a imprudência a causa de mortes, mas as condições precárias das rodovias. Causa espanto, no entanto, é ouvir por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a mesma ladainha de sempre, de que os acidentes são provocados por falhas humanas. Cabem algumas perguntas para os representantes da PRF: Se as rodovias que vitimaram 21 motoristas nos últimos dias fossem duplicadas, as mortes teriam ocorrido? Por qual razão São Paulo, que tem uma frota de 22 milhões de veículos, tem 8 vezes menos mortes do que Minas, com uma frota aproximada de 9 milhões de veículos? Os motoristas paulistanos são mais prudentes do que os motoristas do restante do País? Ou as rodovias daquele Estado são projetadas de modo a  evitar as colisões frontais? A análise superficial que transfere responsabilidades para quem é vítima contribui tão somente para que os políticos permaneçam inertes em relação à infraestrutura das rodovias que cortam Minas Gerais e que são as verdadeiras responsáveis pelos números estarrecedores. Das 21 mortes ocorridas nos últimos dias em rodovias de Minas, 17 foram por colisões frontais. Lembro ainda que toda vez que um imprudente age, ele atinge outro motorista prudente que cumpria seus deveres ao volante. É tarefa do poder público proteger os prudentes dos imprudentes, construindo rodovias seguras, capazes de evitar as colisões frontais, evitando mortes ou sequelas irreversíveis. Com efeito o remédio para acabar com a carnificina em rodovias de Minas passa necessariamente pela duplicação da rodovias, pelo menos as federais. O resto é conversa inútil.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com 
Belo Horizonte

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BR 367 - DINHEIRO JOGADO NO LIXO

O DER-MG jogou no ralo mais de R$ 26 milhões ao permitir que a empresa Asteca fizesse um serviço de péssima qualidade no recapeamento da BR 367 em Minas Gerais no trecho entre Jequitinhonha e Jacinto. Devido à má qualidade das obras em vários pontos, o asfalto está se despedaçando, obrigando motoristas a enfrentar a contramão para não terem seus carros quebrados. Impressionante que os buracos apareceram pouco mais de um mês do término dos serviços. A empresa voltou pelo menos duas vezes para refazer, mas não adiantou nada. DER-MG e Asteca abandonaram a estrada depois que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) assumiu o trecho de estrada de chão. As interseções das pontes entre Almenara e Jacinto estão tomadas por buracos e está quase interditando a estrada. Inconformadas com a situação, as Câmaras Municipais de Jacinto, Santa Maria do Salto e Salto da Divisa marcaram para 20/8/2014 uma paralisação no trecho para mostrarem ao Brasil o descaso dos governos estadual e federal com a estrada. São 40 anos de mentiras e enganações, além de muito dinheiro no bolso de muita gente que tem interesse em não asfaltar a estrada.

Rodrigo Almeida Campos rodrigoalmeidacampos@yahoo.com.br 
Jacinto (MG)

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ÓTIMO NEGÓCIO

O governo federal assina contrato de concessão de rodovias, estabelece prazos, mas emperra os processos de licenciamentos ambientais para gerar multas por não cumprimento dos prazos. E não é somente em obras viárias, não. Nas construções de barragens, hidrelétricas e linhas de transmissão, qualquer “embaraço” demora, no mínimo, 28 meses para ser desembaraçado.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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GESTÃO HADDAD

O prefeito Fernando Haddad afirma que “São Paulo quer revolução sem mexer em nada”. O prefeito parece desconhecer a própria população que governa. Os paulistanos não têm tempo para aprovar mudanças mirabolantes que apenas irão piorar sua vida. Cada bairro de São Paulo representa uma cidade e o morador não quer se locomover de um para outro só porque o prefeito resolveu construir prédios no seu propalado Plano Diretor. A única coisa que o paulistano deseja é uma forma simples, eficiente para se locomover de onde mora e tem sua comunidade ao local de trabalho. A forma mais fácil e rápida seria a construção de metrôs cortando a cidade em todas as direções até a periferia, como acontece nas melhores cidades pelo mundo afora. O resto é balela e desconhecimento da própria população que Haddad governa! Basta observar sua péssima aprovação.
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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O TRAPALHÃO

