Fórum dos Leitores

ELEIÇÕES

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2014 | 02h04

Boas novas

Ótimas notícias com novas esperanças para a Nação brasileira: só o fato de o presidenciável Aécio Neves estar no segundo turno fez a Bolsa de Valores subir 4,72% e o dólar cair 1,78%. Imaginem, então, como presidente o que ele poderá fazer pelo bem do País e sua população!

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A Bovespa subiu 4,72% porque os investidores sabem que, sem o PT no Planalto, a situação econômica vai melhorar, e muito: mais investimentos e mais empregos, menos inflação e fim da roubalheira nas estatais. Prova disso é que as maiores altas foram das estatais - porque suas ações estavam desvalorizadas pela roubalheira dos petistas e seus laranjas. Até que enfim!

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail,com

São Paulo

Prazo vencido

Leitor do Estadão há mais de 40 anos, confesso que jamais me decepcionei com esse jornal porque sempre foi coerente e firme em suas posições, não se curvando às pressões dos governos, anunciantes e também das oposições. No domingo, seu editorial A hora da razão (A3) lavou minha alma, deu-me a certeza de que Aécio estaria no segundo turno e, claro, pronto para vencer o PT no próximo dia 26. Afinal, como afirma o jornal na edição de ontem, o prazo de validade do PT se esgotou e, convenhamos, o País não suportaria mais quatro anos de aparelhamento generalizado do Estado brasileiro.

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

Não vota quem conhece

Para quem diz que quem conhece o Aécio não vota nele fica o lembrete de que quem conhece o PT vota em Aécio!

MILTON L. GORZONI

gorzoni@uol.com.br

São Paulo

Ah, Minas Gerais...

Perdoem-me os mineiros, mas depois da votação estrondosa do Aécio em São Paulo, nós, paulistas, vamos propor conceder-lhe a cidadania paulista, já que foi desprezado pelos mineiros.

ORLANDO CESAR DE O. BARRETTO

ocdobarr@usp.br

São Paulo

Segundo turno

Temos dois mineiros concorrendo à Presidência da República. Isso me lembra um outro mineiro, iluminado, e esta sua frase: "Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim" (Chico Xavier). Essa frase ilustra o governo petista, que a partir de 2003 nos escandalizou com corrupção, propaganda enganosa, deterioração das finanças públicas, enriquecimentos suspeitos, cargos comprando consciências, Petrobrás comprometida, incompetência geral, etc. Com o primeiro turno os brasileiros sinalizaram ansiar por um futuro honesto e próspero. Com Aécio, vamos começar agora?

FÁBIO HADDAD

fabhaddad@ig.com.br

Campinas

A grande eleitora no segundo turno será a sra. Denunciação Premiada. A Nação exige a divulgação do conteúdo de todos os depoimentos feitos pelo notório contraventor.

CAIO AUGUSTO BASTOS LUCCHESI

cblucchesi@yahoo.com.br

São Paulo

De fato, para o segundo turno os melhores cabos eleitorais de Aécio Neves serão o doleiro Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa (o Paulinho do Lula), ex-diretor da Petrobrás

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

Risco PT

Muito se fala em corrupção e política econômica equivocada do governo do PT. Entretanto, o mais grave problema que esse governo apresenta é o sério risco que impõe à democracia e às liberdades individuais. A presidente Dilma Rousseff é simpatizante notória das ditaduras da Venezuela e de Cuba, e isso vai muito mais longe do que podemos imaginar. Este ano, na Argentina, assisti a um canal estatal venezuelano e fiquei estarrecida com o que vi. São 24 horas ininterruptas de propaganda partidária, com reportagens de cunho ideológico, distorcidas, uma verdadeira lavagem cerebral de dar inveja a Stalin. Sem contar a maneira simpática como tratam o "companheiro" Lula e a "companheira" Dilma. Seria esse o Brasil amanhã? Melhor não corrermos o risco.

DALILA DE MELLO C. VIEIRA

dalilamelloc@hotmail.com

Alfenas (MG)

Apelação

O PT e a Dilma já começaram com a apelação, dizendo que o governo do PSDB não deu atenção à pobreza. A diferença é que o PSDB governou para o crescimento do País, criando empregos e dignidade para o povo, sem intenção de comprar votos, enquanto o PT passou a distribuir Bolsa Família não preocupado com a pobreza, mas com a compra e garantia do voto. Isso é o PT, a sua preocupação maior é o poder.

WAGNER MONTEIRO

wagnermon@ig.com.br

São Paulo

Estratégia

Creio que os assessores de Aécio não devem entrar no jogo sujo dos petistas. Essa especialidade é deles. Devem, sim, falar de projetos, principalmente de saúde, educação, reformas e, em especial, terceira idade, área que o PT desprezou sempre.

