Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO

O Estado de S.Paulo

10 Setembro 2014 | 02h05

O mensalão e o petrolão

Após tanto tempo sendo julgadas pela Justiça as trapaças do mensalão, os mensaleiros receberam suas brandas sentenças com as devidas atenuações de juízes amigos defensores do PT. Mas nem bem conseguiram sair da cadeia da Papuda, já temos agora um petrolão, mais agressivo na corrupção e com prejuízos imensos para a Petrobrás, que já ultrapassam US$ 18 bilhões - compra da refinaria de Pasadena, construção da Abreu e Lima (PE) e construção de um navio que não navega. Tudo isso obras-primas nos governos Lula e Dilma Rousseff. Para complicar, com Dilma na presidência do Conselho da Petrobrás. E ela ainda tem a coragem de dizer que seu governo não tem nada que ver com isso? Óleo de peroba!

MARIA DO CARMO LEITE ALVES

m.carmo1946@bol.com.br

São Paulo

Cara de pau

É inacreditável a presidenta ter solicitado à Polícia Federal cópia das declarações do delator, como se não soubesse de nada. É muito possível que esteja procurando verificar se ele tem delatado tudo ou se seu ParTido está sendo poupado. Que cara de pau! Como essa eu nunca havia visto. Foi selecionada a dedo por aquele ceguinho que nunca soube de nada, nunca viu nada, e mesmo assim quer ser presidente de novo.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

Culpa do carteiro

A que ponto de desfaçatez as coisas chegaram. Em vez de mandar investigar a fundo as denúncias feitas pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa sobre o envolvimento de petistas e base aliada em propinas de milhões ou até bilhões de reais, todas com grandes chances de ser verdade, o PT está mais preocupado em saber quem vazou a malfadada notícia, como se isso fosse ajudar a frear a sangria que a Petrobrás vem sofrendo sob a batuta do PT há mais de uma década. Isto é, querem culpar o carteiro pelas más notícias, ou, o que é mais provável, desejam ter acesso a todas as informações do processo para já irem acionando seus caros advogados na composição de uma defesa.

PETER CAZALE

pcazale@uol.com.br

São Paulo

Petropropina

Os 3% sobre todos os contratos da PeTrobrás, era esse o tamanho da riqueza do pré-sal a que Lulla e Dilma se referiam?

CLÁUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

A sangria estancou

Dormi melhor a noite passada porque a presidenta declarou que a roubalheira acabou, desculpem, os desvios acabaram. Daqui para a frente tudo vai ser diferente. Acreditem, se quiserem.

ARIOVALDO J. GERAISSATE

ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

Quando Dilma disse que a sangria estancou, seria porque o sangue acabou?

CLÁUDIO MOSCHELLA

arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

Não sabia de nada?

Vergonhoso o que fizeram na Petrobrás, segundo o relato de um de seus diretores em delação premiada. Tem-se a impressão de que uma verdadeira quadrilha agia lá dentro, surrupiando e dilapidando o patrimônio da maior empresa nacional. A turma do "não sei de nada" continua agindo, incluída a presidente Dilma, que fez esta declaração ao Estado: "Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, posso te garantir que todas as sangrias que pudessem existir estão estancadas. Eu não tinha a menor ideia de que isso ocorria dentro da empresa". Ora, dona Dilma ocupou na Petrobrás o cargo de presidenta do conselho de administração, cargo maior na hierarquia de uma empresa, e não sabia de nada?! Eu pergunto: caso seja realmente confirmada toda essa roubalheira, não será atribuída a ela, Dilma, nenhuma responsabilidade pelos desmandos ocorridos? Não é dessa forma na iniciativa privada: quando um caso do gênero acontece, o executivo e todo o conselho de administração é responsabilizado.

PEDRO SERGIO RONCO

sergioronco@uol.com.br

Ribeirão Bonito

Dilma nega, mas...

Em entrevista no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma subestimou o conhecimento do eleitor a respeito de fatos noticiados pela imprensa - viva a liberdade de imprensa! Ao declarar que "não tinha a menor ideia" dos crimes cometidos na Petrobrás, esqueceu-se do ocorrido na abertura da reunião do conselho, em que esteve presente, para aprovação da compra de 50% da refinaria de Pasadena, quando o conselheiro Fábio Barbosa alertou sobre a necessidade de coibir atos lesivos ao patrimônio da companhia que estavam ocorrendo, pedindo atenção de órgãos de controle como Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU). Esse fato está documentado na ata da reunião, conforme noticiado pelo jornal O Globo em 14/7. Ao declarar "o meu telhado tem a firme determinação da investigação", a presidente nega outro fato noticiado, este em 17/7, dizendo respeito a um documento interno da CGU que situa dificuldade para fiscalizar a Refinaria Abreu e Lima em razão do reduzidíssimo quadro de servidores e dos inúmeros órgãos a serem fiscalizados. Cabe lembrar que a CGU é um órgão diretamente vinculado à Presidência, portanto, a sra. Dilma não deveria ter permitido a falta de servidores, como esperado de uma gestora competente após ser devidamente alertada pelo conselheiro Fábio Barbosa sobre a importância dos controles da CGU para sustar atos lesivos ao patrimônio da Petrobrás.

WILLIAM SOARES MUNIZ

wmuniz@globo.com

Rio de Janeiro

Chantagem

Isso que a presidenta Dilma chama de telhado de vidro e tenta usar como moeda de troca pelo silêncio da oposição se chama, na realidade, corrupção, e ela, portanto, deveria ser interpelada judicialmente a expor o que diz ter conhecimento, ao invés de prometer manter debaixo do tapete esse lixo que assola o governo federal como nunca antes na História deste país.

