Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2014 | 02h04

Nitroglicerina pura

Começou a depor na semana passada o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso pela Operação Lava Jato, conforme os termos da delação premiada por ele aceita. Os depoimentos são sigilosos, mas, de acordo com a mídia, vários nomes de deputados, senadores, ministro e governador já foram citados, bem como de funcionários do terceiro escalão, até mesmo da cúpula da empresa, em desvios de contratos. A revelação dos primeiros detalhes levou grande preocupação ao governo federal e à campanha da presidente Dilma Rousseff. Parece que a coisa é nitroglicerina pura! Mas o que é mais preocupante é que todos os termos da delação serão submetidos ao Supremo Tribunal Federal, ao qual caberá decidir o que é e o que não é consistente, segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com o atual Supremo e tendo o ministro Teori Zavascki como relator, corre-se o risco de tudo acabar em pizza. Não se sabe ainda o nome de todos os denunciados, mas com certeza não se trata de coisa pequena. Isso deve abalar muito o governo e a República. Por muito menos, em 1964 derrubou-se um presidente e um governo. Mas há anos o País convive com a corrupção e não acontece nada.

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

Delação premiada

Informa o Estado que o ex-diretor da Petrobrás começou a sua delação premiada, já tendo dado nomes de dezenas de políticos e alguns partidos como recebedores de comi$$ões. Na notícia é citado que o doleiro (Alberto Youssef) quis aproveitar a onda e também fazer nova delação premiada, a segunda. Sua primeira delação foi em 2003, há 11 anos. Alguém sabe o que ela causou, além de ter deixado muita gente de rabo preso e o delator, livre? Houve dinheiro devolvido, prisões? Há algo mais além de rabos presos nisso tudo?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com.br

Cotia

Legião de meliantes

As revelações do sr. Paulo Roberto Costa sobre a "penca" de envolvidos no esquema de fraudes na Petrobrás explica a naturalidade com que políticos do tipo Paulo Maluf e Renan Calheiros enfrentam as frequentes acusações de corrupção: em nenhum momento de suas carreiras "propinatórias" eles estiveram sozinhos nessa agradável faina. Qualquer esquema de propinas exige uma verdadeira legião de meliantes. O conceito de honestidade "neste país" sempre foi algo diferente de nos demais, mas de uns tempos para cá a coisa degringolou completamente - a corrupção se organizou e se generalizou de tal maneira que essa revelação não dará em nada.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Estátua para o Sr. Propina

Não o defendo nem simpatizo com o Sr. Propina, mas acho que o Brasil deveria fazer uma estátua em sua homenagem. Paulo Maluf é o último representante da política do "rouba, mas faz", que foi substituída pela política do "rouba e não faz nada". Os US$ 300 milhões que ele recebeu de propina não são nada comparados, por exemplo, com a "distração" de Dilma no escândalo da refinaria de Pasadena. Se Maluf estivesse no lugar da presidente Dilma, o pré-sal já estaria sendo explorado e as obras do PAC estariam todas prontas, entregues e operando. O governo Dilma é a prova que nada é tão ruim que não possa piorar - e ela consegue ser pior que Lula!

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Mãos Limpas

O envolvimento de tanta gente graúda e dos cardeais da política, do alto clero, leva à reflexão sobre a desmoralização completa e total da República. Precisamos de uma real Operação Mãos Limpas, a exemplo da que foi feita na Itália, que rompeu com o viés da promiscuidade entre os Poderes e levou à cadeia dezenas de pessoas - indicadas pela delação - que mantiveram esquema criminoso. A crise do País é de moral, ética, de impunidade, que nos deixa em permanente estado de instabilidade e crescimento econômico pífio.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO

