Fórum dos Leitores

REFORMA POLÍTICA

O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2014 | 02h04

Eu só queria entender

Dilma Rousseff propõe plebiscito para reforma política: "Meu compromisso é deflagrar essa reforma, que é responsabilidade constitucional do Congresso". Portanto, não "deve mobilizar a sociedade num plebiscito, por meio de consulta popular".

JOSÉ ERLICHMAN

joserlichman@gmail.com

São Paulo

Puxadinho

Reeleita, Dilma volta a falar em plebiscito para reforma política. Isso está parecendo golpe como o pregado por meio do seu Decreto n.º 8.243. Afinal, para que temos Poder Legislativo, o Congresso Nacional? Qualquer mudança deverá ser feita nessa Casa. Os congressistas são os legítimos representantes do povo brasileiro e para isso foram votados. O "tal" decreto é inconstitucional e pelo que conhecemos desse governo ele não vê a hora de fazer um "puxadinho" de outro ato legal (como o proposto plebiscito) para legitimar também esse instrumento imoral. Não só o PMDB deve rejeitar tal absurdo, mas todos os partidos que defendem a democracia e a República. A conta final real do resultado da eleição presidencial é a seguinte: dos eleitores que compareceram às urnas, Dilma teve 48,37%, os outros 51,63% não votaram nela - foram 45,29% de Aécio Neves, 1,71% em branco e 4,63% nulos. Portanto, mais da metade dos eleitores (presentes no segundo turno) não aprovou a sua reeleição.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Base majoritária

A base aliada ao minoritário PT acordou, finalmente, e repele a proposta de plebiscito, só necessário a Lula-Dilma para instaurar a ditadura do PT no molde venezuelano-gramsciano - alijando a base aliada do poder e até, quem sabe, levando-a a um paredón à cubana. Espero que a majoritária base aliada tenha acordado a tempo de salvar o Brasil.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

BRASIL DIVIDIDO

Pagando pra ver

No calor da vitória (apertada, mas uma vitória) a presidente, não ignorando que por obra dela, de seu antecessor e do partido que lhe empresta legitimidade eleitoral este país chegou a um estágio de profunda divisão, lança acenos de reconciliação nacional. Quem conhece mais a fundo o gene petista fica, evidentemente, com um pé atrás. Enxergar virtudes no contraditório não é, nunca foi e, provavelmente, nunca será uma virtude do petismo. Eu, também descontente (embora felicíssimo pelo fato de nossa incipiente democracia cada vez mais dar mostras de um vigor altamente desejado), me incluo entre os que estão pagando para ver até onde irá essa disposição para o diálogo com a sociedade. Essa conversa me faz lembrar a famosa fábula do escorpião e do sapo. Tomara que o sapo (a parcela da sociedade que espera algo de diferente neste novo governo Dilma), ao aceitar conduzir para o outro lado da lagoa sobre suas costas o escorpião (o PT), não leve a ferroada fatal, que implicaria, nesta metáfora, o naufrágio das aspirações mais prementes de expressiva parcela dos brasileiros.

FERNANDO CESAR GASPARINI

phernando.g@bol.com.br

Mogi-Mirim

A história repetida

Como o passado não se apaga da memória, nas tentativas de reconciliação sempre a parte imperfeita promete mudar seu comportamento, o que em geral não ocorre, instalando-se a crise e a ruptura. Qualquer semelhança com o momento político atual não é mera coincidência!

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Secessão

Em seu discurso a presidente fala em diálogo e união, quando o mais correto seria usar o termo reunificação de um país cuja sórdida campanha desagregou, jogando o Norte-Nordeste contra o Sul-Sudeste, negros contra brancos, pobres contra ricos, etc. A maior chaga provocada pela campanha petista foi a secessão e, ao que parece, os sulinos não desaprovaram a ideia.

CARLOS FERNANDO BRAGA

cafebraga@yahoo.com.br

São Paulo

Triste realidade

"Diuturnamente e noturnamente", como disse Dilma na TV, teremos de conviver com um governo sem legitimidade e sem validade institucional, porque de origem viciosa de votos de favor capturados no Nordeste em troca de benefícios, ônus suportado por eleitores do Sul, do Centro-Oeste e de São Paulo, que votaram contra. Em suma, desqualificados vão mandar no Brasil, dividido em dois países, um que paga impostos e perde e outro que não paga e ganha. Isso não é preconceito, mas a fria constatação de uma triste realidade.

FLÁVIO C. DE TOLEDO PINHEIRO

flaviopinheiro.adv@uol.com.br

São Paulo

Sucupira

Odorico Paraguassu remoeu-se no túmulo quando a dita disse que seu (des)governo foi atacado diuturna e noturnamente. Pronatec nela!

