Fórum dos Leitores

CAMPANHA ELEITORAL

O Estado de S.Paulo

20 Agosto 2014 | 02h04

Dilma no 'JN'

Lamentável o resultado da entrevista com Dilma Rousseff feita anteontem por Patrícia Poeta e William Bonner, no Jornal Nacional (JN). A presidente simplesmente inibiu - ou hipnotizou (?!) - os entrevistadores, dando-se o direito de só embromar e deixar passar o tempo sem ser incomodada. De quebra, ainda ganhou 58 segundos além dos 15 minutos permitidos pela regra das entrevistas, como foi com os outros candidatos. Se Aécio Neves (PSDB) e o falecido Eduardo Campos (PSB) foram postos contra a parede por questões até não tão relevantes, com a Dilma nem sequer a Petrobrás, destroçada pelo PT, foi abordada adequadamente. Tampouco as superfaturadas e não concluídas obras da Refinaria Abreu Lima e da transposição do Rio São Francisco. Como presidente do Brasil, Dilma vergonhosamente se negou a responder por que seu partido trata como heróis os condenados do mensalão. E ainda teve a cara de pau de declarar que a economia vai bem e a saúde, idem... A Globo fica devendo uma satisfação à sociedade, porque seus profissionais literalmente se intimidaram com a presença da presidente, a qual, infelizmente, não defende o País, mas com unhas e dentes defende a corrupção de seu governo e do PT. Que pena!

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Aeroporto x porto

Na série de entrevistas com os candidatos à Presidência da República na TV Globo, William Bonner fez exaustivas perguntas ao candidato Aécio Neves sobre o aeroporto em Cláudio (MG). Entretanto, nenhuma pergunta foi feita à candidata Dilma Rousseff a respeito do questionável financiamento da construção do porto de Mariel, em Cuba.

WALTER MENEZES

wm-menezes@uol.com.br

São Roque

Das perguntas

A pergunta mais fácil e abrangente que não foi feita a Dilma no JN é se ela poderia enumerar o que entregou, de fato, em quatro anos. Nem procurando com uma lupa...

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Tempo

Os 16 minutos não foram suficientes nem para não responder ao que foi perguntado.

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

E aí, TSE?

O uso de prédios públicos em campanhas é crime eleitoral. Dilma deu entrevista ao JN como candidata ou presidente? Se foi como candidata, cometeu um crime. E aí, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), vai fazer vista grossa mais uma vez?

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

Pega na mentira

Controladoria-Geral da União (CGU) é o nome atual da Corregedoria-Geral da União, cuja criação foi prevista na Medida Provisória (MP) n.º 2.143/2001, editada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Esse diploma foi sucedido pelas MPs 2.216 e 37, editadas pelo mesmo presidente, e então, obviamente como cópia levemente modificada das anteriores, pela MP 103/2003, baixada pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva. Esta última, ao cabo, foi convertida na Lei n.º 10.683/2003. Em síntese, é essa a evolução da disciplina legal que criou a CGU e é encontrada no próprio site do órgão. Entretanto, na entrevista à TV Globo, Dilma Rousseff teve a ousadia de assentar verbalmente, de forma taxativa: "Fomos nós que criamos a Controladoria-Geral da União". Essa afirmação não é verdadeira e provavelmente foi dita para auferir alguns ganhos nas urnas. Ou, então, é o caso de se admitir a hipótese, foi ela mal informada por sua assessoria, tal como ocorreu no precedente caso emblemático da usina de Pasadena? Essa reincidência enganadora é inadmissível: não tem sentido que a maior autoridade do País venha a público, na TV, para dizer uma inverdade aos eleitores. Portanto, deverá ela voltar à televisão para retificar devidamente essa sua afirmação, dando devidamente os louros a quem a eles tem direito. Isso, e se for o caso, sem prejuízo da indicação da autoria da informação falsa que lhe foi passada.

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

Guerra anunciada

A elite vermelha que nos governa deve estar muito preocupada. Afinal, numa tacada só Marina Silva ainda nem substituiu Eduardo Campos e já aparece ganhando no segundo turno, fora a margem possível de crescimento de Aécio Neves, ainda desconhecido de grande parte do eleitorado. Então, a guerra anunciada vai começar. Pela entrevista de Dilma na Globo podemos esperar muitas mentiras e números falsos no horário político, além de pressão sobre a mídia e os demais candidatos com os instrumentos de sempre: acusações, calúnias e dossiês falsos. É esperar para ver.

MIGUEL PELLICCIARI

emepe01@uol.com.br

Jundiaí

Qual classe média?

