Fórum dos Leitores

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2014 | 02h04

Bolivarianismo e confisco

Questões que devem ser discutidas nos debates: a simpatia do atual governo pelos regimes ditatoriais, como os de Cuba e da Venezuela - com grandes empréstimos e doações -, o plano de implantação no Brasil do regime "socialista bolivariano" e o projeto petista de confisco denominado "poupança fraterna".

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

Pesquisas

A se confirmarem as últimas pesquisas, infelizmente o medo e o terror vencerão a esperança de mudança e os brasileiros que votarem no PT terão o governo bolivariano que merecem. E nós que acreditamos nas mudanças pagaremos o preço.

HENRIQUE SCHNAIDER

hschnaider4@gmail.com

São Paulo

Como a ditadura militar

O maior sofrimento não é o de um povo que jamais consolidou sua democracia, ordenou um Estado eficiente e implantou uma política efetiva de justiça e liberdade, desde seu descobrimento. É ver nossos mais sofridos irmãos manipulados por um governo inepto, desonesto e que nos levou ao desenvolvimento zero com inflação (estagflação), a muitos arremedos de instituições escolares que nos colocam nos últimos lugares em educação de qualidade no mundo e mais médicos sem menos doenças e mortes. Uma parcela deste povo de Deus se deixa enganar por camelôs da política e não tem presente que a única medida séria neste país foi o Plano Real, que, implementado por uma genial planificação, reconhecida em todo o mundo, pela equipe de FHC, permitiu que nós, advogados de sindicatos, não tivéssemos mais de pedir aos Tribunais do Trabalho algo incrível para as gerações que, felizmente, não vivenciaram essa triste quadra da nossa História: reajuste diário de salários. Sob a ferrenha oposição do PT, que agora veicula por intermédio da autoritária presidente Dilma Rousseff números frios e sem real significado, como fazia a ditadura militar que nos infelicitou por 20 anos.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Aluada

Se fizermos um somatório de todos os investimentos que a presidente Dilma alega ter feito e listados nos debates, no mínimo, daria para comprar a Lua, que seria só nossa, dos brasileiros.

EDUARDO MODOLO

eduardomodolo@yahoo.com.br

São Paulo

A visão de dona Dilma

Se o Brasil está tão bem como afirma a dona Dilma, por que a Moody's rebaixou o rating da Petrobrás? Por que a nossa dívida externa virou uma bola de neve? Por que ela mente sobre o crescente desemprego? E por que esconde os problemas estruturais das moradias do Minha Casa, Minha Vida? Haja tapete para esconder tanta sujeira!

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

Norte-Nordeste contra o Sul

Uma tendência nova e preocupante vem se manifestando na disputa eleitoral em curso: declarações irresponsáveis do ex-presidente Lula da Silva, pregando de forma clara e inequívoca a animosidade entre as regiões do nosso país. Há exatos 82 anos, durante a epopeia de 1932 (Revolução Constitucionalista), o escritor Monteiro Lobato analisava as causas do isolamento do Estado de São Paulo no seu levante contra a ditadura Vargas. Com notável senso de observação, Lobato já escrevia: "O Norte inteiro é nosso inimigo instintivo" (Lyra Neto, em Getúlio 1930-45, página 120). Esse sentimento latente é aproveitado sem nenhuma inibição pela matreirice eleitoral do líder petista, desprezando o verdadeiro milagre representado pela nossa unidade nacional. O Brasil há cinco séculos é uma nação única, com a mesma língua e com fortíssimo sentimento de pertencimento. Não se pode tolerar nenhum ataque a esse verdadeiro tesouro.

HORST H. WEVER

horst@ortopediahorst.com.br

São Paulo

Lula e o nazismo

Sou brasileiro, filho de mãe estrangeira e judia e de pai nordestino e católico, portanto, sinto-me credenciado para opinar sobre as palavras do ex-presidente Lula em Pernambuco, comparando o discurso de Aécio Neves aos do nazismo (22/10, A7). A repetição de mentiras ininterruptamente, a desconstrução de reputações sem nenhum compromisso com a verdade e a tática de apontar um grupo de pessoas para culpá-las por todos os problemas da nação são marcas registradas de Joseph Goebbels, mentor da propaganda nazista. Somado a isso, era necessário pôr todo esse conteúdo na boca de um líder popular, com um discurso incendiário, repleto de palavras e frases de efeito, com gestos amplos, fortes e agressivos, um olhar cheio de ódio e que incitasse as pessoas a uma tara coletiva, hipnotizando-as e levando-as a cometer atos outrora impensáveis - esse era Adolf Hitler. Diante disso afirmo que nunca vi nada tão parecido com a propaganda nazista como a propaganda petista e não conheço ninguém que reúna em si mais características de Hitler do que Lula.

FREDERICO D'AVILA

fredericobdavila@hotmail.com

São Paulo

Outra pérola

Além de comparar as "agressões" de Aécio com o nazismo, Lula achou importante acrescentar: "Outro dia eu disse para eles, vocês são mais intolerantes do que Herodes, que matou Jesus Cristo por medo de ele se tornar o homem que virou"...

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

Besteirol

Meu Deus, Lula não para de falar asneiras! Em Pernambuco perguntou onde estava Aécio "quando Dilma "aos 20 anos estava colocando a vida em risco na luta pela liberdade deste país". Simples: aos 7 anos de idade, ele estava cursando a primeira série do primeiro grau. E aprendendo a fazer contas, evidentemente. Afinal, Dilma é 13 anos mais velha que Aécio. Uma conta simples. Outra do "noço" guia é essa de que o rei Herodes matou Jesus Cristo. Ora, quem mandou crucificar Jesus foi Pôncio Pilatos. Herodes morreu quando Jesus tinha 2 anos! Lula nos poupe de suas lições. Por que não te calas?!ARTUR BERNARDES JUNIOR

arturbernardesjr@gmail.com

São Paulo

Mentiras

A palavra do homem, do político, as mentiras de nada valem diante da vontade maior: segunda-feira teremos um novo Brasil. Os parasitas do poder deverão tratar de outros projetos, estarão finalmente desacreditados.