abraoc@uol.com.br

São Paulo

INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Monumento abandonado

O Brasil comemora hoje 192 anos da sua Independência, festa-chave da História nacional. Em 1922, membros da coletividade libanesa e síria reuniram-se para angariar fundos e homenagear o Brasil e os brasileiros no centenário da Independência. Foi então erigido no bairro do Ipiranga um grandioso e belíssimo monumento alusivo à data, da lavra do famoso escultor e pintor italiano Ettore Ximenes (1855-1926), autor de várias obras na Itália, nos EUA, na Argentina. Trata-se de um pedestal de granito rosa (9,15 x 8 x 8) ricamente adornado com esculturas de bronze. No primeiro plano, um barco fenício com vários personagens simbolizando os antepassados dos libaneses e sírios, grandes navegadores e comerciantes pelo mundo. No alto, mais três figuras: uma mulher sírio-libanesa fazendo uma oferenda a um indígena brasileiro e, entre eles, outra mulher, representando a República do Brasil, abraçando-os, num gesto de confraternização e acolhimento. Inaugurado com pompa no centenário da Independência, nos jardins do Palácio das Indústrias, atual Catavento Cultural e Educacional, foi depois transferido, sob o argumento de evitar que fosse depredado, para a Praça Ragueb Chohfi, no final da Rua 25 de Março, paralela à Rua Jorge Azem. Localização excelente, pois essa região foi a base do progresso de muitos lojistas libaneses e sírios, um local histórico para essa coletividade. A preocupação com a preservação, todavia, impediu o estado de depredação em que hoje se encontra e se não forem tomadas providências, desaparecerão não só o monumento, mas todo o esforço em memória dos que tanto fizeram para erigi-lo. Não estão mais lá as duas placas comemorativas, em português e árabe, onde estava escrito que o monumento é uma homenagem ao Brasil - presumo terem sido roubadas; das figuras de bronze, algumas foram decapitadas, mas faltam também dorsos, braços, pernas; e o pedestal de granito rosa está pichado. Isso apesar de o monumento estar numa praça cercada e com o portão fechado, que impedem a visita de turistas, mas não de depredadores. O Brasil tem a maior colônia de imigrantes e descendentes libaneses e sírios no mundo. Temos personalidades libanesas no governo, nos negócios, nas artes. Existem inúmeros clubes, associações e instituições libanesas e sírias em São Paulo e no Brasil. Será que não conseguimos, como os nossos antepassados, restaurar, proteger e iluminar essa grande obra de arte que a colônia libanesa e síria ofereceu a São Paulo e ao Brasil no centenário da Independência?

ROBERTO KHATLAB, escritor e pesquisador da emigração libanesa

robertokhatlab@yahoo.fr

Beirute, Líbano

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MAIS DENÚNCIAS NA PETROBRÁS

O ex-diretor de Gás e Energia da Petrobrás Ildo Sauer, em entrevista ao Broadcast da Agência Estado, deixou claro o aparelhamento da empresa pelo governo para servir a interesses escusos do Partido dos Trabalhadores (PT) e de seus aliados. Sauer disse, ainda, que havia comentários dentro da companhia de que aquele que não se deve nominar estava impressionado com a contribuição do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Tudo junto e misturado para saquear o patrimônio nacional. A pergunta que não quer calar é: até quando o poderoso chefão vai se safar?

Aparecida Dileide Gaziolla

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

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DEMONSTRAÇÃO SOBRE O EVIDENTE

Mais um depoimento do uso político da Petrobrás por Lula e os governos petistas foi prestado pelo ex-diretor de Gás e Energia da estatal Ildo Sauer. As causas da desvalorização inaceitável da maior estatal do País e dos desvios de bilhões do seu patrimônio estão aí. Basta que as CPIs instauradas para investigar investiguem e esclareçam de vez para os eleitores brasileiros o mal que Lula e sua trupe causaram a toda a nossa sociedade com o aparelhamento do Estado e de suas instituições com incompetentes em favor de um projeto de poder que, além de distribuir dinheiro a corruptos, corruptores e eleitores desavisados, nada mais fez durante 12 anos de governo.

Victor Germano Pereira

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

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NOVIDADE

Ex-diretor da Petrobrás diz na justiça que Lula e Dilma usam e usaram a Petrobrás para fins políticos? Mas que novidade! No Brasil ninguém sabia nem desconfiava disso? Não só a usaram e dela abusaram, como também fizeram negociatas como as da Refinaria de Pasadena, que ainda não foram esclarecidas, além de comprar ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) em troca de cargos. Esse é o PT que quer mais quatro anos na Presidência da República?

Asdrúbal Gobenati

asdrubal.gobenati@bol.com.br

São Paulo

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O ESTOURO DA INFLAÇÃO

O governo federal havia comemorado a queda da inflação em julho e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que isso era o início de uma tendência que faria com que essa maldita praga permanecesse dentro da meta de 6,5% em 2014. Não precisamos esperar muito para vir o desmentido dessa afirmação do ministro, pois agosto já mostrou a alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e o estouro da meta estabelecida. O pior de tudo é que o preço dos alimentos continua caindo, mostrando que, a cada mês, o brasileiro tem menos dinheiro para gastar nos mercados e se alimentar, forçando essa queda de preços no único setor em que ele pode economizar, já que em habitação, artigos de residência, educação, saúde e cuidados pessoais e transporte, em que não há como evitar as despesas, a inflação está explodindo.