JOSE ROBERTO PALMA

palmapai@ig.com.br

São Paulo

RESULTADO DA URNAS

Divulgação estranha

Não entendi e achei muito estranho, na eleição do dia 26 para presidente, o TSE não permitir divulgações parciais dos votos conforme iam sendo totalizados, como ocorreu com os votos para governadores. Para presidente só foi permitida a divulgação quando a totalização já estava praticamente concluída. Por que nas eleições anteriores não foi assim? Por que agora e só para presidente? Não acho que o fuso horário do Acre, com pequeno número de eleitores, justificasse a medida, achei-a muito suspeita. Parece-me ser perfeitamente possível alguém, em posição privilegiada, tendo em primeira mão informações sobre o andamento da contagem dos votos, ficar em condição de manipulá-los, invertendo e introduzindo no sistema certo número de votos fraudados, talvez uns 3 milhões ou 4 milhões - isso antes de começar a divulgação dos resultados das totalizações finais. Acho que o sr. Aécio, na qualidade de senador da República e presidente do PSDB, devia pedir a recontagem dos votos.

SANSÃO JOSÉ DA SILVA

sansao@sansaojsilva.com.br

Uberlândia (MG)

Aprender com o passado

O resultado da eleição de domingo faz-me lembrar a derrota da emenda Dante de Oliveira, das Diretas-Já, em 25 de abril de 1984, por míseros 22 votos. Todos se lembram da história subsequente. Cabe só a nós direcionar a história daqui por diante.

PETER FRAUENDORF

pfrau@uol.com.br

São Paulo

MENSALÃO

É evidente que a negativa da extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato pela Itália tem que ver com o caso Cesare Battisti. A justificativa da Justiça italiana sobre a situação das prisões brasileiras é conversa mole, pois todos os presos do mensalão (aliás, quase todos já em casa) gozam de perfeita saúde física e mental.

Luciano Harary lharary@hotmail.com 
São Paulo

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PIZZOLATO NA ITÁLIA

Que alívio!

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br 
São Paulo

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DESFECHO

Henrique Pizzolato x Cesare Battisti: pizza meia brasileira, mezzo italiana.
 
Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br
São Paulo

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GOVERNO DILMA

Dilma Rousseff começa mal seu novo período. Passou a campanha fazendo e falando baixarias, dando péssimo exemplo e, agora, vem falar em “união” e em reforma política. Mentiras, mentiras e mentiras. E, quanto à “dificuldade” para governar em razão de um Congresso hostil, existem os mensalões da vida, agora sob nova direção.
  
André Coutinho arcouti@uol.com.br 
Campinas

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PLEBISCITO
 
As eleições findaram. É o momento de unir forças, como todos nós sonhamos, por um Brasil melhor. Foi o que a reeleita Dilma prometeu. E disse que considera prioritária a reforma política e que, para tal, vai fazer uma consulta popular, um plebiscito – o que é ignorar o Congresso Nacional. Reforma política se faz via Congresso, que é a maior representação popular de um regime democrático, e não via consulta popular ou plebiscito, que, no fundo, no fundo, reflete a pretensão petista de criar conselhos subservientes para abafar a Câmara e o Senado, e isso, além de antidemocrático, é caminhar celeremente para o bolivarianismo/comunismo.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br 
Vila Velha (ES)

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CONSULTA POPULAR

Ficou muito claro na segunda-feira, na entrevista da presidente Dilma à TV Globo – e até foi apontado por William Bonner –, que em nosso mapa do Brasil existem, na realidade, dois países. Assim, discordo da “Dilminha Paz e Amor” (pelo menos se comportou assim em seu discurso de vitória) sobre a união. Como unir água e óleo? Como unir o Brasil que quer trabalhar, que não é conivente com a corrupção, que não vende seu voto por um assistencialismo sem contrapartida, que quer ser reconhecido pelo resto do mundo pelo seu desenvolvimento, e não por seus índices criminais, e o outro Brasil? Dessa forma, o plebiscito que precisa ser feito de imediato é diferente do que ela sugere.

