Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2014 | 02h04

Marina ou Dilma?

As pesquisas mostram até aqui - e, a nosso ver, com poucas possibilidades de surpresas - que a disputa pela Presidência da República está entre Marina Silva e Dilma Rousseff. Não acreditamos que Aécio Neves, apesar de ser o melhor, tenha como reverter essa situação em tão pouco tempo. Assim, restam-nos duas opções: manter tudo como está, elegendo Dilma e seu PT, com suas falcatruas, mentiras, inoperância, roubalheira institucionalizada em todos os níveis do governo, etc., etc., ou votar em Marina, uma grande incógnita, tachada de sem experiência, incoerente, etc., etc., mas, aparentemente, primando pela honestidade de princípios - o que com o PT no governo esquecemos que possa existir. Se não temos melhor alternativa, temos de arriscar em Marina, esperando que ela possa realizar as mudanças que a grande maioria dos brasileiros espera. Porque de Dilma e seus petralhas só podemos esperar dias amargos, até para a nossa frágil democracia, com seu rumo bolivariano.

ROBERTO LUIZ P. E SILVA

robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo

Fazendo o diabo

Nossa presidenta, que na época em que se formou não era tratada de "estudanta", uma das coisas que disse, e soa como verdadeira, foi que em época de eleição eles fazem o diabo. Fato que podemos constatar agora: ameaçada que está pela candidata oposicionista, tratam de falar cobras e lagartos sobre Marina e sobre o que poderá acontecer nos próximos quatro anos. Não podemos esquecer que a atual presidenta está no governo há quase 12 anos, pois sempre ocupou cargos de primeiro escalão, e mostrou no passar desse tempo que sua competência é de gritante baixeza. Basta fazer uma retrospectiva para chegar a essa análise: Minas e Energia, conselho da Petrobrás, Casa Civil. Nós a elegemos presidente da República surfando no resto de governo do Lula, que foi bom graças a vários fatores propícios (está comprovado que o PT não sabe governar, o mensalão é prova inequívoca). Aguardamos a continuidade da campanha eleitoral e o resultado, mas uma coisa é certa: Marina mostra ter mais grandeza que a presidenta Dilma. Recentemente Marina afirmou que não vai fazer ataques a seus adversários, portanto, não está disposta a fazer o diabo. Já é um bom presságio.

MANUEL JOSÉ FALCÃO PIRES

manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

Terrorismo na campanha

Em conversas particulares sempre comento sobre o "terrorismo" que o PT pode fazer contra os adversários. Com a liberação de três "sinistros" do governo Dilma - Gilberto Carvalho, Paulo Bernardo e Miguel Rossetto -, tenho quase a certeza de que isso vai ocorrer. E se Ricardo Berzoini também se juntar ao trio, aí realmente vão "fazer o diabo" para tentar ganhar a eleição, como disse a sra. Dilma tempos atrás. Cuidado, Marina Silva, vão começar a "pipocar" coisas cabeludas a seu respeito.

ELIAS ABBUD SCHWERY

elias.abbud@uol.com.br

Atibaia

O homem do dossiê

O governo afastou ministros de seus cargos para integrarem a campanha de Dilma e tentarem aproximar-se de alguns setores da sociedade, preocupado que está com a alta de Marina Silva nas pesquisas. E teve a ousadia de convocar Berzoini para conseguir apoio de possíveis dissidentes dos tucanos, esquecendo os falsos dossiês para prejudicar a campanha de José Serra no passado. O desespero já tomou conta da cúpula do PT, porque nem com 11 minutos de propaganda eleitoral contra dois minutos da concorrente Dilma vence Marina no segundo turno.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Agrofria

Agronegócio exige que candidata mude programa (5/9, A1). O PT oferecerá ao agronegócio uma "eficiente" coletivização de suas terras, em oposição à proposta de Marina Silva?

