Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2014 | 02h04

Tecnologia brasileira

Não pude deixar de me manifestar ao ouvir da nossa presidente que não temos tecnologia para fazer uma simples calha de concreto a céu aberto no sertão nordestino. Sim, essa obra não passa disso. Gastamos lá R$ 8 bilhões, dinheiro do contribuinte jogado fora há sete anos, puramente de cunho eleitoral, abandonado após a eleição porque não havia mais interesse. Talvez a presidente se esqueça de que no início dos anos 1970 essa mesma engenharia que ela desconhece construiu uma ponte sobre o mar com 14 km de extensão, 70 metros de altura de pilares e fundações pressurizadas abaixo do nível do mar. Uma questão de prioridades. Simples assim.

JOSÉ CLAUDIO BERTONCELLO, engenheiro, membro do Instituto de Engenharia

jcberton10@hotmail.com

São Paulo

Outro erro?

O IBGE (Instituto Brasileiro Geralmente Errado) aprontou mais uma. Agora foi a vez da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que revela o índice de desigualdade de renda da população. A presidente do instituto, Waismal, digo, Wasmália Bivar, pediu desculpas a todos e justificou que tabela errada distorceu resultados. Depois de contas de "chegar", de um dia para o outro o índice de 2013 foi reajustado: passou de 0,498 para 0,495. Em seguida a ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão, Miriam Belchior, informou que vai constituir uma comissão de especialistas independentes para avaliar a "consistência" da Pnad. Ora, não é necessário gastar mais dinheiro com essa pesquisa além do que já foi jogado fora. Basta os integrantes do primeiro escalão do governo saírem dos condomínios de luxo onde moram em Brasília, cercados de seguranças por todos os lados, e fixarem residência nas grandes cidades brasileiras para notarem o abismo que existe entre milionários e paupérrimos. Diariamente desfilam em frente às nossas casas dezenas de esfomeados e esfarrapados, moradores de rua, à procura de roupas e alimentos para matar a fome. Fome zero uma vírgula! Portanto, mascarar o índice, pontinhos para cima ou para baixo, não vai alterar a nossa opinião nem a situação da pobreza no Brasil.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Comédia-pastelão

Não há como contestar, o IBGE cometeu um erro. Que tenha sido um erro de ponderação, o uso de uma planilha errada, é fato que as conclusões foram afetadas. A pressão levou ao erro. Nem cabe a desculpa ginasiana: "O raciocínio estava certo, professor". Pronto: zero na prova. O impacto político pode ser medido pelo fato de uma ministra em plena licença médica convocar uma entrevista coletiva. Mais ainda, a presidenta - que usualmente fica furiosa até com erros menores - qualificou de inaceitável o erro, determinou a abertura de uma comissão para investigar e descobrir responsáveis. Faltou tomar emprestada uma réplica da comédia O Mensalão e declarar que haverá rigor máximo nas punições... Mas por pior que tenha sido o erro conceitual, ao menos no caso da determinação do Coeficiente de Gini, indicador da concentração de renda, não se pode dizer que tenha havido um desastre. Com efeito, se o indicador evoluiu de 0,496 em 2012 para 0,495 em 2013, e não para 0,498, como foi erroneamente relatado, é melhor não trocar o abatimento causado pelo índice inicial pela euforia incontida devida ao recálculo. É muito mais razoável falar que de um ano para o outro nada mudou. Não tem sentido falar numa tempestade numa duvidosa terceira casa depois da vírgula. Essa precisão não existe nem antes nem depois do erro. É melhor considerar as condições de trabalho. As restrições orçamentárias e a pressão a que está submetido o IBGE são motivo de preocupação maior, pois minam a credibilidade dessa instituição. Louve-se a rapidez com que foi descoberto e corrigido o erro, assumindo-se a culpa, sem atribuí-la aos culpados usuais - as elites, a imprensa golpista, as forças da direita, etc.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São `Paulo

Índice de Gini

O governo faz esse carnaval todo sobre uma pequena variação no Índice de Gini e ninguém - nem jornais, nem analistas - interpreta o que isso realmente significa. Fica parecendo que queda é necessariamente notícia positiva, mas ela pode simplesmente indicar um empobrecimento geral da classe média. Exceto, é claro, para aquela parte que tem cargos comissionados no governo.