PAULO RUAS

pstreets@terra.com.br

São Paulo

A fábula de Diógenes

O filósofo Diógenes de Sinope perambulava pelas ruas carregando uma lamparina durante o dia, alegando procurar um homem honesto. Chegando a Brasília, começou a sua procura percorrendo a Esplanada dos Ministérios e os palácios da cidade. Foi nesse ponto que a sua busca chegou ao fim. Finalmente encontrou um homem honesto? Não. Furtaram-lhe a lamparina...!

CLÊNIO FALCÃO LINS CALDAS

clenio.caldas@gmail.com

São Paulo

MENSALÃO 2

Então dona Dilma Rousseff teve a cara de pau de declarar que as revelações de Paulo Roberto Costa sobre os roubos na Petrobrás não atingiram o seu governo? Como assim? Nesses oito anos de governo do PT – 2004 a 2012 – quem estava no poder eram Lula e Dilma. Ele presidia o País e sabia de tudo, tanto é que foi citado na delação premiada do ex-diretor da estatal, e Dilma tinha sido a ministra de Minas e Energia, além de presidente do delator.  Ambos conheciam Paulo Roberto muito bem. Será que a população é tão cega e surda que não desconfia dessa tramoia e ainda vai dar o voto a essa gente que meteu a mão no dinheiro que é nosso? Está explicado por que a CPI da Petrobrás não saiu, o Palácio do Planalto, agora se sabe, tinha sérias razões para não querer a investigação. Eis aí o mensalão 2 do PT. Ministro Joaquim Barbosa, que falta o senhor vai fazer ao País. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com  
São Paulo

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HORA MARCADA...

O grande ministro Gilberto Carvalho declarou que o momento não foi apropriado para a divulgação da delação premiada. Será que para delatar ladrões tem hora certa? Ou então tem de pedir autorização para eles?

Milton Bulach mbulach@gmail.com
Campinas

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BATATA ASSANDO

O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, para tentar salvar o seu pescoço, está prestando depoimento e contando muitas coisas interessantes para a Polícia Federal e está entregando muita gente graúda, desde políticos até empresários. Talvez alguns donos de empreiteiras possam ter um interesse súbito em ajudar o governo federal e sugerir a construção de alguns presídios modernos, com cozinha, banheiros e dormitórios padrão Fifa. Fica a dica, pois dizem que as acomodações da Penitenciária da Papuda não são nada agradáveis. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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ACÚMULO DE FUNÇÃO

Vendo nome dos petistas que foram denunciados por Paulo Roberto Costa no escândalo da Petrobrás – em troca do benefício da delação premiada –, chegamos à conclusão de que aqueles que sempre fizeram parte da cúpula do PT, se não foram presos por causa do mensalão, simplesmente acumularam funções. A Petrobrás foi desmembrada, vilipendiada, assaltada e quase falida por essa corja. Esses quadrilheiros foram mãos, braços, pernas e cabeça desses desmandos. Mas tem lógica. João Vaccari, Pizolatti, em suas funções subalternas historicamente, foram apenas os “executores” dentro do PT. Os planos sempre foram do “mentor”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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‘PAULINHO’

O ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, admirado por aquele que não deve ser nominado como grande colaborador e chamado carinhosamente de “Paulinho”, quando percebeu que poderia ficar jogado às traças na prisão, sem a companhia dos “cumpanheros” de falcatruas, resolveu abrir o bico. Como aquela que assina documentos sem ler está temerosa porque, se Paulinho falar tudo, mas tudo mesmo, não haverá reeleição, ela, para contemporizar, diz que é preciso ter dados oficiais para comentar e para tomar providências cabíveis. Alô! Será que é preciso desenhar? Não foi à toa que “cumpanheros” seus se reuniram no Planalto para avaliar o estrago, não?!

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Bernardo do Campo 

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INVESTIGAÇÃO DA PF

Estão jogando para a torcida. É muito difícil impedir que advogados, pensando em estratégias para melhorar a situação de seu cliente, comentem o que foi declarado, pois uma nulidade sempre pode ser reconhecida pelo Poder Judiciário. Acontece que se trata de legítimo interesse público saber quem se beneficiou do esquema de corrupção montado na Petrobrás. O procurador-geral da República deve pensar primeiro na sociedade e depois nos que serão atingidos pelas revelações do sr. Paulo Roberto Costa. Transparência total e agora!
 
Ana Lúcia Amaral, procuradora regional da República aposentada anamaral@uol.com.br
São Paulo

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GOVERNOS DO PT

Antes era a herança maldita. Agora será o partido maldito.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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TEM DE SER LEVIANA 

Dona Marina Silva disse que não seria leviana em afirmar que dona Dilma Rousseff tem responsabilidade direta pessoalmente sobre os escândalos de corrupção dentro da maior estatal brasileira. Só que não. Dona Dilma e o ilusionista Lula são, sim, diretamente responsáveis pelos companheiros corruptos que estão instalados há 12 anos na Petrobrás e a vêm destruindo ano a ano. Assim como são responsáveis diretos pelos 23 mil cargos de confiança que foram espalhados por instituições e outras estatais brasileiras totalmente aparelhadas por este bando de irresponsáveis petistas. Senão, por que esses corruptos foram instalados em cargos dirigentes importantes? Apenas e tão somente para agradar a padrinhos gregos e troianos de todos os partidos aliados. E por que tanta gente merece agrado? Uns em troca de apoio político e a maioria por sua contribuição “espontânea” com grande parte de seus mega salários em favor do podre projeto de poder de um podre partido político. Isso não é leviandade, é a pura verdade. Se é para mudar, comece mostrando o podre e principalmente tirando os panos quentes. Sem o conhecimento do que está errado, não é possível mudar. Não é mesmo, dona Marina?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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REMÉDIOS AMARGOS
 
