Fórum dos Leitores

DEPOIS DAS URNAS

O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2014 | 02h05

Dilma reeleita

Parabéns à presidente Dilma Rousseff (PT) pela reeleição. O povo brasileiro escolheu, democraticamente, nas urnas. Agora é torcer para que ela faça um excelente governo, pelo bem do Brasil e dos brasileiros, sobretudo para os mais pobres. Vivam o Brasil e a democracia!

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

Novo governo

O resultado da eleição é o ponto de partida para um novo governo? Esse é o grande desafio. Que os brasileiros conscientes entendam que os debates e as divergências não podem impedir o nosso desenvolvimento. E que tenhamos otimismo e procedimentos adequados para as cobranças em benefício de toda a coletividade, e não de grupos.

URIEL VILLAS BOAS

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

Grandeza

No discurso da vitória Dilma não reconheceu que 48% votaram contra o seu projeto. Ao ignorar isso e declarar que fará as reformas plebiscitárias que almeja, ela declarou guerra à metade do País.

ANTONIO CLAUDIO LELLIS VIEIRA

lellisvieira@gmail.com

São Paulo

De volta à Idade Média

A esperança de que a honesta oposição derrotasse os trambiqueiros foi derrubada. A reação dos bem informados, empreendedores competentes, dos éticos, dos que não mentem já começou: a bolsa despenca porque a possibilidade de desenvolvimento industrial e comercial, do emprego, da educação, da saúde, da infraestrutura, da segurança e a ética na política foram para o brejo - de onde não sairão nos próximos quatro anos. Os impostos aumentarão e as estatais continuarão sendo usadas como caixa 2. Voltaremos à Idade Média.

MÁRIO A. DENTE

dente28@gmail.com

São Paulo

Reação dos mercados

Os mercados já deram os primeiros sinais: a Bovespa caiu forte no início da manhã de ontem, chegando a -6%, após a reeleição da presidente Dilma. As ações da Petrobrás também tiveram forte queda, de 15% nas primeiras horas do dia, e o dólar disparou 2,7%, chegando a superar os R$ 2,56 de 2008. Mesmo com as promessas de avanço em relação à responsabilidade fiscal e à inflação feitas por Dilma, os investidores sabem que com a continuidade do PT no Planalto a situação econômica do País dificilmente vai melhorar tão cedo. Ao contrário, há ainda muito rastro da roubalheira nas estatais a ser descoberto debaixo dos tapetes da corrupção. Enquanto isso, nossa economia continuará indo mal, mas muito mal das pernas mesmo. Haja nervos!

EMANUEL ANGELO NASCIMENTO

emanuellangelo@yahoo.com.br

São Paulo

Rumo da economia

Em entrevista, ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a vitória da presidente na eleição é uma clara prova de confiança na condução da economia traçada pelo governo federal. Ledo engano! A vitória apertada mostra que grande parte dos cidadãos não concorda com as atuais diretrizes econômicas. A vitória veio pelo assistencialismo que o governo promove.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

Enganação

É impressionante como os petistas no poder mascaram a realidade dos fatos. Senão, vejamos. A bolsa despenca, o dólar sobe e a divida pública alcança astronômicos R$ 2,18 trilhões. A economia não prospera, está estagnada. E o "competente" ministro da Fazenda diz que a vitória petista confirma o sucesso da política econômica do governo... Até quando a realidade dos fatos será distorcida pelo atual governo?

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Mais uma vez nosso ministro perdeu a chance de ficar calado. Já sumariamente demitido pela presidente, disse que as urnas mostraram apoio à atual política econômica. Ou o ministro acha que todos temos nariz vermelho ou tem muito desprezo pela inteligência dos brasileiros. Só ele não entendeu o recado das urnas. As partes do Brasil que não dependem de Bolsa (embroma) Família - a mais vergonhosa compra de votos que já existiu - votaram contra sua política econômica. Metade do País mostrou que está contra tudo isso que está aí. Poupe-nos o ministro, após tanto tempo de incompetência, de termos que aturar sua ironia. Nossa presidente gosta de falar de "um tal" de Arminio Fraga. Sugiro que ela leia o currículo de Arminio e compare com o de seus assessores diretos, como "um tal" de Guido Mantega, "um tal" de Gilberto Carvalho e "um tal" de Marco Aurélio Garcia. O "invejável" currículo deles mostra apenas que são cumpanheiros, seguidores dóceis e fielmente obedientes.

OLAVO BRUSCHINI

o.bruschini@terra.com.br

Monte Azul Paulista

Mapa das eleições

O Brasil que produz negou o seu voto a Dilma. É a leitura que faço do mapa das eleições. Votaram pelo governo Dilma aqueles que têm o Estado como seu provedor. O Estado pai. Só que o desenvolvimento somente se consegue com investimentos, que geram empregos, renda e impostos. Perdemos uma grande chance de mudar o rumo deste país. Dias mais difíceis virão.