ARNALDO MANDEL

amandel@gmail.com

São Paulo

Os três porquinhos

O nível de desigualdade melhorou. O porquinho ganhou a sua casa de palha do porco com casa de tijolos. Porém não adianta... Continuamos sendo porcos e o lobo mau está ainda lá fora, soprando facilidades e querendo sua propina e seu mensalão. O último capítulo está para vir. Acabamos com lobo e ficamos felizes para sempre.

MARCO KERKMEESTER

marco@santograo.com.br

São Paulo

Manipulação

Ao me deparar com o noticiário a respeito de que o IBGE cometeu "erro grave" na Pnad, lembrei-me de uma famosa frase do então presidente Itamar Franco a um ministro. Todo pomposo, o tal ministro enfatizou para Itamar que os números não mentem. Itamar simplesmente retrucou: "Os números não mentem, mas são manipulados". Os fatos atuais confirmam essa verdade do ex-presidente, em cujo governo foi implantado o Plano Real.

GERALDO FELIPPE NEGRÃO

gfnegrao@ig.com.br

São Paulo

Descrédito absoluto

O que estão fazendo com o Brasil? Quando o IBGE, instituto responsável pelas estatísticas mais importantes do País, compromete sua credibilidade, o que mais se pode esperar das versões oficiais de um governo que perdeu por completo a ética e o compromisso com a verdade? E ainda quer um novo mandato!

LUIZ NUSBAUM

lnusbaum@uol.com.br

São Paulo

PROPAGANDA ELEITORAL

Fábula Brasil

Sexta-feira fui a uma agência-franquia dos Correios enviar um Sedex para o interior. Eis que no meio do procedimento a atendente perguntou se eu poderia colocar junto alguns panfletos, devia ter uns 50, de propaganda política. Eu teria 10% de desconto no valor a pagar. Respondi: O.k., com esse descontinho - no meu caso, de R$ 2 -, vamos aproveitar. Está instituído a partir de agora o PanfleTex.

NELSON PIFFER JR.

pifferjr86@gmail.com

São Paulo

NOVO MINISTÉRIO

De acordo com declaração do ministro Guido Mantega, a política econômica não deve mudar em 2015 caso dona Dilma Rousseff seja reeleita e independentemente de quem seja seu ministro da Fazenda. A primeira providência, então, deverá ser a criação de outro ministério: o da Psicanálise. Para tratamento de políticos e da população em geral.

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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TÁ DIFÍCIL

Do jeito que este governo perdeu o controle da inflação, o Bolsa Família vai virar Bolsa Solteiro.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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BOI DE PIRANHA

Guido Mantega: boi de piranha de uma manada de incompetentes de todos os credos. 

Caio Mario Britto caiomario.britto@terra.com.br
São Paulo

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LIÇÃO HISTÓRICA

Parece uma frase recente, para uma situação também recente. Inserida no momento atual: “O Orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada e a ajuda a outros países deve ser eliminada para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viverem à custa do Estado” (Tulius Cícero – 55 AC). Transcrito.

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

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PARA QUE MINISTRO?

Se o País tem receita menor que as despesas, não há ministro da Fazenda que resolva. Se o País tem a receita superior às despesas, não precisa de ministro da Fazenda, somente um contador basta.

