Fórum dos Leitores

CORRUPÇÃO E ELEIÇÃO

O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2014 | 02h04

Petrolão

Enfim, depois de muitos anos, a "presidenta" do Brasil e ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobrás reconheceu e admitiu que houve roubalheira na estatal. Caso típico de incúria, despreparo e incompetência, para dizer o mínimo.

SERGIO DIAMANTY LOBO

diamanty18@gmail.com

São Paulo

Devolução

É, a presidente Dilma Rousseff finalmente admitiu que houve desvio de dinheiro da Petrobrás. E se, como disse, quer devolver o dinheiro roubado aos cofres públicos, basta dar uma ordem nesse sentido ao operador do desvio, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O resto é conversa mole, cinismo eleitoreiro.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Enrolação

No debate da Record, Dillma enrolou, enrolou e não respondeu à pergunta de Aécio Neves sobre a nomeação de João Vaccari Neto como "conselheiro" de Furnas, já que ele também está envolvido nas denúncias de roubos na Petrobrás. Dillma nem poderia responder, porque a ficha corrida de Vaccari é extensa, inclui até "desvio" na Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), da qual ele era tesoureiro, e responde até hoje a processo criminal pelos mais de R$ 100 milhões que sumiram, deixando na mão acima de 3 mil mutuários. Vaccari sempre foi tesoureiro dos "malfeitos" do PT e faz parte da velha-guarda que se dizia pela ética e moral. Dillma, nesse caso, também não sabia de nada? Precisa, urgente, ser demitida nas urnas!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Debate Dilma-Aécio

Candidata Dilma, estamos sofrendo sensível deterioração econômico-financeira motivada pela desvirtuada política econômica executada por seu governo: crescimento do PIB estagnado, inflação incontrolada com índices piores que os de outros países; dívida pública acima de R$ 2 trilhões; produtos nacionais não competitivos, motivando o isolamento do Brasil no comércio internacional; a Standard &, Poor's divulgou nota diminuindo a avaliação do Brasil, da Eletrobrás e da Petrobrás e ampliando a perspectiva de risco do País; o FMI divulgou que o Brasil aparece como um dos países de pior desempenho no mundo, etc., etc., etc. Perguntamos: perante essa calamitosa situação, que deixa visualizar um futuro sombrio para o nosso país, fora a substituição do atual ministro da Fazenda, já decidida, quais os planos de seu governo para restabelecer um mínimo de estabilidade econômico-financeira? Aguardamos sua resposta até o dia 26!

PABLO L. MAINZER

plmainzer@hotmail.com

São Paulo

Risco de recessão

Segundo publicado no Estadão em 16/10, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, alega haver risco de recessão em caso de vitória do candidato do PSDB. Pois bem, com a candidatura do PT realmente não há risco de isso vir a ocorrer, simplesmente porque a recessão já está aí, instalada há bastante tempo. Só o ministro não sabe de nada disso, como sói acontecer com todos os administradores petistas.

SANSÃO JOSÉ DA SILVA

sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

Herança macabra

Depois de o PT ter recebido do PSDB a economia saneada, livre da inflação de três dígitos, só derrotada graças ao Plano Real, e dizer que FHC deixou uma herança maldita, o que podemos falar da herança que Dilma deixará para Aécio, que vai encontrar a economia do País em estado terminal? Será herança macabra?

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

País sério?

Se, apesar de tudo isso que está aí, nada mudar no dia 26, é porque realmente não somos um país sério. Tomara que o nosso povo saiba escolher o melhor para o Brasil. O momento é decisivo, não comporta outro erro.

JOSÉ ANTONIO BRAZ SOLA

jose.sola@globomail.com

São Paulo

Não merece

Aécio que não se apequene, não fique na defensiva, não se deixe intimidar pelos ataques pessoais e pela tal campanha de "desconstrução" movida pelos adversários. A eleição do petista Fernando Pimentel para o governo de Minas Gerais foi um êxito eleitoral localizado, sem caráter de plebiscito sobre seus dois mandatos de governador - até porque o candidato tucano Pimenta da Veiga teve respeitáveis 42% dos votos dos mineiros, muito longe do vexame protagonizado pelos candidatos petistas em São Paulo (terra de adoção de Lula), Pernambuco (terra natal de Lula), Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, terra de adoção da presidenta. A verdade é que Aécio foi eleito em 2002 e em 2006, terminando seus oito anos de governo estadual com aprovação de mais de 90% da população; a verdade é que, em 2010, o candidato tucano Antonio Anastasia se elegeu governador e seu sucessor, agora se candidatou ao Senado e foi eleito com 57% dos votos. O que interessa, ao fim e ao cabo, é isto: julgar o governo da presidenta pelos resultados que alcançou, pelas mudanças que promoveu. E a situação do Brasil em 2014 é tão, mas tão pior do que a de 2010, sob todos os pontos de vista e por quaisquer critérios de avaliação, que não há como negar: Dilma não pôde, não quis ou não soube fazer um bom governo e não merece de modo algum que nós, brasileiros, lhe confiemos um novo mandato!

FLÁVIO CALICHMAN

ibracal@uol.com.br

São Paulo

Até que enfim...

Dora Kramer diz que o diferencial desta campanha presidencial é o fato de o PSDB - que sempre apanhou calado, não se sabe bem por que razão - reagir à altura da agressividade do PT. Até que enfim o partido, por intermédio de Aécio, discordou da finesse que marca os tucanos e resolveu aderir ao "bateu, levou"... Já não era sem tempo, não?

ELIANA PACE

pacecon@uol.com.br

São Paulo

HORÁRIO DE VERÃO

Economia x gastança

O governo divulga que haverá economia de R$ 278 milhões com o atual horário de verão. De outro lado, haverá gastança de R$ 1,5 bilhão para encher o bolso dos integrantes do Judiciário com esse imoral auxílio-moradia. Quer dizer, impõe-se um sacrifício a toda a população a fim de obter uma economia que não chega nem a um terço do que escoará pelo ralo com esse famigerado auxílio. Isto é o Brasil...

ALOÍSIO DE ARAÚJO PRINCE

aloisioprince46@gmail.com

Belo Horizonte

CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS

Só contaram para a presidente Dilma Rousseff que houve desvio de recursos na Petrobrás. Ela admitiu porque o cerco está se fechando e não tinha outra saída. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da petroleira, afirmou na delação premiada que, em 2010, o esquema de corrupção repassou para a campanha de Gleisi Hoffmann ao Senado R$ 1 milhão. Vitoriosa, Gleisi licenciou-se do Senado e assumiu o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, função que ocupou até fevereiro deste ano, quando saiu para disputar o governo do Paraná. Para entornar ainda mais o caldo, no “caderninho de anotações” do ex-diretor consta a sigla “PB 0,1”, que segundo o delator significa “Paulo Bernardo R$ 1 milhão”, ministro das Comunicações de Dilma e marido da ex-ministra. Portanto, seria muita desfaçatez continuar a dar uma de “migué”. E, na tentativa de melhorar sua imagem desacreditada, Dilma tenta engambelar eleitores ainda indecisos dizendo que o governo buscará o ressarcimento dos recursos. Será que seria por meio da contabilidade criativa? Dos roubos milionários do mensalão, do Fórum Trabalhista em São Paulo (Lalau), do INSS (Jorgina), só para citar alguns assaltos aos cofres públicos, até hoje a devolução ninguém viu.  Além dos R$ 70 milhões que o delator disse que “vai devolver”, o restante dos R$ 10 bilhões vai ficar por conta do Abreu. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí 

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TÃO DISTRAÍDO

Onde será que dormia o Chico, tão distraído, que não percebia que a “Petromãe” era subtraída em tenebrosas transações?!