CELSO DE CARVALHO MELLO

celsosaopauloadv@uol.com.br

São Paulo

LULINHA ‘GUERRA E ÓDIO’

O Lulinha “Paz e Amor” foi invenção de um marqueteiro. Por isso vemos agora o verdadeiro Lula, que é “Guerra e Ódio” (“Lula compara ‘agressão’ de rival a nazismo”, “Estadão”, 22/10, A7). Por que, quando o PT atacou Marina Silva e ela chorou, dona Dilma Rousseff disse que ela não estava preparada para governar? Então, segundo essa lógica de que “coitadinhos” não podem governar, dona Dilma tem de ser capaz de aguentar, sim, as verdades (não agressões) que ouviu do sr. Aécio Neves, senão também não está preparada para governar – o que de fato se viu nos últimos quatro anos. Lula e o PT menosprezam os nordestinos como se fossem incapazes, sem memória e discernimento e, portanto, sentem que podem proferir seus impropérios para os eleitores daquela região. Quem não quer para a democracia brasileira a alternância no poder é que é nazista e, como Hitler, quer se eternizar no poder. Este é o PT de Lula, nada de paz nem de amor, só o poder.
 
Tania Tavares  taniatma@hotmail.com 
São Paulo

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VERGONHA PARA O NORDESTE

Nazista é Lula, com estas ideias mulambentas, tentando separar brasileiros. E, mais uma vez, envergonhando o Nordeste!

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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NAZIPETISMO

A história universal é, para o bom entendedor, a memória da humanidade e escola da vida. Na Alemanha dos anos 30, existia um partido dos trabalhadores que teve como filiado extremamente militante e atuante Adolf Hitler. Esse partido veio a ser, nada menos e nada mais, o Partido Nazista, com tudo o que a humanidade viveu em seguida e que a História relata. Aqui, no Brasil, não é diferente. O PT não fala a que veio e para onde vai. Mas a realidade, segundo José Guimarães (aquele do PT-CE), irmão do mensaleiro condenado José Genoino (não poderia ser diferente), é outra: o PT quer dominar o País, mudar a Constituição, dominar todo o Parlamento e implantar aqui o nazipetismo – ou bolivarianismo, segundo Fidel Castro, Hugo Chávez e Evo Morales.

Francisco de Assiz Pieroni Pereira efepieroni@uol.com.br 
Campinas 

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UM PAÍS DIVIDIDO

Quem nunca viveu a realidade de um país mergulhado no ódio racial, que já produziu e continua a produzir milhares de vítimas inocentes, brinca com isso. A tática vil, baixa, irresponsável e nazista adotada pelo PT quer transformar o Brasil numa faixa de Gaza. Eu sou eleitor de Aécio, um mineiro, e votei em Lula, um nordestino, duas vezes. Só não voto mais nele porque vi que ele organiza vaquinhas para livrar quadrilheiros da prisão. Não voto mais em Lula porque ele podia optar entre permanecer leal aos seus eleitores ou sair em defesa dos quadrilheiros condenados do PT. Ele optou pela banda podre, pelo lado negro da força. De Jedi, Lula agora é um Dart Vader. É do mal. Só alguém do mal pode brincar com fogo desse jeito, querer incendiar um país como o Brasil, onde até os árabes e judeus do comércio da região do Saara, no centro do Rio de Janeiro, vivem em harmonia, onde moradores da zona sul do Rio de Janeiro curtem dançar forró, curtem ir ao Centro de Tradições Nordestinas com os amigos. Eu vivo num país com integração racial e me orgulho disso. Uma dúzia de imbecis que se dizem médicos e eleitores do PSDB espalhou num canal na internet sem a menor expressão ou popularidade uma dezena de asneiras, impropérios e observações preconceituosas acerca da população nordestina, em sua maioria eleitora de Dilma no primeiro turno destas eleições para presidente. Os marqueteiros do PT viram nisso uma excelente oportunidade para dividir os eleitores do País em duas metades, a saber: de um lado, os nordestinos, menos favorecidos, que votaram em Dilma, e, de outro, os moradores da Região Sudeste, uma “elite preconceituosa que votou em Aécio Neves”. Isso chegou ao absurdo de estamparem, com grande destaque, no site da campanha da candidata à reeleição, Dilma Rousseff, impropérios e xingamentos contra os nordestinos feitos por internautas. Todos sabemos que todos os sites têm moderadores e administradores que filtram e bloqueiam um lixo que só faria mal à coletividade. O PT fez exatamente o contrário: usou tais declarações como bandeira para disseminar o ódio racial e o preconceito étnico no País. Trata-se, na verdade, de uma velha tática diversionista, amplamente adotada, como todos sabemos, pela Alemanha nazista. Os resultados dessa estratégia tampouco podem ser ignorados. Aqueles que gostam de ler sobre a história do Brasil souberam que o presidente Getúlio Vargas já adotou tática semelhante, às vésperas de uma partida de futebol, fazendo entender que os argentinos representavam uma força invasora comunista, que deveria ser vencida dentro e fora dos estádios. Daí vem a velha rivalidade entre o Brasil e a Argentina, que, graças a Deus, ficou restrita ao futebol. Eu descendo, por parte de pai, de imigrantes suíços que, mesmo vivendo há décadas no Brasil, tinham de esconder sua origem e sobrenome à época da 2.ª Guerra Mundial: eram todos “alemães”. Meu pai contava o caso de uma família de comerciantes alemães que teve de fugir da fúria de populares que depredaram seu comércio e único sustento. Ao lançar mão da estratégia do ódio, os marqueteiros do PT, Lula, Dilma e a CUT, que lançou um curioso “Manifesto contra o preconceito aos nordestinos no Brasil”, mostram a que vieram: manter-se no poder a qualquer preço, mesmo ao custo do sangue, da dor, das lágrimas e da vida de inocentes. São nazistas. Caso essa estratégia deletéria do PT seja levada adiante, imaginem o que pode vir a acontecer numa disputa de futebol num estádio nordestino, entre, digamos, um time de São Paulo e um time local?  Uma pergunta aos leitores: quem é mais imbecil, mais acéfalo, mais “do mal”, Lula ou George W. Bush? O leitor deve se lembrar de que, pouco depois dos ataques às Torres Gêmeas, nos EUA, Bush apareceu em cadeia nacional para dizer que o povo árabe residente no país era um “povo amigo”, que não deveria ser confundido com os terroristas fundamentalistas que haviam perpetrado tamanha carnificina contra os civis em solo americano. E agora, já sabem a resposta? Eu vivo num país com vários ex-presidentes do Nordeste. O PT apela mais uma vez. Só que, agora, está realmente mostrando a que ponto pode chegar: adotar uma tática nazista, mais do que manjada, de dividir, espalhar, fabricar, propalar, propagar o ódio racial onde ele não existe. Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Moraes Moreira arrastam multidões, independentemente da origem. O PT quer transformar o Brasil no Oriente Médio? Agora, somos o quê? Curdos que odeiam ciganos, que odeiam os palestinos, que odeiam os judeus? A tática terrorista e perigosamente irresponsável do PT de disseminar o ódio racial deveria ser objeto de denúncia do Ministério Público. Como pode Lula dizer que São Paulo é racista? Lula, São Paulo te abraçou! O Rio te abraçou! Lula, você quer incitar o ódio no teu país, coisa que nem um moleque irresponsável seria capaz de fazer? Quem você pensa que é? Você quer que o povo acredite que nós, os 53 milhões de eleitores de Aécio, odiamos a outra metade do País? Você tem alguma noção do que você pode estar prestes a causar numa sociedade integrada racialmente e ordeira? O ódio racial é um estopim, é uma fagulha acesa por pessoas com acesso aos meios de comunicação. Lula se transformou num tipo de aiatolá que dissemina o ódio, que lucra e vive do sangue da divisão, da discórdia? Por que dar tamanha visibilidade a meia dúzia de imbecis que não representam, de forma alguma, os 53 milhões de eleitores deste país que de forma civilizada e ordeira foram às urnas votar? Estúpido, depois que o ódio racial se espalha e se transforma em caos, em guerra civil, em que irmão mata irmão, ninguém mais lembra como, quando ou por que começou! Estúpido, será que a Presidência da República, será que a continuidade do projeto de poder do PT possa valer mais do que a paz social num país que sempre se orgulhou de abrigar um povo pacífico? Estúpido, como você explica o “manifesto” da CUT, acusando 53 de milhões de brasileiros de ódio racial? Sabe por que São Paulo, que te acolheu quando você lá chegou fugindo da seca do Nordeste, não vota mais em você ou no PT? É a economia, estúpido! É a corrupção! Sua origem nunca impediu que você se transformasse num líder em São Paulo, num dos maiores que este país já teve. Sei que você não gosta de ler, então não vou lhe indicar a leitura de alguns livros que explicam a origem do nazismo, da propaganda do ódio na Alemanha, etc. Vou apenas lhe pedir que assista ao filme do homem aranha, pode ser? Então, preste atenção, ex-Lula paz & amor: com o poder vem uma grande responsabilidade. Você, Lula, que foi abençoado com o poder de mover multidões em nome de causas tão nobres, como as causas trabalhistas, sindicais, como as eleições diretas para Presidência, tenha um pouco mais de responsabilidade. Você não pode, em nome de um projeto de poder, pôr em risco a paz social no meu país. 

