Fórum dos Leitores

DISPUTA PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2014 | 02h03

Ética, moral e honra

Na campanha eleitoral para a Presidência do País nota-se a degradação da ética, da moral e da honra que Lula e seu bando causaram à sociedade brasileira. Os ataques desonestos e mentirosos de dona Dilma Rousseff - que mal e porcamente chegou aonde chegou por meio de indicações falhas e mentirosas de um mestre do ilusionismo - contra Marina Silva, que tem, sim, uma carreira política incomparável à da atual presidente, conduz a mais importante campanha eleitoral para a Presidência da República após o golpe militar de 1964 aos mais baixos níveis da chafurda em que Lula e seus companheiros se acostumaram a conduzir a política brasileira. É vergonhoso verificar que o mais alto cargo da República está sendo ocupado por uma senhora sem escrúpulos, sem ética e sem honra, que chega ao ponto de mentir descaradamente e diariamente em rede nacional de rádio e TV em troca de votos e poder. Enfim, o nível da campanha eleitoral de dona Dilma está próximo ao nível do seu governo: muito baixo.

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Coisa de burguês...

Para Dilma, a ética não existe. É apenas uma invenção dos burgueses, como aprendeu de Karl Marx, a cujas ideias políticas aderiu já na juventude e delas nunca se separou. Ora, se não há ética, então vale tudo para ganhar eleição e se manter no poder. Faz-se o diabo, como ela declarou em comício. Daí as baixezas e inverdades que ela está usando contra sua adversária. A Presidência do Brasil merece algo melhor.

TERCIO SARLI

terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

Campanha diabólica

A respeito da coluna de Dora Kramer de ontem, Desfaçatez ilimitada (A6), o início dos ataques, das mentiras e das invenções desferidos pela atual presidenta contra a futura presidente Marina Silva é sinal de que ela já convocou o diabo para fazer parte da equipe.

EDUARDO SANTALUCIA JUNIOR

santalucia.eduardo@uol.com.br

São Paulo

Jogo baixo

O PT diz que a tática deu certo e Dilma volta a ligar Marina ao Banco Itaú. Esse é o nível do PT. Como o partido não tem nada que apresentar do que foi feito e do que fará, joga baixo, para variar! Ainda bem que o Estadão tem posto as coisas às claras.

TELMA DE CARVALHO FLEURY

telmafleury@gmail.com

Londrina (PR)

Escolhas

Em tempos idos fui entusiasta do PT. Quando jovem cheguei a frequentar a Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, berço do partido. Com o passar do tempo suas bandeiras foram ficando esmaecidas e suas cores foram transmutando. Veio o desencanto. O abraço de Lula em Maluf foi a pá de cal. Hoje, dado o espectro sucessório, resta-nos Marina. Apesar de o nome gerar controvérsias, acredito que ideias retrógradas ficarão de lado, ouvidos moucos estarão à espera de alguns pastores irrelevantes, o messianismo dará lugar à estadista e o bom senso prevalecerá. A sensatez nos sinaliza que é preferível um salto no escuro a soçobrar à luz do sol. Para finalizar, emprestarei uma "máxima" de um dos parlamentares que melhor personalizam o nosso Congresso hoje, Tiririca: se Marina for eleita, pior do que está não vai ficar.

DÉCIO JOSÉ BALLES

telasballes@bol.com.br

São José dos Campos

CORRUPÇÃO

Na Petrobrás

Para justificar o injustificável, Guilherme Estrella, petista ex-diretor da Petrobrás, diante de uma plateia de petroleiros no Rio, afirmou que o esquema de corrupção investigado na Petrobrás não teve origem no governo do PT. Devemos entender, então, que o PT apenas aprimorou a corrupção? Mas o PT não se elegeu prometendo acabar com os desmandos e governar com ética? É, o povo foi enganado, continua sendo enganado, mas parece que gosta de ser enganado. E não sou eu que vou reclamar, pois o povo do Rio continua apoiando Dilma Rousseff, segundo as pesquisas divulgadas.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Omissão

Se o funcionário Guilherme Estrella afirmou que "a corrupção na Petrobrás não teve origem no governo do PT", então ele sabia de todas as falcatruas durante anos e não denunciou por quê?

ALVARO ANTUNES

alvaro@fleetcom.com.br

Cotia

Plataforma P-36

A presidenta vive se referindo ao afundamento da P-36, supostamente obra de FHC. Diz ela (9/9, A6) que o problema foi esquecido: "Você acha que é tranquilo uma plataforma que custa US$ 1,5 bi afundar? E ninguém investigar?". O PT e os governos Lula e Dilma tiveram 12 anos para investigar. Chegaram a alguma conclusão?