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com 
Santana de Parnaíba

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O PAÍS PRECISA DE REFORMAS

O Brasil produtivo perdeu para o Brasil improdutivo. Melhor explicando, os Estados que mais trabalham, representam quase 50% do produto interno bruto (PIB) e sustentam os Estados que mais são beneficiados pelos programas sociais, e por isso menos trabalham, não reelegeram a atual presidente. Se este país fosse sério e justo, os beneficiários dos programas sociais jamais deveriam ou poderiam votar, para que não se configurasse o que grande parte dos brasileiros entende por “estelionato eleitoral”, nada que ver com preconceito ou discriminação. Se assim fosse, a atual presidente não teria sido reeleita. Mesmo eleita, ela o foi com pouco mais de 51,5 milhões de votos, num universo de quase 143 milhões de eleitores, o que representa pouco mais de 35% ou 1/3 dos cidadãos que votam. Congresso sem oposição legisla a favor do Executivo, o que ocorreu nos últimos 12 anos da gestão petista. Essa é a razão de não terem pensado em nenhuma das reformas tão necessárias ao País.
 
Fernando Silva lfd.dasilva@2me.com.br 
São Paulo

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PAUTA DA OPOSIÇÃO

Leio que os aliados esperam pelo senador Aécio Neves para planejar os passos da oposição. Espero que não demorem muito. A pauta já está aí posta, basta começar a atuar. Em termos políticos, urge derrubar o Decreto 8.243 e enterrar a ideia de plebiscito para a reforma política. No campo econômico, cobrar uma imediata posição quanto às mudanças de rumo para fazer o País voltar a crescer. No campo social, as melhorias na qualidade do atendimento da saúde pública. No campo gerencial, cobrar a redução do tamanho do Estado, a começar pelo número de ministérios. Não há tempo a perder. 46 milhões de eleitores aguardam.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com 
Rio de Janeiro

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NÃO BASTA TOMAR O PODER

O medo de desmoronar o que já esta ruindo acabou determinando o resultado das eleições. O que resta do pleito eleitoral de 2014 é a prova da incompetência da oposição, que, mesmo contando com inumeráveis escândalos do governo petista ao longo de 12 anos, não conseguiu conquistar a confiança da maioria dos eleitores, a retórica petista saiu mais uma vez vitoriosa e o povo inocentou os corruptos e corruptores. O discurso da felicidade perene como objetivo do governo convenceu as classes “C” “D” e “E”, que acabaram decidindo as eleições. As ameaças petistas ressoaram de forma mais audível diante dos eleitores menos informados do que as promessas de renovação da oposição. Como dizia Maquiavel, referindo-se às qualidades do príncipe: “Não basta tomar o poder, é preciso se manter no poder, mesmo que para isso deva usar a violência, a mentira, a astúcia e a força”.
 
David Rubens de Souza profdavidfilosofia@hotmail.com 
Pindamonhangaba

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LIDERANÇA

Os sustentados venceram os que os sustentam, triste realidade. Pelo menos Aécio Neves saiu fortalecido para vir a ser o líder da oposição, e assim poderemos continuar a nossa luta contra a corrupção e os desmandos do governo.    

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com 
São Paulo

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O VALOR DA TRIBUNA

O resultado eleitoral, em que pese o descarado uso da máquina pública e dos milhares e milhares de ocupantes de cargos em comissão nos governos petistas, que podiam se dar ao luxo de passar dias dentro de vagões de trens e estações de ônibus, fazendo terrorismo eleitoral, sem contar as milhares de ligações telefônicas para o mesmo terrorismo, mostra que há uma expressiva parte do País que pensa e está vendo tudo o que os governos petistas fizeram e continuarão fazendo. Cabe, então, à oposição, capitaneada pelos tucanos, fazer a mesma oposição ferrenha que o PT sempre soube fazer. Mas não precisará usar da mentira: basca ocupar a tribuna para esmiuçar cada ação governamental, exigir das instituições do sistema de Justiça que funcionem, para evitar que Lula e Dilma sejam poupados de suas responsabilidades no petrolão e demais escândalos. Não há mais Joaquins Barbosas. Mas esperamos que não surjam mais engavetadores e apareçam outros juízes em Brasília.
 
Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br 
São Paulo

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A LUTA CONTINUA

Agora só podemos esperar que o senador Aécio leve para o Senado toda a sua disposição de lutar contra esta dominação absurda, incompetente e corrupta que o PT impingiu aos órgãos de governo e de Estado e às empresas estatais, da mesma forma aguerrida como fez na sua campanha eleitoral, infelizmente não vitoriosa. E que lidere seus pares de oposição a agir de forma a não dar trégua no combate a essa dominação e suas consequências danosas ao nosso país. 

Antonio Carlos Mesquita emaildomesquita@gmail.com 
São Paulo

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VENCEDOR

O senador Aécio Neves (PSDB), apesar de ter perdido a eleição para presidente, foi um vencedor que cresceu durante a campanha eleitoral. Demonstrou ter capacidade e grande liderança política para governar o Brasil. Nos debates, soube transmitir muita segurança e esperança aos telespectadores. Felizmente, como senador, ele ainda conta com a tribuna do Senado para continuar a lutar por um país melhor para nossos filhos e netos.

