Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO E ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2014 | 02h12

O engavetador de Dilma

Entra ano, sai ano e nós, brasileiros, continuamos mantendo um réu como presidente do Senado. Renan Calheiros (PMDB-AL), sete anos atrás, depois de parar o funcionamento do Legislativo durante um ano inteiro, renunciou a esse mesmo cargo para escapar da cassação do seu mandato por improbidade administrativa - era o caso em que despesas pessoais dele e de sua amante foram pagas pela empreiteira Mendes Júnior. Agora, o presidente do Senado volta a movimentar as manchetes criminais: além de ter sido denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por improbidade administrativa naquele mesmo caso da renúncia, o engavetador oficial de CPIs comprometedoras de dona Dilma Rousseff está também na lista de recebedores de propinas do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Enquanto esse tipo de gente continuar dando as cartas no Congresso Nacional, enquanto gerentes e presidentes sem representatividade continuarem sem ler ou saber o que assinam, enquanto continuarmos elegendo incompetentes sem experiência, sem moral e sem ética, vamos continuar fingindo que somos um país e que vivemos numa das maiores democracias do mundo. Porém não passamos de um cenário...

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Queda de cabelos

Vem em péssima hora para Renan Calheiros essa acusação formal do MPF de que ele recebeu propina da construtora Mendes Júnior para elaborar emendas parlamentares beneficiando a empreiteira, juntamente com o pedido, em caso de condenação, da perda do seu cargo público e do ressarcimento do dano causado. Logo agora, com o seu nome envolvido na delação premiada de Paulo Roberto Costa no escândalo do petrolão, e sentindo calafrios com a provável eleição de Marina Silva, quando o seu prestígio político deverá se aproximar de zero, conforme declaração da candidata! Aqueles fartos fios de cabelo, cujo implante ajudamos a pagar, estão perigando cair da cabeça de Renan, que deve estar neste momento a ponto de explodir.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Razões de governo

Começo a dar razão à outra candidata a presidente quando disse que "o PT colocou o diretor Paulo Roberto Costa para assaltar o cofre da Petrobrás", depois da declaração do ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli de que as razões e motivações para a indicação do referido diretor foram de exclusividade do governo - e foi durante o governo do Lula (só mutretagem) que ocorreu a nomeação. Daí o desespero dos cumpanheiros tentando mudar a data da nomeação do membro da quadrilha.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Ainda o perfil alterado

A Petrobrás identificou o autor de alteração do perfil de ex-diretor da Petrobrás na Wikipédia, mas não informou o nome dele. Aposto que é um apaniguado com alto salário e filiado ao PT.

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

De culpas

Depois de 12 anos de governo, o PT não é culpado de nada, Fernando Henrique Cardoso continua culpado de tudo... Como o PT vai explicar sua corrupção depois que perder a eleição? É incrível como os petistas não conseguem separar-se da lama. Aliás, os caudatários e a militância do PT se transformaram em cúmplices da corrupção desse partido!

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugeniojalati@gmail.com

Campinas

Hora de mudança

Nestas eleições, para o bem da Nação, é importante a alternância na Presidência da República e a redução das bancadas do PMDB e do PT na Câmara dos Deputados e no Senado. São partidos notoriamente reconhecidos por seu fisiologismo e pela corrupção e ambos obstinados pelo poder. Com essas mudanças, esperamos que o(a) novo(a) presidente seja competente, deixando de mentir que "não viu nada" dos malfeitos, e que as novas bancadas, já reduzidas desses partidos, votem matérias de interesse do povo, ao invés dos interesses do governo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Sem causa

Caro vice-presidente Michel Temer, como o senhor pode ir à TV pedir apoio para os deputados do seu partido, o PMDB, alegando que eles sempre votam de acordo com o desejo do povo, se vocês só votam com o partido do governo? Valha-me Deus!

MARIA JOSÉ DA FONSECA

fonsecamj@ig.com.br

São Paulo

Palácio e palanque

A Nação tem assistido a manifestações eleitorais da candidata-presidente utilizando como palanque o Palácio da Alvorada. Tal obra, inaugurada em 1958 e tombada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, deveria acolher exclusivamente atividade compatível com sua qualificação. Nenhum cidadão, incluindo a referida candidata, tem a prerrogativa de utilizar patrimônio público em atividades privadas. Que se cumpra a legislação.

BENEDITO LIMA DE TOLEDO, professor titular da FAU-USP

bltoledo@uol.com.br

São Paulo

Campanha de exceções

Minha correspondência não chega mais com a mesma assiduidade de dias e horários por causa da greve dos Correios. Mas como esse também é mais um órgão público manipulado pelos petistas, abre-se uma exceção à candidata Dilma e se entregam 4,8 milhões de panfletos de sua campanha eleitoral, caracterizando mais um uso de bem público em seu benefício. É proibido por lei, mas... Ora, as leis, para essa gente que tomou conta de todos os órgãos do governo!

