Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO X IMPRENSA

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2014 | 02h04

Controle da mídia

Em mais uma demonstração de que não está nem aí para a transparência e a devida responsabilização de "malfeitos" em seu governo, a presidente Dilma Rousseff disse que considera a função da imprensa divulgar, e não investigar. Trata-se de um completo absurdo! Em todo o mundo a imprensa serve como olhos e boca do cidadão, desvendando e divulgando o que acontece às escondidas. Um dos casos mais destacados foi a revelação de tramoias do Partido Republicano dos EUA, conhecidas como escândalo Watergate, que provocou o impeachment do presidente Richard Nixon. E como a mídia é legalmente responsável pela informação divulgada, pode ser obrigada a publicar desmentido ou sofrer processo legal por prejuízos derivados da informação publicada sem a comprovação necessária. Nossa "presidenta", infelizmente, acha melhor controlar a atuação dos jornais do que explicar os malfeitos que são divulgados após serem comprovados. Por que será?

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Apologia da mordaça

Do alto de sua soberba e prepotência, a ex-guerrilheira - hoje "gerentona" do Brasil - decreta que a investigação de possíveis malfeitos dos cumpanheiros caberia exclusivamente aos órgãos controlados por seu governo. Ora, foi investigando o escândalo de Watergate que dois repórteres do jornal Washington Post expuseram os "malfeitos" de Nixon, levando à perda de seu mandato de presidente dos EUA. Pergunto: por que a mesma prática seria proibida no Brasil?

WILLIAM GAINHER

gainher@gmail.com

São Paulo

Renúncia

Realmente, no episódio da invasão do edifício Watergate, sede do Partido Democrata, dois jornalistas do Washington Post, Bob Woodward e Carl Bernstein, investigaram o envolvimento da Casa Branca, o caso acabou sendo esclarecido e culminou com a renúncia do presidente Nixon. Será que a presidente Dilma Rousseff está com medo de que suceda com ela o que sucedeu com Nixon?

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Saudosismo autoritário

Pois é, se a imprensa não investigasse não teríamos Watergate, mensalões, propinodutos e outros quetais associados à malversação do dinheiro público. Sem uma imprensa independente e investigativa não teríamos Estado de Direito Democrático em nenhuma parte do mundo. Esse saudosismo autoritário dos anos 1960 é um temor (e tumor) para a democracia brasileira.

RENATO CONSOLMAGNO

consolmagno@terra.com.br

Belo Horizonte

Totalitarismo

Com essa afirmação de que "não é função da imprensa investigar", Dilma acha que já estamos no regime político que ela pretende implantar.

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

Reais intenções

Como pode uma presidente da República criticar um dos maiores pilares da democracia, dizendo que o papel da imprensa não é investigar, e sim apenas relatar? É que as principais investigações, ultimamente, têm mostrado as reais intenções dos nossos governantes.

ANTONIO DE ARAUJO NOVAES

aanovaes@uol.com.br

São Paulo

Censura

De fato, não fossem as investigações da imprensa, jamais seriam descobertos e divulgados enormes escândalos de corrupção na área governamental. A imprensa será censurada?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Poder

A ignorância pragmática do lulopetismo tem em Dilma Rousseff o carro-chefe do rancor em relação à liberdade.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

fransidoti@gmail.com

São Paulo

Injuriada

A imprensa não precisaria investigar se quem tem o dever de fazê-lo o fizesse. Também não precisaria haver ONGs e instituições de caridade se o governo cumprisse seus deveres e funções para com a sociedade. Dona Dilma sente-se injuriada quando se pega no pé dela, é só isso.

ARIOVALDO BATISTA

arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

O 'Estadão' e os malfeitos

Espero que este estimado jornal, veículo de comunicação que leio todos os dias, continue a investigar e a relatar os casos de corrupção do partido da nossa presidenta. Afinal de contas, ainda vivemos em uma democracia, não é mesmo, sra. Dilma?

FÁBIO ZATZ

fzatz@uol.com.br

São Paulo

DIA MUNDIAL SEM CARRO

Onde estavam os críticos?

Eu só queria saber por onde andavam os críticos do uso de carro quando Lula lançou a ideia de que "cada brasileiro terá seu carrinho". Até outro dia, parece-me que grande parte deles achava a ideia de todos poderem ter carro algo belíssimo e que as vendas nas concessionárias eram o ovo de Colombo, a salvação da lavoura para o Brasil. Os menos encantados previram que as cidades entrariam em colapso, pois tal política populista não foi acompanhada de investimentos na malha viária urbana. Não é justo que os aduladores de ontem venham agora criticar e prejudicar quem foi seduzido e exigir que deixe seu carro em casa. Acham ruim? Reclamem com o Lula! Exijam dinheiro do governo federal - muito dinheiro! - para as cidades adequarem sua malha viária à fantástica ideia de entupir o País de automóveis. Quem pariu Mateus que o embale!

M. CRISTINA ROCHA AZEVEDO

crisrochazevedo@hotmail.com

Florianópolis

A escolha de Haddad

O prefeito Fernando Haddad cai numa contradição que revela muito bem o seu caráter. Na época das eleições frequentou principalmente os bairros pobres para angariar votos, como todo petista. Depois as coisas são diferentes. Na instalação de ciclovias a Prefeitura vem atendendo mais os bairros chiques, que dispõem de carros, motos e transporte público bastante razoável. Nos bairros pobres, que têm transporte ruim, poucos carros e onde mais pessoas usam bicicletas, construiu muito poucas ciclovias. Parece injusto, mas o motivo é que a imprensa fotografa menos os bairros pobres.