Sem dúvida que Marina Silva está com a razão quando asseverou que o uso político destrói a Petrobrás. E, na verdade, ninguém usou mais politicamente a petroleira que o lulopetismo, transformando-a em associação prestigiadora de companheiros de agremiação política, independentemente da competência que levavam para a empresa. Eis que a petroleira precisa de muitos cuidados do poder central para eliminar os inúmeros pontos falhos que apresenta e que, certamente, não o serão pelo atual governo, desde que foi nele que as maiores maracutaias apareceram. Será necessária a aplicação de remédios amargos e que não serão do gosto dos beneficiados politicamente.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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O ENVOLVIMENTO DE CAMPOS

Marina Silva, candidata do PSB ao Planalto, nesta próxima eleição de outubro, tanto concorda com o conteúdo da declaração do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa na Justiça Federal do Paraná que agora culpa o governo petista por “quadrilha à frente da estatal”. Neste caso, aceita também por tabela o suposto envolvimento do já falecido Eduardo Campos nesta distribuição dos 3% de propina sobre o custo das obras sob responsabilidade da Petrobrás, delatado por Paulo Roberto... Nada como um dia atrás do outro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.coam
São Paulo

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NECROFAGIA

Sem dúvida os patrocinadores e cabos eleitorais de Marina são necrófagos. Alimentam-se do cadáver de Eduardo Campos. Mas, segundo denúncia da “Veja”, o cadáver está contaminado com o vírus propinodutus da Petrobrás. Aliás, a candidatura tanto do falecido como de Marina já estava na mira da Ficha Limpa por causa do inexplicável aluguel do avião de campanha. Que fazer? A reação de Marina foi infantil. Acusou a “Veja” de leviana. Quando ela for presidente, como reagirá se a “Veja” fizer um dedinho das críticas que faz hoje à atual presidente? Mais demonstração de despreparo. O que as pessoas que votam em Marina estão vendo nela? Por mais que force a imaginação, não consigo encontrar nela nada melhor do que os outros candidatos, pelo contrário. Só devem estar vendo um cadáver, o cadáver de Eduardo Campos, na esperança de que do além ele governe o Brasil. O que é um mau presságio para os brasileiros.  

Francisco J. D. Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador 

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FINAL DE GOVERNO

A caça às bruxas está forte. Haja varal para tanta corrupção que está sendo apresentada neste final de governo PT. Mas devem os senhores da polícia ficar atentos, porque entre outubro e janeiro (resultado das eleições e a posse do presidente) vai haver muita mutretagem. Espero que não deixem acontecer. E a dinheirada roubada da Petrobrás, fica com os aproveitadores ou a polícia vai conseguir trazer de volta? 

Marcos Pougy marcoslaly@gmail.com 
São Paulo 

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NUNCA ANTES...

O novo escândalo do governo petista continua a fazer notícias. O sr. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás que está fazendo a tal delação premiada, continua a adicionar informações que são de arrepiar o cidadão brasileiro. Claro está que a Petrobrás foi usada e abusada por todos os envolvidos nesta falcatrua de proporções assustadoras, incluindo muitos que ainda não foram nem mencionados. A refinaria Abreu e Lima, que de um orçamento de R$ 2,5 bilhões já custou até agora R$ 18 bilhões, é a prova escancarada de como a Petrobrás operava (ou ainda opera) como se fosse um governo independente. "Não sei de nada" é o que diz a presidente, repetindo Lula no episódio do mensalão. Não é verdade, ambos sabem e muito. Não dá mais para acreditar no famoso "não sei". O que se está vendo é uma roubalheira sem tamanho para manter os aliados do governo. É como um mensalão de proporções gigantescas. O estrago que o PT fez ao Brasil vai ser muito difícil de consertar. Tanto na parte financeira como na parte moral. O escândalo já ultrapassou fronteiras e na Suíça já há investigações e contas bloqueadas. Nunca antes se roubou tanto neste país.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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PETROBRAZ

Dizem que brasileiro tem memória curta. Mas eu me lembro bem que, num passado recente, o PSDB queria trocar o S pelo Z na forma falada e escrita da Petrobrás. Mas alguns partidos, sindicalistas, etc. não permitiram, dizendo que estariam americanizando o nome da empresa. Mas hoje entendi por quê: com o final S, eles não viam a empresa do petróleo é nosso, eles simplesmente viram o $ de cifrão.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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QUEM NÃO SABIA

Se Dilma fosse correta, deveria devolver os polpudos salários recebidos como presidente do Conselho da Petrobrás, já que em última instância foi responsável pelo enorme prejuízo causado à estatal. Acho que quem não sabia de nada éramos nós...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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IGNORÂNCIA CRIMINOSA 

A ignorância tem sido usada como um poderoso salvo-conduto para livrar corruptos da punição. Lula usou a ignorância para se livrar de dividir a cela com José Dirceu e José Genoino na cadeia no caso do mensalão. Dilma já disse que não sabia de nada do que acontecia na Petrobrás, e não se fala mais nisso. Para mudar isso, seria necessário tornar a ignorância um crime. O detentor de um cargo de comando não pode alegar que não sabia dos crimes cometidos por seus comandados. Um presidente da República não pode dizer que não sabia o que ocorria em seu governo, dentro do seu palácio, e sair assobiando. O presidente do conselho de uma grande empresa não pode dizer que não sabia o que faziam seus diretores. É preciso tornar a ignorância um crime e não uma bênção redentora que perdoa tudo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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SUPERAÇÃO