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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MANCADA DA PRESIDENTE DILMA

A candidata Dilma Rousseff (PT) se negou no dia 2/9, sem informar o motivo, a participar na série de entrevistas dos presidenciáveis feitas pelo "Jornal da Globo", da TV Globo. É uma pena ter acontecido essa mancada, pois a população brasileira gostaria de saber qual seria a opinião da presidente Dilma, da forma como é feita a contabilidade dos gastos públicos no Brasil, criticada por economistas dentro e fora do País, e apontada como fator de quebra de confiança. E o investimento prometido de R$ 34 bilhões em saneamento básico e abastecimento de água até o final do mandato, e que em dezembro de 2013 tinha investido menos da metade, segundo o Ministério das Cidades? Será que represar os preços da gasolina e do diesel artificialmente para segurar a inflação, não irá afundar de vez a já falida Petrobrás? Pelo visto, a presidente Dilma deseja mesmo é o bla, blá, blá de sempre pelos meios de comunicação, de que o país das maravilhas vai indo de vento em popa e por aí vai.

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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O SONHO DA MORALIZAÇÃO

Mais de 4 mil candidatos às próximas eleições estão impugnados em todo o País. A maioria por rejeição de contas de gestões anteriores, falta de certidões de regularidade exigidas pela Justiça Eleitoral, e 497 atingidos pela Lei da Ficha Limpa. Entre eles, nomes de alta projeção política, que agora lutam nos tribunais para continuar. A Lei da Ficha Limpa, elaborada por iniciativa popular, apesar de todas as atenuantes aplicadas pelos congressistas quando foram compelidos a aprová-la, está finalmente dando ao eleitor a esperança de que os autores de atos de corrupção ou irregularidades administrativas serão banidos da vida pública. Vivemos o momento crucial de sua aplicação. Os contumazes denunciados mais uma vez procuram brechas, fendas e caminhos que possam mantê-los impunes. Se conseguirem, restará a amarga certeza de que a lei não "pegou" e a moralização do meio político-administrativo está mais distante do que imaginamos. Tudo não terá passado de um sonho...

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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SURREAL

O desalentado eleitor brasileiro, nos dias que correm, sente-se cada vez mais iludido e enganado por candidatos postulantes aos vários patamares de poder, quando estes formulam promessas absurdas, impossíveis de serem cumpridas, ao longo de debates vazios de propostas reais, que mais se assemelham a embates com troca de acusações, e de entrevistas artificiais e pouco conclusivas, conduzidas por apresentadores despreparados. São eles, os candidatos, principalmente no caso do pleito presidencial, em que o panorama que estava razoavelmente estável transformou-se de modo repentino e inesperado, até capazes de agir como mutantes, repaginando posicionamentos anteriormente assumidos em relação a temas polêmicos, mas com apelo eleitoral. Ainda assim, o pobre eleitor se vê bombardeado, através dos meios de comunicações, por várias figuras públicas, incluindo artistas famosos e, naturalmente, muito bem pagos que fazem o possível para convencê-lo que deve encarar as próximas eleições como uma grande oportunidade para mudar o Brasil. Trata-se, então, de um paradoxo que resulta numa autêntica ópera bufa da qual o mesmo eleitor, essencial no momento da urna mas descartável logo após a divulgação dos resultados, se vê autoritariamente compelido a participar, embora as forças interessadas no processo alardeiem que a disputa consistirá de uma espetacular festa de democracia. Nada mais surreal, situação nunca sonhada nem mesmo por Salvador Dali, o maior dos surrealistas. Este é o lamentável ambiente eleitoral no qual a população está inserida, aguardando por uma reforma política que insiste, por motivos óbvios, em não se materializar.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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FAZENDO ESCOLHAS

Eu confesso que me sinto profundamente tentado a apoiar um candidato que eu sei que não vai ganhar (como Eduardo Jorge e o excelente programa do PV) ou então em anular o meu voto. Sinto-me tentado a isso, pois essas posições me colocariam numa zona de conforto muito grande. Eu estaria, então, numa posição privilegiada do debate: pois daí eu poderia criticar os defeitos tanto de Marina Silva quanto de Dilma Rousseff (mas quase ninguém me criticaria por causa de meu candidato, que é sem chances de vitória) ou eu poderia criticar os defeitos do sistema político-econômico inteirinho (mas quase ninguém me criticaria por causa da minha posição pelo voto nulo). Ou seja, sinto-me tentado a isso. Pois essas posições facilitariam muito a minha crítica e me dariam uma situação bastante confortável - apesar de que Marina ou Dilma seriam eleitas independentemente do meu conforto ou não. Enfim, optar por votar em Dilma ou em Marina é algo muito mais complexo e trabalhoso. Pois para isso precisamos tomar decisões de maior consequência: escolher entre ser conservador mantendo a continuidade (com Dilma-PT) ou escolher arriscar e apostar na mudança (com Marina-PSB).