Arcangelo Sforcin Filho  arcangelosforcin@gmail.com 
São Paulo

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PLACAR FINAL

Futebol: Alemanha 7 Brasil 1. Economia: Inflação 5 PIB 1. Reajuste para aposentados, 5,7%; para o Programa Bolsa Família, 10%. E os petralhas ainda têm a cara de pau de pedir meu voto?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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A ECONOMIA E OS PACs

Vamos conseguir primeiro o crescimento, antes de falar na sua aceleração.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com 
São Paulo

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A QUEDA À CLASSE MÉDIA

O sr. Eike Batista acaba de ter suas contas bloqueadas pela justiça. Este cidadão foi, durante algum tempo, classificado como possuidor da sétima fortuna do mundo, administrando empresas de petróleo, hoje desvalorizadas e algumas vendidas para honrar dívidas provenientes de má gestão, provavelmente baseada numa  ambição sem alicerce e num otimismo não muito fundamentado. Cresceu à sombra de generosos financiamentos do nosso BNDES e simbolizou a figura do empresário modelo do governo petista, motivo de orgulho e admiração do ex-presidente Lula e da candidata à reeleição nas eleições presidenciais que se aproximam, com os quais desenvolveu sólidos laços de amizade. Talvez seu fracasso como empresário constitua um dos mais contundentes espelhos da equivocada política econômica adotada pelas autoridades encarregadas de conduzir o setor, impondo ao país uma virtual recessão e minando a confiança do empresariado capaz de realizar investimentos realmente produtivos, sem a chancela oficial dos órgãos financiadores. Em recente entrevista declarou que, apesar da perda de poupança dos que acreditaram nas suas empresas, muitos, apesar de tudo, ganharam, sendo ele o maior prejudicado. Acrescentou também ser um baque o retorno à classe média, assimétrico em relação à saída dela. Resta saber se a camada social para a qual diz ter caído é a mesma que a teórica do PT Marilena Chauí declarou seu ódio. Se for, está realmente em maus lençóis.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com
Rio de Janeiro

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DIVIDINDO PARA REINAR

Por trás das palavras e ações de políticos e governantes se escondem armadilhas para o povo. Escondem-se trincheiras entre este povo e aquele povo. Discriminações de todos os tipos. Criaram-se e criam-se castas e movimentos, a cada dia. Preconceitos de todos os tipos e para todos os gostos. O correto e o incorreto foram colocados no mesmo baú, gerando confusão na mente do cidadão bem intencionado. Os preconceitos foram exacerbados ao último grau pelas castas e movimentos que se criaram. Eles querem cada vez mais privilégios. São cidadãos mais cidadãos que os cidadãos comuns. Extirparam-se a fórceps a igualdade de direitos. O cidadão comum que não seja integrante desta ou daquela casta não participa deste ou daquele movimento, se tornou a maior vítima de preconceitos. Em determinados assuntos não há mais liberdade de ação e de opinião. A camisa de força envolveu os braços e o esparadrapo tapou a boca do cidadão comum, que teme expressar suas opiniões em determinados assuntos. Estes transformados em tabus fizeram da justiça sua prisioneira.  O medo do contraditório se instalou na Nação, pelo fato de que às castas e aos movimentos foram dados os privilégios da acusação e da defesa. Tudo feito para atender projeto de poder hegemônico, dividindo a Nação para reinar. 

João Alberto Ianhez ianhezrp@netpoint.com.br 
Boa Esperança do Sul

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ORA BOLAS! 

Se o presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados do País estão na lista dos corruptos que recebem propina para fechar os olhos nos malfeitos da Petrobrás, vamos querer que a propaganda eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) pró-reeleição de dona Dilma seja contabilizada e honesta?

