Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2014 | 02h04

Aliança

Parabéns a Marina Silva e Aécio Neves pela ponderação e pela competência com que costuraram a sua aliança. O futuro Brasil agradece.

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Marina x esquerda

Parabéns a Marina por sua corajosa decisão (de apoiar Aécio Neves). Agora entendemos algumas das razões de sua indecisão. Pelo que parece, não era de foro íntimo, mas devida a resistências radicais de seus "aliados" da Rede que agora se rebelam. Este é o grande equívoco da esquerda radical brasileira: acha que deve pagar qualquer preço para se aliar aos de esquerda, mas não quer pagar nada por um apoio suprapartidário na direção da vontade da maioria. É por esse pensamento retrógrado que a esquerda brasileira não se impõe e para sobreviver precisa enganar o povo. A questão é que o Brasil é maior do que os pensamentos isolados. Parabéns, Marina, por ter se aliado aos que querem o melhor para o Brasil, e não para si próprios.

MANOEL SEBASTIÃO PEDROSA

link.pedrosa@gmail.com

São Paulo

'Alternância de poder'

Li no Estadão que a decisão de Marina de apoiar Aécio teve como base a carta de compromisso do tucano anunciada no sábado e ela compara esse documento à Carta ao Povo Brasileiro de Lula em 2002, completando: "Aécio (...) manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002". Que absurdo Marina tomar Lula como exemplo! Como diz o ditado, o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Agradecemos o apoio de Marina, mas nos poupe da lembrança do PT.

ANTONIO M. F. NEGREIROS

tonhonegreiros@gmail.com

Piracicaba

ECONOMIA

Última medida

Informa o Estadão de domingo que o governo federal prepara uma última medida de estímulo à economia que pode ser anunciada ainda antes do segundo turno. O pacote, que combina a unificação e simplificação de dois dos tributos mais complexos do Brasil, o PIS e a Cofins, está pronto para ser anunciado e só depende de decisão da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Guido Mantega. O pacote de estímulo tributário, se implementado, somente entrará em vigor em 2015 e será o 35.º da gestão Dilma. O governo deve abrir mão de R$ 100 bilhões no ano. A medida está na gaveta desde o fim de 2012. Pergunto: se está na gaveta desde 2012, por que só agora estão com esse discurso? Parece-me tratar-se de puro desespero no início desta reta final de campanha eleitoral.

TANAY JIM BACELLAR

tanay.jim@gmail.com

São Caetano do Sul

Bolsa Família VIP

Queria saber: qual a legitimidade de um ministro demissionário preparar um pacote orientado para promover a indústria, a duas semanas do segundo turno de uma eleição presidencial em que o seu partido está em franca desvantagem?

SYLVIA FACCIOLLA

sylvia_facciolla@hotmail.com

São Paulo

Agora é tarde

Não adianta agora a sra. Dilma querer agradar aos empresários, aos universitários, aos aposentados, etc. Seu tempo acabou. Agora a sra. Dilma só agrada mesmo saindo de cena. Melhor: do País. Pegue seu banquinho e saia de mansinho. Até nunca mais! Assim seja.

M. ANTONIETA MUCCI DE ANDRADE

antonellaaltana@gmail.com

São Paulo

Cheiro de golpe

Para mim, esse tal pacote que o ministro em aviso prévio Guido Mantega está preparando para (tentar) destravar a indústria, às vésperas do segundo turno da campanha presidencial, está com cheiro de golpe. Depois de quatro anos trabalhando em tempo integral para fazer o setor regredir ao nível dos anos JK, isso lá é hora de querer mostrar serviço ao eleitor?

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

Petrolão

Dilma chamou de golpe as denúncias na Petrobrás. Alto lá! Creio que a presidente não entendeu direito: as denúncias são de um, dois, três ou sabe-se lá quantos golpes de seu partido (PT), ao amealhar porcentagens de superfaturamento. Mas golpe é também financiar empresários inescrupulosos, como Eike Baptista, com dinheiro público. Golpe é financiar a tática de criação das campeãs nacionais com dinheiro do povo, quando se poderiam estimular milhares de pequenas e médias empresas, as que mais geram empregos. Por falar em Eike, o PT é bem a cara dele, ao ludibriar incautos, quais sejam, os miseráveis (pelo partido) e os acionistas (pelo empresário). Que logo seja feita a justiça, nas urnas e nos tribunais...

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@estadao.com.br

Marília

Esclarecimento

Dilma precisa esclarecer: a roubalheira na Petrobrás é golpe de quem? Da Polícia Federal e do Ministério Público, que investigaram o assalto? Ou do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a delação premiada? Ou dos partidos do governo que se aproveitaram do "malfeito"? Ou da imprensa livre, que cumpre a sua obrigação de informar ao povo tudo isso?

PAULO T. SAYÃO

psayaoconsultoria@gmail.com

Cotia

Nas urnas

Não há nenhum golpe, nem existe clima para tal. O que há é corrupção desenfreada. E toda corrupção deve ser investigada e divulgada com absoluta transparência pela imprensa e pela oposição. O golpe no PT será dado nas urnas, no dia 26 de outubro.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Cartilhas

Na cartilha petista, quando eles dilapidam o erário, é "distribuição de renda" e quando a oposição aponta essa pouca-vergonha, eles classificam como "tentativa de golpe". Já na cartilha de quem trabalha e produz, golpe é o que o Brasil vem sofrendo desde 1.º de janeiro de 2003.

