Fórum dos Leitores

PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

07 Agosto 2014 | 02h05

Responsabilidade & prejuízo

A presidente Dilma Rousseff e mais outros membros do fajuto Conselho de Administração da Petrobrás foram inocentados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que acusou o prejuízo de US$ 792 milhões no mau negócio de Pasadena, responsabilizando apenas alguns dirigentes da estatal. Na sequência dessas extensas fraudes, somos informados de que a Petrobrás vai bancar a multa imposta aos executivos condenados pelo TCU, acionando o seguro da empresa. Traduzindo: ninguém vai responder por nada! É um verdadeiro festival de livrar a cara de uns e de outros e o rabo preso de muitos, numa vergonhosa manobra de compadrio. Fica provado que no Brasil do PT o crime e a malandragem compensam e prosperam, com todas as garantias institucionais. Nunca foi tão fácil ser irresponsável. Assim, e por essa ótica, podemos concluir que qualquer imbecil poderá, doravante, ser presidente da República e da Petrobrás, presidir conselhos administrativos e demais órgãos públicos e afins, porque a conta dos erros, da incompetência, da corrupção, da ladroagem será paga pela sociedade.

GILBERTO MOTTA DA SILVA

gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

Mais lambanças

Infelizmente, somos obrigados a concluir que em nosso país o crime de fato compensa, pois a cada dia somos surpreendidos por novos "malfeitos" na Petrobrás e a última é essa de que a empresa vai livrar os 11 atuais e ex-dirigentes de terem de ressarcir o Tesouro pelo prejuízo causado quando da compra da refinaria de Pasadena, transferindo tais ônus ao seguro. Assim não dá, estou jogando a toalha.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Autofagia

O governo do PT pratica a autofagia do Estado: a Petrobrás vai arcar com os prejuízos que seus atuais e ex-dirigentes causaram à própria estatal!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

A farsa

O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) está nas manchetes como um dos principais articuladores da farsa montada pelos senadores do PT e assessores do Palácio do Planalto na "CPI da encenação". Como ele já esteve envolvido com João Vaccari Neto no caso que lesou milhares de associados da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), essa nova picaretagem é rotina no Partido Trambiqueiro e não causa mais surpresa à população brasileira.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

O velho estilo

O PT me faz lembrar um velho disco de vinil riscado na vitrola: repetitivo. Tal qual! Vamos investigar a fraude da fraude, da fraude, da...

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

CPI DA SABESP

Operação abafa

Para abafar as últimas denúncias da CPI da Petrobrás e na tentativa de prejudicar a reeleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que pela última pesquisa poderá ser reeleito no primeiro turno, o PT resolveu criar a CPI da Sabesp, indiretamente, usando um vereador do PHS (nem sabia que esse partido existia). Será que São Pedro vai ser intimado para depor nessa CPI fajuta? Em vez de explicar, o PT prefere confundir, mas se esquece de que os eleitores de São Paulo não são idiotas.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

ELEIÇÕES EM SP

Terra arrasada

Geraldo Alckmin mostra de novo ser o governador do control C + control V - declaração de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo. Por analogia, Marta Suplicy e Fernando Haddad foram prefeitos do tipo "Ctrl + Alt + Del". Depois dela e no mandato dele pouco sobrou da boa cidade de São Paulo.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

Discurso esvaziado

Seria o caso de pagar para ver Alexandre Padilha governando São Paulo, enfrentando o PCC (organização criminosa) e fazendo chover? A conta sairia cara, porque o candidato do PT vocifera antes da eleição e depois acabaria com o Estado, como está fazendo o prefeito Malddad com a cidade de São Paulo. Lula tenta acender a luz do seu terceiro poste, mas nem ele nem Padilha conseguiram sequer a atenção dos metalúrgicos de uma montadora no ABC paulista. Para piorar, o pátio foi se esvaziando e os dois falaram apenas para alguns gatos-pingados contratados para fazer número. Sinal de que as pessoas não estão mais se deixando enganar pelo discurso eleitoral, além do medo das vaias que vem afugentando os candidatos. Bom sinal!