FABIO FIGUEIREDO

fafig3@terra.com.br

São Paulo

DILMA NO ‘BOM DIA BRASIL’

Tive a paciência de assistir à entrevista de Dilma Rousseff concedida ontem (22/9) ao jornal “Bom Dia Brasil”. É de chorar prensar que temos uma senhora com este quilate dirigindo o País. Ela é de uma ignorância total sobre os assuntos do Brasil e do mundo. Não tem raciocínio lógico (se é que ela sabe o que isso significa), não consegue ter fluidez de pensamento, dá respostas misturadas e foge dos assuntos que a incomodam. Fiquei pensando que ela não queria responder às perguntas, mas cheguei à conclusão de que ela não tem o menor conhecimento dos assuntos tratados ali. Acho que o cargo é um fardo para ela, mas o seu mentor quer que ela se reeleja para continuar mexendo os pauzinhos da marionete. Ela, disputando a Presidência da República com Marina Silva, nos faz correr o grande risco de sair da frigideira para cair na brasa. Pobre povo!

Luiz Francisco A. Salgado salgado@grupolsalgado.com.br
São Paulo

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A CARTILHA DE SEMPRE

A Rede Globo transmitiu, no seu “Bom Dia Brasil” de 22/9, sabatina com a candidata à reeleição Dilma Rousseff. Formavam a bancada os jornalistas Chico Pinheiro, Ana Paulo Araújo e Miriam Leitão. Durante toda a entrevista, a candidata procurou desconstruir os números apresentados dos fracassos da sua administração com números do país da Alice e dando explicações quilométricas com a nítida intenção de consumir o tempo que tinha o mais rápido possível. É de seu feitio falar em números maquiando a realidade brasileira e até contestando os dados apresentados pelos inquisidores. Não foi clara, por exemplo, ao ser perguntada sobre a insegurança que incutiu no povo com a propaganda contra a proposta de Marina Silva de autonomia do Banco Central – sugerindo que a medida acabaria com a comida do prato do trabalhador e que Marina acabaria com o Bolsa Família. Dilma segue a cartilha de sempre: gastar o tempo sem objetividade e evitando outras perguntas.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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DA DEFESA PARA O ATAQUE

Assistindo à entrevista da candidata à reeleição ontem pela manhã, constatei que Dilma também, à semelhança do seu mentor, é chegada a metáforas desportivas. Assim é que afirmou que, caso seja reeleita, modificará a atitude na condução da economia brasileira: saindo de uma defensiva para uma ofensiva. Fico imaginando o que seria isso... Para quem já ordenou a George W. Bush resolver as suas crises e pretendeu ensinar dona Angela Merkel a conduzir a economia alemã, mas afundou o Brasil num pibinho, só convocando uma equipe dos mais renomados técnicos desportivos brasileiros e estrangeiros para virar este jogo, que ela já perdeu de goleada. 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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DESNORTEADA

Dilma é igual a uma arara vermelha empoleirada no ombro do pirata-mor: não sabe o que fala. Não tem ideia do rumo do navio. Não conhece o termo responsabilidade.
  
Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br
São Paulo

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A PRESIDENTE E A IMPRENSA

Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff reagiu de forma autoritária aos novos vazamentos de trechos dos depoimentos à Justiça do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, sobre suposto esquema de corrupção na estatal. “Não é função da imprensa fazer a investigação. A função é divulgar”, disse Dilma. A presidente está enganada. É, sim, função da imprensa investigar. Se não fosse a investigação de dois repórteres do jornal “Washington Post”, na década de 1970, nos EUA, o escândalo Watergate não teria dado em nada. Mas graças ao trabalho da imprensa o caso veio à tona e obrigou o então presidente republicano, Richard Nixon, a renunciar. Isso para citar apenas um caso conhecido no mundo inteiro, que, de tão importante, virou tema de estudo em cursos de Jornalismo e roteiro para o cinema.

Maria Thereza Martins mthereza@uol.com.br 
São Paulo

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ESSA É BOA

“Não é função da imprensa fazer a investigação; a função é divulgar.” Que o diga Richard Nixon, apeado do poder nos Estados Unidos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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MEMÓRIA CURTA
 
A companheira Dilma resolveu, agora, que “não é função da imprensa investigar”, defendendo-se dos respingos que tenham o potencial de lhe atingir a delação premiada de Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobrás que já entregou vários beneficiários de propinas oriundas das tetas generosas da estatal. “Eu não reconheço na imprensa o status que tem a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF”, desdenhou Dilma em Brasília, já se escudando, numa tirada digna de um personagem machadiano, o Conselheiro Acácio. Ora, é curial, Ministério Público, Polícia e STF são instituições diferentes, cada qual tem o seu devido papel e – aliás – alguém precisa lembrar à presidenta que  tampouco cabe ao Judiciário, que apenas julga, “investigar” coisa alguma. Todavia, numa sociedade livre – conceito um tanto difícil de o PT assimilar, dadas as suas raízes marxistas –, qualquer pessoa do povo ou órgão de imprensa pode, sim, investigar algo que considere escuso e torná-lo público. A partir desses subsídios iniciais – voluntários e informais – e dependendo da gravidade do que se apurou, os órgãos competentes aprofundarão, a seu critério, as investigações e acionarão, eventualmente, o Ministério Público para as providências cabíveis. Não fosse assim, diga-se, o presidente americano Richard Nixon não teria renunciado, fulminado no caso Watergate, que começou denunciado pelo jornal “The Washington Post” a partir de um trabalho investigativo de dois grandes jornalistas. Também aqui o calvário de Collor começou a partir de matéria-bomba da revista “Veja”, que escancarou malfeitorias atribuídas ao ex-presidente e seu tesoureiro de campanha Paulo Cesar Farias, levando-o ao impeachment. Isso para ficarmos em dois casos bem conhecidos – há outros. Mas parece que a presidenta tem memória curta. Ou prefere nem se lembrar dessas coisas...
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo

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INCONTROLÁVEL

“Papel da imprensa não é investigar”, declarou Dilma do alto do seu autoritarismo, que ela ultimamente tem procurado disfarçar, mas que às vezes não consegue conter. Se a imprensa não investigasse, não teria havido o escândalo Watergate e Nixon não teria renunciado à presidência dos Estados Unidos, o que comprova a importância e a necessidade de uma imprensa investigativa em democracias sérias. Só por essa sua posição, Dilma não merecia receber um único voto do povo brasileiro.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

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A IMPRENSA PARA OS PODEROSOS

Dilma diz que não é função da imprensa investigar. Discordo dela, mas aposto que o ex-presidente dos EUA, Richard Nixon, endossaria plenamente suas palavras.
  
Leão Machado Neto lneto@uol.com.br 
São Paulo

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GRUPELHO

Dilma não está sozinha quando diz que “não é função da imprensa investigar”. Certamente Fernando Collor e Richard Nixon concordam plenamente com ela.

Cássio Tomás Aldecôa cassioaldecoa@hotmail.com 
Socorro

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PURA IGNORÂNCIA

Será que a presidente nunca ouviu falar em “jornalismo investigativo”? Ninguém contou para ela?

Carla Pedroza carla-pedroza@uol.com.br 
São Paulo

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MELHOR NA SOMBRA

A imprensa não está investigando. Está apenas divulgando o que já foi apurado. A declaração da presidente é só para querer tapar o sol com peneira.

João Ricardo Silveira Jaluks joaosilver45@gmail.com 
São Jose dos Campos

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PÉROLAS

Duas pérolas ditas pelos inquilinos do Palácio do Planalto me chamaram a atenção, a saber:  “Nas eleições podemos fazer o diabo” e “não é função da imprensa investigar”. Tradução dessas declarações despudoradas: se o governo fizer “o diabo” para ganhar as eleições, não é função da imprensa nem publicar nem investigar os malfeitos diários deste governinho. Haja estômago!

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@terra.com.br
São Paulo

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À MODA CUBANA

“Não é função da imprensa investigar”, afirmou dona Dilma. Se assim fosse, o sr. Nixon ainda estaria na política. “Eu não reconheço na imprensa o status que tem a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF”, também disse a presidente. Nós também não a reconhecemos como presidente. Mas a toleramos. Engolimos porque ainda estamos numa democracia, embora a presidente não a aceite, no momento em que não aceita e negue a existência de uma imprensa investigativa e livre. O medo da denúncia é uma característica do totalitarismo, de ditaduras como a cubana.

Caio Mario Britto caiomario.britto@terra.com.br 
São Paulo 

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INFORMAR OU ESCONDER

Incrível! “Dilmandona” não gostou que a podridão do caso Petrobrás esteja aparecendo e diz que a função da imprensa não é investigar, é divulgar. Divulgar? Nem sequer informar? Divulgar só o que interessa ao PT? Ora, o que interessa ao PT é manter-se no poder usando o povo ingênuo e ignorante como instrumento. Nada disso, sra. Dilma, a imprensa é livre, com o único compromisso de informar. Enquanto isso, seu governo parece ter o único compromisso de esconder! Mude-se para Cuba!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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ANTES QUE O MAL CRESÇA

Como de costume, a presidente Dilma Rousseff reagiu com exasperação contra a imprensa com os novos vazamentos de trechos do depoimento do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa. Disse: “Não é função da imprensa investigar, a função é divulgar”. Ao contrário do que disse, a imprensa presta um grande serviço à população, investigando e divulgando atos de corrupção que brotam quase que diariamente por todos os cantos do Brasil. Neste caso de desvio de bilhões da Petrobrás, não deveria ter se irritado. Em vez disso, se realmente comungasse com a verdade, cumprimentaria o órgão que divulgou os nomes dos supostos envolvidos e ofereceria um prêmio por relevantes serviços prestados à Nação. A presidente não imagina o quanto isso nos foi útil. O eleitor, mesmo não tendo a certeza de que os nomes vazados fazem parte do bolsa-propina e ciente de que essa investigação vai se arrastar por muito tempo – e, pior, sem o ministro Joaquim Barbosa –, vai “cortar o mal pela raiz” usando essa lista preciosas para dar início a uma “limpa” no Congresso Nacional. Onde há fumaça há fogo.
 
Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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O QUARTO PODER

Dona Dilma, enquanto estivermos numa democracia, a imprensa continua para nós, cidadãos, como o quarto poder.
 