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Marina x agronegócio

O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues tem razão ao argumentar que uma propriedade cujo índice de produtividade ficar fora da média quebra. Marina Silva certamente compreenderá que retirar de seu programa esse índice trará para sua candidatura alguns milhares de votos do agronegócio, até porque, como disse o professor Rodrigues, quem desapropria a terra é o próprio mercado. Os produtores e proprietários rurais conscientes já compreenderam que a proteção do meio ambiente, das matas ciliares, das nascentes, das áreas inaptas para agricultura, a impropriedade de produzir em terras íngremes, tudo isso é bom para a produção econômica do agronegócio no longo prazo, ou seja, é uma atitude que sustenta a produção. Em síntese, é a tal sustentabilidade que em última análise possibilitará a pujança do País para nossos filhos e netos.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Programa remendado

Logo após lançar seu programa de governo Marina Silva publicou uma errata mudando pontos sobre questões de gênero e identidade sexual para agradar aos irmãos evangélicos. E desagradou aos irmãos gays. Agora está sendo pressionada pelos irmãos ruralistas para mudar o programa e retirar a promessa de revisão dos indicadores de produtividade agrícola que facilitariam a desapropriação de terras para reforma agrária. Sem essa mudança os irmãos do agronegócio não apoiarão sua candidatura. E se for eleita, que mudanças fará para agradar os irmãos congressistas, aos irmãos das construtoras, aos irmãos dos bancos, aos irmãos da indústria...? Marina está realmente preparada para governar para todos os irmãos brasileiros?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Os ilusionáticos

Os "sonháticos" de Marina Silva parecem ter-se transformado em "ilusionáticos". As propostas da candidata não têm base de sustentação econômica e política, além de ela fazer o jogo de ser amiguinha de todos, iludindo o eleitor. Parodiando Caetano, promotor de sua candidatura de primeira hora, "onde queres o jeito novo, quero apenas o voto do povo; onde queres mudança, lambança; onde queres sucesso, retrocesso".

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

prodomoarg@gmail.com

Lorena

Muda, Brasil!

É preferível a incerteza que está por vir (Marina) do que a certeza que já temos (Dilma).

MARCELO GOGELIS

celopaiva@bol.com.br

Mogi das Cruzes

NO VERMELHO
 
Dilma Rousseff atribui o recuo do produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre a feriados e à queda no valor das commodities. Guido Mantega, seu fiel escudeiro, culpa São Pedro e o cenário externo para justificar a recessão técnica que aí está.  Será que “cola”? A economia brasileira apresentou curva descendente do primeiro trimestre de 2011 ao terceiro trimestre de 2012. Ensaiou uma breve e tímida recuperação, voltando a submergir em 2014. Logo, o gráfico apontando problemas na economia já vinha se definindo há tempos. Culpar, por outro lado, as commodities também não “cola”, vez que México, Peru e Chile, com, respectivamente, 1,6%, 1,7% e 1,9% de crescimento no segundo trimestre, mantêm-se no azul exportando justamente produtos primários. “Mal na foto” no continente, o “B” do Brics é, também, o patinho feio no bloco dos gigantes emergentes. China e Índia, dois de seus membros, destacam-se neste segundo trimestre com 7,5% e 5,7% de crescimento sobre o mesmo período de 2013. Até mesmo os EUA, epicentro do terremoto econômico de 2008, crescem a um ritmo anualizado de 2,5%. De forma que tanto emergentes como desenvolvidos, uns mais outros menos, têm-se saído razoavelmente bem, malgrado o desafiador “cenário externo” propalado por Dilma e Mantega.  Constituem exceções – por que será? – países  como a Venezuela “bolivariana”, de Nicolás Maduro, virtualmente na bancarrota, ou nações simpatizantes do chavismo, como a Argentina, de Cristina Kirchner, em “default”, e o Brasil de Lula, digo, de Dilma Rousseff. Todos populistas, intervencionistas e estatistas. No vermelho em todos os sentidos da palavra. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com     
São Paulo

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COMIDA NA MESA

A economista do PT Maria da Conceição Tavares declarou que “o povo não come PIB”. Esqueceu-se ela de que, com baixo PIB, não há emprego nem dinheiro para o povo comer.

Milton Bulach mbulach@gmail.com 
Campinas

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ENDIVIDADOS

Se, de um lado, os aposentados estão entre os mais endividados do País e vêm recebendo 1% por ano de correção perante a inflação, do outro lado está o país com a dívida pública federal, endividamento interno e externo, que em julho atingiu R$ 2,17 trilhões. Pelo visto, há muito o Brasil deixou de ser o país do futebol para ser o país dos endividados. 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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O PAÍS DA PROPAGANDA

Os dados recentemente divulgados pelo IBGE mostram que a economia brasileira encolheu 0,6% no segundo trimestre e está em recessão técnica. Isso, em seguida a Guido Mantega ter mantido a previsão do PIB deste ano em 1,8% e projetado um crescimento de 3% para 2015. Será que o douto ministro da Fazenda não estaria se referindo ao Brasil da propaganda do PT? Aquele país imaginário onde todos os brasileiros gostariam de morar?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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CEGO