MARIO HELVIO MIOTTO

mariohmiotto@gmail.com

Piracicaba

Esclarecimento

Sobre a matéria publicada em 4/9, cabe-me esclarecer: 1) Outros dirigentes, como Gabrielli e Barbassa, igualmente eram dedicados aos interesses da Petrobrás, do País e da população. 2) Adicionalmente, cabe corrigir que o custo de Pasadena, sem litígios, seria de cerca de US$ 420 milhões e que a reforma para processar óleo Marlim, prevista para ser concluída em 2010, porém abandonada, custaria cerca de US$ 550 milhões. A defasagem entre Marlim e Brent, no estudo de viabilidade, era de US$ 3,4 por barril e, na prática, entre 2010 e 2014, situou-se entre US$ 11 e US$ 18. Com essa margem o ganho anual da Petrobrás, caso tivesse feito a reforma, seria superior a US$ 250 milhões anuais, mais de US$ 1 bilhão em quatro anos. Portanto, o negócio, como proposto e aprovado, era viável.

ILDO SAUER, ex-diretor de Gás e Energia da Petrobrás

illsauer@gmail.com

São Paulo

Pizzabrás

Ué, não dá pra entender: a presidente diz que as denúncias não afetam o governo, o vice diz que o PMDB não é afetado, no entanto, correm atrás de cópia da delação (do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa), segundo o ministro da Justiça, para que, sabendo dos fatos, possam ser tomadas medidas corretivas e eventualmente punir pessoas (mas já, sem comprovação?). Será mesmo? Ou querem saber para abrir o guarda-chuva, elaborar estratégias de descontaminação e dissimulação, ou para orientar a CPI e a base aliada? Estranha a pressa de "estancar" a corrupção. O problema é que na delação não houve possibilidade de combinar as perguntas.

LUIZ A. BERNARDI

luizbernardi@uol.com.br

São Paulo

DILMA, MARINA E OS BANQUEIROS

A presidente Dilma Rousseff (PT) diz que a candidata Marina Silva, do PSB, se eleita, quer entregar a condução da política econômica aos banqueiros. Ora, presidente Dilma, ainda resta alguma coisa da economia brasileira a ser entregue aos “famigerados” banqueiros que estão corroendo os últimos centavos da população brasileira? Nunca na história deste país os banqueiros estiveram de barrigas tão cheias como no governo petista. O governo petista não pode dizer que não sabe, pois os bancos cumprem legalmente a publicação dos seus respectivos balanços para uma prestação de contas legal. O usuário nunca foi tão explorado em inúmeras taxas criadas para engordar o caviar dos banqueiros. Não acredito que somente os banqueiros ficam com esse lucro fantástico, um dos maiores do mundo. Por que ignorar este abuso contra o usuário? Também não acredito que, se dona Marina for eleita, ela irá corrigir esse enorme ônus que recai nas costas dos indefesos brasileiros. Certamente, o acordo silencioso já foi feito. Para corrigir essa falha, somente quando elegermos um cidadão competente, honesto e, acima de tudo, patriota.

Maria do C. Leite Alves m.carmo1946@bol.com.br 
São Paulo

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LEMBRANDO PIZZOLATO

É estarrecedor que a presidente Dilma se atreva a criticar a candidata Marina Silva por suas propostas para o setor bancário. A única proposta que o PT apresentou para os bancos foi a ordem aos petistas para roubar o máximo possível. O criminoso do PT Henrique Pizzolato era diretor do Banco do Brasil, e hoje está preso, cumprindo pena por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Essa é a verdadeira proposta do PT e da presidente Dilma para os bancos. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br  
São Paulo

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ATAQUE DESESPERADO

Parece que a estratégia da campanha da “presidenta gerenta” Dilma será atacar uma das colaboradoras da campanha de Marina Silva, a banqueira Neca Setúbal, uma das herdeiras do Banco Itaú.  O que seria pior? Ter apoio democrático desse importante banco privado que gera milhares de empregos, dando segurança aos investidores internacionais de que tanto o Brasil precisa, ou dar prejuízo aos bancos estatais, como no caso do Banco Panamericano, que, praticamente falido, recebeu uma ajudinha básica do ex-presidente Lula? Quem saiu no prejuízo foi a Caixa Econômica Federal (CEF), que morreu com quase R$ 1 bilhão. Fora o roubo do mensalão, que deu prejuízo milionário ao Banco do Brasil! Não adianta, o PT está tão enroscado em falcatruas que basta vir com um coelho tirado da cartola para impressionar os eleitores que logo aparecem milhares de urubus criados por eles. O que o desespero não faz!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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LIDERANÇAS DESPREPARADAS