Wellington Martins

am.wellington@hotmail.com

Bauru

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SEM PROPOSTA

Tenho assistido ao programa político e não percebo nenhuma proposta de combate à malandragem, a interesses escusos e à corrupção. Os candidatos a deputado estadual, federal, senador, governador e a presidente da República se omitem. Ponho-me a pensar, será meu Deus, que todos são farinha do mesmo saco?

Paulo Maia Costa Júnior

paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

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CIRCO DE HORRORES

Propaganda eleitoral é engraçada. Os candidatos mentem, prometem coisas que não farão porque nunca o fizeram e alguns beiram o ridículo. O mais interessante é a turma cheia de maquiagem e tintura no cabelo, querendo aparentar 25 anos de idade e cheia de "experiência". O voto obrigatório precisa ser derrubado. Isso que temos não é democracia, mas, sim, um circo de horrores.

André Luis de Oliveira Coutinho

arcouti@uol.com.br

Campinas

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CESTA BÁSICA

A presidente Dilma deve usar logo a sua arma infalível para ganhar a eleição no primeiro turno: colocar uma garrafa de cachaça na cesta básica. Infelizmente, a tão sonhada democracia brasileira, pela qual se matou e se morreu, se reduziu a isso.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TEMPOS DIFÍCEIS

Os tempos estão difíceis não apenas para os candidatos às próximas eleições, mas principalmente para os eleitores, que terão de escolher entre a mesmice dos discursos, programas e ideologias. Dilma Rousseff, a também sem experiência, diz que trocaria a sua equipe - ora, se tudo está dando certo, como diz, por que trocar? - caso eleita, mas deixa um legado nada primoroso ao próximo ocupante do trono que, tudo indica, não será ela mesma. Talvez advenha daí o grande desespero que os petistas estão sentindo com a derrota anunciada; o que haverá de tão tenebroso por trás dos muros do palácio que o País não pode saber? Que ela assuma que se deixou levar pelo gerenciamento do nunca ex-presidente, optando pelo incentivo ao consumo sem a correspondente produtividade e a falta de investimentos ("só um louco investe no País", disse Benjamin Steinbruch, presidente da Fiesp). Sua concorrente, Marina Inácio da, digo, Silva, também envereda pelo discurso da mudança, mas até agora não ficou claro qual mudança seria essa. Resta-nos perguntar se ela realmente vai apoiar o agronegócio, o capital privado, a abertura dos mercados fora do Mercosul e o diálogo com a sociedade civil sem permitir que os diversos grupos sociais, como MST, MTST e outros tantos interfiram no comando, como será determinado pela aprovação do Decreto 8.243, de sua ex-colega de partido e também concorrente, decreto que ceifará de vez a pouca democracia que ainda nos resta. Ser contra ou a favor do casamento gay é secundário e diz respeito a seu foro íntimo. Interessa-nos mesmo é o que ela pretende fazer concretamente para que o Brasil saia desse atraso em que se encontra por motivos ideológicos. De Dilma, que conhecemos a incompetência, sabemos o que esperar, mas de Marina, enquanto não ficar bem claro o posicionamento nas coisas essenciais à nossa vida em geral, será igualmente impossível a convivência harmônica. Se "sobrarem" as duas para o segundo turno, será muito difícil de escolher.

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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MUDANÇA DE EQUIPE

Com muita propriedade a presidente Dilma afirmou que, se eleita for, trocará os membros do ministério e do segundo escalão do governo, porque os do primeiro já estão cumprindo pena.