Com PIB em queda livre, o ministro Guido Mantega continua otimista com a melhora da nossa economia. É como diz aquele velho ditado: o maior cego é aquele que não quer enxergar. 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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SÓ DISCURSO

“O Estado de S. Paulo”, em editorial de 30/8, nos presenteou com uma análise clara, sem política e nos mostrando como estamos na contramão dos demais países, que começam a vencer a crise econômica. O governo, antes da Copa do Mundo, estava afirmando a todos os pulmões que, depois da Copa, tudo ia começar a andar no País. Agora vem o tal "guru" da economia nos dizendo que vamos crescer e que é somente uma questão de tempo. Enquanto isso, o povo continua sem emprego, sem saúde, sem educação, etc. Pobre povo brasileiro.

Tanay Jim Bacellar tanay.jim@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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‘A CULPA DA COPA’

Com mais um trimestre com os índices econômicos preocupantes e um PIB que coloca o País numa recessão técnica, a presidente Dilma vem a público e elege como um dos fatores de mais esse desastroso trimestre de seu governo um número recorde de feriados provocado pela Copa de futebol, uma quantidade nunca antes alcançada antes em governo nenhum. Afinal de contas, a referida Copa não foi a Copa das Copas? Agora se transformou na “Culpa da Copa”? Acertou o candidato Aécio Neves quando disse que o governo da presidente Dilma acabou antes do tempo. Se por desventura ela for reeleita, o Brasil poderá se deslocar rumo a uma situação semelhante à da Argentina ou da Venezuela em termos de economia.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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INCOERÊNCIA

Antes, a Copa deixaria enorme legado e, entre outras maravilhas, incrementaria o comércio e, por consequência, a produção. Agora, Mantega e a presidente (minúscula) querem fazer-nos crer que a Copa foi uma das responsáveis pelo PIB negativo e a recessão. Seria preciso que os assessores dos iluminados acima gravassem as suas falas e, antes de abrirem a boca novamente, ouvissem o que disseram no passado.  

João Pedrinelli joao.pedrinelli@terra.com.br 
Campinas

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INEXPLICÁVEL
 
Mais uma vez estamos diante da tentativa do uso do manteguês e o petês para explicar o inexplicável. Recessão técnica coisa nenhuma. É recessão mesmo; na mais pura acepção da palavra. Está na hora de fechar o botequim e dar no pé. Já vão tarde!
  
Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br 
São Paulo

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MÁGICA NA ECONOMIA

Mr. M, para quem não se lembra, é um mágico mascarado que após a apresentação da mágica revela o truque. Nosso Mr. M (Mantega) não usa máscara, embora mascarado. Faz suas mágicas e não precisa revelar o truque. Todo mundo percebe a malandragem. Este é um país administrado por mágico, bruxa, duende e Ali Bábas!

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br 
São Paulo

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REFORMAS

Não precisa ser um economista brilhante, top dos tops,  para nos dizer por que o Brasil nunca deslancha com uma economia forte e comércio exterior superavitário. Precisamos urgentemente das reformas trabalhista e tributária, de regras claras e seguras e de menos burocracia. Portanto, se Dilma, Marina ou Aécio nada fizerem logo no início de governo, continuaremos a ter voo de galinha.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo 

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O GATO NO TELHADO

Segundo o IBGE, estamos em recessão técnica. Em português, isso quer dizer que “o gato já está no telhado”.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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O DISCURSO NÃO SALVA

Uma coisa Dilma e seu governo não podem negar: quanto mais se vislumbra a possível derrota dela, mais os mercados e investidores acreditam no Brasil.
Não há discurso que resista.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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LULA

Nem precisa discutir se a economia está ou não em recessão. É óbvio! É o efeito da demagogia da marolinha e do subprime brasileiro, retardado em relação ao resto do mundo. O culpado? Lula. Aliás, se aplicarmos a ferramenta de gestão 5W (5 porquês) para descobrir as causas-raiz dos problemas atuais do País, sempre chegaremos a ele.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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2015 PROMETE

Segundo editorial do “Estadão” de 30/8, o governo, além de trapalhão, foi criativo na incompetência. Será que algum funcionário do “Estadão” será demitido, por ter chamado Dilma de incompetente? E por onde andará Lula, pois não vi nenhuma explicação dele sobre a queda do PIB. Será que Rosemary sabe do paradeiro dele? Acho que não, pois ela também sumiu. Pois é, não é só o PIB que anda sumindo, além de Lula, com certeza, os empregos também sumirão. É, 2015 não será um ano fácil para o futuro presidente do Brasil.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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LADO BOM

