Fórum dos Leitores

CPI DA PETROBRÁS

O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2014 | 02h05

Boca fechada

Estava mais do que na cara, como se diz, que o delator do esquema de corrupção na Petrobrás não iria de forma alguma "abrir o bico" diante da comissão que "investiga" o caso, em Brasília. Ora, cá entre nós, suas excelências até que fizeram umas perguntas, mas devem ter dado graças a Deus por ele não ter respondido. O Palácio do Planalto, então, nem se fala!

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

Propaganda eleitoral

De fato, até as pedras sabiam que Paulo Roberto Costa ia ficar calado. Mas era preciso todo esse espetáculo, além de ser gasto dinheiro público para transportá-lo para Brasília e de volta ao Paraná? Como os nobres parlamentares sabem o que é videoconferência, sobra a hipótese de que esse circo foi montado para fazer disfarçada propaganda eleitoral, não gratuita. Óbvio, deprimente. E bem caro, por sinal!

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Nada a declarar

O fiasco de Paulo Roberto Costa na CPI foi cantado pela mídia, ele iria permanecer calado, e não deu outra. Foram 18 as vezes que o delator respondeu com um nada a declarar. O show ficou por conta da briga entre situação e oposição. A oposição a esse governo, se não tivesse sido tão covarde todos estes anos, poderia ter avançado na cassação de tantos corruptos, porém muitos que estão lá têm telhado de vidro. Somos obrigados, como brasileiros, a assistir a um duelo que não vai dar em nada e que o roubo compensa. A situação se vale da história da Petrobrax, a situação reaviva o mensalão, e nada acontece. Antes o governo FHC tivesse privatizado a Petrobrás, com certeza todos esses roubos seriam evitados. O PT, antes de sair, ainda vai destruir o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Aguardem!

IZABEL AVALLONE

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

ELEIÇÕES

'Lulla' não é mais aquele

Lulla não deve estar dormindo, porque vem aparecendo diariamente nas propagandas políticas tentando vender novamente seu desastrado primeiro poste e, em vez de subir nas pesquisas, Dillma Rousseff vem caindo. É um tremendo golpe no ego de Lulla. Ele se esqueceu de que estamos em outra década. Outro momento. Outras circunstâncias, em que os roubos aos cofres públicos durante a gestão PT vêm aparecendo em cascata. Depois dos milhares de propagandas protagonizadas por Lulla mostrando que a Petrobrás é de todos, e agora se descobrem os roubos descarados na estatal, acendeu o sinal vermelho. Os brasileiros hoje reconhecem que deram o galinheiro para a raposa tomar conta. Não tem mais propaganda enganosa que esconda essa realidade.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

O 'imortal' opinou

Até o "imortal" ex-presidente do Senado José Sarney, há 59 anos vivendo da política, se manifestou sobre as eleições de 5 de outubro dizendo que Lula perdeu a "aura da invencibilidade" - que lindo! - e o PT pode perder, nem conseguirá garantir a reeleição da dona Dilma. Por que será? Será que, em nome do seu partido, o PMDB, Sarney já está arrumando um novo "encosto"? Só pode. Não quer perder seu espaço - num novo governo. Só porque o vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, afirmou que ninguém governa sem o PMDB e, com certeza, ele não quer perder e$$a boquinha. E quem quer?

MARIA TERESA AMARAL

mteresa0409@2me.com.br

São Paulo

Mudança de lado

Realmente, o vice de Marina Silva, Beto Albuquerque, tem razão quando diz que ninguém governa sem o PMDB. Só se esqueceu de completar a frase e o pensamento, dizendo que, em caso de vitória de Marina, o PMDB todo se bandeará para a nova base governista logo no dia seguinte ao anúncio do resultado das urnas. Vale informar ainda que os ditos nanicos farão o mesmo.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

Político anacrônico

A declaração do experiente político José Sarney de que Lula perdeu a "aura da invencibilidade" é um grave sinal dos tempos. A experiência de quem viveu grande parte da História recente do Brasil autoriza a velha raposa maranhense a externar sua percepção do momento político que vivemos. Parece que Lula ficou anacrônico e não quer encarar uma derrota nesta altura de sua vida. Para Lula seria bom espelhar-se no exemplo de Pelé, que se retirou de cena quando estava no ápice de sua carreira e se imortalizou, tornando-se um dos nomes mais conhecidos no planeta. A grande possibilidade de vitória de Marina Silva deixa apreensivo o pessoal da velha política e sugere que o tsunami político pensado por Eduardo Campos e Aécio Neves está presente nos sismógrafos dos institutos de climatologia.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

Pelo bem do Brasil

Não é porque o Estado é laico que não podemos dizer que Lula foi abençoado por Deus, mas é pelo livre-arbítrio que o homem trilha o caminho do bem ou do mal. Pelo bem se perdoam amigos e inimigos quando se quer construir uma nação, mas é mais simples chegar e se manter no poder pelo caminho do mal, onde vicejam mentira e falsidade.