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Decadência

Se até mesmo numa montadora do ABC o único ex-presidente em exercício, Lulla da Silva, e o candidato a governador do Estado de São Paulo Alexandre Padilha não tiveram nem cem ouvintes numa assembleia em pátio aberto, imaginem, então, num comício de rua, onde eleitores de outros candidatos poderão, dentre outras coisas, vaiar os dois petistas... Que vexame no fim de carreira! Melancólico e revelador da atual situação decadente dos políticos do PT, o Partido Truculento.

ANTÔNIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

TUMA JR.

Perseguição policial

Cumprindo ordens de Brasília, a Polícia Federal (PF) foi buscar o delegado Romeu Tuma Jr. em seu escritório no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Alegando perseguição política, porém, Tuma Jr. não quis acompanhar os agentes federais. Autor do best-seller Assassinato de Reputações - Um Crime de Estado, ele revela nesse livro os bastidores do governo petista e faz graves acusações a Gilberto Carvalho, atual secretário-geral da Presidência da República, de quem afirma ter ouvido a confissão de que o prefeito Celso Daniel, de Santo André, foi assassinado depois de ter descoberto um esquema clandestino de arrecadação de dinheiro para benefício do PT. A notícia é antiga, todos sabem, mas o PT jamais se explicou e usa a PF para intimidar Tuma Jr. Ainda bem que ele é delegado e sabe com quem está mexendo. Mas não será surpresa uma queima de arquivo, depois de tudo o que se viu com a morte, nunca esclarecida, de Celso Daniel.

LUCIANA LINS

lucianavlins@gmail.com

Campinas

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A FARSA DA CPI DA PETROBRÁS
 
Dizendo que “não há crime na troca de informações entre os assessores da CPI e da Petrobras” e procurando justificar o injustificável: o vazamento do questionário formulado pela CPI (à cúpula da estatal) com o argumento de que a investigação parlamentar “era parte de uma estratégia política da oposição”, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), defendeu a atuação do senador pelo PT-CE José Pimentel da suspeita de participação na armação, escancarada em reportagem-bomba da revista “Veja”, transformada num escândalo dentro do escândalo. É impressionante como essa quadrilha menospreza a capacidade de julgamento daqueles que diz representar. Pior é que, considerando a dianteira de Dilma Rousseff na corrida eleitoral, malgrado a lama e o “morro abaixo” da economia, eles não devem estar de todo errados em prosseguir com este caradurismo canalha, enquanto o seu eleitorado prosseguir ingênuo, sem saber de nada, tendo raiva de quem sabe e voltado exclusivamente à mediocridade de seus botões. 
 
Silvio Natal  silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

*

MARACUTAIAS NA ESTATAL
 
O lulopetismo atingiu o ápice da safadeza quando possibilitou o conhecimento prévio das questões a serem propostas pela CPI da Petrobrás no Senado. Vai, ainda, livrar os "cumpanheiros" do pagamento da multa imposta pelo Tribunal de Contas da União (TCU), recorrendo ao seguro da empresa.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

*

LOGO ELE?

Renan Calheiros manda Senado apurar a combinação de perguntas e respostas entre integrantes da comissão parlamentar de inquérito (CPI) da Petrobrás e dirigentes da estatal interrogados naquela comissão. Isso é o mesmo que mandar a alcateia toda cuidar de um galinheiro.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  
São Paulo

*

SEM ENCENAÇÃO

Com esta nova moda instituída pelo PT de conhecer as perguntas que serão feitas, para, com a ajuda de assessores especialistas e a devida antecedência, preparar as respostas que deverão ser dadas, gostaria de sugerir que os esperados debates entre os candidatos à Presidência não tenham mais perguntas feitas por jornalistas nem pela plateia, mas apenas perguntas feitas pelos próprios candidatos entre si. Teremos, dessa forma, a certeza da espontaneidade do que estará acontecendo naquele momento, e não uma encenação ridícula como a apresentada na CPI da Petrobrás. 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

*

A TROPA NA CPI DA PETROBRÁS

CPI ou CPMI com Mídia Training vira jogral. Mais uma vez o povo faz papel de palhaço diante do Parlamento. Outubro vem aí. Aguardem.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

*

DILMA ESTARRECEDORA

A presidente Dilma afirma que seria "estarrecedor" alguém de fora da Petrobrás formular perguntas sobre a empresa. Mais "estarrecedor" ainda seria uma pessoa leiga, despreparada e incompetente, como ela, presidir o conselho da Petrobrás. As investigações que deveriam ser feitas na Petrobrás não são técnicas, na verdade é um caso de polícia, envolve desvio de dinheiro e um bom delegado de polícia resolveria o problema colocando na cadeia os responsáveis pelo enorme prejuízo e o desvio de dinheiro público.  

