Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2014 | 02h05

Debate da Band

Ficou claro no debate dos presidenciáveis o retrocesso nestes 12 anos de domínio petista, que mesmo com a faca e o queijo na mão deixa uma herança desastrosa, com reajustes represados na energia elétrica e nos combustíveis que vão fomentar a incontida inflação. De quebra, o futuro presidente receberá uma emperrada máquina pública, corrupção endêmica, caóticos serviços básicos e o bolivarianismo batendo à nossa porta. Os petistas, no entanto, afirmam que o Brasil é um paraíso... Que Deus ilumine o novo presidente a fim de que consiga pôr o Brasil nos trilhos.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Mudanças prementes

A fala da candidata Marina Silva (PSB) no debate foi convincente e de viés bem conciliador. A presidenciável enfatizou que dará plena primazia ao critério de competência para formar o quadro de colaboradores de sua equipe, independentemente do partido a que pertençam os convidados. A nosso ver, esse é um projeto de governo correto, adequado e necessário para que a máquina administrativa na esfera federal deixe de ser um peso caríssimo, aparelhada e ineficaz, como acorre no desgoverno atual. Marina, caso eleita, terá de ser obstinada em implantar seu projeto conciliatório, uma vez que quem tem a ganhar é o nosso Brasil. As mudanças são imperiosas para o quadro político-administrativo atual. É preciso a modernização do Estado brasileiro para banir de vez seu anacronismo de gestão tão perniciosa, também em razão de sua excessiva burocracia.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Confronto

Aécio Neves x Dilma Rousseff & Marina Silva é o confronto da competência comprovada + estrutura + sensatez com corrupção + incompetência comprovada + desfaçatez + enganação da sociedade, de uma, e o palavreado vazio + emoção + socialismo + carinha de santa coitadinha, da outra. O eleitor que tenha juízo.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Violência

No debate entre os presidenciáveis, a única pergunta para todos foi o que fariam para diminuir a violência que ceifa anualmente a vida de mais de 50 mil brasileiros. E o único incisivo e que respondeu sem usar rodeios foi Aécio Neves (PSDB), afirmando que faria uma reformulação nos Códigos Penal e Processual Penal e na Lei de Execuções Penais, além de reduzir a maioridade penal. Nós ficamos surpresos com as cenas de violência no Oriente Médio, mas nos esquecemos de que no Brasil morrem mais pessoas nesta guerra silenciosa, covarde, cruel e com o beneplácito dos governantes.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

Pedido aos candidatos

Já que muitos eleitores fazem seus pedidos aos candidatos, gostaria de também fazer o meu. Não quero carro blindado, também não quero morar em condomínio fechado e muito menos um segurança andando ao meu lado. O que eu quero é liberdade para ir e vir. Por favor, candidatos, devolvam-nos o Brasil que nos foi roubado.

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

Pesquisa

Após a última pesquisa do Ibope podemos encher o peito e dizer que nem tudo está perdido, vemos uma pequena luz de LED no fim do túnel. Espero que Dilma perca e ela e o PT sumam da política, pois nunca antes neste país a corrupção foi tão vergonhosa e escancarada. PT saudações - e sem volta.

ANTONIO JOSE GOMES MARQUES

a.jose@uol.com.br

São Paulo

Depois dessa pesquisa o PT não sabe o que fazer. Faria o diabo para ganhar a eleição e agora acho que nem ele ajuda.

MOISES GOLDSTEIN

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

A palavra que melhor pode descrever o sentimento que tomou conta dos petistas é pavor. A sensação de que, derrotados, finalmente serão desmascarados na espantosa corrupção criminosa em que estão envolvidos.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Tudo igual

De que adianta Dilma deixar o governo se quem assumir a Presidência da República for uma filhota do PT? Aliás, Marina disse que vai governar com apoio de Lula e FHC. Não seria mais coerente ela dizer: deixa como está para ver como é que fica?

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Ao gosto do PT

Marina Silva é como o PT, não é confiável. Ela é o suprassumo da oposição que o PT tanto almeja para sua hegemonia de poder e divisão deste país em feudos para os companheiros.

ROBERTO CASTIGLIONI

rocastiglioni@hotmail.com

Santo André

O risco Marina

Quem foi rei nunca perde a majestade e quem foi PT nunca perde a má gestão. Presidentes que não presidem, prefeitos que não prefeitam... Será que Marina vai presidir ou marinar? É o risco...

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Dize-me com quem andas...