Victor Germano Pereira victorgermano@uol.com.br
São Paulo

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NOVAMENTE ELE

Leio espantado que o presidente do Senado será incriminado por enriquecimento ilícito pelo Ministério Público. E não é o mesmo citado pelo ex-funcionário da Petrobrás Paulo Roberto Costa? Então antes de renunciar e se candidatar novamente, deveria ser julgado. Mas tenho uma ideia: como temos cotas para muitas coisas, como escola, universidades, concursos públicos, etc., deveremos ter também cotas públicas para vereadores, deputado estadual, federal, prefeitos, governadores, presidente, ministros em qualquer cargo, etc. Essa seria a melhor reforma já existente.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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ALIADOS DO PT

Os coniventes do PT são aqueles que ainda não conseguiram ser corruptos.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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HORÁRIO ELEITORAL

Não é possível que alguém esteja satisfeito com o horário eleitoral gratuito. Um infindável desfile de nulidades concorrendo para ver quem mente mais e quem tem a musiquinha mais cafona. Não há qualquer esperança que essa nova horda de incompetentes e corruptos que irá tomar posse logo mais irá tornar o Brasil um país melhor. A única certeza é que o chefe dos palhaços, o Tiririca, será reeleito com milhões de votos. É imperativo que sejam feitas mudanças no sistema eleitoral. Não é possível que a política continue acolhendo qualquer Cacareco que quer ficar rico sem trabalhar e não tem coragem para assaltar um banco. Para mudar seria preciso: primeiro, regulamentar a profissão de político como é feito em todas as outras profissões, segundo, acabar com a imunidade parlamentar para crimes comuns, terceiro, acabar com as doações de campanha, e por fim criar mecanismos para acompanhar o desempenho dos eleitos, afastando os improdutivos, como ocorre em qualquer atividade humana. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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QUEM É O PALHAÇO?

Eleição deveria ser um ato de respeito com você, com o próximo e com a pátria em que nascemos. Mas, há algo mais patético que o horário eleitoral na televisão? Pura malandragem, pela falta de vergonha que tomou conta do País. Tiririca buscando a reeleição é ultrajante. Ali está a imagem do que se transformou o Brasil, pois o palhaço já aprendeu “o que faz um deputado”. E esses malandros decidem o destino da Nação, usando de apelações e mentiras que jorram ao povo brasileiro, muitos comprados com bolsas assistencialistas, ou “vagabundeístas”. O objetivo é um só: chegar lá para fazer negociatas e ganhar dinheiro e dane-se o povo. Quem é o palhaço? Acho que somos nós, os eleitores.

Carlos Iunes carloiunes@gmail.com
Bauru 

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INJUSTA

A propaganda eleitoral na TV é no mínimo injusta, pois os candidatos Aécio Neves, Marina Silva e outros têm pouco tempo e só podem falar do que vão fazer, enquanto a presidente tem mais tempo e usa as poucas realizações do governo para se promover. Uma grande injustiça.

Agostinho Locci legustan@gmail.com 
São Paulo

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PROJETO POLÍTICO

Muitos candidatos a deputados, governadores e até a presidente sabem por antecedência que não serão eleitos. Disputam eleições, lançando candidatura, visando sacramentar seus nomes para outros cargos políticos futuramente. A campanha atual não passa de uma enganação aos eleitores, pois querem apenas projeção política. Muitos também são políticos profissionais, lançam candidatura para divulgar nome de outros mais fortes do seu partido. Lamentável saber, com isso, que estes atrapalham aqueles bem intencionados, que poderiam ser eleitos para bem representar a nossa cidade e região. Dividem os votos e os poderosos prevalecem e continuam... Como acabar com isso?

Valdir Agnese valdir.agnese@yahoo.com.br 
São Paulo

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MARINA CHORA POR LULA

É impressionante! A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, mesmo depois de ter convivido por três décadas como ferrenha militante do PT, ainda se diz surpresa com o baixo nível como se comportam seus ex-camaradas, incluindo o ex-presidente Lula, porque estão tentando desconstruir sua imagem perante o eleitorado. Em prantos, Marina disse que se sente traída, porque nos 30 anos de petismo sempre defendeu Lula das injúrias que eram lançadas contra ele, e, agora, o ex-presidente se utiliza dos mesmos argumentos preconceituosos para atacá-la. Santa ingenuidade, ou está fazendo tipinho para os eleitores? Aliás, como cristã que diz ser, Marina Silva deveria saber que Deus não gosta que seus filhos façam chantagens para conquistar benefícios. Lula é um deles, não tenho dúvida. E Marina?!  Será que a candidata também dirá amanhã que foi enganada por Lula, quando votou pelo PT contra as reformas constitucionais de FHC, como a introdução do real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Bolsa-Escola (hoje clonado como Bolsa Família), etc.? Se o meu avô estivesse vivo, diria a esta gente: Vão plantar batata, que o Brasil ganha mais.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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O BEM E O MAL