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

*

TEATRO NA CPI

Não há o que estranhar. A Petrobrás, o governo federal e a CPI são personagens de teatro de uma grande comédia. A nós, a plateia, resta dar muita risada.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

*

A CORRUPÇÃO AO LONGO DO TEMPO

Recordar que Fernando Collor iniciou a subida da colina do seu “calvário” pilotando um Fiat Elba não dá vontade  de rir?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*

FARSAS E FARSANTES

Só há farsa porque existem farsantes. A CPI não é uma farsa. Ela é apenas um produto dos farsantes. No caso específico dos senhores congressistas, não há em nenhuma das duas Casas um congressista capacitado para produzir uma linha de relatório. Não têm gabarito para tanto. As investigações sérias já estão sendo levadas a efeito pelo Tribunal de Contas e a Polícia Federal. Prova da incapacidade dos congressistas é que as perguntas foram produzidas por empregados do décimo escalão da empresa e do próprio Congresso. 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

*

REFORMA POLÍTICA

Ainda sobre o escândalo da Petrobrás, passou da hora de privatizar essa grande empresa. O governo não tem de gerir empresa nenhuma, pois, além de não ter competência, a grande maioria dos nossos "nobres políticos" usa essas firmas sempre em benefício próprio. Finalmente, já que sempre as CPIs acabam numa "deliciosa pizza", que tal incluir na reforma política - temos de ter esperança de que ela sairá algum dia - uma emenda em que quaisquer desvios dos nossos "nobres parlamentares" sejam investigados por um comitê independente sem nenhuma filiação política partidária? 
 
Fábio Zatz fzatz@uol.com.br 
São Paulo 

*

SÓ UM MEDIA TRAINING?

A Petrobrás é uma empresa superlativa, que prospecta bilhões de dólares em óleo bruto e, simultaneamente, os derrama em prejuízos, no malfadado contrato de Pasadena. Isso repercute mal, principalmente porque é ano eleitoral e a presidente é candidata, mas, como antes presidia o conselho da petrolífera, todos querem saber de sua eventual responsabilidade. O governo tenta blindá-la em meio à CPI, e testemunhas/partes supostamente foram treinadas a responder questões que, por seu turno, hipoteticamente "vazaram" dos gabinetes dos parlamentares. O advogado de um dos envolvidos disse que tudo não passou de mero "media training". Mutatis mutandis, um advogado chega ao fórum e vai à sala de testemunhas e começa a treinar uma delas (de acusação) sobre o que responder ao juiz e ao promotor. Participava daquele colóquio o réu, prestando atenção para que sua versão não discrepasse da testemunha. Nisso o juiz e o promotor retornam do lanche vespertino e, no corredor, se deparam com a inusitada cena. Indignado, o promotor grita: mas o que é isso? Não menos indignado, o juiz interpela o advogado: Explique-se! Eis que o advogado responde: Calma, afinal é só um "media training". Com efeito!

Luiz A. Saboya Chiaradia luizchiaradia@icloud.com 
São Paulo

*

PASADENA

Ironicamente, a analogia do nome já sugere o desgosto ante um governo preocupado em se manter no poder a qualquer custo. Para a passadona para trás que este desgoverno deu no povo brasileiro, no caso Pasadena, um basta, um Passa Dilma e uma apuração séria para que se passe esse caso a limpo e os responsáveis passem a frequentar a Papuda, uma vez que já têm a passagem de alguns cumpanheiros por lá. E passem bem!