FREDERICO D'AVILA, produtor rural

fredericobdavila@hotmail.com

Buri

Saber perder

Que golpe, que nada! A elegância é saber perder e cair de cabeça erguida. É mais democrático.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

O APOIO DE MARINA SILVA

Talvez depois da redemocratização do Brasil, e lá se vão três décadas, é a primeira vez que uma autoridade política da estatura de Marina Silva, que tem um crédito eleitoral invejável de mais de 20 milhões de votos, decide não somente apoiar, mas consagrar seu voto a um candidato à Presidência da República (Aécio Neves) somente em troca de ideias ou programas. Foge, assim, a candidata do PSB das regras que infelizmente norteiam a classe política brasileira do “é dando que se recebe”. Se o tucano vencer, ao assumir o poder em janeiro de 2015, que justifique não só o apoio de Marina, mas o da maioria do eleitorado que o elegerá e faça um grande governo. Se o compositor e músico Dorival Caymmi estivesse vivo, cantaria: “Marina, morena, você se pintou de verde e amarelo”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com
São Carlos

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PELA ALTERNÂNCIA DE PODER

Minha expressão sobre o apoio de Marina Silva a Aécio Neves: Viva o Brasil!

Jose J. Rosa jjrosa1945@yahoo.com.br 
São Paulo 

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HIPOCRISIA

Aécio para Marina: “Agora somos um corpo só”. Dois fofos. Os exames não constataram Ebola, apenas perigosos sintomas do vírus da hipocrisia, do cinismo, do oportunismo, da demagogia e da farsa. O Ministério da Saúde tranquiliza a população e recomenda: para evitar o contágio do vírus Aécio-Marina, que causa náuseas, vômitos e perda da lucidez, procure manter junto ao título de eleitor comprimidos de sensatez, inteligência e vergonha na cara.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília
     
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BRASIL UNIDO

Contra a sórdida e covarde campanha petista que tenta criar a cizânia entre nordestinos e sudestinos, pobres e ricos, iletrados e estudados, o Brasil se une com Aécio e Marina contra a endêmica cleptocracia corrupta e indecente da política ora em curso. Basta! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@globo.com 
São Paulo

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ALIANÇAS E ALIANÇAS

Dilma disse não acreditar na transferência de votos, referindo-se ao apoio de Marina ao candidato Aécio, então por que a presidente faz “o diabo” para conseguir apoio de outras legendas? E se Aécio e Marina representam o retrocesso, o que busca Dilma ao se aliar a Fernando Collor, Paulo Maluf e demais partidos, a não ser votos em troca de cargos? A Operação Lava Jato está mostrando o caminho da corrupção envolvendo PT, PP e PMDB, e vem Dilma dizendo que não sabia de nada e que quer apurar? Se o governo quisesse apurar, teria deixado a CPI instalada no Congresso investigar os roubos na Petrobrás, em vez de blindar os envolvidos. Agora é tarde, por meio da delação premiada o Brasil está conhecendo como os petistas governam o País. Propina, corrupção e falcatruas. E querem mais quatro anos para quê?    

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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AVANÇO

Mesmo antes do fim do segundo turno estamos presenciando um avanço na consolidação da democracia no Brasil. Surgiu um personagem aglutinador, de posicionamento oposto ao PT, que deverá se firmar como líder. Aécio tem um comportamento aprovado pela sociedade. Além do PSB do falecido Eduardo Campos, uma série de partidos pequenos adere à sua candidatura no segundo turno, inclusive os Verdes. O PSDB será levado a uma política de sustentabilidade ambiental. Terá uma base de governo aumentada. Marina e a Rede se acomodam nesta tendência. A sociedade refuga o bolivarianismo e a subversão gramsciana, além da corrupção e da bravata sofista.
  
Harald Hellmuth hhellmuth17@gmail.com
São Paulo

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AS EXIGÊNCIAS DE MARINA

É quase um acinte Marina Silva exigir que Aécio Neves concorde com a inconveniente condição de que o programa de governo do candidato do PSDB não contemple a possibilidade de redução da maioridade penal, para apoiá-lo no segundo turno. O Brasil vive um cenário catastrófico, para dizer o mínimo, no que concerne à segurança pública, e, embora a redução da maioridade não seja uma panaceia que iria prevenir ou curar todas as feridas da sociedade, ao menos poderia inibir a ação de um grande número de delinquentes, muitos de altíssima periculosidade, e que hoje zombam da Justiça porque têm menos de 18 anos e agem como se o crime ainda compensasse. Será que, para apoiar o tucano, a ex-senadora também exigiu o ensino obrigatório do criacionismo em salas de aula? Fala-se tanto em "fantasmas do passado" e "monstros do presente", enquanto o futuro do País parece fadado ao retrocesso.
 
Flávio Guimarães De Luca flaviozeppelin@bol.com.br 
Limeira

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CARTAS NA MESA

Ficou claramente demonstrado que as exigências de Marina não eram verdadeiras e que ela não tinha tantas cartas boas quanto pensava. Marina tentou fazer valer seu programa e sua força política, mas não pegou, ela não tinha o suficiente. Aécio mostrou que não precisa dela para se eleger. Ainda sem o apoio formal de Marina, ele já estava com mais de 10% de vantagem contra Dilma.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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TEMOR SOBRE O FUTURO

O apoio de Marina ao candidato Aécio frustra os eleitores que enxergaram nela a esperança da terceira via. Como aconteceu em 2010, suas exigências não serão cumpridas e, pior, os recursos do pré-sal para a saúde e a educação correm o risco de engordar o lucro dos capitalistas após a privatização da Petrobrás. 

Yvette Kfouri Abrão m.abrao@terra.com.br 
São Paulo

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ROBERTO AMARAL

Da mesma forma que Marina Silva mostrou-se patriótica e superior a questões pessoais e político-partidárias, o presidente do PSB, Roberto Amaral, mostrou sua pequenez e rancor (“Amaral acusa o partido de traição e diz que apoia Dilma”, 19/10, A8). Parabéns, Marina. Pêsames, Amaral.
 
