Fórum dos Leitores

CAMPANHA ELEITORAL

O Estado de S.Paulo

24 Setembro 2014 | 02h03

Desespero de causa

As circunstâncias estão fazendo os 39 ministros de Dilma I e última, se os brasileiros quiserem, sair de suas tocas para, em grupos ou individualmente, darem "respostas", na verdade, atacar, principalmente a candidata Marina Silva, que incomoda, e muito, os petralhas. De repente aparecem mais e mais números maravilhosos, além dos apresentados pelos gloriosos Paulo Bernardo e Guido Mante(i)ga. Incrível o que representa o desespero. Aliás, faz-se o diabo pela boquinha, ou melhor, reeleição. Dilma Rousseff não consegue nem contestar dados, como apontado no Estadão de ontem. Para o mundo cor-de-rosa em que vivem, o nosso (de)crescimento será de 0,9%, quando até as crianças sabem que não passaremos de 0,3%. Mais truques contábeis, leilões feitos às pressas, pagamentos de dividendos pelos bancos estatais, porém o que precisaria ter sido feito - e agora é tarde - nunca foi enfrentado de maneira correta. Tudo tem seu preço.

RENATO AMARAL CAMARGO

natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

Gato por lebre

A função dos marqueteiros é enganar a população: transformam em saudável o que é nocivo.

JOSÉ CARLOS SALIBA

fogueira2@gmail.com

São Paulo

PSDB é oposição?

Causa estranheza, nesta campanha, o tiroteio do candidato Aécio Neves contra a candidata Marina Silva. São ou não são, ambos, oposição ao atual governo? Os jornais registraram no domingo que o PT vai usar contra a ex-senadora os mesmos ataques de Aécio. Ou seja, o candidato do PSDB aliando-se ao PT, ambos contra a candidata do PSB. Afinal, o PSDB é mesmo oposição ao governo petista ou simula, preparando-se para fazer parte dele numa improvável hipótese de vitória de dona Dilma (o que seria um desastre para o Brasil)?

TITO COSTA

antoniotitocosta@uol.com.br

São Paulo

Pedradas

A candidata Marina Silva é a Geni do primeiro turno. No segundo será a vez de dona Dilma.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

Nem que a vaca tussa

Por enquanto ela ainda vai tossindo, mas logo irá para o brejo!

ROBERT HALLER

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

GESTÃO HADDAD

Pedalando

Que grande demagogia dos srs. Fernando Haddad e Jilmar Tatto, indo para o trabalho de bicicleta no Dia Mundial Sem Carro! Nos outros dias eles também fazem isso? Com certeza não abrem mão de seu carro oficial.

ALEXANDRE FONTANA

alexfontana70@yahoo.com.br

São Paulo

Ciclovias

São Paulo precisava de atitude, de algo novo em nosso caótico trânsito, e esse novo são as ciclovias. O prefeito teve a coragem de iniciar o processo, embora falte o acabamento, como os bicicletários, melhor sinalização, etc. Mas o que está faltando mesmo é os ciclistas aderirem logo ao sistema nas condições em que está e saírem com suas bikes para homologarem as ciclovias e demonstrarem o apoio que o projeto merece.

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

De minorias

O atrapalhado prefeito Haddad culpa "minorias" por serem contra as ciclovias e os corredores de ônibus, mostrando mais uma vez que não conhece a cidade que governa. Ninguém pode ser contra os chamados corredores - aliás, anteriores a ele - quando funcionam: alguns, ao invés de resolver um problema e facilitar a circulação, causam mais bagunça no trânsito. Quanto às ciclovias, o alcaide petista ainda não entendeu que elas só funcionam bem em lugares planos. Aqui é burrice com demagogia. Como gastar R$ 15 milhões, tal qual se pretende, reduzindo o leito carroçável da Avenida Paulista para fazer no canteiro central uma ciclovia. Isso na avenida mais movimentada da capital, cujas ruas paralelas têm tráfego permitido nos dois sentidos! As bicicletas é que servem como meio de transporte individual de uma minoria, numa cidade com 7 milhões de veículos. E para pequenas distâncias, eis que o corpo humano, que as move, tem limites. Mas em se tratando da lógica petista tudo parece possível, menos saber administrar uma cidade.

MARIO COBUCCI JUNIOR

maritocobucci@uol.com.br

São Paulo

Gostaria de entender

Primeiro: por que fazer ciclovia na Rua Artur de Azevedo? Essa via é a rota alternativa para fugir da Avenida Rebouças e entrar pela Vila Madalena. Além de que o asfalto está em péssimo estado, sobretudo na pista da ciclovia. As imperfeições da pista, parece-me, aumentam a possibilidade de acidentes com bicicletas. Enfim, por que fazer uma ciclovia de mão dupla (ir e vir), se a rua é de mão única para os carros? Como feito, teremos bicicletas trafegando na contramão, o que é proibido em todas as ruas de mão única. Por quê? Por quê?

PEDRO LUÍS DE C. VERGUEIRO

pedrover@matrix.com.br

São Paulo

Mobilidade urbana

É patético verificar que uma minoria que só olha para o próprio umbigo tem a coragem de, publicamente, demonstrar sua ignorância e seu egoísmo ao criticar medidas apoiadas pela grande maioria dos paulistanos e indicadas por especialistas em mobilidade urbana.

