Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2014 | 02h04

A tática do medo

A propaganda da presidenta deu para comparar Marina Silva com Jânio Quadros e Fernando Collor, apelar para o medo e sugerir que eleger a adversária trará instabilidade política, perigo de renúncia, enfim, caos institucional. Não surpreende essa deplorável tática, dado que Dilma Rousseff não tem êxitos reais de seu governo para mostrar, ao contrário, todos os dados estatísticos do País (inflação, recessão econômica, déficit fiscal, criação de empregos, taxa de juros, etc.) apontam para a piora da vida dos brasileiros - e diante dessa falta de virtudes, confesso não compreender como alguém ainda se sente tentado a votar nela, à exceção de petistas de carteirinha e beneficiários do Bolsa Família. Curioso que a Dilma de agora seja a mesma pessoa que na campanha de 2010 disse do então concorrente José Serra: "É visível a tática do medo como ele adotou em 2002. As pessoas têm memória. Recordo um programa de televisão feito durante a campanha que uma atriz foi para televisão e disse que tinha medo. Ele está repetindo a tática. Essa repetição é baseada em acusações irresponsáveis e infundadas. Esse nível de campanha, essa diminuição da qualidade da campanha, não interessa a quem tem projetos" (http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,serra-usa-mesma-tatica-do-medo-de-2002-diz-dilma,587192). Bonita fala, presidenta...

FLÁVIO CALICHMAN

ibracal@uol.com.br

São Paulo

Sem reação

A posição de Fernando Collor de Mello, fingindo-se de morto e não reagindo ao programa eleitoral do PT (que para demonstrar que a candidata Marina Silva é uma despreparada para assumir o cargo de presidente do País a compara ao ex-presidente, chamado de "salvador da Pátria"), mostra claramente a falta de caráter, dignidade e vergonha do político brasileiro, que tudo aceita, desde que consiga manter os privilégios e os benefícios que advêm do seu apoio a quem está no poder. Lamentável!

CLAUDIO GROZINSKI

claudio@linterconstrutora.com.br

São Paulo

Amizade collorida

Mas até outro dia o Collor não era amiguinho? Vá entender a petralhada...

GUTO PACHECO

daniguto@uol.com.br

São Paulo

Bateu o desespero

Desesperados com o avanço da candidatura Marina Silva, os petistas estão vendo o projeto de eternização no poder escapar por entre os dedos. E Dilma, no desespero, compara Marina a Collor. Ora, Collor é aliado incondicional do governo. Então, o PT admite que Collor foi um desastre para o País? Diz que Marina não tem experiência. E qual era a experiência da presidente para assumir o governo? Só para citar um exemplo, sua atuação quando ministra foi desastrosa para a Petrobrás e levou uma das maiores empresas do mundo à situação humilhante em que se encontra hoje! Ainda guardo um exemplar do Estadão em que o Lula aparece abraçado ao Collor, dizendo: "Precisamos fazer justiça a este homem!". É preciso dizer mais alguma coisa?

JOSÉ MILTON GALINDO

galindo52@hotmail.com

Eldorado

Inexperiências de Marina

Os adversários têm razão: Marina não tem experiência em permutar ministérios e cargos públicos por apoio político; nem em dar apoio e dinheiro do nosso povo a países totalitaristas como Cuba, Venezuela, etc.; tampouco em megalomanias como "nunca antes na História deste país"; ou em grandes e escusos negócios, como a compra da refinaria de Pasadena; nem em arquitetar planos para tentar perpetuar um partido a todo custo no poder. Fazemos votos de que ela nunca alcance essas experiências!

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

Revelações involuntárias

Ao afirmar que a sra. Marina, se vencer as eleições, não conseguirá governar por contar, apenas, com 33 deputados e assim terá destino igual ao de Jânio e Collor, a "ilustrada, ponderada e simpática" candidata Dilma deixou escapar duas revelações estarrecedoras (como gosta de dizer) e emblemáticas. A primeira, que brotou do subconsciente, reflete confirmação e tentativa de justificar a "necessidade" do mensalão e do loteamento de cargos entre os partidos da base. A segunda, em estado latente no consciente, revela que será praticada a conduta irresponsável do PT oposicionista, que não mede consequências danosas à Nação para impedir que os governantes de outras ideologias desenvolvam bom trabalho em prol do País e, em especial, da população menos provida. Se para vencer as eleições a "doutora" Dilma afirmou que faria o diabo (e está fazendo), imaginem o que farão os petistas se forem derrotados! P. S.: Não sou eleitor de Marina.

ULISSES NUTTI MOREIRA

ulissesnutti@uol.com.br

Jundiaí

Telhado de vidro

É impressionante que o programa eleitoral de Dilma tenha tido a audácia - para não dizer burrice marqueteira - de tocar num assunto tão espinhoso, ao questionar Marina Silva sobre falta de apoio de maioria parlamentar no Congresso Nacional para tornar viável eventual exercício da Presidência da República. Os desnorteados marqueteiros de Dilma parecem ter-se esquecido de que os caciques do PT foram condenados recentemente, no processo do mensalão, por compra de apoio parlamentar com dinheiro público, durante o primeiro governo de Lula. O PT tem um imenso telhado de vidro, mas, em evidente sinal de desespero, continua jogando pedras.

TÚLLIO MARCO S. CARVALHO

tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

Graças à oposição

Lula só não teve o mesmo destino de Jânio e Collor no mensalão porque a oposição amarelou.