Flávio Cesar Pigari flavio.pigari@gmail.com
Jales 

*

PETROBRÁS

Pior que está não vai ficar. Alguém errou quando tal lorota afirmou.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

*

OS MANIFESTANTES E SUAS BOMBAS

A constatação de que o material levado pelos dois manifestantes presos em 23 de junho não é incendiário é fato irrelevante no conjunto de acusações. Se até policiais pensaram tratarem-se de verdadeiras bombas incendiárias, o que deveriam pensar os cidadãos que não entendem nada disso e por elas foram aterrorizados e subjugados? O crime está cometido, pois, embora um simulacro, a bomba era apenas o acessório. O principal era o objetivo de, com sua exibição, criar o caos. A Constituição garante o direito de manifestação pacífica. Mas não há legislação que estabeleça os limites. Isso inibe as polícias de agir logo que as vias públicas são ocupadas e a cidade, congestionada. A repressão só ocorre quando começa o quebra-quebra ou manifestantes são encontrados com materiais perigosos. A população não pode continuar entregue ao sabor da vontade do ativismo irresponsável dos revolucionários extemporâneos. Os serviços de inteligência devem agir, apurar a raiz da rebeldia e, principalmente, identificar os financiadores dessas ações. Cada um tem de ser chamado à responsabilidade, conforme o seu envolvimento. Em qualquer parte civilizada do mundo, o ato público tem um objetivo anunciado, hora para começar e terminar e, de preferência, não prejudica a vida da população. Com certeza, era nesse tipo de manifestação que os constituintes pensaram quando a incluíram como direito na Carta de 1988. Agora falta a regulamentação.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

*

O ADVOGADO

Ao negar pedido de liberdade a dois anarquistas presos, destruidores de patrimônio público e privado conhecidos como black blocs, o juiz da 10.ª Vara Criminal Marcelo Matias Pereira teve  sua sentença  considerada “absolutamente ideológica” pelo advogado dos réus, o notório Luiz Eduardo Greenhalgh. Curiosamente, bem ele, advogado do terrorista e assassino Cesare Battisti, condenado na Itália por homicídios dolosos que, graças à ideologia esquerdista, foi muito bem acolhido no Brasil.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

*

ESQUERDA CAVIAR

Desmascarado o DNA dos black blocs em São Paulo, a esquerda "caviar". Criaram suas raízes, cresceram e se multiplicaram nas entranhas da USP ideológica. Alunos que nunca gostaram de estudar e acharam nos argumentos “socialistas” seu prumo, mas se regalando do capitalismo, como afirma o juiz Marcelo Matias Pereira, que negou o habeas corpus. Mas, sabendo que o advogado desses marginais é nada menos que o petista Luiz Eduardo Greenhalgh, que ganhou milhões dos guerrilheiros da época da ditadura militar, defendendo-os e “capitalizando-os”, conseguindo anistias e aposentadorias milionárias, tudo ficou claro. Greenhalgh defendendo estes “bandidinhos ideológicos” dá o DNA dos black blocs que conseguiram afastar das ruas os milhares de manifestantes democráticos que fizeram cair a aprovação da presidente Dilma. O esvaziamento das manifestações legítimas, o interesse sempre foi do próprio PT.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

*

‘ATIVISTAS, MILITANTES E CRIMINOSOS’

Se todos os jornalistas tivessem a mesma consciência do Carlos Alberto Di Franco (“Ativistas, militantes e criminosos”, 4/8, A2), se todos os veículos de mídia tivessem a coragem de furar o bloqueio gramicista, se a classe pensante, formadora de opinião, fosse unida contra este socialismo a que estamos aprisionados, o Brasil teria chance de fazer vencer a democracia. Nada melhor para mudar do que o conservadorismo (parece contraditório, não?).