WILSON HADDAD

wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

Pesquisas

Tenho dúvidas quanto aos métodos usados pelos institutos de pesquisa. Por exemplo, a pesquisa que constatou que a maioria dos paulistanos é a favor das faixas de ciclistas foi feita entrevistando quem? Será que foram entrevistados só os ciclistas, usuários dessas faixas, como indicam os resultados obtidos? Vamos entrevistar os prejudicados, usuários de carro, que estão vendo as ditas faixas vazias e mal aproveitadas e o caos nas pistas de rolamento para automóveis aumentando em consequência delas. Será que o resultado será o mesmo? Além disso, os ciclistas, se pensarem um pouco, não terão medo de usar as bicicletas nas principais avenidas de São Paulo, considerando a falta total de segurança nas ruas e o quanto ficam expostos e vulneráveis? Em resumo, questiono muito os resultados obtidos nas pesquisas, não acredito que reflitam a opinião da maioria da população.

MARIA JOSEFINA PINHEIRO

maria.josefina2612@terra.com.br

São Paulo

ANISTIA AOS PARTIDOS

“Presidente do TSE propõe anistia para partidos que possuem contas pendentes” (“Estadão”, 23/9, A4). Para mim, os ministros Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento do mensalão, agiam mais como advogados dos petralhas do que como juízes. Agora, Toffoli quer dar anistia aos partidos políticos, beneficiando quem faz sujeira nas contas de campanhas eleitorais. Que tal anistia geral a todos na Nação que estão em débito também com o Fisco?
  
Alberto Souza Daneu albertodaneu.health@uol.com.br 
Osasco

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VALEU A PENA

Viram como valem a pena as maracutaias com o dinheiro do Fundo Partidário? Aparece o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e propõe anistia para todo mundo a partir de 2009. Este é o país que pensamos moralizar?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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LEWANDOWSKI PRESIDENTE DA REPÚBLICA

O ministro-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e seu parceiro presidente do TSE, Dias Toffoli, em dois dias podem fazer um estrago nesta eleição e o PT pode ganhar no tapetão.

Roberto Cintra Leite rcl@cintraleite.com.br  
São Paulo

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INTERINO

Além da presidência do SPTF (nova sigla), agora também a do País fica com o ministro Lulandowski. Manda quem pode...

Nelson Carvalho nscarv@gmail.com
São Paulo

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MENSALÃO – PRISÃO DOMICILIAR

Em 2007, o mensaleiro Delúbio Soares declarou que o escândalo de mensalão viraria “piada de salão”. E não é que estava certo?!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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MENSALEIROS EM CASA

Do jeito que a coisa vai, o STF acabará ofuscando o Minha Casa, Minha Vida...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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DILMA NA ONU
 
Será que a presidente Dilma Rousseff, discursando hoje na ONU, se arvorará falar que o Brasil eliminou praticamente a pobreza do País? Afirmará também que a maquiagem das contas públicas é uma medida legal e pode ser feita sem entraves? Que a corrupção na Petrobrás já está saneada e não afetou absolutamente o progresso da estatal brasileira? Que a violência urbana não assume proporções assustadoras e está plenamente controlada? Que atos de corrupção em seu governo não existem e as denúncias feitas pela “mídia golpista” nada mais são do que intrigas da oposição reacionária? Pois é, dona Dilma, se assim proceder, levando a atual situação do Brasil às alturas, o tiro pode sair pela culatra, pois, como ela bem deve saber, mentira tem a perna curta.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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SUPLÍCIO EM NOVA YORK

Com a presença dos presidentes Dilma Rousseff, Cristina Kirchner e Nicolás Maduro na Assembleia-Geral da ONU, se falarem como ameaçam, subirão os prêmios de risco dos países que representam. A nossa presidente vai culpar a todos pelos fracassos econômicos e, quando não tem a quem culpar, alega o "custo social" que ninguém, nem eles, sabe do que se trata. A segunda, Cristina Kirchner, vai culpar os credores ora "buitres" pela situação pré-falimentar em que a Argentina se encontra graças a ela e ao marido. O terceiro, Nicolás Maduro, depois que mudou a oração "Pai Nosso" por "Chávez nosso" ou algo equivalente, nada a comentar, trata-se de case para outra plateia, quem sabe composta por psiquiatras.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br 
São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Em que pese seja assunto de polícia, grupo especializado em lavagem de dinheiro é tratado no caderno de “Política” (21/9, A12). Finalmente, ficou claro que há muito o crime organizado é instrumento de manutenção de poder. Antigos personagens do rumoroso caso Banestado e de outras grandes operações policiais, que redundaram em muitas ações penais e condenações, em especial a Ação Penal 470 – o mensalão do PT –, são identificados e relacionados no mesmo contexto. Os episódios tratados na Ação Penal 470 podem ser entendidos como uma pequena parte do esquema investigado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) então instalada, como no curso das investigações que instruíram o histórico processo do mensalão. Dois réus da Ação Penal 470 estavam envolvidos com o doleiro Alberto Youssef, denunciado por lavagem de recursos no interesse de um réu da referida ação penal. Sabe-se que o mesmo doleiro tem ligações com parlamentar do PT, com o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, donde poder se suspeitar que “mensaleiros e mensalistas” há muito usufruíam de recursos advindos da maior empresa pública nacional. O acordo de delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, pelo que foi vazado e se revelado antes das eleições em sua totalidade, bem possivelmente poderia impedir que nomes sobejamente conhecidos continuassem se alimentando do esquema de poder. No entanto, por força de disposição legal que impediria a sua revelação no presente, o poder corruptor e corrupto continuará muito forte neste país. Sobram regras para a proteção de criminosos, mas não as há em número suficiente para proteger a sociedade. Não há instituições fortes para tanto. Pobre sociedade brasileira. 
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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ANTES DA ELEIÇÃO

Queremos saber os nomes de quem participou do esquema fraudulento na Petrobrás que o sr. Paulo Roberto Costa denunciou para a Polícia Federal  antes do dia da votação, em 5 de outubro. Caso isso não aconteça, poderemos, com o nosso voto, estar elegendo a pessoa errada para governar este país.

