Fórum dos Leitores

CPI DA PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2014 | 02h05

Presidente que não preside

A presidente Dilma Rousseff, fugindo à sua responsabilidade, alega que a questão das perguntas antecipadas aos suspeitos envolvidos na compra da refinaria de Pasadena (EUA) convocados a depor na CPI da Petrobrás - revelação da revista Veja - deve ser respondida somente pelo Congresso Nacional. Ora, se Dilma é responsável pela indicação de todos os diretores e da presidente da Petrobrás, até se reservando o direito inconcebível de manipular os preços dos combustíveis para baixo, fragilizando a situação de caixa da estatal, e no momento dessas graves denúncias abandona o barco como se nada tivesse que ver com mais este escândalo, jogando a responsabilidade de dar satisfação à Nação unicamente no colo do Legislativo, isso significa literalmente desprezar o honroso cargo que ocupa, não é verdade? Nesse caso, o melhor para o País seria o nobre ato da sua renúncia.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.coam

São Carlos

Mar de lama

Bastante sintomática essa "esquivada" de Dilma diante de mais esse escândalo envolvendo a Petrobrás. Quando ela diz que é o Congresso que tem de dar explicações sobre a denúncia de que houve treinamento dos depoentes na CPI, das duas, uma: ou ela é completamente inepta para gerir o País e seus "supostos subordinados" arquitetaram mais essa fraude sem sequer lhe pedirem autorização, ou ela sabia de tudo e participou diretamente da armação para tentar engabelar a população com esse teatrinho que se armou na CPI, mas não pode admitir isso sob pena de afundar de vez no mar de lama em que se transformou a maior empresa nacional. Uma coisa é certa: Dilma não tem mais um pingo de autoridade moral e política para presidir o Brasil.

RODRIGO B. DE CAMPOS NETTO

rodrigonetto@rudah.com.br

Brasília

Obrigação

Trabalhamos cinco meses do ano só para pagar impostos, cujo maior destino é o governo federal, que os "distribui". Portanto, quem tem a obrigação de dar explicações sobre o nosso dinheiro não é o Congresso, é a presidente da República. Ou vai seguir a cartilha do ex: "Não sei, não vi, não ouvi"...?

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Gabarito do gabarito

O presidente da CPI da Petrobrás solicita investigação da Polícia Federal (PF) no Senado para saber se o vídeo (divulgado pela Veja) é verdadeiro e quem participou da trapaça. Ora, os funcionários envolvidos vão receber treinamento especial para o depoimento na PF e qualquer pergunta cuja resposta possa fornecer uma pista aos investigadores será respondida com "eu não sei de nada". A PF deveria recusar o convite. Participar de farsa, não!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Circo de bizarrices

Todo o processo de compra da refinaria texana é um circo, e não um teatro mal ensaiado. Personagens bizarros numa atuação ridícula afrontam a nossa inteligência com explanações evasivas que não levam a resultado algum. O prejuízo já foi contabilizado. A vaca já foi pro brejo e nunca vão achar quem a conduziu. Os personagens são vários, mas o que impressiona é a falta de responsabilidade. Todos leram, mas ninguém viu nada de anormal. Todos votaram e ninguém é responsável por nada? Como pode ser isso uma empresa com ações na Bolsa de Valores? Esse circo está custando caríssimo a muitos que acreditaram e compraram ações de uma das maiores empresas do mundo e agora veem seu patrimônio vazando por todos os cantos.

JOÃO BRAULIO JUNQUEIRA NETTO

jonjunq@gmail.com

São Paulo

Combinação

Sem causar nenhuma surpresa, partindo de seus "hábeis" ProtagonisTas, a notícia da combinação resposta-pergunta na CPI da Petrobrás, em que imperou a tese do Garrincha de combinar tudo antes com o adversário, suscitaria a qualquer membro do Itamaraty fazer sugestão semelhante entre o Hamas e Israel. Assim, certamente acabaria com essa terrível guerra em Gaza.

JOÃO MANOEL JODAS

joao.jodas@terra.com.br

Santo André

Dora Kramer

Com Tropeço da tropa (5/8, A6), Dora Kramer presta inestimável serviço à História da República. O texto merece ser incluído nos livros de História. Meus cumprimentos à ilustre jornalista.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Fobia

Aos poucos vamos entendendo bem a obstinação do PT em promover a "regulação da mídia". A farsa descoberta na CPI da Petrobrás atesta com clareza o porquê dessa fobia.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Bilhete azul

Dona Dillma, se a Petrobrás ainda é nossa, de todos os brasileiros, que indiretamente somos responsáveis pelo pagamento da folha da empresa, então só há uma coisa que posso dizer: estão todos demitidos! E a senhora em outubro não conte com meu voto, pois sua competência está mais para salão de beleza - com perdão dos profissionais da área -, para trabalhar especificamente com maquiagem e sombras.

FLÁVIO CESAR PIGARI

flavio.pigari@gmail.com

Jales

ELEIÇÕES

Balanço do Brasil

A 60 dias do primeiro turno, o País está em queda para o precipício. Ou se liberta agora, ou sucumbe. Difícil? Não. O partido dominante tem hoje só seis protagonistas, fáceis de identificar, e dois extras que são a referência para os demais: Fidel e Maduro. Esses oito querem alastrar o poder vermelho. Os demais se contentam com a riqueza...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Perfil

Quantas mentiras Dilma terá inventado para colocar no seu "perfil" no Instagram?

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

AINDA AS SABUJICES

Questão de fé pública

O que aconteceu com aquele "importante banco" mostra que há algo de podre no reino do sistema bancário brasileiro.