Quando a presidente Dilma, vestida de candidata, reafirma - como o fez na entrevista ao JN, desastrosa por sinal - a sua disposição de ampliar a classe média, várias questões surgem. Uma é se seu discurso tem como objetivo alargar o escopo da mesma camada social que a sra. Marilena Chaui, uma das fundadoras do PT, odeia, conforme explicitamente declarado em palestra na qual estava presente Lula, que apoiou tal posição, sorrindo. Se é, trata-se de uma inconsistência de base. Se, por outro lado, Dilma visava a focalizar o aumento da parcela da população que, segundo os estandartes do seu partido, foi incluída nessa classe pelos 12 anos de governo do PT mediante os programas demagógicos de incentivo ao consumo, cujas consequências estão levando boa parte dos atraídos a um estado endêmico de endividamento, aperto de crédito e queda na produção industrial, com aumento de estoques e ameaça de desemprego, então é provável que o tiro saia pela culatra. Pode ser também que, ao declarar seu repentino amor pela odiada classe, tenha como propósito empobrecer as camadas superiores, rebaixando-as, com o consequente desestímulo a novos investimentos, fazendo o País deslizar para situações de ansiedade na economia semelhantes às vividas pelas bolivarianas Venezuela e Argentina. Vê-se assim que ficou faltando na entrevista um importante elemento de qualificação a respeito das verdadeiras intenções da candidata, fato característico da atuação do PT ao longo dos seus 12 cansativos anos de poder.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A ENTREVISTA DE DILMA ROUSSEFF

Interessante a entrevista de dona Dilma Rousseff ao “Jornal Nacional” na segunda-feira, se é que se pode chamar aquilo de entrevista, porque ela desandou a falar papagaiadas com aquela mesma triste desenvoltura de sempre, típica de quem não está à altura do cargo que ocupa e, ainda, no mais puro estilo malufista, safou-se das perguntas numa tremenda cara de pau, atropelando o entrevistador com a costumeira grosseria que lhe caracteriza.

Sergio F. de Oliveira sergiofonsecadeoliveira@gmail.com
São Paulo

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O PREÇO DA TOLERÂNCIA

A confiança demonstrada pela presidente Dilma com sua persistente negação na bancada do “Jornal Nacional” me pareceram extremamente reveladoras. Questionada sobre corrupção, inicialmente negou repetidas vezes resposta sobre a atitude do PT ao defender os mensaleiros. Em seguida, falando sobre o investimento dos governos petistas nos órgãos de controle, cometeu imperdoável negação de um fato de enorme relevância quanto à Controladoria-Geral da União (CGU), órgão de controle diretamente ligado à Presidência. Conforme noticiado pelo “O Globo” em 17/7, um documento interno à CGU situa a dificuldade para fiscalizar a Refinaria Abreu e Lima em razão do reduzidíssimo quadro de servidores e dos inúmeros órgãos a serem fiscalizados. Essa negação é imperdoável não só pelo vínculo da CGU com a Presidência, como também pelo orçamento de Abreu e Lima, que já saltou de R$ 2,3 bilhões para mais de R$ 20 bilhões, e pelos diversos outros problemas na Petrobrás que implicam valores altíssimos. Pior, a negação da presidente é ainda mais imperdoável se considerado o alerta que lhe foi feito na abertura da reunião do Conselho da Petrobrás que aprovou a compra de 50% da Refinaria de Pasadena, em 3/2/2006. Naquela ocasião, o conselheiro Fábio Barbosa alertou ser necessário aperfeiçoar mecanismos para coibir atos lesivos ao patrimônio da companhia, que já estavam ocorrendo, implicando atenção prioritária a órgãos de controle como a CGU e o Tribunal de Contas da União (TCU). As negações da presidente Dilma me pareceram alinhadas com um relato que me foi feito logo após a denúncia do mensalão, por um já então ex-petista que conviveu com o núcleo decisório do partido. Segundo ele, a estratégia de ocupação do poder foi determinada em reunião que antecedeu a eleição presidencial de 2002, tendo Lula e José Dirceu colocado como justificativa a “tolerância” do brasileiro, que seria inclusive decorrente de uma certa prevalência pela transgressão. Agora, neste momento eleitoral determinante para o nosso futuro, cabe uma cuidadosa reflexão sobre o preço dessa tal “tolerância” – a quem ela realmente tem servido?

William Soares Muniz wmuniz@globo.com 
Rio de Janeiro

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A VERDADE SOBRE A CGU

Fica provado o método de que repetir uma inverdade várias vezes acaba tornando-a verdadeira. Além de considerar que o Brasil foi descoberto após o PT de Lula ter sido alçado ao poder, pois “nunca antes neste país” qualquer coisa havia, a então presidente Dilma também faz afirmações que fogem à verdade sem o menor pejo. O último “equívoco” foi afirmar em entrevista ao “Jornal Nacional”, da Rede Globo, que “fomos nós que criamos a CGU”, justificando o combate a corrupção em seu governo. Na verdade, a corregedoria foi criada em 2001, pelo então governo de FHC (maiores informações no próprio site do órgão). Talvez a presidente tenha sido mal informada sobre o assunto, da mesma forma que diz ter sido no caso Pasadena, que a levou a erro bem mais grave. De qualquer forma, Dilma deveria mandar uma nota aos entrevistadores falando sobre a falácia de sua afirmação ao vivo e em cores.

Leila E. Leitão
São Paulo

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CONTAS DA DOUTORA

No “Jornal Nacional”, Dilma Rousseff garantiu que os 14.462 contratados para o programa Mais Médicos beneficiaram 55 milhões de brasileiros, e o Conselho Federal de Medicina informa que há 388.015 médicos no País. Ficou claro, ou aplicamos uma regra de três? Não custa lembrar que o IBGE registrou, às 21h51 do dia 18/8/2014, o 203.006.688.º brasileiro.
  