César Garcia cfmgarcia@gmail.com 
São Paulo

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DEMAGOGIA

A presidente Dilma disse que houve, sim, desvios na Petrobrás. Descobriu a pólvora. Acrescentou que fará o possível para que os valores desviados sejam devolvidos à empresa. Presidente, seus colegas de partido e da base aliada que receberam dinheiro – conforme lista do ex-diretor Paulo Roberto Costa em que se constata que houve político que recebeu R$ 2 milhões – vão devolver o dinheiro? A sra. acredita nisso? Deixe de jogar para a plateia, presidente, e caia na real. Vai ser mais fácil o sargento Garcia prender o Zorro do que os políticos devolverem o que receberam. Isso é demagogia.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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HORA DE MUDAR

A manchete do “Estadão” de domingo (“Dilma admite que houve desvio de verba na Petrobrás”) deveria ser também a de segunda a domingo desta semana. Só assim muitos petistas cegos e surdos sentiriam que é hora de mudar.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br 
São Bernardo do Campo

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

Se, em 2009, Sérgio Guerra (PSDB) recebeu R$ 10 milhões para encerrar uma CPI, por que Lula não denunciou ou mandou investigar? Por que o PT não denunciou na campanha eleitoral de 2010? Por que Dilma, como presidente, não mandou investigar? Por que o acusam só agora, após a sua morte? Se foram R$ 10 milhões, de quanto seria o rombo naquela época? (Lembrem-se de que, no escândalo do mensalão, Roberto Jefferson recebeu “apenas” R$ 4 milhões!) E agora, qual é o rombo real?
 
Angela Caracik angelacaracik@terra.com.br 
São Paulo

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PROMESSA DE REFORMA

Em 2005, quando se iniciou a CPI do mensalão, o governo enfatizava a necessidade da reforma política. Após os movimentos populares nas ruas em junho e julho de 2013, outra vez o governo voltava a mencionar a tal reforma política. Agora, com o atual escândalo de propinas na Petrobrás e a alta da inflação, a presidente Dilma teve encontro com representantes de entidades (13/10) em defesa da reforma política no País, e aproveitou a ocasião para gravar imagens para serem utilizadas em sua propaganda eleitoral. É só surgirem fatos novos envolvendo “cumpanheiros” petistas, que denigrem a imagem do governo, que o Planalto já põe na pauta do dia a reforma política, para desviar a atenção da sociedade e dos meios de comunicação. Fácil, não?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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BAIXARIA EM CAMPANHA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e aí incluindo a procuradoria eleitoral, deixou as campanhas correrem soltas. Marina Silva apanhou feio, foi hostilizada por Dilma por chorar em razão de tanta agressão, e tudo bem. Agora, que a “presidenta” foi às cordas, no debate de quinta-feira, pois recebeu do mesmo veneno, o tribunal diz que vai coibir os ataques entre os candidatos. Então que se faça também em relação à candidata do PT. Só para o PSDB vai cair mal... Por outro lado, sobre a declaração do ex-diretor da Petrobrás envolvendo integrante do PSDB, já falecido, parece que faz parte das declarações sob sigilo, e não daquelas feitas em audiência, cujo processo não corre em segredo de Justiça. E aí? Que tal divulgarem tudo, e não só o que se refere ao PSDB? Alô, alô, MPF!  
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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CAMPANHA SUJA

O Tribunal Superior Eleitoral permite e tem tudo a ver com o baixo nível da campanha presidencial na televisão.

Otávio Duarte duarteotavio@hotmail.com 
Curitiba

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DEBATES MELHORES

Seria bom, principalmente para Dilma, por estar no cargo, que os debates fossem mais elevados e que se discutissem propostas de governo, em vez de ficarem querendo diminuir um ao outro. Aécio Neves, por ter construído em aeroporto em Cláudio (MG), é todo dia criticado, enquanto o governo Dilma, que construiu um porto bem mais caro em Cuba, além de metrôs e aeroportos em outros países da América Latina, do bloco chavista, tenta se justificar. Repetindo o que fez Lula em vários países da África, faz a construção – por meio de empresas brasileiras – de gigantescas obras a preços elevados, que aqueles países não teriam jamais condições de pagar e que, mais tarde, tiveram suas dívidas perdoadas por se tratarem de “pobres países”, governados por ricos ditadores. Quem lucrou? Os pobres países e as nossas gloriosas empreiteiras, que ganharam um bom dinheiro com obras por vezes superfaturadas e puderam financiar novas campanhas e pagar outras propinas. Uma verdadeira roda viva. Dilma deveria explicar o enorme rombo na Petrobrás e a queda de valor da empresa, tudo já comprovado e até pelo governo dela reconhecido; esclarecer a compra da Refinaria de Pasadena, a construção da Refinaria Abreu e Lima; mandar, como gosta de dizer, apurar tudo, sem varrer para debaixo de tapetes, e fazer levar à CPI os diretores das empreiteiras denunciadas como pagadoras de propinas, para que esclareçam de vez quem são os verdadeiros larápios. À Queiroz Galvão bastaria mostrar os documentos que comprovam ter subornado o falecido ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, como denunciado pelo ex-diretor da Petrobrás que se encontra preso, Paulo Roberto Costa.
 
Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br 
Belo Horizonte

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DEBATES SEM IMPRENSA

Os debates presidenciais têm servido pouco ao esclarecimento dos eleitores, por razões já suficientemente comentadas. A participação ativa de jornalistas, como acontecia nas eleições anteriores e ocorreu no primeiro debate, é essencial posto que temas dos quais os candidatos se poupam podem vir à luz pela imprensa. Esta poderia, se afastada indevidamente desses importantes episódios democráticos, inclusive recorrer ao Judiciário para garantir seu direito de participação, transcendente aos interesses da mídia e correspondentes às necessidades dos brasileiros e votantes. Com certeza não seria difícil, para tanto, encontrar apoio constitucional. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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SEM RESPOSTAS

Muito insossos e inúteis estes últimos debates televisivos entre Dilma e Aécio. Sempre os mesmos assuntos e as mesmas (falta de) respostas. Cria-se expectativa e, na hora de ver e ouvir dos candidatos propostas de governo necessárias, urgentes e de aplicação imediata, como correção da aposentadoria, dentre dezenas de outras injustiças, só aparecem ataques pessoais, aliás cada vez mais suaves.

