Fórum dos Leitores

DILMA NA ONU

O Estado de S.Paulo

25 Setembro 2014 | 02h05

Absurda política externa

Em entrevista coletiva em Nova York para toda a imprensa mundial, dona Dilma Rousseff condenou veementemente os ataques aéreos de EUA, França e mais uma coalizão de países árabes contra o "Califado" Islâmico que se está formando no norte do Iraque e da Síria. Ela propôs diálogo e acordos com os extremistas! Gostaria de lembrar a essa senhora que se trata de terroristas fundamentalistas capazes de degolar civis ocidentais algemados, ajoelhados e subjugados diante de câmeras de vídeo, apenas por não serem muçulmanos. Ou, pior, por serem ocidentais! A referida senhora, como sempre, prefere ser contra os países desenvolvidos e se aliar a Cuba, Venezuela, etc. Depois um representante do governo de Israel nos chama de anões diplomáticos e o governo brasileiro fica bravo! Nossa atual política externa é o maior desastre da história da diplomacia brasileira. E pensar que já tivemos Rui Barbosa... Que triste comparação!

CARLOS ROBERTO B. BARSOTTI

cbarsotti1@hotmail.com

São Paulo

Apoio aos terroristas

Em seus dois discursos na ONU Dilma deu a entender que apoia os terroristas do Estado Islâmico. Ou, então, ela e seu califado desconhecem totalmente o que se passa naquela região. É, depois reclama quando chamam o Brasil de anão diplomático.

JORGE T. SCHWARZENBERG

jorge.thomas1@hotmail.com

São Paulo

Aberração

O mundo está se unindo na guerra contra o terrorismo do Estado Islâmico, uma das mais cruéis organizações terroristas, que já matou milhares de inocentes - crianças entre eles -, além de ameaçar a paz e a segurança de muitas nações, e temos de ouvir a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, na ONU, condenar os ataques na Síria pela coalizão militar do Ocidente e se declarar favorável ao "diálogo" diplomático(?) com terroristas e tiranos. Quem é ela, essa nanica de republiqueta, para dar palpites sobre a ação militar dos EUA contra os terroristas? Além de incompetente, ignorante e representante do pior governo que o Brasil já conheceu, o "pacifismo diplomático" de Dilma e a política externa terceiro-mundista de sua Chancelaria de araque, no fundo, não passam de conivência e cumplicidade com o terrorismo. Como guerrilheira que foi, ela se identifica com a causa desses facínoras do terrorismo islâmico, inimigos declarados das civilizações democráticas.

GILBERTO MOTTA DA SILVA

gmottas@yahoo.com.br

Curitiba

Gesto humanitário

Em vez de a coalizão internacional de combate ao Estado Islâmico gastar milhões de dólares em bombas, é melhor pedir à dona Dilma que vá ao Iraque e à Síria dialogar com os extremistas. Ainda há tempo de ela ir antes das eleições e cessar as investidas desse grupo. Será um fato de repercussão mundial e um grande gesto humanitário.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI

adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

Adeus, CS

Os pronunciamentos de Dilma rivalizam com as abobrinhas de seu padrinho e mentor. Ela não percebeu que o Estado Islâmico está se lixando para nós, os "infiéis". O "diálogo" possível com essa súcia de psicopatas é o que travam pescoço e adaga. "Amaciando" para extremistas, o Brasil justifica cabalmente a bisbilhotagem da NSA e da CIA e dá adeus à vã pretensão de obter um assento permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU. Os petistas são tão incompetentes que nem sequer se deram conta de quais são as regras do jogo que pretendem jogar.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Ela não me representa

Manifesto meu repúdio a Dilma, informando que ela não me representa e, portanto, não é a minha voz. Ao contrário, envergonhou-me no exterior. Se apoia terroristas, isso é com ela e com os brasileiros que a elegeram. Meu recado à presidente: tenho minha própria voz e não apoio esses extremistas, nem a degola de quem atravessa o caminho deles, muito menos o extermínio de um povo. Eu tenho minha própria voz, que foi calada por seu partido e seus seguidores. Mas não a minha consciência.

GLÓRIA ANARUMA

gloria.anaruma@gmail.com

Jundiaí

Que mulher insensível!

É de ficar muito indignado constatar que Dilma usa desavergonhadamente a tribuna da ONU para fazer propaganda enganosa de seu governo para o horário eleitoral gratuito. Usa o dinheiro do povo para se "marquetear", como se já não bastassem aviões e mordomias da Presidência na campanha. Não foi à ONU para representar o Brasil e assumir posição quanto aos problemas ambientais, como era o objetivo anunciado da viagem. Além disso, ela nos envergonha criticando os países desenvolvidos e em desenvolvimento que estão tentando parar o terror dos fanáticos islâmicos que decapitam jornalistas. Que tipo de ser humano é Dilma Rousseff, afinal? Falta-lhe sensibilidade em relação a tudo. O pior é que, mantido na ignorância e desinformado, o povo não consegue perceber o significado danoso de tudo isso. Que lástima! Em que país nos estamos transformando com esse tipo de exemplo? Sem moral, sem ética, sem valores!