Mauro Nilson Figueiredo dos Santos mauro.figueiredo1@gmail.com 
Rio de Janeiro

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AGRESSIVIDADE 

Lula entra na campanha do PT e sobe no palanque agressivo e desrespeitoso como nunca. Se socorrendo de inverdades, ataca o adversário de Dilma, Aécio Neves, com todas as suas garras. Fazendo até o impossível para que sua candidata vença as eleições, o ex-presidente se exaspera em demasia e cria, assim, um ambiente ferrenho e agressivo na disputa eleitoral, incompatível com o que prescrevem os postulados da boa postura requeridos por embates em eleições.
  
Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br  
São Paulo

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O DISCURSO DE LULA

Concordo com Lula e alguns de seus pontos de vista. Por exemplo: parte da odiosa classe branca dominante doou quase R$ 250 milhões para organizações criminosas como PT, PMDB etc. Isso é um absurdo. Como é que pode a classe média consumir e pagar impostos que sustentam professores ociosos e nazistas nas universidades públicas? Quem permitiu que nos últimos quatro anos os bancos tivessem os maiores lucros da história, surrupiando os brasileiros em R$ 90 bilhões?
 
André Coutinho arcouti@uol.com.br
Campinas

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MAIS DECÊNCIA E RESPEITO

Esta campanha política para presidente é definitivamente marcada como a de nível mais baixo jamais visto no Brasil, e infelizmente com a atuação muito tardia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para coibir os insultos e as ofensas descabidos. O PT chegou ao ponto de escalar o ex-presidente para fazer campanha difamatória por todo o Brasil com ofensas e insinuações maldosas ao candidato Aécio Neves. Talvez esse tipo de campanha ainda motive alguns eleitores mais revoltosos, que acabam se comportando como torcidas uniformizadas de futebol que vão aos estádios para destruir os torcedores de times adversários, mas as campanhas políticas merecem mais respeito e decência, afinal, os insultos proferidos pelo sr. Lula da Silva contra o candidato Aécio Neves podem ser dirigidos a cada eleitor de Aécio Neves, e a minha resposta ao sr. Lula, como eleitor de Aécio Neves, será dada nas urnas novamente. Conclamo a todos os brasileiros que se sentiram ultrajados e ofendidos com os insultos do sr. Lula que façam o mesmo, votem em Aécio e demonstrem todo o repúdio da maioria dos brasileiros a este tipo de campanha sórdida difamatória. Vamos mostrar que a maioria dos brasileiros exige mais decência na política brasileira e acredita que o Brasil deve ser governado por pessoas que respeitam e devem ser respeitadas. 

Vagner Ricciardi vbricci@estadao.com.br 
São Vicente 

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TRISTE TSE  
 
O TSE se parece com os juízes daqueles filmes de luta de rua em que um dos lutadores é muito sujo e violento e, sob vista grossa e a complacência do juiz, usa irregularmente facas e porretes para destruir o oponente que lutou limpamente, respeitando as regras. Na segunda luta, o lutador sujo e violento continua a usar das mesmas armas para bater no novo oponente, que, para se defender, passa também a usar algumas armas, e aí, no último round, o juiz, percebendo que o lutador de sua preferência pode ser derrotado, interrompe a luta e diz: “Não, não, o uso de armas não vale, as regras dizem que só se pode lutar com as mãos”. Creio que em qualquer país decente a oponente prejudicada conseguiria anular o resultado da primeira luta, por falta de coerência e respeito às regras, mas no Brasil: tof, tof.      

Milton Bonassi mbonassi@uol.com.br
São Paulo

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RUMO PERIGOSO

O presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, critica o baixo nível da campanha presidencial, principalmente no segundo turno. Virou uma campanha de vote no menos pior, acrescentou. Ministro, votar no “menos pior” já vem sendo feito há várias eleições. O eleitor não encontra mais o melhor. A ruindade dos candidatos é tanta que o eleitor se vê na contingência de votar no menos pior. A cada eleição ele olha o quadro e se pergunta "de novo ele?". Mas o que está acontecendo nesta eleição, e isso, sim, é preocupante, é a animosidade que estão levantando entre petistas e peessedebistas. Estão separando geograficamente o Brasil em duas regiões: a Norte, Nordeste e Centro-Oeste, principalmente, com mais pobreza, baixa escolaridade, IDH baixo, etc.; e a Região Sudeste e boa parte do Sul, com IDH mais alto e maior produtora das riquezas do País. Estamos vendo brasileiros contra brasileiros. Este rumo é perigosíssimo. Pode ter trágicas consequências.

Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com 
Rio de Janeiro

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SEM LIMITES

Primeiro foi “nós contra eles”, depois nortistas e nordestinos contra sulistas, agora homens contra mulheres. Só falta afirmarem que quem vota em Aécio é contra corintianos e flamenguistas, maiores torcidas do Brasil. Realmente, Lula e o PT não têm limites, miram suas metralhadoras contra quem é contra o partido, não se importando se estão dividindo o Brasil, abrindo uma enorme ferida, que levará anos para cicatrizar. 

Olavo Fortes Campos Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com 
São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?

Na véspera da eleição mais importante do País, em que se elege o presidente da República, as opiniões estão divididas. De um lado, temos a atual presidente do Brasil juntamente com seu criador fazendo “o diabo” para ficar no poder. Não importam os métodos, importa ganhar. O eleitor está se deixando levar por um discurso barato vendido à exaustão de que o governo que aí está é o melhor, apesar da corrupção mostrada diariamente. Demonizam o candidato da oposição dizendo que ele vai acabar com o Bolsa Família, e o cidadão acredita. Que tristeza, um país se orgulhar em fazer o eleitor refém do voto, quando poderia estar oferecendo melhores condições de vida por meio de uma educação de qualidade. O Brasil está em primeiro lugar na procura de carros blindados – perdia para o México, mas, como é uma coisa ruim, já o superou. Esse é um assunto que deveria estar na preocupação do eleitor, ter segurança para ir e vir, exigir saúde e não morrer por falta de atendimento.   De um lado, ficam os pobres reféns do Bolsa Família, a joia do PT, vendida com exclusividade como se dono fosse do benefício, sendo que programas sociais todo governo faz; e, do outro lado, os que podem blindar seus carros, pagam boas escolas e convênios médicos. E a maioria da população que trabalha e é a responsável pelo consumo que movimenta a economia está à mercê da própria sorte, leva tiros, sofre sequestros, é assaltada, fica exposta a todo tipo de violência e o bandido esconde a própria cara sob a proteção da lei. Que país é este? Será que o Bolsa Família supera todas essas preocupações e os demais problemas não merecem uma discussão mais profunda? Estão ensinando o eleitor a se contentar com pouco? Acorda, Brasil! 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com 
São Paulo

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‘O HERÓI SEM CARÁTER’

Dora Kramer (22/10, A6) tem de ter absoluta certeza de que tanto o jornal “O Estado de S. Paulo” quanto todos os seus assinantes e leitores receberam de sua imparcialidade, competência e inteligência a melhor definição e análise desta triste figura nacional chamada Lula, que nos impõe o pior modelo de prática democrática e posturas, cujos postes e incautos o cultuam sem se aperceberem do que vem adiante e o que estão deixando para este triste e desmoralizado país. Suas colocações e afirmações são uma verdadeira aula de realismo e verdade, correspondendo exatamente ao momento brasileiro, tão mal representado por políticos desse estilo.

João Batista Pazinato Neto Pazinato51@hotmail.com
Barueri
  
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ORDEM E PROGRESSO PRÓXIMO DEBATE 

Inspirada pelo brilhante artigo do jornalista José Nêumanne (“Contra o ódio e o preconceito”, 22/10, A2), sempre brilhantes, sugiro ao sr. Aécio Neves que convoque seus marqueteiros (que estudaram para isso), para que organizem o debate com o candidato dizendo o que vai fazer para sanar as deficiências que existem por todo o País, por exemplo, polos de saúde abrangendo uma região e transporte para levar as pessoas até esses centros, evitando que mulheres esperem seis meses por uma mamografia ou um raio-x do útero, evitando que pessoas sejam atendidas no chão de hospitais, enfim, uma no cravo e outra na ferradura. Dá para fazer isso em todas as áreas (e são todas mesmo que estão deficientes), sem usar violência ou acusações. Se alguém quiser vestir a carapuça, que vista. Vá de verde, amarelo, azul e branco, convoque as pessoas a voltarem a ter orgulho de ser brasileiras, andar de cabeça erguida, mostrar aos filhos que o estudo tem valor, o trabalho tem valor, o brasileiro tem valor. Vamos convocar para a cidadania! Vamos mudar o Brasil para melhor, com ordem e com progresso.
 
Teresinha A. O. Carvalho teresinhaaoc@terra.com.br 
São Paulo

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‘CONTRA O ÓDIO E O PRECONCEITO’

Li com muito prazer o artigo “Contra o ódio e o preconceito”, de José Nêumanne. Como poeta, convocou-nos a pensar sobre os símbolos nacionais; como jornalista, trouxe-nos informações valiosas sobre Franklin Martins; como escritor, brindou-nos com um texto límpido e bonito. Além disso, nos deu uma aula de bom-senso e visão larga, num tempo de gente enlouquecida.  Obrigado, “Estadão”, por nos dar o prazer de ler jornal – num momento em que na imprensa só vemos xingamentos e disparates. 

Estevão Rodrigo Alves Pires estevaofkb@gmail.com 
São Paulo

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ESPERANÇA

As palavras de José Nêumanne em “Contra o ódio e o preconceito” me deram uma nova esperança!

Lucila Marcondes Bassi lucilamarcondes@gmail.com
São Paulo

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IMPRENSA E RIVALIDADE

A grande imprensa brasileira, no afã de tirar o PT do poder, exagerou tanto nas críticas aos desacertos de seus membros, assim como nunca se lembrou de elogiar os seus inúmeros acertos, que criou no País um clima de rancor entre os adversários políticos, acabando com a saudável rivalidade apenas nos campos de ideias e propostas. É uma pena.

Antonio Augusto Barella aabarella@hotmail.com 
Valinhos

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O NOVO MARKETING POLÍTICO

A campanha de Dilma inovou no marketing: não trata mais de embalar (embalagem, mesmo) as propostas – o fulcro agora é “descontruir”.  Desconstruiu Marina e está focada em desconstruir Aécio. Explica-se: no seu mandado não tem nada de positivo para apresentar, tudo piorou. O marqueteiro passou a chutar números a favor do desempenho da candidata e contra o opositor. Sobre a corrupção: “Dilma é uma lutadora praticante para sanear a administração pública e política da praga da corrupção”. Pode?! Todos sabemos: a mentira repetida, martelada, passa a colar. Em caso de vitória de Dilma (o que seria lamentável), o ganhador será o marqueteiro.