ROBERTO BAENA

cr.baena@hotmail.com

São Paulo

Dias difíceis

Depois de uma campanha odiosa e manifestamente eivada de calúnias e difamações contra os seus adversários, a quem tratou como inimigos viscerais, Dilma fala em paz e união. Dificilmente conseguirá o seu objetivo. O PT dividiu o País entre elites e pobres e o nefasto "nós contra eles". Espero que a oposição não dê um minuto de trégua a esse governo que dizimou a economia e assaltou inescrupulosamente as empresas estatais. A presidente terá dias muito difíceis pela frente.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Para Aécio Neves

Sr. Aécio Neves, avalizado por 48,4% dos votos válidos, cumpre ao senhor e ao seu partido, o PSDB, o papel de oposição vigilante e ativa. Esse é o único agradecimento que a população de São Paulo deseja receber. Ir a fundo nas investigações contra os criminosos que dilapidam os nossos cofres e ensinam aos jovens deste país que a mentira e a falta de ética compensam.

ANNA LÚCIA PENTEADO CARDOSO

annaluciapc@yahoo.com.br

São Paulo

DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

Todo dia 28 de outubro, ao tempo em que a iniciativa privada trabalha, assiste-se, em todo o Brasil, ao descanso do funcionalismo público, repouso remunerado com a contribuição tributária de toda a sociedade. À luz dos eventos de junho de 2013, em que multidões saíram às ruas a fim de manifestar insatisfação (e alguma ira) com nossa administração pública, parece mais que oportuna a rediscussão da efeméride dos funcionários públicos. Não se trata de abolir a justa comemoração da data, mas, sim, de explorá-la diferentemente, por exemplo, com atividades culturais na recepção das pessoas, o que, aliás, em vários locais já se pratica ao longo da respectiva semana. Ações assim, ao contrário da antipática folga anual, contribuem para uma imagem positiva dos serviços e dos servidores públicos. Vale lembrar que a origem do ponto facultativo no Dia do Servidor Público remonta à ditadura, cujo entulho autoritário ainda hoje é preciso remover. A democracia pressupõe igualdade entre os indivíduos.
 
Sérgio Luis Avancine, servidor público federal sergioavancine@uol.com.br
Brasília

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DILMA ROUSSEFF REELEITA

Ontem acordamos tristes, juntamente com outros 50 milhões de brasileiros. Nossa esperança de mudanças teve de ser adiada. Por mais que a presidente Dilma Rousseff tenha conclamado a união e ao diálogo entre brasileiros, sem exceção, temos de pagar para ver, pois as atitudes passadas e recentes do PT não nos dão confiança de que algo mudará. Depois do escândalo da Petrobrás, que o governo, ao contrário do que afirma, não tem interesse em apurar, pois respingará em seu próprio pé, fica muito difícil de acreditar nas palavras de conciliação e de diálogo formuladas pela presidente após sua apertada vitória. A começar pela sua nova insistência em promover plebiscito para uma reforma política, já rejeitado anteriormente pelo Congresso Nacional por se tratar de prerrogativa constitucional daquela casa. Resta-nos deixarmos de nos acomodarmos e passarmos a exercer uma fiscalização sem esmorecimento, para evitarmos novas falcatruas e escândalos. Temos esse direito e dever. Somos mais de 50 milhões.

Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com 
São Paulo

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EM BUSCA DE REPRESENTAÇÃO

Dilma e o PT ganharam as eleições, entre outros fatores, graças à perversidade de uma campanha lastreada no ódio e na mentira, sob a ameaça de que os beneficiários do Bolsa Família perderiam o seu benefício com a vitória do oponente, Aécio Neves. Ela vai ter de aprender – porque não sabe – a administrar o seu próprio legado de incompetência e desperdício do dinheiro público. Atingem-nos, ainda, com outros terrores: a fuga de capitais, a escassez de produtos, o domínio dos conselhos sociais nas decisões políticas, a permanência da corrupção para atingir seus objetivos de dominação, o plebiscito, o marco civil e tantos outros males que advirão dessa vitória suspeita. Não posso cumprimentá-la nem cumprimentar Aécio Neves pelo seu discurso de bom-mocismo, mas de total incompetência como oposição. Dilma não me representa e, se o PSDB não virar oposição de vez, também deixará de me representar. Vou cumprimentar todos os brasileiros que sobreviverem a mais essa catástrofe. E que Deus nos ajude.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br 
São Paulo
 
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MERECIMENTO

Vários leitores do “Estadão” escreveram que “cada povo tem o governo que merece”. Não concordo: 54 milhões de brasileiros (a maioria petista) terão o governo que merecem, porém eu e os demais 51 milhões não merecemos tal governo. Se houver um plebiscito, propondo Brasil Norte e Brasil Sul (assim como a Coreia), e votarei pelo Brasil Sul.

Paulo Corrêa Leite paulocleite@bol.com.br 
São Bernardo do Campo

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A VONTADE DOS ELEITORES

Tirando votos brancos, nulos e abstenções, Dilma Rousseff foi reeleita com 38% da vontade dos eleitores. Espero que ela reflita sobre isso.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com 
São Paulo

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OS VOTOS DA REELEIÇÃO

Efusivos vivas pelos 51,64% de votos vencedores somados aos 1,47% em branco, aos 3,56% nulos e às 21,17% abstenções que impossibilitaram uma definitiva limpeza do País. Parabéns por terem aproveitado muito bem as diversas bolsas-esmola recebidas. Trabalhar, somente para otários.

