Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

26 Agosto 2014 | 02h04

O PT saiu de Marina?

É (quase) consenso que o Brasil pede mudanças. A pergunta que se faz, todavia, é: será que Marina Silva, ex-petista, ex-ministra de Lula, jejuna em administração e de pouca flexibilidade no trato político, seria capaz de promover as mudanças que tanto queremos ou será que tem em mente fazer as "mudanças" que o PT quer? A dúvida procede. A candidata é favorável à legislação bolivariana, leninista, de participação social com "conselhos populares" - melhor dizendo, "sovietes" - proposta por Dilma Rousseff no Decreto 8.243, apoiado pelo PT. É favorável também ao desarmamento da população - tema que já foi objeto de plebiscito e não passou, apesar da ofensiva publicitária do governo do PT. Marina militou num partido socialista (PT) e é candidata à Presidência da República por outro partido socialista (PSB). Todas as ditaduras, em particular as socialistas, desarmaram suas populações civis a fim de subjugá-las sem enfrentar resistência. Para completar, Marina escolheu para coordenar sua campanha Luiza Erundina, amiga socialista que também teve origem no PT. Marina saiu do PT, mas será que o PT saiu de Marina...?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Embora de coração partido, preciso dizer: Marina Silva saiu do PT, mas o PT não saiu dela. Explico. Marina pôs-se a subsumir o PSB na sua Rede Sustentabilidade, como se o movimento que ela não logrou transformar em partido fosse maior que a histórica legenda socialista. Mesmo como hóspede do PSB declara que, se eleita, não tentará o segundo mandato. E a pergunta que não quer calar: considerando que Marina não comunga com o PSB, por que aceitou ser candidata a vice e agora, após a morte de Eduardo Campos, a presidente?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@hotmail.com

São Paulo

Palavras...

Marina diz que, se eleita, não participará de reeleição. Estará ela fazendo o jogo do PT? Mais uma a guardar lugar para a candidatura do ex? Uma vez PT, sempre PT. Esse é o perigo!

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

Aparência

Marina Silva tem um invólucro que não condiz com a arrogância que deixa transparecer involuntariamente. O PSB já sabia com quem estava lidando, mas começa a sentir, na pele e na prática, que as coisas não vão caminhar conforme os planos de Eduardo Campos. Cabe ao povo brasileiro não se iludir pela singela imagem da candidata, para não correr o risco de trocar seis por meia dúzia.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Temores

Não temo Dilma - embora autoritária e grosseira -, mas temo o seu entorno, que lhe foge ao controle. Não temo Aécio Neves, que vem da velha política, mas busca renová-la e nele tenho contidas esperanças. Temo Marina, mansa e denodada fundamentalista, que pensa ser ungida pelos deuses da floresta. Seu brado mais conhecido, "perco a cabeça mas não perco o juízo", mostra o desprezo por seus conselheiros e a crença na sua onisciência.

ROBERTO MACIEL

rvms@oi.com.br

Salvador

Democracia direta

Ponto programático de Marina Silva, segundo destacado pelo Estado, só existiu nas pequenas cidades-Estado gregas e sobrevive em alguns cantões da Suíça. Nas experiências modernas de governos populistas e supostamente esquerdistas, a História comprova que a participação popular é participação dos apaniguados dos governos e dos partidos, em procedimentos pelos quais a democracia se converte em demagogia para os interesses de alguns. O que um país como o Brasil precisa é de instituições estatais sólidas, permanentes, eficazes e, mais que tudo isso, justas. Se não forem justas, para cada um dos brasileiros, e não para agrupamentos beneficiados, devem ser "reformadas ou abolidas" (John Ralws, Teoria da Justiça, Capítulo I, 1971).

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Bizarrice

Estão querendo levar o Brasil, um país livre e com perspectiva positiva no seu futuro, para um regime obscuro e sinistro, com esse negócio de democracia direta. Isso aí é o modelo que submete os cubanos à desesperança e está afundando de vez a Venezuela. As duas candidatas à Presidência da República estão sonhando com essa bizarrice e quem pode detonar isso aí é o povo, na hora do voto.

ADEMAR MONTEIRO DE MORAES

ammoraes57@hotmail.com

São Paulo

Relembrando

Nesta época em que a Marina Silva vem sendo canonizada urbi et orbi pela mídia nacional, gostaria de relembrar alguns fatos e posições da candidata. 1) Como ministra do Meio Ambiente do governo Lula, Marina negou ou atrasou a emissão da maioria dos licenciamentos ambientais relativos a projetos energéticos e hídricos que garantiriam o suprimento do País nos próximos anos. Sob sua administração, os grandes projetos hidrelétricos nacionais só foram permitidos pelo sistema a fio d'água, isto é, sem reservatórios-pulmão, que armazenariam a energia a ser produzida em épocas de estiagem. Só na usina de Belo Monte se perderam mais de 5 milhões de KW (quase 5% de toda a energia produzida no Brasil). Por essas e outras, hoje o Brasil enfrenta grave risco de apagão e precisa trabalhar com as usinas térmicas, altamente poluidoras, a todo vapor. 2) Sempre combateu o progresso técnico-científico do agronegócio, condenando de forma veemente o uso de defensivos, adubos e sementes selecionadas. Se dependesse de Marina Silva, a agricultura voltaria a ter produtividade de 50 anos atrás e o Brasil não seria um dos maiores produtores agrícolas do mundo. 3) Endossou posições do deputado federal Marco Feliciano, em sua desastrosa presidência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara. O Brasil não quer voltar a usar candeeiro, tomar banho de cuia, perseguir homossexuais e muito menos deixar de ser um Estado laico.