Fabio Torres fabiomtorresteixeira@gmail.com
São Paulo

*

ELEIÇÃO EM SP - MAIORIDADE PENAL

As posições diferentes dos candidatos ao governo de São Paulo com relação ao aumento de pena aos menores infratores são as mais diversas. O candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, o único com posição definida, sugere aumentar as punições, ideia já incorporada no projeto de lei do senador Aloysio Nunes Ferreira. Alexandre Padilha não vai abordar o tema na campanha, mesmo porque a presidente Dilma e seu antecessor sempre se manifestaram contrários à redução da maioridade penal. O candidato Paulo Skaf não tem nenhuma proposta definida e, se depender dos deputados e senadores em Brasília, nada fará. Enquanto isso, a população brasileira está massacrada por estes menores criminosos que estupram, matam e roubam e têm uma pena muito pequena em troca do sofrimento causado às famílias de suas vítimas. 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

*

PADILHA E LULA EM CAMPANHA

Em campanha eleitoral, o ex-presidente Lula apresenta seu candidato ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, “como um petista muito jovem e médico que foi para a Amazônia cuidar de doenças tropicais”. Pelo visto ele cuidou mesmo das doenças, porque as pessoas que são infectadas por doença de Chagas, malária, dengue, leishmaniose e febre amarela continuam morrendo. Para quem não sabe, entre essas doenças tropicais, somente existe vacina para a febre amarela. Pergunto: por que Padilha não aproveitou sua passagem pelo Ministério da Saúde e não investiu na cura dessas doenças, afinal ele teve a caneta nas mãos? Para lembrar: a epidemia de aids caiu no mundo, mas cresceu no Brasil, 11% entre 2005 e 2013, e o jovem médico petista foi ministro da Saúde nesse período. Se quem não foi capaz de dar continuidade ao combate à aids, que vinha diminuindo, vai tomar conta do Estado de São Paulo? Padilha continua exibindo seus fracassos.
 
Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*

EMPREGUISMO
 
Pergunto ao sr. Paulo Skaf, por anos presidente da  Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), como não "viu" os empregos fantasmas para familiares de petistas apadrinhados de Lula, num dos Sesi, o de São Bernardo do Campo? Se não viu, é incompetente, e, se viu e não fez nada, é conivente. E ainda é candidato a "governar" São Paulo? Chega de boquinhas, e viva a imprensa livre para divulgar!
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

*

BOQUINHA

Será que Lula, ou Jair Menegueli, ou mesmo o sr. Paulo Skaf não poderiam me arrumar uma boquinha de uns  R$ 30 mil, como “aspone”? Pode ser no Sesi, no Sesc ou em qualquer outro S. Ou será que tem algum problema ético?

Fernando Pastore Júnior fernandopastorejr@gmail.com
São Paulo

*

O PV E OS RECURSOS HÍDRICOS

O candidato ao governo de São Paulo Gilberto Natalini (PV), no mínimo, falta com a verdade ao eximir seu Partido Verde da crise hídrica pela qual São Paulo passa (6/8, A8). Houve uma ocupação por integrantes do PV de todos os órgãos políticos e de gestão dos recursos hídricos estaduais, especialmente os Comitês de Bacias Hidrográficas (CBH). Desde 2009 já existiam relatórios mostrando a possibilidade de um período de seca contendo ações para mitigar seus efeitos, passando por estudos das transposições das bacias do Paraíba do Sul e do Ribeira. Tudo foi desprezado e arquivado, pois, naquele momento, o ônus político de assumir tal constrição dos recursos hídricos não era pertinente e poderia tirar votos. Hoje pagamos o preço por esse aparelhamento.

Adilson Roberto Gonçalves, pesquisador científico e ex-membro do CBH-Paraíba do Sul prodomoarg@gmail.com 
Lorena

*

ELEIÇÃO NACIONAL - SAÚDE

O candidato à Presidência Aécio Neves afirma que não quer médicos cubanos e que vai criar uma carreira nacional de médicos no País. Ele poderia acrescentar quais medidas adotou nos oito anos como governador. Como se pode deduzir, como oposição, ele faz uma proposta oportunista, tentando agradar a uma classe profissional que é desprestigiada em municípios e Estados, em termos de salários e condições de trabalho. Ou será que em Minas Gerais a saúde tem tratamento especial?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

*

EDUCAÇÃO

O artigo do sr. João Batista Araújo e Oliveira (6/4, A2) põe a nu a problemática econômico financeira do ensino público. Cabem, no entanto, dois reparos: 1) a queda do índice de natalidade já está repercutindo no número de alunos no ensino público básico. 2) O salário do professor, como em todas as profissões, não é o item principal para um bom desempenho. O principal é sua valorização por meio de medidas que o façam crescer como profissional. O poder público, por mais boa vontade que tenha, esbarra em três fatores perversos: burocracia, corporativismo e corrupção. Cabe, portanto, à sociedade civil organizada (ONGs e Oscips voltadas para a educação) unir-se para criar em grande número cursos de pós-graduação para professores recém-formados.