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveira@netsite.com.br

Monte Santo de Minas (MG)

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FRAUDE NA CPI DA PETROBRÁS

Dona Dilma Rousseff disse que o Congresso Nacional é que tem de responder sobre as perguntas combinadas na comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Petrobrás. Dona Dilma aprendeu bem a lição. Como Lula, nunca sabe de nada e joga a culpa nos 300 picaretas do Congresso Nacional, que agora cumprem ordens diretamente de São Bernardo. É público e notório que os únicos interessados em que a CPI da Petrobrás acabe em pizza são o “painho” Lula e, por tabela, o seu poste primeiro. Os dois tremem na base só de pensar que as petromaracutaias possam vir a público, mas continuam nos tratando como crianças. Não se esqueçam de que a criançada vai votar em outubro.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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PERGUNTAS E RESPOSTAS COMBINADAS

Mais uma vez a Petrobrás mostra ao Brasil por que deixou de ser uma empresa séria e orgulho nacional, e a razão de estar há alguns anos descendo a ladeira, desde que passou a ficar sob o controle do PT. Ao seu descarado uso político com a promoção de caríssimas propagandas de interesse do governo, ao represamento dos seus preços para segurar a inflação, à coleção de cabides de emprego para membros do partido, às operações financeiras desastrosas como a da compra da Refinaria de Pasadena, vem juntar esta última e vergonhosa façanha da empresa: a de treinar seus funcionários para ludibriarem os membros de uma CPI, para que respondam às perguntas que lhe forem feitas de forma a não comprometer ninguém.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com  
Rio de Janeiro  

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NA SALA AO LADO

Mais uma ação destrambelhada na CPI da Petrobrás envolvendo assessores deste desgoverno petralha. Agora vem à tona que a reunião do treinamento para perguntas e respostas sobre a compra de Pasadena ocorreu num ambiente ao lado da sala de Graça Foster, presidente da Petrobrás. Logicamente que dona Dilma e o senhor Lula da Silva vão alegar que não sabiam de nada e que, se realmente essa reunião ocorreu, foi por causa de alguns “aloprados”. Ou poderão alegar que trata-se de um factoide gerado pelos “pessimistas” da mídia conservadora e das elites dominantes. Chega de tanta cara de pau, de tantas falcatruas e maracutaias!

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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ESFORÇO CONCENTRADO

Cartas marcadas na reunião sobre depoimentos da CPI na sede da Petrobrás, cujos participantes são todos penas de aluguel. Senador da República travestido de jegue para tentar dar visibilidade ao novo poste a ser empurrado goela abaixo dos paulistas na corrida ao Palácio dos Bandeirantes. O ex-coroinha Gilberto Carvalho, cinicamente, afirma que denúncia de fraude em depoimentos na CPI da Petrobrás não é escândalo. Aquele que não se deve nominar ordenando aos seus capachos irem “pra cima” da oposição. Dona Dilma afirmando que, em época de eleições, pode-se fazer “o diabo”. Tudo isso deve deixar belzebu preocupado com a concorrência. Resta-nos um esforço concentrado, em outubro, para não vermos o Brasil transformado no inferno sobre a Terra.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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CPI
 
A República não pode ser como a casa da “dinda”, onde tudo era possível. A CPI da Petrobrás (empresa que é orgulho nacional) tinha de ser apurada, doa a quem quer que seja. Como pode alguém prestar um vestibular já com o gabarito pronto? Só no Brasil mesmo! Por isso, o que era espelho nacional virou um pesadelo, com ações a cada dia em declínio. É uma pena a forma como estão acabando com uma referência que era, respeitada mundialmente.
  
Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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QUANDO O SENADO PERGUNTA

Mais uma demonstração da incompetência do governo petista instalado no País há mais de uma década: a maneira de elaborar as perguntas aos membros da CPI da Petrobrás no Senado. Que vergonha, gente! Falta de preparo e probidade aos ocupantes de cargos públicos. E lembre-se da falta de seriedade e competência dos ocupantes do Supremo escolhidos pelo governo e sabatinados no Senado com perguntas ridículas. 

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG)
 
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MONOPÓLIO DE CARTAS MARCADAS

Depois da reunião de servidores da Petrobrás para discutir perguntas e respostas dos interrogados na CPI, cheguei à conclusão de que os cassinos só não são permitidos no Brasil para não acabar com o monopólio de cartas marcadas do PT.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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CPIZZA

A farsesca encenação da CPI (Combinação Prévia de Inquérito) que deve "apurar" o escandaloso imbróglio Petrobrás-Pasadena tem, entre seus 13 membros, nada menos do que dez governistas. Vai acabar mesmo em CPIzza. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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ÓPERA BUFA

A notícia de que o presidente da CPI da Petrobrás vai apurar as denúncias da revista “Veja” tem todo o direito de figurar como a melhor piada da semana. O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) é uma das peças do governo no processo já conseguido de aparelhamento de tudo o que possa interferir no projeto de poder “ad aeternum” do PT. Este governo passou de tragédia grega para a ópera bufa italiana, em que todos “vesti la giuba e la faccia enfarina” (se fantasiam e pintam a cara).
 
Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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AS CASAS DA PRAÇA DOS TRÊS PODERES

Nas sociedades próximas à dos primatas não passaria impune a farsa montada por integrantes do Palácio do Planalto, do Congresso, do PT e de funcionários da estatal na CPI da Petrobrás. Nas casas de tolerância ou prostíbulos – mesmo nos menos afamados – parceira acompanhada é respeitada e se sabe o que leva um homem a escolher uma mulher para as delícias da noite. Nunca se sabe até onde podem ir os devassos desejos na face vil dos poderes de Brasília – seja ele qual for – para violar a lei, manter privilégios, glorificar incompetências, esconder crimes e debochar do homem de bem. Não é preciso escrever que um prostíbulo tem mais ética e pudor que as casas da Praça dos Três Poderes.