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@terra.com.br

São Paulo

Desflorestamento

Dilma não assinou o compromisso da ONU de acabar com os desmatamentos até 2030 alegando a lei - por ela criada! Apresentou o desmatamento em 2013, de 75 km x 75 km, como sucesso de seu governo, com a maior desfaçatez. Em outras palavras, entregou a Floresta Amazônica aos ruralistas de sua base de governo. Estes fazem nuvem de fumaça apontando sua contribuição para a balança comercial. Com vontade política o desmatamento - que é roubo do patrimônio nacional - poderia ser terminado em um ou dois anos. O Brasil deixaria de perder e a humanidade passaria a ganhar.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Falta de dignidade

Dilma usou o pódio da Assembleia-Geral da ONU como palanque de campanha eleitoral. Mais uma demonstração da falta de dignidade dessa governante, desta vez em nível internacional. É preciso notar que o auditório da Assembleia-Geral sempre lota quando fala o Brasil porque em seguida fala o presidente dos EUA - nada que ver com a importância que o nosso país poderia ter se fosse bem governado.

GILBERTO B. SCHLITTLER, diretor da Assembleia-Geral da ONU DE 1983 a 1988

gschlittler2@mac.com

São Paulo

DILMA ROUSSEFF NA ONU

Em declaração dada após a Cúpula do Clima, na ONU, a sra. Dilma Rousseff afirmou "lamentar profundamente" os bombardeios da aliança liderada pelos EUA contra as bases da organização terrorista Estado Islâmico (EI). Crente de que estava dando uma brilhante lição de moral ao planeta, ela ainda expressou sua preferência pelo diálogo com os integrantes dessa facção – sim, aqueles carniceiros que abominam qualquer forma de diálogo (como sabe qualquer pessoa minimamente informada), decepam cabeças, escravizam sexualmente mulheres que não seguem a ideologia extremista por eles propugnada e promovem tantas outras tragédias humanitárias. A política externa do governo petista já há muito ultrapassou todos os limites da indignidade ao se alinhar à teocracia antissemita do Irã, ao bolivarianismo venezuelano que mata pessoas apenas por serem opositoras da ditadura chavista, ao não reconhecer o totalitarismo dos "companheiros" Fidel e Raul Castro em Cuba e em diversos casos adicionais. Mas, desta vez, a sordidez da Doutrina Celso Amorim/Marco Aurélio Garcia desceu a níveis que vão além do fundo do poço. Nunca antes na história deste país houve tamanho vexame diplomático. Deus queira que a ameaça representada pelo Estado Islâmico seja rapidamente contida pela aliança composta por EUA e vários outros países, inclusive árabes. Porém, se algum dia esses extremistas infelizmente alcançarem êxito no seu objetivo de detonar a barbárie sobre o Ocidente e, nessa ocasião, brasileiros forem vitimados pelo ódio do fundamentalismo islâmico, muitos certamente haverão de se lembrar, ainda mais entristecidos pela morte de compatriotas, que a presidente da República foi contrária à operação que visava a destruir essa organização terrorista. Dilma Rousseff, mais uma vez, envergonhou o Brasil.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

*
SÓ EM SONHO

Mesmo com vídeos mostrando a sangrenta decapitação de jornalistas ocidentais por integrantes do Estado Islâmico (EI) e o morticínio de centenas de civis, dona Dilma Rousseff condenou, na terça-feira na ONU, em Nova York, o bombardeio norte-americano na Síria e no Iraque. Afirmou que a melhor forma de resolver o problema é pelo diálogo. E ainda aproveitou para defender a expansão do Conselho de Segurança da ONU, antigo sonho petralha. Será que no seu antigo passado, como guerrilheira, aceitaria dialogar? Será que os membros do Conselho de Segurança confiam neste governo?

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

*
POLÍTICA INTERNACIONAL

Será que o Brasil perdeu o mínimo de discernimento para se posicionar nos conflitos internacionais? É o fim ser contra o ataque a assassinos sanguinários que usam armas piores que a guilhotina contra quem apenas discorda de seus princípios. O Brasil quer que haja conversa entre as partes. Só se for entre as partes de corpos mutilados. Em que mundo este governo pensa que vivemos? Somos realmente insignificantes. Tenho vergonha do que fazem em meu nome.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

*
DESMIOLADA

Alinhando-se a decapitadores, a presidente prova que não tem nada acima dos ombros.

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

*
GUERRA E PAZ

Dilma criticou os EUA por bombardearem as bases do Estado Islâmico na Síria. Porém, o ataque teve o apoio do próprio presidente da Síria e, acima de tudo, trata-se de uma necessidade de acabar com o terrorismo que assombra o mundo. No entanto, as críticas da presidente nos serve para refletir sobre que tipo de presidente temos em nosso país. Se não tinha o que falar, que ficasse quieta, pois esperávamos exatamente um discurso contrário daquele que foi dito por ela. Acabar com o terrorismo é um desejo mundial, e até o momento a única forma de isso acontecer é acabando com esses fanáticos que matam em nome de Deus. Se Dilma não apoia os ataques dos americanos, então é porque está do lado dos terroristas, e aí os eleitores brasileiros precisam acordar e dizer não ao terrorismo votando em gente que também concorda com que, para se conquistar a paz, é preciso fazer guerra.

