Fórum dos Leitores

GOVERNO DILMA

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2014 | 02h05

A destruição

Depois de muitos anos de luta e organização, tendo sido um dos mais aguerridos partidos de oposição no Brasil, e com 12 anos de poder, pergunto: por que o PT está destruindo o Brasil? Lula conseguiu, com muito esforço, construir uma empatia e um carisma notáveis, fora a construção do próprio partido, que se notabilizou pelas ideias e atitudes durante o regime militar e também posteriormente. Havia um projeto de País em que prevaleceriam a democracia, a garantia dos direitos individuais e o crescimento de uma sociedade justa e economicamente forte. E agora, por que estão quebrando a nossa sociedade? Estão destruindo empresas de credibilidade como a Petrobrás, o Banco do Brasil e o IBGE. Estão enchendo a administração pública de gente medíocre. Por que a pregação de ódio e divisão de classes? Por que a desvalorização da escolaridade, da cultura, do trabalho e da ética? Esse estrago pode ser irrecuperável.

ANDRÉ COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

O mercado sabe das coisas

Estamos em cima da hora das eleições e o dólar pulou, a Bolsa de Valores caiu, empresas estatais despencaram brutalmente, a inflação recrudesceu, tudo isso sem sinalização de melhora em curto prazo. São reações do mercado financeiro ante recentes pesquisas dando conta de que se corre o risco da manutenção do petismo no poder, com a reeleição de dona Dilma Rousseff. E a explicação do ministro Guido Mantega para tanta instabilidade econômica é, mais uma vez - adivinhem - "o quadro internacional desfavorável"... Não é só. Temos de aturar falácias descaradas da presidenta, apregoando na ONU enganosos êxitos do governo brasileiro, com direito a conselhos aos líderes mundiais para dialogarem com o Estado Islâmico enquanto este degola estrangeiros. Tome mais absurdos: Dilma disse, sem ruborizar, no debate de candidatos à Presidência, que vem "preparando o Brasil para um novo ciclo de desenvolvimento" (?!). Pois é, meu povo, segundo os atuais donos do poder, está tudo bem com o Brasil, só esse tal de mercado financeiro é que não vê a realidade. Agora só falta o petismo reeditar, triunfalmente, aquele antigo lema da ditadura: "Brasil, ame-o ou deixe-o".

LUIZ CARLOS SOARES FERNANDES

luiz68017@gmail.com

São Paulo

Reeleição piora economia

Com o avanço de Dilma nas pesquisas a bolsa recuou 4,52%, as ações da Petrobrás caíram 11,17% e o dólar subiu 1,69%. Logo, o banco que demitiu sua analista por informar aos investidores o real comportamento da economia diante dos resultados das pesquisas para presidente da República deveria readmitir a funcionária e pedir desculpas aos seus clientes. Mais uma vez ficou comprovado que a reeleição de Dilma piora a economia, como afirmou a analista.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Incompreensível

Quando Lula foi candidato à Presidência em 2002, a inflação disparou e o mercado financeiro viveu momentos de instabilidade por medo do "desconhecido". Agora a Bolsa de Valores sofre queda abrupta e o mercado vive receoso diante da hipótese de Dilma se reeleger por medo do "conhecido". O Brasil andando para trás, sem que ao menos a presidente reconheça esse fato e tome medidas competentes para estancar nossa involução, e ela liderando as pesquisas... Não dá para entender. O que o povo espera que Dilma faça num novo mandato, se não fez direito sua lição de casa em quatro anos e ainda bagunçou a escola?

MYRIAN MACEDO

myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

O caos

Os eleitores de Dilma estão sendo iludidos. Caso ela ganhe as eleições, centenas ou milhares de empresas fecharão suas portas e o desemprego chegará a níveis nunca antes vistos. E mais: o dólar irá para o espaço e as estatais só servirão para tapar os buracos financeiros do governo. Acorda, Brasil. O mercado, via Bolsa de Valores, já está antecipando o caos que vai ser.

VALDIR SAYEG

valdirsayeg@uol.com.br

São Paulo

CAMPANHA ELEITORAL

Depois da urna, as contas

Em comício na cidade de São Paulo, disse a candidata "presidenta" Dilma Rousseff que "é hora de a onça beber água". Dilma deveria ter dito também que em janeiro o povão vai ver "com quantos paus se faz uma canoa" quando receber as contas de água, luz, telefone e, principalmente, na hora de abastecer os seus veículos - porque, afinal, alguém terá de pagar a conta do assalto à Petrobrás.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

O ódio de uns e outros

Por que o ódio contra a classe média, como declarado pela filósofa petista Marilena Chaui - o que pode ser constatado em vídeo que circula na internet há muito tempo -, ou o ódio contra as elites de olhos azuis, como também há muito tempo vem declarando o ex-presidente Lula, são ódios diferentes do pronunciamento homofóbico do candidato nanico Levy Fidelix no último debate presidencial?

VICTOR GERMANO PEREIRA

victorgermano@uol.com.br

São Paulo

Homofobia e mentiras

O sr. Levy Fidelix disse o que pensa e se ferrou. Já não era nada e virou ninguém. Porém a atitude dele, por mais lamentável que seja, é bem melhor do que se mentisse e enganasse eleitores desinformados. Enquanto isso, a candidata Dilma mente pra caramba e engana um monte de gente. Se ela tivesse a sinceridade de Levy Fidelix, com certeza o seu destino seria o mesmo do homofóbico candidato.