José Maria Leal Paes josemarialealpaes@gmail.com 
Belém 

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BUTIM

Como se constata na CPI da Petrobrás, os dirigentes e ex-dirigentes da empresa – em especial a presidente Dilma – estão se revelando corruptos ou coniventes com a corrupção na compra da Refinaria de Pasadena. Ou se apuram os fatos, ou o Brasil se transformou num butim!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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À JUSTIÇA

A monumental incompetência da presidente Dilma Rousseff, como ministra de Minas e Energia, ministra da Casa Civil, presidente do Conselho da Petrobrás e presidente da República, está destruindo a maior empresa do País. A presidente Dilma deveria ser interrogada sobre a enxurrada de escândalos na Petrobrás, não por uma CPI fraudada, mas, sim, por um tribunal. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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NO LIMITE

Depois desta safadeza montada pelo governo petista, com a preparação de apostilas para que aqueles funcionários da Petrobrás envolvidos no escândalo de Pasadena decorassem respostas ao questionamento da CPI, desanimei, acho que isso que chamamos de país não tem salvação. A politicalha está mergulhada numa fossa negra até o pescoço e sair dessa situação, não sei como, porque somos um povo que não sabe viver sob condições democráticas. Por isso sempre haverá intervenções militares quando se chega a um limite que, desconfio, está próximo.  

Laércio Zanini arsene@uol.com.br 
Garça

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CORRUPÇÃO

O PT contaminou a Petrobrás de tal forma que a única alternativa que resta é a privatização. Já pensou se a Vale, a Embraer, a Embratel e outras ainda fossem estatais na mão do PT?

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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E A OPOSIÇÃO?

Uma CPI em qualquer Parlamento deveria merecer mais atenção, tanto da situação como da oposição. Mas não é isso o que se constata, e tais procedimentos levam o Legislativo ao descrédito. Como o destaque a uma possível orientação de como deveriam ser os depoimentos de alguns dos investigados na CPI sobre a Petrobrás. A oposição não tem o preparo necessário para fazer os questionamentos adequados contestando as possíveis manobras? Ficar na dependência de denúncias de órgãos da imprensa é muito comodismo. E pega muito mal explorar o fato como motivo eleitoreiro.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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O MANDACHUVA
 
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, primeiro convidado da série  “Entrevistas Estadão” e candidato à reeleição, afirmou que não há necessidade de racionamento e que a água está garantida. O governador atribui a seca a um “fato climático atípico” em razão de um verão com poucas chuvas. “Estamos preparados para chegar até o começo do ano que vem”, complementou. Só até depois das eleições?! 
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo 

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RACIONAMENTO

Claro, sr. governador, que não haverá racionamento até 2015, ou, mais precisamente, até as 0 hora de 1/1/2015. À 00h01 começa! Quanta irresponsabilidade.

Fernando Ferrone fernandoferrone@yahoo.fr 
São Paulo

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PERIFERIA SEM ÁGUA

Oras, quem está fazendo uso político do atual e sério problema que o Estado de São Paulo vem enfrentando com o racionamento de água informal é o atual governador, pois, em razão das eleições, Geraldo Alckmin se recusa a admitir que o racionamento já existe. Mas tenho certeza de que não falta água no bairro e na casa do governador, que não mora na periferia.
 
Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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ÀS MIL MARAVILHAS

Ao assistir à entrevista do governador Geraldo Alckmin, tem-se a impressão de que tudo está uma maravilha. Acho que o governador está falando de algum Estado europeu.

Rogério Proença Ribeiro roger_fani@hotmail.com 
Araras

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SEGURANÇA PÚBLICA

Ao ser questionado durante a abertura da série de entrevistas com os candidatos ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin ratificou que o Estado é o que mais investe em segurança pública no País. Ao mesmo tempo, afirmou que o Brasil é o maior consumidor de crack e de cocaína no mundo, embora não sejamos produtores. Ocorre que aqueles que nos enviam a droga, principalmente a Bolívia, o Equador, Peru e Colômbia, são amigos daqueles que detêm o poder há 12 anos no Brasil. Não há vontade política de impedir a entrada dela, sem esquecer que no seu reboque vêm as armas. No Brasil são assassinados mais de 50 mil pessoas por ano, um verdadeiro genocídio praticado pela omissão do governo federal.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A INTERNET NA CAMPANHA ELEITORAL
 
Estamos vivendo um fenômeno novo. A primeira eleição de presidente e governador em que as redes sociais da internet são realmente abrangentes. Já se verifica, inclusive, o “tiroteio” entre os partidários de uns e outros. A web, bem explorada, pode trazer mudanças. O Brasil democratizado ainda não encontrou um meio para regular a propaganda eleitoral. Ainda ecoam as campanhas populistas do período 1946-1964 e a retórica de Getúlio Vargas. Lembra-se, igualmente, dos governos militares em que as eleições foram mantidas, mas muitos políticos foram cassados e a propaganda, restrita, uma fase em que o desprestígio da classe política era tão grande que se chegou ao absurdo de indivíduos que exerciam funções meramente políticas declararem “eu não sou político”. Na redemocratização tentou-se evitar o populismo de antes e buscou-se criar mecanismos para impedir o abuso do poder econômico. Mas até agora não se encontrou a fórmula adequada de ligar o candidato ao eleitor. A inclusão das redes sociais e de demais recursos da internet é algo que precisa ser observado e estudado criteriosamente. Pode estar aí o grande elo candidato-eleitor. Além dos computadores, existem os dispositivos móveis – smartphone, tablets e assemelhados – que estão por toda parte e, pela quantidade em operação, se bem acessados, podem desequilibrar qualquer disputa.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
                
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REGALOS
 
Não sem razão, petistas criticam a construção do polêmico aeroporto em Cláudio (MG), atribuída a Aécio Neves. Mas cabe perguntar o que debocha mais dos brasileiros que pagam escorchantes impostos: presentear o titio Múcio com um aeroporto de fazenda na sempre jeitosa Minas Gerais ou regalar o vovô Fidel com um porto de R$ 2 bilhões na progressista ilha de Cuba?
 
Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga 

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MISTÉRIOS ELEITORAIS

Assim como a frase “relaxa e goza” foi para a candidatura de Marta Suplicy, a chave do aeroporto de Cláudio (MG) será para a candidatura de Aécio Neves. Quem viver verá.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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ROTO E ESFARRAPADO
 
Como a candidatura de Alexandre Padilha ao Palácio dos Bandeirantes não decola e para evitar desgastes desnecessários neste período que precede as eleições de outubro, o PT expulsou de suas hostes – num lance que misturou oportunismo e velhacaria – o deputado estadual Luiz Moura, por suspeita de relações nada republicanas com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o famigerado PCC.  O parlamentar excluído diz que vai recorrer da decisão, já enviando uma arguição de “suspeição” ao diretório nacional do Partido dos Trabalhadores. Aduz em sua defesa que a comissão executiva paulista do PT “não tem moral” para julgá-lo! Sabe Deus que tipo de informações terá o deputado sobre o partido que até pouco integrou – e dentro do qual, mesmo indesejado, insiste em permanecer – ao ponto de sair por aí pondo em dúvida a moral dos demais “companhêros”. Nenhum espanto. Deve saber muito bem o que diz. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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PETISTA EXPULSO

Luiz Moura foi um equívoco "político" do crime organizado, incluindo o PCC. Às vezes há políticos no seu quadro de "parceiros" que são, na realidade, escória humana, piores que os bandidos – e acabam morrendo pela boca como peixes. Se um dia a bandidagem resolver "abrir o bico", devem sobrar poucos políticos, meu irmão. É como o grito do "pega ladrão". Só como exemplo, o único produtor e exportador de minério de nióbio é o Brasil, e o minério "exportado" nem sequer cobre a metade do metal consumido no mundo. E contrabando de minério não é coisa de Fernandinho Beira-Mar, pode acreditar!
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Paulo

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OS IGUAIS SE RECONHECEM

O insigne deputado Luiz Moura é expulso do partideco dos trambiqueiros e afirma que vai recorrer da decisão, já que a comissão que o julgou “não tem moral” para tanto, afinal os iguais se conhecem e se reconhecem. Conhecendo quase a totalidade dos membros do partido, pergunto ao ilustre senhor: quem terá moral, então, para julgá-lo? Talvez os membros do PCC tenham a moral mais ilibada. Talvez não, tenho a certeza.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 
São Paulo

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CARISMA

Ameaçado de cassação pelo Conselho de Ética da Câmara, por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, o deputado federal André Vargas, ex-PT, atualmente sem partido, um dos mais ardorosos defensores da candidatura de Lula para as próximas eleições presidenciais, afirmou em recente entrevista que o ex-presidente seria imbatível em virtude de seu carisma, atributo que não vê na atual presidente, candidata à reeleição pelo PT. É bem possível que o parlamentar ameaçado esteja correto na sua especulação, mesmo sendo ela inspirada pela probabilidade de ter ele aumentada sua sobrevivência como político, com a volta do dinossauro petista ao poder. Fica, no entanto, no seio da sociedade consciente e preocupada com o futuro do País a amarga sensação de que o eleitor brasileiro, em face do seu despreparo e falta de visão política, filha de um sistema educacional pessimamente classificado em termos internacionais, vivendo numa democracia claudicante e veladamente ameaçada, seja capaz de confiar num cidadão comprovadamente impregnado de atitudes demagógicas; dotado de ambição descontrolada pelo poder, a ponto de coordenar artifícios criminosos, sempre por ele negados, de corrupção política visando a aprovar projetos de interesse do governo; useiro e vezeiro em colocar os interesses do partido à frente dos do País; pai de uma política externa equivocada que tira o Brasil do fluxo saudável de comércio e investimento internacionais; incentivador da divisão da sociedade, por meio da reafirmação frequente do "nós contra eles"; protagonista de escândalos dignos da decadência dos sultões no ocaso do império otomano e, não menos importante, arauto do fato de que a ascensão a partir da pobreza nem sempre é um apanágio de atitudes edificantes. É desalentador contar com a hipótese de que o voto possa ser instrumento de autoimolação de um povo, sem que ele perceba, e constatar, para tornar a atmosfera ainda mais pesada, que Deus está lentamente deixando de ser brasileiro.  

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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MINHA CASA EM FRANGALHOS

A reportagem publicada no sábado (2/8) no “Estadão” sobre as vistorias realizadas nas casas do programa federal Minha Casa, Minha Vida é de um absurdo que exige explicação da própria presidente da República. A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que 100% das obras apresentaram problemas de qualidade e de erros construtivos, uma vergonha para a engenharia nacional. Segundo os auditores, em alguns casos, há risco à segurança ou à saúde do morador. Eu, que sou engenheiro industrial, modalidade mecânica, teria vergonha de entregar verdadeiras taperas, conforme se infere dos relatos dos auditores. E o desleixo com o dinheiro público não para por aí. Questionado sobre os problemas, o Ministério das Cidades, a quem cabe a locação das verbas para o programa, ainda tem o desplante de afirmar que cabe aos bancos intermediadores dos repasses a fiscalização, além dos Estados e municípios que solicitaram os recursos. Então a pergunta que nos cabe é para que serve então esse ministério? Precisou o TCU descobrir tamanha bandalheira? Melhor seria o Ministério da Fazenda encaminhar as verbas diretamente aos interessados. Eu trabalhei durante anos em órgão público e muitos deles na área de licitações. Jamais assisti a uma barbaridade dessas. Não foi uma obra em que um servidor corrupto fechou os olhos para uma obra mal feita por causa de um suborno. No caso, a corrupção foi de baciada. Além do TCU, acredito que o Ministério Público deverá investigar quais são os autores desses desfalques ao erário, servidores públicos e empresas. Uma empresa que se propõe a construir tais obras, antes de ganhar a licitação, deveria ser investigada e apresentar atestados de competência, ainda na parte de habilitação, e, claro, o órgão público responsável pelo empenho da competente verba tem o dever de acompanhar a execução do serviço. Mas o Ministério das Cidades não pode se eximir de verificar que a verba que repassou foi utilizada com eficiência e honestidade. Aliás, pela descrição dos auditores do TCU, honestidade é uma palavra desconhecida dos envolvidos nessa verdadeira falcatrua. Se o governo federal aponta essas excrescências como unidades de moradias para a população, principalmente em ano de eleições, também está em falta com a honestidade.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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AFUNDANDO