LUIGI PETTI

luigirpetti@gmail.com

São Paulo

Voto dos idosos

Então o governo vem atrasando o pagamento de obras do PAC? E o que dizer da não restituição do Imposto de Renda recolhido a maior? Em anos anteriores, pelo menos os idosos aposentados a recebiam em cerca de 45 dias. Neste ano (eleitoral) nenhuma restituição foi paga - os idosos estão isentos de votar, mas muitos de nós comparecerão!

CARLOS H.W. FLECHTMANN

chwflech@usp.br

Piracicaba

ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES

São Paulo e o Brasil perdem um dos seus maiores e mais importantes homens, dr. Antônio Ermírio de Moraes, presidente de honra do Grupo Votorantim, uma das maiores empresas da América do Sul, e mentor principal e responsável pelo progresso dessa empresa, que lhe colocou entre os cem homens mais ricos do mundo. O mesmo histórico que registrou na Votorantim marcou no Hospital Beneficência Portuguesa, com a grande ampliação no prédio, que possibilitou ter multiplicado o número de leitos, salas cirúrgicas com médicos especializados, rigorosa manutenção e suficiente fornecimento de materiais cirúrgicos hospitalares. Sua falta, sem dúvida alguma, será sentida pela Votorantim, pela Beneficência Portuguesa, por São Paulo e pelo Brasil. 

Maria do Carmo Leite Alves m.carmo1946@bol.com.br 
São Paulo

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Morreu na noite de domingo (24/8), aos 86 anos, o meu querido amigo Antônio Ermírio de Moraes. Por mais de 35 anos convivemos num clima de gostosa amizade. Antônio Ermírio foi um homem inteiramente dedicado ao desenvolvimento do Brasil. Como empresário, sua paixão sempre foi a de investir, construir e gerar empregos. Como brasileiro, alimentou um amor imenso pelo nosso país. Costumava dizer: “Quem não gosta do Brasil deve ir para o exterior com passagem só de ida”. Como cidadão, foi um ser humano humilde, simples, generoso e solidário. Dizia com frequência: “A nós, empresários, além de produzir e pagar impostos cabe a responsabilidade de ajudar o próximo”, o que fez de várias maneiras ao longo de toda a sua vida. Como pai de família, deu aos seus filhos o que sempre considerou o maior capital dos seres humanos: uma boa educação. Para ele, “o mais importante de um livro é o seu conteúdo, e não a sua encadernação”. Durante nosso convívio, aprendi a apreciar os seus valores e a confirmar que todos eles sempre pautaram as atitudes e a conduta de Antônio Ermírio de Moraes. Igual admiração tenho por sua adorável esposa Maria Regina, grande companheira, e sua bela família.

José Pastore josepastore@usp.br 
São Paulo

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Manifesto à dona Regina e aos filhos do doutor Antônio Ermírio de Moraes os meus mais sentidos pêsames. Tive a oportunidade de manter um excelente relacionamento com o doutor Antônio e posso asseverar que ele, pelas suas inúmeras qualidades, se tratava de uma pessoa fora do comum. É sabido que neste mundo todos os homens estão de passagem. Mas eu acredito que, para os virtuosos, Deus reserva um lugar na Eternidade. Minha solidariedade a todos.

João Mellão Neto joaomellao2009@gmail.com 
São Paulo

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Perdemos um grande brasileiro, sem dúvida fará muita falta.

Jose J. Rosa jjrosa1945@yahoo.com.br 
São Paulo

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Num momento em que há um pessimismo generalizado de toda a classe empresarial, justificado ou não, acabamos de perder Antônio Ermírio de Moraes, cuja sabedoria, humildade e reto caráter demonstram um grande legado deixado para as novas gerações. Incansável na administração dos negócios, e sem férias, nunca se desocupou de dar tratamento igual a todos e caminhava com frequência pelo centro da cidade de São Paulo, com trajes sem grife ou marca, o que comprova que a riqueza interna é bem superior à vaidade da maioria das pessoas. Um verdadeiro exemplo de vida.
  
Carlos Henrique abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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Faleceu Antônio Ermírio de Moraes, talvez o maior empresário brasileiro de todos os tempos, senão um dos. Venceu pelo árduo trabalho e pela competência. Honesto, determinado e humilde, foi sinônimo de competência. E pasmem, quando alçou seu nome para ser governador do Estado de São Paulo, foi preterido por ninguém menos do que Luiz Antonio – 111 do Carandiru – Fleury Filho. 
 
Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 
Casa Branca

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Meus sinceros sentimentos à família deste grande brasileiro Antônio Ermírio de Moraes, empreendedor consciente de sua responsabilidade como gerador de empregos. Pena que não tenha se aprofundado mais na política, pois teria meu voto, como ocorreu em 1986. A morte de um patriota é sempre triste.
 
Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@uol.com.br 
Osasco

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A cadeira 23 da Academia Paulista de Letras amanheceu vazia e o Brasil, mais pobre. Perdemos o grande líder empresarial Antônio Ermírio de Moraes, um dos poucos homens que acreditava que a única saída para o País seria a educação. Que o seu espírito empreendedor e seu caráter ético iluminem aqueles que vão continuar a sua obra.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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O falecimento de Antônio Ermírio de Moraes tira definitivamente de cena aquele que pode ser considerado o empresário que queremos, título que ele recebeu do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE). Sua retirada precoce foi uma sensível perda para o País, pela sua soma de empresário, empreendedor social, ator político e intelectual. O Brasil fica outra vez mais pobre.
 
Mario Ernesto Humberg, 1.º coordenador-geral do PNBE Marioernesto.humberg@cl-a.com
São Paulo

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Foi-se um grande patriota e um exemplo desenhado do que o Brasil será. Mesmo os vermelhos retardando, como fazem agora.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com 
São Paulo 

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Morre Antônio Ermírio de Moraes, aos 86 anos. Empresário competente, incansável, honesto e um dos maiores geradores de emprego no País. Homem simples, conseguiu criar um império mesmo diante dos vários tropeços e incertezas de nossa economia. Recebeu muitos louros e dissabores. Entre eles, sua tentativa de entrar para a política, ao se candidatar ao governo do Estado de São Paulo. Acostumado a lidar com a vida empresarial, onde todos os “is” têm seu significado, números ordenados, onde mentir existe alto custo, não se preparou para digladiar com Paulo Maluf. Recebeu à época tanta baixaria na campanha política por Maluf, seu principal adversário, inclusive com ofensas pessoais, que infelizmente desistiu da política para sempre. Se vitorioso, com certeza os cofres do Estado de São Paulo não teriam sido assaltados, como foram. Infelizmente, a política não serve para empresários honestos, trabalhadores e competentes. Só para atores, na maioria das vezes desonestos.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo
 
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O Brasil vai ficando cada vez pior. Pode-se não gostar do empresário Antônio Ermírio, mas sem dúvida ele gerou muitos empregos, tecnologia e impostos. Não especulava. Produzia. Se compararmos com os empresários de hoje (Eike Batista e congêneres), temos fraudes, mentiras, desvios de dinheiro público. No mínimo, Ermírio dizia coisas muito sérias sobre questões relativas à economia e com muito conhecimento de causa.
  
André Coutinho arcouti@uol.com.br
Campinas 

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Antônio Ermírio nos deixou e sua lacuna não será preenchida tão facilmente. Quando um homem honrado parte desta vida, seus exemplos de humanismo, altruísmo e abnegação sem limites ficam gravados eternamente nos corações daqueles que com ele conviveram e usufruíram das filantropias baseadas no amor aos menos favorecidos. Parafraseando uma das parábolas de Jesus, este é realmente um rico que já está no reino dos céus. 

Aloisio A. de Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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Quando temos um quadro e uma situação político-econômica tão degradados de valores morais e de princípios, lamentamos imensamente a passagem de um brasileiro do porte e com o conteúdo do dr. Antônio Ermírio de Morais, que constituiu com seu talento e capacidade um dos maiores grupos econômicos do País. Dr. Ermírio aventurou-se a ser político na década de 1980 e não pode continuar em ambiente tão contaminado e cheio das armadilhas conhecidas, desistindo até por difamações insanas à época pelo “exemplar” Quércia. Rendamos homenagem a alguém tão cheio de fé no Brasil, visto que os ideais dele, assim como os nossos, ainda nos parecem distantes de uma moralidade tão urgente.

João Batista Pazinato Neto pazinato51@hotmail.com
Barueri     

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Morreu um exemplo de brasileiro honesto e trabalhador. Só o fato de manter e conseguir fazer a Beneficência Portuguesa funcionar bem mesmo recebendo do SUS merrecas é um fato para todos os empresários brasileiros que gostam do País, e não da grana, refletirem. Antônio Ermírio era a cara do trabalho, da decência e da força de vontade de um povo honesto, que vai fazer falta – e muita mesmo. 

Asdrubal Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br 
São Paulo
 
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O Brasil se despede de um nobre brasileiro como Antônio Ermírio de Morais, que ao longo dos seus 86 anos de vida, do alto da direção do seu Grupo Votorantin, fez mais por este país do que muitos governos juntos. Homem sensível às questões sociais, doou grande parte do seu tempo e recursos também em prol da modernização e ampliação de um dos maiores e melhores hospitais, o Beneficência Portuguesa, de São Paulo, entre tantas outras iniciativas importantes. O seu legado é grandioso, generoso e irreversível. E só nos resta desejar que Deus conforte sua família e lhe aconchegue eternamente.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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Se os políticos brasileiros atuais se dessem ao interesse de saber o que o Brasil precisa fazer para ser uma verdadeira nação, é só ler a última entrevista (1977) dada pelo brasileiro dr. Antônio Ermírio de Moraes. Tenho a certeza de que agora lhe darão o mérito merecido, coisa normal da nossa cultura.   Será lembrado com saudades por todos os que o conheceram. O Brasil é devedor seu, pelas realizações e benefícios que Antônio Ermírio deixa como legado para as atuais e futuras gerações. 

Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.br 
São Paulo

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Ao longo da brilhante e vitoriosa carreira empresarial, Antônio Ermírio de Moraes destacou-se pela amplitude de visão, capacidade empreendedora, espírito de liderança industrial, inabalável fé e otimismo, responsabilidade social e alto senso de patriotismo. Merece, como poucos outros, servir de guia e exemplo às novas gerações, como um bravo que desbravou e escreveu grande parte da história da industrialização do País. Pode-se dizer, com segurança, que tomaria como sua a expressão em voga “não desistiremos do Brasil”. Viva!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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Não sou muito de me abalar com a morte de pessoas conhecidas, mas a morte de Antônio Ermírio me levou a uma triste indagação: por que brasileiros competentes, vencedores, sérios e ilustres, como ele, nunca chegam a governar o País? Estaremos nós condenados a sofrer na mão de Lulas, Dilmas, Marinas e outras figuras do mesmo naipe?

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br  
São Paulo

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ELEIÇÕES 2014 – MARINA E OS CONSELHOS POPULARES

Acho ótimo que a campanha de Marina Silva para a Presidência da República também inclua os conselhos populares entre suas propostas, como fazia Eduardo Campos. Este já explicava que, não sendo o povo devidamente representado pelos deputados e senadores, seria necessário ouvi-los mais diretamente. Conselhos populares já existiram no governo de Fernando Henrique Cardoso e hoje os há em quase todos os municípios brasileiros. Há conselhos de saúde, do menor, do meio ambiente, etc. O que não se pode admitir é que toda a mídia brasileira, capitaneada por uma revista semanal, “demonifiquem” tais conselhos chamando-os de venezuelanos, de stalinistas. Isso é desinformação e soa bastante ridículo.

Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br
Botucatu

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OS CONSELHOS SOCIAIS E O VÁCUO DE PODER
 
A criação dos conselhos sociais tornou-se a nova discussão política. Mas vem numa hora imprópria, pois pode mascarar a abordagem dos temas de real importância na campanha eleitoral. Bom seria se, agora, os candidatos discutissem os problemas nacionais e, demonstrando suas propostas, conseguissem motivar o eleitor. A Constituição define Executivo, Legislativo e Judiciário como poderes da República. Tudo o que se criar abaixo disso só poderá funcionar como acessório e coisa de menor importância, principalmente se os poderes constituídos estiverem cumprindo com suas obrigações. O Legislativo, quando bem exercido, é o mais forte e representativo dos poderes, pois emana direto do povo. Mas, infelizmente, no atual estado de coisas, seus membros não têm a devida força, porque trocam seu poder por cargos e benesses oferecidas pelo governo na Constituição da discutível “base aliada”. Perdem a representatividade e o apoio popular e, em consequência, pode entrar o poder paralelo, em razão do vácuo de autoridade criado pela nefasta barganha. Os detentores do poder (Executivo, Legislativo e Judiciário) têm de ser mais firmes. Os movimentos sociais e até os conselhos podem existir, mas jamais extrapolar, nem cometer ilegalidades. Suas bandeiras têm de ser claras e respeitadas, mas todas as vezes que radicalizam, promovem o caos e a baderna, precisam ser contidos e exemplarmente punidos. Sem isso, o descontrole social será inevitável.
 
Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br 
São Paulo

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PROGRAMA DE MARINA

Acho importante aumentar os canais de comunicação democrática direta entre povo e o governo. O povo está cansado de seu falsos representantes dentro do Congresso Nacional.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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ADÁGIO

Estes tais “conselhos” dilmo-marinistas lembram o velho adágio “se fosse bom, não seria de graça”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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NÃO À REELEIÇÃO

Notícia auspiciosa divulgada pela mídia no fim de semana é a intenção de Marina Silva de só querer um mandato presidencial e comprometer-se com o fim da reeleição. Defendi tal tese numa carta publicada no “Fórum dos Leitores” em 27/8/2012. Já defendo isso desde 1965, quando tirei o título de eleitor. Por causa disso, nunca consegui eleger ninguém, pois meus candidatos não tinham “experiência política”. Pelo menos não me decepcionei. Ser competente e honesto é obrigação, e não favor. Para mim, esse é o maior problema do País, pois, ao permitir a perpetuação no poder, a política se torna profissão. Mas os atuais quadros políticos jamais proporão essa iniciativa, pois significaria o fim da mamata e dos privilégios. Então cabe à população, se quiser mudanças, não reeleger ninguém, a começar de outubro. E em todos os níveis de governo. Embora ainda não tenha meu voto, Marina subiu no meu conceito.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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DISCURSO NOVO

O discurso de Marina é novo e surpreende os políticos tradicionais, para não dizer antigos e anacrônicos, porque não fala das obrigações óbvias e do cotidiano do Poder Executivo: fala que não deseja a reeleição, da falta de representatividade do povo no Poder Legislativo, da Justiça injusta, da economia e da autonomia do Banco Central, etc., etc., etc. Lula tem seu raciocínio limitado pelos vícios da política de dar ao povo bens materiais. E Aécio Neves, embora mais preparado, começa a mudar sua postura. Fazer estradas, portos, dar dinheiro aos pobres, melhorar os hospitais, cuidar do crime, da habitação popular, entre outras benesses, são temas comuns que o povo está cansado de ouvir. Parecem mentira ou promessas que não serão cumpridas nunca. Marina está para a seleção alemã assim como Lula e Aécio estão para a seleção brasileira de Felipão: 7 a 1.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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O EFEITO MARINA