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

WWF-BRASIL

Declaração de Nova York

Ao contrário do publicado em 24/9 no caderno Metrópole, entendemos que o Brasil deveria, sim, assinar a Declaração de Nova York e juntar-se a essa iniciativa que teve o endosso de nada menos que 32 países, empresas, comunidades e entidades civis, entre elas o WWF, que ajudou na formulação do documento. O conteúdo publicado é inverso ao que defendemos quanto à conservação das florestas nativas e não tem sintonia com os valores afirmados pelo WWF-Brasil nos diversos programas da organização ao longo de sua história. Para nós, não faz sentido o maior detentor de floresta tropical do mundo ficar fora do acordo. Mas essa posição pode ser revista, o Brasil ainda pode assinar a declaração. Esperamos que o faça.

MARIA CECÍLIA WEY DE BRITO, CEO do WWF-Brasil

São Paulo

DILMA E OS INVESTIDORES

Que país é este em que a Bolsa de Valores despenca sempre que as pesquisas eleitorais mostram maior probabilidade de a atual presidente da República ser reeleita, isso por cauda do humor dos investidores, que são os especialistas no assunto e que veem a continuação dela no comando da nossa economia como um enorme desastre? Mas, apesar disso, um número imenso de brasileiros parece satisfeito e quer mais ainda. Enquanto o nosso povo continuar acreditando nas mentiras que são contadas nas propagandas da campanha de Dilma Rousseff mostrando um Brasil irreal, colorido, falso, e continuar imediatista, votando com a barriga, mais do que com a cabeça, só mesmo procurando outro lugar para investir.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro

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O BOLIVARIANO

Segundo o ministro Guido Mantega, a queda da Bovespa e o aumento do dólar se devem “ao exterior resultado da instabilidade internacional”. Depois de tantos anos no comando da economia em nosso país, o sonhático ministro continua a não entender do que administra, adicionado a "doença bolivariana" em culpar os outros pelos próprios fracassos. A rigor, de "instabilidade internacional", a mais chamativa se deve ao ridículo pronunciamento de sua chefe, dona Dilma Rousseff, na ONU, pregando o diálogo, sem indicar quem o faria, diante da reação militar de dezenas de países contra a barbárie praticada pelos fanáticos decapitadores do Estado Islâmico (EI).
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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QUEM GANHA?

Enfim, a turbulência financeira e econômica das empresas está no ritmo das eleições. Com dólar alto e redução de 3% para empresas exportadoras, quais as empresas que se beneficiarão de dólar alto e abatimento de 3% nas exportações? Não tenho resposta, mas gostaria de saber.
 
Sérgio R. Cavichiolo Franco sfranco@sanepar.com.br 
São Paulo

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AFINAL, O BRASIL SAI DA UTI?

Nosso país só terá condições de sobreviver se usarem uma terapêutica em duas etapas: 1) derrotar o PT, para quebrar o ciclo da incompetência e da corrupção. Caso contrário, teremos de aguentá-lo por mais 12 anos, pelo menos. 2) Aquele (ou aquela) que conseguir desbancar esse partido compromete-se  a indicar bons gestores, capacitados, íntegros, éticos,  portadores de uma "ficha- super- limpa". Essa é a única solução para tirar nossa querida pátria da UTI. Bom Jesus de Iguape, de Pirapora, Nossa Senhora Aparecida, ajudai o Brasil, protegendo-o dessa tragédia!
 
Roberto Hungria angelinah13@bol.com.br 
Itapetininga  

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‘A ECONOMIA, SEM RODEIOS’

Todos os candidatos a qualquer posto eletivo, independentemente de partido político, que realmente amem o Brasil deveriam declamar durante o horário político um trecho que seja do excelente artigo “A economia, sem rodeios”, do professor Gustavo Franco (28/9, B12). Acredito, sinceramente, que nunca antes na história deste país o dinheiro público seria tão bem utilizado. Oferecer, ainda, como sobremesa o artigo “Para que 39 ministérios?”, da professora Suely Caldas (28/9, B2). Converteria até a velinha de Taubaté.

Mamoru Tinone tinone@brooklinvelho.com.br  
São Paulo

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‘O MUNDO É UM PALANQUE’
 
Na edição dominical do “Estadão”, Mac Margolis, em "O mundo é um palanque" (A19), sintetizou com rara felicidade o que seria a incursão de Dilma Rousseff em Nova York, tentando transformar a tribuna da ONU num “puxadinho” de seu palanque eletrônico no rádio e na TV. Pacifista que diz ser – conquanto não se peje de viver de mãos dadas com carniceiros e déspotas de todas as latitudes – e autointitulada adepta das "negociações" para resolução dos conflitos, na oportunidade deixou escoar ótima oportunidade de se oferecer como interlocutora entre o Ocidente e o Estado Islâmico – aquele grupo "gente fina" adepto de decapitações e outras cenas dignas do thriller "A hora do pesadelo". Talvez tenha pensado melhor e seguido prudentemente um velho ensinamento árabe: "Tem cuidado com aquele cuja bondade não poderás pedir e com aquele cujo mal não poderás ser protegido".
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com    
São Paulo

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DEGOLA

Penso que Dilma Rousseff, coerente com seu discurso na ONU, deveria enviar o eloquente ministro Guido Mantega ao Oriente Médio a fim de dialogar com os cabeças do Estado Islâmico. Para o seu “governo novo, equipe nova”, caso ele não obtivesse sucesso, a degola já aconteceria por lá mesmo.

Paulo Busko paulobusko@terra.com.br 
São Paulo

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DIÁLOGO

Para tentar obter paz no Oriente Médio, Dilma Rousseff deveria enviar o seu assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, para dialogar com o califa do Estado Islâmico, Abu Bakr Al Baghdali. Não demoraria muito para vermos o assessor de túnica vermelha, ajoelhado, esperando ser decapitado.

