Fórum dos Leitores

PETROBRÁS E CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

12 Agosto 2014 | 02h04

Liberdade de imprensa

Nada melhor que o jornal diário para nos exercitarmos sobre linguagem, economia, política e comportamentos. No Estadão de ontem lemos, na página A4, uma chamada sobre Pedro Dallari, da "Omissão" da Verdade, rebuscando o passado - tática usada para nos distanciar do presente - sobre fatos ocorridos durante a ditadura; e Dilma Rousseff chamando de factoides fatos exaustivamente provados e comprovados de lesa-pátria no caso da Petrobrás, fazendo o mesmo que Stalin (acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é) ao dizer que não se deve misturar eleição com o caos causado na empresa, do qual ela foi uma das artífices (ou cúmplice?). Esqueceu a dona presidente que isso é o que mais o seu partido faz? Alexandre Padilha, do seu time, está até convocando São Pedro para acusar o governador Geraldo Alckmin pela falta de água em São Paulo. Não bastasse, na mesma página lemos no rodapé que Marco Maia (PT-RS) quer ouvir a ex-contadora do doleiro Alberto Youssef sobre as acusações que fez à revista Veja neste fim de semana, envolvendo políticos "próprios e alugados". Uma analista já foi demitida do Santander por se preocupar com os clientes do banco. Então, tudo está certo nesse governo? A imprensa é livre só para dizer o que o PT quer? O Brasil ocupa o 111.º lugar em liberdade de imprensa no mundo. Desafiamos esse tão excelente desgoverno a nos mostrar em que posição estaremos quando essa gestão acabar!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Soco no estômago

O sr. Gilberto Carvalho declarou que os que criticam a Petrobrás "deveriam pensar muito antes de criticar, sobretudo o PSDB", que, segundo ele, queria privatizar a estatal. "Pasadena é parte dos problemas que todas as empresas têm e que se as pessoas erraram, vão ser punidas", continuou o ministro. O cinismo aí contido é um soco no estômago de quem acompanha esse caso. Primeiro, porque nenhum partido até hoje jamais cogitou de privatizar a Petrobrás. Imputar isso ao oponente é fazer um jogo sujo demais, jogo recorrente que nem mais surpreende, pois esse tipo de malevolência está no DNA do PT. Duro mesmo é ter de tomar conhecimento da lógica do ministro de que o caso Pasadena é uma transação banal, como se dar tal prejuízo à estatal que é de todos nós, da ordem de R$ 2 bilhões ou R$ 3 bilhões, fosse algo sem importância. Quanto à punição dos responsáveis, creio que o ministro sabe muito bem quem deve ser punido: todos os que permitiram essa patética aquisição, a começar por dona Dilma Rousseff, presidente, à época, do Conselho de Administração da nossa Petrobrás. E, para finalizar, quem está tentando parar o Brasil não somos nós que nos revoltamos contra essas excrescências todas, mas os aloprados do PT, que só têm protagonizado malfeitos atrás de malfeitos, a começar pelo mensalão até os dias de hoje, sem parar.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Comprometer mais o quê?

Dilma diz que é muito perigoso usar "factoide político para comprometer uma grande empresa e sua direção". A pergunta correta é: comprometer mais o quê? Depois que a Petrobrás foi privatizada para o lulopetismo & Cia., deixou de ser uma empresa dos brasileiros. Aparelhada politicamente, perdeu valor de mercado, importa grande parte do combustível consumido no Brasil (onde está a autossuficiência pregada em 2006 pelo chefe-mor?), está envolvida em negociatas e escândalos, superendividada, etc., etc. Quem comprometeu e continua a comprometer a empresa, além da gerentona que foi ministra de Minas e Energia e da Casa Civil e presidiu o Conselho de Administração da Petrobrás, foram os diretores da antiga e da atual administração. Na hora de sujar as mãos de óleo negro, em meio a mil elogios à produção da Petrobrás, as TVs mostraram a festança. Agora é hora de assumir as responsabilidades ao serem mostradas as sujeiras e os desmandos na administração dessa empresa, da Eletrobrás, etc.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Factoides

A presidente Dilma chamou de "factoides" as graves denúncias da ex-contadora do doleiro Alberto Youssef Meire Bonfim Poza. E ainda disse que não se deve "misturar a eleição com a maior empresa de petróleo do País". Ora, as denúncias do mensalão também foram chamadas de "factoides" por diversos petistas. E vários petistas foram denunciados por dossiês durante eleições passadas - os aloprados, por exemplo. A diferença é que as denúncias da sra. Meire estão recheadas de provas. Véspera de eleições ou não, não importa!