Herdeira de Eduardo Campos na candidatura à Presidência pelo PSB, Marina critica a "velha política" e defende a "nova política". Gostaria de saber se na esfera do comércio exterior Marina vai se reaproximar do Primeiro Mundo (EUA e Europa) ou continuar o relacionamento com os "amigos" do PT: Cuba, Venezuela, Bolívia, etc. Será que com Marina como presidente do Brasil ainda vamos continuar patrocinando o desenvolvimento de Cuba com os nossos impostos?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

ESCLARECIMENTO

Programa espacial

O Programa Nacional de Atividades Espaciais não funciona na esfera de competência do Ministério da Defesa, é de competência da Agência Espacial Brasileira, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - a respeito do artigo Missão não cumprida (26/8, A2).

CESAR HENRIQUE ARRAIS, coordenador de Imprensa

cesar.arrais@defesa.gov.br

Brasília

DEBATE DE PRESIDENCIÁVEIS

Agradeceria se pudessem me informar em que canal o professor Cláudio Couto (27/8, A7), da FGV São Paulo, assistiu ao debate de terça-feira entre os candidatos à Presidência da República. Acho que sintonizei o canal errado, porque no debate a que assisti Dilma Rousseff era a mesma e lamentável dona Dilma de sempre, incapaz de chegar ao fim de uma sentença, fazendo cara de brava cada vez que algum outro candidato cometia o despautério de contrariá-la, fingindo indignação quando Aécio Neves lembrou que a Petrobrás frequenta mais as páginas policiais dos jornais do que as de economia e desandando a fornecer números e mais números, como se alguém tivesse condições de avaliar se aqueles números tinham alguma procedência segura ou relevância. Definitivamente, o debate a que assisti não foi o mesmo que o professor comentou.
 
José Carlos Stabel josecarlos@stabel.com 
Barueri

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O DEBATE, OS CANDIDATOS E OS NANICOS

O primeiro debate dos presidenciáveis, na TV Bandeirantes, não teria perdido absolutamente nada se contasse apenas com Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves. Os demais candidatos nada acrescentam. Serviram apenas para reduzir o tempo em que os três melhores posicionados nas pesquisas tiveram para colocar suas propostas, ideias e as próprias candidaturas. A tentativa de evitar a influência do poder econômico e outros fatores desequilibrantes nas campanhas leva ao engessamento. A propaganda no rádio e na televisão até hoje é ineficiente – especialmente para os candidatos ao Legislativo – e os debates só podem ser realizados incluindo os nanicos inviáveis. Isso sem dizer que os veículos de comunicação sofrem restrições. Juristas, marqueteiros e parlamentares prestariam um grande serviço ao País se conseguissem gestar um novo código de propaganda eleitoral, com mais liberdade. Há de se pôr à disposição dos candidatos todos os meios para chegar ao eleitor, e não se pode impor a participação dos inviáveis em eventos que discutem a viabilidade. Precisamos criar meios e facilidades para as campanhas chegarem ao eleitorado e este, conhecendo os candidatos e o que pensam, votar com mais interesse e qualidade.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo
     
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EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

O estoque de hipocrisia e cinismo deve estar com seus depósitos abarrotados, pois foi o que os três principais candidatos apresentaram nesse primeiro debate pela conquista da Presidência da República. Nesse contexto, como dar crédito aos argumentos de Eduardo Jorge, Levi Fidelix, Pastor Everaldo e Luciana Genro, se nenhum destes tem a mais remota possibilidade de sucesso? O espetáculo patrocinado pela TV Bandeirantes sentiu a ausência de Eymael. A grande batalha que se anunciava na emissora não passou de um “pique esconde” em que Dilma e Aécio procuravam evitar estocadas mais violentas, porque qualquer deslize pode cair na mídia com resultados funestos nas próximas pesquisas. A grande vencedora do Oscar de interpretação coube a Marina Silva, franca atiradora em mais uma vez em que a parca Átropos bagunça o tabuleiro político nacional. Depois de duas horas de perguntas e respostas inconsistentes, quem perdeu mesmo fui eu, que não vi mais um capítulo de “Entre Tapas e Beijos”. Muitas expectativas frustradas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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O QUE VI

No saudável debate na Band, constatei uma Dilma serena, firme, altiva e esclarecedora. Vi e ouvi uma Marina pretensiosa, com ar arrogante, sorriso afetado e respostas dissimuladas e confusas. Percebi, por fim, um Aécio tentando disfarçar o pessimismo, a falta de garra e, sobretudo, a ausência de convicções. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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CONFUSÃO MENTAL

No debate da Band, Dilma, orientada pelo “cappo” – ela precisa que alguém a oriente, porque seu cérebro parece um pacote de palha de aço –, contou um monte de abobrinhas. Uma delas: o Brasil tem reservas de US$ 300 bilhões, omitindo que a dívida é de mais de R$ 2 trilhões e não para de aumentar.