LEILA E. LEITÃO

São Paulo

Propaganda dilmista

Pergunta que não quer calar: como pode a sra. "presidenta" falar em sua propaganda política que no seu governo não houve corrupção e no próximo mandato a "luta" contra a corrupção vai ser ainda maior? É muita cara de pau, não é, não?

REGINA CÉLIA RADUAN ARINI

reginaraduan@yahoo.com.br

São Paulo

Independência

Em outubro o País tem a chance histórica de proclamar sua independência do Reino Unido da Corrupção PTbrás. Basta!

J. S. DECOL

decoljs@globo.com

São Paulo

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ELEIÇÕES 2014 E OS CORREIOS

Segundo matéria publicada no “Estadão” de ontem, o governo federal economizou, porque não precisou pagar pelos serviços prestados pelos Correios para distribuir panfletos de Dilma Rousseff, que está em busca de sua reeleição à Presidência da República (“Correios abrem ‘exceção’ para distribuir panfleto de Dilma”). E o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não vai se pronunciar sobre o assunto, pois sabe que com essa “economia” vão sobrar mais “verbas” para o órgão “fiscalizar” os abusos de campanhas da oposição. Plagiando Bóris Casoy, isto é uma vergonha!

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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‘VAMOS BIÉN!’

 

A denúncia de que a campanha de Dilma Rousseff  conta com a vista grossa de uma empresa sob controle da União, os Correios, para distribuir panfletos de divulgação de campanha sem o devido comprovante da postagem oficial, em escancarada burla a qualquer tentativa de controle sobre a quantidade do material distribuído, apenas reforça a certeza de que o partido fundado por Lula considera o Estado brasileiro mera extensão de seu Diretório Nacional e só aguarda o momento adequado para o “grande salto”, quando, então, dará caráter “institucional” a esse item não escrito de seu estatuto. Para o PT, que sempre desprezou nossa “democracia burguesa” e vê a si mesmo como a vanguarda do Brasil (rumo ao socialismo), a União, como o prova o caso dos Correios, é vista como um mero apêndice do partido e, sendo assim, nada mais natural que sirva a seus interesses de forma incondicional, assim como veem com naturalidade o uso da Petrobras para os seus propósitos, da mesma forma como Chávez – e hoje Maduro – valem-se dos recursos da PDVSA (a Petrobrás de lá) para viabilizar seus objetivos políticos. Assim, que ninguém se espante com a afinidade entre Brasília e Caracas cujo modelo político inspira-se, por sua vez,  em Cuba, a vanguarda do atraso que tanto motiva os "companheiros";  país onde ninguém sabe onde termina o partido e começa o Estado – que, ao fim e ao cabo, são uma coisa só. Sem exageros, é "esse" o rumo que o Brasil está tomando sem se dar conta do que isso significa.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    

São Paulo

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OS CORREIOS E OS PANFLETOS DO PT

Foram entregues via pombos-correio. O custo se resume a um pouco de milho e mais nada.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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CAPÍTULOS DO MESMO LIVRO

A presidente Dilma Rousseff pediu para prepararem um capítulo sobre gestão e corrupção. Se o PT ganhar as eleições, Deus nos livre, terá de ser um livro com vários capítulos: Petrobras, Pasadena, Correios, Mensalão, etc. Mas sempre pode haver mais cenas do próximo capítulo.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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‘A MÃE DE TODAS AS CORRUPÇÕES’

Na primeira palestra após ter se aposentado, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa fez duras críticas à reeleição para cargos executivos no Brasil. Barbosa afirmou que é necessário acabar com a reeleição, tratada por ele como “a mãe de todas as corrupções” nos países em que as instituições ainda não estão consolidadas. Ainda bem que em toda essa imundície temos um brasileiro inteligente e de opiniões fortes e verdadeiras. Quem sabe um dia poderá ser presidente.

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br

São Paulo

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BARBOSA E A REELEIÇÃO

Li com interesse a repercussão da fala do ex-ministro Joaquim Barbosa: “Reeleição é a mãe de todas as corrupções”. Ouso discordar do ex-ministro, porque para mim “a mãe de todas as corrupções” é a desconsideração total pelo preceito constitucional “todos são iguais perante a lei”. Por outro lado, concordo com o ex-ministro sobre o voto distrital.

Carlos Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br

São Paulo

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DEBATE

Sou contra a reeleição de políticos em cargos majoritários, e acho que cada Estado deveria ter independência de jurisdição eleitoral para promover debates e até um referendo popular sobre a questão. A obrigatoriedade do voto também é outro quesito que também deveria entrar no rol de debates e ser apreciado num plebiscito. Muitos governantes e parlamentares são sempre reeleitos, muitas vezes sem ter mérito para isso, e a obrigatoriedade do voto já soa por si um estado de pré-ditadura eleitoral.