José Millei millei.jose@gmail.com 
São Paulo 

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PROCESSO DEMOCRÁTICO

Na democracia temos de aceitar a vontade da maioria. Cumprimento Aécio Neves, que soube conduzir de forma decente a eleição e obteve expressiva votação. Particularmente, acho que o PT e Dilma saíram menores desta eleição. Quem sabe um dia, quando nossa população tiver um nível mais alto de consciência política e menos apego a interesses pessoais, como bolsas diversas e empreguismo, possamos ter uma eleição decidida pelo que for melhor para o nosso querido Brasil. Até as próximas eleição, vamos fazer o melhor pelo Brasil dentro das nossas possibilidades e cobrar dos políticos que se empenhem em fazer também o melhor.

Abelardo Q. Fraga Jr. abelardo@afdatalink.com.br 
São Paulo

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DIÁLOGO E UNIÃO

Parabéns, Dilma. Parabéns, Aécio. Foi um bom combate. Venceu Dilma. Que ela guarde, então, a bandeira vermelha e as estrelinhas. Mostre que quer mesmo o diálogo e a união com ações. Comece estendendo a nossa Bandeira Verde-Amarela, e seja a presidente do Brasil. 

Silvia Maria Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com 
São Paulo

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GOVERNAR PARA TODOS?

A reconciliação nacional defendida por Dilma Rousseff (27/10, A1) requer o seu respeito aos 48,4% de eleitores de Aécio, ou seja, anulação do Decreto 8.243 e exclusão de intolerantes – como Franklin Martins e “top top” Garcia – e de suas ideias de seu novo governo. E, ainda, requer respeito aos eleitores da sua majoritária base aliada que não são bolivarianos nem comunistas. 

Suely Mandelbaum suely.m@terra.com.br 
São Paulo

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VITÓRIA APERTADA

É importante esclarecer que essa diferença de um pouco menos de 3.500.000 votos a favor de Dilma teria sido anulada se 1.750.000 eleitores tivessem mudado o seu voto para o candidato Aécio, dando a ele a vitória. Em 112.683.879 votos, é uma diferença muito pequena e que deve ser motivo de grande reflexão de Dilma para procurar entender o que fez com que ela, com toda a máquina do governo a seu favor, tivesse essa vitória tão apertada. Sua maneira de governar precisa ser revista, e eu sugiro que comece logo pela troca de comando da economia.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com 
Rio de Janeiro  

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ELEIÇÃO 2014 

Deu a lógica. Desta vez, como as pesquisas indicavam, a candidata à reeleição levou a melhor, com menos de 4% de diferença em relação ao tucano Aécio. Mais uma vez, o peso dos votos nos Estados nordestinos fez a diferença. Mas não foi só isso. O problema de Aécio continuou em seu Estado natal, Minas Gerais. Nos dois turnos a atual presidente levou vantagem sobre ele. Embora Aécio tenha obtido grande dianteira em Belo Horizonte, perdeu feio quando considerado o Estado como um todo. Mais uma vez São Paulo quase fez a diferença. Deu quase 7 milhões de votos de vantagem ao PSDB. Mesmo somados às brilhantes vitórias em todos os Estados do Sul e em alguns outros Estados de outras regiões, isso não foi suficiente para vencer a candidata que tinha toda a máquina pública nas mãos, dispôs de todo apoio logístico (como presidente que é) em suas andanças pelo Brasil, ficou mais de 30 dias afastada do palácio (embora não tenha pedido afastamento legal) e disse o que quis e na hora que quis na mídia (antes do período eleitoral nem entrevistas Dilma concedia). Enfim, é isso. São Paulo, que contribui com uma grande parte da verba aqui gerada por tributos, para ajudar a gastança federal, continuará no seu ritmo de trabalho, ajudando a manter o Brasil como um só país; e não aquele dividido em classes como um grupelho quer fazer parecer.

Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com 
Cunha
     
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OS VOTOS DO BOLSA FAMÍLIA

Foi a vitória do ócio contra Aécio.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br
São Paulo

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EFEITO BOLSA

Nesta eleição, 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família pesaram no resultado. Em 2018 serão 100 milhões.
 