Mário A. Dente dente28@gmail.com 
São Paulo

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GRAVAÇÃO

A candidata Dilma nem precisa ir ao próximo debate eleitoral. Basta mandar um gravador e acionar o “isto é uma gravação”. Ela é boa para decorar texto, responde qualquer coisa mesmo que não tenha nada que ver com a pergunta. Marina precisa ainda explicar a que veio. O discurso de nova política não convence. Parece que quer mudar o Brasil a partir de Pedro Álvares Cabral. Para mim, Aécio teve mais que ver com a realidade, viu problemas evidentes e sugeriu soluções possíveis.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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NÚMEROS NO DEBATE

Quem acredita que temos 11 mil médicos cubanos no Brasil? Quem acredita que um país do tamanho de Cuba tenha 11 mil médicos à disposição. Quem está contando isso? 11 mil é a conta que o PT faz para justificar a saída de dinheiro para Cuba, sendo que parte considerável volta para o PT. E a nossa oposição, sempre muito fraca, não fala nada! Parece que só o PT tem marqueteiros.
 
Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br 
São Paulo

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NA ONDA DO PRÉ-SAL

Ao afirmar que os recursos para o “mutirão de oportunidades” virão do pré-sal, Aécio Neves comete erro imperdoável. Promessas pressalinas são coisas da demagogia petista. Um governante competente e responsável só se vale de recursos tangíveis aprovados anualmente no Orçamento Geral da União.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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AMADORES

Estes presidenciáveis deveriam ser mais humildes e voltar para casa. Não passam de amadores com frases feitas e decoradas. E, mesmo assim, ainda gaguejam. Para nós, é um desrespeito, pois estão subestimando a inteligência da Nação.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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HEMATOMAS

Em debate de presidenciáveis, quem apanha é a Nação!

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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DEBATEDORES

Assisti ao debate dos presidenciáveis na televisão. Ao terminar, pude constatar que uma candidata, considerando a crise econômica mundial, está convicta de que leva o Brasil em águas calmas e de que tal crise ainda não conseguiu retirar o que milhares de famílias construíram nos últimos anos. Outras duas souberam apenas colocar as vírgulas corretamente nas frases de efeito e foram contraditórias em seus pensamentos. Outro foi só simpático aos demais. Teve, ainda, o convicto de que expressões de arroubo ainda impressionam o povo, sem faltar o que só entendia de religião convencional. E o último, que pensa que dirigir uma carreta é o mesmo que se equilibrar numa bicicleta.

Cláudio de Melo Silva melo_riodoce@hotmail.com  
Olinda (PE) 

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DEBATE SEM PROGRAMAS
 
Os presidenciáveis no debate televisivo último, na verdade, procuraram aprimorar mais sua posição midiática, apresentando uma carência de programas e de esquemas de realizações. Apostaram nas suas aparições e nas intervenções calculadas e geradoras de espanto, admiração ou reprovação, situações que não contemplaram os verdadeiros objetivos dos candidatos. O debate não enriqueceu os eleitores do conhecimento necessário sobre as verdadeiras intenções de cada candidato e de suas possibilidades de realizá-las, se eleitos. Ganhou a democracia, mas perderam os eleitores ao focarem o que realmente ganhará o Brasil com cada um dos candidatos.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro
 
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A MESMA LADAINHA

Programa político, desfile de escola de samba, show do Roberto Carlos, debate entre candidatos, entra ano e sai ano, não muda nada, é sempre a mesma ladainha.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

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SUPERFICIAL

Esses debates entre presidenciáveis precisam mudar seu formato. Em vez de um oferecimento de chances para uma troca de “insultos”, que é o que acaba acontecendo durante todo o tempo, os organizadores deveriam propor um tema aos leões e jogá-los na arena para debaterem-no exaustivamente. Assim, teríamos a oportunidade de ver quem é o mais preparado para governar o País. No atual formato, sai-se melhor quem domina melhor as palavras ao defender-se de uma ofensa. E muitas vezes o candidato não diz nada, fica na superficialidade. Sem falar que quem tem a última palavra deixa no ar uma crítica muitas vezes mentirosa.