Leio, com enorme benevolência, declarações de amor eterno a Marina Silva. Analistas descobriram o surrado “efeito Marina”. E tome asneiras. Lembrei-me, então, do magistral tribuno Carlos Lacerda. Em virulento discurso na Câmara federal contra o então presidente Getúlio Vargas, Lacerda fingia que não ouvia a deputada Ivete Vargas, filha do chefe da Nação, pedir um aparte. Até que, irritada, Ivete berrou para Lacerda: “Vossa excelência é um purgante”. Na lata, imediatamente, Lacerda retrucou, sob aplausos do plenário: “E vossa excelência é o efeito”.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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MINHAS DÚVIDAS

Respeitados os méritos da candidata Marina Silva, incluída a comiseração de sua luta iniciada nas matas do Acre chegando aonde se encontra, não posso deixar de me preocupar com seu suposto preparo ao desafio do exercício da Presidência da República. Mesmo preferindo-a à continuidade do petismo, minha dúvida inicia na exagerada sustentabilidade interpretada numa obsessiva ação em favor do stakeholder natureza, intocável e só apreciável. Carentes em infraestrutura, cientes de danos colaterais às suas execuções, procura-se reduzi-los sem deixar de atender a essas exigências sob eminente risco ao presente e ao futuro do País, como estamos verificando nas usinas geradoras de energia. E ela, Marina, quando no Ministério de Lula, mostrou-se a grande responsável pelos atrasos, priorizando índios de outras regiões e que já ocupam 13% do território nacional, alguns animais e matas diante de tantas que temos a nos oxigenar. O País, depois de 12 anos de governança demagógica e repleta de corrupção petista voltada para a conquista de votos a permanecer no poder, estacionou o desenvolvimento, que, embora não seja o único, é o mais importante fator para a geração de riquezas e para a verdadeira inclusão social no sentido amplo, como explica a ciência, e não a hipocrisia das campanhas eleitorais.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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COERÊNCIA E INSENSATEZ

Uma característica marcante da ex-senadora Marina Silva é a sua coerência com as suas convicções. Mas, em política, nem sempre é possível ser intransigente, sob pena de não conseguir jamais os seus objetivos. Defensora do meio ambiente e por isso tendo o apoio de um grande número de brasileiras e brasileiros, sabe melhor do que ninguém que o nosso povo vem há muito tempo destruindo uma dádiva que recebemos da natureza. Se, por um lado, o agronegócio, por exemplo, é o carro-chefe da exportação nacional, em sua outra face causa grande dano ao meio ambiente quando suas plantações e pastagens são executadas sem uma preocupação na conservação da natureza. Algo semelhante ocorre nas cidades, onde as construtoras, a título de uma política habitacional discutível, agridem o ambiente procurando obter o maior lucro para os seus investimentos. Políticos desonestos e ou desprovidos de uma visão de estadistas aceitam as investidas de todos esses segmentos, e o resultado é a transformação de cidades como São Paulo num formigueiro onde morrem mais de 4 mil habitantes por ano apenas em razão da poluição do ar, além de uma devastação florestal que certamente fará falta aos nossos descendentes. Com uma geografia privilegiada, o Brasil poderia ser um dos melhores países do mundo para viver, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que certamente estaria entre os primeiros do planeta, mas, em vez disso, ocupamos o vergonhoso 79.º lugar. No entanto, grandes projetos, como a Usina Hidrelétrica de Itaipu, causam danos irreparáveis ao País. Se fosse construída em outro local a montante, no Rio Paraná, não teria inundado uma das maravilhas do mundo, que era a Cachoeira de Sete Quedas, a de maior volume d’água do mundo, além de evitar que a sua construção alagasse terras do Paraguai, que se tornou sócio igualitário da usina sem gastar um tostão sequer. Nos governos petistas, as construções de usinas hidrelétricas avançaram sobremaneira na gigantesca região da Floresta Amazônica, aparentemente sem os estudos mais sérios sobre as mudanças climáticas que suas represas podem causar em todo o País. Paralelamente, foram relegadas a um plano inferior as fontes de energia alternativas, como a eólica, a solar e a da biomassa, além de sucatear as usinas produtoras de álcool. Diante desse panorama, a política da sustentabilidade defendida pela candidata em questão tem tudo para transformar este país num lugar bem melhor e com um desenvolvimento perene, sem provocar os danos que os nossos governantes desde sempre vêm causando. Mas a candidata do PSB, sob pena de, mesmo vencendo as eleições, não conseguir governar, tem por obrigação dialogar com todos os partidos e todas as entidades responsáveis pela economia e pelo desenvolvimento do País e não prosseguir em sua insensatez de dispensar “a priori” forças políticas significativas, como vem fazendo. Não quero dizer com isso que deva, a exemplo do atual governo, cooptar um número absurdo de partidos ao seu governo em nome de uma falácia denominada governabilidade, mas, sim, agregá-los em torno de seu governo e das suas diretrizes, que em meu entender são as melhores para a Nação.   