CARLOS LEONEL IMENES

leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

Roberto Rodrigues

Se o ministro da Agricultura do governo do ex-presidente orador surdo Lula vota em Aécio Neves, quem sou eu para contrariá-lo? PT nunca mais!

JANI BARUKI MENDS

janibaruki@bol.com.br

Belo Horizonte

Pés lambidos

Em ato político do candidato ao governo do Maranhão Lobão Filho, José Sarney também atacou seus adversários dizendo que todos passaram por suas mãos e que, se ele pedisse, seus inimigos lamberiam seus pés. Ainda acrescentou que não há um que não o tenha bajulado. Triste, mas verdade. Esse é o legado do imortal Sarney, que muito contribuiu para o mar de corrupção que é nossa política hoje e para o atraso do seu Estado, fato que, no entanto, é motivo de orgulho para ele, pelo que vemos. Sugiro que o senador em seu epitáfio escreva frase um pouco diferente da dele: "Todos lamberam meus pés sem que precisasse pedir". Dá mais força a seu poder.

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

CHAFURDEIROS

Quem teve estômago para assistir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso que investiga a bandalha na Petrobrás assistiu a um deprimente e encenado show de chafurdeiros se fartando na lama. O show começou quando Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo prevendo a mudez do chafurdeiro ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, que não iria abrir a boca para não prejudicar o acordo da delação premiada que está negociando na Justiça Federal do Paraná, o autorizou a entrar no palco. Os chafurdeiros presidente da comissão Vital do Rêgo e o relator Marco Maia conduziram a enlameada farsa.  O relator, mesmo sabendo que ouviria um “nada a declarar”, fez o seu papel ridículo destilando perguntas e mais perguntas sem respostas. O presidente propôs, então, que a reunião se fizesse em sessão fechada, mesmo sabendo que resposta alguma ouviria. Insistiu e pôs em votação a enlameada proposta, e os chafurdeiros votantes se serviram de expressões palanqueiras para aproveitar o momento do voto, pois fosse em sessão fechada ou aberta, todos já sabiam que nada ouviriam de Paulo Roberto Costa. Enquanto isso, pesquisa Ibope indicava que chafurdeiros enlamearão as urnas elegendo Tiririca, Maluf e Russomano como os mais votados para a Câmara dos Deputados. Brasil, um país oceano... de lama.

Otoni Gali Rosa otoni.ogrcom@uol.com.br 
São Paulo

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FARSA

Qualquer pessoa minimamente informada sabe que a CPI da Petrobrás é uma farsa, desde que foi instituída, com a clara intenção do governo de não apurar nada. A convocação de Paulo Roberto Costa foi a continuidade da farsa, pois todos tinham conhecimento de que ele estava orientado para permanecer em silêncio, para não prejudicá-lo na obtenção de sua redução de pena. Mas nossos políticos tinham de armar o circo e o convocaram, onerando mais uma vez os cofres públicos com o deslocamento do delator de Curitiba até Brasília. Estamos a poucos dias das eleições, quando renasce a esperança de mudanças. Não basta, entretanto, tirar do poder Dilma, o PT e seus asseclas, ainda que seja uma incógnita sua eventual substituta, e vale  a pena correr o risco. O que nós precisamos nos conscientizar é da necessidade imperiosa de varrer da Câmara e do Senado este bando de vendilhões da Pátria. Só assim a verdadeira mudança poderia ser iniciada, com verdadeiros patriotas conduzindo o nosso país.

Roberto Luiz P. e Silva robertolpsilva@hotmail.com 
São Paulo

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CIRCO DOS HORRORES

Para ir de Curitiba até Brasília, o ex-diretor da Petrobrás foi levado num jatinho da Polícia Federal. Perguntas que não querem calar: todo mundo sabia que ele não iria dizer nada, então por que esse deslocamento inútil? Por que ele não foi num voo de carreira? Quanto custou esse deslocamento, entre jatinho, agentes da PF, viaturas, etc.? Quem pagará essas despesas? Claro que será o povo, não é? Enquanto o trabalhador sofre em ônibus, metrô e trens superlotados e caros, os bandidos no Brasil viajam de jatinho. O PT transformou este país num imenso circo dos horrores, e o povo foi transformado em palhaço. Nunca antes neste país se viu tanta sujeira oficializada!

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 
Eldorado

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INÚTEIS

Na CPI dos desesperados, todo mundo sabia que “Paulinho” não ia falar nada, porque qualquer coisa que ele dissesse poderia atrapalhar a delação premiada. Assim mesmo, gastou-se com o jatinho, a escolta de quatro carros e com hospedagem, refeição e gasolina para um monte de gente. A troco de quê? É o Congresso da inutilidade. 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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CARA A CARA

Então para que convocaram o ex-diretor da Petrobrás (2004 a 2012) para comparecer à CPI mista do Congresso? Para ficar calado? Só serviu para acirrar os ânimos da oposição e de governistas. Pensavam que “cara a cara” ele iria citar nomes? Sabendo que boa parte dos governistas envolvidos estava no plenário? É perder tempo para desviar de algum assunto mais grave, é i$$o? Que mau exemplo passam aos brasileiros.
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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DIRETO AO PONTO