TANIA TAVARES

taniatma@hotmail.com

São Paulo

A poção mágica

Caldeirão das bruxarias no fogo, Lula despejou as benesses do Plano Real, uma pitada da Carta ao Povo Brasileiro, outra de Bolsa Família (aliás, fórmula criada pela sra. Ruth Cardoso) e uma porção da economia mundial favorável. Rezando o "não saber de nada", acrescentou um naco de mensalão, ou melhor, de projeto de poder. No final da mistura, sentindo-se um feiticeiro como nunca dantes existente neste país, colocou um poste chamado Dilma, esquecendo-se de que a luz, quando tem energia, é emitida pela lâmpada, não importando se pendurada ou apoiada. E olhando a poção borbulhante, gritou: "Abracadabra!". Para seu grande espanto, surgiu Marina.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PROPAGANDA ENGANOSA E IMORAL

A campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT), ao querer comparar a candidata Marina Silva (PSB) a Fernando Collor e a Jânio Quadros, que não concluíram seus mandatos, afirma: “Duas vezes na nossa história o Brasil elegeu salvadores da Pátria, chefes do partido do ‘eu sozinho’. A gente sabe como isso acabou”. Ocorre que a eleição de Fernando Collor foi criação das denominadas “forças ocultas” pelo demissionário ex-presidente Jânio da Silva Quadros, com a finalidade de derrotar o então inexperiente candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que representou na época um salvador da Pátria. Comparar Collor com Marina é um absurdo que não convence ninguém. Suas histórias e suas origens, para dizer o mínimo, desautorizam tal disparate.
 
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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OLHE-SE NO ESPELHO 

Fernando Collor é o candidato de dona Dilma ao governo de Alagoas. Collor é aliado de dona Dilma na colcha de retalhos que o mais ilusionista de todos os partidos políticos da história deste país montou há 12 anos para enganar o pobre povo brasileiro. Collor tem a prepotência, a empáfia, a antipatia, a falta de carisma e a incompetência idênticos aos de dona Dilma. Os prejuízos, o atraso social, educacional, econômico, histórico, enfim, que dona Dilma e sua trupe causaram ao nosso país justificariam hoje o seu impeachment da Presidência do País muito mais do que os motivos que causaram o impeachment de Collor na época. Esta senhora não tem a mínima confiabilidade para comparar Collor com Marina Silva, cuja carreira política está anos luz à frente de uma gerente de araque engavetada na Presidência de um país por um molusco enganador.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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COLLOR?

Os petralhas estão desesperados, afinal, após 12 anos, como nunca antes na história deste país, eles estão percebendo que as fontes devem secar nos próximos meses. Comparar Marina Silva a Collor parece um comentário de mau gosto de Dilma I. Seu antecessor, Lula I e último, escapou de um impeachment na época do mensalão, aquela "farsa" da imprensa imperialista brasileira. Ela também se livrou de um impeachment quando da revelação de que a compra da Refinaria de Pasadena foi baseada no memorando falho e incompleto. Será que a mãe do PAC faria o mesmo na vida privada? Portanto, as pessoas mais próximas de Collor, por seu impeachment, são Dilma e Lula, e não Marina Silva. 

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br 
São Paulo

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CONTRA FATOS

Dona Dilma, lembre-se da frase de Napoleão Bonaparte: “Nada vai bem num governo em que as palavras contradizem os fatos”.
 
Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.br 
Vinhedo 

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DILMA DESNORTEADA

A presidente Dilma, desnorteada que está com tantas notícias ruins na nossa economia, resultados da péssima administração que pratica na sua gestão, agora procura atacar de forma desconexa a candidata ao Planalto Marina Silva (PSB). Afirma a presidente que a ex-senadora pelo Acre mais se parece com Collor e Jânio Quadros. E que Marina, que por décadas também comeu no prato do PT, pode “reduzir a pó a política industrial, porque pode tirar poder dos bancos públicos para financiar a indústria e a agricultura”. É brincadeira! Primeiro, Dilma precisaria explicar ao povo de sua terra quando foi que seu governo pôs em prática uma política industrial séria. Caso tivesse Dilma uma política industrial que contemplasse o seu desenvolvimento, criando incentivos para que fosse capacitada a competir com os concorrentes externos, o nosso parque industrial hoje não estaria amargando um dos piores resultados de sua história. A presidente, aliás, quer tratar Marina da mesma forma que sempre tratou seus ministros e colaboradores próximos, ou seja, de forma soberba e estúpida. Neste momento preocupante de estagnação da nossa economia, melhor faria a presidente se pedisse desculpas ao País. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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PREPOTÊNCIA

Sobre as campanhas dos presidenciáveis, o que a população quer ouvir? Evidente que quer tomar conhecimento de plataformas de governo bem coordenadas e bem fundamentadas. O eleitor não quer mais xingamentos, comparações entre candidatos com respectivas trocas de ofensas. A presidente Dilma, num arroubo de prepotência, diz que a candidata Marina Silva se parece com Collor. De que adiantam essas assertivas? Só baixam o nível da disputa presidencial. O eleitor brasileiro já amadureceu e unicamente quer ouvir dos postulantes à Presidência do País projetos viáveis, com grande possibilidade de execução e que atendam aos maiores interesses da população. Rusgas e troca de ofensas entre candidatos devem ficar fora de órbita nas disputas, pois ferem os princípios da boa conduta e são seguramente incompatíveis com os mandamentos da boa política.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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BAGAGEM