Helena Rodarte Costa Valente helenacv@uol.com.br 
Rio de Janeiro 

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AS MENTIRAS CONTINUAM

O Conselho Federal de Medicina encomendou pesquisa nacional sobre a “saúde pública” no Brasil. 90% dos entrevistados se dizem extremamente insatisfeitos com o atendimento no setor. Apenas um entre nove conseguiu consulta antes de um mês, e, para cirurgia, a espera passa de um ano. Isso vem corroborar o que todos nós sabíamos: o problema no País não é falta de médico no serviço público de saúde, como afirmou a presidente Dilma em entrevista ao “Jornal Nacional”, para justificar a vinda dos escravos médicos cubanos. E, sim, investimentos na área nos últimos 12 anos. Somente nos últimos três anos da presidente Dilma, mais de 13 mil leitos foram desativados. E a propaganda petista mentirosa continua...

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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PARCIALIDADE

Parcial esta entrevista feita com Dilma por William Bonner e Patrícia Poeta, no “Jornal Nacional”. Procurando fazer parecer que estavam sendo igualmente duros com a candidata, como foram com Aécio Neves e Eduardo Campos, os jornalistas apenas endureceram no tom de voz ao fazerem perguntas de cunho exclusivamente político, como a que mencionou o mensalão, diferentemente da que foi feita a Aécio, sobre o aeroporto que beneficiava sua família, e da que foi feita a Eduardo, sobre o seu empenho pessoal para eleger sua mãe ministra do TCU. Em ambos os casos, perguntas que questionavam a honra dos entrevistados. Ficou faltando a pergunta sobre o que Dilma achava de ter sido isentada de culpa pelo TCU da desastrosa compra da Refinaria de Pasadena, mesmo sendo ela a presidente do Conselho de Administração da Petrobrás e dona da última palavra sobre a propriedade da compra.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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BATE-PAPO GLOBAL

Bonner foi muito bonnerzinho diante da "presidenta".

Alberto Bastos Cardoso de Carvalho albcc@ig.com.br 
São Paulo

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BOI EM TERRA ALHEIA É VACA
 
Tais quais visitas pouco cerimoniosas, bem que Bonner e Patrícia, dedo em riste, tentaram fechar o cerco sobre a presidente na sabatina do “Jornal Nacional” realizada no Palácio da Alvorada. A anfitriã, porém, como a dizer "em minha casa mando eu", respondeu ao que quis, da forma como quis, quando quis. Não rezo pela cartilha dilmista, mas achei constrangedora a esgrima.
 
Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br 
Pirassununga

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ENTREVISTA ESCLARECEDORA

William Bonner foi inconsequente, arrogante e pretensioso, quase grosseiro e mal educado em quase toda a entrevista do “Jornal Nacional” com a candidata Dilma. Fantasiado de carrasco e patrulheiro, Bonner foi mal no quesito isenção. Primeiro, como entrevistador, Bonner se alongou demais nas perguntas. Falou tanto, pelos cotovelos, com um irritante ar de superioridade, que parecia ser ele o entrevistado. Indelicado e açodado, atravessava as respostas de Dilma, que, por sua vez, mesmo assim, não deixou nada sem resposta. O petulante Bonner quebrou a cara. Imaginou que a presidenta ficaria intimidada com o tom agressivo, quase debochado, das perguntas do âncora do “Jornal Nacional”. Dilma mostrou-se tranquila e esclarecedora. Não admitiu galhofas. Nem de Bonner nem da inexpressiva Patricia Poeta. Coitada dela. Uma estagiária ficaria mais à vontade e teria participação menos obscura.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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PRIVILÉGIO DESCABIDO

Gostaria de saber por que o “Jornal Nacional” teve de se dirigir até o Palácio da Alvorada para a realização da entrevista com a "gerentona" Dilma, enquanto os demais postulantes ao cargo de presidente do Brasil têm de se dirigir às instalações deste jornal televisivo? Enquanto candidata, Dilma não deveria desfrutar de nenhum privilégio diferente dos demais candidatos, ou será que as Organizações Globo têm algo a mais em vista, em caso desse desastre administrativo lulopetista continuar no poder por mais quatro anos? Privilegiar uma candidata por ser ainda presidente do País é um descalabro e um desrespeito para com os demais candidatos, passível de análise mais profunda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cabendo a este uma punição tanto à candidata como à Rede Globo. 
 
Boris Becker borisbecker@uol.com.br 
São Paulo

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PRESIDENTE OU CANDIDATA?

A entrevista da candidata Dilma foi fraquíssima. Não conseguiu convencer ninguém porque nada explicou, nem respondeu às perguntas com clareza e com objetividade. Começou pelo local, um prédio público, onde jamais deveria ter dado entrevista ao “Jornal Nacional”. Afinal, deu entrevista não como presidente, mas como candidata, num flagrante desvio. Os outros candidatos não tiveram nem terão o mesmo benefício (ser entrevistados em seu reduto, e não num estúdio de TV). Falou muito, disse coisas que nada interessavam, enroladas, como quando falou dos médicos cubanos sem responder ao teor da pergunta, que era sobre a saúde e sobre os hospitais sem leitos e sem condições de atendimento digno. Quando perguntada sobre a posição do PT com relação aos corruptos presos, respondeu como presidente e se esquivou de dizer se apoiava a posição de seu partido, que considera os presos como grandes heróis. Ficou evidente que os apoia. Mostrou como a presidente do nosso país é fraca, pouco competente (olha a economia) e pouco afeita a contraditórios. Pena que os debates que acontecerão não são debates livres, sem amarras, pois ela levaria uma lavada de qualquer candidato minimamente alfabetizado.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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DONA DILMA NA TV