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com  
São Paulo

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‘O DIABO’

Dilma, ex-terrorista de carteirinha, criticou os ataques realizados pela coalizão contra o Estado Islâmico por acreditar no diálogo com terroristas sanguinários e decapitadores de jornalistas estrangeiros na frente de câmeras de vídeo. Como a chefe de uma Nação pode fazer tal declaração na abertura da Assembleia-Geral da ONU? Trata-se de uma afronta à nossa inteligência, porque tal criatura, além de abrir a boca para dizer tal nível de besteira na frente de vários líderes mundiais, que em sua grande maioria devem ter ficado atônitos com tal fala, fez desta abertura seu palanque político fora de hora e de propósito até ilícito, se levado a sério pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Como podem os vários institutos de pesquisa apontar esta criatura como liderando as pesquisas de votos? É de estranhar, e muito, pois uma presidente que comete tais atos e mente deslavadamente age com total incoerência, não cumpre com suas promessas, afunda o Brasil em recessão, na inflação alta e no desemprego com PIB estimado em "altíssimos" 0,3%? Trata-se de uma incongruência Dilma ser reeleita, pois, se isso de fato ocorrer, estaremos todos fritos em óleo fervente até nossos ossos arderem em brasa. Não foi ela que disse que faria “o diabo” para se reeleger? Pois é, fez o pacto com o próprio.
 
Boris Becker borisbecker@uol.com.br 
São Paulo

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CAMPANHA BAIXA

Depois de pesquisas dizerem que 70% da população queria mudanças, e a constante subida nos níveis de intenção de voto da atual ocupante do Palácio do Planalto, suspeito de duas coisas: 1) ou os pesquisados nas pesquisas mentiram/mentem; 2) ou os resultados das pesquisas não são verdadeiros. Quando Lula era candidato, diziam que o povo não gostava de campanha que agride o concorrente. A campanha do PT baixou o nível, descaradamente, e está dando certo. Um governo que mente para um povo que gosta da mentira, pois assim a boquinha é mantida. Somos dominados por uma maioria que não lê jornais, que não pensa, adora uma maracutaia e está esperando a sua oportunidade de também se locupletar. Pobre país!
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br  
São Paulo

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OS 15 MINUTOS DE LEVY FIDELIX  

As declarações homofóbicas e estapafúrdias do eterno candidato à Presidência da República Levy Fidelix, no último debate na televisão, deveriam ser completamente ignoradas, em razão da sua falta de sentido e, principalmente, à total falta de credibilidade de seu autor. Entretanto, a desmesurada mobilização das organizações de direitos humanos, de partidos políticos e até da OAB proporcionou ao político nanico seus tão almejados “15 minutos de fama”, que devem acrescentar mais alguns votos à sua sempre minguada votação.

Luiz Antonio Alves de Souza zam@uol.com.br
São Paulo

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PRECONCEITO ESTÚPIDO

Enquanto o mundo livre assiste estarrecido a execuções cruéis e bárbaras em nome do preconceito religioso, promovidas pelo intitulado Estado Islâmico, por aqui, guardadas as devidas proporções, assistimos a mais um lamentável episódio de preconceito estúpido e canalha contra seres humanos que manifestam preferências diversas da maioria. Lamentável não só a atitude deste falastrão inconsequente Levi Fidelix, mas também a dos outros candidatos que nada comentaram a respeito, bem como da classe política que não muda, sabe-se lá por que, as regras do jogo eleitoral a ponto de permitir e obrigar a presença de figuras patéticas, obscuras e que nada têm a contribuir, a não ser, para alguns, “alugando” suas siglas pelo maior/melhor preço. Nunca é demais relembrar as palavras consagradas de Martin Niemoller, no seu poema: "First they came".
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br 
São Paulo

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QUEM QUER JUSTIÇA SOCIAL?
 
A esquerda diz: “Nós somos a maioria, vamos acabar com os privilégios da minoria!” (cf. Luciana Genro, progressista). A direita diz: “Nós somos a maioria, vamos aumentar mais a exclusão da minoria!” (cf. Levy Fidelix, conservador).
  
Wellington Martins am.wellington@hotmail.com
Bauru

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OPINIÃO

Como se homofobia fosse o maior problema brasileiro, é muita frescura processar Fidelix por sua fala imbecil, mesmo porque não há crime de opinião. Pelo menos por enquanto...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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TEMPO PRECIOSO

Os debates eleitorais repetem temas como aborto e união homossexual, mas será que precisamos perder tanto tempo com essas pautas? O Brasil carece de educação pública de qualidade, saúde, então, nem se fale, e continuam horas a fio discutindo se as mulheres podem ou não abortar? Sugiro uma reflexão sobre a pertinência dos temas abordados nos debates.

Felipe da Silva Prado felipeprado39@gmail.com
São Paulo

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ASSUNTO PARA O LEGISLATIVO

Vivemos época em que muitos veem o mal como bem e o bem, como mal. Existem mais de 800 projetos no Congresso Nacional cujo propósito é destruir valores da família e os bons costumes. Devemos ter o máximo de cuidado com nosso voto para deputados estadual e federal, pois eles representam as diversas ideologias inseridas na sociedade. São eles que elaboram as leis que determinam os caminhos da sociedade.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br 
Mogi das Cruzes

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O CRISTO PAULO MALUF

O candidato a deputado federal Paulo Maluf se diz injustiçado como Jesus, Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. É a afirmação de um político procurado em todo o mundo pela Interpol, com dinheiro “sub judice” determinado pela Justiça de países estrangeiros e com notório conhecimento dos cidadãos esclarecidos do Estado de São Paulo e do Brasil. No entanto, os entraves e excessos de recursos que a legislação brasileira interpõe à sentença final, no processo de impugnação de sua candidatura, são tão nocivos que o candidato, mesmo condenado com a possibilidade de um último recurso, ainda pode continuar fazendo campanha. Essa distorção da Lei da Ficha Limpa confunde e frustra o eleitor e não ajuda em nada para a melhoria e o aperfeiçoamento da democracia. Maluf se engana com sua afirmação: na verdade, a Justiça liberta Maluf e condena Barrabás.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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POPULISMO JUDICIAL OU DE EXCEÇÃO?