Roberto Pereira da Fonseca roberfon@uol.com.br
São Paulo

*

CORDÃO UMBILICAL

Segundo notícia do “Estadão” ontem (A7), “Dilma e PT discordam sobre fator Lula”, quanto ao futuro pleito eleitoral. Ela, numa atitude corajosa, rejeitando o petismo e seu criador como “âncora da sua campanha” à reeleição para presidente da República, está não só honrando a Presidência, como também e principalmente dignificando sua independência futura na gestão da coisa pública, deixando de ser criatura do desesperado que a criou, e dando um basta à intervenção constante e nefasta de um partido (PT) que vem há mais de 12 anos infectando moral, econômica e politicamente nosso desafortunado Brasil. Assim agindo, a presidente Dilma estará cortando o cordão umbilical que a prende desastradamente ao que de mais vergonhoso e antipatriótico pode existir num governo livre e honesto, a falta de autoridade própria.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis

*

DILMA E LULA

Será que ela já percebeu que pode perder e prefere perder por seus próprios (des)méritos?
  
Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br 
São Paulo

*

AFUNDANDO

“O poste” resiste a ter Lula como âncora da campanha. Diante de tal posição, sou levado a crer que finalmente a ilustre assaltante de bancos deve ter lido que âncora significa  uma peça de ferro que serve para imobilizar objeto flutuante. No seu caso específico de objeto flutuante, um apertar de botão seria suficiente para eliminar o problema.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com 
São Paulo

*

VITÓRIA PÍRRICA

Franklin Roosevelt, saudoso estadista e ex-presidente dos Estados Unidos, deixou-nos uma frase que pode emoldurar a situação dos brasileiros nos dias atuais: “Os únicos limites das nossas realizações de amanhã são as nossas dúvidas e hesitações de hoje”. A oposição sabe que, se chegar ao Palácio do Planalto, vai herdar um patrimônio bichado: que após o 6 de outubro a procela vai se abater nas nossas cabeças, ninguém se iluda. Que ninguém descarte que nos porões de maldades do Planalto estejam borbulhando as mais maléficas poções contra o povo, seja qual for o resultado das urnas eletrônicas. Dilma afirma que o aumento das tarifas de luz depende do "regime hidrológico", o que nos sugere admitir que a presidente já tem o seu 40.º ministério, o do "Regime Hidrológico", que terá como titular São Pedro. Nega que o governo esteja preparando um "tarifaço", que no seu conjunto engloba combustíveis, luz, transporte e serviços sociais como a saúde. Temo que a vitória da oposição não nos lembre a vitória do rei Pirro, do Épiro, na batalha de Ásculo, em 279 a.C. Como administrar uma estrutura em que centenas de milhares estão engajados como milícia do partido nas estatais e na própria administração do governo? Urge conserto rápido para não virar sucata.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