Na minha opinião, o que pesou contra ela foi a artificialidade da sua postura diante das câmeras, exibindo sorriso entre o falso e o irônico.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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SEM ARGUMENTOS

Ficou claro na entrevista ao “Jornal Nacional” de segunda-feira que é impossível à presidente Dilma Rousseff, baseada no desempenho de seu governo, justificar ao Brasil a pretensão de ser reeleita ao cargo de presidente da República.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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NÃO RESPONDEU

Ficou claro que Dilma não tem a menor capacidade de responder à altura quando questionada sobre a corrupção e a incompetência de seu partido e de seu governo.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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UM POSTE QUE FALA

Confesso que já estava perdendo as esperanças na mudança política. Mas na segunda-feira, a entrevista de Dilma Rousseff na TV Globo não deixou nenhuma dúvida: ela é mesmo um poste e tem de haver renovação. Como muita gente enganadora que anda por aí, a presidente mostrou a que veio, ou melhor, que ainda não veio e não tem condição de enganar a todos por mais quatro anos, defendendo pontos de vista que desconhece com profundidade. Quando se trata de falar dos muitos problemas brasileiros, a presidente se perde, é difusa, prolixa e, o pior, tenta enganar a todos ao vivo na TV e nos discursos, que, aliás, não sabe fazer.
 
João Direnna joao_direnna@hotmail.com 
Quissamã (RJ)

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QUANTO MAIS CONFUSO, MELHOR

Em horário nobre, na TV Globo, senti uma tremenda vergonha alheia: Dona Dilma, a "presidenta", no vergonhoso “enroleichon embromeichon” por ela protagonizado na entrevista com Willian Bonner e Patrícia Poeta. Um vexame em rede nacional. Se dependesse disso para se reeleger, com certeza estaria liquidada. Impressionante a cara de pau. Foi mais ou menos assim: tentou e não conseguiu responder a nada do que lhe foi perguntado, mas falou de tudo o que não lhe tinham perguntado. Confuso, não é mesmo? Pois é assim mesmo que gostam e sabem fazer as coisas. Bem confusas.
 
Heloisa A. Martinez heloisa_martinez@hotmail.com   
Mogi das Cruzes

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SEM RESPOSTAS

Simplesmente ridícula a entrevista da presidente e candidata Dilma Rousseff no “Jornal Nacional”. Como boa pedetista petista, fugiu das perguntas, tergiversou, mostrando, mais uma vez, não ter respostas às questionadas ações de seu lamentável governo.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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DILMA ROUSSEFF

Diante da entrevista à Rede Globo, é inacreditável que esta senhora esteja governando este país por três anos e meio, ou qualquer outro país que fosse.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo

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DESPREPARADA

A presidente Dilma mostrou-se completamente perdida na entrevista com os presidenciáveis promovida por um telejornal. Os entrevistadores a encostaram na parede com perguntas que a embaraçavam, e não respondia com lógica. Não dizia coisa com coisa e, no encerramento, fez um pronunciamento achando que tinha ido bem, quando, na realidade, foi muito mal e ainda pediu que votassem nela. Voto se pede no horário eleitoral gratuito, e não numa entrevista como aquela. Numa escala de 1 a 10, eu dou zero, e fico pensando: como é que alguém tão despreparado governa um país? Não tem preparo nem para administrar uma carrocinha de pipoca.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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MAIS RAZÃO E MENOS EMOÇÃO

Muito sugestiva a manchete de primeira página do "O Estado de S. Paulo" de ontem, dando um alerta para que possamos fazer alguma coisa diante de uma provável hecatombe que pode se abater sobre a Nação com a realidade da eleição de Marina Silva para presidente da República. Tanto o PT como o PSDB questionam a capacidade de gestão da candidata, que está entrando nessa situação por força das tramas do destino. Parece que os deuses, incluindo Tupã, estão de mal com o Brasil porque não é possível que, depois de 12 anos de desgoverno voltado para a rapina, tenhamos de suportar uma presidente que será a continuidade do PT no poder. Marina perde a sigla, mas não perde o DNA do PT. Essa eleição, com a morte trágica de Eduardo Campos, pode descambar para uma catarse emotiva que, mesmo sendo derrotado nas urnas, o PT continuará senhor da situação. A Copa do Mundo e a morte de Eduardo Campos podem influir emocionalmente no resultado. Mais razão e menos emoção nesta hora.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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ÁGUA BATE EM PEDRA DURA ATÉ QUE FURA

Não só manqueteio nem leio cartas, mas, se o PT e os tucanos baterem em Marina, tenho certeza da sua vitória, pois será vítima duas vezes. Que se cuidem.

Moises Goldstein moisesgoldstein1@gmail.com 
São Paulo

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COMOÇÃO NACIONAL

A solução para o PT, desarvorado com a comoção provocada pela morte de Eduardo Campos, seria provocar comoção nacional ainda maior, com a morte de Lula, por exemplo. Não duvidem, incrédulos! O partido acima de tudo!