Carmo Antonio Palmieri palmiericarmo@gmail.com
São Paulo

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NA BALANÇA

O absenteísmo, os votos brancos e os nulos representaram quase 30% do eleitorado, ou seja, a presidente foi reeleita por aproximadamente 1/3 do eleitorado. Olhando por outro ângulo, 2/3 não votaram nem nela e muito menos no PT. 

Ronaldo José Neves de Carvalho rone@roneadm.com.br 
São Paulo 

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MAPA DAS URNAS

Pelo mapa das apurações, verifica-se que a presidente eleita não representa o desejo e a vontade de 62% dos brasileiros. Dilma: 54.501.118 de votos; Aécio Neves: 51.041.155; brancos e nulos: 7.141.606; abstenção: 30.137.479. Apoio da maioria da sociedade não terá. Lamento a atitude dos 37.279.085 que deixaram de optar.

Jorge Carrano carrano.adv@gmail.com 
Niterói (RJ)

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AÉCIO VENCEU

Aécio não perdeu. Recebeu 50 milhões de votos de eleitores autênticos, livres para votar em quem julgassem mais bem preparado e com as melhores propostas para o País. Já dos 50 milhões de Dilma, 25 vieram dos pseudocidadãos dependentes do Bolsa Família, verdadeiros zumbis que só ouvem as mensagens que envolvam seus salários de dependência e medo. Votam mecanicamente. Descontados esses pseudovotos, Dilma só recebeu 25 milhões autênticos, e perdeu, mas vai governar com um poder legal e de direito, mas não de fato.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br
São Paulo

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VITÓRIA APERTADA

Com a vitória apertada de Dilma, o Brasil declara ao mundo que valem a pena a estagnação do País e a corrupção. A imbecilização de metade do eleitorado brasileiro é o legado de Lula e Dilma, não merece comemoração.

Wilton de Castro wiltondecastro@gmail.com 
São Paulo

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O PESO DE CADA ESTADO

Sei que na hora da emoção falamos coisas exageradas, mas vamos refletir com consciência: não foram os nordestinos que derrotaram a oposição, pois aqueles votos já eram esperados (quem come na mão dos outros já é domesticado e obediente), quem a derrotou foram os mineiros, pois mais de 550 mil votos que deveriam ser para Aécio Neves foram para Dilma e deram vitória a ela em Minas Gerais. No primeiro turno, eram votos de Marina Silva e dos nanicos e, no segundo turno, foram para Dilma (cuspiram no prato em que comem). No Rio de Janeiro ocorreu a mesma coisa: mais de 900 mil votos de Marina e dos nanicos foram para Dilma (também cuspiram no prato em que comem). Já em Pernambuco ocorreu a traição de uns 400 mil votantes de Marina para com a família de Eduardo Campos e do governador. Somados os três episódios, representam os mais de 3 milhões de votos da diferença para Aécio alcançar a vitória. Devemos observar, ainda, que Rio e Minas foram os únicos Estados do Sudeste, Centro-Oeste e Sul que não deram vitória a Aécio. Vão se arrepender, com certeza. Vamos começar ouvindo bobagens como plebiscito para reforma política e conselhos disso e daquilo. Vai se tornar ingovernável o País, mas tudo de acordo com as diretrizes bolivarianas.

Euclides Sordi euclidessordi@hotmail.com 
Maringá (PR)

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A QUESTÃO DA PROPORCIONALIDADE
 
Eleita para governar o País por mais quatro anos – isso se o seu mandato for cumprido até o fim –, Dilma Rousseff fala em reforma política. Eis aí uma chance para discutir a proporcionalidade de assentos no Congresso Nacional. Há um desequilíbrio de forças sociais e econômicas no Brasil traduzido entre Norte/Nordeste e Sul/Sudeste. Partindo desse princípio, é útil afirmar que a pujança de cada unidade da Federação deveria ser proporcional em representatividade no Congresso, como ocorre nos Estados Unidos. Não é justo, por exemplo, o Piauí – com todo respeito ao povo piauiense – ou o Acre terem o mesmo peso de representatividade no Congresso Nacional que São Paulo. Não se trata de preconceito nem de apologia em defesa da fragmentação do Brasil, como demagogicamente deverá argumentar o pessoal da esquerda, mas de racionalidade e justiça. Quem produz mais emprego e riqueza deve levar maior quinhão de cadeiras no Parlamento. Os Estados situados na escala inferior de desenvolvimento seriam forçados, por meio dos seus representantes legítimos (vereadores, deputados, senadores e governadores), a caminhar com as próprias pernas em busca desses direitos. Encontrar soluções que os levem a subir os degraus do desenvolvimento econômico e social, e não depender apenas das bondades do governo central. 
 
Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br 
Santos 

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REVOLUÇÃO

O quadro mostra o Brasil de sempre, um povo escravocrata no Norte e no Nordeste, sustentado pela coronelada dos currais eleitorais, sustentados pelo dinheiro público arrecadado do povo do Sul, ainda no capitalismo selvagem do século 19. Ainda não tivemos a coragem de fazer nossa guerra civil e dividir de vez o País, ou torná-lo de fato único, coisa que os americanos já fizeram há mais de um século.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com 
São Bernardo do Campo

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DE EUCLIDES A DILMA

Hoje senti vergonha de ser nordestino. Deixei a minha terra há 46 anos acreditando em Euclides da Cunha (“O Sertanejo é, antes de tudo, um forte”). Infelizmente, hoje vejo que os que lá ficaram perderam a dignidade. Não mais lutam pela sua subsistência e vivem de esmolas de um governo corrupto que os tornou dependentes e indolentes. Uma compra de votos travestida de programa de inclusão social.