Valdir Sayeg valdirsayeg@uol.com.br
São Paulo

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A QUEDA DA PETROBRÁS

Pouco antes de morrer o famoso jornalista Paulo Francis já revelara que a Petrobrás estava completamente tomada pela roubalheira geral. A empresa foi fundada como uma “sociedade mista”, mas os políticos, provavelmente constatando que iria haver mais sócios importantes e controladores, transformaram-na em “estatal”, onde poderiam deitar e rolar, como constatou Francis. Quem frequentou ou frequenta o mundo empresarial sabe que, para negociar com a estatal, sempre foi necessário pagar uma comissão a alguém de dentro. Nos 60 anos da empresa, sempre foi assim. Naturalmente, quem dominava a Petrobrás foram sempre sindicatos, de um lado, e o Poder Executivo do momento, que, dizia-se, era onde aconteciam os “arranjos” de maior nível, dependendo da honestidade do governante. Verifica-se que nestes últimos 12 anos, a partir do governo Lula, a roubalheira em grande escala foi uma constante. Evidentemente, com o conhecimento dos presidentes, senão não se empreenderia a operação da Refinaria de Pasadena, nos EUA, onde o montante que se desconfia ter “sumido” era de US$ 1 bilhão. Na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, o orçamento subiu de R$ 4 bilhões para quase R$ 40 bilhões. Há muitas outras acusações, também, de grandes montantes, como a imprensa já informou, incluindo os fornecimentos da empresa do marido da presidente Graça Foster com inúmeros contratos, sem licitação e para o que não houve nenhuma informação de providências de regularização. Dilma diz que não sabia, o que parece não ser verdade. Desde sua eleição, como ela certamente sabia, usaram recursos da Petrobrás para a campanha, segundo noticiou a imprensa. Pior ainda, Lula inventou um pré-sal provavelmente muito maior do que o real apurado pelos técnicos, como propaganda eleitoral. Foi de tal forma o assalto durante os governos do PT que a empresa passou para uma fase de absoluto descrédito tanto da parte do público quanto da parte dos acionistas, dado que o valor da empresa caiu à metade. Obviamente, dona Dilma, inicialmente como presidente do Conselho e ainda na Casa Civil, no Ministério de Minas e Energia e, finalmente, na Presidência da República, estaria sendo informada constantemente sobre a débâcle da empresa, tanto que, para o pré-sal, tiveram de fazer um contrato com os chineses (provavelmente de financiamento da parte da Petrobrás), inconfessável. Apesar de ser “depenada” por governos, a Petrobrás resistiu por operar com o chamado “ouro negro”, o petróleo. Nos governos do PT, entretanto, os roubos foram tão grandes que ela sucumbiu. É uma pena que uma empresa bastante bem qualificada tecnologicamente tenha sido tão roubada pelo bando no governo que passou de 10.ª maior empresa do mundo para a 120.ª. Dilma e Lula, cobrados por isso, fingem que não é com eles. Oxalá tenhamos um novo e honesto governo que empreenda a recuperação da Petrobrás.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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QUEM DESVIOU MAIS

Jamais imaginei que um dia eu veria isto, talvez num filme de ficção: “Paulinho” (da Petrobrás) declarou que o diretor Renato Duque desviou muito mais do que ele, pois a diretoria de Serviços movimentava muito mais dinheiro do que a dele. Volto a insistir: quem dava a instrução da distribuição? Isso só poderia ser feito pelo alto escalão. Adivinhem.  

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br 
São Paulo

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MARINA E O MENSALÃO 1

A candidata à Presidência da República Marina Silva, da enigmática Rede e ora artificialmente abrigada no PSB, vem criticando duramente o estrago que o PT causou à Petrobrás nos últimos anos por causa do mensalão 2 (ou Petrolão), engendrado à custa dos cofres da estatal. E é óbvio que ela está certíssima quanto a esse ponto. Mas o curioso é que ela não adota a mesma postura em relação ao mensalão 1. Nada mais propício do que o atual momento para que Marina enfim censure também esse megaesquema de corrupção, que, ao que parece, ela não achou tão grave como realmente foi – afinal, ela permaneceu firme no PT durante a eclosão da história e até hoje se nega a tecer maiores comentários sobre o caso, que levou alguns de seus proeminentes ex-colegas de partido para trás das grades.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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MENSALÃO PARTE 3

O mensalão existiu, é claro, exceto para aquele que o orquestrou, nosso projeto de tirano tupiniquim, que apoia o ditador da Venezuela e puxa-saco de Fidel Castro. O mensalão parte 2 está aí, com a Petrobrás, empresa que chegou a ficar entre as dez maiores do mundo, mas hoje despenca vertiginosamente. A Petrobrás foi e está sendo saqueada por uma quadrilha que se intitula partido político, mas na verdade é a maior organização criminosa que o Brasil já conheceu. O mensalão parte 3 será descoberto em breve. Ele consiste na maior evasão de divisas jamais vista neste país, dinheiro público, nossos suados impostos, sendo desviado para Cuba, Venezuela, Bolívia e Nicarágua, para a construção de portos, refinarias, gasodutos e hidrelétricas, enquanto amargamos os piores índices em saúde, educação, segurança, e vemos a economia brasileira desmoronar. Ninguém sabe ao certo o quanto nem para onde, pois a atual presidente mandou classificar como “sigilosos” dados que deveriam ser transparentes. Quando o mensalão 3 for revelado, fará Fernando Collor parecer um ladrão de figurinhas e Marcos Valério, um mero batedor de carteiras.