Luiz Nusbaum lnusbaum@uol.com.br
São Paulo

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CONTINUIDADE

Ainda bem que o presidente interino do PSB, Roberto Amaral, submisso ao PT, será substituído no comando da legenda. Sua mentalidade retrógrada não aceita apoio de seu partido, no segundo turno, a Aécio Neves (PSDB) contra a reeleição de Dilma Rousseff. É daqueles que torce para que não haja mudanças dos malfeitos deste desgoverno, não se preocupando com que o nosso país se torne uma Venezuela.

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br 
São Paulo

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ROUBO NA PETROBRÁS

As falcatruas na Petrobrás ficaram muito mais claras depois do áudio exibido nos últimos dias, que mostra quem realmente está por trás da roubalheira. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da petroleira, e o doleiro Alberto Youssef citaram por uma dezena de vezes o nome do PT e de seus coligados PMDB e PP, bem como a porcentagem que “levavam” dos contratos firmados com construtoras. E o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi acusado de ser o cuidador do milionário orçamento petista. A história se repete. Eu não sabia, eu repudio veementemente as acusações, eu nunca fiz negócios com fulano, com ciclano, etc. Mas, depois do mensalão, em que a cúpula do PT foi condenada à cadeia, eleitores estão vacinados contra essas negativas. Portanto, espero que Aécio Neves não entre no jogo sujo e desesperado dos petralhas adotando o “bateu, levou”. Basta atacar o estado lastimável em que se encontra a economia, legado maldito que a presidente Dilma deixará ao povo brasileiro. Deu certo nos Estados Unidos, quando Barack Obama derrotou John McCain, candidato de Bush, desgastado por duas guerras e pela crise financeira que atravessava a nação norte-americana. À época, um crítico de Bush disse: “Esta eleição está tão fácil que até um poste vestido de azul, cor dos Democratas, sairá vencedor”. E o “yes, we can”, de Obama, venceu o desastrado governo Bush. Aécio deve seguir esse exemplo.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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SEMPRE ELE

Vaccari Neto, sempre ele, figura carimbada em falcatruas das mais graves. E também associado a Ricardo Berzoini, outro com frequência envolvido nelas. Veja-se como exemplo o caso Bancoop, em que foram enganados e espoliados milhares de mutuários de uma cooperativa de bancários. Pagavam por apartamentos que compraram com suas parcas economias, que não lhes eram entregues, já que o dinheiro para a construção dos mesmos foi desviado ilegalmente por esses “distintos” senhores. Por esse motivo, João Vaccari virou réu por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro quando presidente dessa cooperativa. De acordo com a denúncia do Ministério Público, a Bancoop gerou prejuízo de R$ 70 milhões aos cooperados, na maior parte bancários como ele. Agora, este senhor volta às páginas de jornais envolvido neste "estarrecedor" escândalo da Petrobrás. E é exatamente este petista – figura oculta, para talvez poder agir mais livremente – que ficou no lugar de Delúbio Soares como tesoureiro do PT. Esperemos que esse tipo de pessoa seja expurgada da vida nacional a partir do próximo ano. E, assim como os mutuários da Bancoop foram lesados, no caso da Petrobrás também está sendo prejudicado todo o povo brasileiro. Não dá mais para conviver com coisas como essas.
 
Eliana França Leme efleme@terra.com.br
São Paulo

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JOÃO VACCARI NETO

Em 11/10, página A6, o “Estadão” descreveu o elemento como funcionário do Banespa. Como banespiano aposentado e roubado em nossos direitos, digo que essa figura das páginas criminais nunca trabalhou, visto que desde que foi admitido adquiriu imunidade sindical e se afastou, ganhando sem trabalhar. Enfim, o dito cujo ferrou a todos os aposentados, fechando acordo com o sucessor do Banespa e congelando nossos salários por seis anos, além de nunca nos defender quanto ao desbloqueio e venda dos títulos que garantiriam nossas aposentadorias com reajustes anuais pelo IGPDI, no valor de R$ 4,3 bilhões. Mais da metade dos colegas já morreu, e os demais – vivos, porém centenas acometidos de doenças graves – esperam por justiça. Como se diz, a lei de Deus tarda, mas não falha. O vergonhoso Vaccari pode não entender nada de Banco Banespa, mas em casos criminais (Bancoop, Petrobrás, Youssef, Paulo Roberto Costa, etc.) ele é PhD.

Valdomiro Moreira Silva valdo43@yahoo.com.br
São Paulo

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GOLPE?

Dilma Rousseff acusou a oposição de usar o caso Petrolão para dar um golpe. Escárnio! A inversão dos valores atinge mais um obsceno patamar neste desgoverno petista. Chega de mentiras! Deixemos claros os fatos: foi dado, sim, um grande golpe na Petrobrás, ao aparelhar totalmente a empresa com incompetentes e corruptos. Foi dado, sim, um golpe, com o objetivo único de arrecadar dinheiro roubado para financiar o projeto petista de perpetuação no poder. Foi dado, sim, um outro golpe, ao roubarem uma refinaria na Bolívia, sem a menor reação do governo petista à invasão militar do cocaleiro bolivariano. Foi dado, sim, um golpe na Petrobrás, presidente, mas esse golpe foi dado, durante anos, pela gentalha com que o seu partido aparelhou a empresa. E o mais estarrecedor é que a senhora nunca se indignou. 