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br 
Paranavaí (PR)

*
O DIÁLOGO DE DILMA ROUSSEFF

Acabo de ler o excelente artigo do embaixador Rubens Barbosa (23/9, A2) sobre mudanças necessárias na política externa de nosso desgoverno e, no mesmo dia, nossa presidente afronta, em plena Nova York, a ação dos Estados Unidos e aliados contra o grupo terrorista islâmico EI. É chocante e vergonhoso ser brasileiro e ter de ouvir que deveria haver diálogo entre a nação americana e aliados com um grupo terrorista que decapita ocidentais (e pessoas da Síria e do Iraque). Nações "dialogando" com um grupo que quer se perpetuar num califado que segue as leis do século 8? Nossa lulopetista marxista presidente tenta ensinar que o diálogo é a melhor forma de tentar solucionar questões que podem levar à violência ou à guerra. Ora, se isso fosse verdadeiro e tão fácil, ela deveria "dialogar" com o PCC ou com o Comando Vermelho para acabar com a violência das grandes cidades brasileiras, que já está disseminada por pequenas e antes ordeiras cidades. Infelizmente, ela somente mantém conversações com grupos que fazem o que bem querem na Petrobrás, por exemplo. Enquanto perdurar a influência partidária e ideológica em nossa política externa, enquanto países desenvolvidos continuarem sendo "inimigos" aos olhos de Marco Aurélio Garcia, com vasta influência sobre a gerentona, a imagem de nosso país continuará no califado do obscurantismo.

Júlio Achille Laghetto julaghetto@hotmail.com 
São Paulo

*
INEGOCIÁVEL

Como se negocia com fanáticos religiosos que afirmam que todos os que não aceitam o Islã como religião são considerados infiéis e que os infiéis devem ser eliminados, encarando esta barbárie como missão de vida? A sra. Dilma, no alto do mais forte sentimento fóbico contra os norte-americanos, tem o desatino, perante o mundo todo, de “lamentar enormemente” os ataques dos EUA a este grupo, esquecendo-se de que não se trata só dos Estados Unidos, mas de uma coalizão de pelo menos 50 países, e inclusive países árabes participarão desses ataques. A lamentar a ausência do Brasil neste grupo.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

*
ASSENTO NO CONSELHO DE SEGURANÇA

Batendo novamente na mesma tecla da desproporcionalidade, não foram mais os 7 a 1 da Alemanha no Brasil, mas o assalto à Petrobrás.

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

*
O PITACO DE DILMA

Como indicava acontecer, bastou uma oportunidade e a presidente Dilma Rousseff abriu a boca e “tossiu” na abertura da Assembleia-Geral da ONU. Disse ela: “Gente, vocês acreditam que bombardear o Isis (Estado Islâmico) resolve o problema? Porque, se resolvesse, eu acho que estaria resolvido no Iraque. E o que se tem visto no Iraque é a paralisia”. Considerar paralisia o ocorrido no Iraque é que não teria resolvido o problema. Ou se trata de paralisia com gagueira ou dona Dilma não se informa pelos jornais, sem desconsiderar levar a sério informações de seu ministro de fato das Relações Exteriores, Marco Aurélio (top-top) Garcia, que há pouco tempo, diante das passeatas com mortos e feridos na Venezuela, considerou normal a situação. A rigor, como o mundo preocupa-se procurando combater as ações do fanatismo do Estado Islâmico, o PT que apoia ações terroristas e não tendo como apoiar esses terroristas de forma publica, ainda mais na ONU, a presidente Dilma sai por uma tangente idiota questionando a eficiência, a estratégia e as táticas nas ações militares das maiores potências.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

*
ÓDIO AOS ESTADOS UNIDOS

Para verificar a estultice de nossa presidente e de seu ministro, deveriam saber que “todos” os povos árabes estão contra o EI e vários também vão combatê-lo. Nós, brasileiros, ficamos pasmos com a erradíssima posição de nossa mandatária em nosso nome. Esperamos que as próximas eleições levem ao poder um presidente “não raivoso” pelo êxito dos americanos, como país que todos os brasileiros apreciam e admiram, exceto as viúvas do comunismo, como nossa mandatária atual.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

*
O PRESIDENTE

Cada povo tem o governo que merece. Agora, com a viagem de Dilma Rousseff a Nova York, teremos por dois dias o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), como presidente do Brasil. Que Deus nos proteja e ajude.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

*
ELEIÇÃO 2014

Pelo visto, está dando certo o pacto que Dilma Rousseff fez com “o diabo”: na mais recente pesquisa de intenção de voto do Ibope, ela subiu 9 pontos em relação a Marina Silva. Só não pode se esquecer de que terá uma dívida a pagar.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com 
São Paulo

*
DILMA MELHORA EM PESQUISA

Depois de tanta falcatrua, lambança e mentiras, aumenta a intenção de voto no PT. Este povinho merece, é burro mesmo. Só assiste a novela e horário político.
 