Habib Saguiah Neto  saguiah@mtznet.com.br 
Marataízes (ES)

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NÚMEROS EM ABUNDÂNCIA

É tanta citação de Dilma nos debates de bilhões para cá, milhões para lá que parece que o marqueteiro é professor de aritmética.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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PERDA DE TEMPO

O debate do domingo na TV Record – fora a vergonha pelo comportamento da plateia, as vaias e palmas nas horas mais inadequadas possível, que atrapalharam o trabalho dos apresentadores e desconcentraram os candidatos à Presidência da República –, na minha opinião, foi muito proveitoso para o PSDB. Isso porque a atual presidente, Dilma Rousseff, em vez de falar do seu plano de governo, prefere direcionar o debate a uma troca de farpas e desmoralizar os governos passados para não encarar o desastre do seu atual governo. Falando em passado, vejamos: o mundo está em constante crescimento, natural que o Brasil tenha se desenvolvido. Todavia, não vamos nos esquecer da moeda que levou o Brasil a alcançar tamanho crescimento em pouco espaço de tempo, chamada real, idealizada no governo do presidente Itamar Franco, em que o presidente Fernando Henrique Cardoso foi ministro das Relações Exteriores (1992) e ministro da Fazenda (1993 /1994). Graças ao Plano Real, hoje o Brasil é a sétima economia mundial e não vamos nos esquecer do fato de que foi Fernando Henrique Cardoso quem efetivou o Plano Real no Brasil e modernizou nossa política econômica, dando-nos a chance do real crescimento, também privatizou várias estatais e ainda implantou a política neoliberal. Embora o atual governo, da presidente Dilma Rousseff, não leve em consideração todo o legado herdado do PSDB, o ex-presidente Lula aproveitou bem o legado, deu continuidade e aprimorou os projetos herdados, implantando novas formas de ajudar a população. Já o atual governo está em estado de estagnação em vários setores primordiais à cidadania, como: saúde, educação, saneamento, transporte e outros que a presidente Dilma Rousseff tema não admitir, vergonhoso mesmo é o que está acontecendo com a Petrobrás. Seu governo conseguiu levar uma das maiores estatais reconhecida mundialmente às páginas policiais, e, o pior, é tão obvia e evidente a volta da inflação que qualquer leigo em política pode constatar, basta ir ao mercado, e mesmo assim a presidente Dilma consegue negar. Em vez de falar sobre plano de governo para sua reeleição, prefere, em horário nobre, perder tempo criticando o Estado de Minas Gerais quando Aécio Neves lá governou e foi reeleito – e segundo consta deixou o governo com índice de 92% de satisfação, elogiado por ela própria na época, como mostra propaganda política. Enquanto a presidente ataca Aécio Neves para esconder o que deixou de fazer pelo Brasil, seu adversário a expõe em rede nacional mostrando o tamanho da corrupção do seu partido, o PT, e consegue desmoralizar ainda mais seu governo, quando menciona em debate o crescimento dos países vizinhos, comparado ao do Brasil.
 
Márcia Callado marciacallado@bol.com.br 
São Paulo

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DEBATE POLÍTICO E EDUCAÇÃO

Gostaria de cumprimentar o professor emérito, ex-ministro da Educação e ex-reitor da USP José Goldemberg, pelo seu oportuno artigo “A hora e a vez do ensino fundamental” (“Estadão”, 20/10, A2). Se nos debates destas eleições de 2014 a educação do País pouco tem sido discutida em termos de mudança profunda, efetiva e séria, Goldemberg, pelo contrário, nos traz importantes reflexões acerca dos baixos investimentos em nossa educação pública, se comparados aos investimentos de outros países de Primeiro Mundo bem à frente do Brasil em termos de qualidade de ensino e aprendizagem. O exemplo utilizado pelo professor de que o Brasil gasta cerca de R$ 5 mil por aluno por ano em educação fundamental, enquanto países da Europa gastam cerca de R$ 20 mil, isto é, quatro vezes mais do que nós, nos leva ainda a refletir seriamente a respeito das atuais políticas públicas e educacionais propostas pelos atuais candidatos que estão aí concorrendo à Presidência da República e aos governos estaduais. Afinal, muitos deles ainda insistem em embalar os ouvidos dos eleitores com a mesma canção, repetindo o incansável slogan a favor de uma educação de tempo integral. E aí cabe perguntar: como nossos governantes irão resolver os problemas da educação no Brasil, em tempo integral, se nem em tempo parcial até o momento foram capazes de dar conta? O atual desgoverno do nosso país, da atual presidente Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), está nos deixando como herança as elevadas taxas de analfabetismo, os elevados índices de evasão escolar, a precariedade da infraestrutura das escolas – com falta de laboratórios, falta de salas de aula mais adequadas, falta de biblioteca, falta de espaços adaptados com rampas de acesso para portadores de necessidades especiais na maioria das escolas – e todas essas questões que estão aí batendo à nossa porta e clamando com urgência para uma mudança muito mais profunda e muito mais séria. Além disso, muito tem se falado em valorizar o professor em termos salariais, mas até aqui pouco se falou em dar condições dignas de trabalho a esse mesmo professor, reduzindo a sua excessiva jornada de hora/aula com alunos e destinando 1/3 dela para que ele possa preparar melhores aulas e outras atividades de ensino que surtam efeito positivo na aprendizagem de seu aluno, cumprindo-se a Lei do Piso n.º 11.738/2008, que já teve parecer favorável do Conselho Nacional de Educação e do Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, o que falta para o País, e isso também se aplica à esfera da educação, é tratar todas essas questões de forma realista e séria, a partir do cumprimento de leis, a partir de eficiência logística, planejamento, uso producente das verbas públicas, cumprimento de metas, busca por bons resultados, mas com o pé no chão. Por isso, se há quem ainda acredite que nos falta clareza sobre a verdadeira natureza dos problemas da educação no Brasil, como bem apontou o professor Goldemberg, é preciso dizer categoricamente que a situação do ensino público no Brasil, realmente, não irá melhorar, enquanto ainda houver programas ineficientes como a “progressão continuada” – que aprova o aluno de série/ano, mesmo que este ainda não tenha dominado os conteúdos necessários – nem irá entrar nos trilhos do avanço, tampouco dar o seu tão almejado salto de qualidade, enquanto ainda houver salas de aula superlotadas, falta de valorização do ensino, falta de valorização da aprendizagem dos alunos, falta de valorização do professor em sua atuação, falta de infraestrutura adequada do espaço escolar, e, principalmente, enquanto ainda houver ideias muito atrasadas, como estas que temos visto nos discursos dos candidatos e nos debates políticos. Acorda, Brasil!

Emanuel Angelo Nascimento emanuellangelo@yahoo.com.br
São Paulo

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CAMPANHA NA TV

Como previamente avisado por Dilma Rousseff, “na eleição podemos fazer o diabo”, neste segundo turno se cumpre o prometido. Nas últimas inserções da campanha petista, o PSDB foi acusado até de planejar um golpe às instituições democráticas. Ora, será que julgam o povo brasileiro uma massa ignorante e cética, que só vê mérito e credibilidade nas palavras e ações petistas? Está mais do que na hora de o candidato Aécio declarar em bom tom quem é o golpista e explicar ao povo brasileiro, bem detalhadinho, quais são as reais intenções deste partido que quer porque quer se perpetuar no poder. Basta mencionar o controle da mídia e o Decreto 8.243, dois monstrengos que pairam no ar de Brasília à espera de uma oportunidade para serem aplicados. É preciso que os eleitores tenham conhecimento das reais possibilidades de o Brasil vir a ser uma Venezuela ou uma Argentina, nas mãos de falsos democratas. 

João M. Ventura joaomv@terra.com.br 
São Paulo

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A DEFESA DE LULA

Logo após Dilma ter “aparentemente” passado mal no debate no SBT, Lula, em campanha no Nordeste, acusou as respostas de Aécio Neves como desrespeitosas a uma “mulher”. Ora, essa mulher a que Lula se refere não é uma mulher qualquer. Ela já foi assaltante de banco, pegou em armas e serviu à guerrilha armada. Portanto, ela tem treinamento para receber respostas à altura das investidas desrespeitosas dela em campanha. Mas como no PT tudo é um método, eles estão apenas repetindo o que Lula fez com José Serra em 2002, quando este começou a responder à altura da campanha petista e Lula bradou a sete ventos que Serra era agressivo. Resultado? Serra diminuiu o tom e perdeu as eleições. Espero que Aécio não se intimide e continue, quando provocado, dando respostas à altura. Dilma aguenta!
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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PRESSÃO DE DILMA CAIU

Pelo contrario, ela subiu de 13 para 45.
 