Célio Borba celioborba@ovi.com

Curitiba

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DILMA X MARINA

O que Dilma Rousseff poderia oferecer de novo, caso seja reeleita? Pouco, pois quatro anos no poder mostraram que a sua imagem como “gerentona” competente e austera foi golpe de propaganda eleitoral. Estão aqui a corrupção, a recessão, a inflação, a crise no setor energético, o descontrole das finanças públicas e por aí a lista vai. O que Marina Silva poderia oferecer, caso seja eleita? Várias coisas, começando pela visão estratégica e a vontade de fazer as reformas absolutamente necessárias, prometidas e nunca compridas pelo governo de PT faz 12 anos. Parece óbvio, mas infelizmente não é tão simples assim, pois Dilma tem quase seis vezes mais tempo de propaganda eleitoral que Marina. É tempo suficiente para tentar “desconstruir” Marina, semear desinformações (até sobre a independência do Banco Central) e convencer os desatentos de que melhor estraga. Há também o “capo di tutti capi” eleitoral, a Bolsa Família, que, de acordo com a declaração de José Dirceu, “são mais que 40 milhões de votos”. A máxima diz “cada povo tem o governo que merece”; não merecemos mais quatro anos.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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A BOMBA DE MANTEGA

Campanha eleitoral. Todos os candidatos se preparam com corte de cabelo, roupas bem escolhidas, sorriso permanente, abraços a todos e beijos nas criancinhas, pronunciamentos muito pensados, programa exaustivo, enfim, é extremamente cansativa a campanha eleitoral. Marina, Aécio e Dilma, tensos, dando o melhor de si. Explicam que seus planos estão em estudos – porque não querem ver críticas sobre os planos que eles não têm –, enquanto criticam o único plano divulgado. Sim, é exaustiva a campanha eleitoral. De repente, em 18/9, a 17 dias da contenda, vem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e diz: “As diretrizes da economia serão mantidas”. Bum!!! Estoura uma das campanhas a quem se culpava inflação, desemprego, recessão. Fim. “Ministro jogou gasolina na casa pegando fogo” é a manchete do jornal do dia seguinte. Haverá sobrevivente?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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CAMPANHA ELEITORAL

Os melhores cabos eleitorais: Dilma e Marina trocam farpas e Lula estimula. Aécio soma pontos. Como é nojento esse comportamento, e acaba mostrando ao eleitor ser conveniente eleger o mais civilizado.

Paulo M. Costa Júnior paulomaiacjr@hotmail.com

São José dos Campos

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TEMOS OPÇÕES

Felizmente, nesta eleição temos opções. No primeiro turno, Aécio Neves; se não for ao segundo, Marina Silva, que, inteligentíssima, vai saber agrupar as melhores cabeças pensantes do País, independentemente de partidarismos, sem chamar outros ou deixar os bandidos que estão hoje.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio

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INCÓGNITA MARINA SILVA

 

“Incógnita camaleônica” (6/9, A10) ou não, Marina Silva, talvez, seja a última esperança dos eleitores brasileiros para não desacreditarem de vez da política.  Até as eleições a candidata do PSB, que em alguns Estados está à frente nas pesquisas eleitorais, será o alvo preferido de seus adversários. Muitas mentiras virão, algumas verdades, também, mas o tiro deverá sair pela culatra. Primeiro, porque quem elege este ou aquele candidato já aprendeu a "separar o joio do trigo", consequentemente, não precisa de informações extras para desqualificar o candidato escolhido. Segundo, já conhecemos o "telhado de vidro" destes que estão a jogar pedras na tentativa desesperada de reverter o único e provável resultado das urnas nas eleições de outubro próximo. 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

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CRIATIVIDADE PERIGOSA

A prova da falta de experiência da Marina é, mais uma vez, refletida na ideia absurda de compor o Legislativo com os candidatos mais votados. Com essa sua "criatividade", uma das vagas seria destinada ao Tiririca. Precisa dizer mais alguma coisa?

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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RESPEITO À HISTÓRIA

Outro dia, vi e ouvi a candidata Dilma declarar que fora presa por ter ideias. Ao que se sabe, sua prisão ocorrera por atos terroristas e subversão da ordem. Chega de querer enganar os incautos. Quem viveu à época sabe bem disso. Honestidade e fidelidade aos fatos não fazem mal a ninguém e respeitam a história.

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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DOSSIÊ

O PT não tem como remexer o passado de Marina sem revelar o próprio, e aí...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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A CAMPANHA PETISTA

Cumprimentos ao professor e jornalista Eugênio Bucci, por seu brilhante artigo “De sujeito e objetos” (“Estadão” de 4/9, A2). Estabelece uma analogia entre a função de cada palavra na construção de uma frase e a maneira de governar por parte de certas ideologias, baseando-se na fala da candidata Dilma, que, na verdade, exprime o essência destas ideologias. Achando que deve prover seus subjugados cidadãos de todas as suas necessidades, a elite política dominante transforma-os em seres inermes e inertes, simples objetos de suas ambições arbitrárias. Cada vez mais dependentes de migalhas que esta elite dominante lhes destina com enorme estardalhaço, veem aniquilada sua dignidade e, como consequência, deixam de ser cidadãos, pois passam a ser teleguiados em seus direitos civis e políticos. Será este o caminho que escolhemos para nosso sofrido país? Às urnas para conferir.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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DE GETÚLIO AO BRASIL DE HOJE