Paulo Maluf afirma: “Eu sou candidato, estou no Estado de Direito e vou recorrer da decisão do TSE.” Se a decisão do TSE for mantida, Maluf vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto isso, o deputado está autorizado a continuar a sua campanha eleitoral, aparecendo no horário eleitoral gratuito no rádio, na televisão e a fazer campanha nas ruas. Há 18 anos construiu o sistema viário do túnel Ayrton Senna, que passa debaixo do lago do Ibirapuera e onde até hoje nunca caiu uma única gota de água. Maluf diz: devo me arrepender de ter construído? Seus advogados consideram que a Ficha Limpa não se aplica a ele, pois o candidato não foi condenado por ato doloso nem por enriquecimento ilícito, o que lhe dá o direito de concorrer nestas eleições. Quando da condenação no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 2013. O próprio promotor do caso afirmou que a Lei da Ficha Limpa era inaplicável ao parlamentar, porque o ato de improbidade administrativa não ficou configurado. E o próprio ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do TSE, abriu divergência e votou a favor pela liberação do registro, ao sustentar que Maluf não foi condenado por improbidade administrativa na modalidade dolosa, requisito previsto na Lei da Ficha Limpa. Fazendo duras críticas à Justiça Eleitoral, “é notório que nós não estamos vivendo um bom momento”, disse sobre o TSE. Isso posto, temos um exemplo clássico de “populismo judicial” em que se deixou de lado o arcabouço normativo pelo clamor popular de justiçamento, em prejuízo do normativo e de um Estado de Direito. O fator determinante para tentar barrar a candidatura de Paulo Maluf é um só, o populismo judicial nos votos dos ministros do TSE. Trata-se então de uma jurisprudência de exceção? Agora, pela gravidade do assunto, provavelmente quem dará a última palavra será o STF, caso o TSE não reconsidere a sua decisão anterior.

João Tavares, assessor parlamentar do deputado federal Paulo Maluf jcttavares@yahoo.com.br 
Americana

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SEMANA PARA MUDAR O BRASIL

Esta é uma semana decisiva para a corrida presidencial. Se a maioria dos eleitores brasileiros reeleger Dilma Rousseff, será um sinal claro de que a péssima condução da política econômica, e principalmente a epidêmica corrupção e a ausência de respeito à ética pelo petismo, não lhes incomodam. E que se dane o Brasil! Já se optarem por Marina Silva, candidata do PSB, que pretende uma “nova política” mesmo tendo convivido por 30 anos com a “velha política do PT”, será que a ex-senadora terá capacidade de governar com eficiência este país? E se for consagrado pelas urnas o candidato que está em terceiro lugar nas pesquisas, Aécio Neves (PSDB)? Só nos resta torcer para que a maioria dos eleitores em 5 de outubro deposite seu voto na esperança de escolher um candidato capaz de pôr este País na rota do desenvolvimento. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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MUDE, BRASIL!

Quais são as razões da subida de Dilma nas últimas pesquisas de opinião? Provavelmente, não é seu carisma pessoal, tampouco um desejo de criar a República Bolivariana do Brasil, com Judiciário controlado e imprensa calada. O desempenho sofrível de seu governo não deve ser responsável, com economia estagnada, serviços públicos de má qualidade, escândalos e corrupção de toda sorte. Não havendo razões racionais para tal avanço nas pesquisas, procuramos as irracionais, provocadas por sua campanha eleitoral agressiva e cheia de inverdades (até sobre o Banco Central, que é do governo). Dilma aumenta a insegurança dos que recebem a Bolsa Família, prevendo o término do programa caso não seja eleita. Os outros dois candidatos já declararam de que não pretendem acabar com a Bolsa Família, apenas discipliná-la para não se tornar uma “esmola-família” ou “caça voto” permanente. O que preocupa é que uma mentira repetida mil vezes torna-se realidade. Pensem nisso quando votarem no primeiro e no segundo turnos; mudamos agora ou ficaremos com o que está aí por mais quatro anos!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com
São Paulo

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DIREITO DE RESPOSTA

O ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lembrou que, após o início da propaganda eleitoral, os candidatos que se sentirem eventualmente ofendidos por algum fato ou crítica manifestada por outro candidato ou partido político poderão requerer à Justiça Eleitoral o direito de resposta. Esse direito deve ser julgado em 72 horas e o Tribunal verificará se corresponde ou não a uma das hipóteses em que ele é permitido – ofensa à honra, calúnia e difamação ou injúria, ou a divulgação de fatos inverídicos. Então, a pergunta que fica no ar é: a campanha de desqualificação pessoal e de manipulação e difamação com mentiras, feita pela coligação "Com a força do povo" da presidente candidata Dilma Rousseff, contra a candidata da coligação "Unidos pelo Brasil", Marina Silva, não se enquadra nas hipóteses anteriormente levantadas pelo ministro Henrique Neves? O TSE tem se omitido de forma vergonhosa nesta eleição e agiu arbitrariamente ao não conceder direito de resposta a Marina Silva, bem como punir a coligação encabeçada pelo PT e PMDB. O Poder Executivo já está 100% aparelhado. O Legislativo é sustentado com mensalões e petrolões e, agora, os tribunais começam a dar sinais claros de subserviência ao partido do governo. Isso é um péssimo sinal para a democracia brasileira. E vale lembrar que o próximo presidente do Brasil vai indicar mais cinco ministros do STF. Se Dilma vencer, vêm mais Barrosos e Zavasckis por aí. Aí então, "estará tudo dominado" e a Venezuela é logo ali.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com 
Ponta Grossa (PR)