Marcelo L. Z. Bernabe zbernabe@hotmail.com 
São Paulo

*
MARINA SILVA

Como eleitor da senhora Marina Silva, estou perplexo em relação ao rumo de sua campanha. Não há respostas às acusações que lhe são feitas pelos adversários, não há maior enfoque no seu projeto de governo ou aprofundamento nas propostas. O que percebo quando vejo seus programas na mídia e suas entrevistas é o apelo emocional e religioso. Há algum problema na direção de sua campanha ou na própria candidata. Reaja, Marina.

Marcelo Rosa mrclrosa@hotmail.com 
São Paulo

*
AS PESQUISAS

Tenho notado as pesquisas feitas em torno dos políticos por Ibope, Datafolha, etc. Essas pesquisas encomendadas são enfiadas na cabeça do povo diariamente, informando que determinado político detém maiores chances de ser eleito. Não conheço ninguém que tenha sido entrevistado. Nunca vi nenhum entrevistador. Não sei onde foram feitas as pesquisas. De todas as pessoas que conheço, nenhuma viu, foi entrevistada ou conhece alguém que tenha sido entrevistado. Ninguém sequer conhece um entrevistador. No entanto, jornais, TVs e rádios proliferam os resultados dessas pesquisas que sabe-se lá se e onde foram feitas. E, que eu saiba, nenhuma emissora ou jornal acompanhou o possível entrevistador. Agora pergunto: existem essas pesquisas? Ou é “jeitinho” para justificar possível vitória (?) na eleição daquele que detém maioridade das pesquisas encomendadas?
 
Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br 
Sao Paulo

*
EMPATE

A mais recente pesquisa de intenção de votos do Ibope diz que Dilma Rousseff tem 38%, 38% de rejeição e 38% acham seu governo bom/ótimo (em que país vivem estes?).

Mário A. Dente  dente28@gmail.com
São Paulo

*
UTOPIA

Uma utopia oportuna: um gaiato, no meio da turba que recebia a presidente para um comício, aplicou-lhe o soro da verdade. Seu discurso relatou seus evidentes fracassos e seu conhecimento de inúmeras falcatruas, arrematando com a pergunta: “A quem entrego a faixa?”. Sonhar é grátis. 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com 
São Paulo

*
SIMPLES ASSIM

Não dá para colocar dois desejos no mesmo saco, onde só cabe um. A eleição está se aproximando e a cada dia que passa fica evidente que ela será decidida entre Dilma e Marina. Os partidários da candidatura de Aécio Neves, que sonham com a sua eleição, vão ter de decidir se apoiam Marina, gostando ou não dela, ou se deixam tudo como está, permitindo a reeleição de Dilma. Simples, assim.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro 

*
OPOSIÇÃO

Choca a falta de sensibilidade e de inteligência da nossa oposição. Aécio Neves faz muito bem em combater o PT, é o que todo mundo quer, mas, ligando Marina também ao PT, como ele vai apoiá-la no segundo turno? Vai pedir para votar no menos pior?

Ricardo Nobrega cnc.eng@terra.com.br
São Paulo

*
SERÁ O ELEITOR O GRANDE VILÃO?

Após algum tempo de exposição à propaganda eleitoral, resolvi escrever a este jornal para expor a percepção de que a campanha eleitoral televisiva deixa no eleitor a forte percepção de que é ele o grande vilão do processo eleitoral. Afinal, todos os candidatos só têm virtudes e só o espírito público e a competição pelo bem da sociedade os obrigam a alertar ao eleitor para que não cometa erros na escolha de alguém tão menos qualificado. Seria a pura verdade, se não soubéssemos que tudo o que é veiculado no horário político gratuito é uma falácia, resultante da manipulação de dados e de contas perversas, que são capazes de transformar miseráveis em membros da classe média emergente por uma diferença apenas R$ 1,00 ou simplesmente por ter acesso a um financiamento, do qual muitos se tornam inadimplentes. Qual é a utilidade do horário político, se tudo o que lá é veiculado não passa por um filtro programático e parece mais uma tortura psicológica que quer transformar lúcidos em alienados? Bilhões, milhões desviados desfilam nos noticiários e são comentados no horário político sempre superficialmente e justificados pelas vantagens dadas aos mais carentes, enquanto reformas que poderiam mudar o sistema que permite que continuem a ocorrer são negligenciadas por todos. É uma tarefa inglória a do eleitor que tenta extrair alguma razoabilidade dessa balbúrdia, sem qualquer intervenção institucional que zele por um mínimo de princípios e impeça que candidatos fichas-sujas ou vazios de ideários repitam bordões que não têm mais nenhum sentido para as atuais gerações. No fim do processo, quando se constata que nada muda, em que pese o grande esforço de todos e resta a necessidade de encontrar um culpado para a situação em que se encontra a sociedade brasileira, só resta uma conclusão absurdamente estéril: o eleitor é o grande vilão, pois esse rótulo abarca tanto eleitos como eleitores. 
 
Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br 
São Paulo 

*
CARTAS DE LEITORES

Li a seção de cartas de ontem (24/9), e todas as cartas de leitores atacam Dilma Rousseff. Será que nenhum leitor vota na Dilma? Não acredito. Fiquei estarrecido e me pergunto que imprensa é esta?

Carlos R. Penna Dias dos Santos. carlosrpenna@uol.com.br 
Rio de Janeiro

*
VOCABULÁRIO PRESIDENCIAL

Curioso o uso da linguagem pelos últimos presidentes.  O adjetivo mais usado por Lula é "extraordinário", que serve para qualificar positivamente qualquer coisa, por mais ordinária que seja. Já Dilma, usa e abusa de "estarrecedor", que serve para qualificar qualquer evento ou informação desagradável.

Arnaldo Mandel amandel@gmail.com 
São Paulo

*
LULA E A POLÍCIA FEDERAL

Em todos os jornais: “Polícia Federal tenta há sete meses ouvir Lula”, para concluir inquérito que apura se houve repasses ilegais da Portugal Telecom ao Partido dos Trabalhadores (PT). Só a Polícia Federal não consegue achá-lo. Ele está por aí, contando vantagem e pedindo votos para sua “gerentona, mãe do PAC”. Outro dia ele estava, com os companheiros do MST, da CUT, da FUP, João Stédile, etc., por mais de duas horas, no Rio de Janeiro, “abraçando” a Petrobrás, que foi privatizada para eles (só os cabides de empregos e os lucros, pois os prejuízos ficam com os outros brasileiros mortais). Ora em São Paulo, ora em Brasília, lá está ele. Só a Polícia não o encontra há sete meses. O problema é ter de explicar os R$ 7 milhões envolvidos na intermediação entre a Telecom e o PT. Por falar nisso: por onde anda Rose Noronha?

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha 

*
SEM MOTIVO

Como Lula chegou à Presidência para fazer as coisas que precisavam ser feitas e que muitos presidentes anteriores foram covardes e não tiveram coragem de fazer, não há motivo, agora, para ficar “fugindo” da Polícia Federal, que quer ouvi-lo antes de fechar inquérito que apura se houve repasses ilegais da Portugal Telecom ao PT.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

*
EM BUSCA DO EX-PRESIDENTE

Lemos com certo desdém a notícia de que há mais de sete meses a Polícia quer “ouvir” Lula, sem sucesso, em relação ao inquérito que apura se houve repasses ilegais da Portugal Telecom ao PT. Como testemunha elencada, ele, como simples cidadão comum, teria de comparecer imediatamente, pois pelo que sabemos o ex-presidente não é nenhum inimputável e também não tem a prerrogativa de nenhum privilégio nesse sentido, além das mordomias dos ex-presidentes. Se a Polícia quisesse, era só ir atrás dos palanques, de onde Lula não sai.
 
Leila E. Leitão
São Paulo

*
FUGA

Por que Lula está fugindo da Polícia Federal? Por que ele não tem nada a esconder?

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

*
QUEREMOS OUVI-LO

Viajar e falar eram seu forte. Lula afirmava: não ouviu, não viu e não sabia. A Polícia Federal intimou-o, pois sabe que conhece o tema, e quer ouvi-lo. Pergunto: qual a razão da negativa?

J.Perin Garcia jperin@uol.com.br
São Paulo

*
HÁ 12 ANOS

A Polícia Federal tenta ouvir Lula há 7 meses, notícia dada pelo “Estadão”. E nós, que estamos há quase 12 anos ouvindo Lula? Queiramos ou não, ninguém fala nada.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com  
Avanhandava

*
A TURMA DE LULA

É realmente um pessoal selecionado: José Dirceu (condenado e preso), José Genoino (condenado e preso), Delúbio Soares (condenado e preso), “Paulinho” da Petrobrás (réu confesso num esquema de roubo na empresa), Eike Batista (ex-empresário do futuro, segundo Lula), Fernando Haddad (poste n.º 2, prefeito com a maior rejeição do País), Dilma (poste n.º 1, titular do governo mais errático dos últimos anos), enfim, uma turminha selecionada.
 Como diz “o homem”: nunca antes na história deste país se viu tanta bandalheira... E, podem anotar: o próximo problema será o Grupo JBS (Friboi, etc.). O crescimento deles não tem base sólida.

Geraldo Roberto Banaskiwitz geraldo.banas@gmail.com 
São Paulo

*
INÍCIO, MEIO E FIM

“Não dá para ser presidente da República” é a frase que encerra o editorial do “Estadão” de 24/9 e o recado aos eleitores desavisados. Recado este também contido nas entrelinhas dos comentários dos articulistas José Neumanne e Almir Pazzianotto Pinto (24/9, A2). Portanto, numa mesma edição e em páginas vizinhas,  artigos que têm início, meio e fim.
 
Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br 
São Paulo

*
ENTREVISTAS COM PRESIDENCIÁVEIS

No programa “Bom Dia Brasil”, da TV Globo, a jornalista Míriam Leitão, enumerando várias taxas de crescimento do produto interno bruto (PIB) de países pelo mundo, todos – inclusive na América Latina – acima de um dígito, perguntou à presidente Dilma Rousseff o que ela faria em relação ao pífio crescimento do Brasil, caso fosse reeleita. Dilma, sendo ela mesma, fugiu da pergunta e fez o que acusou José Serra de fazer: tergiversou. E errou feio sobre dados da Alemanha e dos EUA, dizendo que este último corre risco de deflação. Ai, ai, ai. A presidente desconhece, ou distorce, até fatos que acontecem no Brasil. Será que ela não sabe que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) também apura taxas de desemprego? Quer dizer que, além de alterar os dados reais, quando estes contradizem os discursos demagógicos, ela nos nivela pela rasante da projeção dela mesma, de mentes lesadas? Isso tirou até a Míriam, sempre equilibrada, do sério.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo

*
DECOREBA  ERRADO

O impagável professor Raimundo, ao rever, postumamente, inesperadas sátiras do papai Chico Anísio reeditando-se na televisão, deve estar se divertindo como nunca lá em cima, ao assistir aos shows, ao vivo e em cores, de dona Dilma com profissionais de TV que entendem do riscado, aos quais ela nem de longe consegue enrolar no seu decoreba. Não bastassem as embrulhadas que protagonizou no “Jornal Nacional”, dia 18 de agosto, quando fez bico e mostrou rispidez ao ser atalhada com justo motivo por William Bonner e Patrícia Poeta na entrevista que tentou conduzir a seu talante, agora arrumou nova teima ao tentar “dobrar” Miriam Leitão com dados equivocados da economia nacional e até dos Estados Unidos e da Alemanha. Miriam arguiu diante da presidente que a taxa de desemprego entre jovens atualmente atinge porcentual de 13,7%. Dilma contradisse a jornalista na lata: “Não, não é isso. Isso é taxa de ocupação, Miriam, não é taxa de desemprego!” Miriam informou Dilma de que esse dado é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, mas a suprema mandatária admoestou a jornalista: “A Pnad não olha o desemprego, olha taxa de ocupação!” A seguir, tentou dar aula à especialista justificando a atual inflação brasileira, que, a seu ver, não é tão ruim, e arriscando palpite de que deflação, sim, é o grande problema, que atinge até os Estados Unidos...  Miriam logo explicou a Dilma que os EUA não têm deflação, mas só uma inflação inferior a 2%... Quando o tema mudou para crescimento da economia e Miriam disse que a Alemanha cresce à taxa de 1,5%, Dilma logo a corrigiu afirmando que o crescimento germânico é de apenas 0,8%. Contudo, infelizmente, mais uma vez ficou claro que a presidente se equivocou repetidamente na entrevista e tudo o que Miriam Leitão argumentou estava correto, a tal ponto que a TV Globo fez esclarecimento no ar mostrando que a jornalista estava certa nas suas ponderações, inclusive quanto à taxa de desemprego de 13,7% entre jovens brasileiros de 18 até 24 anos, que buscam emprego e não acham... O bate-boca ocorreu diante dos jornalistas Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo no programa “Bom Dia Brasil”. E pensar que Miriam Leitão e o colega Carlos Alberto Sardenberg tiveram, há dias, perfis biográficos adulterados de modo desairoso por um computador do sistema de informática do Palácio do Planalto...

Luiz Carlos Soares Fernandes luiz68017@gmail.com 
São Paulo

*
CAMPANHA INÚTIL

Quem assistiu à entrevista de dona Dilma Rousseff ao jornal “Bom Dia Brasil”, da Rede Globo, teve a oportunidade de ver como a senhora que preside o nosso país desenvolveu um palavreado próprio, vulgo “Dilmês” que ao contrário do seu antecessor, Lula, não explicava nada nem também sabia de nada. No “Dilmês”, geralmente as perguntas formuladas não são respondidas ou a resposta começa com “veja bem...”, que já induz a uma enrolada do jeito Dilmês de ser. Quando é forçada a se manter focada na pergunta feita pelos entrevistadores, usa dados inverídicos arremessando no vácuo dos estúdios de gravação dados irreais ou confecciona também, no mais puro Dilmês, uma sopa de números composta de alhos e bugalhos que não se relacionam, o que deixa ainda mais claro o seu despreparo para o cargo que exerce. Esses números acabam desaparecendo na falta de confirmação ou no bate-boca que se estabelece a seguir nas maioria de suas entrevistas de campanha. Os entrevistadores começam a perceber a fragilidade das informações de dona Dilma e devem tomar como norma, nas poucas entrevistas e debates que ainda teremos pela frente, para que esses encontros se tornem menos hilários e mais produtivos para o eleitorado, que até hoje procura saber quem é e o que pretende esta senhora que nos governa, e devem a partir de agora, munir-se de números reais apontando as fontes imediatamente após citá-los. Desse modo, dona Dilma não se sentirá sempre dando aula de tudo no seu ridículo ministério de 39 ministros, onde lembrar do primeiro nome de cada ministro já é humanamente  impossível, quanto mais acompanhar a operacionalidade desse mamute instalado em Brasília. A presidente tem de entender, e os repórteres entrevistadores já entenderam, que essas inúteis entrevistas de dona Dilma Rousseff na sua campanha à reeleição não são como numa reunião ministerial onde dona Dilma, com meia dúzia de grosserias, faz valer a sua vontade de gerente mal educada e cala a boca de uma centena de puxa-sacos aliados instalados de favor nos seus ministérios. Os entrevistadores de dona Dilma não estão mais a fim de bancar os palhaços, como se tornaram os eleitores petistas nos últimos 12 anos, e continuar ouvindo números irreais e promessas mentirosas de um país imaginário que povoa a estranha mente de uma senhora que sempre se mostrou prepotente e desajustada, desde a sua mais tenra idade.