Respeitando o artigo do sr. Fernão Lara Mesquita, na edição de ontem (“Getúlio modernizou o País?”), permita-me alguns comentários: Getúlio foi um ditador, sim; populista, sim; raposa matreira, sim, porém, se não fosse ele, este país seria uma enorme fazenda até hoje com os srs. coronéis enviando seus filhos a estudar na Europa mantendo na escuridão a plebe. Tanto a Petrobrás como Volta Redonda (CSN) representaram o intervencionismo estatal na economia, tudo bem, mas foi um passo em direção à industrialização, indesejada por certas classes nas décadas de 30 a 50. Criou a CLT com seus vícios, protecionismos que, hoje em dia, podem representar um entrave aos negócios em função do "protecionismo" ao empregado, mas o que havia na época? Foi injusta a criação da jornada de 8 horas/dia, da previdência social, do direito às férias? Alguém se lembra ou leu a respeito das condições de trabalho antes dessa legislação? Se a CLT é retrógrada, lembro que ela existe há 71 anos, passou por governos democráticos, ditaduras e sindicais, como o atual, e quem ousou alterá-la? A legislação trabalhista nem é pauta dos programas e discursos de qualquer um dos candidatos à presidência. Foi culpa de Getúlio? Acho que estão tentando matar o mensageiro pela mensagem entregue.

 

José Francisco D’Annibale dannibale@uol.com.br

São Paulo

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O LEGADO DE VARGAS

Vargas é o maior desafeto do povo paulista, seu nome incomoda. É sempre tema controverso. Em cima do assunto proposto, Vargas representa tudo que é de atraso e descalabro na Instituição Republicana brasileira. A república antes Vargas era conchavos e alternância São Paulo e Minas Gerais, já era podre! E com o tal Estado Novo ficou pior. Acredito que os militares em 1964 foram consequência do legado deixado pelo gaúcho. E a história mostra mais outra vez que a fórmula do populismo sempre nos empurra para períodos obscuros e bizarros. Getúlio certamente governava para sua própria vaidade e interesses, similarmente aos dias de hoje em que prevalecem arrendamentos partidários. Simpatizava com o fascismo, e hoje o que vemos é o financiamento da ditadura cubana com o programa Mais Médicos. O atraso não é só notório como também estacionário na Instituição e nas figuras que atualmente compõe o conjunto que administra, legisla, e toma partido ao manter tal organização governamental. Vargas talvez seja a figura principal em 125 anos republicanos; para expor cada vez mais a miséria social e ideológica instituída e legitimada.

Ednei Segato ednseg@gmail.com

São Paulo

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SEM HOMENAGENS

O artigo “Getúlio modernizou o Brasil”, de Fernão Lara Mesquita (19/9, A2), deveria servir de guia para deletar seu nome de qualquer logradouro público, seja avenida, praça, rua ou escola em qualquer rincão do território nacional. O País, sob o governo Vargas, viveu 24 longevos e intermináveis anos de corrupção e feroz ditadura, com declarado viés totalitário simpático ao nazismo de Hitler e ao fascismo de Mussolini, tendo causado um mal profundo ao Brasil, perpetuado nos dias atuais no sindicalismo pelego e na corrupção endêmica que grassa de cima a baixo da estrutura de poder. Já que não se pode banir Getúlio Vargas da história, que seja, então, banido das homenagens póstumas que não fez por merecer.

J. S. Decol decoljs@globo.com

São Paulo

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PLEBISCITO NA ESCÓCIA

A votação na Escócia (55,3%), para continuar como parte do Reino Unido e rejeitando a independência, acabou contrariando a previsão do maior historiador inglês da atualidade, Norman Davies, que acreditava que, após o fim da União Soviética, o próximo estado que iria acabar seria o Reino Unido. Pelo visto prevaleceram as considerações dos analistas econômicos, de que o voto “sim” pela separação seria contra a racionalidade econômica, ou seja, dificilmente a Escócia sobreviveria com o mesmo padrão de vida que ela tem hoje. Em suma, se já estava bom, agora ficará melhor com a promessa do Reino Unido de dar mais poderes ao Parlamento escocês.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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VOTAÇÃO APERTADA

A saída para a votação apertada que decidiu pela manutenção da Escócia no Reino Unido é dividir o país ao meio, como aconteceu na Irlanda.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

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ESCÓCIA E BRASIL

A semelhança é que a Escócia não consegue se livrar do Reino Unido. E nós, do PT.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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RETRATOS DO BRASIL – PNAD

Estou próximo a Ribeirão Branco e a realidade mostrada no caderno especial “Retratos do Brasil – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios” (19/9) não é exclusividade somente deste município da nossa região. Um dos principais fatores contribuintes para a perpetuação da pobreza por aqui é a legislação trabalhista brasileira, que se mostra absolutamente inadequada para a realidade da atividade rural, seja para o trabalhador ou para empregador. É nos imposto um arcabouço de normas absurdas e totalmente desconexas da realidade da atividade rural. Somos tratados como se fossemos um estabelecimento comercial ou industrial sendo que as peculiaridades do dia a dia da atividade agrícola, nem de longe, são levadas em consideração. Se realmente houver interesse em tirar essas pessoas da pobreza, cabe ao legislador modificar a legislação, para que ela estimule o empregador a contratar e garanta oportunidade àqueles que desejam trabalhar. Enquanto o papa Paulo VI dizia que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”, o populismo petista pratica a máxima: “A manutenção da pobreza é a garantia da próxima eleição”.