Só para deixar bem claro: quem nomeia diretores da Petrobrás é o sócio majoritário, no caso, o governo federal, cujo presidente na época de Paulo Roberto Costa era Lula. Quem endossa a nomeação é o conselho de administração, cuja presidente era Dilma Rousseff. Portanto, o sr. Paulo Roberto Costa sabia muito bem qual seria a sua missão na empresa. Agora, o que mais intriga é ver o maior interessado nisso – o pessoal do PSDB – não explicar direitinho essa coisa para os eleitores nem mostrar a fila de caminhões aguardando para acessar nossos portos, comparada ao moderníssimo porto feito pelo PT em Cuba. Não mostrar a real situação das estradas federais, comparada às estradas de São Paulo, por exemplo. Não mostrar o estado calamitoso dos hospitais federais, etc., etc., etc. Será que tem medo de o avião de Aécio cair também? 

Miguel Pellicciari emepe01@uol.com.br
Jundiaí

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PETROBRÁS – INDICADORES

Muito dinheiro, pouco petróleo; muita lama, pouca cadeia. De grandioso, só a roubalheira e o blá blá blá lulopetista...

A.Fernandes standyball@hotmail.com
São Paulo

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LEGADO MALDITO
 
O ex-presidente Lula, para ter maior visibilidade na mídia, convocou José Sérgio Gabrielli para, juntos, numa plataforma de petróleo, vestidos de laranja, Lula carimbar Gabrielli com sua mão suja de petróleo – e isso virava manchete nos jornais. Graças a Lula, historicamente, a maior subscrição de ações da Petrobrás aconteceu em 23/9/2010: foram US$ 70 bilhões em ações da estatal (PN a R$ 26,30 e ON R$ 29,65). Hoje as ações PN estão em queda livre, atualmente em torno de R$ 21,00 (com enorme prejuízo aos acionistas), e a empresa, seriamente endividada em decorrência da desastrosa e inconsequente influência política da dupla Lula/Dilma.Esse legado pode ser debitado na conta dos dois. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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NÃO PERCAM O SONO

O PT de Dilma Rousseff e o PSDB de Aécio Neves estão com medo da divulgação de seus planos de governo (“Estado”, 17/9). Fiquem calmos, ninguém mais cai nessa armadilha de planos e metas, pois os eleitores estão vacinados contra esses engodos e sabem de cor e salteado o conteúdo dessa enganação. A segurança, a saúde, o transporte e a educação sempre encabeçam o rol de promessas, no entanto tudo isso continua em estado lastimável. As reformas política, eleitoral e administrativa sempre presentes em todos os pleitos, porém, por interesses óbvios do governo são “empurradas com a barriga”. A reforma tributária entra ano, sai ano e, a não serem medidas pontuais, como a redução do IPI, para alguns setores, especialmente sobre carros zero, que faz uma média danada com as ricas montadoras, é sempre esquecida. Enquanto isso, o salário do trabalhador é corroído em 41,4%. E nada tem sido feito para tirar esse peso das costas do brasileiro, que destina cinco meses ao ano de árduo trabalho só para pagar tributos. Portanto, o plano pode ser escrito a lápis ou a caneta, não cola mais. Aécio Neves, se eleito, deve estudar uma boa desculpa pelas promessas não cumpridas. A da presidente Dilma Rousseff já sabemos. O plano era falho e omisso.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 

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AINDA A TERCEIRA VIA
 
Dilma continua no mesmo patamar, Marina estaciona e Aécio sobe para 19% na mais recente pesquisa de intenção de voto. Assim, Aécio pode ser a terceira via, representando aqueles que não estão satisfeitos com a briga entre Marina e Dilma nem com a programação de ambas. Na verdade, Aécio não é verde por fora e vermelho por dentro, porque a sua pregação é capitalista, mas com os olhares voltados para o social. Dilma representa o mais do mesmo, com mudança de roupagem. Marina pode ter boas intenções, mas não tem equipe e dificilmente fará vida com o agronegócio e mesmo com os empresários da indústria e do comércio. Aécio, realmente, pode ter muito mais facilidades para realizar uma junção de forças que se voltarão para o desenvolvimento, criação de empregos e progresso. Para tudo isso, é necessário investimento e ele tem condições de atraí-lo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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AÉCIO EM MINAS

Aécio Neves teve um crescimento no Sul de 17% para 23% por conta do apoio que ultimamente tem recebido de candidatos que lideram no Paraná e no Rio Grande do Sul, mas no seu Estado natal, onde foi governador e cansa de dizer que fez um governo exemplar, segundo o Ibope de 16/9, está com apenas 29% das intenções de votos, atrás de Dilma, que tem 33%, e pouco à frente de Marina, que tem 22%. Certamente, é em Minas que o candidato está perdendo a eleição, e deveria fazer um esforço para entender a razão desse resultado, pois era esperado que lá ele ganhasse de lavada.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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PROPAGANDA RUIM

