Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2014 | 02h04

Duvidosa glória

A área econômica do governo (?) Dilma Rousseff vangloria-se de que, depois de cinco meses de recessão, a produção industrial cresceu... 0,7%! Festa para quê? Esse "crescimento" pífio foi de julho sobre junho, mês em que o governo (?) alega que a atividade econômica caiu pelo efeito "Copa das Copas". Ante o descalabro administrativo federal, essa deverá ser a única "boa" notícia da economia em 2014.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

O golpe das plataformas

O brasileiro distraído e desinformado vê com otimismo na mídia que o Brasil obteve um saldo comercial positivo de US$ 1,16 bilhão em agosto. Porém ao brasileiro curioso e informado que não se impressiona com anúncios como esse vindos do falido governo petista, que apenas tenta com desespero mostrar uma recuperação econômica que não existe, basta ir ao Estadão de ontem para, na página B3, ver o artifício com que o governo logrou tal façanha: novamente aplicou o golpe da "exportação" de plataformas petrolíferas que não saíram de águas tupiniquins, truque contábil que esse governo tem usado desde o ano passado, quando "exportou" sete (este ano, duas). Dizem ser uma operação contábil legal, mas é imoral e de um cinismo do tamanho das tais plataformas.

LAÉRCIO ZANINI

arsene@uol.com.br

Garça

Índices negativos, escalada

O saldo entre exportações e importações teve o pior mês de agosto desde 2001. Mas ainda faltam quatro meses para o governo Dilma terminar o trabalho.

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

A farsa do Orçamento

Então, segundo matéria de 1.º/9, a ministra do Planejamento entregou ao presidente do Senado apenas um "resumo" do Projeto de Lei Orçamentária de 2015?! Se der furo, Renan Calheiros poderá dizer que se baseou num "documento falho", como Dilma na compra em Pasadena!

PAULO T. J. SANTOS

ptjsantos@yahoo.com.br

São Paulo

O 40º ministério

A Petrobrás foi desvirtuada de sua função e hoje é uma extensão política do PT, funcionando como um poderoso ministério com centenas de misteriosas ONGs caixas-pretas. Os últimos presidentes, dados o declínio e a disfunção, transformaram a galinha de ovos de ouro em patinho feio. A exemplo da mineradora Vale, nossa petrolífera, para soltar as amarras, libertar-se do pesado fardo governamental com seus infindáveis caprichos e deslanchar, terá de ser privatizada, o que, sob todos os aspectos, será benéfico para o Brasil e para os acionistas. Vejam o que disse Eduardo Campos: "A Petrobrás gasta bilhões, é a única petroleira que, quanto mais vende, mais tem prejuízo". Infelizmente, essa é a dura realidade.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

CAMPANHA ELEITORAL

Anote aí

O ministro da Fazenda do desgoverno Dilma, Guido Mantega, avisa que o plano de governo de Marina Silva pode reduzir a atividade econômica (mais do que já está?). Sabe tudo! Daí ninguém aguenta... Então, só resta uma única via ao eleitor: votar em Aécio Neves. Falou e disse, estamos avisados, anote aí!

LUIZ DIAS

lfd.silva@2me.com.br

São Paulo

Mesmo programa

Conforme publicado pelo Estadão de 1.º/9, o candidato Aécio Neves (PSDB) afirmou: "Encontrei no programa do PSB a defesa das mesmas posições que defendemos historicamente, no ponto de vista da macroeconomia, da transformação do Bolsa Família em programa de Estado, a meritocracia no setor público". Então, se ele diz que Marina copia o PSDB na economia, é porque concorda plenamente com o programa de governo da candidata do PSB. Ou não?

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Apelação

Dilma vinha mandando os aliados no Senado não votar a PLC 122/06, que torna crime a homofobia, para evitar atritos com a bancada e o eleitorado evangélicos. Agora, desesperada por ver que a reeleição está indo pro brejo, e descaradamente se aproveitando da polêmica causada pela retirada dessa criminalização do plano de governo de sua grande adversária, Marina Silva, correu para divulgar que defende o que mandava não ser votado. Essa apelação é tão baixa que deveria envergonhar a "presidenta" e nos mostra que ela nunca foi merecedora do cargo que ocupa.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Capacidade de leitura

Parece que a sra. Marina fez com seu programa de governo o mesmo que a sra. Dilma fez com o relatório de Pasadena: ambas leram "mais ou menos". Ou seja, nenhuma tem capacidade intelectual para comandar um país.

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Mudar o tema

Tenho observado que em todos os pleitos para presidente - e este não é exceção - a mídia em geral enfoca o tema do casamento gay para que os candidatos expressem a sua posição. Entretanto, com todo o respeito que o tema mereça, está na hora de passarmos a outros assuntos, muito mais relevantes para a atual conjuntura política e econômica, e cobrar mais clareza dos presidenciáveis. Vamos perguntar, e que cada um esclareça muito bem, sobre o Decreto 8.243, a reforma política, o controle da inflação, a política externa, o respeito às liberdades democráticas e tantos outros assuntos pertinentes ao momento atual.