Robert Haller robelisa1@terra.com.br 
São Paulo 

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DISCURSO DESCABIDO

Lula foi contaminado pela verborragia do dilmês e alegou que Aécio exagerou nos ataques à presidente Dilma: “Quando eu vejo um homem ser ignorante com uma mulher como ele tem sido com uma presidenta, fico imaginando o dia que ele encontrar um pobre. Ele é capaz de pisar e não respeitar”. Afinal, qual é a relação do fato que levaria Aécio a pisar num pobre, segundo quem começou as agressões forjadas com mentiras, invencionices e histórias descabidas? 

Ivan Bertazzo bertazzo@nusa.com.br
São Paulo

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MAL INTENCIONADO

Lula disse que tucano foi ignorante (sobre ataques de Aécio à presidente Dilma). Primeiro, ele não atacou a presidente. Atacou a candidata. Segundo, o que pretende Lula ao novamente tentar colocar os pobres contra as “elites”? Lula é inconsequente e mal intencionado. Nunca antes neste país alguém, em comício, como ocorreu, ou em outra arena, incitou tanto os pobres ao assim se pronunciar: “Fico imaginando o dia que ele (Aécio) encontrar um pobre na frente dele. É capaz dele pisar e não respeitar”. Responda, sr. Lula, o que pretendes? Menos, Lula, menos.

José Carlos Thomaz josecthomaz@gmail.com 
São Paulo

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PIADA
 
Em comício realizado em Manaus (AM), o ex-presidente Lula chamou o candidato Aécio de “ignorante”. Para quem já se manifestou dizendo que tem aversão à leitura, seja de livros, jornais ou revistas, chamar o candidato do PSDB de “ignorante” só pode ser admitido como uma piada de muito mau gosto.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br  
São Paulo

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O BRASIL DIVIDIDO

O desespero do lulopetismo na última semana do segundo turno resgatou antigo preconceito do PT que divide o Brasil entre “nós e eles” e que se refletiu no estereótipo atribuído a Aécio Neves como “filhinho de papai” ou, na linguagem lulista, a chamada “elite branca”. Isso tem nome e é considerado crime hediondo. Por acaso é crime no nosso país pertencer a uma família estruturada, estudar, ter uma profissão, ser protegido por aqueles que o amam? É lamentável essa obstinação em discriminar a maioria dos cidadãos brasileiros que luta por esses valores em busca de um futuro promissor. No domingo (26/10), o eleitorado brasileiro pode dar uma resposta a essa visão de mundo nefasta, votando em Aécio Neves 45.

Yara Cunha Costa yara.cc@gmail.com
São Paulo

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VENTRÍLOQUO

Como Dilma expressa em suas participações as sugestões de Lula e de João Santana para agredir seus concorrentes, como o fez com Marina e está fazendo com Aécio, e age como um boneco de ventríloquo, não há por que ser respeitada pelo fato de ser mulher, pois ela só divulga o que lhe é assoprado nos ouvidos pelos companheiros machos de seu partido. Tudo igual!
 
Leila E. Leitão
São Paulo 

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DÚVIDA

Ouvindo os pronunciamentos da candidata Dilma Rousseff e analisando suas falas, carentes de conexão, lógica e nexo, acrescidas das agressões ao seu oponente, fico na dúvida se não seria melhor trocar o seu marqueteiro João Santana pelo Joel Santana. Ganharíamos em humor e elevaria o nível da campanha, sem baixarias. Convenhamos que para Dilma, como candidata, não faria qualquer diferença.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com 
São Paulo

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ELOGIO

Lula, no auge de sua ignorância, procurar difamar Aécio, porém o elogiou ao compará-lo a Carlos Lacerda. Conheci Carlos Lacerda quando cursava o terceiro ano de Engenharia em Itajubá (MG). Ele era o ídolo dos acadêmicos de então. Estava numa campanha contra os desmandos do governo de Getúlio Vargas por meio de Gregório Fortunato, guarda-costas de Getúlio, e Dante Pelacani, líder sindicalista de então, conhecido por pelego. Qualquer senador ou deputado federal da bancada que apoiava Getúlio precisava do aval de um desses dois para obter uma audiência com o chefe. Era o chamado mar de lama que levou Getúlio ao suicídio. Lacerda, brilhante tribuno e de uma coragem inaudita, atacava o governo sem que ninguém o contestasse. Mais tarde, já formado em Engenharia, tive oportunidade de trabalhar no Rio. Morava na Praça Saenz Peña, na Tijuca. Tinha uma filha de meses e minha esposa saía todas as noites para passear na praça com minha filha. A segurança era total. Nunca se falou em assaltos, apesar de sermos vizinhos da favela do Salgueiro. Lacerda era o governador. A segurança no Rio era total. O pessoal da zona sul tinha o hábito de tomar banho de mar à noite. Lacerda acabou com a falta d’água construindo o sistema Guandu. Foi o melhor governador que o Rio já teve. É ou não é uma honra ser equiparado a Carlos Lacerda?

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com
Monte Santo de Minas (MG)

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PÂNICO NO PT
 
É o que parece. Um navio afundando e o desespero dos passageiros em busca de qualquer coisa que flutue e os salve da tragédia presente. Do gato acuado, unhas afiadas, em guarda, aptas a cutilar quem primeiro se aproximar. Imagens que demonstram o desconforto, a falta de argumentos convincentes do governo Dilma, na reta final deste pleito de 2014, cujo ponto alto é a repetição e fartura dos golpes baixos. Descontrole do afogado. A falta de coerência entre um fato e o subsequente; a “verdade” de duas faces. O lado forte do “Dilma coração valente”, foto da subversão terrorista, à frágil concorrente na contenda eleitoral. Líderes partidários, marqueteiros, reuniões no Estado-maior petista, revoada de pronunciamentos ora no tom que há muito deixou de lado a voz do Lula, paz e amor, para o da pancada e dor. Doa a quem doer nos colegas dos malfeitos aos oponentes. No mesmo dia, Lula em comício fala mais de Aécio Neves, ao citar os golpes no grau Golias desferidos contra a fragilidade da Dilma-Davi. Chega ao cúmulo de dizer que Aécio não agiria da mesma forma se o debate fosse com um homem. Desforrou em Aécio o golpe baixo que lhe desferiu Collor. Completa: “A tática dele é a seguinte: vou partir para a agressão. Meu negócio com mulher é partir para cima agredindo”. No mesmo tom, a candidata Dilma em entrevista ressalta a sua condição feminina e dócil diante do que qualifica como ofensa do adversário. Quase um apelo à Lei Maria da Penha. Debilidade em negrito com viés de culpa nos comentários do adversário no debate do SBT. Ao espectador atento não pareceu isso; só rever tantas vezes quanto se quiser. A indução do mal-estar partiu da repórter. Dilma queria continuar a entrevista, só não encontrava as palavras próprias na ordenação dos fatos. Às questões mal respondidas sobre corrupção em especial do mensalão com petistas na Papuda, considerados injustiçados; aplicação de recursos em Cuba, na construção do Porto de Mariel, em detrimento dos portos brasileiros, com alegado propósito de gerar empregos no Brasil, bem como o contrato de médicos daquele país, onde se paga mais àquele governo do que ao médico-trabalhador; verbas secretas do BNDES; corrosão-corrupção da Petrobrás nunca antes vista neste país, o órgão que regula o mercado financeiro dos Estados Unidos está investigando se as denúncias sobre tal patrimônio do brasileiro infringem a lei americana anticorrupção e prejudicam os acionistas da empresa com ações em Nova York. O reforço à denúncia de que o então presidente do PSDB, Sergio Guerra, tenha recebido propina para neutralizar a CPI de Petrobrás em 2009, reconhece a veracidade dos fatos em maior vulto de recursos escusos destinado ao PT. Por outro lado, fica a indagação sobre a participação do mencionado político, pois morto não pode se defender. Mesmo que a corrupção tenha ocorrido, se torna difícil de aceitar o poder que tinha o acusado de influir no resultado da investigação. A CPI foi criada, como consta em registro do Senado Federal, nos termos de requerimento de autoria do senador Álvaro Dias, do PSDB, e outros senadores, com objetivo de apurar irregularidades envolvendo a Petrobrás, com indícios de fraudes nas licitações para reforma de plataformas de exploração de petróleo; graves irregularidades nos contratos de construção de plataformas; indícios de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco e outras mais. Dos 11 membros, 3 eram de oposição. A CPI terminou em pizza. Irresistível rolo compressor do governo. Perder a eleição é um risco e o rebu se justifica entre os “cumpanheros”.  

Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com 
Campo Grande (MS)

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PARA LEMBRAR

Não é preciso ir longe: para aniquilar ou rejeitar o lulopetismo e votar consciente, basta apenas o eleitor esclarecido lembrar os seguintes fatos: Petrobrás/Pasadena, PEC 37, Porto de Cuba e o famoso mensalão, conhecido por todos os brasileiros.

João Rochael jrochael@ibest.com.br
São Paulo

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TROCA DE GOVERNO

O lulopetismo teve a sua chance e dilacerou o País. Chegou a hora de o povo brasileiro fazer um download deles para a História e voltar a pensar em crescimento, saúde, educação e, principalmente, um pouco mais de moralidade.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com 
São Paulo 

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UM NOVO FÜHRER

Esta campanha eleitoral serve para entender como aconteceu a ascensão de Hitler na Alemanha. Primeiro, é necessário que haja uma frustração intensa na sociedade e que essa situação seja canalizada por setores da imprensa para o ódio a uma ideologia e ou a uma parte da população. No caso da Alemanha, o ódio foi conduzido contra o comunismo, pois o país era administrado por um partido nominalmente socialista, o PSDA, embora não tivesse o domínio total do poder e para a população judaica. No Brasil estamos em situação parecida. A sociedade brasileira vive uma grande frustração pelo fato de estarmos imersos na grande crise mundial financeira de 2008 (na Alemanha foi a quebra da Bolsa de Nova York em 1929) e, evidentemente, o governo não poder fazer milagres; além disso, existe uma grande frustração contra o PT do ponto de vista ético e moral, por usar os mesmos métodos dos outros partidos. Aí surge um movimento nazista que canaliza essas frustrações e outras mil para o ódio contra o PT e contra nordestinos. E não são os petistas que inventaram isso. Não que eles sejam anjos, mas é que os cabos eleitorais de Aécio Neves fizeram esse serviço para eles. É só olhar os blogs dos eleitores de Aécio e o discurso da maioria dos políticos do PSDB e do DEM, contra o Bolsa Família e os nordestinos beneficiários dela, para ver de onde parte essa campanha de ódio. E para completar, é a jogadora de vôlei Ana Paula, no programa de Aécio, que dá o grand finale: “Só estava faltando o líder para nos conduzir” (o Führer). A analogia é completa. E aonde nos levará o Führer Aécio? Hitler levou a Alemanha a uma guerra e os alemães trabalharam como escravos numa economia de guerra durante 10 anos para alimentar essa guerra. Pelas declarações eufemísticas do nosso Führer, medidas impopulares, parece que ele quer nos levar também a uma economia de guerra, não para sustentar uma guerra, mas para alimentar a saída da crise dos EUA e da União Europeia. Os banqueiros de lá não se contentam mais com os ganhos que obtêm no governo Dilma e querem muito e muito mais, e para isso financiam um sociopata no Brasil capaz de cometer esse desatino. Mas o mais grave é a colaboração não tão sutil de certos setores da imprensa (como em Hitler) na construção desse ódio. Os jornalistas brasileiros jamais poderiam apoiar isso, pois a pequena amostra que Aécio deu, de como se censurar imprensa e a internet e perseguir jornalistas, já mostra o que ele será capaz de fazer quando chegar a presidente. A vítima poderá ser qualquer um de nós.

Francisco J. Duarte de Santana franssuzer@gmail.com 
Salvador 

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ÓDIO À DEMOCRACIA

Ódio (19/10, A3) tem o PT de nossa ainda frágil democracia com seus Decreto 8.243, propostas de destruição do jornalismo independente e apoio internacional às piores ditaduras. Caras e bocas de Dilma – o olhar apaixonado e submisso nas suas fotos dirigido ao tirano de Cuba, e seu olhar de ódio, carranca e boca torta dirigidos à chanceler da democrata Alemanha na Copa – já demonstraram a todos brasileiros a escolha da elite petista a qual modelo de país o PT deseja levar o Brasil. Pregação do ódio e da luta de classes por Lula esclarecem esse objetivo. Com certeza, todos os brasileiros preferem que nos tornemos uma Alemanha de hoje, e nunca uma Cuba. A esperança é de que essa ameaça do minoritário PT seja revertida por todas as regiões juntas votando em uníssono contra a incompetente Dilma Rousseff – garantindo, assim, a alternância de poder e a sobrevivência da democracia. 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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O VERMELHO NA GAVETA

A quem os petralhas pensam que enganam trocando as camisas vermelhas pelas de cor verde, amarela azul e branca?! E dona Dilma trocando a tradicional bata vermelha à Mao?

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com  
Pirassununga

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UM MINISTÉRIO PARA DILMA

Um passarinho me contou que no último debate antes do segundo turno, na TV Globo, a candidata petista irá apresentar seu novo Ministério, caso vença as eleições (pouco provável), com os seguintes indicados: Fazenda, Fernando Collor de Mello; Casa Civil, Erenice Guerra; Planejamento, Gleisi Hoffmann; Justiça, José Dirceu; Relações Institucionais, José Genoino; Educação, Lula da Silva; Tesouro, Delúbio Soares; Relações Exteriores, Eduardo Suplicy; Reforma Agrária, João Pedro Stédile; Cidades, Renan Calheiros; Agricultura, José Sarney; Defesa, Sergio Cabral. E, no Banco Central: Paulo Roberto Costa. Os demais ministérios serão preenchidos por indicações do PT, PMDB, PR e demais partidos da coligação “Muda Brasil, governo novo”. Portanto, caso vença a eleição, o Brasil terá um governo de peso – e que peso.
  
Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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GASTOS COM SAÚDE EM MG

Importante o candidato Aécio Neves mostrar que o valor aplicado em saúde, mesmo tendo sido inferior ao exigido legalmente, foi, não só por competência, mas, principalmente pela honestidade no uso do dinheiro público, infinitamente mais eficiente que os gastos feitos pelo governo petista, que desvia a fatia maior para os partidos da base governista e seus corruptos: muito fácil destinar recursos para a pasta, como exige a lei, e superfaturar todas a obras e compras, prática dominada pelo PT.