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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A ONDA DE MARINA

Aécio Neves diz que desempenho de Marina Silva em pesquisa é onda. Algo parecido com aquela marolinha de Lula, que não vem com força suficiente para lhe atingir. Eu lhe garanto que esse desempenho de Marina só tende a melhorar com o decorrer da campanha, com as adesões que ela certamente receberá de figuras importantes do cenário político nacional e com a sua identificação para o eleitor como algo bem diferente do ele tem visto eleição após eleição, e que ele deseja ardentemente ver mudado. Para o bem do Brasil, Marina está levando essa eleição para um segundo turno que parecia pouco provável antes da sua entrada na disputa e tem a seu favor que contra ela nada poderá ser dito – como a construção de um aeroporto para favorecer familiares ou uma ajuda à mãe para ser eleita ministra do TCU. Vai ser muito difícil de ser derrubada e, se o seu desempenho é onda, ela certamente surfará nessa onda.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro

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CONFLITOS NO PARTIDO
 
Para um acurado observador não pode passar despercebido o conflito bem provável que ocorrerá entre o vice Beto Albuquerque (PSB-RS) e Marina Silva, especialmente porque o deputado gaúcho é integrante da ala de defensores do agronegócio, que, como se sabe, não apoia nem gosta de Marina Silva. Tem ela, além das dissidências já verificadas com a anterior coordenação da campanha, outras mais que despontarão entre integrantes do PSB. E todos sabem que Marina Silva, como teórica ambiental e inexperiente em gestão pública ou privada, dificilmente conseguirá governar o País, pondo até em risco nosso ainda incipiente regime democrático. Se temos um governo ruim atualmente, isso poderá, no entanto, piorar muito mais se Marina Silva ganhar as eleições, provável que está a sua ida para o segundo turno em competição com Dilma Rousseff. Na verdade, o Brasil não merece tamanha sorte. Outras nações do planeta devem estar assim pensando, além dos brasileiros.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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SEM ALIADOS

Marina Silva está se autosuicidando, lentamente.

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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AINDA POSTES

Para a próxima presidência, o PT está em casa. Dilma, Erundina ou Marina são “petistas de coração”, com certa vergonha na cara de se tingir de vermelho, tanto quanto ser comunistas depois da falência soviética. Qualquer que seja o “poste”, Lula continuará dando as cartas, com os neguinhos do PT e a raça graúda dos coronéis do poder e do “pudê” que nunca roubaram às escancaras como no governo petista.
 
Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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EXPERIÊNCIA PARA GOVERNAR

Esta foi de lascar! No que será que estava pensando a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ao classificar de “temerária” uma fala de Marina Silva de que o País não precisa de uma “gerente” para governar. Dilma atribuiu a declaração “a quem nunca teve experiência administrativa”. Se perguntar não ofende, gostaria que a presidente explicasse aos seus eleitores qual experiência administrativa tinha o ex-presidente Lula quando venceu as eleições, em 2002, e ela mesma, quando foi candidata em 2010, empurrada por Lula. E Fernando Haddad, candidato “poste” de Lula em 2012, ou que experiência tem Alexandre Padilha para querer governar São Paulo? A não ser que a presidente candidata estivesse se referindo à experiência na prática do malfeito, do crime e da corrupção, no que petistas têm-se mostrado especialistas.
 
Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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ROTAS, ESFARRAPADAS E INEXPERIENTES

Dona Dilma e dona Marina foram escolhidas por Lula para exercerem cargos de ministras de seu governo. Dona Dilma, com larga experiência em armas e munições, foi para o Ministério de Minas e Energia e dona Marina, especialista em combater o agronegócio, virou ministra do Meio Ambiente. Num governo recheado de nulidades e incompetências, acabaram se destacando graças à capacidade ilusionista de Lula e por assumirem a falsa lenda de gerentes eficientes. Em terra de cego quem tem olho vira candidato.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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A ‘GERENTONA’ DILMA

Dilma, em campanha, concedeu entrevista no Palácio do Planalto e atacou a candidata do PSB, Marina Silva, criticando sua falta de experiência para gerenciar o País. Se realmente é importante ser uma boa gerente para ocupar o cargo de presidente da República, pergunto a Dilma por que ela se candidatou novamente, buscando sua reeleição. Durante seu mandato, Dilma provou que é a pessoa mais incompetente para gerenciar o nosso país, mesmo “com toda a ajuda recebida do ex-presidente Lula”. Se o PT, durante os últimos 12 anos, fez muito mais que FHC, por que o poste n.º 1 não está fazendo campanha em locais públicos (praças, mercados, feiras, etc.), como os demais candidatos? Medinho das vaias? 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br  
Americana

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ATO FALHO

Dona Dilma Rousseff, em viagem eleitoreira pelo Nordeste do País, entre as muitas besteiras ditas ao seu deslumbrado eleitorado, uma chamou a atenção e criou expectativa. Com relação ao atraso na execução das obras de transposição do Rio São Francisco, disse ela: “O meu governo não terminou esta obra porque a recebemos do governo anterior sem nenhum projeto de engenharia”. A expectativa? Será que Lula vai deixar que ela conclua seus últimos quatro meses de mandato? Ou ele já está em Brasília tomando as devidas providências?

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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SURGE UM NOVO PARTIDO

Trata-se do PRC (Paulo Roberto Costa), ex-diretor da Petrobrás que está se sentindo só e “mofando” na prisão. Ele deve levar muitos dos envolvidos nos “rombos” da Petrobrás para junto de si e até pode conturbar a eleição que se realizará em outubro. Quer aderir à delação premiada e pode se transformar num novo Roberto Jefferson, que delatou o “mensalão”. Os “bombeiros” do PT e aliados só agora vão se mexer para tentar apagar o enorme “incêndio” que está destruindo a maior estatal brasileira. Se for para valer, o Brasil será passado a limpo da corrupção... Vai faltar presídios para tanta gente. Tomara, para felicidade geral dos brasileiros. 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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SERÁ?