JOÃO M. VENTURA

joãomv@terra.com.br

São Paulo, SP

Receita de vitória

O candidato a presidente da República que assumir a ideia do recall ou "retomada", citados no excelente artigo Um modelo honesto de participação popular, do jornalista Fernão Lara Mesquita (30/8, A2), "que poria os políticos na dependência de nossa boa vontade, e não o contrário, como é hoje", o que certamente "abriria as portas para as reformas que nos parecerem necessárias", a meu ver, ganharia esta eleição. Isso, sim, é que é democracia - não as perigosas e antidemocráticas propostas de participação popular apresentadas pelas atuais candidatas.

MARIA TOLEDO A. G. DE FRANÇA

mariatagalvao@gmail.com

Jaú

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JOGANDO A TOALHA?

Patético, melancólico e cretino papelão do senador José Agripino Maia (DEM) revelando que Aécio Neves (PSDB) apoiará Marina Silva (PSB) num eventual segundo turno com Dilma Rousseff (PT). A desastrada opinião torna-se ainda pior porque Agripino Maia é o coordenador da campanha do candidato do PSDB. Os seguidores de Aécio perguntam-se, então, com qual motivação o candidato prosseguirá na disputa. Agripino apunhalou o coração de Aécio. Outra sandice de Agripino Maia, tentando sustentar sua oportunista declaração, é que o importante “é derrotar o mal maior, o PT”. Agripino não é político principiante. Deveria saber que a disputa para a Presidência da República envolve o destino do Brasil e dos brasileiros. Não pode nem deve ficar restrita a ódios e mágoas partidárias. O Brasil é infinitamente maior do que qualquer partido. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmil.com 
Brasília

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DESESPERO

As declarações feitas pelo coordenador da campanha de Aécio Neves sobre o apoio a Marina Silva no segundo turno são muito sintomáticas. Ele está sendo recriminado pois dá a entender que seu candidato já caminha para uma situação desesperadora. E ela está subindo nas pesquisas. Será que é um caminho sem volta?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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A CANOA DE MARINA

Pelo visto, José Agripino Maia já sinalizou que poderá embarcar na canoa de Marina Silva. Pobre Brasil.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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SANGUE NOS OLHOS

Pelo jeito, a oposição no Brasil, após perder três eleições para um partido cada vez mais envolvido em escândalos de todos os tipos, ainda não aprendeu como tem de se comportar. Não será apenas fazendo propostas, certamente, pois isso aconteceu nas vezes anteriores, e, definitivamente, não funciona. Principalmente porque aos olhos do eleitorado tudo é muito parecido. Está faltando garra aos candidatos de oposição. Está faltando o chamado sangue nos olhos, aquele discurso inflamado, que venha da alma e toque o coração das pessoas. Isso ninguém está fazendo. Ninguém! Está faltando coragem para pôr o dedo na ferida petista e demonstrar, claramente, para que rumo estamos caminhando. A impressão que fica é de que ou falta coragem para se posicionar ou todos têm medo de que seus telhados de vidro não resistam à primeira pedra.

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com 
São Paulo

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PLANO DE PODER

A situação do Brasil não poderia ser pior. Preços de energia e derivados do petróleo contidos artificialmente. Contas públicas sendo sustentadas por artifícios de contabilidade. Investimentos em infraestrutura inacabados e com orçamentos hiperestourados. Balança comercial desalinhada. Empregos da indústria se esvaindo. Problemas na saúde e na educação. Inflação em alta. Recessão na porta. E, o pior, a presidente Dilma Rousseff não reconhece que estejamos em situação crítica. Se não estamos, então por que propõem mudanças? Trata-se apenas de mais discurso perverso, pensando unicamente no plano de poder do PT. Marcar território porque propôs mudanças, deixar a bomba explodir com o próximo presidente, levar organizações pró-petistas às ruas para alimentar o caos e assim poderem se mostrar como a solução. O próximo presidente precisará ter uma excelente equipe e pulso para aguentar o tranco.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com
São Paulo

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HUMILDADE É SABEDORIA

No mais recente debate dos presidenciáveis na TV, Marina Silva mostrou que o “rei está nu”, no caso, a rainha. No alto de sua prepotência, egocentrismo, soberba e dissimulação, Dilma Rousseff não conseguiu derrubar o diagnóstico por que padece: não reconhecer os próprios erros e os acertos dos outros.  Teve a quem puxar.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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CANDIDATOS EM DEBATE

Analisando a candidata Marina Silva, pude observar o quanto ela é inteligente, tem palavra na ponta da língua, imediatamente responde com ênfase, porém, para quem vive de palestra e ganha muito para fazê-lo, é fácil de memorizar o que tem a dizer. Quando ela diz “eu vou fazer” é bem diferente, apenas são retóricas, sabemos que ninguém faz nada sem a troca de favores do “toma lá, dá cá” costumeiro. Acredito que ela não vai enviar uma “Bíblia” para o Congresso e o Senado. Acredito que, se o sr. Aécio copiar um pouco o sr. Lula da Silva, com palavras chulas, que é o que o povo gosta de ouvir, terá alguma chance. Quanto à candidata Dilma, nos debates fica com cara de nojo.