Humberto de Luna Freire Filho hlffilho@gmail.com 
São Paulo 

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DIVISÃO

“Não acredito que estas eleições tenham dividido o país ao meio.” De fato, tenho de concordar com a presidente. Não foram as eleições que causaram a cizânia do País, e, sim, a volúpia de poder e dominação regurgitada por seu criador naquilo que ele melhor sabe fazer em cima de um palanque ou com qualquer microfone à sua (dele) disposição: o  jogo sujo de pobres contra ricos, negros contra brancos (de olhos azuis), Norte contra Sul e outros comparativos peçonhentos a fim de iludir os humildes, incautos mantidos acorrentados na dependência de esmolas. 

Aparecida Dileide Gaziolla aparecidagaziolla@gmail.com 
São Caetano do Sul 

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NO REINO DA PROPAGANDA

PT, Goebbels e Bolsa Família: a união invencível.

José E. Zambon Elias zambonelias@estadao.com.br 
Marília

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MINAS SE ACOVARDOU

Após a apuração dos votos para a Presidência da República, fiquei mais uma vez inconformado com o Estado de Minas Gerais. Estado que na Revolução de 1932 abandonou São Paulo à própria sorte, São Paulo que queria a democracia e lutou sozinho. Minas se acovardou. Estado que na eleição de 2010 para presidente abandonou o candidato José Serra e abandonou o PSDB à própria sorte. Minas se acovardou. Estado que neste eleição não elegeu seu próprio filho, Aécio Neves, reconhecidamente competente não só por São Paulo, mas por todos os Estados do Sul. Minas ficou com a corrupção e bandalheira. Minas se acovardou. Acorde, Minas. Nossos filhos precisam de um Brasil mais honesto e trabalhador. Não se acovarde mais!
 
Antonio Carlos Srougé acsrouge@uol.com.br
São Paulo

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LIBERDADE ADIADA

Metade do País encontra-se revoltada e perplexa com o resultado do pleito eleitoral. As consequências, que com certeza advirão, dessa decisão terão de ser debitadas dos que no PT votaram, neles se incluindo os nordestinos e, principalmente, os mineiros, que pela segunda vez na história traíram um de seus filhos (os restos mortais do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, devem estar se revirando em seu túmulo). Minas hoje não faz mais jus ao lema de sua bandeira (“Libertas quae sera tamem” ou “Liberdade ainda que tardia”). Ainda que afirmem o contrário, o resultado das eleições deixará severas sequelas entre os brasileiros do Norte/Nordeste e os do Sul, Centro-Oeste e parte do Sudeste, por culpa de uma campanha em que foi incitada a divisão do País por um ex-presidente (nego-me a pronunciar seu nome). Aos que tentaram mudar os rumos de nossa nação, entre os quais me incluo, apenas nos resta pedir a Deus que nos dê proteção e amparo.

Gilberto Farina  farinagr@gmail.com
Itatiba 

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DOIS BRASIS

As urnas mostraram que somos dois Brasis: um que trabalha sustentando a economia e outro que vive de benefícios aguardando passivamente gratuidades. Até quando a locomotiva de informados e proativos aguentará puxar esse número crescente de vagões de ingênuos e alienados? E você, Minas Gerais, o que pretende ser? 

Angela Wirth Quartim Barbosa angela@bocadaonca.com.br
Presidente Prudente 

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MINEIRAÇOS

Conforme os analistas políticos, a derrota de Aécio em Minas foi fundamental para a reeleição de Dilma, e foi também no Mineirão que o Brasil perdeu de 7 a 1 para a Alemanha. Que coincidência, não? 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com 
Campinas 

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INCONFIDÊNCIA MINEIRA

Sou morador de São Paulo desde 1958 e sempre ouvi falar sobre a matreirice mineira tanto na política como no dia a dia. Porém, o que os mineiros fizeram domingo contra Aécio Neves e contra o Brasil realmente excedeu toda e qualquer pior expectativa. Tiradentes, Juscelino e Tancredo devem estar estarrecidos com a falta de vergonha do voto mineiro. Venderam-se por um Bolsa Família e ou com qualquer coisa que o PT tenha acenado oferecer. Será que Minas acha que o Titanic chamado Brasil vai poupá-los? Será que acham que estão a salvo do desastre financeiro, ético e moral que teremos? Bem que Nelson Rodrigues escreveu há tempos: “O mineiro só é solidário no câncer”. Sinto pena da estupidez dessa gente.
 