Betty Vidigal vh1066@terra.com.br 
São Paulo

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COMECEM A REZAR
 
Os números da pesquisa Datafolha dando a virtual candidata Marina Silva com 21% de intenção de votos à Presidência da República e batendo Dilma Rousseff com 4 pontos de diferença (!) numa projeção de segundo turno dão a dimensão do embaraço ao projeto continuísta do PT causado pelo súbito desaparecimento de Eduardo Campos em desastre de aviação na semana passada. Meu conselho à grei petista: já que agora começaram a frequentar templos religiosos, comecem a rezar. Mas nem com muita oração contem com o meu voto.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

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UM VICE PARA MARINA

Em sendo vice de Marina Silva a sra. Renata Campos, será simplesmente arrasadora essa chapa. O povo eleitor em princípio sempre apoia o "novo". Essa chapa simplesmente vai abalar as estruturas da oposição e situação. É o "novo", nem oposição nem situação, é o "novo", somente isso.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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FUNERAL OU CAMPANHA POLÍTICA?

Gente, o que foi aquilo?! Funeral ou campanha política? É uma pena que a viúva não se tenha dado conta do que estava acontecendo. Os aproveitadores usaram a família para fazer campanha política. O fato é muito sério e Eduardo Campos não merecia isso. Vimos o sofrimento das famílias que perderam seus entes queridos, bem diferente do que vimos na televisão, no funeral de Campos. Cuidado, dona Renata, não deixe que se aproveitem da sua bondade e de seu sofrimento.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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VIVER O DIA SEGUINTE

Passado o impacto da morte de Eduardo Campos, o País vive as incertezas do dia seguinte. Não é a primeira vez que isso acontece. Em 1919, o presidente eleito, Rodrigues Alves, morreu de gripe espanhola, não tendo podido de tomar posse; em 1954, Getúlio Vargas suicidou-se; e, em 1985, Tancredo Neves morreu sem tomar posse. Isso sem falar em lideranças regionais desaparecidas prematuramente, quando ainda poderiam oferecer muito ao Brasil. Decidir quem sucederá Campos é tarefa do seu partido. Mas acompanhar o desenrolar dos acontecimentos é interesse do eleitor, que deve estar atento a tudo. Saber quem são os candidatos para poder votar de acordo com os seus próprios interesses. Em outubro, vamos escolher presidente da República, governadores estaduais, senadores e deputados (federais e estaduais). Se conhecermos bem os candidatos e suas propostas de trabalho, nosso voto será melhor e mais condizente com aquilo que pretendemos da sociedade. Para saber dos candidatos à reeleição e daqueles que já ocuparam outros cargos eletivos, basta ver se, depois de eleitos e empossados, cumpriram o prometido nas eleições passadas. Quanto a Eduardo Campos, a melhor homenagem é seguir o seu conselho, dado na última entrevista: “Não vamos desistir do Brasil”.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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RETROCESSO

Com a morte de Eduardo Campos a nossa política envelhece 49 anos. Continuamos com os Sarneys, Collor e Calheiros. Sorte madrasta.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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CACHORRO LOUCO

Agosto é conhecido mundo afora como o mês do cachorro louco. Sem entrar em detalhes sobre a origem da expressão, foi em agosto que teve início a primeira grande guerra, de 1914; que, em 1934, Hitler ascendeu ao poder absoluto na Alemanha e que o ser humano, em 1945, usou pela primeira vez – rezemos para que tenha sido a última – uma artefato nuclear com objetivos militares. O Brasil, como não poderia deixar de acontecer, foi também atingido, ao longo de sua história, pelo hálito de agosto. Foi neste mês que seu povo, em 1954, se chocou com o suicídio de Getúlio Vargas e também que, boquiaberto, viu, em 1961, Jânio Quadros renunciar após somente sete meses de governo, atitude que desembocou nos eventos de 1964. Foi em agosto também que esse mesmo povo, condoído, soube do desaparecimento de Juscelino Kubitscheck, em 1971. O deste 2014 já dá mostras do que pode ter em estoque. O processo eleitoral em curso, por si só bastante caótico e às vezes desleal, pela própria natureza, sofre com a trágica e repentina morte de Eduardo Campos e acarreta uma reviravolta no panorama das urnas que, de momento, não permite a formulação de qualquer prognóstico relativo a tendências e direções. O momento presente não é da boa política, coisa já meio rara por aqui. O que se vê, apesar da atitude por enquanto aparentemente recatada dos adversários que permaneceram na disputa, é a formação de uma espécie de leilão dos estilhaços que se originaram com a morte do jovem político, porque, afinal, a vida tem de continuar e o poder abomina o vácuo. Por outro lado, o eleitor, bestializado, a tudo assiste, vê o tabuleiro se re-arrumar e sente-se perturbado ao constatar que a nova disposição das peças visa somente a captar sua preferência, para que finalmente ele entre em cena em outubro e seja esquecido rapidamente após a partida final. É assim que a banda vai tocar. Quanto a Eduardo, que descanse em paz.  

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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PARA NÃO CAIR NO ESQUECIMENTO

A morte prematura de Eduardo Campos nos deixa dúvidas, pois ele se saiu tão bem na entrevista concedida ao “Jornal Nacional”, da Rede Globo, que certamente seus adversários políticos ficaram preocupados. Então eu lhe pergunto: não pode algum desses adversários ter contribuído de alguma forma para que esse acidente acontecesse? Faço essa pergunta porque até hoje se fala em Brizola, João Goulart e tantos outros, mas não falam de Castelo Branco, que também morreu num acidente aéreo cheio de mistérios e que ainda tentamos entender como somente o piloto conseguiu escapar. Tentamos buscar a resposta do porquê só tinha um paraquedas naquele avião que caiu com Castelo Branco, que foi usado pelo piloto para se salvar. Será que foi ou não foi armação? Por que até hoje os políticos, tanto os que são contra como os que são a favor, não querem discutir o caso? Só espero que o caso de agora não seja esquecido e seja realmente investigado.  