*

PESSIMISTAS E ILUSIONISTAS

Enquanto o alienado povo brasileiro não entender que, para progredir na vida, temos de primeiro estudar e depois trabalhar pesado, vamos continuar convivendo com a apologia do inútil, do esperto e do malandro. Enquanto os miseráveis brasileiros não entenderem que as várias bolsas oferecidas pelo governo são um auxílio de sobrevivência, uma muleta temporária e precária, para que possam manter-se em pé com vistas a superar um estágio crítico de sua vida, visando a atingir objetivos maiores e melhores, vamos continuar sendo uma sociedade de aleijados e incapazes. Enquanto os brasileiros não souberem distinguir a mentira e a malandragem da honestidade e do trabalho, o discurso vazio da proposta consistente, o planejamento sério do sonho enganador, vamos continuar à mercê de vagabundos, safados e corruptos, que, além de roubarem o nosso dinheiro, vão enfiar um belo país que tinha tudo para dar certo em mais uma experiência comunista avassaladora. O Brasil está à beira do precipício e basta um leve empurrão, dia 5 de outubro, para que todas as conquistas alcançadas se transformem em pó e sejamos mais uma vítima de governos irresponsáveis que ainda acreditam em regimes utópicos. Existem inúmeras nações como exemplo da aventura sem volta em que o Partido dos Trabalhadores quer nos enfiar. Nenhuma sobreviveu. Nenhuma! As que continuam insistindo, como Venezuela, Cuba, Bolívia, Coreia do Norte e outras nações igualmente insignificantes, o fazem à custa do extremo sofrimento e sacrifício de sua população. Dona Dilma continua pregando que quem é contra essa tresloucada aventura é pessimista. Não há como não ser pessimista na situação a que chegamos. Todos os índices de desenvolvimento e de progresso do governo Dilma que poderiam indicar algum avanço na sua administração nos dão sinais evidentes de que seu governo não deu certo e de que o País encontra-se em queda vertiginosa em direção ao fundo do poço social e econômico. Todos, sem exceção. Não é pessimista quem não quer o pior, quem não quer acreditar no ilusionismo da utopia comunista, que causa atraso de décadas aos povos e destrói gerações. Só não enxerga quem não quer ou quem está cego pelo poder. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

*

SISTEMA CORROMPIDO

Não existe um projeto para atender às necessidades básicas do povo brasileiro. Estas eleições devem registrar o maior boicote na ausência de eleitores ou de votos nulos e brancos. O nosso sistema político representativo e institucional está corrompido, viciado e ultrapassado. O povo esperava uma limpeza no Estado Democrático de Direito. Nenhum candidato vai alem dos discursos e não apresentam propostas de mudanças para as questões que envolvem a “violação do decoro e conduta incompatível com o exercício da função e até suspeitas de corrupção e incompatibilidade entre rendimento e movimentação financeira” (“Estado”, 4/8, A7, Fausto Macedo). Ninguém quer se indispor com os políticos, juízes e magistrados corruptos ou bandidos.

Sinesio Müzel de Moura sinesiomuzel.demoura@gmail.com
Campinas

*

INADIMPLÊNCIA NO COMÉRCIO

Está tendo grande divulgação na mídia pesquisa sobre os inadimplentes de cartão. Diz a pesquisa que não só o número é grande, como a maioria dos devedores declara que não pretende pagar a conta. Ora, isso não constitui motivo de surpresa, eles estão apenas praticando a religião pregada por Delfim Netto. Delfim declarou que: “Quem não deve não tem”. Portanto, segundo ele, é bem melhor ter e dever do que não dever e não ter. E ele foi ministro da Fazenda duas vezes do Brasil. 

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador

*

O CALOTE ARGENTINO

Classificados pela própria Argentina como “abutres” os fundos renitentes à redução de seus créditos, seria bom lembrar que o abutre se alimenta de putrefeitos. Deduzindo, a Argentina então é a própria podridão.

Vivaldo Cúri cicomac@terra.com.br
São Paulo

*

FAZENDO GRAÇA

Enquanto o superávit do governo cai, Dilma Rousseff apoia o calote argentino, que deve ao Brasil também. Fazer graça socialista com o dinheiro do povo é fácil.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

*

PARCERIAS

É mais do que sabido o quanto o Mercosul, ou mais propriamente a Argentina, dificulta ou inibe a maior inserção da economia brasileira ao amplo campo da economia mundial. Quem leu o editorial “Entraves à desejada parceria” (6/8, A3), que comenta o interesse do Japão na cooperação econômica com o Brasil, percebe que não só limitações de nossa infraestrutura e de nosso nível educacional prejudicam nossa integração à economia global. Para superar nossas limitações, esforços internos devem ser levados a efeito e, no entanto, para nos livrarmos de pernicioso terceiro-mundismo, ou mudamos as regras do Mercosul ou abandonamos a entidade. Com certeza não haverá outra alternativa para a solução do imbróglio.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