A presidente Dilma deveria demitir todos os responsáveis pela sua campanha. Não é possível que ela continue perdendo, mesmo fazendo dez vezes mais propaganda que a candidata Marina. Melhor seria ela começar a imitar o Tiririca, plantar bananeira, distribuir dinheiro, alguma coisa tem de mudar. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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SUPEREXPOSIÇÃO INÓCUA

Como se já não bastasse ter mais que o dobro do tempo de Aécio Neves na TV e cerca de seis vezes o de Marina Silva, a candidata Dilma deu de agora "convocar" a imprensa para declarações eleitoreiras no Palácio do Planalto. Há pouco tempo ela se negava a falar com a imprensa ("imprensa golpista"). O que está acontecendo? Quer monopolizar a mídia para que o projeto lulopetista de perpetuação no poder não seja atrapalhado pela oposição, ou mesmo pela agora crescente Marina Silva? Assim como na propaganda enganosa utilizada no horário político, continua a falar bobagens. No debate da CNBB, por duas vezes ela se vangloriou com uma notícia sobre a erradicação da pobreza no Brasil. Na verdade, esqueceu de ler direito a notícia: a ONU diz que existem ainda 3,4 milhões de brasileiros passando fome. Enquanto isso, no Rio de Janeiro, seu chefe e mentor, acompanhado do líder da violência do Movimento dos sem Terra (MST), "abraçam" a sede da Petrobrás. Trabalhador mesmo ali não existia, e, sim, um grupelho que, controlado pelos que defendem a manutenção da estatal para os “cumpanheros” do PT, fez campanha descarada para a atual presidente. Esta mesma que nos últimos 12 anos controla com mão de ferro a diretoria da Petrobrás e, agora, diante dos escândalos (propinas, compra da Refinaria de Pasadena, superfaturamento na Abreu e Lima, negócios prejudiciais com os bolivarianos, superendividamento da empresa e diminuição do seu valor patrimonial), vem dizer que não sabe de nada. Por que não usa o enorme tempo de exposição na mídia para explicar sua culpa ou omissão diante dos fatos? A ela deve ainda ser lembrado: a Polícia Federal é ente do Estado, e não do seu desgoverno, que certamente passará, enquanto o órgão público, que já existia antes dele, continuará a existir após.  

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com  
Cunha

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RINHA
 
Dilma  ataca Aécio e Marina; Marina ataca Dilma e Aécio; Aécio ataca Marina e Dilma. Que tal cada candidato apresentar seu programa de governo ao eleitor e acabar de vez com esta rinha de presidenciáveis, que não leva a nada?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo 

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O DIABO NA CAMPANHA

Comparsas do PT foram contratados para utilizar os espaços virtual e físico do Planalto para sabotar relatórios pré- estabelecidos atacando os adversários candidatos de outros partidos. Será que essa tática vem fazer parte do jogo sujo que a “presidenta” quis dizer com “fazer o diabo” durante as campanhas eleitorais? Além do amontoado de mentiras que é jogado por meio de falsos dados numéricos de difícil conferência, para os mais desinformados, mostra feitos e fatos fictícios numa singeleza de dar engulhos. Na verdade não é Marina que está se fazendo de “coitadinha”, nos parcos minutos de que dispõe, como a acusa Dilma, mas os “coitadinhos” são os que, acreditando nessas maquinações, se iludem e votam em mentiras. Realmente, é incrível o que se faz para não se soltar do poder.

Leila E. Leitão
São Paulo

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DILMA, O PT E OS ‘COITADINHOS’
 
A linha “Dilminha paz e amor” parece não ter sido a escolhida desta feita pelos marqueteiros do PT. A conjuntura política – devem pensar, agora que Marina Silva está a ameaçar sua hegemonia no plano federal –  está a pedir um estilo mais agressivo. Daí os ataques quase cotidianos à ex-senadora na corrida presidencial. A última do repertório de invectivas foi Dilma dizer que “não tem coitadinho na Presidência”, alfinetando Marina, que lastimou estar sendo discriminada por ser “filha de pobre, preta e evangélica”. O nível desta campanha é bem esse, de rodapé, e coitado do eleitor, obrigado a ver na TV esse tipo de coisa! Dilma, todavia, esquece-se de que quem mais “pagou de coitadinho” em toda a história do Brasil foi, justamente, Lula e o seu PT, por supostas injustiças que lhe fez (e faz) a “mídia golpista” ou, então, as odiosas “elites brancas” que, segundo crê, querem o “mal dos pobres”. Na Copa, vimos a presidente, encolhida, esconder-se das vaias fazendo-se de coitadinha. Ora, o PT vive quase em conjunção carnal com seus coitadinhos de estimação, a saber, as “minorias” (quilombolas, “sem teto”, “sem terra”, sem isso e sem aquilo) integrantes dos movimentos sociais que a sigla alimenta e com os quais se irmana. Milhões dos nossos impostos irrigam o neo curral dos “coitadinhos”, base eleitoral do partido de Lula. Coitadinhos, também, são os seus presos de estimação, heróis injustiçados condenados por malvados do Supremo Tribunal Federal (STF) por algo que, segundo Lula, “nem existiu” – o mensalão! Não satisfeito com o “coitadismo” nacional, o PT o estendeu além-fronteiras, ora privilegiando o terceiro-mundismo das relações Sul-Sul, ora justificando as malcriações de Evo Morales (porque a Bolívia é “pobre”), ora abaixando a cabeça para as imposições comerciais esdrúxulas da Argentina, ora apoiando financeiramente a Venezuela e, claro. Cuba – esta uma das mais “coitadinhas”, apesar do socialismo redentor que ali foi implantado há 55 anos. Sem esquecer das ditaduras africanas – não menos “coitadinhas” – controladas por dirigentes corruptos e milionários a quem o desgoverno do PT concedeu perdão de dívidas à revelia do Congresso Nacional. Se o assunto é “coitadinho”, chame o PT, que é do ramo. Segue, assim, a sigla de Lula e Dilma rumo a mais uma eleição, fiel a seu dístico “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com   
São Paulo