Esperamos que mais uma vez o bem vença o mal e dona Dilma suma do mapa e leve com ela 90% de seu ministério para bem longe do Brasil, onde só plantou discórdia e incompetência na administração  pública.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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APOSENTADOS E DECISIVOS

Nesta verdadeira briga de rua em que se transformou o debate entre os concorrentes à eleição presidencial de 5 de outubro próximo, é de assinalar que entre os principais problemas abordados e digladiados um, da maior gravidade e que está sendo evitado por todos os candidatos, é o dos aposentados, principalmente aqueles que recebem mais de um salário mínimo. A defasagem do salário desses aposentados é escandalosa e que levará em pouco tempo todos eles a receberem apenas um salário mínimo. Nós, aposentados, que somamos mais de 20 milhões de votos, podemos decidir esta eleição, basta que cada um digite contra a continuidade desse desgoverno que não respeita aqueles que ajudaram a construir o que eles estão desconstruindo. “Ame com fé e orgulho a terra em que nasceste” e não vote em candidatos do governo.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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ESCÂNDALO NA PETROBRÁS

Este recente escândalo da Petrobrás só aconteceu porque o governo Lula trabalhou arduamente para que o mensalão, o seu predecessor, fosse desqualificado até o ponto que se acreditasse que ele nunca havia existido, e para que não houvesse punição dos implicados. Quase conseguiu o seu intento, não fosse a obstinação do ministro Joaquim Barbosa. Lula deu o sinal verde para que os mesmos ladrões de sempre chegassem à conclusão de que coisas como estas “não dão em nada” e deveria, por isso, ser indiciado como mentor deste novo e bilionário roubo de dinheiro público.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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MOBILIDADE URBANA

No primeiro dia da Semana da Mobilidade Urbana, pesquisa encomendada pela Rede Renova São Paulo indica que 90% dos paulistanos são favoráveis às faixas exclusivas de ônibus e 88% apoiam as ciclovias. Houve um ganho de 68,7% na velocidade dos ônibus, que indica o acerto da atual gestão ter implementado 357 km de faixas, privilegiando o transporte coletivo. Estes fatos incontestáveis deverão emudecer pessoas que se pronunciaram de forma violenta e injusta contra estas acertadas decisões da atual administração. 

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br 
São Paulo

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PESQUISAS E PERGUNTAS

Tenho minhas duvidas sobre os métodos usados pelos institutos de pesquisa. Por exemplo, a pesquisa que constatou que a maioria dos paulistanos é a favor da faixa de ciclista foi feita entrevistando quem? Provavelmente foram entrevistados os ciclistas, usuários da mesma, pelos resultados obtidos. Vamos entrevistar os que são prejudicados: usuários de carro, que estão vendo as ditas faixas vazias e mal aproveitadas e o caos nas faixas de rolamento para carros aumentando em consequência delas. Será que o resultado será o mesmo? Além disso, mesmo os ciclistas, se pensarem um pouco, terão medo de usar as bicicletas nas principais avenidas de São Paulo, considerando-se a falta total de segurança nas ruas e o quanto ficariam vulneráveis e expostos.  Em resumo, questiono muito os resultados obtidos nas pesquisas: não acredito que reflitam a opinião da maioria da população.