José Barbosa de Oliveira Jr. bbs.jr@hotmail.com 
São Paulo   

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CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU

Aécio comprometeu irremediavelmente o seu planejamento estratégico de campanha ao deixar de incluir Minas Gerais no seu “Muda Brasil”. A indicação de um imutável Pimenta da Veiga para governador, abatido inapelavelmente pelo petista Fernando Pimentel logo no primeiro turno, desorientou o eleitorado mineiro. Acredito que a indicação de qualquer líder emergente do PSDB mineiro, que levasse a eleição de governador para um segundo turno, ganhando ou perdendo, viabilizaria uma vitória mais contundente de Aécio sobre Dilma em Minas Gerais.

Sergio S. de Oliveira ssoliveira@netsite.com.br 
Monte Santo de Minas (MG)

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FILICÍDIO

O Estado de Minas Gerais, desprestigiando seu filho Aécio Neves no 2.º turno, praticou um ato comparável a quem mata o próprio filho. Praticou, simbolicamente, um crime chamado filicídio.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br 
Assis
  
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NÃO ENTENDEMOS

Logo após o término da contagem dos votos, o candidato à Presidência Aécio Neves, em seu discurso, agradeceu os votos do povo brasileiro e em especial os dos paulistas dados a seu favor. Não há o que agradecer, sr. Aécio, você mereceu. Agora, só resta ao senhor esclarecer à outra metade dos eleitores brasileiros qual o verdadeiro motivo de sua derrota no Estado de Minas, onde o senhor governou por oito anos, com mais de 92% de aprovação. Foi erro de campanha, desconfiança ou traição do eleitorado mineiro? Nós, eleitores paulistas, não conseguimos entender!

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com  
São Paulo

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PARA O PRÓXIMO GOVERNO

Cumprimento o senador Aécio Neves por ter sido escolhido por 51.041.010 (48,36% dos votos) brasileiros, por puro patriotismo, para ser o novo presidente da República. Agradeço a essa grande parcela do povo brasileiro, quase metade da população, por ter optado por grandes mudanças que colocariam o Brasil, novamente, nos caminhos tradicionais de sua História. Que a presidente eleita designe para chefiar os ministérios pessoas altamente qualificadas e que o Ministério da Defesa seja chefiado por um oficial-general do último posto, da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica. E que a Comissão Nacional da Verdade busque, de fato, somente a verdade, e investigue com o mesmo empenho e com imparcialidade os dois lados.

Olavo Nogueira Dell’Isola olavondellisola@task.com.br 
Belo Horizonte

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RECUAR E REAGRUPAR

Quase metade dos que votaram nas eleições presidenciais de 26/10 não conseguiram eleger Aécio Neves para implantar as mudanças institucionais de que o Brasil urgentemente precisa. Essa decepção não deve gerar ressentimentos, mas, sim, inspirar a persistência nos conceitos de “recuar e reagrupar”, tornados famosos pelo filósofo e estrategista chinês Sun Tzu (século VI a.C). 

Claudio Janowitzer cjano@terra.com.br 
Rio de Janeiro

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BARBARIDADES

Foi com extremo pesar que recebi a notícia da reeleição de Dilma para a Presidência do Brasil, depois de uma péssima gestão, marcada pela quebra da Petrobrás, por desvios bilionários de dinheiro público, investimentos em Cuba, Venezuela, Moçambique, Bolívia, pela contratação de agentes de Fidel disfarçados de médicos para dar suporte à implantação do comunismo no Brasil, pelo estímulo à vagabundagem remunerada para garantir votos, entre outras barbaridades. O que me consola é que, na minha zona eleitoral, a 258 – Indianópolis, Aécio Neves venceu com 86,53%. Sabem por quê? Porque aqui, em São Paulo, valorizamos o trabalho, a conquista por meio do suor, premiamos e somos premiados pelo mérito, e não pela mendicância profissional. Em resumo, somos muito diferentes de outras regiões deste país, que, apesar de receberem muito dinheiro de nossos impostos, ou seja, do nosso suor, preferem permanecer no ócio remunerado, mantendo-se num padrão de vida africano e, quando não há mais alternativa, despencam aos montes para cá em busca de uma vida melhor. A oposição tem elementos mais do que suficientes para pedir o impeachment de Dilma.
 