Marcos Catap

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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LIDERANÇAS NA OPOSIÇÃO

A grande verdade é que no PSDB não existe um líder autêntico. Quando José Serra tentou suceder FHC, fez uma campanha como se fosse de outro partido. Depois foi a vez de Geraldo Alckmin, que até podia sair-se bem, mas ficou completamente só. Voltou Serra e aí foi a vez de Aécio fazer corpo mole, quando até podiam ter feito uma dupla muito forte, mas nem isso ele aceitou. Agora é a vez de Aécio sentir na pele a falta de uma efetiva aglutinação pragmática, além de não estar convencendo. E outra coisa: quando o PSDB governa, nem sempre recebe o apoio parlamentar devido dos seus correligionários e também dá muito mole ao PT, não sendo jamais correspondido. Assim, mesmo tendo dado todo o caminho para o crescimento sustentável do País, não tem conseguido voltar a nos governar.

Miguel Pellicciari

emepe01@uol.com.br

Jundiaí

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EM PÂNICO

O candidato Aécio Neves está entrando em pânico. E nem sabe mais a quem agredir verbalmente. A sua declaração de que a ex-ministra Marina teve ligação com o mensalão por certo é muito pesada. Será que ela, por sua vez, vai acusá-lo de ter ligações com o "mensalão mineiro"? E como ficam as relações dos dois num possível segundo turno contra Dilma?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DILMA X MARINA

A presidente Dilma diz que as propostas da Marina vão causar desemprego. Desemprego? Já está aí, presidente. A construção civil, que usa mão de obra barata, demitiu. A GM está dando férias coletivas. O ritmo de produção da indústria caiu. Daqui a pouco começa a demitir. O errado modelo adotado de crescimento no consumo subsidiado se esgotou. Não se sustenta mais. Se estivesse realmente preocupada com o desemprego, teria tomado medidas há mais tempo. É claro que ela vendo, segundo as pesquisas, seu projeto de reeleição ir por água baixo, vai procurar bombardear a candidata Marina Silva.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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COMPARAÇÃO

O ex-presidente Lula insinua que um segundo governo de Dilma pode ser melhor que o primeiro. Como se houvesse espaço para ser pior...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NA ORLA

As pesquisas confirmam: desta vez, a vaca não vai para o brejo, vai para marina...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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DERROTA NAS URNAS

A derrota do PT em outubro será humilhante, como nunca antes na história deste país. A revolta do povo com estes quadrilheiros que tomaram por assalto o poder em 2003, e institucionalizaram a corrupção no País, chegou ao limite. É necessário, agora, desmascarar o chefe do bando todo - aquele que nunca sabe de nada - e botar na cadeia, junto com o restante do bando. PT saudações.

Humberto Boh

hubose@gmail.com

São Paulo

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O MOTE DO MEDO

Medo maior é que tenhamos um próximo governo tão ruim quanto o que estamos tendo nos últimos quatro anos.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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INTIMORATA

Não adianta o PT ficar de unhas afiadas fazendo "o diabo". A senhora Marina não tem medo. E o próximo Congresso vai continuar tendo muito bandido, mais nenhum besta. Todo deputado e senador vai aprovar o que for proposto, ou vai apanhar do povo na rua. A outra pode ficar fazendo o "Lulla" a quatro.

José Luiz Tedesco

tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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ESPERANÇA

Que a esperança de mudança com Marina vença a desesperança no desgoverno Dilma. Muda, Brasil!

J. S. Decol

decoljs@globo.com

São Paulo

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SANTA MARINA

A Madre Marina Silva garante que vai governar com autênticos apóstolos. É possível que, como ela, não produzam bulhufas. Mas deixarão preocupado o papa Francisco, que poderá perder o lugar dele no Vaticano.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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NUNCA SE SABE

Marina Silva era do PT, depois migrou para o PV e hoje pertence ao PSB. Amanhã quem sabe migrará para o PSDB.

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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AS RAZÕES DO AGRONEGÓCIO

Embora o candidato a vice na chapa de Marina Silva (PSB e coligação), Beto Albuquerque (PSB), seja defensor do agronegócio, inclusive na sua condição de deputado federal, agiram muito bem os representantes do importante setor no desenvolvimento da economia do País. Com efeito, além de um Código Florestal retrógrado e que inibe a produção rural, os índices de produtividade constantes do plano de governo de Marina Silva, por serem altíssimos e até inexequíveis, precisam ser alterados e modificados, como condição de apoio do agronegócio. Nada de promessas somente, como feito até agora. A modificação dos índices de produtividade será decisiva para as desapropriações na reforma agrária, porque, como postos, servirão de motivo plausível para a exacerbação dos atos do MST, que produz pouco, mas olha muito. Assim, merecem os nossos cumprimentos os ruralistas que representam o agronegócio.

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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REFORMA AGRÁRIA ATÉ QUANDO?