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Nossa presidente classifica como factoides os "malfeitos" atribuídos à Petrobrás, a seus diretores e a qualquer pessoa ligada ao escândalo, porém, para nós, cidadãos comuns que pagamos os impostos, isso é tão factoide quanto o mensalão, que à época Lulla disse tratar-se de uma farsa e em breve provaria que tudo não passara de armação. Pois bem, o tempo mostrou que o mensalão existiu e Lulla desistiu de provar o contrário. Se tivéssemos uma oposição atuante, todos os "malfeitos" na Petrobrás viriam à tona e com grande chance de acabar em impeachment.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Classificando os acontecimentos na Petrobrás de factoides, Dilma prova que lhe falta a noção de correção na gestão.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Se, para Dilma, a situação da Petrobrás é factoide, como ela classifica as costumeiras histórias inverídicas de seu partido para difamar a concorrência, principalmente em época de eleições?

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

Seria de bom alvitre lembrar, ou relembrar, à maior autoridade (sic) deste país que factoide é deputados e senadores receberem salários para ficarem em casa, combinar depoimentos em CPI, prometer desconto de 20% na conta de luz e afundar distribuidoras em dívidas impagáveis, entrar em sites de jornalistas para deturpar opiniões, fingir que não são com ninguém do (des)governo as declarações da sra. Meire Poza, alegar que ter 39 ministérios é sinal de progresso, a Petrobrás nada em mar de rosas e a inflação está sob controle, ir a templo evangélico e se "converter" na maior das cristãs... Eita, semaninha movimentada. E falando nisso, já são 1.778 dias e nada de a tarja preta desaparecer.

JOSÉ ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com

NOS PORÕES DO PLANALTO

Dona Dilma Rousseff disse ser “absolutamente inadmissível” o uso da rede de internet do Palácio do Planalto para alteração de perfis de jornalistas “inimigos” na Wikipédia. E completou dizendo que, se alguém quiser fazer, que o faça, mas sem envolver o governo. Uma no cravo e outra na ferradura, o salvo-conduto dado aos “cumpanheros” da fábrica de dossiês dos porões do palácio, comandada pelos aloprados, desde que não deixem rastro. Ah, bom... Quanto cinismo!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul

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CONFIANÇA DESGASTADA

Todos sabem que a Wikipédia é a maior enciclopédia virtual do mundo, porém o que ninguém poderia imaginar é que os perfis dos jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão fossem ser modificados (em maio de 2013) por meio da rede de internet do Palácio do Planalto.  Um absurdo como esse, cujo objetivo era, está claro, criticá-los na Wikipédia, acaba comprometendo a liberdade de informação e a confiança já desgastada da população no atual governo.
 
Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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TROMBADINHAS

Este episódio da alteração do perfil de dois jornalistas, oriunda dos computadores do Palácio do Planalto, é coisa de trombadinha. Aliás, do partido que está instalado lá não se pode esperar outra coisa. É do perfil do partido.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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PUNIÇÃO

Caso o ministro-secretário Gilberto Carvalho queira mesmo punir alguém por ter permitido modificações de perfis de jornalistas, não precisa criar comissão para apuração do caso, basta chamar o  companheiro encarregado da rede wi-fi que não tomou as devidas precauções para que o sistema não ficasse exposto a alterações provenientes de visitantes do Planalto. Imagine-se só o que mais pode ter acontecido  nessa rede fragilizada? Depois reclamam de espiões ou  querem  punir os hackers, quando  os culpados estão  à vista.

Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com 
Rio  de Janeiro

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NÃO FOI A CIA NEM SNOWDEN

Foi gente do próprio Planalto que modificou, na rede do palácio, os perfis dos jornalistas da Globo Miriam leitão e Carlos Alberto Sardenberg, com o intuito de levantar inverdades contra esses profissionais da nossa imprensa. Especialistas na área econômica, setor em que o governo petista vai de mal a pior, certamente as críticas desses jornalistas não têm agradado ao Planalto. Esta turma do PT, que afirma fazer “o diabo” para atingir seus objetivos eleitorais, não suporta críticas, macula o direito da liberdade de expressão e a nossa democracia – assim como obrigou recentemente que uma analista do Banco Santander fosse demitida porque orientou seus investidores de que tempos piores nos esperam na economia se Dilma for reeleita em outubro. Lamentável por todos os aspectos essa vigilância autoritária sobre os filhos desta terra. Como era exatamente comum também nos tempos da ditadura militar. O que diria Dilma se Barack Obama ligasse para perguntar quem invadiu os computadores do Planalto?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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INVESTIGAÇÃO

A presidente Dilma Rousseff deveria contratar os serviços do americano Edward Snowden, que atualmente está exilado na Rússia, para descobrir quem usou computadores do Palácio do Planalto para alterar perfis de jornalistas na enciclopédia virtual Wikipédia. Com certeza desta vez não foi o governo dos Estados Unidos do presidente Barack Obama quem fez essa tamanha safadeza. 
 