Presidente Dilma compara Marina a Jânio e a Collor... Coisa de quem não tem argumentos. Marina respondeu dizendo que a presidente Dilma nunca foi eleita nem vereadora, enquanto ela foi vereadora, deputada, senadora e ministra. Qual das duas tem mais bagagem para governar o País, Marina, que já foi vereadora, deputada, senadora e ministra, ou Dilma, que nunca passou de um fantoche, um brinquedinho do ex-presidente Lula?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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ALIADOS

A presidenta Dilma, sentindo que o seu dia está chegando e que, sem dúvida, não vai se reeleger para continuar alimentando a cumpanheirada, principalmente da Petrobrás, compara Marina a Collor e a Jânio? Será que a nobre presidente, que chama os outros concorrentes de esquecidos, não se lembrou de que Collor, aquele santo do pau oco, é hoje seu apoiador oficial no Congresso?

Zureia Baruch Jr. zureiabaruchjr@bol.com.br 
São Paulo

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LULOPETISMO

A perspicácia política de Lula constatou a necessidade da renovação na política antes dos demais partidos. A elevação dos postes em candidatos eleitos foi fruto desse projeto. O trabalho levou em consideração a experiência passada com Erundina. Na ocasião, ao se eleger prefeita de São Paulo, não obedeceu ao chefe com a subserviência requerida. Portanto, na experiência subsequente, excluíram as premissas de necessidade de carisma e liderança entre as qualidades do ungido. Estando fora do sistema partidário, Marina Silva entre outros teve de trilhar novos caminhos para poder ascender à disputa pelo pódio. Falar que não terá condições de governar é malhar em ferro frio, pois se até Collor, que não tinha apoio algum, o foi, caiu por motivos outros. A máquina burocrática não precisa de líder. A falta de liderança e carisma contribui para os problemas que ora debatemos sobre o atual governo.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba 

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O QUE O ELEITOR (AINDA) ESPERA?

Assistimos, desapontados, os candidatos à Presidência da República discutindo casamento entre homossexuais e comparando seus adversários a governantes que não deram certo no passado, quando deveriam estar dizendo ao eleitorado o que pretendem fazer, se eleitos. Bem ou mal, a questão homoafetiva já está resolvida pela própria sociedade. A esmagadora maioria do eleitorado de hoje não conheceu Jânio Quadros nem Fernando Collor como presidentes. Mas todos vivem a preocupação da queda na economia, do desemprego e da possível volta da inflação. Os candidatos devem ao eleitor explicações de como irão fazer para solucionar as crises do setor elétrico, do abastecimento de água e dos preços dos combustíveis; para dar condições aos diferentes setores da economia e garantir o trabalho, o emprego e o rendimento ao povo. Por certo, nenhum dos votantes está interessado em saber sobre casamento gay ou se algum candidato se parece com Jânio Quadros, Fernando Collor, Getúlio Vargas ou Dom Pedro II. O eleitor consciente verá o que cada um dos postulantes promete fazer para a estabilidade nacional, e essa mensagem lhe tem faltado na atual campanha. Ainda está em tempo de começar a campanha efetivamente. Sejamos otimistas. Ainda há tempo.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo                                                                                                     

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RETROSPECTO

Povo que escolhe mal não pode se dar bem. Outra vez estamos na encruzilhada. Parece histórico, mas o povo não se lembra. Comecemos só com os escolhidos após a Constituição de 1988. Em 1990 tínhamos Ulisses Guimarães, Mario Covas e Leonel Brizola, entre outros, como candidatos, e o povo escolheu para o segundo turno Collor e Lula. Deu Collor como o escolhido. Que tristeza: um homem arrogante, autoritário e sem equipe. O Congresso corrigiu o erro e entrou Itamar Franco. Deus ajudou e Itamar indicou FHC para ministro da Fazenda. FHC fez o Plano Real e o povo lhe deu dois mandatos em retribuição a todas as reformas bem-sucedidas. Só não escolheu seu candidato, José Serra, para dar continuidade ao bom trabalho que até então vinha fazendo. Preferiu Lula sem experiência, mas que teve a inteligência de seguir a política econômica de FHC e se deu bem por causa disso, nos primeiros anos. Mas o povo preferiu novamente Lula e, posteriormente, a mando dele, votou em Dilma. Na ocasião, parece que o povo estava arrependido de não ter escolhido o candidato que FHC indicara em 2002.  O PT levou 12 anos para quebrar o País. Boa parte do povo ainda não percebeu que o dinheiro acabou e o País está quebrado. Agora, novamente estamos no dilema. Será que teremos de escolher entre o ruim e o desconhecido? Nós seremos a Argentina amanhã?  Escolher entre Dilma e Marina?  Novamente a história se repete, como entre Lula e Collor em 1990? Dilma vai perder mais credibilidade nos próximos dias. Sobra Marina, com seu caráter autoritário e centralizador, completamente sem equipe e novamente nomeando Zélias sem experiência como ela. Ela fala asneiras, como quando disse que quer governar com Lula, FHC e José Serra. Então por que não apoiou Serra no segundo turno de 2010? Ou ela já tem certeza de que precisa de união para um governo de reconstrução nacional? Então é melhor dizer para o eleitor “que Deus nos ajude!”. O Brasil precisa.

Euclides Sordi euclidessordi@hotmail.com 
Maringá (PR)

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OREMOS

Todos convidados para o réquiem petista, cujos cânticos já são ouvidos. Faltam somente 118 dias para a délivrance, com dor.