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br 
São Paulo

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MUDANÇAS PROFUNDAS

No primeiro debate entre os candidatos à Presidência realizado na TV Bandeirantes na terça-feira, a maioria dos candidatos não respondeu adequadamente às perguntas, ou seja, fugiram da raia. E não houve a réplica de cobrança, como no “Jornal Nacional”, da TV Globo. Sobre a diferença salarial dos médicos cubanos para com os médicos brasileiros e estrangeiros, no Programa Mais Médicos, bem como o imbróglio da Petrobrás, a presidente Dilma não quis responder. No geral, tanto Dilma quanto Aécio sempre deram destaque ao que fizeram em suas experiências anteriores. O que surpreendeu os analistas políticos foi a tranquilidade demonstrada por Marina Silva, talvez pela experiência de ter participado em debates em 2010 e também pelos quase sete anos como ministra do Meio Ambiente. Em suma, o que os presidenciáveis não devem perder de vista é que 70% do eleitorado quer mudanças gerais e profundas, para que o País possa sair o mais rápido possível da atual estagnação econômica.  

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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ENTREVISTAS ‘ESTADÃO’ – AÉCIO NEVES

Agora que o candidato Aécio Neves está vendo que sua candidatura pode ir para o brejo, menospreza a candidata Marina Silva dizendo que o País não é para “amadores”. Embora não tenha se referido diretamente a Marina Silva, é óbvio que se referiu a ela. Concordo que o País não é para amadores. Mas ele por acaso é um expert, é o suprassumo da competência em administração pública? Claro que não. Quando da morte do candidato Eduardo Campos e especulava-se se a vice Marina deveria ser a nova candidata do PSB, ele dizia que ela deveria, sim, ser candidata, pensando que Marina Silva não tiraria dele votos, mas só da presidente Dilma. O tiro saiu pela culatra e, agora, vendo que Marina já o ultrapassou e, segundo as pesquisas, derrota a presidente Dilma no segundo turno, está menosprezando a candidata. Nem simulação de segundo turno entre ele e Marina Silva os institutos fizeram, porque eles sabem que a chance disso é praticamente zero. Perdeu o rumo. Aliás, nunca o teve. Ele não empolga. Não tem conteúdo. O PSDB não muda. Lembra o samba de uma nota só. Vejam a equipe dele, caso seja eleito. Alguma diferença da do ex-presidente Fernando Henrique? Já não teria meu voto, agora, mostrando esta faceta de menosprezo, muito menos. Nem a presidente Dilma, por incompetência, nem Marina, por inexperiência, terão meu voto. O PSDB é elite. Quando aperta a mão do povão, esfrega na calça para limpar. Eu não sou elite.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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VIRADA

Virada espetacular! Não estamos falando de futebol, mas da pesquisa eleitoral recém-divulgada pelo Ibope, patrocinada pelo “Estadão” e pela Rede Globo, que aponta a candidata do PSB, Marina Silva, saltar dos 9% da pesquisa anterior, com o nome ainda do já falecido Eduardo Campos, para um índice de 29%, isso em apenas uma semana de campanha como candidata ao cargo majoritário. E que, inclusive, ela também venceria Dilma Rousseff no segundo turno, de goleada: por 45% a 36%. A candidata do Planalto perdeu 11% com relação à última pesquisa, e está com pífios 34%. Agora, Aécio Neves, que detinha 23% na pesquisa anterior, caiu para 19% da preferência dos eleitores, mas de jeito nenhum pode ser considerado carta fora do baralho. E tampouco o Planalto pode começar a comemorar um confortável segundo turno com Marina, porque entre os três candidatos o tucano de Minas Gerais é o menos conhecido do eleitorado, e pode crescer muito mais. Ele tem um currículo político importante e experiência no Executivo, como governador de Minas Gerais, por dois mandatos e com grande sucesso. Resumindo: tudo leva a crer que a era petista no Planalto está para ser encerrada no dia 31 de dezembro de 2014. Aleluia!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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MARINA X DILMA

A possibilidade de vitória de Marina sobre Dilma no segundo turno das eleições deste ano abre uma esperança àqueles que desejam a alternância de poder no Brasil. A “oxigenação” da política brasileira fará bem a todos, inclusive ao PT, que provavelmente mudará sua política interna e tornar-se-á um pouco mais humilde. A arrogância que ficou explícita nos gestos grosseiros dos mensaleiros quando foram para o cárcere deverá dar lugar ao equilíbrio e à vontade de cuidar do País, à frente dos interesses pessoais. Marina pensa como estadista, e não como uma gerentona.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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A MORTE