Valdy Callado valdypinto@hotmail.com  
São Paulo

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ALOPRADOS

Se lá, no Planalto, eles alteram até o perfil de jornalistas, imaginem o que não fazem com os seus adversários na política. Aliás, este é um velho costume do PT de sempre: divulgar inverdades procurando depreciá-los.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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PERFIS ALTERADOS

A notícia de que nos computadores do Palácio do Planalto foram feitas alterações nos perfis de Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, da Rede Globo, na Wikipédia, não me causa estranheza. Se tem uma coisa que essa turma que está no poder sabe fazer é alterar: Pibinho, para eles, é Pibão, por exemplo. Politicamente, estamos vivendo um tempo da podriqueria. E tem gente que gosta. É uma gracinha ouvi-los dizer “vamos apurar”. Se não soubermos aproveitar o próximo outubro, o Brasil irá ladeira abaixo.                                  

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)   

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FATOS E VERSÕES

Não assusta ninguém saber que pessoas ligadas ao Planalto cometeram crimes de injúria e difamação pública por meio da Wikipédia. As calúnias sobre os jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg, implantadas na enciclopédia virtual, explicitam um ato feio, condenável e infame. Acrescente-se a isso a informação da assessoria da Presidência da República de que é “tecnicamente impossível” identificar os responsáveis pelas alterações dos perfis dos profissionais de imprensa: pura mentira para esconder as mentiras. Trata-se da famosa “bola de neve”, que se forma quando uma mentira quer esconder outra. Os dois jornalistas são profissionais que falam sobre fatos, e não sobre hipóteses. É óbvio que os fatos, objeto das análises, incomodam o governo, sobretudo neste momento que antecede as eleições. 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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MUDANÇA NA WIKIPÉDIA

Falso barulho e hipócrita indignação. Por que o Palácio do Planalto teria alterado na rede de internet o perfil dos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg? A meu ver, as alterações foram corretas. Agora, sim, ficou perfeito e verdadeiro o perfil da dupla de sábios do jornalismo de Economia brasileiro. Sardenberg e Miriam deveriam agradecer as mudanças. Não precisam mais escrever disfarçados de isentos e independentes. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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VAMOS COMBINAR

Precisamos combinar que tipo de governo escolheremos em outubro. Um governo em que calúnias contra adversários ou jornalistas são oriundas de computadores do Palácio do Planalto? Em que uma Comissão Parlamentar de INQUÉRITO, para apurar crimes contra a Nação, propõe uma investigação combinada entre inquisidores e inquiridos? Em que ministros do governo pressionam homens da Justiça para que escondam os malfeitos de seus “companheiros”, deixando o feito pelo não feito? Em que uma segunda dama é nomeada para exercer o cargo de chefe no escritório da Presidência da República em São Paulo pelo presidente dessa República? Em que um senador com uma bagagem de feitos espúrios é nomeado presidente do... Senado? Em que todo um conselho administrativo e sua presidente não são responsabilizados pelos péssimos negócios de uma empresa como a Petrobrás, levando a prejuízos incalculáveis? Vamos combinar que não é esse o governo que pretendemos para nós.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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CASO PETROBRÁS-PASADENA

“Dilma convoca entrevista e chama de ‘factoides’ denúncias sobre a Petrobrás” (“Estadão”, 11/8, A4). Essa é a imagem perfeita do “Samba do Crioulo Doido” do saudoso Sergio Porto, vulgo Stanislaw Ponte Preta, tal é o disparate da afirmação de dona Dilma. Ora, não fui eu nem o “Estadão” quem admitiu, candidamente, que não teria aprovado o negócio da compra da Refinaria de Pasadena se soubesse o teor das cláusulas do contrato (clara declaração de inépcia). Aliás, lucrativo negócio para alguém que não a Petrobrás, pois o Tribunal de Contas da União (TCU) chegou à conclusão de que houve prejuízo de US$ 792 milhões para a estatal. Não é possível que uma pessoa alçada à Presidência de um país profira uma frase alienada como essa.
 
Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br  
São Paulo

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‘FACTOIDES’

Para a presidente Dilma Rousseff, as denúncias contra a Petrobrás são factoides, ou seja, fatos sem provas que a imprensa apresenta com sensacionalismo com o intuito de se desviar de contexto relevante. Mais relevante que a roubalheira em Pasadena não pode existir, que o digam o TCU, o Ministério Público Federal (MPF) e os efeitos colaterais envolvendo diretores, ex-diretores como Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, ora presos. Diante do absurdo presidencial, dizer que tudo de que acusam os petistas são factoides, permite-se admitir que só o petismo é real, provado diante de tantas bandalheiras em que está sempre envolvido.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br  
São Paulo

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PETROBRÁS

Diz a propaganda lulopetista que a empresa é “feitapornós”, mas anda tão embaraçada que já é hora de desatar “eçesnós”. Cegos!