Fernando Fenerich ffenerich@gmail.com 
São Paulo 

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VITÓRIA DE PIRRO

Nas estradas turbulentas do mundo atual dois inimigos letais desafiam a perícia política e administrativa das grandes nações responsáveis pela manutenção da paz no mundo. Trata-se do vírus Ebola e do terrorismo do Estado Islâmico (EI). No seu movimento, levam nações à estagnação e atemorizam populações. No domingo, um novo mandato foi outorgado pelo eleitor brasileiro nas urnas. Nas condições em que o Brasil se encontra socioeconomicamente, pode-se dizer que Aécio ou Dilma conquistaram uma vitória de Pirro. Economicamente, o País vai muito mal, os índices de desenvolvimento estão precários, sempre havendo um paliativo do governo de que “tudo está sob rigoroso controle”, enquanto vamos amargando índices que nos humilham diante das pequenas Repúblicas nossas vizinhas. Mas o que parece o grande desafio que o presidente terá de enfrentar é o resultado desta verdadeira “guerra intestina” em que os interesses do poder racharam o Brasil. O Norte e o Nordeste formaram classes protegidas pelo governo, enquanto o Sudeste e o Sul formavam a “elite” que deveria ser combatida com ferocidade. Um país rachado, uma população dividida. Criou-se um conceito de “nós e eles”. Diante de imensos problemas socioeconômicos e estruturais, seja Aécio, seja Dilma, o vencedor teve de fato uma vitória de Pirro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com 
Vassouras (RJ)

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DILMA REELEITA

Se Lula está sorridente, Pirro está gargalhando...

A.Fernandes standyball@hotmail.com 
São Paulo

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A BATALHA E A GUERRA

Obrigada, PT, pela campanha desastrosa. Obrigada pela desfaçatez, pelo mau-caratismo sem limites. Obrigada por mostrarem a cara medonha que sempre tentaram esconder. Afinal, temos agora um líder chamado Aécio Neves. Temos um senador que saberá esperar o próximo momento oportuno, combativo como representante dos cidadãos trabalhadores honestos, abandonados, exauridos de só pagar impostos! Se não foi agora, será daqui a pouco. Vocês são a cobra que se come pelo rabo, porque apostam no ódio, na desavença, para apenas deterem o poder. Compram votos, dão esmolas ao invés da oportunidade que só a educação dá. Manipulam-nos, provocam preconceitos e cizânia entre o povo, fazem o diabo como se não fôssemos, antes de tudo, brasileiros. Não, o Brasil não está dividido entre rico e pobre, entre raça, religião e origem. Somos coloridos, graças a Deus, nas crenças e anseios de todas as partes deste país. Não serão corrompidos e corruptores que nos irão abater na vala comum do cinismo, da mentira, do roubo sem vergonha de um governo cleptocrático e homicida. Seja como for e foi, aprendemos uma dolorosa lição. Perdemos a batalha, mas não a guerra.
    
Gloria de Moraes Fernandes glorinhafernandes@uol.com.br 
São Paulo

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DE OLHO EM 2018

Tendo em vista a expressiva votação de Aécio Neves, o melhor talvez seja ele próprio se recandidatar em 2018 a presidente, tendo o atual governador de São Paulo como vice.

Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com 
Piracicaba 

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NO CAMPO E NAS URNAS

O Brasil foi derrotado na Copa e nas eleições. Será que até 2018 vamos aprender?
 
Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net
São Paulo

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MAIS QUATRO ANOS

Que os eleitores do “poste” Dilma Rousseff, ao engoli-la, tomem cuidado para não engasgar.

Darci Trabachin de Barros darci.trabachin@gmail.com 
Limeira 

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EM CHAMAS
 
Dilma fez “o diabo” para ser reeleita e, marquetada por satanás, foi mantida no inferno onde ardem as chamas do petrolão, do pibinho e da inflação.
 
Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br
São Paulo

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‘A TRAGÉDIA PETISTA’

O artigo “A tragédia petista”, publicado na edição de domingo, de autoria de Zander Navarro, que sintetiza “é preciso mudar, e com urgência, pois o Brasil se esfarinhará, com mais 4 anos de PT”, deveria ser publicado com mais antecedência para permitir ao eleitor avaliar o fator decisivo do seu voto. Lamentavelmente a tragédia vai persistir. 

Alcides Benjamin Porcaro porcaro2010@hotmail.com
São Paulo

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À ESPERA DE UM MILAGRE

Depois de arrasar nossa economia, educação, segurança, saúde e institucionalizar a corrupção; depois de realizar uma campanha eleitoral das mais sórdidas e não representar nenhuma esperança de solução de nossos graves problemas, Dilma foi reeleita presidente do Brasil. A maior parte do eleitorado brasileiro concedeu-lhe o direito de continuar a governar da maneira como é sua marca: incompetente e corruptamente. Desta vez acho que nem Deus terá condições de ajudar.
 
Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com 
São Paulo

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O AVAL DAS URNAS

O povo brasileiro avalizou a institucionalização da corrupção e da (esperta) incompetência. Os que se locupletaram com ela, os que preferem que alguns roubem desde que, sem trabalhar, sobre algum dinheirinho para eles e os completamente desinformados.

