Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2014 | 02h03

Propaganda desnecessária

Eu só queria entender. Se o voto é obrigatório, qual a razão dessa caríssima despesa no rádio e na televisão convocando os eleitores a comparecer às urnas? A burocracia consequente ao voto obrigatório inclui penalidades para os faltosos. Por que, então, essa propaganda desnecessária?

JOSÉ ERLICHMAN

joserlichman@gmail.com

São Paulo

Horário político

Se não bastasse sermos obrigados a votar, ainda temos de aturar esse indefectível programa na TV, o horário político, que deveria ser chamado de "circo", pois todos são exatamente iguais. Uma autêntica palhaçada.

AGOSTINHO LOCCI

legustan@gmail.com

São Paulo

EM CAMPANHA

Qual é o rumo de Marina?

O Brasil é um país infeliz politicamente, pois, tragado pela desmoralização gerencial do PT, perdeu precocemente um candidato com alguma independência e potencial, Eduardo Campos, e de graça cai no colo de Marina Silva a possibilidade de concorrer ao mandato presidencial. Essa senhora, que se comporta mais como dirigente de ONG de sustentabilidade, já gravitou sem brilho no PT, no PV, e tentou criar o partido Rede, que, sem carisma algum, naufragou nas manobras das patrulhas petistas, a quem podia incomodar. Agora junta-se ao PSB de Eduardo e já entra em conflito com ele, operacional (coligações em SP e RJ) e politicamente, eis que não deseja apoios ditos espúrios de empresários e outras fontes impuras. Mostra-se inconsistente e sonhática, como disse recentemente, arraigada ainda a uma esquerda radical e retrógrada, como toda esquerda raivosa, mirando o passado, e deseja ser presidente de um País ávido e carente de gestores honestos e competentes, de que necessita em caráter de extrema urgência? Qual é de fato o rumo da sra. Marina? Já estamos nos descaminhos há pelo menos 12 anos com seus iguais. Que Deus olhe por este país.

JOÃO BATISTA PAZINATO NETO

pazinato51@hotmail.com

Barueri

Qualificações

Vejo nas cartas de leitores que muitos elogiam e parecem preferir Marina Silva para presidente. Suponho que por influência emocional pela morte de Eduardo Campos, porque ela não tem qualificações para ser a responsável pelo maior cargo público da República. Embora não tenha administrado nenhuma lojinha de R$ 1,99 que foi à falência, seria trocar seis por meia dúzia.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Dilema

A grande diferença entre Dilma Rousseff e Marina Silva é que Marina consegue raciocinar, articular, ter ideias próprias e expô-las. O grande problema é o conjunto dessas ideias. É terrível e assustador pensar no cenário de uma escolha entre as duas!

ULYSSES FERNANDES NUNES JR.

ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo

No tapetão

Rabugenta e prolixa, Marina Silva - que parece viver no mundo cor-de-rosa da utopia - quer tentar ganhar as eleições no tapetão, aproveitando-se da comoção pela morte do seu ex-companheiro de chapa.

PAULO RIBEIRO DE CARVALHO JR.

paulorcc@uol.com.br

São Paulo

Sorte dela

Coordenadores da campanha presidencial do PSB deixam seus cargos, descontentes com Marina. Sorte da candidata poder desvincular-se do que há de mais fisiológico nesse partido de família e grupinhos de interesse.

TIBOR RABÓCZKAY

trabocka@hotmail.com

São Paulo

Ironia

Não contente em ser uma espécie de barriga de aluguel, diante da recente tragédia que ceifou a vida de Eduardo Campos, o PSB corre o risco, com o devido respeito, de encarar uma autêntica gravidez extrauterina.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

DEMOCRACIA

Fernão Lara Mesquita

Cumprimentos ao jornalista Fernão Lara Mesquita pelo contundente artigo Que tal mudar a mudança? (22/8, A2), com destaque para a frase: "É da permanência ou não do Brasil no campo democrático que se trata", referência à próxima e crucial eleição. Ditadura nunca mais!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