Tania Tavares taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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SABER OU NÃO SABER
 
“Não é função da imprensa investigar”, disse Dilma (20/9). Nossa presidente deveria saber que revelação de segredos ocultos do poder é vista como uma forma de o jornalismo investigativo exercer sua missão de guardião do interesse público e mantém semelhança com o ideal da coisa publica, em que todas as ações de governo, nas democracias, deveriam ser transparentes e públicas. A publicação de denúncias de corrupção tornou-se uma prática de fiscalização dos governos. Disse ainda não ser possível que a imprensa saiba de uma coisa e o governo não saiba quem está envolvido. Mas não é justamente o governo que costuma dizer que não sabia de nada?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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A FUNÇÃO DA IMPRENSA

Sra. presidente Dilma, com os meus respeitos, penso em dizer que a função precípua do bom jornalismo investigativo é efetivamente apurar se a informação é verdadeira ou não – para não deturpá-la. Portanto, a sua reação com a afirmação de que não reconhece esse trabalho, pois a imprensa não tem o “status” que têm Ministério Público, Polícia Federal ou STF, a meu ver, é uma posição sua e unilateral. O bom jornalismo investigativo serve, e muito, para tentar depurar as mazelas que infestam os poderes, digamos, constituídos. Sejam eles municipais, estaduais ou federal. Isso em se tratando de política. Se a função do jornalismo ficar apenas em noticiar, deixo, a partir de hoje, de ler, ouvir rádio e assistir ao noticiário de TV.

Benedito Rodrigues dos Santos reisrodrigues.santos@gmail.com 
São Paulo

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A PROPÓSITO

Apesar de dona Dilma não reconhecer na imprensa a função de investigar, sugiro que a reportagem do “Estadão” o faça em relação à franqueada dos Correios que fez a postagem dos folhetos de propaganda do PT sem a devida chancela em São Paulo. É sabido que uma das duas maiores franqueadas dos Correios em São Paulo pertence ao vice-presidente, Michel Temer (ou à sua família). Será que não seria esta a que teria sido utilizada para mais este “malfeito” do PT? Aliás, desde que dona Dilma afirmou que esta é prática recorrente nos Correios (postagem sem chancela), por favor, que nos seja informado quais as empresas/partidos que fizeram uso desse subterfúgio.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 
São Paulo

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MINHA ENCOMENDA QUE É BOM NADA

Para despachar as minhas encomendas empacadas há mais de 60 dias na estação de tratamento internacional de Curitiba, os Correios não têm funcionários suficientes. Por outro lado, para despachar propaganda eleitoral do PT, funcionário é o que não falta. Por isso o medo desse partido de que a oposição os privatize.

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br 
Rio de Janeiro

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DILMA, LULA E CHAUÍ

A propaganda eleitoral “gratuita” da presidente-candidata Dilma na TV está realmente comovente e aderente, com as demonstrações estatísticas dos brasileiros que saíram da pobreza e adentraram na classe média nos anos de governo que se sucederam aos de FHC. Mas o “recado” seria muito mais eficaz se a inserção em que a “filósofa” Marilena Chauí tece loas a esses anos fosse outra: aquela em que suas palavras e coreografia são de ódio à classe média, proferidas num encontro do PT no qual Lula, presente, a aplaude efusivamente!
  
Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com 
São Paulo 

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ERRO NO IBGE

O governo do PT conseguiu engessar as centrais elétricas, aniquilar a Petrobrás e, de lambuja, decretar a falência da credibilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que, pela seriedade que até então ostentava, era orgulho de todos os brasileiros! Chega!

Walter Rosa de Oliveira cleideviola@terra.com.br 
São Paulo

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PNAD CORRIGIDA

As notícias veiculadas no “Estadão” de sábado foram a gota d’água no meu copo de tolerância. O “erro grave” do IBGE nos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) nos leva a crer ter havido “maquiagem”, embora o instituto afirme ter sido um “infeliz acidente, estritamente técnico”. Quanto aos milhões gastos para a distribuição de panfletagem pelos Correios, pondo em segundo plano as postagens da população, não encontro palavras para definir meu sentimento. Em que instituições confiar neste país que corre como um trem sem freio para um desfiladeiro?  

Ecilla Bezerra ecillabezerra@gmail.com
Peruíbe

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ORDEM DADA

Erro na Pnad, feita ao longo de meses de trabalho, foi detectado e corrigido em apenas 24 horas? Tem cara de ordem dada.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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SAUDADES DO IBGE

Este que foi um dos institutos mais respeitados do País, e agora está vivendo momentos de tensão, pois não pode divulgar nada que mostre piora nos índices governamentais, é patrulhado e tem de dizer que houve “erro” nos números apresentados. Quantos serão demitidos por esse “erro”? A presidente pode corrigir isso facilmente, basta aparelhar o IBGE com os companheiros, a exemplo do que já ocorre em todas  as estatais, e dizer quais os índices que devem ser divulgados.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br  
São Bernardo do Campo 

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DESMONTE

Já foram a Petrobrás, os Correios e, agora, até tu, IBGE?