Victor Germano Pereira  victorgermano@uol.com.br
São Paulo

*
RINHA

Durante  entrevista  no  programa  “Bom Dia Brasil”,  da Rede Globo,  exibido na segunda-feira,  o clima esquentou  entre a  presidente  Dilma Rousseff  e  a jornalista Miriam Leitão quanto ao desemprego no País. Aparentando impaciência, a presidente chegou a dizer que a Pnad, de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não mede desemprego. Contudo, a Pnad calculou a taxa de desemprego no Brasil em 7,1% no primeiro trimestre deste ano. Miriam e Dilma voltaram a divergir  sobre o desemprego entre jovens de 18 e 24 anos. A jornalista disse que se encontrava na faixa dos 13,7%, número confirmado pela Pnad. A presidente rebateu o número afirmando que “temos a melhor taxa de desemprego, de 4,9%”. "Ninguém no mundo tem isso", disse, referindo-se ao desemprego em geral.  Em todo caso, sorria! Você não está desempregado: está apenas inativo.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo 

*
ERRO DO IBGE

Por favor, expliquem aos desempregados, sem-teto, moradores de rua e aos sem-planos de saúde que, com a constatação e a correção dos erros cometidos pelo IBGE, seus problemas estão ou, na pior das hipóteses, estarão em breve resolvidos.

Alexandre Tamburrino
São Paulo

*
OPERAÇÃO LAVA JATO

De que adianta o doleiro Alberto Youssef fazer delação premiada, se com todas as delações que foram feitas por outros delatores nada aconteceu aos culpados ou infratores ou bandidos ou mafiosos ou o que quer que sejam. Tudo isso é mais uma enganação, que só serve de beneficio para o ladrão delator. E assim, a nossa Justiça continua sem fazer o que por lei deveria: julgar, condenar e prender todos os bandidos do Brasil. Se gritar pega ladrão, não sobra um, meu irmão.
                                                                   
Neusa Carmen neusacarmen@yahoo.com.br 
São Paulo 

*
PRISÃO DOMICILIAR

O mensaleiro Delúbio Soares foi liberado para cumprir sua pena em prisão domiciliar. E aí, ministro Luiz Roberto Barroso? E os presos "comuns", vulgarmente conhecidos por PPP, que já cumpriram pena total e ainda aguardam seus coleguinhas de toga assinarem o alvará de soltura? Como ficam? É, a profecia de Delúbio está se concretizando: virou piada de salão. Ou de palácios.

Carlos Alberto Roxo roxo_7@terra.com.br 
São Paulo

*
PAULO MALUF

Cumprimentos ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela acertada decisão de barrar o registro da candidatura do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) nas eleições deste ano, em razão de sua condenação por improbidade administrativa e desvio de dinheiro público na época em que foi prefeito da cidade (1993-1996). A Lei da Ficha Limpa determina a inelegibilidade de candidatos de notória e extensa ficha suja e folha corrida policial. Já não era sem tempo! Que seja banido em definitivo do cenário político nacional. Basta!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

*
ÍCONE DA IMPUNIDADE

Após muitos anos, um dos grandes representantes da falta de Justiça deste país, da inoperância do Ministério Público por nunca ter conseguido pôr as mãos num só fio de seu cabelo, o TRE deixa inelegível por ficha suja Paulo Maluf, o criador de frases antológicas como “rouba, mas faz” e “estupra, mas não mata”. 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com  
Casa Branca

*
PÉROLAS

Que pena o Maluf não poder concorrer às eleições. E nós vamos ficar sem escutar as pérolas que ele fala? Afinal de contas, mesmo corrupto, não podemos negar sua inteligência em prol dele mesmo. E ainda tem o
otário que acredita que ele e honesto...