A.Fernandes standyball@hotmail.com  
São Paulo

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FORA DE ÓRBITA
 
Comércio quase que paralisado, as lojas fecham 83,6 postos de trabalho. O lucro a Petrobrás cai 25%. A previsão dos analistas sobre os rumos da economia são cada vez mais pessimistas. O crescimento do PIB previsto para 2014 é de 0,09%, com tendência a ser menor ainda, devido à estagnação do setor industrial. Para completar, nos impactam as fraudes ocorridas na CPI da Petrobrás, com a antecipação e estudos de perguntas e respostas sobre os desvios. São evidências claras de que os envolvidos pretendem esconder tudo. E logo vem a nossa sempre onírica presidente alegar que são “factoides” ou fatos inverossímeis o que se denuncia sobre os desmandos na Petrobrás? Quem está fora de órbita, são as denúncias ou a nossa presidente?
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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‘EXPLORAÇÃO ELEITORAL’

Sr. Gilberto de Carvalho, pense um pouco quando abre a boca e antes de dizer que “a exploração eleitoral prejudica a situação da Petrobrás”. Ora, os diretores da Petrobrás que fizeram os malfeitos, se vocês tivessem boa intenção, já teriam posto todos no olho da rua.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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FATOS & FACTOIDES
 
Dona Dilma disse que considera muito perigoso “utilizar qualquer factoide político para comprometer uma grande empresa e sua direção”. “Misturar eleição com a maior empresa de petróleo do País não é correto e não mostra nenhuma maturidade”. Muito perigoso e sem demonstrar maturidade alguma, dona Dilma, foi gastar o dinheiro público da Petrobrás na compra da Refinaria de Pasadena, segundo o TCU com perda de quase US$ 800 milhões, sem responsabilidade e preocupação deste desgoverno, bem como com os questionamentos e respostas combinadas na CPI do Senado, com envolvimento de políticos e assessores petistas na maior cara de pau, como se nada de anormal estivesse ocorrendo. Perigos, dona Dilma, são a sua reeleição e a aprovação do Decreto 8.243, tornando nossa jovem democracia numa República bolivariana, a caminho do comunismo cubano. Eleitores brasileiros, abram os olhos contra este perigos iminentes, prestes a ocorrer, com a possibilidade de perpetuação dos petralhas truculentos no poder.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com
Taubaté

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A POLÍTICA NA ESTATAL

A presidente Dilma precisa entender que eleições e Petrobrás são o mesmo assunto. Quem ganhar as eleições ganha de brinde o direito de nomear alguma nulidade para dirigir a Petrobrás, exatamente como fez o ex-presidente Lula quando nomeou a nulidade Dilma para presidir o conselho da Petrobrás, e deu no que deu. O Brasil precisa acabar com as nomeações políticas para cargos técnicos antes que essas nomeações acabem com o País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br  
São Paulo

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A GAZA DO CERRADO

Se forem colocados, de um lado, os mísseis da Faixa de Gaza e, de outro, os israelenses com seus poderosos mísseis causando morte e destruição irrecuperáveis, todos eles juntos talvez não causem tanta destruição quanto as duas bombas, essas humanas, que ameaçam o império cuja petulância ultrapassou a raia da ignomínia. Este homem-bomba é o senhor Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás que, preso, ameaça: “Se eu falar, não vai haver eleição”. Nesse arsenal estão os mísseis de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef que sabe de todo o esquema de lavagem de dinheiro do PT e de seus partidos aliados. Brasília vai se transformar na Gaza do cerrado.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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CAMPANHA ELEITORAL

Dilma Rousseff, com evangélicos: “Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. Nossa! Como será que se deu esta súbita conversão à  fé religiosa? Um verdadeiro milagre para quem dizia até pouco atrás que seria capaz de "fazer o diabo" para ganhar as eleições. 

Eliana França Leme efleme@terra.com.br
São Paulo

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DEUS, O DIABO E DILMA

Dilma disse às evangélicas da Assembleia de Deus em São Paulo que “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”, em meio a um discurso marcado por referências bíblicas e religiosidade. Pouco tempo atrás, Dilma disse que “nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”. Será que essa apelação em nome de Deus para conseguir o voto dessas religiosas já é o início de fazer o diabo para ganhar a eleição? 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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DEUS ESTÁ VENDO

A evangélica Dilma disse, em igreja de São Paulo, que acredita no poder da oração, pediu para cerca de 5 mil pessoas orarem por ela e votar também, pois todo dirigente precisa de voto e da graça de Deus.  Pois é, nestes tempos bicudos em que a cada dia uma nova denúncia aparece no desgoverno do PT, a presidente está apelando a Deus. Já disseram que Deus é brasileiro, mais uma coisa é certa, Ele não se engana com as promessas das pessoas e tem visto todos os passos que são dados. Todos nós precisamos da graça de Deus, para nos proteger e nos guiar, não somente na hora do voto, como pensam algumas pessoas. Deus também vê uma enorme contradição na pessoa que apela por proteção e, do outro lado, parte para a intimidação. Dilma disse que faria “o diabo” para ganhar a eleição. Cuidado, dona Dilma, Deus está vendo!  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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ELEIÇÕES

Dilma disse que "precisa da graça de Deus". E eu que pensava que ela só acreditava no diabo.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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FÉ DE ÚLTIMA HORA