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PERGUNTA

Uma sugestão aos institutos de pesquisa. Incluam a seguinte questão: “Para você, eleitor, o que é mais importante, eleger Marina ou Aécio ou afastar o PT do poder?” Minha convicção é de que a segunda hipótese ganharia de goleada.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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GERENTE DISTRAÍDA

Dois candidatos nanicos à Presidência da República declinaram, em crítica específica, os números referentes ao Orçamento Geral da União. Eis que a candidata à reeleição retrucou, corrigindo, que eles estavam enganados, multiplicando por 2 o número apresentado. Socorro! Nesta altura do campeonato a gerente não conhece os números da empresa Brasil, e ainda quer ficar mais quatro anos? Não!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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DITOS POPULARES

Dilma Rousseff declarou que não mexe na (CLT) “nem que a vaca tussa”. Já eu digo que não voto no PT nem que a porca torça o rabo.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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A FORÇA DAS PERSONAGENS

Cada vez que encontro o nome de Luís Fernando Veríssimo – de quem sou fã de carteirinha – em listas de apoio a Dilma e ao PT, sou tomado por grande perplexidade. Mas, finalmente, entendi o motivo. Luís Fernando é tão bom escritor e cria personagens com tanta força e brilhantismo que uma delas acabou tomando conta da personalidade do autor. Trata-se da hilária Velhinha de Taubaté...

Aguinaldo Záckia Albert zackia.albert@uol.com.br 
São Paulo

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DITADURA DO VOTO

Os políticos que ignoraram as manifestações nas ruas em prol da reforma política vão receber o troco nas urnas. Pelo fim do voto obrigatório, da reeleição e do financiamento empresarial das campanhas.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br  
São Paulo 

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DEMOCRACIA FRAGILIZADA

O exemplar artigo “A democracia fragilizada” (“Estadão”, 17/9, A2) retrata de forma cabal a atual realidade brasileira. Democracia verdadeira não se coaduna com um estado de total permissividade e impunidade com tudo e com todos. As leis brasileiras frágeis e lenientes com todo tipo de ilegalidade destroem todo um conceito de respeito, civilidade e educação. Coisas absolutamente necessárias para um convívio social minimamente civilizado. A Justiça brasileira é conivente e covarde por obra de atuação precipuamente ideológica. Algo a ser varrido da cultura brasileira é o princípio de vitimização e assistencialismo. Coisa muito própria de uma cultura atrasada de esquerda. Todos são vítimas! O pobre, por ser pobre, tudo pode! Apenas direitos para todos e nenhum princípio de responsabilidade e obrigação social. O bacana é ser transgressor, pichador, marginal! Todos reclamam de tudo e muito pouco é feito em nível de trabalho e construção. As nossas Forças Armadas são relegadas e desprestigiadas enquanto defensoras da Nação, e não de governos ou de partidos. Aliás, alguns ideólogos de partidos são profanadores de qualquer tipo de equilíbrio social. Defendem apenas a vitimização de gente que nada constrói para si ou para os outros. 

Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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ENCURRALADOS

Infelizmente, chegamos a este quadro de “democracia e fragilidade”: Executivo demagogo e populista; Legislativo sem ética e moral; Judiciário parte da integrante da corrupção. Parabéns pelo artigo do general Rômulo Bini Pereira (“A democracia fragilizada”).

Edson Janaudis janaudis@uol.com.br
São Paulo

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EM QUEM VOTAR?

Assistimos diariamente no horário eleitoral ao desfile de promessas. Acertam na mosca: dizem tudo o que o povo precisa e quer ouvir, mas, convenhamos, a razão perdeu o sentido, deu lugar a mentiras sem limites. Este sistema montado pelos políticos nos últimos anos nos assalta a cada segundo, em qualquer ação, enquanto o crime está organizado. Os presidentes do Senado e da Câmara, envolvidos em maracutaias na Petrobrás, pensam como o ladrão pequeno: Por que eu não posso? E tome propaganda. A máquina publicitária não para, está em ação a cada instante. Sabemos que cada segundo de TV é uma nota, mas para isso sobra grana. Fizeram uma lavagem cerebral nos jovens, que acreditam piamente que determinados políticos inventaram o Brasil em 2002. Em quem votar?