Decreto bolivariano

Muito oportuno e fascinante o texto de Fernão Lara Mesquita, que demonstra a preocupação que deveria ter todo brasileiro consciente de seus deveres com a Pátria. Até agora nenhum candidato da oposição se manifestou sobre o famigerado Decreto 8.243. Também o Congresso não acordou ainda para o perigo que ronda nossas instituições democráticas, pois o poder representativo da sociedade cairia nas mãos dos ditos "movimentos sociais" e ONGs dos mais variados matizes. É a institucionalização do "bolivarismo" em nosso país. Portanto, acorda, Brasil! E acordem os srs. Aécio Neves e Marina Silva, manifestem-se sobre esse decreto. É hora de mostrar aos brasileiros os reais riscos para nossa democracia representativa. Falem abertamente, esclareçam a que vieram e aonde pretendem levar o País. Chega de lero-lero e subterfúgios, digam a verdade que precisa ser dita.

JOÃO M. VENTURA

joaomv@terra.com.br

São Paulo

INFRAESTRUTURA

Aeroportos

O Estado comenta que era absolutamente necessária uma melhora nos aeroportos brasileiros (Ideologia cara e ineficiente, 22/8, A3). O governo alardeou que as reformas foram concluídas para atender à Copa. Mas a realidade é bem outra. Nenhum aeroporto foi melhorado, tão só foram reformadas suas estações de embarque. As pistas de pouso, decolagem e de taxiar continuam em situação precária. Os sistemas de aproximação e aerovias estão totalmente defasados, acarretando aumento do custo dos voos.

JOHN EDGAR BRADFIELD, piloto

lbradfi@amcham.com.br

Itanhaém

CASO DE POLÍCIA

Um a menos

Aluguel da mansão, R$ 10 mil; Mercedes preta, R$ 400 mil; ver o ex-médico Roger Abdelmassih algemado, amedrontado e ciente de que vai padecer na cadeia, não tem preço. Um crápula a menos. Parabéns aos captores.

LUIZ NUSBAUM, médico

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

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‘QUE TAL MUDAR A MUDANÇA?’

O artigo de Fernão Lara Mesquita (“Que tal mudar a mudança?”, 22/8, A2) é um estridente grito de alerta sobre os caminhos projetados pelo lulopetismo para o Brasil, que, infelizmente, será ouvido por muitos poucos brasileiros, pois a maioria está sendo conduzida inconscientemente para a desgraça filo-comunista. O mundo já viu esse filme várias vezes, mas ele não fez sucesso na América Latina. A obra de Stálin e seus pósteros Mao, Pol-Pot, os Castro, Chávez e o ridículo dono da Coreia do Norte não conseguiram mostrar aos latino-americanos a malignidade dos regimes comunistas, e eis o Brasil, diante da provável reeleição de Dilma Rousseff, no caminho de se tornar mais um nessa nefasta lista. Os conselhos sociais já foram implantados, bem como o meio de remunerá-los (ninguém é de ferro...). A eliminação da imprensa livre será outro passo a ser tomado em seguida, e vai ser muito triste ver o “Estadão” transformado num “Granma”. Parece que a democracia é coisa de anglogermânico. O que os latino-americanos gostam mesmo é de um belo populismo de esquerda. Os que duvidarem, procurem ler o discurso pronunciado com sintaxe característica e estilo próprio pelo nosso "nunca por demais louvado" presidente Lula no Foro de São Paulo em 2 de julho de 2005. 