Paulo Ruas pstreets@terra.com.br  
São Paulo

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INFLAÇÃO E DESEMPREGO

Dilma está propagando que Aécio vai acabar com a inflação à custa de emprego. Aécio deveria provar, com números, que a inflação é o que gera desemprego. Onde estão os marqueteiros nesta hora? Não sabem que um dos piores pesadelos dos brasileiros é, justamente, ficar desempregado?
 
Maria do Carmo Zaffalon Leme Cardoso mdokrmo@hotmail.com 
Bauru

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OLHANDO PARA TRÁS

Os petistas procuram dar muito mais importância aos acontecimentos da época de FHC do que aos fatos de hoje, porque estão envolvidos neles.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com 
Campinas

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MASSA DE MANOBRA

Ao ver a declaração de Chico Buarque no programa eleitoral como apoiador, eleitor e militante da reeleição da presidente Dilma, dizendo que na eleição presidencial passada “votou na Dilma muito por causa do Lula e que nas eleições de agora votará na Dilma por causa da Dilma”, reflete bem a cabeça e o modo de pensar rígido, radical e inflexível do petista, pois, se o enviado de Deus na Terra Lula da Silva recomendar votar num camelo, certamente todos os petistas, como massa de manobra, votarão sem questionar tal decisão. Absolutamente ilógico e ridículo.

Luciano de Paoli lpaoli@uol.com.br 
São Paulo

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COISAS DA VIDA

“No fim da estrada (eleições) começa uma grande avenida. No fim da avenida, existe uma chance, uma sorte uma nova saída!”. Composição: Rita Lee. Adaptação: povo brasileiro.

João Pacheco de Souza Amaral Filho imobiliaria.projeto@hotmail.com 
Jaú 

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EDUARDO JORGE

Muito simpática a crônica “Segura o homem” (20/10, C8). Considero igualmente o Eduardo Jorge um político honesto e coerente com seus princípios. Apenas lamento a sua "distração", que, para mim, é relevante: não se certificar da sua naturalidade. Passa a impressão de que não leu inteiramente a sua biografia. Apesar de ter-se erradicado em São Paulo, ele não é baiano, mas paraibano. P.S.: tenho esperança de que ele seja convidado a fazer parte de um governo Aécio.

Airton P. Cesar airlou@gmail.com 
São Paulo

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A CRISE HÍDRICA EM SP

No dia 8 de fevereiro deste ano, durante o café da manhã e a TV ligada em noticiário, assisti a uma entrevista feita no Reservatório Paiva Castro, que fica entre Mairiporã e Franco da Rocha, na qual o engenheiro Paulo Massato, da Sabesp, ao ser questionado pelo repórter sobre o que já se comentava de um possível racionamento de água no futuro, em face das poucas chuvas da estação e como a reserva de água do Sistema Cantareira naquela data estava com apenas 29% de sua capacidade, ele disse não existir tal hipótese porque a estação chuvosa que iria até fins de março poderia repor os níveis de segurança operacional. Naquele mesmo dia eu enviei a este jornal um e-mail com um texto que foi publicado no “Fórum dos Leitores” em que comentava sobre ser apenas 1/3 do volume ideal existente no sistema Cantareira e acreditava que os técnicos da empresa já recomendavam que, se não começasse um racionamento, pelo menos deveriam ser tomadas medidas como avisos na mídia para os consumidores não desperdiçarem água e multar quando do uso comum de lavar calçadas e carros, mas pensava que tais medidas talvez não fossem tomadas por medo de prejudicar o governador Alckmin em campanha eleitoral. Neste caso, cobrava dele uma posição, porque quem quer ser líder não pode ter medo de tomar decisões. Infelizmente, não foram tomadas as medidas e algum tempo depois, sem a esperada contribuição natural das chuvas, que não vieram, e o Cantareira já dispondo de apenas 22% de reservas, em face da nova entrevista, soubemos que mesmo assim ainda não tomariam as medidas que naquela altura já deveriam ser tomadas, de racionamento. Se naquele início de fevereiro e com apenas 1/3 de volume normal do Cantareira fossem tomadas as medidas restritivas de uso da água, hoje estaríamos sentindo os problemas da falta de chuva, mas a população não teria desperdiçado água e poderíamos ter um pouco mais de esperança com a próxima estação. Se as chuvas vierem dentro dos parâmetros esperados, é bom lembrar que, mesmo assim, será necessário mais de uma temporada com médias históricas de contribuição natural para recuperar totalmente os níveis operacionais seguros do Sistema Cantareira. Cabe à Sabesp a continuação das medidas para evitar desperdício da água e, junto com o governo do Estado, buscar novas fontes para diminuir a dependência do Cantareira. Mas, como não há mais de fontes de água doce próximas a São Paulo, temo que no futuro seja necessário captar água salgada na baixada santista, converter para doce, tratar e bombear para a capital. 

Laércio Zannini arsene@uol.com.br 
São Paulo

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DISCURSO DA ECONOMIA

Exmo. senhor governador Geraldo Alckmin, enquanto o senhor vier a público dizer que “tem água, sim, aqui e ali e não vai acabar”, vou continuar vendo meus vizinhos lavando a calçada de suas casas, seus carros e regando suas plantinhas sem o menor constrangimento, fora aquilo que não posso ver. A multidão é burra. Dá para mudar o papo da água? O senhor já ganhou!
 
Moacyr Ferrazzini Junior moacyrferrazzinijr@uol.com.br 
Guarulhos
 
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SITUAÇÃO CALAMITOSA E SEM PERSPECTIVAS

O caderno “Aliás” de domingo (19/10), sob o tema Vidas Secas, apresentou três matérias sobre as consequências do aquecimento global e as mudanças climáticas. Li com especial atenção a assinada pelo sociólogo professor emérito da USP José de Souza Martins, sob o título “Água deu, água leva”, em que ele trata das consequências dos “grupos sociais que não desenvolveram uma cultura que lhes permita administrar a complicada relação da sociedade com a natureza”. E acrescenta ainda o sociólogo: agimos ao contrário das populações agrícolas que a conhecem muito bem e sabem das consequências de não respeitá-la e têm a sabedoria de conviver com ela em harmonia. E o caso de nossa cidade, na qual nos acostumamos ao longo dos anos a acabar com a mata ciliar dos nossos rios, transformá-los em esgotos e depois enterrá-los para não vermos a sujeira que produzimos. Também nos acostumamos a desperdiçar a própria água, como se a natureza tivesse a obrigação de nos suprir ao nosso bel prazer e que poderíamos emporcalhar e desperdiçar suas dádivas. Faz tempo que técnicos e cientistas vêm alertando as consequências do desrespeito à natureza existente aqui, em São Paulo, onde as árvores, elementos essenciais à nossa subsistência, vão sendo abatidas uma a uma, para se erguerem espigões ou realizarem obras públicas de duvidosa valia. Enquanto a Organização Mundial da Saúde preconiza que cada cidade deve dispor de uma área verde de 12,5m² para cada habitante, São Paulo, em 2011 dispunha de somente 2,5m²/hab. de área verde.  Hoje, depois da administração Kassab, a situação deve ter piorado bem mais. Em consequência dessa estupidez, atualmente morrem mais de 4 mil paulistanos por ano somente em razão da poluição do ar. Pois bem, depois de ler o “Aliás” e as matérias ali contidas, me deparo hoje na seção “SP Reclama – Cidadão de Olho” com foto da “Revitalização do Largo do Paissandu” obra atual da prefeitura. As primeiras vítimas de mais essa maravilha da administração Haddad foram as duas árvores adultas que foram cortadas para a tal revitalização. Ora, uma cidade com carência de área verde e suas consequências e que ainda assiste à queda de suas árvores adultas a cada temporal não pode se dar ao luxo e muito menos o prefeito de plantão de autorizar tal absurdo, para em seu lugar colocar bancos para as pessoas e outros equipamentos quetais que jamais terão a importância das árvores derrubadas. Provavelmente virão com a tradicional e cínica argumentação usual de que em lugar delas serão plantadas quatro mudinhas, as quais, se não fenecerem por falta de cuidados, como acontece a miúde, só irão substituir de fato as que foram derrubadas daqui a 20 anos. É mais uma demonstração, ainda que pequena, de que apesar da dramática situação atual, as nossas autoridades não estão à altura para reverter a triste realidade.
 
Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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FALTA D’ÁGUA E O CÓDIGO FLORESTAL

Vejo a presidente Dilma tentar utilizar a falta de água como arma política contra Aécio Neves na campanha eleitoral, e, nos noticiários, várias matérias responsabilizando o desmatamento como causa da bolha de ar quente e da falta de chuvas no Brasil. Este desmatamento foi acelerado com o novo Código Florestal criado e aprovado pelo governo petista. Neste período, pouco foi feito em termos de política de água e energia, com um futuro incerto de racionamento de água e energia. Dilma, com certeza, de nada sabia.

Hugo Hideo Kunii hugo.kunii@terra.com.br
Campinas
 
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DESRESPEITO AO MEIO AMBIENTE

O espelho d’água da lagoa Rodrigo de Freitas tem sido alterado ao longo dos anos. Parece que as pessoas não podem ver um espaço vazio que querem ocupá-lo e, se puderem, “entulhá-lo” com traquitanas e monstrengos. Este espaço nobre da zona sul do Rio de Janeiro, de invejável beleza cênica, pouco a pouco está sendo alterado e agredido por aterros, uso de máquinas, trambolhos e despejos de esgotos irregulares. Acrescente-se a isso a teimosia de não cuidar do entroncamento do canal do Jardim de Alah, único e derradeiro contato com o mar para renovação de suas águas e desova de peixes. Lamentavelmente, agora inventaram mais uma inovação: arquibancada sobre a superfície para cerca de 10 mil espectadores assistirem às competições de remo. Isso é um acinte ao meio ambiente, à população, à legislação e um desrespeito àqueles que gostam da cidade maravilhosa.
 
Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com
Rio de Janeiro

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HORÁRIO DE VERÃO

No sábado iniciou-se o horário de verão. Presumo, pois, que se José Sarney, o criador dessa lei, tivesse de se levantar às 4 horas da manhã para pegar no cabo do facão para cortar cana, tenho certeza de que ele não teria aprovado a lei.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com 
Jandaia do Sul (PR)

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TEATROS AMEAÇADOS

Lamentável a situação de penúria e a ameaça de despejo que sofrem vários teatros de rua, em São Paulo. Teatro é cultura e arte e deve ser preservado e cuidado pela sociedade e pelo poder público. Sem patrocínios e acossados pela especulação imobiliária e pela falta de público, muitos já fecharam as portas, em evidente empobrecimento da vida artística e cultural da cidade. Desperdiça-se tanto dinheiro em bobagens no Brasil, enquanto os nossos teatros de rua estão abandonados e jogados à sua própria sorte. É preciso uma política pública cultural de proteção, fomento e incentivo ao teatro de rua. País sem cultura e arte é país sem futuro.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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LAMARCA, DE DESERTOR A CORONEL

Sobre a autorização da Justiça para a promoção do sr. Carlos Lamarca – que participou de assaltos da bancos e outros –, penso que Caxias, o grande líder militar brasileiro, deva estar se remexendo no túmulo. Será essa autorização um ato justo ou mais do que injusto? Deus tenha pena de nós!

Edivelton Tadeu Mendes   etm_mblm@ig.com.br 
São Paulo

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ANTECEDENTE PERIGOSO
 
Carlos Lamarca, na época capitão do Exército, não foi um perseguido político. Simplesmente resolveu sair do Exército sem as formalidades do pedido de demissão. Cometeu crime de deserção e também furtou armas, este segundo mais grave do que o primeiro. Tais dispositivos criminais existem até hoje – e não poderiam deixar de existir –, bem como existem também em todos os países do mundo. Ao anistiar Lamarca e ainda promovê-lo, as autoridades sinalizam com o fato de que qualquer militar poderia hoje em dia, se insatisfeito com o governo ou com seu comando, desertar e até furtar armamentos – princípio da isonomia. Outras pessoas que cometeram crimes comuns, mas tinham sido servidores ou militares, também receberam anistia. O caso Lamarca não se encerrou, pois foi um Tribunal Regional Federal que lhe deu ganho de causa e há os recursos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).
  
Heitor Vianna P. Filho bob@intnet.com.br 
Araruama (RJ)
 
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FUTEBOL – DESORGANIZAÇÃO E MORTE

Aos domingos, na televisão aberta, o que mais se vê são jogos de futebol. Até aí, nada de anormal. O que é esquisito é que todos fomos avisados de que a partir de sábado (18/10), na virada da noite para a manhã do domingo, o relógio deveria ser adiantado em uma hora em razão do início do horário de verão. Com as condições climáticas de calor escaldante e secura do ar, marcam um jogo para as 16 horas. E que se dane a saúde dos torcedores e, principalmente, dos jogadores. Até nisso nosso Brasil peca no planejamento. Sem falar nas malfadadas torcidas organizadas, que no domingo protagonizaram uma emboscada e um confronto em rodovia de acesso a São Paulo com uma vítima fatal, até agora. Cabe a pergunta: cadê a escolta policial e a vigilância da concessionária da rodovia? Até quando veremos quadros dessa natureza?