A corrupção em nosso país chegou a tal ponto que o escândalo da Petrobrás já desbancou o mensalão.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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PAULO ROBERTO COSTA

Este senhor está acusando o ex-presidente Lula, Renan Calheiros, o PT, PMDB, diversos deputados, governadores, ex-governadores, ministro de Minas e Energia, enfim, pelo acordo se obriga a contar o que sabe. Terá de identificar seus parceiros nesse crime de bilhões de reais e, se no final do processo de delação premiada as informações forem consideradas úteis, poderá obter redução de pena ou até mesmo um perdão judicial. Quem viver verá, ou melhor, quem sobreviver verá, sr. Paulo Roberto Costa.

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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DATILOSCOPIA

Na Petrobrás, certos candidatos sujaram muito mais que só as mãos. E não foi de óleo, não!

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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CINISMO

Com lama até o pescoço, achei muito interessante o posicionamento do sr. Gilberto Carvalho sobre as delações do aliado “Paulinho” Costa: “É desespero da oposição”. Pois é, sr. Gilberto, vá se acostumando, pois a partir de janeiro será oposição, se não estiver na cadeia junto com todos os outros denunciados. Nesta ocasião, será o “desespero da oposição”. Mais cinismo impossível.

Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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INOCENTES, ATÉ QUE SE PROVE QUE NÃO

As denúncias do ex-diretor da Petrobrás são muito graves. Ele, que ocupou um cargo pelo período de oito anos, depois de denunciado e preso, faz acordo para conseguir sair da cadeia, a chamada "delação premiada". Mas ficam questões a serem avaliadas. Os acusados são mesmo culpados? E se algum deles provar que é inocente, como limpará o nome? E mais, por que só agora ele está fazendo as denúncias? Como se pode concluir, até que as provas sejam conclusivas, é preciso resguardar o direito de quem está sendo acusado. Isso é um ponto básico no sistema democrático.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br  
Santos

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PROVAS

Aumenta o escândalo da Petrobrás com a delação de Paulo Roberto Costa, mas servirá para quê? Para nada, se tudo o que revelar sobre a roubalheira na Petrobrás não estiver com documentação irrefutável, como fotos, gravações, contas bancárias secretas e outros. Ele confessou que teve várias reuniões com Lula, mas tratavam do quê, de desvio de dinheiro para o presidente, PT ou aliados? Eu duvido que suas revelações levarão para a cadeia nomes de políticos importantes, pois, como foi no mensalão, todo esse barulho terminará com alguns gatos  pingados em cana, como foi com Genoino e, principalmente, José Dirceu, que se julgava tão importante e inalcançável pela Justiça. Se o caso Petrobrás chegar no Supremo Tribunal Federal (STF), não há mais um Joaquim Barbosa para fazer a coisa andar e para aumentar minha descrença. A Polícia Federal, que é mestre em montar operações com envolvimento de nomes importantes na política ou na vida brasileira, na hora do “pega prá capá” falha no levantamento de provas irrefutáveis para documentação dos processos e acaba por deixar escapar os envolvidos.

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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COMPANHEIROS DESPACHANTES DE INTERESSES

Conforme publicação do “Estadão” de 3/9, um ex-funcionário executivo da Petrobrás declarou que o sr. Lula da Silva, quando presidente, colocava parceiros dentro da empresa, denominados “despachantes de interesses”. Agora, com a delação premiada do sr. Paula Roberto Costa, também executivo da empresa, vai ficar esclarecido o que este senhor Lula fazia e faz a título de obter vantagens para si e para o partido dos petralhas. Deve haver mais de 40 políticos envolvidos, do Executivo e do Legislativo. Os procuradores da República devem apresentar denúncia contra todos para que se faça justiça neste país e se acabe com tanta impunidade.

Celso de Carvalho Mello celsosaopauloadv@uol.com.br 
São Paulo

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DELAÇÃO PREMIADA

Num Judiciário totalmente politicamente aparelhado, desde o Supremo Tribunal Federal (STF), a delação é uma piada, cuja finalidade é dar suporte ao “delator mentiroso”. Relata o que interessa apenas e nem sequer os “condenados” serão condenados a absolutamente nada. Nessa lama de esgoto, o fedor de m... não mais incomoda ninguém.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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SUBCONSCIENTE

A presidente Dilma, diante do novo escândalo que tem como epicentro contínuo a Petrobrás, bastou procurar justificar e aquela parte da mente, o subconsciente, não acessível ao indivíduo senão através de técnicas, ao acaso mostrou-se espontâneo. Não me refiro às pueris declarações-padrão do petismo de que não há provas, de que é tudo mentira, coisa da oposição e ou da mídia, não sei de nada e por aí vai. Desta vez dona Dilma se superou ao dizer que “foram órgãos do governo que levaram a essa investigação. Foi a Polícia Federal, não caiu do céu. Foi uma iniciativa da PF e também outros órgãos, como Ministério Público e Judiciário. O governo está investigando esta questão”. É aí que o bicho pega e a mente fala por ela, considerando o Poder Judiciário órgão! E a serviço do seu governo, como ocorreu com alguns ministros no mensalão 1.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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ORAÇÃO

Quando pensamos que já vimos tudo quanto o fanatismo tinha a oferecer, somos surpreendidos pelos bolivarianos venezuelanos com a sua "Oração do Delegado", que começa com "Chávez nosso que está no céu". Seus aliados aqui, no Brasil, só não lançam algo semelhante por não contarem ainda com um mártir. Se o fizessem, certamente haveria trechos como: “Dai-nos a ignorância do povo de cada dia, mas livrai-nos dos escândalos dos aloprados, do mensalão, da Petrobrás e de todos os outros que ainda não foram descobertos”. Amém.