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com 
São Paulo

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O DECRETO 8.243

Poderíamos indagar, após o alerta providencial de Fernão Lara Mesquita no artigo "Que tal mudar a mudança?", se a mídia em geral não questiona o Decreto 8.243 – que subverte até a ordem com que nos habituamos a raciocinar – por negligência, conveniência ou por já ter sido, pelo menos parcialmente, vitimizada pelo próprio decreto. Claro, se houvesse oposição, certamente ela já teria se manifestado, mas esse papel tem sido ocupado por parte da imprensa que não foi cooptada. Rachel Scheherazade, do jornal do SBT, foi impedida de se manifestar atingindo em cheio o “modus operandi” da grande maioria governamental, composta e recheada, como diz o artigo de Mesquita, por mais de 30 ministérios de partidos de esquerda: “(...) qual seria a diferença entre o ‘socialismo’ do PT, o ‘socialismo’ de Eduardo Campos e o “socialismo’ de Marina Silva?”. Os exemplos proliferam, mostrando o atraso em todos os setores dos países que aderiram ao socialismo. Por que seríamos diferentes? Ora, e o que é um jornal sem opiniões? Um mero panfleto informativo no qual não se pode confiar nem nos dados quantitativos das pesquisas eleitorais ou das movimentações financeiras. Refletindo o que há de mais atrasado no mundo atual, a dona presidente do Brasil se atrapalha com números nas operações mais simples da Matemática, atrapalha-se com a semântica até num discurso com duas frases, encara a macroeconomia como se fosse uma "empresinha" de R$ 1,99, mas, na hora de descer a botinada e cercear direitos, ela é um primor de eficiência.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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A MESMICE DOS DISCURSOS

O excelente, mas não exaustivo, artigo de Fernão Lara Mesquita, até por razões de espaço no jornal, tenta compensar a pouca ênfase que a imprensa brasileira vem dedicando ao tema ideologia no governo PT. A começar pela instalação do Foro de São Paulo, que só recentemente tem recebido o destaque que merece, pela sua nocividade. Acrescentem-se a ele o PNDH-3 e o Decreto da czarina n.º 8.243, cujo objetivo é o desmonte da Constituição do Estado Democrático de Direito e, do Direito Civil – duas abjeções da civilização burguesa –, o Estatuto do Desarmamento do cidadão trabalhador, realizador, respeitador da lei e pagador de impostos, aprovado sem discussão no plenário num acerto de lideranças no Congresso, em pleno vigor do mensalão. Acrescentem-se as linhas da diplomacia brasileira coordenadas ora pelo Libelu de onde veio Marco Aurélio Garcia – o Libelu, um movimento radical de desinformátsia e outras artimanhas igualmente perigosas foi recentemente exaltado num suplemento recente de “A Folha”, como um movimento de cultura pleno de idealismo juvenil. Era algo bem diferente – ora pelo próprio Raulzito em pessoa, camuflado na Granja do Torto. Quem será o candidato que proporcionará, para o deleite do eleitor sequioso por uma verdadeira novidade, ante a mesmice do discurso geral mudancista de todos os candidatos à Presidência deste país onde "todos os partidos são de esquerda" (desculpem-me por ter citado Lula), perguntas incômodas aos seus adversários, sem medo de escancarar a nudez do rei?

Martim Afonso Paima de Haro  martim.haro@terra.com.br 
Florianópolis

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PT MINORITÁRIO

O PT é um partido minoritário, e, comunista. A coalizão é, no momento, majoritária. Os petistas, bem como pseudo ex-petistas como Erundina, propõem a atual transição ao socialismo bolivariano comunista falido. O que tem a dizer a seus eleitores - sobre isso e sobre o Decreto nº 8.243 – o PMDB de Temer, o PSD de Kassab, o PP de Maluf, e demais partidos da cega coalizão que pregam outro sistema, mas não o protegem? Se não tem explicação nem ação antes dessas eleições, podem acabar em um “paredón” igual ao do mentor cubano – quando o minoritário PT conseguir acabar com a frágil democracia, e, quando o apoio dessa coalizão fisiológica, e dos clientes da bolsa esmola, se tornar desnecessários. Portanto, que venha “o pacto deste país com a democracia” sugerido por Fernão Lara Mesquita (22/8, A2), que interessa a todos os brasileiros (exceto à elite burguesa petista que pretende se perpetuar no poder).