Jorge Gonella jorgegonella@hotmail.com 
São Paulo

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MINEIROS E PAULISTAS

Porque eu, paulista, tenho a obrigação de votar em Aécio, se em Minas, terra do candidato, ele não consegue maioria absoluta dos votos? Tudo leva a crer que Minas mais uma vez pisou na bola, como em 1932, assim está escrito nos anais da História.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com 
Itapeva

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TRAIÇÃO

São Paulo deu uma demonstração nesta eleição para presidente no segundo turno espetacular, além de repudiar o PT e seu governo corrupto, com grande apoio ao candidato do PSDB Aécio Neves, quase 70% dos eleitores votaram nele, acreditando que ele representava as mudanças de que o Brasil precisa. Já em Minas Gerais e em Pernambuco, apesar de vencer na capital Belo Horizonte e receber os votos de muitos mineiros conscientes, Aécio, o “novo Tiradentes”, foi traído principalmente pelos “novos Joaquim Silvério dos Reis”, eleitores do norte do Estado e triângulo mineiro e os eleitores de Pernambuco em sua grande maioria votaram contra as mudanças querendo mais do mesmo reelegendo Dilma, apesar de ser o Estado de Eduardo Campos e da vitória magnífica de Marina Silva no primeiro turno. Estes foram os dois fatores principais para a vitória escapar das mãos de Aécio. Estes eleitores traíram não só ele, mas todos brasileiros que viam nesta eleição a chance de mudar os rumos deste país, obrigando-nos a aguentar mais quatro anos de governo de dona Dilma e seus petralhas.

Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com 
São Paulo

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DILMINAS

Sempre acreditei que Minas Gerais tinha um dos povos mais politizados do País, mas na calada das eleições vem alguém e diz “perdeu, mano”.

Wilson Lino wiolino@yahoo.com.br 
São Paulo

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ONDE SEMPRE ESTEVE

Uma pergunta que não quer calar no meu peito: afinal, o que esperar do Nordeste? No mais, como diria Magalhães Pinto, Minas está onde sempre esteve, desprezando, de vez, o “Libertas quae sera tamen”. Resta-nos um “bravo, São Paulo”.
 
Alexandre de Macedo Marques ammarques@uol.com.br 
São Paulo

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LOCOMOTIVA

Tenho muito orgulho de ser paulista. O povo de São Paulo deu uma  lição de patriotismo e  ética, além de ter mandado um recado claro à candidata reeleita e ao seu partido. Afinal, gostem ou não, somos a locomotiva que comanda o Brasil. Parabéns, São Paulo!

José Antonio Braz Sola jose.sola@globomail.com 
São Paulo

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PAULISTICES

Perdeu Aécio. Perdeu o Brasil, mas São Paulo não perdeu a decência. Nem a vergonha!

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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RECEPÇÃO

Um conselho para Aécio Neves: não se pode escolher onde nasce, mas onde morar, sim. Venha para São Paulo, aqui o povo é confiável, não vai te apunhalar.

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com 
Santana de Parnaíba

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BOAS VINDAS

Uma imensa maioria de paulistas convida o candidato Aécio Neves a mudar seu domicilio residencial para algum lugar qualquer do Estado de São Paulo. Caríssimo Aécio, serás muito bem recebido!  RSVP.

José Piacsek Neto bubanetopiacsek@gmail.com  
Avanhandava 

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GOLEADA

Dilma e sua quadrilha venceram, mas o Brasil perdeu de goleada!

Eduardo Augusto de Campos Pires eacpires@gmail.com
São Paulo

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VITÓRIA PELO MEDO 
 
Nuvens negras no horizonte. Cuidado, Brasil. Um novo mandato com o PT assusta. Vamos continuar navegando no mar revolto da insegurança, no mar de lama da corrupção? A campanha da candidata Dilma e os inflamados discursos de Lula se fixaram na luta de classes como fundamento para a vitória apertada nas urnas, discutível diante da ocorrência de falhas humanas e materiais. Qual a margem de erro dos que foram votar e outros já o tinham feito? E os que votaram por si e possivelmente por outros no meio de uma abstenção corriqueira, previamente estudada, desapercebida? Fraude nas urnas alvo de comentários e exposição de especialistas a exigir o dobramento da segurança com voto impresso não é a dúvida na cabeça dos próceres de tantos partidos em ferrenha disputa. Ou já tinham reagido, protestado, pedindo providências. Por outro lado, vincular o Bolsa Família aos votos concentrados em Dilma é visível, consideradas as Regiões Norte e Nordeste, onde se destacam os maiores porcentuais da população beneficiada por tal programa social de distribuição de renda. Do Maranhão (melhor resultado para Dilma, 78,76%), da ordem de 50%; passando por Pernambuco, 40%; ao Estado de Rondônia, 24%; enquanto Santa Catarina tem 8%; São Paulo, 10%; Rio Grande do Sul, 13%; Rio de Janeiro, 16%; Minas Gerais, 20%; e Mato Grosso do Sul, 19%; explicam de certa forma os resultados em prol das duas candidaturas. Aécio perdeu por 550 mil votos na sua área política, Minas Gerais (47% a 52%), mas Dilma perdeu no Rio Grande do Sul, onde se fez politicamente (46% a 53%), ou seja, 455 mil votos. Em se tratando do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Nordeste concentra da ordem de 61% dos municípios no grupo de baixo desenvolvimento humano, assim como na Região Norte são 40%. Já na Região Sul, são 64% e, na Região Sudeste, 52% dos municípios enquadrados no patamar de muito alto desenvolvimento humano. A internet está presente na população e é um fator a ser considerado na disseminação da informação, talvez mais do que a televisão entre o público mais jovem. Compartilhar é a palavra-chave. Destaque para o smartphone. Segundo pesquisas reinantes, 34% são da classe C, classe B com 53%, classe A com 10% e classes D/E com 2%. Em termos geográficos, 25% dos donos desse aparelho estão em São Paulo, mesma quantidade para a Região Nordeste inteira. A Região Sul, 14%; Minas Gerais e Espírito Santo, 12%. As redes sociais foram mais férteis do que a propaganda oficial de Aécio, a lembrar, por exemplo, de Lula criticando o Bolsa Família de FHC e elogiando o do PT, e chamando de imbecil e ignorante quem pensa diferente. Tantas não aproveitadas, mas vistas, acompanhadas por esse público antenado. Nos redutos de Dilma, o medo de perder aquele extra venceu a esperança de um Brasil diferente dos 12 anos de PT, da insegurança, das invasões, da corrupção sistemática, da queda de vários ministros dos malfeitos, de nada fazerem pela impunidade dos criminosos que fazem do Brasil um campo nunca visto de práticas terroristas. Incêndio de ônibus com gente queimada e assalto por menores infratores. Mais quatro anos e a dependência do Bolsa Família aumenta e o aparelhamento dos órgãos públicos se consolida. A Petrobrás vai continuar sangrando; mais obras no exterior “a gerar empregos no Brasil”.  Na política, voltam o assunto plebiscito e a ameaça de nova Constituinte, bolivariana na certa, a salvar a visão das forças vivas da sociedade, imprensa não alinhada, não subjugada e do Congresso que não se vergue, quem sabe sob lideranças novas e velhas que pensem no País contrário à perpetuação no poder de quaisquer grupos partidários.  
 