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UM BRASIL NOVO

A ascensão da presidente Dilma nas pesquisas em muito se deve à campanha apática tanto do candidato Aécio Neves como de Marina. Ambos nunca souberam dar enfoque a questões cruciais da realidade brasileira. Segurança pública, os baixos salários da população brasileira, a falta de empregos de qualidade, nossas fronteiras desguarnecidas, a questão gravíssima das prisões brasileiras, a nossa legislação penal arcaica, nenhuma questão pontual ou crucial mereceu a mínima atenção dos candidatos opositores. Um discurso morno de ambos, a falta de combatividade na campanha, a falta de liderança e de carisma. Tudo isso contribui para vislumbrarmos uma nova vitória do PT. Infelizmente, teremos de aguentar mais quatro anos de políticas assistencialistas, mais quatro anos de aparelhamento da máquina pública e mais quatro anos da velha política de conchavos. Faltam ao Brasil líderes. Gente que mobilize a população para o trabalho e o progresso. Enquanto tivermos partidos que utilizam o País para interesse próprio, partidos sem nenhuma representatividade, o Brasil vai eternamente trilhar a estrada do atraso. Nossos políticos são pobres de ideias, pobres de projetos e temos milhões de leis que apenas sedimentam o exercício do nada caminhando para lugar nenhum. O País precisa de um nova Constituição, moderna, de um novo Judiciário. Nós precisamos de uma total reforma eleitoral, de novos partidos, de uma política de segurança baseada em novas leis. Precisamos de um país totalmente novo em todos os setores. E precisamos de um povo com nova mentalidade. Nada disso a oposição oferece! A política brasileira repete eternamente os mesmos discursos e as mesmas ideias. O povo está cansado e saturado.

Paulo Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com 
Rio de Janeiro

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O FANTASMA DA FRAUDE ELEITORAL

As últimas pesquisas eleitorais estão sendo forjadas em gritante sintonia com o resultado programado das urnas eletrônicas.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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URNAS ELETRÔNICAS

Como podemos ter certeza de que nossas urnas eletrônicas são, como dizem, invioláveis, e que os resultados contabilizados representam fielmente o desejo dos eleitores? Perco o sono só em pensar na hipótese de ter um(a) presidente eleito(a) de maneira fraudulenta. Afinal, por que será que nos EUA até hoje se vota em cédulas de papel? Nossa tecnologia é melhor do que a deles?
 
João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br 
São José dos Campos 

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O VOTO COMO ARMA

Duas coisas são perigosas na mão de uma pessoa: carta de motorista na mão de bêbado e título de eleitor na mão de imbecil. Domingo saberemos quantos imbecis existem no Brasil.

Hamilton Penalva hpenalva@globo.com
São Paulo

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DIA DECISIVO

Esta é a última semana para tomarmos a decisão mais importante se considerarmos ser o próximo domingo a data decisiva da continuidade do atual governo ou não. É aceitar ou tentar modificar os atuais procedimentos de administração traçados pelo atual governo. Isso faz lembrar um ditado popular profundamente filosófico que diz: “Quem beijou... beijou. O caixão está fechado. É o momento da definição entre o que foi feito e acreditar no que será feito. Por que não abrir uma nova janela e deixar que novos conceitos sejam introduzidos, com novos participantes?

Alberto Caruso albertocaruso@uol.com.br
São Paulo

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ELEIÇÃO NO BRASIL

“Diz-se a um cego: estás livre, abre-se-lhe a porta que o separa do mundo e ele não vai... não sabe para onde ir.” Triste constatação de uma gente que se acostumou com migalhas (José Saramago em “Ensaio sobre a cegueira”).
 
Adilson Mencarini adilsonmencarini@uol.com.br 
Guarulhos

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DILMA – O PERIGO ESTÁ À PORTA
  
Sr. Aécio Neves, em nome do que lhe é mais caro neste mundo e pelo amor que devota a Deus, sua família, seus filhos e ao Brasil, humildemente, peço-lhe: abra mão – agora – de sua candidatura, a favor da candidata Marina Silva. O Brasil e sua população estão prestes a curvarem-se aos malefícios de um novo mandato da presidente Dilma e de toda a “entourage” que a acompanha.
  
Benito Annunciato benitoannunciato@hotmail.com
São Paulo

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TUDO TOMADO

“Proprietário” do Executivo federal há quase 12 anos, o PT não larga o osso, fazendo “o diabo” para tal, sem pudor, com endosso de votos democráticos. Conseguiu o domínio quase pleno do Judiciário. Persegue o “descarte” do Legislativo, deixando-o sem função, ao propor os conselhos populares. Busca ter em mãos, na prática, um só poder soberano. Para fechar o cerco, volta e meia, cria artifícios para amordaçar a imprensa livre. Não conseguiu. Ainda. Venezuela, Argentina são mais eficientes no quesito. O eleitor brasileiro, parece, não sabe a gravidade e as consequências de seu voto. Vota levianamente. Observação: Napoleão III, Fujimori e outros ditadores chegaram ao poder por votos democráticos. Hitler também chegou lá democraticamente.

Eunice Marino eunicemarino@oi.com.br 
Guaxupé (MG)

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PLANO DE PODER

O PT transformou o Brasil num instrumento para se locupletar!

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

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COMO VOU VOTAR

Infelizmente não há candidatos competentes e comprometidos com o desenvolvimento e o bem-estar dos brasileiros. Como vou votar? Votarei em candidato com poucas condições de ser eleito com o intuito de mostrar para a presidente e a ex-ministra que a maioria da população não anseia vê-las no posto mais importante da República, pois a presidente demonstrou incompetência e cegueira diante da corrupção do PT nunca antes vista neste país, e Marina, por sua demonstrada capacidade administrativa, cuja candidatura somente se presta a solucionar seus íntimos problemas pessoais sobre a conduta da sociedade. Saibam, senhoras postulantes, que a maioria da população não deseja ser governada por nenhuma de vocês.