Os resultados alcançados com o programa Minha Casa Minha Vida refletem a realidade atual do País. Como nesse programa, o Brasil está cada vez mais se afundando graças a este desgoverno que não tem competência para nada.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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IRREGULARIDADES

TCU apontou falhas generalizadas na gestão dos principais projetos do governo Dilma Rousseff, como o Minha Casa, Minha Vida, as UPAs 24 Horas, as obras de infraestrutura em estradas, portos e aeroportos, as concessões de serviços públicos, ou seja, praticamente tudo. Isso é totalmente explicável, pois para o governo no “pudê” há mais de 11 anos todos esses projetos elaborados tinham só uma única finalidade e intenção: facilitar a prática de corrupção.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  
São Paulo

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OS TRIBUNAIS DE CONTAS

Diante dos fatos publicados a todo momento, chegamos à conclusão de que somos salvos pelos benfazejos tribunais de contas, sejam municipais, estaduais e, principalmente, da União. Parece-nos que são os únicos que se mantiveram imunes e não subjugados às garras da política e da ideologia. 

Leila E. Leitão
São Paulo

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FIM DE FESTA

Deu uma sensação de “fim de festa” a primeira página do “Estadão” de 1/8: relatório do TCU, menor superávit e o “tarifaço”. O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o governo Dilma é trágico. A gestão e os projetos do governo foram um enorme fracasso, o Minha Casa, Minha Vida, as UPAs 24h, estradas, portos e aeroportos, concessões de serviços públicos foram de uma grande incompetência, serviços mal feitos e de baixa qualidade, projetos falhos e mau planejamento. Esqueceu-se o TCU de mencionar o imenso atraso nas obras. Na área econômico-financeira o destaque foi o desastre da baixa economia para pagamento de juros, a menor desde 2002. O outro assunto foi a atitude de Guido Mantega tentando negar “tarifaço em 2015”, que todos os economistas preveem, dado que o atual governo descapitalizou o setor elétrico com sua precipitada redução de tarifas para efeitos eleitorais. Um outro assunto da semana foi a participação de Dilma no seminário da Confederação Nacional da Indústria (CNI), um desastre. Os presentes não conseguiram “identificar o país” ao qual ela se referia. Foi estranho, nada parecido com o nosso país, que enfrenta crescimento próximo a zero, carga tributária de 36%, inflação acima da meta e falta de credibilidade no governo e de investimentos. Ela falou sobre outro país, não aqui. Foi assim que terminamos a semana com uma sensação de que acabou a festa de Dilma no governo, não se espera nada mais para melhor. Para pior sempre ainda se pode esperar.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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PRODUÇÃO INDUSTRIAL EM QUEDA

Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, a queda da produção industrial em junho, a quarta consecutiva, foi em decorrência da realização da Copa do Mundo no País, por causa do menor número de dias trabalhados, de redução de jornada de trabalho, de férias coletivas, etc. Pois é, a queda da produção industrial é mais um legado da Copa. E para os próximos meses, quem será o vilão pela queda da produção industrial? Talvez as próprias empresas, que estão demitindo seus funcionários, e com menos funcionários produzirão menos. Com certeza, a culpa jamais será creditada ao governo federal, sob o comando de Dilma Rousseff e seu ministro da Fazenda, Guido Mantega. Papai Noel está preparando um belo presente de Natal para todos os brasileiros que votarem em Dilma e contribuírem para a sua reeleição.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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PESSIMISTAS, SIM

Queda anual de 36% na produção de carros, produção industrial com queda de 6,9% em junho, perspectiva de comprometimento da meta fiscal, e a sra. Dilma Rousseff acha que somos pessimistas... 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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CRISE E CAPITALISMO

O forte recuo do setor industrial brasileiro, com ênfase no ramo de veículos, é emblemático. Tal realidade, que a maioria dos países ocidentais já experimentou após a crise econômica de 2008, exige que nós, à semelhança dessas outras nações, reinventemos e aperfeiçoemos o capitalismo, neste novo momento da economia globalizada que vivenciamos.  

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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12 ANOS

Quando é que o sr. Guido Mantega e o governo Dilma vão admitir que a economia está piorando? Este governo só sabe queixar-se do pessimismo dos empresários, da crise externa e das "elites". Uma nação como a nossa não pode se contentar com um crescimento do PIB de menos de 1% e com uma inflação que se aproxima perigosamente dos 7%. Que tal admitir que a política de incentivo ao consumo fracassou? Cadê a coragem de implementar as reformas – tributária, política, previdenciária e trabalhista – que podem alavancar nossa taxa de crescimento? O governo federal deseja mais um mandato, mas não só não reconhece o equívoco de sua política econômica – levando ao pessimismo atual –, como também não demonstrou, em 12 anos de poder, disposição para implantar as reformas necessárias para mudar esse lamentável quadro. A sra. Dilma e o sr. Mantega preferem tapar o sol com peneira e esperar até o fim de outubro para apresentar soluções. Desculpem, mas eu não acredito, após 12 anos de governo do PT, com o resultado pífio em termos de crescimento do PIB e taxa de inflação, que eles apresentarão algo muito diferente nos próximos quatro anos.  
 