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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TRÊS CAMINHOS

Num despretensioso exercício de futurologia, talvez um pouco ingênuo por partir de alguém que não é profissional do ramo, seria interessante ou, quem sabe, abstração inútil delinear um cenário para a economia, particularmente no que diz respeito ao controle inflacionário, que advirá da vitória nas eleições presidenciais que se aproximam de cada um dos principais candidatos ao cargo. No caso de escolha pelo voto da atual ocupante do Planalto, postulante à reeleição, é provável que a maré de preços e tarifas continue demagogicamente represada, na medida em que os projetos de poder do partido da situação preveem um mínimo de perturbações no esquema atual. Suas ações, portanto, deverão continuar a ser dirigidas no sentido da manutenção da interferência política nas estatais com fins puramente eleitorais e do controle da atuação do Banco Central pelo Executivo a fim de continuar a calibração conveniente, não a real, da flutuação de preços e dos níveis dos juros de referência para a economia. Caso a vitória seja conseguida pelo grupo que faz oposição aberta ao atual governo, é provável que se presencie uma tentativa de liberar as amarras artificiais da inflação, o que desnudará o verdadeiro estado da economia. Isso obrigará os novos responsáveis a adotar medidas amargas, com alto preço político a ser pago, necessitando de muita capacidade de negociação e liderança, além de buscar restabelecer a confiança dos investidores na economia do País. Não será tarefa fácil, em face dos caminhos complexos do modelo de representação em vigor no sistema da política brasileira que aguarda ansiosamente por uma reforma que nem debatida ainda é. A terceira candidatura, consequência de inesperado e repentino evento, por não ter até o momento um quadro de intenções perfeitamente definido e ainda constituir uma fonte de desconfianças por parte de importantes setores da sociedade, quanto às suas verdadeiras intenções, não exibiu elementos sobre a estratégia que usará visando à condução dos desafios econômicos que certamente terá de enfrentar. Cabe ao eleitor, após sérias e desejáveis reflexões, optar por uma das alternativas. Esperemos que a solução que vier a emergir seja a que melhor atenderá aos anseios do povo para o qual, afinal, os esforços e bons propósitos dos políticos deveriam idealmente ser dirigidos. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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MARINA, A ESFINGE

Marina, tal qual a esfinge derrotada por Édipo, rei de Tebas, está a nos propor um enigma. Se vencer, será a esperança de uma nova política ou será a continuidade de toda essa procela de imundícies que assola o País com um novo escândalo a cada semana? É pegar ou largar. A derrota de Marina nos leva à reeleição de Dilma e à volta do "nada sei" em 2018. O sentimento de bosta que o brasileiro se sente é o fato de que a corrupção grassa em todas as estatais, ministérios e secretarias, todos contando com o beneplácito de um aparelhamento do Estado jamais visto na história do Brasil. O País não suporta mais essa sangria nos cofres públicos, essa total ausência de capacidade gestora. Marina é o chumbinho de que o Brasil precisa. Bater em Marina é afagar Dilma. Você decide.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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A VOLTA DE LULA EM 2018

Por que Lula não quis participar da eleição em 2014? Certamente porque a situação do País está tão ruim, com recessão, PIB em baixa, juros nas alturas, inflação, indústria arrasada e desemprego, que preferiu não se “comprometer”. Vai ser muito difícil de consertar o País depois que Dilma o arrasou, por isso não quis correr o risco de perder prestígio junto a seu grupo de eleitores fiéis. Assim, segundo comentaristas e companheiros de partido, decidiu voltar em 2018, quando o assunto dos mensaleiros estará esquecido e o País estará mais arrumado. Infelizmente, o fraco do PT são também bons economistas. Não convém, portanto, assumir o País nessas condições, deixa que Dilma se “arrebente”. A inesperada explosão da roubalheira na Petrobrás, levada a público, que compromete tremendamente o PT e muitos dos seus parlamentares e associados, recomenda que Lula se afaste totalmente da mídia por algum tempo. Também Lula deve ter grande preocupação com esse assunto, que pode respingar nele e, então, adeus 2018. Deve ter, também, uma enorme raiva de Dilma, por ter deixado isso acontecer. Agora, nem suas manobras na Justiça salvarão o que já foi delatado e as várias pessoas amigas responsabilizadas.
 
Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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TERRORISMO NA CAMPANHA ELEITORAL

Ao sentir que está perdendo o terreno para Marina Silva, o PT de Dilma Rousseff está partindo para o terrorismo eleitoral, fazendo comparações de Marina com os ex-presidentes Jânio Quadros e Collor de Mello. Pior é que de terrorismo ela entende...