Eidmar Eid eidmareid@uol.com.br  
Novo Horizonte

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ALIENAÇÃO

Leio no “Estadão” que a estudante Nadjane Nascimento Rufino da Silva, de 19 anos, residente no Recife, declarou que de Marina Silva não gosta e que de Aécio Neves nunca tinha ouvido falar. Gostemos ou não do político mineiro, ele foi, simplesmente, presidente da Câmara de Deputados – ou seja, o segundo na sucessão da Presidência da República (depois do vice-presidente) –, governador do Estado de Minas Gerais e é senador da República. O que dá a medida do grau de alienação dessa jovem. E recorde-se que Nadjane é estudante. O que significa dizer que a maioria da população não chega ao nível dela. Infelizmente, é daí para baixo. Sabe-se que a culpa não é do povo. Pelo contrário, o povo brasileiro é a maior vítima desse quadro. Em face de tais constatações, o que esperar deste país, já que é essa deliberada reserva de “lumpesinato” que elege nossos governantes?

Marcos Poggi marcospoggi27@gmail.com 
Rio de Janeiro

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LULA ABRIU O JOGO

Afinal, o ex-presidente Lula conta um dos seus segredos para angariar aliados e votos. Declarou que roubar banco não é crime, porque o banqueiro também rouba o povo. E com essas pessoas o PT transformou-se num grande e “flexível” partido. Por ser “flexível, ele comporta também outras categorias como os chamados “mensaleiros” e, agora, os “petroleiros”. Como a Petrobrás é também muito rica, aliás, muito mais rica do que os banqueiros, roubá-la não é crime, mesmo se for, por exemplo, roubo para financiamento de campanhas políticas, como ocorreu com a de Dilma em 2010. É um líder ensinando como se fortalece o partido e também como se fica rico sem precisar trabalhar. Que nossos jovens se espelhem nesse importante líder e entrem para o PT. Os honestos busquem outros partidos.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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BONS NEGÓCIOS

Lula, que fizeste do Brasil, ó vencedor de 2002? Os três maiores negócios do mundo: 1) uma companhia de Petróleo bem administrada. 2) Uma companhia de Petróleo mal administrada. 3) Vender uma companhia de Petróleo para a Petrobrás. Dilma consegue ser profunda em coisas superficiais e superficial em coisas profundas.
 
P. Roque lauroroque@uol.com.br 
São Paulo

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CORRUPÇÃO E IMPUNIDADE

A mídia noticia diariamente roubos – chamados de desvios – e ninguém vai preso. Vejam os casos do mensalão, cuja chefia foi dada de presente pelo chefão a José Dirceu; a Petrobrás; doleiros; e empreiteiras (nunca investigadas, para não secar a fonte). De onde veio o dinheiro para Lulinha comprar a Friboi – ou grande participação nela? Onde andam Polícia Federal, Receita Federal, Judiciário, Ministério Público, Procuradoria? Como não há investigação nem cadeia, os ladrões do dinheiro público continuam cada vez mais ativos.  Só povão fica preso muito tempo, muitas vezes sem julgamento.

Mário A. Dente  dente28@gmail.com 
São Paulo

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EM BUSCA DE MUNIÇÃO

As recentes notícias são de que até o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, está envolvido em mais uma aberração: enviou um subordinado para devassar documentos na Polícia Federal em busca de munição contra Marina Silva para a campanha eleitoral do PT. Investigar não é papel do ministro (mas, já com sua carreira em final de governo, dará até a alma pela “chefa”, uma vez que espera ser escolhido para ser mais um ministro petista a fazer parte do STF). Não nos esqueceremos dos casos em que participou como ministro de Dilma: estava por trás do surgimento de um documento apócrifo que acusava políticos de três partidos de oposição – PSDB, DEM e PPS – de envolvimento com um cartel de trens; nas manifestações de junho não agiu, esperando que o bafafá caísse nas costas de Geraldo Alckmin; e, agora, manda seu braço direito pessoalmente à PF, fora de horário de expediente, para escarafunchar um inquérito resguardado pelo segredo de Justiça e que tinha como alvo Marina Silva. Mais um a fazer “o diabo”, ao gosto da chefa. Lamentável!
 
Leila E. Leitão
São Paulo 
 
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SENADOR INEXPRESSIVO
 
 O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) desistiu de falar tudo o que pesquisou sobre o candidato ao Senado José Serra (PSDB-SP). Pelo que sabemos, Suplicy, após três mandatos consecutivos, que somam 24 anos no exercício do cargo, nada mais fez do que um projeto denominado Renda Mínima. Não há dúvidas de que a passagem de Suplicy pelo Senado foi muito opaca e sem brilho algum. É óbvio, portanto, que pelo tempo de seu mandato o referido poderia produzir muito mais como representante do povo paulista na Câmara Alta. Assim, pois, faltam condições éticas para o nobre senador Suplicy criticar quem quer que seja.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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A MÁFIA DO ISS

Vamos e venhamos! Vai dizer que o ex-prefeito Gilberto Kassab, que ficou na prefeitura de São Paulo por seis anos, não sabia da “máfia do ISS”, que recebeu propina de 694 prédios? Não é segredo de ninguém que Kassab só pensava em formar seu partido, PSD, e precisava de dinheiro. Não vamos ter delação premiada neste caso também não? Lembram quando ele forçou a Câmara Municipal a aprovar espigões de prédios na Avenida Faria Lima, mesmo esta avenida não comportando mais todo o trânsito que eles trariam? Kassab agora sonha ser senador, viu?