*

UM PAÍS DE POUCOS

Enquanto milhares de pessoas que trabalharam a vida inteira não têm recursos nem para comprar medicamentos, li na página 6 do “Estadão” de segunda-feira que juízes punidos custam R$ 45 milhões em seis anos ao País. Será esse o “País de todos”, que a “presidenta” Dilma" prega em seus discursos?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

*

ESPERANÇA

Felizmente uma notícia que nos dá esperança em relação ao fim do grande corporativismo que existe entre juízes e desembargadores: a resolução apresentada pelo conselheiro Fabiano Augusto Martins Silveira, de criar um banco de dados para reunir ações judiciais nas quais é requerida a perda de cargo do magistrado. Hoje, como sabemos, a única pena imposta ao juiz faltoso é a demissão compulsória REMUNERADA!

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com
São Paulo

*

O CONFLITO EM GAZA

A trégua está chegando à loucura de Gaza. Só não sabemos se será de algumas horas, de alguns dias ou de alguns anos. Tudo depende da avaliação de Israel e do Hamas quanto a já terem ou não realimentado suficientemente o capital de ódio entre as partes para manter o status permanente de guerra intestina durante o intermezzo de dois a quatro anos de paz relativa, durante os quais ambos os lados dessa loucura calculada se prepararão para o próximo surto. Nesse intervalo, serão anunciados novos assentamentos na Cisjordânia e a construção de milhares de edificações em Jerusalém oriental, de preferência às vésperas de viagens do secretário de Estado americano ao Oriente Médio para propor um novo plano de paz. Enquanto Israel avança em seu plano de longo prazo de expansão territorial na Cisjordânia, incompatível com a paz, serão disparados mais alguns milhares de estúpidos foguetes pelos terroristas do Hamas - estes, sim, os maiores inimigos do povo palestino -, eficazmente interceptados pela defesa israelense. Enquanto isso, os negociadores internacionais continuarão desempenhando seu papel de palhaços nesta trágica farsa representada por dois monstros brutais entre cujas mandíbulas é mastigada a população de Gaza. A verdade é que, ao contrário do que desejam as pessoas de bem em Israel e em Gaza, o Hamas e o governo israelense, ambos dominados por extremistas, não desejam a paz, pois a razão de ser de ambos é a guerra, através da qual mantêm seu poder político em Gaza e em Israel. Não nos iludamos: o Hamas faz o jogo do governo israelense e este faz o jogo do Hamas. Enquanto não houver uma mudança real nesse paradigma, não haverá paz para valer. Só atores externos de peso que se recusem a participar da farsa, principalmente os EUA e o Egito, conseguirão realizar essa façanha.

Jorge Manuel de Oliveira jmoliv11@hotmail.com 
Guarulhos

*

ISRAEL X PALESTINOS

Rafael Eldad, embaixador de Israel no Brasil, resumiu a grave situação do Oriente Médio desde 1948: “Se os palestinos abandonarem as armas, teremos paz. Mas, se Israel abandonar as armas, deixa de existir”. Às vezes, uma frase vale por mil palavras. Paz, shalom, salam!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*

CRUELDADE

Nos horrores praticados pelo Hamas ou por Israel, penso que não existem mocinhos e bandidos, simplesmente a crueldade vence e, entre mortos e feridos, salvam-se poucos, ou ninguém...

M. Isis Meirelles Monteiro de Barros misismb@hotmail.com  
Santa Rita do Passa Quatro

*

O QUE MUDOU?

Há um século, o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou: “A Inglaterra acaba de declarar a guerra à Allemanha. Em Petersburgo, grande multidão estacionou em frente da embaixada da Inglaterra, acclamando calorosamente o rei Jorge e a Gran Bretanha, pela sua attitude diante do conflicto europeu”. Cem anos depois, o mesmo jornal  publicou:  “3,2 mil foguetes  palestinos  foram lançados contra o território israelense e 3,8 mil alvos foram atacados por Israel na Faixa de Gaza”. Vê-se que o mundo continua igual. Mudou somente o acordo ortográfico. 
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.