Mario Pacheco Fernandes mmpfa@uol.com.br 
São Paulo

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‘COMPANHEIRA DE ARMAS’

Até então ninguém duvida da coragem e da valentia da candidata petista – tampouco da sua capacidade de enfrentar situações desconfortantes com destemor, e até mesmo em outros momentos impor constrangimento ao seu interlocutor (ou subordinado). São também do conhecimento da população brasileira seu temperamento irascível e sua desabrida locução verbal – a repórter do SBT foi uma das suas vítimas. Esse perfil ficou evidenciado quando seu antecessor na Casa Civil a saudou como “minha companheira de armas”. Então fica difícil de acreditar na seriedade, como na veracidade, primeiro, do seu mal estar repentino e passageiro ao fim do debate no SBT – num momento em que não conseguiu entabular, tampouco concluir, seu raciocínio sobre um assunto comezinho. Disso se aproveitaram seu padrinho político – boquirroto inveterado, apenas quando lhe convém – e sua campanha política para deflagrar uma "guerra difamatória" contra seu adversário neste segundo turno. Inconcebível fiar em pessoas com esse jaez – aliás, apenas cumpriu a promessa de "fazer o diabo" para vencer esta eleição. Não passarão!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com 
Jacarezinho (PR)

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EFEITO NEGATIVO

Vejam o prejuízo, o estrago e o efeito negativo causados imediatamente ao Brasil mediante a eventual possibilidade de permanência do PT no “pudê” por mais quatro anos: conforme últimas pesquisas publicadas, a Bolsa de Valores caiu 3,4% e o dólar subiu e foi cotado a R$ 2,50. Imaginem a desgraça se eles ganharem.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br 
São Paulo

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EM MAUS LENÇÓIS
 
Bem lembrado pelo leitor sr. Ronaldo Gomes Ferraz, do Rio de Janeiro, assíduo frequentador deste “Fórum dos Leitores”: pesquisa recente do Datafolha diz que “43% dos brasileiros não dão a mínima para o escândalo da Petrobrás”. É como se quase metade da população brasileira considerasse irrelevante o assalto aos cofres públicos divulgado dia sim, dia também pelos matutinos. Como se não fora o bastante, acrescentaria ao tema citado outros três pontos que, conjugados ao primeiro, podem explicar a posição de ponta que Dilma parece experimentar atualmente nas pesquisas de intenção de voto, malgrado o “mar de lama” que faria aquele de Getúlio parecer uma piscina de água mineral própria para os folguedos de criancinhas de berço. O primeiro deles é a desinformação, que é brutal. Recentes levantamentos dão que 42% dos entrevistados (!) acreditam que a administração Dilma é “ótima ou boa” – número quase igual ao de entrevistados que dão pouca importância à questão ética, da corrupção. Agências internacionais de alta credibilidade já sinalizaram que, no passo em que vai o Brasil (de mal a pior), teremos nossa nota de crédito rebaixada e perderemos, inexoravelmente, o investment grade. Os indicadores apontam para a corrosão das contas públicas, déficits estruturais, PIB zerado, contabilidade criativa, perda de competitividade, erosão da conta comercial, desindustrialização, inflação perfurando o teto da meta, etc., etc., mas o economês, ainda que na sua versão mais popular, não sensibiliza os neurônios simplórios de quem mais se preocupa com a injustiça do gol anulado, do tititi de dupla sertaneja, do vilão da telenovela ou dos programas apelativos de TV. Passam, enfim, tais assuntos, ao largo do cotidiano dos cidadãos comuns. Deveriam, todavia, preocupar, e a todos os brasileiros, porque o que parece, à primeira vista, “árido” costuma ter tudo que ver com o cotidiano do cidadão, desde o instante em que sobem os juros de seu crediário até o momento em que o salário, cada vez mais ameaçado e corroído pela inflação, termina antes do fim do mês. O povão, parece, tem enorme dificuldade de assumir a relação de causa e efeito entre o populismo na condução da economia e a alta generalizada dos preços, essa chaga a que damos o nome de “inflação”, que supúnhamos houvesse sido “página virada” no Brasil. Parece que nos esquecemos daquele passado inglório em que tentavam segurar a inflação “caçando” bois no pasto e tabelando produtos nos supermercados. Não são poucos os que acreditam que a alta dos preços é obra de perversos “especuladores” de uma elite “burguesa”, de que falam Lula, no Brasil, Cristina Kirchner, na Argentina, e Nicolás Maduro, na Venezuela. Ao fim e ao cabo, a ignorância, a empulhação ideológica aliada à boa-fé dos inocentes-úteis que entram no jogo maniqueísta proposto pelo partido hegemônico, que jura trabalhar pelos “mais pobres”, termina por legitimar – via voto – as políticas equivocadas que estão aí, patrocinadas por incompetentes sempre dispostos a dilapidar os cofres do País – em nome do povo, é claro! No imaginário popular, o PT, por ter construído o discurso de que tem o monopólio da virtude,  mesmo “roubando”, termina acima do bem e do mal segundo uma ótica enviesada que legitima o velho “rouba mas faz” dos conhecidos de outros carnavais,  e sempre na medida em que “rouba”, sim, mas, afinal, quem não rouba? Desta forma, o governo do PT, sabedor de como pensa seu eleitorado de baixa escolaridade, vai engabelando as massas e fazendo suas gambiarras na economia, segurando preços dos combustíveis, da energia, das tarifas, etc. tudo para dar a sensação de normalidade e dando aos milhões de desinformados e seduzidos por seu discurso maniqueísta do “nós contra eles” a equivocada impressão de que a situação (econômica do País) está “sob controle” e tudo, ao fim, vai dar certo. E, dado que se atribui o monopólio da defesa dos “fracos e oprimidos” (contra a diabólica “burguesia”) em sua estratégia marxista de luta de classes, termina por obter enorme êxito em sua linha de comunicação – que lhe faz manter o poder mesmo num quadro desastroso como o que está aí, dando medo a todos que conseguem enxergar ao menos um palmo à frente do nariz.  Faço um terceiro destaque para o carro-chefe da administração petista: as bolsas em geral e, em particular, o programa Bolsa Família, um adjutório que cobre pessoas de baixa ou baixíssima educação, logo facilmente manipuláveis pelos profissionais da propaganda lulopetista, sujeitas a acreditar sem qualquer questionamento que alguém da oposição – que será sempre alguém da odiosa “elite” –, caso vença, certamente “extinguirá” o benefício que “foi dado por Lula” (segundo creem), despiciendo o fato de o programa referido ter o seu DNA no Bolsa Escola, de FHC. Esse contingente de beneficiários abrange mais que ¼ da população brasileira – um novo e mastodôntico “curral  eleitoral” chavista apto a definir qualquer eleição. Não é difícil de provar essa assertiva. Após o primeiro turno, o infográfico do “Estado” publicou dois mapas do Brasil, um mostrando com cores mais ou menos escuras as regiões do País agraciadas (em menor ou maior grau conforme o tom da cor) com o benefício assistencialista e outro, com igual metodologia, mostrando em que regiões do País Dilma Rousseff foi mais bem-sucedida. Registro, à guisa de exemplo, um município maranhense, com 11 mil habitantes, em que Dilma, sozinha, obteve mais de 90% dos votos (!), e 90% a cobertura do Bolsa Família no local. Aquele que negar a estreita correlação entre os votos dados a Dilma e o recebimento do benefício é porque, além de cego, sofre de retardamento mental.  É nítido e irrespondível que onde a distribuição de dinheiro via Bolsa Família é maior a candidata oficial obtém mais votos; onde é menor, menos. Simples assim. Por fim, não é segredo algum que o partido de Lula e Dilma, além de tudo o mais, aparelhou o Estado brasileiro, e dinheiro é o que não falta. Agora mesmo fomos brindados com a informação de que um porcentual dos contratos celebrados na Petrobrás abastecia os cofres do Partido dos Trabalhadores (majoritariamente) e também os do PMDB e do PP, ambos da base aliada. Não bastasse a exposição diuturna da “presidenta” na TV por quatro anos ininterruptos, temos ainda este “plus” de muitos milhões de reais a dar aquela “forcinha” na hora de a onça beber água. Nem vou falar da instrumentalização do Estado, como ficou evidenciado no uso e abuso dos Correios no curso da campanha. Dessa forma, conjugados o desdém do povão pela corrupção protagonizada pelo partido do governo mais a ignorância da plebe ignara sobre a realidade calamitosa da administração petista – em particular na gestão macroeconômica –, mais a questão assistencialista e, finalmente, a grana farta que inunda a publicidade oficial, intuo que a tarefa de varrer o PT do mapa será algo semelhante aos 7 trabalhos de Hércules. Meu vaticínio é o seguinte: só quando ficar bem nítido e induvidoso o cabal flagelo da Nação, exangue em dívidas, nova hiperinflação e cotas de racionamento (como na Venezuela) em nome da execução do redentor projeto de “justiça social” do PT, aqueles que hoje estão a dar – inadvertidamente – “ótimo e bom” ao desgoverno atual vão, quem sabe, poder repensar o apoio que um dia deram a essa gente e, talvez – talvez! – mudar de opinião. Mas, aí, receio, será tarde demais e o Estado já terá sido irremediavelmente capturado – tal qual quiseram fazer (pelas armas) em 1964 e anos seguintes –, a imprensa submetida ao “controle social”, os “sovietes” do Decreto 8.243 dizendo como as coisas se darão e, assim, tudo o mais se quedará nas mãos bolivarianas dos fiéis discípulos de Fidel Castro. O Brasil está em maus lençóis. 
 