Maria José da Fonseca fonsecamj@ig.com.br 
São Paulo

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CONSELHO BÍBLICO

O último debate presidencial deixou claro que Marina Silva bem poderia chamar-se “Marina Sílfide”, tendo em vista a graça e a leveza que dela emanam – características dessa figura feminina das mitologias céltica e germânica –, mescladas com um discurso firme, mas sem insolência. Dilma Rousseff é simplesmente o oposto de Marina, no embate político e, sobretudo, na personalidade. Aliás, a “Bíblia”, desprezada pelos petistas, entre outros motivos por ser o livro sagrado da cristã Marina, traz conselho útil para Dilma, quando alerta que “a soberba precede a ruína” (Provérbios 16:18).
 
Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com 
Belo Horizonte 

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MELHORANDO AS REGRAS 

Analisando os debates já ocorridos entre os candidatos à Presidência da República, sugiro duas novas regras para que os próximos debates tenham a finalidade de esclarecer os eleitores e não confundi-los: 1) é proibido citar números e porcentagens de realizações sem uma prévia auditoria e comprovação da veracidade dos mesmos. E 2) o candidato que não responder à pergunta formulada ficará sem direito à tréplica. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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‘MARINA E O AGRONEGÓCIO’

Considero Marcos Sawaya Jank uma das grandes personalidades do agronegócio brasileiro, porém em seu artigo “Marina e o agronegócio” (2/9, A2), Jank demonstra enorme ingenuidade em relação ao universo político e do que seus integrantes são capazes para atingir objetivos eleitorais. Comparo a aproximação de Marina Silva com o setor rural e o agronegócio com dois episódios da história recente: primeiro, relembrando o Acordo de Munique chancelado entre o primeiro-ministro britânico Neville Chamberlain e Adolf Hitler, em que este último descumpriu todas as disposições do referido acordo e invadiu a Polônia. Segundo, quando no ano seguinte Hitler utilizou-se do mesmo artifício e assinou um pacto de não-agressão com Josef Stalin, mas, novamente, descumpriu com o combinado e invadiu a União Soviética. Marina Silva tem 25 anos de filiação entre CUT e PT, dos quais 5 anos servindo como ministra ao governo Lula. Portanto, é praticamente impossível que sua orientação política e sua carga ideológica sejam defenestradas do dia para a noite. Para efeito de comparação, seria como amanhã assistirmos ao deputado Jair Bolsonaro filiar-se ao PSTU.

Frederico d’Avila, produtor rural fredericobdavila@hotmail.com 
Buri 

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MORALIDADE E PROGRAMAS DE GOVERNO
 
Marina Silva recuou diante da criminalização da homofobia, mas Dilma Rousseff segue em contradição, defendendo a criminalização da homofobia. Assim, a moralidade e a ética perdem o jogo para o interesse político, especialmente na captação dos evangélicos. Postura como tais trazem desilusão aos brasileiros e empurram milhares de eleitores para os votos brancos e nulos. No Brasil, infelizmente, a convicção em postulados éticos mudam ao sabor das conveniências e dos votos que as mudanças de opiniões podem trazer. Daí que o que foi prometido antes das eleições pode ser mudado, de acordo com os interesses momentâneos, restando somente a imprensa para relembrar e cobrar os itens de programas de candidatos eleitos, porquanto os políticos fogem da obrigação como modo de, também, se poderem esquivar futuramente. Assim, o índice de confiabilidade nos políticos está sempre ao final da lista, e muito abaixo do da imprensa e do da OAB.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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ELEIÇÕES E RELIGIÃO

Segundo o “Estadão”, Beto Albuquerque, candidato a vice de Marina Silva, teria dito que “nem a política deve mandar na religião nem a religião na política”. Se levadas a sério as regras da democracia, católico é cidadão e, portanto, eleitor. Como tal, tem o direito e o dever de exigir dos candidatos a atuar como seus mandatários – presidentes, governadores ou parlamentares – que obedeçam às regras morais impostas por sua religião. E os bispos e sacerdotes têm obrigação e direito de orientar os seus fiéis nesse sentido. Será que Beto Albuquerque pensa que católico não é cidadão nem eleitor? Ou pensa que mandatário não deve obedecer à vontade de seus mandantes?

Celso da Costa Carvalho Vidigal celsovidigal@uol.com.br 
São Paulo

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CONFLITO EXTREMADO

Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL, declarou por diversas vezes, em alto e bom som, para quem quisesse ouvir, que aquele que acredita na “Bíblia” é palhaço. É de esperar que os eleitores “palhaços” do Rio de Janeiro se sintam ofendidos e jamais deem seu voto a esse candidato, aliás, já matéria mais que suficiente para pedir a sua impugnação no TRE, porque ele, com a sua declaração, chamou de palhaços 95% da população brasileira: católicos, ortodoxos, protestantes e judeus.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com 
São Paulo 

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MEDO

Com relação à campanha eleitoral, no quesito Marina Silva, vou pedir licença a Regina Duarte e dizer: “Eu tenho medo”.
 
Celia Henriques Guercio Rodrigues celitar@hotmail.com 
Avaré

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ALIADO PARA GOVERNAR

Marina eleita, teremos pela frente uma grande incógnita. Se os abutres de plantão tentarem minar seu governo, ela deverá denunciar com clareza, dando nome aos bois, pois só assim terá o apoio da população. O grande aliado que ela terá será a população.