Julio Jose de Melo julinho1952@hotmail.com 
Sete Lagoas (MG)

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‘O TIRIRIQUISMO’

Em seu artigo no “Estadão” de 18/9, sob o título acima, o professor Eugênio Bucci analisa o fenômeno Tiririca, criado pelo mensaleiro Valdemar Costa Neto, hoje cumprindo prisão em regime semiaberto, e outros. A estratégia deu certo e o palhaço Tiririca foi o mais votado nas últimas eleições, a ponto da sobra de seus votos eleger mais três da sua coligação. Como deputado federal, apresentou 5 projetos de lei de sua autoria, todos voltados para a área circense e nenhum ainda transformado em lei, e mais 2 em conjunto com os demais deputados, dos quais somente um transformado em lei, mas foi considerado o mais atuante por ter comparecido a todas as sessões, como se tal não fosse a sua obrigação. Mas, como diz o brocardo popular, “em terra de faltosos quem comparece ao emprego é rei”. E agora, em sua campanha pela reeleição, o deputado Francisco Everardo de Oliveira Silva, seu nome civil, veste novamente sua roupa de palhaço e agride os nossos ouvidos, como comenta o articulista com o bordão “Está com o saco cheio da política? Vote no Tiririca”. É o meu caso, mas estou cheio da grande maioria deles, a começar por esse palhaço, que quer induzir aos incautos que a política é um circo e o Brasil é o seu picadeiro. Até que concordo que significativa porcentagem dos nossos parlamentares conseguiu nos transformar em seus palhaços, mas daí à generalização vai uma grande distância. Mas informa também Eugênio Bucci que, para aqueles que ainda têm estomago forte para assistir ao horário político, o PR, partido do palhaço Tiririca, disponibilizou quase todo o seu tempo de TV para ir anunciando os demais candidatos, pois ele, Tiririca, é estrela máxima do Partido Republicano, que conta com as sobras de votos em seu nome, para eleger mais parlamentares do que seria possível com a sua falta de grandeza. Pois ele é um grande puxador de votos dos eleitores que nele votam achando erradamente que será um voto de protesto. Eu também, em minha estreia como eleitor, votei no rinoceronte Cacareco para vereador de São Paulo, pois a nossa Câmara Municipal já era mal frequentada naquela época, e de nada adiantou, como pode ser constatado na atualidade. Temos de votar naquele que seja digno de nosso voto e estiver entre os candidatos da coligação que apoia o candidato a presidente da República, ou governador do Estado em quem iremos votar.  

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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TRISTE PAÍS

Depois de ler o magnífico artigo de Eugênio Bucci, “O Tiririquismo”, não pude deixar de escrever esta carta. Primeiramente, temos de lembrar que o sr. Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, foi uma “engenhosa” invenção do mensaleiro condenado e preso, Valdemar Costa Neto. O Tiririca foi o rinoceronte “Cacareco” do PR. Gostaria que o povo fosse informado de quantas vezes o deputado Silva subiu à tribuna da Câmara dos Deputados para fazer qualquer pronunciamento. Quantos e quais projetos ele apresentou. A única referência que temos é de que esse deputado está sempre em Brasília, sem fazer nada e recebendo, além do salário, moradia, verbas indenizatórias, etc., etc., etc... Para uma pessoa que há quatro anos estava ameaçada de despejo e quase sem trabalho fixo, a “Brasília podre” que “precisa de reparos” foi o seu Shangri-Lá (será que ele sabe o que é isso?). Onde está o laborioso e prestigioso Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com seus juízes implacáveis que permitem a propaganda de um palhaço imitando um cantor, dizendo que está de “saco cheio da política”, imitando seres intergalácticos que dizem aos outros que todos são “abestados” e ainda cantando funk acompanhado de moças com shortinhos em que aparecem os números do candidato nos seus avantajados glúteos. Pena que este artigo não seja lido pela imensa massa que vota no Tiririca. Pena do Brasil que tem um bando de palhaços rindo da nossa cara. Triste o país que tem um jornal de grande circulação censurado há 1.815 dias...

Antonio Sodré de Souza Meirelles naiameirelles@uol.com.br 
São Paulo

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ROLETA RUSSA

Perfeita análise de Eugênio Bucci. Entretanto, o mais estarrecedor é desconhecermos – se é que assim podemos afirmar – quais os motivos dos demais candidatos do dito PR se esconderem no viés de um palhaço. Voto de protesto fazendo roleta russa na própria cabeça não é protestar, é se declarar emburrecido.