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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PETROBRÁS – INVESTIGAÇÃO DO CASO PASADENA

A presidente da Petrobrás, Graça Foster, e o ex-diretor da área internacional da petroleira Nestor Cerveró transferiram imóveis a familiares depois que a presidente Dilma Rousseff disse ter aprovado a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, com base em parecer técnico “falho e incompleto”. O fato de terem passado os imóveis depois dos escândalos que envolveram a Petrobrás e cujo assunto o governo vem manobrando para que não seja investigado já é motivo para fazer uma investigação. As denúncias não param, Dilma foi entrevistada pela TV Globo e nada lhe foi perguntado sobre o caso Pasadena. Triste é ver Luiz Inácio Adams, da Advocacia-Geral da União, no Tribunal de Contas da União (TCU), agindo para evitar o bloqueio de bens de Graça Foster a pedido do governo. Está explicado por que essas indicações interessam tanto ao governo. Como as pessoas se vendem por causa de um emprego! Lamentável!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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‘AS DOAÇÕES DE GRAÇA’

Endosso a estranheza manifestada no editorial de 22/8/2014, pela presença do advogado-geral da União para sustentação oral, perante o TCU, no interesse patrimonial de integrante do atual quadro de administradores da Petrobrás. Sua atuação, como advogado da administração federal direta, não pode se estender às questões afetas às empresas e autarquias públicas, a denominada administração indireta. Alô, alô, Procuradoria-Geral da República!
 
Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República aposentada anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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A AMIGA DILMA

A presidente Dilma Rousseff pode ter muitos defeitos, mas ninguém poderá acusá-la de abandonar suas amigas. A presidente continua amiga íntima da ex-ministra Erenice Guerra, mesmo depois de ela ter sido afastada do governo por avassaladores indícios de corrupção. E agora Dilma parece disposta a afundar junto com a presidente da Petrobrás, Graça Foster, atolada até a alma em tantos casos de corrupção que não caberiam nesta coluna do jornal (“Dilma defende Graça Foster e TCU apura doação de bens”, “Estadão” de 22/8). Para o Brasil, seria melhor que as duas fujam juntas para o Paraguai e vivam felizes para sempre, desfrutando dos bens que a justiça não conseguir bloquear. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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CASO DE IMPEACHMENT

Dilma Rousseff, na entrevista que concedeu à Rede Globo, negou-se a responder a uma pergunta sobre por que seu partido trata como heróis os condenados da cúpula petista pelo mensalão. Agora, demonstrando mais uma vez indiferença com o honroso cargo que ocupa, Dilma defende em público os funcionários suspeitos de práticas de ilícitos na Petrobrás, incluindo, principalmente, sua presidente Graça Foster, que, mesmo sabendo estar sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pelo prejuízo causado de R$ 792,3 milhões para a estatal na fatídica compra da Refinaria de Pasadena, nos EUA, transferiu três imóveis entre março e abril (que provavelmente poderão ser confiscados) para seus parentes mais próximos. Uma clara evidência de má-fé, que o TCU já está investigando. É, pois, doloroso afirmar que Dilma Rousseff não está apta a representar dignamente esta nação. Porque, como ela mesma disse lá atrás, faz até “o diabo” para alcançar seus objetivos. E do mesmo modo se comporta defendendo incondicionalmente seus camaradas, ou que condenados já foram pela Justiça ou que estão sendo investigados porque cometeram ilícitos contra as nossas instituições. É uma afronta! Um descalabro que fere de morte os bons costumes nesta terra tupiniquim. Ou, melhor, caso típico de impeachment.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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HORÁRIO ELEITORAL

Até novembro a situação está difícil para os brasileiros, principalmente os residentes no País. Depois de um estafante dia de trabalho, temperado com o caos no trânsito, quando finalmente chegamos a nossa casa, teremos de ficar distantes da TV. Se ligarmos o aparelho, veremos nossa casa invadida por um bando de corruptos divulgando as suas "capivaras", enojando-nos e, pior, conseguindo convencer 70% de um eleitorado formado por analfabetos e semianalfabetos, comandados pelos beneficiários de um podre sistema político, de que a cada dia se empenha para fazer crescer ainda mais o maior colégio eleitoral da face da Terra – o famigerado Bolsa Família, com seus 35 milhões de votos cativos. O Brasil sobreviverá? 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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GRADE TELEVISIVA