Alice Baruk alicebaruk@bol.com.br 
São Paulo

*
A CANDIDATURA DE MALUF

Só faltava esta: para alguns ministros do TSE o desvio intencional de dinheiro público pode não ser doloso.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

*
‘TRENS REGIONAIS’

Faço referência ao editorial de terça-feira “Trens regionais” (23/9, A3). Tomo a liberdade de tecer algumas considerações, a meu ver imprescindíveis para a condução desse projeto, no interesse do Estado de São Paulo. A simplicidade de construção relativamente fácil porque prescinde de túneis e outras obras de porte aproveitando a velha malha da SPR e da Paulista na realidade deixa, no entanto,  de mencionar uma interface com o projeto do futuro trem-bala (TAV), tão mal conduzido até agora pelo governo federal, e que deverá atender à mesma região de Campinas e que terá implicações de engenharia que já deveriam ser previstas agora nesta fase. O projeto do TAV, previsto para a ligação SP-RJ, pelo que foi divulgado na ocasião, deveria perfazer a ligação dos terminais no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, no Campo de Marte (SP), no Aeroporto de Cumbica, no Aeroporto do Galeão e, finalmente, na antiga Central do Brasil, no Rio. Na realidade, a escolha do governo federal privilegiou a localização em aeroportos com gestão federal para atender a sua própria facilidade como promotor da engenharia, deixando em segundo plano o interesse da acessibilidade do usuário, no caso de São Paulo, e economicidade, no caso do Galeão, no Rio. A ligação em alta velocidade é do interesse de São Paulo e também, sem dúvida, do Rio de Janeiro, como também do Vale do Paraíba. É do interesse futuro de São Paulo uma ligação em alta velocidade para Ribeirão Preto e, depois, Brasília diretamente, sem passar por Belo Horizonte, como era ou ainda, eventualmente, é a previsão do projeto do governo federal. No interesse de São Paulo é preciso prever já no projeto do Trem Regional de Americana os terminais do TAV em São Paulo e Campinas. O delineamento do trajeto entre as duas cidades pode ficar para mais tarde, mas apenas em tudo aquilo que houver interferência com o TAV. A localização futura dos terminais, não. A localização mais apropriada para terminais é na mesma área ou nas imediações dos terminais do Trem Regional em Campinas e São Paulo e do Metrô em São Paulo, e deverão ser definidos conjuntamente.

Plinio Assmann plinioassmann@gmail.com
São Paulo

*
O SUDESTE SEM CHUVAS

“Se  as cidades forem destruídas e os campos forem conservados, as cidades ressurgirão, mas se queimarem os campos e conservarem as cidades, estas não sobreviverão” (Benjamim Franklin, 1706-1790). É isso aí, conseguimos, pela devastação da mata atlântica e pela poluição, acabar com a poética garoa de São Paulo. Não satisfeitos, partirmos para a destruição do Cerrado e da Floresta Amazônica. Resultado: no Sudeste não chove mais e, se chover, é muito pouco, insuficiente para encher nossos rios e represas. Somos uma praga no planeta. Se a devastação e o aumento da população não forem contidos, certamente a natureza se incumbirá de eliminar a praga.

Carlos dos Reis Carvalho bigcharles020@gmail.com 
Avaré

*
A CRISE DE ENERGIA VEM AÍ

Quem ouve o candidato Alexandre Padilha, PT-SP,  postulante a governador do Estado de São Paulo, pensa que ele tem a mágica para resolver o problema da água no Estado. “A  estiagem reduziu o nível dos reservatórios das hidrelétricas e obrigou a entrada em operação de todas as térmicas. Resultado: o preço do MWh explodiu e a conta das distribuidoras ficou insustentável. Só neste ano, o custo das concessionárias com compra de energia no mercado à vista soma cerca de R$ 20 bilhões. O JP Morgan calcula que a crise no setor deverá representar um custo de R$ 66 bilhões para o Brasil, sendo que boa parte desse montante será paga pelo consumidor.” Senhor Padilha, sem água também faltará energia.  É obvio que sobre isso o candidato não tem nenhuma palavra a dizer, pois a crise da energia elétrica afeta diretamente o governo do PT. Ouvi uma pessoa entendida do assunto dizer que teremos apagões frequentes e que a solução será a compra de velas. Melhor será comprá-las antes que fiquem supervalorizadas, pois este governo nos enviará a fatura muito em breve. A conferir.  

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

*
FALTA DE MEDICAMENTO EM SP

Somos usuários do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (ICR)  de São Paulo há anos e nos últimos meses temos sido surpreendidos com a falta e o atraso na entrega de medicamento indispensável à minha filha (DDAVP). Para ter uma ideia, temos de ligar todos os meses ultimamente e sempre somos informados de que o medicamento entrará na programação ou que já está com o entregador. O preço deste remédio é de alto custo e inacessível à população. Isso não é possível, pois nada substitui essa medicação e minha filha passa constrangimento principalmente na escola e muitas vezes precisa se ausentar dos estudos por falta desse material, uma vez que tem de ficar de plantão em casa. Ouço sempre do governador que não há falta de remédios na Rede Estadual de Saúde, mas esse fato desmente a afirmação. Creio que um órgão tão importante jamais deveria contar com este tipo de problemas, afinal trata-se de vida de crianças, logo, temos de tomar muito cuidado, pois aí está nosso futuro, do Brasil e do mundo. Queremos providências urgentes!

Adalberto Angelo Custódio betocustodio@uol.com.br 
São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.