Maria Josefina maria.josefina2612@terra.com.br
São Paulo

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CICLOVIAS

Será que só sou eu que reparei nisso? Passando por várias ciclovias na cidade de São Paulo e em diferentes horários e dias da semana, reparei o pequeno uso das mesmas. São muito poucas as bicicletas nessas vias. Só vi algum movimento maior na região central de São Paulo, na região da Praça Ramos de Azevedo, mas mesmo assim um número razoável de ciclistas. Percebi que na maior parte do tempo essas vias encontram-se vazias. O espaço dedicado às ciclovias é muito grande em relação ao seu efetivo uso. Carros, caminhões, ônibus, motocicletas e pedestres não podem usar mais esse precioso espaço. Não se pode estacionar ou parar rapidamente. É um espaço que está sendo muito subutilizado. A cidade de São Paulo não necessitaria de ciclovias a meu ver. Nem foi projetada para tê-las. Fazê-las agora me parece mais populismo e demagogia do que querer resolver a questão do trânsito. O trânsito de automóveis até piorou em algumas ruas. Se “O Estado” ou a Prefeitura fizessem um levantamento do uso efetivo das ciclovias, perceberia a sua subutilização e que o espaço destinado às ciclovias acaba atrapalhando o estacionamento e o tráfego. Até os comerciantes estão reclamando. Eu também sou ciclista, mas acho que não iremos resolver o trânsito de São Paulo construindo ciclovias. Acho até que o trânsito irá piorar. Os ciclistas devem ser respeitados, mas São Paulo não foi uma cidade planejada para eles. Tentar agora fazer esse “planejamento” me parece mais demagogia e populismo do que realmente querer solucionar o trânsito. Mesmo que aumente o número de ciclistas nessas vias, não creio que haverá uma diferença no trânsito dos demais meios de transporte. Acho que o metrô e os veículos elevados sobre trilhos são a melhor solução. Sugiro que o jornal faça um levantamento do uso das ciclovias em diferentes horários e dias. Será que somente eu percebo essa incongruência? Alguns ciclistas até já foram atingidos por automóveis nessas ciclovias. O perigo existe. São Paulo infelizmente não comporta ciclovias. Deveriam ter sido planejadas há 50 anos. Não hoje. Será que somente eu enxergo um espaço vazio que estreita ainda mais os outros meios de transporte?

Gil Vicente de Toledo Piza e Oliveira gvtpo@r7.com 
São Paulo

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FIM DA GREVE NA USP     

Após quatro meses de greve, manifestantes chegaram a um acordo... Editorial do “Estadão” cometeu um ato falho ao afirmar "que os dirigentes tem de promover "um urgente saneamento" da instituição, mediante a redução dos níveis hierárquicos na inchada administração. Volto a informar e esclarecer que não há, nem pode haver pagamentos ou honorários que não estejam previstos em decretos ou leis federais e estaduais. A conquista dos servidores, no passado, de 140% nos salários, para pesquisadores que trabalhavam em R.D.I.P. foi justamente conquistado, para se evitar a fuga de "cabeças" para as indústrias particulares e para o exterior (professor com mais de 700 trabalhos de pesquisa). Universidades MIT, Harvard, Cambridge com aceno de férias sabáticas que rendiam ao pesquisador uma enorme tranquilidade de trabalho e bem estar de sua família. Graças às medidas, entre outras, como essa, a USP passou a figurar entre as 300 melhores do mundo em pesquisa e ensino. "Não há ensino superior sem uma pesquisa, seja ela básica ou de aplicação", já dizia o velho professor Prada. "Hoje ela é a 127 melhor do mundo entre as 300 classificadas nos” quesitos de pesquisa e ensino. Por outro lado chamo a atenção que existem, no presente caso de "crise” fatores predisponentes e determinantes. A causa “determinante” na USP deve-se à inflação fora de controle e “maquiada”, que assola o País. No passado em governos (Paulo Maluf) que enfrentaram greve, também foram pela elevada taxa de inflação e não falhas na administração. Para a causa predisponente, acreditamos, o aumento exagerado de alunos, ou melhor, de pós-graduandos, estagiários de outras regiões que vêm à procura de conhecimentos e graduação na USP. Lembramos de passagem que em 2012 a USP possuía cerca de 230 Cursos de pós- graduação e 55 mil alunos e em 2014 essa cifra atingiu o recorde 240 e 98 mil alunos. Lembro que essa população  é composta por 17% de brasileiros de outras Unidades da Federação e outros países da América do Sul.  Outro fator predisponente é  a orientação do governo anarco-populista, em desmoralizar a autarquia pública estadual e transformá-la em federal, nivelando por baixo o ensino universitário do País. O nivelamento por “baixo” a que me refiro é sem preconceito, mas para os apaniguados reitores que precisam pedir qualquer auxílio para a presidente, sempre em total de representantes e época eleitoral como ocorreu recentemente. Se houver alguma reivindicação em particular, o solicitante é prontamente substituído para dar lugar a outro do partido. A ideia populista é acabar com a única (com a perda no futebol) fonte de referência “de ponta” que o Brasil ainda tem no mundo. Quer captar os bilhões de reais da USP, Unesp e Unicamp (lema do partido, 20 anos de poder) para se ter um partido forte é preciso de recurso e “fazer o diabo”, inclui acabar com a credibilidade da USP, não para brasileiros de São Paulo, mas dos brasileiros que estão em São Paulo à procura de empregos que não conseguiram em seus Estados de origem, e votem no PT. Portanto, volto a pedir que deixem a USP continuar crescendo, no caminho certo, e se quiserem ajudar façam campanhas junto as indústrias e afins (ao invés de doarem aos partidos políticos) colaborando com auxílio financeiro, para pesquisa e pessoal qualificado.