No ar, indiferente à Nação, mais um campeão de inconseqüência: o horário político. Obrigatório! E com a desfaçatez e o desplante de arvorar-se gratuito...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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O MESMO ELENCO

A diferença entre “Zorra Total” e o horário político é que, no “Zorra Total” a gente ri, e no horário político eles sempre prometem e não executam as promessas, pois os atores são sempre os mesmos a cada quatro anos.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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SEM CONTEÚDO

A campanha para motivar a sociedade ao voto nas próximas eleições poderia se apresentada de forma mais séria, independentemente dos apresentadores serem cantores, um de timbaladas e a outra mais ou menos por aí. Afinal, eleições e votações são momentos sérios, respeitosos, voltados ao futuro do nosso país, que ansiosamente esperamos, e não tal qual o fazem, mais lembrando shows musicais com letras vazias, ocas, bem ao nível petista retratado no currículo acadêmico do presidente do TSE, ministro Dias Toffoli. 
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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ATENTOS

A propaganda política na TV parece uma miragem da verdade. Só mentiras e enganações. Lembra-me a ilha da fantasia, tudo lindo, tudo belo, tudo terminado. Mas, na verdade, nós, que não somos idiotas, sabemos muito bem as condições de estradas, escolas, segurança e saúde no País. Tudo uma lástima. E os que têm mais tempo na TV – uma prova de que a nossa democracia não é totalmente livre, leve e imparcial – mentem mais. Precisamos ficar mais espertos do que o normal para separarmos o joio do trigo e não votar errado novamente. Chega de enganação e promessas.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br 
São Paulo

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O JOVEM E O HORÁRIO POLÍTICO

Tenho lido muito a respeito do desinteresse dos jovens brasileiros pela política. É sabido que cresce assustadoramente nesse contingente a falta de entusiasmo pelas eleições, oportunidade em que decidimos sobre os rumos do nosso país. Recentemente tive prova dessa constatação na minha casa. Eu assistia ao horário político eleitoral pela televisão e eis que chegou um jovem, meu sobrinho, que, zombando de mim, disse: “Não acredito que o senhor perde tempo com uma... dessa”.  Perdoem-me pelas reticências, não acho conveniente repetir a palavra. Retruquei dizendo-lhe que é a oportunidade que temos para conhecer as propostas dos candidatos. Ele deu uma gargalhada e disse-me: “Ah, se eles cumprissem o que propõem, estaríamos causando inveja aos Estados Unidos da América e os corruptos estariam todos na cadeia”. E continuou: “Os políticos só pensam neles e o povo é que se dane. Estes que estão hoje no comando do País prometiam mundos e fundos. Conseguiram apenas aumentar a quantidade de comida no prato do cidadão, isso por um determinado tempo, porque agora já está minguando. E prepare-se, tio, com a economia crescendo como rabo de cavalo, dias piores virão. A recessão já está aí. Não adianta camuflar”. Vou me esforçar para convencê-lo de que temos políticos sérios e capazes de tirar o nosso país do atraso. Espero que em outubro ele esteja menos pessimista e contribua votando para salvar o Brasil.       
   
Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)
              
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ATÉ OUTUBRO...

Mentiras deslavadas, afirmações dogmáticas, propostas bizarras, palhaçadas de péssimo gosto. Foi dada a largada para o horário eleitoral gratuito no rádio e televisão.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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PROPAGANDA OBRIGATÓRIA

Dá nojo ver o horário político obrigatório e as lorotas que os candidatos falam, prometendo isso e aquilo. Mas os com mandato, atualmente, nada fazem do que falam que farão. Lula, que não é candidato a nada, aparece contando as habituais mentiras, no que é doutor “honoris causa”. Eu vi o primeiro programa, mas “never more”! Para mim  não é obrigatória. Argh!

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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POR FALAR EM BIZARRICE...

...O que faz um famoso cirurgião plástico dos Estados Unidos ser candidato a deputado federal aqui, no Brasil? Será que o faturamento daqui é tão alto ou é por grande patriotismo?