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí (PR)

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EM BENEFÍCIO DE QUEM?

Estranhíssimo este desastre aéreo que matou o presidenciável Eduardo Campos. Diversas pessoas que viram o desastre disseram que o avião já estava em chamas ao passar entre os dois prédios, e só explodiu ao bater na primeira casa. Ao ser aberta a caixa preta, descobriu-se que ela não havia gravado o voo que terminou tragicamente em Santos. Estava quebrada? Foi desligada? Por que não houve a sua conferência obrigatória exigida antes de qualquer voo? Nunca se ouviu dizer, em todos os desastre anteriores, que não houve registro nas caixas pretas. Ou elas somem nos mares ou estão em terra e são achadas. O avião já tinha tido uma pane dois meses antes. Sua manutenção foi insuficiente? É preciso que as famílias dos falecidos, seus parentes, amigos, os partidos que o apoiavam e o povo de Pernambuco exijam uma investigação internacional séria, profunda, não comprometida com outras forças. Já temos dois assassinatos não resolvidos: o de Celso Daniel e de Toninho do PT. Testemunhas desses casos sumiram misteriosamente, e a pergunta que fica é: “quo bono?”.

Ruth Moreira ruthmoreira@uol.com.br 
São Paulo

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DIFÍCIL DE ENGOLIR

Apesar da quase impossibilidade, está difícil de engolir se o acidente que vitimou Eduardo Campos foi mesmo acidente. A desistência de Marina Silva (para mim ainda petista) não ter embarcado; a não gravação na caixa preta; a liberação dos corpos pelo IML no prazo programado; isso sem citar a alteração (singela) da legislação sobre a investigação dos acidentes aéreos decretada pela presidente Dilma há pouco; a morte ainda não esclarecida de Celso Daniel... Tudo isso alimenta essa incerteza.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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A MÃO DE DEUS

Não tenho dúvida, Deus é brasileiro e sua mão estava presente quando do evento Copa, em julho último – deu no que deu e grande parte dos brasileiros, agora sem circo, está comendo o pão que o diabo amassou. Pergunto: e na comoção por que passa nossa Nação atualmente, a mão de Deus está presente? Lembremos de suas sábias palavras: “vim para salvar!”.

Paulo Costa costa-paulo@ibest.com.br 
São Paulo

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A BOLA DE FOGO E O GRANDE ESTRONDO
 
As pessoas que moram perto do local onde caiu o avião em que viajavam Eduardo Campos e seus companheiros estão dizendo que viram uma bola de fogo e, em seguida, ouviram um grande estrondo, e por esse motivo muitos estão achando que o avião pegou fogo no ar antes da queda. Acontece que é de conhecimento geral que a velocidade da luz é maior do que a velocidade do som. Então, a luz que foi vista antes do grande estrondo pode ser a luz produzida no instante do choque do avião com a terra. É assim com o relâmpago e o trovão, primeiro vemos a luz e, depois, escutamos o ronco do trovão.
 
Adriano Pereira de Oliveira adrianobiblianarua@gmail.com 
Tapiraí

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A BOMBA PAULO ROBERTO COSTA
 
Segundo notícia veiculada pela revista “Veja”, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que está preso em penitenciária no Paraná, vem sofrendo de convulsões nervosas contínuas pelo fato de estar encarcerado. O que nos impacta é sua bombástica afirmação: “Se eu falar, não vai ter eleição”. O significado dessa expressão deixa claro que há muita gente graúda envolvida em atos ilícitos praticados contra a Petrobrás. Sua afirmação atesta com clareza que ninguém escapará de uma investigação. Depreende-se, então, que sua vida corre perigo e a proteção adequada é necessária. Se essa bomba estourar, muita água correrá por baixo da ponte. Pobre Brasil.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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CARTAS NA MESA 

Bastaram dois fins de semana, só duas edições, para a revista “Veja” jogar na cara de todos nós, brasileiros, o resultado dos 12 anos de atividade de uma seita chamada PT (e que me perdoem as demais seitas). Lá tudo foi dito e provado e aqui, comentado de forma clara pelos editoriais deste jornal e seus brilhantes colunistas. Precisamos parar de chorar a derrota de 7 a 1 para a Alemanha, mas chorar, sim, pelos irrisórios 3% do produto interno bruto (PIB) destinados à educação. Chorar por não termos segurança nem saúde pública, mesmo com uma carga tributária absurda, que supre com "luxo ou luxúrias" as farras da quadrilha. Precisamos fazer com que a nossa ida às urnas seja realmente um gesto cívico, um grito de alerta, uma exigência com direito à cobrança, e não mais um feriado para tomar cerveja e assistir a uma pelada.