Dilma Rousseff deveria ter demonstrado essa dependência de Deus de longa data e bem antes das eleições. Até enganaria muitos tementes a Deus! Só pelo voto, não haverá cristão que acredite na sua fé de última hora.
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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O DESINTERESSE DO JOVEM PELA ELEIÇÃO

Apenas um em cada quatro jovens de 16 e 17 anos se inscreveu para votar nas próximas eleições, número inferior ao dos jovens de voto facultativo nas eleições passadas. Atribui-se esse desinteresse ao desencanto decorrente das manifestações de rua, mas as causas podem ser anteriores. Há muito tempo, quando vemos os políticos falarem, temos a impressão de que falam de outro país. As falas – otimista do governo e catastrófica da oposição – não condizem com o Brasil do dia a dia. O resultado não poderia ser outro: descrédito. A campanha eleitoral em curso demonstra que, em vez de propostas, os candidatos priorizam falar mal de seus adversários. O clima belicoso, em vez de atrair o povo, o afugenta e potencializa a repulsa à desgastada figura do político. Precisamos mudar o eixo das discussões. Os malfeitos – não importa quem seja o malfeitor – têm de ser todos apurados pela polícia e promotoria e apenados pela Justiça, sem nenhuma interferência, corporativismo ou tráfico de influência. Os candidatos têm de encontrar meios de chegar ao eleitor e convencê-lo de seus bons propósitos. É fundamental que o eleitor veja o voto como ferramenta de condução do País, não como uma ineficaz obrigação legal. A retração do jovem ao alistamento eleitoral é sintomática e mau prenúncio, pois é o jovem de hoje que comporá do quadro de eleitores das próximas cinco décadas, já que o voto é obrigatório até os 70 anos de idade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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TÍTULO, OS JOVENS E A DESESPERANÇA

Jovens demonstram pouco interesse em votar, dizem os jornais. Parece bastante óbvio que aconteceu com eles o que aconteceu com muita gente mais velha: a falta de esperança e a sensação de que não adianta lutar por coisa nenhuma no Brasil. Setores grandes de instituições como a Polícia Federal, o Ministério Público, a Justiça Eleitoral, o Congresso e mesmo o STF, aparelhados pelo PT, transformaram o Brasil em uma usina de impunidade. Ignoram os clamores da sociedade, atuam de costas voltadas ao bem da sociedade. Inquéritos abertos que nunca são concluídos, outros que nunca aconteceram, investigações terminadas em pizza, julgamentos de crimes graves punidos com penas brandas. A democracia anda de braços dados com o Estado de Direito, com o cumprimento às leis, com instituições livres e honestas. Democracia não é somente voto. Termos o “direito de votar” não quer dizer que tenhamos uma democracia de fato, como bem sabemos. Há 12 anos somos desencorajados a exercer nossa cidadania. Eis aí a prova. 

Maria Cristina Rocha Azevedo crisrochazevedo@hotmail.com
Florianópolis

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OS JOVENS E A POLÍTICA
 
É deveras preocupante para nossa incipiente democracia a revelação de que, após os protestos de junho de 2013, caiu a participação dos jovens na política. Num primeiro momento, achávamos que a participação iria aumentar, mas aconteceu o oposto. “Voto não muda nada”, lamentam estudantes adolescentes, decepcionados com a falta de perspectivas políticas e com os rumos tortuosos por que vai o País. Alguma razão assiste à rapaziada em assim pensar. Nosso sistema representativo, há muito embolorado, de fato, pouco nos representa e, da forma como se manifesta – com baixíssima participação da cidadania –, mais se presta a reproduzir “tudo isso que está aí” que mudar o que “deve ser mudado”. Num país onde bolsas, quotas e adjutórios diversos viciam e aprisionam o cidadão aos grilhões da dependência, definindo a preferência eleitoral de milhões, assistimos, em pleno século 21, não ao aperfeiçoamento das práticas democráticas, mas ao retorno, repaginado, do velho “curral eleitoral”, agora não mais de centenas ou de milhares, mas de milhões de analfabetos funcionais ávidos por um cartão de benefícios diversos concedidos pelo “welfare state” de araque criado pelo PT. Não foi para isso (“que está aí”) que a parte viva e consciente da sociedade lutou no pós-militares, muito menos pelo que a moçada saiu às ruas em junho de 2013, enfrentando cassetete e gás de pimenta.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

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NOVOS MUNICÍPIOS

No que pese a maior clareza e ponderação do novo projeto de lei que regulará a criação de mais municípios no Brasil, algumas objeções ainda devem ser postas, mesmo com a defesa do novo texto feita no editorial “Uma lei para os municípios” (11/8, A3). Estudos de viabilização de municípios preconizados na proposta de lei podem ser manipulados, da mesma forma que os estudos de impacto ambiental o são, causando enorme prejuízo a áreas frágeis, como as várzeas de rios, constantemente vítimas da especulação imobiliária e industrial. A restrição das consultas sobre o destino dos novos municípios apenas aos cidadãos que vivem nas áreas geograficamente envolvidas descarta a manifestação de todos os demais, que terão os recursos do Fundo de Participação dos Municípios subtraídos para a criação desses novos municípios. Por fim, se fosse exclusivamente por interesses honestos de propiciar maior desenvolvimento a regiões que querem se emancipar, a lei seria atrelada a mecanismos que coibissem ou mesmo eliminassem a proliferação dos cargos públicos e a remuneração dos novos prefeitos, vereadores, secretários e um longo etc.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com 
Lorena