Julius Boros
Cotia

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O GOLPE DO PT

As denúncias do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef são estarrecedoras mesmo mostrando apenas a ponta do iceberg, que começa a afundar o Titanic da corrupção do PT, partido que dizia que quando chegasse ao poder passaria o País a limpo e combateria a corrupção com dureza. “Nunca antes neste país” se roubou tanto, com a formação de uma imensa quadrilha de políticos, que faz Al Capone parecer um escoteiro. Uma máfia com o apoio, a conivência e a omissão de um governo que aparelhou todos os órgãos da República. O PT, o PMDB e o PP protagonizam a maior história de corrupção da República brasileira. Este foi o grande golpe do PT: distribui esmolas pelos ditos programas sociais, mantém as pessoas no cabresto, colore a miséria e aproveita para dilapidar as empresas estatais, como por exemplo, a Petrobrás. Enquanto tudo isso acontece, as pessoas agonizam em corredores de hospitais, são assaltadas, assassinadas em plena luz do dia, diante de uma violência que já está incontrolável até nas pequenas cidades do País. A educação pública é uma das piores do mundo, justamente para manter as pessoas na ignorância. Perdeu-se o controle total do nosso Brasil. Para financiar alguns programas sociais, este governo nos relega, aposentados, a morrer de fome e humilhação, com os "aumentos" que nos concede todos os anos. Para completar a desgraça, só falta este grupo vencer as eleições. Cadê Lula, que sumiu, ninguém sabe, ninguém viu?

José Milton Galindo galindo52@hotmail.com 
Eldorado

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ARROUBOS DEMAGÓGICOS
 
Lembrar à presidente Dilma que a oposição faz referências ao escândalo maléfico da Petrobrás desde quando veio à tona, bem antes do período eleitoral. É uma incongruência inadmissível a nossa presidente alegar que a oposição se socorre do escândalo da estatal para dar o golpe. É concretamente sabido que esse deplorável roubo de dinheiro público foi e está sendo investigado pelos órgãos competentes da Justiça brasileira. Não é possível e até indignante que um presidente, que deveria zelar com todo cuidado pelos interesses da população brasileira, possa proferir tamanho disparate. O escândalo envolvendo inúmeros políticos do partido da presidente e de outros nessa fase investigatória já deixou bem claro que políticos sem o menor escrúpulo deram, sim, um robusto golpe nas finanças das Petrobrás, a nossa principal estatal. Sabemos também que, para o retorno dessa imensa fortuna, levará muito tempo, se voltar. Presidente Dilma, por favor, pense antes de proferir absurdos. A campanha presidencial deve ser limpa, programática, sem artifícios coroados de iniquidades e de demagogia barata.
 
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br 
São Paulo

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AS OPOSIÇÕES ACORDARAM

Até pouco tempo atrás o governo Dilma elogiava as oposições. Ridicularizavam-na pelo pouco questionamento. Os tempos mudaram, as oposições acordaram. Agora, com o perigo de uma derrota rondando a porta, os dirigentes petistas lembram Getúlio, apresentam-no como mártir, elevam o tom do ódio e apelam para um golpe sonhático. Atos que desafiam a inteligência do eleitor e demonstram o desprezo que sentem pela opinião do cidadão, restringindo-o a um mero instrumento de manobra. Realmente, chegou a hora de mudar.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br 
Indaiatuba

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ESCÁRNIO

Chega ser ofensiva e me causa indignação a linha de respostas que os altos representantes do PT usam para descredenciar denúncias contra membros do partido. Mas, agora, chega à beira do escárnio. Tudo por causa da resposta irresponsável e leviana de Rui Falcão, presidente do partido. Ou ele é um completo inconsequente ou completamente ignorante ao chamar de “ilações” as denúncias feitas dentro de um processo de delação premiação. Uma burrice ofensiva. Boa parte da população sabe que denúncias feitas em delação premiada só têm validade se comprovadas. Logo, tudo o que o doleiro e o ex-diretor da Petrobrás disserem será provado. Rui Falcão não sabe de nada, inocente? 

Angelo Raposo angelo.raposo@uol.com.br 
São Paulo

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‘ROUBAR NÃO É VERGONHA’

No passado, cínicos e larápios diziam: “Roubar não é vergonha; vergonha é roubar e não conseguir carregar”. Dona Dilma, furiosa com as revelações das delações premiadas, acha estarrecedora a divulgação das falcatruas na Petrobrás, confessadas pelo “Paulinho” de Lula. Ela quis dizer: “Roubar não é vergonha; vergonha é roubar e permitir divulgar”.
 
Mario Helvio Miotto mariohmiotto@gmail.com 
Piracicaba

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CORRUPÇÃO E CAMPANHA ELEITORAL

Quase que diariamente temos novidades sobre os desfalques feitos contra a Petrobrás, porém, gostaria de saber quem vai cobrar o PT, o PMDB, o PP, os políticos envolvidos, ex-ministros, etc. e quando a devolução do que foi desviado será feita. Aproveitando, gostaria de saber também quando é que o candidato Aécio Neves vai cobrar publicamente a candidata Dilma Rousseff pelo desvio de dinheiro de Pasadena, da Refinaria Abreu e Lima, do dinheiro gasto no porto em Cuba e mostrar ao povo que ainda acredita no PT que isso, sim, rouba dinheiro da saúde e faz sumir a comida do prato do brasileiro.

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br 
São Bernardo do Campo

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CASO ENCERRADO

O criminoso foi preso, confessou o crime, devolveu os milhões roubados e a presidente Dilma continua falando que algum dia ela vai mandar investigar, que é tudo invenção da elite reacionária, tudo criação da imprensa golpista. Sem dúvida que é preciso continuar investigando os crimes praticados na Petrobrás, principalmente a responsabilidade da presidente Dilma e de sua comparsa, a presidente da empresa, Graça Foster, no monumental esquema de desvio de dinheiro e superfaturamento de obras que elas montaram na maior e mais importante empresa do País. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br 
São Paulo

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AÉCIO QUE SE CUIDE

Já sabemos que, para conseguir o que deseja, o PT faz qualquer coisa, e isso é fácil de confirmar, pois todos se lembram do que fizeram com o prefeito de Santo André Celso Daniel e com o prefeito de Campinas Toninho do PT. Esses municípios eram fontes de arrecadação que alimentavam os cofres do PT para fazer campanhas, e, como os prefeitos não admitiam desviar dinheiro em benefício de membros do partido, então resolveram eliminá-los do caminho. E assim foi feito. Portanto, Aécio que se cuide, porque eles estão determinados a não perder o poder e para isso vão passar por cima de tudo e de todos. É melhor o tucano dormir com um olho aberto. Está dado o recado.