David B. Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

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BUROCRACIA

Um dos grandes entraves hoje ao desenvolvimento do Brasil é a burocracia reinante nas esferas da União, dos Estados e dos municípios. São exigências tão descabidas e absurdas que dificultam a vida das pessoas e das empresas. O saudoso ministro Beltrão deu uma grande contribuição ao desmonte de uma grande parte da máquina burocrática. Apenas para exemplificar, antigamente, para conseguir alguns direitos, era necessário apresentar o Atestado de Vida mesmo com a presença do cidadão! É de pasmar, ao invés de o cidadão ter apenas um número nos seus documentos, cada um porta um diferente: o CPF, a carteira de identidade, o título de eleitor, a carteira de motorista, carteira de trabalho, beneficio do INSS e por aí vai. Veja o que é necessário para obter uma carteira de trabalho e habilitar-se a ser empregado: para agendar a ida a um dos postos, pelos menos 10 dias, e mais 15 para receber o documento! Volta, Beltrão!

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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O BRASIL, A FOME E A BOLSA

A ONU apontou que o Brasil diminuiu em 75% a fome extrema no País. Vale perguntar: então o povo vivia de brisa antes, já que 40 milhões de brasileiros vivem do Bolsa Família com apenas R$ 2,00 por dia? A ONU só não divulga que, ao contrário do que se esperava, quase ninguém saiu desse programa, que já está na terceira geração. Deram o peixe e ensinar a pescar, até agora, nada. Não deixa de ser um “Bolsa Escravo do Voto”.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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AINDA O FOME ZERO

Então o PT continua vivendo e sobrevivendo à custa da marquetagem. Lula se elegeu pela primeira vez graças ao marketing do Fome Zero, elaborado por Duda Mendonça, mas nestes 12 anos o Brasil acabou esquecendo ou não sabendo, que para a formação do ser humano não basta só comer, é preciso comer com qualidade para o pleno desenvolvimento físico e mental, é preciso morar com dignidade e ter escolas e atendimento médico de qualidade. O País e sua gente tiveram um retrocesso em todos esses aspectos, então Lula e o seu PT não fizeram a lição de casa. E não é que resolveram ressuscitar o filme? Com Dilma na rabeira das pesquisas, apesar do Ibope, e já no desespero de perder a boa vida, a petralhada fez o povão se lembrar da façanha através de um relatório da FAO. E quem é o diretor-geral da FAO? José Graziano, que já foi ministro do governo Lula e hoje assume espontaneamente a função não-declarada de marqueteiro, exatamente no momento de maior necessidade, o das eleições.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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CLUBE DO TIO PATINHAS

Segundo um estudo feito pela consultoria Wealth X e pelo UBS, São Paulo é a sexta cidade com mais bilionários no mundo, sendo superada somente por Nova York. Moscou, Hong Kong, Londres e Pequim. O Brasil com 6l bilionários está situado em nono lugar no seleto Clube do tio Patinhas (HQ) e podem se dar o desplante de praticar seu esporte favorito que é o seu mergulho matinal no depósito de moedas. Em 2013 ingressaram nesse seleto clube 155 pessoas numa alta de 7% totalizando 2.325 pessoas que detêm US$ 7,3 trilhões, 12% a mais do que no ano passado. Cerca de 90% deles são casados e tem em média dois filhos. Nesse clube parece que a regra é contrária a do Clube da Luluzinha (HQ), pois apenas 17%, ou 286, são mulheres. Até no Clube dos Milionários o Brasil anda em marcha à ré. Em 2014 a riqueza dos brasileiros diminuiu de US$ 259 bilhões para US$ 182 bilhões. A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo, e não pela riqueza dos príncipes (Adam Smith).

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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EIKE BATISTA: ‘LÁ FORA SOU ADMIRADO’

Eike Batista repete o refrão de seu mentor, Lula, aqui dentro mostra de fato o que são, meros esculápios que se tornaram ricos com dinheiro público.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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SÃO PAULO COLORIDA

São Paulo está ganhando, na gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), novas cores com a pintura, na cor rosa, das ciclovias, e linhas brancas, nas faixas exclusivas de ônibus. Para completar o colorido do leito carroçável das vias públicas de São Paulo, sugerimos também colorir as faixas reservadas aos veículos de passeio, já que quem paga a despesa é a população contributiva da capital, ficando a critério do alcaide a escolha da cor. O grande problema é colorir as pistas esburacadas e onduladas, para alertar os motoristas e evitar acidentes de trânsito, porque os veículos já estão se acostumando às trepidações e aos saltos sobre buracos. São Paulo já não é mais a mesma.