Silvio Natal silvionatal49@gmail.com 
São Paulo 

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AÉCIO NEVES EM MINAS

É inacreditável que, em seu desespero para não perder a chance de ser reeleita, a candidata à Presidência Dilma Rousseff insista em camuflar sua falta de proposta batendo insistentemente no fato de o candidato Aécio Neves haver perdido a eleição em Minas Gerais. Amigos e conhecidos meus, de Minas, garantem que Aécio foi um excelente governador e que muitos mineiros somente não votaram nele pelo fato de Aécio não haver feito campanhas e comícios no Estado, uma vez que já dava a vitória em Minas como certa. Foi apenas por esse detalhe irrelevante – favorecer os Estados onde é menos conhecido em detrimento daquele no qual o é – que Aécio não ganhou a eleição em seu Estado, e é compreensível e humano que o candidato não queira assumir perante os eleitores seu erro de estratégia. Mais importante ainda, contudo, e para o bem da Nação, é termos consciência de que essa estratégia em nada interfere na capacidade do candidato Aécio Neves em governar o País e no excelente trabalho que, segundo meus amigos mineiros, foi o seu governo em Minas Gerais.

Carlos da Silva carlos_dunham@yahoo.com.br
São Paulo

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ZERO A ZERO

Três debates, três decepções. Discutiu-se mais Minas Gerais do que outra coisa. De cada seis questionamentos, quatro se referiam ao governo Aécio Neves, que administrou o Estado por oito anos.  No mais, um biquinho, uma queda de pressão e um fricotinho da presidente que não suporta a verdade e uns desequilíbrios emocionais de Aécio Neves ao ouvir sobre nepotismo e bafômetro, e só. Propostas para educação, saúde, transportes urbanos e segurança – segmentos que o governo Dilma deixou ao Deus dará e, por isso, quase 2 milhões de pessoas foram às ruas no ano passado, exigindo melhorias – passaram despercebidas. Enquanto isso, uma verdadeira mina de votos nulos e brancos e abstenções a serem conquistados, mais de 30 milhões, vão esperar sentados, pois em pé se cansarão na espera pelos planos e metas dos candidatos, para decidirem em quem confiar. Como “a esperança é a última que morre”, ainda vamos ter mais um debate. Quem sabe os candidatos se conscientizem e deixem o “baile do risca faca”, termo muito bem empregado pelo ministro presidente do TSE, Dias Toffoli, para definir e reprimir a baixaria apresentada até agora, e apresentem algo realmente à altura de um estadista.
   
Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com 
Jundiaí

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DESESPERO TUCANO

Nesta reta final de campanha, chama a atenção o desespero – pânico e paúra, na verdade – que está atingindo parte dos tucanos. Parece que estão pressentindo a derrota nas urnas no próximo domingo – pela quarta vez consecutiva, um recorde – e por isso mesmo tentam desqualificar os eleitores da adversária, numa típica atitude elitista e preconceituosa contra o nosso povo. Ganhe quem ganhar, temos de torcer pelo bem do Brasil e do povo brasileiro, deixando de lado essas rivalidades toscas entre PT x PSDB, num Fla-Flu infantil e que não leva a nada. Com seu elitismo e neoliberalismo, os tucanos, mais uma vez, deverão ser rejeitados nas urnas pela maioria dos brasileiros. Quem viver verá.
 