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br
São Paulo

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118 DIAS

Não se aflijam, a partir de hoje faltam apenas 120 dias para acabar mais este mandato chinfrim.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br
São Paulo

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MOVIDOS PELA EMOÇÃO

Certamente as últimas pesquisas para presidente do Brasil têm assustado e muito o candidato Aécio Neves. No entanto, ele não pode se esquecer de que na última eleição para prefeito da cidade de São Paulo o candidato Celso Russomano aparecia em primeiro lugar e era dado como certo para ir ao segundo turno. Porém, o que se viu foi uma derrota esmagadora. O caso de agora podemos dizer que é muito semelhante, talvez os eleitores estejam indo pela emoção causada pela morte de Eduardo Campos e com isso dizem votar na candidata Marina Silva. É a emoção do momento, o mesmo que ocorria em São Paulo, quando Russomano disparava a todo instante, mas depois os eleitores foram percebendo que ele não era aquilo que eles desejavam – e ainda tinha o peso de Lula e de Dilma, que vinham a São Paulo toda semana fazer promessas caso Haddad fosse eleito, e ele se elegeu. Portanto, Aécio deve esperar que a emoção do momento passe e aí os eleitores vão perceber que estão sendo levados ao erro e devem votar com a razão, e não com o coração, como estão fazendo.

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí (PR)

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FEITO BOLO

Parece que, definitivamente, Marina Silva incorporou os anseios e esperanças de parte da sociedade que quer mudanças e não é refém do governo, órfã, há muito tempo, de uma oposição firme, objetiva e assertiva. A metáfora que Lula usou recentemente para engrandecer seu partido ajusta-se doravante perfeitamente ao efeito Marina: “É como bolo, quanto mais bate, mais cresce”, tornou-se antifrágil e um novo mito, para desespero geral da tradicional dobradinha e o oportunista PMDB. Pelo andar da carruagem, havendo ou não segundo turno, a fatura já está liquidada.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 
São Paulo

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MARINA E AS MUDANÇAS

Impressiona a facilidade com que boa parte da população e da imprensa cai de cabeça em "ondas". As manifestações de junho de 2013 revelaram o sentimento de insatisfação com muita coisa e com a classe política, em especial. Todavia, não ficou claro como pretendiam realizar as mudanças reclamadas. Curioso como boa parte dos manifestantes, a que teria aderido ao projeto marinista, sai atrás do primeiro trio elétrico que lhe prometa o paraíso. Dizem as pesquisas que seriam jovens de classe média e com maior grau de escolaridade. A tal classe média ficou algo difuso diante do que dizem governistas/petistas: ou são os da classe D e C que tiveram melhoria de vida, e seriam os ingratos; ou é a elite branca, de direita. Quanto ao maior grau de escolaridade, não podemos desconsiderar que os jovens deixam a universidade sabendo cada vez menos. Uma geração que não desenvolveu a aptidão de ler textos e absorver seus múltiplos sentidos e significados. Vivem nas redes sociais, mas não conseguem ler um jornal. Diante da publicação de "errata" do programa de governo de Marina Silva, mostrando que está acedendo uma vela a Deus e outra ao diabo, fico a pensar o que poderá fazer o seu eleitorado, se outras divulgações de "errata" de seu programa de governo acontecerem, mas desta feita, já eleita. Outras manifestações de rua?
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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ERRATA NO PROGRAMA

Incrível como os programas de governo se adaptam rapidamente ao volume de votos a conseguir. Pensei que com Marina fosse diferente. Errei.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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REDIGINDO PLANOS

Hoje tratarei de me relembrar dos bons momentos da vida. Aqueles que não planejamos, e sim que nos pegam de surpresa, como uma pequena chuva no meio do sol escaldante, que tem como resultante uma simples combinação de cores que iluminam o nosso campo da imaginação. Estamos hoje vivendo o sonho ou sofrimento que nos espera ao raiar do próximo dia, sofrendo com algo que está além do que podemos resolver. Então minha recomendação é “sonhe ser pego de surpresa”.
 
Mauricio Nasri mauricio.nasri@gmail.com 
São Paulo     

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POLITIZAÇÃO

O brasileiro é em sua grande massa um povo despolitizado ainda. Creio que o suposto aumento nas intenções de voto a ex-senadora Marina Silva possa ser mais uma declaração pública de protesto com desmandos e corrupção que norteiam o País de norte a sul. Mas é muito simbólica essa vontade de "mudança", porque a despolitização não é tão intensa nem generalizada nos meios populares. E o eleitor tem os pés no chão e está ciente de que, se o poder for trocado de grupo político, o País continuará na mesma, ou talvez até pior.

Célio Borba celioborba@ovi.com 
Curitiba

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DILMA PROMETE MUDANÇA DE EQUIPE

É exatamente esse tipo de mudança que esperamos aconteça! Mas com a incompetente dona Dilma junto.
 
Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br 
São Paulo

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A REFERÊNCIA DA PRESIDENTE

Existem basicamente dois tipos de oposição. A radical, como o PT exerceu quando não era governo, mesmo sabendo que iria prejudicar a Nação; e a oposição civilizada, que pode opor-se a ideias e ações, mas visa sempre ao melhor para o País e sua população. Da mesma forma, dois tipos de acordos. Os de que o PT fez uso, segundo sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), com a compra de consciências e votos, com criação de cargos e ministérios desnecessários para “abrigar” aliados, além do loteamento de mais de 25 mil cargos. E acordos dentro do espírito democrático, novamente visando ao progresso da Nação. A qual desses tipos Dilma Rousseff se refere ao questionar a capacidade de sua opositora, Marina Silva, de fechar acordos, de negociar?
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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SEGUNDO TURNO

Frente a frente, o histórico de Marina Silva, vereadora, deputada estadual, senadora e ministra, e o de Dilma Rousseff, guerrilheira, ministra e poste. Você decide. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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ANÁLISE NECESSÁRIA

Achei bastante útil o artigo "Marina e o agronegócio" (2/9, A2) e, como leitora e eleitora, considero fundamental a imprensa buscar e divulgar informações, dados e análises técnicas sobre os principais pontos (quais e como conduzir de forma viável) dos programas dos candidatos presidenciáveis. Assim, aproveitando o gancho do leitor sr. João M. Ventura, no “Fórum dos Leitores” do “Estadão” de ontem, faço minha a sua sugestão: "Vamos perguntar, e que cada um esclareça muito bem, sobre o Decreto 8.243, a reforma política, o controle da inflação, a política externa, o respeito às liberdades democráticas...".  
 
Cleria F. S. R. Valle cfsrv@bol.com.br 
São Paulo

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MARIA ALICE SETUBAL

Marina Silva nem foi eleita e já está preparando sua promiscuidade, suas falcatruas, colocando uma dona de banco, dona do Itaú Cultural, do Auditório Ibirapuera, e papadores de verbas públicas para financiar amigos do peito. Se isso realmente se concretizar, o Banco Itaú não pode usar verbas públicas nem projetos aprovados pelas leis de incentivo porque a dona do banco vai ser a ministra da Cultura. É o novo da Marina Silva.

Grima Grimaldi grimagri@terra.com.br  
São Paulo

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BATALHA NA INTERNET

As aves de rapina, as hienas virtuais, comandadas por aqueles que estão ameaçados de perder o poder, já começaram as ações difamatórias contra Marina Silva (PSB). Muitos textos apócrifos e covardes já se avolumam na internet, tentando desesperadamente jogar lama e desqualificar a candidata Marina. Arrogantes e soberbos achavam que essa eleição também já estava garantida. Não acreditaram no primeiro sinal que apareceu, ou seja, as manifestações de 2013. Agora, assombrados, petrificados com o resultado das últimas pesquisas, perceberam de fato que a rainha e os súditos podem perder o poder. Nesse contexto, tornam-se perigosos e são capazes de baixarias e golpes baixos para manter um fio de esperança na eleição 2014. Acredito que no segundo turno possa ocorrer um massacre, pois a oposição vai se unir para destronar esses corruptos do poder. 
 
Honório Rocha de Alencar alencarhonorio@hotmail.com 
Arujá

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MARINA QUE SE CUIDE

A máquina de “dossiês” do governo petista deve estar a mil para investigar compra de jatinho pelo PSB para em tempo impugnar a candidata Marina Silva, que periga ganhar, inclusive no primeiro turno, da “presidenta gerenta incompetenta Dilma”. Até o procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot se debruça incansável nessa investigação, enquanto outros políticos há décadas têm seus jatos voando por aí. Nenhum deles em nome próprio. José Sarney é um deles. Viaja para cima a para baixo num jato que custa US$ 15 milhões registrado em nome de uma universidade maranhense. O próprio ex-presidente Lula tem jato particular esperando por ele dia e noite em hangar do Aeroporto de Congonhas. Dizem que também é “emprestado”. Em tempo, o salário de Lula enquanto presidente não passava de R$ 12 mil, longe de ter “subsídios” para comprar jato particular. No entanto, isso nunca causou suspeita? A Receita Federal se fez de cega e o procurador-geral eleitoral nunca correu atrás? Cuide-se, Marina. Eles conseguiram barrar seu partido e, com a máquina pública totalmente tomada pelo PT, conseguirão barrar sua vitória.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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DESCOBERTA
  
O ministro Guido Mantega afirmou que o plano de governo da candidata Marina Silva, do PSB, pode paralisar a economia brasileira. Disso ele entende, pois paralisou a economia do atual governo.
  
Lígia M. Venturelli Fioravante advocaciaafioravante@uol.com.br 
São Paulo

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EXPERT

Atenção, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o plano de Marina Silva pode paralisar a economia. Disto ele entende: "economia paralisada".

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br 
São Paulo

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SANTO MANTEGA

Nosso mais novo santo brasileiro conseguiu mais um milagre econômico: transformou um déficit comercial num superávit no mês de agosto. É realmente um santo milagroso, nascido do PT de Garanhuns. Quantos mais milagres ele conseguirá fazer até o fim do mandato da presidente para salvar o Brasil?

Renzo Orlando renzoorlando@uol.com.br 
São Paulo

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ATÉ QUANDO?

Até quando o PT manterá exposto na mídia um ministro da Fazenda que levou, passo a passo, o País a uma recessão econômica?