VITOR DE JESUS

vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

Perspectivas

Agora que o dr. Alexandre Padilha está desocupado, que tal fazer valer seu diploma de médico? Faria muito bem à sociedade, e ao próprio, se ele se candidatasse a uma vaga no Mais Médicos ou num pronto-socorro na periferia de São Paulo. A sra. Dilma poderia seguir o exemplo e se preparar para, em janeiro, ir dialogar com os cangaceiros do Estado Islâmico!

SÉRGIO SAVASTANO

sergio@savastano.com.br

Campinas

Agora resta a Dilma cumprir o aviso prévio. Direitinho.

RICARDO VERZOLA

emporio@freeportcafe.com.br

Ilhabela

Recado para Lula

São Paulo provou que tem inteligência e energia suficientes. Não precisamos de postes.

CLAUDIO JUCHEM

cjuchem@gmail.com

São Paulo

DIAS FELIZES VIRÃO

Nada mais salutar do que a esperança. Fazia tempo que não desfrutava dessa satisfação interior, que é sentir fruir dentro de si a esperança de que o nosso país poderá retomar o seu verdadeiro e glorioso rumo para um futuro melhor para os brasileiros. E, esta semana, mais alentador ainda foi saber que Marina Silva (PSB) deve apoiar o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) neste embate final das eleições. Em 2010 ela se omitiu no segundo turno, e deu no que deu. Nada mais justo e correto que as oposições se reúnam em prol do bem do País. Os seus programas podem muito bem se adaptar ao objetivo comum. É hora de todos se unirem e ajudarem o Brasil a sair desta nefasta política que há 12 anos vem destruindo o País em todos os setores: político, econômico, social e moral, desvirtuando a verdadeira índole do brasileiro. Lembrando o que disseram Euclides da Cunha (“o brasileiro é, antes de tudo, um forte”) e, recentemente, Eduardo Campos (“não vamos desistir do Brasil”), seguiremos em frente com nossa chama de esperança. 

João M. Ventura joaomv@terra.com.br  
São Paulo

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PERÍODO PRÉ-SEGUNDO TURNO

Apesar da esperança que dá forças à maior parte da população, claramente em busca de mudanças reais na condução do País, é preciso atenção redobrada, em especial da imprensa, visto que as instituições públicas são muito lentas na reação contra desmandos. Lembre-se que, apesar da revelação do mensalão do PT, no curso do primeiro mandato do ex-presidente da República, como eram consideradas somente suspeitas ainda não comprovadas, ele seguiu ileso. As condenações só aconteceram já no curso do atual mandato presidencial. Bem possivelmente, se já tivesse vindo ao conhecimento do público o conteúdo das delações premiadas, que acontecem nas investigações e ações penais decorrentes da denominada Operação Lava Jato, a manipulação do medo perderia a sua força. Muitos estariam se preocupando com sua defesa, e não estariam tentando ludibriar o povo mais uma vez. Portanto, estejamos todos bem alerta.

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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UNIÃO DAS OPOSIÇÕES

A se confirmar o apoio de Marina Silva à candidatura de Aécio Neves, o PT, enfim, terá de enfrentar, num segundo turno de eleições presidenciais, uma coalizão forte de políticos que se opõem ao projeto antidemocrático que Lula vislumbra para o País. A união das oposições sempre foi um requisito fundamental para o surgimento, em nosso cenário eleitoral, de uma alternativa eleitoralmente viável ao modelo de capitalismo autoritário que parece ser o sonho de consumo de dez entre dez petistas. A operação de ocupação do maior número possível de instâncias do Estado levada a cabo pelo PT nos últimos tempos e a perspectiva de mais quatro anos de vigência desse funesto padrão de governança na Presidência, que diariamente atenta contra a saúde das nossas instituições, parecem finalmente ter conduzido a pessebista à conclusão de que o prolongamento de seu antigo partido no poder causará males ainda mais severos que os observados desde 2003 à democracia no Brasil. É bom que assim seja. O País já não aguenta mais tanto desmando, tanto descaramento, tanta mediocridade na administração da economia, tanta escassez de novas ideias, tanta falta de apego aos valores democráticos. A sensação de enfaro com o PT é gigantesca nos mais diversos cantos do território nacional. Ao tomar tal posição, Marina Silva evita repetir o erro de 2010, não perde o bonde da História e – por que não? – engrandece seu currículo e inclui seu nome no rol de importantes lideranças políticas efetivamente comprometidas com o restabelecimento da moralidade e da eficiência em nosso poder federal. Que a união das oposições siga unida, antes e depois do dia 26 de outubro, pelo bem do Brasil.

Henrique Brigatte hbrigatte@yahoo.com.br 
Pindamonhangaba

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QUEM MARINA VAI APOIAR?