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NA CALADA DA NOITE

Na calada da noite, lugar preferido dos assassinos, estupradores e assaltantes, o Senado federal aprovou a criação de mais 200 municípios. Assim como os criminosos citados, o País sofre mais um “crime” contra um mínimo bom senso. 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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MAIORIDADE PENAL

No jornal “O Estado de S. Paulo” de ontem foi publicada uma reportagem sobre a corrida eleitoral dos candidatos ao Senado. O que causa estranheza é que o principal discurso deles é a segurança pública, mais especificamente o tema maioridade penal. Há anos a população clama por uma atenção a este assunto, pesquisas informam a cobrança dos brasileiros para que os representantes discutam e tomem as providências necessárias, mas nenhum dos candidatos citados o fez enquanto senador, prefeito ou governador. Na hora de falarem de casos, um dos candidatos citou o que envolveu minha filha. Defendo há mais de dez anos algumas medidas que minimizariam esse problema, entre elas a responsabilização do menor infrator que comete crimes graves, independentemente de sua idade, e nunca deram ouvidos. Entendo como medida mais eficaz a responsabilização do menor que cometer crimes hediondos, independentemente da idade. A ideia é a verificação do “animus necandi”, ou seja, a vontade de matar. Assim, ao cometer um crime, o jovem deverá ser examinado por uma junta psiquiátrica competente, que vai analisar se ele tem ou não consciência do que fez. Em caso afirmativo, o juiz, por meio de uma alteração legal, e não constitucional, emancipará o menor para ser julgado como maior, cumprindo o início da pena na Fundação Casa e, após atingir a maioridade, no sistema prisional comum.

Ari Friedenbach, advogado e vereador cscruz@camara.sp.gov.br 
São Paulo

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SEVERA PUNIÇÃO 
 
A maioria do povo brasileiro fica informada por meio dos meios de comunicação das verdadeiras barbaridades cometidas por criminosos menores de idade. A impunidade desses bandidos, pela sua minoridade penal, não só os encoraja cada vez mais a cometerem crimes cada vez piores, como ainda serve de péssimo exemplo aos menores ainda não criminosos a seguirem a mesma trilha. E a população desprotegida e, infelizmente, passiva, fica aguardando que alguma severa providência seja tomada pelas autoridades competentes. Só que as autoridades competentes tomam providência alguma, ficando só no diz que diz. Gravíssimo! Está na hora de a população brasileira tomar providência para que essa impunidade acabe. Só a mobilização popular poderá pressionar as autoridades competentes para que sejam tomadas concretas providências para aprovar no Congresso Nacional a mudança da lei da maioridade penal. Tenho certeza de que, com uma lei mais severa, os menores delinquentes abandonarão a tese de que para eles a impunidade quase total existe. Faz pelo menos 20 anos que defendo esta proposta, já encaminhada para todos os membros do Congresso Nacional e entidades e associações dos advogados: não vai adiantar absolutamente NADA reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos. As armas que estão nas mãos dos que têm entre 16 e 18 anos incompletos passarão para as mãos dos que têm entre 14 e 16 anos incompletos. Senhores congressistas, membros do Poder Judiciário e juristas, a minha proposta leva a uma solução simples e objetiva: 1) o menor que cometer o primeiro crime responderá como menor; 2) automaticamente ele será emancipado pelo Estado; e 3) a partir do segundo crime, o menor, já emancipado, responderá como maior. Assim, os “di menor” pensarão muito antes de cometerem o segundo crime e também não serão mais usados pelos criminosos maiores de idade para levarem a culpa por roubos, furtos e, o mais grave, latrocínios e assassinatos. O único porém é que não me responderam ainda se o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) permite essa emancipação. Se não permitir, que se mude o ECA, uma das maiores aberrações de acúmulos de erros cometidos pela desgraça denominada “politicamente correto”.