Daniel de Jesus Gonçalves al_amachado@yahoo.com.br  
Paranavaí (PR)

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PRECONCEITO

Na semana passada, Lula, com mais uma de suas mentiras, acusou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de criticar os nordestinos, que em entrevista disse que “o PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres”, o que é uma verdade. Recentemente, em vídeo postado no Youtube, o ex-presidente Lula disse o seguinte sobre Dilma Rousseff: “A Dilma não é nenhuma nordestina, a Dilma é uma mulher bem formada, a Dilma é uma economista da Unicamp, é uma mulher que tem história”. Fora a mentira dita por Lula quanto à formação acadêmica da sua candidata e a falta de esclarecimento quanto à sua história de guerrilheira, pergunta-se: quem, então, é o preconceituoso?

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br
São Paulo

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MENTIRAS

FHC disse, com outras palavras, que o PT se finca nos mais pobres porque eles estão mal informados. Lula, aproveitando a deixa, disse – mentindo – que ele teria dito que “os nordestinos são ignorantes”. FHC nem sequer teria falado em “nordestino”. Quem pôs essa carapuça de ignorante neles foi o próprio Lula. Ato falho? Além disso, “mal informado” é uma coisa e “ignorante” é outra, bem diversa. Eu não me considero mal informado. Mas reconheço minha ignorância em muitos assuntos. Todavia, para quem disse, como Dilma, que em eleições se faz “o diabo”, mentir é o de menos. Mesmo porque Lula já disse – discursando na abertura da Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, em 10/4/2007 (conforme nos relatou Pedro Malan no “Estado” de domingo) – que “...é sempre importante a gente repetir a mesma coisa muitas vezes, até que esta coisa se torne quase que uma verdade absoluta para todos nós”. Daí as mentiras que o PT usa nesse segundo turno. A mais usada – em face dos novos escândalos que estão surgindo e relativos à destruição da Petrobrás – é a célebre frase “eu não sabia de nada”. Essas mentiras, é claro, não são de reconhecimento fácil pelos mal informados. E assim, infelizmente, têm seu efeito deletério. Em prejuízo da verdade, da ética e do País.

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br 
Ribeirão Preto

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DESINFORMADOS

Estarrecido com declarações da “coisinha do pai” que afirma que o mensalão não existiu. Então por que prenderam os caras? Bolsa Família foi coisa do PT? FHC tem razão ao dizer que quem vota na poste é desinformado.
 
Jose Roberto Palma palmapai@ig.com.br
São Paulo

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O PT EM SÃO PAULO

Lula não sabe por que tem tão baixa penetração o PT em São Paulo. Sugiro a ele que olhe o que dizem os paulistas e afins na coluna de opinião do “Estadão”. Ninguém defende, só há acusações. Isso não é significativo? Quem se informa, como diz FHC, não vota no PT. Quando os paulistanos se distraíram na eleição para prefeito, deu no que está dando.
 
Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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ATÉ QUE SEJA VERDADE

Mentir, mentir, mentir, mentir mais ainda, até a exaustão, para tentar fazer com que essas mentiras, de tanto serem ouvidas, acabem parecendo que são verdades. Essa é a única arma que a candidata petista Dilma Rousseff tem para apresentar aos brasileiros e procurar convencê-los de que o Brasil imaginário apresentado numa bem elaborada propaganda eleitoral realmente existe. Um Brasil onde todos são felizes, onde não há essa terrível inflação crescente que a cada mês engole mais o pouco dinheiro que recebemos, onde há educação de qualidade para todos, hospitais bem aparelhados, cheios de médicos e sem filas para atendimento, onde se consegue sair de casa com segurança, onde os transportes são rápidos, numerosos e confortáveis. Dilma está contando com a possibilidade de essas mentiras mais uma vez colarem para ser reeleita. Só que o número de pessoas dispostas a cair nesses engodos diminui a cada dia, já que o seu governo configurou-se como o pior de toda a nossa história e a realidade está se sobrepondo à ficção.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro   

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CARREIRA POLÍTICA

Para desqualificar seu adversário, o senador Aécio Neves, Dilma Rousseff diz que ele começou a carreira política pelas mãos de seu avô Tancredo Neves. Será que a "cumpanhera" de Lula está com Alzhemeir? Ela começou a sua pelas mãos de quem? Dilma foi premiada com o primeiro emprego público relevante em 1986, quando o prefeito Alceu Collares, a pedido de Carlos Franklin Paixão de Araújo, seu segundo marido, instalou-a na Secretaria da Fazenda de Porto Alegre. Depois de alguns tropeços e saindo do limbo em 1990, de novo pelas mãos do marido Carlos Araújo, conseguiu outro cargo com a chegada de Collares ao governo gaúcho, assumindo a Secretaria de Energia, Minas e Comunicações. Depois, Dilma impressionou o ignorante Lula, que achava que estava diante de uma competente técnica, e indicou-a ministra de Minas e Energia. Quando estourou o escândalo do mensalão, em 2005, que envolveu Zé Dirceu, Lula indicou-a para a Casa Civil. Depois, com o novo escândalo envolvendo Palocci, Lula, que não tinha a quem apelar, e mesmo que Dilma não tivesse relevância dentro do partido, impôs sua candidatura à Presidência da República contra a vontade de seus integrantes. Diante desses fatos, comprova-se que Dilma sempre foi indicada pelo dedão de alguém, e não pelos seus méritos e competência.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com  
Porto Feliz

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DESEJO DE MUDANÇA

Brasileiros, a nossa tão aguardada hora para alijá-los do poder, finalmente, chegou. Empunhemos, com destemor e galhardia, a magnífica arma que a democracia está nos oferecendo: o voto. Com ela poderemos, sem o condenável uso da violência, conquistarmos de volta o nosso tão amado Brasil. Vamos confirmar nas urnas do dia 26 que a grande maioria, expressada na soma dos votos contrários ao desgoverno que nos assola, foi a manifestação inequívoca da vontade de mudar tudo o que aí está. Os alienados ou os “inocentes úteis” que venderam sua consciência que se mudem para Cuba, Venezuela...