Ricardo Cretella ilhabela@ibl.com.br 
Ilhabela 

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PODER DE GOVERNO

Assisti à entrevista com a candidata do PT à reeleição para presidente, no programa “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, na segunda-feira, em que ela afirmou que quem investigou e denunciou o esquema de propina na Petrobrás foram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, portanto, o "seu" governo, pois a Polícia Federal está subordinada ao Ministério da Justiça. Será que o domínio petista já chegou ao ponto de partidarizar a Polícia Federal e o Ministério Público Federal? Será que o PT acha que todas as instituições brasileiras pertencem aos governantes temporariamente no poder? Seria o fim da democracia brasileira. 

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente

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ENTREVISTA NO PALÁCIO

As futuras entrevistas da presidente Dilma Rousseff, quando isoladas, deveriam ser efetuadas em palcos neutros, e não no Palácio, em Brasília. Além da utilização do espaço público, a candidata, e não a presidente, inibe os entrevistadores, até mesmo com maneiras prepotentes. A igualdade entre os candidatos deve prevalecer em todas as circunstâncias, no sentido de o eleitor poder tirar suas conclusões de acordo com o comportamento dos candidatos. Fica aí a sugestão para o segundo turno.

Sebastião Paschoal s_paschoal@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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‘BOM DIA BRASIL’

A rima é inevitável, mas dos quatro integrantes do programa de segunda-feira, um com certeza não tomou seu Rivotril.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com  
São Paulo

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BANALIDADE

As gafes que a presidente cometeu na entrevista à jornalista Miriam Leitão podem ser consideradas graves e inadmissíveis? Claro que não! São apenas mais uma mera banalidade...

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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A ENTREVISTA DE AÉCIO NEVES

Pelo teor das perguntas feitas a Aécio Neves no “Bom Dia Brasil” de ontem, a impressão que tive é de que a Rede Globo é contra o PSDB no poder.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com  
Jandaia do Sul (PR)

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‘DEMOCRACIA FRAGILIZADA’

Com atraso, cumprimento o jornal pelo ótimo artigo do general Rômulo Bini Pereira (17/9, A2), que representa o pensamento da maioria da população esclarecida brasileira.
 
Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br 
São José do Rio Preto

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REUNIÃO NO HOTEL UNIQUE
 
Os salvadores dos despossuídos, Lula, Dilma, Franklin Martins, Aloizio Mercadante e o marqueteiro João Santana, decidiram, reunidos no Hotel Unique, de São Paulo, a estratégia a ser seguida para aniquilar Marina Silva na campanha eleitoral. Dilma, com dificuldades para construir uma frase lógica, com sujeito, predicado e complementos, tem repetido mentiras (à moda "soviet") com desfaçatez, para que se tornem verdades. E mais, projeta-se em Marina dizendo que a candidata mente e tirará do povo todas as conquistas sociais concedidas pelo PT, extremando um ódio e um cinismo coerentes com a declaração chula de que faria “o diabo para vencer as eleições”.
 
Maria H. Marcondes Machado acmm.advocacia@uol.com.br 
São Paulo

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‘DUPLIPENSAR’

Proposta por George Orwell no livro “1984”: “duplipensar”, o poder de manter duas crenças contraditórias na mente ao mesmo tempo, de contar mentiras deliberadas e, ao mesmo tempo, acreditar genuinamente nelas, e esquecer qualquer fato que se tenha tornado inconveniente. Mensalão, Pasadena, etc.
 
Candida M. Menezes Barros candy.barr@uol.com.br  
São Paulo

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O PT NO PODER

Corrupção desenfreada, aparelhamento do Estado, mentiras e mais mentiras, campanha política baixa, incompetência generalizada (o IBGE é o exemplo, além da política econômica sem rumo, da educação, saúde, transportes públicos e segurança sem controle), companheiros presos por corrupção, alinhamento a países falidos, má gestão da máquina, contabilidade “criativa”, ou “pornografia contábil”, como diria Delfim Netto, 7 a 1 contra a Alemanha... (que horror!). Temos mesmo de admitir: “Nunca antes na história deste país” estivemos tão no fundo do poço técnica e moralmente. 12 anos no poder é muito para qualquer partido político decente, imagine para o PT.

Ary Braga Pacheco Filho ary.pacheco.filho@gmail.com 
Brasília

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O PROGRAMA DE GOVERNO

É fácil entender as razões da candidata à reeleição presidencial para suspender a entrega do seu programa de governo. Desde sempre, seu atual partido político (PT) nunca teve “programas de governo”, porque sempre teve “plano de poder”. Na lógica do PT, tomar e manter o poder é o objetivo máximo. Governar exige outras qualificações, que não existem nos quadros do partido. Além disso, vale lembrar que a candidata à reeleição vicejou na vida partidária no seio do getulismo-brizolismo do Rio Grande do Sul, que só sabe prosperar no patrimonialismo e no populismo deslavados.

Carlos Barros de Moura carlos@barrosdemoura.com.br 
São Paulo

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PESQUISAS ELEITORAIS

É muito suspeito que nas pesquisas de intenção de voto Dilma Rousseff tenha altíssimo índice de rejeição, mas tenha altos índices de intenção de voto e seu governo tenha mais aprovação do que rejeição. Parece conversa de internados em sanatório.