José Luiz de Andrade Figueira jlafigueira@hotmail.com 
Porangaba

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MENORES NÃO PUNIDOS
 
Os eleitores precisam ficar atentos para os candidatos que defendem a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, medida que, sem dúvida, poderia eliminar grande contingente de delinquentes, inclusive maiores, porque milhares deles usam os menores para perpetrar suas ações criminosas, sabendo que o ECA é bastante complacente e ineficaz na maioria dos casos graves. A providência é urgente e não comporta mais delongas, valendo ressaltar que, reduzida a maioridade penal, já teremos também uma redução sensível na criminalidade, porque se saberá que as penalidades atingirão os menores costumeiramente delinquentes. É escolher os candidatos favoráveis à tese e neles votar, operando-se, desde já, mudanças na segurança pública, o maior ponto fraco do atual governo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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‘PUBLICIZAÇÃO DA UNIVERSIDADE’

Cumprimento, pela coragem, o professor José Antonio Segatto, da Unesp-Araraquara, autor do artigo “Publicização da universidade” (10/8, A2), que  me motivou  e  escrever. Tenho gratidão à Universidade de São Paulo (USP), onde se formou um de meus quatro filhos. Infelizmente, a USP se transformou numa pesada máquina burocrática, um feudo intocável. Posso falar isso porque sou fornecedor de produtos e serviços dessa instituição e conheço um pouco dessa máquina. Qualquer entidade privada já teria enxugado seus quadros de funcionários e reduzido seus inúmeros departamentos administrativos. Dou um exemplo: cada faculdade mantém uma estrutura administrativa própria de compras. Se houver 10 faculdades dentro de um mesmo campus, haverá 10 departamentos de compra. Isso é inadmissível em qualquer organização privada, onde esse serviço seria otimizado num único centro de compras. Tudo o que a Faculdade de Administração da USP ensina não aplica a si própria. Há medidas básicas, óbvias, para pôr as finanças nos eixos. Mas o feudo é intocável. E não há vontade política. A USP já perdeu posição no ranking das universidades até para o Chile. Triste ver isso. Duro é ver o ICMS que pago pela minha empresa ser tão mal gasto. Não faltam tecnologia e dinheiro para projetos. O que falta é gestão. Parabéns, mais uma vez. Quem sabe nosso governador acorde para essa questão.

Marcos A. Peroza marcos.peroza@gbsinformatica.com.br 
Ribeirão Preto

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Urgem ações e medidas capazes de reverter o atual quadro de crise na USP, na Unesp e na Unicamp. Ao contrário do que tem sido afirmado por entidades sindicais, reunidas no Fórum das Seis, a crise das universidades estaduais paulistas, notadamente a USP, não é nem real nem fictícia, mas sim fruto da atual e descontrolada e manipulada “inflação”. Para resolver o problema imediato, basta o governador, a exemplo do que ocorreu no passado, elevar a alíquota do ICMS para 9,98% em caráter emergencial, para que sejam cumpridos os compromissos assumidos e estabelecidas novas normas de manutenção das unidades. É preciso lembrar que a USP tornou-se agora a única boa “referência brasileira” mundial, após os últimos “desastres políticos” de um governo populista. Só para lembrar alguns (mensalão, Petrobrás, Banco do Brasil e, agora, os anões da diplomacia, sem falar na Copa do Mundo). Maior e melhor unidade de Pesquisa e Ensino do País e da América Latina. Com mais de 57 mil alunos. Mais de 45 unidades de ensino e 239 programas de pós-graduação. Encontra-se no 70.º lugar entre as 1.270 universidades conhecidas e catalogadas no mundo. Entre as 300 catalogadas (pesquisa e ensino) e que têm nas primeiras posições o MIT, Harvard e Cambridge, este ano, e, pelo terceiro ano consecutivo, foi publicada a classificação entre as 100 melhores do mundo, de acordo com 2014 “Word Reputation Ranquing” elaborado pelo The Times Higher Education, em parceria com a Thompson Reuters e divulgado em 5/3. Foi a única universidade brasileira (81-90) e latino-americana a figurar entre as 100 classificadas pelo The Times, com 13 critérios (como relação/aluno). Portanto, senhores grevistas, vão fazer passeatas em frente ao palácio do governo, pois lá foram conseguidos os 8,5% (1988-1989) e os 9,57% (1995-1996) da cota do ICMS, e deixem a nossa universidade continuar se agigantando pela qualidade de suas pesquisas e continuar sendo centro de referência em várias modalidades como (válvulas cardíacas, fibra ótica, mecatrônica, implante dentário, etc.). Sem pesquisa não existe boa cultura.

Flavio Prada irvenia@gmail.com
São Paulo

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TERCEIRIZAÇÃO

O País precisa de um choque de modernidade para sair do estado letárgico em que se encontra. A terceirização cumpre seu papel, como brilhantemente descrito por Almir Pazzianotto Pinto no artigo “Cenários possíveis”, publicado ontem (página A2), oferecendo oportunidades de trabalho e emprego decente a milhões de trabalhadores.

Vander Morales, presidente do Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário do Estado de São Paulo e da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirizado  presidencia@sindeprestem.com.br
São Paulo

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‘CENÁRIOS POSSÍVEIS’

O ex-ministro e também ex-advogado sindicalista Almir Pazzianotto Pinto não explica direito o que seja a terceirização no Brasil. Não passou de um "passa moleque" no cipoal de leis esdrúxulas trabalhistas, mais ou menos a novidade petistas de contratação de médicos em Cuba. O patrão passa a pagar a outro patrão, que por sua repassa um salário ao peão que de fato trabalha para o primeiro patrão. Nessa meleca de leis, o "mané" na ponta da linha paga o pato de leis idiotas, politiqueiras, etc., em que os patrões apenas visam ao lucro ou ao custo menor da mão de obra por idiotices trabalhistas. Terceirização nas nações de Primeiro Mundo foi apenas uma “alternativa de produção”, que no Brasil virou alternativa de "redução do custo de salários".