Emerson Luiz Cury emersoncury@gmail.com 
Itu

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PRESIDENCIÁVEIS NA TV

Assisti atentamente a todos os presidenciáveis na TV. E cheguei a conclusão de que os brancos e nulos foram mais convincentes do que os concorrentes.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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DILMA MOSTRA SUAS OBRAS NA TV

Se Dilma Rousseff transpôs as águas do Rio São Francisco, só se foi a nado e às escondidas, porque ninguém sabe, ninguém viu.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@ul.com.br 
São Paulo

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UNIÃO DA OPOSIÇÃO

Lamentável, muito triste a tragédia que vitimou Eduardo Campos, mas também igualmente triste e burra é a decisão de Marina Silva de se lançar candidata a presidente. Ela deveria, sim, lançar-se vice na chapa de Aécio Neves. Será que ninguém percebe que somente a coesão das oposições poderia vencer Dilma?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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A TERCEIRA VIA

Eduardo Campos deixou claro que sua candidatura e de Marina Silva correspondia a uma terceira via, em contraposição às políticas conservadoras do PT e do PSDB. Destarte, não adianta Lula dizer que o tinha como um filho e Aécio Neves afirmar que ele era como um irmão, pois na realidade sua identificação era com Marina Silva. A luta pelo poder, a qualquer custo, entre o PT e o PSDB está levando esses partidos a tomarem a atitude abjeta de desqualificar Marina, que é reconhecidamente a alternativa de terceira via nestas eleições. Com a consciência tranquila e sua proverbial serenidade, Marina saberá responder à altura aos ataques de seus detratores, o PSDB preocupado com a não ida de Aécio para o segundo turno e o PT, com a possibilidade de Dilma Rousseff ser derrotada por Marina, no caso de uma disputa entre ambas na reta final. 

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br 
São Paulo

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VOLTANDO ÀS ORIGENS

Para início de tudo, como postulante ao cargo de presidente, há que se ter estofo. Não basta apenas ter um bom número de votos. Há que se ter categoria logo de início para mostrar competência em lidar com as diferenças, caso contrário, dona Marina terá de voltar ao Acre e se juntar novamente aos irmãos Viana.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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CIZÂNIA AUTORIZADA

Querem ver que agora vão autorizar rapidinho o registro do novo partido de Marina Silva, só para causar a cizânia entre seus novos e perigosíssimos desafetos? Ainda mais como o dr. Dias Toffoli à frente do Superior Tribunal Eleitoral (STE). É, os deuses devem estar conspirando para uma retumbante e sequiosa derrocada do PT. Estão vendo que, depois da última gota d’água, dos amargos 7 a 1, este povo não merece mais essa longa desgraceira destrutiva que usurpa o poder central em benefício próprio. Vade retro, pois, qualquer um é melhor do que "elles". Só não pode fazer lambanças com o agronegócio, que está verdadeiramente sustentando esta nossa terra, arrasada pela praga de gafanhotos vorazes que são os atuais mandatários embusteiros com alto viés totalitário. Invocaram “o diabo”, ele atendeu.

Klaus Reider vemakla@hotmail.com 
Guarujá 

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Paulo Skaf, na propaganda política ao Estado de São Paulo, alardeia sua capacidade de gestor por ter sido empresário. Só se esqueceu de dizer que sua empresa faliu, deixando inúmeros problemas “trabalhistas, fiscais, etc.”. A propósito, gostaríamos de saber se foram resolvidos. Ninguém pode almejar governar um Estado como o de São Paulo deixando vários rabichos para trás. Chega de maus gestores. Basta ver o que a presidenta gerenta incompetenta Dilma, sua aliada, que faliu lojinha de R$ 1,99, vem fazendo ao País. Estamos literalmente descendo a ladeira em "gestão e economia".

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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‘TESÃO’ POLÍTICO

O candidato Paulo Skaf, sob a batuta de Duda Mendonça, ex-Lula e que adora rinha de galos, diz no seu programa eleitoral que o atual governador não tem “tesão” para dirigir o Estado. Será que o nobre candidato Skaf sente cheiro de flor que vai nascer dois meses antes? Quando dirigia o Senai, era com ou sem “tesão”? O candidato Skaf está sem assunto?