Carla Pedroza carla-pedroza@uol.com.br 
São Paulo

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DESMANCHE POUCO É BOBAGEM

Há tempos o governo petista vem causando estragos aos órgãos públicos federais, seja da administração direta, seja da administração indireta, com especial atenção às empresas estatais. Já é de conhecimento público que as estatais Petrobrás e Eletrobrás vêm tendo seu capital comprometido para salvar as aparências de um governo que já pode ser consagrado como incompetente, pois até o ex-presidente já deu mostras de seu desalento com a sua “gerentona”, que ele tão gentilmente nos indicou como a mais capacitada para dar continuidade ao seu governo. Também é de conhecimento geral que o IBGE vai mal das pernas já faz tempo, pela indevida ingerência do Palácio do Planalto, o que veio a público meses atrás com uma inusitada greve de quase três meses e pedidos de demissões de servidores capacitados de seus quadros contra o corte indevido de suas verbas e demasiada intromissão governamental em seus trabalhos altamente especializados. A gota d’água foi a determinação de suspender a divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, por pressão de dois senadores, o que provocou a recusa dos servidores do instituto e a greve. Como diria o ex-presidente, nunca antes em governo algum o IBGE foi tanto vilipendiado. Como todos sabemos, ao IBGE incumbe realizar levantamentos essenciais não só para planejamento governamental, como para importantes setores das atividades econômicas do Brasil, e exatamente por isso não pode sofrer interferência política de nenhum governo, muito menos como a que vem sofrendo na atual administração. Agora a presidente Dilma determinou a abertura de uma comissão interministerial para investigar o caso e a ministra do Planejamento disse que o grupo vai apurar se será necessária medida disciplinar para investigar o caso. Ora, em minha opinião, as maiores responsáveis são a própria presidente, que determinou ou aceitou o que estão fazendo com o IBGE em sua administração; e, em segundo lugar, a presidente do IBGE, ao que tudo indica de confiança do governo, que antes de mandar publicar o estudo não o analisou com o cuidado que ele requeria e engoliu esse sapo. Ou, permitam-me a reflexão, agora em quais valores devo acreditar, nos primeiros publicados ou na errata posterior?  

Gilberto Pacini  benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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INCOMPETÊNCIA EM TEMPO DE ELEIÇÃO

Quem olha os dados gráficos publicados também no jornal fica perdido numa parafernália de informações “estatísticas”. Nem sequer está destacada a questão da distribuição de renda, que o governo faz questão de transformar em peça eleitoreira de sua propaganda, em vez de apurar a realidade dos fatos. Claro que uma instituição que publica um grande estudo estatístico, e quase que imediatamente o corrige em quase tudo, ainda que descobrindo “pêlo em ovo”, merece questionar a competência de seus líderes, o que, aliás, se deve fazer praticamente em tudo em que há petistas liderando. Estão aí os PACs, as estatais quase falidas, a corrupção deslavada e vai por aí afora. A tal Wasmália Bivar mostra-se uma completa incompetente, mas o governo ressalta sua falta de “sensibilidade eleitoreira” contrariando as expectativas de dona Dilma, até para rebater a má classificação do País nos índices internacionais, que também merecem melhor avaliação e interpretação. Se isso pegasse na administração petista, é como alguém que gritasse no governo “pega ladrão!”, e não sobraria um, “meu irmão”.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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CALEM OS CONTRÁRIOS

O que podemos esperar mais deste governo corrupto? Tentaram intimidar o Banco Santander porque mostrou a verdade sobre a política atual e as perspectivas da nossa futura política econômica, atualmente dirigida por um débil mental. Agora tentam sujar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) porque mostrou a verdade sobre a nossa atual política social, reduzida a esmolas e descaradamente chamada de programas de inclusão social, mas que não vão além de compra disfarçada de votos. O que esta quadrilha está pensando? Que é dona do País? Que vai fazer “o diabo”, como disse dona Dilma, para se manter no poder e continuar assaltando os cofres públicos e destruindo as instituições? 

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo

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ERRO OU MANIPULAÇÃO

A divulgação do índice sobre a queda da desigualdade na Pnad de forma equivocada, para um valor maior, parece uma manipulação equivocada. Na lógica manipuladora, um valor maior indicaria uma melhora, o que foi feito. Ao descobrir que isso equivaleria ao aumento da desigualdade, rapidamente disseram que foi um erro, divulgando um número menor. Cansamos de manipulações, como a do Mais Médicos: disseram que lançavam o programa naquele momento, mas há mais de um ano cubanos estavam recebendo instruções sobre o SUS, para fazer aquela pseudoprova e ingressar no programa. Se Dilma for reeleita, cansaremos de ouvir desculpas esfarrapadas como a de Lula: eu não sabia de nada!

Hugo Hideo Kunii hugo.kunii@terra.com.br
Campinas

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IRRITAÇÃO

Dona Dilma, candidata irritada, acha ridículo o vaivém da Bolsa de Valores em virtude de pesquisas de intenção de voto. Para quem disse “quatro pra treze é sete” e conseguiu falir uma lojinha de R$ 1,99, deve ser muito complicado e difícil de entender  o movimento da Bolsa de Valores, mesmo, não?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul

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POLÍTICA ECONÔMICA

O excelentíssimo sr. ministro com prazo de validade vencido, exercendo suas tarefas em pleno aviso prévio, chega a despertar pena com suas declarações. Profeta de um crescimento que teimou em não se materializar, especialista em apostas perdidas de antemão, arúspice amador, seguidor de Sartre ao atribuir aos “outros” os fracassos da política econômica, protagonista destemido de uma “guerra cambial” imaginária, insurgindo-se ora contra o “tsunami financeiro” – se bem que a expressão não lhe tenha pertencido –, ora contra a fuga dos capitais covardes, conseguiu um gol de placa. Na entrevista ao “Estadão” (19/9, B4), Guido Mantega soltou esta pérola, verdadeira chave de ouro: “Agora, que a inflação caiu, achamos que não haverá pressão no início do ano que vem”. Mil perdões, Excelência, é difícil fazer previsões, sobretudo sobre o futuro –  frase cuja autoria pode ser reivindicada por diversas personalidades, Mark Twain e Niels Bohr, entre outros –, mas insultar o presente e falar na queda da inflação, quando  o acumulado dos últimos 12 meses ameaça ficar fora da “meta ampliada”, conceito criado para criar uma ilusão quanto à eficácia do controle, é negar o óbvio no contexto da artificialidade dos preços administrados sendo “administrados”. O humorista italiano Marcello Marchesi falava no “Doutor Divago” ao se referir a Aldo Moro. Morreu antes de conhecer nosso ministro da Fazenda.