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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O TRIPÉ DO PT

Dada a novíssima conjuntura eleitoral, o comitê de campanha de Dilma Rousseff resolveu que Marina Silva – e não mais Aécio Neves – é a candidata a ser derrotada. A ordem, então, é seguir fazendo “o diabo” para atingir de morte a candidatura da postulante cristã da Assembleia de Deus, mostrando que um eventual governo Marina Silva trará um receituário “tucano e neoliberal”, responsável por “desemprego e recessão”. É mentira do PT que as coisas tivessem sido assim. Não foi o neoliberalismo tucano que atrasou nossa agenda, mas, sim, obstáculos decorrentes de crises externas ocorridas nos anos 1990 e princípios do século 21. Tudo mudou nos anos 2000, com o “boom” internacional de cujo legado dão testemunha as pilhas de dólares existentes no Banco Central. A velhacaria do PT consiste em “vender” para o seu eleitorado (em grande parte desinformado) a falsa ideia de uma “herança maldita” neoliberal, que, ao contrário do que se alega, foi responsável pelo Plano Real, pelas privatizações, pela responsabilidade fiscal, pelo superávit primário, pela economia de mercado, pelo respeito aos passivos, pelo pagamento da dívida pública, pelo agronegócio, as exportações, etc. Observe-se que Lula, a um só tempo, demonizou FHC, nele colando rótulos depreciativos, mas manteve íntegro o mesmo “tripé” macroeconômico (neoliberal) do tucano: responsabilidade fiscal, superávit primário e câmbio flutuante. Mais que tudo, foi isso o que sustentou seu governo, favorecido pelo “boom” da economia globalizada. Quando o rio secou (por causa dos efeitos da crise de 2008 – chamada de "marolinha" por Lula), já sob Dilma Rousseff, inventaram a “nova matriz econômica”, intervindo no câmbio, nos contratos, etc., tudo meio que no desespero, pisando, a um só tempo, no freio e no acelerador (juros altos e crédito abundante), tentando todo tipo de vudu heterodoxo para reanimar o moribundo. Hoje, o que temos é o “tripé” do PT: populismo, ideologia e fragilidade fiscal. O resultado para o País é isso que está aí.
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com  
São Paulo

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PIBINHO ENCRUADO

Salvo engano da minha parte, o que vimos ultimamente é a prioridade dos candidatos em se atacarem uns aos outros, portanto os itens que dão sustentabilidade à vida econômica da Nação, como emprego, infraestrutura e investimentos, têm sido deixados de lado. Enquanto os Estados Unidos da América do Norte (que enfrentaram uma crise gigantesca em 2008) e os países do Brics estão com o PIB em crescimento e vão muito bem, obrigado, o Brasil apresenta para 2014 novamente um pibinho encruado e esfarrapado e sem expectativas de sair do fundo do poço. Portanto, gostaria de saber dos candidatos qual é a proposta viável para alavancar a economia brasileira nos próximos quatro anos de governo, fazendo com que o PIB chegue aos 4% ao ano, para, assim, dar garantias empregatícias ao cidadão contribuinte.

José Luiz Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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O PRIMEIRO LEGADO DA COPA

Estamos conhecendo o primeiro, grande e cristalino legado da Copa do Mundo de 2014. Nas palavras do gênio ministro Mantega, a economia andou para trás devido aos “feriados” da Copa.  Ah bom! Se fosse o contrário estariam se vangloriando: “Não previmos que a Copa nos traria grandes resultados?”. Nossos parabéns a toda a equipe econômica e obrigado. Esse é apenas o primeiro, muitos outros virão.

Edson Gomes edsoncontec@uol.com.br 
Lençóis Paulista

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MAIS UM ASSALTO

O governo, por causa da atual situação calamitosa da nossa economia, está de pires na mão precisando arrecadar impostos onde mais seja possível, e o lugar preferido e de mais fácil acesso é sempre o bolso do cidadão. Essa nova e perversa interpretação de que compras feitas com cartão de crédito são empréstimos feitos pelas operadoras de cartão e passarão a pagar um IOF de 0,38%, mesmo que sejam pagas na totalidade do vencimento do cartão, ou seja, não sendo financiadas, nem havendo sobre elas a cobrança de juros, é o mais novo assalto do governo Dilma, vigorando a partir deste mês de setembro. A interpretação anterior é de que só as faturas parceladas eram operações de crédito, já que sobre elas incidiam juros cobrados pelo cartão e pagavam esse IOF. Quando será o dia que teremos um governo competente e justo que venha a diminuir a enorme e absurda carga tributária que incide sobre nós?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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ELEIÇÕES 2014 PARA O GOVERNO PAULISTA

Que tragédia! Geraldo Alckmin (PSDB) cai de 50% para 47% e Paulo Skaf (PMDB) sobe de 20% para 23%. Mas cadê o terceiro poste? Alexandre Padilha (PT) oscila de 5% para 7%. A presidente Dilma tem dois palanques em São Paulo: Padilha e Skaf, mas Skaf ainda não decidiu se realmente quer aparecer ao lado de Dilma. “To be or not to be? That’s the question” (ser ou não ser? Eis a questão). Mas, querendo ou não, Skaf vai sair na foto com Dilma, e, aí, será que ele vai subir ou cair nas intenções de voto? Sei lá, a única coisa que sei é que sou paulista, com muito orgulho, com muito amor. Atualmente faço parte dos 47%.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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SKAF É PT

Vejo o governador Geraldo Alckmin perdendo espaço para Paulo Skaf na pesquisa e me assusto com isso. Skaf é a porta de entrada para o PT no Estado. O Estado de São Paulo é o objeto máximo do desejo do PT, com toda a sua riqueza. O PT enxerga São Paulo como o pote de ouro no fim do arco-íris. Não podemos deixar que eles consigam pôr as mãos no nosso Estado, ainda que de forma indireta.