As pesquisas indicam que Marina Silva tem 50% de chances de apoiar Aécio Neves e 50% de chances de apoiar Dilma Rousseff, ou ficar neutra. Essa pesquisa tem margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e 95% de acerto. Isso significa que, se forem realizadas 100 pesquisas, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem de erro. Essa pesquisa foi realizada no último dia 5 de outubro, entre 8 horas e 19 horas, com 21 milhões de eleitores de Marina Silva, e não foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br  
São Vicente 

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DIFÍCIL TAREFA

Segundo turno é outra eleição, mas acho a tarefa para o candidato Aécio difícil, mas não impossível. O fato de a candidata derrotada Marina Silva sinalizar com apoio a Aécio não significa que os votos que ela teve migrarão todos para ele. Isso é impossível. Ninguém garante essa migração total. Provavelmente, muitos eleitores de Marina migrarão para Dilma. A realidade é que a diferença de votos entre Aécio e Dilma no primeiro turno foi de 9 milhões de votos. Mesmo que tire essa diferença com o apoio dos eleitores de Marina, a presidente Dilma não terá nenhum voto? Difícil a tarefa. Bem, como não votei em nenhum dos dois nem em Marina, por achar que ninguém tinha condições, fico à vontade. Não quero a reeleição da presidente Dilma, mas, por outro lado, não vejo o PSDB melhor que o PT. É trocar seis por meia dúzia. Pelo que o PSDB fez no passado, pode dar as mãos ao PT e saírem juntinhos passeando. São farinha do mesmo saco.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com  
Rio de Janeiro

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PSB COM AÉCIO NEVES?

O governador eleito em Pernambuco, Paulo Camara (PSB), diz que Eduardo Campos não tinha acordo algum com Aécio, dada a convicção que Eduardo tinha de ir ao segundo turno. O nobre governador eleito há que reconhecer que, em virtude da lamentável e triste morte de Eduardo, ele também se beneficiou dessa tragédia. Nem começou a governar ainda e já subiu no muro. Pare com isso, governador-eleito.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com  
Avanhandava
  
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ANTIPETISTAS

Uma pérola a resposta do professor de Ciência Política da FGV Francisco Fonseca à pergunta do jornalista Gabriel Manzano, em entrevista no “Estadão” (7/10, H9). A pergunta: “Os números de domingo apontam um fortalecimento do sentimento antipetista em todos os lugares. Por que isso ocorreu?”. Sua resposta: “Acho que o Brasil vem passando por transformações em suas placas tectônicas, na mobilidade social. O governo Lula tirou uma grande quantidade de gente da miséria, criou-se um mercado de consumo novo, formado por esses grupos em ascensão, o crédito ficou fácil. Isso gera uma estranheza entre os grupos de maior renda, que sentem seus espaços invadidos e reagem com esse voto contra o PT”. Não, não, professor, muito pelo contrário, nós, da classe média, demos boas-vindas a essas pessoas porque sempre achei que o Brasil precisava tirá-las da miséria. Mas o que o PT fez, para se perpetuar no poder, mantém um programa que era para ter duas portas, a da entrada, com o Bolsa Família, e a principal: a da saída, com a educação para que os filhos destes pudessem estudar, trabalhar e ser alguém na vida sem precisar de esmola de qualquer governo, pondo o programa num prazo de validade. Mas o PT fechou a porta da saída! Isso significa, professor, que do jeito que está o Brasil jamais será um país desenvolvido. Somos antipetistas também porque o lulopetismo institucionalizou a corrupção e aparelhou todo o Estado brasileiro. O roubo e as falcatruas foram (e são) tantos que nem espaço teríamos aqui para elencá-los.

José Eduardo Victor je.victor@estadao.com.br 
Jaú

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NÍVEL DA CAMPANHA
 
A estratégia do PT contra Aécio Neves prevê comparação de governos com uso de artilharia pesada. Assessores de Dilma Rousseff chegam a usar a expressão “dedo no olho do adversário tucano”. Pois bem, se é para apelar, o PSDB deveria usar a expressão “Dedo #= §* >* #* da adversária petista!
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net 
São Paulo

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AS BAIXARIAS CONTINUARÃO

Os “petralhas” devem estar de orelha em pé. Para quem achou que a roubalheira venceria no primeiro turno, tivemos a resposta do povo brasileiro de que está farto de desmandos e malfeitos. Chegou a hora de Marina Silva descer do muro e declarar seu apoio no segundo turno, e que não seja na sua ex turma. Com 56 milhões de votos na oposição, contra 43 na situação da inação e das falcatruas, está claríssimo que a maioria sensata da população clama por mudanças e novos ventos. As baixarias continuarão do lado petista. Não se surpreendam se dossiês contra Aécio surgirem do dia para a noite. É o estilo “delles”. Aliás, um ex-presidente, no seu eterno papel de perseguido, disse dias atrás que foi “trucidado pela imprensa nos últimos anos”. E o que “elles” fizeram com Marina Silva nos últimos dias? Por essa e por outras é que esperamos que o PSB apoie o candidato que pode, com ministros em número adequado e competentes, devolver o Brasil ao rumo de um crescimento sustentável.
 
Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br  
São Paulo

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‘O DIABO’

Se no primeiro turno fez “o diabo”, no segundo turno Dilma vai comer o pão que o diabo amassou.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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PT X PSDB

Sugiro a inclusão na pauta das discussões um tema muito caro ao ex-presidente Lula, qual seja, os resultados alcançados pela seleção do Brasil no período 1994/2002 e 2003/2014: Brasil campeão em 1994 e 2002, vice em 1998, comparados com a eliminação em 2006 e 2010 e o vexame em 2014. Neste teatro em que se transformou o debate PT x PSDB nesta eleição, penso ser relevante essa comparação de desempenho dos partidos, que muito contribuirá para a definição do voto no segundo turno, pois sem dúvida reflete a atuação dos respectivos presidentes.

Geraldo Veloso velosogc@hotmail.com 
São Paulo

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COALIZÃO E ÉTICA NO SEGUNDO TURNO

Conhecidos os candidatos ao segundo turno, começa o realinhamento de forças. A coalizão, neste momento, é normal, pois tem o objetivo de levar à eleição. Seus participantes devem ter mais responsabilidades do que direitos, pois a política e a função pública têm de ser encaradas como serviços relevantes à comunidade. Já quando realizada depois de concluídas as eleições, como tem ocorrido, cheira a estelionato eleitoral, pois leva os eleitos a traírem o que prometeram na campanha e conduzem a postos-chave do governo figuras que postularam postos eletivos e foram rejeitadas pela população. Nesse caso, fere-se o princípio da representação popular e elimina-se a salutar função fiscalizadora inerente aos membros do Poder Legislativo e aos líderes não eleitos. Além das coalizões no nível ético – sem o loteamento prévio ou a criação de postos para acomodar os novos parceiros –, precisamos de uma campanha propositiva no segundo turno. Em vez de recorrer ao marketing da desconstrução, aplicado irresponsavelmente durante o primeiro turno, os dois candidatos devem dizer claramente o que pretendem fazer para enfrentar aos grandes desafios nacionais e regionais. Não basta falar que vão manter empregos, promover o desenvolvimento, dar escola e outras coisas do gênero. É preciso esclarecer como fazer isso. Quanto aos casos de corrupção, desvios e outros malfeitos, é só garantir que o Ministério Público e a Justiça terão total liberdade para apurar e punir os responsáveis. Nada mais.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br
São Paulo

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NOVO BRASIL

Um novo Brasil está surgindo. A corrente verde-amarela que nasceu da virada de Aécio no primeiro turno cresce com a força da torcida frustrada pelo 7 x 1 e sufocada pelo vermelho-sangue da corrupção, da mentira e da inflação, para dar lugar, no dia 26, a um novo ciclo de desenvolvimento e união de todos os brasileiros. Os ideais de Aécio e de Marina se fundem numa espada capaz de cortar o mal pela raiz e semear a paz e a harmonia entre todos. Vamos juntos reconquistar a liberdade e plantar a nova semente para um futuro melhor!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br 
São Paulo

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E AGORA, JOSÉ?

Os resultados das urnas de domingo (5/10), de disputa das eleições de 2014, entre os concorrentes à Presidência da República do Brasil, provaram o quanto e até onde o Partido dos Trabalhadores (PT) da atual presidente Dilma Rousseff é capaz de se utilizar da máquina do governo para manipular os dados das pesquisas de intenção de voto, no intuito de se perpetuar no poder, de forma inescrupulosa, e no afã de querer derrubar os seus principais adversários políticos a qualquer custo. Onde estão os dados que até então apontavam o candidato do PSDB, Aécio Neves, bem abaixo da candidata Marina Silva, do PSB? Ficou clara a intenção descarada de derrubar o candidato Aécio Neves e de tentar ludibriar o povo com um cenário bastante fictício. E mais: na reta final, vir dizer que o peessedebista estava empatado tecnicamente com Marina é blefar completamente contra a razão e a capacidade de inteligência da sociedade brasileira. Quem ainda cai nesse conto? Nem mesmo os bobos da corte ratificariam aquilo que vinha sendo apontado nas últimas “fajutas” pesquisas. E deu no que deu: Aécio mais próximo de Dilma do que de Marina, e com uma porcentagem de votos bastante expressiva. E agora, José?