Fábio Zatz fzatz@uol.com.br 
São Paulo
  
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DIAGNÓSTICO DO FMI

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse que o Brasil não está fazendo as reformas estruturais nem reduzindo os gargalos econômicos, fundamentais para um desenvolvimento/crescimento econômico. Bem, isso vem sendo dito há uns 40 anos, pelo menos. O quadro atual não é nada animador. Produto Interno Bruto (PIB) com fraco crescimento, contas públicas em desequilíbrio, balança comercial deficitária, etc. Para um país que precisa criar mais de 2 milhões de empregos por ano, no mínimo, é preocupante esse quadro. O mais preocupante, como já dito, é que não se dá nenhum passo neste país no sentido de mudar e começar a reverter o quadro, e o povo não enxerga isso. Mas como enxergar, se não tem conhecimento e estudo para isso? Façam uma pesquisa perguntando se alguém sabe o que é balança comercial, e vejam as respostas. Vão responder que é a balança usada no comércio. Os políticos não querem que o povo enxergue. Lógico, melhor para eles. Quem os vai cobrar ou questionar?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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DISCURSOS IRRESPONSÁVEIS

A situação é crítica. Não adianta esconder. Empresários e investidores visualizam piora e o Produto Interno Bruto (PIB) não vai crescer. O governo não joga com sinceridade. Usa de esperteza. Tenta passar para o povo que está tudo uma beleza. Condena os que falam do fracasso. Diz ser vítima de armação. Mas qualquer leigo vê que isso é para assegurar a reeleição. Fujamos dos discursos irresponsáveis. Precisamos socorrer o Brasil. Votemos todos com  consciência. Corramos nós  do canzil.  
                              
Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)   

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CRESCIMENTO

O Brasil apresenta crescimento do número de casos de HIV (aids) e agora casos de meningite, e é só nisso que o País cresce. Ah, e nas fraudes! Em todo o resto, Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), saúde, PIB, investimentos, economia, o Brasil está regredindo, não cresce. Não sei com que cara Dilma Rousseff vai falar no horário gratuito da TV.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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A INJUSTA DISTRIBUIÇÃO DO ICMS

Os economistas Bernard Appy e Ricardo Sakamoto publicaram um artigo no “Estadão” com o título “Desequilíbrios na distribuição da cota-parte do ICMS” (4/8, B2), que deveria merecer a atenção dos nossos governantes, legisladores e formadores de opinião. Isso porque a distribuição constitucional de 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que é estadual, para os seus respectivos municípios tem sido injusta para aquelas cidades que, mesmo com maior taxa populacional, recebem bem menos do que outras, porque carecem de um parque industrial relevante, que propicia a arrecadação do ICMS até exuberante. Os autores do artigo dão dois exemplos, o da cidade de Paulínia (SP), que, com 87 mil habitantes, além de abrigar muitas indústrias, tem também instalada ali uma refinaria da Petrobrás. A sua cota-parte de ICMS por habitante chega a R$ 7.846,00 (ano de 2012). Já o município de Francisco Morato (SP), mais conhecido como uma cidade-dormitório, com 158 mil habitantes, ou seja, quase o dobro de Paulínia, recebe per capita apenas R$ 139,00 (ou 56 vezes menor do que Paulínia) como cota-parte do ICMS. Não por outra razão que é uma cidade com precária infraestrutura de serviços públicos, etc. É lógico que não se deve tirar o mérito dos prefeitos que administraram, até aqui e com competência, Paulínia, sem os quais essas importantes empresas não estariam instaladas no município. Mas, convenhamos, a busca do desenvolvimento de uma Nação não pode privilegiar apenas parte de sua população. Mesmo porque, dependemos do equilíbrio de um todo para transformar este país numa terra econômico e socialmente justa. E admitir, sem um debate maior, que Paulínia tenha a seu favor 56 vezes mais de cota-parte do ICMS do que Francisco Morato é um absurdo. Não vai aqui uma sugestão para que essa distribuição da cota-parte seja uniforme, o que anularia a tal da meritocracia. Neste caso, cidades como Paulínia, com ótima arrecadação, também não podem ser penalizadas. Os nossos legisladores deveriam encontrar uma fórmula em condições de permitir uma distribuição que não seja tão dispare como ocorre entre os dois municípios hoje, exemplos citados pelos articulistas – diga-se, em boa hora! Essa distorção, que está consagrada por todo o País, merece um debate célere e amplo também pela nossa sociedade.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O DEFAULT DA ARGENTINA