Rubens Guiguet Leal rubensgleal@uol.com.br
Americana

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INCENTIVOS FISCAIS

A política de incentivos fiscais divide opiniões – informa “O Estado” (12/10, A4). É ocioso discutir o que teria acontecido no País não fossem os inúmeros pacotes baixados nos últimos anos. Uma coisa é certa: criaram-se desequilíbrios, que para serem paliados requerem a aplicação de novos pacotes, e assim sucessivamente. Mais soluções pontuais, mais conflitos em potencial. Com efeito, a concessão de incentivos regionais, para dar um exemplo, serviu, nesta eleição, para motivar a acusação de que Aécio é contra Pernambuco, porque em razão de uma medida provisória do tempo de Lula II a Fiat desistiu de Minas e optou pela construção de uma fábrica em Pernambuco. A não concessão de incentivos fez a Ford – no tempo do governador Olívio Dutra (PT RS) – optar pela Bahia. Não é razoável culpar as indústrias por optar por condições mais vantajosas, no entanto é fácil ver que a reforma tributária é um assunto prioritário. A famigerada Lei da Informática com a exigência de conteúdo nacional, vetando o acesso das multis do setor, produziu um atraso cujo efeito poderia ter servido de alerta para os defensores da aplicação desse modelo falido no setor de petróleo. Uma política industrial inteligente não é o produto imediato de elucubrações de pilotos de escrivaninha, munidos de antolhos ideológicos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com
São Paulo

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CULTURA ELEITOREIRA

O pacote que a presidente Dilma pretende anunciar aos empresários às vésperas do segundo turno é infâmia descabida. Há tempo que esses empresários pedem flexibilização na cobrança de impostos para estimular a economia, o que o governo federal, do alto de sua arrogância e incompetência, sempre negou. Agora, com o caldo prestes a entornar, mudam de ideia? Basta dessa cultura eleitoreira!

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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VOZ ATIVA

Guido Mantega sempre foi, é e continua sendo figurativo e usado neste governo pelo Planalto. Agora Dilma Rousseff, por estar com a corda no pescoço com as pesquisas de intenções de votos no segundo turno da eleição, diz que pretende atenuar a reivindicação do setor produtivo do Brasil e estudar a medida de unificação e simplificação de dois tributos mais complexos do Brasil: o PIS e a Cofins. Diz ela que se reunirá com o ministro da Fazenda nesta terça-feira, em Brasília, para definir a questão, como se ele tivesse voz ativa ou influência nas decisões em geral...

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br  
São Paulo

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ADMISSÃO DO FRACASSO

Dilma provocou a demissão de 300 mil trabalhadores no setor canavieiro nos últimos seis anos (segundo pesquisa FEA-USP/RP); 70 usinas estão em recuperação judicial e 60 deixaram de produzir. A indústria de base do setor opera com ociosidade superior a 60%. São 300 os municípios paulistas que dependem da cana-de-açúcar e que convivem com a redução de suas arrecadações e, na mesma proporção, aumento das ocorrências policiais e busca de serviços de assistência médica e social. Afinal, o que ela e o PT esperavam em contrapartida a este descaso com o setor, que já foi vitrine mundial na produção de energia limpa e renovável e que tem sido empurrado para o abismo?

Ronaldo Knack ronaldo@brasilagro.com.br
Ribeirão Preto

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MANTEGA X FRAGA

No programa de Miriam Leitão na TV Globo News, dia 9/10, às 19h30, assistimos a um minidebate entre o ministro Guido Mantega (da Fazenda) e o economista Armínio Fraga, candidato ao mesmo ministério, caso Aécio Neves seja eleito. Foi um confronto entre um técnico e um propagandista.  Munido pelo seu ministério com muitos números e estatísticas, e fazendo constantes comparações entre o período de governo petista e o de FHC, senhor Mantega procurou dominar o debate na defesa de sua política. E sua desculpa pelo fraco desempenho do Brasil em todos os aspectos econômicos foi sempre a de uma suposta “crise internacional”.  Armínio Fraga, com calma e clareza, sempre enfatizou que a crise já foi debelada há tempos e que a maioria de nossos vizinhos na América Latina (e os Brics, exceto a Rússia) estão crescendo muito mais do que nós e com muito mais competência. A pergunta que gostaria que fosse feita pelo brasileiro, ao votar no dia 26, é a seguinte: em quem confiar a condução de um ministério tão importante como o da Fazenda? A um técnico competente e objetivo que visa ao interesse maior do Brasil, sem viés partidário ou político, ou a um que é mais propagandista, ideologicamente inserido em projeto de poder e hegemonia política? Que o eleitor pense bem: a economia do Brasil deve ser administrada para o bem de todos, não só para os interesses de um partido e sua visão totalitária (“bolivariana”). 
 
Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br 
São Paulo
  
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RETROVISOR

É inacreditável a compulsão dos representantes do PT em tentar denegrir o governo FHC, sob quaisquer circunstâncias. Freud deve ter uma ótima explicação. Na quinta-feira, assistindo ao debate entre Guido Mantega e Armínio Fraga, chegava a ser cansativa a tentativa do primeiro de justificar a mediocridade da situação econômica do País com as desculpas mais esfarrapadas. Ora dizendo-se vítima da “crise”, ora dizendo que a atual situação, contra todas as evidências, é muito melhor do que aquela apresentada no final dos anos 90. A única coisa óbvia era o constante olhar pelo retrovisor da história. Mesmo inquirido sobre quais as medidas econômicas a serem tomadas no caso de uma vitória de Dilma, Mantega gaguejava, espumava e perdia-se em estatísticas que nada tinham com o questionamento da jornalista. Já Fraga, além de uma postura corporal tranquila (o corpo fala), baseava-se no quadro econômico presente para fazer um diagnóstico e apresentar suas iniciativas em caso de vitória de Aécio Neves. Quanta diferença!  

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com 
Ribeirão Preto

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O BRASIL E AS EPIDEMIAS

O ministro da Saúde, ao participar de uma coletiva com a imprensa, ao invés de nos acalmar, nos deixou alarmados. Ao invés de relatar somente os aspectos formais do vírus Ebola e esclarecer os meios e práticas para evitar contaminação, resolveu fazer propaganda política, lendo uma cola de dados que consta de material para ajuda humanitária aos países que estão com a epidemia da doença. Ele se esqueceu (não é sua atribuição) de que o Brasil, quando solicitado pela ONU, já contribuiu com alimentos e ambulâncias. que o nosso “rico” país já abonou dívidas de US$ 90 milhões do Congo (governo Lula) e de US$ 120 milhões (governo Dilma). O que ele deveria estar informando, e não o fez, é que o Brasil, em caráter de urgência, vai dotar dos mais sofisticados e seguros aparelhos, roupas etc. não só os aeroportos internacionais, como também os de pequeno porte próximos das fronteiras como Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Cuba, etc. Como ele foi indicado politicamente para o cargo e não é infectologista, desconhece o problema que o Brasil teve para erradicar o vírus da febre aftosa, que acomete principalmente o gado bovino e que trouxe enorme prejuízo econômico ao Brasil. No caso do Brasil, o alerta e os meios de higiene e fiscalização continuam hoje e sempre, justamente por causa de as fronteiras não poderem ser totalmente monitoradas e fiscalizadas, em razão do tráfico de drogas ou mesmo de animais. O governo deve deixar em momentos assim a política de lado e dar mais atenção ao sofrido povo brasileiro, que não aguenta mais a incapacidade dos dirigentes deste partido político. 

Flavio Prada flavioprada39@gmail.com 
São Paulo

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LEMBRANÇA DA PESTE NEGRA

O recrudescimento do vírus Ebola na África Ocidental vem dobrando, o que indica uma total falta de condições para conter a epidemia que pode se transformar numa pandemia nos moldes da Peste Negra que na Baixa Idade Média assolou a Europa durante o século 14 e matou entre 25 milhões e 75 milhões de pessoas. A Peste Negra foi a designação dada à Peste Bubônica. Em 1918, a Gripe Espanhola afetou até um terço da população europeia. Estimou-se que essa epidemia matou de 50 milhões a 100 milhões de pessoas em menos de dois anos. A Varíola, nos séculos 18, 19 e 20, no Rio de Janeiro causou o movimento popular denominado Revolta da Vacina. E o mundo viveu ainda a Gripe Asiática, entre 1957-1958, conhecida como vírus H2N2; a Gripe Suína; a Febre Amarela; a Malária; a aids; e a tuberculose. A ciência médica tem obtido resultados exitosos, porém o inimigo na forma de vírus é insidioso e procura como proliferação as áreas afetadas pela miséria e/ou ausência de saneamento básico. O risco de o Ebola chegar ao Brasil é difícil, mas é possível principalmente se considerarmos ser precária a nossa vigilância na entrada de estrangeiros, cuidando mais das nossas fronteiras, dos portos e aeroportos e, principalmente, dos estrangeiros oriundos de Guiné, Serra Leoa, Libéria, Nigéria e Senegal, onde podem chegar a 20 mil os infectados antes que a doença seja contida.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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AJUDA HUMANITÁRIA

É absurdo o procedimento do governo brasileiro enviando toneladas de alimentos, remédios e dinheiro para países da África com surto de Ebola. Num país onde milhões ainda carecem de alimentação e tratamento médico dignos, como o Brasil, como podem os governantes fazer tal coisa? Há algum tempo lemos acerca de uma família que se intoxicou porque o pai de família trouxe para casa restos de comida contaminados, de um lixão. Na minha porta já vi uma senhora apanhar restos de pão do meu lixo. E os países ricos, como estão ajudando os africanos?
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)

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EBOLA NO BRASIL

Temos grande experiência no trato do assunto: em Brasília, “é bola” para todo o lado.

Harry Rentel harry@citratus.com.br 
Vinhedo

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O PRIMEIRO CASO

Pobre Brasil: o primeiro Nobel cada vez mais longe; o primeiro Ebola cada vez mais perto.

Marcello Menta Simonsen Nico Mentanico@hotmail.com
São Paulo

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PRÊMIO NOBEL

Quantos brasileiros há mesmo na lista? Apesar de uma injustiça com Rui Barbosa, dono daquela famosa frase sobre os políticos brasileiros, mais do que atuais na era Lula.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com
São Bernardo do Campo

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NOBEL DA PAZ

Folheando o “Estadão” de 11/10, à página A18, deparei-me com os olhos encantadores de Malala Yousafzai. Eles refletem a beleza de sua alma milenar. Está ali, naquele retrato, magnificamente estampada, a figura não de uma mocinha, mas de um espírito forjado na luta eterna do bem contra o mal, das luzes do saber contra a ignorância que ainda hoje campeia no mundo. Deus a abençoe (assim como o indiano Kailash Satyarthi). Oxalá seja ela exemplo de força de vontade para milhões de jovens, principalmente os brasileiros, que por diversas razões (entre as quais destaco a pouca importância que o governo dá à educação) estão alijados do estudo de qualidade que forma cidadãos de bem.
 
Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br 
Santos

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O TIRO DO TALEBAN

O Taleban tinha dois objetivos: eliminação de uma teimosa ativista de 15 anos pela educação de meninas, que contrariava o grupo radical e, por seu blog, narrava ao mundo sua violência no Paquistão; e dar, assim, um “aviso” para atemorizar a todos. Saiu pela culatra. Malala não foi eliminada, fortaleceu-se e transformou-se em ícone da educação em geral, da emancipação feminina, dos direitos humanos e do combate ao extremismo religioso. Todos os injustiçados do planeta lhe são gratos.

Eunice Marino eunicemarino@oi.com.br 
Guaxupé (MG)

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A REELEIÇÃO DE EVO MORALES

A reeleição do presidente da Bolívia mantém um vizinho inconveniente ao Brasil. O presidente-índio, além de nos afrontar com a invasão por tropas na refinaria brasileira em seu país, estimula a produção da coca e aumenta os riscos de entrada de drogas no País. Sua posição de chantagista pelo corte do fornecimento do gás ao Brasil é típica de um presidente que pretende se perenizar no poder utilizando o processo de domínio do Poder Legislativo nos moldes implantados na vizinha Venezuela. A democracia disfarçada da Bolívia ilude o povo desinformado e o mantém nas trevas.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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RASTEIRA

Pelo visto, o presidente Evo Morales deu uma rasteira em Dilma Rousseff e em nosso Lulinha Paz e Amor. Após receber ajuda financeira do governo brasileiro, Evo aproveitou bem a ajuda e se reelegeu presidente da Bolívia pela terceira vez consecutiva. Já Dilma dificilmente chegará ao seu segundo mandato. Coisas da vida.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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PIADA LATINO-AMERICANA

O presidente boliviano Evo Morales diz que está preocupado com a “perspectiva de baixo crescimento do Brasil e da Argentina”. Parece piada, mas não é, ainda mais dita pelo mesmo que, a troco de banana, surrupiou refinaria da Petrobrás na Bolívia e, sobre o ridículo valor pago à desapropriação, o então presidente Lula aceitou por tratar-se de um país “pobre”, coitadinhos. Portanto, ajudamos os bolivianos com nossos recursos que hoje fazem falta, diante da análise do próprio beneficiado o “cumpanheiro” Morales. É mais uma demonstração de como o petismo trata de nossos interesses entre as inúmeras decisões demagogas e calamitosas, absurdamente causando até preocupação a um “cumpanheiro” do Foro de São Paulo. E os petralhas ainda pretendem continuar nos governando. Essa é a verdadeira piada.
 
Mario Cobucci Junior maritocobucci@uol.com.br
São Paulo

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MAIS MÉDICOS

Sempre desconfiamos da formação dos cubanos do programa Mais Médicos, e, agora, a Polícia Federal começa a divulgar a situação de parte deles que, além de não possuir o diploma, jamais frequentou uma faculdade de Medicina.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com
São Paulo

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A CRISE DA ÁGUA

A propósito da reportagem “Desorganização do setor aumenta a crise da água” (13/10, A18), fica evidente que a gestão pública das iniciativas de saneamento básico e suprimento de água potável e de reúso precisa ser centralizada, observando o espírito do extinto Plano Nacional de Saneamento, que permitiu o surgimento das companhias estaduais de saneamento. Fica cada vez mais evidente a inadequação da lei do saneamento básico de 2007, a qual determinou a titularidade sobre os serviços de saneamento básico para os municípios, que ou não têm recursos para prover um serviço autônomo, quando são pequenos, ou têm seus serviços municipais de águas e esgotos aparelhados politicamente, quando são maiores, e nos dois casos fica prejudicada a qualidade desses serviços. Em Guarulhos, só recentemente foi construída pelo SAAE a primeira estação de tratamento de esgotos, e o município, que é o segundo em população no Estado de São Paulo, foi um dos maiores poluidores do Rio Tietê, além de não ser capaz de prevenir o surgimento de aglomerados subnormais, que afetam diretamente os rios e fluxos de água como o Rio Cabuçu de Cima, justamente na região do manancial Cantareira, que enfrenta a maior crise hídrica da história, o que demonstra cabalmente que o problema não é só da gestão estadual, como bradam discursos políticos oportunistas. A melhor configuração para a atividade de saneamento básico é em nível estadual, por meio de companhias de saneamento básico como a Sabesp, sob a supervisão da Agência Nacional de Águas (ANA), pois as fontes de água potável são rios interestaduais. Essa configuração, com ênfase na melhor gestão dos recursos naturais, pode permitir a essas companhias condições para exigir dos municípios que adotem medidas mais eficazes para o combate da crise atual e evitar crises futuras. Além disso, a participação das prefeituras é fundamental na gestão dos recursos naturais, evitando o populismo que facilita ocupações irregulares, a poluição e o assoreamento dos mananciais e rios existentes.
 
Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br 
São Paulo

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ECONOMIA URGENTE

Segundo matéria publicada no “Estadão”, “a seca que castiga o Sudeste e o Nordeste está próxima de fazer uma grande vítima no setor elétrico. A usina de Três Marias, construída no leito do Rio São Francisco, em Minas Gerais, pode parar de gerar energia no fim de outubro ou início de novembro”. Aí eu pergunto: o que vai faltar primeiro para os paulistas, água ou energia elétrica? Terrorismo à parte, o mais importante é a população se conscientizar de que a crise é grave, e não é culpa do PT ou do PSDB, mas, sim, da destruição do meio ambiente pelo homem. Portanto, todos nós somos responsáveis pela crise e precisamos ajudar a saná-la, contribuindo e economizando água e também ajudando a reconstruir o meio ambiente danificado.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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