O editorial “Um debate abastardado” (“Estadão”, 11/9, A3) aponta com enorme clarividência a abissal indigência do debate político entre as duas candidatas com maior chance de chegar à Presidência da República no próximo mandato, com ênfase para a questão da autonomia do Banco Central. Para fulanizar um pouco mais a matéria – lembrando que o verbo fulanizar foi empregado no corpo do texto do “Estadão” para identificar atributo de afirmação de uma das presidenciáveis –, atenho-me inicialmente à candidata situacionista, e, usando uma imagem antônima, convém lembrar que tudo o que a sra. Gisele Bündchen toca vira ouro e tudo o que o Partido dos Trabalhadores (PT) toca vira porcaria insuportável. Justificando de forma inquestionável a severa assertiva sobre aquele partido e citando apenas os tópicos de fatos que permearam a gestão federal nos últimos 12 anos de administração petista, potencializados no último mandato: o caso Celso Daniel, o mensalão, o pré-sal de lama da Petrobrás, a precária infraestrutura brasileira, os índices econômicos, os índices de desempenho educacional, a excrescência do Mais Médicos, a compra de votos com o Bolsa Família, a política fracionária de cotas e muito mais, muito mais mesmo. Isso sem falar no outrora promissor líder sindical que foi transformado pelo petismo em alguém que despreza a verdade, odeia a liberdade de imprensa, contemporiza com as ditaduras e aumenta despudoradamente o patrimônio da própria família. Ressalvo que pode ter sido apenas encontro de ocasião, resultado de identificação ideológica, comportamental e ética, e não o citado processo de transformação. No que concerne à contendora da coligação PSB-Rede Sustentabilidade-et al, há que enfatizar as incertezas que o País enfrentará no caso de sua vitória. Evidentemente, as dimensões geográficas, humanas, econômicas e históricas do Brasil impõem que o Palácio do Planalto seja ocupado por alguém com estatura de estadista, e não apenas amadores talentosos e que só se destacam pelo deserto político, estratégico e gerencial plenamente habitado por uma plêiade de políticos e demais líderes com responsabilidade na gestão de nosso destino, cujo objetivo essencial consiste primordialmente na satisfação de seus interesses individuais. Assim, não basta ser analfabeta e ter uma progressão educacional e política exemplar. É preciso muito mais. É preciso ter sido testada nos principais cargos que antecedem o mais elevado de todos – o que certamente não ocorreu. Em síntese, o Brasil está se candidatando a prosseguir a busca de seu destino por intermédio de lideranças despreparadas e completamente aptas a levar o País à perda do expresso da História e a condenar as atuais e as próximas gerações a amargar o sabor da falta de rumo, da ausência de perspectivas para uma vida mais consentânea com as aspirações ditadas pela razão e pela emoção – aspirações permeadas de metas identificadas com a satisfação das demandas pessoais, com a justiça, com a decência, com a generosidade, com a camaradagem e com a ética e, para resumir, com simplicidade: identificadas com o bem viver.
 
Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com 
Brasília

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‘UM DEBATE ABASTARDADO’

Lendo o editorial de 11/9 do “Estadão”, vê-se que nenhuma das candidatas tem capacidade de gerenciar um Brasil cuja economia vai de mal a pior. É um espetáculo esdrúxulo proporcionado por duas senhoras que querem ser presidente do Brasil, em que Marina mordeu a isca candidamente e entrou no jogo sujo da incompetência. Infelicidade à parte, esse é o entulho que representa esse horário eleitoral, tão cobiçado, mas que mais parece uma briguinha de gato e rato, herança do autoritarismo mesmo, ainda não removido – essa palhaçada que se vê e ouve, pelo qual devemos desligar rádio, TV e outros aparelhos para não ter de ouvir asneiras de tamanho grau. Pena que muitos dos brasileiros nada entendem de Banco Central. Vamos ladeira abaixo em todos os índices. O que muito nos aborrece é que parece não haverá outra opção à vista. O mau cheiro está no ar.