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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PLEBISCITO DA AUTONOMIA

O Brasil já se chamou Estados Unidos do Brasil, na época de sistema com maior autonomia dos Estados, muito mais adequado ao nosso grande País. O minoritário PT está conjuminando um plebiscito para obter a reforma política que necessita para implantar o falido castrismo-chavismo no Brasil para se perpetuar no poder – infelizmente, respaldado pelos fisiológicos clientes de mensalões e petrolões, traidores da nação. Ora, essa época de plebiscitos de autonomia, na Escócia ou na Catalunha, nos lembra que é necessário acrescentar a questão de interesse dos paulistas, ou seja, da autonomia ou emancipação desse Estado, de forma que nós, grandes pagadores de impostos, possamos a eles dar um destino de acordo com a nossa cultura; por exemplo, nós só aceitamos que se “dê o peixe enquanto se ensina a pescar”, ou seja, não aceitamos a submissão de enorme parcela da população brasileira assistida, sem chances de lá sair, para que sirvam de repositório de votos ao PT eternamente; há necessidade de lhes dar oportunidade de progredir. Além disso, somos nós que somos xingados de “elite branca” pela elite burguesa petista, ou seja, já que eles não gostam de nós, certamente ficarão felizes com um distanciamento. Por razões geográficas, tal autonomia ou emancipação deveria abranger os Estados do Sul. Se for para ter plebiscito da reforma política, que seja nele incluída, para os paulistas e os sulistas, a questão da autonomia de São Paulo e dos Estados do Sul. Ou seja, se o minoritário PT quer um plebiscito para facilitar suas ambições, nesse mesmo plebiscito têm de primeiramente passar a estar incluídos os interesses regionais mais importantes – tal como autonomia. Simples assim.

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br
São Paulo

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SIM OU NÃO

Parece que estamos vivendo no mundo da fantasia. Tudo vem acontecendo e vemos o País separado. O Norte e o Nordeste, que não veem a realidade de um mau governo e insistem em apoiá-lo, e o Sul e o Sudeste mostrando nas pesquisas a insatisfação com os rumos do País. Quem sabe seja o momento, assim como nos mostrou o democrático Reino Unido, de fazermos um plebiscito. Criar duas nações independentes: o Norte/Nordeste e o Sul/Sudeste. Sim ou não. Aí cada um poderá ficar com suas convicções políticas, econômicas e sociais.
 
Helio Cudek barakbrasil@yahoo.com.br  
São Paulo

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PARTIDOS TÊM DONOS
 
Nesse particular, o PT é bom exemplo a ser lembrado e péssimo exemplo a ser seguido como símbolo de democracia. Ganhou popularidade e, com persistência, apoio financeiro, “banho de loja” e culto à personalidade, chegou ao poder e se lambuzou (outra história). Faz tempo que Lula manda no partido. Os nomes que indica para os cargos eletivos de maior expressão são aceitos aparentemente sem contestação. Dilma Rousseff foi o primeiro teste de sucesso ao chegar à Presidência da República sob a luz do padrinho Lula. Praticamente uma desconhecida espertamente lançada antes dos outros partidos. Com Fernando Haddad imposto como candidato à Prefeitura de São Paulo, comemorou o resultado nas urnas. Nesta eleição de 2014, lançou como candidato ao governo de São Paulo o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, porta-bandeira do programa encomendado ao ditador cubano, ao importar 14 mil mais ou menos médicos da ilha da fantasia dos irmãos Castro. Não anda bem nas pesquisas com os respingos do óleo negro em mar de lama. Os outros partidos que formam a base aliada e comparecem ao banquete do governo Dilma/Lula têm os seus donos e caciques que comandam o processo, são nomeados ministros, daí a enxurrada dos 39 mostrengos que chocam qualquer estudante de Administração ao meditar sobre as atividades de coordenação e controle. Os malfeitos são manchetes e notícias policiais e os comentários espelham o insucesso nos resultados econômicos. Os 39 poderiam ser 90 ou 100. Pouco importa. Meia dúzia, mais ou menos, comanda o processo com tentáculos sobre o Congresso Nacional. Risível a propaganda de candidatos, não incluindo o Tiririca e os sérios, que juram e prometem fazer escola, posto médico e creche, reduzir imposto, aumentar salário. Deputados e senadores falam o que querem e votam como lhes mandam. Reprovável ação do toma lá, dá cá. Alvíssaras! A “presidenta” Dilma proclamou que os partidos são importantes para a democracia. Aprendeu que o partido único, próprio dos governos totalitários comunistas, lição do seu passado na guerrilha urbana Castro-Che Guevara, não é a melhor solução. Registre-se, presa por tais práticas, e não por “crime de opinião”. Quando esbraveja que o Congresso deve ser pressionado para aprovar a realização do plebiscito em prol da reforma política como remédio contra a corrupção e com isso pretender eleger uma assembleia constituinte, envereda por perigoso caminho modelo Chávez/Maduro/bolivariano e substituir a Constituição Cidadã de 1988. Todo o cuidado é pouco com apelos do tipo conversa mole e falsa: “Se você é contra a corrupção e o aparelhamento máquina pública pelos partidos, Constituinte já”. E mais ênfase em rótulos marcantes da pregação marxista: “Plebiscito popular (?!) por uma Constituinte exclusiva soberana do sistema político”. Como divulgado, as organizações alinhadas com o plebiscito têm como meta colher 10 milhões de assinaturas. Até em fila de banco se vê. Iludidos e ansiosos por melhores condições de vida na assistência médica, educação, transporte e segurança, assinam. Quem não é contra a corrupção? Irresistível o apelo: basta assinar e colocar o RG. Lula, falando da reforma política, condena o financiamento privado e deseja que seja transformado em crime inafiançável e assim radicalizar para moralizar a política. Pode? O PT tem recebido recursos dessas fontes muito mais do que os outros partidos e o mensalão, já condenado pelo STF, foi o resultado da compra de votos no Parlamento. Não soam bem o discurso da moralização e a necessidade de nova Carta Magna. Pode ser cortina de fumaça para encobrir os malfeitos da Petrobrás em pauta, mas com o perigo maior de uma Constituição bolivariana. 
 
Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com 
Campo Grande
 
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IRREGULARIDADES NOS CORREIOS

O aparelhamento e o loteamento das instituições, tenham o porte que tiverem, são petulantes características deste governo petista nesta arremetida para a reeleição de Dilma, a volta de Lula em 2018, sua reeleição em 2022, seguindo um moto-perpétuo com fundo musical do violinista Nicolau Paganini. O Ministério Público pediu a abertura de uma inspeção nos Correios para apurar o que se caracteriza como abuso de poder quando a estatal, numa exceção espúria, permitiu o envio de 4,8 milhões de panfletos da campanha eleitoral do PT sem a chancela que assegure que o objeto foi enviado corretamente. A atitude dos Correios caracteriza um atentado à República, em mais uma agressão do governo que tudo faz porque tudo pode. A campanha da presidente Dilma desembolsou R$ 776,8 mil pagos aos Correios para a distribuição dos panfletos promovendo os políticos do PT em São Paulo. Anote-se que o chefe dos Correios é Wilson Abadio de Oliveira, afilhado do vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer. Entendeste ou quer que desenhe?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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A VEZ DO IBGE

Sempre é possível que alguma pesquisa ampla e complexa apresente algum erro dentro de certa margem. O que mais admiro, atualmente, no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que os erros como a correção da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) proliferam, e sempre a favor das metas governamentais. Nada melhor para desacreditar a política econômica de qualquer governo que maquiar os dados de referência. Em defesa, a sociedade se antecipa e defensivamente acelera a remarcação de preços, autoalimentando a inflação.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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CORREIOS, IBGE, URNAS ELETRÔNICAS...

Sabedor que sou do pacto que a senhora presidente Dilma e o ex-presidente Lula fizeram com o cramunhão, mais conhecido como tinhoso, e vendo os escândalos nos Correios, na Petrobrás e, agora, no IBGE, minha preocupação e maior medo são o que poderá acontecer quando da apuração dos votos. Que Deus nos guarde e ilumine. Todo cuidado é pouco quando o controle está nas mãos dos petralhas.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@hotmail.com
São Paulo

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DILMA E A IMPRENSA
 
A presidenta Dilma Rousseff, que disse que “não é função do jornalismo investigar”, entre tantas outras coisas, ignora as funções básicas do jornalismo independente: divulgar, informar, investigar e opinar.  O leitor sr. José Carlos Degaspare (“Fórum dos Leitores”, 23/9) lembrou um episódio paradigmático do jornalismo investigativo: o  caso Watergate, que levou à queda do presidente Richard Nixon, nos EUA. A fonte dos jornalistas, o "Garganta Profunda", ocupava cargo de confiança no governo norte-americano, e obviamente não podia procurar o FBI para dar as pistas que levaram ao esclarecimento total do crime praticado por assessores do presidente deposto. Agora mesmo, o escândalo PasaDilma só alcançou a dimensão atual devido ao trabalho investigativo de jornalistas de "O Estado". Infelizmente, para a presidenta Dilma, nem todos os órgãos de nossa imprensa são linha auxiliar do “Diário Oficial” da União.
 
Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br
São Paulo

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INTRANSIGÊNCIA
 
Por que será que a mídia faz mal ao PT? Por que é absoluto, incorrupto, não mentiroso, não déspota? Se fosse por ele, não existiriam jornais, noticiários em TV e rádios, Congresso, STF, leis, etc. Ele é “a lei” e não aceita críticas, e com mil mentiras que quer tornar verdadeiras, mas no momento está difícil de ter continuidade. O povo quer mudanças e, como toda alternância, passa a incomodá-lo, pois podem vir à tona coisas que só Deus sabe, então não terá cela para toda essa turma, já que nunca sabe de nada, nunca fez nada... nem mesmo uma cela sequer. Será? Por quê?
 
Nelson Scatena nelson.scatena@hotmail.com 
São José dos Campos

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O PORTO DE MARIEL

Corre na internet e o Google confirma que o Porto de Mariel, construção financiada pelos brasileiros em Cuba, para agradar a Fidel Castro, terá seu direito de uso vendido para a Rússia ou mesmo os Estados Unidos. Pergunto: quem poderá verificar essa má aplicação do nosso dinheiro? A Polícia Federal? Não, porque o problema é extramuros. A Interpol? Não, porque não há crime. Cuba pode dar a quem quiser. Cabe, então, presidenta Dilma Rousseff, à imprensa essa investigação. Daí a necessidade de uma imprensa livre e investigativa. Concorda? 