Não haveria necessidade de desapropriação de terras para serem destinadas à reforma agrária, se o governo federal tivesse investido em políticas públicas para o controle de natalidade nas regiões mais carentes, pois aí, teria nascido menos pobres. Ironia à parte, até quando vamos ter candidatos como Marina Silva disputando a Presidência da República defendendo desapropriação de terras para a reforma agrária? Até quando vamos ter de trabalhar para sustentar os sem-terra e sem-teto? Quando é que esse pessoal também vai começar a trabalhar e pagar impostos para ajudar a construir um país melhor para todos? Ou será que apenas os miseráveis têm direito de subir na vida? E a classe média, será que um dia será classe alta ou vai morrer trabalhando e pagando impostos para sustentar esses miseráveis folgados? Como dizia Rondon: chega de dar o peixe pescado, limpo e frito, vamos dar uma vara de pescar e ensinar a pescar. Isso seria uma "política nova". O resto é baboseira.

Maria Carmen Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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O RAIO DE QUE PRECISAMOS

Teria sido um raio invisível vindo dos céus? Até pode ser, mas quando Lula caiu do palanque logo depois de ter ameaçado o Brasil com sua candidatura, nada mais foi do que o imprevisível, o inesperado. Mas Lula não aprende, Lula nunca aprenderá que ele não manda no Brasil nem nos brasileiros. Lula não é o rei nem o todo-poderoso e muito menos aquele que acerta. O Plano Real foi demonizado pelos petistas, as privatizações também. O mesmo aconteceu com a Lei de Responsabilidade Fiscal. E o que teria acontecido com o Brasil se o PT e os petistas tivessem vencido com suas opiniões e votos contra? O gigante teria ficado mais adormecido do que nunca, os milhões de brasileiros que falam o dia inteiro no celular estariam se comunicando com fumaça, tambor ou pombos-correio. As finanças públicas estariam destroçadas (bem piores do que agora). Enfim, isso prova que Lula não é o todo-poderoso nem o mentor do Brasil. Que mais tombos venham, tombos nas urnas. Os brasileiros não precisam de mais blá blá blá, precisam de capacidade de gestão, de qualidade em tudo. Chega de Renans, Collors, Sarneys, Malufs, Lulas, Mantegas, Suplicys, Barbalhos, Dirceus, Genoínos, Garcias, Castros, Maduros, Kirschners e outros. Chega de adulação aos déspotas africanos, iranianos, cubanos, bolivianos e venezuelanos. Que caia um raio, sim, no Brasil, mas um raio de visão e inteligência.

Maria Tereza Murray

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT DE COLLOR

O ex-presidente Fernando Collor não teria sofrido o processo de impeachment por corrupção se contasse com um grande partido - como o PT - e com uma grande base de sustentação parlamentar, mesmo que (ou principalmente) com gente como Renan, Sarney e o próprio Collor. O alerta ao eleitorado faz sentido: governante de partido pequeno, com pouco jogo de cintura e com rígidos princípios morais tem de se cuidar! E é justamente isso que o povo quer!

Nilson Otávio de Oliveira

noo@uol.com.br

Valinhos

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PESQUISAS ELEITORAIS

O prenúncio do resultado da eleição que se aproxima já está desenhado nas pesquisas eleitorais. Ali estão expressas as manifestações de junho de 2013 que, desta vez, ficaram protegidas dos black blocs porque não podem ser atacadas fisicamente. Não há necessidade de sair às ruas. O desejo do povo estará expresso no resultado das próximas eleições e representado pela grande possibilidade de vitória de Marina Silva, que consegue quebrar a dicotomia PT-PSDB e honrar a memória de Eduardo Campos.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MUDANÇA NO LEGISLATIVO

Impressionante como o exercício da democracia - com a prática do voto nas urnas - alfabetiza politicamente um povo. A eleição de Lula foi à prova dessa alfabetização, visto que o preconceito de que não se vota em seu semelhante foi deixado de lado - e o governo trocou de mãos pela primeira vez. A troca foi salutar enquanto havia governos descomprometidos e corruptos, e as formas de se coibir esse procedimento existem, porém há necessidade de uma politização maior da população. Vem com as eleições, e mais uma prova disso é que, apesar de ainda não entendermos todas as formas de policiar a política, a perpetuação no poder pelo PT, pregada por muitos através das "esmolas" (Bolsa Família, etc.), o povo já enxerga a necessidade de mudanças mais uma vez - e não serão subterfúgios que irão ludibriar o pensamento da maioria, conforme vêm mostrando as pesquisas eleitorais. Hoje o povo, já mais politizado, sabe que com Dilma será a continuação sem as mudanças que o povo clama e com Aécio a volta do antigo poder com a pior base aliada para governar, o DEM, que tanto tempo levamos para conseguir destituí-los do poder. Salve o povo brasileiro! É preciso entender também que não existem salvadores da Pátria e Marina também não conseguirá maioria no Congresso para aprovar seus projetos, assim como Dilma. Seria necessária uma mudança radical no Legislativo. Chegaremos lá.