Ernesto Caruso egcaruso@gmail.com 
Campo Grande

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‘SEIS POR MEIA DÚZIA’

Muito instrutivo o artigo de José Roberto de Toledo “Seis por meia dúzia” (27/10, H23). O levantamento que expõe a respeito dos cargos públicos é realmente útil para percebermos concretamente que a reforma política precisa ser mais profunda e ampla do que está sendo alvitrada. Afinal, ser político não é profissão; muito menos ainda uma profissão familiar. Coisas tais como “clã Sarney”, por exemplo, é coisa que não deveria existir, ou melhor, deveria ser proibido de existir. Assim a reforma política deverá ser bem pensada com ponderações, também, sobre a família na política. Se estamos num Estado Democrático, e de Direito também, a formação de grupos familiares na política regional ou local não deveria ser possível, pois, caso contrário, tem-se o continuísmo do coronelismo de família, além do profissionalismo individual. Não é outra coisa que deixa muito bem claro o autor do artigo, que aborda também o profissionalismo na aspiração de ocupar algum cargo público, dado que a renovação por neófitos é mínima. Meus cumprimentos a José Roberto de Toledo, por sua oportuna pesquisa e análise sobre o resultado das últimas eleições.

Pedro Luís de Campos Vergueiro pedrover@matrix.com.br
São Paulo

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CHEIRO DE MENSALÃO NO AR

A economia norte-americana é dez vezes maior do que a nossa. Os compromissos políticos e militares dos EUA por todo o mundo são mil vezes maiores que os nossos. Pois bem, Barack Obama enfrenta a parada com 13 ministros e cerca de mil cargos de livre provimento. Enquanto isso, Dilma Rousseff trabalha com 39 ministros e cerca de 22 mil cargos de livre provimento. Sem contar o aparelhamento das estatais e das agências reguladoras. Sinto no ar um forte cheiro de “toma lá da cá”, um novo tipo de mensalão. 
 
José Sebastião de Paiva jpaiva1@terra.com.br
São Paulo 

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GANHAR PERDENDO

Ganhar ou perder é do jogo democrático, embora saibamos que a “indigestão” petista está chegando ao seu fim, se pelo menos o Ministério Público Federal e o Judiciário fizerem a sua parte. Comprovado está que tanto a atual presidente reeleita e o seu criador estão diretamente ligados à corrupção da Petrobrás, conforme declarações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, que constaram da delação premiada de ambos. Consta, inclusive, que já houve o pedido judicial do impeachment de dona Dilma, que, esperamos, seja julgado em tempo recorde para evitar possíveis expectativas e especulações cujo prejuízo será ainda maior para o País. 
 
Luiz Dias lfd.silva@2me.com.br 
São Paulo

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DILMA E/OU LULA

A primeira página do “O Estado de S. Paulo” de ontem (segunda-feira) estampava a fotografia de Dilma abraçada com Lula. Essa foto representa fielmente a igualdade: “Se um é dezenove, a outra é vinte menos um”. Este país tão grandioso não merecia esse resultado nas eleições.

Lesy Angelica Amaro Martin lesy.martin@terra.com.br 
São Paulo

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VOTO JOVEM EM DILMA

Grande parte do eleitorado de Dilma foi os jovens de São Paulo. Principalmente os mais possuidores de uma quantidade de conhecimento maior. Digo isso pois estudo num cursinho da Editora Abril, em que grande parte da minha classe está na iminência de entrar num curso de Medicina de qualidade, e vi que os mais inteligentes lá votaram nela. Digo isso porque eles estudaram a história do Brasil e sabem que, se um neoliberal com requintes de nepotismo e censura assumisse o poder, a mudança seria para pior. 