Emanuel Angelo Nascimento  emanuellangelo@yahoo.com.br  
São Paulo

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MARGEM DE ERRO

Hoje é 8 de outubro, mas, considerando a margem de erro dos institutos de pesquisas (Ibope, Datafolha e outros), desejo a todos um Feliz Natal!

Wagner Monteiro wagnermon@ig.com.br 
São Paulo

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FIO DENTAL

Como diria o nosso saudoso economista Roberto Campos, pesquisa e estatística são como biquíni fio dental: mostram o supérfluo e escondem o essencial. Foi o que se viu na última pesquisa sobre eleição presidencial.

Eliezer Carlos Kfouri eliezerkfouri@hotmail.com 
São Paulo

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A DERROCADA DE MARINA SILVA

O furacão Marina Silva, do PSB, provou-se uma brisa de primavera. A candidata, após a morte de Eduardo Campos, surgiu como “salvadora da Pátria” e cresceu meteoricamente em todas as pesquisas, ao ponto de rivalizar com Dilma já no primeiro turno. Entretanto, ela não era uma unanimidade nem entre seus correligionários. A derrota é um revés histórico que se justifica na falta de sintonia entre Marina e o partido – uma relação tensa desde o princípio. Muitos erros foram cometidos. Igualmente, fragilidades de campanha e a passividade da sigla em aceitar as contundentes críticas petistas foram fatais.
 
Gabriel Bocorny Guidotti gabrielguidotti@yahoo.com.br
Porto Alegre

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AÉCIO PERDE EM MINAS

Os mineiros sempre “traíras”. Como podem ser tão hipócritas e cuspirem no prato que comem, não elegendo uma pessoa do sangue deles, da terra deles? Um absurdo! Tiradentes está revirando no caixão. Minas Gerais se esqueceu de Tancredo Neves... Que pena!

Martino Malandrino Neto martino.mnetto@terra.com.br 
Bauru

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PRECISAMOS DE MUDANÇAS

As urnas determinaram o enfrentamento no segundo turno entre representantes de partidos que ao longo dos últimos 20 anos não conseguiram reformular as estruturas do poder para serem representativas dos interesses da população. Não será desta vez – penso eu – que isso acontecerá, pelo menos por vontade própria, dados os resultados não só para a Presidência, mas particularmente para o Congresso. E assim continuaremos dependendo de representantes eleitos dentro de uma estrutura político-partidária cujo maior interesse é manter os grupos que a controlam no poder para dele usufruírem. Mas, nos últimos tempos, e particularmente este ano, vimos o início de uma movimentação política em busca de uma terceira via que nos transforme realmente numa República federativa e implemente uma democracia real no País. Cabe aguardar o amadurecimento da consciência popular de forma a que essa movimentação se transforme num movimento que force a mudança das estruturas do poder. Espero que Marina Silva, por meio do partido, que está criando, possa ser a alavanca propulsora dessas mudanças e acredito que terá mais condições para isso com o PSDB no Poder Executivo. Mais algumas semanas e saberemos se teremos um aliado ou um inimigo para essa caminhada...

Jorge Alves jorgersalves@2me.com.br
Jau

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VIVA A DEMOCRACIA!

Fantástica a frase da leitora sra. Eliana França Leme, no “Fórum dos Leitores” de 7/10: “Brasileiros, libertas quae sera tamen. Uai, we can!”. Entre todas as cartas, é a que melhor sintetiza o sentimento do momento no Brasil. E viva o Brasil e viva a democracia!
 
Pirjo Annikki Lehto-Gomes nickylehto@uol.com.br 
São Paulo

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DEMOCRÁTICOS OU BOLIVARIANOS

A fala final do candidato Pastor Everaldo no último debate (“Dilma propôs diálogo com assassinos e terroristas”) parece ter iluminado o nosso povo sobre o verdadeiro caminho por que o atual governo está levando o País. A prepotência da presidente Dilma, contrariando a Constituição, ao afagar terroristas criminosos, decapitadores de cidadãos, acendeu no brasileiro a luz amarela da percepção do caminho que o PT está impondo. Está certíssimo FHC em seu artigo de domingo, ao elencar esta eleição como a mais importante da nossa democracia, pois o que decidiremos é se vamos permanecer democráticos ou nos transformaremos em bolivarianos. A pincelada do nanico Everaldo teve um efeito gigante nesta eleição. Viva a nossa democracia!