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com 
São Paulo

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ANTIBIÓTICOS SEM RECEITA

Excelente trabalho do Ministério Público Federal (MPF) ao ingressar com uma ação civil pública em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, para que a população possa comprar antibióticos sem receita médica. É necessário um debate amplo sobre essa questão, pois de nada adianta restringir o uso de antibióticos para tratamento de infecções se o mesmo é ingerido em altas doses e sem nenhum aviso através dos alimentos e bebidas consumidos por todas as pessoas e animais. Ressaltando que durante as investigações, o MPF constatou a presença de Enrofloxacino e Penicilina no leite comercializado, a Ivermectina, usada para combater parasitas e antibióticos na carne bovina e de frango, em suínos e ovinos e até mesmo na produção de camarão, ovos e mel. Considero que o procurador da república apresentou argumentos válidos na ação principalmente o prazo de 10 dias para receitar antibióticos fixado pela Anvisa que desconsidera as dimensões do Brasil e a dificuldade em conseguir em determinado medicamento em tempo hábil e principalmente o tempo perdido para combater a infecção. Felizmente temos órgãos públicos dispostos a defender os cidadãos em conjunto com os interesses do Estado, restando a sociedade participar e cobrar resultados positivos.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com 
Virginópolis (MG)

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LINCHAMENTOS, CHACINAS E PACTO SOCIAL

Estão cada dia mais frequentes os linchamentos, chacinas, perseguições e outras represálias de pessoas ou grupos àqueles que cometem crimes ou contravenções e até à própria polícia. A “Lei de Talião”, com seu princípio de vingança e reciprocidade, torna-se pratica comum diante de um Estado desaparelhado e carregado de leis, procedimentos e práticas enfraquecedoras da autoridade. O povo, desprotegido e incrédulo nas instituições, perigosamente, “faz” a própria justiça, punindo à sua moda supostos culpados e, invariavelmente, cometendo outros enganos e injustiças. Precisamos, urgentemente, reconstituir o pacto social brasileiro. Restabelecer o direito de ir-e-vir, dar segurança à população, garantir meios de subsistência digna e punir rigorosa e justamente os que cometem crimes. De nada adiantam as fórmulas alienígenas de sociedade que interesseiros e sonhadores têm pregado ao nosso país sem a observância dos princípios e conceitos de nossa própria sociedade. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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