Leonidas Ronconi leonidas.ronconi@terra.com.br 
São Paulo

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SOCORRO, BRASIL

Todo o santo dia, quer nos jornais quer nas revistas, tomamos conhecimento de coisas escabrosas feitas por esta turma que está no poder e sem pudor. É Pasadena, é usina de Pernambuco, é CPI da Petrobrás (uma farsa), é TCU que isenta a presidência do Conselho de Administração da Petrobrás por trambique feito, é contadora de doleiro relatando barbaridades, é deputado amigo do pessoal do PCC, é deputado amigo de doleiro trambiqueiro, é pessoal querendo fazer almoço do Dia dos Pais para José Dirceu, e por aí vai. O julgamento do mensalão foi um belíssimo e caro circo, cuja lona já está sendo desmontada e já mandaram dois para casa. Até o Natal estarão todos em casa, rindo da sociedade. Acabo acreditando no que disse Delúbio Soares sobre o mensalão: “Isso vai virar piada de salão”. Se em outubro próximo não deletarmos, pelo voto, esse povo que está no poder, então o povo merece isso que está aí.

Luiz Francisco de Assis Salgado salgado@grupolsalgado.com.br
São Paulo

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MALAS DE DINHEIRO

A contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef, fez acusações gravíssimas contra políticos (André Vargas, Fernando Collor, Luiz Argolô, Cândido Vaccarezza, Mário Negromonte), partidos (PT, PMDB, PP), as maiores empreiteiras brasileiras (OAS, Mendes Junior, Camargo Correia), dirigente importante da Petrobrás (Paulo Roberto Costa) e apontou falcatruas nos fundos Postalis (dos Correios) e Funcef (da Caixa Econômica Federal). Se tais acusações foram confirmadas, mesmo parcialmente, então o escândalo do mensalão não serviu para nada, pois esses políticos, partidos e gente de negócio sabem como andam as coisas no Brasil real. Terminam em pizza, ou as denúncias viram “piada de salão”, como declarou certa vez Delúbio Soares. Sem esquecer, como último recurso, os embargos infringentes.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com 
São Paulo

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DÃO MOTIVOS 

Este Negromonte, político baiano, escancaradamente envolvido com o doleiro da Operação Lava Jato, com Pasadena e outros escândalos mais (herdeiro, na criminalidade, de Carlinhos Cachoeira), pois bem, este Negromonte foi escolhido pelo governador Jaques Wagner, semanas atrás, para membro do Tribunal de Contas da Bahia. Depois reclamam de perseguição da mídia de "direita".

Roberto Viana Santos rovisa681@gmail.com 
Salvador

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‘TRIBUNAIS DO FAZ DE CONTA’

Excelente o artigo “Tribunais do faz de conta”, de Suely Caldas (17/8, B2), nos informando sobre os problemas dos Tribunais de Contas da União (TCU), Estaduais (TCEs) e dos Municípios (TCMs). Infelizmente, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) procurando corrigir a situação existente não teve condições de ser aprovada por contrariar interesses defendidos pelos partidos, seus candidatos e parceiros: Imagino que a reação seja maior se for apresentada PEC estabelecendo compromissos para os partidos, criação dos mesmos e eliminando a possibilidade de aparelhamento das organizações do Estado (federais, estaduais e municipais) para tornar as organizações eficazes e eficientes. Creio que qualquer mudança do vulto sugerido terá de partir da sociedade civil com o número de assinaturas necessárias a um referendo nacional.

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br 
São Paulo

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PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO

Concordo inteiramente com o teor dos comentários de Suely Caldas sobre os Tribunais de Contas. Da maneira como estão constituídos, não servem para nada, a não ser servir como prêmios de consolação para políticos não eleitos e apaniguados. Entendo que a custosa estrutura funcional que eles têm poderia muito bem ser substituída por empresas de auditoria externa, contratadas por meio de concorrência pública. 

Adão Roberto Derisio adamsrobertsp@hotmail.com 
São Paulo

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AINDA PASADENA

Penso que a discutida maracutaia na compra da Refinaria de Pasadena possa ser expandida sob um outro ponto focal. Existem dados que desconheço e/ou que foram esquecidos e omitidos, apesar de fatais. Fala-se muito do preço e das despesas na compra, mas nada que eu pudesse ler sobre a evolução comercial da refinaria, afinal uma indústria, fonte de negócios, lucros e retorno de investimentos – detalhes bem capitalistas. Espera-se que oito anos seja um prazo razoável para que o investimento se pague e para que haja lucro, como num business qualquer. Pode até ser possível que, hoje, no fim das contas, todos os exageros já tenham sido pagos, amortizados e sacramentados. Ou não?

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br 
São Paulo

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MOTIVO INSUFICIENTE?

Seria necessário mais alguma novidade sobre as manobras financeiras envolvendo a Petrobrás e seus gestores para que a justiça seja feita? Por muito menos o "caçador de marajás" sofreu impeachment, ou não? Os defensores da democracia de outrora se esquecem dela agora?

José Jorge Ribeiro da Silva jjribeiros@yahoo.com.br  
Campinas

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ABACAXI

Em 2008 a Petrobrás foi a garota-propaganda da campanha do PT. Maior empresa do Brasil, pré-sal na mídia, lucros e o cambaus. Agora, que a empresa está quebrada, suja pelos mais diversos escândalos, não se pode misturar a empresa com política. Estes são os políticos que merecemos? Vem aí aumento de preço da gasolina e do diesel. O que vai acontecer com os preços? A Bolsa disparou, as ações da Petrobrás se valorizaram só pela notícia do possível aumento dos combustíveis. A coisa começa assim: não haverá aumento e preços. Depois vem a correção: os preços estão defasados em relação ao preço internacional. Logo em seguida: não temos alternativa que não seja a correção dos preços. E depois vem um aumento de 20% a 25%, que levará nossa inflação às alturas, mas aí será tarde, pois o PT já teria levado a eleição. Vamos ver como Lula e Dilma descascam esse abacaxi.