Acredito que a presidente da República deve ler Cândido todos os dias e que o Dr. Pangloss é seu guru genial. Aliás, o pândego ministro da Fazenda segue a mesma cartilha... A Copa do Mundo, que seria a grande conquista marqueteira do fabricante de postes e daria um incrível empurrão em nossa economia, agora é criticada pelo grande número de feriados que gerou! A formidável gerente do País levou-nos a um tal grau de decomposição moral, ética, econômica e política que apenas teve um lado positivo: acordou os eleitores para o perigo de reconduzir ao Planalto a autora do famigerado Decreto 8.243. A mentira e a ideologia autoritária, patrimonialista e fascista dela serão derrotadas já no primeiro turno, em 5 de outubro. Ainda bem!

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br 
São Paulo

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GOVERNOS LULA-DILMA

Os 12 anos de governo petista acabaram com a economia brasileira.
 
Sergio Diamanty Lobo  diamanty18@gmail.com
São Paulo

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ALÉM DO PIB MEDÍOCRE

Se o problema do Brasil fosse somente o PIB medíocre que acumulamos nestes últimos quatro anos, devido à péssima gestão de Dilma, lá na frente, com um novo governo portador de credibilidade, tudo poderia ser revertido se simples fosse assim. Mas o buraco é mais fundo. Se o nosso país volta a cair para a 57.ª posição do Ranking Global de Competitividade de 2014 (o Chile está na 33.ª posição...), como atesta o Fórum Econômico Mundial, entre 144 países pesquisados, é porque o problema é crônico e estrutural. Vai desde a baixa formação profissional, sacrificada pela insuficiente qualidade do ensino público no País, passa pela falta de políticas de estímulos para inovação, pelos altos custos de logística devido à caótica infraestrutura para o escoamento da produção, pela complexa burocracia reinante até a alta carga de impostos que os empresários estão submetidos a enfrentar. E inclui o excesso de protecionismo para alguns setores empresariais viciados em bondades do governo, que infelizmente acomoda o interesse pela competição com o mercado externo. Isso nos coloca também na 140.ª posição entre países exportadores como proporção do PIB. É uma vergonha! Ou melhor, é a marca do retrocesso que o PT foi capaz de promover no País.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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FATOS POSITIVOS
 
Na manchete dos jornais, dois fatos positivos: queda de 17% na venda de veículos e a consciência do consumidor de não aderir ao endividamento, mesmo com o crédito facilitado. É um fato negativo para Guido Mantega e para a indústria, mas, convenhamos, é benéfico para o Brasil, cuja mobilidade é um sério problema e onde a população está endividada até o pescoço. Na verdade, a indústria automobilística é maléfica e o povo precisa cultivar a poupança, ao invés da gastança.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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FINAL DE GOVERNO

Não dá mais! Todo dia as manchetes proclamam ações adversas na economia. Desculpas risíveis de uma governanta incapaz e previsões otimistas que não convencem mais ninguém. Retire-se para o ostracismo e libere a moita, capivara.

João Paulo Garcia jotapege88@yahoo.com.br 
São Paulo

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TEMPO DE MUDANÇA
 
Andando pelas avenidas, vejo um homem-placa com o rosto escondido atrás e a feição triste. Daí penso: será por que essa vergonha e o subemprego, enquanto amargamos um PIB de 0,6 ou por que hoje a militância do PT não existe mais e eles têm de pagar para fazer esse serviço? É claro que hoje o povo que foi e que vai às ruas não é mais deles. Foi, sim, para protestar por passe livre, saúde, empregos, moradia, reforma política, etc. O que mostra que estamos avançando e é hora de mudanças. Chega de mensalão, de corrupção na Petrobrás, de desemprego, de culpar a crise mundial quando a crise está aqui, por causa da inoperância do governo, sem visão e sem investimentos!
  
Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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DESCULPAS E PROMESSAS

Enquanto a presidenta Dilma culpa os feriados pelo pibinho, o pífio desempenho da economia pela crise da década passada e o resto dos problemas do seu lamentável governo pelo atuação de FHC há 12 anos, tomamos conhecimento do programa de Marina Silva, que não passa de um compêndio de promessas vãs, que procuram agradar gregos e troianos indistintamente. Enquanto não tivermos nem cultura nem educação suficientes para distinguir enrolação de planejamento sério, e mentiras de programas exequíveis e viáveis, vamos continuar brincando de país.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br 
São Paulo

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ENERGIA MAIS CARA

A energia elétrica para os consumidores vai aumentar 30% na Região Nordeste. Logo onde vai ter um aumento dessa magnitude? Na região onde há um dos menores PIB per capita do País e onde o PT tem seu maior reduto e apoio. Nordestino, isso é o que você recebe de volta. Continue apoiando eles. Quando se dizia que a política de subsídio e outras benesses tinham um preço, ninguém ouvia. Estava tudo ótimo. Agora, está aí o preço de uma política econômica totalmente errada.
 
Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ESTÁDIOS EXCEDENTES

Já está em tempo de auditar e informar antes das eleições eventuais usos de estádios construídos em Brasília, Manaus, Natal, e outras cidades sem tradição em futebol. Lula e/ou Dilma não poderão dizer “não sei” com os estádios a vista de todos. A Fifa pediu 8 estádios, e o governo do PT é autor de 4 estádios excedentes. Se não há uso intensivo de todos os estádios em benefício das populações locais, se requer ações do Ministério Público Federal para que responsáveis por decidir a Copa do Mundo ou por nela investir devolvam aos cofres públicos tais gastos para que possam ser corretamente aplicados em saúde, educação, infraestrutura. Cabe impeachment de presidente autor, se no poder? Iniciemos a criminalização de governantes por malfeitos ou omissões! 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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TOMBAMENTO

Um crime contra o patrimônio histórico da cidade teria sido praticado em decisão colegiada dos órgãos de tombamento municipal, estadual e federal, ao flexibilizarem as regras de construção de imóveis no entorno de prédios tombados. Que o Ministério Público apure com rigor essa desastrosa medida, abrindo inquérito para apurar responsabilidades. A exemplo do que ocorreu com os casarões da Avenida Paulista, cartão postal de São Paulo, no início do século 20, as futuras gerações só terão acesso à arquitetura histórica da cidade por meio de imagens.  

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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VALORIZAR O PATRIMÔNIO

Algumas considerações devem ser feitas sobre a matéria publicada “SP ‘descongela’ área vizinha de bem tombado e facilita reformas e obras” (1/9). Áreas envoltórias existem com o objetivo de zelar pela ambiência urbana dos bens a serem preservados pelo reconhecimento cultural, artístico, arquitetônico. De modo genérico ela é como uma moldura de um quadro. A preservação é vista de modo equivocado, pois o bem protegido é um exemplar da identidade cultural. Nada está congelado, todos os bens sejam eles tombados ou não, são passíveis de requalificação, readequação e principalmente de restauro, desde que tenha critérios e não o descaracterizem. A imprensa poderia muito contribuir com a valorização do patrimônio cultural, artístico, arquitetônico da cidade de São Paulo, publicando matérias esclarecedoras ao invés de denegri-lo. Talvez deste modo os vereadores entendam o verdadeiro significado da Capela de São Miguel Paulista e admirem a área envoltória deste monumento.
 
Regina Helena Vieira Santos, arquiteta rhvs@usp.br 
São Paulo

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CRER OU NÃO CRER NO CONDEPHAAT?

Em 19 de novembro de 2013, solicitei ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) o tombamento de prédio na cidade de Rio Claro, SP. No início da demolição do mesmo (23/7/2014), recorri àquele órgão o qual abriu processo para "procedimentos de avaliação técnica do objeto da manifestação e providências cabíveis". Sem, no entanto, haver recebido, melhores esclarecimentos sobre a matéria. Ao término da demolição do prédio (22/8/2014), fui notificado por e-mail que não constava nenhum impedimento para tal demolição, posto que, havia faltado documentação no referido pedido de tombamento. Que a falta daqueles documentos fora publicada no Diário Oficial, de 4 de fevereiro de 2014, página 60. Nem sequer tendo sido notificado via e-mail sobre a falta dos documentos.

Anselmo A. Selingardi anselmoselingardi@hotmail.com 
Rio Claro

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O PREÇO DA IMPROVISAÇÃO

O preço da improvisação é sempre muito alto. Criar faixas exclusivas para ônibus, sem critérios, sem estudos técnicos, sem consultas à população, leva a um aumento no número de multas aplicadas a quem desrespeita as faixas. E a pergunta que fica é: podem agentes e funcionários da SPTrans aplicar multas, são eles agentes do trânsito? Onde está a legalidade dessas ações? As multas aplicadas por funcionários da SPTrans são nulas ou anuláveis? Elas são apenas consequências das sanhas ensandecidas do prefeito e seu atual secretário do Transporte ou são produtos de um ato criminoso que deve ser apurado pela polícia ou pelo Ministério Público?