Itacir Ferreira sassata@terra.com.br  
Espírito Santo do Pinhal

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O USO DA POBREZA DAS MASSAS

É de se perguntar: como e por que Estados como a Bahia, governado pelo PT (e continuará sendo), permanece com 50% da população vivendo à custa do Bolsa Família? Afinal, isso é ajuda ou é um curral eleitoral dos mais perversos? O mesmo há de se perguntar sobre a situação do Estado do Maranhão, com 100% dos municípios dando vitória a Dilma. Aliás, nem sequer Estado poderia ser considerado, e, sim, uma capitania hereditária do clã Sarney em conluio com o partido que se dizia dos “trabalhadores”. Pensar que essas pessoas estão condenadas ao aprisionante voto de cabresto por gente que, em vez de promover seu desenvolvimento, rouba-lhes as perspectivas de sonhar, desejar e construir seu próprio futuro. Tomara que este governo não prossiga, caso contrário, muitos destes Estados mais pobres da Federação serão sempre objeto de uso para faturar qualquer eleição e jamais lhes será permitida a saída da pobreza e daquele indecoroso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Sim, mais do que nunca o Brasil precisa mudar de direção. Mas finalmente agora temos uma luz que aponta no fim do túnel. E a esperança está de volta. 
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br  
São Paulo

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VITÓRIA SUADA DO COMUNISMO

Sarney, que sobreviveu a Stalin, Nikita Khrushchow, Leonid Brejnev, Yuri Andropov e Konstantin Chernenko, cai, finalmente, diante do Flávio Dino, do PC do B, eleito governador do Maranhão.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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A REELEIÇÃO DE FERNANDO COLLOR

Fernando Collor fez campanha com o povão. Foi reeleito senador por Alagoas perseverando, trabalhando com ardor e fé. Andou nas ruas, nas cidades, nas vilas, nos clubes, nos sindicatos. Incansável. Feliz e otimista. Sempre em contato direto com aqueles que jamais o abandonaram: o povão. Gente simples, sofrida, trabalhadora, solidária. Fernando Collor abraçou-se com todos eles. Numa fraternal e bela identidade de sentimentos. Collor sentiu no coração a ternura e o carinho que todos lhe devotam. Junto com o povo Collor também venceu o timeco torpe da intrigalhada dos venais, parasitas e maus perdedores.  Homem de têmpera forte, Collor leva no peito versos e ensinamentos de Mário Quintana: “Todos estes que aí estão / atravancando meu caminho / eles passarão / eu passarinho!”. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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ABSTENÇÕES

No país em que o direito ao voto foi conquistado a tão duras penas, votar direito é mais do que obrigatório. Por oportuno, que seja registrado o absurdo e gigantesco número de 27,6 milhões (19%) de eleitores que se abstiveram de exercer seu democrático e legítimo direito de ir às urnas no primeiro turno.

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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VOTOS PERDIDOS

Os números estampados nas primeiras páginas dos jornais dando conta do resultado das eleições do domingo darão margem a que cientistas políticos analisem a ou as causas que levam o eleitor a jogar no ralo nada mais que 7,1 milhões de votos anulados e em branco somente nas três unidades da Federação São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Sem considerar que, num universo de 142 milhões de eleitores aptos para votar, tivemos uma média de abstenções de aproximadamente 20%, o que daria um total de quase 30 milhões de votos. A quem responsabilizar, o eleitor, o sistema político ou a qualidade dos candidatos? Ou seria o sentimento de impunidade em que a polícia algema e prende e a Justiça solta, ou seria a desfaçatez desse governo do PT, que, diante dessa enxurrada de corrupção, ainda insiste em permanecer no trono, como se roubar fosse a regra. Eis a questão.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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DEPOIS DO VOTO

O processo eleitoral no Brasil continente proporciona aos cientistas políticos um quadro para muitas reflexões. Mas o eleitorado, depois de apurados os votos, tem de pensar também se votou certo, com consciência e, sobretudo, o que vai fazer para cobrar da classe política o cumprimento não das promessas, mas de programas que atendam às comunidades, e não a interesses corporativos. Em resumo, não basta votar, é preciso fiscalizar o trabalho do eleito.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br 
Santos

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MERECIDO

Enquanto elegermos candidatos como Tiririca (com todo respeito), não podemos reclamar de nossos políticos. Merecemos.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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MÁ ESCOLHA 

A cada eleição, tomando conhecimento dos nomes de alguns eleitos para deputado, senador, governador e prefeito, fico abismado com a ignorância dos eleitores, que elegem ou reelegem nomes que figuraram no noticiário por suas atitudes desonestas, nas quais transferiram dinheiro dos contribuintes para eles mesmos. Espero o segundo turno para ficar mais desesperado. 