Maria de Mello nina.7mello@uol.com.br 
São Paulo
 
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O ACESSO

Penso que o leitor, mormente se for desta capital, nunca refletiu sobre, e tampouco sentiu, este fenômeno denominado acesso. Não se trata apenas de subir de divisão – de onde jamais deveria ter saído –, fenômeno que Corinthians, Palmeiras, Vasco e Botafogo experimentaram num passado relativamente recente, mas, sim, sobre aquele subir de divisão incerto e ilíquido, contrário às previsões (quando estas existem), intrinsecamente ligado aos baixos orçamentos dos heroicos clubes pequenos do futebol em tempos de Major League Soccer. Humildemente, dou meu parecer que a crônica esportiva e o jornalismo sonegaram aos amigos leitores este prazer tão intenso que é a conquista do acesso, e, assim, ofereço uma breve e inicial reparação. Pois bem, acompanhei nos últimos meses a trajetória do Nacional Atlético Clube nas fases finais da Segunda Divisão do Campeonato Paulista, quarto patamar do futebol em nosso estado. Vizinho dos CTs de Palmeiras e São Paulo, o Nacional tem sua origem ligada à São Paulo Railway, uma das principais ferrovias daqui; calhou que o capital se distribuiu para os consolidados clubes da capital, deixando o NAC em divisões inferiores, mas com bons resultados ocasionais em categorias de base, como o vice campeonato da Taça São Paulo em 2005, por exemplo. Dei azar em minha primeira partida no Estádio Nicolau Alayon, na Barra Funda, 1h30 longe da minha casa: com falhas individuais e um vácuo no meio campo que se transportava aos corações dos torcedores, o Nacional foi lesionado por dois tentos pelo Mauaense. Felizmente, com uma vitória fora de casa sobre o Barretos, e uma virada em casa sobre o União de Mogi – jogo que acompanhei precariamente pelo site da Federação, visto que é desumano atravessar a cidade para ver jogos às 10 horas de um domingo – o Nacional avançou para a quarta fase do certame, a qual define os clubes que conquistarão o Acesso à Série A3 e os finalistas – vencedores dos dois grupos. Vi, apesar de uma lamentável ressaca, o Nacional inaugurar esta fase vencendo com propriedade o Olímpia por 3 a 1, e rumar positivamente em direção ao acesso. Vi meu xará Fernando, em duas pedradas angulares de fora da área mudar a história do que parecia ser um tropeço em casa contra o Grêmio Prudente. Vi um jogo bipolar contra o Primavera, igualado em zero e com alguns quase gols. Por fim, acompanhei pelo rádio via Internet, de uma emissora do interior, um empate de 1 x 1 como Olímpia, jogo no interior, garantindo as vagas para a final e o tão maravilhoso acesso. É verdade que gostaria de ter visto o instante, o piscar de olhos da conquista do acesso de perto, naquele jogo contra o Primavera de Indaiatuba, mas nada disso importa agora que garantimos a A3. Tudo o que posso dizer leitor, é que há uma magia fluida nas divisões inferiores que as linhas dos periódicos teimam em deixar para lá. Não há replays disponíveis, cada lance é preclusivo. Cada degrau subido nas arquibancadas do Nicolau Alayon renovava minha fé no futebol, como se esta fosse a Arca da Aliança; nela, um ar provinciano a cada insulto das arquibancadas; da direita para a esquerda, prédios e mais prédios em construção, um raro trecho de céu azul cinzentado e árvores dos CTs do outro lado da Marquês de São Vicente, circundavam, por cima, o estádio. Cada bola espirrada ou cena lamentável exercitava-me a faculdade do perdão desportivo. Cada berro da torcida organizada Almanac, uma descarga de sentimento e fé. Gols improváveis me alegravam mais do que os do meu amado Santos – devemos, leitor, contentarmos-nos com uma ordinária vaga na Sul-Americana ou mera presença na primeira metade da tabela? Poupo-vos de mais spoilers sensacionais, já que teremos a Final e a A3 para o leitor formar seu juízo: há bem mais do que eu já citei para ser sentido nas divisões inferiores, mas não sou desleal de tolher-vos destas descobertas. Longe dos holofotes, eis o Nacional, Hércules quasímodo do futebol profissional de nossa Capital. Pelas vitórias e conquistas em terrenos e gramados irregulares, baixos orçamentos e salários, meus calorosos cumprimentos a Bruno Silva, Sócrates, Carlão, Fernando, o Professor Carlinhos e todos os aletas do grupo! Bravo! Pelos gramados danificados da minha cabeça, que se danem as mesas táticas de Caio Ribeiro, estratégias de Mourinho e a escolinha oficial do Barcelona que fica no complexo esportivo do próprio Nacional. Ninguém que tenha visto um acesso consegue usar uma camisa do Olympique Lyonnais com coração tranquilo. Penso que uma das verdades do futebol me foi revelada: dentro do futebol, somente o acesso revela o verbo intransitivo amar. Pois amar também é exagerar.

Fernando Bezerra da Silva Filho fernando.bezerra@hotmail.com 
São Paulo

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SEGURANÇA PÚBLICA

Liberdade é pouco, o que desejo não tem nome... (Lispector). O brilhante dramaturgo Oscar Wilde dizia “o descontentamento é o primeiro passo na evolução de uma nação.” Por trás desse inegável manifesto está um dos mais gritantes alertas de segurança pública que enfrentamos em uma das mais importantes universidades do mundo, a Universidade de São Paulo (USP). Porém, vamos pensar, criminosos atuam onde existem vítimas em potencial, certo? Marginais agem de acordo com princípios de racionalidade – oportunidade e benefício versus risco. Se uma área oferece oportunidades pela deficiência na ação de vigilância, privada ou policial, há a propensão de relativa fixação criminal no local, inclusive por conhecer pessoal de apoio, vias de fuga, esconderijos e a concorrência com outros criminosos da região. Qualquer levantamento de modus operandi pode mostrar que, quase sempre, são os mesmos criminosos que estão agindo na região do Butantã. Diante dessa realidade, é um absurdo acreditar que a polícia não faz o mesmo levantamento de oportunidades no local para tomada de decisão que o criminoso faz. Essa ausência de ação preventiva traz a estranha obviedade que a segurança pública está cega diante dos problemas que estão acontecendo e diante da própria necessidade de se organizar em um novo modelo de combate, ou melhor, de paz que pode ser inserido nas políticas públicas com a ideia de prevenção. A ausência de visão de segurança preventiva e a insistência em modelos antigos de atuação operacional são responsáveis pelo aumento das infrações locais. Por exemplo, câmeras sem manutenção, patrulhamento policial randômico, e estratégias reativas em resposta ao chamado do rádio ou investigação estritamente após o fato ocorrido são parte de uma tentativa obsoleta de conter a marginalidade existente na região da USP – o foco não deveria ser no criminoso e sim na prevenção e redução de possibilidade de crime. A advertência é relevante: no campus os índices de criminalidade são de pouca utilidade prática, crescem exponencialmente e são observados apenas como título de curiosidade. A concentração de roubos, estupro, tráfico de drogas e homicídios promovem operações esporádicas e refletem soluções paliativas, de curto prazo para fatos isolados. Ao invés disso, um diagnóstico preciso e ajustes de recursos táticos para redução da criminalidade refletiriam em uma segurança local indiscutivelmente mais inteligente. A violência na USP foi contida por muito tempo embaixo de um cobertor social que caiu de cara no chão frente aos graves problemas denunciados nas últimas semanas. Entretanto, concordo que para mudar essa realidade brutal, é necessário que faltemos à prática da virtude da descrição. Hoje a prioridade é outra – lutar a favor daqueles que clamam por melhores condições de segurança, pois no instante em que se é agredido no muro da Universidade que amamos por anos, aquele momento se torna eterno – sendo eterno tudo aquilo que dura por uma breve fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica na alma. É por isso que o lápis não cala e escreve a favor de uma dor que é inevitável, mas diante de um sofrimento que é opcional. 

Bianca Miarka, remadora que desarmou o ladrão, mas que foi espancada num domingo sob os muros da USP no dia 28/9/2014 miarkasport@hotmail.com
São Paulo

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SUGESTÕES PARA O NOVO PRESIDENTE

É urgente a mudança da legislação criminal e penal, jabuticabas que só há aqui: foro privilegiado; liberdade após o cumprimento de apenas 1/6 da pena; menores (antes dos 18 anos) podem praticar crimes sem penalização. Será por que não há prisões suficientes para tantos criminosos e pela corrupção e incompetência das polícias e do Judiciário? Aqui a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes é de 22; na Argentina, 6; nos EUA, 5; e na Alemanha, 1. Aqui, quem fica preso é o cidadão: muros altos com cerca elétrica, portas e janelas trancadas e visores eletrônicos. Nos países com leis racionais, os palacetes térreos não têm muros nem grades. 

Mário A. Dente dente28@gmail.com
São Paulo

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