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br 
São Paulo

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BAIXARIA EM ALTO NÍVEL

Quando o filosofo Conde Joseph-Marie de Maistre (1753-1821) proferiu a frase ainda hoje famosa “cada povo tem o governo que merece”, obviamente a criou em outro contesto, mas parece que preconizou também o comportamento do povo brasileiro séculos depois. A frase surgiu de imediato em minha mente tão logo li o editorial do “Estadão” de 11/9, sob o título apropriado de “Um debate abastardado” e que trata do embate absurdo entre as candidatas ao mais alto posto da Nação, Dilma Rousseff e Marina Silva, e que teve origem na propaganda eleitoral do PT, provavelmente criada por um marqueteiro de fértil imaginação, mas de parco compromisso com a verdade. Não assisti à referida propaganda, pois há muitos anos deixei de assisti-la, pois quando quero ouvir mentiras vou ao pitoresco torneio de Piracicaba, ou, se quero rir, vou ao circo. E o que é mais absurdo: a tentativa de mostrar ao eleitorado que Marina Silva é financiada pelo Banco Itaú está dando certo e o PT pretende continuar batendo na mesma tecla. Ora, isso partindo de um partido que recebe o maior quinhão para a sua campanha das grandes empreiteiras e que está conduzindo a Petrobrás a um descalabro tal que a estatal nunca antes, em governo algum, teve de suportar uma “garfada” em seu patrimônio de R$ 10 bilhões. A torpe ideia surgiu depois que a candidata do PSB anunciou que, se eleita, pretende dar autonomia ao Banco Central, hoje dominado pelo governo. Um Banco Central independente não é o bicho-papão pintado pelo esperto marqueteiro petista, pois é adotado por muitos países que estão com sua economia em muito melhor situação do que a nossa, como o Japão, os Estados Unidos, a União Europeia, o México e o Chile. Também inspirou-se o propagandista no fato de a candidata do PSB ter como assessora a educadora Maria Alice Setúbal, que doou no ano passado 83% do total arrecado para um instituto criado por Marina, para desenvolver projetos de sustentabilidade e cujo irmão é presidente do Banco Itaú Unibanco. Curiosamente, o jornal “Bom Dia Brasil”, da Globo, noticiou ontem que no ano passado aumentou o desmatamento na Floresta Amazônica e que esse crime que está incontrolável no atual governo, praticado impunemente por grileiros, é o responsável pela seca de assola o Sudeste atualmente, pois é a evaporação das árvores da maior floresta do mundo que garante as chuvas nas Regiões Sul e Sudeste, como já sustentam há anos cientistas brasileiros. Então me parece evidente que o desenvolvimento sustentável defendido por Marina Silva é o mais sensato para um país tão bem aquinhoado pela natureza, e que poderíamos ser muito mais desenvolvidos e abastados se não houvesse tanto desperdício do que nos foi dado.
 
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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CAMPANHA DO MEDO

Quando vemos a campanha sórdida que este partido no poder desencadeia contra sua principal rival, Marina Silva, pergunto-me se o alerta dado pela atriz Regina Duarte na campanha de 2002 não tinha toda razão de ser. Hoje o que temos? Uma enorme herança maldita em termos de valores éticos e morais, deixados por Lula, além de uma economia em deterioração na gestão Dilma. Os fatos só comprovam que o medo transmitido pela atriz era baseado na realidade, para alertar os incautos, e não uma peça de ficção. E curiosamente eles, do PT, o copiaram, mas para carregar de mentiras, distorções e calúnias as declarações da candidata Marina Silva. Afinal, Lula afirmou que “eles não sabem do que somos capazes de fazer” e Dilma, por sua vez, com candura afirmou sem nenhum constrangimento que poderia fazer “o diabo” para ganhar as eleições. É por essas falas que escapam de sua boca que ambos revelam o que são, sua verdadeira natureza e a que vieram. Valha-nos Deus!
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br 
São Paulo

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COISA DE MAU PERDEDOR

No estado do Acre, um parente muito próximo dos assassinos de Chico Mendes faz propaganda num “carro de som” pró-Marina Silva. Esse fato está sendo noticiado com muito alarde por meio de um jornal virtual, como se isso tivesse algum mal ou fosse um ato de desabono à candidata do PSB. Isso é coisa típica de mau perdedor ou um apavoramento por eventual derrota.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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SEGUNDO TURNO

Não sou simpatizante de Marina Silva, mas, a julgar pela campanha suja que o PT está fazendo contra ela, creio que, se ela for para o segundo turno com Dilma, Marina deve se preparar para enfrentar não um partido político, mas, sim, uma organização criminosa.

André Coutinho arcouti@uol.com.br
Campinas

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MARINA, O ALVO

Não voto em Marina, mas o terrorismo que o PT e o PSDB estão fazendo com ela é no mínimo uma baixaria sem explicação. Desespero de ignorantes que não sabem perder e não sabem que eles já estiveram lá e fizeram lambança. Apenas para clarear a mente dessa ignorância, Freud já dizia décadas atrás: não me envergonho de mudar de ideia porque não me envergonho de pensar.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br 
São Paulo

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GOVERNABILIDADE

Ainda que meu primeiro voto não seja para Marina, acredito que sua eventual eleição (qualquer coisa é melhor do que o que aí está) agregará a maioria dos políticos, sempre sedentos.