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br 
Piracicaba

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DA ESPERANÇA À PURA DECEPÇÃO

Era 1.º de janeiro de 2003. Fernando Henrique Cardoso passava o comando do Brasil para Luiz Inácio Lula da Silva. FHC entregava um país fácil de ser governado. Tudo ia bem. Acompanhei pela televisão a passagem do cargo mais importante da nossa República. Não sou muito de chorar, mas naquele dia não deu para segurar as lágrimas.  Acredito que aquela emoção foi uma das mais fortes que já senti no decorrer da minha vida. Sentia que aquele homem, com um jeitão simples, ex-metalúrgico, perfeito conhecedor das reais necessidades do povo, iria também governar de uma maneira que o Brasil continuasse caminhando em direção ao progresso. Isso não aconteceu. Optou por governar para uma parte do povo, parte essa que lhe garantiria a reeleição e a eleição da sua sucessora, e progresso, mas só naquilo que vem sendo noticiado todos os dias, como é o caso da sangria na Petrobrás. Hoje, quando me lembro que chorei no dia 1.º de janeiro de 2003, sinto vontade de fazer uso da autoflagelação. Mas vou dar um tempo.  Dependendo do que acontecer no dia 5 de outubro, posso desistir desse castigo.  
 
Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br 
Taquari (DF)

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EM QUEM VOTAR?

A pior asneira que ouvi em época de eleição foi "eu vou votar em quem vai ganhar" ou "eu não votar nele, porque ele vai perder". É incrível como as pessoas de um modo geral são influenciadas pelas circunstâncias. Tudo leva a crer que o eleitor está de um modo geral descrente da política e, portanto, indiferente aos rumos do País em que nasceu e que provavelmente os seus filhos e netos também ficarão alienados da vida política. É realmente muito difícil de escolher um candidato se o que vemos na mídia é um escândalo político atrás do outro. O eleitor, por mais alheio que consiga estar da política, percebe nos dias de hoje que a política é feita no campo das manobras da corrupção e que, portanto, rola ladeira abaixo até que o amadurecimento das instituições do País seja concretizado na sua essência.

José Luiz Martin jlmartin@estadao.com.br 
São Paulo

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CADÊ A OPOSIÇÃO?

O que mais nos aborrece nesse momento, com a esperança de ver um País produtivo, desenvolvido, e não amarrado em ideologias e no bolivarianismo, é que tudo caminha como dantes. Esse governo falido pelos seus próprios erros está capenga há muito tempo, e nem com as manifestações de junho de 2013, que clamavam por mudanças mesmo citando-as esparsamente, nem com todos os indicadores apontando coisa ruim pela frente e nem com Pasadena, Lava Jato, porto em Cuba, filas de caminhões nos portos, obras inacabadas, etc., etc., etc., as oposições não se tocam de que devem mostrar a que vieram. É incrível ver Aécio Neves com um discursinho frouxo falando em mudanças, mas não dizendo quais nem como resolvê-las. Para o eleitor, é melhor então deixar tudo como está, afinal, o País vai mal, mas o dinheiro continua circulando. Aí vem Lula em 2018 e ganha de novo. Será que merecemos isso? Até lá, na Venezuela e na Argentina já devem ter tomado juízo e vão acabar nos deixando para trás. Tomara que Marina Silva leve essa, ao menos respiraremos um pouco de ar menos infectado pelos vírus do atraso e da corrupção. Deus nos ajude.

Miguel Pellicciari emepe01@uol.com.br
Jundiaí

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COME-QUIETO

Brasileiros, façam como os mineiros come-quieto, votando em massa em Aécio Neves para não ter 2.º turno. É só 50% + 1.

Arnaldo Antunes contato@metalurgicaantunes.com.br
Guarujá

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A ESPERANÇA NO RECALL

Amparada na antiga propaganda política gratuita, mundos e fundos são prometidos, porém ao longo de todo o mandato quase nada é feito em benefício da população. Necessário seria o registro dos compromissos dos candidatos e, a cada ano, uma revisão de suas metas, pois, se não fossem atingidas ou alcançadas, teríamos pela frente o mecanismo do recall, com novas eleições para reposição do cargo.
 
Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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A FANTASIA DO HORÁRIO ELEITORAL

Desde 19 de agosto assistimos à propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. Os marqueteiros são verdadeiros mágicos na tarefa de transformar seus candidatos em super-heróis capazes de solucionar todos os problemas do povo. Mais eficientes que seus precursores que um dia impuseram sabão em pó, refrigerante, cerveja e um elevado número de coisas à população. Os candidatos à reeleição falam em saúde plena com hospitais de alta tecnologia, escola de tempo integral, estudo para todos. E ignoram a barbárie das mortes nos corredores de hospitais lotados, as filas por vaga nas creches, as escolas que não ensinam, mas promovem o aluno. Ao assistir a esse desfile de maravilhas, o eleitor, que vive a crueza da realidade, fica com a nítida impressão de que falam de outro lugar. Que esse lugar e seus mirabolantes empreendimentos só existem na linguagem fácil dos marqueteiros e no interesse dos candidatos pelos votos. “Se descobrir onde é isso, mudo para lá agora mesmo” – disse, ao assistir à propaganda, o velho militante, que já viu muita água passar debaixo da ponte.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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QUANDO O SUJEITO VIRA OBJETO

O artigo do colunista Eugenio Bucci publicado no “Estadão” de 4/9/2014, além de oportuno, revela um aspecto dos discursos da candidata Dilma, que a coloca nu. Assinala o colunista, utilizando de forma sábia o nosso vernáculo, o quanto a candidata vem usando e abusando dos benefícios do programa Bolsa Família, a ponto de colocar os seus beneficiários na condição de objetos, e não de sujeitos merecedores de uma ajuda. Pena que a linguagem utilizada pelo professor não seja de fácil compreensão pelos analfabetos funcionais da grande maioria dos petistas. Recomendo a sua leitura pelos candidatos oposicionistas e que peçam a seus marqueteiros que traduzam a linguagem acadêmica do articulista numa linguagem mais afeita aos eleitores dilmistas.