Será que a Justiça não vai aceitar a proposta de “delação premiada” de Paulo Roberto Costa? Nunca antes neste país alguém entenderá. Quer dizer...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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DELAÇÃO PREMIADA

Que Paulo Roberto Costa fale tudo, mas fale mesmo, sem excluir ninguém que esteja envolvido com os desmandos na Petrobrás, doa a quem doer. Só não se esqueça dos casos de Celso Daniel e Toninho do PT. Portanto, todo cuidado é pouco.
 
Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté  

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ANTES QUE SEJA TARDE

Será que o sr. Paulo Roberto Costa já providenciou a saída de seus familiares do País? Ele deve fazer o mesmo que fez a família da vítima de Santo André o sr. Celso Daniel, antes que seja tarde.
 
Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br
São Paulo

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MOTIVAÇÃO

Ora, ninguém acredita que um ex-diretor da Petrobrás vá denunciar malfeitos de alguém importante do governo, ou político influente, para eventualmente livrar-se da prisão. O que ele provavelmente busca é ameaçar de fazer isso na esperança de ser resgatado exatamente por esses ex-amigos influentes. Mas, com a cobertura da imprensa e uma certa mudança ética que em parte tem o apoio da sociedade mais esclarecida, isso será muito difícil.

Ademir Valezi adevale@gmail.com 
São Paulo

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À BRASILEIRA

Será que alguém acredita, no nosso probo país “aparelhado” nos três Poderes (Executivo, Judiciário e Legislativo), que a delação vai realmente acontecer? Fatal infecção intestinal no presídio, desespero e suicídio do promissor delatante ou, como de costume, algum (desses poderes) vai zerar estas possibilidade?

Paulo Vicente de Oliveira helena.scavassa@outlook.com 
Águas de São Pedro

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O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO

Pelas leis brasileiras, cabe ao Conselho de Administração das empresas, entre outras funções, escolher, com base (supõe-se) na idoneidade técnica e moral dos candidatos, a sua diretoria. O senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobrás, hoje preso, comparsa do doleiro Alberto Youssef, que ocupou por 24 vezes a presidência da empresa passou, junto com o sr. Nestor Cerveró, pelo crivo desse ilustre colegiado presidido pela então ministra Dilma Rousseff. Mesmo considerando que prevaleceu na aprovação desses nomes, na melhor das hipóteses, um mero e irresponsável descuido, o fato em si prova que as empresas estatais no Brasil precisam passar por profunda reforma estrutural, ou que sejam rapidamente privatizadas. Como está não pode ficar.
 
Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br  
Valinhos 

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SANGRIA DESATADA

Para a presidente Dilma Rousseff, a Petrobrás “está acima” de eventuais falhas de seus funcionários. O que nossa mandatária não pode se esquecer é que, diante de muita sangria, até a gigante Petrobrás acaba tombando.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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ESCÂNDALOS NA PETROBRÁS

A presidente Dilma afirmou que a Petrobrás “está acima” dos escândalos. Os escândalos não estão nem acima nem abaixo da Petrobrás. Estão dentro.
  
Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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USUFRUTO

A Petrobrás enviou documentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) que comprovam transferência de bens da presidente Graça Foster a partir de junho de 2013 (“Estadão”, 23/8, A4). Com mais essa lorota, querem nos dar atestados de idiotas. Para nós, simples mortais, que enfrentamos entraves e mais entraves impostos pela burocracia, em média um processo de usufruto demora cerca de dois meses. Para uma pessoa importante, como a presidente da Petrobrás, chutando alto, duvido que leve mais de um mês. Portanto, um ano para que os processos das doações ficassem prontos é demais da conta, e coincidir exatamente quando se vê ameaçada pela indisponibilidade dos imóveis é muita coincidência. Tudo leva a crer que “tem gato na tuba”. O TCU, obedecendo ao artigo 71 da Constituição e sem ceder a pressões externas, tem o dever de julgar com lisura e transparência mais este imbróglio envolvendo o alto escalão da Petrobrás.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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A PROFUNDIDADE DO POÇO
 