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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TARDE DEMAIS

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor do arquivamento do inquérito que apura suposto esquema de formação de cartel em licitação do sistema de trens e metrô de São Paulo. É lamentável que a Justiça só tenha tomado essa decisão após a candidatura do tucano Aécio Neves a presidente da República ter ido para as cucuias.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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JUDICIÁRIO PARASITÁRIO

Causa repulsa a notícia de que o juiz Luiz Fux, do STF, acabou de determinar o pagamento de “auxílio moradia” de R$ 4.300,00 por mês a todos os juízes do País. Ainda mais porque essa benesse se soma a várias outras regalias já concedidas a essa classe, como são: as férias de 60 dias e o recesso de 20 dias no final do ano. É uma afronta que esses favorecimentos sejam exclusivos dos juízes, mas não da classe trabalhadora brasileira. Essas atitudes reforçam para a população a imagem de um Judiciário parasitário.

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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JUSTIÇA LENTA

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou e a mídia publicou a informação de que existem 67 milhões de ações acumuladas na Justiça brasileira. As taxas de congestionamento chegam, no caso específico do Rio, a 79%, ou seja, a cada 100 processos, apenas 21 têm seu julgamento concluído. O que falta então para melhorar tal quadro? Salários não seriam o problema, pois são os mais bem remunerados do serviço público, tanto os juízes quanto os serventuários. Vantagens além do salário, tais como auxílio moradia, ticket refeição, motoristas particulares, planos de saúde, etc. não seriam também motivos. O que falta, então? Uma avaliação simples seria o fim dos 60 dias de férias e o fim dos recessos forenses. E um pouco mais de empenho. Infraestrutura não falta.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com 
Rio de Janeiro

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ESTADO PALESTINO

A proposta de desocupação israelense gradual dos territórios palestinos ocupados, que o presidente Mahmoud Abbas pretende submeter ao Conselho de Segurança da ONU, deve ser vetada pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha. Para não sofrer tamanho desgaste político, melhor propor ao Conselho fazer cumprir a Resolução n.º 181 da ONU, de 1947, que já previa a criação de dois Estados (um árabe e outro judeu) na Palestina. E Jerusalém como cidade internacional administrada pelas Nações Unidas.

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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NADA MAIS SURPREENDE

O governo Lula  negou refúgio aos pugilistas cubanos; calou-se sobre a greve de fome dos dissidentes cubanos; abrigou o terrorista italiano Cesare Battisti. Por sua vez, e sob mesma orientação do "anão diplomático" Marco Aurélio (top top)  Garcia, Dilma apoiou o Irã em seu projeto nuclear e condenou Israel na questão Palestina (quando deveria ser neutra). Agora, para colocar a cereja no bolo, condena a ação mundial contra o terrorismo do califado (definitivamente não é um Estado) Islâmico. Para quem já usou a escravidão moderna dos profissionais de saúde cubanos (médicos?) com fins eleitoreiros, o que mais haverá para esperar desse (des)governo? Basta! No domingo temos de colocar o Brasil no caminho correto novamente. PT saudações.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo 

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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Imitamos tantas coisas dos americanos, mas não seguimos certas atitudes meritórias deles. Ao visitar o campus de uma universidade nos EUA, vemos bibliotecas, pavilhões, etc. doados por ex-alunos. A Universidade de São Paulo (USP), que se encontra em tal estado que planeja vender imóveis para angariar fundos, poderia iniciar uma campanha entre eminentes médicos, famosos advogados, importantes engenheiros e por aí vai que lá estudaram de graça, para socorrê-la neste momento de crise. Não é uma boa ideia? 

Diva Azevedo Andrade Mazbouh diva.am@uol.com.br 
São Paulo

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INVESTIGAÇÃO

Eu proporia uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de verdade para investigar o real estado da Universidade de São Paulo, que perdeu sua capacidade de gestão, tem comprometimento orçamentário e total insegurança no campus, símbolo de ensino do País se transformou numa tormentosa e problemática questão, cuja solução deve passar por um debate neutro, desapaixonado e investigativo de sua projeção futura, sem arranhar sua independência e autonomia, hoje em xeque.
 
Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br 
São Paulo

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VERGONHA NAS UNIVERSIDADES

Fiquei estarrecido com o artigo “Magníficos pegadores”, de Roberto Romano (22/9, A2). Que lúcida análise da vergonha que acomete nossas universidades federais. O lamentável beija-mão dos magníficos reitores com os donos do poder só nos mostra a podridão e a decadência irresponsável a que chegou nosso ensino universitário. Inútil tecer observações, diante do quadro cru e amargo passado pelo articulista. Como ele mesmo termina o texto, pobre Brasil... Que fizeram os pulhas de ti?
 
Fernando Carlos Delatti fcdelatti@uol.com.br
São Paulo

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‘MAGNÍFICOS PEGADORES’

Quando acreditamos estar no fundo do poço quanto à ética, bons costumes, etc., nos deparamos com o artigo do sr. Roberto Romano expondo as barbaridades dos reitores das universidades federais. Até quando e até onde os tentáculos políticos vão infernizar a vida dos brasileiros?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo 