Alexandru Solomon alex101243@gmai.com
São Paulo

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DEPOIS DA INFLAÇÃO

Enfim, o PT nos ensinou o verdadeiro socialismo: “Você sai do nada e chega à miséria”. Valha-nos Deus!

Edgard Bellotti edbellotti@gmail.com 
São Paulo

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A DERROTA DO PT
 
O PT perdeu. Perdeu a razão. Mais que isso. Em meio ao show de agressões e insultos que marca a atual campanha eleitoral, em que todos somos perdedores, o PT perdeu o rumo. E vem perdendo e se perdendo cada vez mais, mergulhado no lamaçal para onde pretende também levar seus concorrentes, para melhor enxovalhá-los, fazendo desta campanha um festival de baixarias inigualável. Com isso, o PT perdeu também o resto do respeito conquistado durante a sua luta pela democratização e por um Brasil digno. A sigla, outrora o símbolo de esperança e de mudança, vem nesta campanha se tornando propagadora do medo e do conservadorismo que tanto criticara. O fato é que o PT não sabe perder. Por que lhe é tão difícil de aceitar que as pessoas querem mudar, trocar os valores vigentes, arejar as práticas políticas viciadas que ele ajudou a sedimentar? O PT perdeu apoio. Hoje seu programa de governo conta com aprovação apenas dos beneficiários dos programas assistencialistas e das regiões mais atrasadas do País. Além, é claro, da legião de fiéis seguidores. Seu discurso esvaziou-se de conteúdo programático e passou a visar a pequenos ganhos a varejo. Afina-se com aqueles que não conseguem entender os intrincados mecanismos do poder e para quem ter um magro benefício pecuniário no fim do mês compensa as mais tenebrosas imoralidades práticas político-administrativas. Perdeu a simpatia e a reverência das camadas mais esclarecidas da população. Não me refiro às elites econômicas, mas à maior parte dos intelectuais, artistas, universitários, profissionais liberais, desiludidos com a maneira petista de governar. O PT perdeu o fascínio. A perder de vista. Seu discurso era cativante. Afinal, o adversário que se acostumara a combater, e que podia ser facilmente derrotado, era tucano por excelência. E bradava um discurso contra a corrupção que não colava, pois encarnava a “direita” e o “privatismo” neoliberal. Agora, o inimigo não provém das respeitosas elites brancas urbanas engravatadas. Vem da floresta, tem a pele parda e enrugada, como um Avatar, incorporado na figura feminina, frágil, franzina e maltrapilha de uma seringueira. Uma mulher simples, de origem humilde que tem um passado irretocável de luta pela ecologia, preservação da natureza e conservação das comunidades nativas e indígenas. Alguém que, por ironia, proveio de seus próprios quadros. Carne da sua carne. Atuava ela dentro das fileiras do próprio partido e abandonou-o por constatar que o governo a que servira havia virado as costas para o meio ambiente, rendendo-se aos interesses do agronegócio desmatador e ao desenvolvimento sem sustentabilidade. E, para piorar, evangélica! Sim, como grande parte da nossa população. Não evangélica de ocasião, que precisa adular os pastores com enganosas frases de efeito, para angariar apoio. Mas evangélica da gema. Daquelas imbuídas de crenças que, embora questionáveis, vinham carregadas de rígidos princípios, negligenciados nos descaminhos amorais trilhados obliquamente pelo País nos últimos 12 anos. O PT perdeu o sono. Como enfrentar uma figura assim? Não podendo derrubá-la com argumentos tradicionais, restou apelar para deslavadas mentiras para desqualificá-la com torpeza e sem melindres. Não conseguindo questioná-la no terreno dos argumentos, lança despudoradamente calúnias e inverdades inomináveis, sem ficar mais vermelho do que já é por natureza. Afinal, o PT não tem nada a perder. Perdido por um, perdido por mil. Com tantas perdas, vai o PT perdendo seu brilho estelar. Seu vigor atual não está mais no incisivo discurso ideológico que, com o exercício do poder, dissociou-se da postura “pragmática” e das negociatas feitas em nome da “governabilidade”. A força do PT, que antes residia na solidez de seus ideais, agora repousa na organização quase militar de sua aguerrida militância, que obedece cegamente, sem questionar, as palavras de ordem ditadas pela sede do Politburo. Ou no tempo da TV quase quatro vezes superior ao da sua “ameaçadora” oponente, que, nos poucos segundos que lhe são concedidos, não tem como retrucar as calúnias a ela dirigidas. Sim, pois, na ausência do conteúdo da mensagem, o PT briga hoje para conseguir o espichamento do tempo de TV, ainda que para isso tenha de, sem pudores, fazer acordo com “o diabo”. Para ganhar o tempo, o PT não perde tempo. Mas perdeu os limites. Usufrui do poder que conquistou à custa de gloriosas lutas de seus históricos militantes, a maioria dos quais já caiu fora do barco, fazendo de todas as instâncias da administração um balcão para negociar apoio e extrair as verbas que lhe possibilitam pagar mensalões. O PT perdeu a noção. E com isso está perdendo a Nação. Entre perdas e ganhos, temos um grande derrotado na atual disputa. Seja qual for o resultado das urnas, o PT será o maior perdedor destas eleições.
 