Carlos Rolim Affonso profrolim@globo.com 
São Paulo

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UM BOM PRESSÁGIO

Uma coisa positiva na corrida presidencial é que, apesar da candidata Dilma ter quase a totalidade do espaço disponível do horário político, não consegue impor-se ante Marina Silva, com tempo ínfimo. Com o passar do tempo, vai-se chegar à conclusão de que coligações sujas para essa finalidade não valem a pena, mas, sim, fazer uma governança realmente produtiva para a população e para o País.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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PATRIMÔNIO DE SÃO PAULO

Algumas considerações devem ser feitas sobre a matéria publicada “SP ‘descongela’ área vizinha de bem tombado e facilita reformas e obras” (1/9). Áreas envoltórias existem com o objetivo de zelar pela ambiência urbana dos bens a serem preservados pelo reconhecimento cultural, artístico, arquitetônico. De modo genérico, ela é como a moldura de um quadro. A preservação é vista de modo equivocado, pois o bem protegido é um exemplar da identidade cultural. Nada está congelado, todos os bens, sejam eles tombados ou não, são passíveis de requalificação, readequação e, principalmente, de restauro, desde que tenha critérios e não o descaracterizem. A imprensa poderia muito contribuir com a valorização do patrimônio cultural, artístico e arquitetônico da cidade de São Paulo publicando matérias esclarecedoras, ao invés de denegri-lo. Talvez deste modo os vereadores entendam o verdadeiro significado da Capela de São Miguel Paulista e admirem a área envoltória deste monumento.
 
Regina Helena Vieira Santos, arquiteta rhvs@usp.br 
São Paulo

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PROVILÉGIO AO SETOR IMOBILIÁRIO

Uma vergonha essa decisão dos órgãos que deveriam cuidar do patrimônio público, de liberar o entorno de bens tombados. Mais uma vez, o poder público privilegia o mercado imobiliário, que, coincidência ou não, é o grande doador nas campanhas para prefeito e vereadores. Logo, todos os bens tombados estarão como a Casa Bandeirista, na Avenida Faria Lima, cercada por um trambolho pavoroso.

Alexandre Fontana alexfontana70@yahoo.com.br 
São Paulo

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METRO LINHA 6 – CONFUSÃO

Muito confusas as reportagens de sexta-feira (5/9) e sábado (6/9) sobre a ilegalidade do contrato da linha 6 do Metrô.  Em ambos os textos está dito que se trata de um contrato de Parceria Público Privada (PPP) (Lei Federal 11.079/04 e Lei Estadual 11.688/04), mas, ao mesmo tempo, está dito que a ilicitude decorreria da violação da Lei de Concessões (Lei Federal 8.987/95 e Lei Estadual 7.835/92). Nas PPPs o contratante público participa dos investimentos (paga parte do custo), o que não acontece na concessão comum. O texto fala em 371 ações judiciais, mas não informa quem está processando quem. Pior que isso: está dito que as ações correm em varas da Fazenda Pública, mas que o consórcio Move São Paulo obteve sucesso em apelação ao Tribunal de Justiça, na 6.ª Câmara de Direito Público. Ora, diante disso, fica faltando resposta a uma pergunta necessária: a Fazenda Pública (o Estado de São Paulo) não é parte nessas ações? Seria conveniente para todos os leitores um esclarecimento sobre essas questões. De qualquer modo, fica patente a insegurança jurídica de quem contrata com o poder público, o que prejudica sensivelmente a solução das carências no setor de infraestrutura.

Adilson Abreu Dallari adilsondallari@uol.com.br 
São Paulo

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SÃO PAULO NÃO É PARA AMADORES

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vem se superando a cada dia na sua tarefa de gerir a maior cidade do Brasil. Não bastasse pintar as faixas de ônibus sem nenhum estudo do seu impacto, agora pinta ciclovias, retirando áreas de embarque e desembarque de pessoas e produtos nessas zonas. Foram colocadas placas de proibido parar e estacionar, inviabilizando paradas à esquerda ou à direita de vias que possuem comércios e edifícios residenciais (onde há guias rebaixadas), prejudicando-os seriamente. Como as ruas ficam completamente cheias de carros estacionados do lado oposto, a ciclovia surge como um grande problema. Não há como fazer o embarque e o desembarque, porque, ao parar sobre a ciclovia, o motorista poderá ser multado. E agora, prefeito, como se resolve isso? Não podemos parar no meio da rua. E as pessoas, vão atravessar pelo meio da rua? Numa cidade de 11 milhões de habitantes e 7 milhões de veículos, não há espaço para amadores na gestão da cidade.

Antonio Augusto antmesqjr@gmail.com
São Paulo

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ENLOUQUECEU GERAL

A CET está acabando c milhares de vagas de estacionamento para dar lugar a inúteis ciclovias em ruas íngremes e inapropriadas de Higienópolis. Sofrerão o comércio e os moradores. Alguém do “Estadão” está acompanhando isso? Ou acham que a “zelite” tem mesmo e de penar?

J. Roberto Whitaker Penteado jrwp@jrwp.com.br
São Paulo

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MAIS 64,5 KM DE CICLOVIAS

Enquanto a Prefeitura inaugura  64,5 km de ciclovias dos 400 prometidos, morrem sete motociclistas por dia, a maioria trabalhadores que enfrentam sol e chuva, pelo menos oito horas por dia. São mais de 2.500 mortes por ano de quem sustentava famílias e teve seus corredores eliminados. Dá para entender?