O artigo “Chegamos ao fundo do poço ou ainda há poço?”, assinado pelo excelente Rolf Kuntz no “Estado” de 23/8 (página A2), traz a lume uma perspectiva deveras sombria para a economia brasileira nos tempos porvindouros. Lendo-o, mesmo os jejunos nos misteres da economia haverão de temer pelo pior. Ao final de suas linhas, Kuntz lamenta: “Talvez o País tenha chegado ao fundo do poço. Talvez ainda haja alguma descida”. Mais que uma mera formulação retórica, a dúvida sobre a profundidade do poço tem fundamento: todos os indicadores da economia – agora até mesmo os do trabalho e emprego, até então tidos como bons – estão em franca deterioração, com impacto sobre o consumo; preços administrados deverão sofrer reajustes; o déficit público já aponta para 4% do PIB e o superávit primário, mesmo com as criatividades da Fazenda, é insuficiente para honrar os juros da dívida pública; a inflação, ressuscitada e já no “teto da meta”, poderá adentrar outro patamar – talvez 10% ou mais – já em 2015, impondo novas altas à taxa básica de juros Selic (já, hoje, a mais alta do mundo) e, ainda, o que só alguns poucos enxergam, tem a virtual alta dos juros de Tio Sam, já sinalizada pelo Fed para enxugar a liquidez nos EUA. Quando acontecer, o câmbio vai saltar para R$ 2,50 ou mais e os “swaps cambiais” do Banco Central não conseguirão segurar a cotação do dólar, que baterá asas daqui, fragilizando ainda mais nossas contas. Isso se nada pior acontecer lá fora... Grave é que Dilma Rousseff, grande responsável por tudo isso, lidera a campanha eleitoral e uma certa líder messiânica, chefe de tribo ambientalista, hostil ao agronegócio, amiga do MST e simpática ao Decreto 8.243, poderá sucedê-la para – quem sabe? – terminar o “trabalho”. Qual será a profundidade desse poço, velho Kuntz?  
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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GETÚLIO VARGAS

No domingo, dia 24 de agosto, foram completados 60 anos do suicídio do ditador Getúlio Vargas, por isso devemos meditar sobre o futuro do Brasil, para que não surjam outros como ele. Sempre me pergunto o que dizer de um governo ditatorial que, depois de 15 anos no poder, deixou o País quase tão pobre e atrasado como quando começou. Nenhum dos propósitos da Revolução de 1930, que levou ao poder o ditador, foi alcançado. Este sofrido país continuou a depender do café, o analfabetismo seguiu do mesmo tamanho e apenas os que tinham algum emprego formal ganharam alguma coisa. Ao final, poucos foram os beneficiados pelas festejadas medidas protetoras e assistenciais. A educação não avançou e o País continuou com infraestrutura deficiente. É certo que o ditador tinha grande dificuldade em tomar decisões importantes, deixando tudo sempre para depois. Além disso, esse governo ditatorial foi o mais violento da história do País. Prendeu, torturou e matou muito mais que outras ditaduras no Brasil. Sua polícia extorquiu fugitivos do nazifascismo e, quase sempre, depois de tomar todo o dinheiro desses fugitivos, deportava-os de volta para a Europa. E mais, a sua polícia desmanchava manifestações com balas e mais balas. A ditadura, obviamente, censurou a imprensa. Prendeu e exilou jornalistas. Criou uma outra história para o Brasil. O ditador tinha total desprezo pelas atividades partidárias, não era conciliador, era um manipulador. Seu desprezo pela cidadania foi gritante, pois acreditava totalmente que o Estado tinha o monopólio do saber e, que por isso, deveria intervir e controlar o máximo possível a vida dos habitantes do País. Não se pode falar em cidadãos, porque não tinham representação. Este Estado intervencionista e controlador da vida das pessoas nunca teve a menor preocupação com competência, eficiência e eficácia. Mas brilhou na criatividade de shows pirotécnicos e culto à personalidade do ditador. Como ensina a História, doses elevadas de medidas populares de ditadores e outros governantes assemelhados produzem aplausos e demonstrações de apreço, mas não têm fundações sólidas que deem certeza de que tudo não desabará um dia. Esse é um breve resumo da ditadura Vargas. O “pai dos pobres” fez de tudo para que seu número aumentasse enormemente não só no seu tempo no poder, como no futuro. O ditador deu seu golpe final na democracia com seu suicídio, pois deixou como herança um enorme aparelho estatal de controle da vida dos cidadãos e a crença de que o Estado pode tudo, inclusive vender a ilusão que distribui benefícios gratuitamente para o povo. É óbvio que ditadores nunca são estadistas.

Carlos Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br 
São Paulo

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O MISTÉRIO DOS ARCANOS

Não se sabe que fundamentos cimentam esta convicção, mas o povo de um modo geral adota a crença de que Deus é brasileiro. Em pouco mais de meio século a nossa política esteve abalada por cenas tragicômicas que desmerecem essa parceria com o Criador. Getúlio Vargas suicidou-se, Tancredo Neves não chegou a governar, Fernando Collor não completou o mandato, foi-lhe aplicado o impeachment por improbidade administrativa. Com o advento do PT, uma nuvem negra estacionou sobre o Brasil e continuou sua sombra malévola por 12 anos. Agora, que uma frente democrática se une para que a luz volte a iluminar o País, uma tragédia aérea desencadeia uma série de incertezas tais como a ascensão de Marina Silva a protagonista na corrida presidencial, abalando os cacifes do Partido dos Trabalhadores. E, como nada é tão ruim que não possa piorar, o PT, estando com as suas barbas de molho, já pensa em tirar do armário um plano B, que seria lá pelos idos de setembro lançar Luiz Inácio, o Lula, em substituição a Dilma para enfrentar nas urnas o poste de mogno. Digamos que Deus seja latino-americano.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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VISÃO GLOBAL

Excelente a manchete da página A22 (“Visão Global”) do “Estadão” de 23/8: “Unir-se aos ruins para exterminar os piores”. Refere-se aos jihadistas radicais do Estado Islâmico e aos Estados Unidos. É o futuro aonde chegamos.

Leilah Assumpção lleilah@hotmail.com 
São Paulo

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