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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O VOTO EM SÃO PAULO

O resultado das eleições de 2014 mostra bem como boa parte dos paulistas não sabe votar, são alienados, retrógrados, conservadores, ignorantes e reacionários. O Estado mais rico e mais populoso da Federação elegeu com maciça votação figuras grotescas e sinistras para o Legislativo, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Votaram no lamentável Aécio Neves (PSDB), que foi derrotado em seu próprio Estado, Minas Gerais. Apesar de todo o caos hídrico e dos inúmeros problemas que assolam o Estado há duas décadas, quase 60% dos eleitores paulistas deram um cheque em branco para o governador Geraldo Alckmin (PSDB) continuar a repetir os mesmos erros. Um horror!
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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O PT EM SÃO PAULO

Lula tem razão: enquanto o PT não acabar com a elite no Estado de São Paulo, seu partido continuará amargando derrotas por aqui. A locomotiva na mão do PT, com maquinista despreparado, com certeza descarrilaria.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com  
São Paulo

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SUFLÊ DE CHUCHU

Quando o cozinheiro (povo) é bom, um simples chuchu se transforma num delicioso suflê. Valeu São Paulo. Valeu, PSDB. Valeu, Alckmin. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br  
Americana

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VENCEDORES

Com a não eleição de Eduardo Suplicy e de Alexandre Padilha (mais uma tentativa de poste de Lula), os grandes vencedores do PT foram Marta Suplicy, Aloizio Mercadante, Ideli Salvatti e outros figurões do partido que não se arriscaram a concorrer a nada.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo  

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PROBLEMAS NA URNA

Queremos saber quais providências o TSE, na pessoa do ministro Dias Toffoli, irá tomar contra as possíveis fraudes nas eleições, pois muitos eleitores, ao apertar as teclas do seu candidato, viam na tela o número 13, e os mesários não sabiam o que fazer. Pelo Brasil afora, muitas urnas foram violadas em favor de um só partido. Alguns eleitores eram avisados de que já haviam votado, quando não tinham, e alguns não puderam votar. Precisamos saber quais providências para o segundo turno serão tomadas.

Leila E. Leitão
São Paulo

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BIOMETRIA E PARADOXOS TECNOLÓGICOS

A empresa em que trabalho utiliza, em seus relógios de ponto, a biometria. Desde sua implantação até hoje não se passou uma semana completa sem ocorrência de problemas na marcação de ponto, seja por falhas do equipamento, seja porque, como já comprovado tecnicamente, há pessoas cujas digitais têm determinadas características que impedem sua leitura eletrônica. Para estas, os fabricantes criaram cartões de proximidade. Analogamente, o banco em que tenho conta vem intensificando a instalação da biometria tanto nos caixas eletrônicos quanto nos convencionais. Com muita frequência, tenho presenciado, em ambos os locais citados, pessoas que não conseguem ter suas digitais lidas. Para estas, o banco tem permitido o retorno ao acesso tradicional, com cartão. Por fim, o Brasil inteiro tomou conhecimento, no domingo (5/10), dos graves problemas ocorridos com as urnas eletrônicas acessadas por biometria. Penso ser hora de os idólatras do “high-tech” refletirem que a tecnologia biométrica ainda não atingiu um grau de confiabilidade que permita sua disseminação generalizada. É preciso mantê-la ainda como algo experimental, associado às modalidades convencionais de acesso, que devem ser utilizadas tão logo a “moderna” (?) biometria falhe. Se essa cautela houvesse sido tomada no domingo, ao invés de se fazerem sete ou oito tentativas infrutíferas por pessoa, os eleitores de Niterói (RJ) não teriam sofrido horas de espera para cumprirem seu dever cívico. É lícito supor que muitos tenham preferido sair da fila e justificar a abstenção. Em suma, não se trata, como afirmou o presidente do TSE, Dias Toffoli, de fenômeno “análogo à compra de um carro novo, do qual não se sabe como abrir o tanque de combustível”. Trata-se, sim, de, mais uma vez, a administração pública ter demonstrado sua incompetência gerencial, por não ter levado em conta a grande probabilidade – que se confirmou – de ocorrência de falhas na biometria, prejudicando seriamente os eleitores e o processo de apuração. Ao contrário, a iniciativa privada – fabricantes de equipamentos, bancos – põe em primeiro plano o atendimento a seus clientes, pelo que criou opções – cartões de proximidade, retorno ao acesso convencional – que suprimem tais dissabores. 
 
Gil Cordeiro Dias Ferreira gil.ferreira@globo.com 
Rio de Janeiro

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EQUIPAMENTO ORDINÁRIO

Em Niterói, município onde as máquinas utilizadas na biometria causaram mais problemas, os idosos estão acostumados a lidar com estes equipamentos que já são utilizados nos ônibus há algum tempo, para controle da gratuidade assegurada em lei. Especulações como a feita por William Bonner, de que idoso tem dificuldade, não seriam uma realidade aqui, na cidade de Niterói. Ademais, dizer, como dito, que os mesários não estavam treinados também é menos verdade. Pelo menos em duas seções eleitorais, a minha e a de minha mulher, eles dispunham de lenços umedecidos, guardanapos de papel e gel para tentar fazer a leitora identificar as digitais.  O equipamento é ordinário mesmo.