Maria Emília Xavier da Silveira mexs@uol.com.br
São Paulo

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‘MUITO DIREITO, POUCA JUSTIÇA’

Cumprimento o jornal pela publicação do primoroso artigo do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), José Renato Nalini (“Muito direito, pouca justiça”, 3/9, A2). Claro, lúcido, duro e profundamente verdadeiro, expõe as distorções que levam o país a ter 100 milhões de processos judiciais em andamento. Mas vai além, mostra os caminhos para sanar as distorções, reduzir custos, e, principalmente, transformar a justiça num ativo tangível para quem se vale dela, ao contrário do que ocorre hoje, quando a demora processual anula os resultados práticos da vitória na causa.

Antonio Penteado Mendonça, presidente da Academia Paulista de Letras Antonio Penteado Mendonça | Penteado Mendonça antonio@penteadomendonca.com.br 
São Paulo

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LEIS, DIREITO E JUSTIÇA

Como sempre, o desembargador presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Nalini, com precisão, põe o dedo na ferida de nossa ainda denominada Justiça. Só merece acréscimos. Tácito criticava o excesso de leis romanas com a frase "corruptissima Republica plurimae leges". Claro, a corrupção se escafede no labirinto das leis. É preciso dizer, porém, que os conflitos entre cidadãos brasileiros são minoria. A maioria das ações judiciais é proposta contra prestadoras de serviços em regime de monopólio ou são envolventes da administração direta e indireta, nos três níveis federativos. Os cálculos errados feitos pelo INSS, sempre a seu favor, a exemplo dos caixas desleais, leva o Brasil a uma nunimosa "Justiça Previdenciária". O ensino do direito também é responsável pelo mal, como dito pelo articulista: comentam-se leis inúteis e não se diz "aonde a roda gira", o pensamento jurídico lógico e justo. Às portas de eleição presidencial, só ouvimos, inclusive nos debates, o invariável som do oceano que banha nosso imenso território. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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CULTURA SOCIAL

Cumprimento o desembargador José Renato Nalini pelo lúcido texto que critica a hemorragia legislativa e o atual ensino jurídico no Brasil. Não obstante, sem debates e conhecimentos não há prática que se sustente, pois a mudança deve ser de toda a cultura social, e não apenas daqueles que operam com o Direito.

Luiz Edson Fachin, professor da Faculdade de Direito da UFPR fachin@mps.com.br
São Paulo

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RETRATO DO BRASIL

O retrato do Brasil: na Justiça – “a ilha de tranquilidade, graças aos juízes que atuam silenciosamente”, segundo o presidente do STF –, a juíza, pia e crente em peritos de araque, num caso que exigia total cautela, solta um assassino que volta a matar inocentes. Se ele foi considerado curado, por médicos ineptos, por que não ficou preso para responder pelos crimes anteriores? A juíza, como prêmio, vai ter, em janeiro de 2015, aumento de salários de 22%, que, pasmem, ainda não compensa as perdas salariais (?), segundo a vetusta associação de magistrados. O Executivo, com contas borradas de tanta maquiagem, já cancela ou contingencia verbas, com obras parando e desempregando. O Legislativo, há meses, não trabalha, mas seus privilegiados membros continuam a receber seus copiosos 14 salários. Apesar disso, o Senado aprovou a venda de inibidores de apetite, certamente fruto de troca de favores, atropelando assunto de exclusiva competência da saúde pública. E, tirando os juízes, de cargos e aposentadorias vitalícias, que podem até servir de instrumentos de crimes, os políticos ainda têm o desplante de querer se reeleger, como a presidente Dilma, que vai entregar o País muito pior do que recebeu, com o título de ter sido um dos piores, se não o pior, governo “nunca antes na história deste país”, um “anão diplomático”, mas um gigante de egoísmo, corrupção, desfaçatez, irreflexão e impatriotismo.
 
Luiz Sérgio Silveira Costa lsergio22@gmail.com 
Rio de Janeiro

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O REAJUSTE NO STF

O teto salarial do funcionalismo público é a remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).  O fato de o Supremo encaminhar ao Poder Legislativo projeto de lei propondo reajuste dos vencimentos de seus ministros não significa, como entendem os espertalhões de plantão, que todos os demais órgãos do Poder Judiciário deverão, necessariamente, também ter reajustes para se enquadrarem nos índices escalonados estabelecidos em lei, isso porque se trata de teto salarial, e não de piso salarial, que é bem diferente! É sabido e notório que é o bolso do cidadão contribuinte que sofre os efeitos dos reajustes em cascata. Quanto ao índice solicitado, de 22%, não se tem notícias de que alguma categoria profissional tenha tido reajuste semelhante nem de que a presidente Dilma tenha informado à Nação que a inflação já está nesse patamar. Por derradeiro, quando um empregado da iniciativa privada não está satisfeito com o seu salário, ele vai em busca de uma nova atividade. Convém lembrar que ninguém é insubstituível.    

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br 
São Paulo

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PARA TODOS

Os ministros do Supremo Tribunal Federal encaminharam ao Congresso Nacional uma proposta de reajuste de seus proventos, a vigorar a partir de janeiro do próximo ano. O detalhe importante é que, se aprovado, todos os juízes, em todo o Brasil, serão beneficiados. Por que o mesmo critério não é adotado em relação aos demais integrantes do Judiciário? Afinal de contas, nenhum juiz trabalha sem uma assessoria competente e que precisa ser bem remunerada.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br  
Santos

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DUAS INFLAÇÕES

Sr. ministros do STF, tenho uma dúvida: os 22% de aumento do salário dos senhores ministros correspondem a perdas com a inflação. Os 5% de aumento para as aposentadorias (superiores ao salário mínimo) correspondem a perdas de "outra" inflação?