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Com o propósito da reconciliação nacional, após a árdua transição da ditadura para a democracia, a Comissão Nacional da Verdade cobra um pedido formal de desculpas das Forças Armadas pelas comprovadas violações de direitos humanos nos tempos da ditadura militar, de triste memória. Seria de bom senso, justo e equilibrado que se cobrassem as mesmas desculpas dos movimentos subversivos que promoveram a luta armada contra o regime de exceção. Ambos os lados, verdes e vermelhos, cometeram abusos, assassinatos e violações da lei e da Constituição em nome de seus ideais. É hora de reconhecer os erros, apaziguar e desarmar os espíritos e reescrever a história do Brasil com a verdade dos fatos. Doa a quem doer.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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DESCULPAS DAS FORÇAS ARMADAS
  
A palavra verdade tem somente uma definição e objetivo. Antes de cobrar desculpas das Forças Armadas, esta chamada Comissão Nacional da Verdade e seu atual coordenador deveriam ser uma entidade imparcial e a serviço do povo brasileiro, solicitando, em paralelo, ao Ministério da Defesa, um pedido de esclarecimentos sobre as atividades e a verdade dos que se intitularam torturados, perseguidos, maltratados, etc. Todos os brasileiros são conhecedores das atuações criminosas e terroristas contra o Estado brasileiro e nosso povo, durante a assim chamada transição da ditadura militar realizada por pessoas/famílias que receberam e recebem indenizações milionárias e em muitos casos ainda presentes entre nós. Apenas uma pergunta: onde estão a verdade, o esclarecimento e o pedido de desculpas dessas pessoas/famílias?
 
Werner August Sönksen wsonksen@hotmail.com 
São Paulo

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HIPOCRISIA

É preciso acabar com esta hipocrisia de dizer que as Forças Armadas têm de pedir desculpas aos ex-guerrilheiros. Os cidadãos brasileiros confiam e têm orgulho das Forças Armadas. Já houve anistia ampla, geral e irrestrita. Esse assunto da meia Comissão da Verdade é apenas para desviar a atenção do que ocorre no País. Precisamos, sim, estar atentos ao presente que irá determinar nosso futuro. Se o desgoverno está tão preocupado com o que houve no passado, por que é tão amigo de países que fazem atrocidades piores?

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com 
São José dos Campos 

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RECIPROCIDADE

A Comissão da Verdade (?) do sr. Dallari cobra dos militares desculpas por atos há muito remetidos ao olvido por força de uma anistia ampla, geral e irrestrita. Por isonomia, por equilíbrio, o sr. Dallari deveria cobrar dos terroristas desculpas pelos crimes perpetrados. A situação é bastante simples de ser resolvida, basta que uma só pessoa se manifeste, a representantA dos terroristas e, ao mesmo tempo, a comandantA suprema das Forças Armadas. Isso feito o sr. Dallari e seus companheiros podem ir tratar de suas vidas e dormirem sossegados. A Nação, vítima dos terroristas, galharda e patrioticamente defendida por suas Forças Armadas, quer paz e está satisfeita com o esquecimento dos tristes dias do terrorismo vermelho.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
Campinas

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RECONHECENDO ERROS

Antes que qualquer membro das Forças Armadas venha a público pedir desculpas por ter cumprido com o seu dever, ou seja, manter a ordem em vigor, de acordo com a Constituição então em vigor, a sociedade brasileira exige que todos os membros das organizações subversivas que partiram para a luta armada, muita das vezes contra cidadãos indefesos e alheios aos acontecimentos, façam um ato de contrição. A presidente, militante de uma delas, das mais agressivas, poderia convocar uma cadeia de rádio e televisão e, acompanhada de vários companheiros, fazer uma profissão de fé, reconhecendo o erro que atrasou em pelo menos 20 anos a volta à normalidade institucional. Consultem, por exemplo, o discurso de posse de Médici.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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DEBOCHE

Há testemunhas de que Lula conversava animadamente com um general e afirmou categoricamente: “Não houve mensalão”. O general, para não ficar atrás, rebateu na bucha: “Não houve tortura”. Quanto deboche!

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O VÍRUS EBOLA E A VIOLÊNCIA

Médico liberiano que sobreviveu ao Ebola diz que doença só não foi solucionada ainda porque “só mata africanos”. Digo a mesma coisa aqui, no Brasil, sobre a violência: só não foi resolvida ainda porque só morrem em assaltos filhos de pobre. 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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O EBOLA VEM AÍ

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai isolar os casos suspeitos e os doentes nas macas dos corredores dos pronto-socorros?

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com 
Botucatu

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