Jose Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo 

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O SOL E A HORTA DE MARINA
 
O normal na vida é andar para a frente, é o progresso. A norma das nações é medir, a cada ano, o “avanço” de seu produto interno bruto (PIB), a valorização de suas empresas e o progresso material de seus habitantes. Regredir, retroceder constitui situação excepcional, em geral decorrente de crises, guerras, infortúnios ou administração temerária. Apesar de não encontrar quem disso discorde, o Brasil está se acostumando a ver o retrocesso como norma e o avanço como exceção. Assim é que faz anos o País vem apresentando déficits em suas contas. O índice Bovespa, que em 2008 atingiu 73 mil pontos, recentemente flertou com a marca de 46 mil, indicando que no setor empresarial a coisa anda mal. Estatais poderosas, outrora símbolos de progresso, perdem valor de mercado e definham, endividadas. Curioso é que o fenômeno de “caminhar para trás” também tem atingido candidatos a cargos eletivos. Não são poucos os que, malgrado seus gordos holerites, informam à Justiça Eleitoral patrimônio inexpressivo, quando não minguante. Bom exemplo dessa “mão errada” na gestão dos próprios haveres é o da candidata socialista Marina Silva. Nas eleições de 2010, Marina, senadora desde 2003, e durante anos ministra do Meio Ambiente de Lula – cargos com ótimos vencimentos e gratificações –, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o patrimônio risível de R$ 149.264,38, valor que não compra um apartamento de quarto e sala no centro de São Paulo. Chama, agora, a atenção, a candidata informar ao TSE um patrimônio ainda menor: de R$ 135.402,38. Quer dizer: nem mesmo corrigir monetariamente seus minguados haveres patrimoniais Marina logrou conseguir de 2010 para cá... Em outras palavras, retrocedeu patrimonialmente! Pelas contas, Marina é péssima administradora, já que, mesmo ganhando bem, casada com Fabio Vaz de Lima, secretário-adjunto do governo do Acre – com quem deve dividir as “despesas do lar” – e considerando os, talvez, centenas de milhares de reais que andou recebendo por palestras proferidas no Brasil e no exterior, ainda assim, a ambientalista retrocedeu patrimonialmente. Por que será que o sol – esse recurso natural tão abundante e indispensável ao meio ambiente – não bate na horta de Marina, uma de suas maiores defensoras? É muita ingratidão do astro-rei! Só espero que, eleita presidente, a candidata do PSB não imprima ao Brasil a lógica de retrocesso que impõe às próprias finanças. Já chega o exemplo de Dilma Rousseff – que, precedida da fama de grande “gerente”, quebrou aquela lojinha de R$ 1,99 e hoje, no Palácio do Planalto, faz o País inteiro submergir.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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CÚMPLICE

Assisti ao debate na TV. E, se o voto for um direito, posso exercê-lo ou não. O que não podem é me obrigar a votar nisto que está aí, mesmo porque isso não me torna um eleitor, mas um cúmplice.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br 
São Paulo

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VOTO OBRIGATÓRIO E A ‘MERREQUINHA’

Não me conformo com certas coisas que ocorrem neste país. Em 3 de outubro de 2008, fui agraciado com o nascimento de meu filho. Como todo brasileiro, por ocasião das eleições, saí da maternidade e fui justamente a uma escola bem em frente justificar meu voto. Nas eleições de 2010, também cumpri com o ônus a mim imposto e fui justificar no primeiro turno e votar no segundo turno. Hoje, por ocasião da renovação de meu passaporte, descobri que algo estava pendente perante a Justiça Eleitoral. Dirigi-me até lá e descobri que, mesmo tendo justificado no primeiro turno e votado no segundo, alguém não fizera o trabalho de casa. Isso está se tornando rotina. Sou obrigado a sair de casa, porque a democracia não me dá outra escolha, anulo meu voto porque a péssima qualidade dos políticos me obriga, e, por derradeiro, sou compelido a pagar uma multa, mesmo tendo cumprido minha obrigação, afinal de contas R$ 3,51 são uma merreca, correto? Errado, se computarmos quantos brasileiros passam por isso todos os dias. Erro? Fundo de campanha? Errar duas vezes me faz pensar que a “merrequinha” está indo para algum lugar obscuro.

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com 
São Paulo 

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SR. PROPINAS

Está errado quem duvida de que o impossível acontece. Paulo Maluf foi escolhido como garoto-propaganda internacional na campanha de combate à corrupção. É para rir ou chorar?
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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MALUF E A FICHA LIMPA

Cumprimento o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE/SP) pela decisão de impugnar a candidatura a deputado federal do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo Paulo Maluf com base na Lei da Ficha Limpa. Demorou. Maluf tem inúmeras condenações no Brasil e no exterior e é procurado pela Interpol, por corrupção, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro e outros crimes. Preocupante apenas o fato de o julgamento ter sido um apertado 4 a 3, em que o voto de minerva e salvador só foi dado pelo presidente do TRE/SP, a favor do Brasil e do povo brasileiro.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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INSULTO À LEI

O voto de três ministros do TRE/SP contra impugnação da candidatura de Maluf é um triplo insulto à Lei da Ficha Limpa.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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A REGRA É CLARA

Vejamos. O precedente jurisprudencial é de que a Lei da Ficha Limpa não se aplicava às eleições de 2010. Consequentemente, vale para as posteriores, como é o caso das eleições deste ano, de 2014. Assim sendo, Maluf, condenado que veio a ser por um colegiado pelo cometimento de improbidade administrativa – superfaturamento de obra pública municipal –, não mais tem condições de concorrer nas próximas eleições, sendo irrefutável e indiscutível, numa sequência lógica, o indeferimento de sua atual candidatura. Simples assim. 