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RECLAMAÇÃO CONTRA PMSP

Os paulistanos dos bairros Brooklin, Campo Belo, Vila Mariana, Moema e outros, seguramente, são os primos pobres de suas respectivas Administrações Regionais, apesar do altíssimo IPTU que pagam ao surripiado erário municipal. Praticamente cessadas as construções de condomínios residenciais nas ruas Gabriele D’Annunzio, Conde de Porto Alegre, Constantino de Souza, Barão de Jaceguai, Edison, etc., todas com “asfalto” em estado lastimável, não se vê qualquer providência da administração local que, à evidência, não tem autonomia para proceder aos seus recapeamentos. Nota-se que nessas ruas, em que proliferam as “crateras”, buracos maiores ou menores e muitas lombadas já desnecessárias (Rua Gabriele d’Annunzio), pois inexistentes as pequenas escolas para crianças, o que se vê é a prática da acanhada política de meia sola ou tapa buracos, com um serviço alternado com desserviço; às primeiras chuvas, os obstáculos ressurgem, maximé com o fluxo de trânsito a elas desviado, à vista da arrastante construção do aero-trem (Avenida Roberto Marinho). E tal, sem falar no exagerado número de lombadas nas ruas do Alto da Boa Vista, onde metade delas poderia ser eliminada, mas restam abandonadas sem tinta refletiva nas ruas Visconde de Porto Seguro, Mal. Deodoro, Américo Brasiliense e outras, para não citar o bairro todo, onde, igualmente, reina a escuridão à noite, permitindo a que meliantes impunes ajam livremente. Na Avenida Bandeirantes, importante via de ligação de vários bairros, o tráfego de caminhões já voltou a ser comum, comprometendo o seu frezamento (imediações de Congonhas) que, timidamente, se iniciara na administração anterior. Olvidam-se os “administradores” que, tanto os motoristas de veículos particulares, táxi ou coletivos, conduzem contribuintes dos famigerados IPTU e ISS, ora objeto de sérios questionamentos judiciais com possíveis repercussões penais e civis aos infratores já apontados como autores de eventuais alcances. Comenta-se que há projetos engavetados de construção dos viadutos das alamedas dos Nhambiquaras e Maracatins sobre a Avenida Bandeirantes, visando à eliminação dos gargalos de trânsito no prolongamento das ruas Antônio de Macedo Soares e Conde de Porto Alegre, ambas de ligação interbairros (Moema-Campo Belo). Contudo, dos srs. edis nada se ouve na edilidade, afora as votações de títulos de cidadão. Foram eleitos para quê? Apenas para acudir aos problemas periféricos da cidade ou ciclovias? Aliás, de lembrar-se, igualmente, os reiterados discursos desses pequenos políticos, ditos hodiernos, em face da canalização do famigerado córrego Pirajussara, até hoje a céu aberto. Quem sabe o numerário para canalizá-lo, venha de Jersei ou Zurich, onde, há muito, foi veranear! Enfim, nas secretarias municipais correspondentes, ou quem sabe no CET, surja alguém responsável, ou mais iluminado, para promover tais recapeamentos, já crendo-os inviáveis. Nas vizinhanças da Subprefeitura da Vila Mariana, a Rua Botucatu, também está em estado lastimável; aliás, São Paulo é uma das únicas capitais com pontos de táxis em esquinas dotadas de semáforos e supermercados,  afunilando o nosso sofrido trânsito, gerando o caos, mas expondo a insensatez dos que dizem administrá-lo. Enfim, para bons entendedores, e para nós eleitores-contribuintes, um pingo é letra e o silêncio um dicionário. Estamos a poucos dias de 5 outubro (2014) e os eleitores de Vila Mariana, Campo Belo, Moema, Brooklin, Itapecerica, Capão Redondo, Grajaú, Lapa, Vila Romana (Ruas Aurélia e Marco Aurélio), etc., daremos o troco a esse lamentável partido de presidiários, pois essa calamitosa situação perdura desde antes dos últimos pleitos eleitorais. E que os pequenos políticos locais, desprovidos de visão, tato administrativo ou sensibilidade táctil, como queiram, para sentir tais problemas, não venham infestar-nos com propaganda ou justificativas, contendo os mesmos surrados motivos, pois ainda há tempo para atender a tais reivindicações.

Antônio Carlos M. Soares musoares@terra.com.br
São Paulo

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A PALAVRA CERTA

No “Estadão” de 27/9/2014 no caderno “Metrópole”, página E6, em reportagem intitulada “Segurança mata ladrão de relógio no Itaim-Bibi”, relatam-se fatos lamentáveis e corriqueiros de nosso dia a dia: assaltos, assassinatos, violência de toda ordem, etc. Além disso tudo, que ainda me surpreende e consterna, me chamou a atenção como o ladrão, como é denominado no título do texto, é chamado no interior do mesmo texto de “o estudante Wesley dos Santos Bastos (...) Armado com uma pistola Bereta 6.35”, e, mais à frente: “o adolescente queria o relógio”. Ora, uma pessoa armada que através da violência contra outra pessoa busca obter vantagem ilícita, eu e todos os autores de dicionários que consultei o nomeamos como bandido, ladrão (como corretamente mencionado no título desse texto), facínora, salafrário, meliante e por aí seguem, mas nunca como estudante com nome e sobrenome ou como adolescente. Poderia até ser um mero punguista com nome e sobrenome e isso já seria uma denominação demasiada branda para alguém capaz de cometer latrocínio. Assim, por favor, me esclareçam a nomeação de tal bandido de estudante e adolescente ou me orientem a qual dicionário consultar.

Cezar Joao Augusto cezar@mercabenco.com 
São Paulo

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TOM ZÉ E SÃO PAULO

Maravilha a página destinada ao grande poeta Tom Zé (“Caderno 2”, 29/9, C1) elaborada pelo jornalista Julio Maria. Acredito que ele, Tom Zé, é o que apresenta melhor a cidade de São Paulo para o Brasil, como nos versos da canção “São, São Paulo meu amor”: “Em Brasília é veraneio, no Rio é banho de mar, o País todo em férias, e aqui é só trabalhar. Porém com todo defeito, te carrego em meu peito, São, São Paulo meu amor...”. Este baiano, sim, é agradecido a São Paulo.
 
Jorge Peixoto Frisene jpfrisene@zipmail.com.br
São Paulo

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