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

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VOTO ÚTIL

Tenho ouvido comentários de pessoas que vão votar em Marina com medo de uma vitória do PT. Convenhamos, no primeiro turno, teremos apenas a definição de dois candidatos para o segundo turno, então se alguém quer ver o seu partido mais fortalecido nos acordos para apoio, que vote nos candidatos do seu partido e, depois, confirmem a candidatura de oposição ao atual governo, que, penso, seja o desejo da maioria. Não se iludam com as pesquisas, pois elas influenciam muito os votos daquele que não têm o mínimo de inteligência política. Lembremos que o voto nos candidatos do seu partido para os demais cargos fortalecerá as estruturas dos mesmos na composição política em todo o País. Votem em alguém (ficha limpa), pois os votos nulos ou brancos denotam apenas covardia do eleitor, e temos de mudar o País pelo voto consciente.

Alberto Bastos C. de Carvalho albcc@ig.com.br 
São Paulo

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PRÉVIAS

Se os eleitores se indignarem com tantos desmandos e no segundo turno der Aécio Neves e Marina Silva, como todos gostaríamos, os petistas ao largo vão atracar seu luxuoso iate no píer de qual marina?

Renato Luiz Martins Nunes arquitetorenatonunes@gmail.com 
Ubatuba

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MATO SEM CACHORRO

Estamos no mato sem cachorro: se Dilma ganha, tudo o que está aí prossegue. Se Marina ganha, plantam-se dúvidas, o PT vai para a oposição e Lula de olho nos bastidores e de camarote assistindo à mutua destruição, pensando em 2018. Aécio Neves afirma que, se uma das duas ganhar a eleição, o PSDB ficará na oposição. Que oposição? Só não explicou como nestes 12 anos tal oposição sumiu, calou-se. Haja inteligência racional e emocional.

Luiz A. Bernardi luizbernardi@uol.com.br 
São Paulo

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LAVADEIRAS

Confesso que não tenho ânimo de ler notícias sobre a campanha eleitoral. Nada de ideias, de propostas objetivas, de análises inteligentes. Está mais para fofoca de lavadeiras, daquelas antigas, que lavavam roupas nas margens de rios e córregos. 

Cláudio Eustáquio Duarte claudio_duarte@hotmail.com
São Paulo

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O INFERNO DAS BOAS INTENÇÕES
 
Curioso a presidenta Dilma dizer, no ocaso de seu período de governo, que agora trabalhará pela criminalização da homofobia. Ora, se em quatro anos não encontrou tempo para fazê-lo, o que garante que num próximo período o fará? Pior é ela dizer que não porá no papel dito plano: “Está na minha boca”, disse, eximindo-se de explicar a razão de não incluir a iniciativa num programa escrito. Poderia, já que é assim, dizer que tudo está “na cabeça” (como diria o finado Brizola), e não “na boca”, posto que boca fala, não pensa, mas, em se tratando dessa candidata, nem vou perder tempo comentando... Mais uma promessa eleitoreira para tentar seduzir a comunidade gay, expressa no PL 122 – que, aliás, foi detonado com argumentos irrespondíveis no excelente artigo do deputado Alfredo Sirkis (PSB-RJ) no “Estadão” de quarta-feira (página A2). Até mesmo os gays, se o lessem detidamente, provavelmente seriam contra o projeto em tramitação no Legislativo federal. De boas intenções o inferno está cheio. Fora, petralhas!
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

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DISCURSO DE CAMPANHA

Esse palavreado confuso, contraditório, incoerente e sem caráter de dona Dilma, infelizmente, pode não ser apenas produto de uma mente descoordenada. Como seu predecessor, mestre no assunto do contraditório e de desmentir o que foi confirmado anteriormente, elogiar o que já foi também bastante criticado, pode ser a tática que funciona muito bem para o eleitor muitas vezes desinformado e/ou desavisado. Como pudemos e podemos verificar, mesmo que a eficácia não seja total, que funciona, isso lá funciona.
 
Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br 
São Paulo

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A IMAGEM DO BRASIL

Os números e os fatos falam mais que o discurso da maioria dos candidatos presidenciáveis. Os brasileiros trabalham todos os anos até o mês de maio não para pagar suas contas pessoais, mas para pagar tributos ao governo federal, que, por sua vez, nunca sabe nada a respeito da sangria que a corrupção provoca no Brasil, porque se acha distraído no dever de suprir as necessidades de outros povos governados por líderes populistas e totalitários mundo afora. Nenhum candidato a presidente se comprometeu até este momento em reverter essa prática irracional e trágica de governar.  A imagem que se tem hoje do Brasil é a de um navio naufragando, à deriva rumo à ilha de Cuba. E, enquanto isso, os marqueteiros a bordo que tomaram para si o comando da embarcação vão oferecendo aos náufragos alguns botes salva-vidas furados e um kit contendo conchas e esparadrapos. Com a seguinte inscrição: “Salve-se quem puder!”