J. Treffis jotatreffis@outlook.com  
Rio de Janeiro

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A ECONOMIA EM JOGO

O PT, durante os últimos 12 anos governando o País, nada fez para contribuir com o crescimento do Brasil. Não fez nenhuma das reformas necessárias: fiscal, trabalhista, política, etc. Apenas voltou a aparelhar a máquina pública, empregando os "cumpanheiros", e aumentou a corrupção em nível intolerável. Agora estamos colhendo os resultados dessa desastrosa administração: o setor de serviços, que garante a renda das famílias da base da pirâmide social, está desacelerando e caminha para ter o pior desempenho em 11 anos. Enfim, ao invés de estar animado com a aproximação do Natal, o setor de serviços encontra-se em crise. A produção industrial também está caindo e já tem gerado demissões, o que afetará ainda mais a retração do setor de serviços. Uma bola de neve está se formando no horizonte e, se não forem tomadas as devidas providências, se transformará numa avalanche, que irá destruir os sonhos dos brasileiros que conseguiram melhorar de vida graças ao Plano Real, de FHC. Serão necessários mais quatro anos de desgoverno Dilma para o brasileiro de menor renda descobrir o que realmente é uma herança maldita?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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ADMINISTRAÇÃO INCHADA E INEFICIENTE

Relendo um artigo (19/4, A2) do emérito professor Ives Gandra da Silva Martins, ele menciona dados alarmantes da palestra proferida pelo ex-ministro do TSE Torquato Jardim, em seminário na OAB-SP (2/4): “O presidente Barack Obama, numa economia quase oito vezes maior que a do Brasil, tem apenas 200 cargos comissionados. A presidente Dilma tem 22 mil!”. Como o governo federal terá verba suficiente para atender ao clamor das ruas para saúde, educação e transporte público de qualidade, se 75% do orçamento federal, de acordo com o consultor econômico Raul Velloso, é usado para pagar salários e benefícios? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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‘A EVIDÊNCIA DE UM FRACASSO’

O editorial “A evidência de um fracasso” (22/9, A3), sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), esqueceu-se de um “detalhe”. Dentro do PAC estava toda a nova sistemática de arrecadações dos Fiscos (chamado Speds) que visou a revolucionar a forma de fiscalização dos tributos em todas as áreas. E esse está funcionando, e muito bem.

Clóvis Deitos, contabilista clovis@ardcontabil.com.br 
Campinas

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ANALFABETOS

Recentemente a mídia divulgou pesquisa de 2013 do IBGE apontando o analfabetismo no Brasil, que é de 13 milhões de pessoas. Deste total, os idosos acima dos 60 anos lideram com 23,9%. A diferença nos índices em relação aos mais jovens era o difícil acesso a educação. Atualmente, tudo é mais fácil, contudo, o conhecimento ainda deixa a desejar. Ainda que as pessoas saibam ler e escrever e ter diversos diplomas, a maioria não realiza contas básicas de Matemática, começando pela tabuada, e interpretar textos e escrever corretamente é um martírio. As redes sociais revelam a incapacidade. Enfim, ir à escola e ser alfabetizado, ter diplomas do ensino médio e universitário é fácil, entretanto, conquistar a “sabedoria” ainda é para poucos! Não é verdade?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com 
Sumaré

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‘NEM NEM’ NA TERCEIRA IDADE

É preocupante a informação de que aumentou o porcentual de homens entre 50 e 69 anos que vivem sem renda, dependendo apenas de parentes para sua sobrevivência. Urge, assim, que se crie um programa que possibilite que tais indivíduos possam ter uma atividade laboriosa que os permita ter uma renda adequada e que, além de lhes dar mais dignidade, possa também aliviar seus familiares de tais encargos.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com 
Rio de Janeiro

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CICLOVIAS

Socorro! Se a cada pontinho de aprovação o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), inventar mais ciclovias, daqui a pouco São Paulo disputará espaço no céu com os aviões. Chegou a vez agora das avenidas que atravessam as Marginais dos Rios Tietê e Pinheiros. Justamente aquelas cujos automóveis são imprensados entre caminhões, e agora bicicletas também. Quem durante a semana esbarrar com um ciclista nessas ciclovias que levante as mãos. Nisso que dá votar no poste que só deu problema no Ministério da Educação (MEC). E pensar que ainda temos dois anos e três meses para consertar nas urnas esse deslize do povo paulistano... “Malddad” nunca mais!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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MOBILIDADE URBANA
 
Em sua carta “Mobilidade urbana” (“Fórum dos Leitores”, 22/9), o leitor sr. Wilson Haddad afirma que pesquisa encomendada pela Rede Renova São Paulo indica que 90% dos paulistanos são favoráveis às faixas exclusivas de ônibus e 88% apoiam as ciclovias. O leitor informa também que houve um ganho de 68,7% na velocidade dos ônibus, o que indicaria o acerto de a atual gestão ter implementado 357 km de faixas, privilegiando o transporte coletivo. Parece que a pesquisa foi realizada entre os paulistanos que só andam de ônibus ou só de bicicleta. Esqueceram de perguntar a quem anda de automóvel.
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo 

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SEM PLANEJAMENTO

Vou continuar criticando as ciclovias em São Paulo porque foram feitas nas coxas, sem planejamento. Além do poste, da árvore, no meio da nossa calçada, sou pedestre e não tenho carros há 11 anos por opção, e agora também temos ciclofaixas passando por cima da calçada. Mas, para a Prefeitura e os ciclistas moderninhos, os 3 milhões de pessoas que circulam nas calçadas paulistanas por dia não foram levados em conta. Os administradores públicos nunca se preocuparam com os pedestres e as calçadas desta cidade, e ainda nos oferecem um transporte público de péssima qualidade e caro. Já que o paulistano acha-se europeu, que tal tirar as catracas do Metrô, como é em Berlim, onde as estações do não têm catracas? Ciclofaixas em cima da calçada são um absurdo e quem fez isso deveria ser multado e pagar pelo conserto.