Alan Silva Oliveira alan.adv1@adv.oabsp.org.br 
Guareí

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LÍDERES NA INTENÇÃO DE VOTO

Com Tiririca e Maluf liderando as lista dos mais votados num Estado como São Paulo, para a Câmara federal, não há como reclamar do perfil dos que representam o povo no Congresso Nacional. Fico imaginando como deve ser nos outros Estados da Federação em relação a esse tema, o perfil dos candidatos e como lidar no dia a dia com essa turma de parlamentares. Um desses mais votados aqui, em São Paulo, apenas para lembrar, foi fazer um curso "rápido" de alfabetização para poder assinar seu nome, uma vez que na primeira tentativa não conseguiu. Lembram-se? Imaginem a capacidade de discernimento de um parlamentar desses diante da necessidade de emitir uma opinião diante de um problema nacional que eventualmente necessite de uma avaliação de parlamentares. É simplesmente o fim!

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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A BOLA DE NEVE NAS CAMPANHAS

Poucas empresas contribuem com milhões de reais para campanhas eleitorais no País – na grande maioria são empresas que mantêm contratos com os governos de obras ou serviços superfaturados. Esses contratos são 100% pagos com verbas públicas oriundas dos impostos pagos pela população. As parcelas superfaturadas serão devolvidas aos partidos políticos ou diretamente aos políticos que irão, quando eleitos, beneficiar novamente essas empresas com novos contratos a serem superfaturados, e assim alimentar esta bola de neve da corrupção na transferência do dinheiro público às instituições políticas ou para a própria pessoa física do político. Quem paga toda essa desfaçatez, é claro, é o cidadão que trabalha honestamente cinco meses ao ano para pagar os impostos cobrados pelos governos, que deveriam investir em benefícios diretos à sociedade.

Marco Aurélio Rehder marcoarehder@yahoo.com.br 
São Paulo 

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DOAÇÕES

O famoso Grupo JBS, detentor da marca Friboi, que eclodiu repentinamente e espetacularmente e sobre o qual pairam dúvidas de quem seria seu verdadeiro dono, estranhamente, foi o maior doador desta atual campanha política. Além disso, mais estranho ainda foi o fato de o maior valor doado pelo grupo ter sido exatamente para o PT. E, em contrapartida, absolutamente nada coube ao PSDB, de Aécio Neves, e ao PSB, de Marina Silva. No mínimo, faltou cordialidade, colaboração ou é suspeito por não ter havido vantagens ou interesses mesmo, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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BANQUEIROS

Ao acusar, covardemente, Marina Silva de ser apoiada por banqueiros, Dilma Rousseff omite, vergonhosamente, que o PT é o destinatário de milionárias doações do Bradesco (R$ 8,675 milhões) e do BTG Pactual (R$ 9,200 milhões) – até agora –, entre outros bancos.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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O MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO

As doações de campanha dos principais candidatos à Presidência já passaram de R$ 1 bilhão, ou seja, no Brasil, mesmo com crise e inflação, quando se fala em poder pelo poder, sempre cabe mais um bilhão. E quando falamos em saúde, insegurança, moradia, aumento para os aposentados, aí a grana é curta. Por que os candidatos que só pensam neles e nos seus “cumpanheiros” não doam toda essa dinheirama a quem precisa e mora mal, vive mal e não tem perspectiva de vida? Isso eles nem pensam, afinal, esse R$ 1 bilhão vai se multiplicar mais rápido do que quando Jesus fez a multiplicação dos peixes e dos pães. Uma vergonha. 

Kaled Baruche kbaruche@bol.com.br 
São Paulo

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EIKE BATISTA

O Judiciário Federal do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de bens do ex-grande empresário Eike Batista. O arresto atinge a poderosa cifra de R$ 1.500.000.000,00 (um bilhão e meio de reais – dinheiro "prá dedéu"). É quantia não estimada de bens, mas, sim, de dinheiro contado depositado em bancos (“Justiça manda bloquear até R$ 1,5 bi em contas de Eike”). Embora seu advogado diga que essa dinheirama não exista – o valor seria menor –, não se pode acreditar que se trate de uma medida irrefletidamente requerida ao juiz e por este precipitadamente determinada. Ainda que a quantia arrestável seja menor, o dinheiro em banco que possa certamente existir ainda não será pouco. Mas como será que o sr. Eike conseguiu ajuntar tanto dinheiro? Esse, mais o montante de dinheiro e de bens que seus filhos e mulheres receberam em doação e o que gastam em demonstrações de luxo e riqueza, como terá sido amealhado? Como? Aguardam-se explicações.  

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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DE VOLTA À CLASSE MÉDIA

Fiquei comovido ao ler a entrevista de Eike Batista. Então, o ex-bilionário está sofrendo por permanecer na classe média endividada? Eu gostaria muito de saber que tipo de classe média ele é. O que ele come, como é sua atual residência, que carro ele dirige, para onde ele vai em suas férias, etc. Gostaria, também de sugerir a Eike a venda dos bens doados a seus filhos (sacrifícios devem ser compartilhados por toda a família). Com o dinheiro obtido, poderia pagar algumas de suas dívidas. Quem merece pena de verdade são os brasileiros, financiadores compulsórios do BNDES, que entregou rios de dinheiro para pagar as aventuras empresariais e a vida de playboy de Eike Batista, sem falar nos incontáveis cidadãos que perderam anos de economia ao aplicar seu dinheiro em ações das **X. Felizmente, não estou entre estes últimos.
 
Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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A QUESTÃO DA MORADIA EM SP

O editorial de ontem sobre as invasões de prédios no centro de São Paulo (“Uma mistura explosiva”) mostra a incoerência das associações que lutam por moradias. Invadindo prédios que já estão sendo desapropriados para este mesmo fim e que serão transformados ou adaptados para possibilitar uma ocupação razoável e regular, não faz sentido incentivarem novas invasões e resistirem às desocupações, pois isso só conduz à favelização dos prédios. Pior para os sem teto e horrível para a cidade.

Rosangela Delphino touligada@hotmail.com 
São Paulo

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‘UMA MISTURA EXPLOSIVA’

“O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) não é um movimento de moradia, mas um projeto de acumulação de forças para mudança social”, disse Guilherme Boulos em entrevista recente ao “Estadão“. As obstruções diárias do ir e vir e o vandalismo (ônibus queimados no centro de São Paulo) desse movimento já comprovaram as intenções reais, confirmando as palavras do chefe, que se sobrepõe graças à "ajuda" que lhe é agregada pela omissão voluntária das autoridades (lembrar que o prefeito é o petista Haddad) e à involuntária de uma população acrítica, que não sabe que está sendo conduzida para que determinados grupos de esquerda atinjam o seu objetivo. Esse objetivo foi delineado por Gramsci, que em suas teorias de blocos hegemônicos juntou Marx e Maquiavel para determinar o seguinte: a base real da sociedade (forças produtivas) é conduzida pela ideologia (sistema de ideias, doutrinas e crenças) e a mudança começa nas escolas (lembrar greve na USP). Em suma, o mais importante de tudo é tomar o poder e dele nunca mais sair (como os Castro, em Cuba) não importa como, pois os fins justificam os meios. E esse é o objetivo delineado desde a fundação do Foro de São Paulo por Fidel e Lula, em 1990. O Foro foi planejado por Fidel – que perdeu seu financiamento soviético com a derrubada da ex-URSS e a queda do Muro de Berlim (1989) –, com o objetivo de criar repúblicas socialistas na América Latina que continuassem a financiá-lo, como faz o Brasil petista, que pretende se igualar aos demais regimes bolivarianos (ou comunistas) por meio do Decreto 8.243. Assim, nenhum fato está isolado, daí ser muito pertinente e importante o artigo de 17/9 “A democracia fragilizada”, do general Rômulo Bini Pereira, que deixou bem claro que Dilma e Marina pertencem ao Foro de São Paulo e que Dilma e Marina apoiam o tal decreto. “Cabe ao jornalismo não apenas fazer o registro e o inventário das ações criminosas. É preciso condená-las com a força da apuração de qualidade”, disse Carlos Alberto Di Franco no artigo “Ativistas, militantes e criminosos", no “Estadão” de 4/8/2014. O recado está dado.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

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AS INVASÕES DO MTST

Mostram apenas a incompetência administrativa das grandes metrópoles. Saem de um moquifo abandonado e entram em outro, e a polícia, comandada por esses incompetentes que governam, sai como matadores de formiga saúva, com o trabuco nas mãos de formigueiro em formigueiro.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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A CRISE HÍDRICA EM SP

Notícia veiculada há menos de um mês sobre duras críticas ao governador Geraldo Alckmin, em razão da crise hídrica, feitas pela portuguesa Catarina Albuquerque, relatora especial da ONU sobre água e saneamento, foi no mínimo estranha, pois a representante (da ONU) culpou o governo do Estado pela seca nos reservatórios ignorando o fato de São Paulo viver a maior seca dos últimos 84 anos. Pois bem, a notícia veiculada em 17/9, no “Diário do Grande ABC”, nos mostra o quanto esta senhora foi induzida às críticas: estando no Brasil para compromissos particulares ao lado do marido, foi “convidada”, e aceitou graciosamente, para participar de evento sobre a crise hídrica em Campinas, ocorrido no final de agosto. Quem convidou?  O presidente da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (Assemae, sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em Brasília), Silvio José Marques, que organizou o evento e não por acaso é filiado ao PT desde 1988.  Estão mais do que evidentes as críticas, bem como a ironia soprada por alguém “parece que sempre é culpa de São Pedro”. Todo cuidado é pouco! Pois alguém disse que fariam “o diabo” para ganhar as eleições e o chefe, que a oposição “não sabe do que são capazes”.

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Bernardo do campo 

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O PROJETO DE PADILHA

Se o candidato Alexandre Padilha (PT) for eleito governador em São Paulo, ele tem um projeto para combater a falta d’água: irá fazer a “transposição” da água do mar para as represas, no modelito feito no Rio São Francisco.

Ademar Monteiro de Moraes ammoraes57@hotmail.com 
São Paulo

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