Leon Diniz leondinizdiniz@gmail.com 
São Paulo

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‘MANTO DE PROTEÇÃO’

Muito pertinente o comentário da candidata Marina Silva a respeito do autoritarismo de “um setor da esquerda de que, se você estiver a serviço deles, então você está ungido pelo manto de proteção”. O PT exemplifica à perfeição essa condição de ungido, protegido e protetor dos fracos e oprimidos. Quem dera cumprisse um décimo da sua fala. 

Hilda Villaça hildavillaca@hotmail.com
São Paulo

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CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Dá para entender agora, depois das declarações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, o que o pré-sal, anunciado por Lula com aplausos e foguetório, seria tão importante para o País. Ele realmente ajudou a conseguir votos para o PT em 2010, mantendo o pessoal do partido e associados nos cargos, e ainda distribuiu 3% do valor de cada contrato da Petrobrás entre privilegiados, entre os quais alguns já são conhecidos. Realmente, este pré-sal é um pouco diferente do que imaginávamos, mas foi impressionante.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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‘A SANGRIA ESTANCOU’?

Realmente, a declaração da nossa presidente (“se houve desvio na Petrobrás, a sangria estancou”), admitindo a possibilidade de ter havido corrupção, mas afirmando que não desconfiou de “malfeitos”, nos leva a perguntar à nossa dirigente máxima, que antes ser eleita presidente do Brasil foi presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, onde está a sua tão propalada fama de arguta gerente. Ou, nos moldes dos seus companheiros de PT, ela também não sabia de nada?

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br 
São Paulo 

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PARA ALÉM DOS 12 ANOS?

Tivemos oportunidade de ler ontem no “Estado” o comentário de um ex-dirigente da Petrobrás que menciona que o esquema de corrupção que está sendo investigado na Petrobrás não teve origem no governo do PT. Se isso é verdade e este senhor sabia disso, é uma tristeza nacional não ter comunicado as autoridades públicas. Devemos lembrar que o PT está há quase 12 anos no poder e comandando a Petrobrás.
  
Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br 
São Paulo

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A PETROBRÁS VIOLENTADA

Que deve estar se remexendo no túmulo é o ex-presidente Getúlio Vargas, que dizia “o petróleo é nosso”, mas hoje está mais para casa da mãe Joana do que qualquer outra coisa.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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PRESIDENTES

No episodio do "mensalão", Lula afirmou que não sabia de nada, e ficou fora. Agora, Dilma, no escândalo da Petrobrás, também disse que não sabia de nada e ficou fora. A isso chamamos PODER.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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CONSCIÊNCIA

Vamos supor que comecem a desaparecer coisas na minha casa: dinheiro da minha carteira, roupas no meu armário, talheres de prata, pilha de CDs diminuindo... E eu não perceba nada e ainda diga que “não tinha a menor ideia de que isso estivesse acontecendo”. Como seria eu classificada nesse estranho caso?  Burra? Débil mental? Idiota? Ou simplesmente incompetente?

Regina H. de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br
São Paulo

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DILMA, A BOA ALUNA

A "postedanta" Dilma, exemplar pupila do mentor guru Lula, segue o figurino, continua não sabendo de nada, frita muito bem, só enrola.

Fernando Pastore Júnior fernandopastorejr@gmail.com
São Paulo

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DILMA NAS NUVENS

Lula, o “Supremo Criador Petista”, inventou Dilma como grande gestora e levou-a às nuvens como a “Mãe do PAC”.  E o pior de tudo é que ela acreditou nisso e exacerbou sua autossuficiência autoritária.   O que se pode esperar da empresária que fracassou em Porto Alegre com uma lojinha de R$ 1,99? Vai ver que, a exemplo de seus 40 ministérios, ela mantinha 10 gerentes na lojinha. Dilma acusa Marina Silva de não estar preparada para lidar com os 300 picaretas que Lula contou na Câmara dos Deputados. De fato, ninguém espera que Marina monte um novo mensalão nem tampouco que instale um novo esquema na Petrobrás. Dilma só é coerente quando, aprendiz de seu criador, diz que nunca soube de nada. Infelizmente, a verdade é que ela não sabe de nada mesmo.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br
São Paulo

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CORRUPÇÃO E CULTURA

Que cultura é esta em que o governo, em vez de se escandalizar e tomar medidas imediatas, protege os acusados e procura distrair a atenção do público das acusações?  Então os mensalões 1 e 2 são "acidentes de menor importância"? E por que o eleitor não reage indignado?
  
Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

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FÉRIAS

Gostaria de saber se em algum outro país mundo afora um ministro de Estado acusado de corrupção (Edison Lobão) sai de férias? Certamente, foi aconselhar-se com seus gurus Sarney e Lula sobre como dizer que não tem nada que ver com isso, que não sabia de nada, etc. Mas, como estamos cansados de ver neste desgoverno, os malfeitos acabam em pizza.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo

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PAVOR

Quem será que estará mais apavorado e preocupado, depois da delação premiada de Paulo Roberto Costa: Lula da Silva, dona Dilma, Rui Falcão ou o próprio Paulo Roberto? É bom o delator lembrar dos casos de Celso Daniel e de Toninho do PT, e tomar muito cuidado para também não ser vítima de nenhum “sequestro”.

Antonio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com 
Taubaté

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PAULO ROBERTO COSTA NA CPI

O governo ilusionista de 12 anos do PT armou muito bem sua estratégia de blindagem dos seus malfeitos. Com a aparelhagem do Estado e das instituições, sempre resta uma opção para enganar o povo brasileiro. Desta vez, é o Supremo Tribunal Federal (STF) que decidirá sobre a ida do delator Paulo Roberto Costa à CPI da Petrobrás. 

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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TUDO EM CASA

Em foto estampada na primeira página do “Estadão” de ontem (11/9), a presidente Dilma e o presidente do Senado, Renan Calheiros, participam da posse de Ricardo Lewandowski na presidência do STF.  Na foto, o semblante de Renan Calheiros parece me dizer o seguinte: “Eis aí meu futuro julgador. Maravilha, tá tudo em casa”.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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DILMA, RENAN E LEWANDOWSKI

A fotografia da primeira página da edição de 11/9/2014 do “Estadão” mostra com a mais absoluta clareza nas mãos de quem o Brasil se encontra. Coitadinho do povo brasileiro!

Carlos A. Pereira Lima guto@fazendamutuca.com.br 
Mococa

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11 DE SETEMBRO

Ontem (11/9), os americanos lembraram do atentado às Torres Gêmeas em Nova York ocorrido há 13 anos. E os brasileiros aguentam há quase 12 anos os malfeitos do 13. Tristes lembranças!
 
Fernando Silva lfd.silva@2me.com.br  
São Paulo

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O MARANHÃO E AS URNAS ELETRÔNICAS

Mais uma vez a família Sarney se vê às voltas com um assunto bastante espinhoso: as urnas eletrônicas. Ocorre que a empresa Atlântica, pertencente a Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, vencedora da licitação promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), tem vínculos com Jorge Murad, marido de Roseana Sarney, hoje a governadora, e que, em 2002, teve apreendido em sua empresa Lunus R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo, pela Polícia Federal, e Cantanhede fazia parte do esquema. O contrato para cuidar das urnas eletrônicas é de quase R$ 3 milhões e o candidato ao governo do Maranhão é o senador Lobão Filho, ligado ao ex-presidente José Sarney. O presidente do PC do B, Marcio Saraiva Barroso, entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo cancelamento da licitação por "ilegalidade", e afirma que a empresa entregou documento falso no processo licitatório para comprovar seus índices de liquidez e solvência. A denúncia é grave. Será que mais uma vez as autoridades jurídicas vão fazer vistas grossas nesses papéis e deixar que o clã decida a eleição no Maranhão?   

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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GARANTIA DE SEGURANÇA

Computadores da Nasa e da CIA, que têm alto grau de segurança, foram rastreados por hackers. Quais os mecanismos de segurança que evitam que as nossas urnas não possam ser invadidas? Será que elas superam as instituições americanas citadas? Por que nos EUA não utilizam a votação eletrônica? Em nome do Estado Democrático de Direito, peço aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral que realizem simultaneamente os votos eletrônicos e os de cédula. Ainda há tempo para tal procedimento. As pessoas de bem estão cansadas de tanta roubalheira e corrupção.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com 
Rio de Janeiro

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A AMAZÔNIA DEVASTADA

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta semana que, entre agosto de 2012 e agosto de 2013, a floresta da Amazônia Legal foi destruída numa área correspondente a quase cinco vezes a cidade do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos 5.891 km2 foram derrubados, comparados aos 4.571 km2 desaparecidos entre 2011 e 2012. O Estado do Pará foi o campeão absoluto no desmatamento em 2013, tendo atingido a fantástica taxa de 2.346 km2. Desde a ditadura militar, esta será a primeira vez que um presidente (no caso, Dilma Rousseff) encerrará um mandato sem uma única ação em defesa da preservação da floresta, enquanto áreas protegidas foram reduzidas para projetos de hidrelétricas. A devastação da floresta é um reflexo da perda de fôlego da agenda ambiental do governo, que vive certa acomodação. Dado o destaque para a Amazônia Legal, composta de nove Estados (59,1%), o desmatamento ocorreu em apenas dois Estados: Pará e Mato Grosso. Especulação imobiliária, grilagem, commodities, contrabando de madeira e obras são os principais problemas. Uma frase de efeito diz que "a floresta Amazônica é o pulmão do mundo". O mundo que trate de conseguir outro pulmão. Parodiando o rei Roberto Carlos, da MPB: "Seus netos vão te perguntar em poucos anos pela floresta, nossos índios, que fizemos?".