Já dizia meu saudoso professor de Filosofia do Direito da querida e inesquecível Faculdade do Largo de São Francisco, professor Miguel Reale: “Se não existisse a morte, a vida não tinha razão de ser”. Este profundo sentimento filosófico hoje está comprovado à saciedade, com a trágica morte num acidente aéreo do hoje desrespeitado, explorado religiosa, injusta e politicamente em campanha eleitoral, o honesto ex-candidato a presidente da República Eduardo Campos, cujo passamento revolucionou o atual sistema político eleitoreiro brasileiro na atual disputa eleitoral. Sua acidental morte deu vida a sua vice, Marina Silva, que deu um salto de candidata a vice para possível presidente do nosso país, segundo noticia o “Estadão” de 27/8: “Marina se descola de Aécio e venceria Dilma no 2.º turno”, baseado em pesquisa do Ibope. Salve-nos, Deus! A disputa entre os presidenciáveis no debate na Band não passou de mera formalidade de candidatos, cumprindo ressaltar que, o único, verdadeiro, necessário e importante assunto tratado foi o sobre a segurança nacional do povo, hoje encarcerado em sua própria residência com medo de ser assaltado, sequestrado e até assassinado em plena via pública a qualquer hora do dia ou da noite. Sobre corrupção em suas duas modalidades, nada, nada, nada! Quem viver verá.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis

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MENOS MAL

Se confirmarem as pesquisas mostrando a possibilidade de a candidata Marina Silva vencer o PT, menos mal. Não obstante seu exagerado comportamento em querer salvar o mundo via sustentabilidade tapuia, o bom senso na administração deverá mostrar que temos outras prioridades não impossíveis em executá-las sem ferir seus princípios. Diferentemente do governo petista, seu possível futuro governo, creio sério, não permitirá tantas mazelas como as na Petrobrás, e se voltará aos interesses do nosso país, e não aos do socialismo bolivariano no enfrentamento suicida ao Norte desenvolvido, leia-se EUA, investindo na ditadura cubana, financiando a Venezuela, cedendo refinaria de petróleo à Bolívia e apoiando publicamente o calote argentino, que usa e abusa do falido Mercosul a nos prejudicar. E que o Itamaraty, anteriormente respeitado, aja de acordo com princípios históricos, e não com expedientes ideológicos a ponto de sermos tratados por “anões” na influência externa. Na economia, grosso modo, bastando fazer ao contrário do que faz o atual governo estará restabelecida a confiança da nossa sociedade e dos agentes dos países civilizados. Se porventura a possibilidade na vitória couber a Aécio, não importa, porque o importante, o definitivo para o futuro do Brasil será derrotar o incompetente, demagogo e corrupto PT.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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PERGUNTAS A MARINA

Diante das novas pesquisas eleitorais que dão Marina Silva disputando o segundo turno, muitas perguntas gostaria de lhe fazer. Qual será sua postura com relação aos médicos cubanos? Continuarão como escravos da “Ilha da Fantasia”? Poderão receber no Brasil o salário integral? Dará autonomia à Associação Brasileira de Medicina para que façam o Revalida (prova exigia pelo conselho para autorizar a prática de medicina no território nacional)? Qual será a relação dela com os bolivarianos? Qual será sua postura diante de nossa diplomacia, hoje totalmente nas mãos do PT, fazendo-a voltar ao que sempre foi, livre de qualquer ranço ideológico? Quanto ela se distanciou das propostas do PT, alargando seus horizontes democráticos? Quanto das ideias à esquerda de sua amiga Erundina ela gostaria de seguir? Tudo isso precisamos saber, para dar ou não nosso voto a ela num segundo turno. Nossa democracia tão debilitada não pode sucumbir nas mãos dos retrógrados esquerdoides.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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O EFEITO DAS PESQUISAS

Com a tragédia ocorrida com Eduardo Campos, aliada ao desprezo que a maioria da população brasileira atualmente sente pelos políticos de todos os matizes, Marina foi catapultada às primeiras posições nas pesquisas, ameaçando o projeto do PT de se perpetuar no poder. Somos agora informados de que as candidaturas podem ser trocadas até 15 dias antes do primeiro turno. Será que dona Dilma será forçada, mais uma vez, a usar “uma peruquinha básica”, como fez quatro anos atrás, e, se não conseguir despertar comoção, ser convidada a sair de fininho? Ou, para o PT e sua gente, será mais prático que as coisas mudem para que permaneçam como está?