Miriam M. M. Carvalho miriam.mirna@hotmail.com 
São Paulo

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INOPORTUNO

Enquanto o atual desgoverno anuncia o aumento do salário mínimo para 2015 em 8,8%, passando de R$ 724,00 para R$ 788,00, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) querem reajustar os seus próprios salários de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil, uma elevação de 22%, fora os benefícios e as mordomias. Entendemos ser inoportuna a pretensão, levando-se em conta o atual momento que a economia do País está atravessando. Não é muito, não? Reajustar o salário mínimo acima da inflação ajustada e tão bem controlada?
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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SALÁRIO JUSTO

Pode parecer absurdo o pleito do sr. presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, de querer elevar para o próximo ano o salário dele e de seus companheiros, para R$ 35.900,00. Eu particularmente acho muito justo, dado o alto grau de responsabilidade e importância que o cargo exige. Quem milita na área de recursos humanos sabe que no mercado de trabalho, esse nível salarial é comum nas grandes empresas, para profissionais competentes, preparados e sobretudo sérios. Sendo assim, o absurdo não está no valor que está sendo pleiteado, mas, sim, nos profissionais que deverão ser remunerados, pois acredito que a maioria dos que estariam sendo beneficiados, pela sua qualificação e competência, não merece ganhar nem metade do que está sendo pedido.
 
Walter Dias de Carvalho walterdc@uol.com.br 
Jundiaí

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E PARA OS APOSENTADOS?

Exmo. sr. ministro Lewandowski, já que o sr. e seus pares estão pleiteando um aumento salarial de 22%, será que dá para conseguir também para o salário mínimo da população já sofrida deste nosso Brasil, principalmente os aposentados, um acréscimo do nosso mínimo em 22%, ao invés de 8,8%? 

Nelson do Nascimento Cepeda fazoka@terra.com.br 
São Paulo

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REALMENTE JUSTO

Não entendo essa lógica, por que os ministros do STF não podem pedir que seus vencimentos sejam reajustados? Eles estudam anos para chegar aonde chegaram, julgam processos que muitas vezes mudam a vida do cidadão. Enquanto isso, o que fazem os parlamentares, além da gastança com todas as suas mordomias? Disputam cargos no Poder Executivo a fim de terem mais visibilidade e chegarem aos cofres públicos. Muitos deles não sabem em que projeto estão votando e para que, com total irresponsabilidade. Então por que essa animosidade contra os servidores públicos? Sejamos justos, não é isso o que todos almejam? 

Odiléa Mignon cardosomignon@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SALÁRIO NO JUDICIÁRIO

Que tal dar aumento pela produtividade? Aí eu concordo.
 
Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br 
São Paulo

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GREVE NA USP É POLÍTICA

O professor Flavio Prada foi brilhante na carta enviada ontem ao “Fórum dos Leitores” sobre a "crise" na Universidade de São Paulo (USP). Embora não explicitasse, deixou a entender que um dos mais graves problemas, além da maquiagem nos dados econômicos federais que repercutem negativamente em todos os setores da sociedade, e não apenas na USP, é o aparelhamentos de grande parte de seu corpo docente e discente e principalmente do sindicato Sintusp, que estão muito mais interessados em promover uma greve política para desestabilizar o governo do Estado – na qual muitos manifestantes nem estudam ou trabalham na USP, mas são baderneiros profissionais – do que, necessariamente, por "justiça" salarial. E, claro, a juíza que decretou que os salários de quem não trabalhou devam ser pagos cometeu mais outra injustiça.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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USP – ACABAR COM A GRATUIDADE

O comportamento de alunos e funcionários da USP é de natureza política e prejudica muito a vida acadêmica. Atualmente a universidade deixou de ser considerada uma das melhores e não produz mais líderes políticos e empresariais, como antigamente. Pela produtividade da universidade, todos os alunos são prejudicados por uma turma de esquerdistas e “alunos profissionais”, que querem mandar na universidade e só a atrapalham. E isso tudo à custa do contribuinte, o que é injusto. O resultado disso é que nasceram outras instituições de ensino de muito melhor qualidade nas áreas de economia e administração, além de outras matérias. Alunos formados na Fundação Getúlio Vargas, por exemplo, são mais procurados no mercado de trabalho do que os da USP. Como cidadão, votaria por acabar com a gratuidade na universidade.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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‘O BRASIL NO TABULEIRO’

Discordo totalmente do professor Guilherme Casarões (“Cuba, um fetiche”, “Estadão”, 1/9, H2) no que se refere à inexistência da ideologia petista nas ações de política externa dos últimos governos. Nos últimos 12 anos, ficou claro que perdemos muito tempo com Cuba, bolivarianos e insistência com a viabilização do Mercosul, deixando de lado possibilidade de avançar com acordos importantes com Alca e União Europeia. Não posso encontrar outra razão senão a ideológica para explicar essa insistência, muitas vezes unilateral, com mercados de pouca expressão e que podem trazer muito poucos benefícios para nossa economia. Todos os países sérios do planeta buscaram acordos de livre comércio com americanos do norte e europeus, destacando-se Chile e Colômbia na região. Realmente o PT atua com visão curta em vários segmentos, e o comércio exterior não ficou de fora.

Carlos Queiroz cesqueiroz@gmail.com 
São Paulo

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JOGO ARGENTINA 4 X 2 ALEMANHA

Obrigado, hermanos!
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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