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com 
Niterói (RJ)

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SANTAS CASAS E MAIS MÉDICOS

Ao assistir aos debates e às propostas dos candidatos sobre a saúde no Brasil, é inevitável lembrar do volume de dinheiro dos brasileiros que vai para o governo de Cuba. Estima-se, até o fim deste ano, que serão R$ 2,4 bilhões. Enquanto isso, as Santas Casas que atendem os brasileiros, donos desse dinheiro, agonizam com a tabela defasada do Sistema Único de Saúde (SUS). Em época de campanha, com tudo sendo gravado e registrado, será que algum político petista se comprometeria a ser atendido numa Santa Casa, caso precisasse?

Mario Issa drmarioissa@yahoo.com.br 
São Paulo

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O PIB DE 2014

A economia brasileira vai de mal a pior... O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê crescimento de 0,3% para o Brasil em 2014. Prova disso está em que, quase completados 12 anos de PT no desgoverno do País, e dona Dilma ainda continua criticando FHC. Para justificar o quê? Deve ser para tentar encobrir e transferir o desastre econômico que causou ao País. Só confirma que votar a favor da sua reeleição, desculpe, é “burrice”! Descarte a madame e apoie uma necessária e indispensável mudança para o nosso bem, votando em Aécio Neves no próximo dia 26. Para não piorar mais.
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br  
São Paulo

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MERCADO REAGE AO SEGUNDO TURNO

Não existe discurso contra fatos relevantes. Primeiro dia após eleições as ações da Petrobrás subiram 16%, fechando a Bolsa de Valores em alta. A simples previsão de não reeleição da “presidenta gerenta” Dilma já aquece o mercado. Aquele mercado que impulsiona indústrias. Que gera emprego. Que alimenta o “capitalismo selvagem”, que tanto esses bolivarianos/cubanos odeiam. Se em 2002 este mesmo mercado fugia do Brasil diante do pesadelo da eleição de Lula, hoje some caso a “presidenta gerenta incompetenta” Dilma se reeleja. Não existe mágica. O investimento corre para onde existe segurança e foge dos incompetentes.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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USO INDEVIDO DAS ESTATAIS

Parece-me um grande contrassenso o senhor Jorge Gerdau sair criticando o uso de estatais no Brasil. Este mesmo senhor não trata as coisas públicas como trata os seus bens pessoais. Ao que me consta, ele faz parte do conselho de administração da Petrobrás, ou, se não mais o faz, fazia ao tempo do “grande negócio da compra de Pasadena”, e, portanto, de três uma: 1) foi omisso e deixou a coisa passar, e não venha com lero-lero dizendo que não tinha acesso a todas as informações, como a presidente Dilma alegou. É prerrogativa do conselheiro exigir tudo o que considerar devido para aprovar ou rejeitar uma compra desta grandeza; 2) compactuou com a negociata, e aquilo não foi nada mais do que isto, se sua aprovação foi dada para a compra; 3) se ausentou da aprovação, o que é inconcebível, tendo em vista o alto salário a que faz jus por participar daquele Conselho, e ausentar-se de reunião, com tão poucas reuniões como um conselho normalmente cumpre, mostraria sua irresponsabilidade quanto às expectativas de sua atuação no trato de dinheiro público. Refiro-me a dinheiro público, pois, sendo o sócio majoritário a nossa União, não se pode dar outra natureza aos recursos aplicados pela União na Petrobrás. Afora as considerações sobre os prejuízos impingidos aos acionistas minoritários, que aqui não tratarei. Surpreende-me mais ainda que o “Estadão” (“O mau uso das estatais”, 7/10, A3), com a respeitabilidade que tem e merece, tome posição que permita a este senhor passar por arauto do bom uso de estatais, se naquela da qual faz parte do Conselho não impede uma negociata da grandeza do negócio de que aqui trato. Além disso, se as delações premiadas trouxerem a público que Dilma Rousseff, como presidente do Conselho, ao tempo da negociata, foi responsável pelo negócio, tal responsabilidade deve se estender a todos os participantes do Conselho, naquele tempo, e portanto inclua-se o senhor Jorge Gerdau no rol. Daí a minha estranheza em ver o glorioso “O Estado de S. Paulo” dar guarida à posição extemporânea deste senhor, que se assemelha a uma tentativa de se excluir das responsabilidades que lhe cabiam.

Abel de Mattos Cabral Neto abelcabral@uol.com.br 
Campinas

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