Matheus Markarian matheuszrm@gmail.com 
São Paulo

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PRECONCEITO NAS REDES SOCIAIS

Não podemos tolerar ataques dessa natureza. O que chamou a atenção nos palanques onde o presidente Lula esteve – caminha para o quarto mandato – foram o ódio e o preconceito que ele destilou contra a famosas “zelites”, assim denominadas por ele e pelo seu partido. Quem viu os palanques do sr. Lula nestas eleições sabe muito bem disso. É o desgastante “nós contra eles”. O sr. Lula deveria ser mais responsável com suas palavras, ou calar a boca.

Walter Angelo Carotti waltercarotti@yahoo.com.br 
Indaiatuba 

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BOM DE URNA

Lula é craque. Tem carisma e é imbatível com um microfone nas mãos. Novamente provou isso na reeleição de Dilma.  Podem chamar Lula de pau-de-cana, analfabeto e grosso. O choro é livre e o Brasil é democrático. Mas é fato que Lula é danado e bom de urna.  

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com 
Brasília

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LÓGICO

Uma campanha eleitoral em que grassaram as mentiras, o baixo nível, as ofensas pessoais e as estratégias de marketing mais rasteiro só poderia ter sido vencida pela candidata do partido especialista nessas matérias.

Fábio Aulísio faulisio@hotmail.com 
São Paulo

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DESGOSTO

Aos 84 anos, com desgosto, penso que não viverei para ver este nosso Brasil livre da quadrilha que dele se apossou. Temo por meus descendentes, sob qual regime viverão eles...

Diva Rodrigues Pedrosa diva.rodrigues@terra.com.br 
São Paulo

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ONTEM E HOJE

Domingo caminhamos às urnas num dia ameno, sob a memória espectral do velho São Paulo da garoa. Hoje os peitos dos paulistanos estão compressos. Não por ver a pessoa da presidente a comemorar sua reeleição. Mas com a consciência de que vivemos a mais infame das campanhas e, por outro, a supremacia do voto de regiões onde, em cada três eleitores, um é beneficiário do Bolsa Família, no contexto de nove Estados entre os dez em que o partido da situação foi vencedor. Uma política assistencial só poderia ser efêmera, emergencial, mas o que vemos no Brasil, com a economia em frangalhos, é sua cronicidade, ótima para projetos de permanência no poder mediante a compra de votos. Mas hoje, como sempre, continuamos a trabalhar duro, ainda que sob o consolo de Borges: “Entre a aurora e a noite está a história universal. E vejo desde o breu, junto a meus pés, os caminhos do hebreu, Cartago aniquilada, Inferno e Glória. Dai-me, Senhor, coragem e alegria, para escalar o cume deste dia”. 
 
Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br 
São Paulo

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REELEIÇÃO

Nos momentos de festa ou de dor, paira sempre a sagrada bandeira. Hoje, estamos vendo o pavilhão nacional hasteado a meio pau, sob o rufar dos tambores e os acordes dos clarins.

Aloisio Pedro Novelli celnovelli@terra.com.br 
Marília

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MAIS QUATRO ANOS

Inacreditável: mais quatro anos. Alma de luto. Fechado. 
 
Pirjo Annikki Lehto-Gomes nickylehto@uol.com.br 
São Paulo

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POR UM PAÍS MELHOR

Temos de juntar a força do Brasil inteiro e não dividir, como estão sugerindo. Precisamos evoluir, crescer e desenvolver este país, e não fazer com que nos tornemos mais burros e desprotegidos como já estamos. Temo por nosso futuro, mas sei que se sairmos desta ignorância, desta vagabundice e deste comodismo (com bolsas disso e daquilo, sustentando vagabundo que não quer trabalhar), iremos fazer um país bem melhor, porque recursos temos de sobra e esperteza também, só que utilizada não para o bem de todos, e, sim, para o bem próprio.

Patricia dos Santos ttysantos@hotmail.com  
São Bernardo do Campo

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ALAVANCA DE GOVERNABILIDADE

Metade da população brasileira amanheceu ontem desesperançada ao ter de aceitar a corrupção como alavanca mestra da governabilidade. O bafejo do bem passou perto. Quem sabe na próxima?
 
Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br 
Rio de Janeiro

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ROUBALHEIRA

Parabéns, Dilma, parabéns PT. Infelizmente, a roubalheira na Petrobrás e em outras estatais loteadas pelo partido continuará por mais longos quatro anos, Sob o nariz e o olhar cego da ocupante da cadeira presidencial, que nunca nada vê, nunca nada sabe.

Luciano de Paoli lpaoli@uol.com.br 
São Paulo

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É ASSIM QUE SE VENCE UMA ELEIÇÃO? 
 
O governo do PT, devidamente aparelhado com seu advogado Dias Toffoli na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu um soco direto na democracia e nocauteou a liberdade de expressão. Seus militantes extrapolaram todos os seus limites ao vandalizarem as instalações da Editora Abril, na sexta-feira, em represália à matéria veiculada pela revista “Veja” sobre os escândalos da Petrobrás. É assim que se comporta um governo que, alheio aos anseios de mudança manifestados no ano passado, se alinha às mais sangrentas das ditaduras, privando-se de relações com os principais mercados mundiais por razões ideológicas? Autoritarismo e a manutenção da pobreza serão os baluartes da quarta gestão petista em nosso país. Nossa bandeira foi manchada irremediavelmente de vermelho. Somente as armas poderão mudar o nosso destino. Salve o Brasil!
 