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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CARA DE PAU

O “rouba, mas faz” Maluf, o maior cara de pau do Brasil e o político mais malaco do mundo, agora fica inelegível. Mas os juízes se esqueceram de que ele é o famoso malandro, escorrega em todas e, é claro, vai dizer que tem mais de 80 anos e a inelegibilidade não o atinge. Ou seja, como dizia Zagalo, vamos ter de engoli-lo. E Paulo Skaf, o novo na política, agradece, afinal são todos farinha do mesmo saco sem fundo. Êta vergonha que não acaba nunca, e a Justiça sempre refém dos espertalhões
 
Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br 
São Paulo

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PAULO SKAF
 
Ele se coloca como o super-homem que resolve tudo num Estado complexo, mas não é administrando um Sesi e um Senai que se tem credencial para tanto, pois tanto ele quanto Maluf, Fleury e Dilma Rousseff são símbolos do atraso e farinha do mesmo saco. E promessas não são propostas, por isso fiquem atentos, pois, para governar um Estado como São Paulo, tem de ter experiência, não só vontade.

Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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DISPUTA NO ESTADO

O candidato a governador de São Paulo pelo PMDB, Paulo Skaf, não tem moral para atacar o candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, que tem 50% de vantagem nas intenções de voto nas últimas pesquisas. Pertence a um partido aliado do governo mais corrupto de nossa história, que conseguiu implantar grande desordem nas principais instituições da República, generalizou a impunidade, aparelhou o Estado, responsável pelo escândalo na Petrobrás e pela volta da inflação. O eleitor paulista responsável não vai se iludir com esta campanha mentirosa, porque quer um governo sério, sem falsidade.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo
 
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MUITO TEMPO PARA NADA

No período que antecede o horário político, os partidos travam árdua luta, um vale-tudo muitas vezes mergulhando na lama, para montar alianças espúrias, sem conteúdo pragmático ou consistência ideológica, cujo único objetivo é obter alguns segundos a mais no horário político. Eis que, iniciado o horário político, assistimos ao candidato Tiririca usando 80% ou mais do horário do seu partido (PR) para fazer chacotas e palhaçadas, retratando a atuação de seus colegas do circo (Câmara dos Deputados) e menosprezando seus colegas de profissão (os demais palhaços profissionais dos circos de lona). Isso demonstra quão errados são os critérios eleitorais no Brasil, quer seja pela divisão do horário político gratuito entre os partidos – todos deveriam ter o mesmo tempo –, mas, principalmente, pelo voto de legenda.  Tiririca, com sua campanha nonsense, acabará levando outros 3 ou 4 "bichos" (ratos, cobras, hienas e preguiça) para o Legislativo no rastro dos votos que amealhar entre os eleitores despreparados para votar.  

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paul 

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EFEITO TIRIRICA

O comercial político de Tiririca, espinafrando seu próprio ambiente de trabalho (Câmara dos Deputados), com analogia à velha Brasília amarela, me remete a uma pergunta: Não vão abrir uma CPI para autuá-lo por falta de decoro?

Benedito Rodrigues dos Santos reisrodrigues.santos@gmail.com 
São Paulo

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CIDADE LIMPA

Ficha limpa nos candidatos que insistem em sujar a cidade com material de campanha.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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LULA NA PROPAGANDA

Quando eleito presidente em outubro de 2002, o senhor Lula da Silva, após a sua posse em janeiro de 2003, disse que FHC não deveria aparecer na mídia, pois era “ex” e não tinha direito de falar sobre o novo governo. Hoje e sempre, Lula aparece na mídia, no horário político e está nos cavaletes em fotos com Dilma e Alexandre Padilha, emporcalhando as ruas da cidade. Este senhor tem coerência, ética, algum valor moral? Quer ser o dono do Brasil. Fora Lula!