 

Alexandre Luiz Senra Antonini familiaantonini@ig.com.br

São Paulo

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CICLOVIAS

Sou um paulistano de 68 anos e nunca vi tanta incompetência ao executar um projeto, se é que existe. Estão emporcalhando a cidade toda com faixas vermelhas que estão chamando de ciclovia. Nenhum órgão nem um jornalista teve a coragem de denunciar este emporcalhamento da cidade de São Paulo. Este serviço está sendo executado de graça? Claro que não. Quem vai ter coragem de dar um basta nesta ação e em outras absurdas, como faixa para ônibus onde passa um a cada hora e meia?

Rubens D. Cossermelli psf@psf.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO

Deveria haver um plebiscito na cidade para aprovar ou não estas ciclovias. Enquanto milhares de pessoas são prejudicadas no trânsito, as ciclovias passam a maior parte do tempo vazias. Assim não dá! Cadê a democracia?

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com

São Paulo

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‘BRINCANDO COM CICLOVIAS’

 

Quero me aliar ao editorialista da página A3 de 14/9/2014 (“Brincando com ciclovias”), na indignação com relação à ciclovia que nosso atual prefeito está pretendendo implantar, com todas as ações de complicação de trânsito que ocorrerão e sem nenhuma consulta à população e sem apresentar nenhum estudo justificativo. Também não tenho nada contra o uso de bicicleta para auxiliar na mobilidade urbana, mas pintar asfalto e colocar placa apenas para melhorar uma estatística é muito invasivo para a nossa São Paulo. Muitas alternativas existem para a implantação de circuito para trânsito exclusivo de bicicletas na região da Avenida Paulista, sem ferir este ícone paulistano e sem prejudicar ainda mais a mobilidade. Gostaria de ouvir o pessoal do Movimento Paulista Viva – que sempre defenderam seu espaço em benefício da população.

 

Pedro Ernesto Py  pedro_py@uol.com.br

São Paulo

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RODÍZIO

Pela quantidade de bicicletas esperadas nas ciclovias, já existe um plano para o rodízio delas?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com  

São Paulo

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TAXIS NA FAIXA DE ÔNIBUS

A liberação dos taxis para trafegar pelas vias dos ônibus, no mínimo, é uma ajuda do poste Haddad ao poste apagado caindo pelas tabelas Alexandre Padilha, o fraco. O Ministério Público precisa urgentemente ver isso, afinal, mudar de lado como se muda de roupa numa cidade como São Paulo não é normal, mesmo vindo de um fraco prefeito.

 

Antonio Jose Gomes Marques a.jose@uol.com.br

São Paulo

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DECISÃO DE AFOGADILHO

Depois de impedir o tráfego de taxis pelas faixas privativas de ônibus, a Prefeitura os liberou para trafegarem por elas, já que estudos da sua área técnica chegaram à conclusão de que eles não prejudicam a circulação dos ônibus, como foi anunciado anteriormente. Os corredores continuam proibidos. A conclusão óbvia a que se chega é de que a proibição anterior foi tomada de afogadilho, como muitas outras do atual prefeito. Entretanto, agora o promotor da Habitação e Urbanismo do Ministério Público Estadual é quem ameaça recorrer à Justiça, se necessário for, mostrando-se veementemente contrário à nova decisão da Prefeitura, declarando inclusive que “o setor técnico só pode ser esquizofrênico. Não sei por que eles estão adotando uma lógica diferente do estudo que eu tenho aqui e da lógica que foi aplicada para os corredores”. Declarou, ainda, “pobre da cidade em que a burguesia que anda de táxi se sobrepõe aos que andam esmagados em ônibus”. Ocorre que o caos atual do trânsito em nossa cidade é decorrente de anos de uma política errada na área dos transportes públicos. O exemplo, mais gritante que me recordo, foi a prefeitura desativar a linha expressa do bonde “camarão” que ligava Santo Amaro à Vila Mariana defronte do Instituto Biológico. Trafegava por uma via segregada, onde existe hoje a Avenida Ibirapuera e seria ainda de grande utilidade para os moradores de Santo Amaro. Poucas pessoas se lembram, mas quando o Metrô foi inaugurado, em 1974, era uma empresa municipal e só passou a ser controlado pelo Estado de São Paulo em 1978, por falta de recursos do município. Aí, em minha opinião, já tivemos um grande erro político, pois caberia à cidade gerenciar o seu sistema de transportes públicos como um todo. Sendo São Paulo a maior e mais importante cidade do Brasil e com uma população crescendo vertiginosamente, além de contribuir com 20% do PIB do País, deveria receber verbas condizentes com a sua importância. Eis um dos motivos, entre outros, por que sofremos com o trânsito caótico atual. Por tal histórico é que o serviço de taxis da cidade é importante, assim como os automóveis particulares, pois eles não servem só para transportar a burguesia, e, sim, pessoas que, por sua atividade, ou mesmo aquelas com deficiências físicas, necessitam desse transporte. Soma-se a tal situação o fato inconteste de que nossos meios de transporte público não dão conta da demanda atual e, portanto, é a causa de a população ser transportada como gado tanto nos ônibus como nos trens do Metrô e da CPTM. Cumpre ressaltar ainda que as faixas à direita para os ônibus são uma solução emergencial, já que dificultam as conversões à direita e o embarque e desembarque de passageiros. O correto são os corredores à esquerda e um aporte maciço de verbas públicas significativas, federais, estaduais e municipais, para aumentar com mais rapidez as linhas do Metrô.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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O RECUO DO PREFEITO