Ricardo A. Rocha rochaerocha@uol.com.br 
São Paulo

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REPÚDIO AO ATAQUE
  
Em nome da indústria gráfica paulista, o Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP), juntamente como a regional paulista da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf-SP), registra seu repúdio e pesar diante do barbarismo praticado contra a sede da Editora Abril, na sexta-feira, dia 24 de outubro. A tentativa de invasão, a pichação dos muros e o despejo de lixo diante do prédio são manifestações de puro e simples vandalismo, incompatíveis com o diálogo democrático e a liberdade de imprensa. Como defensores incondicionais dos mecanismos democráticos, da liberdade de expressão e do Estado de Direito, esperamos que esses acontecimentos sejam devidamente apurados e tenham seus protagonistas responsabilizados na forma da lei.
 
Fabio Arruda Mortara, presidente camila.ramires@viveiros.com.br 
São Paulo

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AS MANCHETES DA VÉSPERA

Exatamente nas vésperas da eleição em segundo turno para a Presidência da República, duas manchetes estouraram como bombas nos meios de comunicação. A primeira, a da revista “Veja”, sob o título “Eles sabiam de tudo”, mostra as fotos de Lula e Dilma na capa e trata de informação do doleiro Alberto Youssef fornecida em decorrência da delação premiada. A segunda, a manchete do caderno “Metrópole” do jornal “O Estado de S. Paulo”, sob o título “Presidente da Sabesp diz que ações sobre crise hídrica foram barradas”, revelando que a informação foi obtida do áudio de uma reunião interna na estatal. Relevando a preferência ou ideologia de cada um de nós e analisando ambas sob o ponto de vista da lógica, pelo menos para mim, na primeira a acusação sobre os dois presidentes do PT nos remete ao fato de que, tanto no caso do mensalão como no assalto ao patrimônio da Petrobrás, as ações foram de tal magnitude que seria impossível não terem chegado ao conhecimento de ambos. E, na hipótese de as acusações serem comprovadas, ambos teriam cometido o crime de lesa-pátria. Já a segunda, de uma gravidade ímpar, por motivos óbvios, merece uma investigação rigorosa não só da Assembleia Legislativa de São Paulo, como do Ministério Público. Na hipótese de a culpa ser do governador reeleito Geraldo Alckmin, não vejo outra solução senão a do seu impeachment, sem prejuízo das demais penalidades legais. Se a culpa foi da atual presidente da Sabesp, exoneração de imediato e o competente inquérito policial por ter perpetrado crime que considero hediondo, além de outro, o de perjuro, em seu depoimento na CPI da Câmara Municipal de São Paulo. Restaria ainda uma investigação ao secretário de Estado ao qual a Sabesp se reporta. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br 
São Paulo

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O FUTURO MINISTRO DE FAZENDA

Reeleita, Dilma Rousseff tem pela frente uma tarefa muito fácil: encontrar um substituto para Guido Mantega, ministro da Fazenda. Para acalmar o mercado (não sei por que o mercado está nervoso, afinal, a economia brasileira está muito bem...) ela tem várias opções. A primeira opção é Lula, pois ele já foi aplaudido de pé pelos empresários num evento ocorrido na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ainda pode contar com os inestimáveis serviços de sua ex-secretária Rosemary Noronha. Mas, caso Lula não aceite o convite, em razão de estar em campanha para a próxima eleição (2018), ela pode convidar Lulinha ou Eike Batista, grandes empresários de sucesso, que muito podem contribuir para o desenvolvimento do País. Enfim, sugiro aos investidores, empresários e banqueiros que patrocinaram a reeleição de Dilma que fiquem calmos, pois daqui a três anos, onze meses e vinte e nove dias teremos eleições novamente. Falta pouco.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br 
Americana

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UM BOM BANQUEIRO PARA O PT

É obvio que, para haver dinheiro disponível para programas sociais, qualquer país democrático precisa dos bancos, indústrias e comércio para gerar impostos. No entanto, para derrubar um candidato, como a “presidenta gerenta” Dilma fez na sórdida campanha de reeleição contra Marina Silva, não faltou detonar com sua maior colaboradora de programa a banqueira Neca Setubal, como se ela fosse o diabo encarnado do “capitalismo selvagem” dispensável na opinião dos comunistas. E não é que um dia após as eleições o PT já sonda o ex-presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco para ministro da Fazenda? Espero que a população que caiu no conto petista aprenda a ver nas milionárias propagandas eleitorais o sentido verdadeiro implícito nelas. Eles sabem desconstruir biografias como ninguém para angariar votos.
 
Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br 
São Paulo

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TOMBO NA BOLSA

Guido Mantega afirmou que quem  apostasse no dólar quebraria a cara. Faltou dizer o que vai quebrar quem apostou na Bolsa.
 
Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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OS CAÇAS SUECOS, PRÓXIMO ESCÂNDALO?

Começa bem o novo mandato da presidente reeleita: com a economia de mal a pior, o Brasil anuncia a compra dos caças suecos por um valor superior ao previsto em US$ 1 bilhão! Melhor explicar isso logo, se é que tem explicação. Ou serão cenas iniciais do próximo escândalo?

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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