Ricardo A. Reis r.areis2011@gmail.com 
Santana de Parnaíba
   
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VERGONHA DA MINHA PROBIDADE

Graças ao PT, cheguei à conclusão de que passei metade da minha vida percorrendo o caminho mais longo e difícil, não roubei, não matei, não me apropriei de nada, não fiz parte de nenhum movimento clandestino, não menti e não fraudei, ao contrário, trabalhei, respeitei, honrei e nunca ganhei nada. Vejo meus impostos sustentando ladrões, mentirosos, fraudadores, movimentos de sem-terra, sem-teto, sem serviço, sem vergonha, etc. Não consigo mudar meus princípios, portanto, cheguei também à conclusão de que estou vivendo e criando meu filho para morarmos no país errado. Integridade, moralidade, respeito, bondade, honradez e trabalho não fazem parte do vocabulário de um grande porcentual de brasileiros. Gostaria de voltar no tempo. Não faria vestibular, pleitearia alguma cota. Não teria comprado um terreninho, e, sim, ingressado no MST. Não teria comprado meu apartamento, mas, sim, seria integrante do MTST. Teria vários filhos e receberia o Bolsa Família, vale gás, vale leite, etc. Por fim, teria investido na carreira de político ou seria um sindicalista. Sinto vergonha de minha probidade, de meus princípios. Sinto-me incompetente. Poderia ter feito muito menos e ter tido muito mais. Como fui “burro”!

Everson Rogério Pavani roger.advog@gmail.com 
São Paulo

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EDUCAÇÃO

Se Dilma tivesse melhorado a educação, como prometeu, ela não teria sido reeleita.

Giampiero Giorgetti giampiero@falcare.com.br
São Paulo

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COSTUME

Diante de tantos escândalos ocorridos ao longo dos últimos 12 anos, quem nos garante, como podemos ter certeza de que o PT não roubou nas urnas?
 
João Manuel Carvalho Maio clinicamaio@terra.com.br 
São José dos Campos

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HERANÇA PRÓPRIA
 
Meu coração está de luto. As eleições presidenciais de 2014, com a vitória de Dilma por pequena margem de diferença, demonstram que o País está dividido. O PT, “como nunca antes neste país”, conseguiu dividir os brasileiros entre Norte/Sul, ricos e pobres, brancos e pretos. Conseguiu impor sua truculência e banalizou a corrupção. Suas mentiras contra seus adversários, repetidas reiteradamente, lograram convencer muitos brasileiros, em especial àqueles com menos acesso a informações. Pobre do meu país! Meu único consolo é que esta será a primeira vez que um presidente eleito herdará sua própria herança maldita.
  
Ana Maria Carmelini  anacarmelini@yahoo.com.br
São Paulo

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DISCURSO E ATITUDE

No seu discurso, a presidente reeleita enfatizou que quer diálogo, que vai ouvir. Logo no primeiro dia, já se desmentiu essa informação durante a entrevista na TV Record. Mostrou sua costumeira irritação quando a repórter Adriana Araújo lhe fez uma pergunta sobre São Paulo. Não gostou da pergunta e revelou imediatamente que essa conversa de disposição para o diálogo não é verdadeira. Dilma não adiantou o que fará na área da economia, e a entrevista do seu demitido ministro da Fazenda mostrou que continuam pensando da mesma maneira. Mas pior foi a entrevista, para o UOL, de seu ministro Gilberto Carvalho, em que ele apregoou que a imprensa tem de ser coordenada pelo seu partido. Foi o que se tira de suas palavras, junto com as de Rui Falcão, sobre o controle da mídia. Dilma não concorda que houve uma divisão do País, claramente estabelecida pela votação. Mas a verdade é que essa divisão é patente e existe. Para que isso não existisse, o que o governo teria de fazer é deixar de explorar as regiões dependentes do Bolsa Família e de se orgulhar de que 50 milhões de pessoas são dele dependentes. Se este governo fosse bom mesmo, teria já começado uma revolução no Nordeste em educação de qualidade, saneamento, obras realmente proveitosas para a região a fim de mudar o perfil de seus moradores. Que digam o que disserem todos, isso não é preconceito, é a realidade. Não se explora isso, como fizeram na campanha. É de interesse do governo petista manter essa dependência, em vez de efetivamente trabalhar para que estas pessoas possam se livrar dessa dependência. Enfim, vem mais do mesmo por aí, não há dúvida.
 
Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com
São Paulo

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PROJETO PARALELO 16

Dividir o País no paralelo 16 é um sonho de longa data. O País já se dividiu, só ficamos com o presidente do Norte.