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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UM CHOQUE CONTRA A CORRUPÇÃO

Na campanha eleitoral em curso, temos visto pregações pela eficiência administrativa, por dias melhores, desculpas e acusações por obras atrasadas ou não realizadas, defesa de minorias e até de opção sexual. Mas pouco se tem falado sobre o combate eficaz à corrupção e à impunidade. O bom candidato será aquele que se comprometer a apurar tudo e punir os responsáveis pelas inconformidades sem, no entanto, cometer injustiças. Sem um programa e um sério compromisso anticorrupção, não haverá plano de governo eficiente para o País. Tudo o que se fizer vazará pelo vão dos dedos, e o povo continuará sofrendo. Combater a corrupção é o mínimo que se espera de todo homem público. É importante que, antes de votar, o eleitor veja o que o seu candidato promete fazer para eliminar esse mal.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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A PROPÓSITO

Às vésperas das eleições, por ocasião da divulgação dos programas de governo dos partidos, cabe evocar o que foi pregado, com visão de estadista, pelo orador e político romano Marcus Tullios Cícero há mais de 2 mil anos (!), em 55 a.C.: “O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado”.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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GREVE NA USP

A greve na Universidade de São Paulo (USP), que está perto dos 100 dias, tem demonstrado que a razão é a grande vítima quando as partes, grevistas e reitoria, radicalizam. E quem perde, principalmente, nas unidades paralisadas, são os alunos, que não terminaram o primeiro semestre nem conseguem começar o segundo. Neste nosso pobre país a educação, em todos os níveis, está cada dia mais decadente. A USP, que já foi um orgulho dos paulistas, está indo por caminhos que nos envergonham. 

João Paulo Mendes Parreira jpmparreira@hotmail.com 
São Caetano do Sul

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‘CRISE NA USP’

A opinião pública foi surpreendida com a lamentável notícia de que existe uma “crise na USP”, por um professor titular da própria instituição. Em verdadeira demonstração de atitude político-partidária, o autor denigre a imagem do seu local de trabalho. E, o que é pior, desconhece o crescimento em progressão geométrica da capacidade de atendimento a várias entidades de ensino do País. O referido professor titular deve conhecer as normas da USP (pelo menos no meu tempo isso se usava). Normas essas que proibiam os docentes de emitir opiniões particulares ou de vir a público falar ou criticar a instituição, sem autorização da chefia do departamento ou do CTA da Unidade. Cabe ao Conselho Universitário emitir opinião e esclarecimentos por meio do reitor. Somente o reitor pode esclarecer que a USP continua crescendo para se manter a melhor e maior entidade de pesquisa e ensino universitário do País. Com cerca de 58 mil alunos e 239 cursos de pós-graduação, demanda cada vez mais  ajustes ou reajustes na porcentagem da taxa de ICMS. Diga-se de passagem, a melhor destinação do imposto pago pelo contribuinte e também a maior contribuição de um tributo de São Paulo para o Brasil. Rapidamente, para a população pagante de impostos. Dos cerca de 58 mil alunos, aproximadamente 3% são oriundos do Norte do País, 17% do Norte-Nordeste, 8% do Centro-Sul e 14% do Sul e Sudeste. Principalmente nas áreas de pós-graduação. Nas duas vezes em que ocorreram reajustes do tributo (8,5% em 1989 e 9,57% em 1996), basicamente a inflação foi a causa determinante. É bem verdade que a incorporação da Unesp e da Unicamp ao total da alíquota do imposto foi, no primeiro, a causa determinante. Portanto, venho a público para denunciar ao Conselho Universitário que tome medidas para esclarecimentos sobre o pronunciamento deste professor que fala e publica meias verdades e omite as verdades que deveriam ser publicadas. O problema da USP (como no passado) é a inflação “maquiada” produzida pelo governo populista que encarece custos e manutenção de compromissos assumidos há mais de quatro anos. O governo populista sabe disso e continua querendo nivelar por baixo o ensino universitário brasileiro.

Flavio Prada, professor titular da USP flavioprada39@gmail.com
São Paulo

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PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Será que o governo não vai explicar que esta alta de 0,7% na produção industrial em julho foi devida a uma comparação com um mês de junho atípico, cheio de feriados por causa da Copa do Mundo, e que, na verdade, não reflete aumento algum? Agora, quando a maior quantidade de feriados da história do Brasil permite que saia um índice que lhe é favorável, o governo se cala e comemora esse aumento fictício da produção industrial.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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COMÉRCIO EXTERIOR

Segundo o Ministério de Indústria e Comércio, as exportações de produtos brasileiros superaram as importações em agosto em US$ 1 bilhão, o pior resultado desde 2001. Observo que neste valor está incluída uma plataforma de petróleo no valor de US$ 1,1 bilhão – venda artificial, já que o equipamento não saiu do País e ocorre por vantagem fiscal, garantindo saldo positivo de US$ 249 milhões para a balança comercial. Entre os destinos de nossos produtos, as exportações para “los hermanos” argentinos, terceiro maior importador, caíram em 33% ou US$ 1,2 bilhão; para a União Europeia, foram de -3,3%; para o Oriente Médio, -1,4%; para a África, -14,4%; só aumentando em 0,09% para a China e em 11,3% para os EUA, que se preocupam mais com seus interesses comerciais do que com ideologias. Interessante notar de que nenhum dos países socialistas bolivarianos nos quais investimos verdadeiras fortunas tem alguma significância em nosso comércio exterior – incluindo Cuba, a quem financiamos o Porto de Mariel, em prejuízo dos nossos portos. O PT, depois de tantos anos no poder, não entendeu que interesses nacionais têm prioridade sobre quaisquer ideologias.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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PIBINHO COMUNISTA

O Pibinho e a recessão técnica poderiam ser um problema se o Brasil fosse um país capitalista, mas, como na cabeça deste governo o Brasil é um país comunista, então está tudo certo. País comunista não cresce, não sai do lugar, nunca. Cuba é hoje um museu a céu aberto, nada mudou desde a revolução comunista de Fidel Castro, todo mundo continua dirigindo os mesmos carros roubados dos “porcos” capitalistas 50 anos atrás. Seria interessante comparar o crescimento do PIB da finada Alemanha Oriental comunista com a outra metade, a Alemanha capitalista, até a queda do Muro de Berlin. Para Dilma e Mantega, está tudo certo com o não crescimento do Brasil, logo teremos a estagnação completa, racionamento de tudo e, depois, a decadência vertiginosa, como aconteceu com todo o bloco comunista. 
 
Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo 

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PRODUTO INTERNO BRUTO

O PIB do Brasil caiu com o Mantega virado para baixo.
 
Eduardo Domingues domingueseduardo@uol.com.br
São Paulo

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O PRESIDENTE DO BB SOB SUSPEITA

Que facilidade! Quer dizer então que, para a Receita Federal aceitar enriquecimento ilícito e gastos acima do declarado pelo contribuinte, basta “acertar impostos” com o Fisco para que tudo se resolva? É isso que está acontecendo com Aldemir Bendine, presidente do Banco do Brasil (BB), cuja vida ilícita foi declarada à Polícia Federal por seu ex-motorista.  Ele relata ter transportado malas e malas de dinheiro. Engraçado que uma denúncia anônima feita anteriormente milagrosamente foi arquivada, como sem provas. Qualquer enriquecimento ilícito é motivo de punição. Neste caso, mais sério ainda por se tratar de dinheiro público, Bendine foi elevado a presidente do Banco do Brasil em 2009 e, como bom petista que é, pelo jeito já fez carreira no submundo, devidamente amparado pela “companheirada” que infesta hoje todas as repartições públicas do País. Nesse caso Receita e Polícia Federal. Isso precisa mudar.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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SEM MEDO DA MALHA FINA

Como ficará o cargo de Aldemir Bendine, presidente do BB, após as denúncias de seu ex-motorista que afirma que transportava para ele malas de dinheiro público? A Receita Federal e a Polícia Federal precisam tomar as devidas providências, como de fato o fazem com qualquer contribuinte que apresenta enriquecimento ilícito ou gastos acima do declarado. Ou basta ser deste governo para ficar impune, já que esta não é a primeira vez que uma denúncia é feita em relação a esse senhor? Pobre do mortal se errar involuntariamente sua declaração de Imposto de Renda, logo é preso na malha fina. Está na horinha certa de as leis valerem para gregos e troianos.  

Leila E. Leitão
São Paulo

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MINHA CASA MINHA PROPINA

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, em que recursos dos contribuintes são utilizados para subsidiar as famílias de baixa renda na compra destes imóveis, infelizmente está nas mãos de centenas de camaradas vis petistas que decidem a quem entregar as casas. Os relatos de fraudes são intermináveis neste programa, que deveria se chamar Minha Casa, Minha Propina. Esses intermediários (que não deveriam existir) exploram esta gente pobre, como se nota pela nova denúncia da Polícia Civil de Minas, em que um vereador do PT em Ipatinga cobra de R$ 3 mil a R$ 10 mil somente para incluir o nome destas famílias na lista dos possíveis beneficiados. E assim são extorquidas por verdadeiros crápulas milhares de pessoas de origem humilde Brasil afora, sob o olhar complacente do Planalto. No lugar de respeitar a entrega destas casas por ordem da data do cadastro destas famílias, o que deveria ser de responsabilidade da Caixa Econômica Federal, porque é o agente financeiro, o governo Dilma prefere fechar os olhos para essa picaretagem. O ex-governador de São Paulo o já falecido Mario Covas deu o exemplo de como tratar essa gente com dignidade. Para as casas construídas pelo CDHU, Covas instituiu um sorteio que é feito em ginásio de esportes, ou até em estádios de futebol, para contemplar as famílias cadastradas antecipadamente, evitando assim o uso político do toma lá, da cá, que também era comum no Estado de São Paulo. Mas, infelizmente para os petistas, as boas ideias não servem. O que vale é a produção de facilidades dentro das nossas instituições que contemple a orgia de seus camaradas e aliados. E o que mais indigna é que o PT, de Lula, arrota por aí que governa para os pobres.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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A TOQUE DE CAIXA ECONÔMICA

Na ânsia de entregar casas do projeto Minha Casa, Minha Vida, muitas moradias estão em péssimo estado. Sorte de dona Dilma que a imprensa elitista e golpista não divulgue como deveria este "pormaior". Inaugurar ou entregar obras não concluídas não passa de uma propaganda enganosa, e isso não fica bem para um governo que se diz ético.  