Renato Khair renatokhair@uol.com.br 
São Paulo

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APELO AOS BRASILEIROS

O Brasil é um país maravilhoso. Com dimensões continentais, com o maior rio de água doce do mundo, o Rio Amazonas, sem terremotos, sem vulcões, sem furacões, sem temperaturas extremas, com imensas florestas e terras férteis, sem problemas de fronteiras com os países vizinhos e com uma população de mais de 200 milhões de pessoas que representam um povo tradicionalmente pacífico, o Brasil merece ter e precisa ter um grande presidente da República. E para ser um grande presidente da República, homens ou mulheres, brancos ou negros, precisam ter, entre outras, duas qualidades essenciais: honestidade e competência. Por isso, a poucos dias para o segundo turno das eleições para presidente da República, permitam-me que eu faça um apelo a todos os brasileiros: não votem por partidos, façam sua escolha por sua própria consciência. Não votem em pessoas que não sejam reconhecidamente honestas. Descartadas, definitivamente, pessoas não honestas ou que toleram desonestidade de Estado, escolham o candidato que julguem, por sua própria consciência, ser mais competente para exercer tão difícil e honrosa missão: a presidência do Brasil. Com tais critérios de escolha, o presidente eleito terá, certamente, a aprovação e a colaboração de todo o povo brasileiro.

Olavo Nogueira Dell’Isola olavondellisola@task.com.br 
Belo Horizonte

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PESQUISA NA RETA FINAL

Leitor, preste atenção a mais um golpe imoral desta eleição: um instituto de pesquisa, duas semanas antes da eleição, em troca do que não sabemos, dá dois ou três pontos ao candidato da oposição, acima do candidato oficial. Aí, na última semana, passa a publicar pesquisa diariamente, sem motivo aparente, diminuindo um ou dois pontos por dia do candidato de oposição, passando esses pontos ao candidato oficial. E na véspera da eleição, aponta o candidato oficial disparado na frente. Qual é o objetivo? Ir aos poucos desanimando psicologicamente os eleitores de um candidato, em favor do oficial. Acompanhe mais essa tática perversa do sistema que aí está.

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com
Campinas

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A CREDIBILIDADE DAS PESQUISAS
 
Os acontecimentos ocorridos no primeiro turno, em especial com o candidato Aécio Neves, demonstram que as pesquisas não podem nem devem ter a credibilidade que se pretende. Como informa o “Estadão”, o PT perdeu 25% dos votos na legenda, enquanto o PSDB teve aumento dos votos na sigla. Assim, o resultado de 48% para Aécio e 52% para Dilma é forçado ou meramente hipotético, porque a conclusão é que Aécio possui muitos votos a mais. Os institutos de pesquisa estão batendo na tabela 48% e 52% para, depois, ficar mais fácil de encontrarem a saída adequada. Vamos aguardar para sentir a verdade.
 
José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br 
Rio Claro

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BRINCANDO COM OS NÚMEROS

Divulgam uma pesquisa de última hora sem ao menos conferirem os resultados apurados? Inverteram a ordem. Divulgaram para a mídia: Dilma com 52% e Aécio com 48%, tecnicamente empatados pela margem de erro, quando o correto é Aécio com 51,2% e Dilma com 48,8%. Até o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, precisou refazer os cálculos. Quem vai responder pelos efeitos danosos da divulgação dos resultados informados e eventuais prejuízos ao candidato prejudicado? Foi mais uma “pegadinha” de mau gosto? Ou foi proposital? Como pegou mal, fica difícil de acreditar em pesquisas.
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br  
São Paulo

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INTUIÇÃO E DESCONFIANÇA

Houve tempo em que votar no PT era coisa mais ou menos feia e as pessoas não comentavam seu voto, lembram? Pois bem, hoje acho que as pesquisas de intenção de votos não andam das mais certas e votar em Aécio é coisa a ser feita com certa discrição. Estou achando que Aécio, na contagem geral dos votos válidos, está na frente. Por quê?  Pura intuição, além da real desconfiança em relação à qualidade das pesquisas.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com 
Avanhandava

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PESQUISAS COMPROMETIDAS

Se pesquisa fosse séria, Marina Silva estaria candidata no segundo turno.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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DISTANCIAMENTO DA POLÍTICA

Depois de tudo o que vimos com este "povo" no poder, se na eleição for decidido pela continuidade, queria fazer um pedido a este jornal, leitor que sou há mais de 30 anos: que, a partir de segunda-feira, enviem-me apenas o “Caderno 2”. Não leio, não falo nem penso mais em política.

Benedito Antonio Turssi turssi@ecoxim.com.br  
Ibate

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CHICO BUARQUE

Mais uma do PT: não bastasse o baixo nível da campanha, agora utiliza o compositor Chico Buarque, que mora em Paris, para avalizar a nossa presidente Dilma. Acorda, Brasil!
 
Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br 
São Paulo

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NADA SERÁ COMO ANTES

Com que, então, o nosso Chico Buarque não mais está preocupado com as “tenebrosas transações que subtraíam a nossa pátria mãe, que dormia tão distraída, sem perceber que era subtraída?”. Os tempos agora são outros. As transações não são mais tenebrosas, mas, sim, republicanas e servem ao glorioso mister de perpetuar o PT no poder. Sei que nada será como antes...

Affonso Maria Lima Morel affonso.m.morel@hotmail.com 
São Paulo

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NOVO REGIME
 
O que é pior: regime militar ou a roubocracia? 
 
José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com 
São Paulo

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POBRE PETROBRÁS, POBRE BRASIL

Aos poucos, vamos conhecendo a forma como o PT fez caixa para suas campanhas políticas e atividades diversas. Enquanto corria o processo do mensalão, Lula e Dilma já tinham organizado um esquema para retirar dinheiro da Petrobrás para financiar eleições e outros. Enquanto escrevo isso, saía no “estadão.com” a informação de que a Moody’s rebaixou a nota da Petrobrás por excesso de dívidas, das quais a empresa se livrará somente após 2016 (em tempo de financiar a eleição de Lula em 2018 – se a Justiça “bobear” e se Dilma ganhar agora). Na atual eleição, ela teve um volume financeiro recorde, graças ao “apoio” da Petrobrás, com a ajuda de Paulo Roberto Costa, via João Vaccari Neto. Esse pessoal não se emenda. São criminosos contumazes. O mensalão estava no forno, e eles já estavam organizando um outro esquema. Se provado isso e se Dilma continuar presidente, será o caso de um processo de impeachment. Vaccari, que é citado pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, é o substituto de Delúbio Soares como tesoureiro do PT e que recebia os 2% a 3% dos grandes contratos da Petrobrás, mas ainda segue livre. Ainda tem gente que acredita neste grupo de vigaristas e, pior, vota neles.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br 
São Paulo

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ONDE ESTÃO?