Sérgio Sayeg sygsergio@gmail.com 
São Paulo

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DOS TEMPOS DE GETÚLIO VARGAS

Especialmente em tempos de governos sindicalistas, que fazem de Getúlio Vargas um herói da Pátria, é muito bom verificar que ainda há pessoas capazes de providenciar análises realistas sobre esse ditador que se refestelava no poder, até seu suicídio, e nos legou os pelegos que não se desgarram dos cofres públicos, sem contar a Justiça do Trabalho, com todas as suas instâncias, algo que se vê só por aqui. Cumprimento Fernão Lara Mesquita pelo artigo “Getúlio ‘modernizou o Brasil’?” (19/9, A2).

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com 
São Carlos

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‘GETÚLIO ‘MODERNIZOU O BRASIL’?’

Esse artigo, tão bem escrito, de Fernão Lara Mesquita retrata um dos porquês de o Brasil estar marchando, marchando e não saindo do lugar. Faz 70 anos que ouço que o Brasil é o país do futuro. Só se for para castas instaladas no Legislativo, algumas no Executivo e não deixar de fora o Judiciário, afinal, dar auxílio-moradia de R$ 4.500,00 a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é um verdadeiro escárnio. Pois bem, pelo que ando lendo e já li sobre Getulio, o tal “pai dos pobres” se perpetuou no poder agradando a ricos e não se esquecendo da classe trabalhadora, que, como benesse, ganhou a famigerada Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), oriunda da “Carta del Lavoro” de Benito Mussolini. Digo isso como ex-pequeno empresário, honesto, cumpridor de meus deveres juntos aos Fiscos, que nas pouquíssimas pendências que tive com funcionários e que buscaram a Justiça do Trabalho acompanhados de testemunhas não ganhou nenhuma ação – e duvido que alguém tenha ganhado, pois que ela, a tal Justiça, foi feita para defender o mais fraco. O Brasil, se não me engano, é o único país no mundo que sustenta uma Justiça específica para assuntos trabalhistas, ou seja, mais um ramo do Poder Judiciário, que custa muito ao erário. E quem acode o tal erário? Nós, os idiotas dos contribuintes. A Alemanha, os Estados Unidos, a China, etc., com seus PIBs e IDHs ridículos, não têm Justiça do Trabalho, apenas a Justiça comum. Assim, para reduzir o custo Brasil, esta Justiça do Trabalho teria de ser repensada, todavia sei que isso é difícil, quase impossível. Falta vontade política. 

Paulo Leopardi paulo.leopardi@gmail.com 
Jundiaí

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‘FICHAS-SUJAS’

Sobre o editorial “‘Fichas-sujas’ fora da eleição” (22/9, A3), sou da opinião de que só haverá motivos para comemorar quando a população deixar de votar espontaneamente nos fichas-sujas, independentemente de serem ou não condenados pela Justiça. Até porque, a Justiça tarda, mas não funciona. Como é que um Paulo Maluf, Sarneys, Garotinho, Renan Calheiros e tantos outros ainda não são considerados fichas-sujas? E muitos deles ganham facilmente quando se candidatam a qualquer coisa. Aqui, em Minas, o prefeito de Montes Claros (385 mil habitantes), Ruy Muniz, tem até assalto a banco em seu currículo. 

Luciano Nogueira Marmontel automat_br@ig.com.br 
Pouso Alegre (MG)

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A ‘CAPIVARA’ DOS CANDIDATOS

Está na hora de todos os órgãos de imprensa e da mídia em geral divulgarem fontes fidedignas onde o eleitor possa pesquisar a situação dos candidatos a cargos públicos  perante a Justiça, a fim de não serem enganados e iludidos por essas propagandas políticas medíocres que não prestam para nada. Aliás, só nos envergonham pelo despreparo e oportunismo flagrantes  da maioria dos pretendentes aos cargos. É preciso impedir que eles cheguem lá por meio do voto consciente. Divulguem, por favor, para o bem do povo, fontes de informação confiáveis sobre esta  “raça” que mais uma vez quer nos enganar única e exclusivamente para benefício próprio.

Mara C. M. Aquino mara.cmaquino@hotmail.com
São Paulo

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PIADA PRONTA

Este é realmente o país da piada pronta! Então os candidatos “fichas-sujas” desistem de disputar um cargo e lançam suas mulheres? E fica assim mesmo? Ninguém fala nada e a pouca-vergonha continua. É frustrante. Não dá mais para acreditar que o Brasil tem conserto. 

Marina Cassarino mcmcass2@gmail.com 
São Paulo 

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OS CABELOS DE RENAN

Será que a delação premiada de Paulo Roberto Costa vai deixar Renan Calheiros de cabelo em pé?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br 
São Paulo

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MP ACUSA RENAN DE RECEBER PROPINAS
 
Este Congresso Nacional o que é? Uma Casa que elabora as leis visando à defesa dos interesses maiores da nação brasileira ou um valhacouto de corruptos? Com a palavra, o presidente do Senado, senhor Renan Calheiros.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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O QUE FEZ O SENADOR SUPLICY?