Décio Ortiz. decio.ortiz@uol.com.br
São Paulo
 
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RESPEITO MÚTUO

Muito se tem falado sobre os ciclistas e vantagens das ciclovias, faixas exclusivas. Entretanto, seria também indispensável, além do respeito e educação dos motoristas para com os ciclistas, a recíproca dos ciclistas para com os pedestres e também para com os demais veículos. Assim, tenho observado que, mesmo em ruas onde existem faixas exclusivas, os ciclistas, normalmente, andam fora dessas áreas e quando as utilizam normalmente o fazem na contramão, não respeitando os avisos e faróis de trânsito.  Mesmo durante a noite eles continuam a circular na contramão, não tomando cuidado com a sinalização das bicicletas e a utilização de roupas claras, que permitam a sua fácil identificação. Também fui ciclista, morei em Santos e na minha juventude a bicicleta foi meu principal meio de locomoção, e nunca me envolvi em acidentes e/ou corri riscos desnecessários.   Enfim, uma boa dose de bom senso e respeito mútuo pode resolver a maioria dos problemas.

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br
São Paulo

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TRANSPARÊNCIA E HONESTIDADE

Sr. prefeito Haddad: a propaganda na televisão sobre as obras na zona sul de São Paulo, de um viaduto ainda inacabado, que vai, sim, beneficiar a microrregião em que ele está sendo construído, tem o seu custo anunciado. Mas como a propaganda é diária, gostaria que o senhor informasse na propaganda, em letras grandes o suficiente para que qualquer pessoa possa ler, o custo da propaganda! Prefeito Haddad, o que vejo na cidade são faixas exclusiva para ciclistas totalmente vazias a qualquer hora do dia, pois foram instaladas em locais errados. Por que não instalar na periferia de São Paulo, perto de indústrias que têm espaço para bicicletário e talvez milhares de funcionários, sem levar em consideração que toda a periferia da cidade é plana, ao contrário da zona sul e do centro, onde se concentram as suas amadas faixas? Sua real intenção é perturbar o sossego dos que trabalham em regiões consideradas nobres, acabando com as vagas nas ruas. O único benefício de suas faixas é estabilizar o candidato Padilha em 7%, votos de todos os petistas do Estado. Já é uma grande contribuição para o nosso Estado. Agradeço de coração!

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br
Osasco

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OUTRA INVASÃO DO MTST

Na madrugada no último sábado (6/9), o MTST invadiu mais um terreno  nas redondezas do Morumbi. Ao lado da terra invadida  há pouco foi  construído um enorme conjunto residencial de casas e apartamentos. É possível que tenha havido uma sincronia do  término daquelas obras com  a tomada do terreno ao lado. É o que se faz sentir, presente a  famigerada diferença entre “nóis” e “elles”, discurso que se tornou usual.  Ao que consta, não havendo certeza, o local invadido seria da Prefeitura, mas não se tem notícia de que alguma autoridade municipal tenha tomado alguma providência após o fato, ao menos para esclarecer o abuso.  Nesse quadro de horror encontramos centenas de barracas cobertas com os  notórios plásticos pretos, não se sabendo se habitadas, dada e exiguidade do espaço entre elas. Pouco se sabe como o poder público enfrenta  tão indigna condição daqueles que lá permanecem. Enquanto isso, síndicos e moradores  dos  condomínios pedem explicações à subprefeitura, à  Vigilância Sanitária, etc., o que é paradoxal: as  justificativas, se existem, cabem ao comando público.  Diante de tantas incertezas e inércia, onde está o prefeito?  O  mesmo que vai a todos os encontros de seu partido parece que se esqueceu  dos direitos dos milhões de contribuintes que vivem para trabalhar, pagam impostos, prosperam mercê de seus  próprios esforços  ou  merecimento e   ao final compram imóveis  para o bem-estar  de suas famílias.  Ou será que só a sociologia explica  e tudo fica por isso mesmo?   
  
Ricardo Penachin Netto ricardo@penachin .com
São Paulo

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PALHAÇADA

De acordo com o grupo MTST, a invasão feita na semana passada ao lado do Cemitério Gethsemani ocorreu, em grande parte, por aumento nos aluguéis em Paraisópolis e na Vila Sônia. Acontece que o aumento de aluguéis não se verificou apenas nesses bairros, mas em toda a capital. Imaginem se, em razão do aumento dos aluguéis, as pessoas começassem a invadir propriedades privadas pela cidade. Esse grupo já passou dos limites. O fato de o aluguel ter aumentado não lhes dá o direito de invadir propriedade privada. Já está virando palhaçada.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com
São Paulo

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O TRABALHO DOS VEREADORES

Os vereadores paulistanos, em perfeito entrosamento com a política nacional, em 37 (trinta e sete) dias ficaram apenas 10 (dez) horas em plenário. Estão trabalhando muito, pelo visto foram acometidos da AVC – a Ausência de Vergonha na Cara da política brasileira. Muitos vereadores ganhando muito para não fazerem nada. Mas com certeza o Ministério Público Estadual vai informar a economia que o município de São Paulo vai ter. Os munícipes que fiquem em alerta e atentos. Ah, devem estar licenciados “sem” remuneração para a campanha eleitoral. Brasileiros, estamos nos aproximando do fim do mundo. É um desacato à população!
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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FÓRMULA 1

Espetacular, emocionante. Mais uma vez, um brasileiro no pódio em uma corrida de Fórmula 1 foi espetacular. Demorou, mas enfim o Felipe Massa voltou a participar de uma festa do pódio na F-1. Torço para que isso volte a ser constante, porque ele é, sim, um bom piloto. Ainda creio que voltaremos a ver aquele Massa do campeonato de 2008.

José Ribamar Pinheiro Filho  pinheirinhosb@gmail.com 
Brasília

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