Alguém sabe informar o paradeiro de Graça Foster, ainda presidente da Petrobrás, pois a nota da empresa acaba de ser rebaixada e ela precisa ser informada. E o paradeiro de Rosemary Noronha, amiga de Lula? E o paradeiro do exoesqueleto desenvolvido com dinheiro público por Miguel Nicolelis, eleitor de Dilma Rousseff na eleição passada? E o paradeiro de Eike Batista, amigão de Lula e megaempresário financiado com dinheiro do BNDES, mas, atualmente, réu em processo por crime contra o mercado? E o paradeiro da mais nova beneficiária do Bolsa Amigos do PT, a socialite Val Marchiori, que acaba de fechar um empréstimo no Banco do Brasil (BB) e não precisou nem apresentar garantias, pois é amiga do presidente do BB? Dependendo do resultado das urnas no próximo dia 26, eles poderão retornar para as manchetes das colunas sociais dos jornais e revistas ou poderão desaparecer, junto com o PT. Só depende de nós, eleitores. 

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana
            
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INVESTIGAÇÃO NOS EUA

Quando as investigações da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) vierem à tona, vários petralhas beeem conhecidos e outros nem tanto serão presos se tentarem conhecer Mickey Mouse pessoalmente. 

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com 
São Paulo

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MARACUTAIAS PETISTAS

Será que no vale-tudo, para fazer “o diabo” nas eleições, algum capanga do senhor Marco Aurélio Garcia, lotado no Consulado brasileiro em Mendoza, não caiu na tentação de comprar uns dolarezinhos no oficial para vendê-los no “cambio blue” e ajudar o partido? Não duvido.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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O BNDES E O DINHEIRO DOS BRASILEIROS

O empate técnico entre a representante de um governo que assaltou, de cabo a rabo, os cofres públicos e a oposição encontra explicação na estratégia eleitoral: números, como se bastassem, inescrupulosamente exibidos pela primeira, diante de críticas não devidamente aprofundadas e amplas. Ainda é tempo de dizer, por exemplo, que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tão decantado como exemplo por Dilma Rousseff, tomou cifras astronômicas da União, que as captava a juros de 12%, emprestando-os a 6%, inclusive a fundo perdido, como, por exemplo, às empresas falidas do sr. Eike Batista, amigo íntimo do ex-presidente Lula. Provavelmente essa riqueza do pobre povo brasileiro não será recuperada. E tantos outros fatos semelhantes, noticiados quase diariamente pela imprensa, não ficaram devidamente esclarecidos. Que o voto dos brasileiros não seja um disparo contra o próprio peito. 
  
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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O CALA-BOCA DO GOVERNO

Liberdade de imprensa no atual governo existe? O atual governo diz haver plena liberdade de imprensa, o que não procede, senão vejamos: a tática posta em prática pelo atual governo é cercear opiniões de âncoras de telejornais de canais de TV aberta, como Band, Record, SBT, Rede TV e outras, simplesmente patrocinando tais emissoras com propagandas de estatais como a Petrobrás, a Caixa Econômica Federal (CEF), o Banco do Brasil, os Correios, etc. E os clubes de futebol, na sua maioria devendo milhões de reais ao INSS, ainda assim levam milhões para estamparem em suas camisas propagandas da CEF, Banco do Brasil, Correios, etc. E em outros esportes também ocorre o mesmo, ou seja, eventos sem a menor expressão sendo patrocinados pelas estatais – e a cobertura pelos meios de comunicação também. Em outras palavras, é o “rabo preso” dos meios de comunicação com as entidades promotoras de tais eventos a tática propagandista do atual governo, usando a propaganda estatal para “calar a boca” de eventuais críticos. Onde está o senhor Boris Casoy como seu bordão “isto é uma vergonha!”? Isso sem falar no senhor Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu comprar a Friboi, o Canal Rural, a Azul e tantas outras empresas com o salário de oito anos de mandato presidencial.

José Mauricio da Silva
Capão Bonito
   
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OS GUERREIROS DA EDUCAÇÃO

Alvíssaras ao “Estadão” em fazer um ótimo caderno especial (22/10) sobre professores eméritos que receberam uma láurea (Troféu Guerreiro da Educação). Até que enfim uma notícia alvissareira sobre a USP, com a fotografia e frases (que resumem o brilhantismo do seu trabalho) proferidas pelos 17 “eméritos” que se formaram na USP ou foram professores da Universidade de São Paulo. Sabemos que existem outros ou outras professoras (como Angelita Gama) que logo estarão fazendo parte da nobre galeria de intelectuais. A professora emérita da USP a que me refiro se encontra atualmente em viajem ao exterior apresentando o seu trabalho (45 anos na USP) para as seis faculdades de Medicina Veterinária. O trabalho resultou num tratado: “Neuroanatomia funcional em Medicina Veterinária, com correlações clínicas”, de 586 páginas. Trata-se de um livro absolutamente inédito em âmbito nacional e muito provavelmente também no cenário internacional, que vem atender à forte demanda de alunos de graduação, de pós-graduação e de clínicos em geral. Cumprimento essa professora emérita da USP, titular da 21.ª cadeira da Academia Paulista de Medicina Veterinária.

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com
São Paulo

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INVESTIGAÇÃO CLIMÁTICA

Não que eu não acredite nos efeitos do aquecimento global, mas será que os especialistas em clima não estão focando suas lunetas apenas neste aspecto esquecendo que nossa “estrela mãe” vem há três anos cuspindo fogo lançando sucessivas tempestades de vento? Se há três anos o mundo está sofrendo com altas temperaturas, o que não acontecia há quase 80 anos, a mudança repentina no clima não estaria aí? Há 80 anos ainda engatinhavam a industrialização e a utilização de combustíveis fósseis, os grandes vilões do aquecimento no planeta. O sol com certeza anda descontente e anda varrendo toda a impureza do seu filho planeta Terra, descontrolando todo seu eficiente sistema climático. Para que possa fazer toda esta repentina mudança climática, precisaria triplicar o efeito do aquecimento global. Além dos estragos nos sensíveis satélites, melhor investigar também os efeitos das explosões solares sobre o clima.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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