Marcello Menta Simonsen Nico mentanico@hotmail.conm
São Paulo

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MISSA DE SÉTIMO DIA

Pelos últimos resultados da pesquisa eleitoral, divulgada amplamente pela mídia, a oposição ao governo federal tem o maior prazer de convidar os simpatizantes e componentes dos partidos de esquerda e do partido do governo atual para assistirem, no dia 12/10/2014, na Catedral de La Virgem Maria de la Concepcion Inmaculada de la Habana, em Havana, Cuba, à missa de sétimo dia do atual governo. Aqueles que desejarem passagem só de ida devem se dirigir pessoalmente ou por e-mail ao Palácio do Planalto, aos cuidados do cerimonial. Durante o voo, serão servidas bananas e fornecidos charutos cubanos, para degustação após o desembarque. Haverá uma ajuda de custo do Bolsa Família para aqueles que assim o desejarem. Embora a moeda corrente de Cuba não seja o dólar, ele é bem-vindo.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com  
Rio de Janeiro

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ELEITOR ATENTO

Embora nunca tenha sido filiado a nenhum partido político, desde a década de 1950 acompanho com muito afinco tudo o que dizem os candidatos, afinal o desenvolvimento de uma nação irá depender exclusivamente daqueles que os eleitores irão escolher para conduzir os rumos do nosso país. Com a experiência que adquiri ao longo da vida, tudo o que temo para estas eleições que se aproximam é que os eleitores se deixem levar pela emoção e acabem escolhendo Marina Silva para ser nossa mandatária, como fizeram nas eleições passadas escolhendo o humorista Tiririca para deputado federal. Embora eu tenha admiração muito grande pela candidata Marina Silva, na minha opinião ela não tem sabedoria suficiente para conduzir uma nação com a complexidade política que tem o Brasil.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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EXPERIÊNCIA

Dilma Rousseff diz que falta experiência a Marina Silva. Mas quem é ela para falar da experiência prévia dos outros? Logo ela, que antes de ser fincada no Palácio do Planalto como o poste preferido de Lula só trazia em seu currículo aquela falência da sua loja de R$ 1,99, uma desastrosa atuação como mãe de um PAC que nunca chegava a nascer e, sem que soubéssemos na época, aquela aprovação como presidente do Conselho de Administração da Petrobrás da inacreditável compra da Refinaria de Pasadena.  

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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O CURRÍCULO DAS CANDIDATAS

Dilma faz o papel daquele macaco que critica, mas não olha para o seu próprio rabo. Qual era a experiência que tinha ao assumir o governo de um país continental como o nosso – e deu no que deu, desastre total – e critica Marina por não ter experiências administrativas anteriores. Pelo menos sabemos que Marina não faliu nenhuma lojinha de R$ 1,99 em sua trajetória de vida, ou assinou um documento importantíssimo de compra pela Petrobrás sem saber, a princípio, do que se tratava. 

Leila E. Leitão
São Paulo

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DOSES HOMEOPÁTICAS

A investigação da Polícia Federal chamada de Lava Jato desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que movimentou cerca de R$ 10 bilhões dentro da Petrobrás. Tendo se iniciado em 17 de março, com a prisão do doleiro Alberto Youssef, a Polícia Federal vai divulgando quinzenalmente e em doses homeopáticas as novas etapas da investigação. A impressão é de que, por um lado, não se quer deixar o caso no esquecimento e, por outro, também não se quer que os companheiros do PT envolvidos na diretoria corrupta da Petrobrás sejam completamente desmascarados, comprometendo os rumos da candidatura de dona Dilma antes das 17 horas do dia 5 de outubro. Dessa forma, a Petropizza vai sendo agendada e adaptada ao programa de poder petista.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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DE NOVO O TESOUREIRO DO PT

O “laranja” do doleiro Alberto Youssef, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, disse à Polícia Federal que o secretário de finanças do PT João Vaccari Neto era um dos contatos de fundos de pensão com a CSA Project, revelaram Fabio Fabrini e Andreza Matais. A empresa, segundo a Polícia Federal, foi usada por Youssef para lavar apenas R$ 1,16 milhão do mensalão. Como é possível, se o mensalão nem existiu, não é mesmo, sr. Lula? Vaccari nem conhece Costa e nega ter feito “negócio” com a CSA. E todos nós, os trouxas brasileiros, acreditamos. Só pode ser ou deve ser um lamentável engano, apenas para denegrir os envolvidos... Eu acrediteeeiii! 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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DE NOVO FERNANDO COLLOR