O prefeito Haddad, neófito em administação, como tem demonstrado e como ministro da Educação, só dava satisfação à chefe presidente Dilma, que o aplaudia, alega quanto à gestão municipal que "querem uma revolução sem mexer em nada". Seria bom, em primeiro lugar, esclarecer que os paulistanos querem administração com eficácia, e não a bagunça atual, bem diferente de revolução. Em segundo lugar, o ex-educador nacional deveria entender que no extraordinário livro “Leopardo”, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa (1896-1957), a variação petista da frase confusamente utilizada e dita por Tancredi nobre e sobrinho de Dom Fabrício, no original tem o propósito exatamente em deixar tudo igual ou tudo como estava, quando questionado pelo tio em estar junto aos republicanos.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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IMOBILIDADE URBANA

A restrição de circulação de veículos por rodízio de placas aqui, no Rio de Janeiro, em estudos,  como já é utilizado em São Paulo, é emblemática. A medida é meramente paliativa, para se evitar o caos, em face da imobilidade urbana que ameaça nossas megalópoles. A solução definitiva só virá quando eliminarmos a prevalência do transporte de massa rodoviária em detrimento do modal ferroviário/metrô, unindo os dois sistemas proporcionalmente, única forma definitiva de se eliminar tal vulnerabilidade. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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GESTÃO HADDAD

Se existe uma palavra que pode definir o atual governo da capital paulista, esta palavra é broxa, em todas as suas acepções. O senhor prefeito acha que governar é pintar faixas no chão, a torto e a direito. Por outro lado, com o desempenho que vem tendo, este governo não vai gerar nada, nunca. 

José Benedito Napoleone Silveira nenosilveira@aim.com 
Campinas

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ACIDENTES DE MOTO

É impressionante o número de motociclistas que perdem a vida ou ficam mutilados em consequência de acidentes com motocicletas. Estatísticas feitas recentemente dão conta de que parte daqueles acidentados  dirige sua moto sem ser habilitado e muitos deles são menores de idade. Será que, se houvesse uma lei mais rígida para punir os infratores, o governo não iria reduzir os milhões de reais que esses acidentes custam à União? Até por que, são os trabalhadores que pagam impostos que arcam com todos os prejuízos.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)
  
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MAPA DO METRÔ

Gostaria de sugerir que, ao anunciar a situação das linhas de metrô e da CPTM, informassem ou facilitassem acesso a site que indiquem bairros que servem. Como morador do interior, tenho dificuldades em descobrir o que é "linha lilás" ou outra qualquer, tendo de me desdobrar para verificar os trajetos das linhas.
 
Carlos A. G. Inglez de Souza inglez@yahoo.com 
São Paulo

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MEGATUNEL NA RIO-PETRÓPOLIS

A nova subida da serra para Petrópolis inclui em sua obra um megatunel de quase 5 quilômetros. Eu confesso que não entrarei neste tunel nem que me devolvessem o que já gastei no pedágio da Concer durante longo período de uso na Rio-Petrópolis. Fico imaginando o que aconteceria no caso de um engarrafamento dentro do tunel, como frequentemente acontece com o enorme fluxo de caminhões que trafegam por esta via. Com os erros bizonhos de engenharia a olhos vistos nas pistas, com curvas cuja inclinação quase sempre invertida favorecendo o acidente dos veículos, com a queda de prédios, buracos e rachaduras em obras do metrô dentre outras, confesso que não tenho mais  confiança nos projetos de engenharia de nosso dias. Pena que não entenderam ainda que a via mais adequada para relevos acidentados é a ferrovia.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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