Razões escusas de assessores e técnicos inábeis parece que inspiraram o prefeito Haddad (PT) a proibir a circulação dos táxis nas faixas de ônibus. Apesar dos veementes e intensos protestos dos taxistas e dos usuários, essa inútil medida foi implantada. O que foi ressaltado pelos descontentes, eu inclusive usuário de ônibus, era que a medida não iria melhorar nem a velocidade média dos ônibus. Agora, o prefeito revê a medida para voltar o status quo ante e os taxis com passageiros voltarem a circular nas faixas. Diz o prefeito que seu atual discurso não é um recuo e que a presença dos táxis nas faixas tem solidez técnica e é coerente. Palavras pouco usadas para quem apenas quer iludir o povo e não passar atestado para si próprio. Se Haddad tivesse boa audição, teria prestado atenção aos argumentos dos taxistas e dos passageiros. Além disso, andar um trecho por um dia para experimentar o meio de transporte não dá para apurar os eventuais problemas, sabe sr. Haddad: é preciso usá-lo no dia a dia, em diferentes horários, coisa que não faz. Daí ser preciso ampliar o volume da audição aos interessados diretos e indiretos. Até ficar parado numa esquina e observar dá para perceber o que acontece. Faça-o na esquina Rebouças com Avenida Brasil: ali os pontos de parada foram colocados nas esquinas. Primeiro estrago: quando o ônibus parte, o semáforo fecha e então o ônibus, sem pegar passageiro, continua parado por pelo menos um minuto a mais (o que reduz a velocidade média). Segundo estrago: as roletas internas ficam próximas das portas de entrada: então o passageiro, apressado sempre, faz fila para passar na roleta, fila que muitas vezes se estende até para fora do ônibus, o qual então fica parado para permitir a entrada dos passageiros (o que reduz a velocidade média). Terceiro estrago corolário: os táxis entram e saem da faixa de forma que atrapalham é o livre trânsito dos veículos que circulam nas outras faixas; mas isto é tolerável (intoleráveis são as motos em alta velocidade e costureiras) para os carros de passeio e não interfere na velocidade média dos ônibus. Senhor Prefeito: não se valha de palavras ocas para justificar o injustificável. Houve recuo, sim. O argumento "solidez técnica" para o recuo não tem conteúdo sequer implícito. Assuma, pois, sr. Haddad, a bobagem da sua atitude impensada e resultante de um ou mais péssimos assessores. Dirija-se para perto do problema e constate tudo por ciência pessoal e sobre o que vier a constatar medite por si próprio em busca da possível solução. Esqueça assessores e que tais.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br

São Paulo

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IRREGULARIDADES NO METRÔ

A linha 6 do Metrô de São Paulo tem problemas envolvendo muito dinheiro do governo do Estado. O Ministério Público Estadual investiga as desapropriações que foram feitas, alegando irregularidades que atingem um montante de R$ 673,6 milhões. Uma situação que exige muitas explicações. E que causa uma indagação, ou seja, o governador é culpado? Por quê?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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MÁ GESTÃO NAS UNIVERSIDADES