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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ALCKMIN E A SECRETARIA DA AGRICULTURA

Desde que o sr. Geraldo Alckmin assumiu o governo de São Paulo, ele colocou a Secretaria da Agricultura como um órgão sem importância, e agora conseguiu seu intento. Os institutos de pesquisas estão sucateados tanto no que se refere à mão de obra dos pesquisadores como dos auxiliares e também da falta de recursos materiais para suas experiências e ainda para a manutenção de suas instalações. Para que um pesquisador obtenha os primeiros sucessos em seu trabalho, ele precisará investir muitos anos de sua vida, assim como o renome de uma instituição somente aparece após muitos anos de sua fundação. Atualmente, os institutos da Secretaria da Agricultura estão com apenas 30% da mão de obra que tinham há 15 anos, por falta de sua reposição. Até que um novo corpo de pesquisadores venha a ser refeito, muitos anos se passarão, pois os que vierem (se isso acontecer) não poderão absorver a experiência dos que já se foram. Entretanto, ao que tudo indica, o sr. governador não tem interesse em que a Secretaria da Agricultura volte a ser um marco de tecnologia agrícola do Brasil, pois, além de fazer a falência da pesquisa por não lhe dar recursos, ainda destrói patrimônios públicos suntuosos, como foi a construção do prédio da SAA pelo governador Laudo Natel, em 1973, no bairro da Água Funda, junto ao metrô do Jabaquara, hoje abandonado, esperando para ser transformado, segundo consta, num hotel. 

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

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O SUS E OS PLANOS DE SAÚDE

Sobre pagamento das operadoras de saúde ao Sistema Único de Saúde (SUS): sim, o SUS atende gratuitamente os cidadãos. Mas as operadoras cobram de seus segurados para proporcionar a eles um atendimento diferenciado em serviços próprios ou de terceiros. E pagam aos terceiros. Quando um segurado tem um atendimento numa unidade, por exemplo, do Hospital das Clínicas, com um atendimento numa "segunda porta" (especial para os que têm planos de saúde), é justo que os planos paguem por esse serviço.
 
Roberto Delgado de Carvalho delcarv@uol.com.br
São Paulo

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PELÉ E O RACISMO NO FUTEBOL

É simplesmente chocante a deplorável declaração de Pelé, o “Atleta do Século 20”, ao dizer que "ofensas raciais fazem parte do futebol, sendo explosões naturais que nós não temos como mudar. Do maior jogador de todos os tempos até aqui, ídolo de milhões de fãs ao redor do mundo, não se pode aceitar tal posicionamento covarde, submisso e resignado, muito pelo contrário. Deveria, isto sim, fazer uso da força de seu carisma, de sua história campeã dentro dos campos, de seus mais de 1.200 gols, para liderar uma campanha internacional de combate energético e aguerrido ao preconceito racial no esporte e fora dele. Desta vez, Pelé marcou um golaço contra. Nota zero e coro de vaias.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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PELÉ TEM RAZÃO

Fico em dúvida sobre o ocorrido no estádio de futebol do Grêmio. Se fosse nos EUA, onde a abolição foi conquistada na marra, militarmente, à custa de 750 mil soldados mortos e um número indeterminado de civis, contestada durante 99 anos, até a assinatura da Lei dos Direitos Civis, em 2 de julho de 1964, apesar de até hoje ainda persistirem manifestações de ódio racial latente, tudo bem. Mas aqui, no Brasil, onde a Lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888, de uma só penada da princesa Isabel na base do paz e amor, dando início ao maior processo de miscigenação jamais visto na história deste país, responsável direto pelas mulatas isoneiras e apetitosas, me parece exagero. A desbocada guria, fanática pelo Grêmio, que estava perdendo para o Santos com Felipão e tudo o mais, pode até não gostar muito da concorrência das negrinhas, mas de negrões sarados... duvido. Ainda mais convivendo com tantos gaúchos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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DEPUTADOS À TOA

Deputados evangélicos querem certidão de casamento em motel. Seria muito engraçado, se não fosse triste, um país precisando crescer, precisando de leis pró-segurança, mudanças nos impostos, saúde, educação, moradia, fim da corrupção, e estes inúteis preocupados com a vida sexual da população. Que horror! São tarados ou impotentes?
 
Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br  
São Paulo

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