Creio que este cidadão, nosso conhecido de longa data, hoje senador, já zombou demais do sofrido povo brasileiro, mas pelo jeito, ainda não satisfeito, eis que o mesmo reaparece, no mínimo envolvido com o doleiro Alberto Youssef (o mesmo do caso Petrobrás). Falo por mim e por muitos meus conhecidos que sofreram e sofrem até hoje as consequências daquela sua passagem pela Presidência da República. Ele, no entanto, está aí, livre, leve e solto, e, diga-se, ainda na ativa. A mim, este cidadão conseguiu transformar-me apenas num pária da sociedade, falido. Outros estão hoje, quando não mortos, vegetando, também em razão de sequelas, por acidentes de saúde ocasionados pela loucura que foi sua passagem por aquele cargo. Sinto-me prisioneiro cuja pena já dura 22 anos e que, creio, será perpétua. Jamais me livrarei daquele passivo que foi gerado durante a crise provocada por este cidadão. Como em nosso pais não existe pena perpétua, chego à conclusão de que sou um sujeito de alta periculosidade, talvez mais que o famoso Fernandinho Beira-Mar. Assim, rogo ao nosso Supremo Tribunal Federal (STF), em cujas mãos estaria novamente a apuração do referido caso, que já nem aceite a denúncia, por dois motivos: não haver perda de tempo e não nos trazer à baila novas esperanças de que será feita justiça.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br 
Ibate

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DELAÇÃO OU CALAÇÃO

Consta que o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa desistiu da delação premiada no caso Petrobrás. Ou seja, é adepto da antiga e famosa frase “melhor um covarde vivo do que um herói morto”. Ele confundiu delação premiada com calação premiada, ou seja, em boca fechada não entra nem sai mosquito.

Arnaldo de Almeida Dotoli  rnaldodotoli@hotmail.com 
São Paulo

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ELEIÇÃO NO DF

Para José Roberto Arruda ser o primeiro colocado nas pesquisas de intenção de votos no Distrito Federal, resta nos perguntar: será que os entrevistados não se lembram da cena em que ele foi flagrado recebendo dinheiro de propina?

Eleine Maria Bonazzi leninhabonazzi@gmail.com 
Piracicaba

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RISCO VENEZUELANO

A desastrosa aventura bolivariana na Venezuela, país com as maiores reservas de petróleo do planeta, acabou dando num quadro sombrio e assustador: escassez de gêneros alimentícios de primeira necessidade, insumos médicos e hospitalares, papel higiênico (!), entre tantos outros problemas graves que afligem sua sofrida e desassistida população. A praga bolivariana, pregada e seguida como religião por Hugo Chávez, espalha-se pela América Latina e Central tal qual o vírus ebola. Se o Brasil não mudar nas eleições, corremos sério risco de contaminação. Todo cuidado é pouco.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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DE CHÁVEZ A MADURO

Empresários pedem ajuda ao governo contra um calote da Venezuela. Se com Hugo Chávez eles não cumpriram o contrato da Refinaria Abreu e Lima, imagine, então, com Nicolás Maduro.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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A CRISE NA USP

Usando meu direito de expressão sobre o que leio, respondo ao autor de “Em defesa da Faculdade de Filosofia da USP” (27/8, A2), professor Carlos Guilherme Mota, que seu conselho seria bem aproveitado nas escolas de Cuba, Venezuela, Coreia do Norte, etc. Ressuscitar Florestan Fernandes e outros do elenco citado no artigo seria perpetuar a deformação das futuras gerações, não bastasse a atual, haja vista as ações e comportamentos deturpados dos discípulos, a cujos “mestres” referi-me acima. Concordo apenas com sua afirmação de que “éramos uma expressão do pensamento radical...”. Logo a seguir, desconsidera o que chamou de “lideranças uspinianas”, com o quê, não tenho opinião. Na continuidade, o autor faz novas referências raivosas, que deixam clara a ideologia anarquista. 

João Ferreira Mota jfmota@ig.com.br 
São Paulo

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‘PITO’

Gostei muito do artigo do professor Carlos Guilherme Mota e rebussolei meus anseios. Defender um patrimônio cultural deveria ser tarefa de toda a sociedade. Ao “dar um pito” (como minha avó faria) no governador, reitor e na comunidade acadêmica, é uma indicação de como podemos nos comportar neste momento.