Odair Picciolli odairpicciolli@moradadoscolibris.com.br 
Extrema (MG)

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O PREÇO DA GASOLINA

O preço real da "gasolina" não é o que se vê na bomba, porque ela está batizada com 25% de etanol, ou seja, o nosso litro é, na realidade, 3/4 de litro de gasolina pura. O resto é álcool, de menor valor. Fazendo o cálculo, obtemos o valor aproximado de R$ 3,20 por litro de gasolina pura. Esse deve ser o valor adotado para avaliar se a Petrobrás está ou não sendo prejudicada pelo preço da gasolina e também ao comparar o nosso preço com o de outros países.

Diarone Paschoarelli Dias diarone@estadao.com.br 
Campinas

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FORA COM OS POLÍTICOS

Está na hora de acabar com tabus e pôr a privatização da Petrobrás na pauta das políticas de inserção do Brasil na modernidade. Esse é o único caminho para diminuir a influência de maus políticos e corruptos nas decisões da empresa, que deve ter por objetivo unicamente a extração de petróleo e seu refino, com qualidade e baixo custo.

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 
São Paulo

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O STF E A REMUNERAÇÃO DOS JUÍZES

Com certeza o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, surtou. Só cabe na cabeça de uma pessoa descontrolada dizer que o Brasil ainda é uma “ilha de tranquilidade” em razão da atuação silenciosa dos 18 mil juízes do País – para referir-se à remuneração dos magistrados, considerada por ele insuficiente. Como “ilha da tranquilidade”, se a verdadeira justiça de nosso país só existe para condenar ladrões de galinha, pobres e putas? Os gravatinhas, políticos e endinheirados, na maioria das vezes, são sempre protegidos por habeas corpus. Estou errado? Só faltava esta: a Justiça suprema preocupada com seus próprios salários.
 
Leônidas Marques – leo_vr@terra.com.br 
Volta Redonda (RJ)

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MAIS TRABALHO, MENOS FÉRIAS

Convém lembrar ao dr. Lewandowski que o País está à beira de uma recessão. Então pedir aumento de um salário cujo valor já é imerecido é um acinte sem precedentes. Sugiro ao magistrado que se atualize com algum economista sobre a situação do País antes de pedir qualquer coisa. E, a propósito, o ideal seria trabalhar mais, e, para tanto, sugeriria tirar somente 30 dias de férias, e não 60, para inclusive pôr em dia os trabalhos. Acho que ele entenderá o recado.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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ROGER ABDELMASSIH

Com a prisão do ex-médico Roger Abdelmassih, certamente teremos um canalha a menos circulando pelo mundo. E que nenhum juiz do STF lhe dê mais um voto de confiança
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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TRABALHO TERCEIRIZADO

São interessares os artigos e matérias que “O Estado” vez ou outra publica a respeito da terceirização de trabalhadores no Brasil. Em geral, os empresários, consultores e advogados da causa não veem problemas no fato de uma grande empresa, por exemplo, utilizar mão de obra contratada por uma pequena empresa, mediante contrato para fornecer a ela centenas, ou milhares, de pessoas para atender a suas necessidades de trabalho humano de qualquer natureza, mesmo nas atividades próprias de sua finalidade. Ou tarefas administrativas, de engenharia de seus produtos ou mesmo de seu gerenciamento. Para quem já trabalhou como terceirizado, a questão não pode ser encarada com tal irresponsabilidade. Embora haja muitos casos em que a terceirização seja aceitável, os exageros, como sempre, não devem ser aceitos. A precarização das relações trabalhistas, embora negada contundentemente, fica óbvia para quem observa na prática o que ocorre como norma geral.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo 

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CONGRESSO BRASILEIRO DE JORNAIS

Na semana de realização do 10.º Congresso Brasileiro de Jornais, o evento mais importante do ano no setor, merece destaque especial a frase lapidar do artigo "Democracia depende do jornalismo", do articulista Carlos Alberto Di Franco (“Estadão”, 18/8, A2): "A imprensa é, de fato, o oxigênio da sociedade”. Por oportuno, merece igual destaque a condenável censura ao “Estadão” nosso de cada dia há quase 1.800 dias. Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com   
São Paulo

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IMPRENSA DE VANGUARDA

Não bastasse o respeito à qualidade da informação e da exposição incansável nos importantes espaços dos jornais dos atos degradantes que praticam os nossos dirigentes públicos, e, demonstrando que estão literalmente afinados com as regras de mercado, os principais jornais deste país lançam uma plataforma digital para centralizar a comercialização de anúncios de forma compartilhada, num endereço comum e em tempo real. Ou seja, um caminho saudável para redução de custos e da simplificação no atendimento ao público e interessados. Quesito impensável, infelizmente, pelos administradores das nossas instituições, que arrecadam cada vez mais recursos dos contribuintes, sem jamais se preocupar com a melhoria da qualidade do atendimento no serviço público. Porém, a nossa imprensa que nos enche de orgulho, inova também. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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