Cesar Maluf

malufcesar@googlemail.com

São José do Rio Preto

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PESQUISA CORRETA

Diariamente somos bombardeados por diversas pesquisas de intenção de voto. Fica difícil de digeri-las por causa da frequência e da diversidade dos "institutos" que as promovem. Mas uma conclusão salta à vista, embora a pergunta não esteja elencada entre as alternativas: o número dos eleitores que "não sabem votar" (não em quem vão votar) supera o somatório de todas as outras opções consideradas isoladamente.

Claudio Juchem

cjuchem@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO E CIDADE SUJA

Não bastasse o atrevimento de alguns candidatos espalhando cartazes pela cidade, ainda destroem o material dos adversários em autêntica concorrência predatória.

Marcos Abrão

m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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GUARDA COMPARTILHADA

A aprovação do PLC/117/2013, no Senado Federal, reiterando a obrigatoriedade da Guarda Compartilhada instituída pela Lei n.º 11.698/2008, além de representar o efetivo cumprimento do princípio constitucional da dignidade humana, da igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres e, principalmente, do superior interesse da criança - que tem o direito de conviver com ambos os pais -, representa sério golpe de morte na indústria dos honorários advocatícios de sucumbência sobre pensão alimentícia, principal razão pela qual a lei anterior "nunca pegou". Por conta de interesses escusos - leia-se conflito de interesses -, a Lei n.º 11.698/2008 não tem sido aplicada em razão da eficiente advocacia dos "advogados de família" em prol da ilegal Guarda Unilateral, contando com a negligência e a omissão do Judiciário e do Ministério Público.

Milton Córdova Júnior

milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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PENALIZAÇÃO NO FUTEBOL

Sem a menor sombra de dúvidas, racismo é algo totalmente inadmissível, inadequado, intolerável e absurdo no nosso meio, pois somos considerados seres racionais, inteligentes e de bom senso. Porém, penalizar o Grêmio, excluindo-o da Copa Brasil por atos racistas praticados por seus torcedores contra o goleiro Aranha, do Santos, é uma medida excessivamente severa e injusta do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Na realidade, o clube não tem meios de calar e controlar a emoção de 30 mil torcedores no estádio. Além do que, uma vez identificados tais torcedores, eles é que deveriam ser presos e processados criminalmente, sendo enquadrados na forma que a lei prevê. O clube poderia ser multado, perder todos os mandos de jogos até o fim do campeonato. Já não seria uma penalização bem rigorosa?

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PARADOXO DA ATUALIDADE

Estamos vivendo uma situação paradoxal em que as pessoas são, ao mesmo tempo, destemidas e hipersensíveis. Destemidas por não terem medo de incendiar ônibus, depredar bancos e revendedoras de automóveis. É comum jovens arriscarem a vida subindo em prédios altíssimos só pelo prazer de deixá-los emporcalhados com pichações. Antes o cargo ocupado por uma pessoa ou o fato de ela ser mais velha era motivo para ela ser reverenciada. Hoje as pessoas enfrentam professores, policiais, incendeiam suas viaturas. Mas, por outro, são tão sensíveis que o simples fato de alguém usar o nome de um animal que é nosso parente mais próximo para ofender outra pessoa é o suficiente para causar o maior rebuliço.

Geraldo Magela da Silva Xavier

gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

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REAJUSTES NO JUDICIÁRIO

O glorioso presidente do atual Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, está pedindo o reajuste do seu salário e do de seus colegas. Sabemos que há um encadeamento, não me perguntem por que, de reajuste em cascata no nosso glorioso sistema judiciário. Não seria mais interessante a Justiça se tornar mais célere e confiável aos olhos dos brasileiros, antes de nossos magistrados pedirem aumento salarial? O "gozado" é que, para corrigir a tabela do Imposto de Renda, que consome boa parte de nossos salários, o desgoverno receita a meta de inflação de 4,5%, apesar de sabermos que a meta pode ter uma "módica" variação de 2 pontos porcentuais, aliás, sempre para cima, e nunca para baixo. E durma com um barulho desse.