Grima Grimaldi grimagri@terra.com.br 
São Paulo

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SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR

O prefeito Fernando Haddad é a favor de ciclovias, mas ele deveria pensar em proteger os usuários de bicicletas. E também os pedestres. A política de instalar radares para multar veículos que invadam ciclovias, sem pensar em ações preventivas que estimulem o uso de capacete, é inaceitável. É preciso também regulamentar o uso dos espaços públicos. Bicicletas nas ciclovias, mas não nas faixas de pedestre ou nas calçadas. E, por favor, sempre de capacete. No Parque do Ibirapuera, nas ciclovias nos fins de semana, nos bicicletários disponibilizados por alguns bancos: pouquíssimos são os que usam capacete. Incentivar o uso de bicicleta sem a obrigatoriedade do uso de capacete só vai aumentar as estatísticas de traumatismo cranioencefálico. E, já que a ideia é usar bicicleta e transporte público, vamos incentivar o prefeito, os secretários, os vereadores a exercerem o direito de ir e vir sem que nós tenhamos de pagar por seus carros oficiais. Vamos todos de ônibus. E, se formos de bicicleta, sempre com capacete.

Ana Lucia Tubero anatubero@afasia.com.br 
São Paulo

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GESTÃO HADDAD

Haddad é o único administrador público que, em cargos de importância, vem combatendo a corrupção que assola todos os níveis de governo. Na esfera federal, escândalos da Petrobrás, BNDES; na esfera estadual, máfias (Sabesp, Asfalto) e cartéis (Metro e CPTM). Haddad administrou o MEC, que tem um orçamento que é o dobro do da cidade de São Paulo, de forma ilibada e eficiente, sem surgimentos de máfias e cartéis. Criou o Prouni e o Pronatec, ações sociais que já beneficiaram mais de 8 milhões de brasileiros carentes, com ingresso na universidade e em cursos profissionalizantes. Logo que assumiu, criou a Controladoria-Geral do Município (CGM), que desbaratou quadrilhas instaladas na gestão Serra/Kassab. Serra, antes de renunciar, nomeou Aref como diretor de Aprov, que comprou 125 imóveis com dinheiro de propina, e Mauro Ricardo como secretário de Finanças, responsável pelo rombo de R$ 500 milhões causado pela máfia do ISS. Haddad, em 20 meses, fez mais que os 8 anos da gestão corrupta Serra/Kassab em todas as áreas da administração municipal, em especial o excelente Plano Diretor, que norteará o futuro da cidade. A criação de faixas exclusivas e corredores de ônibus tem aprovação de 90% e as ciclovias, de 88% dos paulistanos e são elogiadas por especialistas em mobilidade urbana. Indivíduos egoístas, com mesquinhos interesses pessoais contrariados, se insurgem contra o sucesso dessas ações que vieram para ficar, pois duvido que alguma futura gestão municipal tenha a coragem de revertê-las, ao contrário, deverão incrementá-las. Haddad, “taca-le pau” e continue sua trajetória ilibada e vitoriosa, pois os inconformados vociferam e a caravana passa.

Francisco Xavier franciscoxavier1000@gmail.com
São Paulo

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ESTACIONAMENTO CARO

Na sexta-feira, dia 19 de setembro, fui ao Citibank Hall, na Avenida Nações Unidas, às 22 horas. Como o estacionamento estava lotado, indicaram-me o do prédio ao lado (Avenida Nações Unidas, 17.891), administrado pela Estapar. Qual não foi a minha surpresa ao sair, duas horas depois (das 22 horas à meia-noite), com o preço de R$ 45,00 para eu mesmo estacionar meu carro em vaga ao ar livre.       Mais caro que qualquer estacionamento durante o dia na Avenida Paulista!   

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br  
São Paulo

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O FUTURO DO MINHOCÃO

Quem for favorável à demolição do Minhocão, em São Paulo, deve antes conversar com moradores do Rio de Janeiro e perguntar o que eles acharam da derrubada do viaduto da perimetral sem que houvesse uma imediata alternativa já pronta, e do caos que se instaurou na (ex) cidade maravilhosa após isso.
 
João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br 
São José dos Campos 

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O DESCOBRIMENTO DO BRASIL

A opinião abalizada do colunista Érico Veríssimo, na página C14 do “Caderno 2” de domingo (21/9), “Maus Modos”, veio de encontro para esclarecer uma distorção, trazendo a verdade, pois na escola os professores de História, Geografia e livros didáticos ensinavam e ensinam que os portugueses descobriram o Brasil e chamavam de invasão holandesa e francesa à chegada destes. Pergunto: se a chegada e a permanência dos portugueses não foram invasão, por que a holandesa e a francesa foram consideradas invasões? Será que valeu somente a teoria egoísta de puxar a brasa para a sua sardinha?

Betar Gartenberg Betar vendasbetar@yahoo.com.br 
Indaiatuba

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SEGURANÇA PÚBLICA

Ontem finalmente tive o desprazer de ser mais uma vítima da falta de segurança da cidade de São Paulo. Compareci ao DP 34, onde fui atendido de forma respeitosa e cordial. Mas pergunto ao secretário de Segurança e ao governador de São Paulo: por que, como informou o escrevente, não se tem policiamento ostensivo nas regiões mais afetadas pelos assaltos? Falta de pessoal ou de vergonha? 
 
José Roberto Palma palmapai@ig.com.br
São Paulo

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