João Braulio Junqueira Netto jonjunq@gmail.com 
São Paulo

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ESCOLHAS MEDÍOCRES

Resposta ao artigo de Oliveiros S. Ferreira, publicado em 27/10/2014 (“Informação precária, escolhas medíocres”): independentemente do nível socioeconômico do cidadão, constata-se a miséria feita. Vitória da miséria da consciência da realidade.

Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com 
São Paulo

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MEDO
 
Que democracia é esta em que a escolha do governante é feita pelo medo de perder o assistencialismo demagógico? O próprio Lula não disse que não vale vencer pelo estômago? O que conforta é saber que Dilma vai ter de administrar sua própria herança maldita. No entanto, pobres dos brasileiros que trabalham duro.
 
Sebastião Vanderlei Pinheiro vanderlei106@terra.com.br 
São Paulo

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RETROCESSO

Como todos os paulistas, confesso que tive momentos de alegria ao ver a chance de se concretizar uma alternância de poder, imprescindível para a saúde de qualquer regime democrático. Aguentamos no sufoco 12 anos de mentiras, falcatruas e um mar de lama que custou tão caro aos cofres públicos que, comparados aos escândalos dos governos passados, estes seriam hoje casos para “tribunal de pequenas causas”. O legado desta fase é inimaginável. A extensão territorial do nosso país é imensa e quase nunca a verdade dos fatos chega lá, e, se chega, não é acessível tampouco clara para uma grande parte dos eleitores, como são claras as normas e regras do Bolsa Família. Um retrocesso de mais quatro anos.

Leonidas Ronconi ronconileonidas@gmail.com 
São Paulo

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MAIS DO MESMO

Tudo como dantes no quartel de Abrantes: Dilma II (Lula IV), “Vae victis”!

Filippo Pardini filippo@pardini.net
São Paulo

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ROUBA, MAS FAZ?

A corrupção e a incompetência foram eleitas democraticamente.

Eugênio José Alati eugeniojalati@gmail.com
Campinas

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AUDITORIA NA PETROBRÁS

Antes tarde do que nunca! Um dia depois da reeleição da presidente, a diretoria da Petrobrás acaba de contratar uma auditoria externa, anos depois de terem sido descobertas graves irregularidades na empresa, inclusive com um dos principais diretores condenado e preso. Caberia essa providência, em primeiro lugar, à presidente da empresa (Graça Foster); no caso da sua omissão, à presidente do Conselho de Administração (então Dilma); e, na falta desta, à presidente da República (Dilma também), decretando a intervenção da empresa. Terá a presidente igual arrependimento (?) da calamitosa execução econômico-financeira acomodada com prioridade a objetivos eleitorais, motivando a presente instabilidade econômica?

Pablo L. Mainzer plmainzer@hotmail.com 
São Paulo

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TRAGÉDIA EM IBITINGA

Quanto valem estradas duplicadas, túneis engenhosos, pontes e viadutos monumentais, anéis viários moderníssimos, sistemas de cobrança dos pedágios sofisticados, sem policiamento à altura do mínimo necessário, a alguns motoristas de caminhão que trafegam por nossas estradas quase sempre sonolentos ou acordados forçosamente à base de estimulantes? Em que estado estava o caminhoneiro naquela hora (23h30)? Os bilhões de reais gastos para a construção e manutenção de nossas rodovias não valem uma só vida perdida, imagine-se 11 ou talvez até mais, infelizmente. A euforia da criançada e das professoras em terem o privilégio de assistir ao vivo os acordes da Sinfônica Estadual (Osesp) foi maculada pelo destino cruel de terem se defrontado com o imponderável ato trágico de um acidente automobilístico. Ação humana nenhuma, nesta hora triste, vai suavizar a alma dos pais e demais familiares dos mortos. Só Deus na sua infinita misericórdia é capaz de tal milagre.   

Aloisio A. De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br 
Limeira

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CICLISTA MORTO NA PAULISTA

Ciclovias são feitas pensando num ciclista que pedala sempre em frente, até alcançar a linha de chegada, como numa competição, ou até chegar ao fim do mundo. O ciclista dirige-se a algum lugar determinado. Terá de virar à esquerda ou à direita, como qualquer outro veículo. Por que não obrigar o ciclista a fazer curso de trânsito, colocar placa na bicicleta, lanternas de alerta e usar roupa clara? Por que não submeter o ciclista às multas, no caso de desobediência às leis do trânsito? Talvez assim, com responsabilidade, direitos e deveres, para todos, diminuíssem os acidentes.

Ecilla Bezerra  ecillabezerra@gmail.com 
Peruíbe

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