Renato Amaral Camargo

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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O STF DE LEWANDOWSKI

Agora o STF está em boas mãos. Além de salário nas alturas, o petista vai decretar férias de seis meses, mais feriados prolongados, etc. Já era um aparelhinho de petistas, agora virou aparelhão.

Ariovaldo Batista

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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‘ESTA PRESIDÊNCIA NÃO VOS FALTARÁ...’

Esse foi o início do discurso do ministro Francisco Falcão ao assumir a presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) dia 1 de setembro. É impressionante ter o magistrado preocupação com os salários no tribunal em primeiro lugar, e não com a melhoria dos serviços da justiça, que deixam muito a desejar pela demora que submete o cidadão a um injusto sacrifício. Esse é um exemplo típico do funcionamento dos serviços públicos no Brasil: primeiro o funcionário, depois o cidadão.

Fabio Figueiredo

fafig3@terra.com.br

São Paulo

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TROCA DE BENEFÍCIOS

O STF reconhece direitos dos velhinhos relativos à troca de aposentadoria, que se aposentaram, mas continuaram obrigatoriamente a contribuir para o INSS. Mesma coisa acontece com os direitos procedentes aos planos econômicos - poupança, Bresser, Verão e Collor -, encalhados e esquecidos pela maior Corte do Brasil, o que é lamentável.

Antônio de Souza D Agrella

antoniodagrella@yahoo.com.br

São Paulo

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NOSSO SISTEMA PRISIONAL

O Brasil passou a Rússia e já é o terceiro país com mais pessoas aprisionadas do planeta, atrás apenas de EUA e China, que têm população bem maior do que a nossa. Na última década, houve um aumento em progressão geométrica do número de presos no País, numa verdadeira bomba-relógio. E o número de crimes violentos só aumentou com isso. Ao invés de investir na política pública de redução de danos, prevenção, penas alternativas e direitos humanos, o Brasil imitou burramente os EUA com a sua fracassada guerra às drogas e tolerância zero, com resultados nefastos. É preciso parar com urgência o nocivo processo de super encarceramento no País, que só traz cada vez mais crimes e o aumento da violência.

Renato Khair

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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CONSTRUÇÕES PARADAS

As empresas que entraram nos consórcios para construção das Hidrelétricas Santo Antônio, Jirau e Parnaíba II param suas atividades, demitindo e devendo bilhões. Quem não se lembra quando o ex-presidente Lula fez campanha ao lançar as pedras fundamentais dessas hidrelétricas se jactando de trazer luz para todos? O governo federal também não tem responsabilidade nas empresas licitadas que podem muito bem terem sido acertadas com cartas marcadas? Como sempre o Brasil perdeu, mas quem ganhou? Isso precisa ser investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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‘POR QUE ISRAEL?’

Não é de surpreender a posição adotada no texto em epígrafe, subscrito pelo chanceler israelense (5/9). Eu poderia escrever um livro só para rebater o texto, superficial e tendencioso. Mas aqui seguem somente algumas ideias. Primeiro, para variar, um membro da religião judaica se faz de vítima. Sempre. E, não obstante, faz vista grossa ao massacre que está sendo cometido contra os palestinos e, pior, tenta justificá-lo. Trata-se mesmo de um genocídio, tendo em vista a perseguição e os ataques sistemáticos ao povo palestino, em razão de suas diferenças étnicas e religião, com evidente interesse de forçá-los a se retirarem do local. E mais, a desproporcionalidade das ações militares praticadas por Israel contra um povo acuado, enclausurado e em gritante desvantagem militar causa perplexidade no mundo todo. Todas as guerras são injustas, todas as mortes, principalmente de civis, injustificáveis. Mas, dentre todas as guerras da atualidade, é essa a que mais chama a atenção para o mundo ocidental, por vários aspectos e um deles usando o argumento do próprio autor do texto ora rebatido, porque Israel é formado por um povo ocidental e, em assim sendo, deveria não só conhecer, mas respeitar a soberania das nações e respeitar seus cidadãos. E é ainda mais grave porque os judeus sofreram na pele a perseguição, a humilhação, a segregação e o desrespeito que estão sistematicamente praticando contra outro povo. E isso em nada contribuiu para entender a necessidade de procurar uma convivência pacífica.

Carla Pedroza

carla-pedroza@uol.com.br

São Paulo

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