Vista grossa à imensa pilantragem e roubalheira praticada sob os auspícios de seu partido, beneficiando-se, indiretamente, da sujeira toda.    
 
Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br
São Paulo

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BOM SENSO

Como diria Ferdinando Buscapé (Li’ll Abner), da famosa história em quadrinhos: “Como qualquer idiota pode ver, a separação entre Escócia e Inglaterra seria muito prejudicial para ambas, e mais para a Escócia”. O povo  escocês revelou bom senso. Esperamos que o eleitor brasileiro aja com bom senso nas eleições de 5 de outubro, algo que esteve ausente nas três últimas eleições para presidente. 

Luiz Alevato Pinto Grijó luiz.grijo@gmail.com 
São Paulo

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NOVO PAÍS

Será que é possível, a exemplo da Escócia, fazer um plebiscito para separar a nossa Região Sudeste do resto do País?

Martim Afonso de Souza  mas_1942@hotmail.com 
Indaiatuba  

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GERALDO ALCKMIN E OS PRECATÓRIOS

Em 2012, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, noticiou que iria pagar de imediato todos os precatórios dos funcionários com mais de 60 anos e portadores de doenças graves, que é o meu caso. Encaminhei todos os documentos, mas até hoje não recebi nada, assim como nenhuma das pessoas que conheço e que estejam na mesma situação que eu. Dá para confiar neste homem que quer ficar mais quatro anos como governador?

Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br 
Campinas

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O CASO DO PM E DO CAMELÔ
  
Discordo das conclusões públicas feitas no caso do policial militar (PM) que acertou um tiro numa pessoa durante fiscalização de camelôs na capital paulista. Não sou policial e por isso sou isento em afirmar: pelo visto nas cenas, o policial estava sendo afrontado por uma turba. É lógico que tinha de ter a arma em punho. Ademais, havia poucos PMs com ele e não se viam guardas municipais no local. É fora de sentido quererem crucificar o policial, em especial quando as declarações vêm da própria Polícia Militar e de seu comandante-geral. Em qualquer serviço, policiais têm de portar suas armas. Há algum tempo um policial federal foi morto no Rio de Janeiro quando se aproximava de um local para entregar uma intimação. Fica a pergunta: por que não havia mais PMs e guardas municipais auxiliando na ocasião? Sem falar no desacato dos que assediavam o policial.
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)

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MOTIVAÇÃO IDIOTA

Sem discutir a violência da abordagem policial e os motivos para a resistência dos ambulantes da Lapa, no episódio que resultou na morte de um dos camelôs, a motivação da ação foi totalmente idiota. O comércio de CDs piratas pode ser visto em qualquer esquina da cidade. Além disso, qualquer cidadão que tenha celular, tablet ou computador pode ter acesso a uma infinidade de material dessa natureza. Muito mais proveitoso seria empregar os soldados na prevenção dos crimes verdadeiros, como  roubos, latrocínios e tráfico. 

Nestor Rodrigues Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br 
São Paulo

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DIA MUNDIAL SEM CARRO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, para tentar melhorar a sua avaliação entre os paulistanos, no dia mundial sem carro, ontem (22/9), foi “trabalhar” de bicicleta, coitadinho! Conseguiu na descida, e na volta, como foi? Voltou de bicicleta, mesmo? É inacreditável, foi por isso que o trânsito pela manhã estava um verdadeiro caos? O prefeito “faixa exclusiva” ou “ciclovia” para fazer média vai mudar o seu estilo de vida: pelas manhãs vai de “bike” e, nas tardes, volta de “busão”. Queremos ver. O PT conseguiu parar o País e, não satisfeito, quer parar a maior cidade brasileira. Para com isso, deixa disso, chega! Não aguentamos mais!
 
Maria Teresa Amaral mteresa0409@2me.com.br 
São Paulo

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FUTEBOL, RACISMO E INGRATIDÃO

Com relação à notícia “No Sul, Aranha é xingado por gremistas” (19/9, A26), tenho a comentar: Lupicínio Rodrigues, negro, ícone da Música Popular Brasileira que completou cem anos de seu nascimento no dia 16 de setembro de 2014, tendo o governo do Rio Grande do Sul decretado o “Ano Cultural Lupicínio Rodrigues”, deve estar chorando de tristeza no túmulo com o episódio do jogador Aranha, do Santos Futebol Clube. Gremista ilustre, com seu retrato na galeria dos gremistas imortais, no salão nobre do clube, foi ele quem compôs o hino do Grêmio: “Até a pé nós iremos / para que der e vier / Mas o certo é que nós estaremos / com o Grêmio onde o Grêmio estiver”. Com certeza, Lupicínio está, como sempre esteve, com o Grêmio. No entanto, uma grande parte de “torcedores” do Grêmio não está com o querido Lupicínio no coração. Isso, sim, é que é ingratidão. O Grêmio perdeu uma enorme oportunidade de marketing, deixando de homenagear, no seu lindo e novo estádio, o centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues, que poderia ter sido feito exatamente no segundo jogo do Grêmio contra o Santos.

Vanderlei Zanetti vanzanetti@uol.com.br
São Paulo

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