Uma vez mais, a Argentina entra em default. E, uma vez mais, este país culpa o mundo, o capitalismo, o sistema financeiro internacional, o juiz que a obriga a pagar o que deve, os Estados Unidos, o sistema judiciário americano e a ganância dos “Fundos Abutre” (denominação dada pelo governo argentino) por este novo calote. Esquece-se, por mais estranho que possa parecer, de assumir a mínima responsabilidade pelos fatos, preferindo a versão de que o país foi vítima de um complô, ao mesmo tempo em que não consegue explicar a razão pela qual este injusto planeta só faz complôs contra a Argentina, uma vez que todos os outros países da região continuam pagando suas contas em dia. Por mais que a retórica de Buenos Aires tente nos convencer do contrário (e não são poucos os que terminam sendo dominados por ela), o fato é bastante simples: no início da década passada, a Argentina roubou dezenas de bilhões de dólares de milhares de investidores que haviam comprado títulos do governo argentino. E, depois de ter dado o maior calote da história, o país ofereceu a seus credores o pagamento de cerca de 30% do dinheiro a que tinham direito, afirmando, com profunda arrogância, que esta seria a única oferta, e que os credores que não a aceitassem (ou seja, não aceitassem ter cerca de 70% de seu capital roubado pelo governo argentino) ficariam sem nada, uma vez que Buenos Aires não voltaria a negociar esta questão. Milhares de aposentados europeus e do resto do mundo tiveram suas poupanças dilapidadas por este calote, mas a Argentina nunca demonstrou nenhuma simpatia pelos mesmos, preferindo chamar os que haviam caído em sua arapuca de “especuladores”. Cientes de estar lidando com um país pouco sério e para o qual acordos e documentos só têm validade quando beneficiam o governo, os credores decidiram, em sua grande maioria, aceitar a “oferta” (o nome correto deveria ser imposição) argentina. Mas esta não foi a posição de todos os credores e parte da minoria que preferiu não aceitar o que foi oferecido (ou imposto) por Buenos Aires passou a buscar formas legais de reaver o que lhe havia sido indevidamente subtraído. E é neste contexto que aparecem os holdouts (ou fundos abutres, segundo a denominação dada pelo governo argentino), que não eram donos de títulos do governo argentino no momento do calote, mas compraram uma determinada quantidade dos mesmos por um preço muito baixo, com o objetivo de entrar na justiça para exigir o pagamento de seu real valor e, com isto, obter um considerável lucro. A retórica argentina conseguiu fazer com que estes investidores contem com a antipatia e até mesmo o ódio de milhões de pessoas mas, se pensarmos em forma racional e equilibrada, veremos que estes fundos não fizeram nada de ilegítimo ou ilegal, e que o errado não é comprar títulos baratos que foram vítimas de um calote e, sim, dar o calote! Em outras palavras, o que os holdouts fizeram é totalmente legítimo (razão pela qual ganharam a ação judicial que iniciaram contra a Argentina) e o único que agiu em forma ilegítima e desonesta neste processo foi o próprio governo argentino, o qual utilizou o dinheiro de milhares de investidores e depois deixou de lhes devolver não só os devidos juros, como também o próprio capital que havia sido investido. Em outras palavras, o bandido deste filme não são os holdouts e, sim, a República Argentina. Mas meu espanto com esta realidade não se dá somente pela dimensão do calote, como também pela forma como o assunto tem sido tratado pelo governo argentino e seus simpatizantes, estejam eles dentro ou fora do país. Afinal, ninguém está pedindo ao governo argentino que faça algum tipo de doação e, sim, que pague o que deve! E a afirmação argentina de que os juros pagos pelos seus títulos eram abusivos é totalmente carente de sentido, uma vez que os mesmos não foram estabelecidos pelos credores e, sim, pelo próprio Banco Central da República Argentina. Além do mais, as altas taxas de juros oferecidas pelos títulos argentinos não resultavam de algum ato de bondade do país e, sim, da única maneira de convencer os potenciais credores a colocar o seu dinheiro nas mãos de uma nação conhecida pela instabilidade de sua economia e pelo seu tradicional desrespeito ao Estado de Direito. E, quando vociferam contra o Tribunal de Nova York e o juiz americano que deu causa ganha aos holdouts, os argentinos se esquecem de que nunca teriam conseguido captar um único centavo se o tribunal responsável pelo julgamento de ações judiciais relacionadas a estes títulos estivesse localizado na República Argentina, cujo sistema judicial é considerado ineficiente, corrupto e extremamente suscetível a pressões governamentais. Resumindo, se as taxas de juros não fossem altas e o tribunal escolhido para julgar eventuais ações relacionadas aos títulos do governo não estivesse fora da Argentina (e por alguma razão está nos Estados Unidos, e não em Uganda...), a Argentina não teria sido capaz de captar recursos que lhe serviram de alívio, e o calote teria ocorrido da mesma maneira, só que muito antes. No entanto, o que mais espanta em tudo isto não é ver como age o governo argentino e, sim, a sua capacidade de obter apoios internacionais, entre os quais está o oferecido pelos governos dos países membros do Mercosul que, reunidos em Caracas (a capital da confusa Venezuela de Chávez e Maduro), deram total e incondicional apoio a Buenos Aires no que diz respeito a esta questão, o que significa que, para estes países, o importante é defender o ladrão, e não a vítima do roubo. Tal apoio representa uma péssima imagem diante dos investidores internacionais, uma vez que os mesmos passam a acreditar, e não sem razão, que estes países são mais parecidos com a Argentina do que eles esperariam que fossem. A América Latina é especializada em calotes, assim como em conseguir convencer os seus habitantes de que o ladrão é a vítima, e a vítima é o ladrão.  E, com a onda de bolivarianismo que tomou conta de nossa região, é pouco provável que esta realidade seja transformada, o que só ajudará a assustar os investidores estrangeiros e fazer com que nosso desenvolvimento seja mais lento do que deveria ser. Pobre América Latina!

Pietro Sandri Poli pietropo@netpoint.com.br 
Santiago, Chile

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FUNDOS ABUTRES

Considerando que a economia Argentina está em decomposição, fazem sentido os fundos buitres (abutres).
 