J. Treffis jotatreffis@outlook.com 
Rio de Janeiro

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AINDA O RACISMO NO FUTEBOL

Como sempre acontece no País quando surge um fato criminoso, de briga de torcidas seguida de morte, racismo – como aconteceu com a mocinha gremista que chamou o goleiro santista de “macaco” – ou quaisquer outros fatos, muitas discussões se formam a partir de então para, ao fim, chegarem ao mesmo ponto no início. As soluções já existem e estão à disposição das autoridades e nunca são cumpridas. Basta cumprir as leis existentes, que são muitas, suficientes e podem ser aplicadas pela polícia, pelo Ministério Público e pela Justiça para resolverem muitas das situações que levam o Brasil à Idade Média. Nossas autoridades não aplicam as leis, não usam as tecnologias em favor da prevenção e do combate ao crime e depois ficam reclamando do fato após ele ter acontecido. 
 
Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br 
Bauru

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COMPORTAMENTO COLETIVO

No jogo entre Grêmio e Santos pela Copa do Brasil, realizado em Porto Alegre, vários torcedores gremistas insultaram o goleiro Aranha, chamando-o de macaco, e outros imitavam o som do animal. Destaco que havia muitos afro descendentes participantes dessa abominável ação. Penso: se uma pessoa de cor branca despreza outro ser pela diferença de cor, o que dizer de pessoas da mesma cor ou raça? Creio que em muitos casos as pessoas nem são racistas, mas se valem de certos momentos para menosprezar outros. 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 
Sumaré

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SOMOS TODOS IGUAIS

Espero que haja uma punição exemplar para os torcedores do Grêmio que ofenderam um jogador com palavras racistas. Que seja feito com que os estádios se tornem um lugar frequentado apenas por pessoas civilizadas que reconheçam que somos todos iguais, independentemente da cor da pele.

Maria Elisa Gherini Stephan elisagherini@yahoo.com.br
São Paulo

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ELIMINADO

A repetição de atos violentos e de racismo só apenas demonstra a incapacidade e a morosidade de nossas leis, que são brandas e, em caso de crime, mesmo inafiançável, logo se depara com o bendito réu primário. A mulher que ofendeu o goleiro do Santos chamando-o de “macaco” logo se mostra ser desprovida de um mínimo de inteligência, porque hoje em dia tudo é filmado. O time merece ser eliminado da Copa do Brasil. E-LI-MI-NA-DO.
 
Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com 
Alvorada do Sul (PR)

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PRECONCEITO
 
Acho muito engraçado os negros não admitirem serem chamados de “macacos”. Eles, que sempre chamaram o branco de "rato branco". Lembro desse tratamento desde quando fui criança pequena, há mais de 50 anos. Qual seria a diferença entre rato e macaco?
 
Conrado de Paulo conrado.paulo@uol.com.br 
Bragança Paulista

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MANCHA NA SOCIEDADE

A correta indignação pelos resquícios de racismo que predominam principalmente ainda nas torcidas dos estádios de futebol é emblemática. Essa é, infelizmente, uma das consequências de termos tido a vergonhosa e mais longeva escravidão em todo o continente americano. Urge apenas que no combate a tais preconceitos, hoje penalizados criminalmente, saibamos dosar as punições, para que não caiamos em exageros de punibilidade, que podem servir até para retardar a extinção dessa triste mancha social. 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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É PRECISO MUITO CUIDADO

O Brasil é um país racista e o racismo não é uma mão única, tem duas mãos. Brancos e negros formam um conjunto harmonioso no convívio diário, no trabalho, na escola, no bairro em que moram, se casam com indivíduos que não estão necessariamente nos ambientes frequentados, podem se conhecer em festas, férias ou mesmo num esbarrão acidental. O racismo se manifesta quando a oportunidade aparece e, por incrível que pareça, a jovem gremista foi filmada e um indivíduo negro fazendo gestos e gritando imitando o macaco também foi filmado, no alambrado junto com torcedores brancos. Se analisado com calma, no ambiente de jogo em que as emoções estão à flor da pele, a manifestação da jovem e do senhor negro ofendendo o goleiro não passa de uma reação em cadeia contra o jogador do time adversário, e não contra o cidadão negro. Quem nunca xingou a mãe do juiz em um estádio quando começa o coro ao seu lado? No Rio de Janeiro me recusaram atendimento num bar porque eu sou branco, de olhos azuis e brasileiro, e foram diretos: se fosse gringo, seria atendido, brasileiro não. É a rua de mão dupla que, quando desemboca num caldeirão de emoções, cria reações instintivas, uma reação em cadeia. Crucificar a jovem? E o senhor negro que gesticulava é inocente? A humanidade reage de duas maneiras, uma dentro de seu ambiente, de forma civilizada, e por instinto, fora dele.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco 

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REPÓRTERES FOTOGRÁFICOS

Sempre observo e busco aprender nas fotos e matérias que acompanho nas páginas do “O Estado de S. Paulo” um pouco mais para melhorar na minha paixão pela fotografia e pela arte de escrever. Quero cumprimentar cada um dos profissionais do jornal pelo dia 2 de setembro, data em que é comemorado o dia do “repórter fotográfico”. Parabéns a todos do jornal “Estado” e a outras mídias do Brasil e no mundo que nos abrilhantam com suas fotoreportagens. Só tenho a aprender e a continuar seguindo no meu caminho para ser um repórter fotográfico melhor a cada novo click meu.

Renato Silva renatosilva.kl@hotmail.com 
São Paulo

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