Rafael Antonio Cunha Perrone, professor da FAU-USP racperrone@gmail.com 
São Paulo

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DIÁLOGO NA UNIVERSIDADE

Escrevo para cumprimentar o professor Carlos Guilherme Mota pelo excelente artigo publicado no “Estadão” de ontem. Nunca vi a USP numa situação como a atual, dominada por gente intolerante, incapaz de conversar, sem a menor concepção de universidade. 

Virgílio Afonso da Silva, professor titular da Faculdade de Direito da USP vas@usp.br
São Paulo

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CET – FISCALIZAÇÃO REFORÇADA

O reforço no contingente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), num trabalho integrado com os agentes da SPTrans e da CPTran, levará à maior fiscalização e autuação dos que desrespeitam as leis de trânsito e trafegam de forma irregular, agravando a poluição atmosférica e sonora na cidade de São Paulo.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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GCM – NOVOS MARRONZINHOS

O prefeito Fernando Haddad é um gênio: descobriu uma serventia para a inoperante Guarda Civil Metropolitana (GCM).

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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ANTÔNIO ERMÍRIO DE MORAES

É com pesar que recebemos a notícia do falecimento do dr. Antônio Ermírio de Moraes no último dia 24. Lembrei-me de que, quando foi candidato a governador de São Paulo, foi vencido por Orestes Quércia. Como pode?! Hoje entendemos que o povo prefere qualquer político a um líder, o povo pensa que o homem é rico e não vai fazer nada, ao passo que Quércia fez o que fez... É lamentável, o povinho não muda nunca.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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Um homem que, assim como os seus valores, deveria ser eterno.

José Gilberto Silvestrini jsilvestrini@gmail.com 
Pirassununga

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Antônio Ermírio de Moraes foi um grande homem. Simples e humano, apesar de todo o seu patrimônio, herdado do pai e que honrou a vida inteira. Foi presidente do Hospital Beneficência Portuguesa e sempre fez questão de que 60% dos atendimentos fossem para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Fazia as suas doações sem divulgar, dizia que de seus donativos só ele e Deus precisavam saber, conforme ensinara o seu pai. Não era de ostentar e era avesso a badalações. O Brasil precisa de muito homens como ele, mas infelizmente ele resolveu ficar longe da sujeira que é a política brasileira. Bom para ele e ruim para nós, pobres brasileiros carentes de homens bons e honestos como Antônio Ermírio de Moraes. Que pena! Ele poderia ter feito muito para melhorar a vida de muitos brasileiros.
  
Angela Maria de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com 
Santo André

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GIOVANNI BRUNO

Somos três casais que saem quase todas as semanas para jantar. Na maioria das vezes, só combinamos o horário. O encontro é no Giovanni Bruno, não no Il Sogno di Anarello. O restaurante, para nós, é o Giovanni, que tem uma palavra especial para cada um de nós. ­“Como vai, bela?” A primeira lembrança que tenho dele foi no dia do casamento de minha irmã. Depois da festa, os amigos foram farrear no restaurante do Giovanni. Isso foi há mais de 40 anos. Depois disso, posso me lembrar dele participando de várias festas de nossa família. O sorriso sincero, acolhedor e jovial era sua marca registrada, assim como suas palavras: “A vida, bela, são momentos”. Um dia, comentei com ele sobre um franguinho ensopado delicioso que tinha comido da Itália. A partir daquele dia, o frango com batatinhas nos esperava a cada visita, sempre acompanhado de um prosseco. Vinham também as pontas dos pãezinhos bem quentinhas, as torradas com alho, a famosa salada, os filés – à mostarda , à la rabiata (para “as meninas”), à milanesa (para “os rapazes”), as frutas com pedaços de sorvete por cima. O cafezinho delicioso com um pedacinho de limão e a despedida com abraços, sorrisos e agradecimentos com gosto de quero mais. Na saída, ganhávamos uma garrafinha embrulhada em papel prateado e nos regalávamos em casa com um pouco do tempero de salada do Giovanni que, em casa, não tinha o mesmo sabor. Que sabor era esse? O sabor de ser recebido com alegria, de sentir o orgulho e o carinho com que ele apresentava sua comida, o prazer de ver que todos estavam tendo momentos especiais. É isso, “bela”, a vida são momentos. Que bom que desfrutamos desses momentos muitas e muitas vezes com esta personalidade tão marcante e cativante. Vamos sentir sua falta, mas ele viverá para sempre em nossos corações.

Ruth Grunebaum silviazaclis@gmail.com 
São Paulo

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