José Renato Nascimento jrnasc@gmail.com 
São Paulo

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RODOVIAS CONCESSIONADAS

Segundo matéria no jornal “O Estado de S. Paulo” de 3/9/2014, a Justiça suspendeu licitação para “fiscalização” das rodovias concessionadas do Estado de São Paulo. Até onde constatei fotograficamente ao longo destes 14 anos de concessão, nunca se fiscalizou nada. É uma vergonha! A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) não leva minimamente esse tema a sério. Se alguém quiser constatar o fato in loco, estou às ordens. Chegam ao ponto de emitir laudos sem o perito sequer ter ido ao local vistoriado.

Professor Tenório professortenorio@uol.com.br
São Paulo

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METRÔ NA ZONA LESTE

Há alguns dias, passei a residir em Arthur Alvim, zona leste paulistana, e, com o passar dos dias, minha indignação e surpresa negativa cresceu a cada dia com o funcionamento do Metrô.  Nos horários de pico, os trens não dão conta do transporte dos passageiros pagantes, que são transportados como gado em caminhões ou como sardinhas bem espremidas em latas. Notei que em certas estações, não conseguindo embarcar, mesmo com toda a força possível do corpo, aos empurrões, os usuários têm de aguardar o segundo, o terceiro e até o quarto trem para conseguirem embarcar. Se alguém levantar o pé, não conseguirá mais abaixá-lo, quem sofre de claustrofobia é capaz de ter um infarto e, se uma grávida tentar embarcar, poderá prejudicar o futuro bebê. Nas frequentes freadas bruscas dos motorneiros mal treinados, as massas são lançadas de lado, espremendo os das extremidades esticando violentamente os braços dos que seguram nos apoios. Para piorar, as composições se movem lentamente, prejudicando ainda mais nós, os pobres otários, muitos dos quais ainda acreditam nas promessas dos políticos que nos agridem até com seus sorrisinhos falsos ou forçados nas publicidades, querendo nos ganhar enganando. Não me digam que nada pode ser feito, pois é perfeitamente possível melhorar bastante. Bastam vontade e ação.

Waldecy Antonio Simões netsimoes@terra.com.br 
São Paulo

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NOVOS PONTOS DE ÔNIBUS

Tendo em vista a implantação das novas paradas de ônibus, vejo que estão colocando enormes totens para publicidade, e alguns pontos chegam a ter quatro totens. Por que não destinar um deles para  informações de linhas de ônibus, frequência e horário? 
 
Wanderley Moutinho de Jesus wanderleymj@yahoo.com.br 
Cotia

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CORREDORES EXCLUSIVOS

A velocidade dos ônibus nos corredores criados pelo inepto e fraco prefeito Fernando “Malddad” aumentaram em apensa 1 km/h, ou seja, a ineficácia é total, ampla e irrestrita, tirando os gastos milionários com a instalação dos corredores. Não contente, “Malddad” agora investe em corredores de bicicletas, como se pudéssemos ser otários para usar esse veículo numa cidade como São Paulo.

Asdrubal.Gobenati asdrubal.gobenati@bol.com.br
São Paulo

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O DRAMA DO SUICÍDIO

Estudo inédito mundial revela que acontece um suicídio a cada 40 segundos no mundo. O Brasil é o 8.º em número de casos, com 11,8 mil suicídios em 2012. Mais de 800 mil pessoas se suicidaram em 2012, numa epidemia de proporções globais. 75% dos casos ocorrem em países emergentes ou pobres. A Índia é o país com mais casos no planeta, com 258 mil suicídios ao ano, seguida por China (120 mil), EUA (43 mil), Rússia, Japão, Coreia do Sul, Paquistão e Brasil. Em termos proporcionais, a Guiana lidera, com 44 suicídios para cada 100 mil pessoas, com a Coreia do Norte em segundo, com 38,5/100 mil. O Brasil está abaixo da média mundial, com 5,8 suicídios/100 mil pessoas, mas tal número vem crescendo e aumentou em 10% só na última década. O suicídio é um grave problema de saúde pública e que deve ser abordado de frente, sem estigmas, com base na prevenção, para que as pessoas sejam tratadas e não cheguem a tal extremo de tirarem sua própria vida.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br  
São Paulo

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