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br 
São Paulo

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PEGOU MAL

Que tal um pouco mais de recôndito com seu palavreado, candidato Skaf? Como falar de educação, entre outras promessas, se em sua campanha não respeita o seu adversário? O exemplo deve vir de cima, principalmente para os jovens eleitores. Pegou muito mal!
 
Leila E. Leitão
São Paulo

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INOVAÇÃO

Já tem candidato ao governo de São Paulo inovando, levando o “tesão” para a política: “Para governar é preciso ter tesão”. Será que não está confundindo as bolas, ou, melhor, as coisas?
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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PAULO SKAF NÃO

Votar em Paulo Skaf é o mesmo que votar no PT. Assim como votar em Marina é votar no PT. Este partido (PT) é mutante e à sua corriola interessa apenas o poder – não importa o quanto e quanto custe. Não passam de chupins (chupim é uma ave que vive à custa das outras: não choca, não alimenta suas crias, enfim, não faz nada – as outras aves cuidam de seus filhotes, desde o início). Vote no PT e construa portos em Cuba, compre refinarias superfaturadas nos Estados Unidos, leve à falência a Petrobrás, quebre a Eletrobrás e alimente gângsteres como Eike Batista e a turma da JBS (Friboi, etc.). Continue votando mal. É assim que se desconstrói um país.

Geraldo R. Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 
São Paulo

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FALTA DE RESPEITO

A expressão "chula" do candidato Paulo Skaf referindo-se ao governador de São Paulo no horário eleitoral gratuito (21/8, A10) demonstra sua pobreza de espírito e o quanto ele fica distante de Geraldo Alckmin na educação e no respeito ao próximo.

José Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo

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POR SEMELHANTE MODO

Já que Skaf usou a palavra “tesão” no programa que foi ao ar no horário político, peço a sua permissão e a do “Estadão” para usar o verbo “brochar”. Já que o candidato Skaf não enxerga garra e “tesão” no governador Alckmin para governar o Estado, consegue entender por que 84% dos eleitores “brocham” com a sua candidatura?

Maurício Rodrigues de Souza mauriciorodsouza@globo.com 
São Paulo 

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VAIAS PARA ALCKMIN

O candidato Geraldo Alckmin, atual governador do Estado de São Paulo, levou uma vaia numa estação do Metrô na capital paulista esta semana. E as reclamações abordaram três questões essenciais para a população, ou seja, o transporte coletivo, a saúde e a falta d’água. Será que o povo paulista está acordando ou se trata de ato isolado, de grupos organizados? O futuro vai dizer.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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SÃO PEDRO

Alckmin ouviu vaias e reclamações dos eleitores, esta semana, por causa da escassez de água em São Paulo. Será que o confundiram com São Pedro?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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GOVERNO ALCKMIN

O governo do Rio de Janeiro, apesar de não ser do PT, é ligado ao Planalto e é usado pelo governo federal para ficar perturbando Geraldo Alckmin, que vem agindo de forma correta desde o início na crise das águas, com gente qualificada. Que Deus nos ajude e faça chover. Por enquanto, o único defeito do governador Geraldo Alckmin é ele não fazer chover, mas, ao contrário do governo federal e de muitos governos, ele dirige da melhor maneira possível o nosso Estado.
 
Roberto Moreira da Silva rrobbertoms@uol.com.br
São Paulo

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CLIMA
 
Benditas as chuvas que desafiam os candidatos do PMDB e do PT ao governo, que só falam em crise hídrica. Só que, com mais chuvas, eles serão obrigados a discutir outros programas de governo, o que também será difícil, pois ambos são frutos de um mesmo projeto paralisado: com o PIB podendo chegar a 0,5%, com as demissões em massa nas montadoras, com o gabarito na Petrobrás. Não bastassem a queda na Bolsa, o Mais Médicos, as filas quilométricas na saúde, etc. Fica difícil explicar “Dilma-vez-por-todas” que o Brasil está órfão e que São Paulo é o equilíbrio do País, que começa aqui.
 
Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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O BRASIL NO VERMELHO
 
A página 3, de editoriais do “Estado”, de segunda-feira (18/8), deu boa amostra sobre a marcha à ré do Brasil sob o comando do PT. Sob o título “A Caixa espremida”, é apontado o garrote imposto pelo desgoverno Dilma sobre a Caixa Econômica Federal (CEF), obrigada a entregar, a cada ano, dividendos maiores ao Tesouro Nacional visando a mascarar o vermelho das contas públicas. Além disso, a instituição é forçada, também, a “comparecer” com financiamentos ao setor elétrico, que foi desestruturado pelo desgoverno após intervenção maluca de Dilma em 2013. Sob o título “Nota baixa para o SUS”, o registro de que, em 1995, o País dispunha de 3,22 leitos hospitalares por mil habitantes e, em 2010, o número havia caído para 2,63. De janeiro de 2010 a julho de 2013, a rede pública perdeu outros 12.697 leitos, o que, talvez, explique a baixa avaliação popular sobre as políticas de saúde do governo do PT. Um terceiro editorial, “Perdendo mercados”, é autoexplicativo. No primeiro semestre de 2009 – diz o texto – tínhamos superávit com a União Europeia da ordem de US$ 3,2 bilhões. Em igual período de 2014, o País amarga déficit de US$ 2,6 bilhões. Passamos do azul para o vermelho – a cor do PT. No comércio com os EUA o Brasil segue o destino escarlate: no primeiro semestre de 2009 o vermelho era de US$ 2,5 bilhões; neste ano, está na casa dos US$ 4,7 bilhões. O Brasil é um dos poucos a exibir déficit nas transações com os americanos. Há três anos o superávit que tínhamos nas trocas do Mercosul encolhe ano a ano: de US$ 4 bilhões nos primeiros seis meses de 2011 para US$ 1,7 bilhão no primeiro semestre de 2014. Mais um pouco e também chegaremos ao vermelho no bloco regional. E assim seguimos, firmes e fortes; resolutos de... morro abaixo! Urge que o povo acorde, dê-se conta do vermelho em que estamos – que só se aprofunda – e faça sua parte. Dia 5 de outubro, poderá dar magnífica contribuição nesse sentido.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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PONTO DE VISTA

À pagina B11 do “Estadão” de 22/8, o correspondente em Genebra Jamil Chade saiu-se, como título para sua nota, com a frase: "Crise faz UE exportar menos para o Brasil". À primeira vista, a presunção é de que a "crise" na Europa prejudica suas exportações para o Brasil. A verdade, contudo, é que a "crise" no Brasil prejudica suas importações da Europa. O ufanismo do sr. Chade faz do Brasil o principal e, da UE, o acessório. Ora, ora, é exatamente o contrário.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br 
São Paulo

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GUIDO MANTEGA

Por onde será que anda o ministro Guido Mantega? Talvez refazendo suas contas, pela enésima vez, de inflação e crescimento econômico. Será que um dia acerta?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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O EQUILÍBRIO DAS SANTAS CASAS

As contas da Santa Casa de São Paulo são auditadas por uma comissão tripartite dos governos federal, estadual e municipal e deverão, ainda, ser submetidas ao crivo de uma auditoria independente (“Estado”, 20/8). Importante que os dois levantamentos técnicos levantem, além da execução de contas, os custos efetivos para a manutenção do hospital e sua prestação de serviços. De um estudo dessa natureza, tendo como base o maior hospital do gênero do País, poderão sair os parâmetros para o custeio das 2.500 Santas Casas espalhadas pelo território nacional, todas em crise. É importante que as Santas Casas tenham o suporte necessário ao seu funcionamento. Não precisam (nem devem) ter lucro, pois essa não é a finalidade, mas também não podem operar no vermelho. Há que de encontrar a fórmula econômica e operacional de mantê-las viáveis, até porque essa é a forma mais econômica de garantir o direito constitucional do povo à saúde. Construir e administrar hospitais públicos seriam tarefas demoradas e indiscutivelmente mais onerosas do que colocar em pé as Santas Casas.
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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