Gostaria de manifestar minha opinião a respeito do artigo do professor José Antonio Segatto, “Greves direitos e responsabilidades”, publicado no “Estadão” em 14/9. Particularmente, em se tratando de greve, já estive em todas as posições possíveis, exceto na de "patrão" ou chefe. Meu pai foi professor universitário do IQ-Unesp. Nos anos 80, fui aluno do IBILCE-Unesp por dois anos e posteriormente concluí minha graduação na UFSCar. Sou funcionário na FOAr-Unesp desde 1994. Fiz especialização em Saúde Pública pela FCFar-Unesp e mestrado pelo IQ-Unesp. Minha esposa fez graduação, pós-graduação e é professora na FOAr-Unesp. Meu filho graduou-se em Arquitetura pela Unesp Bauru. Senti na carne todos os efeitos das sucessivas greves ao longo destes anos. Vivi a universidade como aluno de graduação, aluno de pós, pai de aluno e funcionário. No último caso, como funcionário "fura-greve", em outras ocasiões, apático e alienado e hoje como membro do comando de greve. O que chamou minha atenção no artigo do professor Segatto, apesar de muito elucidativo em vários aspectos, foi que faltou uma coisa: a solução! Além da greve, qual seria a "ferramenta" para solucionar uma situação como a que vivenciamos nos últimos dias? O que fazer quando os gestores de nossas universidades omitem informações, metem e usam todos os tipos de artifícios para subtrair nossos benefícios? Uso a palavra subtrair porque é exatamente isso que fizeram. O reajuste salarial, a fim de reposição de perdas decorrentes da inflação do período, nem sequer deveria ser discutido, simplesmente deveria ser pago. A partir do momento que os gestores nos negam essa reposição, eles subtraíram nosso reajuste salarial. O que nos restava fazer, além da greve? Outro exemplo desta subtração é a concessão da uma referência (5%) a título de isonomia salarial com a USP, que foi aprovada pelo Conselho Universitário da Unesp em 15/8/2013, prevista no orçamento de 2014 com pagamento previsto para agosto deste ano, que não foi paga. O não pagamento infringe o Código de Ética da Unesp, em que: “VII- Dos Dirigentes. 7.1? No exercício das atividades inerentes ao cargo, considera eticamente inaceitável aos dirigentes: [...] f) o não cumprimento das deliberações dos órgãos colegiados a que presidem”. Acredito que, ao ferir o código de ética da Unesp, não cumprindo a decisão do Conselho Universitário, nossos gestores estão sujeitos a um processo administrativo e suas consequentemente às penalidades. Numa situação como a que vivenciamos recentemente, em que na data-base fomos comunicados do reajuste zero, no que os reitores nos negaram um direito, seguiram protelando, só voltando discutir e negociar em setembro, qual outro instrumento teríamos para lançar mão, que não a greve? A responsabilidade por a greve ter se entendido por mais de cem dias é única e exclusiva dos reitores, que repetidamente negaram-se a realizar uma negociação efetiva. O professor Segatto apontou uma série de problemas, mas não apresentou uma ferramenta diferente da greve, capaz de solucionar o impasse criado pelos gestores das universidades. O tempo todo, o texto aborda a não regulamentação do direito de greve no setor público, e as consequências maléficas da greve para a sociedade. O professor parece esquecer que os trabalhadores das universidades e suas famílias também fazem parte desta mesma sociedade, que também sofrem com as consequências dessas greves, inclusive com cortes de salários. A regulamentação da lei de greve para o setor público não é a solução para o problema. A regulamentação da lei não muda o fato de que nossos reitores geriram mal o dinheiro público. A greve e a não regulamentação da respectiva lei para o setor público não estariam em pauta se as nossas universidades estivessem sendo gerenciadas corretamente. O crescimento das universidades vem sendo pago à custa do trabalho dos servidores. A Unesp cresceu muito nos últimos anos. Novos campus, novos cursos, maior oferta de vagas, etc. O número de servidores na Unesp hoje é menor do que em 1995. Pagamos o custo deste crescimento com nossa dedicação ao trabalho. Agora nos pedem para pagar esse crescimento e seus custos com arrocho salarial? A solução não está na regulamentação do direito de greve, mas, sim, numa gestão transparente, correta. Uma gestão "pé no chão"! Temos autonomia universitária, e daí? A autonomia universitária hoje reflete a falta de planejamento ou planejamento inadequado, visões futuristas utópicas coroadas por irresponsabilidades. O leitor há de concordar que, se tivéssemos uma boa gestão, se os salários e os direitos dos trabalhadores fossem respeitados, não teríamos greves. Se não tivéssemos greves, não precisaríamos de uma lei regulamentada para isso, concordam? Então fica claro que o problema está na gestão das universidades públicas paulistas, e não a greve. Se o problema é a gestão, a solução para os problemas também está lá. Nós, enquanto sociedade, deveríamos estar discutindo a má gestão, e não a greve. Uma vez resolvidos os problemas da gestão, não teríamos greves, simples assim. Tão simples que chega a parecer utópico.

José A. S. Zuanon josezuanon@gmail.com

Araraquara

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ELITE BRASILEIRA

A elite brasileira (que o grande demagogo chama de "zelite"), predadora e exploradora secular do povo brasileiro, é espécie que se reproduz nas universidades públicas, e ainda tem a suprema cara de pau de empunhar a bandeira da "esquerda". Cansamos de ver estudantes "revolucionários" que depois se transformam em empresários predadores ou em burocratas conservadores na máquina pública. Para mudar de fato, o Brasil tem de se libertar dessa incubadora de exploradores em que se transformou a universidade pública.

Renato Pires repires@terra.com.br 

Ribeirão Preto

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ESCÂNDALOS NA CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é uma entidade dominada por salafrários. Criam regulamentos subreptícios para prejudicar os times médios e pequenos em favor dos grandões e dos apaniguados por seus dirigentes, como é o caso do Vasco e dos times de Santa Catarina (um dos atuais vice-presidentes mais atuantes da CBF é de lá). Extorquem dinheiro dos clubes e de torcedores para sustentarem com proventos altíssimos (o presidente da CBF ganha mais de R$ 170 mil por mês) conhecidos “coronéis” de diversas regiões do País, como é o caso de Fernando Sarney, filho do famigerado José Sarney. Ou se muda essa lamentável situação ou o futebol brasileiro continuará ladeira abaixo, perdendo cada vez mais o respeito e a torcida dos brasileiros.

Aloísio de Araújo Prince aloisioprince46@gmail.com

Belo Horizonte

 

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