Sergio Diamanty Lobo diamanty18@gmail.com
São Paulo

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RECURSO EM HAIA

A única coisa faltante ainda no cenário sul-americano é a quebrada Argentina querer retomar (?) as Ilhas Falkland, que para os hermanos são as “Islas Malvinas”, para aproveitar o apelo à corte de Haia. Aí, sim, será possível, dado o clima de guerra instalado.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com  
Avanhandava

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ASSIMETRIA

O que mais ressalta nos atuais imbróglios entre a Argentina e seus credores e entre palestinos de Gaza e israelenses é a assimetria. Mesmo quando terceiras partes entram na discussão, como que para evitar a pecha de serem parciais, ao criticar um lado, sempre fazem ressalvas ao outro, como se os recursos e os graus de liberdade de ação fossem aproximados. Como se tratasse, por exemplo, de uma guerra real ou comercial entre a Inglaterra e a França. A Argentina tem de enviar ministros de Estado para dialogar com um mediador qualquer apontado por um juiz de um distrito de Nova York (o Distrito Sul), portanto, um juiz longe de ser um juiz de uma última instância. Alguns dos detentores de bônus da Argentina têm mais ativos do que o banco central argentino, estimados em US$ 28 bilhões. Desde a crise de 2008, o Fed (banco central americano) já emitiu a quantia de US$ 4,5 trilhões. Atualmente o Fed imprime US$ 35 bilhões por mês. Portanto, para esses bilionários, exigir algumas dezenas de bilhões de dólares da Argentina é “business as usual”, ou quantias usuais em seus negócios, mas são tudo que a Argentina tem para gerir as contas externas de um país de mais de 40 milhões de pessoas. Nessas condições, exigir que a Argentina deva se sentar e “negociar” com os credores é, no mínimo, um eufemismo macabro. Se se recusa a pagar esses fundos, entra em default, como de fato aconteceu; se tivesse concordado em pagá-los, conforme exigido, estaria falido do mesmo jeito. O caso palestino-israelense é parecido. Israel tem tanques, exército, marinha, força aérea. Gaza tem militantes e refugiados. Israel tem luz, água, comida, hospitais. Gaza não tem nada disso. Israelenses podem ir para onde quiserem. Palestinos não têm para onde correr. Nessas condições, exigir que os palestinos se sentem para “negociar” a paz é também um eufemismo macabro. Israel tem a faca e o queijo nas mãos, e os palestinos são o queijo. Uma trégua permanente como a que a ONU, o Brasil e outros países insistem, significa a volta à vida normal para os israelenses e a volta dos palestinos para as condições de uma prisão abjeta. Criticam o Hamas por serem extremistas e terroristas. Mas sobra o que para eles serem? Quando as pessoas perdem a esperança de uma melhora na sua situação, elas radicalizam. Melhor morrer que continuar na mesma situação. As ações do Hamas são os espasmos de um suicídio anunciado.
 
Chu Shao Lin chu.shao.lin@gmail.com 
São Paulo

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OMISSÃO

A guerra no Oriente Médio passou das contas, a humanidade não se deu conta disso e inocentes morrem sem saber por que estão morrendo. A “ONO” (Organização das Nações Omissas), juntamente com as potências mundiais, nada faz e mostra que os seres humanos só estão mesmo interessados nas redes sociais. #jogueummíssilpormim. Compartilhem.  
  
Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)

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CEM ANOS

Estamos completando um século da Primeira Guerra Mundial. 16 milhões de mortos nos combates e praticamente não temos quase ninguém vivo daquela época. Qual foi o legado humanista deixado? Estamos vivendo tempos melhores? Não parece.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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MANIFESTAÇÃO EM SP

Tivemos mais uma manifestação dos “sem-teto” parando o centro da cidade de São Paulo. Desta vez se dirigiram ao Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar demover os juízes das ações de reintegração de posse de áreas invadidas. Além da ousadia de tentar comover juízes mostrando a penúria em que vivem, querendo que os juízes deem causa ganha ao movimento, em detrimento de seguir a lei descrita em nossa Carta Magna, que defende patrimônio público e privado, é uma contundente afronta aos paulistanos que um dia aqui chegaram, com “uma mão na frente outra atrás”, trabalharam com afinco, passando por necessidades e conseguiram comprar sua casa própria. Por que não fazem uma pesquisa para saber a opinião sobre invasões? Com certeza 99% do paulistano dirá não a elas. Se eu labutei para comprar, por que eles querem ganhar? Somos quase 12 milhões de habitantes, não se esqueçam!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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GESTÃO HADDAD – CICLOVIAS 

Nada mais petista do que comparações sem nexo, como a que está sendo feita pela Prefeitura de São Paulo para a implantação das ciclovias. Onde está a lógica de comparar Chicago, cidade de um país centenas de vezes melhor estruturado politicamente, economicamente e tecnologicamente do que este em que habitamos, com a nossa cidade, cujo caos só aumentou depois que Fernando Haddad "virou" prefeito? Antes de tomar iniciativas copiadoras, que deram certo em outras regiões, é necessário um estudo de toda a dinâmica econômica e de logística da área na qual queremos implantar o projeto. E isso tem de ser feito por gente competente visando a organização e o bem estar da sociedade e, obviamente, não pelo pessoal do PT que não tem esses requisitos, que visam apenas os interesses partidários e eleitoreiros e que, em tudo onde põem a mão, ou dá errado ou dá errado! A única coisa que os petistas fazem bem é criar o clima de animosidade – no qual se sentem à vontade para manipular – entre os diferentes raciais, sexuais, sociais, e agora, entre os que usam carros contra os que usam ônibus e bicicletas. Chamamos a atenção para o contra-senso no mesmo partido político: Lula incentiva a compra de carros, enquanto Haddad pune quem o faz. Evidentemente, o adensamento crescente em uma cidade que não foi planejada para tal é ruim para todos, mas temos absoluta certeza de que não serão essas medidas demagógicas de alguém que já provou ser incapaz de soluções inteligentes, que nos porá a salvo do "armagedom" petista!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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BODE NA SALA

O paulistano convive com o caos, que só irá diminuir quando se tirar o "bode" da sala. Em tempo: o bode aqui é Haddad.

Cléa Maria Granadeiro Corrêa cleacorrea@uol.com.br
São Paulo

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